quinta-feira, abril 2

Breve Relato sobre Abraão – Vida e Jornadas e Família - Primeira Parte

Breve Relato sobre Abraão – Vida e Jornadas e Família

Primeira Parte

Estudo inclui sobre o Momento da Chamada

Subsídio anterior ao estudo da Lição EBD - CPAD 1 do 2º trimestre 2026

Pastor e professor Osvarela

Abraão: seu chamado e sua jornada de fé

A História de Abrão, O Abraão de Três Religiões.

Abraão é um personagem bíblico que encanta e desafia a nossa fé. Figura  histórica e de caráter dócil, que deu atenção e escutou o chamado de um Deus ate então desconhecido, mostra sua espiritualidade e atenção ao divino, pela sua pronta resposta, respondendo com ação e firme determinação de partir em busca do novo proposto (o que mostra que era um homem com visão de ir além do que vivia em sua família, Abraão ultrapassa o ciclo patriarcal), daquilo que há de vir, suas ações são ainda hoje um convite para nossos desafios e para nos lembrar que Deus ainda fala conosco.

Abraão é citado 233 vezes em todo o Antigo Testamento (62 vezes como Abrão);

No Novo Testamento, seu nome é citado 78 vezes e, ao lado de Moisés, é a figura do Antigo Testamento mais recordada.

É deste personagem que as Lições CPAD das Escolas Dominicais das AD- CGADB vão tratar no segundo trimestre do ano de 2026.

Aventura Da Fé

Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa.” Hebreus 11:8,9

Abraão apresentado nas Escrituras, aparece com suas fraquezas e seus limites, mas o que destaca, no homem, e que nos dá um exemplo de fidelidade ao Senhor que o chama e ensina que a aventura da fé no meio da noite escura é possível quando se crê e confia em Deus.

Abraão saiu sem saber para onde ia, peregrinou por lugares desconhecidos, viveu peregrinando na própria terra da promessa, aguardando a promessa, viveu sem filhos por 86 anos (Ismael) e teve o seu primogênito (Isaque) aos 100 anos com a mulher que era a sua esposa legítima, sem qualquer dúvida sobre sua vida e de sua família, mas a fé o fez prosperar.

Abraão transcendeu na História dos povos, judeus, cristãos, muçulmanos e outras religiões encontram nessa figura um modelo de homem de fé que deixou marcas.

A história do patriarca traspassa os textos bíblicos no Antigo Testamento e chega ao Novo Testamento ensinando com sua fidelidade ao projeto de Deus e com seu exemplo de vida e vai além da própria Bíblia: Sua descendência, confirmando a chamada, se fez maior do que as estrelas do céu (Gn.15,5; 22,17)

Os judeus consideram Abraão (como ele foi chamado posteriormente) o primeiro patriarca do povo judeu.

Abraão (do hebraico ou Abram/Avram- אברהם (lê-se Avraham) é um daqueles personagens que pode ser citado em várias partes do Mundo que alguém vai saber de quem estamos falando, além de ser fundamental nas religiões monoteístas mais importantes do Mundo.

O monoteísta Abrão: Abraão foi a primeira pessoa a ensinar a ideia de que só existe um Deus; antes disso, as pessoas acreditavam em muitos deuses. Abraão é considerado nas histórias das religiões onde é estudado e conhecido como a primeira pessoa a ensinar a ideia de que só existe um Deus; antes disso, as pessoas acreditavam em muitos deuses.

Na tradição judaica chamada Midrash (uma palavra hebraica que significa "interpretação" e se refere à maneira como as leituras ou versículos bíblicos são compreendidos), existem diversas histórias sobre Abraão destruindo os ídolos de seu pai ao perceber que só pode haver um Deus do céu e da terra. Elas reconhecem que Abraão foi a primeira pessoa a reconhecer e adorar o único Deus. E assim, nasceu o monoteísmo.

Destaque: Abraão é uma figura importante em outras religiões - não apenas no cristianismo, mas também no islamismo.

Os muçulmanos conhecem Abraão como Ibrahim e o consideram um importante profeta de sua fé. O primeiro filho de Ibrahim, Ismael (segundo a fé islâmica), conhecido como Isma'il, é considerado o pai do povo árabe.

O mesmo Abraão da Torah importante é também, fundamental para os Judeus.

Citado nas Escrituras bíblicas cristãs, é também personagem no Mundo islâmico, o Ibrāhīm, em árabe, mencionado 69 vezes em 25 suratas diferentes (Surata (ou sura) é o nome dado a cada um dos 114 capítulos do Alcorão, o livro sagrado do Islã.)

Abraão é citado 233 vezes em todo o Antigo Testamento (62 vezes como Abrão); citado 78 vezes e, ao lado de Moisés, é a figura do Antigo Testamento mais recordada.

Origem de Abrão o nosso Abraão:

Nascido na época da Idade do Bronze, no Oriente Médio, em Ur dos Caldeus, um centro idólatra e urbano.

Abraão é filho de Terah (Gn 11,27), mas a Bíblia não relata o nome da sua mãe.

Teve dois irmãos: Nacor e Arão, que foi o pai de Ló.

A história de Abraão e seus descendentes encontra-se nas Escrituras Veterotestamentárias, no livro de Gênesis.

O primeiro contato com ele ocorre no capítulo 11, embora nessa época seu nome seja Abrão, o que veremos ao longo deste estudo sobre sua vida.

Há poucos detalhes biográficos sobre ele, além do fato de que era pastor e vinha de Ur, na Mesopotâmia (atual Iraque), de onde ele e sua família se mudaram, com seu pai Terá, para Harã.

O Chamado:

“Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.” Gênesis 12:1

A conversão de Abrão ao monoteísmo é relatada tanto na Bíblia quanto no Corão.

“E morreu Harã estando seu pai Terá ainda vivo, na terra do seu nascimento, em Ur dos caldeus.” Gênesis 11:28

“Terá toma a iniciativa de sair de Ur, indicando que a migração foi um processo familiar inicial, antes do chamado específico a Abraão em Gênesis 12.”

Nascido em uma era politeísta, no meio de uma sociedade politeísta, na qual as pessoas acreditavam e adoravam muitos deuses.

