quinta-feira, julho 23

O Espírito que nos guia para além das fronteiras - Lição 4 EBD – CPAD – 26/04/2026

O Espírito que nos guia para além das fronteiras

Lição 4 EBD – CPAD – 26/04/2026

Subsídio Pastor e professor Osvarela

Texto

De sorte que as igrejas eram confirmadas na fé e cada dia cresciam em número.” (At 16.5).

Prática

O Espírito Santo não apenas guia o cristão em seus passos, mas também o impede de avançar quando isso não está em acordo com a vontade de Deus.

Leitura Bíblica

Atos 16.11-18,25-31.

11 — E, navegando de Trôade, fomos correndo em caminho direito para a Samotrácia e, no dia seguinte, para Neápolis;

12 — e dali, para Filipos, que é a primeira cidade desta parte da Macedônia e é uma colônia; e estivemos alguns dias nesta cidade.

13 — No dia de sábado, saímos fora das portas, para a beira do rio, onde julgávamos haver um lugar para oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que ali se ajuntaram.

14 — E uma certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia, e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia.

15 — Depois que foi batizada, ela e a sua casa, nos rogou, dizendo: Se haveis julgado que eu seja fiel ao Senhor, entrai em minha casa e ficai ali. E nos constrangeu a isso.

16 — E aconteceu que, indo nós à oração, nos saiu ao encontro uma jovem que tinha espírito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores.

17 — Esta, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo.

18 — E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E, na mesma hora, saiu.

25 — Perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam.

26 — E, de repente, sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos.

27 — Acordando o carcereiro e vendo abertas as portas da prisão, tirou a espada e quis matar-se, cuidando que os presos já tinham fugido.

28 — Mas Paulo clamou com grande voz, dizendo: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos.

29 — E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas.

30 — E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?

31 — E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.

A) Objetivos da Lição: 

I) Interpretar a direção do Espírito Santo na expansão missionária e na Igreja;

II) Contrastar o poder do Evangelho com a atuação das trevas em Filipos;

III) Mobilizar a classe a responder com fé e louvor em contextos de sofrimento.

Textos auxiliares:

O crescimento da Igreja primitiva de forma exponencial (120 crentes - 3000 convertidos - 5000 também convertidos nas pregações de Pedro – Jerusalém – Antioquia – Galácia) nos mostra como se deu a atuação do Espírito Santo (como Jesus disse no Evangelho de João Capítulo 13 ao 16,ss) demonstra cabalmente o quanto os apóstolos e discípulos deram ouvidos a voz do Espírito neste movimento de expansão, que garantiu a Igreja estar assentada desde Jerusalém em poucos mais de 40 anos desde a sua origem até chegar a Europa e Ásia, com assentamento formal nestas regiões e alcançando varias camadas da sociedade.

Modelos de crescimento nada mais são do que preferências humanas. Podem e devem ser mudados segundo o contexto de cada igreja. Os modelos também são falhos, pois são propostos por seres humanos falhos. Todavia, princípios não mudam, pois foram estabelecidos por Deus. Quando são seguidos, asseguram a presença de Deus, pelo seu Espírito Santo, na igreja. Onde O Espírito Santo está presente, Ele faz a obra acontecer! Mas onde Ele não está presente, nada acontece.

A igreja no primeiro século cresceu de um pequeno grupo em Jerusalém para cerca de meio milhão de seguidores em todo o Império Romano. Esse avanço rápido foi impulsionado pelo zelo missionário dos apóstolos, como Paulo, pelo forte apoio comunitário aos necessitados e pela mensagem de igualdade. As viagens de Paulo pela Ásia Menor, Grécia e outras regiões foram cruciais para fundar novas congregações.

pelo ano 100 d.C., havia igrejas em inúmeras cidades da Ásia Menor e em muitos lugares da Palestina, Síria, Macedônia e Grécia, em Roma e Puteoli, na Itália, em Alexandria, e, provavelmente, na Espanha”. Nichols (1992, p. 24)

Atos 1:8 “tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra” .

Lucas 24:46,47 - ACF “E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos, E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém.”

Marcos 16:15,16 – ACF “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo;”

João 16:13 – ACF “Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará”

O crescimento exponencial da igreja - Rev. Hernandes Dias Lopes - IPBVIT

O livro de Atos registra o crescimento da igreja primitiva. Não apenas fala dos números robustos, mas, também, das estratégias de crescimento. 

Fora de Jerusalém, as igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, aumentavam em número (At 16.5).

A igreja que começara com cento e vinte membros em Jerusalém, espalha-se para Samaria, Damasco e Cesareia. Chega às cidades das províncias da Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia Menor. Em menos de cinquenta anos, o evangelho chegou até Roma, a capital do império, num colossal e vertiginoso crescimento.

A igreja primitiva cresceu como resultado da oração, pregação e revestimento do poder do Espírito Santo. A igreja primitiva cresceu porque em vez de criar conflitos raciais ou culturais, pavimentou o caminho da comunhão do evangelho. Os odiados samaritanos foram evangelizados. Os rejeitados gentios foram aceitos na igreja como irmãos. 

As lideranças e o crescimento:

1 Coríntios 3:6,7 – ACF “Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.

As lideranças apostólicas e as demais que surgiram como apóstolos Paulo e barnabé, foram usadas por Deus e se curvavam as determinações do Espírito Santo na condução do destino da Igreja, mormente quanto aos locais a serem alcançados. Isto aconteceu com Pedro e com Paulo e Barnabé.

Atos 16:6-10 – ACF “E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia. E, quando chegaram a Mísia, intentavam ir para Bitínia, mas o Espírito não lho permitiu. [...] se apresentou um homem da Macedônia, e lhe rogou, dizendo: Passa à Macedônia, e ajuda-nos. E, logo depois desta visão, procuramos partir para a Macedônia, concluindo que o Senhor nos chamava para lhes anunciarmos o evangelho.

προισθημι – proistemi; v. estar à frente - estar sobre; superintender;  presidir sobre.

