sexta-feira, setembro 11

Entre tempestades e promessas Lição CPAD 11 – 13/09/2026

Entre tempestades e promessas

Lição CPAD 11 – 13/09/2026

Subsídio pastor e professor Osvareal

Texto “Mas, agora, vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio.” (At 27.22).

Prática “Mesmo quando perdas materiais são inevitáveis, Deus preserva a vida e cumpre suas promessas àqueles que confiam n’Ele.”

Leitura Bíblica:

Atos 27.9-15,21-26.

9 — Passado muito tempo, e sendo já perigosa a navegação, pois também o jejum já tinha passado, Paulo os admoestava, 10 — dizendo-lhes: Varões, vejo que a navegação há de ser incômoda e com muito dano, não só para o navio e a carga, mas também para a nossa vida. 11 — Mas o centurião cria mais no piloto e no mestre do que no que dizia Paulo. 12 — E, como aquele porto não era cômodo para invernar, os mais deles foram de parecer que se partisse dali para ver se podiam chegar a Fenice, que é um porto de Creta que olha para a banda do vento da África e do Coro, e invernar ali. 13 — E, soprando o vento sul brandamente, lhes pareceu terem já o que desejavam, e, fazendo-se de vela, foram de muito perto costeando Creta. 14 — Mas, não muito depois, deu nela um pé de vento, chamado Euroaquilão. 15 — E, sendo o navio arrebatado e não podendo navegar contra o vento, dando de mão a tudo, nos deixamos ir à toa.

Atos 21-26. 21 — Havendo já muito que se não comia, então, Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: Fora, na verdade, razoável, ó varões, ter-me ouvido a mim e não partir de Creta, e assim evitariam este incômodo e esta perdição.22 — Mas, agora, vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio.23 — Porque, esta mesma noite, o anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo,24 — dizendo: Paulo, não temas! Importa que sejas apresentado a César, e eis que Deus te deu todos quantos navegam contigo.25 — Portanto, ó varões, tende bom ânimo! Porque creio em Deus que há de acontecer assim como a mim me foi dito.26 — É, contudo, necessário irmos dar numa ilha.

A) Objetivos da Lição: 

I) Explicar como decisões humanas precipitam crises espirituais;

II) Demonstrar que a promessa divina sustenta o crente na crise;

III) Conduzir o aluno a confiar na providência de Deus nas perdas.

Introdução:

Atos 27.11 — Mas o centurião cria mais no piloto e no mestre do que no que dizia Paulo.

A crise foi prevista pelo Apóstolo:

Neste texto narrativa de Lucas, sobre a turbulenta navegação do navio que levava Paulo à Roma, destaco uma frase que para mim tem algo extraordinário: “o centurião cria mais no piloto e no mestre do que no que dizia Paulo. Demonstrando a diferença entre o que um homem chamado e com a revelação do Espírito Santo tem e o homem natural que só vê o que está diante de seus olhos, enquanto Paulo recebera a informação do dono do Mundo sobre o que ocorreria.

Contudo também podemos inferir a experiencia paulina com naufrágios.

Prenuncio da Crise – a descrença na informação do homem de Deus:

Antes da crise pode parecer que tudo irá bem, até vir o Euroaquilão e muda tudo e o nosso próprio bem-estar:

Atos 27.13 — E, soprando o vento sul brandamente, lhes pareceu terem já o que desejavam, e, fazendo-se de vela, foram de muito perto costeando Creta.

14 — Mas, não muito depois, deu nela um pé de vento, chamado Euroaquilão.

15 — E, sendo o navio arrebatado e não podendo navegar contra o vento, dando de mão a tudo, nos deixamos ir à toa.

O apóstolo Paulo já tinha longa experiencia de viagens marítimas, e já havia sofrido nada menos de três naufrágios, segundo se lê em II Cor. 11:25; e, por isso mesmo, poderia julgar, com base nessa experiencia, que seria uma temeridade prosseguir viagem. Todavia, 0 que 0 texto sagrado deixa entendido, embora isso Não seja definidamente declarado, e que ele previa, espiritualmente falando, o que sucederia, Não se tendo baseado tão somente em sua experiencia.

A crise que avançaria e alcançaria todos no navio está dentro do conceito de solidariedade coletiva, pois todos que ali estavam, ainda que objetivos diversos, estavam juntos no mesmo elemento que os conduzi, o navio, e formavam um conjunto no qual estavam igualmente expostos, tanto pelo sucesso da navegação como pelo desastre que Paulo os avisara.

Assim, entendemos que decisões erradas raramente afetam apenas a nós mesmos. Elas rompem o Shalom (a paz, harmonia e integridade, ou bem-estar, no caso, coletivo) da comunidade, gerando crises relacionais, econômicas e sociais ao redor do indivíduo.

A crise pode ser usada por Deus como ensino para a coletividade, como uma ferramenta de correção ou pedagógica. Quando uma decisão errada nos joga em uma crise, a teologia enxerga esse momento não como um fim, mas como uma oportunidade de metanoia (arrependimento / mudança de mente). A crise expõe a fragilidade da autossuficiência humana.

