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sábado, março 27

SOLENES ADVERTÊNCIAS PASTORAIS. Lição 13 – CPAD 1.ºTrimestre 2010.

SOLENES ADVERTÊNCIAS PASTORAIS.

Lição 13 – CPAD 1.ºTrimestre 2010.

Autor do Subsídio: Osvarela

Texto Áureo: 2 Co. 13.5a. “examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos”.

Leitura Bíblica em Classe: 2 Co.12.19-21;13.5,8-11.

19 Cuidais que ainda nos desculpamos convosco? Falamos em Cristo perante Deus, e tudo isto, ó amados, para vossa edificação.

20 Porque receio que, quando chegar, não vos ache como eu quereria, e eu seja achado de vós como não quereríeis; que de alguma maneira haja pendências, invejas, iras, porfias, detrações, mexericos, orgulhos, tumultos;

21Que, quando for outra vez, o meu Deus me humilhe para convosco, e chore por muitos daqueles que dantes pecaram, e não se arrependeram da imundícia, e prostituição, e desonestidade que cometeram.

5 Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados.

8 Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade.

9 Porque nos regozijamos de estar fracos, quando vós estais fortes; e o que desejamos é a vossa perfeição.

10 Portanto, escrevo estas coisas estando ausente, para que, estando presente, não use de rigor, segundo o poder que o Senhor me deu para edificação, e não para destruição.

11 Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco.

EXÓRDIO:

Estamos chegando ao final de mais um trimestre de nossa querida e inestimável EBD, com material da CPAD.

Neste trimestre o primeiro do ano de 2010, estudamos a 2ª Epístola do Apóstolo São Paulo aos Coríntios.

Desde o início a saga do Apóstolo foi absorvida por um tema:

Ainda que tenhamos estudado sobre – Vasos – Consolo – Reconciliação – Santificação – Generosidade – Líder – e ultimamente Visões e Revelações.

Estudamos à ótica de Paulo, na Defesa de seu apostolado, ainda que tenhamos estudado sob o ponto de vista da Autoridade de seu Apostolado, mas o assunto tem fulcro voltado a defender algo difícil sob a ótica da Igreja Primitiva, embasada em um Ministério Apostólico, quer queiramos ou não, implantado pelo próprio Cristo e dando-lhe a configuração original, como assim a chamo.

No entanto, o querido Paulo não estava na formação original e nem na formação alterada pela Igreja, pelas colunas do apostolado de Jesus.

Apóstolo é uma palavra derivada do grego que significa enviado. Inicialmente Jesus escolheu doze apóstolos e os enviou para diversos lugares para pregarem a chegada da Boa Nova [godspel] ou o Evangelho. Jesus também tinha para ajudá-lo em vida, além dos doze apóstolos, cerca de 70 discípulos, palavra derivada do latim que significa aluno. Nos seus doze homens, originalmente um era coletor de impostos, outro carpinteiro e vários outros eram viajantes ou pescadores que exerciam sua profissão nas águas da Galiléia. Quando foram chamados para servir, eles se dedicaram a ser testemunhas ao mundo por aquele que os chamara”.

Veja as listas dos Apóstolos desde o início da escolha por Jesus Cristo:

Apóstolos escolhidos por Jesus Cristo há cerca de dois milênios:

Simão chamado Pedro, o príncipe dos apóstolos,

André, o primeiro Pescador de Homens, irmão de Pedro

João, o apóstolo bem-amado;

Tiago, o Maior, irmão de João;

Filipe;

Bartolomeu, o viajante;

Tomé, o ascético;

Mateus ou Levi, o publicano;

Tiago, o Menor;

Judas Tadeu, o primo de Jesus;

Simão, o Zelote(a) ou o Cananeu;

Judas Iscariotes, o traidor;

Após a traição de Iscariotes, Matias foi escolhido pelos demais para ocupar seu lugar no colégio apostólico. Mais rigorosamente seria o 13º apóstolo.

Porém o mais famoso apóstolo, foi sem dúvida: Paulo de Tarso, o apóstolo dos gentios, o qual não foi testemunha ocular de Jesus Cristo, mas convertido através de visões do Jesus ressuscitado, tornou-se um dos mais ardentes apóstolos do cristianismo. Fonte com alterações deste editor: DEC-UFCG-EDU.

Assim, Paulo necessitou, durante quase todo o seu Ministério, apelar para a Manifestação mística e sobrenatural de Jesus Cristo e seu chamado pelo próprio Jesus.

Aliás, confirmado, com as palavras do próprio Jesus, que fala da destinação de seu Ministério [ir, levar, portanto enviado], a afirmação de Apostolado, por Ananias ao receber ordem divina para visitar Paulo.

At.9. 15-16. Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome perante os gentios, e os reis, e os filhos de Israel; pois eu lhe mostrarei quanto lhe cumpre padecer pelo meu nome.

Porém, Paulo não é explícito em sua estada, entre a Arábia e Damasco, ele fala “au passant” da mesma, em Gálatas, capítulo 1, sendo que no capítulo 2, ele é aceito e como um apóstolo é enviado [substantivamente= apóstolo - Apóstolo é uma palavra derivada do grego que significa enviado.] aos gentios pelas Colunas da Igreja: Tiago, Cefas e João.

