sábado, outubro 24

O Chamado à Obediência - Lição CPAD N.º 4 – 25/10/2026

 O Chamado à Obediência

Subsídio Pastor e professor Osvarela

Lição CPAD N.º 4 – 25/10/2026

Texto Áureo: “Andareis em todo o caminho que vos manda o Senhor, vosso Deus, para que vivais, e bem vos suceda, e prolongueis os dias na terra que haveis de possuir.” (Dt 5.33).

Prática: Ouvir, aprender e praticar a Palavra revelam um relacionamento verdadeiro com o Senhor Deus.

Leitura Bíblica: Deuteronômio 5.1-10,16-21,29.

1 — E chamou Moisés a todo o Israel e disse-lhes: Ouve, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos; e aprendê-los-eis e guardá-los-eis, para os cumprir.

2 — O Senhor, nosso Deus, fez conosco concerto, em Horebe.

3 — Não foi com nossos pais que fez o Senhor este concerto, senão conosco, todos os que hoje aqui estamos vivos.

4 — Face a face o Senhor falou conosco, no monte, do meio do fogo

5 — (Naquele tempo, eu estava em pé entre o Senhor e vós, para vos notificar a palavra do Senhor, porque temestes o fogo e não subistes ao monte.), dizendo:

6 — Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.

7 — Não terás outros deuses diante de mim.

8 — Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra;

9 — não te encurvarás a elas, nem as servirás; porque eu, o Senhor, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais sobre os filhos, até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem,

10 — e faço misericórdia em milhares aos que me amam e guardam os meus mandamentos.

16 — Honra a teu pai e a tua mãe, como o Senhor, teu Deus, te ordenou, para que se prolonguem os teus dias e para que te vá bem na terra que te dá o Senhor, teu Deus.

17 — Não matarás.

18 — E não adulterarás.

19 — E não furtarás.

20 — E não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

21 — E não cobiçarás a mulher do teu próximo; e não desejarás a casa do teu próximo, nem o seu campo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

29 — Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem e guardassem todos os meus mandamentos todos os dias, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos, para sempre!

Objetivos da Lição:

I) Apresentar o concerto em Horebe e o chamado à obediência;

II) Justificar os mandamentos como expressão da vontade divina;

III) Conscientizar sobre as bênçãos de ouvir e obedecer à voz de Deus.

OBEDIÊNCIA

A CHAVE DA POSSE DA PROMESSA!

למד  - lamad; v. aprender, ensinar, exercitar-se em - aprender - ensinar - ser ensinado, ser treinado

שמר  - shamar; v. guardar, vigiar, observar, prestar atenção; guardar, vigiar, observar, prestar atenção.

יקהה  - yiqqahah; n. f. obediência

Introdução:

Deuteronômio 5.1 — E chamou Moisés a todo o Israel e disse-lhes: Ouve, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos; e aprendê-los-eis e guardá-los-eis, para os cumprir.

Objeto do ensino de Moisés que exorta o povo à obediência (4.1-43) a obediência é fundamento do primeiro discurso do libertador em Deuteronômio.

Base para ensinar ao povo que sua sobrevivência como povo, futura nação e relacionamento com deus só seria mantida pela manutenção da Aliança abraãmica, sob a estrita obediência, que seus pais que morreram no deserto, até ali, não haviam entendido como principal ponto após o evento da Lei no Sinai, no monte de Deus.

Afinal, o fim da Lei é a obediência. Quem desobedece a Lei está pecando.

A liberdade e a obediência. Só se vive com liberdade diante de Deus e na sociedade obedecendo a lei!

Uma das verdades fundamentais da vida e que a obediência traz bençãos e a desobediência traz julgamento. A desobediência é um desafio a autoridade de Deus, não obedecer a Lei, como ensina Moisés é desacreditar no Deus que guiava Israel até Cades, prontos a tomar posse de Canaã.

Etimologia:

שמע  - shama; v. ouvir, escutar, obedecer; ouvir com atenção ou interesse, escutar a

שמע  - sh^ema (aramaico); v. ouvir; ouvir, ter um sentido de audição; mostrar-se obediente

A confissão de fé judaica ortodoxa e chamada de Shema, termo hebraico que significa "ouvir".

A etimologia da língua ensina que para obedecer não basta ouvir, o ouvir que Moisés exalta – “Ouve, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos;” - é ter atenção, interesse no que se ouve, e obedecer o que se está ouvindo.

חמס  - chamac; v. errar, praticar violência com, tratar violentamente, agir erroneamente; agir de forma errada - referindo-se à falha física - referindo-se à ética - referindo-se às falhas física e ética

Discurso:

OUVIR, lembrar e obedecer daria acesso aos que restaram da jornada no deserto. Os três elementos essenciais para que Israel conquistasse e desfrutasse a terra prometida eram:

1º ouvir a Palavra de Deus,

2º lembrar-se dela e

3º lhe obedecer.

“A fé vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Deus.”

Ouvir, lembrar e obedecer é necessário para receberem provisão, proteção e direção até se estabelecerem na Terra Prometida e ali terem suporte divino para as primeiras colheitas e expulsarem os moradores das suas terras. E isto significava que depois que Israel entrasse em Canaã e que conquistasse a terra, não permaneceria lá nem desfrutaria sua herança se deixasse de ouvir a Palavra de Deus e de lhe obedecer.

 

Deuteronômio 5.2 — O Senhor, nosso Deus, fez conosco concerto, em Horebe.3 — Não foi com nossos pais que fez o Senhor este concerto, senão conosco, todos os que hoje aqui estamos vivos.

Antes do remanescente do deserto entrar na terra prometida, Moisés advertiu repetidamente o povo sobre o perigo de esquecerem de Deus e caírem na autossuficiência ou na idolatria após alcançarem a bonança e a fartura. (Deuteronômio 4)

É preciso entender que Moisés neste primeiro sermão está chamando os remanescentes do deserto a um exercício de fé. Pra que possam entender que estão ali por um ato de fé nascido na relação de fé do patriarca Abraão, Pai dos que têm fé, como Paulo ensina.