Atos 10:17-22 – ACF “E estando Pedro duvidando entre si acerca do que seria aquela visão que tinha visto, eis que os homens que foram enviados por Cornélio pararam à porta, perguntando pela casa de Simão. [...] Pedro naquela visão, disse-lhe o Espírito: Eis que três homens te buscam. Levanta-te pois, desce, e vai com eles, não duvidando; porque eu os enviei. [...] Eis que sou eu a quem procurais; qual é a causa por que estais aqui? E eles disseram: Cornélio, o centurião, homem justo e temente a Deus, e que tem bom testemunho de toda a nação dos judeus, foi avisado por um santo anjo para que te chamasse a sua casa, e ouvisse as tuas palavras.

οικοδομη - oikodome; n. f. (o ato de) construir, construção; metáf. o processo de edificação, edificação; edificação (i.e., o que foi construído, edifício)

οικοδομια - oikodomia; n. f. (o ato de) edificar, (o ato de) erigir.

οδηγεω - hodegeo; v. ser um guia, seguir os passos de alguém, guiar; ser um guia ou um professor - dar orientação a;

οδηγος - hodegos; n. m. que conduz pelo caminho, guia;

καθηγητης - kathegetes; n. m. guia; mestre, professor

μεθοριος - methorios; n. n. fronteira

οριον – horion - horos (fronteira ou limite); n. n. fronteiras

περας - peras; n. n. extremidade, limite, fim - de uma porção de espaço – fronteira; os confins da terra - as terras mais remotas - para uma região, distrito, terra, território

Uma expansão sob a direção do Espírito.

Atos 16.11,15 — E, navegando de Trôade, fomos correndo em caminho direito para a Samotrácia e, no dia seguinte, para Neápolis; e dali, para Filipos, que é a primeira cidade desta parte da Macedônia e é uma colônia; e estivemos alguns dias nesta cidade. No dia de sábado, saímos fora das portas, para a beira do rio, onde julgávamos haver um lugar para oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que ali se ajuntaram. E uma certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia, e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia. Depois que foi batizada, ela e a sua casa, nos rogou, dizendo: Se haveis julgado que eu seja fiel ao Senhor, entrai em minha casa e ficai ali. E nos constrangeu a isso.

O crescimento da Igreja, como Paulo cita em I Co 3, se dá sob a direção e ação do Espírito.

A ação de expansão de qualquer ente cristão evangelizador e missionário se dá sob a orientação, aprovação, direção para a edificação de igrejas é uma construção espiritual de agregação de conversos como uma edificação, que se dá incialmente sob rudimentos e aos poucos se vai fortalecendo como uma edificação com colunas e demais elementos construtivos.

Oikodomeo - construir uma casa, erigir uma construção - edificar (a partir da fundação); restaurar pela construção, reconstruir, reparar; - metáf. fundar, estabelecer; promover crescimento em sabedoria cristã, afeição, graça, virtude, santidade, bem-aventurança.

Oikodomeo é o termo que Paulo usa e que encontramos por mais de 300 vezes nas Escrituras (Septuaginta). É o processo de edificação de um oiko, uma edificação ou edifício.

É Deus edificando seu Povo, como Jeremias ((Jr 1.10; 24.6; 31.4; 33.7); (At 15.16; 20.32).  cita como Deus reedificará Israel, no NT é O Espírito Santo edificando a Igreja do Nosso Senhor Jesus Cristo, no plano de Deus O Pai.

Nos textos de Paulo, este cita o termo sob a visão e sempre relacionado a tudo o que acontece dentro da comunidade, ou seja, descreve o que edifica a comunidade (1Co 14.3-5; Ef 4.12). Na ideia de Paulo a edificação é comunal.

1 Coríntios 3:5-7;9-11;14 – ACF “Pois, quem é Paulo, e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e conforme o que o Senhor deu a cada um? Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus. Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão.

É o termo que Paulo usa para descrever a atividade apostólica (1Co 3.5-17), ilustrando “o processo da construção do ‘templo de Deus’ (a comunidade cristã)”.

O vocábulo é também usado para “descrever o crescimento, e expansão da comunidade mediante o Espírito.

Esta ‘oikodomé’ usada de forma figurada para o crescimento espiritual e o desenvolvimento do caráter dos crentes através do exemplo e do ensino, sugerindo desta forma que é um processo espiritual.

A igreja é o “edifício de Deus”, e por isso, precisa ser edificada por Ele. Discipulado, comunhão e disciplina são os meios pelos quais Deus trabalha em Seu povo. Mas, quando a igreja não busca amadurecer, também não conseguirá crescer.

A comunhão atrai as pessoas, enquanto a disciplina mantém a igreja pura aos olhos de Deus e dos homens e o discipulado, por sua vez, instrui os que são atraídos à igreja por causa da comunhão e da disciplina, a viverem conforme a vontade do Senhor. A igreja precisa crescer primeiro em si mesma (edificação) para daí atingir a outros.

A edificação da igreja é essencial para que esta se torne apta para a sua grande tarefa frente ao mundo. Ela ocorre através do discipulado, da comunhão e da disciplina sob a égide do Espírito Santo.

Podemos entender que a edificação para além das fronteiras de Jerusalém da Obra – Igreja de Cristo – ocorreu e cresceu como edifício único, embora geograficamente distantes, sob a linha traçada pelo Espírito Santo, que conduziu, desde a primeira viagem paulina e antes a abertura da Igreja em Antioquia, como já vimos, conduzindo cada passo como o que lemos em Atos 14 até quanto aos parâmetros para edificar:

MomentoNo dia de sábado; E, navegando de Trôade, fomos correndo em caminho direito para a Samotrácia e, no dia seguinte, para Neápolis;

Local — e dali, para Filipos, que é a primeira cidade desta parte da Macedônia e é uma colônia; saímos fora das portas, para a beira do rio, onde julgávamos haver um lugar para oração

Pessoas; e, assentando-nos, falamos às mulheres que ali se ajuntaram. E uma certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia, e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia.

