quinta-feira, maio 21

Isaque: Herdeiro Da Promessa Lição EBD - CPAD 8 - 24 de maio de 2026

Isaque: Herdeiro Da Promessa

Lição EBD - CPAD 8 - 24 de maio de 2026

Subsidio Pastor e professor Osvarela

Texto

E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo ano, cem medidas, porque o Senhor o abençoava.” (Gn 26.12).

Prática

Deus abençoou Abraão em tudo, e Isaque, o filho da promessa, também seria abençoado. Quando Deus age, ninguém pode impedi-lo.

Leitura Bíblica

Gênesis 26.1-5,12-14,24,25.

1 — E havia fome na terra, além da primeira fome, que foi nos dias de Abraão; por isso, foi-se Isaque a Abimeleque, rei dos filisteus, em Gerar.

2 — E apareceu-lhe o SENHOR e disse: Não desças ao Egito. Habita na terra que eu te disser;

3 — peregrina nesta terra, e serei contigo e te abençoarei; porque a ti e à tua semente darei todas estas terras e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão, teu pai.

4 — E multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e darei à tua semente todas estas terras. E em tua semente serão benditas todas as nações da terra,

5 — porquanto Abraão obedeceu à minha voz e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis.

12 — E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo ano, cem medidas, porque o SENHOR o abençoava.

13 — E engrandeceu-se o varão e ia-se engrandecendo, até que se tornou mui grande;

14 — e tinha possessão de ovelhas, e possessão de vacas, e muita gente de serviço, de maneira que os filisteus o invejavam.

24 — e apareceu-lhe o SENHOR naquela mesma noite e disse: Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente por amor de Abraão, meu servo.

25 — Então, edificou ali um altar, e invocou o nome do SENHOR, e armou ali a sua tenda; e os servos de Isaque cavaram ali um poço.

A) Objetivos da Lição: 

I) Mostrar a fome que havia na terra no tempo de Isaque;

II) Refletir a respeito da inveja dos vizinhos de Isaque e a forma como ele lidou com eles;

III) Expor que Deus aparece a Isaque.

Discurso

É importante pensar num esboço em Genesis desta etapa da vida de Isaque no contexto dos patriarcas e locais por onde passram, que seriam lugares da benção da nação que lhes fora prometido.

Num esboço de Genesis 26, podemos elencar da seguinte forma:

  • Isaque parte para Gerar (Gênesis 26:1-6).
  • A mentira de Isaque sobre Rebeca (Gênesis 26:7-11).
  • Isaque é abençoado por Deus em Gerar (Gênesis 26:12-16).
  • Isaque acampa no vale de Gerar (Gênesis 26:17-25).
  • A aliança entre Isaque e Abimeleque (Gênesis 26:26-35).

Isaque sendo o prometido de Deus a Abraão, seu pai, como foi mostrado nas Escrituras, recebe a progressiva revelação da promessa sendo esta apresentada a ele como a continuidade das promessas abraâmicas, para formação do povo que Deus revelara a seu pai que deu seu ventre formaria. Assim, Isaque é a continuidade da revelação divina de seu ante passado pai.

De muitas maneiras, Isaque foi a primeira pessoa a nascer judia. Em sua circuncisão, Abraão o chamou de Isaque, que significa “riso” em hebraico.

“– Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente por amor de Abraão, meu servo.”

Desta forma, ele inicia a sua própria vida adulta como peregrino sob a benção do divino e fiel senhor de seu pai.

Isaque se torna assim, o segundo patriarca da futura nação e povo que saíra dos lombos de seu pai Abraão. Desta forma ele vai construir um legado seu, baseado.

Isaque se casou aos 40 anos com Rebeca.

“E era Isaque da idade de quarenta anos, quando tomou por mulher a Rebeca, filha de Betuel, arameu de Padã-Arã, irmã de Labão, arameu.” Gênesis 25:20

As Escrituras começam a narrativa de sua vida pessoal, que aliás está narrada, em sua maior importância, em dois capítulos no VT, como totalmente independente de seus pais e após a morte de sua mãe e do seu pai Abraão, inclusive após o casamento de Abraão com Quetura da qual ele gerou mais irmãos legítimos a Isaque –

E foi a vida de Sara cento e vinte e sete anos; estes foram os anos da vida de Sara. E morreu Sara em Quiriate-Arba, que é Hebrom, na terra de Canaã; e veio Abraão lamentar Sara e chorar por ela. [...] E Isaque trouxe-a para a tenda de sua mãe Sara, e tomou a Rebeca, e foi-lhe por mulher, e amou-a. Assim Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe. [...] Abraão tomou outra mulher; e o seu nome era Quetura; E deu-lhe à luz Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Jisbaque e Suá.” Gênesis 25:1,2;23:1,2;24:67

As Escrituras relatam que Isaque teve na sua vida inúmeros eventos pessoais e familiares com as mesmas características idênticas de ocorrência na vida do seu pai, como que a confirmar se Isaque tinha o mesmo caráter do seu antepassado.

Uma Genealogia curta:

As Gerações (Toledoth) de Isaque (25.19-34)

Esterilidade da esposa e a concepção dos filhos, que gerariam uma Nação!

“E estas são as gerações de Isaque, filho de Abraão: Abraão gerou a Isaque; E era Isaque da idade de quarenta anos, quando tomou por mulher a Rebeca, filha de Betuel, arameu de Padã-Arã, irmã de Labão, arameu. E Isaque orou insistentemente ao Senhor por sua mulher, porquanto era estéril; e o Senhor ouviu as suas orações, e Rebeca sua mulher concebeu. E cumprindo-se os seus dias para dar à luz, eis gêmeos no seu ventre. E saiu o primeiro ruivo e todo como um vestido de pelo; por isso chamaram o seu nome Esaú. E depois saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú; por isso se chamou o seu nome Jacó. E era Isaque da idade de sessenta anos quando os gerou.” Gênesis 25:19,20,21; 24-26

Durou 20 anos para que Rebeca concebesse seus herdeiros.

