sábado, junho 17

José, o pai terreno de Jesus, um homem de caráter - Em Edição e em Revisão – Continua Estudo – Lição 12 – 2º Trimestre 2017

José, o pai terreno de Jesus, um homem de caráter
Em Edição e em Revisão – Continua
Estudo – Pr. Osvarela
Lição 12 – 2º Trimestre 2017
TEXTO ÁUREO
“E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher” Mateus 1.24
Texto Base de Leitura
Mateus 1.18-25.
18 — Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.
19 — Então, José, seu marido, como era justo e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente.
20 — E, projetando ele isso, eis que, em sonho, lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo.
21 — E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.
22 — Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz:
23 — Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL. (EMANUEL traduzido é: Deus conosco).
24 — E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher,
25 — e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe o nome de Jesus.
Texto suporte
E o mesmo Jesus começava a ser de quase trinta anos, sendo (como se cuidava) filho de José, e José de Heli...Lucas 3:23
E diziam: Não é este Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe nós conhecemos? Como, pois, diz ele: Desci do céu? João 6:42
Etimologia
Y ̂ehowceph; n. pr. M. José = “Javé adicionou”
Introdução
Quem era José, o homem?
José era da tribo de Judá, a mesma do Rei David, pois conforme a narrativa bíblica, sobre o domínio romano (Naqueles dias saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo fosse recenseado. E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade), ele teve de ir da Nazaré na Galileia, até Belém na Judeia, cidade dos seus antepassados, durante o Censo determinado por César Augusto, para o recenseamento ordenado para levantamento da população em cada área da Palestina, pelas autoridades romanas.
Um Carpinteiro - que se coloca a disposição do Criador: “Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas?” Mateus 13:55
Para um carpinteiro que, morreu sem ver o final de seu Filho, o mais terrível é que sua profissão, foi utilizada pelo homem que construiu a Cruz de Jesus!
Embora, fosse uma armação, aparentemente rudimentar, necessitava de algum tipo de conhecimento mínimo artesanal para o fim trágico e cruel de sua finalidade mortífera e torturante.
Não há provas científicas que confirmem de qual madeira foi construída a cruz de Jesus, mas os peregrinos acreditam que foi de uma oliveira -- típica da região desde as épocas bíblicas... Terra da árvore usada para a cruz de Jesus enfrenta abandono e esquecimento em Jerusalém - Richard Furst Do UOL, em Jerusalém 18/04/2014
Na realidade da Palestina José seria, um tipo de empreiteiro, um artífice, chamado de carpinteiro, pois manuseava basicamente com madeira e artefatos, desde a construção de casas, a fabricação do mobiliário e consertos. Era, esta, a visão geral de sua profissão. Na Galileia, onde ele se desloca para o Censo, ele tinha maior possibilidade em ter matéria-prima, a madeira, pelo próprio clima. Ali havia uma boa precipitação que proporcionava encontrar  madeira.
Quem conhece a Palestina, conhece que há regiões que o solo é totalmente pedregoso, mas Deus tem dado meios e sabedoria, até aos dias de hoje, aos de Israel para providencias, agrícolas e de artefatos e materiais rudimentares, como madeira.
Obs.: “Temos várias referências ao carpinteiro no Velho Testamento. Podemos ler em 2º Samuel 5:11 (enviou mensageiros a David, e madeira de cedro, e carpinteiros e pedreiros, que edificaram para David uma casa), 2º Reis 12:11 (...e eles o distribuíam aos carpinteiros, e aos edificadores que reparavam a casa do Senhor;), 2º Reis 22:4-6. Em todas estas referências o carpinteiro aparece em primeiro lugar na lista dos profissionais de Construção Civil e não há qualquer referência aos Arquitetos nem Engenheiros. Somente em II Reis que citamos, há essa referência “.. aos que têm o cargo da obra..” Como está em Almeida e que alguns tradutores se precipitaram em traduzir por empreiteiros certamente sem o significado técnico que esta palavra tem nos nossos dias.”
José era um homem de caráter.
Um bom caráter e Justo com testemunho de Deus.
“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Que estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo. Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente.” Mateus 1. 18,19
Mesmo sendo passível de qualquer tipo de difamação ou ofensa desairosa a sua honra, preferiu cumprir o contrato nupcial e aliança com sua desposada noiva e mais: creu em Deus e por isto teve a imputação de Justo, diante de Deus ao entender o Plano divino em andamento para redenção da humanidade!
José é relegado a um certo plano inferior, pois devido a sua curta vida, ele não acompanhou toda a vida de seu filho (como se cuidava).
Sua importância de José, no Plano Redentivo:
Mas, se remontarmos sua história narrativa nas Neoescrituras veremos que José, quase igualmente a sua esposa Maria, ele não tem muito espaço sobre si.
Ele nos é apresentado no início dos evangelhos de Mateus e de Lucas, na descrição do nascimento de Jesus, e com numa completa genealogia (veja referências, abaixo).
Além destas passagens relacionadas com o nascimento de Jesus, José só volta a aparecer uma segunda vez quando Jesus tinha doze anos de idade e nunca mais é mencionado, pelo menos nos textos canônicos da Bíblia.
Aliás, o que confirma que o centro do Plano de Deus era, é e sempre será Jesus.
Porém, a sua posição como homem de bom caráter e justo o eleva a um patamar do nível de Jesus, e principalmente que, por José (carpinteiro de profissão e descendente legal da casa real de Davi, da qual haveria de nascer o Messias), a Casa de Davi se torna uma Casa Real eterna, como foi profetizado e como Deus aliançara com Davi.
Primeiro: Ele era a garantia genealógica da Casa de Davi.
Mat.1.1- Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de David, filho de Abraão.
Mat.1.16- e a Jacob nasceu José, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama Cristo.
Mat.1.17- De sorte que todas as gerações, desde Abraão até David, são catorze gerações; e desde David até a deportação para Babilónia, catorze gerações; e desde a deportação para Babilónia até o Cristo, catorze gerações.
Luc.2.1-5;16 Naqueles dias saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo fosse recenseado. E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. Subiu também José, da Galileia, da cidade de Nazaré, à cidade de David, chamada Belém, porque era da casa e família de David, a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida... Foram, pois, a toda a pressa, e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura;
Além de ser mostrado, como importância da redenção de todos os homens, para o processo de religação com Deus, desde Adão.
Assim, ele tem uma importância histórica, redentiva e divina para ser o elo de um casal, que cumpriria as profecias (da semente da mulher – Gn. 3.15; uma virgem conceberá – Is. 7:14; o cetro não se afastará da Casa de Judá - Gn. 49:8; a Casa de Davi estava recebendo a promessa - 1 Reis 8:25;Jeremias 33:17).
