sexta-feira, fevereiro 20

O Deus Espírito Santo Lição 8 CPAD - 22 de fevereiro de 2026

O Deus Espírito Santo

Lição 8 CPAD - 22 de fevereiro de 2026

Subsídio do Pastor e professor Osvarela

Texto

E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre.” (Jo 14.16).

Prática

O Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Trindade, plenamente divino, atuando como Consolador, Ensinador e Santificador da Igreja.

Leitura Bíblica

João 14.25-31.

25 — Tenho-vos dito isso, estando convosco.

26 — Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.

27 — Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.

28 — Ouvistes o que eu vos disse: vou e venho para vós. Se me amásseis, certamente, exultaríeis por ter dito: vou para o Pai, porque o Pai é maior do que eu.

29 — Eu vo-lo disse, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.

30 — Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo e nada tem em mim.

31 — Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui.

Objetivos da Lição: 

I) Mostrar que o Espírito Santo é uma Pessoa, distinta, mas coigual ao Pai e ao Filho;

II) Evidenciar a plena divindade do Espírito Santo e seus atributos;

III) Ressaltar as principais obras do Espírito Santo: encarnação, ressurreição e santificação.

INTRODUÇÃO:

O Espírito Santo, como O Pai, e O filho é aionios, ou seja, é Eterno.

O estudo da Trindade é composto de três linhas, conforme nosso entendimento, e no que acreditamos nesta Doutrina Teológica.

A Pessoa do Espírito Santo é a que, embora, presente desde o primeiro texto no Genesis, é a que menos, aparentemente, tem informações sobre sua pessoa. Embora, haja sempre em todos os momentos desde o Princípio Eterno como Deus, que é.

“E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção.” Efésios 4:30

É a Terceira Pessoa da Trindade com características pessoais, como ciúmes, desagrado, tristeza e outras características que iremos aprender ao longo deste subsídio, como o Filho aparece de várias maneiras ou é apresentado de varias formas e nomes nas Escrituras.

“Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, ...” Atos 5:3

Também houve muita dificuldade de entende-la como Uma Pessoa, sendo muitas vezes confundida propositadamente ou não, como uma força, como uma manifestação.

Mas, o Espírito do Senhor age em todas a páginas das Escrituras, em todos os eventos bíblicos e mormente de forma presente e universal, a partir da manifestação da Igreja ao mundo.

Nos Escritos Neotestamentários é manifesto claramente como a pomba que sobrevoa no momento do batismo do Filho Jesus O Cristo.

Agente motor e importante na manutenção do Universo, Ele tem o poder do convencimento e tem nas suas revelações aos homens, a atividade de apresentar e falar do que ouviu da Trindade em toda a Verdade!

“E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade.” 1 João 5:6

Atua na Advocacia divina, e age como Paracleto de Jesus Cristo.

Como pessoa tem sentimentos que compartilha conosco e tem toda a característica divina, entre elas as mais conhecidas e difundidas quanto a Deus, assim tem: Onisciência, Onipotência, Onipresença!

“Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus.” 1 Coríntios 2:12

Espírito Santo, é Ele quem reage a certos atos praticados pelos seres humanos. Os principais são o intelecto, a emoção e a vontade, entre os demais. O Espírito é inteligente e raciocina (1Co 2.10,11; Rm 8.27);

Ele tem emoção e sensibilidade, pois ama e pode se entristecer (Rm 15.30; Ef 4.30);

É volitivo, isto é, tem vontade própria. Ele não permitiu que Paulo com sua comitiva se dirigissem à Bitínia (At 16.7).

O Espírito Santo distribui os dons espirituais conforme a Sua vontade: “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer” (1Co 12.11) ou “distribuindo a cada um particularmente como lhe apraz” (TB — Tradução Brasileira).

No Plano da Salvação tem papel fundamental, como O Pai e O Filho.

Declaração de fé das AD’s – CGADB:

“O Pai planejou a redenção, e o Filho, ao ser enviado ao mundo, realizou-a. Quando o Filho retornou ao céu, o Espírito Santo foi enviado pelo Pai e pelo Filho para ser o Consolador e Ensinador.”

Como conhecedor e agente da Salvação age no convencimento do pecado, e da justiça, afim de levar o homem a entender a necessidade salvífica da Obra do Filho, no Plano da Salvação por esta ação dá liberdade de livre arbítrio e o homem não pode ser acusado de desconhecer a Voz divina que o chama à Salvação.

“E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.” João 16:8

Tem como pessoa divina, Obras que realiza em toda a extensão da ação divina, seja inerente a Humanidade, ao Cosmo e ao Universo.

Na Obra da Igreja sua ação é fundamental na expansão do Evangelho: “E, quando chegaram a Mísia, intentavam ir para Bitínia, mas o Espírito não lho permitiu” Atos 16:7

Sua ação na manifestação da Igreja, enviado pelo Pai, a pedido do Filho foi a Obra de preparação com revestimento de poder para anunciação e luta contra a potestades que tentariam impedir o crescimento da Igreja e Sua ação é fundamental para crescimento, mantença e futuro da Igreja, até aos nossos dias.

