sexta-feira, fevereiro 6

O Filho como o Verbo de Deus - Lição 6 CPAD - 8 de fevereiro de 2026

O Filho como o Verbo de Deus

Lição 6 CPAD - 8 de fevereiro de 2026

Subsídio Pastor e professor Osvarela

Texto

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (Jo 1.14).

Prática

Jesus Cristo, o Verbo eterno, é a revelação plena e visível de Deus ao mundo, manifestando graça, verdade e a glória do Pai.

Leitura Bíblica

João 1.1-5,14.

1 — No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

2 — Ele estava no princípio com Deus.

3 — Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

4 — Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;

5 — e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.

14 — E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

A) Objetivos da Lição: 

I) Explicar a preexistência e a divindade do Verbo;

II) Mostrar a atuação do Verbo na criação e como fonte de vida e luz;

III) Ressaltar que o Verbo encarnado é a plena revelação do Pai.

INTRODUÇÃO:

Filho Unigênito, Deus Verbo, Jesus Cristo Senhor!

Os decretos ou conselhos divinos são o plano eterno e imutável de Deus claramente revelados nas Escrituras eles dizem respeito à vontade e ao propósito de Deus, tais como, elencamos com base no tema em estudo:

-A encarnação do Verbo,

-A eleição de Jesus como Salvador.

-A criação,

O prólogo ao quarto evangelho, O Evangelho escrito por João, O Apóstolo, é a revelação mais importante a respeito do Filho Encarnado, a própria Palavra viva.

Não é por acaso que este Evangelho inicia com a mesma frase de Gênesis.

Gênesis 1:1, “no princípio” é a forma descritiva que dá início a história da primeira criação;

No princípio criou Deus os céus e a terra. E disse Deus: Haja” Gênesis 1:1-3

O uso da Palavra na Criação e - o Criador-Logos – com o uso da Palavra de Deus - para criação da Terra e tudo que nela há;

O Evangelho de João inicia a história da nova criação com base no princípio utilizado pela Trindade, via O Criador, usando A Palavra, que João utiliza usando o termo O Verbo.

João 1.1:10 No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, ...”

Nas duas obras de criação o agente é a Palavra de Deus.

João 1.4 — Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;

5 — e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.

Características do Evangelho de João

Jesus apresentado como Deus Eterno – O Verbo.

Este é o mitte deste Evangelho;

É o Evangelho do Filho de Deus [encarnado - aquele que se fez carne].

Crer na sua vinda ao mundo em forma encarnada como homem e nascido de mulher é ponto central do Evangelho e da confissão em Jesus Cristo, como inteiramente home e inteiramente Deus.

O pensamento da divindade, particular de João é uma das qualidades exclusivas do autor. A particular percepção da divindade mística do Filho do homem;

João tem a revelação dobre a fonte de vida. A vida subsiste e se inicia no Mundo com a chegada da luz.

“E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: Que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas.” 1 João 1:5

Este versículo mostra que Jesus a luz anunciada por João é Deus conosco.

“O povo, que estava assentado em trevas, viu uma grande luz; e, aos que estavam assentados na região e sombra da morte, a luz raiou.” Mateus 4:16

“E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.” João 1:5

A Luz que aparece no princípio gênico é a Luz imanente de Deus. Assim, como a Luz do Mundo para resgate da humanidade se apresenta em Jesus que é a Vida em Jesus Cristo a fonte de toda a vida.

“Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.” João 12:46

A vida eterna com Deus.

E a vida universal.

Jesus nasce sob a marca de uma estrela que produz luz.

A congregação de Israel estava em trevas e não pode compreender aquela luz que andava entre ela.

Definindo:

“A compreensão e utilização, do próprio Deus, como ‘palavra de Deus’ era usual nos targuns onde os escritores substituem o nome de Deus por ‘palavra de Deus’; poder criador que João atribuía à Palavra, ao Verbo, aos Logos, com o que identificava a Jesus Cristo.” Osvarela

Detalhes linguísticos do termo “verbo”

No nosso vocabulário português o termo “Verbo” é uma tradução inadequada do vocábulo grego logos, mas ao longo da História da salvação ainda é o   melhor termo. 

É Cristo, em quem o “logos” assumiu a natureza humana.

