Terça-feira, Fevereiro 5

JESUS, O PROFETA DAS NAÇÕES - Lição 06- CPAD


Lição 06 – 2008 - CPAD
Autor deste comentário: Osvarela
Verbetes:
Nabî’ ou navi – profeta alguém que proclama ou comunica. Alguém que fala de forma autorizada
Hozeh - o termo hozeh (visionário) é oriundo semanticamente do verbo “hazah” o preferido. Este título é o particípio do verbo hazah que significa "ver" ou "ter visão"
Ro’eh – Ro’eh, o termo mais comum, deriva do verbo “ver”. Um dos seus usos está em Amós 7.12 onde Amazias chama a Amós de ro’eh: “Vai-te, ó vidente (ro’eh), foge para a terra de Judá, e ali come o teu pão, e ali profetiza”. Amazias resistiu a Amós, mas sabia que ele via as palavras de Deus. Nem sempre o termo está associado com vidência. Algumas vezes é uma interpretação dos eventos ou a compreensão de algo mais profundo numa visão comum.
Vidente – pessoa que profetiza. O vidente aparece como um personagem urbano, que atua no outeiro ou ermida de uma cidade, presta seus serviços e é recompensado por isto (1 Sm 9).
Predizer – dizer antecipadamente;prenunciar, vaticinar; Predição: profecia
Atalaia – Guarda; o que vigia de um ponto mais alto.
Cepo: tora ou pedaço de tora (grande pedaço de madeira) cortado no sentido transversal.
LXX- Tradução Septuaginta das Escrituras, realizada em Alexandria, do hebraico para o Grego.
Descrição de Termos usados neste Comentário:
Também são usados, comumente, mas menos vezes mais outros termos hebraicos: sophi’im, significando atalaia (Jr 6.17; Ez 3.17; 33.2,6,7); shomer, significando atalaia, sentinela, guarda (Is.21.11,12; 62.2).Nabî' é empregado mais comumente em Israel. Em Judá, particularmente em Jerusalém, o termo hozeh (visionário) é o preferido. Este título é o particípio do verbo hazah que significa "ver" ou "ter visão". Desta forma, pode-se admitir que o hozeh é alguém que obtém revelações por meio de visões. Somando-se ao nabî' e ao hozeh, um outro especialista religioso do AT é o ro 'eh (vidente). Como o hozeh, também tem visões (ro'eh significa "aquele que vê"). Entretanto, quando aparece nos textos bíblicos, o ro'eh parece estar relacionado a práticas divinatórias. Como parte integrante de sua atividade estão os sacrifícios e ainda responder a perguntas específicas de pessoas que o procuram justamente para isto: transmitir seus questionamentos para a divindade e retornar com uma resposta.
Existe ainda o título ish ha-Elohîm (Homem de Deus) que é, sem dúvida, muito freqüente no A.T.: inicialmente, o Homem de Deus (Eliseu, neste aspecto foi visto, assim pela mulher sunamita) se caracteriza como um tipo específico de agente religioso, sendo aquele que possui uma relação tão estreita com a divindade, que pode operar, inclusive, milagres. No entanto, nas tradições bíblicas preservadas, o ish ha-Elohîm é sinônimo de nabî', sendo agora muito difícil separar as duas figuras.
Um outro título interessante, que revela a existência de grupos proféticos atuando em Israel é benei ha-nebî'îm (filhos de profetas). Este título é atestado nas histórias de Elias e Eliseu e parece ter sido utilizado por um certo período apenas no Norte de Israel (869-842 a.C.) De qualquer forma, os "filhos de profetas" fazem parte de um grupo profético hierarquizado e governado por um líder que recebe o título de ab (pai). Com a morte do líder, o título é transferido para outro profeta.
A LXX traduz os três termos, navi, ro’eh, hozeh por prophetês, vendo-os numa direção, apenas. É o termo que o Novo Testamento utiliza quase cento e cinqüenta vezes. O sentido é “falar por alguém”.
Profeta, vigias, homens de Deus (Eliseu), mensageiros, videntes (não tem a conotação dos nossos dias, era o homem que tinha a visão – [I Sm.9.9: Antigamente em Israel, indo alguém consultar a Deus, dizia assim: Vinde, vamos ao vidente; porque ao profeta de hoje, outrora se chamava vidente.]), adivinhos [também não tem a conotação dos dias de hoje], anunciadores, e servos do Senhor.
O papel fundamental e básico de um profeta, como porta-voz de Deus, era anunciar a mensagem de Deus ao seu povo no contexto histórico devido. O verdadeiro profeta é aquele que fala de forma autorizada da parte de Deus ao homem, neste sentido Moisés foi um profeta em todo seu ministério. Profeta é aquele que anuncia a mensagem que Deus revelou a ele. Dt. 18.9-22. No sentido geral Arão era o profeta de Moisés, ou seja era a pessoa autorizada por Deus para ser profeta, mas falava de modo autorizado com o que Moisés lhe dissesse, em tese, ele era a boca de Moisés, e por ele a boca de Deus. Ex. 6.28-7.2. “disse o Senhor a Moisés: Eu sou Jeová; dize a Faraó, rei do Egito, tudo quanto eu te digo (autorizado). Respondeu Moisés perante o Senhor: Eis que eu sou incircunciso de lábios; como, pois, me ouvirá Faraó; ÊXODO 7.1,2.: Então disse o Senhor a Moisés: Eis que te tenho posto como Deus a Faraó, e Arão, teu irmão, será o teu profeta. Tu falarás tudo o que eu te mandar; e Arão, teu irmão, falará a Faraó (autorizado)...” Vemos aí que Moisés era autorizado por Deus (profeta), mas Arão era a boca de Moisés, tornando-se também, profeta.
Nm.11.29: Moisés, porém, lhe disse: Tens tu ciúmes por mim? Oxalá que do povo do Senhor todos fossem profetas, que o Senhor pusesse o seu espírito sobre eles
Êxodo 6.28-7.2: Arão era a pessoa autorizada por Deus para ser profeta, ou seja, falar de modo autorizado o que Moisés lhe dissesse. Arão era a boca de Moisés.
Números 12.1-8:Aqui ocorre o que chamo de “rebelião dos espirituais”. Deus deixou bem claro quem era seu mediador, e que ele somente fala através do mediador que indicar. O verdadeiro profeta aqui é o que fala da parte de Deus ao homem.
Deuteronômio 18.9-22:Moisés inaugurou, segundo os ditames da lei dada por Deus, o ofício profético. Agora se anuncia sua continuação. O profeta é aquele que anuncia a mensagem que Deus revelou a ele. Veja que anunciar é diferente de predizer.
Podemos dizer, tal qual, a formação das escrituras que : “nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal”, ou seja “Jamais a profecia teve origem na vontade humana”, nos referimos aqui no mesmo contexto da Bíblia, a verdadeira Profecia dada por Deus.
Atente para o fato de que anunciar é diferente de predizer.
O verdadeiro profeta é o que fala da parte de Deus ao homem. Nm. 12.1-8.
Um tema comum eram as obrigações da aliança.

Os profetas estavam sempre chamando a atenção do povo para o evento tão significativo que havia ocorrido no Sinai. Deus havia revelado sua Torah, o manual para a vida! O verdadeiro culto a Deus era algo que alcançava cada aspecto da vida. Fossem quais fossem os papéis: pai, mãe, filho, empregado, empregador, vizinho, eles deveriam ser vividos à luz de seu relacionamento com Deus. E esse tema das obrigações da aliança continha várias facetas:(1) incluía o chamado a voltar para Deus e para sua palavra; (2) incluía o chamado para a santidade pessoal; (3) incluía o chamado ao povo de Deus de viver em paz uns com os outros.
Outro tema comum é o Dia do Senhor.
Geralmente este conceito refere-se a um juízo imediato, e em outras passagens refere-se ao julgamento escatológico no fim dos tempos. O Dia do Senhor inclui três aspectos: (1) o juízo de Deus sobre os descrentes; (2) a purificação do povo de Deus, e (3) a salvação do povo de Deus.
Um terceiro tema profético é o conceito de Messias.
O termo Messias vem da palavra hebraica “masiah” que significa “o ungido”. O equivalente desta palavra no Novo Testamento é a palavra “Christos,” Cristo. Ungir alguém com óleo significava a separação que Deus estava fazendo para servir seu serviço, colocando o Espírito Santo sobre a pessoa, capacitando-a àquele serviço.
Trecho do livro Guia da Bíblia:
“nos dias dos profetas, um sonho poderia ter um significado importante ou nenhum significado: poderia ser uma revelação de Deus sobre alguma coisa que o profeta devia dizer;poderia ser uma imagem de futuros eventos dada por Deus.Os profetas podiam distinguir quando uma visão era de Deus ou não, e principalmente (adendo nosso). As visões não eram necessariamente como sonho que ocorriam só quando eles estavam dormindo.”
INTRODUÇÃO:
Amós. 3. 7:Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.
A questão do Profeta, nasceu da constante rebeldia do povo, em ouvir a Voz de Javé.
E remonta desde o momento da saída ou “Exodus” dos israelitas do Egito, sob o comando de Moisés, e passa pela grande viagem de 40 anos, pela contínua desobediência do povo, em ouvir a voz do Senhor seu Deus, mesmo após declararem que: “tudo que o Senhor falar nós faremos..Ex.19”.
No entanto, não foi bem assim o que ocorreu. A idolatria, as repetidas adulterações com deuses pagãos, ao longo de anos e décadas, apontam para que Deus envia-se os seus servos (O Messias será um servo sofredor – Is. 53) os profetas.
Quando falamos Profetas, estamos nos referindo a dois tipos de profetas. Moisés foi o profeta ou melhor, quem inaugurou, segundo estes preceitos pela lei dada por Deus, o ofício profético.
Os homens que escreveram as Escrituras foram profetas na essência, sem medo ou restrições em falar.
Estes homens tinham plena consciência de que estavam autorizados, falavam daquilo que conheciam da parte de Deus, criam no que falavam, viviam o que falavam e sabiam que suas palavras eram verdadeiras, não se importando com as consequências advindas do seu pronunciamento, diante do povo, reis e sacerdotes, veja o caso de Micaías: I Rs.22.8 ss: ....disse o rei de Israel a Jeosafá: Ainda há um homem..podemos consultar ao Senhor: Micaías ..; porém eu o odeio, porque nunca profetiza o bem a meu respeito, mas somente o mal..o rei de Israel disse: Traze-me depressa Micaías...O mensageiro que fora chamar Micaías falou-lhe, dizendo: Eis que as palavras dos profetas, a uma voz, são favoráveis ao rei; seja, pois, a tua palavra como a de um deles, e fala o que é bom... Quando ele chegou à presença do rei....disse ele: Vi todo o Israel disperso pelos montes, como ovelhas que não têm pastor...Disse o rei de Israel a Jeosafá: Não te disse eu que ele não profetizaria o bem a meu respeito, mas somente o mal?....Zedequias...chegando-se, feriu a Micaías na face... diz o rei: Metei este homem no cárcere, e sustentai-o a pão e água, até que eu volte em paz.Replicou Micaías: Se tu voltares em paz, o Senhor não tem falado por mim...
O ministério de Jesus
como profeta é eivado de casos como estes, por causa de sua proclamação do Reino de Deus, das verdades ditas aos sacerdotes, Fariseus, publicados e saduceus, bem como, aos principais da Sinagoga e do Templo , sem medo do que viria lhe acontecer ele foi ferido, não só no queixo como Micaías, mas em todo o Seu corpo de homem, porém ele jamais reteve as verdades que ouviu nos céus, as quais, Deus O Pai, lhe mandou Proclamar.
Temos o profeta clássico: que serviram ao Senhor como mensageiros especiais de Deus ao seu povo no poder do Espírito Santo. Os profetas clássicos dirigiram as suas mensagens a todo povo informando-os da Ira de Deus contra o pecado, e prevenindo-os do juízo vindouro, conclamando-os ao arrependimento e proclamando a Salvação de Deus a todos os que se convertessem a Ele.Chamamos de profetas clássicos aqueles homens que encontramos entre os anos 800 a cerca de 450 AC.
A relação dos profetas com Deus: Amós 3.7: Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.
Deus revelava os seus planos aos profetas e estes revelavam ao povo para os motivar à santidade e piedade.
PERÍODOS EM QUE OS PROFETAS ATUARAM:
A lição desta semana tem por objetivo dar conhecimento sobre esta importância fundamental dos Profetas, que foram usados por Deus para Proclamar seus oráculos, mas em todos eles, estava presente a Profecia Messiânica, predizendo o Principal: O Messias de Deus, O Profeta das Nações, assim sendo apresentamos abaixo, os períodos em que os profetas atuaram em Israel nos períodos de domínios de outros povos. Notemos que por não darem ouvidos aos “Seus servos os profetas”, pelos quais Jeová anuncia, predizia, exortava, avisava o povo de Israel, muitos foram os períodos de Domínio ou de vassalagem a que Israel foi submetido.
O DOMÍNIO ASSÌRIO
Os profetas Isaías, Oséias, Amós, Jonas, Miquéias, Naum e Sofonias profetizaram durante o período de dominação Assíria.
O DOMÍNIO BABILÔNIO
Os profetas Jeremias, Ezequiel, Daniel, Obadias, Naum, Habacuque e Sofonias profetizaram durante o período de dominação Babilônica.
O DOMÍNIO PERSA
Os profetas Joel, Ageu, Zacarias e Malaquias profetizaram durante o período de dominação Persa.
ATIVIDADES DOS PROFETAS: A TRIPLA FUNÇÃO DO PROFETA.
Em primeiro lugar:
Os profetas eram pregadores
Eles expunham e interpretavam a lei mosaica para a nação. Era seu dever, admoestar, reprovar, denunciar o pecado, ameaçar os terrores do juízo divino, chamar ao arrependimento e trazer consolo e perdão. A repreensão profética muitas vezes era seguida por predições acerca da punição que Deus enviaria àqueles que não estavam atentos às realidades do reino (Jn. 3.4: E começou Jonas a entrar pela cidade, fazendo a jornada dum dia, e clamava, dizendo: Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida...creram em Deus).
O trecho, à seguir, nos mostra que Jesus era um verdadeiro Profeta pois anunciava a mensagem de Deus, no contexto profético de exortação ao Povo para voltar-se para o Reino Deus.
Mt.4.14: para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías:...Galiléia ..., o povo que estava sentado em trevas viu uma grande luz...então começou Jesus a pregar: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos Céus. Lucas 12.31:Buscai primeiro o Reino de Deus...
Cumprindo a atividade de Um Profeta, Jesus expõe e interpreta a lei para seus ouvintes.
Mt. 22.33 ss: E as multidões, ouvindo isso, se maravilhavam da sua doutrina. Os fariseus...reuniram-se todos; e um deles, doutor da lei ...interrogou-o: Mestre, qual é o grande mandamento na lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.
Jesus dá o exemplo de verdadeiro profeta ao pronunciar o Sermão da Montanha, ensina, exorta, desperta o fervor do povo. Mt.5.1-3:.Jesus, pois, vendo as multidões, subiu ao monte; e, tendo se assentado, aproximaram-se os seus discípulos, e ele se pôs a ensiná-los, dizendo: Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.
Mc. 6 34: E Jesus, ao desembarcar, viu uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas.
Em segundo lugar:

