terça-feira, junho 2

A Experiência Transformadora de Jacó Lição CPAD 10 - 7 de junho de 2026

A Experiência Transformadora de Jacó

Lição CPAD 10 - 7 de junho de 2026

Subsídio Pastor e professor Osvarela

Texto

 “E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra, porque te não deixarei, até que te haja feito o que te tenho dito.” (Gn 28.15).

Prática

Após um encontro com Deus, Jacó é transformado. Ninguém sai da presença do Senhor da mesma maneira.

Leitura Bíblica

Gênesis 28.10-17.

10 — Partiu, pois Jacó de Berseba, e foi-se para Harã.

11 — E chegou a um lugar onde passou a noite, porque já o sol era posto; e tomou uma das pedras daquele lugar, e a pôs sua cabeceira, e deitou-se naquele lugar.

12 — E sonhou: e eis que era posta na terra uma escada cujo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela.

13 — Eis que o SENHOR estava em cima dela e disse: Eu sou o SENHOR, o Deus de Abraão, teu pai, e o Deus de Isaque. Esta terra em que estás deitado ta darei a ti e à tua semente.

14 — E a tua semente será como o pó da terra; e estender-se-á ao ocidente e ao oriente, e ao norte, e ao sul; e em ti e na tua semente serão benditas todas as famílias da terra.

15 — Eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra, porque te não deixarei, até que seja feito o que te tenho dito.

16 — Acordando, pois, Jacó do seu sono, disse: Na verdade, o SENHOR está neste lugar, e eu não o sabia.

17 — E, temeu e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a Casa de Deus; e esta é a porta dos céus.

A) Objetivos da Lição: 

I) Enfatizar que o sonho de Jacó foi o início de uma mudança profunda em sua vida;

II) Expor as descobertas de Jacó;

III) Explicar o que era a coluna de Betel.


Introdução:

Gênesis 27.1-5,41-44.

1 — E aconteceu que, como Isaque envelheceu, e os seus olhos se escureceram, de maneira que não podia ver, chamou a Esaú, seu filho mais velho, e disse-lhe: Meu filho! E ele lhe disse: Eis-me aqui!

2 — E ele disse: Eis que já agora estou velho e não sei o dia da minha morte.

A vida dos filhos de Isaque e Rebeca mudou drasticamente após o evento no qual Isaque abençoa a Jacó, o segundo filho que saiu do ventre materno, ao ser enganado pela dupla mãe e filho, colocando Jacó como fosse Esaú o verdadeiro primogênito.

É um ponto fulcral da história da nação que nasceu no relacionamento pactual do patriarca Abraão com Javé, ou El-Shadai.

Ali será dada a direção que Javé tinha prometido ao velho patriarca e confirmado a seu sucesso Isaque.

Jacó a partir deste momento passa ser o personagem principal da História da futura nação e povo hebreu.

Rebeca decidiu a sorte da família e por conseguinte foi determinante na continuidade do Pacto Abraãmico da promessa que se realizaria em contínuo através da vida de Jacó.

Além disto, quando Rebeca incentivou Jacó a fugir para Harã, ela teria lhe dito: “Não quero perder vocês dois num só dia!” Gn. 27.45 - Por que seria eu desfilhada também de vós ambos num mesmo dia? 

Gn. 27. 41 — E aborreceu Esaú a Jacó por causa daquela bênção, com que seu pai o tinha abençoado; e Esaú disse no seu coração: Chegar-se-ão os dias de luto de meu pai; então, matarei a Jacó, meu irmão. 42 — E foram denunciadas a Rebeca estas palavras de Esaú, seu filho mais velho; e ela enviou, e chamou a Jacó, seu filho menor, e disse-lhe: Eis que Esaú, teu irmão, se consola a teu respeito, propondo-se matar-te. 43 — Agora, pois, meu filho, ouve a minha voz: levanta-te e acolhe-te a Labão, meu irmão, em Harã; 44 — e mora com ele alguns dias, até que passe o furor de teu irmão.

Após o ato, acima citado, Rebeca ouve que Esaú em sua ira promete matar seu irmão Jacó, assim que o pai Isaque morresse.

Chegar-se-ão os dias de luto de meu pai; então, matarei a Jacó, meu irmão. E foram denunciadas a Rebeca estas palavras de Esaú, seu filho mais velho;

Rebeca (com uma idade menor que seu esposo, que já apresentava danos com a perda de visão, Isaque tinha 100 anos e seus filhos 40 anos) tinha cerca de 26 anos de idade a menos que seu esposo, estaria com aproximadamente cerca de 70 a 74 anos de idade.

Rebeca mostra-se mais próximo de ter entendido e acatado a promessa e ordem divina sobre – o maior servirá ao menor – e assim decide dar escape a vida de Jacó e também evitar a tragédia em sua família com a guerra entre os irmãos que poderia terminar em um fratricídio, envia a Jacó para casa de seu irmão Labão em Harã, sua terra.

A posição de Rebeca, como já escrevemos em artigo anterior é díspare e tem para algumas posições diversas, em entendimento sobre sua percepção espiritual e decisão, ela age como mulher sábia sobre o que acontece no seu lar, seja, a ação divina ou as guerras intestinas.

Rebeca conhecendo seus filhos certamente imaginava:

“Esaú não hesitaria em matar Jacó mesmo estando sua mãe ainda viva, só aguardaria a morte do pai e sabia que sua mãe amava mais a Jacó, suas palavras apenas enfatizam sua crueldade.” Rebeca: Midrash e Agadá; Tamar Kadari

 “Rebeca sua mulher concebeu. E os filhos lutavam dentro dela; então disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi perguntar ao Senhor. E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.” 