Atos 27. 22 — Mas, agora, vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio.

23 — Porque, esta mesma noite, o anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo,

24 — dizendo: Paulo, não temas! Importa que sejas apresentado a César, e eis que Deus te deu todos quantos navegam contigo.

25 — Portanto, ó varões, tende bom ânimo! Porque creio em Deus que há de acontecer assim como a mim me foi dito.

A crise estabelecida no naufrágio do navio alexandrino serve para nos mostrar que há um Deus que ensina a todos sobre a doutrina da Providência Divina. Embora o ser humano, no caso o centurião, o piloto e o mestre, possam ser considerados totalmente responsáveis por suas decisões erradas e pelas crises que elas provocaram, Deus é soberano e o foi, para tecer e transformar a criada por eles, dentro de seu plano redentor, transformando o caos em propósito.

O centurião acreditava estar no controle, mas sua visão limitada inevitavelmente o guiou para a séria crise coletiva e danos e perdas, que só foram minimizados com a salvação de todas as 276 almas sob a palavra do homem de Deus.

A crise abre uma brecha para correção e restauração da fé!

Saiba que a crise nunca tem a última palavra!

É de Deus a última palavra! Se houver arrependimento e busca por sabedoria, em Deus, ela se torna o ponto de partida para a restauração.

Salmo 51.17: "Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus"

Toda escolha traz consequências naturais e espirituais, mas Deus sempre oferece o caminho do arrependimento e da redenção para quem erra.

Final da crise:

Providência de Deus.

“..., o anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo, dizendo: Paulo, não temas! Importa que sejas apresentado a César, e eis que Deus te deu todos quantos navegam contigo.”

Todos salvos, mas há perdas que ficaram no caminho, nos ensina que Deus se preocupa com almas, com vidas - 276 almas -, quanto aos bens materiais, como Ele é o Dono de tudo, serão repostos, mas a sua Palavra, é fiel e não muda, dada ao apóstolo foi confirmada como garantia de que o apóstolo estava sob a ordem divina e no caminho preposto até Roma, onde seria julgado, mas também ganharia a guarda pretoriana!

“A Promessa Divina Sustenta O Crente Na Crise “

Paulo foi sustentado na crise, mas estava certo que a crise (o naufrágio) era permissão de Deus e que a Crise se deu para que o Nome de Deus fosse exaltado, conforme as promessas e palavras reveladas que o apóstolo recebera diretamente do Anjo de Deus.

A crise gera duas reações paralisantes:

- o medo interno ("não temas") e

- o pavor externo ("não te assombres").

E uma reação em perdas:

- perdas imediatas para tentar sair da crise (vos admoesto a que tenhais bom ânimo).

Deus combate a reações com três promessas progressivas de sustento: Ele dá a força interna de que precisamos, envia ajuda por meio de circunstâncias ou pessoas e, por fim, nos segura pela mão quando nossas próprias pernas vacilam.

A soberania divina no meio do mar e na Crise:

O crente deve "ancorar a sua alegria na soberania de Deus". A crise revela se nossa fé está depositada nas bênçãos ou no Deus das bênçãos.

O nosso sustento em meio à Crise, não depende da estabilidade do mar, mas do braço inabalável de Deus.

O grande segredo que encontramos no meio do mar revolto mostra que o cristão é sustentado segundo a Palavra. O sustento divino opera diretamente através das promessas bíblicas que alimentam a mente em meio a crise.

De acordo com a literatura cristã clássica e os manuais de aconselhamento bíblico, o sustento em tempos de crise se baseia em quatro pilares práticos:

Pilar do Sustento

Posição do Crente em meio a Crise:

A soberania divina – ‘creio em Deus que há de acontecer assim como a mim me foi dito.’

Reconhecer que Deus está no controle e usa as provações para amadurecer a nossa fé.

A oração persistente

– contato com o céu - Porque, esta mesma noite, o anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo,

Lançar a ansiedade sobre Aquele que cuida de nós, em vez de tentar resolver tudo por força humana.

O foco na promessa

- Paulo, não temas! ..., e eis que Deus te deu todos quantos navegam contigo.

Desviar os olhos do tamanho do problema e fixá-los na fidelidade eterna de Deus.

A comunidade

Permitir que o Corpo de Cristo (a igreja) sirva de suporte prático e emocional nos momentos de perdas.

Devemos estar certos que podemos ser envolvidos numa crise pelos descrentes na palavra revelada, mas devemos seguir como Paulo, como alento aos que em crise estão, por sua incredulidade, no final haverá livramento para todos, sob a direção da promessa que nos foi dada.

Nunca seja cético quando, um verdadeiro homem de Deus avisa, ou aconselha, para não ter que ouvi o que Paulo lhes falou durante o iminente naufrágio:

“Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: Senhores, na verdade, era preciso terem-me atendido e não partir de Creta, para evitar este dano e perda.”

A -Destaque: Paulo foi embarcado primeiramente num navio adramitino e posteriormente transferido a um navio Alexandrino como Lucas relata

– ‘Atos 27.2 Embarcando num navio adramitino, que estava de partida para costear a Ásia, fizemo-nos ao mar, indo conosco Aristarco, macedônio de Tessalônica’.

