sexta-feira, janeiro 23

A Paternidade Divina - Lição 4 CPAD - 25 de janeiro de 2026

 A Paternidade Divina

Lição 4 CPAD - 25 de janeiro de 2026

Subsídio pastor e professor Osvarela

Parabéns a cidade de São Paulo pelos seus 472 anos. Como tantos vim para São Paulo e morei e trabalhei neste Estado, inicialmente nesta cidade.

Texto

E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.” (1Jo 4.14).

Prática

A paternidade de Deus é revelada no envio do Filho e na concessão do Espírito, confirmando nossa filiação e aperfeiçoando-nos no amor.

Visão doutrinária:

A paternidade é o papel da primeira pessoa da Trindade que opera por meio do Filho e por meio do Espírito Santo”.

Leitura Bíblica - 1 João 4.13-16.

13 — Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito,

14 — e vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.

15 — Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele e ele em Deus.

16 — E nós conhecemos e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor e quem está em amor está em Deus, e Deus, nele.

A) Objetivos da Lição: 

I) Compreender que a paternidade de Deus é eterna e inseparável de sua natureza;

II) Reconhecer que confessar a Cristo como Filho é evidência de filiação divina;

III) Aplicar os princípios do amor do Pai como base para a vida cristã.

Etimologia:

ομολογεω - homologeo; v. dizer a mesma coisa que outro, i.e., concordar com, consentir; conceder - não rejeitar, prometer- não negar – confessar – declarar; confessar, i.e., admitir ou declarar-se culpado de uma acusação; professar, declarar abertamente, falar livremente, professar a si mesmo o adorador de alguém, louvar, celebrar

ομολογια - homologia; n. f. declaração - subjetivamente: o que professamos ser nosso; objectivamente: declaração [confissão] i.e., o que alguém declara [confessa]

ομοφρων – homophron adj. de uma mesma mente, concordante

συμφημι sumphemi; v. consentir, confessar

εξομολογεω - exomologeo; v. confessar; professar - reconhecer aberta e alegremente; para a honra de alguém: celebrar, dar louvor a; prometer publicamente que farei algo, concordar, comprometer-se com;

Introdução:

É importante notar, que na epístola joanina, o autor, o Apóstolo João, usa a palavra Pai, para se referir a relação filial na Trindade. Isto é claro e teológico.

Assim, o autor se refere a esta relação: Deus O Pai e Jesus O Filho.

Mas, no texto de sua Revelação no Evangelho, João descreve a feitura de filhos, filiação por Amor e vontade de Deus, pelo poder da fé em Jesus O Filho, que nascem da vontade D’Ele mesmo – Deus!

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.”  João 1:12,13

Ali no Evangelho, contudo, o autor, da epístola, trata a questão da Paternidade Divina para a relação de Deus com os homens fazendo-os seus filhos, através da ação salvífica do Amor derramado através da entrega de Jesus para salvar a Humanidade e com a ação do Espírito Santo.  

A Posição da Doutrina da Paternidade Divina no Novo Testamento:

Uso no Novo Testamento: há um reconhecimento verbal da grandiosidade de Deus (Mateus 11.25; Lucas 10.21; Romanos 14.11; 15.9; Filipenses 2.11) ou dos nossos próprios pecados (Mateus 3.6; Marcos 1.5; At 19.18). 

“Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação” (Rm 10.9,10).

O propósito do apóstolo (1João 1:1-4) é declarar a Palavra da Vida àqueles a quem ele escreve, a fim de que possam estar unidos em comunhão com o Pai e seu Filho Jesus Cristo. E neste ambiente celeste encontramos a união hipostática do Espirito Santo em ação como garantia, tal como penhor, da paternidade que alcançamos junto ao Pai.

O Pai proclamou as palavras criadoras, e o Filho executou-as. O Pai planejou a redenção, e o Filho, ao ser enviado ao mundo, realizou-a. Quando o Filho retornou ao céu, o Espírito Santo foi enviado pelo Pai e pelo Filho para ser o Consolador e Ensinador.” Declaração de Fé das AD’s

1 João 4:8-12 Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. [...] Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho ... Nisto conhecemos que permanecemos nele, e ele, em nós: em que nos deu do seu Espírito...testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele, em Deus.  

γενεα - genea; n. f. paternidade, nascimento, natividade; aquele que foi gerado, homens da mesma linhagem, família; os vários graus de descendentes naturais, os membros sucessivos de uma genealogia; metáf. grupo de pessoas muito semelhantes uns com os outros nos dons

Ele mostra que os meios de união por laços de Paternidade Divina com Deus são:

A paternidade é o papel da primeira pessoa da Trindade que opera por meio do Filho e por meio do Espírito Santo”.

(1)   Da parte de Cristo, sua obra expiatória (1João 1:7; 2:2; 3:5; 4:10,14; 5:11-12) e sua advocacia (1João 2:1); e

(2)  Da parte do Espírito Santo, seu Paracleto que é quem nos convence da necessidade desta filiação e que nos foi enviado pelo Pai a pedido do Filho (João 14:16-18); e sua (a qual chamo) dupla intercessão (Rm 8.26)

(3)  Da parte do homem, santidade (1João 1:6), obediência (1João 2:3), pureza (1João 3:3), fé (1João 3:23; 4:3; 5:5) e amor (1João 2:7-8; 3:14; 4:7; 5:1).

