sexta-feira, outubro 2

Deuteronômio: o livro da Aliança Lição 1 CPAD - 4º Trimestre 2026

Deuteronômio: o livro da Aliança

Lição 1 CPAD - 4º Trimestre 2026

Sem revisão

Infelizmente por problemas de saúde (tendinite) não concluí o estudo, mas o que publico, tem validade de ensino.

Subsídio pastor e professor Osvarela

Tema do trimestre: O Deus da Aliança — Advertências, promessas e bênçãos no livro de Deuteronômio - Comentarista: Pastor Osiel Gomes

Texto 

“Eis aqui esta terra, eu a dei diante de vós; entrai e possuí a terra que o Senhor jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua semente depois deles.” (Dt 1.8). 

Prática 

A fidelidade a Deus e à sua Palavra dirige o crente a viver pela fé e alcançar as suas promessas.

Leitura Bíblica

Deuteronômio 1.1-8.

1 — Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel, dalém do Jordão, no deserto, na planície defronte do mar de Sufe, entre Parã, e Tofel, e Labã, e Hazerote, e Di-Zaabe.

2 — Onze jornadas há desde Horebe, caminho da montanha de Seir, até Cades-Barneia.

3 — E sucedeu que, no ano quadragésimo, no mês undécimo, no primeiro dia do mês, Moisés falou aos filhos de Israel, conforme tudo o que o Senhor lhe mandara acerca deles,

4 — depois que feriu a Seom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom, e a Ogue, rei de Basã, que habitava em Astarote, em Edrei.

5 — Dalém do Jordão, na terra de Moabe, começou Moisés a declarar esta lei, dizendo:

6 — O Senhor, nosso Deus, nos falou em Horebe, dizendo: Tempo bastante haveis estado neste monte.

7 — Voltai-vos e parti; ide à montanha dos amorreus, e a todos os seus vizinhos, e à planície, e à montanha, e ao vale, e ao Sul, e à ribeira do mar, e à terra dos cananeus, e ao Líbano, até ao grande rio, o rio Eufrates.

8 — Eis aqui esta terra, eu a dei diante de vós; entrai e possuí a terra que o Senhor jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua semente depois deles.


Objetivos da Lição: 

I) Explicar a autoria, o propósito e o valor de Deuteronômio;

II) Apresentar o contexto histórico e espiritual de Deuteronômio;

III) Mostrar os ensinos doutrinários e práticos de Deuteronômio.

A grande Aliança de Deus com um povo: esta é a maneira que Moisés teve para que a Aliança sinaítica jamais fosse esquecida, mesmo em tempos de desvios, aos quais ele alerta sabendo e conhecendo as dificuldades futuras do seu povo.

Destaque:

                   “A Terra Prometida foi dada incondicionalmente a Abraão e aos seus descendentes, como parte do Pacto [Aliança] Abraâmico (Gn. 13.15 e 15.7), mas foi debaixo do Pacto [Aliança] Palestino, que era condicional – condicionado a obediência para receber benção ou maldição - (ver Dt. 28.1—30.20), que o povo de Israel entrou na terra de Canaã, sob as ordens de Josué. Tendo violado as condições desse último pacto, a nação de Israel foi primeiramente derrotada (I Rs. 12), para em seguida ser mandada ao primeiro exilio (II Rs. 17.1-18; 24.1; 25.11). Mas aquele mesmo pacto promete, incondicionalmente, restauração nacional a Israel, o que ainda está por se cumprir (Gên. 15.18).” Scofield fíeference Bible, Introdução

Introdução:

Estamos publicando postagens subsídio sobre o livro de Deuteronômio, o livro base do tema das lições EBD – CPAD, deste período do ano, o 4º trimestre 2026.

Mas, aqui tentaremos continuar publicando subsídio específico para cada lição a cada semana.

Iniciamos com subsídio da Lição 1 - Deuteronômio: O Livro da Aliança.

Deus estabeleceu alianças com o povo hebreu a partir da sua relação de amigos, com seu grande amigo Abraão. Deus havia jurado fidelidade ao Pacto que firmara com Abraão e com todos os país da nação de Israel.

Desta relação anunciada pelo próprio Deus seguiu-se uma contínua relação passando de pai para filho, até chegar a Israel, o Jacó que descera ao Egito, em época, na qual José era o governador daquela nação, onde o povo hebreu descendente de 40 almas, se tornou um grande povo, não uma grande nação.

É deste povo, povo escolhido, agora é apresentada por Moisés, o autor do Livro de Deuteronômio, uma renovação memorial da Aliança sinaítica consagratória da aliança abraãmica.

Aliança é uma forma de relacionamento pelo qual os aliançados aceitam manter uma relação profunda, que diz respeito as suas personalidades, caráter, deveres e obrigações, pela qual cuidarão um do outro, mantendo-se fielmente a esta aliança, independentes do momentos em que passem dificuldades, mas sempre estarão obedientes as condições da aliança, que sobretudo tem a característica de respeitar a vontade aliançada e voluntariedade de cada lado.

A diferença da Aliança com Deus, é que Deus é maior que, os com os quais Ele faz aliança, foi assim com Abraão, que Deus passou solitário entre o sacrifício, sabedor que o homem é menor e foi por Ele criado.

