A Graça que alcança todas as Nações
Lição 3 EBD – CPAD - 19
de julho de 2026
Subsídio pastor
e professor Osvarela
Texto: “Porque pela graça sois
salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus.” (Ef 2.8).
Prática: É pela graça que somos
alcançados, perdoados e reconciliados com Deus.
Leitura Bíblica
Atos 15.1-5,28,29,36-39.
1 — Então,
alguns que tinham descido da Judeia ensinavam assim os irmãos: Se vos não
circuncidardes, conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos.
2 — Tendo
tido Paulo e Barnabé não pequena discussão e contenda contra eles, resolveu-se
que Paulo, Barnabé e alguns dentre eles subissem a Jerusalém aos apóstolos e
aos anciãos sobre aquela questão.
3 — E
eles, sendo acompanhados pela igreja, passaram pela Fenícia e por Samaria,
contando a conversão dos gentios, e davam grande alegria a todos os irmãos.
4 — Quando
chegaram a Jerusalém, foram recebidos pela igreja e pelos apóstolos e anciãos e
lhes anunciaram quão grandes coisas Deus tinha feito com eles.
5 — Alguns,
porém, da seita dos fariseus que tinham crido se levantaram, dizendo que era
mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés.
28 — Na
verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo
algum, senão estas coisas necessárias:
29 — Que
vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne
sufocada, e da fornicação; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Bem vos
vá.
36 — Alguns
dias depois, disse Paulo a Barnabé: Tornemos a visitar nossos irmãos por todas
as cidades em que já anunciamos a palavra do Senhor, para ver como estão.
37 — E
Barnabé aconselhava que tomassem consigo a João, chamado Marcos.
38 — Mas
a Paulo parecia razoável que não tomassem consigo aquele que desde a Panfília
se tinha apartado deles e não os acompanhou naquela obra.
39 — E
tal contenda houve entre eles, que se apartaram um do outro. Barnabé, levando
consigo a Marcos, navegou para Chipre.
A) Objetivos da Lição:
I) Analisar com a classe como a
graça sustenta a unidade da Igreja em Atos 15;
II) Examinar biblicamente a
salvação pela graça como oferta universal em Cristo;
III) Incentivar a busca constante
do trono da graça.
Exórdio:
“Graça sempre foi Graça,
eternamente gratuita!” Osvarela
Etimologia:
προσμενω - prosmeno;
manter-se firme a: a graça de Deus recebida pelo Evangelho
χαρις - charis; n.
f. graça; boa vontade, amável bondade, favor; da bondade misericordiosa pela
qual Deus, exercendo sua santa influência sobre as almas, volta-as para Cristo,
guardando, fortalecendo, fazendo com que cresçam na fé cristã, conhecimento,
afeição, e desperta-as ao exercício das virtudes cristãs; o que é devido à
graça; a condição espiritual de alguém governado pelo poder da graça divina;
sinal ou prova da graça, benefício; privilégio, generosidade; gratidão, (por
privilégios, serviços, favores), prêmio.
χαρισμα - charisma;
n. n. favor que alguém recebe sem qualquer mérito próprio; dom da graça divina.
אמה - ’ummah; n. f.
povo, tribo, nação.
γενος - genos; n. n.
parentes; prole; família; raça, tribo, nação - i.e. nacionalidade ou
descendência de uma pessoa em particular; o agregado de muitos indivíduos
da mesma natureza, tipo, espécie.
εθνος - ethnos; n.
n. multidão (seja de homens ou de animais) associados ou vivendo em conjunto;
tribo, nação, grupo de pessoas; no AT, nações estrangeiras que não adoravam o
Deus verdadeiro, pagãos, gentis; Paulo usa o termo para cristãos gentis. εθνος
no singular, é um termo geral para nação, aplicado a qualquer nação, até
aos judeus. No plural, ordinariamente denota toda a humanidade à
parte dos judeus e em contraste com eles, os gentios.
λαος - laos; n. m.
povo, grupo de pessoas, tribo, nação, todos aqueles que são da mesma origem e
língua.