Confissão no sentido bíblico:

Evidentemente ao escrever estas linhas, abaixo, sobre confissão no contexto bíblico, estamos dando subsídio sobre o uso da confissão, mas a Confissão  Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele e ele em Deus. - para fins de aceitação para alcançar a Paternidade Divina refere-se, claramente, a confissão de pecados com reconhecimento que somos pecadores e aceitamos a correção dos nossos pecados pelo Pai Celeste!

Perdão Judicial - O perdão judicial se refere ao perdão do castigo pelos pecados; o cristão o recebe quando confessa e crê que Senhor Jesus Cristo é o Único Salvador. É chamado de “judicial” porque é concedido por Deus em seu papel de Juiz. 

Então entenda a apresentação, - aqui neste trecho abaixo (e no subsídio) -, como confissão no sentido de reconhecer um erro, diante do próximo, diante da Igreja, etc. ...

Duas formas básicas: 

         - Confissão de fé (Mateus 10.32; Romanos 10.9-10; 1 Timóteo 6.12); 

- Confissão de pecado(s) (1 João 1.9; Tiago 5.16; Mateus 3.6; Atos 19.18). 

A confissão não tem por objetivo a exposição e humilhação do cristão arrependido. Muito pelo contrário, o objetivo é o auxílio através da oração e acompanhamento.

As dimensões da confissão de pecados - a confissão, com franqueza, deve acontecer diante de outras pessoas e de Deus:

a) A Deus apenas (Salmos 32.3-6; Salmos 51.4-8), algo que podemos ver claramente no caso de Davi no Salmo 32;

b) Uns aos outros (Tiago 5.16), que é a recomendação de Tiago à igreja, que confessassem os pecados uns aos outros;

Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado.” Salmos 32:5

d) À igreja inteira (1 Coríntios 5.3; 2 Coríntios 2.6). Seguindo a lógica dos autores, a confissão pode ser feita à igreja inteira quando há algo que se torna público ou que cause escândalo na congregação. Ou no caso dos presbíteros que, ao pecarem, devem ser repreendidos perante toda a congregação (1 Timóteo 5.20), “seu pecado deve ser declarado diante de todos (tornado público)”. É muito provável que a confissão também tenha que ser pública nesses casos, ou seja, feita diante de toda a igreja. Bruce K. Waltke e James M. Houston

Segundo John Goldingay, a confissão, com franqueza, deve acontecer diante de outras pessoas e de Deus.

Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus. Nisto são manifestos os filhos de Deus.” 1 João 3:9,10

Confessar em relação ao erro: não é reconhecer que errou, mas aceitar que Deus não se agrada do pecado e que ao confessarmos podemos ser aceitos como filhos pois aceitamos a correção de Deus como Nosso Pai, e que reconhecemos que pecamos. Por isto é importante - a confissão, com franqueza, deve acontecer diante de outras pessoas e de Deus

Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue; e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige?” Hebreus 12:4-7

Confessar” significa literalmente “dizer a mesma coisa”, ou seja, concordar com o que alguém está dizendo. O contexto deixa claro que confessar nossos pecados significa concordar com o diagnóstico de Deus sobre nós de que somos pecadores e que pecamos.

No capítulo 1, confessar e andar na luz por parte do homem, em conexão com o perdão e a purificação por parte de Deus, resultava em comunhão com Deus, com Cristo e com os santos da Igreja.

O verbo é “confessar” (homologei)

“Ao confessar, o crente toma posição, compromete sua vida, declara ser verdade o que crê, afirma sua lealdade completa e contesta toda afirmação falsa contra sua vida. A confissão de fé é o selo da fé e a coragem da fé”.

Se confessarmos combina com o versículo 7. O indivíduo hipotético nesse versículo reconhece o fato do princípio do pecado interior que produz atos pecaminosos e uma consciência culpada. Ele reage à luz de Deus revelada nele e reconhece as trevas que o controlam. Quando confessamos nossos pecados, aprendemos por experiência a verdadeira natureza de Deus.

A confissão nos leva a entender a verdadeira natureza de Deus:

“Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo.” 1 João 3:1

FIEL - fiel à sua própria natureza.

JUSTO (dikaios, reto); em relação ao homem e seu pecado. Qualquer outro ser retalia a ação contra si, com ação de mesma intensidade ou até maior em poder ou força, mas Deus se mantem fiel e justo independente a nós agirmos contra Ele, pecando. As injustiças e falhas do homem não podem provocar Deus a ser injusto (quando entendemos e sua natureza divina e amorosa) em resposta à uma confissão genuína de pecados.

De tal forma, ainda, que em nós mesmo acharmos que não pecamos o faríamos ‘mentiroso’ é porque não confessamos os nossos pecados, mas apenas tivemos um pensamento de acharmos que o que fizemos não ofende a sua Santidade: ‘Se dissermos que não pecamos, nós o fazemos de mentiroso, e a palavra dele não está em nós’. 1 João1. 10 

διαμαρτυρομαι - diamarturomai; v. testificar; acusar seriamente, religiosamente; atestar, testificar a, afirmar solenemente - dar testemunho solene para alguém - confirmar algo pelo testemunho, testificar, fazê-lo crível.