Rebeca, uma das matriarcas, é caracterizada pelos rabinos como uma profetisa e uma mulher justa. Ela é retratada no midrash como uma profetisa:

Deus revelou Seu plano a ela quando seus filhos ainda estavam em seu ventre e, com sua percepção profética, ela sabia que Esaú planejava matar Jacó. Rebeca recebe elogios do por sua capacidade de distinguir entre o perverso Esaú e o justo Jacó. Ela auxiliou na execução do plano de Deus, fazendo com que Jacó recebesse a bênção de Isaque _

Leia mais em:

- https://estudandopalavra.blogspot.com/2026/05/jaco-e-esau-irmaos-em-conflito-licao.html;

- https://www.monergismo.com/textos/etica_crista/rebeca-jaco-enganaram_north.pdf ).

Sobre isto dissemos no estudo do link acima: “Jacó e Rebeca tomaram vantagem de sua fraqueza física para sobrepujar a fragilidade moral de Isaque alentada pela velhice, que esqueceu-se, aparentemente das conhecidas promessas de Deus a Jacó, ainda na geração dos filhos gemelares!”

Destino de Jacó:

Rebeca indica a Jacó o destino que deveria seguir – Padã-Arã - Harã!

Padã-Arã e Harã são locais interligados na Bíblia. Harã era uma cidade importante no norte da Mesopotâmia (atual sudeste da Turquia), enquanto Padã-Arã (que significa "planície") era a região fértil ao redor dela. Harã ficava dentro da planície de Padã-Arã, são essencialmente o mesmo destino geográfico no contexto dos patriarcas, usado de duas formas: uma pelo nome da cidade e outra pelo território.

Padã-Arã é uma região de pradarias em torno de Harã, na alta Mesopotâmia, também conhecida como Planície de Arã, localizada entre os rios Eufrates e Habur.  é uma região de pradarias em torno de Harã, na alta Mesopotâmia.

No tempo dos patriarcas bíblicos, Padã-Arã era uma região importante, pois era caminho para caravanas e um importante centro mercantil.

הרן  - Haran; Harã = “montanhês” n. pr. m. filho mais novo de Terá, irmão de Abraão, pai de Ló, Milca, e Iscá; nasceu e morreu em Ur dos caldeus; n. pr. loc. nome do lugar para o qual Abraão migrou de Ur dos caldeus e onde os descendentes do seu irmão Naor se estabeleceram; provavelmente localizada na Mesopotâmia, em Padã-Arã, o distrito cultivado ao pé dos montes entre o Khabour e o Eufrates abaixo do Monte Masius.

Harã ficava no norte da Mesopotâmia, na atual região sudeste da Turquia, próximo à fronteira com a Síria, uma das cidades mais antigas do mundo e um importante personagem do Antigo Testamento. Na Bíblia, a cidade também serviu como o lar de Labão, um arameu e irmão de Rebeca. Labão ficou conhecido na história sagrada por acolher seu sobrinho Jacó, tornando-se seu sogro e patrão após uma série de acordos e disputas de trabalho e casamento envolvendo suas filhas, Lia e Raquel.

Padã-Aram é fundamental para a história de Abraão, Isaque, Jacó e Labão.

פדן  - Paddan; n. pr. loc. Padã ou Padã-Arã = “campo”; uma planície ou planalto em Arã, uma região da Síria, no norte da Mesopotâmia.

Padã-Aram foi um antigo reino arameu na Mesopotâmia Superior, que incluía a cidade de Harã. Padã-Aram, em aramaico, significa "Campo de Aram", um nome que distingue a planície das regiões montanhosas ao norte e leste.   

A Caminhada de Jacó:

A vida de Jacó pode ser entendida sob aspectos, como: A vida de Jacó começou com uma luta. Como um gêmeo no útero com Esaú, ele brigou por posição e nasceu segurando o calcanhar de seu irmão, agora sai de seu lar para habitar em outra região desconhecida, sob a ameaça do mesmo irmão gêmeo Esaú; realmente quem pegava no pé de quem? Agora Esaú era quem pegava no pé de Jacó?

A -Jacó saiu fugitivo de Berseba, para a região de Harã onde morava seu tio, Labão (Gênesis 28:10), mas sob a benção de seu pai.

 E Isaque chamou a Jacó, e abençoou-o, e ordenou-lhe, e disse-lhe: Não tomes mulher de entre as filhas de Canaã; Levanta-te, vai a Padã-Arã, à casa de Betuel, pai de tua mãe, e toma de lá uma mulher das filhas de Labão, irmão de tua mãe; E Deus Todo-Poderoso te abençoe, e te faça frutificar, e te multiplique, para que sejas uma multidão de povos; E te dê a bênção de Abraão, a ti e à tua descendência contigo, para que em herança possuas a terra de tuas peregrinações, que Deus deu a Abraão. Assim despediu Isaque a Jacó, o qual se foi a Padã-Arã, a Labão, filho de Betuel, arameu, irmão de Rebeca, mãe de Jacó e de Esaú.” Gênesis 28:1-5

Certamente, embora a Bíblia não relate como foi a despedida, certamente foi de forma fugidia, a tradição alega que Rebeca, como argumento para o filho ir a Harã, confirmado pelo texto bíblico, acima (Gênesis 28:1-5) tenha usada a necessidade de Jacó casar com uma de sua família, aceito por Isaque, (E disse Rebeca a Isaque: Enfadada estou da minha vida, por causa das filhas de Hete; se Jacó tomar mulher das filhas de Hete, como estas são, das filhas desta terra, para que me servirá a vida?” Gênesis 27:46) e certamente deve ter partido em um dos períodos nos quais Esaú estava no campo, ou envolto em seus afazeres.

Aqui há um importante destaque.