O princípio da Graça: o princípio
da Graça, que chega ao ponto de perdoar inúmeras vezes (ovelha perdido, do filho
pródigo e do servo incompassiva); a salvação se realiza pela Graça de Deus.
É a Graça que faz com que a vida eterna se torne possível para
todos, para os mais destituídos tanto para os mais bem dotados.
Evangelho da Graça de Deus, em Aios
20:24.
O drama da Graça, se passa na Cruz do calvário!
Discurso:
1-Historiando a decisão do Concílio de Jerusalém a
respeito dos gentios na Graça
A inclusão de gentios no cristianismo primitivo representou um
problema para a identidade judaica de alguns dos primeiros cristãos.
"Na verdade, eles [cristãos judeus] pareciam
considerar o cristianismo como uma afirmação de todos os aspectos do judaísmo
contemporâneo, com a adição de uma crença extra — que Jesus era o
Messias." Nota:
McGrath, Alister E., Christianity: An Introduction. Blackwell Publishing
(2006). p.174
Sugerimos que seja feita a leitura do link, abaixo:
https://estudandopalavra.blogspot.com/2011/03/o-primeiro-concilio-da-igreja-de-cristo.html
Atos15.4,5;28 — Quando chegaram a
Jerusalém, foram recebidos pela igreja e pelos apóstolos e anciãos e lhes
anunciaram quão grandes coisas Deus tinha feito com eles. — Alguns,
porém, da seita dos fariseus que tinham crido se levantaram, dizendo que era
mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés. — Na
verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo
algum, senão estas coisas necessárias:
Ao avanço do Evangelho entre os gentios, obra Salvífica universal, grupos da Igreja de Jerusalém, majoritariamente judaica, entenderam que O Caminho, seria mais uma seita (no sentido judaico de doutrinas que cada grupo – fariseus, saduceus, etc. definiam a forma de servir a Deus entre os judeus)–trouxeram à discussão que deveria ser a mantença de ritos da Lei, entre alguns outros elementos do culto judaico.
O princípio a ser obedecido por todos judeus, nascidos de
ventre judaico e a admissão de prosélitos era a circuncisão.
Entendiam alguns, destarte Pedro já ter apresentado suas
justificativas ao batizar a casa de Cornélio – Atos 10; Atos 11.1,4.ss.
Com o aumento de gentios se decidindo a fazer parte da Igreja,
líderes (precisamos entender que no início da Igreja até sacerdotes,
fariseus (q.v Atos 15.5) e saduceus aceitaram de bom grado a Fé),
estes que chamamos de judaizantes, entendiam que qualquer os gentios deveriam
ser considerados prosélitos, e desta forma serem circuncidados.
Atos 11:19 - ACF “E os que foram
dispersos pela perseguição que
sucedeu por causa de Estêvão
caminharam até à Fenícia,
Chipre e Antioquia, não
anunciando a ninguém a
palavra, senão somente
aos judeus.”
- "A clara implicação é que os gentios
estão sendo compelidos a viver de acordo com os costumes judaicos." - Anchor
Bible Dictionary
A propagação do Evangelho, a partir da primeira diáspora (Atos
8), que destaca ação evangelizador do diácono Felipe inicialmente pregando
aos judeus perseguidos e dispersos mostra como se deu a expansão do evangelho,
sob a perseguição. Neste interim ele evangelizou o prosélito etíope mordomo-mor
de Candace.
Devemos observar que a circuncisão era norma de vida dos
judeus, mas os gentios em especial os gregos achavam repulsiva a circuncisão o
rito da circuncisão era considerado execrável e repulsivo durante o período
de helenização do Mediterrâneo Oriental. Na civilização clássica
era especialmente rejeitado, tanto, pelos antigos gregos quanto
pelos romanos, que, ao contrário, valorizavam positivamente
o prepúcio. Muitos povos antigos dessas culturas usavam o epispasmo (uma
forma inicial de restauração do prepúcio) para restaurar seus
prepúcios, a fim de não se destacarem entre os helenistas.