- ‘Atos 27.4-6 Partindo dali, navegamos sob a proteção de Chipre, por serem contrários os ventos; e, tendo atravessado o mar ao longo da Cilícia e Panfília, chegamos a Mirra, na Lícia. Achando ali o centurião um navio de Alexandria, que estava de partida para a Itália, nele nos fez embarcar.’

Paulo sabia que sua ida a Roma era permissão de Deus e Jesus o avisara que ele iria a Roma.

- Atos 23.11 Coragem! Pois do modo por que deste testemunho a meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma.

Personagens:

Centurião Júlio (um centurião da banda de Augusto) era de maior patente que o piloto (timoneiro). Foi cortês com Paulo – “e Júlio, tratando bem a Paulo, permitiu -lhe que fosse aos amigos, para receber cuidado deles”

Piloto - literalmente traduzida, e palavra que quer dizer timoneiro, indicando aquele elemento da tripulação que traçava os planos de navegação.

Mestre - A autoridade do mestre era superior a do piloto, mas o centurião poderia dar ordens a ambos.

Paulo Porque, esta mesma noite, o anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo, dizendo: Paulo, não temas! Importa que sejas apresentado a César, e eis que Deus te deu todos quantos navegam contigo.

Lucas - tínhamos que navegar… – O “nós” aqui reintroduz o historiador como um dos membros do evento.

Localidades:

Navegação transcorrida até chegar a este trecho da narrativa:

Atos 27.7,8 Navegando vagarosamente muitos dias e tendo chegado com dificuldade defronte de Cnido, não nos sendo permitido prosseguir, por causa do vento contrário, navegamos sob a proteção de Creta, na altura de Salmona. Costeando-a, penosamente, chegamos a um lugar chamado Bons Portos, perto do qual estava a cidade de Laseia.

12 — E, como aquele porto não era cômodo para invernar, os mais deles foram de parecer que se partisse dali para ver se podiam chegar a Fenice, que é um porto de Creta que olha para a banda do vento da África e do Coro, e invernar ali.

- Fenice (Fenix) - Esse porto tem sido tradicionalmente identificado com a localidade de Lutro, acerca de sessenta e cinco quilômetros para o oeste de Bons Portos [Bons Portos era o porto mais próximo do cabo Matala, como também 0 ponto mais distante onde um navio antigo poderia atingir, tangido por ventos da direção noroeste]. O porto mais seguro na costa sul da ilha de Creta. Fenice era a cidade das palmeiras (ver Joao 12:13), sendo a única cidade do sul da ilha de Creta que contava com um porto próprio para passar-se ali 0 inverno;

Atos 27:7: Navegando vagarosamente por muitos dias, e havendo chegado com dificuldade defronte de Cnido, Não nos permitindo 0 vento ir mais adiante, navegamos a sota-vento de Creta, a altura de Salmone;

Obs.: os ventos, no inverno, sopram ali do norte e do leste. E no vigésimo sétimo capítulo do livro de Atos, foi um vento leste-nordeste que causou 0 desastre. (The New Bible Dictionary, pag. 994).

- Cnido - era uma cidade situada na região sudoeste da Ásia Menor, na Caria, sobre 0 promontório que atualmente é chamado de Cabo Crio, e que se projeta entre as ilhas de Cos e de Rodes. (Ver Atos 21:1). Cnido continha uma colônia judaica já no segundo século a.C., citada no livro de I Macabeus 15:23, era uma cidade livre, nos tempos da dominação romana.

Mirra - Juntamente com sua cidade portuária, da qual distava cerca de três quilômetros, era uma das principais cidades da Licia, uma província que ficava na extremidade sudoeste da Ásia Menor.

Foi em Mirra que Paulo teve de trocar de embarcação, porquanto o centurião Julio encontrou um navio alexandrino que transportava trigo para a Itália.

Panfília, que era a região intermediaria, em direção a cadeia do Tauros. Ora, Perge na província da Panfília, e Atalia eram cidades que não ficavam distantes uma da outra.

Ventos

Euroaquilão era o nome do vento que soprou no Golfo do Adriático, e que atingiu o navio em que Paulo estava naufragado na costa de Malta (Atos 27:14 Mas, não muito depois, deu nela um pé de vento, chamado Euroaquilão.). É chamado de “vento tempestuoso”, isto é, literalmente traduzido como “vento tifônico” ou tufão. A palavra junta termos para o vento do leste (euro) com o vento do norte/nordeste (aquilão). Fonte: Apologeta

Etimologia:

πνευμα quando usado no seu sentido mais simples para denotar vento, significa simplesmente um vento comum, uma corrente de ar que flue regularmente com certa força.

Ανεμος - anemos, por outro lado, é mais forte que πνευμα; é o vento forte, frequentemente tempestuoso; vento, uma agitação violenta e corrente de ar; um vento tempestuoso muito forte

Λαιλαψ - lailaps é o vento intermitente, mas violento, que acompanha uma chuva pesada; uma tempestade com nuvens escuras que trazem trovoadas em vento furioso, com chuva em abundância, e lançando tudo em desordem.