O que se destaca pela sua origem familiar: seu próprio pai Terá, ganhava a vida vendendo ídolos de vários deuses, Ur e Harã eram conhecidas por serem centros de adoração à Lua (Nannar (ou Sin), o deus sumério da lua, que era a divindade principal da cidade.)

É nesse contexto, que Abrão tem o chamado de Deus e é por isso que ele aceita e compreende a realidade de que existe apenas um Deus verdadeiro.

Estudando o Momento da Chamada:

O chamado é feito quando ele tem o nome mais curto: Abrão (Abrâm), literalmente “Meu Pai [Deus] (é) alto, eminente, superior” ou Pai exaltado (ARANA, 2003, p. 229; PAYNE, 1998, p. 6; RAD, 1982, p. 244), e se torna Abraão (Abrahâm), significando “pai de uma multidão” (Gn 17,5).

E ele lhe disse [a Abraão]: “Eu sou o Senhor que te tirei de Ur dos Caldeus para te dar esta terra para a possuíres.” (Gênesis 15:7 NVI).

“O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão, estando na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã, E disse-lhe: Sai da tua terra e dentre a tua parentela, e dirige-te à terra que eu te mostrar. Então saiu da terra dos caldeus, e habitou em Harã. E dali, depois que seu pai faleceu, Deus o trouxe para esta terra em que habitais agora.” Atos 7:2-4

Ao ler os textos bíblicos, que tratam sobre a Chamada da Abrão, pode parecer a princípio que há questões sobre em qual momento, como ou quando Abrão iniciou sua jornada de fé, em resposta ao seu chamado.

Abaixo, explanamos um pouco sobre este momento e local.

Textos veterotestamentários e o discurso histórico do diácono Estevão são a base para explicação e entendimento deste ponto crucial na vida do Patriarca de Israel.

“..., O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão, estando na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã, E disse-lhe: Sai da tua terra e dentre a tua parentela, e dirige-te à terra que eu te mostrar. Então saiu da terra dos caldeus, e habitou em Harã. E dali, depois que seu pai faleceu, Deus o trouxe para esta terra em que habitais agora [...] E deu-lhe a aliança da circuncisão; e assim gerou a Isaque, e o circuncidou ao oitavo dia;”

Atos 7:2-8

Usando o princípio consagrado de comparar as Escrituras com as Escrituras, você terá a clara ideia de que Abraão recebeu seu chamado para ir a Canaã enquanto ainda vivia em Ur... e NÃO em Harã.  

O chamado de Abraão aconteceu antes da morte de Terá em Harã, possibilitando que o leitor sincronize a cronologia com outras passagens da Bíblia, mostrando que Abraão foi chamado para ir a Canaã enquanto ainda vivia na terra de Ur.

“E viveu Terá setenta anos, e gerou a Abrão, a Naor, e a Harã. E estas são as gerações de Terá: Terá gerou a Abrão, a Naor, e a Harã; e Harã gerou a Ló. E morreu Harã estando seu pai Terá ainda vivo, na terra do seu nascimento, em Ur dos caldeus.” Gênesis 11:26-28

Abraão nasceu no ano 1948 da criação (1813 a.C.⁴ ) 

A chamada de Abrão e seu deslocamento, primeiro com seu pai Terá, pode ser incongruente, quanto a cronologia, mas entendemos que a narrativa de Genesis 11.28 quem está sendo apresentado como líder de um grupo familiar naquela cronologia é o pai de Abrão, Terá, uma vez concluída a história de Terá, o escritor redireciona o foco para a pessoa de Abraão. Ainda assim, Gênesis 11:26-32 fornece um contexto geral para a "grande história", que gira em torno de Abraão.

A Mudança de Nome:

O significado do nome e a mudança

As vezes não damos importância a passagem de mudança de nome de Abrão para Abrão, quando tinha 99 anos de idade e não tinha um filho do ventre da sua esposa Sarai (que também teve o nome mudado), mesmo rindo Abraão – neste encontro antes do que Sara Teve - do que o Todo-Poderoso (Ao renovar a sua aliança com Abrão [Abraão], identificou-se como 'ElShaddai; Gn 17.1) lhe disse, mas vemos que ao longo da História mundial o nome determinou a existência de dois ovos, mesmo antagônicos, mas que reproduziu fielmente o que Deus disse:

“Quanto a mim, eis a minha aliança contigo: serás o pai de muitas nações; E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai de muitas nações te tenho posto;” Gênesis 17:4,5

“Disse Deus mais a Abraão: A Sarai tua mulher não chamarás mais pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome. Porque eu a hei de abençoar, e te darei dela um filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de povos sairão dela.” Gênesis 17:15,16

“Depois apareceu-lhe o Senhor nos carvalhais de Manre, estando ele assentado à porta da tenda, no calor do dia.[..] E disseram-lhe: Onde está Sara, tua mulher? E ele disse: Ei-la aí na tenda. E disse: Certamente tornarei a ti por este tempo da vida; e eis que Sara tua mulher terá um filho. E Sara escutava à porta da tenda, que estava atrás dele... Assim, pois, riu-se Sara consigo,... Ao tempo determinado tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho. E Sara negou, dizendo: Não me ri; porquanto temeu. E ele disse: Não digas isso, porque te riste. Gênesis 18:1-15

שרהSarah; princesa, fidalga, dama; grego - σαρρα; n. pr. fem. Sara = “fidalga”;  esposa de Abraão e mãe de Isaque

Interessante que este encontro foi determinante para dar o nome do filho do centenário Abrão, pela razão de que ambos riram do aviso que gerariam um filho naquela idade, Abraão com 99 anos e sara com 90 anos.

Abraão tinha 75 anos de idade quando recebeu a promessa pela primeira vez, e Gênesis 21:5 nos diz que ele tinha 100 anos de idade quando Isaque nasceu. Sara tinha 90 anos. Portanto, Abraão e Sara esperaram 25 anos pelo cumprimento da promessa de Deus.

יצחק  - Yitschaq, grego Ισαακ; n. pr. m. Isaque = “ele ri”

Ισαακ - Isaak no hebraico יצחק; TDNT - 3:191,*; n.pr.m. Isaque = “para rir” ou riso; filho de Abraão e Sara

Um homem qualificado por Deus em sua trajetória de Fé:

Abraão é considerado o “amigo de Deus” (Is 41,8; Dn 3,35 [LXX]; Jd 2,23), “o mais belo título de Abraão, conservado ainda hoje nas tradições árabe e muçulmana”, pois Deus “o amará para sempre” (2Cr 20,7).