 “Ora, Jesus, ao começar o seu ministério, tinha cerca de trinta anos; sendo (como se cuidava) filho de José, filho de Eli.” Lucas 3.23
 “Eli de Matate, Matate de Levi, Levi de Melqui, Melqui de Janai, Janai de José... Lameque de Matusalém, Matusalém de Enoque, Enoque de Jarede, Jarede de Maleleel, Maleleel de Cainã, Cainã de Enos, Enos de Sete, Sete de Adão, e Adão de Deus.” Lucas 3.24-37,38
Ele diferente de Maria não tinha nenhum obstáculo se recusasse o pedido do anjo, pois não seria partícipe da geração do menino.
José era alguém com quem Deus podia contar. Quantos de nós após um sonho e uma palavra de um anjo simplesmente se levantaria para fazer o que recebeu ordem para fazer?
Que caráter! Só um homem de bom caráter e Fé poderia se comportar como José.
Mostrou conhecimento bíblico e profético, mostrou que esperava a revelação oiu o retorno da voz e presença de Deus a Israel. Lembremos que estamos iniciando um período de pós 400 anos sem Deus falar com Seu Povo.
Senão, vejamos:
Ele também, foi escolhido para ser parte do Plano.
Recebeu a mensagem identicamente, a Maria, com a visitação do anjo do Senhor.
“E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo”
Pensou na sua noiva, numa forma de não tê-la como uma jovem que teria perdido sua virgindade antes do casamento, algo imensamente grave naquela sociedade.
Manteve-se casto durante os dias posteriores, aos quais recebera a mensagem.
“E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus. Mateus 1:25
Compreendeu seu papel, importante na vida do menino que haveria de nascer.
“Muito se tem dito de Maria como a mulher escolhida por Deus para a concretização dos Seus planos, mas penso que o mesmo podemos dizer de José, que também foi o homem escolhido por Deus. Apesar de todas as compreensíveis dificuldades, José aceitou prontamente as instruções do Anjo que lhe apareceu. Atendendo à profissão de José, homem realista, habituado a raciocinar, penso que não haja aqui qualquer ingenuidade ou fanatismo religioso. Isto mostra que José era homem de fé, uma fé consciente dum verdadeiro escolhido do Senhor.”
Completou seu casamento sem nenhum tipo de constrangimento.
Lembrem-se que Maria ficou 3 (três) meses nas montanhas, após saber da concepção de Isabel e após ser visitada pelo anjo.
Um dado importante, que precisamos ressaltar, quanto a importância dada a José, nesta quadra em formação para o Nascimento do Salvador:
O Nome Redentivo de Jesus!
Foi a a José, a pessoa a quem o anjo revelou o nome que, o menino seria chamado, com base na sua chegada ao Mundo, para o evento da nova relação de Deus com os Homens e entre os Homens, a nova presença divina entre a Humanidade:
“E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco.” Mateus 1:21-23
Este dado patronímico é de alta relevância no papel e escolha de José para ser filho do Deus conosco, O Emanuel!
Fez exatamente o que lhe foi dito, para fazer. E deu o nome divinamente revelado ao seu primogênito, esta atitude o consagra como pai legalmente reconhecido de Jesus, O EMANUEL, O Deus conosco.
Manteve muitas coisas, do menino, em seu coração como Maria: “- Enquanto isso, seu pai e sua mãe se admiravam das coisas que deles se diziam...”, o que demonstra uma cumplicidade do casal sobre o filho dado por Deus.Lucas 2.33
Era um pai responsável e respeitado pelo seu filho Jesus:
“E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos. E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? ... E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas. E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens.” Lucas 2:48-52
Retomando o sentido da escolha de José para pai terreno de Jesus, somos levado a concordar com a assertiva “...José não é o pai de Jesus, o pai adotivo de Jesus, porque era casado com Maria, mas sim que Maria foi escolhida para ser a mãe de Jesus porque estava desposada com José. José era 13º geração de Davi depois do exílio e a próxima geração tinha de ser a do Messias, a 14º geração, cumprindo o círculo perfeito da ação de Deus na história pra trazer seu Filho ao mundo.”
Este era o Plano de Deus para Salvação de todos os homens, incluindo-se a questão do Censo romano para que a Plenitude ocorresse.
“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos...” Gálatas 4:4,5
CONTINUA
Bibliografia
Maria -  Walter Santos Baptista; Pastor da Igreja Batista Sião em Salvador, BA.
José o carpinteiro (CC); Estudos bíblicos sem fronteiras teológicas
Compilação de transcrição da pregação (“O pai excelente – O exemplo de José”) de Ariovaldo Ramos, em - O pai de Jesus - João Vítor; Postado por Lucas Louback e João Vítor
Apontamentos do autor
Dicionário Strong
A redescoberta de José - As novas revelações sobre a figura misteriosa do carpinteiro que foi o pai de Jesus na Terra - Célia Chaim - Fonte: Revista IstoÉ - edição 1904

sábado, junho 10

Maria, Mãe de Jesus, Uma Serva Humilde Lição 11 - CPAD

Maria, Mãe de Jesus, Uma Serva Humilde
Lição 11 - CPAD 11 de Junho de 2017 - Trimestre: 2° de 2017
Estudo Pr. Osvarela
Texto Áureo
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
TEXTO ÁUREO
"Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela." Lucas 1.38
Lucas 1.46-49
46 - Disse, então, Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,
47 - e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,
48 - porque atentou na humildade de sua serva; pois eis que, desde agora, todas as gerações me chamarão bem-aventurada.
49 - Porque me fez grandes coisas o Poderoso; e Santo é o seu nome.
Introdução

Quem foi Maria?
Maria ou Miriã foi uma jovem de Nazaré escolhida por Deus para ser a geradora de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Nazaré era uma cidade de uma das cinco (5) Regiões Administrativas da Palestina, à época sob domínio do Império Romano. Pequena e desprezada, ao Norte de Israel.
Miriã significa “exaltada”, como Deus tem Seu Eterno propósito, não foi sem razão que ela recebeu este nome, enquanto ninguém a conhecia, Deus a observava dos Céus e a escolheu para a missão redentiva que evangelizara de Sua Própria boca em Genesis 3.15:
E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.
Maria se torna importante elemento do Plano Redentivo, de tal forma, que Deus determina a um anjo, o Anjo Gabriel, que lhe fosse anunciar o plano divino em sua vida.
