quinta-feira, setembro 24

A Missão continua em nós Lição CPAD 13: 27/09/2026

A Missão continua em nós

Lição CPAD 13: 27/09/2026

Subsídio pastor e professor Osvarela

Texto

“Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações.” (Mc 13.10).

Prática

Importa que a Igreja pregue o Evangelho a todas as nações, pois essa missão deve avançar até os confins da Terra.

Leitura Bíblica

Mateus 28.18-20; Atos 1.8; Efésios 2.13-18.

Mateus 28.18 — E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.

19 — Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

20 — ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!

Atos 1. 8 — Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.

Efésios 2.13 — Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.

14 — Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio,

15 — na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,

16 — e, pela cruz, reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.

17 — E, vindo, ele evangelizou a paz a vós que estáveis longe e aos que estavam perto;

18 — porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito.

Objetivos da Lição: 

I) Explicar o mandato universal de Cristo à luz da Grande Comissão;

II) Demonstrar o papel do Espírito na expansão missionária da Igreja;

III) Conduzir o aluno a assumir compromisso pessoal com missões.

Etimologia:

λογος - logos; n. m. do ato de falar - palavra, proferida a viva voz, que expressa uma concepção ou idéia - o que alguém disse – palavra - os ditos de Deus - decreto, mandato ou ordem

επιταγη - epitage; n. f. injunção, mandato, comando

O Ide continua

A Igreja é essencialmente missionária.

O IDE é o grande mitte da universalização da Salvação conquistada na Cruz do Calvário. Jesus adquiriu a Salvação na Cruz do Calvário para que ultrapassou a nacionalidade da escolhida nação judaica, pois: “Deus amou o Mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito para que todo que N’ele crer tenha a vida Eterna”. João

Mateus 28.19 — Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

O Ide - Não é uma sugestão, mas um mandamento para toda a igreja.

ιδε – ide - segunda pessoa do singular imperativo ativo

Envolve tanto evangelizar (levar a mensagem) quanto discipular (ensinar a viver como Jesus).

A Grande Comissão termo rudimentar do Evangelho, é a ordem que foi dada a Igreja para que ela seja a única agência propagadora autorizada do Evangelho, as Boas Novas, do Evangelho de Jesus Cristo, como sua Doutrina rudimentar fundamentada na morte salvífica de Jesus para salvação, agora universalizada na Cruz do Calvário.

A Grande Comissão é enfatizada nos quatro Evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo, mas a partir do texto base de Atos dos Apóstolos 1.8, ela se torna imperativa no texto bíblico, no tempo kairos da propagação, base dos demais termos concordantes, próximos ou distantes que corroboram a base inicial da propagação do Evangelho, como única forma de alcançar todos os povos.

Colossenses 1.5,6 “por causa da esperança que vos está preservada nos céus, da qual antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho, que chegou até vós; como também, em todo o mundo, está produzindo fruto e crescendo, tal acontece entre vós, desde o dia em que ouvistes e entendestes a graça de Deus na verdade;”

Efésios 2.13 “— Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.”

Atos 8.27,29 “Eis que um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todo o seu tesouro, que viera adorar em Jerusalém, estava de volta e, assentado no seu carro, vinha lendo o profeta Isaías. Então, disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha-o.”

A operacionalidade da Grande Comissão, só se inicia quando os discípulos avançam em missões, sejam provocadas pela perseguição, ou não, para além da Jerusalém, como Jesus determina, ao colocar Jerusalém como limite inicial da Comissão salvífica universal e tornando necessário que os apóstolos e discípulos, os seus mensageiros levassem o Evangelho, apara a capital de Israel, avançando para a Palestina, para circunvizinhanças vizinhas a Palestina, o que fez com que alguns avançassem para a região do mundo de então, conhecido, e além do mar mediterrâneo, alcançando os confins da Terra, na Ásia, Europa e até a África, a Grande Ásia, como as Índias.

O livro base destes estudos sobre a Evangelização e missões destaca, em trechos a posição e localização e movimento moto contínuo do Ide:

Jerusalém - Atos dos Apóstolo capítulos 1 a 7

Judéia – Atos dos Apóstolos capítulo 9:32-12:9

Samaria – Atos dos Apóstolos capítulo 8

Os demais textos do livro narram as distancias até onde chegou o Ide. A história da Igreja vai nos apresentar até onde os apóstolos chegaram e onde alguns forma martirizados pela pregação do Evangelho incluindo ao apóstolo mitte do livro, o apóstolo Paulo morto e martirizado em Roma.

Colossenses 1:23z: “Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro”.

Embora alguns estudiosos da língua original descartem a possibilidade da pregação do Evangelho ter sido conclusa nos dias apostólicos, eu entendo, como entendo, sobre o fato de Deus ter sido conhecido de todas a nações desde a época noiaca, pelos homens que as compõe, como Paulo escreve em Romanos 1, que sim, o Evangelho alcançou de forma imediata todos os povos do mundo daqueles dias através do apóstolos (Tomé foi martirizado anunciando o Evangelho na Índia. Felipe foi para o leste da Turquia pregar o Evangelho, muito embora Paulo já estivesse pregado ali) e ou de homens que conheceram o Evangelho de alguma forma, mesmo que estivessem fora de sua pátrias, foram alcançados (veja o exemplo do mordomo de Candace) e levaram a notícia de Boas-novas a seus países e povos.

O avanço do Evangelho – Ide as nações de forma alguma deve ser descartado ao longo dos séculos, independente do seu alcance anterior, pois a nações, como já escrevemos, se aumentam, em população ou divisões de povos, seja por guerras, por crescimento populacional, tornando o Ide uma obrigação atual a cada época da Igreja com base no entendimento da Iminência. Assim, a todas as épocas é lançada a obrigação do Ide [Jesus prometeu estar com seus discípulos em seus esforços evangelísticos até “o fim dos tempos” (Mt 28:20)]!

Muito embora, o Ide seja continuado conforme as nações cresçam, ou se multipliquem ao longo dos séculos, mas há época houve um despertar evangelístico necessário e evidente para proclamação do Evangelho às nações. apesar de que, alguns cheguem a declarar que isto aconteceu até o ano 70D.C. num sentido de universalização da mensagem a povos conhecidos de então!

                        “mundo” (Oikoumene), é um termo técnico que se refere ao mundo civilizado, uma menção ao Império Romano durante o primeiro século. Eles afirmam que o Evangelho já havia sido proclamado em “Todas as nações” pertencentes ao império durante a era apostólica, e que o fim mencionado por Jesus deve significar o fim de Jerusalém e da era judaica em 70 dC quando os romanos invadiram Jerusalém e destruíram o Templo.

                                    οικουμενη - oikoumene; n. f. a terra habitada; porção da terra habitada pelos gregos, em distinção às terras dos bárbaros - império romano, todos os súditos do império - totalidade da terra habitada, mundo - habitantes da terra, humanidade - universo, mundo.

O Evangelho alcançando cada pessoa é uma das ocorrências que vai inaugurar a segunda vinda do Senhor, o que ainda não ocorreu.

Contestações: Alguns usam o depoimento textual do próprio Paulo disse sobre o Evangelho não proclamado ainda para todos, quando afirma que havia lugares em que Cristo não tinha sido anunciado (Rom 15:20, 21). Isso significa que nem todas as pessoas haviam ainda sido alcançadas até 58 dC, ocasião em que escreveu estas palavras, o que, obviamente, também não ocorreria até 70 dC.

