Jacó e Esaú: irmãos em conflito
Lição CPAD 9: 31/05/2026
Subsídio Pastor e professor Osvarela
Texto Áureo: “[...] Duas nações estão no teu ventre, e dois povos
se dividirão das suas entranhas: um povo será mais forte do que o outro povo, e
o maior servirá ao menor.” (Gn 27.23).
Prática: Os
pais não devem ter preferência entre seus filhos e deve tratá-los da mesma
forma.
Leitura Bíblica
Gênesis 27.1-5,41-44.
1 — E aconteceu que, como Isaque envelheceu, e
os seus olhos se escureceram, de maneira que não podia ver, chamou a Esaú, seu
filho mais velho, e disse-lhe: Meu filho! E ele lhe disse: Eis-me aqui!
2 — E ele disse: Eis que já agora estou velho e
não sei o dia da minha morte.
3 — Agora, pois, toma as tuas armas, a tua
aljava e o teu arco, e sai ao campo, e apanha para mim alguma caça,
4 — e faze-me um guisado saboroso, como eu
gosto, e traze-mo, para que eu coma, e para que minha alma te abençoe, antes
que morra.
5 — E Rebeca escutou quando Isaque falava ao
seu filho Esaú; e foi-se Esaú ao campo, para apanhar caça que havia de trazer.
41 — E aborreceu Esaú a Jacó por causa daquela
bênção, com que seu pai o tinha abençoado; e Esaú disse no seu coração:
Chegar-se-ão os dias de luto de meu pai; então, matarei a Jacó, meu irmão.
42 — E foram denunciadas a Rebeca estas palavras
de Esaú, seu filho mais velho; e ela enviou, e chamou a Jacó, seu filho menor,
e disse-lhe: Eis que Esaú, teu irmão, se consola a teu respeito, propondo-se
matar-te.
43 — Agora, pois, meu filho, ouve a minha voz:
levanta-te e acolhe-te a Labão, meu irmão, em Harã;
44 — e mora com ele alguns dias, até que passe o
furor de teu irmão.
Objetivos da Lição:
I) Enfatizar que o nascimento de Esaú e Jacó foi
resposta das orações de Isaque;
II) Mostrar que Esaú fez pouco de sua primogenitura e a
vendeu;
III) Expor que Rebeca induziu Jacó ao pecado.
Texto Base Introdutório:
Gênesis 25:21-27 “E Isaque
orou insistentemente ao Senhor por sua mulher, porquanto era estéril; e o
Senhor ouviu as suas orações, e Rebeca sua mulher concebeu. E os filhos lutavam dentro dela; então disse: Se
assim é, por que sou eu assim? E foi perguntar ao Senhor. E o Senhor lhe disse:
Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas,
e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.
E cumprindo-se os seus dias para dar à luz, eis gêmeos no seu ventre. E
saiu o primeiro ruivo e todo como um vestido de pelo; por isso chamaram o seu
nome Esaú. E
depois saiu o seu irmão, agarrada sua
mão ao calcanhar de Esaú; por isso se chamou o seu nome Jacó. E era Isaque da idade de sessenta anos quando os gerou. E cresceram os meninos, e Esaú foi homem
perito na caça, homem do campo; mas Jacó era homem simples, habitando em
tendas.”
אדמני -’admoniy- אדמוני -’admowniy; adj. vermelho, ruivo (referindo-se a Esaú
quando criança)
A oração de Isaque foi ouvida e Deus abriu a madre de
Rebeca:
יעקב - Ya ‘ aqob, grego -
Ιακωβ; n. pr. m. Jacó = “aquele que segura o calcanhar” ou “suplantador”; filho
de Isaque, neto de Abraão, e pai dos doze patriarcas das tribos de Israel
Exórdio:
A história dos netos de Abrão, o grande patriarca hebreu, é a
nossa base deste estudo.
Sem dúvida, alguma, é uma história vivenciada com drama
desde a geração, que já foi um milagre, como o nascimento e geração de seu pai,
Isaque, pois assim como a avó Sara, a mãe deles era estéril, o que provocou a
intensa intervenção do pai que desde os seus quarenta anos, idade com casou com
Rebeca, agora em seus sessenta anos de idade, entrou em guerra, em oração até ser ouvido e atendido, com a
notícia da gravidez – “e o Senhor ouviu as suas orações,
e Rebeca sua mulher concebeu.” – .
