quarta-feira, agosto 5

A Suficiência da Graça na cidade de Corinto Lição CPAD N.º 6 – 9/08/2026

A Suficiência da Graça na cidade de Corinto

Lição CPAD N.º 6 – 9/08/2026

Subsídio Pastor e professor Osvarela

Texto

 Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.” (At 18.10).

Prática

A graça de Deus é suficiente para sustentar o crente em meio às adversidades.

Leitura Bíblica

Atos 18.1-11.

1 — Depois disto, partiu Paulo de Atenas e chegou a Corinto.

2 — E, achando um certo judeu por nome Áquila, natural do Ponto, que havia pouco tinha vindo da Itália, e Priscila, sua mulher (pois Cláudio tinha mandado que todos os judeus saíssem de Roma), se ajuntou com eles,

3 — e, como era do mesmo ofício, ficou com eles, e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas.

4 — E todos os sábados disputava na sinagoga e convencia a judeus e gregos.

5 — Quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, foi Paulo impulsionado pela palavra, testificando aos judeus que Jesus era o Cristo.

6 — Mas, resistindo e blasfemando eles, sacudiu as vestes e disse-lhes: o vosso sangue seja sobre a vossa cabeça; eu estou limpo e, desde agora, parto para os gentios.

7 — E, saindo dali, entrou em casa de um homem chamado Tito Justo, que servia a Deus e cuja casa estava junto da sinagoga.

8 — E Crispo, principal da sinagoga, creu no Senhor com toda a sua casa; também muitos dos coríntios, ouvindo-o, creram e foram batizados.

9 — E disse o Senhor, em visão, a Paulo: Não temas, mas fala e não te cales;

10 — porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.

11 — E ficou ali um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus.

- Objetivos da Lição: 

I) Conduzir o aluno a compreender Corinto e os desafios do Evangelho;

II) Verificar com o aluno a missão de Paulo e a suficiência da graça;

III) Conscientizar sobre a graça de Deus diante dos desafios da vida cristã.

TEXTO BASE:

Atos 18.1,2;11 — Depois disto, partiu Paulo de Atenas e chegou a Corinto. E, achando um certo judeu por nome Áquila, natural do Ponto, que havia pouco tinha vindo da Itália, e Priscila, sua mulher (pois Cláudio tinha mandado que todos os judeus saíssem de Roma), se ajuntou com ele E ficou ali um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus.

Discurso:

Atos 18.9,10 — E disse o Senhor, em visão, a Paulo: Não temas, mas fala e não te cales;  porque eu sou contigo,

Quando falamos da ação da Graça podemos entender que a Graça supera línguas, raças e nações como grupos antropológica, neste sentido podemos colocar a ação da Graça em Corinto, como um dos destaques da ação da Graça na evangelização de povos dispares e de grupos mistos que formaram a Igreja no início de seu crescimento entre a regiões geografias, como determinado pelo senhor Jesus. Corinto está entre e este agrupamento formados pela ação da Graça, não levando em conta sua posição após recebimento da palavra do Evangelho.

Início da Igreja em Corinto:

Sua localização e importância:

A narrativa em Atos 18 relata a história da fundação da igreja em Corinto, pelo apóstolo Paulo — uma das cidades mais influentes do mundo romano. Situada no istmo entre o Golfo de Corinto e o Mar Egeu, era um importante centro de comércio e transporte em toda a região do Mediterrâneo.

Com características únicas pela sua localização (portuária, onde ali interagiam gente de várias origens) e por ser uma cidade comercial tão importante, Corinto tinha um ar cosmopolita. Muitos de seus habitantes refletiam a moral frouxa (advinda, em parte pelo culto a sua deusa Afrodite e costumes da moralidade cultual e própria, helenista, da época) e a visão materialista que se poderia esperar de uma cidade desse porte.

Personagens da implantação da Igreja em Corinto:

Atos 18.1,3 — Depois disto, partiu Paulo de Atenas e chegou a Corinto. E, achando um certo judeu por nome Áquila, natural do Ponto, que havia pouco tinha vindo da Itália, e Priscila, sua mulher (pois Cláudio tinha mandado que todos os judeus saíssem de Roma), se ajuntou com eles, e, como era do mesmo ofício, ficou com eles, e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas.

Paulo nesta etapa da viagem missionaria encontrou-se com um casal – Áquila e Priscila (também chamada de Prisca) – vindos a Europa, precisamente, diz Lucas, da Itália, dando entendimento que já haveria naquela região europeia um núcleo do Evangelho de Cristo, que haviam sido expulsos de Roma, por ordem do imperador Claudio (por volta de 49 d.C. devido a um decreto do imperador Cláudio, mudando-se para Corinto e Éfeso, onde abriram a sua casa para a igreja; - trabalharam com Paulo e viajaram parte do trajeto missionário com o apóstolo.).

 No governo do imperador Cláudio (41-54 d.C.) houve uma grande fome que assolou o mundo inteiro e, como efeito colateral, todos os judeus foram expulsos de Roma.

Então, Priscila e Áquila saíram de Roma e foram para Corinto (At 18.2)

Priscila, Áquila e Apolo

Paulo ficou na cidade de Corinto ainda vários dias e, despedindo-se dos cristãos, embarcou para a costa da Síria, levando consigo Priscila e Áquila”

 A convivência de Paulo com o casal é ressaltada pela forma de viver dos três, Paulo mesmo comissionado como missionário trabalhava com suas mãos no ofício de fazer tendas – “tinham por ofício fazer tendas”. Ou seja, já é um exemplo do que ele mesmo escreveu depois – “não fui pesado a ninguém”, mostrando que se sustentava quando não recebia as ofertas ao seu ministério.

O casal se mostrou competente em anunciar o Evangelho: “De Corinto eles foram para Éfeso, e ali discipularam o brilhante orador Apolo, expondo o caminho de Deus com mais exatidão para esse africano de Alexandria (At 18.26).” Paulo não desprezou os seu scompanheiros e prosseguiu com eles para outra localidade.

5 — Quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, foi Paulo impulsionado pela palavra, testificando aos judeus que Jesus era o Cristo.

Silas e Timóteo companheiro de jornada.

Silas -viajou com Paulo desde Antioquia, passando por Tessalônica, Filipos e Corinto. Silas (também conhecido como Silvano) era um líder da igreja em Jerusalém e tinha cidadania romana.

Timóteo - Timóteo era muito considerado pelos irmãos em Listra e Icónio; filho de uma mulher judia e que também era uma discípula e o seu pai era grego.

