sábado, maio 30

Jacó e Esaú: irmãos em conflito Lição CPAD 9: 31/05/2026

Jacó e Esaú: irmãos em conflito

Lição CPAD 9: 31/05/2026

Subsídio Pastor e professor Osvarela

Texto Áureo: “[...] Duas nações estão no teu ventre, e dois povos se dividirão das suas entranhas: um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.” (Gn 27.23).

Prática: Os pais não devem ter preferência entre seus filhos e deve tratá-los da mesma forma.

Leitura Bíblica

Gênesis 27.1-5,41-44.

1 — E aconteceu que, como Isaque envelheceu, e os seus olhos se escureceram, de maneira que não podia ver, chamou a Esaú, seu filho mais velho, e disse-lhe: Meu filho! E ele lhe disse: Eis-me aqui!

2 — E ele disse: Eis que já agora estou velho e não sei o dia da minha morte.

3 — Agora, pois, toma as tuas armas, a tua aljava e o teu arco, e sai ao campo, e apanha para mim alguma caça,

4 — e faze-me um guisado saboroso, como eu gosto, e traze-mo, para que eu coma, e para que minha alma te abençoe, antes que morra.

5 — E Rebeca escutou quando Isaque falava ao seu filho Esaú; e foi-se Esaú ao campo, para apanhar caça que havia de trazer.

41 — E aborreceu Esaú a Jacó por causa daquela bênção, com que seu pai o tinha abençoado; e Esaú disse no seu coração: Chegar-se-ão os dias de luto de meu pai; então, matarei a Jacó, meu irmão.

42 — E foram denunciadas a Rebeca estas palavras de Esaú, seu filho mais velho; e ela enviou, e chamou a Jacó, seu filho menor, e disse-lhe: Eis que Esaú, teu irmão, se consola a teu respeito, propondo-se matar-te.

43 — Agora, pois, meu filho, ouve a minha voz: levanta-te e acolhe-te a Labão, meu irmão, em Harã;

44 — e mora com ele alguns dias, até que passe o furor de teu irmão.

Objetivos da Lição:

 I) Enfatizar que o nascimento de Esaú e Jacó foi resposta das orações de Isaque;

II) Mostrar que Esaú fez pouco de sua primogenitura e a vendeu;

III) Expor que Rebeca induziu Jacó ao pecado.

Texto Base Introdutório:

Gênesis 25:21-27 E Isaque orou insistentemente ao Senhor por sua mulher, porquanto era estéril; e o Senhor ouviu as suas orações, e Rebeca sua mulher concebeu. E os filhos lutavam dentro dela; então disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi perguntar ao Senhor. E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor. E cumprindo-se os seus dias para dar à luz, eis gêmeos no seu ventre. E saiu o primeiro ruivo e todo como um vestido de pelo; por isso chamaram o seu nome Esaú. E depois saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú; por isso se chamou o seu nome Jacó. E era Isaque da idade de sessenta anos quando os gerou. E cresceram os meninos, e Esaú foi homem perito na caça, homem do campo; mas Jacó era homem simples, habitando em tendas.”

אדמני  -’admoniy- אדמוני -’admowniy; adj. vermelho, ruivo (referindo-se a Esaú quando criança)

A oração de Isaque foi ouvida e Deus abriu a madre de Rebeca:

יעקב  - Ya ‘ aqob, grego - Ιακωβ; n. pr. m. Jacó = “aquele que segura o calcanhar” ou “suplantador”; filho de Isaque, neto de Abraão, e pai dos doze patriarcas das tribos de Israel

Exórdio:

A história dos netos de Abrão, o grande patriarca hebreu, é a nossa base deste estudo.

Sem dúvida, alguma, é uma história vivenciada com drama desde a geração, que já foi um milagre, como o nascimento e geração de seu pai, Isaque, pois assim como a avó Sara, a mãe deles era estéril, o que provocou a intensa intervenção do pai que desde os seus quarenta anos, idade com casou com Rebeca, agora em seus sessenta anos de idade, entrou em guerra,  em oração até ser ouvido e atendido, com a notícia da gravidez e o Senhor ouviu as suas orações, e Rebeca sua mulher concebeu.” .

