Sexta-feira, Janeiro 25

GOVERNANTES DA PALESTINA-INFÂNCIA DE JESUS-SUBSÍDIO

Preocupado, após ouvir dúvidas de professores de EBD, publico o presente Subsídio, para clarear a questão da idade de Jesus, durante a FUGA DE SUA FAMÍLIA PARA O EGITO, e o reinado de Herodes o Magno e outras datas do período, lembro aos leitores, que a cronológicamente estamos posívelmente situados no período desde 6 AC a 4 AC, para maior informação acesse o site:
http://nucleosetadvilacurucasandresp.globolog.com.br/ e veja as matérias publicadas sobre Novo Testamento, na dúvida nos escreva:
osiel.varela@gmail.com
Da mesma maneira existem dúvidas gritantes sobre estas datas: idade de Jesus quando foi baixado o decreto de matança dos bebês, em Belém e arredores, e a questão de quem governava quando ele voltou do Egito.
Leia Mateus 2 - todo o capítulo.
Coloquei destaque em quase todos os nomes do período(principalmente dos Herodes, que causam confusão), atente para os nomes e os relacione com o assunto da lição 04- A INFÂNCIA DE JESUS.
Para abreviar, o material apresentado é de fonte citada no final. O sub-título segue abaixo.
Os governantes. Período 4 aC a 70 dC -
Texto compilado e alterado com dados do editor do site: Osvarela
Os romanos permaneceram como governantes supremos da Palestina durante os tempos do NT. A família de Herodes, juntamente com os procuradores romanos nomeados, governava sob a autoridade de Roma.
O Novo Testamento inicia-se com o nascimento de Jesus. Herodes o Grande era rei, mas seu governo aproximava-se do fim.
Os últimos anos de seu reinado foram cheios de conspiração e contra conspiração enquanto os membros de sua família disputava o poder. Poucos antes do nascimento de Jesus ele havia executado os dois filhos que tivera com Mariana. Outro filho, Antípatro, conspirou contra Herodes e foi executado apenas cinco dias antes da morte do pai, no ano 4 aC.
Para os romanos Herodes foi um rei vassalo digno de confiança e capaz, mas para os judeus ele foi um tirano egoísta.
Sucederam-no seus filhos:
Arquelau (4aC - 6 dC) governou na Judéia.
O menos estimado dos filhos de Herodes, ele foi cruel e despótico. As queixas dos Judeus contra ele finalmente o levaram ao exílio.
Após o exílio de Arquelau, sua tetrarquia (Judéia, Samaria e Iduméia) foi governada por procuradores romanos.
Herodes Antipas (4 aC - 39 dC) foi nomeado tetrarca da Galiléia e da Peréia. Este orgulhoso e hábil governante foi menos brutal que Arquelau, mas assassinou João Batista que denunciara seu casamento com Herodias.
Favorecido pelo imperador romano Tibério (14 - 37 dC), foi exilado no ano 39 dC por ordem de Calígula (37 - 41 dC).
Filipe (4 aC - 34 dC), terceiro filho de Herodes, foi tetrarca das regiões da Ituréia e Traconites (Lc 3.1).
Filipe parece ter sido um governante relativamente justo e benevolente. Sua capital era Cesaréia de Filipe (Mt 16.13; Mc 8.27), e as moedas que ele cunhou foram as primeiras moedas judaicas a trazer a efígie humana (a de Augusto ou de Tibério).
Morreu no ano 34 dC e seu território foi afinal acrescentado ao de Herodes Agripa I.
Após o exílio de Arquelau, sua tetrarquia (Judéia, Samaria e Iduméia) foi governada por procuradores romanos (6 - 41 dC) Quirino, governador da Síria, chegou à Judéia no ano 6 dC a fim de alistar o povo para efeitos de tributação.
Este ato provocou os patriotas da Judéia, mas as autoridades judaicas os acalmaram por algum tempo.
Contudo, Judas, o galileu, liderou o povo na revolta contra os romanos e contra Herodes. Logo foi morto (At 5.37) é possível que seus seguidores constituíssem o partido dos Zelotes (Lc 6.15; At 1.13).
Os procuradores da Judéia eram diretamente responsáveis perante Roma.
Morando em Cesaréia (Cesaréia Marítima-estive lá,e neste porto tem uma placa de mármore, logo na entrada da área, com dizeres: ("Pôncius Pilatus para Tibérius"-parafraseando, estou sem a foto scaneada para incluir na matéria) eles vinham a Jerusalém em ocasiões especiais, como as festas anuais. Augusto dava aos seus procuradores prazos curtos, mas Tibério os deixava no cargo por mais tempo, para que o povo não fosse explorado com tanta freqüência pelos recém-chegados.
Pilatos foi o quinto procurador e também o mais conhecido por causa da crucificação de Jesus. Governante inflexível e severo, ele foi brutal para os judeus.
Seu massacre sem justificativa dos adoradores samaritanos e outras execuções causaram-lhe a queda em 36 dC.
Herodes Agripa I alcançou a proeminência em 37-44 dC e despojou os procuradores de seus poderes. Como herdeiro da família dos macabeus, ou asmoneus, e em virtude de sua observância da Lei, ele era estimado entre os fariseus.
Esta estima ou popularidade era por sua hostilidade aos cristãos (At 12).
Morreu repentinamente no ano de 44 dC, e seu reino voltou a ser governado pelos procuradores. As condições pioraram sob os procuradores até que precipitaram a rebelião judaica contra o governo romano em 66-70 dC.Fadus (44-46 dC) Cometeu o engano de reclamar a custódia das vestes dos sumos sacerdotes, o que resultou num breve levante.
As vestes estiveram nas mãos dos romanos desde 6-36 dC, mas haviam estado nas mãos dos judeus desde 36 dC até o tempo de Fadus.Alexandre (46-48 dC) Crucificou os dois filhos de Judas, o galileu, Tiago e Simão, por se haverem rebelado.
Cumanus (48-52 dC) Governou uma era até mais tumultuosa. Havendo um soldado romano feito um gesto indecente durante a Páscoa, irromperam levantes e diversas pessoas foram mortas. Noutra ocasião, um soldado fez em pedaços um rolo da Lei e Cumanus foi obrigado a executá-lo depois que uma multidão de judeus chegou a Cesaréia para protestar. Tais incidentes levaram-no, afinal ao exílio.Félix (52-60 dC) Era francamente hostil aos judeus, e suas ações finalmente degeneraram em guerra. Suas drásticas providências para frear os zelotes, um grupo de patriotas judeus favoráveis à guerra contra os romanos, não fizeram outra coisa senão aumentar a popularidade do grupo entre o povo. Foi dentre eles que surgiram os sicários, ou assassinos. Esses judeus fanáticos assassinaram muita gente, incluindo o sumo sacerdote Jônatas. O Método de Félix de governar pelo terror e assassínio uniu os fanáticos com as massas e isto fez com que fosse chamado de volta a Roma.Festo (60-62 dC) Herdou uma situação descontrolada. Ele tentou pacificar o interior, a zona rural, mas o fervor dos fanáticos religiosos e políticos crescia. Festo morreu durante seu mandato, e em Jerusalém a anarquia predominou por completo. Foi nessa ocasião que mataram Tiago, irmão de Jesus. Levantaram-se sumos sacerdotes rivais, competindo pela autoridade; e seus adeptos travaram batalhas campais nas ruas.Albino (62-64 dC) Quando ele chegou a Jerusalém, deliberadamente agravou o problema para promover-se a si próprio em vez de tentar restaurar a ordem. Prendeu muitos, mas pôs em liberdade os que lhe dessem suborno bastante grande.Floro ( 64-66 dC) Relata Josefo que o sucessor de Albino, era tão mau e violento que fazia Albino parecer um benfeitor público. Floro saqueava cidades inteiras. Permitia aos ladrões que pagassem suborno para o livre exercício de sua profissão. Por conseguinte, a nação judaica caiu numa situação intolerável. Desde 68 até 70 dC eles travaram uma guerra heróica que terminou em trágica derrota em 70 dC, quando a cidade e o templo foram invadidos e destruídos.
Fonte: O Mundo do Novo Testamento - Editora Vida