O trio - enfrentaram a prisão em Filipos, onde foram libertados após orarem e cantarem louvores. Mais tarde, Silas e Timóteo reencontraram Paulo em Corinto, dando forte continuidade ao ministério.

2 Tessalonicenses 1:1-2 (NTLH) - Eu, Paulo, e Silas. “Eu, Paulo, e Silas, e Timóteo escrevemos esta carta aos irmãos da igreja da cidade de Tessalônica, irmãos que estão unidos com Deus, o nosso Pai, ...”

Atos 17.14,15 Os crentes atuaram imediatamente, enviando Paulo para a costa, enquanto Silas e Timóteo ficavam em Bereia.  Os que acompanhavam Paulo levaram-no a Atenas, regressando depois a Bereia com um recado para Silas e Timóteo se apressarem a ir ter com ele.

Personagens do efeito da suficiência da Grça

 Tito Justo, que servia a Deus e cuja casa estava junto da sinagoga.

 E Crispo, principal da sinagoga

As notas da Bíblia de Estudo Conexões de Vida descreviam Corinto assim:

Nessa jovem e rica cidade, o excesso parecia ser a norma. A cidade estava repleta de obras de arte adquiridas de todo o Império Romano. Tornou-se um centro de filosofia, embora aparentemente poucos cidadãos estivessem seriamente interessados ​​em estudá-la, preferindo ouvir discursos inspiradores sobre temas da moda proferidos pelos numerosos filósofos itinerantes da cidade. Havia muitos templos pagãos e muita imoralidade em Corinto

Paulo chegara a esta próspera e agitada cidade portuária após sair de Atenas. A Igreja de Corinto tem um destaque na implantação de Igrejas realizadas pelo apóstolo Paulo. Não só pela importância geográfica, econômica e populacional, e sua moralidade e adoração a deusa local, mas também pela forma como foi implantada e seu começo característico e pelo seu crescimento e amadurecimento entre as igrejas das missões evangelísticas empreendidas pelo apóstolo e seus companheiros.

Destacamos a grande manifestação, (mesmo em meio aos erros dos crentes), do Espírito Santo nesta Igreja - “Deus havia abençoado a igreja com toda sorte de bênçãos espirituais, de dons espirituais, ao ponto de “não lhes faltar dom nenhum”.

A cidade de Corinto numa das regiões mais ricas, porém mais depravadas do Império Romano. A cidade de Corinto era famosa pelo culto à deusa Afrodite, marcado pela prostituição cultual, o que deu origem ao termo "corintianizar" (Manual Bíblico Holman), sinônimo de corrupção moral.

Como resultado dessa localização, após a partida de Paulo, a igreja passou a enfrentar graves problemas internos. A congregação, formada por uma mistura de judeus e gregos de diversas origens sociais, dividiu-se em facções de acordo com seus líderes preferidos (seguindo Paulo, Apolo, Pedro ou Cristo). Além disso, os novos cristãos lutavam ou sofriam para abandonar comportamentos pecaminosos e a forte influência da cultura pagã local.

1 Coríntios 1:12,13 – ACF 12. Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo. Está Cristo dividido? Foi Paulo crucificado por vós? Ou fostes vós batizados em nome de Paulo?

Corinto ou a igreja dos coríntios recebeu quatro epístolas, ou cartas apostólicas do seu fundador e líder, Paulo ao longo de sua trajetória, buscando correção e doutrinação sobre comportamento, cristologia, moralidade, e importantes orientações sobre como servir a Cristo, porque mesmo dotada de dons espirituais, em menos de três anos começou a ter sérios problemas internos (q.v. I Co) entre seu membros que se dividiram em grupos que adotaram seguir ensinos, cada qual sob a nominação, se instalou ali, um espírito faccioso;

Divisão em 4 grupos:

Uma visão da Igreja de Corinto

Estudar este assunto sobre a implantação da igreja local, nos leva a meditar sobre como a igreja local, posteriormente, sofreria após sua implantação e como a Graça foi suficiente e superior a erros e tentativas de divisão do povo.

Grupos que se formaram em torno de personalidades, de pessoas que tinham tido uma participação no passado recente da igreja, com o próprio Paulo e Apolo (cap. 3:4). Havia até um grupo que talvez fosse o mais perigoso deles que era o “grupo de Cristo” (‘...e eu, de Cristo” Cap 1:12). Eles diziam que não eram seguidores de homem algum e sim de Cristo. Era como se dissessem: não queremos estar debaixo da orientação ou da instrução e autoridade de qualquer homem porque recebemos tudo diretamente de Cristo. Alguns estudiosos têm identificado este grupo como o “grupinho dos espirituais” que falavam em línguas e se gloriavam por terem experiências extraordinárias; que não aceitavam a autoridade de Paulo na igreja e outras coisas mais.  

Agia na Igreja de Corinto um espírito faccioso; problemas com respeito à doutrina da liberdade cristã (10:28). “Será que posso comer carne sacrificada aos ídolos”?

Os “fortes” diziam que sim e subestimavam os “fracos”. Se pronunciaram problemas com respeito às questões do casamento (cap. 7): O que é mais espiritual? Casar ou ficar solteiro?

A igreja dividida por uma série de problemas transformava isto de maneira a se refletir no culto, como na ágape, Ceia do Senhor, que levou Paulo a escrever o capítulo 11 de I Coríntios a respeito da realização e participação de cada um (ou grupos) na Ceia, trecho que até hoje é referência quanto a participação nesta reunião memorial do sacrifício de Cristo para nossa salvação.

Atos 18. 8,10 — E Crispo, principal da sinagoga, creu no Senhor com toda a sua casa; também muitos dos coríntios, ouvindo-o, creram e foram batizados.  E disse o Senhor, em visão, a Paulo: Não temas, mas fala e não te cales; porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.

Esta pequena resenha sobre a Igreja em Corinto mostra que a ação contraia a profetizada conquista dos seus moradores pelo Evangelho sofreu ataques do inimigo sob a forma de seus moradores e participes da Igreja local.

- pois tenho muito povo nesta cidade –

- Não temas, mas fala e não te cales -

- a onisciência do Espírito Santo mostra que a suficiência da Graça já estava agindo em Corinto, ainda que aparentemente houvesse resistência e até enfrentamento para com os missionários. É notável verificar que a visão dos Céus é superior a aparente situação de desconforto, mas Deus já sabia o que havia de realizar naquela cidade, mas necessitava experimentar a visão dos missionários.

O crescimento sob ataque mostra a eficiência da Graça que supera erros humanos quando Deus age a despeito da ação humana e das perseguições contra sua Igreja!