Uma gestação difícil – “Rebeca sua mulher concebeu. E os filhos lutavam dentro dela; então disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi perguntar ao Senhor.” Gênesis 25:21,22

“E Isaque orou insistentemente ao Senhor por sua mulher, porquanto era estéril;” Gênesis 25:21

Fome na terra o que o levou a tentar descer ao Egito.

A fome nos faz mudar de posição quanto a nossa moralidade? Ou é o medo da fome que nos atinge?

“E apareceu-lhe o Senhor, e disse: Não desças ao Egito; habita na terra que eu te disser;” Gênesis 26:2

A fome é elemento circunstancial na vida de Abrão e de seu filho Isaque, objeto deste estudo. Mas, podemos notar que cada um teve diferente discernimento, sendo que Isaque foi orientado por Deus sobre não descer ao Egito, mas quanto a situação de seu matrimonio ambos cederam ao medo e colocaram suas esposas em perigo.

Mas quando desceu Abrão ao Egito (10; ver Mapa 3), por causa de uma fome em Canaã, ele estava longe de ser uma bênção para as pessoas daquele país. A severidade da fome levou Abrão e sua gente ao bem irrigado delta do rio Nilo em busca de comida para o gado e para as famílias que serviam Abrão. Parece que ele ouviu falar da moralidade desenfreada dos egípcios, pois, movido por medo — matar-me-ão a mim (12) —, pediu à esposa, Sarai (11), que mentisse sobre o relacionamento que tinham.

“..., por isso foi Isaque a Abimeleque, rei dos filisteus, em Gerar.” Gênesis 26:1

A própria benção de Abraão não atingiu o Egito, mas, contudo, ele mesmo no caso de dizer que, Sarai não era sua esposa ele saiu abençoado, assim como Isaque com Rebeca. Importante notar que, ambos os reis tiveram medo da situação na qual se encontraram, com as esposas de Abraão e Isaque, sem dúvida, ambos tinham marcas espirituais que impediam das suas esposas serem tocadas, mas a situação serviu de teste a sua fé e na promessa de Deus. Abrão foi reconhecido como profeta.

Gênesis 26:7-13 “E perguntando-lhe os homens daquele lugar acerca de sua mulher, disse: É minha irmã; porque temia dizer: É minha mulher [...] Abimeleque, rei dos filisteus, olhou por uma janela, e viu, e eis que Isaque estava brincando com Rebeca sua mulher. [..]  Facilmente se teria deitado alguém deste povo com a tua mulher, e tu terias trazido sobre nós um delito. E mandou Abimeleque a todo o povo, dizendo: Qualquer que tocar neste homem ou em sua mulher, certamente morrerá. E semeou Isaque naquela mesma terra, e colheu naquele mesmo ano cem medidas, porque o Senhor o abençoava. E engrandeceu-se o homem, e ia enriquecendo-se, até que se tornou mui poderoso.

Locais de habitação de Isaque?

Gênesis 26.1-3 — E havia fome na terra, além da primeira fome, que foi nos dias de Abraão; por isso, foi-se Isaque a Abimeleque, rei dos filisteus, em Gerar. E apareceu-lhe o SENHOR e disse: Não desças ao Egito. Habita na terra que eu te disser; peregrina nesta terra, e serei contigo e te abençoarei; porque a ti e à tua semente darei todas estas terras e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão, teu pai.

Certamente a primeira coisa no pensamento de Isaque, talvez conhecedor das narrativas familiares pelas soube que seu pai em época de tal evento fome, fora ao Egito e foi bem sucedido, a ideia natural para ele e original, era ir para um lugar que tivesse possibilidade de dar sustento a seu povo e gado e que lhe pudesse receber. Assim, a intenção original de Isaque era seguir para o Egito.

Isso fazia muito sentido, pois aquele era um tempo de fome e o Egito era a terra mais próspera.

Não vá ao Egito, e Bênção 1:

Porém, o Senhor apareceu a Isaque e o proibiu de descer ao Egito. Além disso, Deus ainda lhe disse: Não desças ao Egito. Habita na terra que eu te disser; peregrina nesta terra”

A ordem divina para Isaque habitar naquela terra possui o sentido de ser forasteiro ali.

“Então Isaque partiu dali e fez o seu acampamento no vale de Gerar, e habitou lá.” Gênesis 26:17

A primeira posição era ser peregrino em Gerar, mas a situação de crescimento de Isaque, o fez ser invejado pelos habitantes de Gerar e ele logo se mudou par o Vale de Gerar, uma região próxima a primeira cidade.

A multiplicação no Vale de Gerar

 - E semeou Isaque naquela mesma terra, e colheu naquele mesmo ano cem medidas, porque o Senhor o abençoava. –

O Vale de Gerar – Tel Haror - foi o lugar de benção e confirmação da promessa.

Na Bíblia, Gerar refere-se à cidade principal e à região territorial dos filisteus (há autores que discordam quanto ao povo citado), enquanto o Vale de Gerar era uma área rural e de pastagem localizada logo abaixo dessa cidade, no leito de uma torrente (atual Nahal Gerar); Uma depressão geográfica com um riacho sazonal (uádi) próximo à cidade de Gerar.

A história da bênção de Isaac, tem como  cenário Beer-Laai-Roi, e Gerar tudo se encaixa perfeitamente. Essa região, até cerca de 150 anos atrás, era rica em diversas espécies de cervos, íbex, gazelas, javalis, coelhos e hiraxes.

Então sair de Beer-Laai-Rói era o certo e se deslocaram para Gerar.

“E aconteceu depois da morte de Abraão, que Deus abençoou a Isaque seu filho; e habitava Isaque junto ao poço Beer-Laai-Rói.” Gênesis 25:11

Isaque e Rebeca moravam em Berseba (Gênesis 26:23), Beer-Laai-Roi (Gênesis 25:11) e Quiriate-Arba (Gênesis 35:27).

Beer-Laai-Rói - “e habitava Isaque junto ao poço Beer-Laai-Rói.” Gênesis 25:11

באר לחי ראי  - B ê’er la-Chay Ro’iy; n. pr. loc. Beer-Laai-Roi = “poço daquele que Vive e me vê”; um poço a oeste de Cades, sul de Israel.