Quinta-feira, Janeiro 24

A INFÂNCIA DE JESUS-LIÇÃO 04/2008-CPAD

JESUS – UMA CRIANÇA PERSEGUIDA
LIÇÃO 04-27/01/2007-CPAD
Autor deste comentário: Osvarela
Glossário: (corrigido)
Herodes Magno (Grande)
– rei da Judéia, do período de 39 a 4 AC – Lc. 1.5. Reconstruiu o Templo de Jerusalém; Era pai de Herodes Antipas, que degolou a João Baptista e era avô de Herodes Agripa I, que matou a Tiago. Matou em um ataque de ciúme, a Mariane, sua mulher predileta e três de seus filhos. Depois de matar seu filho Antipar, morreu comido de vermes, semelhantemente a seu neto, Herodes Agripa I (At. 12.23).
Belém
– Casa de pão; cidade montanhosa de Judá, a 9 km ao sul de Jerusalém; BeittLahm, em árabe, casa de pão. Conhecida também por Belém Efrata – a palavra hebraica Efrata quer dizer: Terra frutífera.
Nazaré – hb. Verdejante; cidade da Galiléia onde Jesus morou após voltar do Egito; En-nasira – em árabe
César - não se trata de nome próprio, mas de um título, usado por imperadores romanos.
Foram doze os Césares;sendo quatro citados no NT:Augusto; Tibério; Cláudio e Nero.
Augusto – primeiro imperador romano; reinava quando Jesus nasceu; Augusto – quer dizer venerado, majestoso;
Censo demográfico – levantamento estatístico da população de uma região, estado , cidade ou país.
Elate – cidade portuária, de Edom no Mar vermelho; hoje entrada de quem vem do Egito e
Bayit – casa, habitação,; pode significar também, família ou clã; templo, edifício, lar. Aparece cerca de 2.000 vezes no Antigo Testamento.
bar-mitzvah - aos 12 anos, um menino judeu tornava-se "filho da Lei" e começava a observar as exigências da Lei. B'nai Mitzvá (filhos do mandamento) é o nome dado à cerimônia que insere o jovem judeu como um membro maduro na comunidade judaica.
Quando uma criança judia atinge a sua maturidade (aos 12 anos de idade, mais um dia para as moças, e aos 13 anos e um dia para os rapazes), passa a tornar-se responsável pelos seus actos, de acordo com a lei judaica. Nessa altura, diz-se que o menino passa a ser Bar Mitzvá (בר מצווה, "filho do mandamento"); e a menina passa a ser Bat Mitzvá (בת מצווה, "filha do mandamento"). Ao completar 13 anos, o jovem judeu é chamado pela primeira vez para a leitura da Torah (conhecido como Pentateuco pelos cristãos). Ao ser chamado pela primeira vez, o jovem pode, a partir daí, integrar o miniam (quórum mínimo de 10 homens adultos para realização de certas cerimônias judaicas, ou para abrir uma Sinagoga).Antes desta idade, são os pais os responsáveis pelos atos dos filhos. Depois desta idade, os rapazes e moças podem finalmente participar em todas as áreas da vida da comunidade e assumir a sua responsabilidade na lei ritual judaica, tradição e ética.
ICAR – Igreja Católica Apostólica Romana.
INTRODUÇÃO:
Em tempos de grandes manifestações a favor das crianças, em tempos de combate a pedofilia, em tempos de instalações de Conselhos tutelares da Criança, em tempos de estatuto do Menor, tudo isto para defender nossas crianças, a Lição de número 04 – A Infância de Jesus – vem em bom momento, fazer-nos pensar como foi a infância de um menino chamado Jesus, em pleno período de domínio do Grande Império Romano.
Creio que o Espírito Santo, despertou-me e aguçou, a minha mente, para pensar junto com os leitores, sobre a mais Severa Perseguição, que criança alguma, jamais sofreu.
Esta faceta da infância do menino chamado Jesus, filho de um carpinteiro e nascido de maneira milagrosa, de uma jovem, chamada Maria, em Belém Efrata, nos revela, o quanto Deus é maravilhoso, ao cumprir o seu Plano Divinal de Redenção da Humanidade, através do menino Jesus.
Os Evangelhos, (São um só evangelho, como Paulo diz) por sua própria essência, só são assim chamados, pela narrativa da vida de Jesus o Homem, e encerra na sua narrativa, a biografia deste personagem divino, a sua infância, e todas as suas fases da vida, aqui na Terra.
Seu nascimento;
Sua infância;
Seu ministério;
Seu sofrimento;

Sua morte;
Sua ressurreição;
Sua ascensão.
Então, Evangelho é tudo quanto é dito, mesmo ainda nos dias de hoje, desde que embasado na Bíblia Sagrada, à respeito de cada fase da vida terrena de Jesus Cristo, é o que Paulo chama de Evangelho.
Rm. 1.9: Pois Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, me é testemunha de como incessantemente faço menção de vós,
Lógico, que você já deve ter ouvido diversas fábulas ou estórias que querem transcender a palavra de Deus, em sua narrativa.
Estória, como aquela que conta milagres de uma infância, de Jesus, que desavisadamente mata um pássaro e ao vê-lo morto lhe restitui a vida; ou aquela, em que fazia demonstrações de seu poder, para seus amiguinhos. Como diz Paulo, fábulas de velhas ou simplesmente fábulas.
PERSEGUIDO ANTES DO NASCIMENTO:
Indiretamente quando César Augusto (LUCAS 2.1-6: Naqueles dias saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo fosse recenseado. Este primeiro recenseamento foi feito quando Quirínio era governador da Síria. E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. Subiu também José, da Galiléia, da cidade de Nazaré, à cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Enquanto estavam ali, chegou o tempo em que ela havia de dar à luz,...) decreta a necessidade de todo cidadão judeu, se deslocar para a cidade de origem ou seja, a cidade de sua naturalidade, Jesus ainda no ventre de sua mãe Maria, é submetido ao tacão do Império romano.
O recenseamento (verificação do censo demográfico) estabelecido por César Augusto era na realidade, uma forma do Imperador Romano, lembrar ao povo judeu o seu domínio, e uma verificação do crescimento da população, principalmente dos homens.
Imaginem! Quanta dificuldade passou uma jovem grávida, de seu primeiro filho, ao deslocar-se sobre uma montaria, até as regiões montanhosas de Belém.
Jesus em seu ventre, Maria subindo, como diz o texto bíblico, as montanhas desde Nazaré (esta cidade, onde já estivemos, localiza-se num verdadeiro "buraco" geográfico, com encostas escarpadas.A geografia de Israel, é formada basicamente, por duas planícies (do Mar [região costeira, Jope, Tel-Aviv] e do rio Jordão) e uma grande cordilheira.) até Belém, cidade também montanhosa.
Imaginem o sofrimento desta mãe e da criancinha, pois foi assim desta forma, que o menino Jesus sofreu a Primeira Perseguição de sua Vida, a imposta pelos Romanos.
Mapa do Bible Atlas Online by Access Foundation