A Graça superou a divisão, sob a orientação das Cartas paulinas –

                   Apesar de ser uma igreja que se via como espiritual (1 Coríntios 3.1) e de ser voltada para a busca de dons carismáticos (1 Coríntios 12.31; 14.1; 14.12), a igreja de Corinto estava na iminência de dividir-se em pelo menos quatro pedaços.”

O desafio da implantação, foi vencido pela Graça imanente sobre a Igreja local, mormente sob a manifestação dos Dons espirituais, que nos leva a entender que sob a missão de Paulo nenhuma Igreja teve tal dispensação de todos os Dons do Espírito como a igreja de Corinto teve.

Atos 18. 4,5 — E todos os sábados disputava na sinagoga e convencia a judeus e gregos. Quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, foi Paulo impulsionado pela palavra, testificando aos judeus que Jesus era o Cristo.

A Graça levou Paulo a contender com judeus e gentios que sob a atuação da Graça foram convencidos pela pregação do Evangelho.

A ação humana tentou impedir a ação da Graça que é suficiente para combater o erro oriundo da divisão entre o que formam a igreja local, é isto que podemos verificar em Corinto, com a suficiente ação restaurador e mantenedora da Graça.

Deus não mudou a situação removendo a aflição dos que viveram em algum momento sob esta situação, contuso Ele mudou-a acrescentando um ingrediente novo: A GRAÇA.

Nosso Deus é "o Deus de toda graça" (1 Pe 5:10)

Ele está assentado no "trono da graça" (Hb 4:16).

A Palavra de Deus é a "palavra da sua graça" (At 20:32),

Ele "dá maior graça" (Tg 4:6).

Sob qualquer ponto de vista, A Graça de Deus é suficiente para todas as nossas necessidades!

χαρις - charis; n. f. graça

Charizomai – graça significa favor imerecido. O termo grego no original é charis, que deriva do verbo charizomai, esta palavra significa “mostrar favor para” e assume a bondade do doador e a indignidade do receptor. Quando charis é usada para indicar a atividade de Deus, significa “favor imerecido”.

A Graça é algo imerecido. O significado dessa palavra expressa algo que procede do doador e é recebido como um presente pelo destinatário que não fez nada por merecê-lo. Quando falamos da Graça precisamos entender na etimologia da Graça o significado desta ação divina a favor dos homens da humanidade, que já ates do eterno passado estava disponível, de tal forma que aprouve a Deus criar a Terra e o homem, sob o condão desta sua imanente virtude graciosa a todos, independente de qualquer necessidade de ação u dedicação do que foi por Ele criado, inclusive o homem e para o qual a Graça preparou tudo, desde um planeta que pudesse vivar a uma forma de colocar o homem ao lado de Deus, com seu ser humano e não criado eterno, mas possível e passível de viver eternamente.

Assim, destaco o significado desta palavra – GRAÇA!

2 Co.12.9 κα ερηκέν μοι ρκε σοι χάρις μου γρ δύναμις ν σθενεί τελεται διστα ον μλλον καυχήσομαι ν τας σθενείαις ‹μου› να πισκηνώσ π’ μ δύναμις το Χριστο.

2 Co.12.9 - ACF “E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.

Aqui está o significado de cada palavra no grego:

  • ρκε (arkei): Vem do verbo arkeo, que significa "bastar", "ser suficiente" ou "contentar-se".
  • σοι (soi): É o pronome pessoal que significa "a ti" ou "te".
  • χάρις (he charis): É a famosa palavra grega para graça, que carrega o sentido de favor imerecido, benignidade ou um presente dado gratuitamente.
  • μου (mou): Significa "minha" ou "de mim".

χαρις - charis; n. f. graça - aquilo que dá alegria, deleite, prazer, doçura, charme, amabilidade: graça de discurso; boa vontade, amável bondade, favor - da bondade misericordiosa pela qual Deus, exercendo sua santa influência sobre as almas, volta-as para Cristo, guardando, fortalecendo, fazendo com que cresçam na fé cristã, conhecimento, afeição, e desperta-as ao exercício das virtudes cristãs; o que é devido à graça: a condição espiritual de alguém governado pelo poder da graça divina; sinal ou prova da graça, benefício; presente da graça; privilégio, generosidade; gratidão, (por privilégios, serviços, favores), recompensa, prêmio;

χαρισμα - charisma; n. n. favor que alguém recebe sem qualquer mérito próprio;

- dom da graça divina

- dom da fé, conhecimento, santidade, virtude

- economia da graça divina, pela qual o perdão dos pecados e salvação eterna é apontada aos pecadores em consideração aos méritos de Cristo conquistados pela fé

- graça ou dons que denotam poderes extraordinários, que distinguem certos cristãos e os capacitam a servir a igreja de Cristo. A recepção desses dons é devido ao poder da graça divina que opera sobre suas almas pelo Espírito Santo.

ικανος - hikanos; adj. Suficiente - mais do que suficiente, bastante; suficiente em habilidade, i.e., adequado, próprio.

επιτηδειος – epitedeios; de epitedes (suficiente); adj. próprio, apropriado, conveniente, vantajoso; necessário, esp. das necessidades da vida.

ικανοω - hikanoo; v. tornar suficiente, tornar adequado - equipar alguém, tornando-o apto para realizar os seus deveres.

προσμενω - prosmeno; v. manter-se firme a: a graça de Deus recebida pelo Evangelho.

Atos 18. 9,11 — E disse o Senhor, em visão, a Paulo: Não temas, mas fala e não te cales; porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade. E ficou ali um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus.

Paulo foi divinamente avisado sobre o propósito de Deus para com o lugar, isto o manteve ali por 18  meses num trabalho profícuo, a Graça, que depois ele mesmo escreveria como – “ρκε σοι χάρις – “ – “A minha graça te basta –” o manteve certo que alcançaria êxito como ajuda suficiente da Graça divina sobre seu trabalho e concedida a todos que ali moravam para desfrutarem da mesma, com o proposito salvifíco.

Mudando de local, mas não parando de evangelizar:

- A missão de Paulo e a suficiência da graça;

- A graça de Deus diante dos desafios da vida cristã.

Atos 18. 6,8 — Mas, resistindo e blasfemando eles, sacudiu as vestes e disse-lhes: o vosso sangue seja sobre a vossa cabeça; eu estou limpo e, desde agora, parto para os gentios. E, saindo dali, entrou em casa de um homem chamado Tito Justo, que servia a Deus e cuja casa estava junto da sinagoga. E Crispo, principal da sinagoga, creu no Senhor com toda a sua casa; também muitos dos coríntios, ouvindo-o, creram e foram batizados.