Também é chamado de profeta (Gn 20,7), “no sentido de alguém que tem relações privilegiadas com Deus; o que faz dele uma pessoa inviolável (Sl 105,15)”.

Ainda, é considerado um homem justo e justificado (Romanos 4.1 ss). Sobre ele, afirma-se que observou toda a Torá, embora ainda não estivesse escrita, e pertence à lista dos justos que jamais pecaram (JEREMIAS, 1988- Joachim Jeremias)

A Bíblia de Jerusalém (2002, p. 54) diz que, “de fato, Abrão e Abraão parecem ser duas formas dialetais do mesmo nome e significam igualmente: ‘Ele é grande quanto ao seu pai, ele é de minha linhagem’. Mas Abraão é explicado aqui pela assonância com ‘ab hamôn: ‘pai de multidão’”.

אברם  -’Abram; n. pr. m. Abrão = “pai exaltado”; nome original de Abraão

אברהם  -’Abraham (provavelmente significando ser populoso), grego 11 Αβρααμ; DITAT - 4b; n.pr. m. Abraão = “pai de uma multidão” ou “chefe de multidão”

Sempre se considera em muitas civilizações, mormente na Oriental, que o nome de uma pessoa determina sua natureza; por isso, sua mudança implica também a mudança do seu destino (Gn 17,15; 35,10). Deus mudou o nome de Sarai para Sara e de Abrão para Abrahão a fim de mudar-lhes o destino decretado anteriormente e de poderem ter filhos (TORÁ, 2001, p. 40)

As Jornadas de Abrão.

“Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa.” Hebreus 11:8,9

Local de Nascimento

Nascido na terra de Ur, que está localizada exatamente na mesma área geográfica da Babilônia, que mais tarde se tornaria a principal inimiga de Israel, destruindo seu primeiro Templo e levando o povo de Deus ao exílio em uma terra estrangeira, a partir de 587 a.C.

O Trajeto:

O roteiro seguido por Abraão deve ter sido o seguinte: ele partiu do sul da Mesopotâmia e, seguindo ao longo dos rios, percorreu o país em direção aos planaltos mais elevados (de Ur a Harã); descendo para a atual Turquia, foi em direção à Síria e depois à Jordânia até chegar à terra de Canaã. Na terra prometida, a primeira parada foi em Siquém, no Carvalho de Moré (Gn 12,6); de Siquém, ele passou à montanha, tendo Betel a oeste e Hai a leste (Gn 12,8).

É importante lembrar que Ur não é apenas um lugar qualquer no mapa (Ur e Harã eram conhecidas por serem centros de adoração à lua; o epicentro do culto a Nanna (ou Sin), o deus-lua sumério. O grande Zigurate de Ur era dedicado a essa divindade, que era considerada a cabeça do panteão local.).

Abraão torna-se, uma prefiguração dos futuros exilados que, como ele, aguardam com fé a vinda da bênção de DeusJohn Sailhamer em seu comentário sobre Gênesis, na série Expositor's Bible Commentary (localização Kindle, 5275)

Definindo Um panteão é: originalmente, um templo dedicado a todos os deuses de uma religião politeísta (do grego pan, "tudo", e theos, "deus"). O termo também designa o conjunto de divindades de uma cultura (como o panteão grego ou egípcio).

Com a companhia de seu pai Terá – “E tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã, e habitaram ali.” Gênesis 11:31

Harã

Abraão tinha 75 anos quando saiu de Harã para ir a Canaã (Gênesis 12:4)

“e era Abrão da idade de setenta e cinco anos quando saiu de Harã.” Gênesis 12:4

Companhia de Abrão na partida, pós-Terá –

Sarai, sua mulher, (eis uma dificuldade teológica: o casamento de Abrão com Sara, uma meia-irmã, me junto aos que usam a literalidade do texto (Gn.12;20.12). Alguns acreditam que Sara era sobrinha de Abraão, filha de Harã e neta de Terá. A ideia é que como Harã morreu ainda jovem, seu pai, Terá, pode ter adotado seus netos como filhos. Isso então fazia de Sara, sobrinha de Abraão, sua irmã legitima por adoção. Mas como o texto bíblico diz que Harã foi pai de Ló, Milca e Iscá, geralmente quem adota essa interpretação entende que Iscá era um nome alternativo para Sarai (Gênesis 11:27-29). Dessa forma, Abraão e Naor teriam se casado com as filhas órfãs de seu irmão Harã, já que Naor também se casou com Milca.

Ló, filho de seu irmão,

“e todos os bens que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã;” 

Canaã

“e saíram para irem à terra de Canaã; e chegaram à terra de Canaã.” Gênesis 12:5

Betel

“E moveu-se dali para a montanha do lado oriental de Betel, e armou a sua tenda, tendo Betel ao ocidente, e Ai ao oriente; e edificou ali um altar ao Senhor, e invocou o nome do Senhor.” Gênesis 12:8

Egito

Fatos histórico ocorreram no Egito, como Abrão apresenta a Sarai, sua esposa, como sua irmã - Sarai era muito formosa, embora tivesse 65 anos de idade (estava ainda no auge de sua beleza, pois viveu 127 anos);

“e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali, porquanto a fome era grande na terra.” Gênesis 12:10

Egito – Betel

Depois de atravessar a terra de norte a sul, peregrinando na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas (Hebreus 11:8-9), Abrão continuou seguindo em direção ao sul, para o Neguebe, uma região sujeita a secas frequentes. Era o caminho para quem vai ao Egito.

Havia fome naquela terra: por ser uma região semiárida, as colheitas eram escassas, e as pastagens secavam impedindo a alimentação dos animais. O Egito, graças ao delta do rio Nilo, tinha água suficiente para sustentar a agricultura e pastagens para os animais. Por isso Abrão seguiu para lá, afastando-se da terra para onde Deus o havia mandado.

“Subiu, pois, Abrão do Egito para o lado do sul, ele e sua mulher, e tudo o que tinha, e com ele Ló.[...]E fez as suas jornadas do sul até Betel, até ao lugar onde a princípio estivera a sua tenda, entre Betel e Ai; Gênesis 13:1-3

Hebrom

Após a disputa com Ló Abrão mudou as suas tendas para os carvalhais de Manre.