O livro do Apocalipse nos transmite o conceito de que o Evangelho eterno deve ser proclamado a “toda nação, tribo e língua e povos” (Ap. 14: 6) antes da gloriosa revelação de Jesus.

Sob o aspecto escatológico a evangelização do Mundo ainda está sob a ordem à ‘Ekklesia’, em cumprir o mandamento da universalização do Evangelho, destarte governos, guerras, religiões mundiais, valores alterados, como s que Paulo destaque aos Romanos 1.

A autoridade do autor da ordem Ide:

Mateus 28. 18, — E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. — Portanto, ide, ensinai todas as nações, ...

O Todo-poderoso – “...eu vos declaro que desde agora vereis o Filho do homem assentado a direita do Todo-poderoso, e vindo sobre as nuvens do ceu” (Mat. 26:64).

Jesus sabia o que lhe seria dado, pela Obra do Calvário, e Ele recebeu Todo Poder, pelo Pai. Ao dar a ordem Ele sabia que a autoridade sobre todo o Universo seria concedida e atribuída a Igreja, para que seus membros pudessem ter autoridade onde quer que chegasse. É com base na sua ipissima verba [suas próprias palavras] como Filho de Deus que Jesus deu a ordem do IDE!

No momento da declaração imperativa do IDE, cumpriu-se o que Jesus já declarar ao logo de seu ministério terreno:

— “Saí do Pai — sua preexistência;

— vim ao mundo — sua encarnação;

— deixo o mundo (lit., “estou partindo”)

—vou para o Pai — sua morte; (lit., “estou indo”)

— sua ascensão (28).

A ordem de Jesus foi para que eles, em primeiro lugar: permanecessem (Lc 24.49) e depois saíssem e fossem testemunhas (At.1.8).

Ordem dada em Atos 1, fora diante 500 discípulos e 11 apóstolos, ansiosos sobre como seria a após Ascenção do Mestre, um exército como o de Gedeão, se imaginarmos a dimensão do Mundo e sua população, mesmo daquela época, mas Jesus sabia que a ordem alcançaria multidões que nasceriam ao longo dos séculos. A conquista é possível, para tanto Jesus vai lhes condições de revestimento com poder. Ainda que o Pentecoste não houvesse acontecido. O poder é dunamis.

O Exército do Cristo ressurrecto na Galiléia:

- sem dinheiro, exército ou estado, Ele encarrega o seu grupo de quinhentos homens e mulheres da conquista do mundo, eles creram ser possível realizar tal tarefa com amor e poder.

A Eficácia do ide é ministrada pelo Espírito Santo:

“E certamente o maior milagre da graça divina converter o coração obstinado e perverso do homem... do pecado para a santidade.”

Atos 1. 8 — Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.

                                               A palavra grega traduzida como “Consolador” é parakletos, que tem sido adaptada ao nosso idioma como “paracleto”

— “advogado”, “intercessor”, “solicitante”

— e personalizada como o Espírito Santo.

A palavra grega “originalmente significava: ‘aquele que é chamado para ajudar alguém’”, com o significado: “aquele que aparece em favor de outro, mediador, intercessor, ajudador”,

Outras definições:

— “Conselheiro” (RSV), “Ajudador”, (Moffatt, NASB), “Ajudador Divino” (Phillips), “Advogado”, (Weymouth).

Jesus declara que o Mundo não pode recebê-lo, pois Ele é o Espírito da verdade (17), “que traz a verdade e a imprime na consciência do mundo”.

Jesus ao declara o Ide, destaca o recebimento da virtude do Espírito Santo, sobre os crentes, desde os discípulos que estavam ali recebendo o imperativo decreto salvífico, para a eficácia da proclamação do Evangelho.

A necessidade do Espírito Santo é para continuar com um Guia divino ”que vem para guiar os discípulos. “Mas quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade.

Espírito Santo é concedido aos seguidores de Cristo como um Guia espiritual

A palavra grega para “guiará” é hodegesei e significa literalmente “conduzir ou guiar ao longo de um caminho”. Assim, “Jesus é o Caminho em que os discípulos devem ser conduzidos pelo Espírito, na Obra missionária da Evangelização para cumprimento do IDE, e Ele também é a Verdade para a qual eles devem ser guiados”.

As testemunhas de Cristo recém a incumbência do ide e como testemunhas recém a autoridade através do Espírito Santo.

A atuação do Espírito Santo tem algumas vertentes, entre elas: fé para receber; amor para obedecer (O amor não pode ser separado da obediência), a recompensa pela obediência, o que mostra que na missão evangelizador estas qualidades fornecem autoridade na proclamação do Evangelho e molhos garantidos na jornada do crente.

João 14. 15,16;26; 15.26,27 “..., guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador [...] Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. [...] Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito da verdade, que procede do Pai, testificará de mim. E vós também testificareis”

A presença, ainda atual, na missão ordenada, seria quase impossível sem a presença do Espírito Santo, tal o era garantida pelas petições de jesus em pedir ao Pai que enviasse o Paracleto.

Sobe o Espírito Santo, Bernard comenta “Ele é a pedra de toque do caráter moral para discernir Deus em Cristo.”

João 16:8 (ARC) “E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo:”

Na Missão, o que convence o pecador é o Espírito Santo, demonstrando a sua autenticidade em confirmar no que não crê, que Jesus é o Salvador, confirmando a Missão evangelizadora.

A Epistola aso Efésios manifesta a Graça salvadora universal no texto “Pela graça sois salvos”

A missão evangelizadora está fundamentada no argumento da Fé:

                        A graça de Deus é a fonte de nossa salvação.

Mediante a fé. Paulo não diz nunca por causa da fé, pois a fé não é a causa, apenas o canal por meio do qual recebemos a nossa salvação.

E isto não vem de vós. A palavra isto não se refere nem à graça nem à fé, mas a todo o ato da salvação – "Essa salvação não vem de vós mesmos".

Ou seja, há a necessidade da revelação pelo Espírito Santo, contra a falta, no homem natural, para o convencimento do pecado e para que este possa alcançar a visão que há uma salvação, pois pelas obras ninguém é salvo, para tanto há a necessidade do anuncio da mensagem evangelizadora, a todo tempo, incluindo o hoje e o agora da Igreja.

Quando alguém aceita o Senhor Jesus Cristo, quer seja judeu ou gentio, já não é mais tal diante de Deus, mas passa a ser um membro do corpo de Cristo.

A ação de Cristo autoriza a Evangelização:

Efésios 2.14 — Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio,

15 — na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,

16 — e, pela cruz, reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.

17 — E, vindo, ele evangelizou a paz a vós que estáveis longe e aos que estavam perto;

O homem estava separado de Deus pelo pecado, o pecado tornou o homem inimigos de Deus, Jesus Cristo veio estabelecer a Paz entre Deus e o homem. Teologicamente sabemos que A Paz no sentido bíblico é a falta de guerra espiritual, é plenitude da esperança, da alegria e da comunhão com Deus. Com a Paz estabelecida em Cristo, o homem passa a viver com todos os privilégios do céu.

                        A paz é uma condição de ausência de perturbações, sejam elas externas, como a de uma nação livre de guerras ou inimigos, ou internas, como no contexto atual, no íntimo da alma.  A paz implica saúde, bem-estar e prosperidade.