Assim, “Ser emocionalmente tocado sem compreender a mensagem de Deus não é fé, a verdadeira fé está fundamentada no entendimento da verdade (Mt. 13:18-23). Ter a mente esclarecida e o coração tocado, mas não agir em obediência a mensagem não é fé, pois "a fé sem obras e morta" (Tg. 2:14-26). A mente, o coração e a iniciativa fazem parte da verdadeira fé bíblica. Todos os remidos foram salvos do pecado "pela graça, mediante a fé", e isso inclui as pessoas de valor do Antigo Testamento que aparecem em Hebreus 11.”

Dt. 4,6 — Face a face o Senhor falou conosco, no monte, do meio do fogo — (Naquele tempo, eu estava em pé entre o Senhor e vós, para vos notificar a palavra do Senhor, porque temestes o fogo e não subistes ao monte.), dizendo: — Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.

Na caminhada, desde a saída do Egito foi um ato de fé nas promessas de 430 anos, pela fé de Abraão, Isaque e Jacó que obedeceram a chamada, sem ver, mas crendo no Deus que lhes falara.

Moisés destaca que Deus falava com este remanescente e que eles deveriam se pautar diferentemente de seus pais que morreram do deserto e seriam chamados de “todos os que hoje aqui estamos vivos... grande povo é gente sábia e inteligente '” Dt. 4:6; 5:3

Porque Moisés insistiu em ativar lembranças dos antepassados da geração remanescente?

Por um motivo: Moisés sabia que o esquecimento fora uma das muitas formas do povo, que fora escravizado, esquecer do sofrimento imposto pelos reis do Egito contra gerações dos que ali se encontravam.

Moisés lembra e dá como exemplo o grande evento no Monte Sinai (Horebe).

O esquecimento das obras de Deus, e seus livramentos, desafia e definha a Fé.

שכח -shakeach; v. esquecer, ignorar,

Como se diz: “Uma das estratégias mais eficazes de Satanás é fazer os crentes lembrarem o que deveriam esquecer e esquecerem o que deveriam lembrar. Se o povo de Deus não se lembrar de seus pecados passados e rebeliões contra Deus, eles podem facilmente repeti-los, caindo nos mesmos padrões pecaminosos e armadilhas.”

“Andareis em todo o caminho que vos manda o Senhor, vosso Deus, para que vivais, e bem vos suceda, e prolongueis os dias na terra que haveis de possuir.” (Dt 5.33).

Moisés sabia que a vida e a morte espiritual dependiam da obediência de Israel. Assim como, também no sentido mais imediato, a vida e a morte física dependiam de sua obediência. Israel necessitava da obediência e confiança em seu Deus, pois, para tomar posse da Terra prometida enfrentaria um povo forte a ser deslocado da Terra Prometida, com suas próprias forças não teria êxito.

“Vedes aqui vos tenho ensinado estatutos e juízos, como me mandou o Senhor meu Deus: para que assim façais no meio da terra a qual ides a herdar... Porque, que gente há tão grande, que tenha deuses tão chegados como o Senhor nosso Deus, todas as vezes que o chamamos?” Dt.4. 5-8 

A primeira derrota militar de Israel na Terra Prometida (Josué 7) veio especificamente porque eles haviam desobedecido a Deus. Uma batalha foi perdida, e 36 homens morreram em Ai.

Lembrar os erros e eventos vividos pelos antepassados, foi a forma pratica usada como exemplo aos remanescentes, ali em Cades: “Somente tome cuidado consigo mesmo”: Moisés advertiu Israel a lembrar o que eles haviam visto, experimentado e aprendido nos anos do deserto. Isso poderia se referir tanto aos grandes milagres da bondade e provisão de Deus, quanto aos julgamentos que Deus executou contra os incrédulos e reclamadores entre o povo de Israel.

A aliança não poderia ser cortada por estes:“2 — O Senhor, nosso Deus, fez conosco concerto, em Horebe.3 — Não foi com nossos pais que fez o Senhor este concerto, senão conosco, todos os que hoje aqui estamos vivos.”

Moisés queria lembra que deus fizera um concerto com Israel por todas as suas gerações: O Israel original continha dentro de si todos os israelitas posteriores - ““O fato é enfatizado que o evento de Horebe não foi simplesmente um evento do passado que concernia apenas aos ancestrais de Israel, mas era a preocupação de Israel em todas as eras.” (Thompson)”

A dramaticidade que Moisés destaca neste trecho do texto, destaca-se pela misericórdia em Deus reafirmar seus Mandamentos, decalogados para incutir na mente dos seus ouvintes, três grandes propósitos e usos da Lei:

A Lei serve ou é:

É um guarda-corpo, mantendo a humanidade em um caminho moral.

É um espelho, mostrando ao homem seu fracasso moral e necessidade de um salvador.

É um guia, mostrando o coração e o desejo de Deus para Seu povo.

6 — Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.

7 — Não terás outros deuses diante de mim.

8 — Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra;

9 — não te encurvarás a elas, nem as servirás; porque eu, o Senhor, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais sobre os filhos, até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem,

10 — e faço misericórdia em milhares aos que me amam e guardam os meus mandamentos.

16 — Honra a teu pai e a tua mãe, como o Senhor, teu Deus, te ordenou, para que se prolonguem os teus dias e para que te vá bem na terra que te dá o Senhor, teu Deus.

17 — Não matarás.

18 — E não adulterarás.

19 — E não furtarás.

20 — E não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

21 — E não cobiçarás a mulher do teu próximo; e não desejarás a casa do teu próximo, nem o seu campo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

Assim se destacam os mandamentos:

Primeiro Mandamento - 6 — Eu sou o Senhor, teu Deus

O Senhor - Ele é o único Deus; O fracasso em obedecer a este mandamento é chamado idolatria.

Segundo Mandamento (8-10) O segundo mandamento, proibindo imagens usadas para idolatria.

Contra idolatria; - proibindo imagens – “nem semelhança alguma do que ha em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra: Não te encurvarás a elas, nem as servirás”

Diferente de alguns que acham que este mandamento impede fotos, desenho artístico, o segundo mandamento não proibia fazer uma imagem de algo para propósitos artísticos. O próprio Deus ordenou a Israel fazer imagens de querubins (Êxodo 25:18, 26:31). Proibia a fabricação de imagens como uma ajuda ou auxílio à adoração.