Gerar - Localização – גרר  - G ^erar; n. pr. loc. Gerar = “alojamento”

Obs.: A Torá, ou seja, as Escrituras Veterotestamentárias descrevem três locais principais onde Isaac passa seus dias antes do relato da bênção de seus filhos:

1.      Beer-laai-roi (Gênesis 25:11b)

2.     Gerar (Gênesis 26:1b)

3.     Berseba (Gênesis 26:23)

Negev ou Neguebe, como cenário.

A história sugere que Isaac viveu no Negev. בראשית כד:סב וְיִצְחָק [...] יוֹשֵׁב בְּאֶרֶץ הַנֶּגֶב.

Isaque [...] estabeleceu-se na região do Neguebe.

Ora, Isaque vinha de onde se vem do poço de Beer-Laai-Rói; porque habitava na terra do sul.” Gênesis 24:62 

Gerar era parte do território filisteu que ficava próximo à fronteira egípcia. Os filisteus eram um povo que originalmente navegava no Mar Mediterrâneo. O grupo que se estabeleceu em Gerar tinha por rei Abimeleque.

Nos idos de Abraão ao se estabelecer por estas terras, o rei citado na Bíblia, o qual é citado como sendo portador do nome Abimeleque, também nos idos de Isaque temos nas Escrituras o rei da região, com o mesmo nome.

Contudo, não seria o mesmo rei, alguns estudiosos orientam, que o nome Abimeleque possa ser – um nome do descendente do primeiro Abimeleque citado á o de Abraão. Para outra vertente de estudiosos, o uso do nome se daria pelo fato de ser um título dinástico, ou nome dado as dinastias, como os romanos usaram chamando-os seus imperadores de César num certo período de dinastia.

Aprendendo com Isaque – Legado que ensina.

Gênesis 26. 12,14 — E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo ano, cem medidas, porque o SENHOR o abençoava. E engrandeceu-se o varão e ia-se engrandecendo, até que se tornou mui grande; e tinha possessão de ovelhas, e possessão de vacas, e muita gente de serviço, de maneira que os filisteus o invejavam.

Obra e Contexto (Gênesis 26:1-6)

  • A Crise: Houve uma grande fome na terra, semelhante à época de Abraão.
  • A Tentação: Isaque planejou ir para o Egito em busca de recursos, mas Deus ordenou que ele ficasse em Gerar.
  • A Decisão: A obediência imediata e sem questionamentos à voz de Deus foi o primeiro passo para o sucesso de Isaque. 
  • Fidelidade no Lugar Certo: Deus pode abençoar em qualquer lugar, desde que seja o local onde Ele o posicionou, e não onde parece mais seguro aos olhos humanos.
  • Recebendo a Benção: Gerar não era o destino final da família de Isaque, mas seria a cidade em que Deus seria com ele e o abençoaria. Isaque obedeceu a Sua ordem e foi abençoado pelo Senhor. Recebeu livramento na terra dos filisteus. Semeou e colheu, pois Deus era com ele.

O Isaque de Gerar:

Cavador de Poços

Abrindo poços e Recebendo bençãos:


Genesis 26.13,14;24,25 — E engrandeceu-se o varão e ia-se engrandecendo, até que se tornou mui grande; e tinha possessão de ovelhas, e possessão de vacas, e muita gente de serviço, de maneira que os filisteus o invejavam. e apareceu-lhe o SENHOR naquela mesma noite e disse: Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente por amor de Abraão, meu servo. Então, edificou ali um altar, e invocou o nome do SENHOR, e armou ali a sua tenda; e os servos de Isaque cavaram ali um poço.

NO capítulo 26, que flui naturalmente da história de Gerar: Isaac é um pastor bem-sucedido, forte e viril, que cava vários poços até se estabelecer em Berseba, em paz e como um homem rico.

A persistência de Isaque e sua demonstração de resiliência aos ataques de pastores de Gerar a seus poços, nos dão uma forma de legado de caráter e fortaleza mental e sobretudo da fé na promessa de Deus.

 E mandou Abimeleque a todo o povo, dizendo: Qualquer que tocar neste homem ou em sua mulher, certamente morrerá. 

Abimeleque deu ordem a seu povo para não perturbarem Isaque e seu povo, mas alguns de seus súditos não deram muita atenção a esta ordem de tal forma que perturbaram-se com o crescimento de saque (lembrar que Abrão, pai de Isaque fora riquíssimo, mas casou-se e teve mais 6 filhos fora Ismael e Isaque, na mesma região).

 E engrandeceu-se o varão e ia-se engrandecendo, até que se tornou mui grande; 

“Cavaram, pois, os servos de Isaque naquele vale, e acharam ali um poço de águas vivas. E os pastores de Gerar porfiaram com os pastores de Isaque, dizendo: Esta água é nossa. Por isso chamou o nome daquele poço Eseque, porque contenderam com ele. Então cavaram outro poço, e também porfiaram sobre ele; por isso chamou o seu nome Sitna. E partiu dali, e cavou outro poço, e não porfiaram sobre ele; por isso chamou o seu nome Reobote, e disse: Porque agora nos alargou o Senhor, e crescemos nesta terra. Depois subiu dali a Berseba.” Gênesis 26:19-23

ζαω zao; v. água viva, que tem poder vital em si mesma e aplica suas qualidades à alma.

Quando os filisteus disputaram o primeiro poço (Eseque= “contenda”) e o segundo (Sitna - = “briga”), Isaque abriu mão da contenda e cavou um terceiro, chamado Reobote ("lugar espaçoso" ou = “lugares amplos ou ruas largas”).

Numa região quase desértica era fundamental achar poços, e Isaque encontra um poço de águas vivas, ou seja, um poço cujas águas corriam no fundo, ou seja, uma fonte perene, um manancial de águas correntes, e não apenas um ponto em que poderiam encontrar água como nos poços que se cavava e não eram perenes.

Para um chefe de um grupo familiar grande e com muitas famílias sob sua liderança, o que era necessário, era espaço para cuidar dos rebanhos, água e uma pouco de vegetação para os rebanhos como para seu próprio sustento.