Estes textos nos mostram como a missão de Paulo era aprovada por Deus lhe dando certeza que a Graça suficiente atuava em cada movimento missionário, desprezando as resistências, pois eram contínuas, como desafio diário ao apóstolo, ele não desiste de pregar e levar adiante sua missão. Neste clima de adversidade Deus provê nova porta, aparentemente impossíveis (um homem chamado Tito Justo, um gentio) a qual se mostra eficiente sob a suficiência da Graça, de tal forma que gentios e judeus (E Crispo, principal da sinagoga, creu no Senhor com toda a sua casa), o inacreditável e improvável acontece: no mesmo local recebem a palavra de Cristo e a igreja cresce de tal forma que Paulo ficou ali por 18 meses ensinando.

Estratégia:

Paulo deu de mão aos que rejeitaram o Evangelho, mas não deixou de pregar, quem se arrependesse da situação ele agora estava próximo a sinagoga com ajuda de Tício ou (Tito) Justo que tinha sua casa ao lado da sinagoga, ali ele pode receber ou ampliar seus ouvintes tanto que Crispo, principal da sinagoga creu e recebeu Jesus e com ele muitos coríntios, como narra Lucas. Uma demonstração de que a Obra tinha suficiente suporte divino com a ação da Graça.

Obs.:Alguns estudiosos da Bíblia acreditam que seu nome completo era Gaio Tício Justo e que seja o "Gaio, meu hospedeiro" citado em Romanos 16:23. A relação entre Gaio e Crispo em Atos 18:7, 8 e 1 Coríntios 1:14 é, sem dúvida, significativa.”

Paulo ensina pelo exemplo: “nunca desista quando Deus aprova Ele prepara saídas imagináveis e a suficiente Graça nos aprova no exercício da pregação do Evangelho - 9 — E disse o Senhor, em visão, a Paulo: Não temas, mas fala e não te cales; 10 — porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.”!

O próprio Deus, aparece e encoraja Paulo pela decisão a não desistir e aprova a sua atuação missionaria.

“A graça de Deus é suficiente para sustentar o crente em meio às adversidades.”

Se Paulo se deixasse levar pela perseguição e endurecimento dos judeus, e não tivesse bom relacionamento e não tivesse os ouvidos abertos a voz do Espírito Paulo perderia sua viagem, mas ocorreu exatamente o que a Graça realiza, visão da suficiência salvífica, que lhe foi dada.

Suporte histórico:

“Podemos encontrar duas imagens interessantes do Antigo Testamento em Atos 18:6. Sacudir as vestes era um gesto de julgamento que significava: "Você teve sua oportunidade, mas a desperdiçou". Hoje em dia, dizemos que lavamos as mãos com respeito a uma situação (ver Ne 5:13; comparar com At 13:51 e Mt 10:14). Apesar de Paulo nunca ter deixado de testemunhar aos judeus, seu grande chamado era para evangelizar os gentios (At 13:46-48; 28:28).

Ter sangue nas mãos significa ser responsável pela morte de outra pessoa por não tê-la avisado de algo. Trata-se de uma imagem relacionada aos vigias nos muros da cidade, cuja incumbência era permanecer alertas e avisar da aproximação de qualquer perigo (ver Ez 3:17-21; 33:1-9). Mas ter sangue sobre a cabeça significa que o indivíduo é culpado do próprio julgamento. A pessoa teve a oportunidade de ser salva, mas a recusou (ver Js 2:19). As mãos de Paulo estavam limpas (At 20:26), pois havia sido fiel em sua incumbência de declarar a mensagem do evangelho. O sangue dos judeus estava sobre a cabeça deles, pois haviam rejeitado a verdade de Deus.” Comentário Bíblico Expositivo - Novo Testamento - Volume I – pag. 616 - Warren W. Wiersbe em 04/08/2026 ás 10:48h

Conclusão:

Atos 18. 10,11 — porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade. E ficou ali um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus.

A implantação da igreja local mostra que a Graça atua com sua suficiência de maneira que as resistências ao Evangelho, não impedem a sua atuação.

O desprezo dos judeus foi superado pela suficiência da Graça, orientando e abrindo novo local para a anunciação do Evangelho de maneira que vidas foram alcançadas e superou a falta de apoio da comunidade e abriu portas para salvação de gentios e de muita gente importante se convertendo ao Evangelho e abrindo portas para o apóstolo ficar ali por 18 meses ensinado a palavra ao neoconversos.

Fonte:

Corinto – Uma Igreja com Problemas de Disciplina: Uma Análise de 1 Coríntios 5; Augustus Nicodemus Lopes

As Divisões da Igreja de Corinto – Retrato de Hoje – Augustus Nicodemus - 7 de agosto de 2018

Os Coríntios: Quem eram eles e o que Paulo lhes dizia? Logos - Tobin Perry

O Que Significa “A Minha Graça Te Basta”? Daniel Conegero

The Bible Exposition Commentary - New Testament: Vol. I

Bíblia ACF – Sociedade trinitariana

Lição CPAD – 3º trimestre 2026

Apontamentos do autor

Bible Gateway

Anexo:

Graça de Deus

quinta-feira, julho 30

Cristo entre os filósofos: O Deus Desconhecido se revela Lição 5 CPAD – 2/08/2026

Cristo entre os filósofos: O Deus Desconhecido se revela

Lição 5 CPAD – 2/08/2026

Subsídio pastor e professor Osvarela

Texto

Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, em todo lugar, que se arrependam.” (At 17.30).

Leia o Anexo

Prática

A obra evangelística floresce quando o coração, sensível ao Espírito, discerne os tempos e proclama com ousadia a graça salvadora de Cristo.

Leitura Bíblica

Atos 17.15-20,30-32.

15 — E os que acompanhavam Paulo o levaram até Atenas e, recebendo ordem para que Silas e Timóteo fossem ter com ele o mais depressa possível, partiram.

16 — E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria.

17 — De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos e, todos os dias, na praça, com os que se apresentavam.

18 — E alguns dos filósofos epicureus e estoicos contendiam com ele. Uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos. Porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição.

19 — E, tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas?

20 — Pois coisas estranhas nos trazes aos ouvidos; queremos, pois, saber o que vem a ser isso.

30 — Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, em todo lugar, que se arrependam,

31 — porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos.

32 — E, como ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos outra vez.