PERSEGUIDO APÓS O NASCIMENTO:
Em 1917 a revolução Bolchevique, levou à morte de toda a família czarista (título dos imperadores da Rússia), inclusive de todas crianças, para que não sobrasse nenhum herdeiro do trono russo.
A própria Bíblia nos mostra um caso semelhante, o caso do menino Mefibosete, um menino coxo, ou paraplégico, que assim ficou, como resultado de uma fuga apressada nos braços de sua ama, que preocupada em lhe resguardar a vida, deixou-o cair, durante a fuga. Mefibosete era filho de Jônatas, filho de Saul, amigo de Davi, morto em batalha com seu pai.
Os que estavam guerreando para Davi, neste período conturbado da história de Israel, procuraram destruir a toda família de Saul, ainda que Davi, este não se alegrou por isto. Era costume desta época, fazer este tipo de matança, par que a oposição fosse destruída.
II Sm. 4.4: Ora, Jônatas, filho de Saul, tinha um filho aleijado dos pés. Este era da idade de cinco anos quando chegaram de Jizreel as novas a respeito de Saul e Jônatas; pelo que sua ama o tomou, e fugiu; e sucedeu que, apressando-se ela a fugir, ele caiu, e ficou coxo. O seu nome era Mefibosete.
Este trecho da Bíblia relata a destruição de toda a família de Saul, restando apenas o menino coxo Mefibosete.
A narrativa acima, serviu para nos introduzir, sobre a perseguição que sofreu o menino Jesus, após o Rei Herodes tomar conhecimento, pelos magos vindos do Oriente sobre: "um nascido rei dos judeus".
MATEUS 2.1-3: Tendo, pois, nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram do oriente a Jerusalém uns magos que perguntavam: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? pois do oriente vimos a sua estrela e viemos adorá-lo. O rei Herodes, ouvindo isso, perturbou-se, e com ele toda a Jerusalém;
Herodes, à partir deste ponto, faz jus ao termo empregado por Jesus, anos após a seu descendente: Lc. 13. 31,32: Naquela mesma hora chegaram alguns fariseus que lhe disseram: Sai, e retira-te daqui, porque Herodes quer matar-te.Respondeu-lhes Jesus: Ide e dizei a essa raposa ...
Começou a agir de maneira sorrateira em busca de informações deste menino nascido como Rei dos judeus.
Leia a seqüência em Mateus do capítulo 2.
A narrativa bíblica sobre o fato, nos diz que, posteriormente à visita dos magos, a Jesus, Herodes ardilosamente tenta encontrar o menino, para matá-lo – Mt. 2.1-12 – sem nenhum remorso, sem pensar na dureza maligna do seu decreto, ele deixa as mães de milhares de crianças, desta faixa etária (0-2 anos) em desespero.
Todos estes acontecimentos trouxeram desconforto a Herodes, que se sentiu ameaçado por vários fatores:
Primeiro: poderia ser acusado de traidor pelos romanos, pela existência de um rei Judeu, descendente de Davi, pois ele consultou aos sacerdotes que lhe informaram sobre as profecias;
Segundo: ser vítima de uma revolução entre os judeus, fortalecidos pela existência de um Rei esperado e Profetizado e aguardado, como Libertador, por séculos;
Sendo pressionado por todos estes pensamentos, informações e incitado por Satanás, baixou o Decreto assassino, pelo qual todas as crianças de dois anos para baixo do sexo masculino, fossem mortas em Belém e arredores, buscando com este insensato ato, de sua rude e cruel personalidade, matar ao menino rei, nascido em Israel – o menino Jesus.
Mas, Deus que conhece tudo, e todos, conhecendo este plano diabólico, preservou a vida do menino, pois o seu Pai divinamente avisado, e fugiu para o lugar determinado pelo anjo: O Egito.
Mateus 2.13-16: E, havendo eles se retirado, eis que um anjo do Senhor apareceu a José em sonho, dizendo: Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito, e ali fica até que eu te fale; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. Levantou-se, pois, tomou de noite o menino e sua mãe, e partiu para o Egito. e lá ficou até a morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito da parte do Senhor pelo profeta: Do Egito chamei o meu Filho. Então Herodes, vendo que fora iludido pelos magos, irou-se grandemente e mandou matar todos os meninos de dois anos para baixo que havia em Belém, e em todos os seus arredores, segundo o tempo que com precisão inquirira dos magos. Fizemos, eu e minha esposa, uma viagem de ônibus, por estrada de asfalto, desde o Egito a Elate, na fronteira inicial de Israel, e foram horas pelo deserto (Dt.2.8: Assim, pois, passamos por nossos irmãos, os filhos de Esaú, que habitam em Seir, desde o caminho da Arabá de Elate e de Eziom-Geber: Depois nos viramos e passamos pelo caminho do deserto de Moabe.).
Imagine o leitor uma família com um filho pequeno passando por todos estes problemas e dificuldades, numa situação de emergência, em fuga pela vida de seu único Filho.
Esta foi a Segunda Perseguição Vivida pelo menino Jesus, desta vez com o intento maligno de atentar contra a sua, ainda infante vida.
Somos remetidos ao viés desta ação aos tempos do nascimento de Moisés, O libertador de Israel.
Sempre que Deus levanta alguém com um propósito de libertar vidas Satanás - o adversário, busca mata-lo, por isto resista ao diabo e ele fugirá de vós, Deus tem um plano na sua vida, na vida de seu filho, na vida da família, fuja das garras de Satanás, proteja a sua vida e dos seus.
COMPLEMENTOS DO TÓPICO e OUTROS SUBSÍDIOS:
Destaque para alguns pontos:
1-Jesus foi morador de Belém Efrata, até aproximadamente 2 (dois) anos de idade;
2-Os magos não chegaram até Jesus na manjedoura, mas em lugar diferente. (veja na lição CPAD - Mestre), como bem ensina a lição. Os magos chegaram em uma casa,em Belém, onde agora habitava a família de José, com sua esposa Maria e seu primogênito, o pequeno menino Jesus.
3-A estrela que os guiava, permaneceu nos céus até eles acharem o menino Jesus, a estrela foi vista no Oriente e levou-os até o local da sua casa (bayit), ou residência.
4-O período de permanência da família do menino Jesus, não deve ter sido muito alongado, pois historiadores,
dão conta que Herodes, já estava enfermo nesta época.
JESUS TEVE UMA FAMÍLIA NORMAL:
Existe no seio da Igreja Católica Apostólica Romana, a crença que Maria não teve outros filhos, e que morreu em estado virginal.
Porém a Bíblia nos mostra que o menino Jesus, foi o primogênito de uma grande família, desta forma ele teve o companheirismo de seus irmãos, as brincadeiras e alegrias do seio da família, porque deus é um Deus de família. E assim, ele teve durante, toda a sua infância, a alegria de desfrutar do amor de sua mãe e seus irmãos.
Marcos 6.3: Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? e não estão aqui entre nós suas irmãs?
Notamos, como está na lição, que inclusive, por ser o primogênito teve uma profissão, ao lado de seu pai: foi carpinteiro.
ALGUNS MISTÉRIOS DA INFÃNCIA E VIDA DE JESUS:
Ano e Data do seu nascimento;
EM QUE ANO NASCEU JESUS CRISTO?
1- Depois da morte de Jesus os primeiros cristãos não se deram ao trabalho de saber a data do seu aniversário, a Igreja durante séculos, não se interessou pelos detalhes históricos da vida de Jesus.Muito embora Lucas tenha feito um estudo minucioso sobre o período do nascimento de Jesus, ele cita: "Leia em Lucas capítulos 1 e 2: Houve nos dias do Rei Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias... Naqueles dias saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo fosse recenseado.Ele dá nomes de governantes da época, mas não o ano de tal governo, por parte de Israel, ele dá a turma e o nome do Sacerdote do período. Este primeiro recenseamento foi feito quando Quirínio (ou Cirênio) era governador da Síria." .Existiam calendários posteriormente alterados, o que causou confusão ao longo dos tempos.
2- Que calendários seguiam os cristãos daquela época? Estavam vivendo no Império Romano e, por isso, seguiam as determinações de Roma. O calendário romano contava o tempo a partir da fundação da cidade de Roma. Marcavam o ano com as iniciais U.C. (Urbis Conditae), isto é, ano tal, a contar da Fundação da Cidade (Cidade com C grande: Roma).
3- Com o advento da "Cristandade", muitos começaram a pensar que a fundação de Roma, que fora pagã durante os primeiros 1000 anos de sua existência, não poderia ser o marco mais adequado para começo da computação dos novos tempos. O nascimento de Jesus, sim, deveria ser tido como o acontecimento central da história da humanidade. A idéia se fortaleceu quando, 450 anos depois de Cristo, o Império Romano desmoronou diante da invasão dos Bárbaros. Não havia nenhuma relação entre o cristianismo e o Império Romano. Tornava-se necessário um novo calendário que tivesse como eixo central a pessoa de Jesus Cristo.
4- Foi quando se deram conta de que ninguém sabia o dia, o mês, nem sequer o ano do nascimento de Jesus. Os autores do Evangelho haviam omitido este detalhe. Os Evangelistas contam episódios da vida de Jesus que foram compilados em cima de uma catequese oral anterior e estes escritos nunca tiveram a pretensão de dar uma cronologia exata da vida de Cristo.
SUA ESTADA DESDE CERCA DE 2 (DOIS) ANOS ATÉ POR VOLTA DOS 12 (DOZE) ANOS NO EGITO:
A Bíblia Sagrada nada nos revela sobre a estadia de Jesus no Egito. Muitos querem fantasia-la com estórias sem nexo, trazendo confusão aos que não conhecem a Palavra de Deus e a teem por regra única de Fé. Existem até narrativas apócrifas sobre este período da Infância de Jesus, como no apócrifo Evangelho Pseudo-Tomé. Não caia neste erro, o que Deus quis nos revelar sobre a infância de Jesus é o que nós lemos na Bíblia.
O autor da lição escreve, muito bem, sobre este período.
DESTAQUE:
É interessante notar, que o menino Jesus era impulsionado para estudar as Escrituras e sendo pelo que lemos, nas mesmas Escrituras, um menino inteligente, crescendo na Graça e no conhecimento, contudo existia dentro do lar do menino Jesus um ambiente de ensino, e estudo das Escrituras, e cumprimento da Lei de Moisés: Lucas2.41: Ora, seus pais iam todos os anos a Jerusalém, à festa da páscoa... ou como trecho abaixo de Lucas.
Isto mostra que Jesus teve um crescimento humano, em um corpo humano, mas as coisas do Pai lhe atraiam, por isto ele foi destaque na discussão no templo.
Ocorre-me também o seguinte:
Sabemos, contudo, que Jesus em sua infância, até a sua iniciação (bar-mitzvah), foi ensinado sobre a palavra de Deus, dada a obediência de seu pai, a Lei. Lucas. 2.21-24: Quando se completaram os oito dias para ser circuncidado o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido. Terminados os dias da purificação, segundo a lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém, para apresentá-lo ao Senhor (conforme está escrito na lei do Senhor: Todo primogênito será consagrado ao Senhor), e para oferecerem um sacrifício segundo o disposto na lei do Senhor: um par de rolas, ou dois pombinhos.
De tal forma, que pode estar no meio dos doutores, discutindo no Templo a Palavra do Pai Celestial, ele que era a Palavra, falava da Palavra.
Pensamento do autor deste texto: Jesus, não chamou apenas atenção dos doutores da lei, somente, por sua compreensão e sabedoria nas Escrituras, mas também, porque ele foi um dos poucos meninos naquele ano, da Região de Belém, com 12 (doze) anos de idade, que foram, até Jerusalém para participar da iniciação, a qual todo menino judeu, tem que passar para poder realizar, em público, a leitura da Torah, tornando-se apto, a partir deste evento especial, para todo menino judeu, e até nisto, vemos que a infância de Jesus foi como de todo menino judeu, uma infância normal e humana. Este fato, de Jesus ser um dos poucos meninos da região de Belém, também deve ter sido notado pelos sacerdotes e mestres, pois Israel, tem o cuidado de manter a Genealogia de seu povo, além do próprio censo romano.
DOS 12(DOZE) ANOS ATÉ O INÍCIO DE SEU MINISTÉRIO NAS BODAS DE CANÁ, DA GALILÉIA.
Lucas2.51,52: Então, descendo com eles, foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava todas estas coisas em seu coração. E crescia Jesus em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens.
João 2.11: Assim deu Jesus início aos seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele.
VEJA O QUE DIZEM OS HISTORIADORES E A CIÊNCIA ARQUEOLÓGICA SOBRE JESUS E SUA EXISTÊNCIA:

Para um dos principais especialistas do Brasil na realidade histórica por trás da vida de Jesus, André Chevitarese, historiador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vai mais longe: Jesus seria virtualmente invisível para um arqueólogo de hoje. "Não só ele como quase toda a primeira e a segunda geração de cristãos. São pessoas periféricas, gente muito simples, de origem rural", declarou Chevitarese ao G1. Seriam incapazes de deixar restos materiais claros de si mesmos.
Jesus é 'invisível' no registro arqueológico.
New York Times/G1
CONCLUSÃO:

A ciência e os que acreditam nos apócrifos querem descaracterizar a Infância de Jesus, mas a Bíblia nos informa pontualmente, aquilo que nos basta para termos entendimento suficiente como ela ocorreu e que de fato ocorreu, sem nenhuma dúvida, até porque a Bíblia- Os Evangelhos- não teem nenhuma preocupação cronológica, e nem de comprovação de suas narrativas, pois: Rm.1.16: Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê;
EM TUDO O MENINO Jesus foi provado e em todas as provações ele foi vencedor.
Isto nos alenta como pais cristãos, que devemos ensinar, a palavra de Deus aos nossos filhos;
Que nossos filhos devem ser protegidos por nós, sob a orientação de Deus;
Que devemos procurar o melhor para nossos filhos, e ouvirmos a voz de Deus, através do Espírito Santo para podermos promover o bem-estar de nossa família.
É também uma prova cabal de que Jesus, mesmo menino cumpriu toda a vontade de Deus, como homem de sua época.
Importante: não há nenhuma relação entre o batismo ou crisma da ICAR e a consagração das crianças nas Igrejas Evangélicas, muitos que apresentam crianças, cometem este erro ao comentar o ato.
Fonte:
Apontamentos do autor do comentário;
Lição 04-CPAD-1º Trimestre/2008;
Enciclopédia Boyer;
Bíblia Plenitude – SBB
Dicionário Aurélio.
Yahoo – respostas.
Autor: Osiel Varela – Ministro das Assembléias de Deus – Missão.
Consagrado no Belém em 26/09/1996. Membro em Santo André, V. Curuçá. SP.
Ligado ao Belém.Professor de Teologia; Pós – graduado em Bíblia.

Quinta-feira, Janeiro 10

JESUS – O FILHO DE DEUS -Lição 02/2008 – CPAD


Autor deste comentário: Osvarela
Texto Áureo: I Jo. 4.15: Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus.