θυελλα é mais violento que qualquer dos outros, e muitas vezes implica um conflito de ventos que se opõe.

Ficamos sabendo, com base nas direções de navegação a vela no mar Mediterrâneo, que, por todo aquele mar, porem principalmente em sua metade oriental, incluindo o mar Adriático e o arquipélago, prevaleciam ventos da direção noroeste durante os meses de verão... os ventos de verão sopravam do noroeste”. (The Voyage and Shipwreck of St. Paul), pag. 197).

Perge citada em vários textos da narrativa em Atos dos Apóstolo - Os apóstolos, Barnabé e Paulo, em seu caminho na direção a costa marítima, visitaram novamente a cidade de Perge, na província da Panfília... (G.V. Lechler, in loc.). Era a principal cidade da Panfília, província da Ásia Menor. Era o centro do culto a Artemisa, rainha de Perge, que correspondia a Diana dos Efésios. Panfília, que era a região intermediaria, em direção a cadeia do Tauros. Ora, Perge na província da Panfília, e Atalia eram cidades que não ficavam distantes uma da outra.

Navegando, mas cumprindo o jejum:

9 — Passado muito tempo, e sendo já perigosa a navegação, pois também o jejum já tinha passado, Paulo os admoestava,

Jejum - que aqui aparece, uma referência ao ‘Dia da Expiação’, quando havia um jejum particularmente severo para todos os judeus. (Ver Lev. 23:27).

Interessante destacar porque é uma informação que denota que havia um grupo de judeus obedecendo a religião, dentro do navio que conduzia Paulo a Roma. Lucas e Aristarco, o autor do livro e médico amado, inclui-se na viagem ao narrar os fatos na primeira pessoa do plural ("embarcando-nos", "partimos", "fizemo-nos ao mar").

'Embarcando num navio adramitino, que estava de partida para costear a Ásia, fizemo-nos ao mar, indo conosco Aristarco, macedônio de Tessalônica.’ Atos 27:2

Porque Lucas destaca ‘jejum’?

Porque a tradição judaica marcava o período de tempo de acordo com as atividades festivas ou datas de ofício obrigatórios a cada judeu e esse período ficava entre a festa de Pentecoste (em abril ou maio, segundo o nosso calendário) e a festa dos Tabernáculos, que caia cinco dias depois do Dia da Expiação, ou seja, 0 jejum de que se fala no presente versículo.

Já os romanos permitiam um período mais amplo para a navegação, que se prolongava desde 0 sexto dia dos Idos de marco, até ao terceiro dia dos Idos de novembro.

O que indicaria o período mencionado por Lucas, neste texto bíblico, os ventos etesios começavam a tornar-se violentos, e as viagens marítimas passavam a ser perigosas. Uma pequena viagem provavelmente Não seria considerada arriscada, mas uma longa travessia certamente era assim reputada.

Os ventos etésios (também conhecidos como meltemi) são ventos fortes, secos e periódicos que sopram do norte na região do Mar Egeu e do Mediterrâneo oriental; A palavra vem do grego etos (ano), indicando que eles começam todos os anos na mesma época; sopram periodicamente de meados de maio a meados de setembro. Os ventos etesianos são uma influência climática dominante na Bacia do Egeu

O Dia da Expiação tinha lugar no decimo dia do mês Tisri, que cai na porção final de nosso mês de setembro, ou começo de outubro.

O período considerado apropriado para a navegação a vela, nos dias da antiguidade, começava reconhecidamente a onze de novembro, mas a navegação era reputada perigosa a qualquer tempo depois de catorze de setembro (ver Vegetius, De Re Militari, IV, 39).

12 — E, como aquele porto não era cômodo para invernar, os mais deles foram de parecer que se partisse dali para ver se podiam chegar a Fenice, que é um porto de Creta que olha para a banda do vento da África e do Coro, e invernar ali.

Este capítulo mostra-nos que a intenção dos responsáveis pelo navio Não era a de tentar a viagem até a cidade de Roma, mas somente velejar ao longo da linha da costa, a fim de que se encontrasse um lugar melhor, onde se pudesse passar o inverno.

Conclusão:

Firme nas promessas!

“Deus preserva a vida e cumpre suas promessas àqueles que confiam n’Ele.”

A confiança em Deus das promessas deu a Paulo a certeza que ninguém, perderia a vida, sendo que na sua forma de falar não teve nenhum tipo de incerteza quanto a sai própria vida. Assim age o que enfrenta a tempestade sob a promessa dada e garantida por Deus dos Céus.

Quando o vento bater na tua embarcação saiba que Jesus determina ao vento que ele se cale!