Para mim esta é a melhor fase de Paulo – O Apóstolo, sem feridas e com força até para recriminar a dissimulação do Apóstolo Pedro.

A- “Dispositio”

I – Introdução:

Preocupações Pastorais de Paulo:

Nesta lição estudaremos:

Defender seu apostolado:

A defesa de seu apostolado para mim está explicada no texto exórdio acima.

1 Co 2.12. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus.

De forma continuada o Apóstolo Paulo termina as suas epístolas aos Coríntios de forma similar ao início das demais cartas:

13.1. É ESTA a terceira vez que vou ter convosco. Por boca de duas ou três testemunhas será confirmada toda a palavra.

1 Co 2.2. Já anteriormente o disse, e segunda vez o digo como quando estava presente; mas agora, estando ausente, o escrevo aos que antes pecaram e a todos os mais, que, se outra vez for, não lhes perdoarei;3 Visto que buscais uma prova de Cristo que fala em mim, o qual não é fraco para convosco, antes é poderoso entre vós.4 Porque, ainda que foi crucificado por fraqueza, vive, contudo, pelo poder de Deus. Porque nós também somos fracos nele, mas viveremos com ele pelo poder de Deus em vós.

1 Co 2.1.E EU, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria.2 Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado.3 E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor.4 A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder;

Fraqueza e Poder:

Para Paulo fraqueza e poder, loucura e sabedoria andavam juntas, ora na visão de que a fraqueza como Apostolo lhe ajudava a ser convictamente certo do seu apostolado, desde que a Igreja estivesse forte.

1 Co 2.12. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus.13 As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais.14 Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente

A loucura da pregação doutrinária do Evangelho de Cristo lhe tornava diferenciado para com aqueles que utilizavam a rigidez da Lei.

Mostrando que Deus se lhes era conhecido por: “demonstração de Espírito e de poder”.

Ou seja, o impasse continuou.

9.Porque nos regozijamos de estar fracos, quando vós estais fortes; e o que desejamos é a vossa perfeição.

10 Portanto, escrevo estas coisas estando ausente, para que, estando presente, não use de rigor, segundo o poder que o Senhor me deu para edificação, e não para destruição.

Mas, independente deste conflito ambíguo ele continuará a doutrinar a Igreja de Corinto.

Com suas epístolas ou com a sua presença como promete:

21.Que, quando for outra vez”.

A gravidade da fala implica em receio de encontrar uma comunidade cristã, depois de todo assédio dos superapóstolos, eivada de erros doutrinários, haja vista que a emissão e envio desta Epístola desde Éfeso fora baseada nas informações advindas sobre a introdução destes elementos eloqüentes no seio da Igreja.

Assim, Paulo se mostra vigoroso, novamente, quanto o que eles querem receber, ou de que forma o receberão:

Como o Apóstolo de Cristo e fundador da Igreja local, ou como um menor pregador andarilho e sem qualificação?

II- Ensinando:

É desta forma que Paulo inicia as Solenes Advertências Pastorais.

1-não estava se desculpando, através desta epístola, como ao recebê-la eles poderia inferir;

2-não gostaria que houvesse surpresas para ambos os lados: “20.Porque receio que, quando chegar, não vos ache como eu quereria, e eu seja achado de vós como não quereríeis;”

3-esperava que não necessitasse de exercer a disciplina entre a membresia coríntia por falta do cumprimento de suas anteriores Ordenanças.

4-não esperava ser recebido de outra forma que não a submissão ao seu apostolado. Pode parecer uma posição fortemente caracterizada, na interpretação, mas no fundo Paulo esperava encontrar crentes mais amadurecidos, confiantes e sabedores a quem servia e com conhecimento sobre a posição de seu líder, ainda que á distância.

5-que ao chegar não precisasse disciplinar a muitos, ou mesmo a poucos, de forma dura, tanto quanto pela Carta severa, mas sinceramente ele cria que ainda encontraria necessitados desta ação punitiva, mas que ele fosse usado por Cristo, na humildade, para o procedimento disciplinar, até com lágrimas, pois ele os amava em Cristo. 13.5.Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados.

1 Co.1. 12. Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo; ou, Eu de Apolo; ou Eu sou de Cefas; ou, Eu de Cristo.

Paulo, anteriormente havia citado a Cristo, pois até mesmo um partido de Cristo havia em Corinto, e o Apóstolo, com sua fina linha irônica, coloca com sabedoria, para atingir “aos do partido de Cristo”, em sua Epístola ou uma leve insinuação:

Olha se eu sou fraco então recebam as instruções em nome de Cristo, que é forte entre vós”.

Poderia ser uma alusão ou mesmo uma forma de “que ele cresça e eu diminua’, mas que a sua Igreja, que sois vós permaneça fiel N’Ele!

Ele com o texto fortalece a presença de Cristo entre a Igreja chamada de santos, no início da primeira Epístola.