É sobre a manutenção desta aliança que Moisés vai escrever, sob as características de Esperança, Fidelidade e   

As Palavras – Devarim – que dão nome ao livro mosaico

אלה ברית - B^eriyth; n. pr. m. El-Berite = “aliança”

ברית – b^eriyth; n. f. acordo, aliança, compromisso - entre homens; tratado, aliança, associação (homem a homem); constituição, ordenança (do monarca para os súditos); acordo, compromisso (de homem para homem); aliança (referindo-se à amizade) - aliança (referindo-se ao casamento) - entre Deus e o homem - aliança (referindo-se à amizade); aliança (ordenação divina com sinais ou promessas)

Expressões: fazer uma aliança - manter a aliança - violação da aliança

אמנה  -’amanah; n. f. fé, apoio, segurança, certeza - referindo-se a uma aliança

גל - gal; n. m. monte, fonte, onda, vaga; utilizado na ratificação de uma aliança

A aliança em pauta é - A aliança, em pauta no Pacto Mosaico, cujo âmago são os Dez Mandamentos. A aliança estabelecida no Horebe, o monte do Sinai.

Essa Aliança ou pacto caracterizava-se pela nova fé que estava surgindo em Israel, com sua legislação e declaração espiritual.

O pacto firmado em Horebe foi o meio de introduzir os Dez Mandamentos, que formam o cerne mesmo da Aliança.

Deuteronômio mostra o pacto, que é aqui renovado com a nova geração de israelitas, que estava prestes a entrar na Terra Prometida, cujos pais morrerem ou pereceram no deserto, excetuando apenas Calebe e Josué. Ver Deu. 1.35-39 e 2.14.

Deuteronômio mostra que eles pais, que morreram no deserto, o anularam, a aliança do Horebe, com sua incredulidade, quando chegaram à fronteira mas recusaram-se a entrar na Terra Prometida com medo das informações dos 10 espias que relataram gigantes e outros riscos, diferente do que Calebe e Josué relataram. Portanto, o pacto estava sendo renovado com a nova geração, e isso de maneira permanente.

Das jornadas até a renovação da Aliança:

Moisés faz uma revisão histórica sobre a formação e a vida pós Jacó no Egito, até a sua partida e caminhada por 40 anos no deserto. Este é o pano de fundo para o legislador apontar o rumo do seu discurso, ativar a memória do povo sobre a ação divina até este momento D’além do Jordão (Transjordânia, o lado oriental daquele rio, onde Israel estava acampado e de onde estava prestes a desfechar a entrada na posse da Terra da Promessa, ainda que duas tribos e meia já tomassem posse desde esta região.) é a linha introdutória histórica e espiritual que o escritor utiliza para orientar seu povo.

Deuteronômio 1.1,2 — Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel, dalém do Jordão, no deserto, na planície defronte do mar de Sufe, entre Parã, e Tofel, e Labã, e Hazerote, e Di-Zaabe. — Onze jornadas há desde Horebe, caminho da montanha de Seir, até Cades-Barneia.

Moisés apresenta os locais da trajetória até Cades-Barnéia, mostrando as onzes jornadas, escritas no livro são um apontamento de que, segundo estudiosos, seriam o total de dias, necessários para alcançarem o ponto onde agora Moisés está doutrinando o povo, se Israel não tivesse sido rebelde no deserto. A viagem do Monte Horebe (o Sinai) até Cades-Barneia (na porta da Terra Prometida) leva normalmente apenas onze dias de caminhada.

O contraste entre uma viagem de 11 dias e os 40 anos de peregrinação no deserto serve como um lembrete severo. Mostra que o atraso de décadas não foi uma limitação geográfica ou física imposta por Deus, mas sim o resultado direto da incredulidade, da rebeldia e das murmurações da primeira geração de israelitas.

Jordão

Arabá

Sufe

Parã

Tofel

Labã,

Hazerote

Di-Zaabe.

Horebe - Horebe era um dos picos do Sinai, onde a lei foi dada, ou então o nome geral da serra da qual o Sinai fazia parte. Para quem partisse dali, a fronteira da Terra Prometida não ficava distante.

Seir, até Cades-Barneia.

Se o coração do povo não os fizesse ter medo no início da caminhada no deserto, em apenas onze dias, os israelitas estiveram à beira de possuir sua Terra Prometida, sua herança, mas o coração deles tremeu quando viram os gigantes da terra (Núm. 13.33). A caminhada pareceu-lhes por demais perigosa e difícil.

O custo foi - custou muito tempo (quarenta anos) e muito sofrimento. Pela graça de Deus, todavia, foram levados de volta à oportunidade perdida, visto que a vontade de Deus estava envolvida em tudo aquilo.

Cades-Barnéia.

Referências a essa localidade mostram:

1. Situam a revelação divina dentro da história, mediante localizações geográficas.

2. Mostram que foram necessários apenas onze dias para fazer a viagem, mas que a incredulidade manifestada por Israel, na fronteira, fez Israel voltar ao deserto e ali vaguear pelo espaço de quarenta anos, em trajetória plena de: atos de rebeldia, mas manifestações das maravilhas de Deus e de sua fidelidade com uma Aliança, mantendo o povo com calçado, comida, água e alimentos especiais.

Dt. 1.3 — E sucedeu que, no ano quadragésimo, no mês undécimo, no primeiro dia do mês, Moisés falou aos filhos de Israel, conforme tudo o que o Senhor lhe mandara acerca deles,

Moisés inicia o seu Livro de memorial e proferiu este discurso, quarenta anos (40) mais tarde, como uma recordação que ele os levou de volta àquela oportunidade que eles haviam desperdiçado.

Livro de conquistas:

                   - relata a viagem de Horebe à Terra Prometida e enfatiza a conquista da Transjordânia.

Após os 40 anos no deserto, os israelitas encontraram uma área fragmentada em vários reinos estabelecidos, é neste cenário geopolítico e difícil pelos povos da região, que ali habitava, que ao tempo de Moisés (período do Êxodo, por volta do século XIII a.C.), a Transjordânia — a região montanhosa e fértil situada a leste do rio Jordão — desempenhou um papel geográfico e militar crucial na jornada do povo hebreu rumo à Terra Prometida.