A gravidez inicia-se com uma conturbada movimentação no ventre da mão, Rebeca, de tal forma que ela mesma, sem ter expertise em gerar, entendeu que havia algo estranho acontecendo em seu ventre, no que fora revelada por Deus, o que estava ocorrendo, ali na revelação, Deus fala da presente geração em andamento, e do futuro dos gêmeos:

Rebeca sua mulher concebeu. E os filhos lutavam dentro dela; então disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi perguntar ao Senhor. E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.”

A geração gemelar aponta e confirma a promessa dada ao avô de ambos, Abraão: “Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei a minha aliança, por aliança perpétua para a sua descendência depois dele. [...] A minha aliança, porém, estabelecerei com Isaque, ...” Gênesis 17:19-21

Dois povos sendo gerados - Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas

Duas personalidades diferentes e díspares – “Esaú foi homem perito na caça, homem do campo; mas Jacó era homem simples, habitando em tendas.”

Significado de cada personalidade:

Jacó, homem simples - (hebr., ‘cuidava do rebanho’);

Esaú – “perito caçador e homem do campo; um "homem dos campos" (mais literalmente das estepes)”; aventureiro, impulsivo, voltado para o exterior e para o imediato.

Decidindo o futuro de ambos - e o maior servirá ao menor

A grande questão desde o nascimento dos meninos era quem teria o direito a benção familiar, pois o primogênito detinha direitos maiores que o segundo filho, assim Esaú teria direito a 50% da herança e a garantia da benção patriarcal.

O primogênito seria representante oficial da família, ou clã, diante da sociedade, incluindo direitos de determinar decisões diante daquela sociedade.

Dt 21.16,17 embasa a situação vivida pelo clã abraâmico e toda questão da revelação a Abrão e sua esposa, Sara, e sua concubina, Agar. Este texto nos ensina sobre o direito do primogênito, mais uma vez a revelação e escolha e determinação divina se sobrepõe a lei, que servira e fora dada para embasara a ordem dentro das famílias e seus herdeiros, Deus cria situações especiais para seus plano se concretizarem, pois é o Soberano.

         “Será que, no dia em que fizer herdar a seus filhos o que tiver, não poderá dar a primogenitura ao filho da amada, preferindo-o ao filho da desprezada, que é o primogênito. Mas ao filho da desprezada reconhecerá por primogênito, dando-lhe dobrada porção de tudo quanto tiver; porquanto aquele é o princípio da sua força, o direito da primogenitura é dele.”

“E saiu o primeiro ruivo e todo como um vestido de pelo;” Gênesis 25:25

Embora, Esaú e Jacó fossem gêmeos (os filhos lutavam dentro dela;), mas, por ter saído primeiro do ventre de Rebeca era o primogênito, mas sobre ele estava a sentença divina – “o maior servirá ao menor”.

Aqui se encontra um ponto fulcral da posição de Esaú e Jacó:

– ao primogênito era dada a autoridade sobre os mais novos;

Bençãos espirituais do primogênito:

O primogênito – seria o sucessor espiritual da família, ou seja, o sacerdote da família;

Era consagrado de maneira especial ao Senhor;

No caso da aliança de Deus com o avô Abraão e a confirmação ao seu filho Isaque, o pai seria a continuidade da linhagem messiânica;

A decisão – trágica – de Esaú:

“E amava Isaque a Esaú, porque a caça era de seu gosto, mas Rebeca amava a Jacó. E Jacó cozera um guisado; e veio Esaú do campo, e estava ele cansado; E disse Esaú a Jacó: Deixa-me, peço-te, comer desse guisado vermelho, porque estou cansado. Por isso se chamou Edom. Então disse Jacó: Vende-me hoje a tua primogenitura. E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer; para que me servirá a primogenitura? Então disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó. E Jacó deu pão a Esaú e o guisado de lentilhas; e ele comeu, e bebeu, e levantou-se, e saiu. Assim desprezou Esaú a sua primogenitura.” Gênesis 25:28-34

Muito embora, Deus tenha determinado a troca da força do primogênito, de ventre, Esaú, muito amado pelo pai Isaque, como o primogênito saído do ventre de Rebeca, foi agente da própria mudança dos direitos e bençãos determinadas pela tradição entre os orientais.