λογος - logos; n. m. do ato de falar - palavra, proferida a viva voz, que expressa uma concepção ou ideia; o que alguém disse; palavra

- os ditos de Deus; decreto, mandato ou ordem; dos preceitos morais dados por Deus; profecia do Antigo Testamento dado pelos profetas; o que é declarado, pensamento, declaração, aforismo, dito significativo, sentença, máxima

- discurso - o ato de falar, fala; a faculdade da fala, habilidade e prática na fala; tipo ou estilo de fala; discurso oral contínuo - instrução

- doutrina, ensino; algo relatado pela fala; narração, narrativa; assunto em discussão, aquilo do qual se fala, questão, assunto em disputa, caso, processo jurídico.

Nenhuma mente pode jamais compreender, nem língua terrena descrever, o grande mistério da piedade: “Deus se manifestou em carne”.

“E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.” 1 Timóteo 3:16

O Apóstolo João não apenas diz que o Verbo é Deus, mas explica a sua revelação, que o Verbo possui a glória do Pai e é o unigênito do Pai.

O Verbo desceu dos céus, habitou entre homens, e Sua glória, somente a glória de Deus, brilhou entre os homens por um tempo.

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. João testificou dele, e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: O que vem após mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu.” João 1:14,15

A eterna forma do Verbo - Cremos e sabemos, que o Verbo tinha a forma de Deus, por Filipenses 2.6-7, que explica “Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens”.

Transcrevemos, abaixo, texto do Comentário Beacon sobre o Evangelho de João:

         Transcrição de nosso subsídio:

http://estudandopalavra.blogspot.com/2025/04/o-verbo-que-se-tornou-em-carne-licao-1.html

“O Logos (Palavra) dos estóicos e Filo é aqui apresentado não como uma “fria abstração filosófica”, mas como a Pessoa de Deus vivendo entre os homens que vieram reconhecê-lo e adorá-lo, e que deram testemunho a seu respeito. Embora a palavra logos apareça somente em 1.1 e 1.14, fica evidente que a ideia da revelação pessoal de Deus descrita no Verbo nunca está longe da mente do autor (cf. Ap. 19.13). Estes primeiros dezoito versículos, com exceção de 6-8 e 15, são, às vezes, chamados de “Hino Logos”. PRÓLOGO - João 1.1-18 – página 13

Tanto no pensamento grego como no judeu existia o conceito de O Verbo. Isto era algo que podia elaborar-se para enfrentar tanto ao mundo grego como ao judeu. Algo que permanecia à tradição de ambas as raças, algo que ambos podiam compreender.

De certa forma, podemos entender minimente, após séculos dede que João apresentou a sua revelação sobre o Logos, que João encontrou uma forma de apresentar a ideia da palavra dentro de sua própria fé e na tradição de seu próprio povo (ao mesmo tempo que o grego era conhecido em Israel); a palavra comum que, em si mesma, não é um mero som, e sim algo dinâmico, a Palavra de Deus mediante a qual Deus criou o mundo, a palavra dos targuns; que expressavam a ideia da ação de Deus, a sabedoria da literatura sapiencial que era o eterno poder criador e iluminador de Deus.

O uso do Logos foi tema para Filo (teólogo judeu) e sobretudo para os gregos, mas Filo eleva a discussão ao nível do Deus Verbo.

Logos, a palavra, a razão de Deus. Para Heráclito, o Logos, a palavra, era o princípio de ordem sob o qual o universo continuava existindo - "todas as coisas acontecem segundo o Logos; Logos é o poder que dá sentido ao mundo, o poder que faz com que o mundo seja uma ordem e não um caos, o poder que pôs em movimento o mundo e que o mantém em um movimento perfeito." Heráclito - filósofo de Éfeso 560 a.C  

João mantém esta visão, de forma inspirada pelo Espírito Santo, pois certamente era conhecedor da visão Logos naqueles dias.

Logocentrismo é um termo de Jacques Derrida. Para ele, um pensamento logocêntrico é aquele que considera o "logos" como o principal princípio da filosofia. E este entendimento encontra como embate o uso as Palavra como centro da vida cristã e da crença em Deus.

João 1:1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

João 1:1 εν αρχη ην ο λογος και ο λογος ην προς τον θεον και θεος ην ο λογος

Nomes significam muito na Bíblia.

A designação de um nome pode ser importantíssima ao identificar uma pessoa, um tempo ou evento especial, por um nome humano. 

O termo “Emanuel”, que o próprio escritor sagrado traduziu por “Deus Conosco” (Mt 1.23), mostra que Deus assumiu a forma humana e veio habitar entre os homens:

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). A Bíblia ensina tanto a divindade como a humanidade de Cristo: “E todo o espírito que confessa que Jesus não veio em carne não é de Deus” (1 Jo 4.3).