Os profetas prediziam.
Eles anunciavam o juízo vindouro, a libertação e os eventos relacionados ao Messias e seu reino. A predição do futuro não era algo para satisfazer curiosidades pessoais mas, sim, a demonstração que sabe e controla o futuro, e dá uma mensagem revelada intencional. A predição dada por um verdadeiro profeta se cumpriria claramente; se não se cumprisse aquela palavra não era de Deus (Dt. 18..20-22).Em I Samuel 3.19 lê-se que o Senhor era com ele e que nenhuma de suas palavras falharia.
A atuação de Jesus como Profeta, dentro do quadro das atribuições de um Profeta bíblico, nas predições:
Predições de Jesus como Profeta:
Sobre os Sinais dos tempos e da sua Vinda para Igreja:
Mt.24.3 ss: E estando ele sentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Declara-nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo. Respondeu-lhes Jesus: Acautelai-vos, que ninguém vos engane. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; a muitos enganarão. E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; olhai não vos perturbeis; porque forçoso é que assim aconteça; mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes e terremotos em vários lugares...
Finalmente:
Os profetas eram atalaias. Os. 9.8 O profeta é a sentinela de Efraim, o povo do meu Deus;
Eles vigiavam, guardavam, eram atalaias do povo de Israel (Ez. 3.17). Ezequiel era um atalaia pronto a prevenir o povo contra a apostasia religiosa. Ele preveniu o povo acerca das alianças militares e políticas com os poderes estrangeiros, acerca da tentação de envolverem-se com a idolatria do culto cananeu e acerca do perigo de colocarem sua confiança no formalismo e ritualismo da religião (mulher Cananéia e mulher samaritana).
O papel profético, nesse sentido, era de acusar a nação pelas violações da aliança mosaica.
Predições de Jesus como Profeta, nos atributos de atalaia, ou perigos do ritualismo e outros fatores:
O FORMALISMO E O RITUALISMO DA RELIGIÃO
NOS DIAS DE JESUS É EXECRADO POR ELE:
Sobre a situação religiosa dos líderes espirituais de Israel:
Mt.2.1 ss: falou Jesus às multidões...:Na cadeira de Moisés se assentam os escribas e fariseus... tudo o que vos disserem, isso fazei e observai; mas não façais conforme as suas obras; porque dizem e não praticam. Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; mas eles mesmos nem com o dedo querem movê-los. Todas...eles fazem a fim de serem vistos pelos homens; pois alargam os seus filactérios, e aumentam as franjas dos seus mantos; ...primeiro lugar nos banquetes, das primeiras cadeiras..., das saudações..., e serem chamados homens: Rabi. Guias cegos! que coais um mosquito, e engulis um camelo. Ai de vós...!limpais o exterior do copo e do prato, mas por dentro...cheios de rapina... limpa primeiro o interior do copo, para que o exterior se torne limpo....hipócritas! porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que...parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e...imundícia.
Sobre o destino de Israel:
Mt.24 ss:
quem estiver no eirado não desça para tirar as coisas de sua casa, e quem estiver no campo não volte atrás para apanhar a sua capa. Mas ai das que estiverem grávidas, e das que amamentarem...! Orai para que a vossa fuga não suceda no inverno nem no sábado; se vos disserem: Eis que ele está no deserto; não saiais...como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, será também a vinda do filho do homem...depois da tribulação daqueles dias, escurecerá o sol, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados... aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e...as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória....Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão.
Quanto ao sentido da sua atuação:
O sentido mais amplo é o de anunciar. (é chegado o Reino de Deus).
O sentido mais restrito, é o de predizer. (não ficará pedra sobre pedra que não seja derribada)
ORIGEM DOS PROFETAS E A CHAMADA: É UMA RELAÇÃO DE JESUS COM OS PROFETAS.
É necessário lembrarmos que Deus escolhe com sua Soberania aqueles que ele quer usar em sua obra, independente de sua origem, lugar de nascimento, cor, filiação ou profissão.
Amós – cuidava de rebanhos e de sicômoros, antes de sua chamada; Am.7.14: E Amós disse a Amazias: Eu não sou profeta, nem filho de profeta, mas boieiro, e cultivador de sicômoros.
Isaías - vivia quase que constante no Palácio de Uzias (era inclusive um homem dedicado a diplomacia do reino), isto foi importante para seu ministério profético, pois ele era contra as alianças com outras Nações, que tinham outros deuses, pois geralmente esta alianças, incluíam casamentos das mulheres da Casa de Israel com gente de que adorava a estes deuses.Is.6.1
Jeremias - cresceu entre os sacerdotes da vila de Anatote – Jr.1.1
Jesusera carpinteiro antes de iniciar o seu ministério. Marcos 6.3: Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? e não estão aqui entre nós suas irmãs?
Para cada tempo, povo ou época, ou contexto histórico proveu um homem para Proclamar as suas verdades ao povo, chegando porém o tempo, que secularmente todo Israel esperava Deus manda O Profeta das Nações na Pessoa de Seu Filho Jesus Cristo, chegava então a Plenitude dos Tempos. Gl.4.4: mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo de lei; ou leia Sobre o Templo de Jerusalém Símbolo da presença de Deus: Ora, Jesus, tendo saído do templo, ia-se retirando..aproximaram dele os seus discípulos...mostrarem os edifícios do templo...ele disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não se deixará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada. Quando...virdes no lugar santo a abominação de desolação, predita pelo profeta Daniel (quem lê, entenda), então os que estiverem na Judéia fujam para os montes.
MINISTÉRIO DE JESUS E AS QUALIDADES E CARACTERÍSTICAS DO NABI’:
Amós. 3. 7:Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.