Há uma sequência sobre a obtenção da paz:

            14. Ele é a nossa paz.

O fato: Ele é a nossa paz (Ef.2. v. 14);

O Ato: fazendo a paz (Ef.2. v. 15);

A missão: evangelizou paz (Ef.2. v. 17; cons. Cl,1:20).

Agora, o mundo de contrastes entre o pecador longe de Deus e o pecador remido traz o homem à aproximação das bençãos e presença de Deus em sua vida, que produz uma noção e sentimento de antes e o depois dele evangelizado e convicto da salvação, o muro de separação foi derribado, as bençãos de um povo escolhido, Israel são dispensadas igualmente ao convertido em Jesus Cristo, o autor da Aliança da Paz universalizada na cruz:

– no mundo, em Cristo Jesus; naquele tempo, agora; separados, aproximados.  

Paz acaba com divisão ou muro de separação:

A mensagem de Deus traz a paz. A paz e um dos aspectos do fruto do Espírito Santo (segundo nos informa Gal. 5:22), e isso resulta do ministério transformador do Espírito de Deus.

                        - “..., o destino do crente em Cristo - posto que Jesus nos promete a participação em sua natureza e destino, por sermos filhos de Deus, ainda que não houvesse outro fator na vida humana que nos pudesse conferir a paz - é suficiente para garantir a tranquilidade da alma que os homens tanto buscam. Todos os acontecimentos da vida convergem para o cumprimento desse destino, e esse destino e a própria essência da paz: paz de alma, paz entre os homens e paz com Deus. O Espírito Santo nos conduz a uma melhor compreensão sobre a natureza desse destino especial; e isso nos confere paz, na vida diária.”

A ação de Jesus na Cruz é demonstrada na definição, abaixo:

Paz - (eirene, do verbo eiro = unir ou juntar o que foi separado) literalmente retrata a união ou a reunificação daquilo que havia sido separado ou dividido, restabelecendo assim a unidade, um significado transmitido pela expressão comum de alguém "ter tudo em ordem". Conclui-se que a paz é o oposto da divisão ou da dissensão. A paz, como um estado de concórdia e harmonia, é o oposto da guerra. A palavra "paz" era usada como saudação ou despedida, correspondendo à palavra hebraica shalom - "paz para você".

Eirene pode transmitir a sensação de repouso interior, bem-estar e harmonia. A paz suprema é o estado de reconciliação com Deus, alcançado pela fé no Evangelho. Na escatologia, a paz é profetizada como uma característica essencial do reino messiânico (Atos 10:36: A palavra que ele enviou aos filhos de Israel, anunciando a paz por Jesus Cristo (este e O Senhor de todos).

                                    - Normalmente, no Novo Testamento, eirene representa o hebraico Shalom e significa não apenas ausência de problemas, mas tudo o que contribui para o bem supremo do homem. É interessante notar que Chara (Graça) e Eirene (Paz ~ "Irene") tornaram-se nomes cristãos muito comuns na Igreja." (Gálatas 5) Eirene 92 vezes em 85 versículos - Todos os usos são traduzidos como "paz", exceto um - "sem perturbações". - citação em Eirene No Novo Testamento;

No contexto do texto de Efésios 1

Efésios 2. 15 — na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,

– “Efésios 1 - "Na Bíblia, paz nunca é uma palavra puramente negativa; nunca descreve simplesmente a ausência de problemas. Shalom significa tudo o que contribui para o bem supremo do homem. A paz cristã é algo completamente independente das circunstâncias externas. Um homem pode viver com conforto e luxo, desfrutando de fartura, pode ter a casa mais luxuosa e as maiores contas bancárias, e ainda assim não ter paz; por outro lado, um homem pode estar passando fome na prisão, ou morrendo na fogueira, ou vivendo uma vida da qual todo conforto desapareceu, e estar em perfeita paz. A explicação é que existe apenas uma fonte de paz em todo o mundo, e essa é fazer a vontade de Deus. Quando fazemos algo que sabemos que não devemos fazer ou nos esquivamos de algo que sabemos que devemos fazer, há sempre uma  inquietação persistente  em nossa mente; mas se estamos fazendo algo muito difícil, até mesmo algo que não queremos fazer, contanto que saibamos que é a coisa certa, há uma certa satisfação em nossos corações. "Em sua vontade é a nossa paz." (Efésios 1)

A ordem continua sendo interpretada, como imperativa.

Mateus 28.18,20 — E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. — Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; — ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!

Sim, a ordem de Jesus não se extinguiu após a Igreja apostólica, nós que somo seus predecessores temos a obrigação de cumprir esta ordem imperativa do IDE, como sucessores da Igreja universal a todos e em todos os lugares.

A Paz segue atuando na Evangelização, ao anunciarmos a salvação através e unicamente por e em Jesus Cristo e sua obra vicária no Calvário, podemos entender por Paulo.

Paulo explicou, escrevendo aos Colossenses, como essa paz se tornou possível para todos os homens (todos os quais nasceram de Adão), escrevendo que:

“Pois foi do agrado do Pai que toda a plenitude habitasse nele (Cristo), e que por meio dele (Cristo) reconciliasse consigo todas as coisas, estabelecendo a paz pelo sangue da sua cruz (do Messias) ...”          (Colossenses 1:19, 20)

Há um caminho para a obtenção da Paz

- "E não conheceram o caminho da paz." (Romanos 3:17)

Paulo então prosseguiu explicando o caminho da paz com Deus, escrevendo que todos os que creem no evangelho têm...

"Fomos justificados pela fé e temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo." (Romanos 5:1)

“tendo calçado os pés com a preparação (alicerce) do Evangelho da Paz” (Ef. 6:15)

Uma certeza: “A paz inclui tudo quanto constitui o descanso, o contentamento e a felicidade autêntica de coração, alicerçada sobre a base da salvação cristã e da união vital com Cristo.” Philip Schaff, sobre Joao 16:33

Mateus 28.18, 20: É-me dado todo o poder no céu e na terra. — Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; — ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!

Estes versículos nos dão a configuração da Grande Comissão, ininterrupta ao longo dos séculos, é A Grande Comissão é “a passagem-chave deste Evangelho de Mateus”

Apresenta:

-  totalidade do poder de Jesus,

- o seu caráter derivativo (proveniente de Jesus - derivadas do caráter de Cristo através da ação do Espírito Santo)

-  a ordem de evangelizar o mundo todo,

-  a natureza do discipulado (fazer discípulos),

-  a certeza da presença de Jesus.

As obrigações que nos são dadas, inclui aspectos que vão desde a orientação sobre a vida com Cristo, incluindo a compreensão ou o guardar o que nos é mandado, por Jesus Cristo.

Jesus ordena, mas confere poder aos que se dedicam a evangelização ou conquista de povos ao Evangelho da salvação.

“Poder”, aqui é ‘exousia’, ou seja, “autoridade”.

“Ensinai” no versículo 19 que significa “fazer discípulos” - uma palavra que tem o sentido completamente diferente de ensinar no versículo 20.

Todos os dias – a constância de uma ordem além dos dias apostólicos, até sua vinda até aos nossos dias.

Blair diz que a afirmação de Jesus ‘todos os dias’ envolve toda a História.

A Missão continua entre nós:

João 17.20,2,26 “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra;..., 'a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer”

Jesus em seus discursos no Evangelho de João, a partir do capítulo 14 orienta seus discípulos sobre a sua iminente partida para Seu pai.