As vezes pode parecer que erramos ao apontar uma solução dada por Deus para um problema e aqueles que a ouviram seguem confiantes, até parece que serão bem-sucedidos na sua trajetória, mas quando exercemos a palavra logo após pode vir sobre os que nos desacreditaram o Euroaquilão:

Comentando Atos 27.13,14 “E ao ventar brandamente ao sul, pareceu-lhes que eles já tinham o que queriam; e levantando a vela, foram por perto da costa de Creta, quando o vento sul soprava suavemente, supondo que tivessem atingido seu objetivo. Com tanto vento, tinham todas as possibilidades de chegar ao destino em poucas horas. Fora só um engodo do tempo, porque não muito depois houve contra ela um vento violento, chamado Euroaquilão.” David Brown com Jamieson; Fausset; Brown, aguardando revisão. Fonte: Apologeta

Fonte:

Citações no corpo do texto, algumas foram editadas e compiladas para adaptação ao assunto

Dicionário Strong

Lição CPAD 3º trimestre 2026

Champlin NT V1

E outros

Apontamentos do autor

terça-feira, setembro 8

COMENTÁRIO SUSCINTO DO TEMA 4 TRIMESTRE 2026 – O Deus da Aliança — Advertências, promessas e bênçãos no livro de Deuteronômio - PRIMEIRA PARTE.

COMENTÁRIO SUSCINTO DO TEMA 4 TRIMESTRE 2026 – PRIMEIRA PARTE. 

O Deus da Aliança — Advertências, promessas e bênçãos no livro de Deuteronômio

Comentarista: Osiel Gomes

Subsídio pastor e professor Osvarela 


Introdução:

Nasceu o desejo de estudar o livro bíblico citado na temática do próximo trimestre – 4º 2026 – assim, estaremos (conforme nossas forças) dando subsídios para os que vão estudar as Lições deste próximo trimestre.

Deus nos abençoe nesta jornada, sendo que o estudo deve ser lido como uma apresentação básica, não final, ou exaustiva, sobre Deuteronômio, pois o livro é profundo e contém várias camadas, que remetem a Doutrinas bíblicas, como por exemplo a Doutrina da Salvação [A Heilsgeschichte  (História da Salvação ou História Sagrada) inspira-se em Deuteronômio 26:5-11, que é considerado um credo histórico da salvação].

Apresentação:

O livro de Deuteronômio foi escrito por Moisés, ao povo de Israel, durante a estada antes da entrada ou passagem do Rio Jordão, como veremos ao longo dos estudos sistemáticos sobre o Livro.

Deuteronômio contém três sermões (ou discursos principais) proferidos por Moisés ao povo de Israel na planície de Moabe, pouco antes de sua morte e da entrada do povo na Terra Prometida.

O contexto do livro de Deuteronômio

O livro de Deuteronômio pertence ao Pentateuco – πεντάτευχος – (lê-se: pentateucos) – que vem de: πέντε (lê-se: pente – que significa: cinco) mais τεχος (lê-se: teucos – que significa: pergaminho, livro). Isso é a mesma coisa que dizer que o livro de Deuteronômio pertence a Torá - תּוֹרָה – (lê-se: torá), que significa: lei, ensino, instrução. Ele forma o Pentateuco ou a Torá juntamente com: Gênesis, Êxodo, Levítico, Número.

Os Três Sermões de Moisés

É uma divisão aceita teologicamente pelos estudiosos da bibliografia bíblica veterotestamentária.

Yahweh, nosso Deus.

O Senhor nosso Deus é um Senhor.

O Senhor nosso Deus, o Senhor é um só.

O Senhor é nosso Deus, o Senhor é um.

O Senhor é nosso Deus, somente o Senhor.

O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.

O Mitte do Livro é Um Único Deus, confirmando nesta segunda entrega da Lei o tema de Êxodo 20,2-3: “Eu sou Javé teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim”.:

“Shemá Israel”, afirmação definitiva da identidade do povo de Israel – 6,4: “Escute, Israel! Javé é o nosso Deus, Javé é um. Portanto, ame a Javé, o seu Deus, com todo o coração, com toda a sua alma e com todas as forças”.

Primeiro Sermão – 1,1 a 4,43 – Recapitula os quarenta anos vagando pelo deserto que culminaram naquele momento e termina com uma exortação para que se observe a Lei Mosaica.

Segundo Sermão – 4,44 a 29,1 – Relembra os israelitas da necessidade do monoteísmo e da observância das Leis que Deus entregou a Moisés no Sinai da qual depende a posse da terra que irão conquistar.

Terceiro Sermão – 29,2 a 30,20 – Oferece o consolo de que, mesmo que Israel se mostre infiel – e, por isso, perca a terra prometida por Javé – com o arrependimento, tudo poderá ser restaurado.

Israel recebera a Lei, no Monte Sinai, como um guia completo de orientação na vida, agora a recebe pela segunda vez, para nunca mais ser reformada.

A dimensão crono da caminhada no livro:

No primeiro sermão Moisés destaca a jornada desde Egito, A Caminhada, destacando locais e cidades de passagem no roteiro divinamente autorizado, pela presença da Nuvem e da Coluna de fogo, com vitórias, conquistas e mesmo desvios do povo na jornada, o que valida a segunda edição da lei, como um memorial a direcional do povo, após a sua morte, como ele recebera a negativa de entrada em Canaã, por isto Moises que fora o libertador e guia do povo de Israel quer assegurar que o povo tenha a lei como base de sua jornada final e sua lei teocrática e monoteísta como Deus

A dimensão temporal indica que foram quarenta anos de jornadas pelo deserto, decorrentes dos quarenta dias em que os espiões percorreram a terra de Canaã, até o florescimento de uma nova geração (Nm 14: 34-5).