“Quem encobre as suas transgressões não prospera, mas quem as confessa e as abandona alcança misericórdia” (Provérbios 28:13). 

Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo”.  Tiago 5:16

A ação do Amor na Paternidade Divina:

A paternidade é advinda por ação do Amor do Pai, de Nosso Senhor Jesus, e por meio deste somos filhos de Deus.

1 João 4.16 — E nós conhecemos e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor e quem está em amor está em Deus, e Deus, nele.

Ressalto: na epístola de João o termo Pai refere-se ao Deus Pai, mas a Paternidade Divina é adquirida através do Filho com base no Amor do Pai!

Só nos tornamos filhos de Deus, por causa do Amor.

υιος - huios; n. m. filho - filho do homem, usado por Cristo mesmo, para que pudesse expressar sua messianidade e também designar a si mesmo como o cabeça da família humana, o homem - Cristo parece ter preferido este a outros títulos messiânicos, porque pela sua discrição não encorajaria a expectativa de um Messias terrestre em esplendor digno de reis; filho de Deus; daqueles que Deus estima como filhos, que ele ama, protege e beneficia; aqueles cujo caráter Deus, como um pai amoroso, desenvolve através de correções (Hb. 12.5-8); aqueles que reverenciam a Deus como seu pai, os piedosos adoradores de Deus, aqueles que no caráter e na vida se parecem com Deus, aqueles que são governados pelo Espírito de Deus, que repousam a mesma tranquila e alegre confiança em Deus como os filhos depositam em seus pais (Rm 8.14; Gl 3.26), e no futuro na bem-aventurança da vida eterna vestirão publicamente esta dignidade da glória dos filhos de Deus.

Os cristãos são fruto do amor de Deus, enquanto a humanidade em geral é o resultado da atividade criativa de Deus. Mas, lógico é que o Amor atinge a toda Humanidade no momento do Eterno passado no qual o Pai expressou o seu Amor ao doar o Filho:

E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.” (1Jo 4.14).

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito” (João 3:16).

Nesta primeira epístola joanina, o termo, filhos de Deus aparece 4 vezes:

- a primeira, como efeito do amor do Pai (3, 1);

- a segunda, para afirmar nossa filiação como coisa segura e atual (3, 2);

- a terceira, distinguindo entre filhos de Deus e filhos do diabo (3, 10);

- e, finalmente, como objeto especial de nosso amor (5, 2). 

O efeito do Amor nos assegura a Paternidade Divina, e tal como é ela é segura e atual e nos distingue dos filhos do diabo e é imanente entre nós pelo amor que pelo Pai, através do Filho nos faz amar nossos irmãos como irmão da mesma Paternidade por este vínculo do Amor divino!

Nesse amor encontramos a verdadeira causa de união com Deus, do qual somos filhos.

O Amor: O grego ágape é traduzido por amor. αγαπαω, e não φιλεω, é a palavra usada do amor de Deus aos homens.

“Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos” (1 Jo 4.9).

Não só fomos chamados filhos de Deus, mas nós o somos de fato. “A ponto de sermos chamados” (kai esmen) deveria ser acrescentado à versão King James, porque consta nos melhores e mais antigos manuscritos gregos.

εσμεν - esmen; v. primeira pessoa do plural do verbo “ser” ou “estar”; ‘E somos’ = kai esmen

A expressão "kai esmen" (grego: κα σμέν) vem do grego koiné (grego bíblico) e significa literalmente "e somos"

Kai (κα): Conjunção que significa "e", "também", "inclusive".

Esmen (σμέν): Verbo na primeira pessoa do plural (nós), indicativo presente do verbo eimi (ser/estar). Significa "nós somos" ou apenas "somos". 

1 João 3:1: "...que sejamos chamados filhos de Deus; e somos (κα σμέν) [de fato]". Aqui, a frase enfatiza uma realidade atual e não apenas uma possibilidade futura.

1 Coríntios 3:9: "...pois somos (σμέν) cooperadores de Deus..." (às vezes precedido por "kai").

Identidade: É usada em passagens paulinas (Romanos, Gálatas) para afirmar a identidade dos fiéis como "filhos de Deus" ou "herdeiros". 

Paulo também tratou o assunto sob esta doutrina da relação de Paternidade Divina.

Paulo empregou o termo “filhos” (yiós) em um sentido legal, usando a analogia da adoção em vez de geração. Para João, somos “filhos” (tekna) de Deus pelo novo nascimento e esse é o relacionamento mais íntimo.

τεκνον – teknon; menino, filho; filhos de uma cidade: seus cidadãos e habitantes.

τεκ νοτ ροφ εω teknotropheo; v. criar filhos

- filhos de Deus: No NT, nos escritos de Paulo, todos que são conduzidos pelo Espírito de Deus e assim estreitamente relacionados com Deus.