Exórdio:
Além da questão da Divindade de Jesus Cristo, a sua posição como Filho de Deus, é uma questão que tem sido discutida por séculos, dentro e fora da Igreja.
A posição de Jesus sobre si mesmo, como Filho de Deus, a qual Ele próprio, sempre deixou clara para os seus Discípulos e seus seguidores, e até mesmo para os principais de Israel, tendo inclusive, esta declaração usada como fundamento para sua condenação, no Sinédrio, como em Marcos14. 61.64:Ele, porém...nada respondeu. Tornou o sumo sacerdote a interrogá-lo...És tu o Cristo, o Filho do Deus bendito? Respondeu Jesus: Eu o sou; ...o sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: Para que precisamos ainda de testemunhas? Acabais de ouvir a blasfêmia; que vos parece? E todos o condenaram como réu de morte.
Isto posto, vamos procurar estabelecer vínculos desta Filiação Divina, que possam ajudar aos professores da lição 02 – CPAD/2008.
I-Introdução:
João 1. 12,13: Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus;
A outra questão que está posta e se interliga, obrigatoriamente a primeira, é sobre a Unigenicidade, pois Jesus Cristo é chamado de Filho Unigênito de Deus. Tal afirmação bíblica tem trazido controvérsias de entendimento, uma vez que: os que a procuram entender, baseiam-se muitas vezes na questão lingüística, então tem definições e declarações de todo o tipo, umas procuram descaracterizar a divindade de Jesus, pela etmologia da palavra, dizendo que Cristo é também criado.
Usando inclusive o versículo que lemos acima, na abertura deste item.
Outros procuram sem sabedoria estabelecer unicamente a Unigenicidade como hierarquia divina entre a Trindade.
Fico com a explicação do Pastor Ezequias Soares, no tópico II.2 da Lição- pg. 14. Sobre nossa posição, leia a conclusão.
Busquemos então dentro da Bíblia os argumentos divinos sobre a qualidade prima de Jesus Cristo – Filho de Deus.
II-Entendendo Jesus como Filho de Deus:
Não se pode entender a questão de Jesus – Filho de Deus, sem levar em consideração a kenosis – vide nosso comentário da lição 01-2008 - Desta forma é que muitos estudiosos ou pensadores em suas tentativas de definir a humanidade do Filho de Deus, concentraram os seus ensinos na falta da Divindade de Jesus, entre elas a teoria Kenótica que apresentou Cristo como a manifestação do Logos esvaziada da divindade, isto é, negou-se a divindade de Jesus, ou a tornou totalmente distanciada do Jesus-Homem, ora isto torna então o Filho de Deus uma criatura, o que Ele definitivamente, não o é.
“Estas postulações são contrárias à imutabilidade de Deus e não concordam com passagens das Escrituras que dão atributos divinos ao Jesus histórico.” (Louis Berkhof)"Filho de Deus" no Novo Testamento:
Durante todo o Novo Testamento, a expressão "filho de Deus" é aplicada repetidamente, no singular, apenas para Jesus, com a possível exceção de Lucas 3:38 (no final da genealogia de Jesus cuja ascendência volta até Adão), onde podia argumentar-se que Adão está implicitamente sendo chamado de filho de Deus, com o que nós não concordamos, pois cairíamos na mesma situação sobre os casamento na época de Noé. "Filhos de Deus" é aplicado aos outros apenas no plural.
O Novo Testamento chama Jesus de "filho único de Deus" João 1:8, I João 4:9, "Seu próprio filho" Romanos 8:3. Também refere-se a Jesus simplesmente como "o filho", especialmente quando "o Pai" é usado para se referir a Deus, como na frase "a Pai e do Filho" , II João 1:9, Mateus 28:19).
Outro ponto a ser estudado, entendido e necessariamente explicado, é o entendimento da Declaração do Pai, por ocasião do batismo de Jesus, Mateus 3.17.
Eu procuro entender este versículo como, uma declaração de um Pai, no caso o Pai celestial.
Acompanhe o raciocínio:
Mateus 11.27: Todas as coisas me foram entregues por meu Pai; e ninguém conhece plenamente o Filho, [senão o] Pai; e ninguém conhece plenamente o Pai, [senão o] Filho....
Ora, um pai, quando vê seu filho realizando algo notório, principalmente relevante para alguém, algo que só ele pode fazer, diz com todas as palavras, para todos ouvirem: este é meu filho, ou seja este é igual a mim, fez o que precisava ser feito e que só eu poderia fazer, hoje diria, tem o meu DNA.
Ao levarmos este raciocínio para o campo espiritual, o Pai estava dizendo:
Este é o meu Filho, é igual a mim! Tem a mesma essência em tudo é igual a mim, o Pai!
Bem como, é preciso entender a posição de João ao escrever o capítulo 1 e versículo 14, com referência a Jesus, a frase “o Unigênito do Pai” (Jo 1.14), indica que, como o Filho de Deus, Ele era o representante exclusivo do Ser e caráter daquele que o enviou. No original, o artigo definido está omitido tanto antes de “Unigênito” quanto antes de “Pai”, e sua ausência em cada caso serve para enfatizar as características referidas nos termos usados.
III-Entendendo Jesus como Deus:É fundamental o entendimento que Jesus faz parte da Trindade (não abordamos ainda o assunto, mas acho relevante o professor, procurar entender, sobre esta doutrina, para melhor aproveitamento destas Lições, creio que isto não seja dificuldade em nosso arraial Assembleiano).
De certo, é que precisamos ter este entendimento, desta forma veja a questão deslindada, abaixo;.
Lendo as passagens em Tito 2:13-14: 13 aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, que se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo todo seu, zeloso de boas obras.
E a de 2 Pedro 1:1-3: Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo:Graça e paz vos sejam multiplicadas no pleno conhecimento de Deus e de Jesus nosso Senhor; visto como o seu divino poder nos tem dado tudo..
Vemos duas passagens que podem ser consideradas juntas por causa de sua frase idêntica: “Deus e Salvador” (theou kai soteros).
Em ambas as passagens, “Jesus Cristo” é o objeto da frase. Alguns argumentam que “Salvador” se aplica a Jesus, mas “Deus” é uma referência ao Pai: “Deus (o Pai) e Salvador Jesus Cristo.” Contudo, isto não é apoiado pela construção grega. Esta frase é aplicada a uma pessoa: Jesus Cristo.
Primeiro: esta é a leitura mais natural do texto.
Segundo: os dois nomes ficam sob um artigo, que precede “Deus.” Isto indica que eles têm que ser construídos juntos, não separadamente. E mais, esta frase foi uma fórmula comum e sempre denotou uma divindade, não duas pessoas separadas. Quando ambos Paulo e Pedro usaram a frase, então, “seus leitores sempre a entenderiam como uma referência a uma só pessoa, Jesus Cristo.Simplesmente não ocorreria a eles que ‘Deus’ pudesse significar o Pai, com Jesus Cristo como o ‘Salvador” .
O que isto tudo significa: é que Pedro e Paulo entenderam que Jesus era ambos, “Deus e Salvador”.
Isto é fator preponderante para entendimento de um texto, em Hermenêutica, diria até mesmo básico, pois o leitor ou o hermeneuta, precisa posicionar-se no lugar do ouvinte e do escritor, tal como, no momento em que é feita a declaração pelos autores bíblicos.
Da mesma forma, é necessário o estudo dos Evangelhos, para entender como cada um dos Escritores, apresentam a Jesus Cristo.
Na segunda metade do século 1, algumas comunidades escreveram suas memórias da vida e dos ensinos de Jesus, criando os primeiros evangelhos. Os evangelhos atribuídos a Marcos, Mateus, Lucas e João serão depois considerados inspirados, e incorporados à Bíblia. No evangelho de Marcos a narrativa só começa quando Jesus é reconhecido como filho de Deus, no batismo.
Diz um professor de Teologia da Metodista: Entre as idéias dos primeiros seguidores de Jesus estava, a de que, ele seria um profeta e libertador escatológico, Ou um enviado de Deus e, portanto, seu filho. Mesmo que possamos entender, que é parcial a idéia do professor Nogueira, fica claro, que mesmo a Teologia mais liberal, senão todos, mas, parte deles se dá, por vencidos pela qualidade de Jesus: Filho de DEUS.
IV-Ouvindo a voz de testemunhas e do próprio Pai e do Filho, à respeito:
Podemos ouvir aqueles que estavam presentes na ocasião e no tempo dos fatos:
A Palavra dos Profetas:
Zacarias12.10 :Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o espírito de graça e de súplicas; e olharão para aquele a quem traspassaram, e o prantearão como quem pranteia por seu filho único; e chorarão amargamente por ele, como se chora pelo primogênito.Neste texto temos a palavra yachid, ou seu único filho, veja Gn. 22.2: Prosseguiu Deus: Toma agora teu filho; o teu único.
A Palavra do Pai:
Mateus 3.17: e eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.
A Palavra do próprio Filho:

João 14. 9: Respondeu-lhe Jesus: Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não me conheces, Felipe? Quem me viu a mim, viu o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?
João 10.30: Eu e o Pai somos um.
João 17. 5:"Pai, glorifica ao Filho com a glória que possuí em Ti no início, antes que fossem lançados os fundamentos do mundo."
A Palavra dita sobre, Jesus pelos Anjos:
Anjo Gabriel para Maria, na Anunciação:
Lc 1:31,32,35: "Eis que conceberás e darás à luz um filho a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo...por isso o ente santo que há de nascer, será chamado Filho de Deus."
A palavra de quem estava no Círculo Íntimo de Jesus:

Mateus 16.16: Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Alguém já disse que, Pedro ficou extasiado com a resposta de Jesus: "Não foi a carne e o sangue quem te revelou, mas meu Pai que está nos céus", mas na verdade esta declaração não nasceu de uma elaboração intelectual ou um entusiasmo de sentimento do próprio Pedro mas, veio-lhe dos céus! Nasceu no coração de Deus.
O Círculo Íntimo:
Simão Pedro -Cefas (uma pedra)
Tiago(mais velho;)João (discípulo amado) Boanerges(o filho do trovão) ;André (irmão de Pedro;)Filipe.
A palavra de quem estava presente ao ato de suplício, condenação, da Crucificação, e na Morte de Jesus:
Marcos 15. 39: Ora, o centurião, que estava defronte dele, vendo-o assim expirar, disse: Verdadeiramente este homem era filho de Deus.
O próprio Jesus- Na Hora da sua Morte:

Lucas 23. 46: Jesus, clamando com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.
A Palavra de quem viu Jesus após a morte:
João 20.28: Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu, e Deus meu!
Conclusão:
Alguém, poderá querer se utilizar o texto de João1. 12,13: Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus. Até mesmo, se utilizando da forma como o texto narra sobre o nascimento destes que, são agora chamados filhos de Deus.
Professor e aluno cuidado! Não confunda, estes são os que passaram pelo processo de : “é necessário, nascer de novo”, leia o texto bíblico de João 3. 3-13: Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade ...que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus...Nicodemos: Como pode...nascer, sendo velho? porventura pode ...entrar no ventre de sua mãe, e nascer ? Jesus: Em verdade...se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo. Jesus é o Filho de Deus, por tudo quanto estudamos na Lição, e como, apresentado aqui, ainda que de maneira sucinta, neste pequeno comentário.
Achamos, por bem, não discorrermos sobre a palavra Unigênito, mas o faremos no decorrer da Lição, neste site e no nosso site de Teologia:
http://nucleosetadvilacurucasandresp.globolog.com.br/
Fonte:
Bíblia Plenitude;
Apontamentos do autor;
Lição – CPAD;
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – CPAD;
O Cristão – blog de David Brito;
Igreja Shalom: Rev. Edilson B Nogueira;
Kenosis – Texto de Moisés Olímpio Ferreira -A KÉNOSIS DE CRISTO (Uma breve visão histórica, teológica e gramatical)
Wikipedia;
Autor: Osiel Varela – Ministro das Assembléias de Deus – Missão.
Consagrado no Belém em 26/09/1996.
Congrega em Santo André, V. Curuçá. SP.Pr. Nivaldo Rodrigues.Ligado ao Belém.
Professor de Teologia; Pós – graduado em Bíblia.