III - A Situação da Igreja de Corinto:

1 Co.12.20...que de alguma maneira haja pendências[demandas;coisas não resolvidas], invejas, iras, porfias, detrações, mexericos, orgulhos, tumultos;

Tudo isto já fora fruto de ensino do Apóstolo aos Coríntios:

1 Co.6. 1 Ousa algum de vós, tendo uma queixa contra outro, ir a juízo perante os injustos, e não perante os santos?2 Ou não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo há de ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas?3 Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?4 Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, constituís como juízes deles os que são de menos estima na igreja?5 Para vos envergonhar o digo. Será que não há entre vós sequer um sábio, que possa julgar entre seus irmãos?6 Mas vai um irmão a juízo contra outro irmão, e isto perante incrédulos?7 Na verdade já é uma completa derrota para vós o terdes demandadas uns contra os outros. Por que não sofreis antes a injustiça? Por que não sofreis antes a fraude?8 Mas vós mesmos é que fazeis injustiça e defraudais; e isto a irmãos.9 Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus?

Paulo antevê um quadro de erros sucessivos e não afastado do centro da Igreja.

Ele deduz pelas informações qual o quadro que ele haveria de encontrar, seria um quadro sagrado ou um quadro problemático diante dos seus ensinos.

Nos nossos dias temos surpresas desagradáveis, quando após ensinar, exortar ou discipular vemos que aparentemente o nosso esforço não foi válido para o todo, mas sempre escapa alguém com os velhos erros doutrinários.

Não que a Palavra de Cristo não habite em nós, mas pela ação do espírito do erro introduzida por outros ou pela permanência do joio.

IV - A Situação Que Paulo Detectou das Informações Recebidas:

12.21.que de alguma maneira haja pendências, invejas, iras, porfias, detrações, mexericos, orgulhos, tumultos;

Como Paulo poderia agir?

Como podemos agir em nossos dias.

Como a Igreja contemporânea pode agir?

Pedir a Deus:

-Humildade, no sentido de temperança.

-Pedir a Deus que a Igreja entendesse que tudo era para a edificação da mesma, e não uma dureza do Apóstolo, ou em nosso caso nossa, amamos a Igreja de Deus, por isto a exortamos, com disciplina, as vezes, rígida, em palavras duras, mais de Deus, mas também com choro e gemidos pela madrugada ou a todo tempo.

- Ensinando a Igreja o que Paulo insiste em suas cartas, como em 1 Co. 11: Examine-se o homem a si mesmo, só que este exame só pode ser realizado pelo que tem o espiritual acima do carnal!

5 Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados.

- Usando o poder de Deus para edificação da Igreja e não para destruição dos membros da Igreja;

- Regozijando-se por eles – os coríntios – estarem fortes. Aqui como uma palavra de ânimo para valorização pessoal dos crentes de Corinto.

- Convencendo pela Verdade do Cristo revelado; 8 Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade.

O crente precisa ter certeza de sua salvação, através da contínua experimentação dos mistérios e presença de Cristo em nossa vida.

Assim a Igreja de Corinto necessitava de promover um auto-exame “se é que”...sabiam que Jesus Cristo estava ainda neles – aqui individualmente – Paulo lança um desafio a fim de imergi-los no examine-se provocador do pensamento sobre a verdade da vida do crente.

Aliás, será que eu ou você estamos realizando este Examine-se?

Propósito da Disciplina da Igreja, por Paulo:

2 Co.2.1.E EU, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria.

2.Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado.

A proposta inicial de Paulo quanto a pregação do que ele chama de: seu evangelho é a mesma com a qual ele chegou a Acaia, após passar a Macedônia, a visão era a mesma.

Ele chegando a esta última Epístola canônica volta a inicial, ou seja, o seu único assunto era: O Cristo e este Crucificado! O Cristo que ilumina a mente do crente.

1 Co2.5.Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.

7 Mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória;

8 A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória.

9 Mas, como está escrito:As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu,e não subiram ao coração do homem,são as que Deus preparou para os que o amam.

10 Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.

Aqui no versículo “16. Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo”, tenho por certo que se trata de uma a lição mais ao Apóstolo do que à Igreja de Corinto, mais a sua relação e revelação dos mistérios de Cristo, do que o conhecimento imaturo, demonstrado por obras pela Igreja de Corinto.

Por certo, que nos atinge, mas neste conteúdo referencial e contexto imediato quando escrito, Paulo o toma mais para si do que o utiliza para a Igreja, sem, contudo tira-la deste conteúdo possível e requerido por Deus.

É só observar o uso gramatical utilizado por Paulo, ou seja, a pessoa no uso do verbo: nós, nós....[sugiro ler o texto completo]

V – O Objetivo Destas Linhas:

11. Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco.

Viver em paz

Ter a presença do Deus de Amor

Serem unânimes

Regozijar-se no Senhor

Ter uma vida de júbilo

Ser perfeito

Viver na presença de Deus traz Paz

Ser Consolado. João 16. 7. Todavia, digo-vos a verdade, convém-vos que eu vá; pois se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, vo-lo enviarei.8 E quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo:

Parakletos: chamado para estar ao lado de alguém;confortador;ajudador.

O termo: Consolados, nos leva a meditar em uma situação, na qual o crente está necessitado, em algum momento da presença do Consolador, em meio às dúvidas e dificuldades no seio da Igreja.

Curar Algumas Vezes, Aliviar Quase Sempre, Consolar Sempre [expressão mais próxima do termo antigo].