- Objetivos da Lição: 

I) Levar o aluno a compreender a idolatria em Atenas;

II) Analisar os postulados dos filósofos epicureus e estoicos à luz do Evangelho;

III) Aplicar o discurso do apóstolo Paulo no Areópago à vida cristã.

Etimologia:

Επικουρειος – Epikoureios - de Epikouros (um notável filósofo); adj. Epicureano = “ajudador: defensor”; que pertence à seita de Epícuro, o filósofo.

στωικος - Stoikos; adj. estóicos = “do pórtico”; que pertence à filosofia estoica. Zeno de Cítium, pai do estoicismo, ensinou em Atenas.

αρεοπαγιτης - Areopagites; n. m. um membro da corte de Areópago, um Areopagita.

διονυσιος – Dionusios - Dionusos (Bacos); n. pr. m, Dionísio = “devoto de Baco”; um ateniense, um membro do Areópago, convertido ao cristianismo por Paulo

Αρειοςπαγος - Areios Pagos de Ares (o nome do deus da guerra dos gregos); n. pr. loc. Areópago = “colina de Marte”; uma elevação rochosa na cidade de Atenas, a noroeste da Acrópole (No Acrópole [principal colina de Atenas) foi construído o grande Partenon, em honra a Atena. que veio a ser a principal deidade daquela cidade, tornou-se símbolo da unidade e do poderio da cidade.) Este morro pertenceu a (Ares) Marte e era chamado Colina de Marte; Este era o local aonde os juízes eram convocados a reunir-se, os quais, por designação de Solon, tinham jurisdição sobre ofensas capitais, (como assassinato intencional, incêndio culposo, envenenamento, ofensa maliciosa e quebra dos costumes religiosos estabelecidos). A própria corte era chamada de Areópago por causa do lugar onde ela estava, também era chamada “Areum judicium” e “curia”.

Foi no Areópago, nesta colina, que o apóstolo Paulo não foi guiado para defender a si mesmo perante os juízes, mas para expressar sua opinião sobre assuntos divinos para uma multidão mais expressiva, reunida ali e ansiosa por ouvir algo novo.

A importância da segunda viagem missionaria e Atos dos Apóstolos:

Em Troade, uma visão indicou que a Macedônia (no continente europeu) era um dos alvos dessa viagem. Assim sendo, começou a evangelização da Grécia. Foram visitadas as cidades de Filipos, Tessalônica e Bereia. Na Acaia (sul da Grécia), foram visitadas as cidades de Atenas e Corinto.

Paulo demorou-se em Corinto por quase dois anos.

Em Troade, Lucas se reunira ao grupo missionário, e parece certo que nesse tempo começou ele a escrever a sua importantíssima narrativa da igreja primitiva, chamada de Atos dos Apóstolos, obra da qual se obtém quase todo o conhecimento de que dispomos acerca de Paulo e suas viagens, bem como do desenvolvimento da igreja primitiva em geral.

Pensadores e pensamentos filosóficos da época:

Romanos 5:12 – ACF “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.

Epicureus - Epicuro teria vivido entre os anos de 341 a 270 a.C. e desenvolveu ideias pregadas por Aristipo, o qual, por sua vez, fora discípulo de Sócrates e dizia que o prazer seria o bem supremo da vida. Assim, para os epicureus a razão de viver do homem seria a busca do prazer que era alcançado através da ponderação e do autocontrole sobre os desejos humanos a fim de se alcançar o “prazer supremo”. Dentro da perspectiva terrena que tinha quanto à vida, Epicuro considerava que, após morrer, o homem simplesmente deixaria de existir, de modo que para os epicureus só interessava saber viver o momento.

O estoicismo tratava-se de uma outra escola filosófica ateniense que também surgiu por volta do ano 300 a.C., fundada por Zenão de Cítio. Seus seguidores negavam a oposição entre o espírito e o corpo (para eles só haveria matéria) e acreditavam que a morte seria um acontecimento da natureza em que, devido a isto, caberia ao homem aceitar o destino que lhe estava reservado.

Eclesiastes 8:2,3 – ACF “Nenhum homem há que tenha domínio sobre o espírito, para reter o espírito; nem tampouco tem ele poder sobre o dia da morte;

1 Tessalonicenses 5:23 – ACF “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.”

Deste modo, os estóicos entendiam que viver conforme as determinações da natureza seria “agir dentro da razão”. E, na época de Paulo, estes pensadores eram acentuadamente religiosos, tendo se tornado praticantes de um moralismo hipócrita e adorando diversos deuses, sendo que, curiosamente, a maioria de seus líderes, como Zenão e Sêneca, cometeram suicídio. Como fica claro, a vida após a morte era um conceito que não era aceito por nenhuma dessas correntes.

“Para os estóicos, o universo era governado pela razão, ou logos, um princípio divino que permeava tudo. Portanto, estar em harmonia com o universo significava viver em harmonia com Deus. (Os estoicos também tinham uma visão particular sobre as emoções - chamadas de paixões - que dividiam em três categorias: emoções boas, ruins e indiferentes. Eles propunham que devíamos colocar nosso foco nas emoções ruins, ou pouco saudáveis, aprendendo a lidar com elas.)”

Estes pensamentos, na verdade não ficaram no passado, e tem permeado algumas filosofias, ou modo de vidas ainda em nossos dias. BBC; Estoicismo, a filosofia de 2 mil anos cada vez mais usada como receita para sobreviver ao caos

Os estoicos tiveram além de Zeno, o pensador da filosofia, outros nomes que ajudaram a propagar a filosofia estoica, destaco: Sêneca e Epiteto (um ex-escravo que viveu no século primeiro da era cristã - I d.C.), mas houveram outros tantos outros pensadores que ampliavam o pensamento entre os gregos, cada a um a sua época.

Atos 17.15 “15 — E os que acompanhavam Paulo o levaram até Atenas e, recebendo ordem para que Silas e Timóteo fossem ter com ele o mais depressa possível, partiram.

Paulo chegou a Atenas, de forma forçada, contudo sob a direção oniscientedo Espírito Santo (vide capítulo 16.35-40 de Atos dos Apóstolos) e logo decidiu pôr em prática sua maior tarefa que o levara a missão naquela região europeia: proclamar o Evangelho

Paulo chegou a Corinto através da Macedônia. E aqui foi estabelecido um centro de influência cristã que se espalhou por toda a região.