“E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado.” João 7:39

Da Sua manifestação e interiorização nos indivíduos no AT, quando tomava a vida de alguns, até ao Dia de Pentecostes quando Sua presença se interioriza na vida de todo que crer e aceita Jesus como Salvador, O Espírito Santo agora mora em nós.

“Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” 1 Coríntios 3:16

“Então o Espírito do Senhor tão poderosamente se apossou dele” Juízes 14:19

Etimologia:

πνευμα - pneuma; n. n. terceira pessoa da trindade, o Santo Espírito, co-igual, coeterno com o Pai e o Filho - algumas vezes mencionado de um modo que enfatiza sua personalidade e caráter (o Santo Espírito) - vezes mencionado de um modo que enfatiza seu trabalho e poder (o Espírito da Verdade) - nunca mencionado como uma força despersonalizada; espírito que dá vida; um movimento de ar (um sopro suave); do vento; daí, o vento em si mesmo; respiração pelo nariz ou pela boca.

“Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus;” Atos 7:55

πνευματικος – pneumáticos;adj. que pertence ao Espírito Divino - de Deus, o Espírito Santo - alguém que está cheio e é governado pelo Espírito de Deus - relativo ao vento ou à respiração; ventoso, exposto ao vento, que sopra. - espiritualmente: i.e., pela ajuda do Santo Espírito;

παρακλητος - parakletos; n. m. chamado, convocado a estar do lado de alguém, esp. convocado a ajudar alguém; alguém que pleiteia a causa de outro diante de um juiz, intercessor, conselheiro de defesa, assistente legal, advogado; pessoa que pleiteia a causa de outro com alguém, intercessor; de Cristo em sua exaltação à mão direita de Deus, súplica a Deus, o Pai, pelo perdão de nossos pecados; no sentido mais amplo, ajudador, amparador, assistente, alguém que presta socorro; do Santo Espírito, destinado a tomar o lugar de Cristo com os apóstolos (depois de sua ascensão ao Pai), a conduzi-los a um conhecimento mais profundo da verdade evangélica, a dar-lhes a força divina necessária para capacitá-los a sofrer tentações e perseguições como representantes do reino divino.

O termo grego paraklētos vem da preposição pará, “ao lado de, próximo”, e do verbo kaléō, “chamar, convocar”, de modo que essa palavra significa “defensor, advogado, intercessor, auxiliador, ajudador”. O Paracleto, então, é o Consolador.

αλλος - allos; adj. outro, diferente

αιωνιος - aionios; adj. sem começo e nem fim, aquilo que sempre tem sido e sempre será; sem começo; sem fim, nunca termina, eterno

DISCURSO:

Entendendo a Teologia da Trindade didaticamente:

"A Teologia é a gramática do Espírito Santo." - Martinho Lutero.

Primeiro - temos a Teontologia é o ‘locus’ (área de estudo) da teologia sistemática que trata do estudo de Deus e, especificamente, de Deus Pai.

Segundo – temos a Cristologia

Terceiro – temos a Pneumatologia, demonstrando a pessoalidade do Espírito Santo na Trindade, de tal forma, que há como estudar suas características, atributos, como uma pessoa divina.

A Trindade é apresentada numa - Pericorese:

É importante entender a posição do Espírito Santo como parte uma na Trindade.

Alguns termos podem ou tentam dar explicação a esta posição, entre eles, o termo pericorese.

Da etimologia do latim: O termo usado para explicar a comunhão das Pessoas da Trindade é pericórese (latim, circumincessio). O sentido seria o fato de envolver – circum – e entrar numa profunda intimidade. Cada membro da Trindade, em algum sentido, habita no outro, sem diminuição da total pessoalidade de cada um.

Base Bíblica e Teológica: Frequentemente associada à oração de Jesus em João 17:21 ("que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti") e João 14:10.

Da etimologia no Grego: A palavra pericorese – περιχώρησις vem de duas palavras gregas, peri, que significa "em torno de" e chorein, que significa "ceder" ou "dar lugar". Pode ser traduzida como "rotação" ou "uma volta ao redor". Pericorese não é encontrada no Novo Testamento em grego, mas é um termo teológico usado em três contextos diferentes.

Pericorese é vista na oração de Jesus em João 17:1: "Depois de falar essas coisas, Jesus levantou os olhos ao céu e disse: Pai, chegou a hora. Glorifica teu Filho, para que também o Filho te glorifique". Comparamos isso com João 16:14, onde Jesus diz que o Espírito Santo "Me glorificará". Assim, o Espírito Santo glorifica o Filho, o Filho glorifica o Pai e o Pai glorifica o Filho. As relações amorosas dentro da Trindade resultam nas Pessoas da Trindade glorificando umas às outras.

Quem é O Espírito Santo?

Mencionado desde a primeira linha das Escrituras, juntamente apresentado na Palavra Elohim e desde sempre trabalhando em conjunto com O Pai e O Filho no segundo versículo:

Genesis 1.1 No princípio criou Deus os céus e a terra.2 E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.