Este aforismo define o compromisso do médico para com os doentes, geralmente atribuído a Hipócrates.

Nas referências mais antigas o aforismo data do século XV e está redigido em francês: "Guérir quelquefois, soulager souvent, consoler toujours." Possivelmente a frase em francês já é uma tradução do latim medieval. Há em latim uma sentença semelhante:: "MEDICUS QUANDOQUE SANAT, SAEPE LENIT ET SEMPER SOLATIUM EST" (O médico às vezes cura, muitas vezes alivia e sempre é um consolo).

Paulo atua como médico para os coríntios.

Embora quem os cure seja o Cristo Revelado pelo Espírito Santo.

Paulo age mais uma vez contra a influencia do helenismo, pois era uma tradição da medicina grega não acolher no Asklepeion, que era um misto de hospital e templo consagrado a Asklepiós, deus da medicina, os doentes terminais ou incuráveis.

O Evangelho de Cristo, e o Deus Criador, ao contrário, usavam o Templo – espaço consagrado a Deus e hoje a Igreja; além do próprio Templo – como corpo humano – consolava os “doentes terminais” espirituais e físicos, pois havia a possibilidade, desconhecida aos gregos do milagre da Regeneração, do nascer de novo, realizado pelo Cristo Revelado ao Apóstolo Paulo.

Assim:

Consolar significa dar a alma, corpo e espírito um envolvimento de Deus em que em todas as circunstancias o crente possa esta num interno sentimento envolvente de Paz e alegria no Senhor.

Sem influencias externas, mas sabedor de toda Verdade, pois tem a mente de Cristo.

‘Deus promete consolar-nos. A Bíblia diz em 2 Coríntios 1:3-4 “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.”

Paulo podia consolar aos crentes com sua palavra pois a ele eram descortinadas as revelações do Cristo.

Como Apóstolo enviado de Deus, ele tem autoridade em escrever e fazer tal declaração.

Podemos como Paulo, consolar?

2 Co. 1.4. Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.

Sl. 119.16. Sirva pois a tua benignidade para me consolar, segundo a palavra que deste ao teu servo.

“O apelo ao sentimento piedoso de solidariedade humana como missão adicional do médico nos faz crer na influência do cristianismo. Do mesmo modo que os deuses da mitologia grega foram substituídos por Cristo no juramento de Hipócrates, assim também o médico deveria cuidar dos doentes sem possibilidade de cura (consolar sempre).” Prof. Dr.JMRezende

A palavra Consolação atinge o âmago dos corintios para que eles possam realizar o exame à luz da consolação do Espírito Santo, o qual executará aquilo que fora mandado por Jesus Cristo, ao ser enviado pelo Pai:

João 16. 8. E quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo:9 do pecado, porque não crêem em mim;10 da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais,11 e do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado.

Se eles não são reprovados, são testemunhas da aprovação do Apostolado de Paulo, como Apóstolo;

Se aprovados [aprovado é ser testado e passar no teste de Deus] serão abençoados ainda mais consolados pelo Espírito Santo.

Mas, o que Paulo quer incutir é que eles sejam crentes qualificados – 2 Co.13.9. ..e isto é o que rogamos, a saber, o vosso aperfeiçoamento.

Paulo enfim encerra a sua carta após o que ele poderia utilizar o Texto Tema e Bandeira deste trimestre.

Como um Pai que ama seus filhos:

Paulo entesourou riquezas espirituais para doutrinar aos Coríntios.

2 Co.12.14 Eis que pela terceira vez estou pronto a ir ter convosco, e não vos serei pesado, porque não busco o que é vosso, mas sim a vós; pois não são os filhos que devem entesourar para os pais, mas os pais para os filhos.

15 Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas. Se mais abundantemente vos amo, serei menos amado?

Agradecimentos:

Agradeço aos editores dos blogs e sites que publicam e reproduzem nosso comentário;

Aos seguidores de nossa página;

A CPAD pela memorável Lição, mais uma de boa qualidade;

Aos que oram por nós aos que nos acessam;

Congratulações ao Pr. Elienai Cabral, escritor do trimestre - Deus o abençoe.

Congratulations All followers. God bless you.

Fonte:

Livro "À sombra do plátano" pela Editora UNIFESP.

Exórdio - Teresa Vieira da Cunha

Joffre M de Rezende - Prof. Emérito da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás -Membro da Sociedade Brasileira de História da Medicina.

Bíblia Plenitude

Bíblia digital cortesia Tio Sam

DEC-UFCG-EDU

segunda-feira, janeiro 18

Haiti - Em Busca da Esperança

Tirando forças da fé em Deus.
“Uma Igreja sobre um banheiro”, tão grande quanto a devastação!
Mas, há uma fragância de Esperança no ar:Jesus!
Em quem buscam solução e consolo, pelo Espírito Santo.
Não importa as circunstâncias...
Em meio a toda a tragédia haitiana.
Em meio a toda cena “apocalíptica”.