                   Εμμανουηλ – Emmanouel - origem hebraica - עמנואל ; n. pr. m.

Emanuel = “Deus conosco”

Devemos entender qual é o significado para a história da nossa fé: os judeus ainda não tinham noção da Santíssima Trindade, mas sim um culto à palavra de Deus (do hebraico dabar), como se fosse uma pessoa, portanto desde sua escolha como povo os judeus sabiam do valor da Palavra sob o entendimento que a Palavra era criadora e remidora.

דבר - dabar; n. m. discurso, palavra, fala, coisa; dito, declaração; palavra, palavras; negócio, ocupação, atos, assunto, caso, algo, maneira (por extensão)

“Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas; Feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles. Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho? Hebreus 1:1-5

Jesus Cristo, o Verbo eterno, é a revelação plena e visível de Deus ao mundo.

A revelação do Filho como Deus é fundamento da Trindade, pois a ousia não deixa dúvida sobre Ele, O Filho, ser Deus e revelado a Humanidade, o que humaniza a presença de Deus entre os homens, como nunca dantes, pois no Éden a presença e visitas de Deus era possível a Adão e Eva, mas o pecado quebrou esta possibilidade do ser humano receber a visita de Deus.

Mas como Verbo encarnado Deus andou pelas ruas de Israel e região, teve amizades familiares, irmãos, sentiu fome e sede e compartilhou sua divindade curando e apresentado, mesmo em forma humana, seu poder sobre doenças, sobre a Criação e potestades.

Somente Deus pode ser igual a Si mesmo.

Deus tomou a forma de homem, fazendo-se semelhante a homens para salvar os homens de seus pecados.

Ele propôs a Si mesmo uma nova natureza que não tinha antes, uma natureza humana.

Paulo não confunde as palavras sobre Deus tomar forma de homem ao dizer em 1 Timóteo 3.16 – “E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória”.

Quem se manifestou em carne? Portanto, foi o próprio Deus.

Não foi um ser divino, mas o próprio Deus. Deus assumiu a forma de servo.

Hostilizado e incompreendido pelos fariseus:

Jesus fazia comentários que os fariseus não podiam suportar e não compreendiam:

“E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, [...] dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus. Mas Jesus respondeu, e disse-lhes: Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer o Pai; porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente”.  

Ele era o “Eu Sou” que conversou com Moisés em Êxodo 4, na sarça ardente. Isto é reforçando quando lembramos sua discussão anterior com os fariseus em João 5.17-19.

Jesus Cristo, o Verbo eterno, é a revelação plena e visível de Deus ao mundo, manifestando graça, verdade e a glória do Pai.” Lição CPAD

Esta é a plenitude da revelação de Deus em seu Filho, O Verbo Eterno e como Deus imutável em suas características divinas.

Fonte:

O Verbo se fez Carne; João 1:14; Don Fortner

João 1:1; F. F. Bruce

Jesus é Deus; C. Matthew McMahon

https://www.monergismo.com/textos/cristologia/jesus_deus.htm

João 1:1; F. F. Bruce

Atributos Divinos; WGT Shedd

Bíblia online Almeida Corrigida Fiel - ACF 

Citações no corpo do texto

Apontamentos do autor

Site – Estudantes da Bíblia

Dicionário Strong

Comentário Beacon – NT até Gálatas

Declaração de fé das AD’s CGADB

sexta-feira, janeiro 30

O Deus Filho - Lição 5 CPAD - 1 de fevereiro de 2026

O Deus Filho

Subsídio Pastor e professor Osvarela

Lição 5 CPAD - 1 de fevereiro de 2026

Texto: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o.” (Mt 17.5b).

Prática: Jesus Cristo, o Deus Filho, é a revelação plena do Pai, centro da revelação divina e único mediador entre Deus e os homens.

Leitura Bíblica: Lucas 1.31,32,34,35; Mateus 17.1-8.

Lucas 1.31 — E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.

32 — Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai.

34 — E disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão?

35 — E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.

Mateus 17.1 — Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte.

2 — E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.

3 — E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.

4 — E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés e um para Elias.

5 — E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o.

6 — E os discípulos, ouvindo isso, caíram sobre seu rosto e tiveram grande medo.

7 — E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes e disse: Levantai-vos e não tenhais medo.