É este fato, ou seja, a revelação joanina e paulina sobre esta filiação Divina que nos faz filhos de Deus, que nos leva a entender a Paternidade Divina e que o Mundo desconhece e não compreende!

O efeito da paternidade nos ensina:

“A paternidade de Deus é revelada no envio do Filho e na concessão do Espírito, confirmando nossa filiação e aperfeiçoando-nos no amor.”

Assim, a filiação pressupõe uma família.

Deus é um Deus de família.

“porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito. Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de DeusEfésios 2:18,19

Paulo reforça a ideia de pertencimento a esta família:

“Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra,”  Efésios 3:14,15

O Deus que abriga o órfão como filho e as viúvas tem prazer maior ao aceitarmos pela fé e Seu Filho e por meio Deste, nos aceita como seus filhos”

“Pai dos órfãos e juiz das viúvas é Deus em sua santa morada. Deus faz que o solitário more em família; Salmos 68:5,6

Fonte:

Quinta-feira Teológica: Confissão - Joshua M. Greever, PhD Universidade Grand Canyon

O ensino bíblico sobre a confissão de pecados - Jonas Junior Mendes

1 João 1 – Apologeta - Luan Lessa

Citações no corpo do texto

A Filiação Divina Dos Batizados; (1 JOÃO 3, 1-2); (Pe. Ignácio, dos padres escolápios)

Estudantes da Bíblia

Lições CPAD – 1º Trimestre 2026

Site do autor do subsídio - http://estudandopalavra.blogspot.com/

Bíblia Almeida Revista e Atualizada - Copyright 1993 SBB - Sociedade Bíblica do Brasil. 

sábado, janeiro 17

O Pai enviou o Filho Lição 3 CPAD- tema Trindade - 18 de janeiro de 2026

O Pai enviou o Filho

Lição 3 CPAD- tema Trindade - 18 de janeiro de 2026

Subsidio Pastor e professor Osvarela

SUGIRO LER O ANEXO no final do texto:

Texto

Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.” (1Jo 4.9).

Prática

O envio do Filho revela o amor do Pai e a perfeita unidade da Trindade no plano da salvação, garantindo a redenção e a adoção dos crentes.

Leitura Bíblica

João 3.16,17; 1 João 4.9,10; Gálatas 4.4-6.

João 3.16 — Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

17 — Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.

1 João 4.9 — Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.

10 — Nisto está o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.

Gálatas 4.4 — mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,

5 — para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.

6 — E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.

A) Objetivos da Lição: 

I) Compreender que o envio do Filho é a maior prova do amor de Deus Pai;

II) Reconhecer que a vinda de Cristo ocorreu na plenitude dos tempos, segundo o plano eterno de Deus;

III) Identificar a atuação da Trindade na execução e aplicação da salvação.

Ensino Doutrinário:

A visão da Declaração das AD’s – CGADB sobre Deus O Filho:

Capítulo III. Sobre A Trindade

O Deus Filho. O Senhor Jesus Cristo é, desde a eternidade, o único Filho de Deus e possui a mesma natureza do Pai, como afirmam os credos: “consubstancial com o Pai”, em grego, homooúsion to patrí, que significa “da mesma substância com o Pai”, qualifica a unidade de essência do Pai e do Filho. Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30). Ele é a segunda pessoa da Trindade e que foi enviado pelo Pai ao mundo. Ensinamos que o Filho se fez carne, possuindo agora duas naturezas, a divina e a humana, sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Acreditamos em sua concepção sem pecado no ventre da virgem Maria. Negamos que tenha sido criado ou passado a existir somente depois que foi gerado por obra do Espírito Santo. Confessamos que o Filho é autoexistente:

Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (Jo 5.26); “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou” (Jo 8.58) e eterno, que voluntariamente se sujeita ao Pai. Que, em obediência ao plano do Pai, morreu e ressuscitou para que o mundo fosse salvo. Que, vitorioso, ascendeu ao céu, assentando-se à direita de Deus Pai. Que o Filho é o único mediador entre Deus e os seres humanos, o propiciador, o único salvador, o nosso sumo sacerdote e intercessor.

Introdução:

A origem do Filho é uma discussão teológica para muitos que tentam descaracterizar a doutrina Trinitária e mesmo sobre a característica de Divindade que tenha ousia como O Pai!

João 1:1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 

João revela a origem eterna do Filho, O enviado do Pai. O uso de João do termo vida tem algo a dizer acerca da Encarnação.

A vida do Filho, o Cristo, que Ele compartilhava com o Pai e que o tornou Filho de Deus, entremeou-se com a humanidade sem perder sua qualidade eterna. O uso de João do termo vida tem algo a dizer acerca da Encarnação.

1 João 5:12 Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida.

Neste estudo sobre o envio do Filho entendemos que a vinda ou envio do Filho era parte do Plano eternal da salvação da Humanidade.

João 5:26 Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo.

O envio do Filho se dá em época determinada nos oráculos do aeon e do kairós obedecendo as ordens do Pai, que ao longo da história humana vai estabelecendo fatos, personagens e atos divinos que vão determinar o momento exato do envio do Filho.

Dentro da História da Salvação (ou Heilsgeschichte, em alemão) este processo se dá sob a principal e mais relevante ação da Trindade, que inclui o envio do Filho.