Foi nessa região que ocorreram as últimas grandes conquistas lideradas diretamente por Moisés, o assentamento de algumas tribos israelitas e a própria morte do profeta Moisés.

A grande orientação de Moisés ao povo, ao entrarmos no conecito do livro como um livro que aponta para um cenário geopolítico em relação as terras e ao território que Deus concede ao seu povo.

Primeiro com o desterro dos povos e suas religiões de adoração a outros deuses.

As tribos de Rúben, Gade e a metade da tribo de Manassés escolheram se estabelecer e receberam suas terras nessa área.

Povos da região:

Moisés relata no livro o contato com estes reinos e povos, alguns dos quais enfrentaram, venceram ou foram derrotados por eles.

Alguns até da mesma descendência de Jacó, mas que mesmo assim criaram dificuldades a passagem da caravana hebreia. E alguns o próprio Deus disse para contornarem suas terras.

• Edom e Moabe: Situados ao sul. Moisés tentou enviar mensageiros pedindo passagem pacífica por essas terras, mas o rei de Edom recusou. Para evitar conflitos desnecessários com povos parentes (descendentes de Esaú e Ló), os israelitas contornaram essas fronteiras pelo deserto oriental.

• Reino Amorreu de Hesbom (Rei Seom): Governava a região central, entre os rios Arnom e Jaboque. Seom não apenas negou passagem a Israel como os atacou. Os israelitas o derrotaram militarmente e tomaram suas cidades.

• Reino de Basã (Rei Ogue): Situado ao norte, em uma região de terras muito férteis e famosas por seu gado. Ogue também atacou os hebreus, mas foi derrotado por Moisés

Segundo a extensão a ser habitada e dominada pela futura nação de Israel, até ali um agrupamento de nômades e dividido pro tribos familiares advindas do patriarca Abraão e definidas pela vida do filho de Isaque, o primogênito do patriarca, Jacó, que descera ao Egito e agora 430 anos sai um povo imenso que necessitaria de terras ´para gado, plantação e instalações de um futuro governo, que adentrava em terreno com inimigos declarados.

Época e período de conquistas e derrotas, mas sempre no sentido de chegar ao centro de Canaã.

No contexto tribal de Israel houve a divisão de terras conquistadas e assentamentos, antes mesmo de passarem o Jordão.

A Divisão da Terra (As Tribos Transjordânicas):

Como as terras conquistadas de Seom e Ogue eram excelentes para a pastagem, as tribos de Rúben, Gade e a meia tribo de Manassés (que possuíam grandes rebanhos) pediram permissão a Moisés para se estabelecerem ali, antes mesmo de cruzar o rio Jordão.

Moisés concordou com o pedido, mas impôs uma condição rígida descrita no livro de Números (capítulo 32): os homens aptos dessas tribos deveriam cruzar o Jordão armados na vanguarda do exército de Israel para ajudar as outras tribos a conquistarem Canaã. Só depois disso eles poderiam retornar e usufruir de suas propriedades na Transjordânia.

Região Conquistada                                       Tribo Assentada

Sul (antigas terras de Seom)                             Rúben e Gade

Norte (Gileade e Basã / terras de Ogue)           Meia tribo de Manassés

A duas tribos e meia receberam herança antes de atravessarem o Jordão, após escolherem as terras, para habitarem, e as conquistarem, mas isto diante de Moisés e Eleazar lhes conferia uma obrigação de defender aos seus irmãos e com eles lutarem, (as 10 tribos) na posse das terras pós-Jordão.

A distribuição as terras tinha de ser feita de acordo com a vontade divina. Isso posto, os representantes das tribos de Rúben, Gade e Manassés tiveram de pedir permissão para invadir as terras que pensavam que lhes eram apropriadas, especialmente em face do grande número de seus animais domesticados. Mas a permissão pedida só seria concedida às duas tribos e meia se elas ajudassem as demais na conquista da Terra Prometida (vs. 7).

Números 32:1-6 – ACF E os filhos de Rúben e os filhos de Gade tinham gado em grande quantidade; e viram a terra de Jazer, e a terra de Gileade, e eis que o lugar era lugar de gado. Vieram, pois, os filhos de Gade, e os filhos de Rúben e falaram a Moisés e a Eleazar, o sacerdote, e aos chefes da congregação, dizendo: Atarote, e Dibom, e Jazer, e Ninra, e Hesbom, e Eleale, e Sebã, e Nebo, e Beom, A terra que o Senhor feriu diante da congregação de Israel, é terra para gado, e os teus servos têm gado. Disseram mais: Se achamos graça aos teus olhos, dê-se esta terra aos teus servos em possessão; e não nos faças passar o Jordão. Porém Moisés disse aos filhos de Gade e aos filhos de Rúben: Irão vossos irmãos à peleja, e ficareis vós aqui?

Conhecendo as terras escolhidas - tribos de Rúben, Gade e Manassés:

Atarote - Atarote é mencionada somente neste versículo em toda a Bíblia. O nome moderno da Atarote deste versículo é Khirbet Attarus.

Dibom. No hebraico, “curso de rio”.

Jazer. No hebraico, “fortificada”. Ver Núm. 21.22.

Ninra. No hebraico, “límpida”. Essa localidade só é mencionada, com esse nome, neste versículo, fazia parte das cidades que formavam o distrito de Jazer, na terra de Gileade. É a mesma cidade chamada Bete-Ninra, no vs. 36 deste capítulo e em Jos. 13.27. Parece que ficou com a tribo de Gade. Ficava localizada perto do moderno wadi Sha’ib.