Terceiro Mandamento - tomar o nome de Deus em vão - vs.11 (não está no texto do estudo) - proibindo tomar o nome de Deus em vão – ‘Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão: porque o Senhor não terá por inocente ao que tomar o seu nome em vão;’

Destacando que isto pode ser usado de várias maneiras:

- Profanidade: Usar o nome de Deus em blasfêmia e maldição.

- Frivolidade: Usar o nome de Deus de uma maneira superficial e estúpida.

- Hipocrisia: Reivindicar o nome de Deus, mas agir de uma maneira que O desonre.

O Quarto Mandamento, guarda do sábado. (vs.12-15)

‘Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o Senhor teu Deus.’

Sombra do descanso em Cristo.

A humanidade de Deus se estende a todos os homens: um dia de descanso que o homem israelita livre, Deus declara a humanidade e dignidade essenciais das mulheres, escravos e estrangeiros, eles teriam o mesmo direito na Terra Prometida, algo não citado por Moisés no livro do Êxodo, mas aqui destacado, antes de entrem – “(lembre-se de que você foi escravo na terra do Egito.)”

                   - os cristãos não estão vinculados a observar dias e meses e estações e anos. O descanso que entramos como cristãos é algo para experimentar todos os dias, não apenas um dia por semana – o descanso de saber que não temos que trabalhar para nos salvar, mas nossa salvação é realizada em Jesus (Hebreus 4:9-10).

Quinto Mandamento (com promessa):

‘para que se prolonguem os teus dias e para que te vá bem na terra que te dá o Senhor’

Honra a teu pai e a tua mãe.

Sexto Mandamento:

Valor a vida - 17 — Não matarás.

- A distinção entre matar e assassinato é clara nas leis relativas às cidades de refúgio (Nm. 35:9-34, Dt. 4:41-43). Em hebraico assim como em português há uma distinção entre matar e assassinar. Em oposição a matar, assassinato é a tomada de vida sem justificação legal (execução após devido processo) ou justificação moral (matar em defesa).

Sétimo Mandamento: 18 — E não adulterarás.

Valor ao casamento:

Adultério - Não deve ser feito, e quando é feito é pecado e causa dano.

18 — E não adulterarás.

Deus aponta como adultério espiritual o pecado de Israel ao seguir outros deuses!

O Adultério, implica em infidelidade, quebra de aliança, e é uma analogia apropriada à infidelidade de aliança em um plano superior – o divino-humano.

No tempo da Graça, o adultério traspassa o casamento entra em ação pelo desejo interno – Jesus explicou o ‘coração’ deste mandamento. Ao olhar para uma mulher para cobiçá-la, cometemos adultério em nosso coração ou mente, mesmo não tendo a coragem ou oportunidade de fazer o ato (Mateus 5:27-30).

Valor a propriedade alheia e a honestidade:

Oitavo Mandamento - O direito à propriedade pessoal é básico para toda a economia Mosaica. A palavra ‘ganaḇ’ (‘roubar’).

19 — E não furtarás.

Ef. 4.28 “Aquele que roubava não roube mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha algo para dar àquele que tem necessidade.”

Valor a moralidade e justiça:

Nono Mandamento

20 — E não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

Jesus foi vítima de falso testemunho (Marcos 14:57).

Alguns qualificam a Fofoca, você poderá verificar a extensão deste mandamento, ao longo dos nossos demais estudos do Livro de Deuteronômio.

Omissão - Silêncio inapropriado também pode quebrar este mandamento.

“Se alguém tem evidência de uma acusação pública contra alguém e retém aquela evidência, ‘ele será responsabilizado’ (Lev 5:1). (Kalland)

Calúnia – espalhar ou fazer ou usar uma mentira inventada com intenção de fazer mal. Essa é a pior forma de injúria que uma pessoa pode fazer a outra.

- sheqer (Hb.) - falsidade (injúria no testemunho); testificar falsidade, falso juramento, jurar falsamente

Valor aos relacionamentos alheios e a mulher e desejos impuros do coração:

Décimo Mandamento - 21 — E não cobiçarás a mulher do teu próximo

A cobiça tem matado muitos homens e crentes.

O terreno do vizinho parece mais verde que o nosso, eis o chamado da cobiça ao nosso coração: - ; e não desejarás a casa do teu próximo, nem o seu campo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.”

Para um povo que receberia possessão de terra, a cobiça poderia despertar, como aconteceu com o próprio Rei Acabe, o desejo de possuir terras alheias, ou até mesmo as esposas e bens alheios.

É um item importante quanto a tranquilidade e relações de vizinhança entre os que iam adentar a posse de terras.

Os primeiros nove mandamentos focam mais em coisas que são feitas, ações que são realizadas. O décimo mandamento lida diretamente, com o coração e seus desejos.

“Tenham cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na abundância dos seus bens.” (Lucas 12:15)

“A proibição contra cobiçar a terra de um vizinho não teria significado se direitos familiares em laços matrimoniais, tranquilidade doméstica e propriedade não existissem.” (Kalland)

O desejo de Deus, ao povo para seguir em obediência aos seus Mandamentos:

29 — Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem e guardassem todos os meus mandamentos todos os dias, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos, para sempre!

O que devemos declara ao ouvir os mandamentos divinos:

Nos diga tudo o que o SENHOR nosso Deus lhe disser, e ouviremos e faremos!

Deus ficou satisfeito com a resposta de Israel. A resposta deles era evidência de que eles O levavam a sério.

Dt.5. 32,33 Olhai, pois, que façais como vos mandou o Senhor, vosso Deus; não declinareis, nem para a direita, nem para a esquerda. Andareis em todo o caminho que vos manda o Senhor, vosso Deus, para que vivais, e bem vos suceda, e prolongueis os dias na terra que haveis de possuir.

Entendamos, que:

- Ouvir, aprender e praticar a Palavra revelam um relacionamento verdadeiro com o Senhor Deus

Ouve, Ó Israel!

Deus nos alerta e diz “Ouve, Ó Igreja!”

Praticar com vista a obter aceitação de Deus de forma acertada e aceitável por Ele, deixando de agir de forma errada, no sentido que se refere à falha física e ética.