“E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres. E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta. Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus. E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus... E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.” Lucas 1:26-35
Devemos alertar aos estudiosos sobre Maria, a mãe de Jesus que o dogma católico da concepção de Maria sem mácula (imaculada), sem o pecado adâmico, não pode ser confundido com a doutrina bíblica, de Jesus nascer de uma Virgem, a sua mãe Maria que, o concebeu do Espírito Santo.
Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.”
O dogma católico, fala da concepção, dela, ao nascer, que ela era nascera, sem mácula, de onde derivam as doutrinas católicas mariólatras, e de onde surgem as versões de adoração, ou como eles dizem veneração, como Maria Imaculada.
Enquanto, a concepção virginal de Jesus refere-se ao Seu nascimento, de uma jovem de Nazaré chamada Maria, sua mãe, que o concebeu em estado virginal, sem ter conhecido seu esposo José.
Serva (o) - διακονεω - diakoneo; ser um servo, atendente, doméstico, servir, atender;
A serva que ajuda, ou que auxilia a uma necessidade.
Doula - No idioma grego serva é doúle, que significa escrava, pela força ou por vontade própria, sendo este o caso de Maria.
Serva do latim: conservar, manter.
Maria se dispôs a ser uma serva [dedicada ao próximo (seu filho), mesmo em detrimento dos próprios interesses], desde o encontro inicial com o anjo Gabriel.
Ela entendeu que a sua vida deveria ser disposta totalmente a Deus, em seu Propósito. A partir desta atitude ela não se coloca mais, como dona de suas próprias vontades, mas entregou-se totalmente nas mãos de Deus. Se pensarmos sob este aspecto podemos entender várias passagens bíblicas nas quais Maria se mostra resignada a seu papel secundário – vide Bodas de Caná, ao pé da Cruz...
Ou ao tempo que ela estava ao pé da Cruz sofrendo sob a promessa da sua servidão –
Eis que este é posto para queda e elevação de muitos em Israel, e para sinal que é contraditado (E uma espada traspassará também a tua própria alma); para que se manifestem os pensamentos de muitos corações. Lucas 2:34,35
E ainda no Cenáculo orando pelo derramamento do Espírito Santo, mostrando que crera integralmente naquilo para que fora chamada, dar à luz, ao Salvador, dos pecados do seu povo.
E esta forma de olhar deixa nenhuma opção a idolatria a Maria, pois ela se fez apenas: Serva de Deus – “que Ele cresça e eu diminua -, poderia ser o pensamento de Maria.
δουλος - doulos; escravo, servo, homem de condição servil -  um escravo; metáf., alguém que se rende à vontade de outro; aqueles cujo serviço é aceito por Cristo para estender e avançar a sua causa entre os homens; dedicado ao próximo, mesmo em detrimento dos próprios interesses; servo, atendente
δουλοω - douloo; n. m. fazer um escravo de, reduzir à escravidão; metáf. entregar-me totalmente às necessidades e ao serviço de alguém, torna-me um servo para ele
“Eis aqui a serva do Senhor!”
A posição de Maria é um alento as mulheres quanto a sua posição de suporte aos filhos.
Após ser notificada de ter sido escolhida, como vaso, para servir com seu ventre para o Plano Redentivo, com a encarnação do Verbo, que se despojaria de Sua Glória, para poder vir ao Mundo, e executar a Promessa evangélica de Seu Pai, O Deus Criador.
Maria mostra-se sábia, e inquire o anjo Gabriel, sobre alguns aspectos:
Sua condição de virgindade – aqui um destaque, pois alguns alegam que ela teria 12 (doze) anos) ao ser desposada de José, seu esposo. Entendo, que ela mostra com suas respostas que já tinha um entendimento maduro, de uma moça, jovem, porém cônscia do papel da mulher em relação a maternidade e o que advinha da relação moral e factual entre, esposo e esposa.
E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum?
Ela demonstra uma forte formação moral.
Ela questiona de maneira corajosa e curiosa, ao Anjo Gabriel.
Ela, sendo uma jovem em situação de risco, aguardou seu esposo a procurar para reatar e assumir a parte final do seu desposamento, com a vida sob o mesmo teto, completando a forma usual do casamento, após o desposamenteo, ou noivado, quando os já haviam assumido perante as suas famílias um compromisso indissolúvel.
“...cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.”
O mais importante: ela creu na mensagem e se colocou a inteira disposição de Deus, independente das consequências que, ela muito bem sabia, adviriam da gravidez.
Deus convoca Maria e lhe dá informação de como Ele é Deus do impossível.
A sua ida as montanhas em visita a Isabel, só consolidaria o que o anjo lhe dissera:

            “Porque para Deus nada é impossível. Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela. E, naqueles dias, levantando-se Maria, foi apressada às montanhas, a uma cidade de Judá, E entrou em casa de Zacarias, e saudou a Isabel. E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo.”
Num tempo, no qual, as distancias eram difíceis de serem vencidas, e as notícias não corriam na velocidade atual, Deus a avisa de um fato que lhe seria útil no fortalecimento de seu espírito e entendimento de que era uma convocação para servi-lo, em seu Projeto redentivo.
A sua ida a casa de Isabel serviu-lhe para que Deus torna-se a falar a jovem Maria, a grandeza de sua cooperação.
Ser serva lhe deu inspiração para um dos mais belos cânticos bíblicos, como Ana ela cantou por ter gerado um filho.
Manifestações de alegria do Espírito Santo a sua Serva.
Dois cânticos e uma visita – Um cântico de um nascimento.
Lucas O Evangelista musical
 “Bem-aventurada a que creu, pois hão de cumprir-se as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas”
O Magnificat é entoado, após sua visita a sua prima Isabel, na qual ela teve a confirmação da sua escolha, em ser serva de Deus em tão magnifica obra.
Lucas descreve em um só capítulo, dois dos maiores Cânticos bíblicos não só Neotestamentário, mas em todas as Escrituras, além do Cântico de Isabel.
Além disto, Lucas vai registrar o Cântico angelical e o cântico da recepção de Jesus no Templo, em sua apresentação à Deus.
“Gloria in excelsis Deo”: O Cântico dos Anjos Lucas 2.13-15
“Nunc Dimits”: O Cântico de Simeão Lucas 2.29-32
Antecedendo o solo de Zacarias, Isabel cantou sobre o estado de bem-aventurança daqueles que se submetem ao plano de Deus, levando o Senhor Jesus Cristo em suas vidas, e Maria magnificou, com conteúdo bíblico e coração alegre, ao Senhor de toda a graça.