A gravidez inicia-se com uma conturbada movimentação no
ventre da mão, Rebeca, de tal forma que ela mesma, sem ter expertise em gerar, entendeu
que havia algo estranho acontecendo em seu ventre, no que fora revelada por
Deus, o que estava ocorrendo, ali na revelação, Deus fala da presente geração em
andamento, e do futuro dos gêmeos:
– “Rebeca
sua mulher concebeu. E os filhos lutavam dentro
dela; então disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi perguntar ao
Senhor. E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se
dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro
povo, e o maior servirá ao menor.” –
A geração gemelar aponta e confirma a promessa dada ao avô
de ambos, Abraão: – “Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e
chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei a minha
aliança, por aliança perpétua para a sua descendência depois dele. [...] A minha aliança, porém,
estabelecerei com Isaque, ...” Gênesis
17:19-21
Dois povos sendo gerados - Duas
nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas
Duas personalidades diferentes e díspares – “Esaú foi homem perito
na caça, homem do campo; mas Jacó era homem simples, habitando em tendas.”
Significado de cada personalidade:
– Jacó, homem
simples - (hebr., ‘cuidava do rebanho’);
– Esaú – “perito
caçador e homem do campo; um "homem dos campos" (mais
literalmente das estepes)”; aventureiro, impulsivo, voltado
para o exterior e para o imediato.
Decidindo o futuro de ambos - e o
maior servirá ao menor
A grande questão desde o nascimento dos meninos era quem teria
o direito a benção familiar, pois o primogênito detinha direitos maiores que o
segundo filho, assim Esaú teria direito a 50% da herança e a garantia da benção
patriarcal.
O primogênito seria representante oficial da família, ou
clã, diante da sociedade, incluindo direitos de determinar decisões diante daquela
sociedade.
Dt 21.16,17 embasa a
situação vivida pelo clã abraâmico e toda questão da revelação a Abrão e sua
esposa, Sara, e sua concubina, Agar. Este texto nos ensina sobre o direito do primogênito,
mais uma vez a revelação e escolha e determinação divina se sobrepõe a lei, que
servira e fora dada para embasara a ordem dentro das famílias e seus herdeiros,
Deus cria situações especiais para seus plano se concretizarem, pois é o
Soberano.
– “Será
que, no dia em que fizer herdar a seus filhos o que tiver, não poderá dar a primogenitura ao filho da
amada, preferindo-o ao filho da desprezada, que é o primogênito. Mas ao filho
da desprezada reconhecerá por primogênito, dando-lhe dobrada porção de tudo
quanto tiver; porquanto aquele é o princípio da sua força, o direito da
primogenitura é dele.”
“E saiu o primeiro ruivo e todo como um vestido de pelo;” Gênesis
25:25
Embora, Esaú e Jacó fossem gêmeos (os filhos
lutavam dentro dela;), mas, por ter saído
primeiro do ventre de Rebeca era o primogênito, mas sobre ele estava a sentença
divina – “o maior servirá ao menor”.
Aqui se encontra
um ponto fulcral da posição de Esaú e Jacó:
– ao primogênito
era dada a autoridade sobre os mais novos;
Bençãos espirituais do primogênito:
O primogênito – seria o sucessor espiritual da família, ou
seja, o sacerdote da família;
Era consagrado de maneira especial ao Senhor;
No caso da aliança de Deus com o avô Abraão e a confirmação
ao seu filho Isaque, o pai seria a continuidade da linhagem messiânica;
A decisão – trágica – de Esaú:
“E amava Isaque a Esaú, porque a caça era de seu
gosto, mas Rebeca amava a Jacó. E Jacó cozera um guisado; e veio Esaú do campo,
e estava ele cansado; E disse Esaú a Jacó: Deixa-me, peço-te, comer desse
guisado vermelho, porque estou cansado. Por isso se chamou Edom. Então
disse Jacó: Vende-me hoje a tua primogenitura. E disse Esaú: Eis que
estou a ponto de morrer; para que me servirá a primogenitura? Então
disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó.
E Jacó deu pão a Esaú e o guisado de lentilhas; e ele comeu, e bebeu, e
levantou-se, e saiu. Assim desprezou Esaú a sua primogenitura.” Gênesis
25:28-34
Muito embora, Deus tenha determinado a troca da força do primogênito,
de ventre, Esaú, muito amado pelo pai Isaque, como o primogênito
saído do ventre de Rebeca, foi agente da
própria mudança dos direitos e bençãos determinadas pela tradição entre os orientais.