Em meio a toda dor.
Em meio ao cheiro da morte, com odor tão forte que sufoca, há um grupo de fiéis a Deus, que fazem ressurgir a Igreja haitiana, com forças vindas da alma aflita e ensangüentada, de todas as vidas que se perderam no caos do terremoto.
Sangue, gazes, corpos feridos, ensangüentados e sem cuidados, olhos insones, vozes roucas do choro dos perdidos, cada um, tem uma particular estória, que se juntam para contar a atual quadra da história dos haitianos.
Que Deus tenha Misericórdia e o clamor deste povo ferido.
Evidenciando o conceito de templo, um pastor haitiano, acorda todas as manhãs um grupo de haitianos com um “café-da-manhã”, que tem como substância as palavras bíblicas, que os fazem cantar e buscar no meio de toda a angústia um alento divino, que alimenta a alma, ainda que o corpo peça um alimento material imensamente necessário para continuar vivendo.
A esperança continua para estes famintos, atingidos em toda a sua constituição: corpo, alma e espírito, sem entender porque lhes caiu sobre sua terra amada – o Haiti – tão grande dano!
O local é a praça Champ Mars, onde não se tem água, comida, abrigo, roupas, mas não faltam feridas a serem curadas, mas o pastor Joseph Lejeune, consegue atrair seus pensamentos além do ruído das aeronaves, que sobrevoam o culto matutino e segundo a própria reportagem, muito além do odor da morte, eles se inspiram na fragancia do cheiro de cristo, e são momentaneamente consolados em suas misérias, buscando Paz em Jesus Cristo.
Fiéis oram nas ruas, pois igrejas foram destruídas
Oremos por estes haitianos, que nos dão um exemplo para todos, que lamentam o tempo, quando, com roupas boas, comida na despensa, sem dores, sem perdas na família, ainda se enfastiam dos Cultos, após virem saciados em seus corpos, lamentam gastar alguns minutos até esperarem a próxima refeição noturna ou da tarde ao som da Televisão ou do DVD.
Em meio aos destroços, haitianos buscam refúgio na fé.Texto compilado pelo editor.Clique e leia todo texto. 18/01 - 15:00 - The New York Times
PORTO PRÍNCIPE, Haiti - Cinco dias depois do devastador terremoto que atingiu o Haiti, um pastor evangélico vestindo uma camiseta pólo desgastada, com sua igreja destruída, mas o espírito vibrante, tocou uma sirene para reunir os novos sem-teto que vivem em barracas na cidade para a missa de domingo.

Com a voz rouca, os olhos inchados e braços erguidos aos céus, o reverendo Joseph Lejeune pediu aos famintos, feridos e pesarosos haitianos reunidos ao seu redor que fechassem os olhos e elevassem os pensamentos para além da fétida Praça Champ de Mars, onde agora lutam para sobreviver.

"Pensem na nossa nova cidade aqui como o lar de Jesus Cristo, não como a cena de um desastre", ele falou. "A vida não é um desastre. Vida é alegria! Você não tem comida? Se alimente do Senhor. Não tem água? Beba do espírito santo.(sic)"
E eles beberam, cantando, balançando as mãos e tapando os narizes para evitar o cheiro dos corpos presos em uma escola perto dali.
[...]

Construída em 1750, a catedral, antes uma peça arquitetônica importante da cidade, agora não passa de uma gigantesca pilha de metal trançado, vitrais quebrados e concreto rachado. Toussaint disse que o terremoto destruiu as residências dos padres, matando muitos deles.

A catedral de Sacre Coeur, outra grande estrutura, também foi destruída, e um grande Cristo na cruz perfeitamente preservado restou como testemunha da destruição - com o corpo de uma mulher deitado sobre um colchão na rua, coberto com lençóis, representando o sofrimento causado pelo terremoto.

"Pode parecer um momento estranho para se ter fé", disse Georges Verrier, 28, especialista em computação desempregado, seus olhos se movendo entre o corpo e a igreja. "Mas você não pode culpar Deus. Eu culpo o homem. Deus nos deu a natureza e nós os haitianos e nossos governos, abusamos da terra. Você não pode escapar sem consequências."
Em um tom parecido, um auto-designado pastor na praça Champs de Mars se colocou sobre uma cratera durante o serviço de oração e proclamou que o terremoto foi o castigo por uma longa lista de pecados que enumerou em cantarola. "Nós temos que nos ajoelhar e pedir a Deus", ele disse.

Vladimir Arisson ignorou o auto-designado pastor com um rolar de olhos.

Arisson cuidava de sua namorada gravemente ferida, Darphcat Charles cuja cabeça estava envolta em uma gaze ensanguentada, seus olhos machucados e sua face inchada, infectada. "Minha posição é: Deus abençoe e nos envie, por favor, ó Deus, um médico para fechar o buraco na cabeça da minha amada."
Outro homem que acompanhou o serviço evangélico apresentou sua esposa que está grávida de oito meses e se sentou no chão, pálido.
"Um bloco de concreto caiu sobre a barriga dela e nós não sabemos se o bebê ainda está vivo", disse o homem, Ricot Calixte 28. "
Rezar pode ajudar, eu acho. Como ainda respiro, ainda tenho fé".