“Disse também Abimeleque a Isaque: Aparta-te de nós; porque muito mais poderoso te tens feito do que nós. Então Isaque partiu dali e fez o seu acampamento no vale de Gerar, e habitou lá” Gênesis 26:16,17

O Legado de Abraão em Poços:

Não conseguem apagar a memória do que tem Fé e Promessa.

Ainda que entulhem, ou seja, tentem apagar a memória dos nossos antepassados que tiveram êxito diante de Deus e dos povos, Isaque nos mostra que ele aprendera e guardara na memoria os locais da bençãos que derma prosperidade a Abraão e ali ele começou a regatar a memoria de seu pai e sabia que ali estava o segredo da manutenção da sua caravana, e que nestes locais seu api sacrificara com altares a Javé e sob promessa obtivera êxito.

Então Isaque partiu dali e fez o seu acampamento no vale de Gerar, e habitou lá. E tornou Isaque e cavou os poços de água que cavaram nos dias de Abraão seu pai, e que os filisteus entulharam depois da morte de Abraão, e chamou-os pelos nomes que os chamara seu pai.” Gênesis 26:17,18

Quando Isaque enriquece os habitantes locais ficam com inveja, levando Abimeleque, a expulsá-lo da cidade (vv. 12-17). Isaque se muda para o vale de Gerar, e ali cava poços, mas o povo contesta seu direito a eles (Porque agora nos alargou o Senhor, e crescemos nesta terra.), até que finalmente ele acaba nas proximidades de Berseba, onde se estabelece (vv. 18-25).

De expulso a buscado para uma aliança - E disse-lhes Isaque: Por que viestes a mim, pois que vós me odiais e me repelistes de vós? Gênesis 26:27

Nesse ponto, Abimeleque aparece:

Gênesis 26:26,29 Abimeleque veio de Gerar até Isaque, acompanhado de Auzate, seu conselheiro, e Ficol, chefe de suas tropas. Isaque lhes disse: “Por que vocês vieram até mim, visto que têm sido hostis a mim e me expulsaram da sua presença?” Eles responderam: “Agora vemos claramente que o Senhor esteve com você, e pensamos: Que haja um pacto solene entre nós, entre você e nós. Façamos um pacto com você de que você não nos fará mal, assim como nós não o molestamos, mas sempre o tratamos com bondade e o deixamos ir em paz. De agora em diante, seja você abençoado pelo Senhor!”

Abimeleque = “Meleque é pai” ou “meu pai é rei”

De novo, a história se repete, assim como o Abimeleque dos tempos e Abrão, agora o atual Abimeleque faz um acordo reconhecendo que – “havemos visto que o Senhor é contigo - Agora tu és o bendito do Senhor.” – não adianta fazer guerra ou disputa com quem tem promessa com deus e sua benção.

Ao aceitar uma aliança com o rei de Gera, mais uma vez Isaque mostra ser um homem abençoado, a sua posição de apaziguador, mostra que a paz traz bençãos:

Bênção 2

Em seguida, Isaac se muda para Berseba

B ê’er Sheba; n. pr. loc.Berseba = “poço dos sete juramentos”

A história se repete: Como Abrão Isaque faz aliança.

“E disse: Tomarás estas sete cordeiras de minha mão, para que sejam em testemunho que eu cavei este poço. Por isso se chamou aquele lugar Berseba, porquanto ambos juraram ali.” Gênesis 21:30,31

“Então lhes fez um banquete, e comeram e beberam; E levantaram-se de madrugada e juraram um ao outro; depois os despediu Isaque, e despediram-se dele em paz. E aconteceu, naquele mesmo dia, que vieram os servos de Isaque, e anunciaram-lhe acerca do negócio do poço, que tinham cavado; e disseram-lhe: Temos achado água. E chamou-o Seba; por isso é o nome daquela cidade Berseba até o dia de hoje ( Ele chamou-a de Shibah).” Gênesis 26:29-33

Gênesis 26:24 E apareceu-lhe o SENHOR aquela noite, e disse: Eu sou o Deus de Abraão teu pai: não temas, que eu sou contigo, e eu te abençoarei, e multiplicarei tua descendência por causa do meu servo Abraão.

Confirmando a promessa e exortando a não temer:

- não temas. As palavras de encorajamento são provavelmente ditas em referência à hostilidade que Isaque havia experimentado recentemente e à sua solidão na terra de suas peregrinações; (J). [Cambridge, 1921]

Consolidando o Legado de Fé de Abrão:

Isaque vê que o legado de seu pai se consolidara nele e assim como seu pai edifica um altar de adoração pela confirmação das promessas que agora vivia plenamente, mesmo em meio a ataques dos opositores, que tiveram que reconhecer a sua posição diante do Deus das promessa.

Gênesis 26:25 E edificou ali um altar, e invocou o nome do SENHOR, e estendeu ali sua tenda: e abriram ali os servos de Isaque um poço.

Isaque edificou ali um altar – indicando que ele não serviria a nenhum outro Deus, a não ser ao Deus de seu pai Abraão. [Genebra, 1599]

Conclusão:

Deus abençoou Abraão em tudo, e Isaque, o filho da promessa, também seria abençoado. Quando Deus age, ninguém pode impedi-lo.”

Ainda que nos expulsem e nos mandem para o vale de Gerar, as bençãos nos acompanham como um legado de fé de nossos pais e quando nos mostramos resilientes a todas as investidas dos agentes do mal. Até o momento que eles terão de reconhecer nossa promessa e que Deus está conosco.

Anexo:

As histórias de Isaac e Abraão mantêm muitos paralelos:

1.      Fome — Isaque se desloca por causa da fome (26:1) e Abraão se desloca por causa da fome (12:10).

2.     Gerar —Isaque se estabelece em Gerar (26:6), que era governada por Abimeleque (26:1, 8), e Abraão se estabelece em Gerar (20:1), que era governada por Abimeleque (20:2).