Assim ele foi agente de sua própria perda dos direitos e bençãos, muito embora, não tenha ficado sem nenhuma benção (destarte a benção de ser filho de Isaque e neto de Abrão, já fosse abençoado desde o nascimento), mas veremos quanto as benção abraâmica principais (gerar nações, ser partícipe da geração messiânica e outras).

“Porém Abraão deu tudo o que tinha a Isaque; E Isaque e Ismael, seus filhos, sepultaram-no na cova de Macpela.” Gênesis 25:5;9

“para que me servirá a primogenitura?”

Esaú fez uma troca desproporcional ao desprezar todo o peso de uma primogenitura por:

- um prato de comida pela primogenitura - De maneira desproporcional ele troca a primogenitura e todos os benefícios advindos dela e até mesmo a oportunidade única ao nascer, por uma troca pelo alimento consumido em minutos, ele foi imediatista.

- perdeu uma benção espiritual eterna que se afetaria as gerações futuras;

Este é um dos dramas mais pungentes das Escrituras Veterotestamentárias!

“Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem. E ninguém seja fornicador, ou profano, como Esaú, que por uma refeição vendeu o seu direito de primogenitura. Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrimas o buscou.” Hebreus 12:15-17

A atitude, desprezível, de Esaú foi motivo de discussões doutrinarias neotestamentárias, pois, ele na realidade se privou da ação da Graça divina, que já estava disponível, desde a Criação e nos idos de seus pais, antes a lei Mosaica, e ele foi motivo desprezo, entre os hebreus, sendo, ele, classificado com fornicário e profano “ninguém seja fornicador, ou profano, como Esaú, que por uma refeição vendeu o seu direito de primogenitura.”

Veja a etimologia sobre ser fornicador: πορνος pornôs de pernemi (vender); n. m. homem que prostitui seu corpo à luxúria de outro por pagamento; fornicador;

Etimologia dá ênfase a situação, na qual Esaú se colocou:

הל - chol; n. m. profanidade, usualidade, ímpio, profano, comum, areia;

ανοσιος - anosios; adj. profano, ímpio, mau, ou não santificado, comum, lugar público; referindo-se a seres humanos: incrédulo, sem religião.

“E apareceu-lhe o Senhor: ...;e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão teu pai; E multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e darei à tua descendência todas estas terras; e por meio dela serão benditas todas as nações da terra;” Gênesis 26:2,3,4

Na realidade Esaú tornou a primogenitura como coisa profana, agiu naquela situação como um ímpio, como um homem mau, desconsiderando todas as bençãos prometidas a casa de Abraão e confirmadas a seu pai Isaque, fruto da Graça de Deus, que escolhera entre tantos homens a seus descendentes para a ação salvífica e messiânica, o que desagradou a Deus e tornou a situação do pai Isaque trágica, pela guerra iniciada entre os seus filhos.

Logo ele, que fora pedido a Deus e concedido, junto com Jacó, como um milagre pactual, agiu como um incrédulo, pois certamente Isaque já revelara todos os acontecimentos familiares desde a época de seu avô e como Deus lhe concedera os dois para dar continuidade a promessa de gerar deles nações e povos.

Os pais não devem ter preferência entre seus filhos e deve tratá-los da mesma forma.

A ação de Rebeca foi trágica e indutora para que Jacó completasse seu plano de obter a benção de seu pai. Afinal o velho Isaque estava próximo ao final de seus dias.

Gênesis 27.1-5. E aconteceu que, como Isaque envelheceu, e os seus olhos se escureceram, de maneira que não podia ver, chamou a Esaú, seu filho mais velho, e disse-lhe: Meu filho! E ele lhe disse: Eis-me aqui! E ele disse: Eis que já agora estou velho e não sei o dia da minha morte. Agora, pois, toma as tuas armas, a tua aljava e o teu arco, e sai ao campo, e apanha para mim alguma caça, e faze-me um guisado saboroso, como eu gosto, e traze-mo, para que eu coma, e para que minha alma te abençoe, antes que morra. E Rebeca escutou quando Isaque falava ao seu filho Esaú; e foi-se Esaú ao campo, para apanhar caça que havia de trazer.