Ao redor deles, na missa, os aplausos e améns intensificaram na cidade de barracas que não tem nenhuma barraca de verdade, apenas tendas improvisadas.
O acampamento central na praça Champ de Mars é a igreja provisória de Lejeune, que no seu prédio original destruído contava com 200 membros ativos, três dos quais foram mortos e muitos estão desaparecidos.
"Aqui nós começamos diariamente com o que eu chamo de missa do café da manhã," ele disse antes da missa de domingo. "Nós não temos café, claro.

Mas essa é uma reza para nos acordar e nos fortalecer quando olhamos para frente e pensamos, 'Ai, e agora?'"
Ele pausou, esfregando o nariz por causa do odor de restos humanos e acrescentou: "Uma igreja em um banheiro, é isso que nós somos. Por enquanto."
Nota do editor:
A Frase seu final[ Por enquanto] denota o que está acontecendo no coração do reverendo.

Por DEBORAH SONTAG

sábado, janeiro 9

“O CONSOLO DE DEUS EM MEIO À AFLIÇÃO” - LIÇÃO 02 - CPAD - DIA 10/01/2010

LIÇÃO 02 - DIA 10/01/2010

“O CONSOLO DE DEUS EM MEIO À AFLIÇÃO”

TEXTO ÁUREO - II Cor 1:3. 3.Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação;

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: II Cor 1:1-7. PAULO, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à igreja de Deus, que está em Corinto, com todos os santos que estão em toda a Acaia.Graça a vós e paz da parte de Deus nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação;Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus. Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo.Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação é, a qual se opera suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos;E a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação.

Uma frase:

Toda aflição visa o meu benefício espiritual, o meu crescimento, e equipar-me para ter simpatia pelos que precisam. David Wilkerson

Pequeno glossário:

NAUM, hebraico: consolação, compassivo

NAA, hebraico: consolação, doçura

Vemos o que a Consolação, pode representar. É uma forma doce, do Espírito Santo aliviar as dores da alma do crente.

Ásia – “na sua grande aflição na Ásia”. Não o continente, mas a região da província romana, próximo ou na atual Turquia, que como sabemos tem parte no Continente europeu [o que demandou no atual contexto mundial, uma demora para entrada da mesma na Comunidade européia] e parte na Ásia menor, região que Paulo pregou e realizou parte de suas viagens missionárias.

A palavra “tribulação” em grego - é thlipsis, significando “angústia”, “fardo”, “perseguição”, “dificuldades”.

Thlibo –ser afligidos;aflitos.

Reflexão:

Deus nos livra em meio das aflições:

Salmo 34.19. Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor de todas o livra.

At.4.36. Então José, cognominado pelos apóstolos, Barnabé (que, traduzido, é Filho da consolação), levita, natural de Chipre,

1 PAULO, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à igreja de Deus, que está em Corinto, com todos os santos que estão em toda a Acaia.

2 Graça a vós e paz da parte de Deus nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo.

3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação;

4 Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.

5 Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo.

6 Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação é, a qual se opera suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos;

7 E a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação.

Nesta Epístola Paulo já está em pleno domínio da maioria da Igreja de Corinto.

Já havia ultrapassado as dissensões e sabia que os partidos haviam ficado sem vós e calados, muito embora, ainda dentro da Igreja, mas sem voz e vez.

Assim ele pode encaminhar esta Epístola com grande vigor disciplinador.

Ele mostra até mesmo expressa a sua confiança: “Como também já em parte reconhecestes em nós, que somos a vossa glória, como também vós sereis a nossa no dia do Senhor Jesus. E com esta confiança quis primeiro ir ter convosco, para que tivésseis uma segunda graça - II Co.1.14.15; em voltar a ter com os Coríntios, em pleno vigor e de cabeça erguida como Apóstolo daquela região e daquela Igreja.

Aflição:

A aflição é um sentimento de agonia, sofrimento intenso, preocupação ou desassossego por alguma causa ou coisa em que vá afetar a nossa vida direta, ou indiretamente.

Aflição é ainda a sensação de que algo "não está certo", ou de que alguma coisa errada ou traumática possa acontecer.

Introdução:

II Co. 13.10-14.Portanto, escrevo estas coisas estando ausente, para que, estando presente, não use de rigor, segundo o poder que o Senhor me deu para edificação, e não para destruição.Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco.Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo.Todos os santos vos saúdam.A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém.

No contexto paulino, a palavra aflição está intimamente ligada a ação e trabalho na proclamação do Evangelho do Senhor Jesus Cristo, Salvador nosso, além de evidentemente ser uma característica do próprio Cristo que sofreu por nós, assim Paulo explica e exorta o ânimo dos coríntios em seguirem adiante em meio a toda e qualquer tribulação.

Mormente a própria vida do apóstolo e de muitos de seus liderados e acompanhantes, como Lucas, Barnabé [At.4.36. Então José, cognominado pelos apóstolos, Barnabé (que, traduzido, é Filho da consolação), levita, natural de Chipre,], Silas e outros.

Paulo tinha um grande interesse em que os cristãos não se abalassem pelos sofrimentos que viam na vida dele.

8-10.Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos.Mas já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos; O qual nos livrou de tão grande morte, e livra; em quem esperamos [esperançoso] que também nos livrará ainda,

Paulo preveni os crentes de Listra e Icônio, de que eles iriam experimentar sofrimento pessoal,“e confirmando [fortalecendo a alma –“anima”] o ânimo dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações,nos importa entrar no reino de Deus”. Atos 14:22.