Hb.1.1: Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho.
Como profeta Jesus teve em seu ministério, como servo, dentro do processo profético, o envolvimento que é uma característica de profeta, ao envolver-se neste processo na tarefa de predizer o futuro (Na parábola da dez virgens, na palavra sobre o que aconteceria nos últimos dias, e sinais de sua vinda), e neste processo profético havia um trabalho de anunciar todas estas coisas com base em revelação anterior. (Isaías, Jonas, Moisés, Jeremias, Ezequiel...)
Ao mesmo tempo Jesus estava profundamente envolvido como profeta na tarefa de despertar o povo para a obediência à sua palavra, exorta-los a tomar consciência do reino de Deus, conforta-los (o que dizem as Escrituras: “Lc.10.20:Contudo, não vos alegreis porque se vos submetem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus. amarás ao senhor teu Deus e ao teu próximo como a ti mesmo...”), no caso como Jesus dizia a Palavra do Pai.
Por outro lado, predizer ou profetizar de Jesus criava nos que nele criam, e nas suas promessas, encorajamento veja o caso de Pedro : Mt.14.28: Respondeu-lhe Pedro: Senhor! se és tu, manda-me ir ter contigo sobre as águas. Disse-lhe ele: Vem. Pedro, descendo do barco, e andando sobre as águas, foi ao encontro de Jesus.
Jesus como profeta foi enfático em anunciar e prevenir ao povo de sua época, dentro do contexto temporal das passagens bíblicas, quanto ao juízo vindouro.
Sendo assim, Jesus foi um verdadeiro Profeta que recebia do Pai a sua mensagem e a proclamava ao povo na característica profética pelo sentido da Fala, ou seja de forma oral.
Muito embora, outros profetas bíblicos, tenham sido usados, de diversas maneiras e foram inspirados por Deus a agir falando e alguns escrevendo (profetas da escrita), mas nunca deixaram de falar as verdades de Deus, necessárias ao Povo, ou aquém se destinava a Mensagem.
Alguns não deixaram nada escrito, como: Natã, Ido, Jeú, Elias, Eliseu... Jesus também não deixou de forma humana, mas inspirou A Igreja, pelo Seu Espírito Santo, O que fala do que ouviu, através das Escrituras Sagradas, que nos proporcionam momentos como desta Lição , em que podemos ficar cheios, no coração ao ver o que Jesus como Profeta nos legou.
Para mim, a mais doce Promessa:
Jo.14.1-6: Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.
JESUS PROFETIZADO COMO PROFETA:
Por Moisés: Dt.18.18 ss: Do meio de seus irmãos lhes suscitarei um profeta semelhante a ti; e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. E de qualquer que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, eu exigirei contas.
JESUS RECONHECIDO COMO PROFETA:
Mt.21.10 ss: Ao entrar ele em Jerusalém, agitou-se a cidade toda e perguntava: Quem é este? E as multidões respondiam: Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia.
Jo.7.37 ss: Ora, no...grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou...: Se alguém tem sede...Então alguns dentre o povo, ouvindo essas palavras, diziam: Verdadeiramente este é o profeta.
JESUS ENTITULA-SE, A SI MESMO, COMO PROFETA, NÃO RECONHECIDO EM NAZARÉ:
Lc. 4. 21 ss; ...a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta escritura aos vossos ouvidos.... e se admiravam das palavras de graça que saíam da sua boca; e diziam: Este não é filho de José? Disse-lhes Jesus: Sem dúvida me direis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; ...o que ouvimos teres feito em Cafarnaum, faze-o ...na tua terra. E prosseguiu: Em verdade vos digo que nenhum profeta é aceito na sua terra...
Há uma narrativa em João que me chama a atenção, Jesus em pleno ofício de profeta, declara-se como Messias, para uma pessoa não israelita, mostrando que veio para todas as Nações, raças e tribos:
Jo.4. 25 ss Replicou-lhe a mulher: Eu sei que vem o Messias (que se chama o Cristo); quando ele vier há de nos anunciar todas as coisas. Disse-lhe Jesus: Eu o sou
OCORRÊNCIAS SIMILARES NA VIDA DE JESUS PROFETA E DE ALGUNS PROFETAS:
Isaías
– mandou nu e descalço pela cidade; Mt.27.27-28: Nisso os soldados do governador levaram Jesus ao pretório, e reuniram em torno dele toda a corte. E, despindo-o ...
Aías rasgou sua capa, deixando-a em pedaços; Jesus teve sua capa preservada profeticamente. Sl. 22.18.. Mateus 27.35:...depois de o crucificarem, repartiram as vestes dele, lançando sortes, para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Repartiram entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica deitaram sortes.
Jeremias:
- Viu o vaso quebrar-se na mão do Oleiro; Jesus foi o vaso quebrado para nos fazer novos vasos. Jesus foi quebrado como vaso-homem (“foi moído pela nossas transgressões”, como o Oleiro faz com a matéria-prima do vaso), mas vencendo a morte tornou a ser Glorificado.
- Conhecido por Deus e dado às Nações por profeta. Jr. 1. 5: Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre te santifiquei; às nações te dei por profeta. Da mesma maneira, Jesus foi dado como: “Luz para alumiar as Nações”.Compare com Lc. 2.32. Luz para alumiar as Nações, e para glória do teu povo Israel.
- Foi acusado falsamente Jr. 37.13-14; Jesus também, o foi: Mt.26. 59: Ora, os ...sacerdotes e...o sinédrio buscavam falso testemunho contra Jesus, para...entregá-lo à morte; e não achavam..se apresentarem muitas testemunhas falsas.. por fim compareceram duas.
- Foi lançado num calabouço. Jr. 37.16; Jesus foi preso antes de seu julgamento e sua morte.Dizem os historiadores que o local onde Jesus ficou preso na noite do seu julgamento, na Fortaleza D’Antonia, era um local onde o preso ficava com os braços atados acima de sua cabeça, de tal forma que ficava como que suspenso.
- Teve sua vida entregue nas mãos dos príncipes e do povo, sob a acusação de sedição e como réu de morte. Jr. 26.8-11: Tendo Jeremias acabado de dizer...Senhor lhe havia ordenado que dissesse a todo o povo..., pegaram nele os sacerdotes... e todo o povo, dizendo: Certamente morrerás; Então os sacerdotes e os profetas...aos príncipes e a todo povo, dizendo: Este homem é réu de morte, porque profetizou contra esta cidade, como ouvistes com os vossos próprios ouvidos. Jr. 38.4,5; Mc. 14.64: E todos o condenaram como réu de morte. Lc.23.24-25: Então Pilatos resolveu atender-lhes o pedido; e soltou-lhes o que fora lançado na prisão por causa de sedição e de homicídio, que era o que eles pediam; mas entregou Jesus à vontade deles.
- Profetizou que a cidade seria queimada a fogo. Jr. 34.22: Eis que eu darei ordem, diz o Senhor, e os farei tornar a esta cidade, e pelejarão contra ela, e a tomarão, e a queimarão a fogo; Jesus profetizou a destruição de Jerusalém, que ocorreu efetivamente no Ano 70. Lc.21.20 ss: Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação. Então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes; os que estiverem dentro da cidade, saiam; e os que estiverem nos campos não entrem nela. Porque dias de vingança são estes, para que se cumpram todas as coisas que estão escritas.
- Profetizou Paz para Jerusalém, mostrando seu amor e o amor de Deus para com a cidade. Jr. 36.16: ...Judá será salvo e Jerusalém habitará em segurança; e este é o nome que lhe chamarão: O SENHOR É NOSSA JUSTIÇA. Jesus amava Jerusalém e queria que ela tivesse a Sua Paz. Lc. 19.41ss: E quando chegou perto e viu a cidade, chorou sobre ela, dizendo: Ah! se tu conhecesses, ao menos neste dia, o que te poderia trazer a paz!
- Foi conduzido ao Egito, independente de sua vontade; Jr. 43.5:Joanã, e os chefes das forças tomaram...de Judá...a toda pessoa...como também a Jeremias, o profeta... e entraram na terra do Egito.
Jesus foi conduzido pelos seus pais, quando ainda era um bebê, com idade inferior, a dois anos: Mt.2.13: Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito...
- Jeremias:Ficou no cepo. Jr 20.1 ss: Pasur,..que era superintendente da casa do Senhor, ouviu Jeremias profetizar estas coisas...feriu Pasur ao profeta Jeremias, e o meteu no cepo
Jesus foi crucificado numa Cruz de Madeira, formada por dois grandes pedaços de madeira:Jo.19.17: Tomaram, pois, a Jesus; e ele, carregando a sua própria cruz.
Sentiu nas suas profecias o amargor do fel (Jr. 9.14-b), profeticamente falando de Jesus na cruz: Mt. 27. 34: deram-lhe a beber vinho misturado com fel.
- Ezequiel
dormiu no chão durante 390 dias e fazia somente uma refeição por dia. Jesus não tinha onde repousar a sua cabeça: Mt. 8.20: Respondeu-lhe Jesus: ...o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.
- Jonas no ventre da Morte: Jn. 2.4 ss: E eu disse: Lançado estou de diante dos teus olhos...tornarei a olhar para o teu ...Templo?As águas...até a alma, o abismo me rodeou, e as algas...minha cabeça. Eu desci até os fundamentos dos montes; a terra encerrou-me para sempre com os seus ferrolhos; mas tu, Senhor meu Deus, fizeste subir da cova a minha vida.
Jesus comparou a sua descida e sofrimento nas garras da Morte, a qual venceu. Aleluia, com a situação do Profeta Jonas; aliás, Jesus usou o Profeta Jonas como outros exemplos de julgamento para aquela população da Palestina Herodio-romana, demonstrando o quanto era importante para o povo a vida de um Profeta.

Mt.12.40: pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra. E eis aqui quem é maior do que Jonas.
- Eliseu, como profeta, foi achincalhado, foi motivo de chacota: II Rs. 2.23:... subindo ele..., uns meninos saíram da cidade, e zombavam dele, dizendo: Sobe, calvo; sobe, calvo! A Bíblia também fala que zombaram dos mensageiros de Deus: II Cr.36.16; Jesus também o foi, como profeta: Lc. 22.63: Os...que detinham Jesus zombavam dele.. vendando-lhe os olhos...: Profetiza, quem foi que te bateu?E, blasfemando, diziam muitas outras coisas contra ele.
- Micaías foi ferido no queixo ou esbofeteado. João 18.22: E, havendo ele dito isso, um dos guardas que ali estavam deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que respondes ao sumo sacerdote?;
CONCLUSÃO:
O grande erro do Povo de Israel, mesmo reconhecendo Jesus como Profeta, as vezes, até tardiamente, Ez.33.33 (Mt.10.41; Mt.14.5: E queria matá-lo, mas temia o povo; porque o tinham como profeta.), e mesmo ainda, que o desprezassem como o Messias (Mc. 15.32-a), foi que eles incorreram naquilo que as Escrituras falam: I Cr. 16. 22: Não toqueis os meus ungidos(ele era O Cristo), e não façais mal aos meus profetas.
E o povo incitado pelos sacerdotes e pelo Sinédrio fez como foi incitado.
É muito perigoso para aqueles que usam suas posições na Igreja incitarem ou mal conduzir o povo contra alguém ou a favor de uma situação para proveito próprio.
Deus lhes cobrará.
Não sejamos como aqueles aos quais, Judas condena, como invasores de lares, trazendo cativos, à sua submissão ou pretensa autoridade espiritual, muitas das vezes, por causa do “uso” de um Dom; retém vidas sob uma possível presença de Deus em suas vidas, colocando jugo sobre famílias inteiras, direcionando vidas e situações nas Igrejas.
Lc.23.1 ss: E levantando-se toda a multidão deles, conduziram Jesus a Pilatos. E começaram a acusá-lo... dizendo ser ele mesmo Cristo, rei...Eles, porém, bradavam, dizendo: Crucifica-o! crucifica-o!
Apesar de parte deles só o reconhecerem e o conhecerem, como Profeta, eles em grande erraram monta, e o erro foi ainda maior, por terem tocado no CRISTO, isto é no UNGIDO de Deus.
Transcrição com compilação:
“A profecia bíblica foi endereçada, e ainda o é, a toda à nação — jovens e velhos, ricos e pobres; ela se concentrava e continua atuando nas atitudes das pessoas — ter um coração não transformado significava que Deus rejeitaria o ritual; ela continha imperativos morais — os profetas bíblicos chamavam as pessoas não para o ritual, mas para a santidade; e, finalmente, as profecias apresentavam implicações distantes em função da atitude do povo — Deus estava guiando a história e os profetas sabiam que as ações presentes afetariam as gerações vindouras. Isso significa entre outras coisas, que a profecia bíblica não era um acaso, mas baseava-se em uma revelação registrada que poderia ser consultada com objetividade e eficácia.”
Jesus como Profeta nos deixou um legado de tal importância profética que nos dias de hoje, para sermos transformados, e para sermos avisados sobre os os acontecimentos que ocorrem neste Mundo, basta apenas atentarmos para Suas Palavras.
Fontes:
O êxtase profético em Mari e Israel: uma perspectiva antropológica.
Fernando Cândido- * Mestrando em história pela Universidade Estadual Paulista - campus de Assis. -Revista Teologia Hoje vol 2, núm 1 (2004) artigo 4.
Arquivo Real de Mari.
Guia da Bíblia – Bruce&Stan
Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho o campus avançado do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, em Cabo Frio, agosto de 2004.
Lição 06 – CPAD
Dicionário Mini-Aurélio
Apontamentos do autor
Os Livros proféticos -Professor Pastor Tarcizio de Carvalho – UPM
Prof. Brayan