Como diz a teologia alemã: “Há uma História da questão salvífica preparada por Deus, que é soberano e sabe de tudo antes que aconteça.”

Destaque:

A Palavra Salvação só tem seu sentido total se compreendida sob a ótica do Plano Divino da redenção do ser humano por Jesus Cristo, este encarnado, ressuscitado, assunto aos Céus e a quem foi dado todo poder nos céus e na Terra. Salvação é regeneração do homem e sua segurança de uma Eterna Vida com Deus, após esta vida terrena”. Osvarela

A Salvação é uma realidade produzida pela Trindade com a atuação de todos os membros dela, com a atuação personalizada de cada um dos três membros. Embora, proposta na sua solução Redentiva pelo próprio Pai.

3. 16,17 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.

A salvação é um fenômeno que assume sua temporalidade na encarnação do Filho. Por isso, nosso interesse deve ser simultaneamente no Filho e na sua obra salvadora, tal como expressou Melanchthon quando disse: "Hoc est cognoscere Chistum, beneficia eius cognoscere” - Conhecer Cristo, isso significa conhecer seus benefícios M (Melanchthon, apud, 1993, pp.22).

Interessante verificarmos que o envio do Filho é uma relação da característica pelo qual o Pai é reconhecido como característica Deus é Amor.

1 João 4.9 — Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.

Tempo e Envio:

Eu entendo, que o envio do Filho, dentro do plano eternal da Salvação, foi revelado (porque eternalmente já existia na mente de Deus) desde o princípio da existência dos homens (e existente desde o antigo passado, na mente do Pai), após a queda no Éden, como está escrito:

Gênesis 3:15 Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. 

A referência sobre o calcanhar ferido pela serpente, alude ao sofrimento (cravos na cruz) causado pelos pecados e a morte para salvar os homens.

O Envio sob a ótica de resgate com sangue e ferida no enviado aconteceu, como dizemos acima, no tempo correto.

Gênesis 4:1 Coabitou o homem com Eva, sua mulher. Esta concebeu e deu à luz a Caim; então, disse: Adquiri um varão com o auxílio do Senhor. 

Muito embora, Eva tenha entendido o anuncio do Protoevangelho, que a mulher daria, no caso ela, daria à luz a um filho que seria o resgatador da Humanidade.

A partir deste momento, a História terá uma continuidade, com anúncios confirmatórios do Enviado nascer, aparecer no momento certo.

Isaías (nascimento de Emanuel, Príncipe da Paz em Belém, sofrimento do Servo Sofredor), Miqueias (nascimento em Belém, de família antiga), Jeremias (descendente justo de Davi), Malaquias (preparação do caminho por um anjo, purificação) e Zacarias (vinda para salvar Seu povo)

No Antigo Testamento os profetas anunciam a vinda do Filho, em alguns textos de forma figurativa ou com inferências.

As chamadas revelações messiânicas mostram a presença do Filho, em forma metáforas ou figuras de texto ou como realidade da segunda pessoas da Trindade, ainda sob a visão veterotestamentária.

Como podemos ler, vários profetas textuais falaram sobre o Filho, mas em fases diferentes, contudo alguns declararam o advento com nascimento.

Destes Isaías se destaca com profecia de forma mais clara.

- Isaías 7:14 Portanto, o Senhor mesmo lhes dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel.

Sob a ótica da encarnação Isaías revela como seria o Filho, chamado por si mesmo de Filho do Homem:

Isaías 53:1,2,3 Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.

Isaías apresentando o Filho, como um nascido de mulher, confirma o protoevangelho, sob a visão do seu nascimento encarnado, mas Filho de Deus (logico que veremos a visão da apresentação do Filho sob a ótica Neotestamentária).

Isaías 9:6-7 - Pois um menino nos nasceu, um filho nos foi dado. O governo estará sobre seus ombros, e ele será chamado de Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno e Príncipe da Paz. Seu governo e sua paz jamais terão fim. Reinará com imparcialidade e justiça no trono de Davi, para todo o sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará que isso aconteça!

O menino que nasceu, o filho dado, nomeado como Maravilhoso Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade e Príncipe da Paz, governará eternamente com justiça.

A revelação do Envio do Filho, na forma humana, se dá de maneira profética, sob o manto de um ser humano simples, diferente de um ser humano com a aparência de realeza, embora sendo o próprio Rei.

O livro dos Salmos declara sobre a figura do Filho - Aquele a quem Deus declarou ser seu Filho -, a textualidade do texto sobre O Filho deixa claro que O Pai dá orientações sobre o Poder do Filho (iremos encontrar a concordância nos textos neotestamentários da Kenosis):

2:12 Beijai o Filho para que se não irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em pouco se lhe inflamará a ira.   Bem-aventurados todos os que nele se refugiam.

O versículo final oferece tanto um ultimato às autoridades terrenas quanto uma bênção a todos os que o seguem, mas é sobretudo uma apresentação do Poder e autoridade do Filho e é direcionado ao Filho divino recém—apresentado como herdeiro das nações da Terra.

