sexta-feira, outubro 9

Recapitulando a jornada no deserto Lição CPAD 2: 11/10/2026

Recapitulando a jornada no deserto

Lição 2 CPAD: 11 de outubro de 2026

Subsídio Pastor e Professor OSVARELA

Texto Bíblico:

“O Senhor, vosso Deus, que vai adiante de vós, por vós pelejará, conforme tudo o que fez convosco, diante de vossos olhos, no Egito.” (Dt 1.30).

Prática

Confiar em Deus conduz à vitória; já a incredulidade leva à derrota e ao fracasso espiritual.

Leitura Bíblica

Deuteronômio 1.9-12,19-21,26-28,34-36.

9 — E, no mesmo tempo, eu vos falei, dizendo: Eu sozinho não poderei levar-vos.

10 — O Senhor, vosso Deus já vos tem multiplicado; e eis que já hoje em multidão sois como as estrelas dos céus.

11 — O Senhor, Deus de vossos pais, vos aumente, como sois, ainda mil vezes mais e vos abençoe, como vos tem falado.

12 — Como suportaria eu sozinho as vossas moléstias, e as vossas cargas, e as vossas diferenças?

19 — Então, partimos de Horebe e caminhamos por todo aquele grande e tremendo deserto que vistes, pelo caminho das montanhas dos amorreus, como o Senhor, nosso Deus, nos ordenara; e chegamos a Cades-Barneia.

20 — Então, eu vos disse: Chegados sois às montanhas dos amorreus, que o Senhor, nosso Deus, nos dará.

21 — Eis que o Senhor, teu Deus, te deu esta terra diante de ti; sobe e possui-a como te falou o Senhor, Deus de teus pais; não temas e não te assustes.

26 — Porém vós não quisestes subir, mas fostes rebeldes ao mandado do Senhor, vosso Deus.

27 — E murmurastes nas vossas tendas e dissestes: Porquanto o Senhor nos aborrece e nos tirou da terra do Egito para nos entregar nas mãos dos amorreus, para destruir-nos.

28 — Para onde subiremos? Nossos irmãos fizeram com que se derretesse o nosso coração, dizendo: Maior e mais alto é este povo do que nós; as cidades são grandes e fortificadas até aos céus; e também vimos ali filhos dos gigantes.

34 — Ouvindo, pois, o Senhor a voz das vossas palavras, indignou-se e jurou, dizendo:

35 — Nenhum dos homens desta maligna geração verá esta boa terra que jurei dar a vossos pais,

36 — salvo Calebe, filho de Jefoné; ele a verá, e a terra que pisou darei a ele e a seus filhos; porquanto perseverou em seguir ao Senhor.

A) Objetivos da Lição:

I) Enfatizar o valor da liderança compartilhada na obra de Deus;

II) Elencar os perigos espirituais da incredulidade;

III) Refletir sobre as consequências da desobediência a Deus.

Introdução:

“O livro (Deuteronômio) alcança até mesmo o leitor moderno como um sermão desafiador, pois tem o objetivo de direcionar a mente e a vontade dos ouvintes para uma tomada de decisão: Escolha a vida, para que você e seus descendentes possam viver (Deuteronômio 30:19)”. Tyndale Old Testament Commentary on Deuteronomy

Israel no Deserto. Este período vai do Êxodo ao últi­mo acampamento de Israel em Sitim, nas planícies de Moabe (Nm 22.1; 33.48,49; Js 2.1).

Tempo: 1491-1451-40 anos. É descrito nos livros de Êxodo até Deuteronômio.

                   -Moisés, antes de morrer, conquistou a região a leste do Jordão, do mar Morto ao monte Hermom (Dt 3.8), distri-buindo-a da seguinte maneira: o reino amorita, governado por Seon, com sua capital em Hesbom, Moisés deu a parte Sul a Rúben, e a parte Norte - a região chamada Gileade -a Gade. O reino de Basã, ao norte, governado por Ogue, com a capital em Astarote, Moisés o deu à metade da tribo de Manasses, bem perto de Gileade.

Dt.1.27 — E murmurastes nas vossas tendas e dissestes: Porquanto o Senhor nos aborrece e nos tirou da terra do Egito para nos entregar nas mãos dos amorreus, para destruir-nos.

Incrédulos a ponto de atacar e culpar a Moisés pela saída do Egito, onde eram escravos. Culpavam a Moisés por seus próprios erros.

Deuteronômio 1.9 — E, no mesmo tempo, eu vos falei, dizendo: Eu sozinho não poderei levar-vos.

Êxodo 18. 14,25 Que é isto que fazes ao povo? Por que te assentas só, e todo o povo está em pé diante de ti, desde a manhã até ao pôr do sol? [...] O sogro de Moisés, porém, lhe disse: Não é bom o que fazes. Sem dúvida, desfalecerás, tanto tu como este povo que está contigo; pois isto é pesado demais para ti; tu só não o podes fazer. [...] Procura dentre o povo homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza; põe-nos sobre eles por chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinquenta e chefes de dez; para que julguem este povo em todo tempo. [...] Escolheu Moisés homens capazes, de todo o Israel, e os constituiu por cabeças sobre o povo: chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinquenta e chefes de dez.

“O povo vem a mim para consultar a Deus […] e eu lhes dou a conhecer os estatutos de Deus e as suas leis” (Êxodo 18. v. 15, 16b).