Domingo, Janeiro 6

NANOBÍBLIA

Na coluna da direita postamos a foto da nanobíblia, leia a matéria agora sobre o assunto.


Clique sobre a figura para ampliar.

Para ver a imagem em tamanho maior, clique na figura.

Nano – Recentemente, surgiram a nanociência e a nanotecnologia (N & N), que têm por meta dominar parte, pequena que seja, do virtuosismo da natureza na organização da matéria átomo por átomo, molécula por molécula. Esses dois neologismos derivam de nano, prefixo usado na ciência para designar um bilionésimo. Assim, um nanômetro (símbolo nm) é um bilionésimo de metro. Para termos de comparação, um átomo mede cerca de 2 décimos de um nanômetro e o diâmetro de um fio de cabelo humano mede cerca de 30.000 nanômetros. Assim, a nanociência e a nanotecnologia visam, respectivamente, a compreensão e o controle da matéria na escala nanométrica ou, de forma mais abrangente, desde a escala do átomo até cerca de 100 nanômetros, que coincidentemente é a escala típica de um vírus. Apesar desses desenvolvimentos ainda estarem no seu início, em uma fase exploratória, as possibilidades já parecem quase sem limites e a nanotecnologia promete ser uma grande revolução tecnológica..

CIENTISTAS ISRAELENSES CRIAM NANOBÍBLIA

6/1/2008 - 07h00

GERAL - Cientistas do Instituto Technion, em Haifa (Israel) acabam de bater o recorde de menor Bíblia do mundo – ou, pelo menos, do menor Velho Testamento já impresso. A equipe, liderada por Uri Sivan, diretor do Instituto de Nanotecnologia do Technion, e Alex Lahav, ex-chefe do Instituto de Pesquisas em Microeletrônica, conseguiu “escrever” as 308.428 palavras da primeira parte da Bíblia sobre uma superfície de 0.5mm² de silício, coberta por uma camada de ouro de 20 nanômetros.

A nanobíblia foi escrita com a técnica de feixe de íons em foco (FIB, na sigla em inglês). Ao se direcionar um feixe de partículas para um ponto sobre a superfície, os átomos de ouro saem desse ponto, expondo assim a camada de silício que estava por baixo.

O diâmetro do ponto exposto tem cerca de 40 nanometros. Ao observar as palavras escritas sob um microscópio eletrônico de varredura (SEM, em inglês), os pontos expostos de silício ficam mais escuros que o ouro em sua volta, facilitando a leitura.

Ao direcionar um feixe de partículas para vários pontos sobre o substrato, é possível gravar qualquer padrão de pontos, especialmente aquele que represente um texto.

Agora, os cientistas estão tentando fotografar a nanobíblia com o SEM. Assim, eles poderão ampliar a fotografia em 10.000 vezes e exibi-la em uma parede gigante na Faculdade de Física do Instituto. Assim, o texto ficará visível a olho nu em um painel de 7m x 7m.

http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=4128

http://3.bp.blogspot.com/_qpz_3CByXKQ/R3-lO-NWr4I/AAAAAAAAAII/gw5Yh0-fHJA/s1600-h/MENOR+B�BLIA+DO+MUNDO+-+TEXTO.jpg

Sábado, Janeiro 5

Você pode orar por Quênia?
Oposição do Quênia recusa oferta para governo de união
05/01/2008 - 12h22
Confrontos políticos e tribais já duram mais de uma semana.Cerca de 250 mil pessoas já deixaram o país africano.
Da Reuters
entre em contato
O presidente do Quênia, Mwai Kibaki, afirmou neste sábado (5) estar disposto a formar um governo de união nacional para interromper a onda de protestos violentos no país, mas a oposição recusou a oferta e exigiu que ele deixe o poder antes de negociar. Depois de uma semana de conflitos políticos e confrontos tribais no Quênia, iniciados depois da polêmica eleição de 27 de dezembro... Clique aqui para ler a continuação desta reportagem.


Mulher sendo atacada na onda de violência que assola o Quênia!

Quinta-feira, Janeiro 3

Jesus, o Verbo de Deus - Lição 01 - CPAD - 06/01/08


Lição 01 – CPAD 06/12/2008
Texto Áureo:
Jo. 1.14: E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.
– Leitura Bíblica em Classe: Jo. 1.1-10,14