“Beatitude” – O Cântico de Isabel - Lucas 1.39-45
“Magnificat” – O Cântico de Maria - Lucas 1.46-55
O “Benedictus” – O Cântico de Zacarias - Lucas 1.67-79
O fato de ser uma visita selada com a presença do Espírito Santo, algo notável, após tanto tempo da falta de manifestação divina. A visita resultou em uma continuidade da visitação divina a Maria.
Destaque:
Os nomes dos cânticos foram retirados da primeira palavra ou das primeiras palavras do cântico correspondente na tradução da Vulgata Latina.
Isabel diz: “Beatitude”: Bem-aventurada, bendita, feliz.
Maria diz: “Magnificat”: Magnifica, engrandece, exalta.
Zacarias diz: “Benedictus”: Bendito, louvado.
Anjos dizem: “Gloria in excelsis Deo”: Glória a Deus nas alturas.
Simeão diz: “Nunc Dimits”: Agora despeça [em paz o teu servo].
Maria a doula de Isabel:
A palavra grega doula vem sendo utilizada a partir das pesquisas de Marshall H. Klaus e John H. Kennel no início da década de 90 para designar aquelas mulheres capacitadas para brindar apoio continuado a outras mulheres, (e aos seus companheiros e/ou outros familiares) proporcionando conforto físico, apoio emocional e suporte cognitivo antes, durante e após o nascimento de seus filhos. Sua função é de dar apoio físico e emocional na hora do nascimento.
A Igreja tem sido doula da Palavra servindo de apoio ao nascimento [na verdade renascimento] de muitos filhos [de Deus] de muitos ao redor do Mundo. A Igreja, Serva da Bíblia Lição 12 da revista da Escola dominical; Portal I.E.A.D.D
“E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus. E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril; Porque para Deus nada é impossível. Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela. E, naqueles dias, levantando-se Maria, foi apressada às montanhas, a uma cidade de Judá, E entrou em casa de Zacarias, e saudou a Isabel. E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo. E exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre. E de onde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor? Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada a que creu, pois hão de cumprir-se as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas.
Magnificat (início)
Disse então Maria:
A minha alma engrandece ao Senhor,
E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador;” Lucas 1:34-47
Isabel era mais velha, mas agora sua atenção estava na vida da sua jovem, prima Maria. Isabel tinha sido estéril a vida toda, mas agora sua alegria é espiritual e ela entendeu que sua salvação estava na gravidez de Maria, ainda tão jovem. Isabel tinha sentido seu filho saltar no ventre, mas a sua importância estava no fruto do ventre de Maria.
Discernindo a Posição de Maria No Plano de Deus.
Teotokos – é a versão do Catecismo católico para Maria a mãe terrena de Jesus Filho de Deus.
Mateus 1.16 “E Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama o Cristo.”
Alguém escreveu e eu entendo da mesma forma: “Na Igreja Católica, Maria, a mãe de Jesus, é talvez mais reverenciada que todos os cristãos primitivos”.
Maria, após o evento da morte e ressurreição de Jesus, aparece no Cenáculo junto com os discípulos, mas a sua presença desbota ao longo do livro de Atos dos Apóstolos, como serva ela se mantém opaca, na vida da Igreja.
Os discípulos de Jesus, não falam de sua pessoa ou vão consulta-la, sobre ações do corpo apostólico. O que demonstra que a sua presença que aparece por muitas vezes, durante o Ministério de seu filho Jesus, na Palestina, embora fosse mãe do Mestre, e conhecida pelos Apóstolos [desceu a Cafarnaum, ele, e sua mãe, e seus irmãos, e seus discípulos], ela não tinha influencia no grupo apostólico.
As Escrituras do NT exceção de Lucas, em Atos dos Apóstolos não a citam, nem como referência, ou usam, seu nome, para doutrinar virtudes das mulheres. Alguns poderão creditar esta falta de citação pelos Apóstolos, a cultura da época, na qual a mulher não era importante, mas outras mulheres são citadas diversas vezes, nas Epístolas e assunto sobre as mulheres são relatados. Em Atos, Escritura lucana, Dorcas tem sua vida dada, como exemplo de dedicação a Igreja,
Senão, vejamos a citação, mais inicial de sua presença no período de início da Igreja, após a ascensão de Jesus O Cristo, como o chama Mateus em sua genealogia:
“E, entrando, subiram ao cenáculo, onde habitavam Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, irmào de Tiago. Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos.” Atos 1:13,14
Dogma Da Concepção Imaculada, Estabelecido Pelo Papa Pio IX, Em 1854
A ICAR, por ter a figura Papal como aquele que é infalível em suas palavras, mantém um dogma pelo qual, considera que Maria continuou virgem, mesmo após conceber Jesus, seu primogênito, não só os Evangelhos nos dão base total para desmentir este “dogma” católico como muitos especialistas também se recusam a acreditar no dogma da concepção imaculada, estabelecido pelo papa Pio IX, em 1854, segundo o qual Nossa Senhora não só se manteve pura como foi concebida assim, tendo ficado livre do pecado original.
Veja a lista de menções a Maria, nas Escrituras Neotestamentárias:
Maria e a Bíblia
Maria, a mãe de Jesus, aparece várias vezes nas Escrituras. Segue uma lista de ocasiões quando Maria é mencionada:
Sua apresentação em Mateus, até a ida da família ao Egito:
Ela é alistada na genealogia de Jesus (Mateus 1:16).
É visitada pelo anjo Gabriel, que anuncia que ela conceberá pelo Espírito Santo e dará à luz um filho (Lucas 1:26-28).
Visita sua parenta, Isabel, que está grávida de João Batista (Lucas 1:39-56).
José descobre que ela está grávida e decide divorciar-se em segredo até que Deus fala-lhe em sonho e o convence a se casar com ela (Mateus 1:18-25).
Ela permanece virgem até que Jesus nasce (Mateus 1:25).
Dá à luz a Jesus (Lucas 2:1-20).
Ela e José apresentam Jesus no templo (Lucas 2:21-38).
Ela está presente quando os Magos visitam Jesus (Mateus 2:11).
É mencionada no sonho que José teve, instruindo-o a levar o menino e sua mãe para o Egito, para escapar de Herodes (Mateus 2:13).
É mencionada no sonho de José, instruindo-o a levar o menino e sua mãe de volta para Israel (Mateus 2:20).
Da Volta do Egito, até a adolescência de Jesus, em Nazaré: 
Ela se estabelece com a família em Nazaré, onde Jesus cresce (Lucas 2:39-40).
Viaja para Jerusalém, para a Páscoa, onde o menino Jesus separa-se dos seus pais e é encontrado ensinando no templo (Lucas 2:41-50).