Hesbom. No hebraico, “fortim”.

Eleale. No hebraico, “Deus (El) é exaltado”.

Sebã. No hebraico, “juramento”. Não deve ser confundida com Seba. Algumas versões portuguesas dizem aqui “Sebá”. No vs. 38 deste capítulo é chamada também de Sibma.

Nebo. No hebraico, “altura”. Foi do monte Nebo (ver no Dicionário) que Moisés contemplou a Terra Prometida, embora proibido de nela entrar.

Beom. No hebraico, “senhor ou casa de On”. Talvez se trate da mesma Meom (por meio de uma variante escribal), um dos lugares próprios para pastagem, perto dos lugares anteriormente mencionados. Também é chamada de Bete- Baal-Meom, em Jos. 13.17; de Baal-Meom, em Núm. 32.38 e Bete-Meom em Jer.48.23.

Assim começou a tomada das terras prometidas. Podemos verificar que a Terra prometida ia além da tradicional Canaã.

         “Deuteronômio 1.7,8 — Voltai-vos e parti; ide à montanha dos amorreus, e a todos os seus vizinhos, e à planície, e à montanha, e ao vale, e ao Sul, e à ribeira do mar, e à terra dos cananeus, e ao Líbano, até ao grande rio, o rio Eufrates. — Eis aqui esta terra, eu a dei diante de vós;”

Esta decisão de Moisés e Eleazar trazem a noção de um futuro Estado- nação israelense. E espiritualmente mostra a noção de um Reino assentado sob a Lei de Deus e para cumprir o que Deus determinara na Aliança com seu povo.

Claro é, que jamais a palavra de Deus cairá, mais a menção traz no bojo a ideia que há uma visão nacional da dependência da ação de Deus.

A ordem é tomar posse:

Israel fica diante do Terra da Promessa e o seu líder, o incentiva a subir e tomar posse do que Deus lhes dera.

“Eis aqui esta terra, eu a dei diante de vós; entrai e possuí a terra que o Senhor jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua semente depois deles.” (Dt 1.8). 

Israel esteve a 11 passos ou dias de tomar posse da Terra, mas erros e desobediência levaram o povo passar 40 anos no deserto e a população que saiu do deserto (os pais) pereceram ao longo da caminhada. Não nos ocorra o mesmo!

Assim é conosco, quando Deus nos dá algo Ele manda tomarmos posse pois Ele garantirá nosso avanço sobre o que nos deu.

Nós também temos um Livro da Aliança, a Nova aliança no sangue de Jesus, a Bíblia Sagrada, com o Novo Testamento.

Fonte:

Dicionário Strong

Champlin AT – V1 – V2 – Deuteronômio

Apontamentos do autor

Lições CPAD 4º trimestre

Citações no corpo do texto

Bíblias on line ARA e ACF

quinta-feira, setembro 24

A Missão continua em nós Lição CPAD 13: 27/09/2026

A Missão continua em nós

Lição CPAD 13: 27/09/2026

Subsídio pastor e professor Osvarela

Texto

“Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações.” (Mc 13.10).

Prática

Importa que a Igreja pregue o Evangelho a todas as nações, pois essa missão deve avançar até os confins da Terra.

Leitura Bíblica

Mateus 28.18-20; Atos 1.8; Efésios 2.13-18.

Mateus 28.18 — E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.

19 — Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

20 — ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!

Atos 1. 8 — Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.

Efésios 2.13 — Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.

14 — Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio,

15 — na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,

16 — e, pela cruz, reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.

17 — E, vindo, ele evangelizou a paz a vós que estáveis longe e aos que estavam perto;

18 — porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito.

Objetivos da Lição: 

I) Explicar o mandato universal de Cristo à luz da Grande Comissão;

II) Demonstrar o papel do Espírito na expansão missionária da Igreja;

III) Conduzir o aluno a assumir compromisso pessoal com missões.

Etimologia:

λογος - logos; n. m. do ato de falar - palavra, proferida a viva voz, que expressa uma concepção ou idéia - o que alguém disse – palavra - os ditos de Deus - decreto, mandato ou ordem

επιταγη - epitage; n. f. injunção, mandato, comando

O Ide continua

A Igreja é essencialmente missionária.

O IDE é o grande mitte da universalização da Salvação conquistada na Cruz do Calvário. Jesus adquiriu a Salvação na Cruz do Calvário para que ultrapassou a nacionalidade da escolhida nação judaica, pois: “Deus amou o Mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito para que todo que N’ele crer tenha a vida Eterna”. João

Mateus 28.19 — Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

O Ide - Não é uma sugestão, mas um mandamento para toda a igreja.

ιδε – ide - segunda pessoa

Envolve tanto evangelizar (levar a mensagem) quanto discipular (ensinar a viver como Jesus).

A Grande Comissão termo rudimentar do Evangelho, é a ordem que foi dada a Igreja para que ela seja a única agência propagadora autorizada do Evangelho, as Boas Novas, do Evangelho de Jesus Cristo, como sua Doutrina rudimentar fundamentada na morte salvífica de Jesus para salvação, agora universalizada na Cruz do Calvário.

A Grande Comissão é enfatizada nos quatro Evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo, mas a partir do texto base de Atos dos Apóstolos 1.8, ela se torna imperativa no texto bíblico, no tempo kairos da propagação, base dos demais termos concordantes, próximos ou distantes que corroboram a base inicial da propagação do Evangelho, como única forma de alcançar todos os povos.

Colossenses 1.5,6 “por causa da esperança que vos está preservada nos céus, da qual antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho, que chegou até vós; como também, em todo o mundo, está produzindo fruto e crescendo, tal acontece entre vós, desde o dia em que ouvistes e entendestes a graça de Deus na verdade;”

Efésios 2.13 “— Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.”