- “Eu sozinho não poderei levar-vos. – esta fala de Moisés demonstra o peso sobre os ombros de uma liderança, mesmo que um que tem chamado especial, e ao mesmo tempo apresenta o estado mental de um líder, que sabedor de suas deficiências humanas, apela por ajuda, seja humana ou divina, sendo, que com esta, ele já contava.

O capítulo 18 do Êxodo, começa com a visita de Jetro a Moisés por seu genro e, com a observação de Jetro sobre um claro problema de organização enquanto Moisés se reúne com o povo, ouve as disputas e toma decisões. Jetro, um líder experiente por direito próprio, tem a oportunidade de observar Moisés em seu novo papel de liderança e oferecer-lhe alguns conselhos práticos.

Jetro o sogro de Moisés orientou a seu genro sobre como liderar, após observar a intensa jornada diária em liderar, julgar, doutrinar e ser responsável pela condução, que incluía até mesmo a questão de alimentação, segurança e guia do povo em pleno deserto, mesmo sendo o povo um povo rebelde e inseguro , além de desobediente era murmurador e incrédulo.

Moisés passa o dia inteiro lidando com as necessidades e preocupações do povo israelense (“da manhã à noite” – v. 13) e Jetro, observa que “Moisés havia dedicado tempo demais ao seu papel judicial (julgando causas que surgiam no meio do povo)” (Boyer, 2017, p. 78).

Seu sogro apresenta um problema claro a Moisés na abertura desta perícope: "O que é isso que você está fazendo pelo povo? Por que você fica sentado sozinho, enquanto todo o povo fica em pé ao seu redor da manhã à noite?"

απιστεω - apisteo; v. trair a confiança, ser desleal, infiel; não ter fé, ser incrédulo.

πρωτοστατης - protostates; n. m. um que se encontra na liderança - líder, chefe, campeão.

Moisés ensina que o líder que delegar tarefas demonstra ser alguém que reconhece as limitações da sua humanidade, ao passo que a reali­dade dessas limitações é um meio pelo qual o líder é lembrado da sua dependência de Deus. Partindo, portanto, do princípio de que uma liderança bem-su­cedida é aquela que compartilha tarefas.

Aqui aprendemos, que a liderança tem que refletir sobre o perigo da sobrecarga na vida de um líder cristão, a importância de encontrar pessoas com que se possa dividir as responsabilidades e de pedir a Deus que essas pessoas sejam por ele colocadas no caminho desse líder.

A lição de Jetro a Moisés, o líder escolhido por Deus e com autorização que nenhum outro homem jamais recebeu de Deus, de ser colocado como deus sobre sue povo, ensina que mesmo lideranças chamadas podem ser orientadas sobre como conduzir-se como líderes, pois podem ser absorvidos e serem induzidos ao erro que devem fazer tudo e a toda hora na realização de sua tarefa de liderança. Além disto, mostra que nenhum homem, mesmo as lideranças estão totalmente certos e serem achados como voz única e corrigidas como um onisciente ou onipotente em suas decisões.

O conselho de Jetro a Moisés demonstra o espírito da “liderança compartilhada”, que começa a ser percebida no Antigo Testamento.

Jetro percebeu o que Moisés não percebeu; aliás, um líder sobrecarregado geralmente está tão ocupado que não consegue perceber os excessos no trabalho e os perigos inerentes a isso. O excesso de trabalho e a ausência de equilíbrio no exercício da liderança podem trazer consequências profundas e negativas, como, por exemplo, a fadiga, a estafa, a ansiedade, a Síndrome de Burnout e, por fim, a depres­são. É preciso, no entanto, ir além dos possíveis efeitos da sobrecarga de trabalho de um líder e apontar os elementos que causam esses excessos.

         O verdadeiro líder, segundo a Bíblia, não busca poder ou status, mas guia as pessoas com amor, justiça e obediência a Deus.

O Líder que Ouve:

De que adiantaria Jetro falar se Moisés não fosse alguém disposto a ouvir?

Moisés tinha uma elevada posição diante de Deus, Moisés poderia se posicionar contra a intervenção ou crítica de Jetro, apoiado na sua posição diante do Senhor que o comissionou:

“conforme se lê em Nm. 12.6-8: “E disse: Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer ou em sonhos falarei com ele. Não é assim com o meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, e de vista, e não por figuras; pois, ele vê a semelhança do Senhor; ...”

Moisés ao ouvir se sogro Jetro deu exemplo de como ser humilde aos conselhos externos, ele poderia alegar que Deus o chamara e que assim ele teria autonomia para decidir o que fazer, mas foi sábio ao ouvir seu sogro.

“Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar […]” (1.19).

A informação bíblica sobre a rea­ção de Moisés ao conselho de Jetro, o seu sogro mostra que ele foi humilde: “E Moisés deu ouvidos à voz de seu sogro e fez tudo quanto tinha dito” (Ex 18.24).

A visão de fora é diferente da quem está no centro em evolução como Moisés estava:

Jetro pôde analisar a situação a partir de uma perspectiva diferente da de Moisés.                

Muitos líderes não conseguem compartilhar liderança porque se consideram super-líder ou que serão traídos pelos auxiliares, que se propõem a ajuda-lo.

12 — Como suportaria eu sozinho as vossas moléstias, e as vossas cargas, e as vossas diferenças?