Atenas (a capital intelectual do mundo, a cidade de Péricles, Sócrates, Platão e Aristóteles) era uma cidade na qual, segundo o escritor romano Petrônio, que viveu entre 27 e 66 D.C., era mais fácil encontrar um deus do que um homem, já que cada portal ou pórtico tem uma divindade protetora. Ídolos que, apesar das estátuas, serviam como ambientes pessoais, às vezes oculto, e funcionando quase como animais de estimação para as pessoas.

Localizando o local de discursos de pensadores em Atenas:

Já estivemos, na Grécia em Atenas e nesta região estivemos nestes locais bíblicos, e ali ainda, até hoje, são preservadas algumas das edificações e prédios seculares bem conservados e em constate atualização arqueológica, o que só vem a corroborar os textos e relatos de Lucas neste compendio de Atos dos Apóstolos.

Acrópole, o Partenon, o templo de Apolo:

Areópago - A noroeste da Acrópole estava o Areópago, uma tribuna popular, onde cada um tinha o direito de expor suas ideias, independentemente de quais fossem.

Deuses da época, em Atenas – algumas divindades gregas da época de Paulo:

James Adams admite a existência de 30 mil deuses em Atenas.

Na época do apóstolo Paulo (por volta de 50 d.C.), Atenas não tinha apenas um único panteão público fechado, mas funcionava como um vasto museu a céu aberto repleto de templos, altares e milhares de estátuas espalhadas pela Acrópole e pela Ágora. Os locais de destaque de adoração incluíam o Partenon na Acrópole (consagrado à deusa Atena), o Templo de Hefesto na Ágora e o Altar ao Deus Desconhecido

Asclepio, filho de Apolo (deus da cura e patrono dos médicos, filho de Apolo e da mortal Corônis. Seu símbolo mais famoso é o bastão com uma serpente enrolada, que representa a renovação e a profissão médica.) era considerado a médico divino. Tendo gerado uma filha, Higeia, deusa da saúde Havia um santuário dedicada a Asclepio, em Atenas, entre 0 teatro e a Acrópole, e que Paulo deve ler visto ao visitar essa cidade. Higeia é a deusa grega da saúde, limpeza e prevenção de doenças. Ela é filha de Asclépio (o deus da medicina) e deu origem à palavra "higiene".

Culto De Dionisio - também era chamado Baco; primariamente, o deus da vinha Dionísio, tal como Persefane, morreu e ressuscitou, e estava associado aos festivais de inverno e da primavera os seus cultistas criam que beber vinho ao ponta de chegar a certo êxtase, provocada pela ingestão do vinho e pela dança, fazia com que a seu espírito entrasse neles. Gradualmente essas práticas se transformaram em orgias sexuais. O culto de Dionísio passou a ser identificado com esse tipo de moral degradada.

Culto De Apolo - Apolo era o deus que punia, suas flechas tiravam a vida de muitos homens. Entretanto, teria funções muito mais amplas porquanto era reputado o cuidador da humanidade. o pai da medicina, a inspirador dos poetas, dos videntes e dos adivinhos Assim e que muitos monumentos. templos e santuários lhe foram construídos, e os multidões criam que sua influência profética poderia ser experimentada. e muitos profetizavam em seu nome Um de seus oráculos famosos era de Delfos e muitas ações eram determinadas por declarações proferidas dali.

Os Mistérios Eleusianos (eleusinos) (ritos de natureza religiosa praticados em Eleusis; na costa do sul da África) estavam vinculados ao deus Hades.

Deus Hades. Esse Culto se tornou extremamente popular que baseava-se no ciclo das estações, com ênfase especial sobre os ciclos alternados de morte e vida, de primavera e inverno.

Mistérios Eleusianos - Hades é o deus grego do submundo e do reino dos mortos, filho de Cronos e Reia, e irmão de Zeus e Poseidon. Ele é conhecido por governar as profundezas da Terra e por sua personalidade severa, mas justa.

Deusa Demétria (Deméter) era uma das deusas especiais desse culto de estações, a ela era atribuída a guarda dos campos férteis. Era uma das divindades mais importantes para a sobrevivência humana, pois ensinou aos mortais a arte do plantio e do cultivo do trigo.

Locais Sagrados e Monumentos na Época de Paulo

  • A Acrópole:
    • Abriga o Partenon, o famoso templo dedicado à deusa protetora da cidade, Atenas.
    • Continha santuários e monumentos menores a outros deuses do panteão grego, como o templo de Atena Niky.
  • A Ágora de Atenas (O Mercado Central):
    • Servia como o coração comercial e intelectual da cidade, onde Paulo debatia diariamente com filósofos epicureus e estóicos.
    • Abriga o Templo de Hefesto, dedicado ao deus do fogo e da metalurgia, que permanece como um dos edifícios mais bem preservados da antiguidade.
    • O Altar dos Doze Deuses, localizado no centro da praça, funcionava como o marco zero de Atenas e ponto de refúgio religioso.
  • O Areópago (Colina de Marte):
    • Local rochoso próximo à Acrópole onde funcionava o conselho superior ateniense e onde Paulo proferiu seu famoso discurso.
    • Próximo a essa região existiam altares votivos, incluindo o célebre altar com a inscrição voltada a uma divindade não nomeada ("Ao Deus Desconhecido" -  os atenienses juravam "em nome do Deus Desconhecido" - Ν τν γνωστον -.)

Discurso de Paulo no Areópago:

Atos 17.18,20 — E alguns dos filósofos epicureus e estoicos contendiam com ele. Uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos. Porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição. E, tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas? — Pois coisas estranhas nos trazes aos ouvidos; queremos, pois, saber o que vem a ser isso.

A noroeste da Acrópole estava o Areópago, uma tribuna popular, onde cada um tinha o direito de expor suas ideias, independentemente de quais fossem. Paulo foi conduzido por filósofos epicureus e estoicos a essa tribuna para expor a estranha doutrina que pregava: da redenção de Cristo e ressurreição final. O apóstolo dos gentios não perdeu a oportunidade. Cheio do Espírito Santo pregou o que vai registrado em Atos 17.16-34, pondo em xeque o rude politeísmo grego, com o Deus vivo que era a bandeira que Paulo desfraldava. Em suma, eis o que a experiência de Paulo no Areópago:

O espírito de Paulo se revoltava com a brutal idolatria de Atenas. James Adams admite a existência de 30 mil deuses em Atenas.

Paulo exaltou a religiosidade dos atenienses. Eles tinham muita religiosidade, mas eram vazios de espiritualidade. Apolônio, filósofo contemporâneo de Paulo, repreendeu os atenienses por causa de suas bacanais nos festivais de Dionísio. Além disso, tiravam a vida do semelhante sem nenhuma razão.