8 — E, erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus.

A) Objetivos da Lição: 

I) Explicar a concepção virginal e a deidade absoluta de Jesus;

II) Mostrar a centralidade de Cristo como cumprimento da Lei e dos Profetas;

III) Enfatizar a exclusividade de Cristo como único mediador e salvador.

Introdução:

Além da questão da Divindade de Jesus Cristo, a sua posição como Filho de Deus, é uma questão que tem sido discutida por séculos, dentro e fora da Igreja.

A posição de Jesus sobre si mesmo, como Filho de Deus, a qual Ele próprio, sempre deixou clara para os seus Discípulos e seus seguidores, e até mesmo para os principais de Israel, tendo inclusive, esta declaração usada como fundamento para sua condenação, no Sinédrio, como em Marcos14. 61.64:Ele, porém...nada respondeu. Tornou o sumo sacerdote a interrogá-lo... És tu o Cristo, o Filho do Deus bendito? Respondeu Jesus: Eu o sou; ...o sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: Para que precisamos ainda de testemunhas? Acabais de ouvir a blasfêmia; que vos parece? E todos o condenaram como réu de morte.

Entendendo Jesus como Deus: É fundamental o entendimento que Jesus faz parte da Trindade (acho relevante o professor, procurar entender, sobre esta doutrina, para melhor aproveitamento destas Lições, creio que isto não seja dificuldade em nosso arraial Assembleiano).

De certo, é que precisamos ter este entendimento, desta forma veja a questão deslindada, abaixo;

Lendo as passagens em Tito 2:13-14: “aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, que se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo todo seu, zeloso de boas obras.”
E a de 2 Pedro 1:1-3: “Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas no pleno conhecimento de Deus e de Jesus nosso Senhor; visto como o seu divino poder nos tem dado tudo.”.

Vemos duas passagens que podem ser consideradas juntas por causa de sua frase idêntica: “Deus e Salvador” (theou kai soteros).
Em ambas as passagens, “Jesus Cristo” é o objeto da frase. Alguns argumentam que “Salvador” se aplica a Jesus, mas “Deus” é uma referência ao Pai: “Deus (o Pai) e Salvador Jesus Cristo.” Contudo, isto não é apoiado pela construção grega. Esta frase é aplicada a uma pessoa: Jesus Cristo.

Primeiro: esta é a leitura mais natural do texto.

Segundo: os dois nomes ficam sob um artigo, que precede “Deus.” Isto indica que eles têm que ser construídos juntos, não separadamente. E mais, esta frase foi uma fórmula comum e sempre denotou uma divindade, não duas pessoas separadas. Quando ambos Paulo e Pedro usaram a frase, então, “seus leitores sempre a entenderiam como uma referência a uma só pessoa, Jesus Cristo.

Simplesmente não ocorreria a eles que ‘Deus’ pudesse significar o Pai, com Jesus Cristo como o ‘Salvador” .
O que isto tudo significa: é que Pedro e Paulo entenderam que Jesus era ambos, “Deus e Salvador”.

A origem do Filho é uma discussão teológica para muitos que tentam descaracterizar a doutrina Trinitária e mesmo sobre a característica de Divindade que tenha ousia como O Pai!

João 1:1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus

João revela a origem eterna do Filho, O enviado do Pai. O uso de João do termo vida tem algo a dizer acerca da Encarnação.

vida do Filho, o Cristo, que Ele compartilhava com o Pai e que o tornou Filho de Deus, entremeou-se com a humanidade sem perder sua qualidade eterna. O uso de João do termo vida tem algo a dizer acerca da Encarnação.

1 João 5:12 Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida.

Neste estudo sobre o envio do Filho entendemos que a vinda ou envio do Filho era parte do Plano eternal da salvação da Humanidade.