 “Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei a minha aliança, por aliança perpétua para a sua descendência depois dele. [...]” Gênesis 17:19-21

Isaque abençoara Jacó sendo enganado no caso do guisado de caça, agora ele entende que Jacó era o escolhido de Deus e o abençoa com a benção que entendera e aprendera como seu pai Abrão fora abençoado, incluindo na benção o nome do Patriarca, seu pai:

                        “E Deus Todo-Poderoso te abençoe, e te faça frutificar, e te multiplique, para que sejas uma multidão de povos; E te dê a bênção de Abraão, a ti e à tua descendência contigo, para que em herança possuas a terra de tuas peregrinações, que Deus deu a Abraão.”

Igualando implicitamente que a jornada de Jacó seria uma forma de Deus confirmar através de Jacó, o seu filho, a seu pai no tocante a conquista e o palmilha de terras que seriam herança ao povo Hebreu! Citando inclusive ao Deus revelado a Abraão O Todo-Poderoso – El Shaday!

Jacó saiu de Berseba sob juramento de sua mãe que o faria voltar de Padã-Arã!

Até que se desvie de ti a ira de teu irmão, e se esqueça do que lhe fizeste; então mandarei trazer-te de lá (ou: “Então, eu o buscarei de lá”; Então, enviarei e te farei vir de lá.); por que seria eu desfilhada também de vós ambos num mesmo dia? Genesis 27.45

Destaque nesta passagem e trecho da família de Isaue é que saída de Jacó apara Padã-Arã, Esaú toma decisão de buscar uma mulher não mais das hetéias, mas de seu próprio povo, tomando filhas do seu tio Ismael o filho de Abraão com Agar:

                   Vendo, pois, Esaú que Isaque abençoara a Jacó, e o enviara a Padã-Arã, para tomar mulher dali para si, e que, abençoando-o, lhe ordenara, dizendo: Não tomes mulher das filhas de Canaã; E que Jacó obedecera a seu pai e a sua mãe, e se fora a Padã-Arã; Vendo também Esaú que as filhas de Canaã eram más aos olhos de Isaque seu pai, Foi Esaú a Ismael, e tomou para si por mulher, além das suas mulheres, a Maalate filha de Ismael, filho de Abraão, irmã de Nebaiote.” Gênesis 28:6-9

A sua esposa foi בשמת Bosmath - Basemate    que significa; fragrância; esposa hitita de Esaú, filha de Ismael, irmã de Nebaiote.

Maalate. No hebraico, enfermidade. Era uma das esposas de Ismael. Ela era neta de Abraão, também chamada Basemate.

B – O encontro de Jacó com Deus. Mudando de Vida.

Jacó sai para sua jornada em obediência a seus pais e também para fugir da sanha assassina do seu irmão gêmeo.

Gênesis 28.10. — Partiu, pois Jacó de Berseba, e foi-se para Harã.

De Berseba... para Harã.

Segundo em Gên. 25.20, sob Padã-Arã. A viagem era de cerca de setecentos e cinqüenta quilômetros, e exigia vinte dias ou mesmo trinta de jornada. Jacó foi por motivo de obediência, conforme vimos no sétimo versículo.

Gênesis 28.10-11 Partiu, pois Jacó de Berseba, e foi-se para Harã. E chegou a um lugar onde passou a noite, porque já o sol era posto; e tomou uma das pedras daquele lugar, e a pôs sua cabeceira, e deitou-se naquele lugar.

O suplantador ou enganador agora se encontra sozinho numa jornada de 700 km a qual ele teria de encontrar locais de descanso e momentos para dormir.

O lugar onde Jacó teve sua experiência ficava perto do alto de um cume, ao norte da moderna Beitin, local da antiga Betel.

As Escrituras relatam que numa dessas paradas, Jacó com sono se deitou. Interessante que ele não dispunha de muita coisa, pois usou até mesmo uma pedra como travesseiro. – “E chegou a um lugar onde passou a noite, porque já o sol era posto; e tomou uma das pedras daquele lugar, e a pôs sua cabeceira, e deitou-se naquele lugar.”

Como neto de Abraão e filho de Isaque ele sabia da relação divina com aparecimento anjos. Mesmo em sonho ele viu e entendeu o que ocorrera.

Betel – Local de reinício:

A Coluna de Betel

Era o início da transformação e aproximação de Jacó com Deus, pois na narrativa bíblica até este ponto Jacó não tivera nenhum tipo de relacionamento espiritual nem mesmo é apresentado sua participação em qualquer tipo de adoração.

Mas, Deus tinha propósito com Jacó desde o ventre materno e agora chegara a hora de apresentar-se a Jacó.

Esse incidente mostra que Deus seguia com Jacó por onde quer que ele fosse, pois tinha o escolhido. Afinal, a Jacó competia levar adiante o Pacto Abraãmico (vss. 13 e 14).

Chega a hora de sua vida ser dramaticamente transformada em Betel.

12 — E sonhou: e eis que era posta na terra uma escada cujo tocava nos céus; e eis que que os anjos de Deus subiam e desciam por ela.   Eis que o SENHOR estava em cima dela e disse: Eu sou o SENHOR, o Deus de Abraão, teu pai, e o Deus de Isaque. A vida de Jacó caracterizar-se-ia por acesso a Deus e por provisão divina. A providência de Deus o governava.

A Visão de Jacó revela uma importante atividade dos Céus através dos mensageiros de Deus, os Anjos.

“Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” Hebreus 1:14

“Faz dos seus anjos espíritos, dos seus ministros um fogo abrasador.” Salmos 104:4

“Porque está escrito: Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem,” Lucas 4:10

מחנים  - Machanayim; n. pr. loc. Maanaim = “dois acampamentos”; um lugar ao leste do Jordão, nomeado a partir do encontro de Jacó com os anjos.