 “A limitação de Moisés acentua-se em duas situações:

I) Na sua incapacidade de perceber a sua própria condição de sobrecarga;

II) Na sua limitação demonstrada na incapacidade de realizar tudo sozinho.

O perigo da sobrecarga na vida de um líder, na obra que Deus está realizan­do no mundo, há espaço para todos atuarem, o que significa que o líder não só pode como também deve envolver outras pessoas no seu trabalho, evitando as consequências das muitas atividades e possibili­tando que outros também sejam úteis.”

A experiência ensina que esta é forma de liderança personalista que prejudica o grupo e próprio líder, a tal "síndrome de super-herói".

Dificuldades e ganhos ao se usar auxiliares:

  • Delegar exige identificar pessoas idôneas e dar a elas autonomia para agir.
  • Efeito de delegar e dar autonomia a outros:
  • Sustentabilidade da missão: Com o fardo dividido, a liderança se torna mais duradoura e o povo é atendido com mais agilidade

Moisés seguro em sua posição não teve dificuldades em aceitar ter auxiliares, e se mostrou um excelente na escolha de líderes subalternos de tal forma que conseguiu um grupo seleto de auxiliares. Afinal, ele já houvera escolhido pessoas para tarefas diferentes e entre eles se destacaram Josué e Calebe.

“A congregação deveria nomear, em cada tribo, homens sábios, inteligentes, a quem Moisés designaria como chefes, ou seja, como juízes, sobre a nação. Moisés lhes deu as instruções necessárias (Dt. 1:16): “Você ouvirá entre seus irmãos”, ou seja, ouça ambas as partes como mediadores “e julgue com justiça, sem acepção de pessoa”. פּנים הכּיר, olhar para o rosto, equivalente a פּנים נשׁא (Levítico 19:15), ou seja, agir parcialmente (compare com Êxodo 23:2-3).

“O julgamento é de Deus”, isto é, designado por Deus, de acordo com Sua justiça; daí a expressão “trazer diante de Deus” (Êx. 21:6; Êx. 22:7, etc.). Os casos difíceis os juízes deveriam apresentar a Moisés, Êx. 18:26. [Keil e Delitzsch].” Apologeta – Dt.1

Um conceito que a administração também é um assunto bíblico, para além da liderança, está o desejo e a forma de servir, ante a posição de liderar, como conceito principal e mitte na vida do verdadeiro líder: “O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir!” isto demonstra mesmo no conceito filosófico que servir é antes de tudo um ato do amor ágape, proclamado por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Dentre os aspectos que Moisés apresenta na fase inicial do livro há os aspectos, que ele ressalta em seus escritos revelando:

O amor passado de Deus com os seus patriarcas, de onde surgiu o povo de Israel

- O amor presente revelado no cuidado com o povo, que mesmo rebelde foi cuidadosamente guiado no deserto e atendido em suas necessidades

- O amor futuro, ao lhes garantir a posse de uma terra especial – que mana leite e mel

- O amor está presente e diante de todos aspectos da ação divina para com Israel.

No Genesis - a escolha por Abraão

Em Êxodo - o livramento

Em Levítico as regras de amor para conseguir a presença divina, presente. Culto que Mantém a comunhão. A chamada a adoração

Em Números – como seguir; Serviço e Conduta diante de Deus.

Assim aprendemos que:

- nosso passado foi ordenado pelo amor de Deus

- o amor requer obediência (palavra chave no livro)

- o amor está atuando, hoje, para nos garantir nosso futuro

Moisés se apresenta como um excelente modelo para o estudo da liderança servidora bíblica no AT e exemplifica muitas das qualidades que as teorias modernas de liderança servidora consideram essenciais, como compaixão, humildade, altruísmo, mordomia e serviço ao próximo (Patterson, 2003; Patterson & van Dierendonck, 2015)

                                     Robert Greenleaf, reconhecido como o pai da liderança servidora moderna, argumentou que a liderança servidora se baseia no “sentimento natural de querer servir, de servir em primeiro lugar” (Northouse, 2016, p. 226).

Já Patterson (2003) construiu a teoria virtuosa da liderança servidora com um princípio fundamental do amor ágape, uma palavra grega para amor moral e ético com fortes conexões com uma profunda preferência pelos outros. Desde seu chamado inicial (Êxodo 3), passando por seu papel na libertação de Israel da escravidão, até sua liderança dos israelitas e o estabelecimento da aliança entre eles e Deus, Moisés exemplificou muitas das qualidades essenciais descritas nas teorias modernas de liderança servidora: amor compassivo (ou ágape, como mencionado acima), humildade, altruísmo, visão, confiança, empoderamento, habilidade, mordomia e serviço, entre outras (Patterson, 2003; Patterson & van Dierndonck, 2015).

Moisés não era perfeito, de alguma forma, mas seu relacionamento íntimo com Deus permitiu que ele guiasse uma nação rebelde de escravos rumo a um relacionamento, identidade e propósito como o povo escolhido de Deus

É o que aprendemos ao examinar o servidor de liderança pela ótica da narrativa bíblica, onde em Deuteronômio e Êxodo surge um rico panorama de liderança, à medida que Moisés demonstra a importância da mordomia e do empoderamento de outros para o funcionamento ideal de uma comunidade e organização.

Israel se recusa a obedecer a ordem de Deus para entrar em Canaã.

Deuteronômio 1.19 — Então, partimos de Horebe e caminhamos por todo aquele grande e tremendo deserto que vistes, pelo caminho das montanhas dos amorreus, como o Senhor, nosso Deus, nos ordenara; e chegamos a Cades-Barneia.