Fonte:

Deuteronômio 5 – Moisés Lembra Israel de Sua Aliança com Deus no Sinai; Enduringword - por David Guzik

Dicionário Strong

Apontamentos do autor

Citações no corpo do texto

Lições CPAD 4º trimestre 2026

Wiersb – Antigo Testamento

Comentário Champlin V1;V3

Bíblia app – ARA, ARC

Bíblia online

sexta-feira, outubro 23

COMENTÁRIO SUCINTO DE DEUTERONÔMIO - TEMA 4 TRIMESTRE 2026 TERCEIRA PARTE.

COMENTÁRIO SUCINTO DO TEMA 4 TRIMESTRE 2026

TERCEIRA PARTE.

O Deus da Aliança — Advertências, promessas e bênçãos no livro de Deuteronômio

Comentarista: Osiel Gomes

Sequência: Moral – informações sobre crimes, código civil, convivência social, casamento, virgindade e estupro. Bençãos e Maldição.

Continuação – parte 3

Como no primeiro Comentário Suscinto do Livro de Deuteronômio, continuamos nosso subsídio, para ajudar aos nossos visitantes e seguidores, que tem estado conosco, numa média de 1000 visitas diárias.

Desta feita seguimos a partir do tema, abordando a Moralidade e o grand tema Benção se Maldições, que Moisés escreve aos seus liderados ali na planície do Berseba.

Introdução:

Nasceu o desejo de estudar o livro bíblico citado na temática do – 4º trimestre 2026 – assim, estaremos (conforme nossas forças) dando subsídios para os que vão estudar as Lições deste próximo trimestre.

Deus nos abençoe nesta jornada, sendo que o estudo deve ser lido como uma apresentação básica, não final, sobre Deuteronômio, pois o livro é profundo e contém várias camadas, que remetem a Doutrinas bíblicas, como por exemplo a Doutrina da Salvação [A Heilsgeschichte  (História da Salvação ou História Sagrada) inspira-se em Deuteronômio 26:5-11, que é considerado um credo histórico da salvação].

Exórdio

Podemos ver a partir do capítulo 22 diversas e interessantes regras de moralidade e convivência, determinadas a serem seguidas para um grupo dividido por lideranças tribais.

Obs.: Israel era uma teocracia, e suas leis eram as leis de Deus. Infringir a lei significava pecar contra o Senhor e profanar a terra, e o povo precisava entender a seriedade de tais atos.

Assim encontramos regras sobre:

         Moralidade incluindo:

“Justiça: "É a esperança de todos os

que sofrem, terror dos que fazem o mal".

John Greenleaf Whittier

                              Direito e Justiça:

Pesos e medidas justos: Dt.25.13,15 Na tua bolsa não terás diversos pesos, um grande e um pequeno. Na tua casa não terás duas sortes de efa, um grande e um pequeno. Peso inteiro e justo terás, efa inteiro e justo terás, para que se prolonguem os teus dias

- testemunha: Dt.19.15 Uma só testemunha contra ninguém se levantará por qualquer iniquidade ou por qualquer pecado, seja qual for o pecado que pecasse; pela boca de duas ou três testemunhas, se estabelecerá o negócio.

- Se alguma testemunha falsa fosse descoberta pelas investigações, então tal indivíduo sofreria exatamente o castigo que tinha esperado infligir sobre seu vizinho ou conhecido inocente.

Crimes de morte: Dt.19.4;11 E este é o caso tocante ao homicida que se acolher ali, para que viva: aquele que, por erro, ferir o seu próximo, a quem não aborrecia dantes.[...] Mas, havendo alguém que aborrece a seu próximo, e lhe arma ciladas, e se levanta contra ele, e o fere na vida, de modo que morra.

- O homicídio era um dos vários crimes capitais em Israel (punidos com a morte). Os outros eram idolatria e feitiçaria (Lv. 20:1-6), blasfêmia (Lv. 24:10- 16), violação do sábado (Nm. 15:32-36), desobediência deliberada e repetida aos pais (Dt 21:18-21; Ex. 21:15, 17), rapto (Êx.21:16), bestialidade (Êx. 22:19), homossexualidade (Lv. 20:13), adultério e estupro de uma virgem comprometida (Dt. 22:22-27).

Levando em consideração duas formas de crime de morte, contra pessoas:

O homicida involuntário (vv. 4-6).

O homicida doloso (w. 11-13).

19.2 Cidades refúgio. Era mister distinguir o homicídio voluntário do homicídio involuntário. Mas, mesmo que um homem tivesse tirado a vida de outro por puro acidente, sem nenhuma malicia, deveria ir para o exílio, em uma das chamadas “cidades de refúgio”.Total de 9 cidades (3 na Transjordânia - Deu. 4.41-43).)

Crimes contra propriedades: Dt.22.1 Vendo extraviado o boi ou a ovelha de teu irmão, não te furtarás a eles; restituí-los-ás, sem falta, a teu irmão.

Aqui podemos encontrar uma forma de exercitar o amor ao próximo, através das suas perdas restituindo-o.

Amar ao próximo (Dt 22:1-4, 6-8; 23:24, 25). Essas prescrições são aplicações específicas de Levítico 19:18: "Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor". O próximo é um irmão, o que serve de motivação ainda maior para ajudá-lo, e Deus é Senhor dos dois, sendo essa a maior motivação de todas.

Os animais desgarrados, outrossim, mesmo que não fizessem parte dos bens do homem que estivesse cuidando deles, tinham de ser “protegidos”, e deveriam ser devolvidos ao legítimo proprietário.

Crimes contra estrangeiros – xenofobia:Dt.23. 7; 24.17 Não aborrecerás o edomita, pois é teu irmão; nem aborrecerás o egípcio, pois estrangeiro foste na sua terra. [...] Não perverterás o direito do estrangeiro.

Defesa da agricultura e meio-ambiente: Dt.22.6,7, 9,10 Se de caminho encontrares algum ninho de ave, nalguma árvore ou no chão, com passarinhos, ou ovos, e a mãe sobre os passarinhos ou sobre os ovos, não tomarás a mãe com os filhotes; deixarás ir, livremente, a mãe e os filhotes tomarás para ti, para que te vá bem, e prolongues os teus dias. [...] Não semearás a tua vinha com duas espécies de semente, para que não degenere o fruto da semente que semeaste e a messe da vinha. Não lavrarás com junta de boi e jumento

Dt.20.19 Quando sitiares uma cidade por muitos dias, pelejando contra ela para a tomar, não destruirás o seu arvoredo, metendo nele o machado, porque dele comerás; pelo que o não cortarás (pois o arvoredo do campo é o mantimento do homem)

Lei Sanitária: Dt.23. 12,13 Também terás um lugar fora do arraial; e ali sairás fora. E entre as tuas armas terás uma pá; e será que, quando estiveres assentado fora, então, com ela cavarás e, virando-te, cobrirás aquilo que saiu de ti.