Jacó só se sentiu aterrorizado pela grande visão do sonho, com anjos, uma escada ligando a Terra aos Céus e com Deus no topo da escada, assim, após Deus se manifestar e lhe confiar as promessas de sua família dadas a seu avô e a seu pai,(Só há um Deus, com uma única promessa. E Ele confirmava o mesmo pacto com a linhagem Abraão-lsaque-Jacó-Messias.) assim ele sentiu sua importância, talvez a palavra, aterrorizado, sirva melhor para descrever o temor de Jacó, ao saber da sua importância para Deus e para toda a promessa que envolvia Nações e por ele saber qual era seu caráter e porque estava fugindo. Ali Jacó era um fugitivo, tomado por temores e ansiedades.

Mas foi exatamente ali que Deus quis manifestar a Sua presença. A lição espiritual é clara. Em nosso lugar de necessidade, onde desesperamos e tememos, Deus acha-se presente. Jacó estava em um exílio castigador. Contudo, em seu sonho, ele viu não somente a natureza, mas também a porta do céu que se abria diante dele, e ouviu a voz do Senhor.’ Champlin – VT1

Genesis 28. 16,17 — Acordando, pois, Jacó do seu sono, disse: Na verdade, o SENHOR está neste lugar, e eu não o sabia. E, temeu e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a Casa de Deus; e esta é a porta dos céus.

Ali Jacó teve sua primeira relação com os anjos (’elohiym ; elohim - seres divinos-) anjos e estes nunca o deixaram de seguir em todas as suas caminhadas, ali era inicia a transformação de sua mente de carnal para espiritual.

Jacó entende que Deus se revelara a ele em sonho e abrira um canal do Céu diretamente com ele:

– “Acordando, pois, Jacó do seu sono, disse: Na verdade o Senhor está neste lugar; e eu não o sabia. E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos céus.” Gênesis 28:16,17

Ali ele viu o primeiro ‘maanain’ divino um acampamento de Anjos, que o seguiriam em toda a sua caminhada.

“Jacó também seguiu o seu caminho, e encontraram-no os anjos de Deus.” Ou - E os anjos do Senhor o seguiam. Gênesis 32:1

Este encontro é a lógica referencial e contextual no NT nas linhas divinas da Epístola aos Hebreus; “Porque, na verdade, ele não tomou os anjos, mas tomou a descendência de Abraão. Hebreus 2:16 permitindo-nos o entendimento daquele momento.

Após ele ter a visão dos anjos Deus fala com ele:

Genesis 28. 13,15 — Eis que o SENHOR estava em cima dela e disse: Eu sou o SENHOR, o Deus de Abraão, teu pai, e o Deus de Isaque. Esta terra em que estás deitado ta darei a ti e à tua semente. E a tua semente será como o pó da terra; e estender-se-á ao ocidente e ao oriente, e ao norte, e ao sul; e em ti e na tua semente serão benditas todas as famílias da terra. Eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra, porque te não deixarei, até que seja feito o que te tenho dito.

Observação: Jacó passou a ter companhia dos anjos – “Jacó também seguiu o seu caminho, e encontraram-no os anjos de Deus.Gênesis 32:1

“E edificou ali um altar ao Senhor, que lhe aparecera.”

Gênesis 28.10-11 Partiu, pois Jacó de Berseba, e foi-se para Harã. E chegou a um lugar onde passou a noite, porque já o sol era posto; e tomou uma das pedras daquele lugar, e a pôs sua cabeceira, e deitou-se naquele lugar.

A Pedra Tomou-se uma Coluna.

“Então levantou-se Jacó pela manhã de madrugada, e tomou a pedra que tinha posto por seu travesseiro, e a pôs por coluna, e derramou azeite em cima dela. E chamou o nome daquele lugar Betel; o nome porém daquela cidade antes era Luz.” Gênesis 28:18,19

A pedra que Jacó usara como travesseiro é agora erguida como uma coluna memorial, um monólito (como era costume no oriente mesopotâmico) espiritual, [coluna de pedra sagrada (matzevá)] sobre o qual ele ofereceu uma espécie de libação.

Jacó consagrou o local derramando óleo sobre a pedra (como era feito em adoração a Deus) para marcar a presença de Deus, transformando-a em um memorial e altar de devoção marcando a sua experiencia e também uma forma física de estabelecer a sua lembrança pactual com o Eterno. Significa ou simbolizava que como aquela rocha, simbolizando Cristo seria uma lembrança para sempre na memória de Jacó e jamais seria esquecida.

Um monólito de adoração refere-se a grandes blocos de pedra esculpidos ou formados naturalmente que foram utilizados por civilizações antigas como objetos de culto ou marcos sagrados.

Depois disse Deus a Jacó: Levanta-te, sobe a Betel, e habita ali; e faze ali um altar ao Deus que te apareceu, quando fugiste da face de Esaú teu irmão.” Gênesis 31:13

Deus se reapresenta a Jacó: “Eu sou o Deus de Betel, onde ungiste uma coluna [ matzevá ], onde fizeste um voto a Mim…”. Deus menciona a coluna em conjunto com o voto feito entre Ele e Jacó. Em Gênesis 35:14, após outra interação com Deus, Jacó imortalizou o local erguendo outra coluna (matzevá). The Sacred Standing Stones of Israel - Samuel McKoy in Armstrong Institute

- E chamou o nome daquele lugar Betel; o nome, porém daquela cidade antes era Luz –

Jacó avança sobre a promessa ao dar um novo nome aquele lugar, (significando possessão do lugar) de Luz passa ser Betel – Casa de Deus. E Deus, o El-Betel, estava na Casa!

אל בית אל - ’El Beyth-’El; n. pr. loc. El-Betel = “O Deus da Casa de Deus”

A ligação da escada com os céus é uma tipologia messiânica e Cristológica, Jesus religou o homem terreno com o Pai Celestial, Ele é o único acesso a Deus. E seus anjos estão à disposição dos homens a quem Ele se revela e creem na sua revelação.

Para Jacó e seu descendentes abraãmicos a escada é lembrança da Aliança estabelecida entre céus e a terra através dos patriarcas.