Assim ele foi agente de sua própria perda dos direitos e
bençãos, muito embora, não tenha ficado sem nenhuma benção (destarte a benção
de ser filho de Isaque e neto de Abrão, já fosse abençoado desde o nascimento),
mas veremos quanto as benção abraâmica principais (gerar nações, ser partícipe
da geração messiânica e outras).
“Porém Abraão deu tudo o que tinha a
Isaque; E Isaque e Ismael, seus filhos, sepultaram-no na cova de
Macpela.” Gênesis 25:5;9
“para que me servirá a primogenitura?”
Esaú fez uma troca desproporcional ao desprezar todo o peso
de uma primogenitura por:
- um prato de comida pela primogenitura - De maneira
desproporcional ele troca a primogenitura e todos os benefícios advindos dela e
até mesmo a oportunidade única ao nascer, por uma troca pelo alimento consumido
em minutos, ele foi imediatista.
- perdeu uma benção espiritual eterna que se afetaria as
gerações futuras;
Este é um
dos dramas mais pungentes das Escrituras Veterotestamentárias!
“Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e
de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se
contaminem. E ninguém seja fornicador, ou profano, como Esaú, que por uma
refeição vendeu o seu direito de primogenitura. Porque bem sabeis que, querendo
ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de
arrependimento, ainda que com lágrimas o
buscou.” Hebreus 12:15-17
A atitude, desprezível, de Esaú foi motivo de discussões doutrinarias neotestamentárias,
pois, ele na realidade se privou da ação da Graça divina, que já estava disponível, desde a Criação e nos idos de seus pais, antes a lei Mosaica, e ele foi motivo desprezo, entre os
hebreus, sendo, ele, classificado com fornicário e profano – “ninguém seja fornicador, ou profano,
como Esaú, que por uma refeição vendeu o seu direito de primogenitura.”
Veja a etimologia sobre ser fornicador: πορνος – pornôs
de pernemi (vender); n. m. homem que prostitui seu corpo à
luxúria de outro por pagamento; fornicador;
Etimologia dá ênfase a
situação, na qual Esaú se colocou:
הל - chol; n. m.
profanidade, usualidade, ímpio, profano, comum, areia;
ανοσιος - anosios; adj.
profano, ímpio, mau, ou não santificado,
comum, lugar público; referindo-se a seres humanos: incrédulo, sem religião.
“E apareceu-lhe o
Senhor: ...;e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei todas estas
terras, e confirmarei o
juramento que tenho jurado a Abraão teu pai; E multiplicarei a tua descendência como as estrelas
dos céus, e darei à tua
descendência todas estas terras; e por meio dela serão
benditas todas as nações da terra;”
Gênesis 26:2,3,4
Na realidade Esaú tornou a primogenitura como coisa profana,
agiu naquela situação como um ímpio, como um homem mau, desconsiderando todas
as bençãos prometidas a casa de Abraão e confirmadas a seu pai Isaque, fruto da
Graça de Deus, que escolhera entre tantos homens a seus descendentes para a ação
salvífica e messiânica, o que desagradou a Deus e tornou a situação do pai Isaque
trágica, pela guerra iniciada entre os seus filhos.
Logo ele, que fora pedido a Deus e concedido, junto com Jacó,
como um milagre pactual, agiu como um incrédulo, pois certamente Isaque já
revelara todos os acontecimentos familiares desde a época de seu avô e como
Deus lhe concedera os dois para dar continuidade a promessa de gerar deles
nações e povos.
Os pais não devem ter preferência entre seus
filhos e deve tratá-los da mesma forma.
A ação de Rebeca foi trágica e indutora para
que Jacó completasse seu plano de obter a benção de seu pai. Afinal o velho
Isaque estava próximo ao final de seus dias.
Gênesis 27.1-5. — E aconteceu que, como Isaque envelheceu, e
os seus olhos se escureceram, de maneira que não podia ver, chamou a Esaú, seu
filho mais velho, e disse-lhe: Meu filho! E ele lhe disse: Eis-me aqui! — E ele disse: Eis que já agora estou velho e
não sei o dia da minha morte.