Quarta-feira, Janeiro 30

O BATISMO DE JESUS -LIÇÃO 05-2008 -CPAD

LIÇÃO 05-2008
Autor deste comentário: Osvarela
Batismo – baptisma - do verbo baptizo: mergulhar, imergir.
Baptisma enfatiza o resultado do ato em vez do ato em si.
No batismo cristão, a ênfase está na identidade da pessoa batizada com Cristo na sua morte, sepultamento e ressurreição.
A palavra descreve a experiência de uma conversão da aceitação inicial por Cristo para a iniciação à comunidade cristã.
A imersão de todo corpo, em água corrente, sendo possível, era um meio de limpar toda a cerimonial impureza. Is.1.16 Lavai-vos, purificai-vos;
Além das cerimônias de lavagens do corpo, havia, entre os judeus, o hábito de batizar os convertidos ao Judaísmo, os prosélitos.
Os judeus não ficaram surpreendidos ao virem João batizar, mas com o fato dele batizar, e concita-los ao arrependimento: “Então , porque batizas, se não és o Cristo...?” – Jo. 1.25
O batismo dos prosélitos era visto com naturalidade, pois eram considerados impuros e imundos.
O batismo era realizado em água corrente, como em outras cerimônias de purificação – água viva.
No batismo cristão, a lavagem tornou-se o sinal da purificação da alma, sinal da purificação moral, ao passo de que o batismo de João era intermediário entre o cerimonial dos judeus e o emblemático e espiritual dos Apóstolos.
O batismo de João achava-se mais ligado às lavagens do cerimonial mosaico do que o do rito cristão.
O batismo cristão acha-se dum modo especial em conexão com o dom do Espírito Santo.
Enom – gr. – Fontes – localizada no lado ocidental do Rio Jordão.
Margem do rio – definida pelo sentido das águas; pela águas que correm em direção ao mar ou a correnteza abaixo, chama-se margem direita e vice e versa.A margem direita do rio Jordão é aquela que desce em direção ao Mar morto, do norte para o Sul de Israel, a margem esquerda é aquela que está no lado da Jordânia, ou na cabeceira ao lado da região de Decápolis.
INTRODUÇÃO:
Esta é uma daquelas Lições que deverá trazer muitas perguntas, aos professores.
Trata-se nada menos de procurarmos entender dentro da Cristologia qual era a necessidade de Jesus, como aprendemos até aqui, humano e divino, passar pelo processo do batismo de João, sendo que o batismo de João era para o Arrependimento.
O próprio batizador – João – O Baptista – se admira e se recusa a batizar, o batizando mais importante de sua curta carreira de batizador em Israel, o seu primo Jesus de Nazaré, por quem o seu espírito exultava, mesmo antes de nascer, dentro do ventre de sua mãe, aos seis meses de idade; demonstrando humildade e compreendendo a responsabilidade do que lhe foi revelado pelo próprio Deus, “Eu não o conhecia; mas o que me enviou a batizar em água, esse me disse: Aquele sobre quem vires descer o Espírito, e sobre ele permanecer, esse é o que batiza no Espírito Santo.”
Observação em Destaque:
Estes trechos são interessantes pois nos mostram, primeiro que uma criança, tem sentimentos independentes aos de sua mãe, ou seja, é um ser total.
Segundo há uma comunicação espiritual entre os nossos espíritos, quando somos de Deus, demonstrando que a criança já conhece o que é de Deus, como podemos entender no Salmo 139 e Mateus 21.16: “Da boca de pequeninos e de criancinhas de peito suscitastes ou tirastes perfeito louvor?”
Continuação da Introdução:
Voltando ao pensamento principal, João sabia que não poderia, usar para aquele especial candidato, as mesmas palavras que ele, pronunciava ao povo, e em especial aos fariseus e saduceus, que lhe procurava, no Rio Jordão oriental (margem direita- onde hoje se realizam batismo de caravanas, dos que vão a Israel), e no lugar conhecido como Enom (margem esquerda), como mostram os dois textos abaixo:
JOÃO 1.28: Estas coisas aconteceram em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.
JOÃO 3.25-26: Surgiu então uma contenda entre os discípulos de João e um judeu acerca da purificação. E foram ter com João e disseram-lhe: Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tens dado testemunho, eis que está batizando, e todos vão ter com ele.Desta forma, procuraremos com base na Bíblia, levar o leitor ao entendimento da necessidade ou não de que Jesus, precisava passar pelo batismo.
A REVELAÇÃO DE JESUS COMO O CRISTO DE DEUS NO BATISMO:
Notemos que estamos seguindo, seqüencialmente, acompanhando a vida de Jesus Cristo, pela narrativa do Evangelho de Lucas, após a sua infância, tema da lição anterior.
João O Baptista é nesta quadra histórica e espiritual de Israel, o grande líder e destaque espiritual.
João foi, até mesmo, questionado se ele era O Cristo: “Ora, estando o povo em expectativa e arrazoando todos em seus corações a respeito de João, se porventura seria ele o Cristo”, tal a importância do seu Ministério naquele momento na vida de Israel.
O povo afluía para aonde João estava.
Toda sociedade de Israel, do menor ao maior, ia ter com ele, não só para serem batizados, mas porque ele estava resgatando em Israel o temor ao Senhor Jeová, dando nova vivacidade ao povo em relação a esperança salvífica ou redentiva da Glória de Israel, e como Jesus ainda não manifestara o seu Ministério, e ele João estava preparando o caminho: [“como está escrito no livro das palavras do profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai as suas veredas”.], o povo turbou-se sem entender estes últimos e ardentes acontecimento, mas, ficou ao mesmo tempo alegre e confuso, com tudo que acontecia.
Vemos pelas Escrituras, que as multidões, os soldados, até mesmo as meretrizes e as mais altas classes: os publicanos, fariseus e saduceus, ou seja, toda classe de gente, vinham até ele, para serem batizados e perguntarem à respeito de como procederem após o batismo de Arrependimento, pensando em seus corações, ser ele o Cristo.Lc.3.10.15:Ao que lhe perguntavam as multidões: Que faremos, pois? Respondia-lhes então: Aquele que tem duas túnicas, reparta com o que não tem nenhuma, e aquele que tem alimentos, faça o mesmo. Chegaram também uns publicanos para serem batizados, e perguntaram-lhe: Mestre, que havemos nós de fazer? Respondeu-lhes ele: Não cobreis além daquilo que vos foi prescrito. Interrogaram-no também uns soldados: E nós, que faremos? Disse-lhes: A ninguém queirais extorquir coisa alguma; nem deis denúncia falsa; e contentai-vos com o vosso soldo.
Mateus3.6.7: e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados. Mas, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus que vinham ao seu batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira vindoura?
O batismo de Jesus é uma ponte entre o Jesus desconhecido como Cristo e o Cristo Revelado, senão vejamos.
Quando Jesus É BATIZADO, João alcança imediatamente a Plenitude da Revelação de quem era Jesus, até agora mesmo, para ele seu primo, como demonstrado pela Palavra de Deus, acima.
Leia a declaração da Revelação de João, ao ver Jesus saindo das águas após o seu batismo:
E João deu testemunho, dizendo: Vi o Espírito descer do céu como pomba, e repousar sobre ele. Eu não o conhecia; mas o que me enviou a batizar em água, esse me disse: Aquele sobre quem vires descer o Espírito, e sobre ele permanecer, esse é o que batiza no Espírito Santo. Eu mesmo vi e já vos dei testemunho de que este é o Filho de Deus.No dia seguinte João estava outra vez ali, com dois dos seus discípulos e, olhando para Jesus, que passava, disse: Eis o Cordeiro de Deus!
Note nestas passagens bíblicas, que João foi avisado por Deus, de que maneira ele poderia identificar o Filho de Deus e Cordeiro de Deus, a Salvação de Israel, e ele, com toda ênfase, afirma: Eu mesmo vi! Nós podemos dizer o mesmo?
Glória a Deus, que continua pelo Espírito Santo, nos revelando esta verdade.
A DIFERENÇA NO BATISMO DE JESUS E DOS DEMAIS BATIZADOS POR JOÃO - O BAPTISTA:
Quando há candidatos ao batismo em nossas Igrejas, somos obrigados a lhes ensinar o que é o batismo ou o ato pelo que vão passar.
Ensinamos preliminarmente ou de maneira básica, que se trata de um ato, no qual estamos declarando ao Mundo espiritual ou físico, que nos arrependemos de nossos pecados, como faziam os judeus ao serem batizados por João.
Na hora do ato, nós os Ministros fazemos perguntas aos batizandos, os quais devem declarar que estão de acordo, (podem variar um pouco na liturgia evangélica), da mesma forma os batizandos de João, vinham e confessavam os seus pecados publicamente, nós não temos a fraseologia do ato, mas por interpretação do texto, podemos inferir que eles se declaravam arrependidos de seus pecados e os confessavam:
MATEUS 3.1.6ss:Naqueles dias apareceu João, o Batista, pregando no deserto da Judéia, dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus...Então iam ter com ele os de Jerusalém, de toda a Judéia, e de toda a circunvizinhança do Jordão, e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados.
No momento e durante o Batismo de Jesus reside grande diferença entre tantos que foram batizados por João -“multidões que saíam para ser batizadas por ele” - : Jesus batizado por João foi o único batizando de João que não tinha pecados a confessar, nem antes, nem durante, a sua vida como homem.
Lucas 23.14: e disse-lhes: Apresentastes-me este homem como pervertedor do povo; e eis que, interrogando-o diante de vós, não achei nele nenhuma culpa, das de que o acusais;
II Co.5.21: Àquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós;
PORQUE JESUS NECESSITOU PASSAR PELO RITO DO BATISMO:
Podemos entender que para ser Remidor da Humanidade, pelo processo Federativo, de cabeça da Federação dos Homens, a Humanidade, Jesus o Último Adão (I Co. 15. 45-49: ...O primeiro homem, Adão, tornou-se alma vivente; o último Adão, espírito vivificante...O primeiro homem, sendo da terra, é terreno; o segundo homem é do céu. Porque, assim como por um homem veio a morte, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Pois como em Adão todos morrem, do mesmo modo em Cristo todos serão vivificados.... Hebreus 8.7: Pois, se aquele primeiro fora sem defeito, nunca se teria buscado lugar para o segundo.) não poderia ter pecados, como o primeiro Adão edênico, até então o Capitão da Federação da Humanidade Pecadora, sem condição de resgate; pois os homens são em essência pecadores: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;”
Como os israelitas foram batizados em Moisés, assim nós somos salvos em Cristo, pois como Segundo e último Adão, Cristo é a Cabeça da Federação dos Justos, é a Cabeça da Igreja (Efésios 5.21 ss: também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o Salvador do corpo. Mas, assim como a igreja está sujeita a Cristo...como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, a fim de a santificar, tendo-a purificado com a lavagem da água, pela palavra...), tendo autoridade para tal, tendo em vista, ter cumprido toda a Justiça de Deus no ato do Seu Batismo.
O processo que o homem Jesus, devia passar está exarado na declaração D’Ele próprio a João – O Batista - : Mt. 3.13: Então veio Jesus da Galiléia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele. Mas João o impedia, dizendo: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim? Jesus, porém, lhe respondeu: Consente agora; porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele consentiu.
Este processo como lemos no texto bíblico, incluía o processo do Batismo, como homem.
È difícil de entender ou mesmo aceitar? É.

Porém, mesmo que Jesus “se declarasse pecador”, Ele não estaria confessando nenhum pecado SEU, neste ato declaratório, Ele estaria com base nos textos acima, assumindo a minha e a tua culpa e de todos quanto ainda virão a crer em Seu Nome, pois Ele não era como o Salmista, que se descobriu pecador desde o nascimento: “Eis que eu nasci em iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe.” Esta declaração do salmista, infere: declarar-se filho completo de Adão, com as duas sementes de pecadores, [Adão e Eva], o que não ocorreu com Jesus, como diz, o texto citado.
Ou seja, o Homem Jesus de Nazaré, filho de Maria, O carpinteiro, não cometeu pecado algum, e não foi concebido ou gerado em pecado tal como o Salmista, tal como Isaías, tal como eu e você, mas de uma forma milagrosa e impossível, leia o texto: “Maria perguntou ao anjo: Como... uma vez que não conheço varão? Respondeu-lhe o anjo: Virá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso o que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus.”
Nascido Filho de Deus, reconhecido por Revelação a João, como Cordeiro de Deus, concebido sem pecado, gerado por Obra e Graça do Espírito Santo.
No entanto, para o pleno cumprimento do Plano de Deus, necessitou passar pelo Juízo de Deus, “deixa por agora, consente, pois.. me é necessário cumprir toda a justiça”, ou seja, colocar-se sob o juízo de Deus integralmente, representado pela sentença que soa desde o Gênesis, desde o Éden, desde aquele fatídico momento pós-pecado adoevênico, “porque o salário do pecado é a morte” ;tudo para que nada frustrasse o Plano de Deus: A Salvação de toda Humanidade.
Este ato de Jesus, imergindo nas águas do Jordão, pelas mãos de João, representa, a humildade da kenosis de Filipenses 4, a verdade da Encarnação de João 1, o Amor do Pai em não poupar seu Unigênito de João 3.16, e descrito em Romanos 8.32 [“Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como não nos dará também com ele todas as coisas?”] é uma declaração de que como homem, Ele não falhou como o Primeiro Adão, e assim, permitiu-nos que por Ele nós tivéssemos o direito à Vida Eterna, não se importando, em se humilhar, mesmo sem pecado algum, passando pelo Rito do Batismo de João como todos os seus contemporâneos, nos dando o exemplo.
Hebreus 4.15:Tendo, portanto, um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou os céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.
No significado do ato batismal, relatado no trecho de Romanos, temos a compreensão clara do significado que o Batismo de Jesus, tem para Igreja. II Co.5.21: Àquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós.
ROMANOS 6.1ss:
Que diremos, pois? ...Nós, que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele? Ou, porventura, ignorais que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte.
Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.
Batizados em Cristo, como?
Batizados no ato da mortificação que representa o batismo, “não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão, como o de trigo, ou o de outra qualquer semente.”, já nos falava do seu ato principal que havia de se cumprir com sua morte e ressurreição, pois infere-se também no batismo em águas o sepultamento da carne, para nascimento do espiritual, desta forma somos primícias com Jesus, no Batismo.
Era necessário por tudo isto, que Ele passasse pelo Batismo de João.
SIGNIFICADO PARA NÓS:

I CORINTIOS 10: 1- 4: Pois não quero, irmãos, que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar; e, na nuvem e no mar, todos foram batizados em Moisés, e todos comeram do mesmo alimento espiritual; e beberam todos da mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os acompanhava; e a pedra era Cristo.
Ao lermos este texto e os anteriores e os abaixo, nós temos, através dos mesmos, uma visão, pela qual, Cristo se insere no contexto do rito do Batismo, como homem.
O Apóstolo Paulo, obtém e nos deixa uma profunda Revelação, talvez única, à respeito do que significou o batismo de Jesus e também o batismo de todos nós. (I Co. 12. 13: Pois...fomos todos nós batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos quer livre...)
O BATISMO DE JESUS FOI:
Agora podemos entender porque Jesus O Cristo disse: "Ide ...batizando-os em o nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ou Ide.. quem crer e for batizado será salvo...", pois o batismo de Jesus, foi:
Cumprimento do Plano de Deus;
Cumprimento da Justiça de Deus em todos os Homens;
Identificação de Deus com os homens, por seu Filho;
Submissão exemplar de Jesus, para nós;
Marca da posterior União da Igreja com Cristo.

Fonte:
Dicionário Bíblico universal – Buckland
Bíblia digital – cortesia Tio Sam
Bíblia ARC = IBB – RJ
Enciclopédia O S Boyer
Apontamentos do autor deste comentário

Sexta-feira, Janeiro 25

GOVERNANTES DA PALESTINA-INFÂNCIA DE JESUS-SUBSÍDIO

Preocupado, após ouvir dúvidas de professores de EBD, publico o presente Subsídio, para clarear a questão da idade de Jesus, durante a FUGA DE SUA FAMÍLIA PARA O EGITO, e o reinado de Herodes o Magno e outras datas do período, lembro aos leitores, que a cronológicamente estamos posívelmente situados no período desde 6 AC a 4 AC, para maior informação acesse o site:
http://nucleosetadvilacurucasandresp.globolog.com.br/ e veja as matérias publicadas sobre Novo Testamento, na dúvida nos escreva:
osiel.varela@gmail.com
Da mesma maneira existem dúvidas gritantes sobre estas datas: idade de Jesus quando foi baixado o decreto de matança dos bebês, em Belém e arredores, e a questão de quem governava quando ele voltou do Egito.
Leia Mateus 2 - todo o capítulo.
Coloquei destaque em quase todos os nomes do período(principalmente dos Herodes, que causam confusão), atente para os nomes e os relacione com o assunto da lição 04- A INFÂNCIA DE JESUS.
Para abreviar, o material apresentado é de fonte citada no final. O sub-título segue abaixo.
Os governantes. Período 4 aC a 70 dC -
Texto compilado e alterado com dados do editor do site: Osvarela
Os romanos permaneceram como governantes supremos da Palestina durante os tempos do NT. A família de Herodes, juntamente com os procuradores romanos nomeados, governava sob a autoridade de Roma.
O Novo Testamento inicia-se com o nascimento de Jesus. Herodes o Grande era rei, mas seu governo aproximava-se do fim.
Os últimos anos de seu reinado foram cheios de conspiração e contra conspiração enquanto os membros de sua família disputava o poder. Poucos antes do nascimento de Jesus ele havia executado os dois filhos que tivera com Mariana. Outro filho, Antípatro, conspirou contra Herodes e foi executado apenas cinco dias antes da morte do pai, no ano 4 aC.
Para os romanos Herodes foi um rei vassalo digno de confiança e capaz, mas para os judeus ele foi um tirano egoísta.
Sucederam-no seus filhos:
Arquelau (4aC - 6 dC) governou na Judéia.
O menos estimado dos filhos de Herodes, ele foi cruel e despótico. As queixas dos Judeus contra ele finalmente o levaram ao exílio.
Após o exílio de Arquelau, sua tetrarquia (Judéia, Samaria e Iduméia) foi governada por procuradores romanos.
Herodes Antipas (4 aC - 39 dC) foi nomeado tetrarca da Galiléia e da Peréia. Este orgulhoso e hábil governante foi menos brutal que Arquelau, mas assassinou João Batista que denunciara seu casamento com Herodias.
Favorecido pelo imperador romano Tibério (14 - 37 dC), foi exilado no ano 39 dC por ordem de Calígula (37 - 41 dC).
Filipe (4 aC - 34 dC), terceiro filho de Herodes, foi tetrarca das regiões da Ituréia e Traconites (Lc 3.1).
Filipe parece ter sido um governante relativamente justo e benevolente. Sua capital era Cesaréia de Filipe (Mt 16.13; Mc 8.27), e as moedas que ele cunhou foram as primeiras moedas judaicas a trazer a efígie humana (a de Augusto ou de Tibério).
Morreu no ano 34 dC e seu território foi afinal acrescentado ao de Herodes Agripa I.
Após o exílio de Arquelau, sua tetrarquia (Judéia, Samaria e Iduméia) foi governada por procuradores romanos (6 - 41 dC) Quirino, governador da Síria, chegou à Judéia no ano 6 dC a fim de alistar o povo para efeitos de tributação.
Este ato provocou os patriotas da Judéia, mas as autoridades judaicas os acalmaram por algum tempo.
Contudo, Judas, o galileu, liderou o povo na revolta contra os romanos e contra Herodes. Logo foi morto (At 5.37) é possível que seus seguidores constituíssem o partido dos Zelotes (Lc 6.15; At 1.13).
Os procuradores da Judéia eram diretamente responsáveis perante Roma.
Morando em Cesaréia (Cesaréia Marítima-estive lá,e neste porto tem uma placa de mármore, logo na entrada da área, com dizeres: ("Pôncius Pilatus para Tibérius"-parafraseando, estou sem a foto scaneada para incluir na matéria) eles vinham a Jerusalém em ocasiões especiais, como as festas anuais. Augusto dava aos seus procuradores prazos curtos, mas Tibério os deixava no cargo por mais tempo, para que o povo não fosse explorado com tanta freqüência pelos recém-chegados.
Pilatos foi o quinto procurador e também o mais conhecido por causa da crucificação de Jesus. Governante inflexível e severo, ele foi brutal para os judeus.
Seu massacre sem justificativa dos adoradores samaritanos e outras execuções causaram-lhe a queda em 36 dC.
Herodes Agripa I alcançou a proeminência em 37-44 dC e despojou os procuradores de seus poderes. Como herdeiro da família dos macabeus, ou asmoneus, e em virtude de sua observância da Lei, ele era estimado entre os fariseus.
Esta estima ou popularidade era por sua hostilidade aos cristãos (At 12).
Morreu repentinamente no ano de 44 dC, e seu reino voltou a ser governado pelos procuradores. As condições pioraram sob os procuradores até que precipitaram a rebelião judaica contra o governo romano em 66-70 dC.Fadus (44-46 dC) Cometeu o engano de reclamar a custódia das vestes dos sumos sacerdotes, o que resultou num breve levante.
As vestes estiveram nas mãos dos romanos desde 6-36 dC, mas haviam estado nas mãos dos judeus desde 36 dC até o tempo de Fadus.Alexandre (46-48 dC) Crucificou os dois filhos de Judas, o galileu, Tiago e Simão, por se haverem rebelado.
Cumanus (48-52 dC) Governou uma era até mais tumultuosa. Havendo um soldado romano feito um gesto indecente durante a Páscoa, irromperam levantes e diversas pessoas foram mortas. Noutra ocasião, um soldado fez em pedaços um rolo da Lei e Cumanus foi obrigado a executá-lo depois que uma multidão de judeus chegou a Cesaréia para protestar. Tais incidentes levaram-no, afinal ao exílio.Félix (52-60 dC) Era francamente hostil aos judeus, e suas ações finalmente degeneraram em guerra. Suas drásticas providências para frear os zelotes, um grupo de patriotas judeus favoráveis à guerra contra os romanos, não fizeram outra coisa senão aumentar a popularidade do grupo entre o povo. Foi dentre eles que surgiram os sicários, ou assassinos. Esses judeus fanáticos assassinaram muita gente, incluindo o sumo sacerdote Jônatas. O Método de Félix de governar pelo terror e assassínio uniu os fanáticos com as massas e isto fez com que fosse chamado de volta a Roma.Festo (60-62 dC) Herdou uma situação descontrolada. Ele tentou pacificar o interior, a zona rural, mas o fervor dos fanáticos religiosos e políticos crescia. Festo morreu durante seu mandato, e em Jerusalém a anarquia predominou por completo. Foi nessa ocasião que mataram Tiago, irmão de Jesus. Levantaram-se sumos sacerdotes rivais, competindo pela autoridade; e seus adeptos travaram batalhas campais nas ruas.Albino (62-64 dC) Quando ele chegou a Jerusalém, deliberadamente agravou o problema para promover-se a si próprio em vez de tentar restaurar a ordem. Prendeu muitos, mas pôs em liberdade os que lhe dessem suborno bastante grande.Floro ( 64-66 dC) Relata Josefo que o sucessor de Albino, era tão mau e violento que fazia Albino parecer um benfeitor público. Floro saqueava cidades inteiras. Permitia aos ladrões que pagassem suborno para o livre exercício de sua profissão. Por conseguinte, a nação judaica caiu numa situação intolerável. Desde 68 até 70 dC eles travaram uma guerra heróica que terminou em trágica derrota em 70 dC, quando a cidade e o templo foram invadidos e destruídos.
Fonte: O Mundo do Novo Testamento - Editora Vida