Jacó vai aos poucos sendo introduzido na promessa e tomando ideia do tamanho dela e da mesma forma ele vai edificar um altar ao Deus de seu avô.

Betel – O lugar marcado pela presença de Deus na vida dos descendentes de Abraão.

Sim, ali em Betel o avô de Jacó erigira um altar de adoração!

Em Betel Deus se apresentara a Abrão e ali ele invocara o nome do Senhor.

“E de Betel vai para Luz, e passa ao termo dos arquitas, até Atarote,” Josué 16:2

Em época de crise Abrão edificou um altar onde Deus lhe havia aparecido no início da caminhada, semelhante a seu avô Jacó estava indo buscar socorro em terá estranha.

Betel, portanto, e sempre lugar de iniciar uma caminhada na direção de Deus, ali ele revela seus planos e confirma suas promessas!

“e estavam então os cananeus na terra. E apareceu o Senhor a Abrão, e disse: À tua descendência darei esta terra. E edificou ali um altar ao Senhor, que lhe aparecera. E moveu-se dali para a montanha do lado oriental de Betel, e armou a sua tenda, tendo Betel ao ocidente, e Ai ao oriente; e edificou ali um altar ao Senhor, e invocou o nome do Senhor.” Gênesis 12:6-8

Betel. Ou seja, casa de Deus”.

Deus estava literalmente ali, como podemos entender no texto bíblico:

“E Deus subiu dele, do lugar onde falara com ele.” Gênesis 35:13

O Yahwismo, ou consolidação do Monoteísmo, avançava mediante a elevação de altares de adoração e pactuais, e também pela crescente iluminação espiritual que ia sendo dada à família de Abraão, agora na pessoa do neto, Jacó. Isto nos mostra que a Revelação de Deus é gradual e contínua!

Assim, os hebreus avançavam na direção de um monoteísmo revelado a Abraão na Mesopotâmia.

Visão aberta – Descobrindo o Invisível Divino:

Após um encontro com Deus, Jacó é transformado. Ninguém sai da presença do Senhor da mesma maneira.

17 — E, temeu e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a Casa de Deus; e esta é a porta dos céus.

Na verdade, o SENHOR está neste lugar, e eu não o sabia.

Jacó reconhece que até ali ele não reconhecia a presença de Deus, mas tem sua visão aberta e assim ele sabe que Deus está com ele e ouve sua voz:

“E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra, porque te não deixarei, até que te haja feito o que te tenho dito.” Gn 28.15.

A promessa confirmada sobre Jacó o preparava para sua caminhada!

Quem tem encontro com Deus é renovado em promessas, pode entender a revelação e pode e deve estabelecer o lugar como marco deste encontro e ali colocar um memorial de renovação e entendimento aberto sobre o grande e terrível deus que não nos amedronta, conosco faz um pacto para nosso caminho!

sábado, maio 30

Jacó e Esaú: irmãos em conflito Lição CPAD 9: 31/05/2026

Jacó e Esaú: irmãos em conflito

Lição CPAD 9: 31/05/2026

Subsídio Pastor e professor Osvarela

Texto Áureo: “[...] Duas nações estão no teu ventre, e dois povos se dividirão das suas entranhas: um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.” (Gn 27.23).

Prática: Os pais não devem ter preferência entre seus filhos e deve tratá-los da mesma forma.

Leitura Bíblica

Gênesis 27.1-5,41-44.

1 — E aconteceu que, como Isaque envelheceu, e os seus olhos se escureceram, de maneira que não podia ver, chamou a Esaú, seu filho mais velho, e disse-lhe: Meu filho! E ele lhe disse: Eis-me aqui!

2 — E ele disse: Eis que já agora estou velho e não sei o dia da minha morte.

3 — Agora, pois, toma as tuas armas, a tua aljava e o teu arco, e sai ao campo, e apanha para mim alguma caça,

4 — e faze-me um guisado saboroso, como eu gosto, e traze-mo, para que eu coma, e para que minha alma te abençoe, antes que morra.

5 — E Rebeca escutou quando Isaque falava ao seu filho Esaú; e foi-se Esaú ao campo, para apanhar caça que havia de trazer.

41 — E aborreceu Esaú a Jacó por causa daquela bênção, com que seu pai o tinha abençoado; e Esaú disse no seu coração: Chegar-se-ão os dias de luto de meu pai; então, matarei a Jacó, meu irmão.

42 — E foram denunciadas a Rebeca estas palavras de Esaú, seu filho mais velho; e ela enviou, e chamou a Jacó, seu filho menor, e disse-lhe: Eis que Esaú, teu irmão, se consola a teu respeito, propondo-se matar-te.

43 — Agora, pois, meu filho, ouve a minha voz: levanta-te e acolhe-te a Labão, meu irmão, em Harã;

44 — e mora com ele alguns dias, até que passe o furor de teu irmão.

Objetivos da Lição:

 I) Enfatizar que o nascimento de Esaú e Jacó foi resposta das orações de Isaque;

II) Mostrar que Esaú fez pouco de sua primogenitura e a vendeu;

III) Expor que Rebeca induziu Jacó ao pecado.

Texto Base Introdutório:

Gênesis 25:21-27 E Isaque orou insistentemente ao Senhor por sua mulher, porquanto era estéril; e o Senhor ouviu as suas orações, e Rebeca sua mulher concebeu. E os filhos lutavam dentro dela; então disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi perguntar ao Senhor. E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor. E cumprindo-se os seus dias para dar à luz, eis gêmeos no seu ventre. E saiu o primeiro ruivo e todo como um vestido de pelo; por isso chamaram o seu nome Esaú. E depois saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú; por isso se chamou o seu nome Jacó. E era Isaque da idade de sessenta anos quando os gerou. E cresceram os meninos, e Esaú foi homem perito na caça, homem do campo; mas Jacó era homem simples, habitando em tendas.”