Entre estes discursos Ele orienta sobre consolo, o Pai guardar do Mundo, pois não somos do Mundo. E Jesus aponta para a evangelização contínua e futuro que alcança, então, aos nossos dias – “por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra” – “e ainda o farei conhecer –”

É sobre estas palavras que a Igreja atual vive na obrigação imperativa do IDE.

Jesus mostra que a missão delegada a Igreja teria continuidade ao revelar a comunhão  (- 'a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; -) D‘Ele e do Pai, com a Igreja, com atestado autenticador do próprio Deus Pai.

Romanos 10:14 (ARA) “Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?”

“Como crerão se não há que pregue?” diz Paulo Aos Romanos 10.14

Os tempos verbais apontam sempre para o acontecimento futuro e necessário para a Evangelização.

Aí está a Missão contínua e atual do Evangelho pregado por Paulo, Pedro e os apóstolos e a Igreja universal ao longo dos séculos.

Mateus 28. 20 — ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!

Este texto nos dá garantia da presença de Jesus no IDE em todos os dias até a consumação dos séculos, passando por nossos dias.

O verbo grego traduzido por IDE na verdade não é uma ordem, mas sim um gerúndio (indo).

Quando dizemos que cumprimos o IDE como imperativo é porque no interior, segunda camada do texto está inferindo a ao mandamento de toda a grande comissão que é: "fazei discípulos" ("de todas as nações").

Portanto, que nós saibamos que a Missão continua conosco nos dias que vivemos como Igreja atuante e Evangelizadora, como Paulo jamais deixaria de fazer, pela chamada.

Jesus Enviou os apóstolos, como a nós, a cumprir a maior tarefa do mundo, e os acompanhava a maior presença do mundo.

A base da Igreja Cristã o Cristianismo é uma fé evangélica, é uma fé missionária e ela quem ecoou as boas novas divinas da salvação,  Deus, por seu caráter e personalidade de misericórdia e amor, universalizou seu amor e não quer que nenhum homem (2 Pe 3:9) se perca em todos os tempos, épocas e lugares do Mundo.

Quem é filho de Deus e compartilha de sua natureza levará as boas novas ao mundo todo.

“Jesus disse: "Enquanto estiverem indo, façam discípulos em todas as nações". Não importa onde estamos, devemos testemunhar sobre Jesus Cristo e procurar ganhar outros para ele (At 11:19-21).” Citação de Comentário Bíblico Expositivo - Warren W. Wiersbe, editada e compilada.

Fonte:

O Evangelho foi pregado em todo Mundo até 70 d.C.? Blog A GRANDE CIDADE; REFUTANDO Tradições, Heresias, Mitos e o PRETERISMO

Paz-Irene (Estudo da Palavra Grega) - Atualizado: sábado, 20/08/2016 - 21:20; Precept Austin

Comentário Bíblico Beacon - Mateus a Lucas

Efésios – Moody

O Novo Testamento Interpretado - Versículo Por Versículo - Russell Norman - Volume III – Atos/Romanos Champlin, Ph. D.

Comentário Bíblico Beacon - Joao E Atos

Citação de Comentário Bíblico Expositivo - Warren W. Wiersbe, editada e compilada.

Citações no corpo do texto

Apontamentos do autor

Lição CPAD 3º trimestre

quarta-feira, setembro 23

COMENTÁRIO SUSCINTO DO TEMA 4º TRIMESTRE 2026 – SEGUNDA PARTE. O Deus da Aliança

COMENTÁRIO SUSCINTO DO TEMA 4º TRIMESTRE 2026

– SEGUNDA PARTE. 

O Deus da Aliança — Advertências, promessas e bênçãos no livro de Deuteronômio

Comentarista: Osiel Gomes

Subsídio pastor e professor Osvarela

Dando continuidade a nosso estudo sobre o livro temático da próxima lição EBD – CPAD 4º trimestre 2026, apresentamos a continuidade aos nossos leitores e amigos.

Segundo a narrativa bíblica Deuteronômio está diretamente ligado a região descrita no capítulo 1 do livro:

Dt.1.1,2 São estas as palavras que Moisés falou a todo o Israel, dalém do Jordão, no deserto, na Arabá, defronte do mar de Sufe, entre Parã, Tofel, Labã, Hazerote e Di-Zaabe. Jornada de onze dias há desde Horebe, pelo caminho da montanha de Seir, até Cades-Barneia.


Segundo sermão:

Segundo sermão 4:44-26:19 – Olhando para o alto - para o presente – Como viver.

Relembrando a maneira como Moisés recebeu a Lei em Horebe:

“Lembrar” é um verbo que ocorre 15 vezes no livro de Deuteronômio. No hebraico o verbo -"lembrar" é: - זָכַר  - (lê-se: zarrar - Dt. 5:15; 7:18 {2x}; 8:2, 18; 9:7, 27; 15:15; 16:3, 12; 24:9, 18, 22; 25:17; 32:7)  -  O povo, a nova geração, não podia esquecer o que o Senhor havia feito.

Deuteronômio 9:8b-14 – ARA “…em Horebe, tanto provocastes à ira o Senhor, que a ira do Senhor se acendeu contra vós para vos destruir. Subindo eu ao monte a receber as tábuas de pedra, as tábuas da aliança que o Senhor fizera convosco, fiquei no monte quarenta dias e quarenta noites; não comi pão, nem bebi água. Deu-me o Senhor as duas tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus; e, nelas, estavam todas as palavras segundo o Senhor havia falado convosco no monte, do meio do fogo, estando reunido todo o povo. Ao fim dos quarenta dias e quarenta noites, o Senhor me deu as duas tábuas de pedra, as tábuas da aliança. E o Senhor me disse: Levanta-te, desce depressa daqui, porque o teu povo, que tiraste do Egito, já se corrompeu; cedo se desviou do caminho que lhe ordenei; imagem fundida para si fez. Falou-me ainda o Senhor, dizendo: Atentei para este povo, e eis que ele é povo de dura cerviz. Deixa-me que o destrua e apague o seu nome de debaixo dos céus; e te faça a ti nação mais forte e mais numerosa do que esta.”

Moises relembra a dação da Lei introduzindo a maneira de como o povo deveria se comportar em relação aos mandamentos recebidos, pelos quais deveria zelar e viver para que não ocorresse com eles o mesmo que a destruição dos povos vizinhos, ao entrarem em Canaã, com visão do que estava acima deles.

É necessário que o povo dê ouvido ao que lhe é ensinado, dar ouvido é seguir a Lei.

O Shema

Nesta seção é destacado o ponto central e textual da lei – Shema - o ponto dourado da Lei!


Shema. Este versículo, que na íntegra lê: “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor” Deuteronômio 6:4 – ARA, tem sido assim chamado.

É imperativa a declaração: “Ouve”.

Dar ouvidos.

Israel deveria ouvir e obedecer.

Fundamento da crença monoteísta, o versículo contém a confissão fundamental e simplificada do judaísmo, da qual tudo mais depende.

Os deuses do Oriente Próximo e Médio eram muitos, imorais, brutais, imprevisíveis, jamais agindo em harmonia com outras divindades, Todas essas noções eram repelidas por Israel.

A idolatria é terminantemente proibida.