JOÃO 1.1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.2 Ele estava no princípio com Deus.3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez...ss
Verbetes:
Encarnação – mistério pelo qual Deus se fez homem; ato em que Deus se fez homem, unindo a natureza humana à divina. Pequena Enciclopédia Bíblica O S Boyer.
Encarnar – ser a personificação, o modelo de (homem); nascer como ser humano (Jesus – filho do homem, filho de Maria) – Dicionário Aurélio
LOGOS THEOU (grego) - “Palavra de Deus”. Uma expressão sagrada para A Palavra de Deus que é viva e exerce poder conforme nos é dito “no início era A Palavra, e a Palavra estava com Deus e a Palavra era Deus” (João 1:1). Ela também se expressa no contexto no livro de Hebreus (4:12) do Novo Testamento para mostrar a ponte entre a alma e o espírito.
Demiurgo - criatura intermediária entre a natureza divina e a humana. Um deus inferior, que emanou do próprio Deus.
Morphe: -forma
Logos: Fílon (pensador de Alexandria – judeu; segundo Fröhlich, foi um judeu helenista, filósofo da religião.) dá ao seu logos um papel distinto na criação: é a causa.
EXÓRDIO:
O comentarista deste trimestre Pr. Ezequias Soares, é um dos teólogos mais importantes das Assembléias de Deus e do Cristianismo brasileiro, portanto, comentar, ou melhor discorrer sobre seus ensinamentos, não será tarefa fácil, e a nossa única pretensão, ao tecer comentários da lição, é apenas colaborar, o quanto isto é possível, contando com a ajuda do Espírito Santo.
INTRODUÇÃO:
Eis uma questão que secularmente tem sido causa de discussões plenas de ardor e de decepções, para aqueles que sobre ela se debruçaram, sem ter a Revelação do Espírito Santo ou sem considerar substancialmente a Fé, como ancora para obter, o crer nesta verdade.
I JOÃO 1.1-3: O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, a respeito do Verbo da vida (pois a vida foi manifestada, e nós a temos visto, e dela testificamos, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e a nós foi manifestada); sim, o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que vós também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo.
VEJA OS CONCEITOS DESDE A IGREJA PRIMITIVA SOBRE O LOGOS:
NEGAVAM A DEIDADE:
Ebionitas (Jesus foi escolhido por causa de sua piedade legal e por ocasião do batismo recebeu a filiação – adocionismo),
Adocionismo de Hermas (Jesus homem, por sua dignidade, foi escolhido pelo Logos e, na ressurreição constituído Filho);
monarquianos dinâmicos (defendiam que Jesus foi um homem deificado pelo Logos)
NEGAVAM A PLENA HUMANIDADE
Apolinarianismo (O Logos – Espírito - estaria no lugar da alma humana, de modo que Jesus não era plenamente homem. Se Cristo assim fosse, teria pecaminosidade)
(Cristo não tinha espírito humano, mas O Logos, manipulava um corpo humano)
NEGAVAM A PLENA DEIDADE
Arianismo (O Logos foi criado por Deus em determinado tempo da eternidade. Ele foi apenas o primeiro a ser criado, e, embora especialmente escolhido por Deus para a obra criadora que posteriormente haveria de ocorrer, o Logos não era Deus, mas um deus). ( Logos Encarnado [Jesus Cristo], é assim inferior a Deus, embora seja objeto próprio da adoção, estando acima de todas as demais criações
A REVELAÇÃO:
Quando João escreve este primeiro capítulo do seu Evangelho, todos os que lêem o Novo Testamento, notam de imediato, que há uma Revelação Nova desabrochando, além da Biografia do Livro, sem a qual ele não seria um Evangelho.
Porém, podemos notar que, João escreve com uma visão descortinada, desde o Eterno Princípio e do Eterno Conselho para Salvação, em que o Filho, há de, pela kenosis, (Fp. 2.5-9;Gl.4.4) encarnar-se para cumprimento do “gospel edênico” ou Proto-Evangelho de Gn. 3.15: Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.
Para mim, neste texto, o significativo ou a Grande Revelação, encontra-se no fato de que o Verbo do Eterno Princípio, passa a ter Poder Salvítico ou Salvífico quando, como Logos é encarnado como Homem e passa a ser carne (uma hipérbole), como eu e você, [Jo.1.14: E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.] e, à partir de então, realiza a Obra proclamada por Deus, no Livro da Gênesis, para Salvação do Homem!
DEUS EM CARNE:
I JOÃO 4.1-3: Amados, não creiais a todo espírito...Nisto conheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não é de Deus;
Este texto de João é capaz de simplificar todo o entendimento necessário para o Evangelho, ao juntarmos este ao texto em tela, nesta lição.
João revela a identidade de Jesus, na passagem desta lição, ao esclarecer onde estava o Logos, no Princípio Eternal, o que ocorreu para que Ele fosse nivelado e conduzido voluntariamente, a forma humana : “E o Verbo se fez carne, No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.”
Na leitura de Gn. 1. 1: No princípio criou Deus os céus e a terra, encontramos Elohim, palavra que significa deuses, e este versículo é usado por João, numa Exegese Revelada, em seu Evangelho, no capítulo 1.1-2: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus, como uma confirmação da Própria Palavra de Deus, na Regra de que a Bíblia explica a própria Bíblia.
João consegue estabelecer o axioma que aparentemente, estava sem resolução: para ser um Salvador Perfeito, Cristo deveria ser plenamente Deus (porque só Deus poderia nos salvar) e plenamente homem (porque o pecador inteiro necessita ser renovado). Esta é a grande revelação que precisamos guardar em nossos corações.
Parece uma aparente precipitação do autor do presente comentário, mas, não o é, tendo em vista que, em sua experiência como ensinador cristão, já encontrei muito crente novo ou antigo, que tinha dúvida sobre como Cristo pôde suportar as tentações e até mesmo o flagelo da cruz, confundindo todo um preceito divino, redentivo, remidor e salvífico, da necessidade de que, um homem, (lembre de Gn. 3.15), nascido de mulher, fosse a resposta de Deus a Satanás, para desfazer a obra deste último: a maldição na Criação; Deus usa então, daquilo que Satanás pensava ter dominado para sempre, para vencer a astúcia, do mesmo Adversário, com a vinda de Jesus, o Verbo, o Logos Encarnado.
A CONFIRMAÇÃO:

A Bíblia tem inúmeras citações sobre a questão do Logos, e nos quais a deidade Cristo, nos são reveladas, com clareza; muito embora a Teologia, desta área seja realmente difícil, temos uma saída para a aparente dificuldade teológica, a arma mais forte do crente em Cristo, a Fé, pois há em nós o Espírito Santo, que nos leva a alcançar, o entendimento real da necessidade desta Encarnação de Jesus Cristo, O Logos – A Palavra, sem a perda de sua divindade, para Salvação de toda a Humanidade.
Outros textos:
Mateus 8. 27: E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?
Mateus 9. 6: Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados (disse então ao paralítico): Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa.
Estes textos, para mim não deixam dúvida da consciência de Jesus, de sua atuação pelo poder do Logos, A Palavra dita, pela Palavra Encarnada:
como O Cristo,
como Homem,
e Como Deus,
Com poder para realizar aquilo que:
Um homem pode fazer, cheio do Espírito Santo: curar um enfermo;
Aquilo que só Deus pode fazer: perdoar a humanidade, representada ali pelo paralítico.
Aquilo que o Filho pode fazer, pois tudo foi feito por Ele e para Ele: ordenar pela Palavra, a Criação.
A FORMA DA HABITAÇÃO DO VERBO:
Habitou – significa literalmente: “tabernaculou”.
Faça a analogia com o Tabernáculo de Deus entre o povo hebreu; onde a Glória de Deus se manifestou? Ali.
Jesus , o Verbo Encarnado, veio identificar-se com o homem, com a humanidade, pelo processo divino e único da Encarnação do Logos.
A Santa habitação de Deus entre os homens, agora entre todos, não mais no deserto, mas nas cidades, vilas e povoados, fora e dentro de Israel.
No Lugar Santíssimo, estava a Arca e na Arca estava por cima “O Glória”, símbolo da presença de Deus. Este era o Logos presente nas terras da Palestinas daqueles dias.
CONCLUSÃO:
Não se pode deixar de lado a questão do Jesus, O Verbo, pois sua compreensão é fundamental, para estabelecimento da Teologia da sua Humanidade ou Divindade.
Para mim, não resta dúvida quanto a isto, pois é uma questão dogmática colocada por João em:
I JOÃO 1.1-2: O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, a respeito do Verbo da vida; (pois a vida foi manifestada, e nós a temos visto, e dela testificamos, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e a nós foi manifestada);I JOÃO 4.1-3: Amados, não creiais a todo espírito...Nisto conheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não é de Deus!
Poderíamos falar mais, porém é bom ouvir e ler de outros comentaristas.
Excelente e difícil tema, é hora de crescermos com o Conhecimento.
Parabéns a CPAD, após o excelente currículo das EBD-2007, nos preparou mais um excelente Trimestre.
Fonte:
Pequena Enciclopédia O S Boyer;
Heresiologia – SETAD-SP – Oráculo;
Dicionário Aurélio
Pequeno Dicionário Universal – Bucland;
Bíblia de Estdo Aplicação Pessoal – CPAD;
Bíblia Plenitude – SBB; - veja pág. 1070;
Apontamentos do autor;
Site Speculum.
Autor: Osiel Varela – Ministro das Assembléias de Deus – Missão.
Consagrado no Belém em 26/09/1996. Membro em Santo André V. Curuçá. SP.
Pr. Nivaldo Rodrigues. Ligado ao Belém. Professor de Teologia; Pós – graduado em Bíblia.