Quarenta possui uma simbologia especial e recorrente na Escritura Hebraica, e um dos seus significados é o período de uma geração (Nm 32: 13).

Divisão e formato:

Origem do nome:

O Pentateuco forma um rolo ou volume dividido em seções maiores e menores chamadas parshioth sedarim

O quinto e último desses livros foi chamado pelos gregos Deuteronômio, ou seja, a segunda lei, daí o nosso nome Deuteronômio – deutonomia -, ou uma segunda lei ou declaração das leis já promulgadas. Os judeus designaram o livro pelas duas primeiras palavras hebraicas que ocorrem, Elleh haddabharim, ou seja, “Estas são as palavras”, ou Elleh haddevarim, “Estas são as palavras”, ou simplesmente Devarim, “Palavras”. Eles dividiram em onze parshioth.

O livro de Deuteronômio numa Bíblia em português, contém trinta e quatro (34) capítulos. A sua descoberta teria ocorrido nos tempos do reinado de Josias.

O Título

1. No hebraico, língua original em que este livro foi escrito, o título é: Estas são as Palavras – הַדְּבָרִ֗ים אֵ֣לֶּה - (lê-se: Eler radevarim).

2. No grego, ou LXX, o título é: Segunda Lei. – Δευτερονομιον - (lê-se: deuteronomion)

3. O título em Português: Deuteronômio, vem do latim – Liber Deuteronomium - o qual, por sua vez, vem do Grego.

4. Deuteronômio significa, literalmente, segunda lei, mas neste livro nós não temos uma segunda lei, apenas a repetição daquilo que já havíamos visto em Êxodo 20 (Comparar com Deuteronômio 5).

Destaque por causa do conteúdo.

Deuteronômio 5:1-22 e Êxodo 20:1-17 – Os Dez Mandamentos.

Da autoria:

Há divergências quanto a autoria, mas nós propugnamos com a área da Teologia, que aceita que a autoria seja de Moisés, usando a ideia e concordâncias com os escritores do NT que atribuíram a autoria do Pentateuco a Moisés. Sabendo, contudo, assim como aconteceu com alguns livros do NT, caso de João, há trechos finais do livro, capítulos 31 a 34 (como a narrativa da morte de Moisés) que foram inseridos por algum concluinte do texto mosaico, que alguns sugerem ter sido Eleazar e Josué.

Destaque: os estudiosos das Escrituras Veterotestamentárias, indicam que o livro foi dado, a Moisés, em um mês!

Assim, conservadoramente aceitamos e entendemos que há reivindicações no próprio livro, a saber:

-Deu. 31.9-13 e 31.24,26. Deu. 31.9 diz: Esta lei escreveu-a Moisés e a deu aos sacerdotes..., e 31.24,26 diz: Tendo Moisés acabado de escrever integralmente as palavras desta lei num livro.... Moisés deu ordem aos levitas, que elevavam a arca da Aliança: “Tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da arca da aliança do Senhor vosso Deus, para que ali esteja como testemunha contra ti.”

Este texto está em concordância com Deuteronômio 31:9 – ACFE Moisés escreveu esta lei, e a deu aos sacerdotes, filhos de Levi, que levavam a arca da aliança do Senhor, e a todos os anciãos de Israel.”

A visão do autor combina plenamente com a visão de transição de uma vida nômade, após 40 anos no deserto em peregrinação, para a vida em um local fixo, e com convivência com outros povos que serviam a outros deuses. Assim, Deuteronômio representa Moisés dando uma nova interpretação da lei (para a vida em Canaã).

A Bíblia não tem nenhuma ideia de revelar a autoria dos livros, mas as concordâncias, em si mesmo, na didática forma de “a Bíblia explica a ela mesma” encontramos importantes informações concordantes que dão informações sobre a sua autoria, como provas internas (Veterotestamentárias), ou provas externas (Neotestamentárias):

2. Provas externas:

2.1. Os escritores do Antigo Testamento atribuíram a Moisés a autoria deste livro (Josué 1:7; Juízes 3:4; I Reis 2:3 etc).

2.2. Jesus citou Moisés como o autor da Lei, isto é, da Torah, do Pentateuco (Marcos 7:10). Mt. 19.8 indica a posição de Cristo especificamente em relação ao livro de Deuteronômio

2.3. No Novo Testamento várias vezes Moisés é apresentado como o autor do Pentateuco (Lucas 20:28; Atos 3:22; Romanos 10:19).

2.4. Provas internas: Há cerca de 40 indicações dentro do livro de Deuteronômio que apontam para a autoria de Moisés (1:1-5; 4:44; 29:1-2; etc).

Data

1. Este livro surgiu 40 anos depois da saída do Egito (Deuteronômio 1:3), claro que primeiro ele surge em forma oral, e só muito mais tarde em forma escrita.

Abreviações – Deu. ou Dt.