Casamento - Matrimoniais: Dt 22.13 Se um homem casar com uma mulher, e, depois de coabitar com ela, a aborrecer, 14e lhe atribuir atos vergonhosos, e contra ela divulgar má fama, dizendo: Casei com esta mulher e me cheguei a ela, porém não a achei virgem,

Divórcio: O divórcio era permitido, mas tinham de ser seguidas certas regras. A expressão traduzida por "mandá-la embora", em Deuteronômio 22:19 e 29, tem o sentido de "divórcio". Uma vez que o casamento havia sido consumado, os dois eram marido e mulher, e o casamento só podia ser legalmente anulado pelo divórcio (Dt 24:1-4). prática de divórcio e novo casamento era comum no antigo Oriente Próximo e Médio, incluindo Israel. Jesus, porém, afirmou que essa lei era uma concessão, por causa da dureza dos corações, que tinham perdido de vista o propósito original e a santidade do casamento. Quanto a isso ver Mat. 19.8 ss... Jesus limitou as causas do divórcio ao adultério. O "termo de divórcio" era um documento oficial que protegia a mulher da calúnia, difamação e abuso e também lhe concedia o direito de um segundo casamento.

Sobre prostituição ou sodomia: Dt.23.17 Não haverá rameira dentre as filhas de Israel; nem haverá sodomita dentre os filhos de Israel.

Acerca de empréstimos – Agiotagem: Dt.23.10,11 Quando emprestares alguma coisa ao teu próximo, não entrarás em sua casa para lhe tirar o penhor. Fora estarás, e o homem, a quem emprestaste, te trará fora o penhor.

Estrupo: Dt.22.25 E, se algum homem, no campo, achar uma moça desposada, e o homem a forçar, e se deitar com ela, então, morrerá só o homem

Acerca de ajuda ao pobre e viúvas e estrangeiros: Dt.24.19,21Quando no teu campo segares a tua sega e esqueceres uma gavela no campo, não tornarás a tomá-la; para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva será; Quando sacudires a tua oliveira, não tornarás atrás de ti a sacudir os ramos; para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva será. Quando vindimares a tua vinha, não tornarás atrás de ti a rebuscá-la; para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva será o restante.

Acerca de Dízimos: Dt.26. 12 Quando acabares de dizimar todos os dízimos da tua novidade, no ano terceiro, que é o ano dos dízimos, então, a darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva


Continuação:

Na introdução da seção da benção se maldições encontramos anteriormente as Exortações Finais (26.16-19), o autor sagrado completa a sua apresentação das muitas leis iniciadas no capítulo 12 do Deuteronômio. Estes quatro versículos, entretanto, servem de conclusão apropriada da exposição inteira, que aparece em Dt. 4.44; 26.19 e apresenta o segundo discurso de Moisés.

Moisés concluiu sua explicação da lei em Dt. 26:15 e, então, começou o encerramento de sua longa mensagem de despedida.

A partir do capítulo 27 e segue no 28 encontramos os sermões a respeito das Bençãos e Maldições condicionais.

Na verdade, trata-se de uma liberdade de escolha, com conhecimento dos efeitos da escolha de cada um e da nação.

Tudo que o homem semear, isto também colherá!

Dt.27. 11,13 E Moisés deu ordem, ...: Quando houverdes passado o Jordão, estes estarão sobre o monte Gerizim, para abençoarem o povo:, estarão, para amaldiçoar, sobre o monte Ebal:

Após dar explicações Moisés os lembra que o Senhor havia prometido abençoá-los se lhe obedecessem de todo o coração (Dt 7:6-16). Nas campinas de Moabe, os israelitas aceitaram esse compromisso solene pela segunda vez e iriam confirmá-lo pela terceira vez quando entrassem na Terra Prometida (Js 8:30-35).

Para o povo de Deus, não basta desfrutar as bênçãos e privilégios da aliança, também é preciso aceitar as responsabilidades incluídas nesse Pacto. Assim também devemos lembra dos deveres como cristãos, na nossa Aliança do Novo Pacto pelo Sangue de Jesus.

Interessante destacar que a seção e a anunciação de Moisés com as Maldições (no monte Ebal, ao norte), como vemos em Dt.27.15 Maldito o homem que fizer imagem de escultura ou de fundição, abominação ao Senhor e segue até Dt.27. 26 Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo! E todo o povo dirá: Amém! 

O início das condicionantes das Bençãos se dá no capítulo 28.1,3 (a partir do Monte Gerizim, ao sul) “E será que, se ouvires a voz do Senhor, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu te ordeno hoje, o Senhor, teu Deus, te exaltará sobre todas as nações da terra. E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do Senhor, teu Deus: Bendito serás tu na cidade e bendito serás no campo.”

E prosseguem até a Dt.28.13 e seguida pelos castigos pela desobediência as condições das Bençãos.

Dt.28.15 Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do Senhor, teu Deus, para não cuidares em fazer todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que hoje te ordeno, então, sobre ti virão todas estas maldições e te alcançarão:

Os castigos, diz Moisés, coletivos, ou seja, a Nação futura deve obedecer e manter a Aliança com o Senhor YHWH, pois, se não obedecerem, o castigo que os atingirá, ao final da desobediência nacional a um desterro e volta ao Egito num regime de escravidão sem possibilidade de retorno, ou de um libertador a Terra da Promessa que ali estão prestes a entrar:

Dt.28. 68 E o Senhor te fará voltar ao Egito em navios, pelo caminho de que te tenho dito: Nunca jamais o verás; e ali sereis vendidos por servos e por servas aos vossos inimigos; mas não haverá quem vos compre.