Esperava-se que os gentios que desejassem se
juntar ao movimento cristão primitivo, que na época era composto principalmente
por seguidores judeus, se convertessem ao judaísmo, o que provavelmente
significava submeter-se à circuncisão masculina adulta para os
incircuncisos, seguir as restrições alimentares do kashrut e muito
mais. Durante esse período, também houve "convertidos parciais",
como os prosélitos da porta e os tementes a Deus (isto é, simpatizantes
greco-romanos que juravam fidelidade ao judaísmo, mas se recusavam a se
converter e, portanto, mantinham seu status de gentios (não judeus)), sendo
assim, eles eram incircuncisos e não era exigido que seguissem nenhum dos
mandamentos da Lei Mosaica.
É preciso definir os dois grupos da Igreja recém iniciada:
Obs.: A palavra traduzida como
"judaizar" vem do grego Ἰουδαΐζειν
(Ioudaizein), que significa "viver como judeu".
Judaizantes - Judaizantes eram crentes
de origem judaica que tentavam impor costumes da Lei de Moisés (como a circuncisão)
aos cristãos gentios; cristãos do primeiro século que exigiam a obediência às
leis judaicas (como a circuncisão) para a salvação. O termo deriva do verbo
grego ioudaizō; e ainda: Os judaizantes queriam
misturar o Evangelho com as práticas do Antigo Testamento (literalmente, judaizar,
isto é, manter os costumes cerimoniais dos judeus: o que antes era obediência a
a lei, agora é mero judaísmo).
Os judaizantes eram uma facção
dos judeus cristãos, tanto de origem judaica quanto não judaica;
consideravam as leis levíticas do Antigo Testamento – AT - ainda
vinculativas para todos os cristãos.
Gregos – “gregos (ou helenistas)
mencionados no Novo Testamento eram judeus não nascidos na Palestina, e
portanto, não falavam o hebraico (Atos 6:1; 9:29), nem participavam das
atividades hebraicas dos judeus, mas tinham suas próprias sinagogas em
Jerusalém.” Apologeta
Atenção:
“A inserção de gentios; Na cidade
de Corinto podemos notar que a Igreja começa a incluir, escravos, e gentios que
caracterizavam a população local, embora com base judia. Neste ponto,
devemos ressaltar que ser grego era ser gentílico ou seja, estes crentes eram
helênicos (Hellas é o nome da Grécia) de nascimento e entre eles gregos de
sangue, não estamos mais falando de “judeus gregos, por idioma”.
Osvarela
Entendendo os termos:
É preciso que se entenda o uso destes termos para melhor
compreensão do uso destes vernáculos no contexto do Novo Testamento (Atos 6.1;
João 12.20). observe este texto “Para onde irá este, que o não acharemos?
Irá porventura para os dispersos entre os gregos, e ensinará os
gregos?” João 7:35
Jerusalém, Local do aconselhamento do Espírito
Santo e Decisão dos Apóstolos:
Destaco que quem anunciou a decisão não foi o Apóstolo Pedro,
que foi um dos debatedores do assunto, o que mais uma vez mostra que Tiago era
o líder da Igreja, pois foi ele que deu a decisão final, após ouvirem ao
Espírito Santo!
“O Concílio de Jerusalém é geralmente datado de 48
d.C., aproximadamente 15 a 25 anos após a crucificação de Jesus,
entre 26 e 36 d.C.
Atos 15 e Gálatas 2 sugerem que
a reunião foi convocada para debater se os homens gentios que se convertiam ao
cristianismo e se tornavam seguidores de Jesus eram obrigados a
se circuncidar”
Neste Concílio Paulo levou consigo a Tito, grego
cristão.
É bom lembrar que posteriormente, mesmo o Apóstolo Paulo ainda
usou o rito para circuncidar um jovem obreiro filho de pai grego, mas nascido
de ventre judeu – Timóteo o que não o fez com outro dos seus jovens obreiros
Tito (Gl 2.15), considerando-o como um exemplo vivo do poder do Evangelho
sobre os pagãos incircuncisos.