Atos 8.27,29 “Eis que um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todo o seu tesouro, que viera adorar em Jerusalém, estava de volta e, assentado no seu carro, vinha lendo o profeta Isaías. Então, disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha-o.”

A operacionalidade da Grande Comissão, só se inicia quando os discípulos avançam em missões, sejam provocadas pela perseguição, ou não, para além da Jerusalém, como Jesus determina, ao colocar Jerusalém como limite inicial da Comissão salvífica universal e tornando necessário que os apóstolos e discípulos, os seus mensageiros levassem o Evangelho, apara a capital de Israel, avançando para a Palestina, para circunvizinhanças vizinhas a Palestina, o que fez com que alguns avançassem para a região do mundo de então, conhecido, e além do mar mediterrâneo, alcançando os confins da Terra, na Ásia, Europa e até a África, a Grande Ásia, como as Índias.

O livro base destes estudos sobre a Evangelização e missões destaca, em trechos a posição e localização e movimento moto contínuo do Ide:

Jerusalém - Atos dos Apóstolo capítulos 1 a 7

Judéia – Atos dos Apóstolos capítulo 9:32-12:9

Samaria – Atos dos Apóstolos capítulo 8

Os demais textos do livro narram as distancias até onde chegou o Ide. A história da Igreja vai nos apresentar até onde os apóstolos chegaram e onde alguns forma martirizados pela pregação do Evangelho incluindo ao apóstolo mitte do livro, o apóstolo Paulo morto e martirizado em Roma.

Colossenses 1:23z: “Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro”.

Embora alguns estudiosos da língua original descartem a possibilidade da pregação do Evangelho ter sido conclusa nos dias apostólicos, eu entendo, como entendo, sobre o fato de Deus ter sido conhecido de todas a nações desde a época noiaca, pelos homens que as compõe, como Paulo escreve em Romanos 1, que sim, o Evangelho alcançou de forma imediata todos os povos do mundo daqueles dias através do apóstolos (Tomé foi martirizado anunciando o Evangelho na Índia. Felipe foi para o leste da Turquia pregar o Evangelho, muito embora Paulo já estivesse pregado ali) e ou de homens que conheceram o Evangelho de alguma forma, mesmo que estivessem fora de sua pátrias, foram alcançados (veja o exemplo do mordomo de Candace) e levaram a notícia de Boas-novas a seus países e povos.

O avanço do Evangelho – Ide as nações de forma alguma deve ser descartado ao longo dos séculos, independente do seu alcance anterior, pois a nações, como já escrevemos, se aumentam, em população ou divisões de povos, seja por guerras, por crescimento populacional, tornando o Ide uma obrigação atual a cada época da Igreja com base no entendimento da Iminência. Assim, a todas as épocas é lançada a obrigação do Ide [Jesus prometeu estar com seus discípulos em seus esforços evangelísticos até “o fim dos tempos” (Mt 28:20)]!

Muito embora, o Ide seja continuado conforme as nações cresçam, ou se multipliquem ao longo dos séculos, mas à época houve um despertar evangelístico necessário e evidente para proclamação do Evangelho às nações. apesar de que, alguns cheguem a declarar que isto aconteceu até o ano 70D.C. num sentido de universalização da mensagem a povos conhecidos de então!

                        “mundo” (Oikoumene), é um termo técnico que se refere ao mundo civilizado, uma menção ao Império Romano durante o primeiro século. Eles afirmam que o Evangelho já havia sido proclamado em “Todas as nações” pertencentes ao império durante a era apostólica, e que o fim mencionado por Jesus deve significar o fim de Jerusalém e da era judaica em 70 dC quando os romanos invadiram Jerusalém e destruíram o Templo.

                                    οικουμενη - oikoumene; n. f. a terra habitada; porção da terra habitada pelos gregos, em distinção às terras dos bárbaros - império romano, todos os súditos do império - totalidade da terra habitada, mundo - habitantes da terra, humanidade - universo, mundo.

O Evangelho alcançando cada pessoa é uma das ocorrências que vai inaugurar a segunda vinda do Senhor, o que ainda não ocorreu.

Contestações: Alguns usam o depoimento textual do próprio Paulo disse sobre o Evangelho não proclamado ainda para todos, quando afirma que havia lugares em que Cristo não tinha sido anunciado (Rom 15:20, 21). Isso significa que nem todas as pessoas haviam ainda sido alcançadas até 58 dC, ocasião em que escreveu estas palavras, o que, obviamente, também não ocorreria até 70 dC.

O livro do Apocalipse nos transmite o conceito de que o Evangelho eterno deve ser proclamado a “toda nação, tribo e língua e povos” (Ap. 14: 6) antes da gloriosa revelação de Jesus.

Sob o aspecto escatológico a evangelização do Mundo ainda está sob a ordem à ‘Ekklesia’, em cumprir o mandamento da universalização do Evangelho, destarte governos, guerras, religiões mundiais, valores alterados, como s que Paulo destaque aos Romanos 1.

A autoridade do autor da ordem Ide:

Mateus 28. 18, — E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. — Portanto, ide, ensinai todas as nações, ...

O Todo-poderoso – “...eu vos declaro que desde agora vereis o Filho do homem assentado a direita do Todo-poderoso, e vindo sobre as nuvens do ceu” (Mat. 26:64).

Jesus sabia o que lhe seria dado, pela Obra do Calvário, e Ele recebeu Todo Poder, pelo Pai. Ao dar a ordem Ele sabia que a autoridade sobre todo o Universo seria concedida e atribuída a Igreja, para que seus membros pudessem ter autoridade onde quer que chegasse. É com base na sua ipissima verba [suas próprias palavras] como Filho de Deus que Jesus deu a ordem do IDE!