Hora de agir no plano pecaminoso e enganador:

 – “Rebeca disse a Jacó o que tinha escutado e, por meio de uma fraude, planejou enganar Isaque para que Jacó ficasse com a bênção da primogenitura. Rebeca cozinhou dois cabritos para Isaque. Com a pele dos animais cobriu as mãos e o pescoço de Jacó. Pegou a roupa de Esaú e colocou-a no filho mais novo. Este se foi ao pai levando a comida e os pães preparados por Rebeca. Ao tocá-lo, Isaque percebeu que o pescoço e as mãos eram peludos como os de Esaú, assim como o cheiro de sua roupa era de seu filho mais velho, embora o tom da voz fosse de Jacó. Então, o abençoou: “Deus te dê do orvalho do céu, e da exuberância da terra, e fartura de trigo e de mosto. Sirvam-te os povos, e nações te reverenciem; sê senhor de teus irmãos, e os filhos de tua mãe se encurvem a ti; maldito seja o que te amaldiçoar, e abençoado o que te abençoar” (Gn 27: 27-29).

Isaque mostra total conhecimento da questão da primogenitura, abençoando a Jacó pensando ser Esaú, ele concede a benção do primogênito ao enganador Jacó, mas neste ato, cônscio e Isaque estava desconsiderando a mensagem dada a eles como pais, que o maior serviria ao menor, Esaú, portanto, não deveria receber a benção da primogenitura, mas Isaque amava a Esaú e deixou seu coração decidir contra a promessa dos gêmeos.

- chuva para suas plantações

- Terra excelente exuberante para seu plantio e gado

- Fartura do trio (pão) e do mosto (alegria)

- submissão das nações e povos;

- a autoridade da primogenitura sobre os seus irmãos menores;

O que vemos é que houve um hiato temporal, entre o desagradável episódio da venda, ou troca, da primogenitura de Esaú, agora a trágica situação continua a se desenrolar, com ambos já maiores em idade, Jacó e Rebeca tramam como completar a transmissão da benção da primogenitura a Jacó.

Amar a filhos de maneira idêntica é a maneira correta. Não devemos privilegiar a um em detrimento a outro, muito embora, possam parecer e agir diferente do comportamento que os pais achem ideal, eles são filhos dos mesmos ventres.

“Isaque da idade de sessenta anos quando os gerou. E cresceram os meninos, [...] E amava Isaque a Esaú, porque a caça era de seu gosto, mas Rebeca amava a Jacó.” Gênesis 25:26-28

Cabe aqui, uma análise: Rebeca ouvira de Deus que – “o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.” certamente ela acaba agindo como a sua sogra, Sara, a qual não conhecera e age para fazer se cumprir o que ouvira de Deus colocando sua preferência por Jacó em ação.

A ação humana não pode servir de aio à ação e determinação divina! Rebeca agiu assim:

— Gn. 27.5 — E Rebeca escutou quando Isaque falava ao seu filho Esaú

– quando ouviu o, agora, velho e quase cego Isaque pedir um guisado especial a seu estimado e preferido filho ela achou que era a hora para completar a decisão divina do menor assumir sobre o maior.

Jacó e Rebeca tomaram vantagem de sua fraqueza física para sobrepujar a  fragilidade moral de Isaque alentada pela velhice, que esqueceu-se, aparentemente das conhecidas promessas de Deus a Jacó, ainda na geração dos filhos gemelares!

Isaque agiu pelo sentimento de gostar mais da vida e forma de viver de Esaú e esqueceu-se das promessas, acabava dando, com seu ato apoio moral ao erro, conhecido da venda da primogenitura e se igualou as atitudes de Esaú e Jacó!

A coautora do pecado: Rebeca invocou até a maldição advinda da mentira para induzir Jacó ao pecado!