Moisés determinou que se prepara-se um local de onde seriam proclamadas as bençãos.Dt.27.1,10

“Será, pois, que, quando houveres passado o Jordão, levantareis estas pedras, que hoje vos ordeno, no monte Ebal, e as caiarás.”

Josué preparou um local, caindo pedras no Monte Ebal e escreveu nas pedras (Dt 27:8) as leis dadas por Deus ao povo. Ele ainda preparou um altar na base do monte.

                   Das tribos que participaram e do local: O vale entre os dois montes formava um anfiteatro natural onde os sacerdotes e levitas poderiam se reunir e proclamar a Palavra de Deus. As seis tribos que se reuniram no monte Gerizim, o monte da bênção, foram Simeão, Levi, Judá, Issacar, José (Efraim e Manassés) e Benjamim, todos filhos de Jacó com suas duas esposas - Raquel e Lia.

Reunidas no monte Ebal, o monte da maldição, as tribos de Rúben e Zebulom (ambos filhos de Lia) e os filhos das servas, Gade, Aser, Dã e Naftali.

Quadro de Bençãos e Castigos:

As Bênçãos E Pragas De Yahweh

Bênçãos:

• Prosperidade no comércio (Deu. 28.3)

• Alimento diário (Deu. 28.4)

• Ausência de fome na terra (Deu. 28.5)

• Vitórias militares supernaturais (Deu. 38.7)

• Colheitas de grande riqueza (Deu. 28.8)

• Sucesso em todas as atividades (Deu. 28.8)

• Israel estabelecido como povo sagrado de Yahweh (Deu. 28.9)

• Israel, maravilha perante as nações (Deu. 28.10)

• Prosperidade na agricultura e domesticação de animais (Deu. 28.11)

• Chuva abundante em uma terra sedenta (Deu. 28.12)

• Nunca há necessidade de tomar emprestado (Deu. 28.12)

• Poder de dar ou emprestar a outros (Deu. 28.12)

• Lider das nações (Deu. 28.13)

Pragas:

• Destruição de todo tipo (Deu. 28.20)

• Doenças (Deu. 28.21-22)

• Secas (Deu. 28.23-24)

• Derrotas em batalhas (Deu. 28.26)

• Doenças físicas e mentais (Deu. 28.27-29)

• Opressão e roubo (Deu. 28.30-35)

• Exílio (Deu. 28.36-37)

• Perda das colheitas e fome (Deu. 28.38-42)

• Aquelas causadas pela desobediência (Deu. 28.45-48)

• Cidades dominadas, destruídas (Deu. 28.49-52)

• Destruição de toda a nação (Deu. 28.58-68)

Continua

Fonte:

Apontamentos do autor

Antigo Testamento - Volume I — Pentateuco - Warren W . Wiersbe; Iª Edição - 2010

O Antigo Testamento Interpretado - Versículo Por Versículo - Russell Norman Champlin, Ph. D.

Citações no corpo do texto

Dicionário Strong

APP da Bíblia online – ARA – ARC

Site: Estudandopalavra

- enduringword.com

- estiloadoracao.com

quinta-feira, outubro 15

A Fidelidade de Deus diante da Infidelidade de Israel Lição 3 CPAD 18/10/2026

A Fidelidade de Deus diante da Infidelidade de Israel

Lição 3 CPAD 18/10/2026

Subsídio pastor e professor Osvarela

Texto Áureo

“Pelo que hoje saberás e refletirás no teu coração que só o Senhor é Deus em cima no céu e embaixo na terra; nenhum outro há.” (Dt 4.39).

Prática

Reconhecer que só o Senhor é Deus exige fidelidade, obediência à sua Palavra e rejeição da idolatria.

Leitura Bíblica 

Deuteronômio 4.1-4,25-31.

1 — Agora, pois, ó Israel, ouve os estatutos e os juízos que eu vos ensino, para os cumprirdes, para que vivais, e entreis, e possuais a terra que o Senhor, Deus de vossos pais, vos dá.

2 — Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor, vosso Deus, que eu vos mando.

3 — Os vossos olhos têm visto o que o Senhor fez por causa de Baal-Peor; pois a todo homem que seguiu a Baal-Peor o Senhor, teu Deus, consumiu do meio de ti.

4 — Porém vós que vos chegastes ao Senhor, vosso Deus, hoje todos estais vivos.

25 — Quando, pois, gerardes filhos e filhos de filhos, e vos envelhecerdes na terra, e vos corromperdes, e fizerdes alguma escultura, semelhança de alguma coisa, e fizerdes mal aos olhos do Senhor, para o provocar à ira,

26 — hoje, tomo por testemunhas contra vós o céu e a terra, que certamente perecereis depressa da terra, a qual, passado o Jordão, ides possuir; não prolongareis os vossos dias nela; antes, sereis de todo destruídos.

27 — E o Senhor vos espalhará entre os povos, e ficareis poucos em número entre as gentes às quais o Senhor vos conduzirá.

28 — E ali servireis a deuses que são obra de mãos de homens, madeira e pedra, que não veem, nem ouvem, nem comem, nem cheiram.

29 — Então, dali, buscarás ao Senhor, teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma.

30 — Quando estiveres em angústia, e todas estas coisas te alcançarem, então, no fim de dias, te virarás para o Senhor, teu Deus, e ouvirás a sua voz.

31 — Porquanto o Senhor, teu Deus, é Deus misericordioso; e não te desamparará, nem te destruirá, nem se esquecerá do concerto que jurou a teus pais.

Objetivos da Lição: 

I) Destacar a fidelidade divina e o chamado à obediência;

II) Alertar sobre os perigos da idolatria e da infidelidade;

III) Levar a classe a reconhecer a misericórdia de Deus na restauração do povo.

ETIMOLOGIA:

Fidelidade

אמונה  - ’emuwnah ou (forma contrata) - אמנה ’emunah; n. f. firmeza, fidelidade, estabilidade.

ευσεβεια - eusebeia; n. f. reverência, respeito; fidelidade a Deus, religiosidade

πιστις - pistis; n. f. convicção da verdade de algo, fé; fidelidade, lealdade.

No grego do Novo Testamento, a palavra para fidelidade é pistis, e no hebraico do Antigo Testamento é emunah, que significam ser firme, estável, constante e digno de confiança.