“E Abrão mudou as suas tendas, e foi, e habitou nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e edificou ali um altar ao Senhor.” Gênesis 13:18

“E morreu Sara em Quiriate-Arba, que é Hebrom, na terra de Canaã;” Gênesis 23:2

“E depois sepultou Abraão a Sara sua mulher na cova do campo de Macpela, em frente de Manre, que é Hebrom, na terra de Canaã.” Gênesis 23:19

Cades e Sur - Gerar

“E partiu Abraão dali para a terra do sul, e habitou entre Cades e Sur; e peregrinou em Gerar.” Gênesis 20:1

Berseba

A natureza eterna de Deus é representada por 'El 'Olam, "perpétuo" ou "eterno"; quando Abraão se estabeleceu em Berseba, "invocou lá o nome do SENHOR, Deus eterno" (Gn 21.33; cf. SI 90.2).

“Por isso se chamou aquele lugar Berseba, porquanto ambos juraram ali. Assim fizeram aliança em Berseba. Depois se levantou Abimeleque e Ficol, príncipe do seu exército, e tornaram-se para a terra dos filisteus. E plantou um bosque em Berseba, e invocou lá o nome do Senhor, Deus eterno. E peregrinou Abraão na terra dos filisteus muitos dias. ¹⁹ e Abraão habitou em Berseba.” Gênesis 21:31-34; 22:19

As Mulheres de Abraão:

Sarai

“o nome da mulher de Abrão era Sarai” Gênesis 11:29

“Estas, porém, são as gerações de Ismael filho de Abraão, que a serva de Sara, Agar, egípcia, deu a Abraão.” Gênesis 25:12

“E, na verdade, é ela também minha irmã, filha de meu pai, mas não filha da minha mãe; e veio a ser minha mulher;” Gênesis 20:12

Agar

“E Agar deu à luz um filho a Abrão; e Abrão chamou o nome do seu filho que Agar tivera, Ismael.” Gênesis 16:15

A mãe de Ismael foi dada a ele, como era costume no Oriente, como mulher, sendo ela serva de sua esposa a bela e infértil, Sarai.

Yishma è’l - Ismael = “Deus ouvirá”

“Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos, e ele tinha uma serva egípcia, cujo nome era Agar. E disse Sarai a Abrão: Eis que o Senhor me tem impedido de dar à luz; toma, pois, a minha serva; porventura terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai. Assim tomou Sarai, mulher de Abrão, a Agar egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão seu marido, ao fim de dez anos que Abrão habitara na terra de Canaã. Gênesis 16:1-3

Concubinas – “Mas aos filhos das concubinas que Abraão tinha”

Gênesis 25:6

Quetura – a segunda mulher oficial de Abraão

Após a morte de Sara Abraão casou com Quetura ou Cetura que lhe deu mais seis filhos.

“E Abraão tomou outra mulher; e o seu nome era Quetura;” Gênesis 25:1

Filhos de Abraão

Abraão teve muitos filhos, desde Ismael o filho de Agar, Isaque o filho de Sara, e mais seis (6) filhos da sua segunda mulher Quetura, pois Agar era serva de Sara e como a época e regras familiares o permitia, teve inúmeros filhos de outras concubinas.

Ismael

Isaque

filhos das concubinasGênesis 25:6

Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Jisbaque e Suá

“..., o seu nome era Quetura; E deu-lhe à luz Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Jisbaque e Suá.” Gênesis 25:1,2

Continua na Segunda Parte

Fonte:

Sobre a identidade dos hebreus pré-Sinai; Por Yehuda Shurpin

https://www.chabad.org/library/article_cdo/aid/2013020/jewish/Was-Abraham-Jewish.htm

Abraão, Nosso Patriarca; Morashá - junho 2002

A História de Abraão: Quem foi Abraão na Bíblia? Daniel Conegero

https://teologia24horas.com.br/blog/a-genealogia-de-noe-ate-abraao-e-sua-importancia/

A vocação de Abraão [I] The vocation of Abraham [A] - Ildo Perondi

https://sharedveracity.net/2019/01/11/did-abraham-receive-the-call-to-go-to-canaan-while-in-haran-or-in-ur/

Abrão no Egito - Capítulo 12:9 a 20 - R David Jones

A vocação de Abraão [I] The vocation of Abraham [A] Ildo Perondi

Bíblia on-line (ARA e NVI)

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral Paulus

Apontamentos do Autor

terça-feira, março 31

A Polêmica com a Revista do Professor na Lição 12 EBD para Professores. Primeiro Trimestre 2026 - Adocionismo?

A Polêmica com a Revista do Professor na Lição 12 EBD para Professores. 

1º Trimestre -


Título: A Santíssima Trindade — O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas

Comentarista: Douglas Baptista


Uma Discussão sobre Doutrina ou sobre erro gráfico?

A CPAD – Casa Publicadora das Assembleias de Deus – CGAB, sofreu alguns baques na sua área de consultores teológicos, com a perda dos nossos pastores e mestres como Pr Antônio Gilberto (in memoriam) e Pr Claudionor de Andrade (in memoriam) e a saída do nosso amigo pastor e escritor César Moisés Carvalho (chefiou Setor de Educação Cristã ), que mudou-se do Rio de Janeiro, sede da CPAD.

Muito embora ainda conte com consultores teológicos e editores das revistas para cada faixa etária.

Mas, na Lição 12 do 1º Trimestre 2026 que foi objeto da assinatura do nobre pastor Douglas Baptista, no subsídio para os professores ou apoio teológico, (um subsídio na página 87 traz influência de teologia liberal ao questionar a divindade de Jesus antes do batismo, gerando alertas sobre o conteúdo) um dos itens deste apoio foi publicado com corte gráfico, deixando parcialmente a referência/citação do Livro de Stanley Horton – Teologia Sistemática, que trata da Doutrina sobre o que pensam os adocionistas no caso James Dunn, em algumas publicações em páginas 332, 333. Na que tenho é em outras páginas no capítulo - JESUS E O ESPÍRITO SANTO (vou postar o print) fls. 159,160, o qual transcrevo.

Ali no caso, deixaram de colocar a posição e refutação que trata do assunto, a qual transcrevemos, abaixo.