Início da Igreja -  Depois que foi batizada, ela e a sua casa, nos rogou, dizendo: Se haveis julgado que eu seja fiel ao Senhor, entrai em minha casa e ficai ali.

Indistintamente, onde sob o olhar humano seria improvável a edificação de uma Igreja forte e prodigiosa, como foi a Igreja de Filipo a primeira em solo europeu! Obra clara da direção do Espírito Santo.

A igreja de Filipos foi a primeira igreja cristã na Europa, fundada pelo apóstolo Paulo em sua segunda viagem missionária por volta de 50 ou 51 d.C. Os primeiros convertidos da igreja de Filipos eram gentios, e a congregação se transformou em uma irmandade predominantemente gentia. As mulheres também desempenharam um papel essencial na vida da igreja de Filipos.

Paulo foi chamado por Deus em uma visão para ir à Macedônia: "E, tendo contornado Mísia, desceram a Trôade. À noite, sobreveio a Paulo uma visão na qual um varão macedônio estava em pé e lhe rogava, dizendo: 'Passa à Macedônia e ajuda-nos'. Assim que teve a visão, imediatamente, procuramos partir para aquele destino, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciar o evangelho" (Atos 16:8-10). Paulo viajou para Filipos acompanhado por Silas, Timóteo e Lucas.

Três fatos merecem destaque na implantação da Igreja em Filipos:

Atos 16. 16,18 — E aconteceu que, indo nós à oração, nos saiu ao encontro uma jovem que tinha espírito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores. Esta, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo. E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E, na mesma hora, saiu.

         1-A conversão de Lídia foi o primeiro de três eventos significativos associados ao início da igreja em Filipos.

2-O segundo foi o exorcismo de demônios de uma escrava, que resultou no lançamento de Paulo e Silas na prisão (Atos 16:16-24).

Discernindo os espíritos das trevas:

A intervenção do Espírito revela a ação das trevas, o missionário Paulo preparado e com discernimento de espírito desvendou a ação dos demônios.

3-O terceiro evento importante foi a conversão do carcereiro de Filipos e de sua família (Atos 16:25-40).

Uma Igreja edificada sob a direção do Espírito tem características da ação divina.

A igreja de Filipos era saudável, forte e generosa, tornando-se um modelo de igreja que só teve pequenos problemas de desunião (Filipenses 4:2-7).

Generosa

Forte

Saudável doutrinariamente.

Paulo visitou a igreja de Filipos novamente em sua terceira viagem missionária, e os crentes de lá doaram generosamente para apoiar o ministério de Paulo (Filipenses 4:15; 2 Coríntios 11:9), bem como a igreja em Jerusalém (2 Coríntios 8:1-5). Enquanto Paulo estava preso em Roma, a igreja de Filipos enviou Epafrodito para ministrar a ele. Em troca, Paulo enviou Timóteo para a congregação de Filipos.

Após a era apostólica, o pai da igreja primitiva, Inácio, viajou por Filipos, e Policarpo escreveu uma famosa carta à igreja de lá.

O Espírito Santo guia na luta contra as trevas.

Atos 16. 16,18 — E aconteceu que, indo nós à oração, nos saiu ao encontro uma jovem que tinha espírito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores. Esta, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo. E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E, na mesma hora, saiu.

A obra iniciada a beira do rio logo vai para um lar, como foi a marca da Igreja primitiva e missionaria.

Como tantas outras igrejas que se iniciam já naqueles dias as trevas se levantaram, com a finalidade de atrapalhar ao Evangelho, ali recém propagado.

É nesta hora que vemos que o Espírito de Deus revela aos missionários, no caso a Paulo que a aparente vocalização favorável ao inicio da obra e da qualidade ou marca espiritual, dos homens de Deus, na boca de uma moça que era conhecida como “vidente” e usada por alguns de seus tutores (exploradores) que se beneficiavam desta forma de vida nas mãos do inimigo, mostra a importância do discernimento por parte daqueles que se lançam no anuncio do Evangelho.

“Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo. E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E, na mesma hora, saiu.”

Paulo se incomodou (se perturbou) com a gratuidade do anúncio na boca da “vidente” e pelo Espírito Santo repreendeu o espírito maligno que falava na boca da mesma, ordenando que aquele espírito saísse da moça e imediatamente aquela manifestação parou. Ali Paulo definiu qual era a ação que guia a Igreja e que não pode nem conta com ‘auxílio’ de vozes que não são guiadas pelo Espírito de Deus!

Mostrando que assim, como Jesus não recebeu adulação de uma pessoa com espírito maligno aparentemente recebendo elogios, repreendeu aquele que se mostrava como “aliado” de seu ministério:

Marcos 5:7-8, quando um homem possuído na região dos gerasenos se prostra diante de Jesus e grita: "Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Porque Jesus lhe dissera: Espírito imundo, sai desse homem!

Observemos que a fórmula do inimigo foi a mesma, com Jesus e com Paulo.

“Os espíritos são imundos porquanto se corromperem com o mal moral e espiritual, e porque infectam a outros com a mesma impureza. O contacto com eles torna o indivíduo incapaz da adoração.”

1Coríntios 12:10 (ARA) ..., a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos;

Os missionários atacados pelas autoridades incentivadas pelos que lucravam:

Paulo e Silas açoitados e presos

Fé e Louvor na Segunda Viagem Missionaria

Paulo, então já dono de maior experiencia em viagens missionarias, ansiava por partir novamente. Mas, devido as divergências com Barnabé, por causa de João Marcos, dessa vez Paulo preferiu levar a Silas. (Atos 15:40 - 18:2 2).

Atos 16.19,24 Vendo os seus senhores que se lhes desfizera a esperança do lucro, agarrando em Paulo e Silas, os arrastaram para a praça, à presença das autoridades; e, levando-os aos pretores, disseram: Estes homens, sendo judeus, perturbam a nossa cidade, propagando costumes que não podemos receber, nem praticar, porque somos romanos. Levantou-se a multidão, unida contra eles, e os pretores, rasgando-lhes as vestes, mandaram açoitá-los com varas. E, depois de lhes darem muitos açoites, os lançaram no cárcere, ordenando ao carcereiro que os guardasse com toda a segurança. Este, recebendo tal ordem, levou-os para o cárcere interior e lhes prendeu os pés no tronco.