20 — Então, eu vos disse: Chegados sois às montanhas dos amorreus, que o Senhor, nosso Deus, nos dará.

21 — Eis que o Senhor, teu Deus, te deu esta terra diante de ti; sobe e possui-a como te falou o Senhor, Deus de teus pais; não temas e não te assustes.

26 — Porém vós não quisestes subir, mas fostes rebeldes ao mandado do Senhor, vosso Deus.

27 — E murmurastes nas vossas tendas e dissestes: Porquanto o Senhor nos aborrece e nos tirou da terra do Egito para nos entregar nas mãos dos amorreus, para destruir-nos.

A Incredulidade:

Ao recapitular a jornada, Moisés destaca que o povo na caminhada foi murmurador, rebelde aborrecido e atentou contra Deus por tê-los tirado do Egito.

                            - ‘caminhamos por todo aquele grande e tremendo deserto que vistes, pelo caminho das montanhas dos amorreus, como o Senhor, nosso Deus, nos ordenara; e chegamos a Cades-Barneia.’

Murmuração: eles, o que morreram no deserto, murmuravam dentro de suas casas, o que sem dúvida criou resistência e insubordinação dos filhos (sobe e possui-a como te falou o Senhor, Deus de teus pais;).

                            - ‘o Senhor nos aborrece e nos tirou da terra do Egito para nos entregar nas mãos dos amorreus, para destruir-nos o Senhor nos aborrece e nos tirou da terra do Egito para nos entregar nas mãos dos amorreus, para destruir-nos.’

Rebeldia:

                   - ‘fostes rebeldes ao mandado do Senhor’

Acusaram ao próprio Deus:

                   - ‘o Senhor nos aborrece’

                   Acusam a Deus em querer destruí-lo.

                   - ‘nos tirou da terra do Egito para ..., para destruir-nos’

“E infamaram a terra que tinham espiado, dizendo aos filhos de Israel: A terra, pela qual passamos a espiá-la, é terra que consome os seus moradores; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura.” Números 13:32

“Quem desfaz da promessa tem que aceitar as consequências, Deus não se deixa escarnecer” Osvarela

Mesmo com a terra diante de suas vistas, os israelitas se negaram a entrar na terra. Lembro que este temor foi advindo, como resquício dos espias maus que malignizaram (infamaram a terra que tinham espiado) a terra dada pro Deus, a exceção de Calebe e Josué.

Números 14:2,3 “E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse: Quem dera tivéssemos morrido na terra do Egito! Ou quem dera tivéssemos morrido neste deserto! E por que o Senhor nos traz a esta terra, para cairmos à espada, e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos ao Egito?”

O livro de Deuteronômio, neste primeiro sermão, apresenta Moisés relembrando as jornadas até então, que os levaram as cercanias do Jordão, ponto a ser cruzado para tomar posse da Terra Prometida, e ali Moisés vai destacar os erros dos pais e lembra aos filhos da necessidade da fidelidade e obediência a Deus e confiar em suas promessas.

Moisés que dar a estes sobreviventes do deserto que ao entrar na Terra não ajam como seus predecessores, que livres da escravidão no Egito, ao enfrentarem no deserto dificuldades nas quais fora atendidos por Deus, com água, roupas, calçados, comida escolhida e provida por Deus, segundo o desejo do povo, se deixaram inflamar pelo populacho (fraqueza moral), pela idolatria e se esqueciam ao longo do trajeto da promessa e dos danos e dores da escravidão.

Moisés já estava com cento e vinte anos quando dirigiu as mensagens do livro de Deuteronômio à nova geração de israelitas.

É esta lembrança que Moisés coloca diante do povo e mostra qual foi o efeito destas atitudes contra Deus -

Dt.1.34,35 — Ouvindo, pois, o Senhor a voz das vossas palavras, indignou-se e jurou, dizendo: — Nenhum dos homens desta maligna geração verá esta boa terra que jurei dar a vossos pais,

Conclusão:

Dt.1.35,36 — Nenhum dos homens desta maligna geração verá esta boa terra que jurei dar a vossos pais, — salvo Calebe, filho de Jefoné; ele a verá, e a terra que pisou darei a ele e a seus filhos; porquanto perseverou em seguir ao Senhor.

“Confiar em Deus conduz à vitória; já a incredulidade leva à derrota e ao fracasso espiritual.” Osvarela EBD – CPAD

Ao deixar de confiar em Deus para confiar na palavra dos espias Israel determinou para si, a perda de uma geração.

Toda a geração, com mais de 20 anos pereceu no deserto e Moisés adverte a geração nascida no deserto que Deus confiaria a eles a posse e lhes daria as bençãos condicionais para que avançassem sobre a terra diante de seus olhos, ali a “além do Jordão – ao Oeste”.

Moisés está dizendo “todas as coisas são vossas (1Co.3.21)” tomai-as e façam proveito do que Deus preparou para vocês, mesmo que eu não tenha permissão para aproveitá-las

A promessa é para Calebe e seus filhos, assim como a nós foi dada a promessa de uma Terra Celeste, a nossa fidelidade garantirá o acesso a ela!

Obs.: quando Moisés diz “Calebe” e não cita Josué, é porque Josué já fora definido como o comandante da pose da Terra Prometida!