— Agora,
pois, toma as tuas armas, a tua aljava e o teu arco, e sai ao campo, e apanha
para mim alguma caça,
— e faze-me
um guisado saboroso, como eu gosto, e traze-mo, para que eu coma, e para que
minha alma te abençoe, antes que morra. — E Rebeca escutou quando Isaque falava ao
seu filho Esaú; e
foi-se Esaú ao campo, para apanhar caça que havia de trazer.
Hora de agir no plano pecaminoso e enganador:
– “Rebeca disse a Jacó o que tinha escutado e,
por meio de uma fraude, planejou enganar Isaque para que Jacó ficasse com a
bênção da primogenitura. Rebeca cozinhou dois cabritos para Isaque. Com a pele
dos animais cobriu as mãos e o pescoço de Jacó. Pegou a roupa de Esaú e
colocou-a no filho mais novo. Este se foi ao pai levando a comida e os pães
preparados por Rebeca. Ao tocá-lo, Isaque percebeu que o pescoço e as mãos eram peludos como os
de Esaú, assim como o cheiro de sua roupa era de seu filho mais velho, embora o
tom da voz fosse de Jacó. Então, o abençoou: “Deus te dê do orvalho do céu, e da exuberância da
terra, e fartura de trigo e de mosto. Sirvam-te os povos, e nações te
reverenciem; sê senhor de teus irmãos, e os filhos de tua mãe se encurvem a ti;
maldito seja o que te amaldiçoar, e abençoado o que te abençoar” (Gn 27: 27-29).
Isaque mostra total conhecimento da questão
da primogenitura, abençoando a Jacó pensando ser Esaú, ele concede a benção do primogênito
ao enganador Jacó, mas neste ato, cônscio e Isaque estava desconsiderando a mensagem dada a eles como pais, que o maior serviria ao menor, Esaú, portanto, não deveria receber a benção da primogenitura, mas Isaque amava a Esaú e deixou seu coração decidir contra a promessa dos gêmeos.
- chuva para suas plantações
- Terra excelente exuberante para seu plantio
e gado
- Fartura do trio (pão) e do mosto (alegria)
- submissão das nações e povos;
- a autoridade da primogenitura sobre os seus
irmãos menores;
O que vemos é que houve um hiato temporal, entre o desagradável
episódio da venda, ou troca, da primogenitura de Esaú, agora a trágica situação continua a se desenrolar, com
ambos já maiores em idade, Jacó e Rebeca tramam como completar a transmissão da
benção da primogenitura a Jacó.
Amar a filhos de maneira idêntica é a maneira correta. Não devemos
privilegiar a um em detrimento a outro, muito embora, possam parecer e agir
diferente do comportamento que os pais achem ideal, eles são filhos dos mesmos
ventres.
“Isaque da idade de sessenta anos quando os gerou. E
cresceram os meninos, [...] E amava Isaque a Esaú, porque a caça era
de seu gosto, mas Rebeca amava a Jacó.” Gênesis 25:26-28
Cabe aqui, uma análise: Rebeca ouvira de Deus que – “o Senhor
lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas
entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior
servirá ao menor.” – certamente
ela acaba agindo como a sua sogra, Sara, a qual não conhecera e age para fazer se
cumprir o que ouvira de Deus colocando sua preferência por Jacó em ação.
A ação humana não pode servir de aio à ação e determinação
divina! Rebeca agiu assim:
— Gn. 27.5 — E Rebeca escutou quando Isaque falava ao
seu filho Esaú
– quando ouviu o, agora, velho e quase cego Isaque
pedir um guisado especial a seu estimado e preferido filho ela achou que era a
hora para completar a decisão divina do menor assumir sobre o maior.
Jacó e Rebeca tomaram vantagem de sua fraqueza física para
sobrepujar a fragilidade moral de Isaque
alentada pela velhice, que esqueceu-se, aparentemente das conhecidas promessas de
Deus a Jacó, ainda na geração dos filhos gemelares!
Isaque agiu pelo sentimento de gostar mais da vida e forma de
viver de Esaú e esqueceu-se das promessas, acabava dando, com seu ato apoio
moral ao erro, conhecido da venda da primogenitura e se igualou as atitudes de
Esaú e Jacó!
A coautora do pecado: Rebeca invocou até a maldição advinda da mentira
para induzir Jacó ao pecado!