É importante relembrar que o ensino está presente em toda a obra conhecida como Deuteronômica, que vai além deste livro, seguindo, segundo estudiosos até II Reis. Mas, aqui o ensino ao povo é a recomendação sobre a vida pessoal e nacional após ultrapassar a barreira final o rio Jordão, e lá encontrar tentações

No capítulo 6,7 Moises orienta o povo a não se esquecer do que foi Deus quem os levou a sair do Egito e encaminhar a terra prometida (promessa a Abraão, Jacó e Isaque), mas só haveria a garantia de não sofrerem desastres e danos se mantivessem a fidelidade ao Senhor e sua Lei.

Deus havia preparado bençãos, com:

Casas cheias, vinhas, olivais, poços com água!

Neste capítulo 6.20.ss Moisés orienta a manutenção do costume de transmissão oral aos filhos, ou seja, mais uma preocupação com o futuro do povo.

Moisés ensina que a instrução ou ensino é fundamental para mantença memorial da Lei, assim ele destaca que a educação oral em casas valoriza e mantém na mente familiar o Shemá.

Como manter presencialmente a lei em casa, na família e filhos:

Tu as inculcarás a teus filhos! [Inculcar significa fixar uma ideia, valor ou ensinamento na mente de alguém de forma repetida ou insistente. Gravar na mente.]

Também as atarás como sinal!

E as escreverás!

Guarda-te, para que não esqueças o Senhor!

Deuteronômio 6:20b-22 – ARA “..., Que significam os testemunhos, e estatutos, e juízos que o Senhor, nosso Deus, vos ordenou? Então, dirás a teu filho: Éramos servos de Faraó, no Egito; porém o Senhor de lá nos tirou com poderosa mão. Aos nossos olhos fez o Senhor sinais e maravilhas, grandes e terríveis, contra o Egito e contra Faraó e toda a sua casa;”

Sinais e maravilhas. Houve prodígios envolvidos nas dez pragas, no Egito.

Moisés destaca três formas de manter na mente o que Deus fez e fará:

Mandamentos.

         Mandamento - é uma ordem ou preceito divino que deve ser obedecido por quem teme a Deus, servindo como base para a moral, a justiça e a aliança entre o Criador e o seu povo

Testemunhos.

         Testemunho - significa declarar ou provar uma verdade que foi vista, ouvida ou vivida pessoalmente em relação a Deus e a Jesus Cristo.

         No hebraico (êd) e no grego (martys), a palavra para testemunha refere-se a alguém que presencia um fato real e depois conta o que viu. Da palavra grega martyria origina-se também a palavra "mártir", indicando que defender essa verdade pode exigir coragem extrema e fidelidade absoluta, mesmo diante do sofrimento.

Estatutos.

         Estatuto(s) - referem-se a decretos, ordenanças ou leis específicas estabelecidas por Deus que devem ser obedecidos pelo seu povo.

         Estatuto ou no hebraico chukim (ou choq / chuqqah).

         Os estatutos ordenam ou proíbem algo, ou declaram políticas.

Esta lista tríplice de ordenações na legislação mosaica, renovada após ser escrita no capítulo 5 – Dt. 5.31 –

Estatutos e juízos figuram como que formam um par em Dt. 4.1,5,8,14,45 e 5.1.

Em Dt. 6.20 é reiterada essa tripla designação.

Bençãos da fidelidade:

Moisés dá orientações para que o povo não se misturasse com os povos de Canaã, e fosse contaminados pela cultura e religiosidade daqueles.

Nesta seção destaca-se a ordem de destruição de alguns povos, como os cananeus; cananeus representam todos os povos que viviam na terra de Canaã.

Palavras chaves:

Ensinar; ouvir; compreender; observar; cumprir; viver longamente; prosperar e bem-estar.

Deuteronômio 7:12-14a – ARA “Será, pois, que, se, ouvindo estes juízos, os guardares e cumprires, o Senhor, teu Deus, te guardará a aliança e a misericórdia prometida sob juramento a teus pais; ele te amará, e te abençoará, e te fará multiplicar; também abençoará os teus filhos, e o fruto da tua terra, e o teu cereal, e o teu vinho, e o teu azeite, e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas, na terra que, sob juramento a teus pais, prometeu dar-te. Bendito serás mais do que todos os povos; …”

Há uma seção no capítulo 6.12.ss que reitera que a fidelidade será a medida da diferença entre a Benção e a Maldição!

Este tema Benção ou maldição será destacado no Capítulo 28 do livro, muito embora, eu entenda que as instruções, a partir, do capítulo 4 sejam orientações sobre obter ou não as bençãos enquanto Israel for fiel a Lei.

Acho importante apresentar na visão Neotestamentária o que o próprio Jesus recorta de trecho e destaques deuteronômicos:

Jesus cita textos desta seção do livro de Deuteronômio na tentação no deserto. Jesus ganha a batalha. A vitória é do Senhor Jesus.

Deuteronômio 8:3 - Mateus 4:3-4;

Deuteronômio 6:16 - Mateus 4:5-7;

Deuteronômio 6:13-14 - Mateus 4:8-10.

A fidelidade do povo versus a fidelidade de Deus:

A reação de Deus a fidelidade do povo hebreu e contrastada na visão mosaica:

“…pois, que o Senhor, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e cumprem os seus mandamentos;” Deuteronômio 7:9b - ARA

A ‘hesedh’ – misericórdia - divina é destacada

Deus... que guarda a aliança e a misericórdia. Deus havia jurado fidelidade ao Pacto que firmara com Abraão e com todos os pais da nação de Israel.

Como fizera com o pai Abraão, Deus não seria injusto no pacto, o pacto estava condicionado à obediência e ao amor de Israel a Yahweh (6.5).

Deus concede maios pela Graça para que o povo cumprisse sua parte no Pacto:

Essas condições, só tiveram cumprimento porque o próprio Yahweh havia arranjado as circunstâncias e os poderes que permitiram o cumprimento delas, O próprio dom trazia embutido em si os meios que levariam a seu cumprimento, sob a ótica do que ama obedece.

O grande destaque nesta seção, para mim, é a questão da objeção divina a idolatria. Algo que desde a saída do Egito – o Bezerro de Ouro - se manifestara no período dos quarenta dias de Moises no Monte para receber a lei, escrita pelo próprio Deus, que levou o libertador a quebrar as Tábuas (Dt.9.9,29,31) e que, ressalta Moisés, neste momento do livro, foram novamente preparadas por Moisés para serem reescritas.

A proposta futura era: “Porém assim lhes fareis: derribareis os seus altares, quebrareis as suas colunas, cortareis os seus postes-ídolos e queimareis as suas imagens de escultura. [...] As imagens de escultura de seus deuses queimarás; ...; pois são abominação ao Senhor, teu Deus.” Deuteronômio 7:5;25 - ARA

Tipologia. “As primeiras tábuas de pedra haviam sido destruídas. Novas tábuas de pedra foram necessárias, assim como, foi necessário avançar de Moisés até Cristo, a maior renovação e o maior avanço.

As tábuas originais eram divinas; e as segundas tábuas, por igual modo.

A inscrição da escrita divina nas tábuas do Horebe:

As tábuas originais foram inscritas por Yahweh; e as segundas, por igual modo. O mesmo poder espiritual e a mesma graça prosseguiam. Ambas continham o mesmo valor, porque Deus as escrevera.

– A Circuncisão Do Coração.