Fonte:

Lição 3 – A Liderança de Moisés - Subsídios Jovens EBD – CPAD - 14/10/2022

Fortalecendo a Mordomia: Lições de Liderança de Êxodo 18:13-27

Israel se recusa a obedecer a ordem de Deus para entrar em Canaã. IDU

https://portugues.ucg.org/boa-nova/comentario-biblico/comentario-biblico-deuteronomio-1

Bíblia Explicada CPAD

Bíblia online

Apontamentos do autor

Citações no corpo do texto

Dicionário Strong

Champlim V1;V3

ANEXO:

Liderança Servidora

Moisés é frequentemente citado como um exemplo bíblico de liderança servidora (Bell, 2014; Crowther, 2018; Boyer, 2019).

Moisés E A Teoria Da Liderança Servidora

Esta passagem das escrituras está repleta de lições de liderança tanto para líderes inexperientes quanto para os mais experientes. As lições aprendidas com o exemplo de Moisés podem ser resumidas em uma análise da estrutura argumentativa interna deste texto (o raciocínio interno ou as afirmações lógicas apresentadas no texto – ou seja, as previsões maiores e menores seguidas da conclusão):

  • Premissa fundamental: Não tente liderar sozinho e carregar o fardo do ministério sozinho; sempre que possível, delegue! Você não foi feito para ser um show de um homem só e não será capaz de suportar o peso da responsabilidade e do controle exclusivo.
  • Premissa secundária: Encontrar homens e mulheres de caráter para delegar a liderança; preste atenção à sua capacidade e habilidades, caráter (nomeadamente humildade e integridade), motivações e a quem ou ao que seguem (ou seja, são submissos aos outros? Seguem a Deus? atenção específica apenas em si mesmos?).
  • Conclusão: Deus os guiará, vocês terão a capacidade de perseverar e servir fielmente, e haverá paz entre vocês, seus seguidores.

sexta-feira, outubro 2

Deuteronômio: o livro da Aliança Lição 1 CPAD - 4º Trimestre 2026

Deuteronômio: o livro da Aliança

Lição 1 CPAD - 4º Trimestre 2026

Sem revisão

Infelizmente por problemas de saúde (tendinite) não concluí o estudo, mas o que publico, tem validade de ensino.

Subsídio pastor e professor Osvarela

Tema do trimestre: O Deus da Aliança — Advertências, promessas e bênçãos no livro de Deuteronômio - Comentarista: Pastor Osiel Gomes

Texto 

“Eis aqui esta terra, eu a dei diante de vós; entrai e possuí a terra que o Senhor jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua semente depois deles.” (Dt 1.8). 

Prática 

A fidelidade a Deus e à sua Palavra dirige o crente a viver pela fé e alcançar as suas promessas.

Leitura Bíblica

Deuteronômio 1.1-8.

1 — Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel, dalém do Jordão, no deserto, na planície defronte do mar de Sufe, entre Parã, e Tofel, e Labã, e Hazerote, e Di-Zaabe.

2 — Onze jornadas há desde Horebe, caminho da montanha de Seir, até Cades-Barneia.

3 — E sucedeu que, no ano quadragésimo, no mês undécimo, no primeiro dia do mês, Moisés falou aos filhos de Israel, conforme tudo o que o Senhor lhe mandara acerca deles,

4 — depois que feriu a Seom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom, e a Ogue, rei de Basã, que habitava em Astarote, em Edrei.

5 — Dalém do Jordão, na terra de Moabe, começou Moisés a declarar esta lei, dizendo:

6 — O Senhor, nosso Deus, nos falou em Horebe, dizendo: Tempo bastante haveis estado neste monte.

7 — Voltai-vos e parti; ide à montanha dos amorreus, e a todos os seus vizinhos, e à planície, e à montanha, e ao vale, e ao Sul, e à ribeira do mar, e à terra dos cananeus, e ao Líbano, até ao grande rio, o rio Eufrates.

8 — Eis aqui esta terra, eu a dei diante de vós; entrai e possuí a terra que o Senhor jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua semente depois deles.


Objetivos da Lição: 

I) Explicar a autoria, o propósito e o valor de Deuteronômio;

II) Apresentar o contexto histórico e espiritual de Deuteronômio;

III) Mostrar os ensinos doutrinários e práticos de Deuteronômio.

A grande Aliança de Deus com um povo: esta é a maneira que Moisés teve para que a Aliança sinaítica jamais fosse esquecida, mesmo em tempos de desvios, aos quais ele alerta sabendo e conhecendo as dificuldades futuras do seu povo.

Destaque:

                   “A Terra Prometida foi dada incondicionalmente a Abraão e aos seus descendentes, como parte do Pacto [Aliança] Abraâmico (Gn. 13.15 e 15.7), mas foi debaixo do Pacto [Aliança] Palestino, que era condicional – condicionado a obediência para receber benção ou maldição - (ver Dt. 28.1—30.20), que o povo de Israel entrou na terra de Canaã, sob as ordens de Josué. Tendo violado as condições desse último pacto, a nação de Israel foi primeiramente derrotada (I Rs. 12), para em seguida ser mandada ao primeiro exilio (II Rs. 17.1-18; 24.1; 25.11). Mas aquele mesmo pacto promete, incondicionalmente, restauração nacional a Israel, o que ainda está por se cumprir (Gên. 15.18).” Scofield fíeference Bible, Introdução

Introdução:

Estamos publicando postagens subsídio sobre o livro de Deuteronômio, o livro base do tema das lições EBD – CPAD, deste período do ano, o 4º trimestre 2026.