“..., devem expressar sua fidelidade ao Filho de Deus, ou reconhecê-lo como o Rei divinamente estabelecido, com expressões apropriadas de submissão e fidelidade; que eles deveriam recebê-lo como Rei, e se submeter ao seu reinado.” [Barnes, 1870]

Na época de Davi, quando este salmo foi escrito, isso representava qualquer autoridade governante. Por aplicação, esta admoestação poderia ser aplicada a qualquer pessoa com qualquer tipo de autoridade posicional e é claro a todos que deveriam reconhecer o Filho como a quem Dus deu Poder e autoridade.

"Beijai o filho" pode ser adaptado literalmente para "preste homenagem" ("nāshaq bar"). No antigo Oriente Próximo, os vassalos expressavam fidelidade beijando as mãos ou os pés do soberano; a recusa era um sinal de rebelião.

Mas, Beijar o Filho é, em última análise, confiar N’Ele — confessar o Seu senhorio.

Deus ungiu Seu Filho para governar a Terra. Deus exorta os reis da terra a se arrependerem e a adorarem o Filho, o Rei ungido sobre todos os reis.

Plenitude - Pleroma:

πληρωμα - pleroma; n. n. aquilo que é (tem sido) preenchido; aquilo que enche ou com o qual algo é preenchido; consumação ou plenitude do tempo

πληρης - pleres; adj. cheio, i.e., preenchido, completo (em oposição a vazio) - de recipientes ocos ou feitos para serem preenchidos; de uma superfície, completamente coberta; da alma, totalmente permeada com. Inteiro, i.e., completo - que não tem falta de nada, perfeito.

πληροω - pleroo; v. tornar cheio, completar, i.e., preencher até o máximo - fazer abundar, fornecer ou suprir liberalmente - Tenho em abundância, estou plenamente abastecido. Tornar pleno, i.e., completar - preencher até o topo: assim que nada faltará para completar a medida, preencher até borda.

Ζωη - zoe; n. f. vida - da absoluta plenitude da vida, tanto em essência como eticamente, que pertence a Deus e, por meio dele,

Gálatas 4.4-6 — mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.

Estes textos escritos ao longo dos séculos antes do advento do Filho mostram que Deus O Pai havia concebido um plano para a apresentação ao Mundo do Envio do Filho, tempo que chamamos de Plenitude.

Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.” (1Jo 4.9).

O envio do Filho se deu na plenitude do tempo conforme a presciência do Pai.

Tanto o tempo cronos, quanto o tempo kairós estão sob o comando divino. Assim, o Pai determinou os eventos ao longo das Eras, tanto as eternais, quanto as cronológicas que regem os dias terrenos, o momento no qual Ele enviaria o Filho para cumprir a revelação universal, acessível a todos os homens e até mesmo à Terra.

Romanos 8:22,23;29 Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos. também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. 

A plenitude marca o início da ação universal da Graça, que nunca deixou de ser aplicada pela Trindade, mas na plenitude ela se universaliza e amplia a sua ação salvífica, pois a atuação mantenedora é exercida a todos os homens, que creem ou não em Deus.

A concordância sobre O Filho e os filhos por adoção:

                   Gálatas 4.5-6 — para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.

Neste aspecto temos que remeter à literatura Neotestamentária, assim, temos nos evangelhos a revelação/apresentação do Filho, onde o Filho é declarado enviado pelo Pai, como em:

Mateus nos capítulos 2 e 3, reúne os depoimentos de cinco testemunhas quanto à pessoa de Jesus Cristo, afirmando que ele é o Filho de Deus e o Rei.

Lucas, que escreveu principalmente para os gregos e apresentou Cristo como o "perfeito Filho do homem".

Em João há o interesse universal que traz a revelação acerca da relação Pai e Filho, com a presença do Espírito Santo nas linhas do texto e no conteúdo, e sua mensagem é: "Este é o Filho de Deus", [O evangelho não sinótico de João traz a revelação “que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus” e que aqueles que cressem teriam “vida em seu nome” (Jo 20.31). João como apóstolo, havia “visto” Cristo como homem, mas também tinha recebido revelação de quem Ele era, no mundo espiritual, e isto foi o diferencial em relação aos demais Evangelhos!]

Nas Escrituras podemos encontrar a nominação ou declaração dos nomes ou títulos do Filho enviado:

         “devemos considerar três nomes dados ao Filho de Deus:

O nome Jesus significa "Salvador" e vem do hebraico Josué ("Jeová é salvação").

Havia muitos meninos judeus chamados Josué (ou, no grego, Jesus), mas o filho de Maria chamava-se "Jesus o Cristo".

O termo Cristo quer dizer "ungido" e é o equivalente grego da designação Messias.

Ele é "Jesus o Messias". Jesus é o seu nome humano; Cristo (Messias) é o seu título oficial;

Emanuel descreve quem ele é - "Deus conosco". Jesus Cristo é Deus! Encontramos a designação "Emanuel" em Isaías 7:14 e 8:8.

Assim, o Rei era um homem judeu e também o Filho de Deus.