É importante a leitura da Epístola de Paulo aos Gálatas, no
seu capítulo 2.
Judaizantes modernos –
“Os judaizantes modernos ensinam que devemos guardar as festas judaicas, ler
a Torah nos cultos, etc. É muito comum vermos cristãos
usando kipás (bonezinho usado pelos judeus), buscando ligações
genealógicas com o povo israelita para que possam obter nacionalidade judia,
entre outras coisas. Até mesmo nos cultos de algumas igrejas, músicas e danças
judaicas foram inseridas.”
Resultado de ouvir o Espírito Santo;
A contenda sobre a circuncisão dos gentios
Atos15.1,2 Então alguns que tinham descido da Judeia ensinavam assim os irmãos: Se não vos circuncidardes conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos.
— Tendo
tido Paulo e Barnabé não pequena discussão e contenda contra eles, resolveu-se
que Paulo, Barnabé e alguns dentre eles subissem a Jerusalém aos apóstolos e
aos anciãos sobre aquela questão.
A ação do Espírito Santo pode ser entendida, como no texto, a seguir,
sem estigmatizar, ou absolutizada, a sua ação, mas com a sabedoria expressa nas
palavras do líder Tiago e pela decisão racional ao ouví-lo:
“O Espírito atua
em duas formas:
1-intervém de forma
imprevista e sem mediações humanas, manifestando a vontade de Deus;
2-por meio dos
responsáveis pela comunidade, ajudando-os a tomar uma decisão a respeito da
imposição da circuncisão aos étnico-cristãos.
Trata-se de modalidades
diferentes que devem ser integradas; nenhuma pode ser absolutizada.
- O relato
de Lucas mostra que a dimensão pneumática da Igreja não está em contraste
com sua dimensão institucional. O evangelista destaca também os critérios
que permitem discernir a ação do Espírito Santo, por meio do qual é o
próprio Jesus ressuscitado que opera. A AÇÃO DO ESPÍRITO
SANTO NA ASSEMBLÉIA DE JERUSALÉM (AT 15) - Alberto Casalegno
São os seguintes: o
zelo pela unidade da Igreja, a obediência a determinadas normas, o
compromisso na pregação do evangelho; Essas orientações, importantes para a
comunidade primitiva, são válidas também hoje.
Aprendemos que, a ação do Espírito Santo foi fundamental e
demonstra que a Igreja mantinha a forma de ouvir ao Espírito Santo e decidir com
a razão e após ouvir a Sua voz, e agir concordemente (vide Atos 6 – diáconos),
o que trouxe paz e comunhão, na discussão e no processo que levou horas de
disputas e debates em Antioquia, seguido por longas horas de discussão em
Jerusalém entre pessoas que tinham visões opostas sobre o mesmo assunto.
Pedro destaca a ação da Graça, pela manifestação do espírito
Santo, ao não fazer acepção em ser derramado sobre judeus e gentios:
“Atos 15:8,9 E Deus, que conhece os
corações, lhes deu testemunho, dando-lhes o Espírito Santo, assim como
também a nós; E não fez diferença alguma entre eles e nós,
purificando os seus corações pela fé.
A ação do Espírito Santo abriu caminho e esclareceu a mente da
liderança da Igreja (Tiago) que era necessária a introdução dos gentios na
Igreja pois o Evangelho de Cristo e sua Obra vicária é Universal e a Igreja
deveria permitir a universalização das Boas-Novas.
Atos 15:10 “Agora, pois, por que tentais a
Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais
nem nós pudemos
suportar?”
É importante destacar que a ação do Espírito Santo acatada com
sabedoria pelos Apóstolos, nos ensina que, não deve ser utilizada como algumas
lideranças querem usar para manter crentes sob sua mão de ferro, do que podemos
entender ao ler o texto, a decisão do Espírito Santo trouxe alegria e paz:
““Pareceu bem ao Espírito Santo e
a mim”. Esse líder da igreja não somos nós. A Igreja junta somos nós.