Mas, aqui tentaremos continuar publicando subsídio específico para cada lição a cada semana.

Iniciamos com subsídio da Lição 1 - Deuteronômio: O Livro da Aliança.

Deus estabeleceu alianças com o povo hebreu a partir da sua relação de amigos, com seu grande amigo Abraão. Deus havia jurado fidelidade ao Pacto que firmara com Abraão e com todos os país da nação de Israel.

Desta relação anunciada pelo próprio Deus seguiu-se uma contínua relação passando de pai para filho, até chegar a Israel, o Jacó que descera ao Egito, em época, na qual José era o governador daquela nação, onde o povo hebreu descendente de 40 almas, se tornou um grande povo, não uma grande nação.

É deste povo, povo escolhido, agora é apresentada por Moisés, o autor do Livro de Deuteronômio, uma renovação memorial da Aliança sinaítica consagratória da aliança abraãmica.

Aliança é uma forma de relacionamento pelo qual os aliançados aceitam manter uma relação profunda, que diz respeito as suas personalidades, caráter, deveres e obrigações, pela qual cuidarão um do outro, mantendo-se fielmente a esta aliança, independentes do momentos em que passem dificuldades, mas sempre estarão obedientes as condições da aliança, que sobretudo tem a característica de respeitar a vontade aliançada e voluntariedade de cada lado.

A diferença da Aliança com Deus, é que Deus é maior que, os com os quais Ele faz aliança, foi assim com Abraão, que Deus passou solitário entre o sacrifício, sabedor que o homem é menor e foi por Ele criado.

É sobre a manutenção desta aliança que Moisés vai escrever, sob as características de Esperança, Fidelidade e   

As Palavras – Devarim – que dão nome ao livro mosaico

אלה ברית - B^eriyth; n. pr. m. El-Berite = “aliança”

ברית – b^eriyth; n. f. acordo, aliança, compromisso - entre homens; tratado, aliança, associação (homem a homem); constituição, ordenança (do monarca para os súditos); acordo, compromisso (de homem para homem); aliança (referindo-se à amizade) - aliança (referindo-se ao casamento) - entre Deus e o homem - aliança (referindo-se à amizade); aliança (ordenação divina com sinais ou promessas)

Expressões: fazer uma aliança - manter a aliança - violação da aliança

אמנה  -’amanah; n. f. fé, apoio, segurança, certeza - referindo-se a uma aliança

גל - gal; n. m. monte, fonte, onda, vaga; utilizado na ratificação de uma aliança

A aliança em pauta é - A aliança, em pauta no Pacto Mosaico, cujo âmago são os Dez Mandamentos. A aliança estabelecida no Horebe, o monte do Sinai.

Essa Aliança ou pacto caracterizava-se pela nova fé que estava surgindo em Israel, com sua legislação e declaração espiritual.

O pacto firmado em Horebe foi o meio de introduzir os Dez Mandamentos, que formam o cerne mesmo da Aliança.

Deuteronômio mostra o pacto, que é aqui renovado com a nova geração de israelitas, que estava prestes a entrar na Terra Prometida, cujos pais morrerem ou pereceram no deserto, excetuando apenas Calebe e Josué. Ver Deu. 1.35-39 e 2.14.

Deuteronômio mostra que eles pais, que morreram no deserto, o anularam, a aliança do Horebe, com sua incredulidade, quando chegaram à fronteira mas recusaram-se a entrar na Terra Prometida com medo das informações dos 10 espias que relataram gigantes e outros riscos, diferente do que Calebe e Josué relataram. Portanto, o pacto estava sendo renovado com a nova geração, e isso de maneira permanente.

Das jornadas até a renovação da Aliança:

Moisés faz uma revisão histórica sobre a formação e a vida pós Jacó no Egito, até a sua partida e caminhada por 40 anos no deserto. Este é o pano de fundo para o legislador apontar o rumo do seu discurso, ativar a memória do povo sobre a ação divina até este momento D’além do Jordão (Transjordânia, o lado oriental daquele rio, onde Israel estava acampado e de onde estava prestes a desfechar a entrada na posse da Terra da Promessa, ainda que duas tribos e meia já tomassem posse desde esta região.) é a linha introdutória histórica e espiritual que o escritor utiliza para orientar seu povo.

Deuteronômio 1.1,2 — Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel, dalém do Jordão, no deserto, na planície defronte do mar de Sufe, entre Parã, e Tofel, e Labã, e Hazerote, e Di-Zaabe. — Onze jornadas há desde Horebe, caminho da montanha de Seir, até Cades-Barneia.

Moisés apresenta os locais da trajetória até Cades-Barnéia, mostrando as onzes jornadas, escritas no livro são um apontamento de que, segundo estudiosos, seriam o total de dias, necessários para alcançarem o ponto onde agora Moisés está doutrinando o povo, se Israel não tivesse sido rebelde no deserto. A viagem do Monte Horebe (o Sinai) até Cades-Barneia (na porta da Terra Prometida) leva normalmente apenas onze dias de caminhada.

O contraste entre uma viagem de 11 dias e os 40 anos de peregrinação no deserto serve como um lembrete severo. Mostra que o atraso de décadas não foi uma limitação geográfica ou física imposta por Deus, mas sim o resultado direto da incredulidade, da rebeldia e das murmurações da primeira geração de israelitas.