1 Εν αρχη εποιησεν ο Θεος τον ουρανον και την γην.2 Η δε γη ητο αμορφος και ερημος· και σκοτος επι του προσωπου της αβυσσου. Και πνευμα Θεου εφερετο επι της επιφανειας των υδατων.

1 בְּרֵאשִׁית בָּרָא אֱלֹהִים אֵת הַשָּׁמַיִם וְאֵת הָאָֽרֶץ ׃

2 וְהָאָרֶץ הָיְתָה תֹהוּ וָבֹהוּ וְחֹשֶׁךְ עַל ־ פְּנֵיתְהוֹםוְרוּחַאֱלֹהִיםמְרַחֶפֶתעַל ־ פְּנֵיהַמָּֽיִם ׃

O verbo “criou” está no singular, e o sujeito Elohim, “Deus”, no plural, o que revela uma pluralidade na deidade.

Espírito Santo não é uma parte da Divindade, mas, sim, Deus em toda a sua plenitude e, por isso mesmo, é incriadoautoexistente e absolutamente autônomo.” Declaração de Fé das Assembleias de Deus - CGADB

Escrever sobre o Espírito Santo é uma importante missão no estudo da Trindade.

conhecido pelos crentes pelo nome singular de Espírito Santo, O Consolador tem outros nomes e títulos mencionados nas Escrituras (devemos reconhecer que O Pai e O Filho, também têm a diversidade de nomes e títulos):

Espírito de Deus, Espírito do Senhor, Espírito de Jesus, Espírito de Cristo, Espírito da Graça, Espírito da Glória, Espírito de Vida, Consolador e Espírito da Verdade.

Também podemos descrever conforme a relação e inspiração junto a nós:

Relacional com o Homem em nome em seus atos:

O Consolador (João 14.26, João 15, 15.26, 16.7 e comparar com 1ª João 2.2).

Santo Espírito da Promessa (Efésios, 1. 13 e Atos 1.4);

Espírito da Verdade (João, 15.26, 14.17, 16.13 e 1ª João, 4.6 e 5.6);

Espírito Purificador, (Isaias, 4.4 e Mateus 3. 11);

Espírito da Vida (Romanos 8.2);

Espírito da Graça (1ª Pedro 4.13 e 14 e Efésios 3.16-19 e Romanos 8.16-17);

A diversidade de nomes pode ser apresentada de forma intercambiável como apresentação ou definição de Deus nas Escrituras.

Deus pleno como O Pai e O Filho e com atribuições de divindade desde a Eternidade compreensiva, com limitações à mente humana.

O Espírito Santo é um ser auto-existente, existente na premissa do princípio que chamamos de: “Principium essendi”. Ou seja, Princípio existente ou auto existência.

 No estudo da teologia reformada, o principium essendi de todas as coisas é Deus, o criador.

Pericorese é usada no contexto da Santíssima Trindade para denotar uma interpenetração das pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Cada pessoa permanece distinta das outras, mas participa plenamente em seu Ser e ação como um.” Thiselton, Anthony C. The Thiselton Companion to Christian Theology. Grand Rapids, MI; Cambridge, Reino Unido: William B. Eerdmans Publishing Company, 2015.

As atividades-Obras do Espírito Santo:

No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.” Gênesis 1:1,2

No Universo: “Pelo seu Espírito ornou os céus” (Jó 26.13); e na criação: “Envias o teu Espírito, e são criados, e assim renovas a face da terra” (Sl 104.30);

Assim como O Filho e O Pai, O Espírito Santo tem sob sua atuação no mundo espiritual e até mesmo no mundo físico, atividades geradas pelas suas Obras. As Escrituras apresentam estas obras do Espírito, que se iniciaram antes mesmo da Criação da Terra, quando esta era sem forma e vazia, como relata o livro do Genesis. A inspiração das letras sagradas é obra do Espírito Santo soprando a Palavra aos escritores, usando a capacidade e a relação com Ele, para que escrevessem, ao ouvirem a Sua fala verbalizada.

Ao longo das páginas das Escrituras O Espírito Santo vai atuando com sua Obras, chegando a Plenitude temos a sua Obras em manifesta ação junto a Igreja e na ação da vida do Filho, na encarnação, na sua morte e ressurreição e seu derramamento sobre os da Igreja, no Dia de pentecostes.

Na Salvação:

Na Plenitude dos tempos, O Filho encarna como homem, no ventre de Maria, isto se deu por Obra do Espírito Santo.

1-    Na Encarnação:

Atuou na encarnação e revelou a chegada do Filho encarnado. A atuação na encarnação é um dos mistérios de fé, gerando um menino pela sua ação divina Criadora de vida, por isto é chamado de Espírito de vida.