3.     História da esposa-irmã — Temendo os habitantes de Gerar, Isaque faz Rebeca passar por sua irmã (Gênesis 26:7). Abraão faz isso duas vezes com Sara, uma vez no Egito (12:13) e depois novamente, como na história de Isaque, em Gerar (20:2).

4.    Riqueza — Isaque fica muito rico em rebanhos e manadas (26:13-14), assim como Abraão (12:16, 13:2).

5.     Juramento — Abimeleque vem a Isaque, junto com Ficol, seu general, e Auzate, seu conselheiro, e pede a Isaque que faça um juramento de amizade para com eles (26:26–31). Personagens idênticos, a sua época do registro bíblico aparecem a Abraão com o mesmo pedido básico (21:22–32).

6.    Berseba — O lugar onde Isaac faz o juramento ( shebuaʿ ) é Berseba, que é como recebe seu nome (26:31, 33). Abraão também faz seu juramento lá, que é como a cidade recebe seu nome (21:24, 31). [11]

Fonte:

Cavando no Vale de Gerar - 9 de novembro de 2016 – site: experienciacompartilhada

PDF - On the Potential Significance of the Linear A Inscriptions Recently Excavated In Israel Gary A. Rendsburg - Cornell University

https://super.abril.com.br/historia/saiba-o-que-a-ciencia-ja-descobriu-a-respeito-do-abraao-historico/

Localizando Beer-lahai-roi - Quando a geografia define o sucesso ou o fracasso de uma narrativa. Dr. David Ben-Gad HaCohen

Quando a geografia define o sucesso ou o fracasso de uma narrativa. Dr. David Ben-Gad HaCohen; Toledot

Isaac antes de ser filho de Abraão - Abraão e Isaque cavaram poços em Berseba e fizeram um tratado com o rei Abimeleque. Qual história veio primeiro? Professor Rabino; David Frankel

Gênesis 26 Apologeta – Luan Lessa

Dicionário Strong

Bíblia Online Almeida Corrigida Fiel - ACF - 1994, 1995, 2007, 2011 Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil (SBTB). 

Lições CPAD – 2º Trimestre 2026

Apontamentos do autor no site estudandopalavra.blogspot

Estudo Bíblico de Gênesis 26 - Daniel Conegero

Carta pastoral - Lições da vida de Isaque - IMW Central de Mantiquira

quarta-feira, maio 13

Uma prova de fé: a entrega de Isaque Lição 7 CPAD - 17 de maio de 2026

Uma prova de fé: a entrega de Isaque

O ápice do legado de Abraão – A Fé testada e aprovada

Lição 7 CPAD - 17 de maio de 2026

Texto

E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.” (Gn 22.2).

Prática

Abraão confiava no Senhor a ponto de dizer ao seu filho: “Deus proverá para si o cordeiro”.

Leitura Bíblica

Gênesis 22.1-11.

1 — E aconteceu, depois destas coisas, que tentou Deus a Abraão e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.

2 — E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.

3 — Então, se levantou Abraão pela manhã, de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque, seu filho; e fendeu lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera.

4 — Ao terceiro dia, levantou Abraão os seus olhos e viu o lugar de longe.

5 — E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e, havendo adorado, tornaremos a vós.

6 — E tomou Abraão a lenha do holocausto e pô-la sobre Isaque, seu filho; e ele tomou o fogo e o cutelo na sua mão. E foram ambos juntos.

7 — Então, falou Isaque a Abraão, seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?

8 — E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim, caminharam ambos juntos.

9 — E vieram ao lugar que Deus lhes dissera, e edificou Abraão ali um altar, e pôs em ordem a lenha, e amarrou a Isaque, seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha.

10 — E estendeu Abraão a sua mão e tomou o cutelo para imolar o seu filho.

11 — Mas o Anjo do SENHOR lhe bradou desde os céus e disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.

Objetivos da Lição: 

I) Mostrar que Abraão teve a sua fé provada mesmo sendo fiel a Deus;

II) Refletir a respeito da promessa que foi confirmada na vida de Abraão;

III) Expor que Abraão não titubeou em oferecer a Deus seu único filho.

Texto Apoio

“E chamou Abraão o nome daquele lugar: o Senhor proverá; donde se diz até ao dia de hoje: No monte do Senhor se proverá.” Gênesis 22:14

Discurso:

“Sacrificar o que é dos outros é fácil, o segredo é sacrificar o que é nosso, ou o nosso melhor!” Osvarela

“O Ato do Monte do sacrifício – Moriá - sugere que há uma diferença entre sacrificar algo de si mesmo e sacrificar algo dos outros.”

Na Bíblia, o pedido de Deus a Abraão para que oferecesse seu filho em um altar surge do nada. 

Histórico - A literatura judaica cita este ato como:

A Akedá - A Amarração de Isaac (va-ya'akod) - Episódio mais conhecido como “o sacrifício de Isaac” que, na prática, não ocorreu; apenas se limitou à colocação e à amarração de Isaac sobre o altar. Se refere à ação central da história, quando Abraão amarra seu filho Isaque no altar para sacrificá-lo.

Akedah (ou Akedá, ʿAqedah, עֲקֵדָה) é uma palavra hebraica que significa "ligação" ou "amarração", referindo-se especificamente ao sacrifício de Isaque por Abraão, descrito em Gênesis 22:1–19. Representa a obediência extrema de Abraão, que amarra seu filho no altar no monte Moriá, simbolizando o teste supremo de fé e o martírio no judaísmo.

A história do pedido de Jeová ao seu fiel servo Abraão, para sacrificar o seu filho do ventre do casal, considerado seu legitimo filho na relação familiar, é uma das mais impressionantes e discutidas histórias de como um Deus poderia fazer este pedido a um homem como uma prova de Fé e confiança no seu Deus.  

Esta história apresenta:

A suprema obediência a Deus, a fé inabalável de Abraão e a confiança de Isaac.

“Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta.” Tiago 1:13

Na realidade, aos que estudam e conhecem e creem em um Deus como o nosso Deus, sabemos que este Deus é possuidor de um caráter único moral e justo corroborado pelas suas características divinas, como Onisciência, Onipotência que garantem, juntas, que jamais Ele exigiria algo que não fosse possível ao seu servo Abraão deixar de obedecer a um estranho e difícil pedido por parte D’Ele.

“Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.” 1 Coríntios 10:13

A primeira visão dos que leem esta história é ligar a prova a uma tentação divina, algo que contradiz a divindade única existente no Universo, porque Ele é justo, não tenta ninguém, mas prova aos que o amam, comum único objetivo: fazer crescer em nós a fé e confiança N’Ele, que nos capacita para experiencias novas e únicas e confirmação das promessas que nos faz.

Gênesis 22.1 — E aconteceu, depois destas coisas, que tentou Deus a Abraão e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.

A palavra tentação é uma corruptela filológica da palavra prova, no sentido positivo desta como um teste possível de ser aprovado.

Tentações (peirasmoi) é uma palavra que tem um sentido duplo de provações exteriores e tentações interiores. Neste contexto, a melhor tradução é “provações” (ARA). É o caso do uso da palavra no texto de Gênesis “- , depois destas coisas, que tentou Deus a Abraão -)

A palavra tentação (Tg.1.12) tem dois significados gerais. Um desses significados refere-se a aflições, perseguições ou provações diante de circunstâncias providenciais. É nesse sentido que Tiago usa a palavra mais no início desse capítulo e no versículo.

Há uma estrutura nesta passagem bíblica que podemos demonstrar -

         1) a ordem divina (Gn.22.2)

2) o ato de obediência (Gn.22.3-10)

3) a bênção resultante (Gn.22.11-19).

É sob esta estrutura textual que podemos suportar este subsídio.

A ordem é clara

A obediência é clara

A benção é definitiva - para o velho patriarca, como que, coroando uma relação entre Deus e o homem Abraão para iniciar uma épica construção de uma Nação sobre o elemento vital desta relação - a Fé!

Todos os envolvidos no ato da ordem, no ato e na conclusão interagem, seja Deus, seja o Abrão, o pai desafiado, e filho Isaque que obedientemente acompanha o pai, em quem confiava plenamente e tinha aprendido sobre adorar e oferecer sacrifícios a Deus, na forma que Abraão usava e que ele demonstra ao analisar os elementos do sacrifício requerido e notar a falta do fundamental (porque o sacrifício era previamente escolhido):

 Então, falou Isaque a Abraão, seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?”

Foco principal de um altar de sacrifício o cordeiro não estava sendo levado na carga dos elementos para a adoração. Mas, Isaque não sabia e demonstra que não conhecia o que Deus exigira a seu pai; ele mesmo como sacrifício!

A posição de Isaque - A idade de Isaque:

Gn.22.7 — Então, falou Isaque a Abraão, seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho!

A idade de Isaque é um dos axiomas deste texto. Mas, há duas correntes sobre a idade do mesmo, citamos aqui, uma delas:

Qual era exatamente a idade de Isaac? Alguns comentaristas acreditam que ele tinha 37 anos. Outros acreditam que Isaac tinha 26 anos. (é evidente que Isaac era um homem adulto na época de seu aprisionamento. Ele compreendia perfeitamente o que lhe estava acontecendo e, sem dúvida, poderia ter facilmente subjugado seu pai idoso e fugido. Contudo, ele não fez tal coisa. Pacientemente, permitiu que seu pai o preparasse para o sacrifício – até o momento final em que o anjo interrompeu a provação. Conhecendo a retidão de seu pai, ele confiava que Abraão só faria tal ato se Deus o ordenasse.)

A base para essa crença é que o sacrifício parece ter ocorrido imediatamente antes da morte de Sara (o próximo episódio, Gênesis 23). Como Sara tinha 90 anos quando Isaac nasceu (ver Gênesis 17:17 e 21:5) e morreu aos 127 (23:1), Isaac tinha 37 anos naquela época. (Fonte: Seder Olam (Cap. 1), ver Rashi em Gênesis 25:20.)

Isaac (Yitzchak, em hebraico) é o segundo dos patriarcas do povo judeu. Filho de Abraão e Sara, marido de Rebeca e pai de Esaú e Jacó, ele é mais conhecido por seu papel central no Sacrifício de Isaac, quando quase foi oferecido em sacrifício a Deus.

Alguns estudiosos destacam a posição de obediência e fé do filho de Abraão, Isaque, em se submeter, já em idade por volta dos 30 anos, a um pedido de seu pai e ao observar, a falta de elemento central do sacrifício, o cordeiro.

Escrevi há alguns anos: “A Lição de Isaque indo ao Moriá - Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim caminharam ambos juntos. Obediência é subir ao Monte e lá encontrar a provisão, pelo novo e vivo Caminho!”

Isaque é obediente até ao fim do ato – falaremos adiante sobre isto.

Destaques:

Personagens –

Jeová – o que aprova o homem

Abraão – o servo fiel, que obedece ao Senhor

A Prova - εκπειραζω - ekpeirazo; v. provar, testar (inteiramente)

Isaque – o sacrifício requisitado, mas a prova da Fé

O Local – o Monte da providencia – Jeová Jireh

O Sacrifício – O cordeiro - o sacrifício real foi provido por Deus.

O Altar – erguido por Abraão para a maior prova da sua Fé

O cutelo – a arma da execução foi contida por uma ação divina

O Anjo – a intervenção divina

Tipos Envolvidos Neste Texto:

“1. Abraão é o Pai que sacrificou Seu Filho como expiação pelo mundo inteiro (João 3.16).

2. O Anjo do Senhor. Até este ponto no livro de Gênesis já pudemos apreciar várias cenas de ministério angelical. Ver 16.7,9-11; 19.1,15; 21.17. Ver também chamado Anjo. Não há que duvidar da existência de seres não-materiais, invisíveis e poderosos, os quais podem entrar em contato com homens no cumprimento de várias missões.

Até esta altura da narrativa, Elohim é o agente ativo do drama.

3. Isaque é tipo de Cristo, obediente até a morte (Fil. 2.5-8).

4. O carneiro é tipo da substituição, especificamente de Cristo, que foi oferecido como oferenda em nosso lugar (Heb. 10.5-10).