Quinta-feira, Janeiro 24

A INFÂNCIA DE JESUS-LIÇÃO 04/2008-CPAD

JESUS – UMA CRIANÇA PERSEGUIDA
LIÇÃO 04-27/01/2007-CPAD
Autor deste comentário: Osvarela
Glossário: (corrigido)
Herodes Magno (Grande)
– rei da Judéia, do período de 39 a 4 AC – Lc. 1.5. Reconstruiu o Templo de Jerusalém; Era pai de Herodes Antipas, que degolou a João Baptista e era avô de Herodes Agripa I, que matou a Tiago. Matou em um ataque de ciúme, a Mariane, sua mulher predileta e três de seus filhos. Depois de matar seu filho Antipar, morreu comido de vermes, semelhantemente a seu neto, Herodes Agripa I (At. 12.23).
Belém
– Casa de pão; cidade montanhosa de Judá, a 9 km ao sul de Jerusalém; BeittLahm, em árabe, casa de pão. Conhecida também por Belém Efrata – a palavra hebraica Efrata quer dizer: Terra frutífera.
Nazaré – hb. Verdejante; cidade da Galiléia onde Jesus morou após voltar do Egito; En-nasira – em árabe
César - não se trata de nome próprio, mas de um título, usado por imperadores romanos.
Foram doze os Césares;sendo quatro citados no NT:Augusto; Tibério; Cláudio e Nero.
Augusto – primeiro imperador romano; reinava quando Jesus nasceu; Augusto – quer dizer venerado, majestoso;
Censo demográfico – levantamento estatístico da população de uma região, estado , cidade ou país.
Elate – cidade portuária, de Edom no Mar vermelho; hoje entrada de quem vem do Egito e
Bayit – casa, habitação,; pode significar também, família ou clã; templo, edifício, lar. Aparece cerca de 2.000 vezes no Antigo Testamento.
bar-mitzvah - aos 12 anos, um menino judeu tornava-se "filho da Lei" e começava a observar as exigências da Lei. B'nai Mitzvá (filhos do mandamento) é o nome dado à cerimônia que insere o jovem judeu como um membro maduro na comunidade judaica.
Quando uma criança judia atinge a sua maturidade (aos 12 anos de idade, mais um dia para as moças, e aos 13 anos e um dia para os rapazes), passa a tornar-se responsável pelos seus actos, de acordo com a lei judaica. Nessa altura, diz-se que o menino passa a ser Bar Mitzvá (בר מצווה, "filho do mandamento"); e a menina passa a ser Bat Mitzvá (בת מצווה, "filha do mandamento"). Ao completar 13 anos, o jovem judeu é chamado pela primeira vez para a leitura da Torah (conhecido como Pentateuco pelos cristãos). Ao ser chamado pela primeira vez, o jovem pode, a partir daí, integrar o miniam (quórum mínimo de 10 homens adultos para realização de certas cerimônias judaicas, ou para abrir uma Sinagoga).Antes desta idade, são os pais os responsáveis pelos atos dos filhos. Depois desta idade, os rapazes e moças podem finalmente participar em todas as áreas da vida da comunidade e assumir a sua responsabilidade na lei ritual judaica, tradição e ética.
ICAR – Igreja Católica Apostólica Romana.
INTRODUÇÃO:
Em tempos de grandes manifestações a favor das crianças, em tempos de combate a pedofilia, em tempos de instalações de Conselhos tutelares da Criança, em tempos de estatuto do Menor, tudo isto para defender nossas crianças, a Lição de número 04 – A Infância de Jesus – vem em bom momento, fazer-nos pensar como foi a infância de um menino chamado Jesus, em pleno período de domínio do Grande Império Romano.
Creio que o Espírito Santo, despertou-me e aguçou, a minha mente, para pensar junto com os leitores, sobre a mais Severa Perseguição, que criança alguma, jamais sofreu.
Esta faceta da infância do menino chamado Jesus, filho de um carpinteiro e nascido de maneira milagrosa, de uma jovem, chamada Maria, em Belém Efrata, nos revela, o quanto Deus é maravilhoso, ao cumprir o seu Plano Divinal de Redenção da Humanidade, através do menino Jesus.
Os Evangelhos, (São um só evangelho, como Paulo diz) por sua própria essência, só são assim chamados, pela narrativa da vida de Jesus o Homem, e encerra na sua narrativa, a biografia deste personagem divino, a sua infância, e todas as suas fases da vida, aqui na Terra.
Seu nascimento;
Sua infância;
Seu ministério;
Seu sofrimento;

Sua morte;
Sua ressurreição;
Sua ascensão.
Então, Evangelho é tudo quanto é dito, mesmo ainda nos dias de hoje, desde que embasado na Bíblia Sagrada, à respeito de cada fase da vida terrena de Jesus Cristo, é o que Paulo chama de Evangelho.
Rm. 1.9: Pois Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, me é testemunha de como incessantemente faço menção de vós,
Lógico, que você já deve ter ouvido diversas fábulas ou estórias que querem transcender a palavra de Deus, em sua narrativa.
Estória, como aquela que conta milagres de uma infância, de Jesus, que desavisadamente mata um pássaro e ao vê-lo morto lhe restitui a vida; ou aquela, em que fazia demonstrações de seu poder, para seus amiguinhos. Como diz Paulo, fábulas de velhas ou simplesmente fábulas.
PERSEGUIDO ANTES DO NASCIMENTO:
Indiretamente quando César Augusto (LUCAS 2.1-6: Naqueles dias saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo fosse recenseado. Este primeiro recenseamento foi feito quando Quirínio era governador da Síria. E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. Subiu também José, da Galiléia, da cidade de Nazaré, à cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Enquanto estavam ali, chegou o tempo em que ela havia de dar à luz,...) decreta a necessidade de todo cidadão judeu, se deslocar para a cidade de origem ou seja, a cidade de sua naturalidade, Jesus ainda no ventre de sua mãe Maria, é submetido ao tacão do Império romano.
O recenseamento (verificação do censo demográfico) estabelecido por César Augusto era na realidade, uma forma do Imperador Romano, lembrar ao povo judeu o seu domínio, e uma verificação do crescimento da população, principalmente dos homens.
Imaginem! Quanta dificuldade passou uma jovem grávida, de seu primeiro filho, ao deslocar-se sobre uma montaria, até as regiões montanhosas de Belém.
Jesus em seu ventre, Maria subindo, como diz o texto bíblico, as montanhas desde Nazaré (esta cidade, onde já estivemos, localiza-se num verdadeiro "buraco" geográfico, com encostas escarpadas.A geografia de Israel, é formada basicamente, por duas planícies (do Mar [região costeira, Jope, Tel-Aviv] e do rio Jordão) e uma grande cordilheira.) até Belém, cidade também montanhosa.
Imaginem o sofrimento desta mãe e da criancinha, pois foi assim desta forma, que o menino Jesus sofreu a Primeira Perseguição de sua Vida, a imposta pelos Romanos.
Mapa do Bible Atlas Online by Access Foundation

PERSEGUIDO APÓS O NASCIMENTO:
Em 1917 a revolução Bolchevique, levou à morte de toda a família czarista (título dos imperadores da Rússia), inclusive de todas crianças, para que não sobrasse nenhum herdeiro do trono russo.
A própria Bíblia nos mostra um caso semelhante, o caso do menino Mefibosete, um menino coxo, ou paraplégico, que assim ficou, como resultado de uma fuga apressada nos braços de sua ama, que preocupada em lhe resguardar a vida, deixou-o cair, durante a fuga. Mefibosete era filho de Jônatas, filho de Saul, amigo de Davi, morto em batalha com seu pai.
Os que estavam guerreando para Davi, neste período conturbado da história de Israel, procuraram destruir a toda família de Saul, ainda que Davi, este não se alegrou por isto. Era costume desta época, fazer este tipo de matança, par que a oposição fosse destruída.
II Sm. 4.4: Ora, Jônatas, filho de Saul, tinha um filho aleijado dos pés. Este era da idade de cinco anos quando chegaram de Jizreel as novas a respeito de Saul e Jônatas; pelo que sua ama o tomou, e fugiu; e sucedeu que, apressando-se ela a fugir, ele caiu, e ficou coxo. O seu nome era Mefibosete.
Este trecho da Bíblia relata a destruição de toda a família de Saul, restando apenas o menino coxo Mefibosete.
A narrativa acima, serviu para nos introduzir, sobre a perseguição que sofreu o menino Jesus, após o Rei Herodes tomar conhecimento, pelos magos vindos do Oriente sobre: "um nascido rei dos judeus".
MATEUS 2.1-3: Tendo, pois, nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram do oriente a Jerusalém uns magos que perguntavam: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? pois do oriente vimos a sua estrela e viemos adorá-lo. O rei Herodes, ouvindo isso, perturbou-se, e com ele toda a Jerusalém;
Herodes, à partir deste ponto, faz jus ao termo empregado por Jesus, anos após a seu descendente: Lc. 13. 31,32: Naquela mesma hora chegaram alguns fariseus que lhe disseram: Sai, e retira-te daqui, porque Herodes quer matar-te.Respondeu-lhes Jesus: Ide e dizei a essa raposa ...
Começou a agir de maneira sorrateira em busca de informações deste menino nascido como Rei dos judeus.
Leia a seqüência em Mateus do capítulo 2.
A narrativa bíblica sobre o fato, nos diz que, posteriormente à visita dos magos, a Jesus, Herodes ardilosamente tenta encontrar o menino, para matá-lo – Mt. 2.1-12 – sem nenhum remorso, sem pensar na dureza maligna do seu decreto, ele deixa as mães de milhares de crianças, desta faixa etária (0-2 anos) em desespero.
Todos estes acontecimentos trouxeram desconforto a Herodes, que se sentiu ameaçado por vários fatores:
Primeiro: poderia ser acusado de traidor pelos romanos, pela existência de um rei Judeu, descendente de Davi, pois ele consultou aos sacerdotes que lhe informaram sobre as profecias;
Segundo: ser vítima de uma revolução entre os judeus, fortalecidos pela existência de um Rei esperado e Profetizado e aguardado, como Libertador, por séculos;
Sendo pressionado por todos estes pensamentos, informações e incitado por Satanás, baixou o Decreto assassino, pelo qual todas as crianças de dois anos para baixo do sexo masculino, fossem mortas em Belém e arredores, buscando com este insensato ato, de sua rude e cruel personalidade, matar ao menino rei, nascido em Israel – o menino Jesus.
Mas, Deus que conhece tudo, e todos, conhecendo este plano diabólico, preservou a vida do menino, pois o seu Pai divinamente avisado, e fugiu para o lugar determinado pelo anjo: O Egito.
Mateus 2.13-16: E, havendo eles se retirado, eis que um anjo do Senhor apareceu a José em sonho, dizendo: Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito, e ali fica até que eu te fale; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. Levantou-se, pois, tomou de noite o menino e sua mãe, e partiu para o Egito. e lá ficou até a morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito da parte do Senhor pelo profeta: Do Egito chamei o meu Filho. Então Herodes, vendo que fora iludido pelos magos, irou-se grandemente e mandou matar todos os meninos de dois anos para baixo que havia em Belém, e em todos os seus arredores, segundo o tempo que com precisão inquirira dos magos. Fizemos, eu e minha esposa, uma viagem de ônibus, por estrada de asfalto, desde o Egito a Elate, na fronteira inicial de Israel, e foram horas pelo deserto (Dt.2.8: Assim, pois, passamos por nossos irmãos, os filhos de Esaú, que habitam em Seir, desde o caminho da Arabá de Elate e de Eziom-Geber: Depois nos viramos e passamos pelo caminho do deserto de Moabe.).
Imagine o leitor uma família com um filho pequeno passando por todos estes problemas e dificuldades, numa situação de emergência, em fuga pela vida de seu único Filho.
Esta foi a Segunda Perseguição Vivida pelo menino Jesus, desta vez com o intento maligno de atentar contra a sua, ainda infante vida.
Somos remetidos ao viés desta ação aos tempos do nascimento de Moisés, O libertador de Israel.
Sempre que Deus levanta alguém com um propósito de libertar vidas Satanás - o adversário, busca mata-lo, por isto resista ao diabo e ele fugirá de vós, Deus tem um plano na sua vida, na vida de seu filho, na vida da família, fuja das garras de Satanás, proteja a sua vida e dos seus.
COMPLEMENTOS DO TÓPICO e OUTROS SUBSÍDIOS:
Destaque para alguns pontos:
1-Jesus foi morador de Belém Efrata, até aproximadamente 2 (dois) anos de idade;
2-Os magos não chegaram até Jesus na manjedoura, mas em lugar diferente. (veja na lição CPAD - Mestre), como bem ensina a lição. Os magos chegaram em uma casa,em Belém, onde agora habitava a família de José, com sua esposa Maria e seu primogênito, o pequeno menino Jesus.
3-A estrela que os guiava, permaneceu nos céus até eles acharem o menino Jesus, a estrela foi vista no Oriente e levou-os até o local da sua casa (bayit), ou residência.
4-O período de permanência da família do menino Jesus, não deve ter sido muito alongado, pois historiadores,
dão conta que Herodes, já estava enfermo nesta época.
JESUS TEVE UMA FAMÍLIA NORMAL:
Existe no seio da Igreja Católica Apostólica Romana, a crença que Maria não teve outros filhos, e que morreu em estado virginal.
Porém a Bíblia nos mostra que o menino Jesus, foi o primogênito de uma grande família, desta forma ele teve o companheirismo de seus irmãos, as brincadeiras e alegrias do seio da família, porque deus é um Deus de família. E assim, ele teve durante, toda a sua infância, a alegria de desfrutar do amor de sua mãe e seus irmãos.
Marcos 6.3: Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? e não estão aqui entre nós suas irmãs?
Notamos, como está na lição, que inclusive, por ser o primogênito teve uma profissão, ao lado de seu pai: foi carpinteiro.
ALGUNS MISTÉRIOS DA INFÃNCIA E VIDA DE JESUS:
Ano e Data do seu nascimento;
EM QUE ANO NASCEU JESUS CRISTO?
1- Depois da morte de Jesus os primeiros cristãos não se deram ao trabalho de saber a data do seu aniversário, a Igreja durante séculos, não se interessou pelos detalhes históricos da vida de Jesus.Muito embora Lucas tenha feito um estudo minucioso sobre o período do nascimento de Jesus, ele cita: "Leia em Lucas capítulos 1 e 2: Houve nos dias do Rei Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias... Naqueles dias saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo fosse recenseado.Ele dá nomes de governantes da época, mas não o ano de tal governo, por parte de Israel, ele dá a turma e o nome do Sacerdote do período. Este primeiro recenseamento foi feito quando Quirínio (ou Cirênio) era governador da Síria." .Existiam calendários posteriormente alterados, o que causou confusão ao longo dos tempos.
2- Que calendários seguiam os cristãos daquela época? Estavam vivendo no Império Romano e, por isso, seguiam as determinações de Roma. O calendário romano contava o tempo a partir da fundação da cidade de Roma. Marcavam o ano com as iniciais U.C. (Urbis Conditae), isto é, ano tal, a contar da Fundação da Cidade (Cidade com C grande: Roma).
3- Com o advento da "Cristandade", muitos começaram a pensar que a fundação de Roma, que fora pagã durante os primeiros 1000 anos de sua existência, não poderia ser o marco mais adequado para começo da computação dos novos tempos. O nascimento de Jesus, sim, deveria ser tido como o acontecimento central da história da humanidade. A idéia se fortaleceu quando, 450 anos depois de Cristo, o Império Romano desmoronou diante da invasão dos Bárbaros. Não havia nenhuma relação entre o cristianismo e o Império Romano. Tornava-se necessário um novo calendário que tivesse como eixo central a pessoa de Jesus Cristo.
4- Foi quando se deram conta de que ninguém sabia o dia, o mês, nem sequer o ano do nascimento de Jesus. Os autores do Evangelho haviam omitido este detalhe. Os Evangelistas contam episódios da vida de Jesus que foram compilados em cima de uma catequese oral anterior e estes escritos nunca tiveram a pretensão de dar uma cronologia exata da vida de Cristo.
SUA ESTADA DESDE CERCA DE 2 (DOIS) ANOS ATÉ POR VOLTA DOS 12 (DOZE) ANOS NO EGITO:
A Bíblia Sagrada nada nos revela sobre a estadia de Jesus no Egito. Muitos querem fantasia-la com estórias sem nexo, trazendo confusão aos que não conhecem a Palavra de Deus e a teem por regra única de Fé. Existem até narrativas apócrifas sobre este período da Infância de Jesus, como no apócrifo Evangelho Pseudo-Tomé. Não caia neste erro, o que Deus quis nos revelar sobre a infância de Jesus é o que nós lemos na Bíblia.
O autor da lição escreve, muito bem, sobre este período.
DESTAQUE:
É interessante notar, que o menino Jesus era impulsionado para estudar as Escrituras e sendo pelo que lemos, nas mesmas Escrituras, um menino inteligente, crescendo na Graça e no conhecimento, contudo existia dentro do lar do menino Jesus um ambiente de ensino, e estudo das Escrituras, e cumprimento da Lei de Moisés: Lucas2.41: Ora, seus pais iam todos os anos a Jerusalém, à festa da páscoa... ou como trecho abaixo de Lucas.
Isto mostra que Jesus teve um crescimento humano, em um corpo humano, mas as coisas do Pai lhe atraiam, por isto ele foi destaque na discussão no templo.
Ocorre-me também o seguinte:
Sabemos, contudo, que Jesus em sua infância, até a sua iniciação (bar-mitzvah), foi ensinado sobre a palavra de Deus, dada a obediência de seu pai, a Lei. Lucas. 2.21-24: Quando se completaram os oito dias para ser circuncidado o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido. Terminados os dias da purificação, segundo a lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém, para apresentá-lo ao Senhor (conforme está escrito na lei do Senhor: Todo primogênito será consagrado ao Senhor), e para oferecerem um sacrifício segundo o disposto na lei do Senhor: um par de rolas, ou dois pombinhos.
De tal forma, que pode estar no meio dos doutores, discutindo no Templo a Palavra do Pai Celestial, ele que era a Palavra, falava da Palavra.
Pensamento do autor deste texto: Jesus, não chamou apenas atenção dos doutores da lei, somente, por sua compreensão e sabedoria nas Escrituras, mas também, porque ele foi um dos poucos meninos naquele ano, da Região de Belém, com 12 (doze) anos de idade, que foram, até Jerusalém para participar da iniciação, a qual todo menino judeu, tem que passar para poder realizar, em público, a leitura da Torah, tornando-se apto, a partir deste evento especial, para todo menino judeu, e até nisto, vemos que a infância de Jesus foi como de todo menino judeu, uma infância normal e humana. Este fato, de Jesus ser um dos poucos meninos da região de Belém, também deve ter sido notado pelos sacerdotes e mestres, pois Israel, tem o cuidado de manter a Genealogia de seu povo, além do próprio censo romano.
DOS 12(DOZE) ANOS ATÉ O INÍCIO DE SEU MINISTÉRIO NAS BODAS DE CANÁ, DA GALILÉIA.
Lucas2.51,52: Então, descendo com eles, foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava todas estas coisas em seu coração. E crescia Jesus em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens.
João 2.11: Assim deu Jesus início aos seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele.
VEJA O QUE DIZEM OS HISTORIADORES E A CIÊNCIA ARQUEOLÓGICA SOBRE JESUS E SUA EXISTÊNCIA:

Para um dos principais especialistas do Brasil na realidade histórica por trás da vida de Jesus, André Chevitarese, historiador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vai mais longe: Jesus seria virtualmente invisível para um arqueólogo de hoje. "Não só ele como quase toda a primeira e a segunda geração de cristãos. São pessoas periféricas, gente muito simples, de origem rural", declarou Chevitarese ao G1. Seriam incapazes de deixar restos materiais claros de si mesmos.
Jesus é 'invisível' no registro arqueológico.
New York Times/G1
CONCLUSÃO:

A ciência e os que acreditam nos apócrifos querem descaracterizar a Infância de Jesus, mas a Bíblia nos informa pontualmente, aquilo que nos basta para termos entendimento suficiente como ela ocorreu e que de fato ocorreu, sem nenhuma dúvida, até porque a Bíblia- Os Evangelhos- não teem nenhuma preocupação cronológica, e nem de comprovação de suas narrativas, pois: Rm.1.16: Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê;
EM TUDO O MENINO Jesus foi provado e em todas as provações ele foi vencedor.
Isto nos alenta como pais cristãos, que devemos ensinar, a palavra de Deus aos nossos filhos;
Que nossos filhos devem ser protegidos por nós, sob a orientação de Deus;
Que devemos procurar o melhor para nossos filhos, e ouvirmos a voz de Deus, através do Espírito Santo para podermos promover o bem-estar de nossa família.
É também uma prova cabal de que Jesus, mesmo menino cumpriu toda a vontade de Deus, como homem de sua época.
Importante: não há nenhuma relação entre o batismo ou crisma da ICAR e a consagração das crianças nas Igrejas Evangélicas, muitos que apresentam crianças, cometem este erro ao comentar o ato.
Fonte:
Apontamentos do autor do comentário;
Lição 04-CPAD-1º Trimestre/2008;
Enciclopédia Boyer;
Bíblia Plenitude – SBB
Dicionário Aurélio.
Yahoo – respostas.
Autor: Osiel Varela – Ministro das Assembléias de Deus – Missão.
Consagrado no Belém em 26/09/1996. Membro em Santo André, V. Curuçá. SP.
Ligado ao Belém.Professor de Teologia; Pós – graduado em Bíblia.

Quinta-feira, Janeiro 10

JESUS – O FILHO DE DEUS -Lição 02/2008 – CPAD


Autor deste comentário: Osvarela
Texto Áureo: I Jo. 4.15: Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus.