A palavra em grego que Paulo usa aqui para “tribulação” é a mesma que Jesus em João 16.33, e quer dizer “angústia”, “fardos”, “perseguições”, “dificuldades”. Paulo disse: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos”(2 Tim. 3:12).Sabemos que o Espírito Santo é o nosso Confortador. Mas por que Ele vem a nós quando há sofrimento profundo? Por que Ele fortalece, auxilia, e eleva os nossos espíritos? “...para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus. Porque, assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo” (2 Corint. 1: 4-5).

Aflição com gozo é a verdade na vida de Paulo, a qual ele quer transmitir aos seus leitores em Corinto e nos dias de hoje.

Em meio a grandes tribulações teremos uma maior Consolação com gozo do Espírito Santo.

Paulo está indo pela terceira vez a Corinto encontrar-se com a Igreja fundada em sua segunda viagem.

Paulo coloca o seu sentimento na necessidade da Consolação, comparando ao sofrimento de Jesus, que morreu, diz ele:

II Co.13.4. Porque, ainda que foi crucificado por fraqueza, vive, contudo, pelo poder de Deus. Porque nós também somos fracos nele, mas viveremos com ele pelo poder de Deus em vós”.

A fraqueza a qual ele se refere é um dos traços do sofrimento da vida do homem Jesus e até mesmo as aflições da Cruz, expressa no clamor:

Mc.15.44. “E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? Que traduzido é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”.

Ou mesmo para reforçar o entendimento do momento de Jesus, no deserto sendo tentado e depois consolado pelos seus anjos enviados por Deus, assim somos consolados pelo Espírito Santo enviado pelo Cristo glorificado, que foi consolado pelo Pai que enviou o seu séqüito no deserto, para consolar Seu Filho Amado:

Mt. 4.1-4.Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.

Mt. 4.10 .11. Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam.

É na aflição-tribulação que necessitamos do consolo divino.

A consolação de alguns não pode ser medida, segundo o entendimento de Paulo, pelo sofrimento das aflições, do tempo presente.

Há homens que já são consolados nesta vida, mas, no entanto, não terão consolo na Vida eterna.

Lc.6.24. Mas ai de vós, ricos! Porque já tendes a vossa consolação.

Mas, nós como Igreja e salvos, somos ensinados por Paulo a entender o que acontece nesta relação homem-Deus, na qual há momentos de pleno gozo, mas, quando somos afligidos, somos reféns do medo, pavor...

Mas, há meios, os quais Paulo nos ensina, bem como, as Escrituras pelos quais somos exercitados a ser consolados e entender a consolação.

O Que é Aflição:

Jeremias: “Eu sou o homem que viu a aflição”.

No original hebraico o termo “viu” significa que a aflição está viva e permanente na mente e os olhos ainda a enxergam como se fosse naquele momento, algo do passado que se transformou em companhia constante e que pesa na alma.

Entendendo O Propósito da Aflição E A Ação do Consolador:

Não há aflição sem propósito.

Paulo e Silas passaram pela aflição louvando a Deus e Deus os livrou e ainda salvou o carcereiro e toda sua família (Atos 16.30-31).

Ao louvor de Paulo e Silas na realidade foi uma ação do Espírito Santo que suscitou adoração em meio as dores e a aflição.

Paulo deixa muito claro que à alguns é permitido suportar muita aflição, não apenas para o seu próprio aprendizado, mas para beneficiar e ensinar a outros.

Não é a aflição ou o sofrimento, em si, que nos ensinam.

Muitos crentes não aprenderam nada com suas dificuldades.

Alguns até se distanciaram do Senhor.

Em vez disto, é necessário que o sofrimento e a aflição sejam entendidos e aceitos como provenientes da Sua mão.

A mente natural fica irritada e deprimida com qualquer tipo de sofrimento ou de aflição.A ação da aflição e seus efeitos:

Têm muitos, que a aflição não lhes dá crescimento, mas desespero, como o próprio Apóstolo pensou, num primeiro momento, na sua grande aflição na Ásia, mas depois ele reconsidera que há esperança em Cristo [IICo.1.8-9]:

II Co.4.8,9. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos;

Davi disse: “No dia da minha angústia, procuro o Senhor...”Salmo77:2.

Aprendemos com esta Lição 2, que há ainda uma necessidade de ensino para nós Igreja de Cristo:

Aprendermos a passar tribulações e aflições, são elas que nos darão estrutura espiritual:

Pessoal

Para crescimento

Para fortalecimento

Para suscitar esperança

Para aprendizado

“Toda aflição visa o meu benefício espiritual, o meu crescimento, e equipar-me para ter simpatia pelos que precisam”.

E finalmente para nos preparar a transmitir a outros o que é passar aflição em Cristo, pois sempre ele nos mandará Consolação, através do “allos” enviado.

Muitos de nós, cristãos, sofremos e até desfalecemos nas nossas aflições, porque não aprendemos com Paulo, que o que estamos passando, é um tratamento de Deus para crescimento e acima das dores da aflição serão alcançados pela Consolação.