 

Acusações:

“Estes homens, sendo judeus, perturbam a nossa cidadepropagando costumes que não podemos receber, nem praticar, porque somos romanos.”

É importante dizer que estes enviados, Paulo e Silas, atuaram sob o aspecto ““pessoas que são enviadas por Deus para uma missão especial”, que recebem do Espírito Santo grande habilidade para se infiltrar numa nova cultura e lá levar o Evangelho e desta forma plantar novas igrejas.

Um dos mais emblemáticos casos narrados por Lucas dentre os vários sobre as viagens missionárias, a prisão de Paulo e seu companheiro Silas tem ao longo dos século despertado os cristão sobre como a propagação do Evangelho traz danos pessoais aos que anunciam o evangelho e sofrem prisões e danos físicos com açoites, contudo mesmo presos continuaram louvando a Deus, pois sabiam que sofrer por Cristo e seu Evangelho e serem presos mostrou que haviam realizado a Obra e que pessoas aceitaram a Cristo como salvador. Então a fé trouxe alegria em meio ao sofrimento independente de toda dor.

João 15:18-21 Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.

Em Atos 16, Paulo e Silas enfrentam prisão injusta em Filipos, mas respondem com louvor à meia-noite, gerando um terremoto que liberta os presos e converte o carcereiro, é um dos mais gloriosos fatos da missão evangelizadora e do poder do Evangelho, seja sobre a natureza, as edificações e sobre o coração dos envolvidos, em destaque o carcereiro.

Neste evento destacamos:

“Dons do Espírito Santo são “uma demonstração sobrenatural da graça ou habilidades especiais que nosso soberano Deus colocou nas vidas dos crentes para a edificação da igreja, o corpo de Cristo. Sem nenhum mérito de nossa parte”. Eles também podem ser definidos como “qualquer habilidade que é delegada pelo Espírito Santo e usada em qualquer ministério da igreja”.dom espiritual é uma dádiva (ou graça) dada pelo Espírito Santo para edificação espiritual, resultando no crescimento do Corpo de Cristo e na glória de Deus. - Os dons são dados à Igreja com a finalidade de equipá-la e habilitá-la para a realização da tarefa de evangelizar e ganhar o mundo para Cristo -

É uma energema (ενεργημα); n. n. aquilo que foi feito; resultado de uma operação - poderes e atividades que Deus inspira em todos que atuam em sua Obra.

Atos 16. 25,26 — Perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam. E, de repente, sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos. Mas Paulo clamou com grande voz, dizendo: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos. E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas. E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?

Mas, a prisão serviu para demonstração do poder de Deus, ao sobrevir um terremoto da parte de Deus que os libertou das algemas e mostrou a autoridade dos presos Paulo e Silas sobre a situação de tal forma que nenhum preso fugiu, pois Deus deu autoridade a Paulo que os conteve.

A crise leva a salvação:

J.J.Packer disse: “A pregação canaliza não apenas a autoridade de Deus, mas também sua presença e seu poder...” é o que podemos depreender deste episódio, tanto da prisão dos missionários, ao terremoto, a libertação sem fuga dos presos, a autoridade do ministro Paulo, até a conversão, com convicção do carcereiro.

A pregação de Paulo e Silas causou o efeito no coração do carcereiro ao ver o que tinha ocorrido.

Numa demonstração de Poder de Deus, a prisão, o terremoto, os presos contidos por Paulo, serviram de motivação espiritual, para o carcereiro entender que não ocorrera algo comum, ali, mas que aqueles homens – Paulo e Silas – eram participantes de algo sobrenatural e que a sua mensagem era diferente, suas palavras modificavam situações, assim o carcereiro foi tomado de certeza que deveria aceitar a salvação através da pregação de Paulo e se rendeu declarando – “Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?” –

Como resposta obteve a chamada a Salvação, não só para ele, como também a sua casa:

 E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.”

É nesse sentido que vemos a ação Guia do Espírito Santo quanto a missão para além das fronteiras, no caso, Jerusalém e Antioquia, que promoveu o crescimento da Igreja, com a manifestação de sinais como os que Lucas relata em Atos nos textos supracitados.

De sorte que as igrejas eram confirmadas na fé e cada dia cresciam em número.” (At 16.5).

Atos 16.11-12. — E, navegando de Trôade, fomos correndo em caminho direito para a Samotrácia e, no dia seguinte, para Neápolis; e dali, para Filipos, que é a primeira cidade desta parte da Macedônia e é uma colônia; e estivemos alguns dias nesta cidade.

O ritmo do texto mostra que Paulo seguia a direção do Espírito que impulsionava a missão a ser realizada!

O Guia Espírito Santo orienta e promove sinais para edificação pós fronteiras, a todos missionários ou igrejas missionarias, que se colocam para realizar o Evangelismo a outros locais além de sua fronteiras, além mar ou aos confins do Mundo.

O Espírito Santo não apenas guia o cristão em seus passos, mas também o impede de avançar quando isso não está em acordo com a vontade de Deus.”

Ir à ou não ir a locais para evangelizar deve estar subordinado, a ouvir o que O Espírito Santo; obter sinais do Espírito Santo que o ir está sob a aprovação do Santo Espírito!

João 16:13-15 – ACF “Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar. Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.”

Fonte:

Crescimento Natural Da Igreja: Deixando a igreja ser igreja. Autor: Josemar Valdir Modes – 2019

Quais são a história e a importância da igreja em Filipos? Got Questions

O Crescimento Da Igreja Através Dos Séculos: Análise da História e dos Aspectos Positivos e Negativos; Érico Tadeu Xavier, D.Min. Pastor adventista e Doutorando pela Universidad Evangélica de las Américas (Costa Rica)

Champlin VT

Dicionário Strong

Lições CPAD

Apontamentos do autor

Bíblia Online ACF

quinta-feira, julho 16

A Graça que alcança todas as Nações - Lição 3 EBD – CPAD - 19 de julho de 2026

 A Graça que alcança todas as Nações

Lição 3 EBD – CPAD - 19 de julho de 2026

Subsídio pastor e professor Osvarela

Texto: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus.” (Ef 2.8).