A encarnação é o mais profundo de todos os mistérios e o milagre no que todos os outros milagres estão ocultos…” (J. Stuart Holden, The Price of Power [O Preço do Poder], p. 49)

Foi pela concepção do Espírito Santo que o eterno Filho de Deus se tornou o Filho do Homem; e

1. é claro que o nascimento virginal possibilitado pelo Espírito Santo era necessário para preservar o Messias de toda impureza do pecado;

2. O nascimento virginal não criou uma pessoa, mas um corpo e uma natureza humana;

3. esta natureza humana era da substância de Maria, única e sobrenatural, constituída por todos os elementos de nossa própria natureza humana;

4. A natureza humana de Cristo sofreu o processo de desenvolvimento exato de crescimento físico, crescimento racional e crescimento moral como qualquer outro ser humano;

5. Deus encarnado foi formado pelo Espírito Santo.

Anunciou a chegada e o momento do nascimento do menino Deus encarnado.

“José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo; E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.” Mateus 1:20,21

Antes do Nascimento. Simeão, sobre quem o Espírito Santo estava (prova de que O Espírito nunca deixou de agir) é avisado por divina revelação, pelo Espírito Santo. da chegado de Jesus, informado que o Espírito Santo agiria para este acontecimento único no Universo, e assim o mesmo Espírito o levou ao Templo.

“Havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem era justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. E fora-lhe revelado, pelo Espírito Santo, que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor. E pelo Espírito foi ao templo, ...” Lucas 2:25-27

No Batismo:

2-    No momento da revelação de Jesus para iniciar seu ministério, como ocorrera com Simeão, João O Batista, fora avisado como saberia quem era o Filho, como ele mesmo anuncia, O Cordeiro de Deus, preparado para Obra da Salvação e anunciado ao mundo, na plena manifestação da Trindade.

“E João testificou, dizendo: Eu vi o Espírito descer do céu como pomba, e repousar sobre ele. E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo.” João 1:32,33

A descida do Espírito Santo sobre Cristo (sob a forma corpórea e visível de uma pomba), é significada a unção para o Seu tríplice ofício de Profeta, Sacerdote e Rei;

Esta unção também foi Sua ordenação em Seu tríplice obra de Profeta, Sacerdote e Rei.

No Ministério de Jesus:

Para entender a ação do Espírito Santo e a relação no ministério de Jesus é importante entender: “Cristo, possuía o Espírito Santo plenamente, sem medida. A relação entre Cristo e o Espírito Santo é necessariamente definida pela união hipostática das duas naturezas de Cristo.” 

Sua revelação como O Messias e sua atividade, na sinagoga de Sua cidade natal em Nazaré;

“E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito: O Espírito do Senhor está sobre mim,” Lucas 4:17,18

Quando Ele se levanta para ler as Escrituras Sagradas (sendo Ele um rabino), Jesus interrompe o calendário normal de leitura do dia de Sabbath voltando-se deliberadamente para Isaías 61:1-3, a passagem profética que informa que o Messias seria ungido com o Espírito de Deus.

Ao concluir a leitura, Jesus entrega o pergaminho de volta ao atendente e anuncia: “Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos”.

O Messias começa Seu ministério sob a unção do Espírito Santo, o que é confirmado por Lucas em Atos 10:38: “…Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele”.

Obra do Espirito Santo na vida de Jesus:

Na concepção

No início do ministério e apresentação a todos no Batismo

No momento pós batismo no deserto

Como anunciador de Boas Novas

Na realização dos Milagres

Na Redenção

No momento mais agudo:

         Expiação e Ressurreição

Sua vitória sobre a tentação, que foi real e intensa, não estava no poder de Sua divindade essencial, mas na unção e no poder do Espírito Santo sobre Sua humanidade.

Diferente de Simeão (o Espírito Santo estava sobre ele), Jesus é apresentado como CHEIO, esta é a nova atividade do Espírito Santo pós Plenitude e encarnação do Verbo!

“E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto;” Lucas 4:1

Seu início do ministério evangélico (Lucas 4:14-21, “Então, pela virtude do Espírito, voltou Jesus para a Galiléia…”)

Após os quarenta dias de tentação no deserto, Lucas nos informa de forma pungente que Jesus voltou, não pela Sua própria, mas “pela virtude do Espírito”, ou seja, impulsionado pelo Espírito;

Jesus em alguns momentos de seu ministério teve embates, tristezas, mas em um momento ele se alegrou, e esta alegria fora através do Espírito Santo:

“Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado” Lucas 10:21

Na Expiação e Ressurreição:

Sua expiação (Hebreus 9:13-14: “que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus”)

Para entender devemos nos lembra da concepção virginal - porque o que nela está gerado é do Espírito Santo - do Jesus (O corpo, que foi preparado pelo Espírito Santo no ventre de Maria, era um corpo real como o nosso):

Ele foi auxiliado em Sua agonia e sustentado em Seu corpo pelo Espírito Santo para não ser consumido pela ira de Deus;

Ora, todas essas coisas sendo operadas na natureza humana de Cristo pelo Espírito Santo, Ele é dito oferecer-Se a Deus através do Espírito eterno (John Owen, Obras, Vol. 4, pp. 391ff).