A família retorna a Nazaré depois da Páscoa e Jesus continua a amadurecer (Lucas 2:41-50).
B – Jesus, aos doze (12) anos, era sujeito a sua mãe: “Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa; E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa...E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas.” Lucas 2: 41,42-51
Do Início do Ministério de Jesus, e durante o Ministério de Jesus
A apresentação dos seus demais filhos, em citações.
Preocupações com Jesus: Quanto a divindade de seu filho, e sua exposição e descrédito junto aos judeus devido ser Jesus seu filho, o que expõe a sua condição de pouco importante.
Ela e Jesus assistem a uma boda em Caná da Galiléia e, quando Maria pede a Jesus para fazer alguma coisa quando o vinho se acaba, ele realiza seu primeiro milagre registrado na Bíblia - João 2:3-5.
A – Fora de sua cidade ela esteve em Cafarnaum junto com seus demais filhos [Tiago - “E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor.” Gálatas 1:19 -, José, Simão e Judas] e Jesus.
“Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele. Depois disto desceu a Cafarnaum, ele, e sua mãe, e seus irmãos, e seus discípulos; e ficaram ali não muitos dias. E estava próxima a páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém.” João 2:11-13
            Entre as quais estavam Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. Mateus 27:56
Ela sai de Caná com Jesus e seus irmãos e todos passam uns poucos dias em Cafarnaum (João 2:12).
Enquanto Jesus está pregando, Maria e seus filhos estão preocupados com ele, e vêm falar com ele. Neste ponto, Jesus diz aos seus ouvintes que sua mãe e seus irmãos são aqueles que obedecem a Palavra de seu Pai (Mateus 12:46-50; Marcos 3:21, 31-35; Lucas 8:19-21).
Ela é mencionada quando os judeus se recusam a crer que Jesus seja o Messias porque eles conhecem sua mãe e seu pai (Mateus 13:54-57; Marcos 6:3; João 6:42).
Alguém, durante o Ministério de Jesus, tentou incentivar certo tipo de alusão a sua condição de mãe de Jesus.
É referida quando uma mulher da multidão diz a Jesus: 'Feliz o ventre que te carregou, e os seios que te amamentaram'.
Jesus respondeu: 'Mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática' (Lucas 11:27-28).
Sua presença no suplício redentivo de seu filho na Cruz
Jesus a recomenda, como filho primogênito a um dos Apóstolos. 
Está ao pé da cruz, quando Jesus diz ao apóstolo João que se responsabilize pelo cuidado dela João 19:25-27.
Depois que Jesus ascendeu ao céu, ela e outros irmãos de Jesus estão com os apóstolos e outros discípulos, no Cenáculo, em oração - Atos 1:14.
“E, entrando, subiram ao cenáculo, onde habitavam Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, irmão de Tiago. Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos.”
Atos 1:13,14
Tipos de Maria no NT
“E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça. E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz. E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas. E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho. E deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono. E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.” Apocalipse 12:1-6
Estas ocasiões são as únicas vezes que Maria é especialmente mencionada ou referida nas Escrituras. Alguns estudiosos, contudo, acreditam que Maria seja a mulher referida no Apocalipse, capítulo 12, mas por causa da linguagem figurativa isto é difícil de se discernir com certeza.
Do Início ao Fim – Mãe e Serva!
Maria foi serva e não Salvadora.
Mãe do Filho de Deus gerado e encarnado em seu ventre, mas não mãe de Deus.
Ela mesma se colocou como Serva!
Deus não se esqueceu da sua serva e ao pé da cruz Jesus concede suporte a vida de Maria, através de um de seus discípulos.
Eis que este é posto para queda e elevação de muitos em Israel, e para sinal que é contraditado (E uma espada traspassará também a tua própria alma); para que se manifestem os pensamentos de muitos corações. Lucas 2:34,35
Ao pé da cruz, dois fatos com Maria chama a atenção para seu serviço e disponibilidade com Deus. Ela foi até ao fim, com seu Filho e Ele não a deixou solitária. Alguns apresentam argumentação diferenciada, que não comentaremos, aqui. Mas, entendo que assim como Matias foi substituto entre os Apóstolos, Jesus queria que sua mãe não tivesse falta de um filho e Jesus conhecendo o coração de João sabia que poderia ser um filho do coração de Maria e cuidar de sua mãe, assim Jesus diz ao apóstolo João que se responsabilize pelo cuidado dela.
“E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria mulher de Clopas, e Maria Madalena. Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa. Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede.” João 19: 25-28
É neste pensamento que poderemos entender como Maria cumpriu até ao fim seu propósito em Ser Serva.

Em Edição
Bibliografia:
O Papel da Virgem Maria; Maria e a Igreja Católica; Estudos Bíblicos; Karl Hennecke, USA
IBEC – Campinas
Dicionário Strong
Apontamentos do autor
Cristologia do Novo Testamento – Oscar Cullmann

Panorama do Novo Testamento – Robert  Gundry

quinta-feira, junho 1

Maria, a Irmã de Lázaro, uma Devoção Amorosa - Lição: 10 CPAD - Junho 2017 - Em EDIÇÃO – Passível de revisão e correções!

Maria, a Irmã de Lázaro, uma Devoção Amorosa
Lição: 10 CPAD - Junho 2017
Estudo Pr. Osvarela
Em EDIÇÃO – Passível de revisão e correções!
Texto Áureo
Então, Maria, tomando uma libra de unguento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento.
João 12.3
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 12. 1-11
1 FOI, pois, Jesus seis dias antes da páscoa a Betânia, onde estava Lázaro, o que falecera, e a quem ressuscitara dentre os mortos.
2 Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele.
3 Então Maria, tomando um arrátel de ungüento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do ungüento.
4 Então, um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, o que havia de traí-lo, disse:
5 Por que não se vendeu este ungüento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres?
6 Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava.
7 Disse, pois, Jesus: Deixai-a; para o dia da minha sepultura guardou isto;
8 Porque os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes.
9 E muita gente dos judeus soube que ele estava ali; e foram, não só por causa de Jesus, mas também para ver a Lázaro, a quem ressuscitara dentre os mortos.
10 E os principais dos sacerdotes tomaram deliberação para matar também a Lázaro;
11 Porque muitos dos judeus, por causa dele, iam e criam em Jesus.
Exórdio
Relato da unção de Jesus por Maria em Betânia é parte do prefácio à história da paixão, como registrada nos evangelhos sinóticos.