No momento da declaração imperativa do IDE, cumpriu-se o que Jesus já declarar ao logo de seu ministério terreno:

— “Saí do Pai — sua preexistência;

— vim ao mundo — sua encarnação;

— deixo o mundo (lit., “estou partindo”)

—vou para o Pai — sua morte; (lit., “estou indo”)

— sua ascensão (28).

A ordem de Jesus foi para que eles, em primeiro lugar: permanecessem (Lc 24.49) e depois saíssem e fossem testemunhas (At.1.8).

Ordem dada em Atos 1, fora diante 500 discípulos e 11 apóstolos, ansiosos sobre como seria a após Ascenção do Mestre, um exército como o de Gedeão, se imaginarmos a dimensão do Mundo e sua população, mesmo daquela época, mas Jesus sabia que a ordem alcançaria multidões que nasceriam ao longo dos séculos. A conquista é possível, para tanto Jesus vai lhes condições de revestimento com poder. Ainda que o Pentecoste não houvesse acontecido. O poder é dunamis.

O Exército do Cristo ressurrecto na Galiléia:

- sem dinheiro, exército ou estado, Ele encarrega o seu grupo de quinhentos homens e mulheres da conquista do mundo, eles creram ser possível realizar tal tarefa com amor e poder.

A Eficácia do ide é ministrada pelo Espírito Santo:

“E certamente o maior milagre da graça divina converter o coração obstinado e perverso do homem... do pecado para a santidade.”

Atos 1. 8 — Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.

                                               A palavra grega traduzida como “Consolador” é parakletos, que tem sido adaptada ao nosso idioma como “paracleto”

— “advogado”, “intercessor”, “solicitante”

— e personalizada como o Espírito Santo.

A palavra grega “originalmente significava: ‘aquele que é chamado para ajudar alguém’”, com o significado: “aquele que aparece em favor de outro, mediador, intercessor, ajudador”,

Outras definições:

— “Conselheiro” (RSV), “Ajudador”, (Moffatt, NASB), “Ajudador Divino” (Phillips), “Advogado”, (Weymouth).

Jesus declara que o Mundo não pode recebê-lo, pois Ele é o Espírito da verdade (17), “que traz a verdade e a imprime na consciência do mundo”.

Jesus ao declara o Ide, destaca o recebimento da virtude do Espírito Santo, sobre os crentes, desde os discípulos que estavam ali recebendo o imperativo decreto salvífico, para a eficácia da proclamação do Evangelho.

A necessidade do Espírito Santo é para continuar com um Guia divino ”que vem para guiar os discípulos. “Mas quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade.

Espírito Santo é concedido aos seguidores de Cristo como um Guia espiritual

A palavra grega para “guiará” é hodegesei e significa literalmente “conduzir ou guiar ao longo de um caminho”. Assim, “Jesus é o Caminho em que os discípulos devem ser conduzidos pelo Espírito, na Obra missionária da Evangelização para cumprimento do IDE, e Ele também é a Verdade para a qual eles devem ser guiados”.

As testemunhas de Cristo recém a incumbência do ide e como testemunhas recém a autoridade através do Espírito Santo.

A atuação do Espírito Santo tem algumas vertentes, entre elas: fé para receber; amor para obedecer (O amor não pode ser separado da obediência), a recompensa pela obediência, o que mostra que na missão evangelizador estas qualidades fornecem autoridade na proclamação do Evangelho e molhos garantidos na jornada do crente.

João 14. 15,16;26; 15.26,27 “..., guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador [...] Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. [...] Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito da verdade, que procede do Pai, testificará de mim. E vós também testificareis”

A presença, ainda atual, na missão ordenada, seria quase impossível sem a presença do Espírito Santo, tal o era garantida pelas petições de jesus em pedir ao Pai que enviasse o Paracleto.

Sobe o Espírito Santo, Bernard comenta “Ele é a pedra de toque do caráter moral para discernir Deus em Cristo.”

João 16:8 (ARC) “E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo:”

Na Missão, o que convence o pecador é o Espírito Santo, demonstrando a sua autenticidade em confirmar no que não crê, que Jesus é o Salvador, confirmando a Missão evangelizadora.

A Epistola aso Efésios manifesta a Graça salvadora universal no texto “Pela graça sois salvos”

A missão evangelizadora está fundamentada no argumento da Fé:

                        A graça de Deus é a fonte de nossa salvação.

Mediante a fé. Paulo não diz nunca por causa da fé, pois a fé não é a causa, apenas o canal por meio do qual recebemos a nossa salvação.

E isto não vem de vós. A palavra isto não se refere nem à graça nem à fé, mas a todo o ato da salvação – "Essa salvação não vem de vós mesmos".

Ou seja, há a necessidade da revelação pelo Espírito Santo, contra a falta, no homem natural, para o convencimento do pecado e para que este possa alcançar a visão que há uma salvação, pois pelas obras ninguém é salvo, para tanto há a necessidade do anuncio da mensagem evangelizadora, a todo tempo, incluindo o hoje e o agora da Igreja.

Quando alguém aceita o Senhor Jesus Cristo, quer seja judeu ou gentio, já não é mais tal diante de Deus, mas passa a ser um membro do corpo de Cristo.

A ação de Cristo autoriza a Evangelização:

Efésios 2.14 — Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio,

15 — na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,

16 — e, pela cruz, reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.