5. A ressurreição foi tipificada na fé de Abraão de que Deus traria Isaque de volta à vida, se o sacrifício fosse levado a efeito (Heb. 11.17-19).

6. A fé que opera através de suas obras, e é ilustrada por elas. Tiago utiliza-se deste trecho nessa demonstração, em Tia. 2.21-23.

Isaque era o único filho que Abraão tinha em sua companhia. Ismael já estava vivendo no deserto da Arábia.” Citações do autor no texto: http://estudandopalavra.blogspot.com/2016/10/a-provisao-de-deus-no-monte-do.html

As emoções de um pai:

Deus então colocou a sinceridade e a obediência de Abraão à maior prova possível. Aparecendo repentinamente a Abraão, após um período no qual nada muito aparentemente, importante estava acontecendo, Deus lhe disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto.

Sob a pressão da tribulação, Abraão provou ser inabalável em sua fé em Deus. Seria sua fé tão forte em meio à felicidade que vivia ao lado da sua esposa Sara com o filho de sua velhice Isaque?

Abraão não perguntou como essa ordem poderia ser conciliada com a promessa de que Isaque se tornaria o pai de uma grande nação que levaria o nome de Deus. Deus ordenou, simplesmente Abraão se apressou em obedecer. 

Gn. 22.3;6 — Então, se levantou Abraão pela manhã, de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque, seu filho; e fendeu lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera. E tomou Abraão a lenha do holocausto e pô-la sobre Isaque, seu filho; e ele tomou o fogo e o cutelo na sua mão. E foram ambos juntos.

Imaginem um pai temporão, aos 100 anos de idade tendo um filho desejado e agora colocado aprova, mais dura! Assim, caminhava o velho Abraão com Isaque ao lugar do sacrifício!

O segredo no coração de Abraão era um misto de obediência, fé e emoções, mas ele seguiu adiante em atende o pedido de seu Deus.

O pensamento de Abraão, sabedor do rito do sacrifício imaginava, como ele faria:

A garganta de Isaque seria cortada (o golpe mortal); seu corpo seria despedaçado; os pedaços do corpo seriam arrumados por sobre a lenha; e então tudo seria consumido no fogo, até tomar-se cinzas. Assim se consumaria o sacrifício de Isaque.

Lógico que tal impressão do pensamento acabou não se realizando pela intervenção do Anjo.

A dificuldade inteira, quanto ao pedido de Deus é aliviada pelo fato de que Deus estava apenas testando Abraão, pois não haveria de permitir que ele realizasse o ato.

Também sob a ótica da posição de Jeová (Deus não muda) quanto a sacrifícios humanos é destacada, mesmo dizendo: - Oferece-o. Ou seja, Isaque. Aqui Deus aparece a ordenar um sacrifício humano. Devemos lembrar que isso foi proibido terminantemente na legislação mosaica, por ser tido como a pior das abominações pagãs. Lev. 18.21; 20.2,3.

Imagine um filho obediente, ascendendo a montanha atrás de seu pai com uma pesada carga de lenha nas costas (mesmo a Midrash diz: “como alguém que carrega sua estaca no ombro), não tem a menor ideia do que o espera lá no topo. Ele amava seu pai e sabia que seu pai o amava. Ele nunca poderia imaginar que seu pai lhe fizesse algo que fosse inconsistente com sua percepção do amor paternal do qual ele era o objeto. 

Os montes sempre foram lugar de encontro com a divindade, os chamados altos.

Foi no alto do Sinai que Deus legou a Lei a seu Povo e de lá chamou Moisés para propor uma Aliança inquebrantável.

Para tal Moises passou 40 dias no Monte buscando ouvir e receber a provisão moral, legal e espiritual para o Povo.

Indo ao Encontro de Deus no Monte:

E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.

A tipologia da Cristologia: Teu filho, teu único filho. Naturalmente, isso nos faz lembrar o Filho unigénito de Deus, tipificado por Isaque.

Que Monte seria este?

Monte Moriá

Moriá é sinônimo de sacrifício e abnegação. Nesse monte, o patriarca Abraão passou a maior prova de sua carreira espiritual.

Obs.: “Akeida - a história do sacrifício de Isaac.”

Localizado a leste de Sião, e Monte Moriá tem uma altitude média de 800 metros ao nível do Mediterrâneo. De forma alongada, sua parte mais baixa era conhecida como Ofel. Mil anos após a era patriarcal, Salomão construiu o Templo nessa elevação. Um local isolado e adequado para a realização do sacrifício. Salém, o povoado que mais tarde deu origem à capital do Reino de Israel, Jerusalém, deveria situar-se a alguma distância daquele local.

Em Moriá estão as montanhas de Israel:

Moriá; Sião; Oliveiras; Calvário

Local: Moriyah – Moriá

מוריה  - Mowriyah ou מריה - Moriyah; n. pr. loc. Moriá = “escolhido por Javé”

'Por que este monte se chama Moriá?' –

Vem da palavra 'Mora', que, em hebraico, significa temor. Desta montanha o temor de Deus percorreu a terra toda. Outra versão diz que vem de 'ora', que quer dizer luz, pois quando o Todo-poderoso ordenou: 'Haja luz', foi do Moriá que pela primeira vez brilhou a luz sobre a humanidade." Zev Vilnay, apud pastor e escritor e professor de Geografia Bíblica Enéas Tognini.

Situado na atual região da Cidade Velha, em Jerusalém, Israel, onde nele o patriarca Abraão subiu para sacrificar seu filho Isaque, segundo mandamento de Deus.

Também foi nele que Davi viu o anjo que destruiria Jerusalém, ainda segundo ordem de Deus, insatisfeito com seu povo - 2 Samuel 24.

Ali era a “eira de Araúna”, o jebuseu, os antigos moradores da região, onde se viu o anjo do senhor, incumbido da peste entre o povo. E só ali após a peste parar, o lugar deu vazão a sua chamada divina, Monte de Sacrifício e de mitigação e de prova com seu povo.