Marcos se refere a "alguns dos presentes" (Mc.14.4),
Mateus concentra-se nos "discípulos" (Mt.26.8) e
João destaca a participação avarenta e comprometedora de "Judas Iscariotes" (Jo.12.4,5).
A mulher que realizou esta nobre atitude em quebrar o vaso de alabastro era Maria, irmã de Marta e Lázaro (Jo.12.1-8). Obs.: quebrr tem o sentido de deslacrar a tampa do vaso.
Aquele prefácio, como dado principalmente por Mateus, inclui quatro particulares:
Primeiro, uma afirmação feita por Jesus aos seus discípulos dois dias antes da Páscoa referente à sua traição;
Segundo, um encontro dos sacerdotes em Jerusalém para discutir quando e como Jesus devia ser morto;
Terceiro, a unção por Maria; 
Quarto, a secreta correspondência entre Judas e os sacerdotes.
Ao estudarmos esta narrativa está se cumprindo o que Jesus profetizou a respeito desta ação:
“Esta fez o que podia; antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura. Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho for pregado, também o que ela fez será contado para sua memória.” Marcos 14:8,9
O alabastro era um frasco lacrado, de gargalo longo, que continha valioso perfume, normalmente usado na unção de personalidades notáveis da época ou no preparo de mortuário de monarcas e pessoas ricas.
Marta servia e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. Naquela época  as pessoas não sentavam à mesa à nossa semelhança. Elas deitavam em uma espécie de sofá e apoiava-se em um dos braços enquanto comia com o outro, diante de uma mesa em forma de “U”. A uma mulher não era honroso participar desse evento exceto se estivesse a servir a mesa.
Enquanto ele estava à mesa, Maria quebrou o vaso de alabastro e ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e a casa inteira ficou cheia com o perfume do bálsamo. Pôs-se a derramá-lo sobre a cabeça de Jesus.
Este ponto do Evangelho é uma inflexão na trajetória de Jesus e de seu traidor Judas.
“5 Por que não se vendeu este ungüento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres?
6 Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava.
10 E os principais dos sacerdotes tomaram deliberação para matar também a Lázaro;”
É neste instante que outro Evangelista narra que Judas vai iniciar seu plano diabólico de traição a Jesus. É neste ponto que a vida de Jesus é trocada, já na mente de Judas, pelo dinheiro. Por isto, o Evangelista dá ênfase a este bem material.
Etimologia
a cidade de Betânia foi originalmente uma aldeia da antiga Judéia identificada com a aldeia de AL-Eizeriya, também denominada de Bariyeh ou Lazarriyeh. Pertenceu a Tetrarquia de Arquelau que antecedeu Herodes até 6 dC2, foi descoberto, através de pesquisas arqueológicas, que em 37 a.C. a cidade de Betânia fazia parte do Império de Roma. Por motivo político foi cedida ao pequeno Império de Herodes, o Grande e era chamada de Betaneia. 
Betânia: Significa “casa da aflição”, “casa dos figos” ou “casa das tâmaras verdes”.
Tem origem no hebraico beit-te’enah, que quer dizer “casa dos figos”.
O original em hebraico era o nome da pequena cidade localizada no Monte da Oliveiras onde morava Lázaro, Maria e Marta.
No livro sagrado dos judeus, Talmude, o nome Betânia é traduzido por “casa das tâmaras verdes” em razão das tameiras existentes na região e também pode ser considerado como um dos seus significados. Dicionário de Nomes Próprios
Betânia mostra o lado de Jesus homem, chorando e em contínua amizade com seus amigos, mesmo os mais difíceis de serem aceitos pela comunidade, da época, como Simão, o leproso, e Lázaro, o ressuscitado.
Alguns tentam comprovar que Lázaro e Simão seriam a mesma pessoa, o que se fosse, e tivesse respaldo bíblico, seria muito mais interessante e notável neste perfil de Jesus humano, e do Jesus Cristo poderoso em Curar.
Maria é conhecida por este episódio, conhecido como a “unção em Betânia” é contado por 3 evangelistas: Mateus 26, 6-13, Marcos 14,3-9 e João 12,1-8.
Marias e Marias
Contraponto histórico. A exegese bíblica nos dá a certeza que Lucas ao narrar o encontro de Jesus com uma mulher, na casa de um fariseu que lhe convidara para a janta, que lava seus pés com lágrimas e os enxuga com os cabelos; esse episódio, todavia, parece ser diferente daquele contado pelos outros evangelistas (Lucas 7). Nesse caso a protagonista é chamada “pecadora”.
Mateus e Marcos não ajudam a entender quem era a mulher que ungiu Jesus, em João é muito claro que essa mulher era Maria irmã de Lázaro. De fato, em João 11,1-2 se diz: Havia um doente, Lázaro, de Betânia, povoado de Maria e de sua irmã Marta. Maria era aquela que ungiu o Senhor com bálsamo e lhe enxugara os pés com os cabelos.
João conhecia bem Maria Madalena e Maria irmã de Lázaro. É improvável que ele tenha feito confusão entre as duas marias.
A relação de Jesus com seus amigos o coloca no centro de valorização das amizades, incluindo as mulheres que o serviram.
λαζαρος - Lazaros - לעזר; n. pr. m. Lázaro = “a quem Deus ajuda” (uma forma do nome hebraico Eleazar); habitante de Betânia, amado por Cristo e ressuscitado da morte por ele;
Μαρθα - Martha - (significa ama) מרתא; n. pr. F. Marta = “ela foi rebelde”; irmã de Lázaro e Maria de Betânia
Μαρια - Maria ou Μαριαμ - Mariam; מרים; n. pr. F. Maria = “sua rebelião”; Maria, mãe de Jesus; Maria Madalena, uma mulher de Magdala; Maria, irmã de Lázaro e Marta
 חרם- cherem ou (Zc 14.11)  חרם - cherem; n. m. uma coisa devotada, uma coisa dedicada, proibição, devoção; uma rede, coisa perfurada; que foi completamente destruído, (designado para) destruição total.
 חרם - Chorem; n. pr. Loc. Horém = “sagrado”; uma das cidades fortificadas em Naftali
חרם - Charim; n. pr. M. Harim = “dedicado”; um sacerdote na época de Davi que estava encarregado do terceiro turno; líder de uma família de exilados totalizando 1017 que retornaram com Zorobabel; outro líder de uma família de exilados totalizando 320 que retornaram com Zorobabel; um sacerdote na época de Neemias; um governante do povo sob Neemias
חרמה - Chormah; n. pr. Loc. Horma = “devoção”; uma cidade dos cananeus conquistada por Josué, repartida para Judá e localizada no sul de Judá.