O Filho na Declaração de Fé das AD’s – CGADB:

O Deus Filho. O Senhor Jesus Cristo é, desde a eternidade, o único Filho de Deus e possui a mesma natureza do Pai, como afirmam os credos: “consubstancial com o Pai”, em grego, homooúsion to patrí, que significa “da mesma substância com o Pai”, qualifica a unidade de essência do Pai e do Filho. Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30). Ele é a segunda pessoa da Trindade e que foi enviado pelo Pai ao mundo. Ensinamos que o Filho se fez carne, possuindo agora duas naturezas, a divina e a humana, sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Acreditamos em sua concepção sem pecado no ventre da virgem Maria. Negamos que tenha sido criado ou passado a existir somente depois que foi gerado por obra do Espírito Santo. Confessamos que o Filho é autoexistente:

“Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo”

(Jo 5.26); “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou” (Jo 8.58) e eterno, que voluntariamente se sujeita ao Pai. Que, em obediência ao plano do Pai, morreu e ressuscitou para que o mundo fosse salvo. Que, vitorioso, ascendeu ao céu, assentando-se à direita de Deus Pai. Que o Filho é o único mediador entre Deus e os seres humanos, o propiciador, o único salvador, o nosso sumo sacerdote e intercessor. Declaração de Fé das AD’s – CGADB

É importante examinar - “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30). –

Nela Jesus revela:

A unidade da Trindade

Este versículo diz da "unidade ou união de propósito", não apenas "um em ser".

João 10:30, onde Jesus diz: “Eu e o Pai somos um” (γώ κα πατρ ν σμεν), a palavra grega ν (hen) é neutra.

No Grego, ν (hen) é o singular neutro da palavra que significa "um".

Singular masculino: ες (heis)

Singular feminino: μία (mia)

Singular neutro: ν (hen)

Então, em João 10:30, o neutro ν é usado: “γώ κα πατρ ν σμεν” literalmente “Eu e o Pai somos um (neutro).”

Características do Filho:

Segunda Pessoa da Trindade

Incriado

Eterno - gerado do Pai antes dos séculos segundo a divindade: mostra a preexistência de Cristo, isto é, a sua geração eterna.

Auto existente

Homoousios com O Pai – mesma ousia

Tem duas naturezas: Inteiramente Deus

Inteiramente homem – pós-encarnado (se fez carne) – gerado pelo Espírito Santo no ventre de Maria

Sem pecado

Morreu na cruz

Ressuscitou ao terceiro dia

Suas atividades junto a Trindade:

“..., Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” Filipenses 2:5-11

Mediador - único entre Deus e os seres humanos

Único Salvador

Intercessor diante do Pai

Está à direita do Pai

É Senhor nesta etapa do kairós e cronos

Discurso:

Jesus Deus revelado ao Mundo:

A apresentação ao Mundo pelo próprio Pai:

Esta declaração por si só seria bastante para que nós nem discutíssemos a divindade do Filho como Deus, já que o próprio pai o apresenta como “Seu Filho” e em sendo filho é em si mesmo da mesma ousia da origem eterna do Pai!

Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o.” (Mt 17.5b).

A confissão de Pedro

“Então, Jesus e os seus discípulos partiram para as aldeias de Cesareia de Filipe; e, no caminho, perguntou-lhes: Quem dizem os homens que sou eu? E responderam: João Batista; outros: Elias; mas outros: Algum dos profetas. Então, lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo.” Marcos 8:27-29

Jesus Cristo desde que nasceu na sua pátria terrena, Israel, teve discutida a sua posição. Mesmo entre seus familiares.

A família de Jesus

“Dirigiram-se, pois, a ele os seus irmãos e lhe disseram: Deixa este lugar e vai para a Judeia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes. Porque ninguém há que procure ser conhecido em público e, contudo, realize os seus feitos em oculto. Se fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo. Pois nem mesmo os seus irmãos criam nele.”  João 7:3-5

Jesus perante o Sinédrio

“..., o conduziram ao Sinédrio, onde lhe disseram: Se tu és o Cristo, dize-nos. Então, Jesus lhes respondeu: Se vo-lo disser, não o acreditareis; [...] Desde agora, estará sentado o Filho do Homem à direita do Todo-Poderoso Deus. Então, disseram todos: Logo, tu és o Filho de Deus? E ele lhes respondeu: Vós dizeis que eu sou.” Lucas 22:66-70

Entre a sociedade religiosa israelita de sua época foi sempre contestado pelos líderes da religião hebreia (fariseus, saduceus, escribas) e os sacerdotes do Templo.

Mesmo no meio do povo havia discussão sobre as suas obras e seus ensinos.

“E havia grande murmuração a seu respeito entre as multidões. Uns diziam: Ele é bom. E outros: Não, antes, engana o povo.”  João 7:12

João, dá oito títulos altamente descritivos e diferentes atribuídos ao Deus encarnado.