17 — E, vindo, ele evangelizou a paz a vós que estáveis longe e aos que estavam perto;

O homem estava separado de Deus pelo pecado, o pecado tornou o homem inimigos de Deus, Jesus Cristo veio estabelecer a Paz entre Deus e o homem. Teologicamente sabemos que A Paz no sentido bíblico é a falta de guerra espiritual, é plenitude da esperança, da alegria e da comunhão com Deus. Com a Paz estabelecida em Cristo, o homem passa a viver com todos os privilégios do céu.

                        A paz é uma condição de ausência de perturbações, sejam elas externas, como a de uma nação livre de guerras ou inimigos, ou internas, como no contexto atual, no íntimo da alma.  A paz implica saúde, bem-estar e prosperidade.

Há uma sequência sobre a obtenção da paz:

            14. Ele é a nossa paz.

O fato: Ele é a nossa paz (Ef.2. v. 14);

O Ato: fazendo a paz (Ef.2. v. 15);

A missão: evangelizou paz (Ef.2. v. 17; cons. Cl,1:20).

Agora, o mundo de contrastes entre o pecador longe de Deus e o pecador remido traz o homem à aproximação das bençãos e presença de Deus em sua vida, que produz uma noção e sentimento de antes e o depois dele evangelizado e convicto da salvação, o muro de separação foi derribado, as bençãos de um povo escolhido, Israel são dispensadas igualmente ao convertido em Jesus Cristo, o autor da Aliança da Paz universalizada na cruz:

– no mundo, em Cristo Jesus; naquele tempo, agora; separados, aproximados.  

Paz acaba com divisão ou muro de separação:

A mensagem de Deus traz a paz. A paz e um dos aspectos do fruto do Espírito Santo (segundo nos informa Gal. 5:22), e isso resulta do ministério transformador do Espírito de Deus.

                        - “..., o destino do crente em Cristo - posto que Jesus nos promete a participação em sua natureza e destino, por sermos filhos de Deus, ainda que não houvesse outro fator na vida humana que nos pudesse conferir a paz - é suficiente para garantir a tranquilidade da alma que os homens tanto buscam. Todos os acontecimentos da vida convergem para o cumprimento desse destino, e esse destino e a própria essência da paz: paz de alma, paz entre os homens e paz com Deus. O Espírito Santo nos conduz a uma melhor compreensão sobre a natureza desse destino especial; e isso nos confere paz, na vida diária.”

A ação de Jesus na Cruz é demonstrada na definição, abaixo:

Paz - (eirene, do verbo eiro = unir ou juntar o que foi separado) literalmente retrata a união ou a reunificação daquilo que havia sido separado ou dividido, restabelecendo assim a unidade, um significado transmitido pela expressão comum de alguém "ter tudo em ordem". Conclui-se que a paz é o oposto da divisão ou da dissensão. A paz, como um estado de concórdia e harmonia, é o oposto da guerra. A palavra "paz" era usada como saudação ou despedida, correspondendo à palavra hebraica shalom - "paz para você".

Eirene pode transmitir a sensação de repouso interior, bem-estar e harmonia. A paz suprema é o estado de reconciliação com Deus, alcançado pela fé no Evangelho. Na escatologia, a paz é profetizada como uma característica essencial do reino messiânico (Atos 10:36: A palavra que ele enviou aos filhos de Israel, anunciando a paz por Jesus Cristo (este e O Senhor de todos).

                                    - Normalmente, no Novo Testamento, eirene representa o hebraico Shalom e significa não apenas ausência de problemas, mas tudo o que contribui para o bem supremo do homem. É interessante notar que Chara (Graça) e Eirene (Paz ~ "Irene") tornaram-se nomes cristãos muito comuns na Igreja." (Gálatas 5) Eirene 92 vezes em 85 versículos - Todos os usos são traduzidos como "paz", exceto um - "sem perturbações". - citação em Eirene No Novo Testamento;

No contexto do texto de Efésios 1

Efésios 2. 15 — na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,

– “Efésios 1 - "Na Bíblia, paz nunca é uma palavra puramente negativa; nunca descreve simplesmente a ausência de problemas. Shalom significa tudo o que contribui para o bem supremo do homem. A paz cristã é algo completamente independente das circunstâncias externas. Um homem pode viver com conforto e luxo, desfrutando de fartura, pode ter a casa mais luxuosa e as maiores contas bancárias, e ainda assim não ter paz; por outro lado, um homem pode estar passando fome na prisão, ou morrendo na fogueira, ou vivendo uma vida da qual todo conforto desapareceu, e estar em perfeita paz. A explicação é que existe apenas uma fonte de paz em todo o mundo, e essa é fazer a vontade de Deus. Quando fazemos algo que sabemos que não devemos fazer ou nos esquivamos de algo que sabemos que devemos fazer, há sempre uma  inquietação persistente  em nossa mente; mas se estamos fazendo algo muito difícil, até mesmo algo que não queremos fazer, contanto que saibamos que é a coisa certa, há uma certa satisfação em nossos corações. "Em sua vontade é a nossa paz." (Efésios 1)

A ordem continua sendo interpretada, como imperativa.

Mateus 28.18,20 — E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. — Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; — ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!

Sim, a ordem de Jesus não se extinguiu após a Igreja apostólica, nós que somo seus predecessores temos a obrigação de cumprir esta ordem imperativa do IDE, como sucessores da Igreja universal a todos e em todos os lugares.

A Paz segue atuando na Evangelização, ao anunciarmos a salvação através e unicamente por e em Jesus Cristo e sua obra vicária no Calvário, podemos entender por Paulo.