O caráter de Maria era tomado de generosidade. Alguém que tem um coração tomado de atributos que lhe fazem ser:
Agradecida
Reconhecida
Espiritualmente com um caráter que reconhece a divindade em Jesus, como Senhor
Gratidão
Adoração
Reconhecimento do Senhorio de Cristo.
Humilde na sua demonstração de gratidão que a levou a adorar
Alguém que oferece o melhor
Essa sua ligação entusiástica à pessoa de Cristo, demonstra a mais proeminente característica no caráter de Maria:
Seu poder de amar,
Sua capacidade de abnegação. Virtudes, tais, como manifesta em sua ação, que tocaram o coração e gerou a admiração e reconhecimento de Jesus.
Nobreza - o espírito de Maria não era menos notável que sua liberalidade. Não havia traço de utilitarismo vulgar em seu caráter, em contraste com Judas.
מחיר - m ̂echiyr - significando comprar; n. m. preço, salário, preço, custo, recompensa, salário.
שכר- seker; n. m. soldo, salário
שכר - sakar; n. m. soldo, salário; recompensa, pagamento; preço, taxa, pedágio
διδωμι - didomi; v. dar algo a alguém; dar algo a alguém de livre e espontânea vontade, para sua vantagem; como um objeto do seu cuidado salvador; dar-se a alguém, segui-lo como um líder ou mestre.
Amor e Usura
βαλαντιον - balantion - (como um depositário); n. n. uma sacola de dinheiro, bolsa
δωρον - doron; n. n. dom, presente; presentes oferecidos em expressão de honra - de sacrifícios e outros presentes oferecidos a Deus - do dinheiro lançado no tesouro para uso do templo e para o socorro do pobre; oferta de um presente ou de presentes.
λιψ - lips de leibo (despejar uma “libação”); n. m. vento sudoeste; a quarta dos céus, de onde sopra o vento sudoeste
λογια - logia ou λογεια - logeia; n. f. coleta - de dinheiro arrecadado para assistência ao pobre
φιλαργυρια - philarguria; n. f. amor ao dinheiro, avareza
φιλαργυρος - philarguros; adj. que ama o dinheiro, avareza
φιλαυτος - philautos; adj. que ama a si mesmo;bem atento aos próprios interesses, egoísta
αισχροκεδης - aischrokerdes e kerdos (ganho); adj. ansioso pelo lucro ilegítimo, ganancioso pelo dinheiro
αισχροκερδως - aischrokerdos; adv. avidez pelo lucro ilegítimo
Judas era ávido pelo dinheiro. Diferente de Maria, ele só pensava no lucro fácil.
A narrativa em foco mostra dois caracteres opostos.
Maria uma agradecida e despreendida do valor do dinheiro.
Afeição e traição
Maria em Betânia, em seu indizível amor, quebrando o frasco de alabastro, e derramando seu conteúdo na cabeça e nos pés de seu Amado Senhor.
Judas, oferece-se para vender seu Mestre, por menos, do que Maria tinha gasto em um inútil ato de afeição!
No ato de Maria a tipificação do perfume de Cristo é total. Jesus era o vaso especial, caro e forte cheio do melhor perfume de Deus – O Amor.
“E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa; E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém, andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude. E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.” Lucas 10:38-42
Maria é apresentada como uma adoradora, em outras narrativas e ela neste ato, apenas, externa o que aprendeu e como aprendeu ao ser amiga de Jesus.
O próprio, amigo, Jesus fez uma declaração de sua preferência, em ouvir a Palavra de Deus, envolvendo as atividades diárias da mesma com Marta sua irmã.
O Reino Em Primeiro Lugar
E volta a ressaltar que, algumas questões espirituais, se sobrepõe as coisas materiais, que poderão ser resolvidas a tempo. Quando Jesus se refere aos pobres, coloca a necessidade de atos que colocam a vida espiritual e os planos de Deus em primeiro lugar:
Jesus, porém, disse: Deixai-a, por que a molestais? Ela fez-me boa obra. Porque sempre tendes os pobres convosco, e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes. Esta fez o que podia; antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura.”
Marcos 14:6-8
Você já apresentou a Deus seu melhor sacrifício. Mesmo para uma família moderadamente bem sucedida, 300 denários era muito dinheiro, ela fez um verdadeiro ato de sacrifício.
Ódio e baixeza de cada lado, e verdadeiro amor no meio, Jesus o extrato puro de Deus dado a humanidade sendo ungido para sua libação de sacrifício.
Maria através de sua oferta quebra paradigmas e demonstra seu interior sem reservas
Maria Ousou quebrar com o costume do povo.
Maria demonstrou ter um grande sentimento por Jesus.
Maria entregou-se totalmente e fez o que podia visando adorar Jesus.
Maria Entregou o que tinha de maior valor.
Maria Expôs-se à reprovação popular.
Maria Expressou sua adoração a Cristo.
Maria Humilhou-se aos seus pés.
Maria fez um ato de gratidão e reconhecimento da grandeza de Cristo.
Maria O exaltou ungindo sua cabeça.
Maria profetizou, com seu ato, ainda que sem perceber, a morte de Jesus e sua ressurreição. Notemos que, as mulheres foram ao túmulo levando unguento para o corpo do morto – Jesus – que não estava, mais lá.
Este ato memorável de Maria, narrado neste trecho dos Evangelhos, com seu vaso de alabastro pertence à história da paixão, em virtude da interpretação dada a ele por Jesus, que lhe dá o caráter preparatório do ato salvífico do Calvário.
“6 Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava.
7 Disse, pois, Jesus: Deixai-a; para o dia da minha sepultura guardou isto;
8 Porque os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes.”
Esta passagem é Evangelho puro, como o unguento de nardo faz parte da descrição da caminhada de Jesus e seus doze discípulos, através deles podemos inferir o caráter pessoal e a forma como se comportam, seja de maneira favorável ou de uma construção desfavorável do caráter de cada um, em especial de Judas. Embora, todos os discípulos, aparentemente, desaprovaram o ato, destaca-se uma diferença entre Judas e o resto, pois, ele ao desaprovar o ato de Maria o faz, por motivos pessoais [roubava a bolsa do concílio apostólico] o engano, enquanto seus condiscípulos foram honestos, em seu julgamento e em seus motivos. Em sua acusação, os doze prestaram a Maria um grande serviço. Eles asseguraram para ela um grande defensor em Jesus, e futuros elogiadores neles mesmos.