Confesso que o assunto se tornou tema de debates e ataques a Casa, como chamo a CPAD.

Alguns colocando o assunto como erro doutrinário.

Publicações em Redes Sociais e imprensa:

https://www.instagram.com/reel/DWURE03kbfv/

https://jmnoticia.com.br/paulo-freire-na-cpad-pastor-aponta-erro-em-revista-e-internautas-repercutem/

Ainda que na própria Lição 1 (pág. 6), a ideia de que Jesus não era Filho antes do batismo é rejeitada.

Outros em debates sobre a falta de revisão, outros para aproveitar o assunto e obter likes nas redes sociais.

Confesso que não li a lição do professor porque não uso esta publicação. Mas falar que houve erro doutrinário e colocar em dúvida a posição dos editores daquela revista é no mínimo desconhecimento, (ou partir de premissa errada) de como as revistas passam por uma triagem até a sua publicação.

Aliás, não é primeira vez que alguma revista EBD-CPAD ou publicação, é publicada com falhas ou erros. Mas, não se trata de desídia ou falta de preparo dos editores da Casa, a maioria é mesmo problema ‘técnico’ de edição ou corte de algum tópico.

Dou crédito aos editores da CPAD, e apoio aos mesmos.

Eu conheço a Casa desde a sua primeira localização em Benfica no Rio de Janeiro, ali na Rua Luiz Gonzaga, ali conheci de Paulo Leivas Macalão, a Emílio Conde, passando pelos missionários americanos e por Apolônio (um dos primeiros colunistas da CPAD, irmão de Antônio Gilberto).

Só uma constatação que deveria ser observada pela direção e Consultores Teológicos:

Os temas tem sido repetidos quase no mesmo ano ou em períodos pouco espaçados, como o caso do Tema do Primeiro (1º) Trimestre 2026. Embora conheça o sistema do uso do currículo das matéria/temas com rodízio.    Exemplo: 1º Trimestre 2025 - Título: Em defesa da Fé Cristã — Combatendo as antigas heresias que se apresentam com nova aparência; Comentarista: Esequias Soares

Teve quase a mesma temática deste findo, 1º trimestre 2026.

Explicando a doutrina herética e sua origem:

A doutrina herética: “O adocionismo, ou adocianismo, (O adocionismo também tem o nome de monarquianismo dinâmico;) é uma heresia Cristológica primitiva que ensinava que Jesus nasceu humano e foi adotado como Filho de Deus, tornando-se divino apenas no seu batismo ou ressurreição. Esta doutrina, também chamada de monarquianismo dinâmico, nega a divindade pré-existente de Cristo e foi considerada herética pela Igreja. Origem:  um dos maiores propagadores da heresia foi Teodoto de Bizâncio, que foi um dos seus principais disseminadores em Roma por volta de 190 d.C. Foi condenada como heresia no Concílio de Nicéia em 325 a.C

Obs.: “Diversas versões do adocionismo foram propostas, mas todas aderiam à ideia comum de que Jesus nasceu humano e se tornou divino pela intercessão de Deus. Um dos primeiros grupos a aceitar essa ideia foi uma seita judaico-cristã conhecida como ebionitas. Os ebionitas viam Jesus como o Messias, mas também acreditavam que ele era plenamente humano e o consideravam um "homem comum". Negavam sua origem divina e rejeitavam a ideia de que ele havia nascido de uma virgindade milagrosa. Os ebionitas acreditavam que Jesus, por fim, conquistou o favor de Deus e foi elevado à condição divina no momento de seu batismo. [...] Apesar da condenação da Igreja, o adocionismo foi revivido no século VIII por cristãos que viviam na Espanha sob domínio muçulmano. Acredita-se que esse renascimento tenha sido iniciado por Elipandus, arcebispo de Toledo, na região central da Espanha. Essa forma de adocionismo diferia das versões anteriores por nunca questionar a origem divina de Jesus. Em vez disso, seus aspectos divino e humano eram vistos como separados. Nessa visão, Jesus renunciou à sua natureza divina para se tornar humano; somente mais tarde recuperou sua divindade por meio da adoção por Deus. Os ensinamentos de Elipandus foram declarados heresia, e a doutrina adocionista foi condenada pelo Papa Leão III em um concílio da Igreja em 794.” Adocionismo - EBSCO

Momento da Adoção:

O batismo de Jesus é o ponto principal em que os adocionistas acreditam que ele recebeu o Espírito Santo e se tornou divino.” 

Buscando entender a posição de James Dunn na realidade, embora tenha escrito sobre esta doutrina herética, alguns entendem que na realidade Dunn escreveu sob uma ótica acadêmica e não como sendo um adocionistas.

No Batismo:

                                      JESUS E O ESPÍRITO SANTO

“Jesus está em profundo relacionamento com a terceira Pessoa da Trindade. Já de início, o Espírito Santo leva a efeito a concepção de Jesus no ventre de Maria (Lc 1.34,35).

O Espírito Santo veio sobre Jesus no seu batismo (Lc 3.21,22). Nessa ocasião, o relacionamento entre ambos assume um novo aspecto, que somente pela encarnação seria possível. Lucas 4.1 deixa claro que esse revestimento do Espírito Santo preparou Jesus para enfrentar Satanás no deserto e para a inauguração de seu ministério terrestre.

O batismo de Jesus tem desempenhado um papel crucial na cristologia, e devemos examiná-lo em profundidade. James Dunn argumenta que Jesus foi adotado como o Filho de Deus no seu batismo. Por isso, para Dunn, o significado do batismo é a iniciação de Jesus na filiação divina.

Mas será que Lucas 3.21,22 - onde uma voz do céu declara: "Tu és meu Filho amado" – ensina assim?

A apresentação, ao Mundo, do Filho, é a maior resposta sobre a ação do Espírito Santo sobre sua vida.