Deuteronômio 10:16; 30:6; Jeremias 31:33; Ezequiel 36:26-27; Romanos 2:29; Filipenses 3:3; Colossenses 2:11; Gálatas 5:6

A Cristologia aplicada em Deuteronômio:

II Coríntios 3.3 aplica a visão neotestamentária do texto de Dt.10.2 (e seus paralelos):

 - as tábuas de pedra eram tipos das “tábuas de carne do coração”, que é o lugar correto onde deve ser gravada devidamente a mensagem de Deus.

- A gravação nas tábuas do coração:

“…escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações. [...] E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente, como não será de maior glória o ministério do Espírito!” 2 Co. 3:3;7,8b

É o Espírito de Deus quem inscreve no coração do homem, fazendo contraste com as tábuas de pedra do Antigo Testamento. A mensagem escrita sobre a pedra falhou por causa da debilidade espiritual dos hebreus no deserto; mas a mensagem escrita no coração do homem fortalece a fé, porquanto o Espírito é o quem nos ministra poder. A letra mata, mas o Espírito vivifica (ver II Cor.3.6).”

O sofrimento é dado como disciplina de Javé ao povo, para corrigir as desobediências.

Algo que devemos aprender – A Prova da Eficácia da intercessão de Moisés.

Deuteronômio.9.18,19;20 Prostrado estive perante o Senhor. - Moises ensina como um líder é preocupado e pode interceder pelo seu povo e por seus liderados quando erram.

Afinal, o povo foi descrito por Moisés como herança do Senhor, ou “filho” de Yahweh (Êx. 4.22,23). Israel era um povo em pacto com Deus, pelo Pacto Abraâmico em Gn. 15.18.

Deuteronômio. 8.5 “Assim te disciplina o Senhor.”

Aqui o sofrimento é interpretado não como a retribuição da ira de Deus, mas como um meio de disciplina e correção de nosso Pai, visando ao bem dos crentes sofredores, porquanto somos Seus filhos.

Orientação quanto ao levirato:

Durante a caminhada, Deus informa e Moisés escreve e localiza o local onde há instrução sobre a separação da tribo de Levi para cuidarem dos cultos, em especial da Arca!

“Partiram os filhos de Israel de Beerote-Benê-Jaacã para Mosera. Ali faleceu Arão e ali foi sepultado. Eleazar, seu filho, oficiou como sacerdote em seu lugar. Dali partiram para Gudgoda e de Gudgoda para Jotbatá, terra de ribeiros de águas. Por esse mesmo tempo, o Senhor separou a tribo de Levi para levar a arca da Aliança do Senhor, para estar diante do Senhor, para o servir e para abençoar em seu nome até ao dia de hoje. Deuteronômio 10:6-8 – ARA

Arão o primeiro sumo sacerdote foi sepultado em Mosera.

O capítulo 10 é destacado como continuação da seção a partir do capítulo 6.

Nesta parte da seção deste sermão encontramos numa aparente dificuldade teológica, quanto ao caminho do povo no deslocamento desde o Egito; um itinerário diferente daquele apresentado nos capítulos 20, 21 e 33 de Números. Situa a morte de Arão perto de Moserá, e não no Monte Hor, próximo à fronteira com Edom (Núm. 33.38).

A dificuldade e sobre a localização de Masera, mas estudiosos aceitam esta diferente localização ao entender que Masera poderia ser uma fralda ou distrito do local apontado em Êxodo, sobre o trajeto.

Palavras chaves em Deuteronômio:

Guardar (como verbo em seus diversos tempos); Mandamentos; Estatutos; Palavras; Benção; Ouvir (como verbo em seus diversos tempos); Cuidar (nos tempos verbais); Prolongar; Tábuas; Arca; Povo; Passar; Jordão; Quarenta; Fiel; Amar; Fogo

Obrigações e Festas:

A lei mosaica determinou a ajuda entre seu povo, com datas e com obrigações de uns para com os outros conforme suas capacidades sociais ou econômicas.

Também determinou festas de adoração para lembrança do pvo sobre o que lhe ocorrera da parte de Deus.

O ano da remissão proclamada:

Deuteronômio. 15.1,2 Ao fim de cada sete anos, farás remissão. Este, pois, é o modo da remissão: todo credor que emprestou ao seu próximo alguma coisa remitirá o que havia emprestado; não o exigirá do seu próximo ou do seu irmão, pois a remissão do Senhor é proclamada.

As Festas determinadas pela Lei:

O povo de Israel é destacado na cultura religiosa pelas festas que foram determinadas pelo Senhor desde a Páscoa na saída do Egito, assim eles celebram festas conforme fatos de ocorrência nacional ou do povo, e em períodos, datas, determinadas pelo próprio Deus, o que aponta para um dos calendários nacional, definido por libertações e agradecimentos a Deus.

Desta forma o calendário judaico tem datas próprias diferentes do calendário ocidental.

Destaca-se o número sete:

Sete dias

Sete semanas

Sete dias da Páscoa:

                   Dt. 16.1,2 A Páscoa (Êx 23.14-15; 34.18; Lv 23.4-8) “Guarda o mês de abibe e celebra a Páscoa do Senhor, teu Deus; porque, no mês de abibe, o Senhor, teu Deus, te tirou do Egito, de noite. Então, sacrificarás como oferta de Páscoa ao Senhor, teu Deus, do rebanho e do gado, no lugar que o Senhor escolher para ali fazer habitar o seu nome.”

O Pentecostes (Êx 23.16; 34.22; Lv 23.15-21)

Dt. 16.9,10 Sete semanas contarás; quando a foice começar na seara, entrarás a contar as sete semanas. E celebrarás a Festa das Semanas ao Senhor, teu Deus, com ofertas voluntárias da tua mão, segundo o Senhor, teu Deus, te houver abençoado.

Os Tabernáculos (Lv 23.33-43)

Dt.16.13 A Festa dos Tabernáculos, celebrá-la-ás por sete dias, quando houveres recolhido da tua eira e do teu lagar.

A obrigação anual:

Dt.16.16 Três vezes no ano, todo varão entre ti aparecerá perante o Senhor, teu Deus, no lugar que escolher, na Festa dos Pães Asmos, e na Festa das Semanas, e na Festa dos Tabernáculos; porém não aparecerá de mãos vazias perante o Senhor;

Um Rei:

Moisés como profeta que era já antecipou a questão da formação do povo, que era um punhado de junção de tribos por seus líderes familiares, numa visão futurística viu Israel como Nação que necessitaria de um Rei.

Assim ele já determina em Deuteronômio como ser daria a imposição de um rei e suas obrigações de deveres:

A eleição e os deveres de um rei

Dt.17. 14,15 Quando entrares na terra que te dá o Senhor, teu Deus, e a possuíres, e nela habitares, e disseres: Estabelecerei sobre mim um rei, como todas as nações que se acham em redor de mim, estabelecerás, com efeito, sobre ti como rei aquele que o Senhor, teu Deus, escolher; ou [15. Sem dúvida porás por rei sobre ti ao que o SENHOR teu Deus escolher: dentre teus irmãos porás rei sobre ti: não poderás pôr sobre ti homem estrangeiro, que não seja teu irmão.]