πιστος - pistos; adj. verdadeiro, fiel - algúem que manteve a fé com a qual se comprometeu, digno de confiança; no NT, alguém que confia nas promessas de Deus

πιστοω - pistoo; v. tornar fiel, digno de confiança

Discurso:

Fidelidade a Deus - o dever de todo cristão

Um dos frutos do Espírito em Gálatas 5:22-23 é a fidelidade. 

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, ...”

Deuteronômio 4.1 — Agora, pois, ó Israel, ouve os estatutos e os juízos que eu vos ensino, para os cumprirdes, para que vivais, e entreis, e possuais a terra que o Senhor, Deus de vossos pais, vos dá.

Dt. 5.32 Cuidareis em fazerdes como vos mandou o Senhor, vosso Deus; não vos desviareis, nem para a direita, nem para a esquerda.

A Fidelidade é assunto mitte na escritura inspirada de Deuteronômio escrita por Moisés, é sem dúvida intimamente ligada a obediência e a falta dela que levo os israelitas que saíram do Egito a perderem a vida ao longo da caminhada desértica e que Moisés usa para avisar os seus filhos ali na planície de Moabe.

O Deus da fidelidade:

Fidelidade Divina – Absoluta; Atributo Essencial

Fidelidade Humana – Relativa - Resposta Ética

A fidelidade de Deus – Ele é o exemplo perfeito

2 Tm.11,13 Fiel é esta Palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele; se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negamos, ele, por sua vez, nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo.

Uma das características e Deus é Sua fidelidade. Deus não muda nem mente. Ele é sempre fiel, mesmo quando nós não somos, e nunca deixa de cumprir Suas promessas (2 Timóteo 2:13). Enquanto que outras pessoas falham, podemos sempre confiar em Deus.

Paulo descreve a lei da obediência e da fidelidade humana em relação a fidelidade eterna de Deus:

Ciente da fidelidade de seu Deus Moisés alerta ao povo sobre a mantença da fidelidade como relacional requisito para comunhão com Deus e suas bençãos.

O Salmo 100:5 diz que Sua fidelidade permanece por todas as gerações. E é exatamente isso que a Bíblia nos escritos de Moisés em Deuteronômio, está nos mostrando.

Ser fiel é ser digno de confiança de quem prometeu dar algo, mesmo que você não mereça!

Salmos 33:4 (NVI): “Pois a palavra do Senhor é verdadeira; ele é fiel em tudo o que faz.”

Deus manteve a sua promessa a Abraão ao longo de 430 anos e tirou o povo com mão forte do Egito e lhes conduziu pelo deserto, mesmo com o povo murmurando e manteve a promessa aos descendentes do que saíram do Egito, e lhes ensina que o exemplo dos pais deveria servir como orientação aos, agora filhos, para continuidade da promessa. Deus não retirou a promessa e nem retiraria mesmo que necessitasse suscitar novos descendentes da Abraão.

Deus mostra a sua fidelidade através da Sua Palavra - Ele é fiel à Sua Palavra.

Ele planeja o que faz e cumpre sua palavra – Isaías 46.10,11 NVI: ‘O que eu disse, isso eu realizarei; o que eu planejei, isso farei.’

Portanto o incentivo de Moisés é que o povo se mantenha fiel a Palavra manifesta a dação deuteronômica dos Dez Mandamentos, ali, antes de entrar na Terra da Promessa.

Obedecer garante vida por fidelidade a Palavra:

Ser fiel a Deus é além daquilo que nós imaginamos. A fidelidade do homem não é a mesma fidelidade de Deus. Deus em sua plenitude não está em regras impostas pelos homens, está ontologicamente ligada natureza do ser divino. E Deus sabe distinguir, isto, em seu relacionamento com o homem.

Dt.1. 3,4 — Os vossos olhos têm visto o que o Senhor fez por causa de Baal-Peor; pois a todo homem que seguiu a Baal-Peor o Senhor, teu Deus, consumiu do meio de ti. — Porém vós que vos chegastes ao Senhor, vosso Deus, hoje todos estais vivos.

A reflexão teológica e exegética sobre a fidelidade de Deus e a fidelidade do homem aborda a disparidade ontológica e relacional entre a constância divina e a fragilidade ou volubilidade humana dentro das Escrituras e da teologia sistemática.

Na teologia bíblica, a fidelidade não é meramente uma virtude que Deus "possui", mas um atributo essencial de Sua própria natureza.

Hebreus 6:13-14 (NVI) “Quando Deus fez a sua promessa a Abraão, jurou por si mesmo, visto que não havia ninguém superior a ele por quem jurar, dizendo: ‘Esteja certo de que o abençoarei e farei numerosos os seus descendentes.” É desta fidelidade que Moisés está demonstrando aos resistentes sobreviventes à caminhada no deserto.

Ao analisarmos a posição de Moisés sobre o povo se manter fiel a Deus e sua Palavra, devemos analisar a forma pela qual Deus exige a fidelidade ao homem, mas Ele, Deus, nunca exigiu uma fidelidade igual a Sua fidelidade, pois Ele sabe que esta é um atributo essencial de Sua própria natureza. Deus já havia demonstrado isto ao chamar o patriarca Abraão – Gn. 15

“O que vem à mente de uma pessoa quando pensa em Deus é a coisa mais importante sobre ela.” – A.W. Tozer, O Conhecimento do Santo

Ontologicamente - Deus é fiel porque Ele não pode negar a si mesmo (2 Timóteo 2:13).

Na literatura acadêmica e exegética, isso significa que a fidelidade divina (emunah no Antigo Testamento, ligada à ideia de firmeza, solidez e verdade; e pistis no Novo Testamento) está ancorada na imutabilidade (aseidade e simplicidade) de Deus. Ele não muda de ideia nem é condicionado pelo tempo ou pelas contingências históricas (Números 23:19).

A narrativa mosaica no início de Deuteronômio destaca a primariedade da fidelidade divina ao manter e cumprir as alianças independente de desvios do povo hebreu.

Escritor em Lamentações 3.22,23 destaca que a misericórdia é a base da fidelidade divina, se renovando dia a dia. É essa misericórdia ontológica que se manifesta na mantença de suas promessas diariamente, a nós e a Israel.