Há um reconhecimento geral de que Salmos 2.7 é citado nesse texto. A questão é saber por que a segunda parte da declaração - "Eu hoje te gerei" - encontrada naquele salmo, foi omitida. Se o propósito da Voz do céu e de Lucas era ensinar que Jesus passava a ser o Filho de Deus a partir daquele momento, não faria sentido excluírem a segunda parte declaração, pois esta seria a comprovação desse ensino. A declarada filiação de Jesus, portanto, é mais provavelmente um reconhecimento de um fato. E especialmente importante observar que Lucas 1.35 declara: "O Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus". Howard Ervin resume bem essa questão: "Jesus é o Filho de Deus pela sua própria natureza. Ele nunca foi, não é e jamais será outra coisa senão o Filho de Deus... Não há nenhum sentido em Jesus 'somente ter-se tornado' Messias e Filho no Jordão". 82

Finalmente, Jesus é a figura chave no derramamento do Espírito Santo. Depois de levar a efeito a redenção mediante a cruz e a ressurreição, Jesus subiu ao Céu. De lá, juntamente com o Pai, Ele derramou e continua derramando o Espírito Santo em cumprimento à promessa profética de Joel 2.28,29 (cf. At 2.23). Essa é uma das maneiras mais importantes de hoje conhecermos Jesus: na sua qualidade de Doador do Espírito.

A força cumulativa do Novo Testamento é bastante relevante. A cristologia não é apenas uma doutrina para o passado. E a obra sumo-sacerdotal de Jesus não é único aspecto da sua realidade presente. O ministério de Jesus, e, de ninguém mais, é propagado pelo Espírito Santo no tempo presente. A chave para o avanço do Evangelho no tempo presente é o reconhecimento de que Jesus pode ser conhecido, à medida que o Espírito Santo capacita os crentes a revelá-lo.”

VEJA OS CONCEITOS DESDE A IGREJA PRIMITIVA SOBRE O LOGOS:

Ebionitas (Jesus foi escolhido por causa de sua piedade legal e por ocasião do batismo recebeu a filiação – adocionismo),

Adocionismo de Hermas (Jesus homem, por sua dignidade, foi escolhido pelo Logos e, na ressurreição constituído Filho); monarquianos dinâmicos (defendiam que Jesus foi um homem deificado pelo Logos).

Negação de sua divindade (de Jesus) – não aceitam que Jesus é Deus; alguns grupos sugerem que Jesus era apenas um homem tão bom que foi adotado como “Filho de Deus”; outros sugerem que ele foi a primeira criação de Deus (Adocionismo, Arianismo, Ebionitas)

http://estudandopalavra.blogspot.com/2008/01/jesus-o-verbo-de-deus-lio-01-cpad.html

Como João O Batista, mesmo disse “sobre o qual vires descer o Espírito Santo ...

Lucas 3:22 “E aconteceu que, ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus; e, estando ele a orar, o céu se abriu, e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.”

Fonte:

Got questions - O que é o adocionismo?

CACP - REVISTA “DEFESA DA FÉ” ANO 5 – N°40

Cristanismo.org - Heresias Anti Trinitárias na Igreja Ocidental no fim do Século Segundo. A posição da Igreja de Roma.

Adocionismo – cristandade - Editores da Britannica – História - Britannica AI

Apontamentos do autor em seu site http://estudandopalavra.blogspot.com/

sexta-feira, março 27

A Trindade Santa e a Igreja de Cristo Lição 13 – CPAD = EBD 29 de março de 2026

A Trindade Santa e a Igreja de Cristo

Lição 13 – CPAD = EBD 29 de março de 2026

 Subsídio pastor e professor Osvarela

Texto

Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” (Mateus 28.19).

Prática

A redenção da Igreja é uma obra conjunta da Trindade: o Pai elege, o Filho redime e o Espírito santifica, sustentando a fé e a missão da Igreja no mundo.

Leitura Bíblica

2 Coríntios 13.11-13; 1 Pedro 1.2,3.

2 Coríntios 13.11 — Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco. 12 — Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todos os santos vos saúdam. 13 — A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com vós todos. Amém!

1 Pedro 1.2 — eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam multiplicadas. 3 — Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,

A) Objetivos da Lição: 

I) Mostrar a atuação do Pai, do Filho e do Espírito no Plano Redentor;

II) Explicar que a comunhão da Igreja só é possível pela ação trinitária;

III) Destacar que a missão da Igreja é fruto do envio e capacitação da Trindade.


Exórdio:

Ao olharmos a ação do Espírito Santo descendo sobre os discípulos depois do ministério terrestre de Jesus, veremos que Suas ações na igreja primitiva foram continuação do que Ele realizou na vida de Cristo.

A atividade do Espírito Santo com uma manifestação sobre os apóstolos e discípulos no início da Igreja em Pentecostes com o mesmo poder com o qual agiu na Sua vida terrestre do Senhor Jesus, O Senhor da Igreja nos é apresentada, com Lucas mostra em Atos dos Apóstolos como continua na vida da igreja por Ele fundada. É através do Santo Espírito que Ele, Jesus Cristo, mantém Sua presença no mundo. É isto é confirmado por João, que atribui o envio do Espírito ao Pai e ao Filho, indicando que a totalidade divina está envolvida na história da salvação - Heilsgeschichte.

Os próprios eventos originadores da Igreja, a morte e ressurreição do Filho, a manifestação no Cenáculo na vida da Igreja são manifestações da vida de Deus que nos leva a refletir sobre a natureza da igreja como ação do Deus Trino, A Trindade.

João descortina esta ação do Deus Trino, em:

João 15:26 “Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim.”

João 16:7-10 “...; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não creem em mim; Da justiça, porque vou para meu Pai

Desde então e ainda agora, os seguidores de Cristo vivem pelo poder do Espírito Santo. Como O Apóstolo Paulo afirma:

“Se habita em vós o Espírito d’Aquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do Seu Espírito que em vós habita.” Rom. 8:11

O Espírito Santo, desde o início da Igreja de forma única e universalizada, deu aos cristãos uma nova dinâmica de vida, novo poder interior, nova vida, a vida da ressurreição (2 Co 5:17).

“..., a igreja existe como comunidade e não como simples grupo de indivíduos piedosos, porque o Espírito une a Cabeça com o corpo de Cristo” “a igreja existe como comunidade e não como simples grupo de indivíduos piedosos, porque o Espírito une a Cabeça com o corpo de Cristo Robert Jenson

A Igreja e A Trindade:

1 Pedro 1.2 — eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam multiplicadas.

Poderíamos colocar, como dado especial e único, a posição do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Tudo de Deus está envolvido na ação de cada membro da Trindade. Deus trabalhou através do Filho e do Espírito para trazer a igreja à existência.” 