Divisão do livro:

Primeiro Sermão (Capítulos 1:1 a 4:43):

O livro, como é comum em outros livros do Antigo Testamento, inicia-se com o texto do primeiro versículo do primeiro capítulo onde se identifica o próprio nome do livro:

- Deuteronômio 1:1a “Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel…”

Como literatura doutrinária o livro de Deuteronômio soa como a entrega de um sermão ou uma série de três sermões, pregados por Moisés a Israel, e pregados com um coração pesado e zeloso.

Com o coração de Moisés pesado porque ele sabia que não entraria na Terra Prometida de Canaã com Israel. Sua desobediência a Deus em Meribá (Números 20:1-13) significava que ele não veria o final do Êxodo de Israel até entrar na Canaã, tão almejada.

Deuteronômio mostra um Moisés zeloso pois, ao longo da trajetória até ali, ele constatara e sabia que se a nova geração nascida no deserto (que era uma geração de fé, diferente da geração que pereceu no deserto) não obedecesse à Lei de Deus,  seria objeto e alvo da desobediência á aliança de Deus, o que os levaria a serem atingidos pela maldição da desobediência á Lei, como ocorrera com parte ou até mesmo levara ao impedimento de entrar na Canaã, a geração que saíra do Egito.

Assim, o SENHOR através de um Moisés apaixonado em Deuteronômio, concita o povo a obediência, cerne ou mitte do livro de Deuteronômio, suplicando para que Israel escolhesse a vida! (Deuteronômio 30:19)

Deuteronômio é, um livro de repetição e um livro de preparação e de doutrina a Obediência aos preceitos divinos.

O Cenário Escolhido.

Se se está no Egito, o deserto é onde se chega ao cruzar o Mar Vermelho; se se está na terra de Israel, o deserto é onde se chega ao cruzar o Jordão.” Manu Marcus Hubner (USP)- AS JORNADAS DOS ISRAELITAS PELO DESERTO pag. 281

O texto após o versículo 1, passa a contar a história de Israel, traçando a rota palmilhada até ali, e importa dar nomes e o local onde Moisés inicia esta narrativa, com nomes e com datas.

Deuteronômio 1:1b-3 – ACF “…além do Jordão, no deserto, na planície defronte do Mar Vermelho, entre Parã e Tôfel, e Labã, e Hazerote, e Di-Zaabe.

Onze jornadas há desde Horebe, caminho do monte Seir, até Cades-Barneia. E sucedeu que, no ano quadragésimo, no mês undécimo, no primeiro dia do mês, Moisés falou aos filhos de Israel, conforme a tudo o que o Senhor lhe mandara acerca deles.

Moisés destaca dentre as cada um dos quarenta e dois acampamentos, ou estações, por onde passaram os filhos de Israel durante este período de quarenta anos no deserto. É interessante notar que Deus marca locais e datas para estas narrativas bíblicas e Moises, vai dar posição e datas segundo o calendário que desde o livro do Êxodo Deus determinara as datas e locais de eventos para marcar a vida da futura nação e quando deveriam se lembra para festas e adoração a Javé, bem como as divisas que seriam demarcações do povo hebreu.

O trajeto se deu pelo deserto, após Deus informar que o povo não deveria pelo caminho normal, “para que não veja a guerra”:

Assim o deserto lugar inóspito se transformou em rota viável a Israel e sob a condução de Moisés se tornou o lugar de Javé ser fiel condutor do povo e mostrar seu imenso poder, com sinais e maravilhas, que Moisés detalha no início do livro.

E o cenário escolhido para esta transformação foi o deserto.O grande evento das peregrinações dos israelitas no deserto nesta época é o encontro com Deus no Sinai, encontro este de grande importância para a história da humanidade.

O período de caminhadas configurou a relação entre o povo de Israel e o deserto. Segundo a visão de alguns profetas, as peregrinações no deserto tornaram possível a aproximação entre Deus e Israel

                   - O período de jornadas dos israelitas pelo deserto foi decisivo para a transformação de um amontoado de escravos em um povo com um propósito.

Mazar (1982: vol. 4, 673-676) identifica vários nomes para o deserto nas escrituras:

מדבר - (midbar, nome mais comum, 102 ocorrências no Pentateuco) O nome midbar ( מדבר ), segundo Mazar, significa um lugar que não é próprio para ser habitado, como também território de pasto.

שממה - (šmamah, Is 64: 9; Jr 12:10)

- _ ישימו (yešimon, Dt 32: 10; Sl 78:40)

ציה - (tṣiyah, Isaías 41: 18; Os 2: 5)

- _ ציו (tsiyown, Is 25: 5, 32: 2).

Para Hirsch (2002), yešimon e šmamah são sinônimos de desolação, enquanto yah implica falta de água.

Para Alter e Kermode (1997: 626-9), o “deserto” da Bíblia Hebraica, em língua inglesa, corresponde a diversos termos hebraicos diferentes, mas é chamado em grego de ‘ερημος - eremos’.

Torah:     

Israel recebera a Lei, como um guia completo de orientação na vida, agora a recebe pela segunda vez, para nunca mais ser reformada. O termo hebraico correspondente é Torah, que significa “instrução”.