DEUS DESCONHECIDO”.

O apóstolo destacou, entre os milhares de altares que se espalhavam pela cidade, o dedicado ao “DEUS DESCONHECIDO”. Esse “Deus” que eles veneravam, mas não o conheciam, era o que Paulo pregava. Foi o “introito” de seu poderoso sermão, no qual ele descreveu os atributos desse Deus maravilhoso.

Atos 17.,24 “(E todos os atenienses e visitantes estrangeiros não se ocupavam de nenhuma outra coisa, a não ser em dizer e ouvir alguma novidade). E Paulo, estando no meio do areópago, disse: Homens atenienses, eu vejo em tudo como vós sois muito religiosos; Porque enquanto eu passava pela cidade e via vossos santuários, achei também um altar, em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Este a quem vós prestais devoção sem conhecer, este é o que eu vos anuncio; O Deus que fez o mundo, e todas as coisas que nele há; este, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos.

“porque também nós somos descendência dele.
Sendo então descendência de Deus, nós não devemos pensar que a divindade seja semelhante a ouro, ou a prata, ou a pedra esculpida por artifício e imaginação humana.”

Sete pontos do Discurso de Paulo no Areópago:

• Deus é criador de tudo o que existe.

• É o Senhor do céu e da terra.

• Não habita em santuários feitos por mãos humanas.

• Não é servido por mãos humanas.

• De nada precisa (ou necessita).

• Pelo contrário, esse Deus dá vida, respiração e tudo mais.

• De um só fez toda a raça humana para habitar sobre a face da terra.

• Fixou os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação para buscarem a Deus, se porventura tateando o possam achar, pois não está longe de cada um de nós.

• Pois nele vivemos, e nos movemos e existimos (argumenta citando um poeta grego).

• A verdadeira divindade não é semelhante ao ouro, à prata, à pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem.

• Deus perdoou em Cristo os tempos da ignorância humana.

• Jesus Cristo é o juiz estabelecido por Deus para julgar vivos e mortos.

• Deus não tem prazer na morte do ímpio, pelo contrário, quer que todo homem se arrependa e receba Cristo para perdão dos pecados e desfrute da vida eterna. Deus deu certeza do poder de Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos.

É importante exercício estudar a origem deste altar. Leia o link sobre a hipótese da origem deste altar, ligado a visão monoteísta de um homem. Leia o anexo!

Paulo usou como ponto de contato o altar dos Doze deuses em Atenas, para começar seu discurso sobre o Deus que fez o mundo, que não é esculpido em pedra ou confinado a algum templo, e que controla os tempos e os lugares onde as pessoas vivem.

Atos 17.24,25O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens. Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas;”

Deus criou tudo, o mundo inteiro e tudo o que há nele. (Slm 146:6; Isa 42:5). O que Paulo prega e discute e ensina, contrastava totalmente com o pensamento grego, que pressupõe que a matéria é eterna.

Mas Deus fez o mundo, o mundo veio a existir de Deus.

Ele chamou as coisas que não são, como se fossem (Rom 4:17; Heb 11:3). Isso significa que tudo o que existe veio do único Deus. Deus não faz parte da criação ou está unido a ela. Ele está lá e está acima da criação.

Atos 1. 26 “E de um sangue ele fez toda nação humana, para habitarem sobre a face da terra, determinando os tempos desde antes ordenados, e o limites da morada deles;”

..., tendo determinado … os lugares exatos em que deveriam habitar. (NVI). Citando um Criador pessoal, em oposição às opiniões do estoicismo panteísta, que planejou, e colocou em área específica, o local que cada nação devia ocupar. Ele é Deus, que planejou tudo.

Como vemos, o discurso de Paulo foi diretamente frontal ao que os epicureus e estoicos entendiam e acreditavam sobre a vida e a morte.

Atos 17. 27 “Para que buscassem ao Senhor, se talvez pudessem apalpá-lo e encontrá-lo, apesar dele não estar longe de cada um de nós.”

Paulo utiliza a literatura grega (citando poetas como Arato e Epimênides) para introduzir o monoteísmo criador e o juízo final por meio de Cristo. Assim, Paulo coloca: “O propósito da bondade de Deus é criar o desejo no homem de O buscar, tateando. (Rm 2.4)

Paulo aplicou as citações ao Deus vivo do céu. Os poetas são Epimênides (c. 600 a.C.), Cleanto (331-233 a.C.) e Arato (c. 315-240 a.C.).” Bíblia de Genebra.

“Platão usou esta palavra para indicar as melhores conjeturas sobre a verdade” (Phaedo, 99). Bíblia Shedd.

Aristóteles: a filosofia é "a ciência que considera a verdade".

Atos 17. 28,29 Porque nele vivemos, e nos movemos, e somos; assim como também alguns de vossos poetas disseram; porque também nós somos descendência dele. Sendo então descendência de Deus, nós não devemos pensar que a divindade seja semelhante a ouro, ou a prata, ou a pedra esculpida por artifício e imaginação humana.

Atos 17.28 “n’Ele vivemos, e nos movemos, e existimos”. Paulo diz que Deus trouxe todas as pessoas à existência e que elas só existem por Sua providência. No mundo antigo, os três grandes mistérios da filosofia e da ciência eram as questões de vida, movimento e existência. Bíblia de Genebra.

Atos 17. 30,31 “Portanto Deus, tendo desconsiderado os tempos da vossa ignorância, agora anuncia a todos as pessoas, em todo lugar, para que se arrependam”.

Paulo não apela para acrescentar um Deus novo ao panteão, ou seja, descarta a existência de outros deuses que estavam expostos no panteão dos deuses gregos, mas o concita a que abandonem toda falsa religião para encontrar em Cristo a plena revelação.

Atos 17. 31. Porque ele tem estabelecido um dia em que ele julgará ao mundo em justiça por meio do homem a quem determinou; dando certeza a todos, tendo o ressuscitado dos mortos.

- julgar. Isto chocaria epicureus e também estóicos. Bíblia Shedd.

Lembramos, como dito acima, o Areópago tem era o local de julgamento e justiça. 

Pensamento dos filósofos ali reunidos (considerando que o Estoicismo era panteísta.):

“a razão de viver do homem seria a busca do prazer que era alcançado através da ponderação e do autocontrole sobre os desejos humanos a fim de se alcançar o “prazer supremo”. Dentro da perspectiva terrena que tinha quanto à vida, Epicuro considerava que, após morrer, o homem simplesmente deixaria de existir, de modo que para os epicureus só interessava saber viver o momento.”