Prática: É pela graça que somos alcançados, perdoados e reconciliados com Deus.

“Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos. ( salvadora de Deus se há manifestado a todos os homens). Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo; O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.” Tito 2:11-14 – ACF (NAA) Bíblia Online

Leitura Bíblica

Atos 15.1-5,28,29,36-39.

1 — Então, alguns que tinham descido da Judeia ensinavam assim os irmãos: Se vos não circuncidardes, conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos.

2 — Tendo tido Paulo e Barnabé não pequena discussão e contenda contra eles, resolveu-se que Paulo, Barnabé e alguns dentre eles subissem a Jerusalém aos apóstolos e aos anciãos sobre aquela questão.

3 — E eles, sendo acompanhados pela igreja, passaram pela Fenícia e por Samaria, contando a conversão dos gentios, e davam grande alegria a todos os irmãos.

4 — Quando chegaram a Jerusalém, foram recebidos pela igreja e pelos apóstolos e anciãos e lhes anunciaram quão grandes coisas Deus tinha feito com eles.

5 — Alguns, porém, da seita dos fariseus que tinham crido se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés.

28 — Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias:

29 — Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Bem vos vá.

36 — Alguns dias depois, disse Paulo a Barnabé: Tornemos a visitar nossos irmãos por todas as cidades em que já anunciamos a palavra do Senhor, para ver como estão.

37 — E Barnabé aconselhava que tomassem consigo a João, chamado Marcos.

38 — Mas a Paulo parecia razoável que não tomassem consigo aquele que desde a Panfília se tinha apartado deles e não os acompanhou naquela obra.

39 — E tal contenda houve entre eles, que se apartaram um do outro. Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre.

A) Objetivos da Lição: 

I) Analisar com a classe como a graça sustenta a unidade da Igreja em Atos 15;

II) Examinar biblicamente a salvação pela graça como oferta universal em Cristo;

III) Incentivar a busca constante do trono da graça.


Exórdio:

“Graça sempre foi Graça, eternamente gratuita!” Osvarela

Etimologia:

προσμενω - prosmeno; manter-se firme a: a graça de Deus recebida pelo Evangelho

χαρις - charis; n. f. graça; boa vontade, amável bondade, favor; da bondade misericordiosa pela qual Deus, exercendo sua santa influência sobre as almas, volta-as para Cristo, guardando, fortalecendo, fazendo com que cresçam na fé cristã, conhecimento, afeição, e desperta-as ao exercício das virtudes cristãs; o que é devido à graça; a condição espiritual de alguém governado pelo poder da graça divina; sinal ou prova da graça, benefício; privilégio, generosidade; gratidão, (por privilégios, serviços, favores), prêmio.

χαρισμα - charisma; n. n. favor que alguém recebe sem qualquer mérito próprio; dom da graça divina.

אמה - ’ummah; n. f. povo, tribo, nação.

γενος - genos; n. n. parentes; prole; família; raça, tribo, nação - i.e. nacionalidade ou descendência de uma pessoa em particular; o agregado de muitos indivíduos da mesma natureza, tipo, espécie.

εθνος - ethnos; n. n. multidão (seja de homens ou de animais) associados ou vivendo em conjunto; tribo, nação, grupo de pessoas; no AT, nações estrangeiras que não adoravam o Deus verdadeiro, pagãos, gentis; Paulo usa o termo para cristãos gentis. εθνος no singular, é um termo geral para nação, aplicado a qualquer nação, até aos judeus. No plural, ordinariamente denota toda a humanidade à parte dos judeus e em contraste com eles, os gentios.

λαος - laos; n. m. povo, grupo de pessoas, tribo, nação, todos aqueles que são da mesma origem e língua.

ερις - eris; n. f. contenda, disputa, discussão (existem dois tipos de Éris: uma que gera guerras destrutivas e brigas invejosas, e outra que fomenta uma competição saudável e justa, incentivando o trabalho e a superação.)

Disputa – διαμάχη diamáchi

συζητησις - suzetesis; n. f. questionamento mútuo, discussão, disputa

- convenção para a solução das disputas internacionais - συνθήκη για την επίλυση διεθνών διαφορών

O princípio da Graça: o princípio da Graça, que chega ao ponto de perdoar inúmeras vezes (ovelha perdido, do filho pródigo e do servo incompassiva); a salvação se realiza pela Graça de Deus.

É a Graça, que faz com que a vida eterna se torne possível para todos, para os mais destituídos tanto para os aparentemente, considerados possíveis de ter melhores caráter ou mais bem dotados moralmente.

Evangelho da Graça de Deus, em Aios 20:24.

O drama da Graça, se passa na Cruz do calvário!

Discurso:

1-Historiando a decisão do Concílio de Jerusalém a respeito dos gentios na Graça

A inclusão de gentios no cristianismo primitivo representou um problema para a identidade judaica de alguns dos primeiros cristãos.

"Na verdade, eles [cristãos judeus] pareciam considerar o cristianismo como uma afirmação de todos os aspectos do judaísmo contemporâneo, com a adição de uma crença extra — que Jesus era o Messias." Nota: McGrath, Alister E., Christianity: An Introduction. Blackwell Publishing (2006). p.174

Sugerimos que seja feita a leitura do link, abaixo:

https://estudandopalavra.blogspot.com/2011/03/o-primeiro-concilio-da-igreja-de-cristo.html

Atos15.4,5;28 — Quando chegaram a Jerusalém, foram recebidos pela igreja e pelos apóstolos e anciãos e lhes anunciaram quão grandes coisas Deus tinha feito com eles. Alguns, porém, da seita dos fariseus que tinham crido se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés. Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias:

Ao avanço do Evangelho entre os gentios, obra Salvífica universal, grupos da Igreja de Jerusalém, majoritariamente judaica, entenderam que O Caminho, seria mais uma seita (no sentido judaico de doutrinas que cada grupo – fariseus, saduceus, etc. definiam a forma de servir a Deus entre os judeus)–trouxeram à discussão, que deveria ser mantidos os ritos da Lei, entre alguns outros elementos do culto judaico.