Paulo explicou, escrevendo aos Colossenses, como essa paz se tornou possível para todos os homens (todos os quais nasceram de Adão), escrevendo que:

“Pois foi do agrado do Pai que toda a plenitude habitasse nele (Cristo), e que por meio dele (Cristo) reconciliasse consigo todas as coisas, estabelecendo a paz pelo sangue da sua cruz (do Messias) ...”          (Colossenses 1:19, 20)

Há um caminho para a obtenção da Paz

- "E não conheceram o caminho da paz." (Romanos 3:17)

Paulo então prosseguiu explicando o caminho da paz com Deus, escrevendo que todos os que creem no evangelho têm...

"Fomos justificados pela fé e temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo." (Romanos 5:1)

“tendo calçado os pés com a preparação (alicerce) do Evangelho da Paz” (Ef. 6:15)

Uma certeza: “A paz inclui tudo quanto constitui o descanso, o contentamento e a felicidade autêntica de coração, alicerçada sobre a base da salvação cristã e da união vital com Cristo.” Philip Schaff, sobre Joao 16:33

Mateus 28.18, 20: É-me dado todo o poder no céu e na terra. — Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; — ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!

Estes versículos nos dão a configuração da Grande Comissão, ininterrupta ao longo dos séculos, é A Grande Comissão é “a passagem-chave deste Evangelho de Mateus”

Apresenta:

-  totalidade do poder de Jesus,

- o seu caráter derivativo (proveniente de Jesus - derivadas do caráter de Cristo através da ação do Espírito Santo)

-  a ordem de evangelizar o mundo todo,

-  a natureza do discipulado (fazer discípulos),

-  a certeza da presença de Jesus.

As obrigações que nos são dadas, inclui aspectos que vão desde a orientação sobre a vida com Cristo, incluindo a compreensão ou o guardar o que nos é mandado, por Jesus Cristo.

Jesus ordena, mas confere poder aos que se dedicam a evangelização ou conquista de povos ao Evangelho da salvação.

“Poder”, aqui é ‘exousia’, ou seja, “autoridade”.

“Ensinai” no versículo 19 que significa “fazer discípulos” - uma palavra que tem o sentido completamente diferente de ensinar no versículo 20.

Todos os dias – a constância de uma ordem além dos dias apostólicos, até sua vinda até aos nossos dias.

Blair diz que a afirmação de Jesus ‘todos os dias’ envolve toda a História.

A Missão continua entre nós:

João 17.20,2,26 “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra;..., 'a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer”

Jesus em seus discursos no Evangelho de João, a partir do capítulo 14 orienta seus discípulos sobre a sua iminente partida para Seu pai.

Entre estes discursos Ele orienta sobre consolo, o Pai guardar do Mundo, pois não somos do Mundo. E Jesus aponta para a evangelização contínua e futuro que alcança, então, aos nossos dias – “por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra” – “e ainda o farei conhecer –”

É sobre estas palavras que a Igreja atual vive na obrigação imperativa do IDE.

Jesus mostra que a missão delegada a Igreja teria continuidade ao revelar a comunhão  (- 'a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; -) D‘Ele e do Pai, com a Igreja, com atestado autenticador do próprio Deus Pai.

Romanos 10:14 (ARA) “Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?”

“Como crerão se não há que pregue?” diz Paulo Aos Romanos 10.14

Os tempos verbais apontam sempre para o acontecimento futuro e necessário para a Evangelização.

Aí está a Missão contínua e atual do Evangelho pregado por Paulo, Pedro e os apóstolos e a Igreja universal ao longo dos séculos.

Mateus 28. 20 — ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!

Este texto nos dá garantia da presença de Jesus no IDE em todos os dias até a consumação dos séculos, passando por nossos dias.

O verbo grego traduzido por IDE na verdade não é uma ordem, mas sim um gerúndio (indo).

Quando dizemos que cumprimos o IDE como imperativo é porque no interior, segunda camada do texto está inferindo a ao mandamento de toda a grande comissão que é: "fazei discípulos" ("de todas as nações").

Portanto, que nós saibamos que a Missão continua conosco nos dias que vivemos como Igreja atuante e Evangelizadora, como Paulo jamais deixaria de fazer, pela chamada.

Jesus Enviou os apóstolos, como a nós, a cumprir a maior tarefa do mundo, e os acompanhava a maior presença do mundo.

A base da Igreja Cristã o Cristianismo é uma fé evangélica, é uma fé missionária e ela quem ecoou as boas novas divinas da salvação,  Deus, por seu caráter e personalidade de misericórdia e amor, universalizou seu amor e não quer que nenhum homem (2 Pe 3:9) se perca em todos os tempos, épocas e lugares do Mundo.

Quem é filho de Deus e compartilha de sua natureza levará as boas novas ao mundo todo.

“Jesus disse: "Enquanto estiverem indo, façam discípulos em todas as nações". Não importa onde estamos, devemos testemunhar sobre Jesus Cristo e procurar ganhar outros para ele (At 11:19-21).” Citação de Comentário Bíblico Expositivo - Warren W. Wiersbe, editada e compilada.

Fonte:

O Evangelho foi pregado em todo Mundo até 70 d.C.? Blog A GRANDE CIDADE; REFUTANDO Tradições, Heresias, Mitos e o PRETERISMO

Paz-Irene (Estudo da Palavra Grega) - Atualizado: sábado, 20/08/2016 - 21:20; Precept Austin

Comentário Bíblico Beacon - Mateus a Lucas

Efésios – Moody

O Novo Testamento Interpretado - Versículo Por Versículo - Russell Norman - Volume III – Atos/Romanos Champlin, Ph. D.

Comentário Bíblico Beacon - Joao E Atos

Citação de Comentário Bíblico Expositivo - Warren W. Wiersbe, editada e compilada.

Citações no corpo do texto

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Martin Niemöller, 1933

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