“Para os estóicos, o universo era governado pela razão, ou logos, um princípio divino que permeava tudo. Portanto, estar em harmonia com o universo significava viver em harmonia com Deus.”

Um dia em que há de julgar  por meio de um varão que destinou. O dia do juízo final (Ap 20.12-15). Contrastando com a visão dos estoicos e epicureus sobre o modo de vida pelo qual cada um deveria encaminhar para si mesmo e nada haveria após a morte, como poderiam ser julgados após a morte?

A rejeição pelos atenienses do homem a quem Deus designou resultará em Jesus rejeitá-los definitivamente com toda a justiça, no dia do juízo. Paulo enfatiza que o chamado de Deus ao arrependimento e fé não é um convite, mas uma ordem. Bíblia de Genebra.

Atos 17. 32 — E, como ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos outra vez.

- tagarela. Um termo depreciativo significando um catador de fragmentos ou um camelô de ideias variadas.

O que podemos extrair desta situação de Paulo junto aos filósofos era que, Paulo “falava” com eles, mas uma maneira de dialogar e mostrar aqueles homens sábios que desconheciam as verdades do Deus desconhecido.

Eles queriam ouvir Paulo falar sobre o que consideram ser uma “nova doutrina” e “coisas estranhas”. Para eles (filósofos e pensadores de doutrinas e ciências), aquelas são palavras desconhecidas com significados desconhecidos.

Em outras palavras, ele não fazia um discurso, mas mantinha uma conversa, um diálogo, com eles. Ele também fez isso na igreja em Trôade (Atos 20:7). Essa discussão envolve os ouvintes. Isso os força a pensar por si mesmos. Qualquer pessoa que converse com alguém também deve ouvir atentamente para reconhecer o que está na mente da outra pessoa.

Paulo foi considerado um falastrão, pois como escrevemos, acima, estes grupos de filósofos não acreditavam em vida post-mortem e ou eram ligados ao panteísmo de deuses, nos quais acreditavam, como, pois, creriam em vida posterior a que viviam?

Atos17.33,34 “E assim Paulo saiu do meio deles. Porém, tendo chegado alguns homens até ele, creram; entre os quais estava também Dionísio o areopagita, e uma mulher de nome Dâmaris, e outros com eles.”
Apesar dos filósofos descartarem seguindo Paulo, contudo a pregação surtiu efeito, com conversão de alguns, como já citamos, acima, mostrando que pregar o evangelho é sempre útil e que vidas estão carentes de conhecerem a palavra e além disto, Paulo tinha em seu coração a obrigação de pregar o Evangelho, a todos e estava na missão de evangelização naqueles lugares.

Veja que interessante o nome o convertido era Dionísio, nome de um deus grego!

Importante esta decisão de Dionísio, como diz, Hermann Olshausen: “Dionísio o areopagita – um membro desse tribunal. A tradição antiga diz que ele foi colocado pelo apóstolo sobre um pequeno grupo de pessoas em Atenas. “Certamente o número de convertidos ali e de homens aptos para o ofício na Igreja não era tão grande que pudesse haver muita escolha” Fonte: Apologeta

“Portanto Deus, tendo desconsiderado os tempos da vossa ignorância, agora anuncia a todos as pessoas, em todo lugar, para que se arrependam”.

Afinal, o que ele viu não lhe permitiu descansar. Afinal de contas, ele não estava na cidade como turista, mas como pregador.

A obra evangelística floresce quando o coração, sensível ao Espírito, discerne os tempos e proclama com ousadia a graça salvadora de Cristo

Seu espírito se agitou dentro dele quando viu tanta coisa errada e que levava as pessoas a um caminho errado. Ele se sentiu compelido a prestar testemunho.

A importância da pregação de Paulo no Areópago, nos mostra o compromisso de pregar a todos sobre a Verdade do Evangelho e o compromisso com a missão, ainda que levado ali por circunstâncias, no desvaneceu no coração do apóstolo o desejo de anunciar Cristo, fosse ao povo comum, como aos filósofos que dominavam com suas teorias e pensamentos, que inclusive até hoje são estudados, mas desconheciam ao Deus verdadeiro!

Fonte:

Dicionário Strong

Apologeta

Citações no corpo do texto

Bíblia ARC – Sociedade trinitariana

Lições CPAD – 3º Trimestre 2026

Site do autor

Champlin NT

Kingcomments - Paulo é levado ao Areópago; O discurso de Paulo

Anexo:

http://estudandopalavra.blogspot.com/2020/01/a-unidade-da-raca-humana-licao-5-ebd-1.html

Houve um homem em Atenas que creu, em seu tempo, no monoteísmo, chamava-se Epimênides, um cretense,  a quem Paulo chama de profeta dos de Creta. É ele, quem Paulo cita em sua Epístola usando  a chamada hipérbole. De acordo com Diógenes Laércio (1.110), ele foi para Atenas na “Quadragésima sexto Olimpíada” (596-593  a.C.) e livrou a cidade de uma praga.

Plutarco também relata a sua visita a cidade e como o cretense livrou a cidade da praga ao escrever a bibliografia do filosófico Solon.

Segundo Platão (Leis 642D), ele foi para Atenas dez anos antes da Guerra Persa (ou seja,  500  a.C.), e proferiu a profecia de que os persas não viria por dez anos, e teriam o pior quando visem.  Sendo que as duas visitas estão separadas por mais de cem anos.

Diz a história que ele, foi indiretamente o responsável pela criação do altar ao Deus desconhecido, segundo a história. Segundo conta Diógenes Laertius, após uma grande seca, ou praga em Atenas, após muitos sacrifícios aos deuses, e com ajuda de sacerdotes egípcios e babilônicos tido como “esquisito” Epimênides, natural de Cnossos (Ilha de Creta), sem resultado, Epimênides foi consultado. Epimênides acreditava em um único Deus e era totalmente contra o politeísmo difundido em Atenas.

Os habitantes ao recorrem a Epimênides e seu único “deus” são orientados que enviassem ovelhas para o Areópago e as deixassem livre, pois elas mostrariam o local onde se deveria criar um altar para o único Deus. As ovelhas então se instalaram em um local onde não havia nenhum outro altar. Ali, a pedido de Epimênides, foi construído um altar ao “Deus Desconhecido”. Só assim, então, choveu novamente em Atenas. A posição de Epimênides, não mostra uma conversão, mas mostra que ele também era um que escolhera um deus diferente de todos os outros e cria no monoteísmo, sem, contudo, conhecer o verdadeiro Deus.

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