O princípio a ser obedecido por todos judeus, nascidos de ventre judaico e a admissão de prosélitos era a circuncisão.

Entendiam alguns, destarte Pedro já ter apresentado anteriormente, (quando contestado por batizar gentios), suas justificativas por ter batizado a casa de Cornélio – Atos 10; Atos 11.1,4.ss.

Com o aumento de gentios se decidindo a fazer parte da Igreja, líderes (precisamos entender que no início da Igreja até sacerdotes, fariseus (q.v Atos 15.5) e saduceus aceitaram de bom grado a ), estes que chamamos de judaizantes, entendiam que qualquer os gentios deveriam ser considerados prosélitos, e desta forma serem circuncidados.

Atos 11:19 - ACF “E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus.”

-  "A clara implicação é que os gentios estão sendo compelidos a viver de acordo com os costumes judaicos." - Anchor Bible Dictionary

A propagação do Evangelho, a partir da primeira diáspora (Atos 8), que destaca ação evangelizador do diácono Felipe inicialmente pregando aos judeus perseguidos e dispersos mostra como se deu a expansão do evangelho, sob a perseguição. Neste interim ele evangelizou o prosélito etíope mordomo-mor de Candace.

Devemos observar que a circuncisão era norma de vida dos judeus, mas os gentios em especial os gregos achavam repulsiva a circuncisão o rito da circuncisão era considerado execrável e repulsivo durante o período de helenização do Mediterrâneo Oriental. Na civilização clássica era especialmente rejeitado, tanto, pelos antigos gregos quanto pelos romanos, que, ao contrário, valorizavam positivamente o prepúcio. Muitos povos antigos dessas culturas usavam o epispasmo (uma forma inicial de restauração do prepúcio) para restaurar seus prepúcios, a fim de não se destacarem entre os helenistas.

"Esperava-se que os gentios que desejassem se juntar ao movimento cristão primitivo, que na época era composto principalmente por seguidores judeus, se convertessem ao judaísmo, o que provavelmente significava submeter-se à circuncisão masculina adulta para os incircuncisos, seguir as restrições alimentares do kashrut e muito mais. Durante esse período, também houve "convertidos parciais", como os prosélitos da porta e os tementes a Deus (isto é, simpatizantes greco-romanos que juravam fidelidade ao judaísmo, mas se recusavam a se converter e, portanto, mantinham seu status de gentios (não judeus)), sendo assim, eles eram incircuncisos e não era exigido que seguissem nenhum dos mandamentos da Lei Mosaica."

É preciso definir os dois grupos da Igreja recém iniciada:

Obs.: A palavra traduzida como "judaizar" vem do grego ουδαΐζειν (Ioudaizein), que significa "viver como judeu".

Judaizantes - Judaizantes eram crentes de origem judaica que tentavam impor costumes da Lei de Moisés (como a circuncisão) aos cristãos gentios; cristãos do primeiro século que exigiam a obediência às leis judaicas (como a circuncisão) para a salvação. O termo deriva do verbo grego ioudaizō; e ainda: Os judaizantes queriam misturar o Evangelho com as práticas do Antigo Testamento (literalmente, judaizar, isto é, manter os costumes cerimoniais dos judeus: o que antes era obediência a a lei, agora é mero judaísmo).

Os judaizantes eram uma facção dos judeus cristãos, tanto de origem judaica quanto não judaica; consideravam as leis levíticas do Antigo Testamento – AT - ainda vinculativas para todos os cristãos.

Gregos – “gregos (ou helenistas) mencionados no Novo Testamento eram judeus não nascidos na Palestina, e portanto, não falavam o hebraico (Atos 6:1; 9:29), nem participavam das atividades hebraicas dos judeus, mas tinham suas próprias sinagogas em Jerusalém.” Apologeta

                   Atenção: “A inserção de gentios;   Na cidade de Corinto podemos notar que a Igreja começa a incluir, escravos, e gentios que caracterizavam a população local, embora com base judia. Neste ponto, devemos ressaltar que ser grego era ser gentílico ou seja, estes crentes eram helênicos (Hellas é o nome da Grécia) de nascimento e entre eles gregos de sangue, não estamos mais falando de “judeus gregos, por idioma”. Osvarela

Entendendo os termos:

É preciso que se entenda o uso destes termos para melhor compreensão do uso destes vernáculos no contexto do Novo Testamento (Atos 6.1; João 12.20). observe este texto “Para onde irá este, que o não acharemos? Irá porventura para os dispersos entre os gregos, e ensinará os gregos?” João 7:35

Jerusalém, Local do aconselhamento do Espírito Santo e Decisão dos Apóstolos:

Destaco que quem anunciou a decisão não foi o Apóstolo Pedro, que foi um dos debatedores do assunto, o que mais uma vez mostra que Tiago era o líder da Igreja, pois foi ele que deu a decisão final, após ouvirem ao Espírito Santo!

“O Concílio de Jerusalém é geralmente datado de 48 d.C., aproximadamente 15 a 25 anos após a crucificação de Jesus, entre 26 e 36 d.C. 

Atos 15 e Gálatas 2 sugerem que a reunião foi convocada para debater se os homens gentios que se convertiam ao cristianismo e se tornavam seguidores de Jesus eram obrigados a se circuncidar”

Neste Concílio Paulo levou consigo a Tito, grego cristão.

É bom lembrar que posteriormente, mesmo o Apóstolo Paulo ainda usou o rito para circuncidar um jovem obreiro filho de pai grego, mas nascido de ventre judeu – Timóteo o que não o fez com outro dos seus jovens obreiros Tito (Gl 2.15), considerando-o  como um exemplo vivo do poder do Evangelho sobre os pagãos incircuncisos.