Jordão

Arabá

Sufe

Parã

Tofel

Labã,

Hazerote

Di-Zaabe.

Horebe - Horebe era um dos picos do Sinai, onde a lei foi dada, ou então o nome geral da serra da qual o Sinai fazia parte. Para quem partisse dali, a fronteira da Terra Prometida não ficava distante.

Seir, até Cades-Barneia.

Se o coração do povo não os fizesse ter medo no início da caminhada no deserto, em apenas onze dias, os israelitas estiveram à beira de possuir sua Terra Prometida, sua herança, mas o coração deles tremeu quando viram os gigantes da terra (Núm. 13.33). A caminhada pareceu-lhes por demais perigosa e difícil.

O custo foi - custou muito tempo (quarenta anos) e muito sofrimento. Pela graça de Deus, todavia, foram levados de volta à oportunidade perdida, visto que a vontade de Deus estava envolvida em tudo aquilo.

Cades-Barnéia.

Referências a essa localidade mostram:

1. Situam a revelação divina dentro da história, mediante localizações geográficas.

2. Mostram que foram necessários apenas onze dias para fazer a viagem, mas que a incredulidade manifestada por Israel, na fronteira, fez Israel voltar ao deserto e ali vaguear pelo espaço de quarenta anos, em trajetória plena de: atos de rebeldia, mas manifestações das maravilhas de Deus e de sua fidelidade com uma Aliança, mantendo o povo com calçado, comida, água e alimentos especiais.

Dt. 1.3 — E sucedeu que, no ano quadragésimo, no mês undécimo, no primeiro dia do mês, Moisés falou aos filhos de Israel, conforme tudo o que o Senhor lhe mandara acerca deles,

Moisés inicia o seu Livro de memorial e proferiu este discurso, quarenta anos (40) mais tarde, como uma recordação que ele os levou de volta àquela oportunidade que eles haviam desperdiçado.

Livro de conquistas:

                   - relata a viagem de Horebe à Terra Prometida e enfatiza a conquista da Transjordânia.

Após os 40 anos no deserto, os israelitas encontraram uma área fragmentada em vários reinos estabelecidos, é neste cenário geopolítico e difícil pelos povos da região, que ali habitava, que ao tempo de Moisés (período do Êxodo, por volta do século XIII a.C.), a Transjordânia — a região montanhosa e fértil situada a leste do rio Jordão — desempenhou um papel geográfico e militar crucial na jornada do povo hebreu rumo à Terra Prometida.

Foi nessa região que ocorreram as últimas grandes conquistas lideradas diretamente por Moisés, o assentamento de algumas tribos israelitas e a própria morte do profeta Moisés.

A grande orientação de Moisés ao povo, ao entrarmos no conecito do livro como um livro que aponta para um cenário geopolítico em relação as terras e ao território que Deus concede ao seu povo.

Primeiro com o desterro dos povos e suas religiões de adoração a outros deuses.

As tribos de Rúben, Gade e a metade da tribo de Manassés escolheram se estabelecer e receberam suas terras nessa área.

Povos da região:

Moisés relata no livro o contato com estes reinos e povos, alguns dos quais enfrentaram, venceram ou foram derrotados por eles.

Alguns até da mesma descendência de Jacó, mas que mesmo assim criaram dificuldades a passagem da caravana hebreia. E alguns o próprio Deus disse para contornarem suas terras.

• Edom e Moabe: Situados ao sul. Moisés tentou enviar mensageiros pedindo passagem pacífica por essas terras, mas o rei de Edom recusou. Para evitar conflitos desnecessários com povos parentes (descendentes de Esaú e Ló), os israelitas contornaram essas fronteiras pelo deserto oriental.

• Reino Amorreu de Hesbom (Rei Seom): Governava a região central, entre os rios Arnom e Jaboque. Seom não apenas negou passagem a Israel como os atacou. Os israelitas o derrotaram militarmente e tomaram suas cidades.

• Reino de Basã (Rei Ogue): Situado ao norte, em uma região de terras muito férteis e famosas por seu gado. Ogue também atacou os hebreus, mas foi derrotado por Moisés

Segundo a extensão a ser habitada e dominada pela futura nação de Israel, até ali um agrupamento de nômades e dividido pro tribos familiares advindas do patriarca Abraão e definidas pela vida do filho de Isaque, o primogênito do patriarca, Jacó, que descera ao Egito e agora 430 anos sai um povo imenso que necessitaria de terras ´para gado, plantação e instalações de um futuro governo, que adentrava em terreno com inimigos declarados.

Época e período de conquistas e derrotas, mas sempre no sentido de chegar ao centro de Canaã.

No contexto tribal de Israel houve a divisão de terras conquistadas e assentamentos, antes mesmo de passarem o Jordão.

A Divisão da Terra (As Tribos Transjordânicas):

Como as terras conquistadas de Seom e Ogue eram excelentes para a pastagem, as tribos de Rúben, Gade e a meia tribo de Manassés (que possuíam grandes rebanhos) pediram permissão a Moisés para se estabelecerem ali, antes mesmo de cruzar o rio Jordão.

Moisés concordou com o pedido, mas impôs uma condição rígida descrita no livro de Números (capítulo 32): os homens aptos dessas tribos deveriam cruzar o Jordão armados na vanguarda do exército de Israel para ajudar as outras tribos a conquistarem Canaã. Só depois disso eles poderiam retornar e usufruir de suas propriedades na Transjordânia.