A Trindade, em a íntima ligação entre Deus o Pai, o Filho e o Espírito, desde o Eterno Princípio tem a Igreja como Instituição humana a ser estabelecida na Plenitude e D’Ela cuidar e capacitar, para sua finalidade de ser arauto da Salvação de todos que crerem em Jesus convencidos pelo Espírito Santo.

A chamada Comunidade Eterna esteve, está e estará sempre ligada a atividade da Igreja

- “Ao enviar o Filho e o Espírito, Deus cria uma comunidade eterna e divina, que reflete e amplia Seu amor”

A Igreja é o Instrumento que faz ecoar, ao Mundo, a Glória da atividade da Trindade!

Efésios 3:9,10 “E demonstrar a todos qual seja a comunhão do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo; Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus,

No Eterno passado

1 Pedro 1.2 — eleitos segundo a presciência de Deus Pai, ...

Na Plenitude

No presente

No futuro

Em unidade os três atuam sempre a favor da Igreja e dentro d’1Ela.

O Pai – no Plano Eternal da Salvação

Mateus 16:18 “E também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;”

O Filho – Na redenção dos homens para constituição da Sua Igreja

O Espírito Santo como Paracleto e Condutor da Igreja no tempo presente

1Pedro 1.12 (NASB95) “Foi-lhes revelado que, ao fazerem isso, não estavam servindo a si mesmos, mas a vocês. Essas coisas que agora lhes foram anunciadas por meio daqueles que lhes pregaram o evangelho pelo Espírito Santo enviado do céu, coisas que até os anjos anseiam contemplar.”

A igreja não existe apenas e tão somente (editado por mim) com o propósito de salvar almas, embora essa seja uma obra maravilhosa e importante. O propósito supremo da igreja, como Paulo deixa explícito aqui, é glorificar a Deus, manifestando Sua sabedoria aos anjos, que então poderão oferecer maior louvor a Deus. O propósito do universo é dar glória a Deus, e essa será a sua realidade final depois que todo o mal for vencido e destruído. igreja não é um fim em si mesma, mas um meio para um fim, o fim de glorificar a Deus. O verdadeiro drama da redenção só pode ser compreendido quando percebemos que a glória de Deus é o objetivo supremo da criação.” MacArthur

A Igreja na Obra Salvífica:

Na própria História da Igreja, esta viria descobrir esta interação ou sinergia, da chamada Comunidade Divina Eterna, O Deus Trino, ao longo de suas discussões doutrinárias para definir a atuação de cada membro da Trindade, assim começando pelos estudos da divindade e ousia do Filho, ao questionar a questão: “Jesus Cristo é divino?” Ao defender a divindade de Cristo, a igreja primitiva afirmou que a salvação é obra de Deus, ou seja, da Trindade!

Como disse Jürgen Moltmann: “Deus aparece na história tanto como o Pai que envia como o Filho enviado…”, ao que complemento “Deus aparece na História como O Pai que envia O Filho e o Filho pede ao pai que envie O Espírito Santo.

A associação entre Pai, Filho e Espírito no Plano da Salvação nos diz algo importante sobre a vida de Deus. 

O Pai, O Filho E O Espírito Santo formaram uma unidade para criar e manter a Igreja. Os eventos originadores da igreja, a missão do Filho e do Espírito são manifestações da vida de Deus nos leva a refletir sobre a natureza da igreja.

Parafraseando Jürgen Moltmann que disse:

Deus aparece na história tanto como o Pai que envia como o Filho enviado”, edito, como:

Deus aparece na história tanto como o Pai que envia como o Filho enviado, que pede ao Pai que envie o Espirito Santo

A Igreja revela todo o Amor de Deus e para isto a Trindade é uníssona.

A ação da Trindade traz comunhão na Igreja:

2 Coríntios 13.13 — A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com vós todos. Amém!

A ação da Trindade traz comunhão na Igreja:

A Igreja nasce e age em comunhão com a obra de cada pessoa da Trindade!

“Os santos experimentam uma comunhão distinta com cada uma das três pessoas da Trindade—Pai, Filho e Espírito Santo. John Owen

A palavra grega traduzida como "comunhão" no Novo Testamento é koinonia, que significa "parceria, compartilhamento em comum ou comunhão", e a essência da parceria é a concordância ou unidade de propósito. A comunhão com Deus é, em sua forma mais básica, concordar com Ele em todas as coisas. O Novo Testamento garante aos crentes essa parceria. Não apenas temos comunhão com Deus, o Pai, mas também com Seu Filho e o Espírito Santo.

Ao enfatizarmos isto, queremos que cada um lembre-se de que sua comunhão mais profunda não é com o mundo, mas com Deus Pai e Seu Filho, Jesus Cristo. 


Quadro– Livro de Comunhão com o Deus trino - John Owen

Comunhão na Igreja e a Relação com a Trindade.

A Trindade é o melhor exemplo da comunhão em uma comunidade divina, assim como na união hipostática do Pai, Filho e Espírito Santo, vemos na chamada Economia divina como cada qual tem sua função e atividade, sem nenhum tipo de conflito, assim como a Igreja nasce e age em comunhão com a obra de cada pessoa da Trindade, da mesma forma a Comunidade eclesial tem como fundamento a comunhão (relação comunional - "corpo de comunhão" -tripessoal) interna de todos os seus membros em cada atividade ou ministério ou não para qual foi chamado.

Isto se dá na comunhão divina, onde a unidade não é anterior nem posterior à Trindade. A Trindade é a koinonia perfeita do amor infinito.

Para entendermos a comunhão da Igreja com a Trindade, podemos ver na história da salvação, desde o evento da revelação de Deus em Jesus Cristo, que Deus se dá a conhecer, tal como ele é, através (ou apenas?) na relação de Jesus com seu Pai no Espírito.

João 14: 17;20;23 “Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós. O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.”

Podemos reler com uma paráfrase:

Vocês conhecem o Espírito, porque Ele está com vocês em mim, mas Ele virá (no Pentecostes) para estar em vocês como justamente Aquele que tem sido meu constante companheiro (e nesse sentido, “em vocês”). Assim, Ele não é outro, senão Aquele que é o vínculo de comunhão entre o Filho e o Pai desde toda a eternidade.”