Exórdio:
Além da questão da Divindade de Jesus Cristo, a sua posição como Filho de Deus, é uma questão que tem sido discutida por séculos, dentro e fora da Igreja.
A posição de Jesus sobre si mesmo, como Filho de Deus, a qual Ele próprio, sempre deixou clara para os seus Discípulos e seus seguidores, e até mesmo para os principais de Israel, tendo inclusive, esta declaração usada como fundamento para sua condenação, no Sinédrio, como em Marcos14. 61.64:Ele, porém...nada respondeu. Tornou o sumo sacerdote a interrogá-lo...És tu o Cristo, o Filho do Deus bendito? Respondeu Jesus: Eu o sou; ...o sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: Para que precisamos ainda de testemunhas? Acabais de ouvir a blasfêmia; que vos parece? E todos o condenaram como réu de morte.
Isto posto, vamos procurar estabelecer vínculos desta Filiação Divina, que possam ajudar aos professores da lição 02 – CPAD/2008.
I-Introdução:
João 1. 12,13: Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus;
A outra questão que está posta e se interliga, obrigatoriamente a primeira, é sobre a Unigenicidade, pois Jesus Cristo é chamado de Filho Unigênito de Deus. Tal afirmação bíblica tem trazido controvérsias de entendimento, uma vez que: os que a procuram entender, baseiam-se muitas vezes na questão lingüística, então tem definições e declarações de todo o tipo, umas procuram descaracterizar a divindade de Jesus, pela etmologia da palavra, dizendo que Cristo é também criado.
Usando inclusive o versículo que lemos acima, na abertura deste item.
Outros procuram sem sabedoria estabelecer unicamente a Unigenicidade como hierarquia divina entre a Trindade.
Fico com a explicação do Pastor Ezequias Soares, no tópico II.2 da Lição- pg. 14. Sobre nossa posição, leia a conclusão.
Busquemos então dentro da Bíblia os argumentos divinos sobre a qualidade prima de Jesus Cristo – Filho de Deus.
II-Entendendo Jesus como Filho de Deus:
Não se pode entender a questão de Jesus – Filho de Deus, sem levar em consideração a kenosis – vide nosso comentário da lição 01-2008 - Desta forma é que muitos estudiosos ou pensadores em suas tentativas de definir a humanidade do Filho de Deus, concentraram os seus ensinos na falta da Divindade de Jesus, entre elas a teoria Kenótica que apresentou Cristo como a manifestação do Logos esvaziada da divindade, isto é, negou-se a divindade de Jesus, ou a tornou totalmente distanciada do Jesus-Homem, ora isto torna então o Filho de Deus uma criatura, o que Ele definitivamente, não o é.
“Estas postulações são contrárias à imutabilidade de Deus e não concordam com passagens das Escrituras que dão atributos divinos ao Jesus histórico.” (Louis Berkhof)"Filho de Deus" no Novo Testamento:
Durante todo o Novo Testamento, a expressão "filho de Deus" é aplicada repetidamente, no singular, apenas para Jesus, com a possível exceção de Lucas 3:38 (no final da genealogia de Jesus cuja ascendência volta até Adão), onde podia argumentar-se que Adão está implicitamente sendo chamado de filho de Deus, com o que nós não concordamos, pois cairíamos na mesma situação sobre os casamento na época de Noé. "Filhos de Deus" é aplicado aos outros apenas no plural.
O Novo Testamento chama Jesus de "filho único de Deus" João 1:8, I João 4:9, "Seu próprio filho" Romanos 8:3. Também refere-se a Jesus simplesmente como "o filho", especialmente quando "o Pai" é usado para se referir a Deus, como na frase "a Pai e do Filho" , II João 1:9, Mateus 28:19).
Outro ponto a ser estudado, entendido e necessariamente explicado, é o entendimento da Declaração do Pai, por ocasião do batismo de Jesus, Mateus 3.17.
Eu procuro entender este versículo como, uma declaração de um Pai, no caso o Pai celestial.
Acompanhe o raciocínio:
Mateus 11.27: Todas as coisas me foram entregues por meu Pai; e ninguém conhece plenamente o Filho, [senão o] Pai; e ninguém conhece plenamente o Pai, [senão o] Filho....
Ora, um pai, quando vê seu filho realizando algo notório, principalmente relevante para alguém, algo que só ele pode fazer, diz com todas as palavras, para todos ouvirem: este é meu filho, ou seja este é igual a mim, fez o que precisava ser feito e que só eu poderia fazer, hoje diria, tem o meu DNA.
Ao levarmos este raciocínio para o campo espiritual, o Pai estava dizendo:
Este é o meu Filho, é igual a mim! Tem a mesma essência em tudo é igual a mim, o Pai!
Bem como, é preciso entender a posição de João ao escrever o capítulo 1 e versículo 14, com referência a Jesus, a frase “o Unigênito do Pai” (Jo 1.14), indica que, como o Filho de Deus, Ele era o representante exclusivo do Ser e caráter daquele que o enviou. No original, o artigo definido está omitido tanto antes de “Unigênito” quanto antes de “Pai”, e sua ausência em cada caso serve para enfatizar as características referidas nos termos usados.
III-Entendendo Jesus como Deus:É fundamental o entendimento que Jesus faz parte da Trindade (não abordamos ainda o assunto, mas acho relevante o professor, procurar entender, sobre esta doutrina, para melhor aproveitamento destas Lições, creio que isto não seja dificuldade em nosso arraial Assembleiano).
De certo, é que precisamos ter este entendimento, desta forma veja a questão deslindada, abaixo;.
Lendo as passagens em Tito 2:13-14: 13 aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, que se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo todo seu, zeloso de boas obras.
E a de 2 Pedro 1:1-3: Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo:Graça e paz vos sejam multiplicadas no pleno conhecimento de Deus e de Jesus nosso Senhor; visto como o seu divino poder nos tem dado tudo..
Vemos duas passagens que podem ser consideradas juntas por causa de sua frase idêntica: “Deus e Salvador” (theou kai soteros).
Em ambas as passagens, “Jesus Cristo” é o objeto da frase. Alguns argumentam que “Salvador” se aplica a Jesus, mas “Deus” é uma referência ao Pai: “Deus (o Pai) e Salvador Jesus Cristo.” Contudo, isto não é apoiado pela construção grega. Esta frase é aplicada a uma pessoa: Jesus Cristo.
Primeiro: esta é a leitura mais natural do texto.
Segundo: os dois nomes ficam sob um artigo, que precede “Deus.” Isto indica que eles têm que ser construídos juntos, não separadamente. E mais, esta frase foi uma fórmula comum e sempre denotou uma divindade, não duas pessoas separadas. Quando ambos Paulo e Pedro usaram a frase, então, “seus leitores sempre a entenderiam como uma referência a uma só pessoa, Jesus Cristo.Simplesmente não ocorreria a eles que ‘Deus’ pudesse significar o Pai, com Jesus Cristo como o ‘Salvador” .
O que isto tudo significa: é que Pedro e Paulo entenderam que Jesus era ambos, “Deus e Salvador”.
Isto é fator preponderante para entendimento de um texto, em Hermenêutica, diria até mesmo básico, pois o leitor ou o hermeneuta, precisa posicionar-se no lugar do ouvinte e do escritor, tal como, no momento em que é feita a declaração pelos autores bíblicos.
Da mesma forma, é necessário o estudo dos Evangelhos, para entender como cada um dos Escritores, apresentam a Jesus Cristo.
Na segunda metade do século 1, algumas comunidades escreveram suas memórias da vida e dos ensinos de Jesus, criando os primeiros evangelhos. Os evangelhos atribuídos a Marcos, Mateus, Lucas e João serão depois considerados inspirados, e incorporados à Bíblia. No evangelho de Marcos a narrativa só começa quando Jesus é reconhecido como filho de Deus, no batismo.
Diz um professor de Teologia da Metodista: Entre as idéias dos primeiros seguidores de Jesus estava, a de que, ele seria um profeta e libertador escatológico, Ou um enviado de Deus e, portanto, seu filho. Mesmo que possamos entender, que é parcial a idéia do professor Nogueira, fica claro, que mesmo a Teologia mais liberal, senão todos, mas, parte deles se dá, por vencidos pela qualidade de Jesus: Filho de DEUS.
IV-Ouvindo a voz de testemunhas e do próprio Pai e do Filho, à respeito:
Podemos ouvir aqueles que estavam presentes na ocasião e no tempo dos fatos:
A Palavra dos Profetas:
Zacarias12.10 :Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o espírito de graça e de súplicas; e olharão para aquele a quem traspassaram, e o prantearão como quem pranteia por seu filho único; e chorarão amargamente por ele, como se chora pelo primogênito.Neste texto temos a palavra yachid, ou seu único filho, veja Gn. 22.2: Prosseguiu Deus: Toma agora teu filho; o teu único.
A Palavra do Pai:
Mateus 3.17: e eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.
A Palavra do próprio Filho:

João 14. 9: Respondeu-lhe Jesus: Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não me conheces, Felipe? Quem me viu a mim, viu o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?
João 10.30: Eu e o Pai somos um.
João 17. 5:"Pai, glorifica ao Filho com a glória que possuí em Ti no início, antes que fossem lançados os fundamentos do mundo."
A Palavra dita sobre, Jesus pelos Anjos:
Anjo Gabriel para Maria, na Anunciação:
Lc 1:31,32,35: "Eis que conceberás e darás à luz um filho a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo...por isso o ente santo que há de nascer, será chamado Filho de Deus."
A palavra de quem estava no Círculo Íntimo de Jesus:

Mateus 16.16: Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Alguém já disse que, Pedro ficou extasiado com a resposta de Jesus: "Não foi a carne e o sangue quem te revelou, mas meu Pai que está nos céus", mas na verdade esta declaração não nasceu de uma elaboração intelectual ou um entusiasmo de sentimento do próprio Pedro mas, veio-lhe dos céus! Nasceu no coração de Deus.
O Círculo Íntimo:
Simão Pedro -Cefas (uma pedra)
Tiago(mais velho;)João (discípulo amado) Boanerges(o filho do trovão) ;André (irmão de Pedro;)Filipe.
A palavra de quem estava presente ao ato de suplício, condenação, da Crucificação, e na Morte de Jesus:
Marcos 15. 39: Ora, o centurião, que estava defronte dele, vendo-o assim expirar, disse: Verdadeiramente este homem era filho de Deus.
O próprio Jesus- Na Hora da sua Morte:

Lucas 23. 46: Jesus, clamando com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.
A Palavra de quem viu Jesus após a morte:
João 20.28: Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu, e Deus meu!
Conclusão:
Alguém, poderá querer se utilizar o texto de João1. 12,13: Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus. Até mesmo, se utilizando da forma como o texto narra sobre o nascimento destes que, são agora chamados filhos de Deus.
Professor e aluno cuidado! Não confunda, estes são os que passaram pelo processo de : “é necessário, nascer de novo”, leia o texto bíblico de João 3. 3-13: Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade ...que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus...Nicodemos: Como pode...nascer, sendo velho? porventura pode ...entrar no ventre de sua mãe, e nascer ? Jesus: Em verdade...se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo. Jesus é o Filho de Deus, por tudo quanto estudamos na Lição, e como, apresentado aqui, ainda que de maneira sucinta, neste pequeno comentário.
Achamos, por bem, não discorrermos sobre a palavra Unigênito, mas o faremos no decorrer da Lição, neste site e no nosso site de Teologia:
http://nucleosetadvilacurucasandresp.globolog.com.br/
Fonte:
Bíblia Plenitude;
Apontamentos do autor;
Lição – CPAD;
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – CPAD;
O Cristão – blog de David Brito;
Igreja Shalom: Rev. Edilson B Nogueira;
Kenosis – Texto de Moisés Olímpio Ferreira -A KÉNOSIS DE CRISTO (Uma breve visão histórica, teológica e gramatical)
Wikipedia;
Autor: Osiel Varela – Ministro das Assembléias de Deus – Missão.
Consagrado no Belém em 26/09/1996.
Congrega em Santo André, V. Curuçá. SP.Pr. Nivaldo Rodrigues.Ligado ao Belém.
Professor de Teologia; Pós – graduado em Bíblia.

Domingo, Janeiro 6

NANOBÍBLIA

Na coluna da direita postamos a foto da nanobíblia, leia a matéria agora sobre o assunto.


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Para ver a imagem em tamanho maior, clique na figura.

Nano – Recentemente, surgiram a nanociência e a nanotecnologia (N & N), que têm por meta dominar parte, pequena que seja, do virtuosismo da natureza na organização da matéria átomo por átomo, molécula por molécula. Esses dois neologismos derivam de nano, prefixo usado na ciência para designar um bilionésimo. Assim, um nanômetro (símbolo nm) é um bilionésimo de metro. Para termos de comparação, um átomo mede cerca de 2 décimos de um nanômetro e o diâmetro de um fio de cabelo humano mede cerca de 30.000 nanômetros. Assim, a nanociência e a nanotecnologia visam, respectivamente, a compreensão e o controle da matéria na escala nanométrica ou, de forma mais abrangente, desde a escala do átomo até cerca de 100 nanômetros, que coincidentemente é a escala típica de um vírus. Apesar desses desenvolvimentos ainda estarem no seu início, em uma fase exploratória, as possibilidades já parecem quase sem limites e a nanotecnologia promete ser uma grande revolução tecnológica..

CIENTISTAS ISRAELENSES CRIAM NANOBÍBLIA

6/1/2008 - 07h00

GERAL - Cientistas do Instituto Technion, em Haifa (Israel) acabam de bater o recorde de menor Bíblia do mundo – ou, pelo menos, do menor Velho Testamento já impresso. A equipe, liderada por Uri Sivan, diretor do Instituto de Nanotecnologia do Technion, e Alex Lahav, ex-chefe do Instituto de Pesquisas em Microeletrônica, conseguiu “escrever” as 308.428 palavras da primeira parte da Bíblia sobre uma superfície de 0.5mm² de silício, coberta por uma camada de ouro de 20 nanômetros.

A nanobíblia foi escrita com a técnica de feixe de íons em foco (FIB, na sigla em inglês). Ao se direcionar um feixe de partículas para um ponto sobre a superfície, os átomos de ouro saem desse ponto, expondo assim a camada de silício que estava por baixo.

O diâmetro do ponto exposto tem cerca de 40 nanometros. Ao observar as palavras escritas sob um microscópio eletrônico de varredura (SEM, em inglês), os pontos expostos de silício ficam mais escuros que o ouro em sua volta, facilitando a leitura.

Ao direcionar um feixe de partículas para vários pontos sobre o substrato, é possível gravar qualquer padrão de pontos, especialmente aquele que represente um texto.

Agora, os cientistas estão tentando fotografar a nanobíblia com o SEM. Assim, eles poderão ampliar a fotografia em 10.000 vezes e exibi-la em uma parede gigante na Faculdade de Física do Instituto. Assim, o texto ficará visível a olho nu em um painel de 7m x 7m.

http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=4128

http://3.bp.blogspot.com/_qpz_3CByXKQ/R3-lO-NWr4I/AAAAAAAAAII/gw5Yh0-fHJA/s1600-h/MENOR+B�BLIA+DO+MUNDO+-+TEXTO.jpg