אדמני  -’admoniy- אדמוני -’admowniy; adj. vermelho, ruivo (referindo-se a Esaú quando criança)

A oração de Isaque foi ouvida e Deus abriu a madre de Rebeca:

יעקב  - Ya ‘ aqob, grego - Ιακωβ; n. pr. m. Jacó = “aquele que segura o calcanhar” ou “suplantador”; filho de Isaque, neto de Abraão, e pai dos doze patriarcas das tribos de Israel

Exórdio:

A história dos netos de Abrão, o grande patriarca hebreu, é a nossa base deste estudo.

Sem dúvida, alguma, é uma história vivenciada com drama desde a geração, que já foi um milagre, como o nascimento e geração de seu pai, Isaque, pois assim como a avó Sara, a mãe deles era estéril, o que provocou a intensa intervenção do pai que desde os seus quarenta anos, idade com casou com Rebeca, agora em seus sessenta anos de idade, entrou em guerra,  em oração até ser ouvido e atendido, com a notícia da gravidez e o Senhor ouviu as suas orações, e Rebeca sua mulher concebeu.” .

A gravidez inicia-se com uma conturbada movimentação no ventre da mão, Rebeca, de tal forma que ela mesma, sem ter expertise em gerar, entendeu que havia algo estranho acontecendo em seu ventre, no que fora revelada por Deus, o que estava ocorrendo, ali na revelação, Deus fala da presente geração em andamento, e do futuro dos gêmeos:

Rebeca sua mulher concebeu. E os filhos lutavam dentro dela; então disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi perguntar ao Senhor. E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.”

A geração gemelar aponta e confirma a promessa dada ao avô de ambos, Abraão: “Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei a minha aliança, por aliança perpétua para a sua descendência depois dele. [...] A minha aliança, porém, estabelecerei com Isaque, ...” Gênesis 17:19-21

Dois povos sendo gerados - Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas

Duas personalidades diferentes e díspares – “Esaú foi homem perito na caça, homem do campo; mas Jacó era homem simples, habitando em tendas.”

Significado de cada personalidade:

Jacó, homem simples - (hebr., ‘cuidava do rebanho’);

Esaú – “perito caçador e homem do campo; um "homem dos campos" (mais literalmente das estepes)”; aventureiro, impulsivo, voltado para o exterior e para o imediato.

Decidindo o futuro de ambos - e o maior servirá ao menor

A grande questão desde o nascimento dos meninos era quem teria o direito a benção familiar, pois o primogênito detinha direitos maiores que o segundo filho, assim Esaú teria direito a 50% da herança e a garantia da benção patriarcal.

O primogênito seria representante oficial da família, ou clã, diante da sociedade, incluindo direitos de determinar decisões diante daquela sociedade.

Dt 21.16,17 embasa a situação vivida pelo clã abraâmico e toda questão da revelação a Abrão e sua esposa, Sara, e sua concubina, Agar. Este texto nos ensina sobre o direito do primogênito, mais uma vez a revelação e escolha e determinação divina se sobrepõe a lei, que servira e fora dada para embasara a ordem dentro das famílias e seus herdeiros, Deus cria situações especiais para seus plano se concretizarem, pois é o Soberano.

         “Será que, no dia em que fizer herdar a seus filhos o que tiver, não poderá dar a primogenitura ao filho da amada, preferindo-o ao filho da desprezada, que é o primogênito. Mas ao filho da desprezada reconhecerá por primogênito, dando-lhe dobrada porção de tudo quanto tiver; porquanto aquele é o princípio da sua força, o direito da primogenitura é dele.”

“E saiu o primeiro ruivo e todo como um vestido de pelo;” Gênesis 25:25

Embora, Esaú e Jacó fossem gêmeos (os filhos lutavam dentro dela;), mas, por ter saído primeiro do ventre de Rebeca era o primogênito, mas sobre ele estava a sentença divina – “o maior servirá ao menor”.

Aqui se encontra um ponto fulcral da posição de Esaú e Jacó:

– ao primogênito era dada a autoridade sobre os mais novos;

Bençãos espirituais do primogênito:

O primogênito – seria o sucessor espiritual da família, ou seja, o sacerdote da família;

Era consagrado de maneira especial ao Senhor;

No caso da aliança de Deus com o avô Abraão e a confirmação ao seu filho Isaque, o pai seria a continuidade da linhagem messiânica;

A decisão – trágica – de Esaú:

“E amava Isaque a Esaú, porque a caça era de seu gosto, mas Rebeca amava a Jacó. E Jacó cozera um guisado; e veio Esaú do campo, e estava ele cansado; E disse Esaú a Jacó: Deixa-me, peço-te, comer desse guisado vermelho, porque estou cansado. Por isso se chamou Edom. Então disse Jacó: Vende-me hoje a tua primogenitura. E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer; para que me servirá a primogenitura? Então disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó. E Jacó deu pão a Esaú e o guisado de lentilhas; e ele comeu, e bebeu, e levantou-se, e saiu. Assim desprezou Esaú a sua primogenitura.” Gênesis 25:28-34

Muito embora, Deus tenha determinado a troca da força do primogênito, de ventre, Esaú, muito amado pelo pai Isaque, como o primogênito saído do ventre de Rebeca, foi agente da própria mudança dos direitos e bençãos determinadas pela tradição entre os orientais.

Assim ele foi agente de sua própria perda dos direitos e bençãos, muito embora, não tenha ficado sem nenhuma benção (destarte a benção de ser filho de Isaque e neto de Abrão, já fosse abençoado desde o nascimento), mas veremos quanto as benção abraâmica principais (gerar nações, ser partícipe da geração messiânica e outras).

“Porém Abraão deu tudo o que tinha a Isaque; E Isaque e Ismael, seus filhos, sepultaram-no na cova de Macpela.” Gênesis 25:5;9

“para que me servirá a primogenitura?”