A Caminhada:

A comitiva da caminhada ao sacrifício:

Abraão pela manhã, de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque, seu filho;

Abraão estava de coração pesado. Mas, fez todas as provisões necessárias, em obediência à ordem divina. Quanto a outras menções à madrugada em Gênesis, quando homens começavam a cuidar de seus afazeres, ver 19.27; 20.8; 24.25; 28.18; 31.55; 40.6.

Todo preparativo para o sacrifício foi minuciosamente cuidado, como que para mostrar a calma com que Abraão se dispôs a obedecer. Chegou a levar a lenha já rachada, não porque em Moriá não houvesse lenha (vs. 13), mas a fim de que, ao chegarem ao destino, nada pudesse distrair seus pensamentos, e o sacrifício pudesse ser oferecido prontamente” (Ellicott, in loc.).

Gn.22. 4 — Ao terceiro dia, levantou Abraão os seus olhos e viu o lugar de longe.

5 — E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e, havendo adorado, tornaremos a vós.

6 — E tomou Abraão a lenha do holocausto e pô-la sobre Isaque, seu filho; e ele tomou o fogo e o cutelo na sua mão. E foram ambos juntos.

Imagine o coração de Abraão na caminhada até o local determinado por Deus, ele em nenhum momento sequer quis questionar ao Senhor sobre o ato e o local, mas sabia que o local seria uma marca na sua vida, seja com o sacrifício do moço, ou por qualquer outro acontecimento, como realmente aconteceu.

Nesta caminhada é ressaltada aqui a fé de Abraão. “Uma jornada.  ... silenciosa e difícil” (Allen P. Ross, in loc.).

A Confiança no Deus que servia, é relatada no texto de Gênesis, e confirmada em Hebreus 11.

Iremos até lá. Abraão e Isaque seguiram sozinhos, a partir dali, deixando para trás os dois servos (um deles Eliezer?). Estes não podiam ser testemunhas do que estava prestes a acontecer.

Havendo adorado. Um rito sacrificial que ultrapassava a imaginação estava prestes a ter lugar.

A Fé provada e Aprovada:

Confiança!

Gn.22.10 — E estendeu Abraão a sua mão e tomou o cutelo para imolar o seu filho.

Abraão não titubeou em oferecer a Deus seu único filho.

A Fé demonstrada no Moriá, não pode ser considerada levianamente por quem quer que seja. Ali estava em ação, um novo avanço na espiritualidade estava sendo preparado em Abraão.

Hebreus 11:17-19 “Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado; sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito. Sendo-lhe dito: Em Isaque será chamada a tua descendência, considerou que Deus era poderoso para até dentre os mortos o ressuscitar; E daí também em figura ele o recobrou.”

Gn.22.9,11 — E vieram ao lugar que Deus lhes dissera, e edificou Abraão ali um altar, e pôs em ordem a lenha, e amarrou a Isaque, seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha. E estendeu Abraão a sua mão e tomou o cutelo para imolar o seu filho. Mas o Anjo do SENHOR lhe bradou desde os céus e disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.

A destacar no ato de livramento e finalização da prova de Abraão que o anjo bradou duas vezes, a primeira para impedir a morte do jovem, a segunda para declarar a aprovação de Abraão e ratificar para sempre as bençãos desde a primeira visita de Deus a Abraão, em Genesis 12.

Primeiro brado:  “Mas o Anjo do SENHOR lhe bradou desde os céus e disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui. Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho.”

Segundo brado: — “o anjo do Senhor bradou a Abraão pela segunda vez desde os céus, E disse: Por mim mesmo jurei, diz o Senhor: Porquanto fizeste esta ação, e não me negaste o teu filho, o teu único filho, Que deveras te abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos; E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz.”

Tipologia do ato:

A cristologia é notória neste ato. Se Abraão levou seu filho ao altar para sacrificá-lo de forma atípica, Deus O Senhor deu o Seu Único Filho – Jesus Cristo e levou o ato ao extremo com a morte d’’Ele na cruz do calvário, jamais poderemos deixar de estudar esta história sem um olhar cristológico do ato e das ações e dos elementos dentro da história abraâmica.

Conclusão:

A fé venceu o medo, mas a fé abriu uma nova visão do que a fé é possível de realizar e a fé legítima é u usada por Deus para providenciar resgate, pois Ele mesmo ofereceu um sacrifício mais nobre através de seu filho Jesus Cristo pelo qual pela fé temo acesso a todas as promessas de vida eterna e salvação.

No sacrifício real, salvífico e vicário, o Cordeiro de Deus, não foi poupado, como Isaque o foi, porquanto havia a imposição de uma necessidade divina. Em Sua agonia, Jesus procurou obedeceu ao Pai, deixando a vontade do Pai se sobressair no momento de angustia no Getsêmani (Mat. 26.39).

“Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, ...” Romanos 8:32

A Graça é manifesta neste ato como a Provisão da Graça, manifesta no cordeiro atado pelos chifres, animal que representa Cristo preso ao seu propósito de servir para expiação dos homens.

ANEXO:

1.As dez (10) provas de Abraão

O rabino Moisés ben Maimon ou Maimônides aponta 10 testes e provas dada por Javé a Abraão.

A primeira seria uma prova física com o patriaraca sendo lançado em uma fornalha ardente, a qual não tem nenhum relato nas Escrituras Bíblica, seja no VT ou NT, a qual desconsideramos.

2.Deus lhe diz para deixar sua terra natal e viver como estrangeiro na terra de Canaã.
3. Imediatamente após sua chegada à Terra Prometida, ele enfrenta uma fome.
4. Os egípcios capturam sua amada esposa, Sara, e a levam ao Faraó.
5. Ele enfrenta dificuldades incríveis na batalha dos quatro e cinco reis. 

6.Deus lhe diz que seus filhos serão estrangeiros em uma terra estranha. 

7. Deus lhe diz para se circuncidar em idade avançada. 

8. O rei de Gerar captura Sara, com a intenção de tomá-la para si. 

9. Deus lhe diz para mandar Agar e seu filho, Ismael, embora. 

10. Deus diz a Abraão para sacrificar seu amado filho Isaque em um altar.

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