Ele é o Logos, o “Verbo” vivo (1,14); “O Cordeiro de Deus”, o Sacrifício perfeito (29); “O Filho de Deus”, o próprio Deus (34,49); “Rabi”, o Mestre por excelência (38); “O Messias”, “O Cristo”, O Ungido (41); “Jesus de Nazaré”, o Deus-homem na história (45); “O Rei de Israel”, aquele que é coroado Rei por aqueles que nele colocam a sua fé (49); e “O Filho do Homem”, completamente humano (51).

O Filho nos textos Veterotestamentários

“Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião. Proclamarei o decreto do Senhor:

  Ele me disse: Tu és meu Filho,

  eu, hoje, te gerei.” Salmos 2:6,7

“Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído.” Daniel 7:13,14

A expressão o que desceu do céu é peculiar a João e se refere claramente à Encarnação (6.33,38, 41-42, 50-51,58). O uso do título Filho do Homem simplesmente reforça esta afirmação.

O texto encontra ressonância em Filipenses:

“Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo.” João 6:27

Os textos do AT são concordados com os eventos do Novo Testamento.

Isaías o messiânico é revelado sobre “o filho” a ser concebido como sinal de sua divindade:

“Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel.” Isaías 7:14

Como concordante com: Lucas 1.31 — E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.

32 — Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai.

A presença de Jesus é entendida em passagens nas quais Ele aparece como anjo do Senhor.

Entendemos que as diversas teofanias que o AT descreve algumas delas são descritas e estudadas como Cristofanias.

Na época da Igreja:

A posição de Jesus Cristo sempre foi discutida no seio das Igrejas.

Concílios durante as épocas discutiram a sua posição e poder como um deus.

 Definição de Fé (Credo de Calcedônia):

Estabeleceu as duas naturezas de Cristo (divina e humana) em uma só pessoa, o Tomus ad Flavianum (carta do Papa Leão I) e 27/28 cânones disciplinares. O concílio rejeitou o monofisismo de Êutiques e reafirmou a união hipostática

A sua forma real, suas duas naturezas – Em Éfeso 431 d.C.: Ao ser proclamada em Éfeso a união das duas naturezas na única pessoa de Cristo.

Lucas 1.31 — E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.

“Porque aquele que é verdadeiro Deus é, o mesmo, homem verdadeiro. Nesta unidade não há mentira, tão logo a humildade do homem e a elevação da divindade se envolvem uma na outra. Porque assim como Deus não é mudado pela misericórdia, o homem não é absorvido pela dignidade. Porque ambas as formas cumprem sua tarefa própria na comunhão com a outra. O Verbo operando o que é do Verbo, a carne efetuando o que é da carne. Um dos dois resplandece nos milagres, a outra sucumbe aos ultrajes” Leão Magno

A encarnação de Jesus num ventre humano sempre foi discutida, mas a Igreja ao longo dos séculos consagrou o que as Escrituras revelam.

A Kenosis (do grego κένωσις, "esvaziamento"):

κενοω - kenoo; v. esvaziar, tornar vazio - de Cristo, que abriu mão da igualdade com Deus ou da forma de Deus; anular - privar de força, tornar vão, inútil, sem efeito - anular, esvaziar; fazer com que algo seja visto como vazio, oco, falso

ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” Filipenses 2:6-11

“..., a afirmação da preservação sem confusão das duas naturezas após a união das mesmas em Cristo. As propriedades de cada natureza, ou de cada “forma”, permanecem intactas em sua totalidade. Não há confusão alguma entre as duas e nem perda ou diminuição em nenhuma delas. A humanidade em nada é suprimida ou absorvida pela divindade. É através da unidade concreta em uma só e mesma pessoa, Jesus Cristo, que se dá a comunhão destas naturezas.”

O Filho – Deus conosco

Jesus revelado na Anunciação:

αναδειξις - anadeixis; n. f. chamar a atenção para; apontar para; apresentação pública; proclamação, anunciação,

A Palavra dita sobre, Jesus pelos Anjos: 

Anjo Gabriel para Maria, na Anunciação:

Lc 1:31,32,35: "Eis que conceberás e darás à luz um filho a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo...por isso o ente santo que há de nascer, será chamado Filho de Deus."

A Anunciação revela que o que haveria de nascer era Filho de Deus, na sua geração no ventre de Maria houve prova de sua deidade n encontro entre Ele no ventre e João O Batista no ventre de Isabel, o que me faz destacar é a manifestação do Espírito Santo em Isabel, ainda antes do derramamento universal.