Quarta-feira, Janeiro 2

Leia e Pense com a Lição 01 - CPAD -2008

A Teologia nos obriga a estar sempre bem informado, antes do comentário da Lição 01 - CPAD -20008, que já está sendo preparado por mim, vou postar um artigo interessante sobre Jesus Cristo na ótica do Cardeal Ratzinger. Não tecerei nenhum juízo ou consideração de valor, para a matéria, deixando livre o comentário para meus leitores-internautas em todoa a "blogsfera" cristã ou não cristã.
Veja a data da matéria que já havia lido:08/05/2007 - 20h47 - Atualizado em 09/05/2007 - 00h26
'Jesus histórico' já era Deus, diz Papa
No livro "Jesus de Nazaré", Bento XVI diz que Cristo afirmou claramente sua divindade.Para historiadores e teólogos, interpretação força demais o sentido dos Evangelhos.
Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo
O novo livro do Papa Bento XVI, "Jesus de Nazaré", coloca o líder da Igreja Católica no centro de um debate acadêmico dos mais complicados: o que a história pode dizer de seguro sobre a vida terrena de Jesus. A conclusão de Bento XVI é que os Evangelhos trazem um retrato mais claro e convincente de Cristo do que qualquer obra histórica moderna, revelando que Jesus sempre esteve consciente de sua natureza divina. No entanto, para os especialistas que estudam o chamado "Jesus histórico", a interpretação papal não faz jus à maneira complexa como a figura de Cristo foi emergindo. Para eles, igualar Jesus a Deus foi um processo lento, e a idéia provavelmente não aparecia nem na pregação original do próprio Cristo.
Verdade seja dita, "Jesus de Nazaré" está longe de ser apenas um livro sobre o Jesus histórico. "Apesar do título, trata-se de um texto marcadamente teológico", avalia André Chevitarese, historiador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na maior parte do tempo, Bento XVI está preocupado em mostrar como a trajetória de Jesus e sua personalidade são relevantes para o cristão de hoje. Ao mesmo tempo, ele quer deixar claro qual a maneira teologicamente correta de enxergar a pessoa de Jesus, diante do que vê como deturpações nas quais ele aparece como um homem como qualquer outro.
"Não é mais lógico, até do ponto de vista histórico, que a grandeza se coloque no início e que a figura de Jesus tenha gerado, na prática, uma superação de todas as categorias disponíveis, podendo ser compreendida somente a partir do mistério de Deus?", questiona o Papa. Em outras palavras, a preocupação central de Ratzinger é com a cristologia - o termo usado pelos teólogos para o estudo da figura e da pessoa de Jesus.
"Com certeza esse é um dos elementos centrais no pontificado dele", declarou ao G1 o vaticanista americano John Allen Jr., autor de duas biografias sobre Bento XVI. "Por exemplo, as pessoas interpretaram uma advertência recente feita ao teólogo Jon Sobrino [seguidor da chamada teologia da libertação, de orientação esquerdista] como uma nova tentativa de enquadrar a teologia da libertação. Mas essa advertência não teve nada a ver com a teologia da libertação e tudo a ver com o que o papa considera uma cristologia errada", diz Allen Jr. E isso porque Sobrino, em seus escritos, dá ênfase à natureza humana de Jesus - para o Papa, uma visão errônea.
Evangelho de João
No centro da argumentação de Bento XVI está o Evangelho de João, a quarta narrativa sobre a vida de Jesus na Bíblia cristã. Nele, Cristo é apresentado como o Verbo (ou Palavra, tradução do grego Lôgos), uma entidade divina existente antes da criação do mundo. Em outras passagens do mesmo texto, Jesus se apresenta como igual ou equivalente ao "Pai" (Deus). Como o Evangelho de João também afirma derivar do testemunho de alguém que presenciou a vida de Jesus, Ratzinger conclui que as afirmações de Jesus sobre sua intimidade com o próprio Deus foram realmente ditas por ele durante sua pregação na Palestina. O Papa defende que a testemunha ocular por trás do texto seria João, filho de Zebedeu, um dos doze apóstolos.
Fragmento de papiro do ano 125 é mais antiga cópia do Evangelho de João. (Foto: Reprodução)
"Sempre acontece esse problema quando um teólogo dogmático vai analisar os textos do Evangelho. Ele vai optar por dizer que não há ruptura entre os vários textos, que todos eles dizem sempre a mesma coisa", diz Luiz Felipe Coimbra Ribeiro, professor de literatura bíblica da Faculdade Evangélica de Brasília. No entanto, a análise do próprio Evangelho de João mostra que ele pode ser o resultado de um processo gradual de pensamento teológico, que foi progressivamente dando a Jesus essa feição divina.
"Um exemplo disso é que a imagem de Jesus como o Verbo de Deus só aparece no prólogo do Evangelho, sumindo do resto do texto. Por isso, é possível defender que ele seja uma interpolação [inserção] posterior, assim como outros capítulos de João", explica André Chevitarese. Mais importantes ainda são as diferenças profundas de linguagem e temática entre João e os demais evangelistas (Mateus, Marcos e Lucas).
"É praticamente consenso hoje que o apóstolo João não pode ter sido o autor. Para um Evangelho escrito por testemunhas oculares, chama a atenção que o tema do Reino de Deus, elemento central no anúncio de Jesus, praticamente não apareça. A mesma coisa pode-se dizer das parábolas", explica Emilio Voigt, doutor em Novo Testamento e coordenador de ensino à distância da Escola Superior de Teologia de São Leopoldo (RS).
Os pesquisadores também interpretam uma série de referências à expulsão dos seguidores de Jesus das sinagogas judaicas como um sinal de que esse Evangelho foi escrito numa época em que cristãos e judeus tinham sofrido uma separação religiosa total - provavelmente no ano 90 da nossa era, ou cerca de 60 anos após a morte de Cristo.
Se a hipótese for verdadeira, isso significa que o Evangelho de João foi o último a ser concluído. O interessante, afirma Chevitarese, é que os outros textos do Novo Testamento parecem mostrar a convivência de várias visões sobre como e quando os cristãos consideravam que Jesus teria assumido seu status de Cristo, ou seja, de "ungido" (escolhido) e filho de Deus. "Para Paulo [autor dos textos provavelmente mais antigos do Novo Testamento, datados por volta do ano 50], Jesus é o Cristo porque ressuscitou. O Evangelho de Marcos traz esse papel já para o batismo de Jesus feito por João Batista. Os Evangelhos de Mateus e Lucas recuam isso para o nascimento dele, enquanto João vê Cristo como preexistente ao próprio mundo. São quatro cristologias diferentes convivendo num espaço de 50, 60 anos", avalia ele.
Verdadeira face

Num ponto, porém, o pesquisador da UFRJ diz que o Papa tem razão em criticar certas reconstruções históricas sobre Jesus. Alguns especialistas influentes, como o irlandês John Dominic Crossan, traçaram recentemente uma imagem de Jesus que se assemelha mais a de um filósofo influenciado pelos gregos, um reformador social ou revolucionário que não dava importância ao lado místico da religião. Bento XVI diz que essas reconstruções são mais um reflexo da ideologia de seus autores do que do próprio Jesus.
"De fato, acho que isso equivale a esvaziar Jesus", afirma Chevitarese. "Não se pode tirá-lo do seu contexto judaico nem eliminar seu lado apocalíptico e escatológico [o de um profeta que espera o final dos tempos e a consumação da história humana]", diz o historiador da UFRJ.
Por outro lado, talvez Bento XVI cometa o exagero oposto ao retratar um Jesus que vê sua missão apenas como a transformação interior das pessoas, sem a busca por justiça e paz que também caracterizava os profetas judeus. "A própria escatologia judaica também tem um substrato político", lembra Luiz Felipe Ribeiro. Ele cita um exemplo cristão, o Apocalipse, que pode ser lido tanto como uma previsão do fim do mundo quanto um ataque contra a opressão romana que afetava os cristãos.
Ribeiro avalia que, como judeu, seria impensável para Jesus se colocar publicamente como igual a Deus. "Agora, isso não quer dizer que não houvesse uma autocompreensão de Jesus na qual ele se via como mais do que humano, uma autocompreensão messiânica, digamos." Seria essa uma das possíveis explicações da misteriosa expressão "Filho do Homem", aparentemente empregada por Jesus para designar a si mesmo. Esse personagem aparece em vários escritos apocalípticos judaicos, muitos dos quais surgidos pouco antes do nascimento de Cristo. "Mas nem mesmo ali o Filho do Homem é igual a Deus - ele é mais um vice-regente, um segundo em comando", afirma Ribeiro.
Consistente com a fé
Descontado o consenso entre os estudiosos do Jesus histórico, seria possível argumentar que o papa não teria muita escolha se não reforçar a imagem divina de Jesus, já que o dogma católico afirma que Cristo era ao mesmo tempo homem e Deus. No entanto, o teólogo irlandês Joseph O'Leary, da Universidade Sophia, no Japão, afirma que é possível conciliar as descobertas sobre o Jesus de carne e osso com o que a fé católica ensina.
"Nós não somos obrigados a achar que Jesus estava ciente de sua divindade [de forma explícita]: essa falta de conhecimento claro pode ser atribuída à natureza humana dele, que está unida mas não misturada à sua natureza divina", diz O'Leary. A julgar pelos textos cristãos mais antigos, argumenta ele, teria sido a Ressurreição de Jesus o evento responsável por fazer os primeiros cristãos começar a compreender a verdadeira face de Cristo. Assim, não seria necessário dizer que, enquanto vivo, ele tivesse se declarado divino.
"Bastaria mostrar que Jesus tinha a percepção de uma união íntima e única com o Pai. Isso traria uma base respeitável para a continuidade com a experiência da Ressurreição. Talvez isso não possa ser 'provado' também, mas se encaixaria bastante bem com as probabilidades históricas", conclui O'Leary.