Uma vez revelado na Plenitude, Jesus foi apresentado pelo seu predecessor:

João O Batista testemunhou que Jesus Cristo é o Filho de Deus e, também, o Cordeiro de Deus (Jo 1:29), e seu testemunho levou muitos pecadores a crer em Jesus Cristo (Jo 10:39-42).

No evento do batismo de Jesus se dá a manifestação da Trindade confirmando a João Batista o que ele recebera sobre o Cordeiro de Deus, o Salvador que tira o pecado do Mundo!

Na Plenitude, na ação salvífica, há a ação da Trindade nos eventos da obtenção da Salvação pelo Filho.

Por meio da obra do Filho de Deus encarnado, foi provido o remédio para o problema do pecado. Jesus Cristo é o Agente de Deus para a salvação do homem. A salvação somente pode ser encontrada em Cristo. Isso coincide com o pensamento prévio de João: O sangue de Jesus Cristo, o Filho de Deus, “nos purifica de todo pecado” (1.7).

Obs.: O termo cognato hilasterion refere-se ao assento de misericórdia, o lugar da reconciliação entre Deus e o homem.

O Plano é do Pai Executado pelo Filho:

Subtema- O Filho na visão dos apóstolos e Evangelistas

A visão dos textos dos apóstolos e evangelistas é fundamental para que a doutrina da Trindade e em especial sobre o envio do Filho, pois foi tema das Escrituras destes apóstolos e discípulos do Filho – Jesus Cristo –

Entendemos pelas declarações apostólicas ou do concilio dos discípulos de Jesus que o Espírito Santo age de forma notória no entendimento da ação do Filho.

Assim, queremos inferir a ação do Espírito Santo, na vida dos apóstolos como agente revelador, sem destacar a ação posterior ao derramamento do Cenáculo.

1 João 4.9 — Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.

10 — Nisto está o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.

“Na avaliação de algumas mentes profundamente espirituais, a primeira epístola de João ocupa o lugar mais elevado nos escritos inspirados que constituem a Bíblia”.

John Wesley a chamou de “a parte mais profunda das Escrituras Sagradas”.

Robert Law percebeu nessa epístola três testes de vida: o teste teológico, ou seja, se acreditamos que Jesus é o Filho de Deus; o teste moral, se vivemos vida justa; e o teste social, se amamos uns aos outros.”

Temos que cotejar estes textos com João 3.16, como já apontamos neste subsídio.

A visão dos apóstolos: “para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus!”

Os apóstolos ainda no ministério apostólico com o Filho encarnado vivendo a vida humana em sua totalidade e sendo plenamente Deus, reconheceram Jesus O Filho do Homem, O homem de Nazaré, como Filho de Deus:

"Quem e este que até os ventos e o mar lhe obedecem?" Mas aqui seu testemunho foi: "Verdadeiramente és Filho de Deus!”

Esta declaração é importante para entendermos a Plenitude no envio, em sua posição como homem, o Filho é reconhecido como Deus, pelos que conviviam com Ele.

A confissão petrina é destaque no convencimento e da revelação do Pai a Pedro sobre a condição daquele homem que andava com seus discípulos na Galiléia e Judéia, note que a pergunta de Jesus ele ressalta o termo ‘Filho do Homem’, mas a resposta revelada o declara como, ‘o Filho do Deus’:

                   Mateus 16:13-17 Indo Jesus para os lados de Cesareia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do Homem? E eles responderam: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas. Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou? Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.

João é o evangelista-apóstolo que nos deu a maior revelação do Filho, além das atividades ministeriais de Jesus, disse após ter dúvidas, como outros de que Jesus era o Filho de Deus, aliás, como outros membros da família terrena de Jesus duvidavam, mas o Espírito Santo aponta sobre o rapaz que foi batizado por ele e revela a identidade divina do batizando:

João 1:32-34 E João testemunhou, dizendo: Vi o Espírito descer do céu como pomba e pousar sobre ele. Eu não o conhecia; aquele, porém, que me enviou a batizar com água me disse: Aquele sobre quem vires descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo. Pois eu, de fato, vi e tenho testificado que ele é o Filho de Deus.

O título, Filho de Deus, é atribuído a Jesus por Natanael (João 1.49 Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel) e Marta (11.27), e é usado pelos Sinóticos (Mt 14.33; 26.63; 27.40;

No primeiro capítulo do Evangelho de João, há oito títulos altamente descritivos e diferentes atribuídos ao Deus encarnado.

“O Filho de Deus”, o próprio Deus (vs.34,49);

Ele é o Logos, o “Verbo” vivo (1,14);

“O Cordeiro de Deus”, o Sacrifício perfeito (29);

“Rabi”, o Mestre por excelência (38);

“O Messias”, “O Cristo”, O Ungido (41);

“Jesus de Nazaré”, o Deus-homem na história (45);

“O Rei de Israel”, aquele que é coroado Rei por aqueles que nele colocam a sua fé (49);

e “O Filho do Homem”, completamente humano (51).

João ressalta a questão do ENVIO, ao escrever:

João 3:17 Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.