Direitos e deveres do rei:

Dt.17. 16,19 “Porém que não se aumente cavalos, nem faça voltar o povo ao Egito para acrescentar cavalos [...] Nem aumentará para si mulheres ... nem prata nem ouro acrescentará para si em grande quantidade. ..., sobre o trono de seu reino, que há de escrever para si em um livro uma cópia desta lei, do original de diante dos sacerdotes levitas; ..., para guardar todas as palavras desta lei e estes estatutos, para praticá-los:”

Cavalos – não era uma proibição total, mas uma forma de prever que a muita força bélica desprezaria a dependência de Deus nas batalhas. a multiplicação de cavalos levaria inevitavelmente a muitos males, a relações crescentes com nações estrangeiras, especialmente com o Egito, à importação de um animal para o qual o caráter do país não era adequado, ao estabelecimento de um despotismo militar oriental. desfile orgulhoso e pomposo em paz, a uma dependência do Egito em tempo de guerra, e uma consequente retirada de confiança e confiança em Deus.

                   Salomão e o Egito - O rei Salomão em seu esplendor do reino importava grande quantidade de cavalos e carruagens do Egito para fortalecer o seu exército e demonstrar o poderio de seu reino. Salomão chegou a ter quatro mil cavalos em estrebarias, para os seus carros de guerra.

1 Reis 10:26 “E juntou Salomão carros e cavaleiros; e tinha mil quatrocentos carros, e doze mil cavaleiros, os quais pôs nas cidades dos carros, e com o rei em Jerusalém.”

A Bíblia registra que cada carruagem importada do Egito custava 600 siclos de prata, e cada cavalo custava 150 siclos.

Os mercadores oficiais do rei realizavam as negociações diretamente no Egito e em outras regiões vizinhas, como a Cilícia (ou Coa), trazendo os animais em caravanas.

Harém - Havia as razões mais fortes para registrar uma proibição expressa a esse respeito, fundada na prática de países vizinhos nos quais a poligamia prevalecia e cujos reis tinham numerosos haréns;

Dinheiro público - os reis foram proibidos de acumular dinheiro para fins particulares.

O pergaminho original das antigas Escrituras foi depositado no santuário sob a guarda estrita dos sacerdotes (Deuteronômio 31:24,26; 2Reis 22:8). Cada monarca, em sua ascensão, devia ser provido de uma cópia verdadeira e fiel, que ele deveria manter constantemente ao lado dele.  [Jamieson; Fausset; Brown, aguardando revisão]

A Justiça: “A justiça seguirás, somente a justiça.”

A justiça tinha um tribunal próprio determinado:

Deveres dos juízes (Êx 23.6-9)

Dt.16. 18,20 Juízes e oficiais constituirás em todas as tuas cidades que o Senhor, teu Deus, te der entre as tuas tribos, para que julguem o povo com reto juízo. Não torcerás a justiça, não farás acepção de pessoas, nem tomarás suborno; porquanto o suborno cega os olhos dos sábios e subverte a causa dos justos. A justiça seguirás, somente a justiça.

Julgamento de questões difíceis

Dt.17. 8,9 Quando alguma coisa te for difícil demais em juízo, entre caso e caso de homicídio, e de demanda e demanda, e de violência e violência, e outras questões de litígio, então, te levantarás e subirás ao lugar que o Senhor, teu Deus, escolher. Virás aos levitas sacerdotes e ao juiz que houver naqueles dias; inquirirás, e te anunciarão a sentença do juízo. 

A lei mosaica determinava o direito de defesa até mesmo para alguém que por ventura cometesse um assassinato, seja de forma de autodefesa, ou incidentalmente ou mesmo dolosamente, o tal homicida tinha o direito a sua vida preservado até ser julgado pelo seu ato.

Assim Moisés determinou as chamadas cidades de refúgio para as quais os tais envolvidos neste ato podiam se abrigar.

Dt.19.4,7 Este é o caso tocante ao homicida que nelas se acolher, para que viva: aquele que, sem o querer, ferir o seu próximo, a quem não aborrecia dantes ... 'Portanto, te ordeno: três cidades separarás.'

A Lei e o número de testemunhas numa demanda:

Dt.19. 15 “Uma só testemunha não se levantará contra alguém por qualquer iniquidade ou por qualquer pecado, seja qual for que cometer; pelo depoimento de duas ou três testemunhas, se estabelecerá o fato”

Levitas – a tribo sem propriedades:

A tribo de Levi foi separada para ser a tribo de onde sairiam os sacerdotes e levitas para exercício do serviço de adoração e religioso, com importante posição de julgar demandas do povo e verificar doenças e outras demandas entre Israel. Esta tribo não recebeu, na divisão das terras da promessa, umlocal específico para seu assentamento., como propriedade para seus descendentes, antes eles deveriam se cuidados e receber do povo através das ofertas e dízimos e oferendas o seu sustento, desde a alimentação, o vestir e cuidados para sua moradia.

- este será o direito dos sacerdotes da parte do povo – Todos os que ofereceram sacrifícios de ação de graças ou ofertas pacíficas (Levítico 7:31-33) 

Deuteronômio 18:5 “Porque o escolheu o SENHOR teu Deus de todas tuas tribos, para que esteja para ministrar ao nome do SENHOR, ele e seus filhos para sempre.”

- A razão do direito concedido aos sacerdotes foi a escolha deles para o ofício de “ministrar em nome de Jeová”, isto é, para todas as tribos “Em nome de Jeová”, não apenas pela nomeação, mas também pelo poder do Senhor, como mediadores de Sua graça. O texto faz referência a :“ele e seus filhos” remetendo a escolha de Aarão e seus filhos para ocupação do cargo de sacerdote.    

- Deuteronômio 18:4 “As primícias de teus grãos, de teu vinho, e de teu azeite, e as primícias da lã de tuas ovelhas lhe darás:”

Moisés, neste texto deuteronômico, repete a lei relativa aos primeiros frutos em Números 18:12-13 (compare com Êxodo 22:28), com o objetivo de estendê-la aos primeiros produtos da criação de ovelhas. [Keil e Delitzsch]

Ministério profético;

Aviso sobre abominações.

A região na qual Israel seria assentado povos locais ou mesmo no Oriente usavam comumente de predições, algumas como ciência astronômica, mas na maioria das vezes como forma de adivinhação, prognósticos, presságios, encantamentos, sendo que alguns povos tinham o costume de culto, como a Moloch, no qual passavam crianças pelo fogo, colocando-as nas mãos em brasa, do ídolo.

Profeticamente e conhecedor dos encantamentos que já tinham vistos no próprio Egito, Moisés sabia que isto seria um mal, pois o povo já tinha do mostras de ser vulnerável a esta forma de culto ou serviço a outros deuses.

Deuteronômio 18:9,12 “Quando houveres entrado na terra que o SENHOR teu Deus te dá, não aprenderás a fazer segundo as abominações daquelas nações. Não seja achado em ti quem faça passar seu filho ou sua filha pelo fogo, nem praticante de adivinhações, nem agoureiro, nem interpretador de presságios, nem feiticeiro, Nem quem fale encantamentos, nem quem pergunte a espírito, nem mágico, nem quem pergunte aos mortos. Porque é abominação ao SENHOR qualquer um que faz estas coisas, e por estas abominações o SENHOR teu Deus as expulsou de diante de ti.”

Necromancia - A palavra vem do grego antigo nekrós, que significa "cadáver", e manteía, que significa "adivinhação" ou "profecia". Também é conhecida por sinônimos como nigromancia ou feitiçaria

Agouro - uma forma de magia ou adivinhação usada para tentar prever o futuro ou descobrir sinais de desgraças.