1 João 1:3 “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo.”

Podemos dizer, que se trata de teologia um pouco mais profunda, sem extrapolar a visão divina, que é uma posição semelhante a hipóstase da Trindade, revelada para a posição de comunhão total do crente (Igreja) com Jesus, O Pai e consequentemente com o Espírito Santo, o vínculo divino do crente com a Trindade.

Para a comunhão ser verdadeira na Igreja, só o é, pelo vínculo com a Trindade.

1 João 1:7 “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros. ...”

1 Coríntios 1:9,10 “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor. Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer.”

Esta comunhão é uma dadiva a Igreja que podemos entender pela Escrituras seja AT ou NT, como um convite e abertura ao ser humano à comunhão infinita de amor do Pai, Filho e Espírito Santo. 

1 Coríntios 14:26 “Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.

Esta é uma união tão real e maravilhosa que sua única analogia real — assim como seu fundamento — é a união do Pai e do Filho através do Espírito. Assim os discípulos aprenderam, e como Igreja isto se estendeu, que desfrutariam a união com o Filho e, portanto, teriam comunhão com o Pai através do Espírito. “Vós o conheceis,” disse Jesus, “porque ele habita convosco e estará em vós” (v. 17).

                   Exemplo da Economia Divina:

Pai (O Criador): Planeja e origina a missão da Igreja, chamando-a à existência.

Filho (O Salvador): Redime, dirige e governa a Igreja. É o centro da unidade, onde os fiéis se encontram e se harmonizam.

Espírito Santo (O Santificador): Capacita, sustenta e distribui dons, tornando a Igreja o templo de Deus e unindo os crentes em amor.

Katartizo a palavra que é traduzida aqui por edificar tem vários significados: 1) restituir, preparar, examinar, completar, emendar (o que estava quebrado ou rachado), reparar, preparar, equipar, colocar em ordem, arranjar, ajustar para si mesmo; 2) eticamente: fortalecer, aperfeiçoar, completar, tornar-se no que se deve ser.

Os crentes que querem viver em plena comunhão precisam ter a consciência de que precisamos chamar alguém para o nosso lado (parakaleo). Como não somos autossuficientes, precisamos de alguém ao nosso lado, para nos consolar, instruir, exortar, admoestar, encorajar.

A insistência para que os irmãos vivam em união.

2 Coríntios 13.11 — Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco.

Λοιπόν, δελφοί, χαίρετε, καταρτίζεσθε, παρακαλεσθε, τ ατ φρονετε, ερηνεύετε, κα Θες τς γάπης κα ερήνης σται μεθ μν. 2 Coríntios 13:11

Age em toda a área espiritual dos crentes.

χαίρετε (chairete): regozijai-vos/alegrai-vos

καταρτίζεσθε (katartizesthe): sede perfeitos/aperfeiçoai-vos

παρακαλεσθε (parakaleisthe): sede consolados/animados

τ ατ φρονετε (to auto phroneite): sede de um mesmo parecer/mente

ερηνεύετε (eireneuete): vivei em paz

regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados

A comunhão com a Trindade faz com que a Igreja sinta a presença de Deus Trino. Assim, o resultado prático dessa plena harmonia na igreja seria: “E o Deus de amor e de paz estará convosco”.

Deus se alegra em ver a nossa união, a nossa harmonia, a nossa paz. Nesse clima de harmonia a igreja sente Deus presente.

Jesus prometeu estar todos os dias com a Igreja:

“..., e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação do mundo. Amém.” Mateus 28:20

A maior prova da vontade de Deus é apresentada pelo Filho, em estar conosco, a Igreja todos os dias.

o Deus de amor e de paz será convosco

A Missão da Igreja

O papel do Espírito na Igreja tem íntima semelhança com Seu papel na Trindade. Esta é a conclusão quanto a missão da Igreja.

Missão [da Igreja] – nossa definição – é o papel proposto por Deus a ser desempenhado, pela Igreja na Terra.

Fornecer a todos os homens, o direito de conhecerem a Verdade revelada na pessoa do Salvador Único – Jesus Cristo, para que eles, venham ao pleno conhecimento da Verdade – O Próprio Jesus.

Para que todos os homens em todos os lugares, próximos ou nos confins da Terra possam desfrutar da Salvação.

A função da Igreja é apoiar e transmitir ao mundo a Verdade que Deus revelou.

Mateus 28:19,20 “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação do mundo. Amém.”

“A igreja é a comunhão criada pelo Espírito, que cumpre a missão de Cristo, atraindo pessoas ao amor de Deus”

Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” (Mateus 28.19).

A atividade de Deus Pai, Filho e Espírito não apenas originou a igreja; repartiu com ela a característica essencial do caráter divino – Seu amor.

Mateus 4:17-19 “Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus. E Jesus, andando junto ao mar da Galileia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, porque eram pescadores; E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.”

O Amor de Deus é a base da missão de resgatar os homens, como “pescadores de homens” como principal Missão da Igreja no Reino de Deus.

Três etapas da Missão da Igreja, em nome da Trindade:

Marcos 16:15,16 “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”

- Ide

- Ensinai

- Batizando-as

“ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”

Fonte:

O Que é Igreja? Qual é o Significado da Igreja? Daniel Conegero

Ephesians MacArthur New Testament Commentary By John MacArthur

Comentário sobre Efésios 3:10

Recursos de Efésios 3

https://www.preceptaustin.org/ephesians_310#3:10

A Trindade e a Igreja https://ministeriopastoral.com.br/a-trindade-e-a-igreja/

Unidos ao Deus trino

O Pai, o Filho e o Espírito Santo junto ao seu povo; Sinclair Ferguson - professor de teologia sistemática no Seminário Redeemer em Dallas, TX, EUA. É reitor do curso de Doutorado em Ministério na Academia Ligonier, e professor no Ministério Ligonier.; em 12 dez, 2023/

A Comunhão Trinitária; Gonzalo Zarazaga, SJ – Facultad de Teología del Colegio Máximo de San José, Argentina. Texto original espanhol.

Got question - O que é comunhão com Deus?

União e Paz em 2 Coríntios 13:11 - Pr. Eli da Rocha Silva - 07/04/2013 – Igreja Batista em Jd. Helena – S. Paulo - SP

Citações do autor do subsídio

https://estudandopalavra.blogspot.com/2024/01/a-missao-da-igreja-de-cristo-licao-05.html

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