Da mesma forma podemos analisar que a fidelidade humana é reduzida pela corrupção geral da humanidade, desde o Éden. Homem tem uma natureza corrompida, marcada pela inconstância (desvio moral), mesmo quando está se relacionando diretamente com Deus, como ocorreu com o Adam, proveniente de um coração enganoso e sujeito a seus desejos humanos interiores.

“Bendito seja ele do Senhor, que ainda não tem deixado a sua benevolência nem para com os vivos nem para com os mortos.” (Rute 2.20)

Mas, a conquista da fidelidade é fruto, a meu ver da conversão com regeneração do coração do homem e condicionado a um ‘se’ constante sob a manutenção da vontade a busca da santidade e comunhão com Deus, condicionada pela iniciativa do próprio Deus que se aproxima do homem para conduzi-lo a esta comunhão como nas alianças pactuais abraãmicos e com Israel e agora por Jesus Cristo, num pacto salvífico universal.

Dt.1. 25 — Quando, pois, gerardes filhos e filhos de filhos, e vos envelhecerdes na terra, e vos corromperdes, e fizerdes alguma escultura, semelhança de alguma coisa, e fizerdes mal aos olhos do Senhor, para o provocar à ira,

26 — hoje, tomo por testemunhas contra vós o céu e a terra, que certamente perecereis depressa da terra, a qual, passado o Jordão, ides possuir; não prolongareis os vossos dias nela; antes, sereis de todo destruídos.

Destacamos, neste subsídio, a constância divina de um ser Eterno e a falibilidade e inconstância do ser humano criado em suas limitações, pois maior é o Criador que a criatura, mas como demonstramos Ele conhece o homem e seu coração.

27 — E o Senhor vos espalhará entre os povos, e ficareis poucos em número entre as gentes às quais o Senhor vos conduzirá.

A hesed ou fidelidade, misericórdia impede que Deus destruísse o povo, seus ‘ben-hesed’, pois do mesmo povo desobediente no deserto ele continha a avançar em seu projeto de ter uma nação que proclame o seu Nome ao Mundo.

30 — Quando estiveres em angústia, e todas estas coisas te alcançarem, então, no fim de dias, te virarás para o Senhor, teu Deus, e ouvirás a sua voz.

31 — Porquanto o Senhor, teu Deus, é Deus misericordioso; e não te desamparará, nem te destruirá, nem se esquecerá do concerto que jurou a teus pais.

Hesed está ligada a compaixão, conceito de amor, amor imutável, e bondade. Moisés mostra ao povo que sobre todos os desvios, passados, presentes e futuros, a hesed mantém a fidelidade de Deus para com seu povo.

Não é ira de Deus que castigará a infidelidade do povo, mas Ele é Justo e se o povo desobedece, Ele mantém sua Palavra e sua Justiça para com o que erra, fruto da semente da infidelidade de Israel, é o aviso de Moisés.

A orientação que atua nos estágios históricos e espiritual, (tendo em vista que Deus vê Israel como proclamador do Seu reino), não é para produzir medo, mas fidelidade por amor ao Libertador de Israel demonstra que o Povo estaria conhecendo e reconhecendo a seu Deus, como seu único provedor de todas as coisas, que necessitaria, na vida Nacional, na vida das famílias, na vida pessoal, na vida religiosa, no culto.

25 — Quando, pois, gerardes filhos e filhos de filhos, e vos envelhecerdes na terra, e vos corromperdes, e fizerdes alguma escultura, semelhança de alguma coisa, e fizerdes mal aos olhos do Senhor, para o provocar à ira, 28 — E ali servireis a deuses que são obra de mãos de homens, madeira e madeira e pedra, que não veem, nem ouvem, nem comem, nem cheiram. 29 — Então, dali, buscarás ao Senhor, teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma.

A idolatria fere a comunhão com Deus:

Ao relatar o recente passado de Israel no deserto Moisés aponta para o erro dos pais desta geração que entraria na Terra.

Seus pais vivenciaram a idolatria alheia e pediram deuses como os egípcios tinha e Arão coletou joias e formou o bezerro de ouro, ao qual chamaram de deus.

ειδωλολατρε α - eidololatreia; n. f. adoração a deuses falsos, idolatria; de festas sacrificiais formais celebradas para honrar falsos deuses; da cobiça, como adoração a Mamom; no plural, os vícios provenientes da idolatria e peculiares a ela.

Enquanto aguardavam Moisés descer do monte a ansiedade tomou conta do arraial, enquanto alguns pensam que necessitam de pedras de toque há alguém buscando resposta no Monte.

Ex. 31. 18;32.1 E, tendo acabado de falar com ele no monte Sinai, deu a Moisés as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus. [...] Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão e lhe disse: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós;

“Enquanto Moisés experimentava um triunfo espiritual, o povo de Deus precipitava-se de cabeça ao mais inferior nível de espiritualidade. Deus tinha manifestado reiteradamente o Seu poder e compaixão, mas o povo mostrava que sempre acabava se esquecendo disso. No livro de Êxodo, os israelitas reagiram com insensibilidade e rebeldia contra as notáveis demonstrações da bondade divina" (John D. Hannah, in loc.).

Muitos bezerros de ouro têm sido construídos em nossos dias, mesmo dentro da igreja, até com uma chamada veneração a certos líderes que aceitam ou exigem que se lhes beijem a mão (absurdo de heresia).

Ídolos modernos no louvor gospel, nos pregadores pagos a preço de ouro.

Verdadeiros terafins familiares dentro de lares e das igrejas.

O povo de Israel foi ameaçado de aniquilamento por parte de Yahweh, por ocasião do incidente do bezerro de ouro, quando Moisés precisou intervir com as suas orações. Ex. 32.1,6 ss

Moisés nos alerta a deixarmos estas práticas e buscarmos ao senhor de todo o coração para não sermos espalhados, no caso de Israel literalmente, como a moinha que o vento sopra.

Reconheçamos que “só o Senhor é Deus exige fidelidade, obediência à sua Palavra e rejeição da idolatria.”

Fonte:

A fidelidade de Abraão e a fidelidade do homem - Cristiana Aparecida Da Silva Munhão - Brasil Escola

A Fidelidade De Deus – IPB

A Fidelidade de Deus - 25 de julho de 2024 - Equipe FHOP

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