Na ressurreição há novamente a ação dos demais elementos da Trindade para este importante momento na Obra da Salvação. O Pai foi o Planejador, o Filho foi o Consumador, mas o Espírito Santo foi o Administrador divino do Pacto da Redenção através do Pacto da Graça!

Entendemos e estudamos que o Espírito Santo também é chamado de Espírito de Vida.

“Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita” Romanos 8:11

Na vida do crente:

João 14.25 — Tenho-vos dito isso, estando convosco. 26 — Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.

Enviado pelo Pai, O Espírito Santo é o agente Consolador na vida do crente, é a a garantia da relação com o Filho e o Pai.

É o Espírito que comunica com O Pai as nossas necessidades, quando não as conseguimos verbalizar.

O que chamo de dupla intercessão O Espírito Santo, pois o Intercessor é Jesus, no concernente a Salvação, mas O Pai deixou um canal aberto, após a Igreja ser estabelecida, de forma que as necessidades do crente em alguns momentos passam pelo Filho, mas o Espírito as verbalizas, quando não sabemos como pedir, mas o que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito nestes momentos de fraqueza.

“E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos.” Romanos 8: 26,27

Mesmo em situações de perseguição – “Porque na mesma hora vos ensinará o Espírito Santo o que deveis falar.” Lucas 12:12

É Nele que somos batizados pelo Filho (vos batizará com Espírito Santo e com fogo) somos cheios e Ele concede outras línguas, dons espirituais, manifestações de poder:

“E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem.” Atos 2:4

O Espírito Santo, como dito neste estudo, tem como templo o próprio crente, desta forma Ele não divide sua posição na vida do crente.

“E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção.” Efésios 4:30

Também entre as ações do Espírito está a santificação, exatamente pela presença d’Ele no crente. Esta presença é o penhor da salvação do crente. É a presença divina na vida do crente.

Age também na consciência sobre Cristo: “Em Cristo digo a verdade, não minto (dando-me testemunho a minha consciência no Espírito Santo):” Romanos 9:1

Por ser a terceira Pessoa da Trindade, não há como alguém obter perdão se blasfemar contra a Sua Pessoa divina (comparando judicialmente não haveria instancia para concessão de perdão; mas, creio que a blasfêmia contra Ele, não é em hipótese alguma aceita pelo Pai, pelo Filho pois atinge a própria constituição da Trindade)

“Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas é culpado do eterno juízo” Marcos 3:29

Na Vida Da Igreja:

O Espírito Santo foi derramado sobre a Igreja para impulsioná-la, encorajá-la, guiá-la e capacitá-la na prática, testemunho e pregação do Evangelho. Desde o início da Igreja O Espírito Santo atuou nas ações da Igreja e isto ficou registrado no livro Lucano dos Atos dos Apóstolos. No dia de Pentecostes, o Espírito Santo desceu para realizar “o batismo da igreja no Espírito”, selar todo aquele que crê em Cristo e instruí-los a fim de que pudessem reproduzir os ensinamentos do Senhor.

“E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia.” Atos 16:6

No crescimento da Igreja os discípulos foram guiados e orientados sobre as viagens apologéticas.

“E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.” Atos 13:2

As decisões da Igreja passavam pelo que o Espírito Santo ensinava como deveria agir, para que as decisões fossem benéficas e aprovadas por Deus, permitindo o avanço da Obra.

Desde a escolha dos diáconos, quanto ao envio dos discípulos para missões missionarias.

Em outras situações o Espírito Santo impediu certas movimentações missionárias, para que o pretendente a fazer missão em certas localidades, fosse o aprovado pelo Espírito.

Ainda, o Espírito é citado como aprovador e orientador de decisões - “pareceu bem ao Espírito Santo e a nós”, como nas decisões do Concílio Apostólico a respeito da orientação doutrinaria para a vida dos gentios na igreja:

“Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias:” Atos 15:28

“E, quando iam passando pelas cidades, lhes entregavam, para serem observados, os decretos que haviam sido estabelecidos pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém. De sorte que as igrejas eram confirmadas na fé, e cada dia cresciam em número. E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia. E, quando chegaram a Mísia, intentavam ir para Bitínia, mas o Espírito não lho permitiu. E, tendo passado por Mísia, desceram a Trôade.” Atos 16:4-8

Estas ações fazem parte da Obra do Espírito para o crescimento e cuidado da Igreja, para o que foi Enviado.

No Mundo ou Universo:

João 14.30 — Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo e nada tem em mim.

31 — Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui.

No plano espiritual, que infere também o mundo físico, a ação do Espírito é, como desde sempre, fundamental para organização e estabelecimentos da Verdade da Trindade.

É necessário que o mundo saiba que Jesus é agente com o Pai e faça o que o Pai e Ele acordaram, e pra isto a posição de convencedor do Espírito é fundamental ainda que sempre sob a visão de volição de cada pessoa em aceitar ou não.

Concluímos:

E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre.” (Jo 14.16).