Adivinhação - A adivinhação é o ato de tentar prever o futuro, descobrir coisas ocultas ou solucionar enigmas

Presságio - fato que as pessoas acreditam ser um sinal de algo que vai acontecer no futuro 

Feiticeiro - Um feiticeiro é um suposto detentor de poderes sobrenaturais, especialmente alguém que pratica magia ou feitiçaria. Reis fiéis a Deus, como Josias, lutaram para eliminar feiticeiros e médiuns de Israel ([2 Reis 23:24]). Em Gálatas 5:20, a feitiçaria aparece na lista das práticas que impedem alguém de herdar o Reino de Deus.

Mágica ou magia – encontramos no NT alguém que usava desta prática para enganar o povo.

No livro de Atos 8:9-24, a Bíblia relata a história de Simão, o feiticeiro, que impressionava o povo em Samaria com suas artes mágicas, mas acabou crendo em Jesus e sendo batizado pelo apóstolo Filipe

Encantamentos - uma forma de magia, feitiçaria ou uso de palavras ocultas para invocar poderes espirituais, enganar pessoas ou tentar amaldiçoar alguém

Cristologia - Um grande profeta:

Essa predição foi cumprida mil e quinhentos anos depois e foi expressamente aplicada a Jesus Cristo por Pedro (Atos 3:22-23) e por Estêvão (Atos 7:37). o profeta aqui prometido era evidentemente o Messias, pois somente Ele seria “semelhante a Moisés”, Libertador, Remidor, com sinais e milagres (multiplicar pão, curar cegos), ser aquele que ria abrir uma nova dispensação em forma de uma nova Aliança com Deus.

O profetismo anunciado

Deuteronômio 18:15,18 O Senhor, teu Deus, te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás, Suscitar-lhes-ei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti, em cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. 

Moises foi o profeta da libertação e condução do povo até a entrada de Canaã. Mas, Deus prometeu suscitar entre Israel, primeiro um grande profeta, apontando para Jesus. O Novo Testamento aponta Jesus Cristo como o cumprimento máximo desta profecia (como citado em Atos 3:22).

Deuteronômio 18: Sabe que, quando esse profeta falar em nome do Senhor, e a palavra dele se não cumprir, nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o Senhor não disse; com soberba, a falou o tal profeta; não tenhas temor dele.

Segundo, promete que haverá um ministério profético em Israel que nos remete ao aparecimento de Samuel, Elias, Eliseu.

Preceitos sobre a visão ambiental e cuidados com animais:

Nestes tempos em que há um novo ‘conceito’ ambientalista, muitos se esquecem que Moisés se adiantou sobre como cuidar de animas e respeito a vida e impedimento a causar danos a estes.

Deuteronômio 22: 6,7 Quando achares no caminho algum ninho de ave em qualquer árvore, ou sobre a terra, com passarinhos ou ovos, e estiver a mãe reclinada sobre os passarinhos ou sobre os ovos, não tomes a mãe com os filhos: Deixarás ir à mãe, e tomarás os passarinhos para ti; para que te vá bem, e prolongues teus dias.

Cuidado com o tipo de semente para que o tipo de semente não seja mudada ou sofra danos de mutação, por vizinhança do tipo se cada semente.

Deuteronômio 22: 9 Não semearás tua vinha de várias sementes, para que não se deprave a plenitude da semente que semeaste, e o fruto da vinha.

Cuidados com a vida humana:

Moisés se preocupou até com os cuidados numa construção para evitar queda de laje. As estatísticas sobre queda de laje e pontos sem proteção, hoje no caso em apartamentos sem redes de proteção, mostram o quanto o legislador foi futurista.

Deuteronômio 22: 8 Quando edificares casa nova, farás parapeito em teu terraço, para que não ponhas sangue em tua casa, se dele cair alguém. 

Construir na beira uma proteção de parapeito alto.

É comum, no verão, o telhado é um lugar para estar da família com seus filhos, e acidentes acontecem com frequência de pessoas que se aproximam de maneira imprudente da borda e caem na rua ou na quadra;

Vestimenta de homem e ou de mulher:

Um assunto muito debatido nas igrejas e na sociedade, este aspecto da masculinidade ou androginia se tornou em nossos dias um aspecto até judicial na chamada época do movimento woke.

Com base no texto bíblico Moisés destaca a questão sob a ótica de:

Até mesmo dentro das religiões se discute o que é roupa de homem ou de mulher, tendo existido muita perseguição por este aspecto.

Estudiosos explicam, melhor o que Moisés, sob a ótica da revelação e moralidade divina dada a Israel para ser seguida, o que significa isto:

                            - “Não haverá coisas de homem sobre a mulher, e o homem não se vestirá com roupa de mulher”. כְּלִי não significa apenas roupas, nem apenas armas, mas inclui todo tipo de utensílios domésticos e outros. O objetivo imediato dessa proibição não era impedir a licenciosidade ou se opor a práticas idólatras; mas para manter a santidade daquela distinção dos sexos que foi estabelecida pela criação do homem e da mulher, e em relação à qual Israel não deveria pecar. [Keil, 1861-2] Fonte: Apologeta

Nos cuidados com as roupas há orientações sobre alguns detalhes. Uns dos quais podemos equiparar de certa maneira ao famoso Tsitsit (ou tzitzit) usado e que ainda nos dias de Jesus os homens tinham em suas vestes.

                             - a palavra tzitzit tem o valor numérico de 600. Somado aos 8 fios e 5 nós que compõem cada franja, o total é 613 — o número exato de mandamentos contidos na Torá.

                              - Talit Katan (Pequeno Talit): Uma veste especial de quatro pontas com os tsitsit que é usada por baixo da camisa comum durante todo o dia.

- Talit Gadol (Grande Talit): O grande manto de oração colocado sobre os ombros durante as preces matinais, que também possui as franjas em suas extremidades.

Farás para ti franjas nos quatro extremos – ou, de acordo com alguns eminentes intérpretes bíblicos, borlas na colcha da cama.

- Números 15:38 “Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes que se façam franjas) nos arremates de suas roupas, por suas gerações; e ponham em cada franja dos arremates um cordão de azul:”

““E vos servirá de franja”, ou seja, a fixação da borla com o fio azul escuro nos cantos de suas roupas será para você uma borla “, para que você, quando a vir, lembre-se de todas as mandamentos do Senhor, e os observeis; e não vos desvieis segundo os vossos corações e os vossos olhos, após o que vos prostituís”. O zizit no fio azul-celeste era para servir como um sinal memorial para os israelitas, para lembrá-los dos mandamentos de Deus, para que eles pudessem tê-los constantemente diante de seus olhos e segui-los” Fonte: Apologeta

Concordância Neotestamentária

- Mateus 23:5 “E fazem todas as suas obras a fim de serem vistos pelas pessoas: por isso alargam seus filactérios,) e fazem compridas as franjas de suas roupas.

 Sequência: Moral – informações sobre casamento, virgindade e estupro.

                        Bençãos e Maldição.

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"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei . No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."
Martin Niemöller, 1933

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A declaração de fé da Igreja Evangélica Assembléia de Deus não se fundamenta na teologia liberal, mas no conservadorismo protestante que afirma entre outras verdades principais, a crença em:
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