Também não é uma declaração de um determinado grupo de líderes,
motivado por finanças, poder ou status com base em finanças, que justificam
marginalizar outros crentes sob o pretexto de “pareceu bem ao Espírito
Santo e a nós”.” Anne Zaki é professora de teologia
prática e pregação no Seminário Teológico Evangélico do Cairo, no Egito. Este
artigo é fruto da exposição bíblica feita por ela no Quarto Congresso Lausanne
(2024).
A Graça sustenta a unidade da Igreja
Atos 15. 28 — Na
verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo
algum, senão estas coisas necessárias:
Debatedores no Concílio (Atos 15):
Pedro (Simão) vs.7,14
Paulo vs.2,12
Barnabé vs.2,12
Judaizantes (fariseus) vs.5
Tiago – o líder do Concílio
Apóstolos vs.6
Presbíteros (anciãos)
Invocando a ação anterior como antevisão e autoridade com onisciência
para que no devido tempo os gentios se juntassem ao grupo dos salvos:
““Depois disso, voltarei e
reedificarei o tabernáculo caído de Davi; reedificarei as suas
ruínas e o restaurarei. Para que o restante da humanidade busque o
Senhor, juntamente com todos os gentios sobre os quais tem sido invocado o meu
nome, diz o Senhor” (16-18). Em seguida, compartilha sua opinião
como um entre iguais e diz: “Por isso, julgo que não devemos perturbar aqueles
que, entre os gentios, se convertem a Deus” (19).”
O Espírito Santo em Sua Excelência divina, atuou e atua, na
condução de resoluções trazendo a Comunhão à Igreja, na união de um Corpo formado,
por aqueles que aceitaram a proposta Salvífica do evangelho, crendo na Obra realizada
por Jesus Cristo na cruz do Calvário que lhes foi pregada pelos que vivenciaram
primeiro, em Jerusalém e anunciada pelos caminhantes da diáspora e pelos
enviados pelos Apóstolos, trazendo solução no momento de dificuldade
doutrinária, quando não sabiam como incluir os irmão gentios na Graça, e na
dúvida dos que compunham naquele momento decisivo o Ministério!
Atos 15: 13-21; 30-33 – ACF. “Homens
irmãos, ouvi-me: Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios,
para tomar deles um povo para o seu nome. E com isto concordam as palavras
dos profetas; como está escrito:[...] tornarei a edificá-lo. Para que o restante dos homens
busque ao Senhor, e todos os gentios, sobre os quais o meu nome é
invocado, diz o Senhor, que faz todas estas coisas,[...] Por isso julgo que
não se deve perturbar aqueles, dentre os
gentios, que se convertem a Deus. Mas escrever-lhes que se abstenham das
contaminações dos ídolos, da fornicação, do que é sufocado e do sangue. Porque Moisés, desde
os tempos antigos, tem em cada cidade quem o pregue, e cada sábado é lido nas
sinagogas. Tendo eles então se
despedido, partiram para Antioquia e, ajuntando a multidão, entregaram a carta. E, quando a leram,
alegraram-se pela exortação. Depois Judas e Silas, que também eram profetas,
exortaram e confirmaram os irmãos com muitas palavras. E, detendo-se ali algum
tempo, os irmãos os deixaram voltar em paz para os apóstolos;
Sete passos, pelos quais a Graça mudou a História
da Igreja e garantiu a Universalização do Evangelho:
A Informação da expansão entre os gentios, mostra que a Graça traspassa
nações, raça, línguas e povos diferente e está disponível a livres ou escravos.
- Simão relatou como primeiramente Deus visitou
os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome
O alcance da Graça se dá pela Mensagem salvífica.
- Para que o restante dos homens busque ao Senhor,
e todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado,
diz o Senhor
O Espírito Santo mostra que o Evangelho é para dar vida sem perturbação,
aos que aceitam Jesus – A Graça traz vida e vida sem perturbação ou dívida ao
que crê.