Jesus sabia e viveu a plena ação do Espírito Santo como homem (a conexão do Espírito Santo sendo dado a Cristo “sem medida” pertence a Sua plena humanidade!) e solicitou ao Pai o envio deste Ser divino para dar apoio e falar da Verdade a Igreja e para convencer aos pecadores sobre a possibilidade de serem salvos por sua Obra na Cruz, após sua Assunção. A ação do Espírito Santo na vida cristã é, portanto, crucial para o crescimento espiritual, a edificação da Igreja e a propagação do evangelho. 

A Obra do Espírito Santo continua e foi e é fundamental na Obra da Redenção, no Universo e mesmo no plano celestial e no combate as tentações do diabo, que Jesus como homem nos deu o exemplo, a resistir a toda tentação do inimigo.

“O Espírito Santo foi derramado sobre a Igreja para impulsioná-la, encorajá-la, guiá-la e capacitá-la na prática, testemunho e pregação do Evangelho. O Senhor Jesus disse que o Espírito Santo daria testemunho dele, o glorificaria e nos guiaria a toda a verdade.

Ninguém pode viver o Evangelho, pregar o Evangelho e se deleitar na presença do Senhor Jesus se não estiver cheio do Espírito Santo. Foi isso que a Igreja do primeiro século experimentou. Os discípulos estavam tão convictos da fé em Jesus Cristo que não se importavam com prisões, açoites e nem reprovação das autoridades. Eles entenderam que obedecer a Deus era a sua grande missão, o sentido da vida.

O crente cheio do Espírito Santo prega com intrepidez, ora com fervor e torna-se luz para todos os que estão ao seu redor.” O ESPÍRITO SANTO IMPULSIONA A IGREJA - Pr. Eloízio Coelho

“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos” 2 Coríntios 13:13

Fonte:

Lição CPAD – 1º trimestre 2026

Site estudantes da Bíblia

O Espírito Santo na Vida e no Ministério de Jesus Cristo: Um Esboço do Capítulo 8.3 da Confissão de Fé Batista de 1689 - The Founders Journal • Outono de 2014

Dicionário Strong

Apontamentos do autor

A Pericorese Na Trindade, Na Igreja E No Casamento. Jorge Augusto Barbosa de Sales Dias E Daniel Aquino Torgan; Perichoresis In The Trinity, In The Church And In Marriage.

Conceito E Objeto Em Tomás De Aquino; Raul Landim Filho; PPGLM/UFRJ/CNPq; ANALYTICA, Rio de Janeiro, vol 14 nº 2, 2010, p. 65-88;

 Livro – Escudo Pentecostal – uma visão panorâmica das principais doutrinas pentecostais, Jefferson Rodrigues.

Citações no corpo do texto:

https://estudandopalavra.blogspot.com/2021/01/licao-1-cpad-janeiro-2021-pessoa-do.html

https://estudandopalavra.blogspot.com/2025/03/quem-e-o-espirito-santo-licao-9-cpad.html

gotquestions.org/Portugues/pericorese.html

defendendoafe.com.br/pericorese-o-que-e-e-e-biblico/

https://sapientia.pucsp.br/bitstream/handle/1789/1/Sonia%20Regina%20Lyra.pdf

https://revistas.ufrj.br/index.php/analytica/article/view/598/554

sexta-feira, fevereiro 13

A Obra do Filho Lição 7 CPAD 15 de fevereiro de 2026

A Obra do Filho

Lição 7 CPAD 15 de fevereiro de 2026

Subsídio pastor e professor Osvarela

Texto

Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome.” (Filipenses 2.9).

Prática

A humilhação voluntária de Cristo, sua obra redentora e sua exaltação gloriosa revelam que somente Ele é digno de toda adoração e obediência.

Leitura Bíblica

Filipenses 2.5-11; Hebreus 9.24-28.

Filipenses 2.5 — De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,

6 — que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.

7 — Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;

8 — e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz.

9 — Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome,

10 — para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,

11 — e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

Hebreus 9.24 — Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de Deus;

25 — nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santuário com sangue alheio.

26 — Doutra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.

27 — E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo,

28 — assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação.


O Pagamento humano as Suas Obras foi uma coroa de espinhos e uma cruz!
Mas: Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

A) Objetivos da Lição: 

I) Explicar a humilhação voluntária de Cristo e sua obediência até a cruz;

II) Mostrar que a obra redentora do Filho é única, suficiente e vicária;

III) Ressaltar a exaltação gloriosa de Cristo e sua soberania universal.

Destaque:

A obra completa de Cristo na cruz é a base do Cristianismo.

A importância de conhecer profundamente quem é Jesus e o que Ele fez por nós através de Sua Obra. 

A Obra do Filho faz parte essencial da ação da Trindade para que ocorresse na Plenitude, a parte revelacional essencial para a resgate da Humanidade e de todo Universo, incluindo os Céus.

A Obra do Filho na verdade se inicia no eterno passado, ou seja, no Princípio. A partir da sua Kenosis O Filho inicia a Obra na Terra, cumprindo o que foi concordado no concílio trínico.

A realização da Obra do Filho se dá num plano místico divino, mas que alcança todo o Cosmo, incluindo o aeon.