“Ouvindo esta a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então, Isabel ficou possuída do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre! E de onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor? Pois, logo que me chegou aos ouvidos a voz da tua saudação, a criança estremeceu de alegria dentro de mim.” Lucas 1:41-44

Lucas 1.34,35 — E disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão? E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.

A visão das Escrituras Neotestamentárias.

O Deus revelado por personagens distintos e em momentos distintos:

O que me faz mais crente em Jesus é que, mesmo pessoas que tiveram poucos momentos com Ele, são tomados pela Verdade de que aquele homem era o Filho!

A palavra de quem estava presente ao ato de suplício, condenação, da Crucificação, e na Morte de Jesus:

Marcos 15. 39: Ora, o centurião, que estava defronte dele, vendo-o assim expirar, disse: Verdadeiramente este homem era filho de Deus.

Os que foram curados por Ele:

Desde que há mundo, jamais se ouviu que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. Se este homem não fosse de Deus, nada poderia ter feito.  João 9:32,33

“Crês tu no Filho do Homem? Ele respondeu e disse: Quem é, Senhor, para que eu nele creia? E Jesus lhe disse: Já o tens visto, e é o que fala contigo. Então, afirmou ele: Creio, Senhor; e o adorou.”  João 9:35-38

Até os que eram incrédulos foram convencidos pela presença D’Ele.

Tomé:

“Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu!” João 20:28

O próprio Jesus - Na Hora da sua Morte:

Lucas 23. 46: Jesus, clamando com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.

A Palavra de quem viu Jesus após a morte e ressurreição:

João 20.28: Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu, e Deus meu!

Durante todo o Novo Testamento, a expressão "filho de Deus" é aplicada repetidamente, no singular, apenas para Jesus, com a possível exceção de Lucas 3:38 (no final da genealogia de Jesus cuja ascendência volta até Adão), onde podia argumentar-se que Adão está implicitamente sendo chamado de filho de Deus, com o que nós não concordamos, pois cairíamos na mesma situação sobre os casamentos na época de Noé. "Filhos de Deus" é aplicado aos outros apenas no plural.

O Novo Testamento chama Jesus de "filho único de Deus" João 1:8, I João 4:9, "Seu próprio filho" Romanos 8:3. Também refere-se a Jesus simplesmente como "o filho", especialmente quando "o Pai" é usado para se referir a Deus, como na frase "a Pai e do Filho”, II João 1:9, Mateus 28:19).

Características do Evangelho de João

Jesus apresentado como Deus Eterno

Este é o mitte deste Evangelho;

É o Evangelho do Filho de Deus [que se fez carne].

Crer na sua vinda ao mundo em forma encarnada como homem e nascido de mulher é ponto central do Evangelho e da confissão em Jesus Cristo, como inteiramente home e inteiramente Deus.

O apóstolo escrevendo em sua II Epístola Universal também aconselha para que tenham cuidado com os falsos mestres e suas doutrinas erradas que afirmavam que Cristo não era Deus, negando sua pré-existência ao dizer que ele não havia “vindo em carne”. “Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo. (2 João 1:7)

João ressalta a importância salvífica de crermos em Jesus como Deus O Filho:

         “Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho. Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas.” 2 João 1:9,10

Cada um dos quatro Evangelhos tem uma ênfase particular sobre Jesus O Deus Filho.

O Livro de Mateus é chamado de o "Evangelho do Rei" e foi escrito principalmente para leitores judeus.

O Livro de Marcos, o "Evangelho do Servo", foi escrito para instruir os leitores romanos.

Lucas escreveu principalmente para os gregos e apresentou Cristo como o "perfeito Filho do homem".

João é de interesse universal, e sua mensagem é "Este é o Filho de Deus".

É deste ângulo que João nos leva a entender O Deus Filho!

No evangelho de João, encontramos o termo grego monogenēs, que a Versão King James traduz como Filho “unigênito” (Jo 1.14, 18; 3.16, 18; ver 1Jo 4. 9). Nunca houve um tempo em que o Pai não fosse o Pai do Filho ou o Filho não fosse o Filho do Pai (Jo 1. 1-2; ver Mt 11.25-27; Lc 10.21-22). 

O Filho E O Pai são um.

“Eu e o Pai somos um.” João 10:30

Ao responde a seu discípulo e apostolo Felipe Jesus revela:

A unidade da Trindade

A sua ousia (mesma essência) igual ao Pai

Replicou-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. [...] Quem me vê a mim vê o Pai; [...] Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? [...] Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim” João 14:8-11

“Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.” Mateus 11:27

João Batista é uma das seis pessoas mencionadas no Evangelho de João que testemunharam que Jesus é Deus.