É importante a leitura da Epístola de Paulo aos Gálatas, no seu capítulo 2.

Judaizantes modernos Os judaizantes modernos ensinam que devemos guardar as festas judaicas, ler a Torah nos cultos, etc. É muito comum vermos cristãos usando kipás (bonezinho usado pelos judeus), buscando ligações genealógicas com o povo israelita para que possam obter nacionalidade judia, entre outras coisas. Até mesmo nos cultos de algumas igrejas, músicas e danças judaicas foram inseridas.”

Resultado de ouvir o Espírito Santo;

A contenda sobre a circuncisão dos gentios

Atos15.1,2  Então alguns que tinham descido da Judeia ensinavam assim os irmãos: Se não vos circuncidardes conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos.

 Tendo tido Paulo e Barnabé não pequena discussão e contenda contra eles, resolveu-se que Paulo, Barnabé e alguns dentre eles subissem a Jerusalém aos apóstolos e aos anciãos sobre aquela questão.

A ação do Espírito Santo pode ser entendida, como no texto, a seguir, sem estigmatizar, ou absolutizada a sua ação, mas com a sabedoria expressa nas palavras do líder Tiago e pela decisão racional ao ouví-lo:

         “O Espírito atua em duas formas:

1-intervém de forma imprevista e sem mediações humanas, manifestando a vontade de Deus;

2-por meio dos responsáveis pela comunidade, ajudando-os a tomar uma decisão a respeito da imposição da circuncisão aos étnico-cristãos.

Trata-se de modalidades diferentes que devem ser integradas; nenhuma pode ser absolutizada.

  • O relato de Lucas mostra que a dimensão pneumática da Igreja não está em contraste com sua dimensão institucional. O evangelista destaca também os critérios que permitem discernir a ação do Espírito Santo, por meio do qual é o próprio Jesus ressuscitado que opera. A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NA ASSEMBLÉIA DE JERUSALÉM (AT 15) - Alberto Casalegno

São os seguintes: o zelo pela unidade da Igreja, a obediência a determinadas normas, o compromisso na pregação do evangelho; Essas orientações, importantes para a comunidade primitiva, são válidas também hoje.

Aprendemos que, a ação do Espírito Santo foi fundamental e demonstra que a Igreja mantinha a forma de ouvir ao Espírito Santo e decidir com a razão e após ouvir a Sua voz, e agir concordemente (vide Atos 6 – diáconos), o que trouxe paz e comunhão, na discussão e no processo que levou horas de disputas e debates em Antioquia, seguido por longas horas de discussão em Jerusalém entre pessoas que tinham visões opostas sobre o mesmo assunto.

Pedro destaca a ação da Graça, pela manifestação do Espírito Santo, ao não fazer acepção em ser derramado sobre judeus e gentios:

Atos 15:8,9 E Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho, dando-lhes o Espírito Santo, assim como também a nós; E não fez diferença alguma entre eles e nós, purificando os seus corações pela fé.

A ação do Espírito Santo abriu caminho e esclareceu a mente da liderança da Igreja (Tiago) que era necessária a introdução dos gentios na Igreja pois o Evangelho de Cristo e sua Obra vicária é Universal e a Igreja deveria permitir a universalização das Boas-Novas.

Atos 15:10 “Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?”

É importante destacar que a ação do Espírito Santo acatada com sabedoria pelos Apóstolos, nos ensina que, não deve ser utilizada como algumas lideranças querem usar para manter crentes sob sua mão de ferro, do que podemos entender ao ler o texto, a decisão do Espírito Santo trouxe alegria e paz:

“Pareceu bem ao Espírito Santo e a mim”. Esse líder da igreja não somos nós. A Igreja junta somos nós. Também não é uma declaração de um determinado grupo de líderes, motivado por finanças, poder ou status com base em finanças, que justificam marginalizar outros crentes sob o pretexto de “pareceu bem ao Espírito Santo e a nós”.Anne Zaki é professora de teologia prática e pregação no Seminário Teológico Evangélico do Cairo, no Egito. Este artigo é fruto da exposição bíblica feita por ela no Quarto Congresso Lausanne (2024). 

A Graça sustenta a unidade da Igreja

Atos 15. 28 — Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias:

Debatedores no Concílio (Atos 15):

Pedro (Simão) vs.7,14 – o relato de Pedro foi um dos destaques para entendimento da ação salvífica entre os gentios, pois relata como o Espírito Santo se manifestou entre os gentios batizados, como receberam como os judeus o Espírito em suas vidas.

“Mas Pedro disse: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda. E segunda vez lhe disse a voz: Não faças tu comum ao que Deus purificou.” Atos 10.14,15;

Atos 15.7,9 E, havendo grande contenda, levantou-se Pedro e disse-lhes: Homens irmãos, bem sabeis que já há muito tempo Deus me elegeu dentre nós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho, e cressem. E Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho, dandolhes o Espírito Santo, assim como também a nós; E não fez diferença alguma entre eles e nós (sem acepção), purificando os seus corações pela fé.

Paulo vs.2,12 – Apresentou o que Deus fazia entre os gentios, assim como corroborou o discurso de Barnabé.

Atos 15:4 “e lhes anunciaram quão grandes coisas Deus tinha feito com eles.”

Barnabé vs.2,12

Judaizantes (fariseus) vs.5

Tiago – o líder do Concílio

Apóstolos vs.6

Presbíteros (anciãos)

Invocando a ação anterior como antevisão e autoridade com onisciência para que no devido tempo os gentios se juntassem ao grupo dos salvos:

Depois disso, voltarei e reedificarei o tabernáculo caído de Davi; reedificarei as suas ruínas e o restaurarei. Para que o restante da humanidade busque o Senhor, juntamente com todos os gentios sobre os quais tem sido invocado o meu nome, diz o Senhor” (16-18). Em seguida, compartilha sua opinião como um entre iguais e diz: “Por isso, julgo que não devemos perturbar aqueles que, entre os gentios, se convertem a Deus” (19).