Esaú fez uma troca desproporcional ao desprezar todo o peso de uma primogenitura por:

- um prato de comida pela primogenitura - De maneira desproporcional ele troca a primogenitura e todos os benefícios advindos dela e até mesmo a oportunidade única ao nascer, por uma troca pelo alimento consumido em minutos, ele foi imediatista.

- perdeu uma benção espiritual eterna que se afetaria as gerações futuras;

Este é um dos dramas mais pungentes das Escrituras Veterotestamentárias!

“Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem. E ninguém seja fornicador, ou profano, como Esaú, que por uma refeição vendeu o seu direito de primogenitura. Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrimas o buscou.” Hebreus 12:15-17

A atitude, desprezível, de Esaú foi motivo de discussões doutrinarias neotestamentárias, pois, ele na realidade se privou da ação da Graça divina, que já estava disponível, desde a Criação e nos idos de seus pais, antes a lei Mosaica, e ele foi motivo desprezo, entre os hebreus, sendo, ele, classificado com fornicário e profano “ninguém seja fornicador, ou profano, como Esaú, que por uma refeição vendeu o seu direito de primogenitura.”

Veja a etimologia sobre ser fornicador: πορνος pornôs de pernemi (vender); n. m. homem que prostitui seu corpo à luxúria de outro por pagamento; fornicador;

Etimologia dá ênfase a situação, na qual Esaú se colocou:

הל - chol; n. m. profanidade, usualidade, ímpio, profano, comum, areia;

ανοσιος - anosios; adj. profano, ímpio, mau, ou não santificado, comum, lugar público; referindo-se a seres humanos: incrédulo, sem religião.

“E apareceu-lhe o Senhor: ...;e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão teu pai; E multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e darei à tua descendência todas estas terras; e por meio dela serão benditas todas as nações da terra;” Gênesis 26:2,3,4

Na realidade Esaú tornou a primogenitura como coisa profana, agiu naquela situação como um ímpio, como um homem mau, desconsiderando todas as bençãos prometidas a casa de Abraão e confirmadas a seu pai Isaque, fruto da Graça de Deus, que escolhera entre tantos homens a seus descendentes para a ação salvífica e messiânica, o que desagradou a Deus e tornou a situação do pai Isaque trágica, pela guerra iniciada entre os seus filhos.

Logo ele, que fora pedido a Deus e concedido, junto com Jacó, como um milagre pactual, agiu como um incrédulo, pois certamente Isaque já revelara todos os acontecimentos familiares desde a época de seu avô e como Deus lhe concedera os dois para dar continuidade a promessa de gerar deles nações e povos.

Os pais não devem ter preferência entre seus filhos e deve tratá-los da mesma forma.

A ação de Rebeca foi trágica e indutora para que Jacó completasse seu plano de obter a benção de seu pai. Afinal o velho Isaque estava próximo ao final de seus dias.

Gênesis 27.1-5. E aconteceu que, como Isaque envelheceu, e os seus olhos se escureceram, de maneira que não podia ver, chamou a Esaú, seu filho mais velho, e disse-lhe: Meu filho! E ele lhe disse: Eis-me aqui! E ele disse: Eis que já agora estou velho e não sei o dia da minha morte. Agora, pois, toma as tuas armas, a tua aljava e o teu arco, e sai ao campo, e apanha para mim alguma caça, e faze-me um guisado saboroso, como eu gosto, e traze-mo, para que eu coma, e para que minha alma te abençoe, antes que morra. E Rebeca escutou quando Isaque falava ao seu filho Esaú; e foi-se Esaú ao campo, para apanhar caça que havia de trazer.

Hora de agir no plano pecaminoso e enganador:

 – “Rebeca disse a Jacó o que tinha escutado e, por meio de uma fraude, planejou enganar Isaque para que Jacó ficasse com a bênção da primogenitura. Rebeca cozinhou dois cabritos para Isaque. Com a pele dos animais cobriu as mãos e o pescoço de Jacó. Pegou a roupa de Esaú e colocou-a no filho mais novo. Este se foi ao pai levando a comida e os pães preparados por Rebeca. Ao tocá-lo, Isaque percebeu que o pescoço e as mãos eram peludos como os de Esaú, assim como o cheiro de sua roupa era de seu filho mais velho, embora o tom da voz fosse de Jacó. Então, o abençoou: “Deus te dê do orvalho do céu, e da exuberância da terra, e fartura de trigo e de mosto. Sirvam-te os povos, e nações te reverenciem; sê senhor de teus irmãos, e os filhos de tua mãe se encurvem a ti; maldito seja o que te amaldiçoar, e abençoado o que te abençoar” (Gn 27: 27-29).

Isaque mostra total conhecimento da questão da primogenitura, abençoando a Jacó pensando ser Esaú, ele concede a benção do primogênito ao enganador Jacó, mas neste ato, cônscio e Isaque estava desconsiderando a mensagem dada a eles como pais, que o maior serviria ao menor, Esaú, portanto, não deveria receber a benção da primogenitura, mas Isaque amava a Esaú e deixou seu coração decidir contra a promessa dos gêmeos.

- chuva para suas plantações

- Terra excelente exuberante para seu plantio e gado

- Fartura do trio (pão) e do mosto (alegria)

- submissão das nações e povos;

- a autoridade da primogenitura sobre os seus irmãos menores;

O que vemos é que houve um hiato temporal, entre o desagradável episódio da venda, ou troca, da primogenitura de Esaú, agora a trágica situação continua a se desenrolar, com ambos já maiores em idade, Jacó e Rebeca tramam como completar a transmissão da benção da primogenitura a Jacó.