Um ato de devoção
Um ato de coragem
3 Então Maria, tomando um arrátel de ungüento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do ungüento.
5 Por que não se vendeu este ungüento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres?
9 E muita gente dos judeus soube que ele estava ali; e foram, não só por causa de Jesus, mas também para ver a Lázaro, a quem ressuscitara dentre os mortos.
10 E os principais dos sacerdotes tomaram deliberação para matar também a Lázaro;
11 Porque muitos dos judeus, por causa dele, iam e criam em Jesus.
É necessário ao leitor observar que Maria, além de confessar a adoração ao Cristo ela o faz em um ato de extrema coragem.
Jesus estava na alça de mira do sinédrio e dos saduceus, que dominavam o Templo como o alvo perfeito para ser morto.
Pelos saduceus, que viam em Jesus um Mestre contrário a seus pensamentos, e doutrinas, contrárias a ressurreição, e a narrativa mostra que Lázaro, o ressuscitado por Jesus estava à mesa e a multidão de moradores se acotovelavam para vê-lo.
“E aconteceu que, quando Jesus concluiu todos estes discursos, disse aos seus discípulos: Bem sabeis que daqui a dois dias é a páscoa; e o Filho do homem será entregue para ser crucificado. Depois os príncipes dos sacerdotes, e os escribas, e os anciãos do povo reuniram-se na sala do sumo sacerdote, o qual se chamava Caifás. E consultaram-se mutuamente para prenderem Jesus com dolo e o matarem. Mas diziam: Não durante a festa, para que não haja alvoroço entre o povo. E, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso, Aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, com ungüento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa.” Mateus 26:1-7
Era um momento tenso e decisivo para alguém demonstrar seu apego e amor a Jesus, principalmente com algo tão valioso como um vaso de alabastro cheio de nardo puro, no valor de 300 denários, ou 300 dias de trabalho.
Destaque:
Papa Gregório, o Grande (viveu há quase 1500 anos): “A mulher que Lucas chama de ‘a pecadora’ e João de ‘Maria’, cremos que seja aquela de quem Marcos diz que Jesus expulsou 7 demônios (Maria Madalena)” (Sermões sobre o Evangelho, 33).
Contudo, fazendo uma análise cuidadosa, podemos dizer que a Maria da unção é a irmã de Lázaro.
Perfume precioso – é um símbolo do ato de Maria para nossas vidas, como adoração.
δηναριον - denarion de origem latina; n n denário = “que contem dez”; moeda romana de prata usada na época do NT. Recebeu este nome por ser equivalente a dez “asses”. Depois de 217 A.C., este número aumentou para dezesseis (cerca de 3.898 gramas). Era a principal moeda de prata do império romano.
Da parábola dos trabalhadores da vinha, tem-se a impressão de que o denário era costumeiramente o pagamento devido por um dia de trabalho. Mateus 20.2-13
δραχμη - drachme; n. f. dracma, moeda de prata grega que tem aproximadamente o mesmo peso do denário romano.
αφιλ-αργυρος - aphilarguros; adj. que não ama o dinheiro, não avarento.
De outro lado, oposto, Judas com toda a avidez na bolsa dos discípulos. Dentro dos seus planos o dinheiro seria fatal em seu erro final, ao ser tomado pelo mal.
ναρδοςnardos, de origem estrangeira; n. f. nardo, a ponta ou o cacho de uma planta perfumada do leste da Índia que pertence ao gênero Valeriana, que produz um sumo de odor delicioso que os antigos usavam (seja puro ou misturado) na preparação de um precioso unguento; óleo de nardo ou unguento.
A oferta de Maria demonstra um caráter puro, ao analisarmos o texto diz: “...um arrátel de ungüento de nardo puro...
Em qualquer lugar em que o Evangelho é realmente pregado, o relato da unção deve ser louvado como a melhor ilustração possível do espírito que moveu Jesus a dar sua vida, como também do espírito do cristianismo como ele se manifesta na vida e no caráter de crentes sinceros.
A “boa ação” de Maria ainda se assemelha à de Cristo em seu caráter de dedicação. Não foi sem um esforço e um sacrifício que aquela devotada mulher realizou seu famoso ato de homenagem. Todos os evangelistas mencionaram o preço do ungüento.
Marcos e João falam dos discípulos murmuradores calculando seu valor em trezentos denários, isto é, o salário anual de um trabalhador braçal na taxa de um denário por dia. Por si só era de fato uma grande soma; mas o que deve especialmente ser notado é que era uma soma muito grande para Maria. Isso sabemos das próprias palavras de Cristo, como registradas pelo segundo evangelista . “Ela fez o que pôde”.
Magnificência - incorretamente chamada por avarentos de extravagância e desperdício, é um atributo invariável de todo verdadeiro amor o mundo não admite exageros na adoração. Maria nos dá o exemplo e semelhança do que um cristão, como diz Paulo é um “louco”, por Jesus Cristo.
Maria verbaliza este versículo ao abrir o vaso de alabastro, derramá-lo por inteiro sobre os pés de Jesus, não se importando quanto custou ou o que poderia comprar com este dinheiro, mas profetizando uma preparação do corpo de Jesus.
Ela nos lembra que o mundo segundo a sua filosofia, que os fariseus e outros partidos e gregos tinham:
Não seja tão liberal em seus sentimentos, muito caloroso em suas simpatias, muito ansioso em seu sentido de dever; nunca permita que seu coração assuma o controle de sua cabeça, ou que seus princípios interfiram em seus interesses.”
É a antipatia do mundo por toda a sinceridade, especialmente no bem, e para com nós que temos o bom perfume de Cristo, é por isto, que todas as nações têm seus provérbios contra o entusiasmo. Os gregos tinham seu μηδεν αγαν, os latinos seu Ne quid nimis; expressando o ceticismo no criador de provérbio e no citador quanto à possibilidade da sabedoria ser entusiástica sobre qualquer coisa.
O provérbio escocês com o mesmo sentido é “Nae owers are guid”.
Em EDIÇÃO – Passível de revisão e correções! Continua.
Bibliografia
Vaso de alabastro - Geraldo Barbosa
A Unção em Betânia: terceira lição sobre a doutrina da cruz; Mt 26.6-13; Mc 14.3-9; Jo 12.1-8; A. B. Bruce
“Ao Senhor pertence a salvação” - Jonas 2:9 - Monergismo
Lázaro, Marta e Maria: A História mal contada – Obs.: texto contrário a Bíblia, com conceito que a exegese realizada pelos evangélicos está errada.
A pecadora que ungiu os pés de Jesus – Wilma Rejane
Apontamentos do autor

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Martin Niemöller, 1933

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