“Então disse Jacó a Rebeca, sua mãe: Eis que
Esaú meu irmão é homem cabeludo, e eu homem liso; Porventura me apalpará o meu
pai, e serei aos seus olhos como enganador; assim trarei eu sobre mim maldição,
e não bênção. E disse-lhe sua mãe: Meu filho,
sobre mim seja a tua maldição; somente obedece à minha voz, e vai, traze-mos. E foi, e tomou-os, e trouxe-os a
sua mãe; e sua mãe fez um guisado saboroso, como seu pai gostava. Depois tomou
Rebeca os vestidos de gala de Esaú, seu filho mais velho, que tinha consigo em
casa, e vestiu a Jacó, seu filho menor; E com as peles dos cabritos cobriu as
suas mãos e a lisura
do seu pescoço; E deu o
guisado saboroso e o pão que tinha preparado, na mão de Jacó seu filho.” Gênesis
27:11-17
Lastimável decisão que trouxe a guerra
familiar para dentro da casa do casal.
Quando Esaú voltou e descobriu a fraude, se
entristeceu. Passou a odiar o irmão e planejou matá-lo.
Gn. 27. 41,43 — E
aborreceu Esaú a Jacó por causa daquela bênção, com que seu pai o tinha abençoado;
e Esaú disse no seu coração: Chegar-se-ão os dias de luto de meu pai; então,
matarei a Jacó, meu irmão. — E
foram denunciadas a Rebeca estas palavras de Esaú, seu filho mais velho;
e ela enviou, e chamou a Jacó, seu filho menor, e disse-lhe: Eis que Esaú,
teu irmão, se consola a teu respeito, propondo-se matar-te. — Agora, pois, meu filho, ouve a minha voz: levanta-te
e acolhe-te a Labão, meu irmão, em Harã;
Rebeca, para proteger Jacó, lhe contou das
intenções do irmão e o aconselhou a deixar sua casa e partir para a terra de
seu tio Labão (irmão de Rebeca) em Harã.
Intervenção humana pode separar famílias.
E levou a separação da família com a ira do maior
sobre Jacó e até a promessa de tirar a vida do irmão. Tragédia com ajuda de
cada lado dos pais.
“Ora, sendo Esaú da idade de quarenta anos,
tomou por mulher a Judite, filha de Beeri, heteu, e a Basemate, filha de Elom,
heteu. E estas foram para Isaque e
Rebeca uma amargura de espírito.” Gênesis 26:34,35
Mesmo com todos os erros de Jacó, parece que
Isaque entendeu o que estava acontecendo, já que Esaú ainda mais, se mostrava com
a mesma índole pela qual vendera sua primogenitura e ao casar-se com mulher
hetéia, ele desagradar a sua mãe de tal forma que esta, se tornara amargurada e
enfadada.
Recuperando a posição espiritual coma benção a
Jacó:
Nem Isaque, nem Rebeca queriam que Jacó se
casasse com mulher cananéia como Esaú tinha feito.
Assim, Isaque quis que Jacó tomasse por esposa
alguém da casa de Rebeca e ele abençoou mais uma vez o filho (Gn 28: 3-4) com a
bênção de Abraão (Gn 17: 4-8):
- a bênção da descendência, da prosperidade e da intimidade com
Deus. -
Jacó rumou para Padã-Arã à casa de Labão,
irmão de Rebeca, filha de Betuel.
Conclusão:
Jacó não fez
por merecer suas bênçãos, pois o Senhor já o havia designado para patriarca do
Seu povo escolhido. Agindo ou não do jeito que agiu, ele herdaria a bênção da
primogenitura, pois isto, já fora lhe determinado. Agiu como muitos de nós, na
força do seu braço e sua mãe o ajudou e insuflou no seu erro.
Pais, não escolham um filho preferido, nem
mesmo quando há sobre um uma promessa, deixemos Deus agir, pois Ele sabe como e
em qual tempo as suas promessas serão colocadas em evidência na vida do escolhido
e trarão benção a todo o núcleo familiar.
Fonte:
Personagens
Bíblicos – Jacó – ministério seara agape
Saara ágape – personagens bíblicos
Dicionário Strong
Bíblia ARC - Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil (SBTB).
Citações no corpo do texto
Lições CPAD – EBD 2] trimestre 2026
Rebeca e Jacó erraram ao enganar Isaque? Gary North