Amar a filhos de maneira idêntica é a maneira correta. Não devemos privilegiar a um em detrimento a outro, muito embora, possam parecer e agir diferente do comportamento que os pais achem ideal, eles são filhos dos mesmos ventres.

“Isaque da idade de sessenta anos quando os gerou. E cresceram os meninos, [...] E amava Isaque a Esaú, porque a caça era de seu gosto, mas Rebeca amava a Jacó.” Gênesis 25:26-28

Cabe aqui, uma análise: Rebeca ouvira de Deus que – “o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.” certamente ela acaba agindo como a sua sogra, Sara, a qual não conhecera e age para fazer se cumprir o que ouvira de Deus colocando sua preferência por Jacó em ação.

A ação humana não pode servir de aio à ação e determinação divina! Rebeca agiu assim:

— Gn. 27.5 — E Rebeca escutou quando Isaque falava ao seu filho Esaú

– quando ouviu o, agora, velho e quase cego Isaque pedir um guisado especial a seu estimado e preferido filho ela achou que era a hora para completar a decisão divina do menor assumir sobre o maior.

Jacó e Rebeca tomaram vantagem de sua fraqueza física para sobrepujar a  fragilidade moral de Isaque alentada pela velhice, que esqueceu-se, aparentemente das conhecidas promessas de Deus a Jacó, ainda na geração dos filhos gemelares!

Isaque agiu pelo sentimento de gostar mais da vida e forma de viver de Esaú e esqueceu-se das promessas, acabava dando, com seu ato apoio moral ao erro, conhecido da venda da primogenitura e se igualou as atitudes de Esaú e Jacó!

A coautora do pecado: Rebeca invocou até a maldição advinda da mentira para induzir Jacó ao pecado!

“Então disse Jacó a Rebeca, sua mãe: Eis que Esaú meu irmão é homem cabeludo, e eu homem liso; Porventura me apalpará o meu pai, e serei aos seus olhos como enganador; assim trarei eu sobre mim maldição, e não bênção. E disse-lhe sua mãe: Meu filho, sobre mim seja a tua maldição; somente obedece à minha voz, e vai, traze-mos. E foi, e tomou-os, e trouxe-os a sua mãe; e sua mãe fez um guisado saboroso, como seu pai gostava. Depois tomou Rebeca os vestidos de gala de Esaú, seu filho mais velho, que tinha consigo em casa, e vestiu a Jacó, seu filho menor; E com as peles dos cabritos cobriu as suas mãos e a lisura do seu pescoço; E deu o guisado saboroso e o pão que tinha preparado, na mão de Jacó seu filho.” Gênesis 27:11-17

Lastimável decisão que trouxe a guerra familiar para dentro da casa do casal.

Quando Esaú voltou e descobriu a fraude, se entristeceu. Passou a odiar o irmão e planejou matá-lo.

Gn. 27. 41,43 — E aborreceu Esaú a Jacó por causa daquela bênção, com que seu pai o tinha abençoado; e Esaú disse no seu coração: Chegar-se-ão os dias de luto de meu pai; então, matarei a Jacó, meu irmão. E foram denunciadas a Rebeca estas palavras de Esaú, seu filho mais velho; e ela enviou, e chamou a Jacó, seu filho menor, e disse-lhe: Eis que Esaú, teu irmão, se consola a teu respeito, propondo-se matar-te. Agora, pois, meu filho, ouve a minha voz: levanta-te e acolhe-te a Labão, meu irmão, em Harã;

Rebeca, para proteger Jacó, lhe contou das intenções do irmão e o aconselhou a deixar sua casa e partir para a terra de seu tio Labão (irmão de Rebeca) em Harã.

Intervenção humana pode separar famílias.

E levou a separação da família com a ira do maior sobre Jacó e até a promessa de tirar a vida do irmão. Tragédia com ajuda de cada lado dos pais.

“Ora, sendo Esaú da idade de quarenta anos, tomou por mulher a Judite, filha de Beeri, heteu, e a Basemate, filha de Elom, heteu.  E estas foram para Isaque e Rebeca uma amargura de espírito.” Gênesis 26:34,35

Mesmo com todos os erros de Jacó, parece que Isaque entendeu o que estava acontecendo, já que Esaú ainda mais, se mostrava com a mesma índole pela qual vendera sua primogenitura e ao casar-se com mulher hetéia, ele desagradar a sua mãe de tal forma que esta, se tornara amargurada e enfadada.

Recuperando a posição espiritual coma benção a Jacó:

Nem Isaque, nem Rebeca queriam que Jacó se casasse com mulher cananéia como Esaú tinha feito.

Assim, Isaque quis que Jacó tomasse por esposa alguém da casa de Rebeca e ele abençoou mais uma vez o filho (Gn 28: 3-4) com a bênção de Abraão (Gn 17: 4-8):

- a bênção da descendência, da prosperidade e da intimidade com Deus. -

Jacó rumou para Padã-Arã à casa de Labão, irmão de Rebeca, filha de Betuel.  

Conclusão:

Jacó não fez por merecer suas bênçãos, pois o Senhor já o havia designado para patriarca do Seu povo escolhido. Agindo ou não do jeito que agiu, ele herdaria a bênção da primogenitura, pois isto, já fora lhe determinado. Agiu como muitos de nós, na força do seu braço e sua mãe o ajudou e insuflou no seu erro.

Pais, não escolham um filho preferido, nem mesmo quando há sobre um uma promessa, deixemos Deus agir, pois Ele sabe como e em qual tempo as suas promessas serão colocadas em evidência na vida do escolhido e trarão benção a todo o núcleo familiar.

Fonte:

Personagens Bíblicos – Jacó – ministério seara agape

Saara ágape – personagens bíblicos

Dicionário Strong

Bíblia ARC - Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil (SBTB).

Citações no corpo do texto

Lições CPAD – EBD 2] trimestre 2026

Rebeca e Jacó erraram ao enganar Isaque? Gary North

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