         Deu o seu Filho unigênito. Embora este ato seja muito mais freqüentemente descrito pelo verbo “enviar” (e.g., 3.17,34; 6.29,38-40), aqui a idéia enfatizada é a do presente de Deus para o homem (cf. 4.10). Outra vez, o tempo do verbo dar se refere a um ato absoluto e completo (cf. Hb 10.14). Ele deu o seu Filho unigênito, ou seja, a Dádiva que era mais preciosa, e “o título ‘unigênito’ é acrescentado para destacar este conceito”.” Comentário Bíblico Beacon - João E Atos

No encerramento do seu escrito evangelístico João revela:

João 20:31 “Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.”

A ação do Espírito Santo:

João 16:7-13 o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não creem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais; do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado. Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora; quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir.

Finalmente podemos entender:

“O envio do Filho revela o amor do Pai e a perfeita unidade da Trindade no plano da salvação, garantindo a redenção e a adoção dos crentes.”

Amor – Deus O Pai Autor do Plano salvífico

Trindade – una no mesmo objetivo

Plano da Salvação proveu o envio do Filho:

         Redenção

         Adoção de filhos universalizando a Salvação

Fonte:

SALMO 2 – Comentários Selecionados by Jeferson Quimelli

Salmos 2 – KJV - Leitura bíblica diária

Salmo 2:10-12 explicação - Site: Thebiblesays

Salmo 2 – site apologeta - Luan Lessa

15 profecias sobre Jesus (no Antigo Testamento) que se cumpriram; Revisão por Samuel Gonçalves - Pastor batista

declaracao-de-fe-das-assembleias-de-deus.pdf - Assembleia de Deus Online

https://assembleia.org.br › uploads › 2017/07 › 

Site do autor: https://estudandopalavra.blogspot.com/

Citações no corpo do texto

Dicionário Strong

Bíblia online Almeida Revista e Atualizada

Comentário Bíblico Beacon; A Primeira Epístola de JOÃO; Harvey J. S. Blaney Comentário Bíblico Expositivo - Warren W. Werbe 

Noel Vitor Gonzaga - A tríade: Corpo, Alma e Espírito em 1Ts 5,23 e na Antropologia de Lima Vaz

ANEXO:

Subsídio Pastor e professor Osvarela

Observação:

         Preocupado com certas declarações de ensinadores das Assembleias de Deus, ao explicarem o tema Trindade.


Não estamos estudando ‘Deus como pai’, ou ‘O Deus como Filho’, como se Deus se apresente, por vez, como Pai, ou Filho ou Espírito Santo(???). Ao se expressarem desta forma, estão apresentando Deus segundo a doutrina herética triteísta. No Triteísmo - O Pai, o Filho e o Espírito Santo são três deuses, o que não é aceito na nossa crença e Declaração de fé das AD’s – CGADB. Cremos na unidade na Trindade. Não estamos estudando a manifestação de três deuses, como infere o Triteísmo. Cuidado!

Cuidado com doutrinas que aparentemente falam de ‘deus’ usando o termo Triúno! Triteísmo - Os triteístas acreditam em mais de um Deus.

“Trindade é central à fé cristã: um só Deus em três Pessoas que coexistem e atuam harmoniosamente na Obra da Redenção.”

Republico:

Capítulo III. Sobre A Trindade

CREMOS, professamos e ensinamos o monoteísmo bíblico, que Deus é uno em essência ou substância, indivisível em natureza e que subsiste eternamente em três pessoas — o Pai, o Filho e o Espírito Santo, iguais em poder, glória e majestade e distintas em função, manifestação e aspecto:

“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19).

“Trindade é central à fé cristã: um só Deus em três Pessoas que coexistem e atuam harmoniosamente na Obra da Redenção.”

As Escrituras Sagradas claramente revelam que a Trindade é real e verdadeira. Leia mais no link da Declaração publicada.

Publiquei subsídio com detalhes, abaixo:

“1) Há um e somente um Deus, eterno e imutável.

2) Há três Pessoas eternas descritas na Escritura – o Pai, o Filho e o Espírito.

Essas Pessoas nunca são identificadas uma com a outra – isto é, elas são cuidadosamente diferenciadas como Pessoas.

3) O Pai, o Filho e o Espírito são identificados como sendo plenamente Deus – isto é, a Bíblia ensina a divindade de Cristo e a divindade do Espírito Santo.”


Seguidores

Geografia Bíblica-Texto-Local!

Para quem estuda a Arqueologia - Mapas do Antigo Testamento e do Novo Testamento.
Viaje à Terra Santa pelo seu PC, ou qualquer lugar citado na Bíblia! Com ela você pode através do texto que está lendo ter acesso ao local onde ocorreu o fato bíblico! Forma gratuita, é só clicar e acessar:

Ser Solidário

Seja solidário
"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei . No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."
Martin Niemöller, 1933

Doutrina


O Credo da Assembléia de Deus
A declaração de fé da Igreja Evangélica Assembléia de Deus não se fundamenta na teologia liberal, mas no conservadorismo protestante que afirma entre outras verdades principais, a crença em:
1)Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29).
Pacto de Lausanne – Suíça
Teses de Martinho Lutero
95 Teses de Lutero
Clique e acesse todo texto.

Ensino Dominical

União de Blogueiros Evangélicos
Powered By Blogger