“Então disse Jacó a Rebeca, sua mãe: Eis que Esaú meu irmão é homem cabeludo, e eu homem liso; Porventura me apalpará o meu pai, e serei aos seus olhos como enganador; assim trarei eu sobre mim maldição, e não bênção. E disse-lhe sua mãe: Meu filho, sobre mim seja a tua maldição; somente obedece à minha voz, e vai, traze-mos. E foi, e tomou-os, e trouxe-os a sua mãe; e sua mãe fez um guisado saboroso, como seu pai gostava. Depois tomou Rebeca os vestidos de gala de Esaú, seu filho mais velho, que tinha consigo em casa, e vestiu a Jacó, seu filho menor; E com as peles dos cabritos cobriu as suas mãos e a lisura do seu pescoço; E deu o guisado saboroso e o pão que tinha preparado, na mão de Jacó seu filho.” Gênesis 27:11-17

Lastimável decisão que trouxe a guerra familiar para dentro da casa do casal.

Quando Esaú voltou e descobriu a fraude, se entristeceu. Passou a odiar o irmão e planejou matá-lo.

Gn. 27. 41,43 — E aborreceu Esaú a Jacó por causa daquela bênção, com que seu pai o tinha abençoado; e Esaú disse no seu coração: Chegar-se-ão os dias de luto de meu pai; então, matarei a Jacó, meu irmão. E foram denunciadas a Rebeca estas palavras de Esaú, seu filho mais velho; e ela enviou, e chamou a Jacó, seu filho menor, e disse-lhe: Eis que Esaú, teu irmão, se consola a teu respeito, propondo-se matar-te. Agora, pois, meu filho, ouve a minha voz: levanta-te e acolhe-te a Labão, meu irmão, em Harã;

Rebeca, para proteger Jacó, lhe contou das intenções do irmão e o aconselhou a deixar sua casa e partir para a terra de seu tio Labão (irmão de Rebeca) em Harã.

Intervenção humana pode separar famílias.

E levou a separação da família com a ira do maior sobre Jacó e até a promessa de tirar a vida do irmão. Tragédia com ajuda de cada lado dos pais.

“Ora, sendo Esaú da idade de quarenta anos, tomou por mulher a Judite, filha de Beeri, heteu, e a Basemate, filha de Elom, heteu.  E estas foram para Isaque e Rebeca uma amargura de espírito.” Gênesis 26:34,35

Mesmo com todos os erros de Jacó, parece que Isaque entendeu o que estava acontecendo, já que Esaú ainda mais, se mostrava com a mesma índole pela qual vendera sua primogenitura e ao casar-se com mulher hetéia, ele desagradar a sua mãe de tal forma que esta, se tornara amargurada e enfadada.

Recuperando a posição espiritual coma benção a Jacó:

Nem Isaque, nem Rebeca queriam que Jacó se casasse com mulher cananéia como Esaú tinha feito.

Assim, Isaque quis que Jacó tomasse por esposa alguém da casa de Rebeca e ele abençoou mais uma vez o filho (Gn 28: 3-4) com a bênção de Abraão (Gn 17: 4-8):

- a bênção da descendência, da prosperidade e da intimidade com Deus. -

Jacó rumou para Padã-Arã à casa de Labão, irmão de Rebeca, filha de Betuel.  

Conclusão:

Jacó não fez por merecer suas bênçãos, pois o Senhor já o havia designado para patriarca do Seu povo escolhido. Agindo ou não do jeito que agiu, ele herdaria a bênção da primogenitura, pois isto, já fora lhe determinado. Agiu como muitos de nós, na força do seu braço e sua mãe o ajudou e insuflou no seu erro.

Pais, não escolham um filho preferido, nem mesmo quando há sobre um uma promessa, deixemos Deus agir, pois Ele sabe como e em qual tempo as suas promessas serão colocadas em evidência na vida do escolhido e trarão benção a todo o núcleo familiar.

Fonte:

Personagens Bíblicos – Jacó – ministério seara agape

Saara ágape – personagens bíblicos

Dicionário Strong

Bíblia ARC - Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil (SBTB).

Citações no corpo do texto

Lições CPAD – EBD 2] trimestre 2026

Rebeca e Jacó erraram ao enganar Isaque? Gary North

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