As outras são Natanael (Jo 1:49), Pedro (Jo 6:69), o homem cego que foi curado (Jo 9:35-38), Marta (Jo 11:27) e Tomé (Jo 20:28).

Se acrescentarmos a isso a palavra do próprio Cristo (Jo 5:25; 10:36), teremos sete testemunhos evidentes.

O conhecimento que o Pai tem de Seu Filho inclui a natureza divina, os pensamentos, as emoções e a vontade do Filho. Isso se reflete em João 10:30, onde Jesus declara: "Eu e o Pai somos um". 

Deus revelado no Monte:

A Transfiguração:

Mateus 17.5,8 — E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o. E os discípulos, ouvindo isso, caíram sobre seu rosto e tiveram grande medo. E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes e disse: Levantai-vos e não tenhais medo. E, erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus.

Esse acontecimento serviria para fortalecer a fé dos discípulos, especialmente de Pedro, o qual havia confessado pouco tempo antes que Jesus era o Filho de Deus.

Sua confissão de fé não teria sido tão significativa se ele a tivesse feito depois da transfiguração. Pedro creu, confessou sua fé e recebeu confirmação (ver Jo 11:40; Hb 11:6).

A transfiguração revela que uma das três ocasiões registradas nos Evangelhos em que o Pai fala do céu.

A primeira no batismo joanino no Jordão.

A segunda foi na transfiguração de Jesus (Lc 9:28-36), e

A terceira, na última semana antes da cruz (Jo 12:28).

Mateus 17.1,2 — Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte. E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.

A transfiguração, ou seja, a apresentação de Jesus como divino diante de seus apóstolos mais íntimos era necessária para que a doutrina da deidade de Jesus fosse confirmada diante dos homens, mesmo diante daqueles que declararam, como Pedro a sua divindade.

A transfiguração revelou quatro aspectos da glória de Jesus Cristo o Rei.

A gloria de sua Pessoa.

A gloria de seu reino.

A gloria de sua submissão.

A gloria de sua cruz.

Tanto quanto sabemos pelos relatos bíblicos, essa foi a única vez que Jesus revelou sua glória de tal forma durante seu ministério aqui na Terra. A palavra traduzida por transfiguração dá origem a nosso termo "metamorfose", que significa uma mudança exterior provinda de uma transformação interior

Como Deus ele se mostra pela primeira vez majestoso e glorioso.

μεγαλειοτης - megaleiotes; n. f. dignidade, magnificência - da majestade de Deus; do esplendor visível da majestade divina como ocorrido na transfiguração de Cristo

μεταμορφοω - metamorphoo; v. mudar de forma, transformar, transfigurar - a aparência de Cristo foi mudada e resplandecia com brilho divino sobre o monte da transfiguração.

Estudando o Evangelho em João 10:30.

João 10:30 é Neutro

A visão trinitariana tenta usar esse versículo para subsidiar a fé dos  trinitarianos:

“Viu? Jesus disse que eles são um, o que significa que Ele é Deus.”

Na realidade este versículo diz "unidade ou união de propósito", não apenas "um em ser".

Em, João 10:30, onde Jesus diz: “Eu e o Pai somos um” (γώ κα πατρ ν σμεν), a palavra grega ν (hen) é neutra, não masculina.

O neutro geralmente aponta pra unidade, ou acordo de propósito, em vez de uma "unidade" numérica ou pessoal absoluta.

Resumindo:

No Grego, ν (hen) é o singular neutro da palavra que significa "um".

Singular masculino: ες (heis)

Singular feminino: μία (mia)

Singular neutro: ν (hen)

Então, em João 10:30, o neutro ν é usado: “γώ κα πατρ ν σμεν” literalmente “Eu e o Pai somos um (neutro).”

Fonte:

Got questions - O que significa o fato de que ninguém conhece o Filho senão o Pai (Mateus 11:27)?

O CONCÍLIO DE CALCEDÔNIA – Trabalho acadêmico – PUC-RJ

r/Biblical Unitarian• LucianMagnesiensis

Brandon D. Crowe - Dr. Brandon D. Crowe é professor associado de Novo Testamento no Westminster Theological Seminary, na Filadélfia.

Como interpretar o adjetivo neutro “um” em João 10:30? - Hermenêutica Bíblica

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