Região Conquistada                                       Tribo Assentada

Sul (antigas terras de Seom)                             Rúben e Gade

Norte (Gileade e Basã / terras de Ogue)           Meia tribo de Manassés

A duas tribos e meia receberam herança antes de atravessarem o Jordão, após escolherem as terras, para habitarem, e as conquistarem, mas isto diante de Moisés e Eleazar lhes conferia uma obrigação de defender aos seus irmãos e com eles lutarem, (as 10 tribos) na posse das terras pós-Jordão.

A distribuição as terras tinha de ser feita de acordo com a vontade divina. Isso posto, os representantes das tribos de Rúben, Gade e Manassés tiveram de pedir permissão para invadir as terras que pensavam que lhes eram apropriadas, especialmente em face do grande número de seus animais domesticados. Mas a permissão pedida só seria concedida às duas tribos e meia se elas ajudassem as demais na conquista da Terra Prometida (vs. 7).

Números 32:1-6 – ACF E os filhos de Rúben e os filhos de Gade tinham gado em grande quantidade; e viram a terra de Jazer, e a terra de Gileade, e eis que o lugar era lugar de gado. Vieram, pois, os filhos de Gade, e os filhos de Rúben e falaram a Moisés e a Eleazar, o sacerdote, e aos chefes da congregação, dizendo: Atarote, e Dibom, e Jazer, e Ninra, e Hesbom, e Eleale, e Sebã, e Nebo, e Beom, A terra que o Senhor feriu diante da congregação de Israel, é terra para gado, e os teus servos têm gado. Disseram mais: Se achamos graça aos teus olhos, dê-se esta terra aos teus servos em possessão; e não nos faças passar o Jordão. Porém Moisés disse aos filhos de Gade e aos filhos de Rúben: Irão vossos irmãos à peleja, e ficareis vós aqui?

Conhecendo as terras escolhidas - tribos de Rúben, Gade e Manassés:

Atarote - Atarote é mencionada somente neste versículo em toda a Bíblia. O nome moderno da Atarote deste versículo é Khirbet Attarus.

Dibom. No hebraico, “curso de rio”.

Jazer. No hebraico, “fortificada”. Ver Núm. 21.22.

Ninra. No hebraico, “límpida”. Essa localidade só é mencionada, com esse nome, neste versículo, fazia parte das cidades que formavam o distrito de Jazer, na terra de Gileade. É a mesma cidade chamada Bete-Ninra, no vs. 36 deste capítulo e em Jos. 13.27. Parece que ficou com a tribo de Gade. Ficava localizada perto do moderno wadi Sha’ib.

Hesbom. No hebraico, “fortim”.

Eleale. No hebraico, “Deus (El) é exaltado”.

Sebã. No hebraico, “juramento”. Não deve ser confundida com Seba. Algumas versões portuguesas dizem aqui “Sebá”. No vs. 38 deste capítulo é chamada também de Sibma.

Nebo. No hebraico, “altura”. Foi do monte Nebo (ver no Dicionário) que Moisés contemplou a Terra Prometida, embora proibido de nela entrar.

Beom. No hebraico, “senhor ou casa de On”. Talvez se trate da mesma Meom (por meio de uma variante escribal), um dos lugares próprios para pastagem, perto dos lugares anteriormente mencionados. Também é chamada de Bete- Baal-Meom, em Jos. 13.17; de Baal-Meom, em Núm. 32.38 e Bete-Meom em Jer.48.23.

Assim começou a tomada das terras prometidas. Podemos verificar que a Terra prometida ia além da tradicional Canaã.

         “Deuteronômio 1.7,8 — Voltai-vos e parti; ide à montanha dos amorreus, e a todos os seus vizinhos, e à planície, e à montanha, e ao vale, e ao Sul, e à ribeira do mar, e à terra dos cananeus, e ao Líbano, até ao grande rio, o rio Eufrates. — Eis aqui esta terra, eu a dei diante de vós;”

Esta decisão de Moisés e Eleazar trazem a noção de um futuro Estado- nação israelense. E espiritualmente mostra a noção de um Reino assentado sob a Lei de Deus e para cumprir o que Deus determinara na Aliança com seu povo.

Claro é, que jamais a palavra de Deus cairá, mais a menção traz no bojo a ideia que há uma visão nacional da dependência da ação de Deus.

A ordem é tomar posse:

Israel fica diante do Terra da Promessa e o seu líder, o incentiva a subir e tomar posse do que Deus lhes dera.

“Eis aqui esta terra, eu a dei diante de vós; entrai e possuí a terra que o Senhor jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua semente depois deles.” (Dt 1.8). 

Israel esteve a 11 passos ou dias de tomar posse da Terra, mas erros e desobediência levaram o povo passar 40 anos no deserto e a população que saiu do deserto (os pais) pereceram ao longo da caminhada. Não nos ocorra o mesmo!

Assim é conosco, quando Deus nos dá algo Ele manda tomarmos posse pois Ele garantirá nosso avanço sobre o que nos deu.

Nós também temos um Livro da Aliança, a Nova aliança no sangue de Jesus, a Bíblia Sagrada, com o Novo Testamento.

Fonte:

Dicionário Strong

Champlin AT – V1 – V2 – Deuteronômio

Apontamentos do autor

Lições CPAD 4º trimestre

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