- não se deve
perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus.
O Espírito Santo não aceita mistura com idolatria (lembra do
preceito dos Dez Mandamentos)
- se abstenham das contaminações dos ídolos, da fornicação, do que é sufocado e do sangue.
O Espírito Santo não descarta a verdade do Antigo Testamento,
mas que sigam juntos na doutrina da Igreja, pois a Graça salvadora é eterna e atua
desde sempre
- Moisés, desde os tempos antigos, tem em cada
cidade quem o pregue, e cada sábado é lido nas sinagogas.
O Espírito Santo mostra que Evangelho pregado entre judeus e
gentios é Boas novas. Transmitir decisões da Igreja com veracidade.
- partiram para Antioquia e, ajuntando a multidão, entregaram a carta. E, quando a leram,
alegraram-se pela exortação.
O Espírito Santo confirma as missões de boas novas que trazem
alegria pela doutrina correta que corrige sem amarras e traz Paz aos que
recebem as Boas-Novas, a ação da Graça traz Paz.
- Judas e Silas, que também eram profetas,
exortaram e confirmaram os irmãos com muitas palavras... os irmãos os deixaram
voltar em paz para os apóstolos.
A universal Salvação pela Graça:
A declaração da salvação
universalizada, é encontrada no Antigo Testamento e confirmada no Novo
Testamento:
Habacuque 2:4 “Eis que a
sua alma está orgulhosa, não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá.”
Efésio 2.8 “Porque pela graça
sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus.”
A Graça nos alcançou:
É pela Graça
que somos alcançados, perdoados e reconciliados com Deus.
A Graça,
uma vez alcançando o crente se multiplica em graça sobre graça.
Em João
1:16, a expressão "graça sobre graça" (ou "graça por
graça") descreve o suprimento inesgotável e abundante do amor de Deus.
A Graça ainda atua para salvar e orientar:
Em nossos dias algumas das decisões dos apóstolos parecem que
sofreram mutação, ao longo dos anos.
Mas, a palavra dada pelo Espírito Santo sobre a ação da Graça
continua valendo para a Igreja, sem decisões que tentam manter o povo
escravizado, sem contudo dar brechas a desvios e uso de costumes, mas a Graça
agindo levará a Igreja na contínua caminhada dentro da linhas da Salvação e das
Boas-Novas proclamadas pelos que cainharam com Jesus e mesmo após sua ascensão entenderam
que a Graça é Universal e salvadora a todos os homens.
Nos mantendo como Paulo disse a Pedro, obrigar os crentes a
regras e viver sem as mesmas regras, apenas colocando na cerviz daqueles,
obrigações humanas:
Gálatas 2:14 “Mas, quando vi que não
andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na
presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu,
por que obrigas os gentios a viverem como judeus?”
O Evangelho confirma a decisão de Jerusalém, nas palavras do
Apóstolo Paulo:
“E vos vestistes
do novo, que se renova para o conhecimento, ...; Onde não há grego, nem
judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas
Cristo é tudo, e em todos. Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos
e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão,
longanimidade; Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros” Colossenses
3:10-13
“A graça de Deus não apenas apaga o passado, ela
constrói um novo futuro. Ela cura feridas emocionais, restaura
relacionamentos e renova.”
A Graça carrega em si o mistério do amor de Deus, que alcança
quem não merece, que cura quem está ferido e restaura quem já perdeu as
forças.
A Graça de Deus na vida do crente é o alicerce de toda a fé
cristã, é por ela que somos salvos, fortalecidos e transformados.
Fonte:
Bíblia Online – ACF - Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil
(SBTB).
Citações no corpo do texto
Apontamentos do autor
Lições CPAD – EBD 3º Trimestre 2026
Dicionário Strong
Champlin V1
A graça de Deus na vida do crente: o favor que salva, sustenta
e transforma; redação MUNDO CRISTÃO - 14/10/2025
Site: Estudantes da Bíblia - Sumário Geral