Para realizar a Sua Obra devemos entender que há uma parte visível e terrena, mas que tem toda a relação com o mundo espiritual, com o mundo cósmico e com repercussão no reino das potestades divergentes de Deus e a qual todos os anjos celestiais que vivem ao redor do trono de Deus e nas regiões celestiais reagem constantemente.

Falar da obra de Cristo O Filho é falar de sua encarnação, sofrimento, morte e ressurreição.

O objetivo de Deus para nós, como Igreja, é que cheguemos ao "pleno conhecimento do Filho de Deus" (Efésios 4:13). 

“..., aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus”.

Como andaremos como Jesus andou, se não soubermos como foi a vida e a obra de Jesus?

João 14:6 "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim"

Jesus é o único que nos leva ao Pai. Por isso devemos conhecê-lo e saber o que ele fez por nós. 

Tal obra foi executada de forma perfeita, eficaz e definitiva, constituindo-se no tema central das Escrituras Sagradas.

A Obra do Filho atinge, como mostramos neste estudo a todo o universo, seja no plano espiritual, como no plano físico, do Cosmo, até o ambiente das potestades.

“Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse, E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus.” Colossenses 1:1-29

A obra de Cristo deve ser conhecida e assimilada, pois é ela que possibilita o reencontro do homem com Deus e a harmonia plena entre o Criador e a Humanidade e também como diz as Escrituras, a Criação geme, aguardando a redenção, ou a seja, a manifestação dos filhos de Deus.

A doutrina central do Novo Testamento resume-se nas seguintes palavras:

"Cristo morreu (o evento) por nossos pecados (a doutrina)" (1 Cor. 15:3). 

       A morte expiatória de Cristo é o fato que caracteriza a religião cristã. 

A base para O Filho realizar a Sua obra pode ser encontrada, até como lição para cada um de nós, na maneira pela qual se colocou, em sendo Deus, deixou Sua posição divina e se humilhou, como Paulo nos ensina:

            O filho não atentou (ou não se aferrou) para sua gloriosa posição.

Não teve reserva interior, em tomar a forma humana.

Obs.: a esperança messiânica propunha certas “obras” que acompanhariam o Messias, no exercício de sua missão.

Algumas apontavam para uma libertação política e a restauração da monarquia davídica em Jerusalém;

As mais escatológicas, sonhavam com a instalação de um reino que não teria fim, fora do tempo histórico, sem sofrimentos e nem lágrimas;

Outra vertente esperavam um Messias sacerdote, que livrasse para sempre o povo das impurezas e estabelecesse a presença de Deus no Templo, reforçando a visão da lei mosaica (acredito incentivada pela seita dos fariseus)

Nos Evangelhos, Mateus escolhe como “obras do Cristo” o projeto messiânico de Isaías: o Messias foi enviado sobretudo aos pequenos, anunciando a eles a gratuidade de Deus que os atende em suas necessidades mais urgentes.

A base textual não deixa dúvidas que O filho se colocou a disposição da Trindade para tal ato que o preparou para a Sua Obra.

Filipenses 2.5,11 — De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

Qual são as características da Obra de Cristo O Filho.

Podemos considerar como ponto central e o assunto mais importante de todos os fundamentos é a vida e a Obra de Jesus!

Pontos fundamentais

Lucas, autor de Atos dos Apóstolos descreve o que Jesus realizou, certamente nos referimos a Obra do Filho no propósito do Pai, para religar o Homem a Deus, mas a sua estada entre nós foi fundamental para revelar o conceito de Sua Obra:

Concernente a Jesus de Nazaré, como Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder; o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com ele.” At 10:38

Como cristãos, devemos viver em gratidão pela obra que Cristo realizou na cruz e o efeito vicário da salvação a todos.

A obra de Cristo O Filho é uma obra de redenção

A obra de Cristo O Filho é reconciliar todas as coisas, tanto as da Terra quanto as dos Céus

A obra de Cristo O Filho é Salvífica

A obra de Cristo O Filho é vicária

A Obra de Cristo O Filho é universalizar a salvação

A obra de Cristo O Filho é a essência do plano divino

A obra de Cristo O Filho é uma obra de esperança

As Obras do Filho:

E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.” Efésios 2:16

São obras realizadas em obediência ao Pai

Realizadas em Nome do Pai

As obras do Filho dão testemunho do Pai

As Obras do Filho são determinadas pelo Pai

As obras do Filho testificam do próprio Filho

As obras do Filho são realizadas no tempo determinado

As obras do Filho revelam quem Ele é (Jesus sabia que era o grande o peso de tomar as Suas obras como argumento para que cressem n’Ele. Afinal, eram obras poderosas, os apóstolos tinham visto com próprios olhos.)

As obras do Filho servem de exemplo aos que o seguem (..., vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.” João 14:1-31)

As obras que Ele fazia eram o Pai que fazia através d’Ele. (“Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.” João 9:1-41)

Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras. Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.” João 14:1-31

A obra completa de Cristo na cruz é uma verdade fundamental do cristianismo.