O Espírito Santo em Sua Excelência divina, atuou e atua, na condução de resoluções trazendo a Comunhão à Igreja, na união de um Corpo formado, por aqueles que aceitaram a proposta Salvífica do evangelho, crendo na Obra realizada por Jesus Cristo na cruz do Calvário que lhes foi pregada pelos que vivenciaram primeiro, em Jerusalém e anunciada pelos caminhantes da diáspora e pelos enviados pelos Apóstolos, trazendo solução no momento de dificuldade doutrinária, quando não sabiam como incluir os irmão gentios na Graça, e na dúvida dos que compunham naquele momento decisivo o Ministério!

Atos 15: 13-21; 30-33 – ACF. “Homens irmãos, ouvi-me: Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome. E com isto concordam as palavras dos profetas; como está escrito:[...] tornarei a edificá-lo. Para que o restante dos homens busque ao Senhor, e todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, diz o Senhor, que faz todas estas coisas,[...] Por isso julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus. Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da fornicação, do que é sufocado e do sangue. Porque Moisés, desde os tempos antigos, tem em cada cidade quem o pregue, e cada sábado é lido nas sinagogas. Tendo eles então se despedido, partiram para Antioquia e, ajuntando a multidão, entregaram a carta. E, quando a leram, alegraram-se pela exortação. Depois Judas e Silas, que também eram profetas, exortaram e confirmaram os irmãos com muitas palavras. E, detendo-se ali algum tempo, os irmãos os deixaram voltar em paz para os apóstolos;

Sete passos, pelos quais a Graça mudou a História da Igreja e garantiu a Universalização do Evangelho:

A Informação da expansão entre os gentios, mostra que a Graça traspassa nações, raça, línguas e povos diferente e está disponível a livres ou escravos.

- Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome

O alcance da Graça se dá pela Mensagem salvífica.

- Para que o restante dos homens busque ao Senhor, e todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, diz o Senhor

O Espírito Santo mostra que o Evangelho é para dar vida sem perturbação, aos que aceitam Jesus – A Graça traz vida e vida sem perturbação ou dívida ao que crê.

- não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus.

O Espírito Santo não aceita mistura com idolatria (lembra do preceito dos Dez Mandamentos)

- se abstenham das contaminações dos ídolos, da fornicação, do que é sufocado e do sangue.

O Espírito Santo não descarta a verdade do Antigo Testamento, mas que sigam juntos na doutrina da Igreja, pois a Graça salvadora é eterna e atua desde sempre

- Moisés, desde os tempos antigos, tem em cada cidade quem o pregue, e cada sábado é lido nas sinagogas.

O Espírito Santo mostra que Evangelho pregado entre judeus e gentios é Boas novas. Transmitir decisões da Igreja com veracidade.

- partiram para Antioquia e, ajuntando a multidão, entregaram a carta. E, quando a leram, alegraram-se pela exortação.

O Espírito Santo confirma as missões de boas novas que trazem alegria pela doutrina correta que corrige sem amarras e traz Paz aos que recebem as Boas-Novas, a ação da Graça traz Paz.

- Judas e Silas, que também eram profetas, exortaram e confirmaram os irmãos com muitas palavras... os irmãos os deixaram voltar em paz para os apóstolos.

A universal Salvação pela Graça:

A declaração da salvação universalizada, é encontrada no Antigo Testamento e confirmada no Novo Testamento:

Habacuque 2:4 “Eis que a sua alma está orgulhosa, não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá.”

Efésios 2.8 “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus.”

A Graça nos alcançou:

“Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos. ( salvadora de Deus se há manifestado a todos os homens). Tito 2:11

É pela Graça que somos alcançados, perdoados e reconciliados com Deus.

A Graça, uma vez alcançando o crente se multiplica em graça sobre graça.

Em João 1:16, a expressão "graça sobre graça" (ou "graça por graça") descreve o suprimento inesgotável e abundante do amor de Deus.

A Graça ainda atua para salvar e orientar:

Em nossos dias algumas das decisões dos apóstolos parecem que sofreram mutação, ao longo dos anos.

Mas, a palavra dada pelo Espírito Santo sobre a ação da Graça continua valendo para a Igreja, sem decisões que tentam manter o povo escravizado, sem contudo dar brechas a desvios e uso de costumes, mas a Graça agindo levará a Igreja na contínua caminhada dentro da linhas da Salvação e das Boas-Novas proclamadas pelos que cainharam com Jesus e mesmo após sua ascensão entenderam que a Graça é Universal e salvadora a todos os homens.

Nos mantendo como Paulo que condenou (Galátas 2) Pedro pelo seu comportamento dúbio e dissimulado, agindo de modo diferente quando se encontra com os judeus e agindo de modo diverso quando está com os gentios, se adaptando aos costumes dos gentios e mantendo, quando junto aos judeus os costumes judaicos.

O que podemos aprender que a liderança deve viver conforme as regras da Igreja e não utilizar as regras para obrigar os crentes a regras e a aurtoridade pastoral viver sem as mesmas regras, apenas colocando na cerviz daqueles, e ainda usando as Escrituras como tacão de obrigações humanas:

Gálatas 2:14 “Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?”

O Evangelho confirma a decisão de Jerusalém, nas palavras do Apóstolo Paulo:

         “E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, ...; Onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo, e em todos. Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade; Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros” Colossenses 3:10-13

“A graça de Deus não apenas apaga o passado, ela constrói um novo futuro. Ela cura feridas emocionais, restaura relacionamentos e renova.

A Graça carrega em si o mistério do amor de Deus, que alcança quem não merece, que cura quem está ferido e restaura quem já perdeu as forças. 

A Graça de Deus na vida do crente é o alicerce de toda a fé cristã, é por ela que somos salvos, fortalecidos e transformados.

Fonte:

Bíblia Online – ACF - Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil (SBTB).

Citações no corpo do texto

Apontamentos do autor

Lições CPAD – EBD 3º Trimestre 2026

Dicionário Strong

Champlin V1

A graça de Deus na vida do crente: o favor que salva, sustenta e transforma; redação MUNDO CRISTÃO - 14/10/2025

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