Se nos três primeiros capítulos Moises reforça a trajetória desde a saída do Egito, e destaca as ocorrências, boas ou más no meio do povo e do povo para com os preceitos divinos, como foram aceitos ou desprezados em alguns momentos da caminhada, assim é necessário os alertar para voltar a seguir fielmente os mandamentos, Moisés, agora em seu segundo discurso vai mostrar e clarear ao povo, e o faz no lugar exato do discurso de despedida de Moisés, de acordo com Dt.. 1.3-5, mas com maior clareza.

Malaquias 4.4 – ACF Lembrai-vos da lei de Moisés, meu servo, que lhe mandei em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos.”

Precisamos atentar para o fato de que Deuteronômio não muda a lei, apenas desperta o povo para seguir a Lei dada em Horebe [ - חרב  - Choreb - "Horebe" significa "lugar seco" ou "deserto". A maioria dos estudiosos e tradições bíblicas identifica o Monte Horebe com o Monte Sinai, situado na Península do Sinal]!

É a repetição da legislação mosaica, outorgada ao longo dos livros de Êxodo, Levítico e Números. Não é uma segunda lei”, segundo o nome o título que lhe foi dado na versão da  Septuaginta (de onde se deriva a palavra Deuteronômio), é a repetição daquilo que já havia sido dado, com algumas adições e alterações, necessárias para reforço ou mesmo porque Moisés na trajetória até Bete-Peor observara como o povo necessitava de interpretações e reforço dos Mandamentos que em si mesmo não foram alterados.

Os Três Sermões de Moisés:

–  1,1 a 4,43 – Recapitula os quarenta anos vagando pelo deserto que culminaram naquele momento e termina com uma exortação para que se observe a Lei Mosaica.

– 4,44 a 29,1 – Relembra os israelitas da necessidade do monoteísmo e da observância das Leis que Deus entregou a Moisés no Sinai da qual depende a posse da terra que irão conquistar.

– 29,2 a 30,20 – Oferece o consolo de que, mesmo que Israel se mostre infiel – e, por isso, perca a terra prometida por Javé – com o arrependimento, tudo poderá ser restaurado.

Em Deuteronômio Moises vai estabelecer doutrinas ou ensinamentos fundamentados na moralidade e costumes, regras de culto, decretos divinos e preceitos de justiça e juízo, a serem seguidos, cada qual a ser usado na vida pessoal na vida coletiva, na religiosidade através dos sacerdotes e também dos pais em ensinarem seus filhos ao longo da vida ou do caminho, e na coletividade como Povo/Nação (que exprimem a multiplicidade dos preceitos, costumes, ritos, cerimônias etc. da legislação mosaica.):

Testemunhos

Estatutos

Juízos.

O autor sacro usou esses três termos para comentar sobre as palavras de Moisés (1.1). a base são os Dez Mandamentos, como a base para vida do povo e de uma ‘constituição’ teocrática.

São três modos diferentes de aludir às numerosas leis, morais, cerimoniais e judiciais, que seriam ventiladas no segundo discurso de Moisés.

Cf. Dt. 6.17,20. Os dez mandamentos, como é claro (Dt. 5.7 ss.; Êx. 20), eram a base de todo desenvolvimento da legislação mosaica. Talvez esses sejam os testemunhos, à base dos quais outras leis foram desenvolvidas. Mas é precário tentar descobrir distinções entre esses três vocábulos. Representam antes um acúmulo de termos que exprimem a multiplicidade dos preceitos, costumes, ritos, cerimônias etc. da legislação mosaica.

A seção sobre (contra) a idolatria:

Por histórias:

1º trecho do primeiro sermão - Descreve a Viagem de Horebe à Terra Prometida e enfatiza a conquista da Transjordânia.

Base fundamental para a Nação – Um único Deus, Yahweh!

Moises ensina ao povo que amar a Deus é o fundamento que manterá a proteção ao povo em todo o tempo, mas não a qualquer divindade, mas ao Único Deus, Yahweh. Quem verdadeiramente ama a este Deus não terá espaço para adorar qualquer divindade com seu deus!

Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Deuteronômio 6.4-5

É destacado no livro o preceito fundamental do Amor – sumário da Lei num mandamento fundamental. O Deus único requer o cumprimento da lei do amor, que sumaria a lei toda em uma única declaração, precisamente o quinto versículo deste capítulo.

- de Deus

- a Deus

- ao Único Deus.

Como Deuteronômio é a segunda dação da lei ao povo, encontramos a duplicação como afirmação dos Mandamentos fundamentais para o povo.

Ressaltando a crença monoteísta, crível num único e existente Deus, cujo nome é Yahweh", corroborando e reafirmando o que está escrito no livro do Êxodo 20.3,4!

PRIMEIRA PARTE

Fonte:

Apologeta

Esboço geral de uma aula de Antigo Testamento; Pastor Washington Roberto Nascimento

Wiersbe - AT

Champlin AT V1

Russel Champlin AT interpretado V22

Citações no corpo do texto

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