Além de pagar o preço pelos nossos pecados, a obra completa de Cristo na cruz também nos oferece vida eterna

Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque. O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia. Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu.” Hebreus 5:6-8

Na Epístola aos Hebreus também é mostrada a autoridade e superioridade de Cristo, sendo Ele superior às leis de Moisés, aos anjos e aos profetas, sendo assim, superior à todas as coisas. Em hebreus também é mostrada a autoridade e superioridade de Cristo, sendo Ele superior às leis de Moisés, aos anjos e aos profetas, sendo assim, superior à todas as coisas e suas obras substitutivas pela qualidade como foram realizadas, em forma igual aos mesmos homens, em sendo Ele homem completo. 

As Suas Obras são superiores a todas a ações dos homens do antigo pacto, veterotestamentário, o escritor aos Hebreus mostra claramente em sua epistola.

Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas; Feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles. Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por FilhoHebreus 1:1-5

Iniciando pela posição substitutiva ao primeiro Adão.

A fé de Abraão

A liderança de Moisés                 

A paciência de Jó no sofrimento

Ao sacerdócio Araônico até Samuel (“..., porque isto fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo. Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre.” Hebreus 7:27,28)

Ao reinado do rei Davi

A sabedoria de Salomão.

“Porque, na verdade, ele não tomou os anjos, mas tomou a descendência de Abraão. Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo. Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados.” Hebreus 2:16-18

Todos realizaram obras, mas nenhuma delas, pode ser comparadas as Obras do Filho Jesus!

“..., considerai a Cristo Jesus, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão, Sendo fiel ao que o constituiu, como também o foi Moisés em toda a sua casa. Porque ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a edificou.” Hebreus 3:1-3

A Obra Vicária

Filipenses 2.9 — Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome,

10 — para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,

11 — e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

A obra principal que na realizada é uma síntese da Obra do Filho, teve seu ápice numa cruz no Gólgota.

Na cruz o Filho realiza aquilo que aceitou diante do Pai em realizar a favor de toda a Humanidade.

Assim, o Tetelestai (do grego tetelestai, τετέλεσται) é o ponto de inflexão da Obra terrena, iniciada no aeon, e a aceitação do Pai como: “cumpriu a tarefa” - “a dívida está paga - desta Obra ao declarar:

João 19:30

“E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.”

‘ο ιησους οτι παντα ηδη τετελεσται ινα τελειωθη η γραφη λεγει διψω’

Ou seja, no sentido etimológico até mesmo no tempo verbal grego faz sentido:- (O Perfeito grego corresponde ao Perfeito na língua portuguesa) descreve uma ação que é vista como tendo sido completada no passado, uma vez por todas, não necessitando ser repetida.

Ou seja, a Obra do Filho é única e alcança a todas as necessidades do Universo, incluindo em seu bojo principal O Homem.

Quando Jesus disse “está consumado” na cruz, Ele estava declarando que sua obra na terra havia sido concluída na Terra. 

Com a Obra realizada Jesus pagou a dívida de todos nós.

Por isto:

A entrega voluntária à humilhação por Cristo, revelou Sua Obra Redentora!

Assim que A Obra do Filho jamais será reproduzida, ou necessitará de complemento seja humano ou mesmo celestial, por isto, que sua exaltação gloriosa mostra por que o Pai revela que somente Ele é digno de toda adoração e obediência!

11 — e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

Fonte:

A obra definitiva de Cristo - Rev. Eneziel Peixoto de Andrade

Bíblia Online Almeida Corrigida Fiel 

A Pessoa E A Obra De Cristo - Autor Fernandinho; 21 de agosto de 2024; Direto ao Assunto

A obra completa de Cristo na cruz - J. Hebert dos Santos

A Vida e a Obra de Jesus - Ricardo de Paula Meneghelli 

Grandes obras de Jesus - Jo 14.12-14 - Mauro Clark

Cristologia - A Obra De Cristo - Igreja Batista Renovada Resgate - Ministério Resgate

Dicionário Strong

Apontamentos do autor em seu site: https://estudandopalavra.blogspot.com/

Seguidores

Geografia Bíblica-Texto-Local!

Para quem estuda a Arqueologia - Mapas do Antigo Testamento e do Novo Testamento.
Viaje à Terra Santa pelo seu PC, ou qualquer lugar citado na Bíblia! Com ela você pode através do texto que está lendo ter acesso ao local onde ocorreu o fato bíblico! Forma gratuita, é só clicar e acessar:

Ser Solidário

Seja solidário
"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei . No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."
Martin Niemöller, 1933

Doutrina


O Credo da Assembléia de Deus
A declaração de fé da Igreja Evangélica Assembléia de Deus não se fundamenta na teologia liberal, mas no conservadorismo protestante que afirma entre outras verdades principais, a crença em:
1)Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29).
Pacto de Lausanne – Suíça
Teses de Martinho Lutero
95 Teses de Lutero
Clique e acesse todo texto.

Ensino Dominical

União de Blogueiros Evangélicos
Powered By Blogger