Não aprenderam que há uma ação de Deus a cada dia e o Espírito Santo nos conduzirá pelo caminho do refrigério de nossas almas e nos regenerará N’Ele.

Veja o que Paulo diz: “Pois tudo é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, faça abundar a ação de graças para glória de Deus.Por isso não desfalecemos; mas ainda que o nosso homem exterior se esteja consumindo, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória; não atentando nós nas coisas que se vêem, mas sim nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, enquanto as que se não vêem são eternas.” II Co.4.15-18.

Muitos estão como os judaizantes de Corinto, achando que em Deus não teremos mais aflições, e ainda encontram, no século presente “judaizantes” da tradição judaica [Os judeus acreditavam que se Deus se agradasse de você, então seria sempre abençoado e nunca sofreria.], nas pregações de muitos e famosos pregadores: “você nunca mais sofrerá,...você não terá mais falta de coisa alguma”, é uma pregação atual e disforme, distante dos ensinos bíblicos, principalmente dos ensinos paulinos, a verdade é que Paulo “pode tudo”, após passar fome, ser afligido, suportar cadeias, esta é a verdade das Epístolas de Paulo a Igreja de Corinto.

Nós os salvos somos aqueles que a tribulação ou aflição é uma mola que nos tira do vale para os montes e nos da o crescimento e a experiência, o “sendo atribulados, mas não desesperados”, nos aproxima de Deus.

A Aflição Promove Esperança:

Não pense que a aflição não terá fim, mas será algo que promoverá a ação do Espírito Santo na nossa vida.

O próprio profeta Jeremias encerra, este trecho de seu discurso canônico dizendo e entendendo, qual era propósito das suas aflições: “Quero trazer à memória o que pode me dar esperança”;

Paulo sabe que a sua vida é usada por Deus para iluminar a vida de muitos, a despeito destas tribulações ele pode ensinar: “Antes em tudo recomendando-nos como ministros de Deus; em muita perseverança, em aflições, em necessidades, em angústias, em açoites, em prisões, em tumultos, em trabalhos, em vigílias, em jejuns, na pureza, na ciência, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça à direita e à esquerda, por honra e por desonra, por má fama e por boa fama; como enganadores, porém verdadeiros; como desconhecidos, porém bem conhecidos; como quem morre, e eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; como entristecidos, mas sempre nos alegrando; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, mas possuindo tudo”.II Co.6.4.

O Objetivo da Consolação:

É o próprio Deus que nos consola através da Trindade em Cristo.

3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação;

4 Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.

5 Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo.

Mais, entendendo pelos versículos da Lição que Paulo está se referindo a alguém em especial, vemos que Jesus foi enviado como Consolador da nação de Israel e hoje nós somos o Israel de Deus.

Lc.2.25. Ora, havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem, justo e temente a Deus, esperava a consolação de Israel;

Mt.5.4. Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.

Paulo nos versículo de 3 a 11, do capítulo primeiro desta segunda Epístola, está ensinando sobre a ação de Deus sofre o afligido, e o exemplo começa com ele.

Ensina que sobre esta base, Deus está estabelecendo um novo patamar espiritual para a Igreja de Corinto, sobre a obediência.

A consolação começa de cima para baixo no seio da Igreja.

Ela começa no próprio Apóstolo, sendo consolado em sua grande aflição – vs. 9 – para que ele possa transmitir este ensino da ação do Consolador

4.Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.

Promover o entendimento que nos traz a experiência para que possamos entender o que ocorre na vida daquele que passa aflição, e se desespera.

Promover Esperança:

Quando estamos em aflição parece que jamais ela acabará, masquando vem a Consolação a sensação é de esquecimento de tudo quanto passamos, mesmo os maiores problemas, são superados em nossas mentes, pela Consolação.

7 E a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação.

Como Somos Consolados:

Pela Palavra:

Pelo Evangelho nós somos iluminados para entender que as coisas de Deus e permitidas por ele em nossas vidas, nos são reveladas pela sua palavra que nos regenera, “ainda que nosso homem interior se corrompa”, a Sua palavra nos renovará e consolará, pois é Ela, quem nos alimenta e nos traz alegria a cada manhã.

II Co. 4.1 Pelo que, tendo este ministério, assim como já alcançamos misericórdia, não desfalecemos;

Sl.119.50. Isto é a minha consolação na minha aflição, porque a tua palavra me vivificou.

Por Cristo:

Cristo é promotor pelo Espírito Santo da nossa consolação.

Paulo diz: “5.Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo”, isto significa: se são muitas as aflições sobejará consolação em Cristo.

O Que A Consolação Promove:

Em meio a grande perseguição a Igreja primitiva, da qual um dos perseguidos,“At.9.29. ...procuravam mata-lo”, era o próprio Apóstolo Paulo, havia uma ação do Espírito Santo, em fazê-la crescer, sob a ação e Consolação dada por Deus, através do Espírito Santo.

At. 9:31. - Assim, pois, as igrejas em toda a Judéia, e Galiléia e Samaria tinham paz, e eram edificadas;e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo.

Edificação

Multiplicação

Certeza: “Rm.8.35. quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação...”

Conclusão:

Esta lição nos trás um ensino consubstanciado de entendimento de que:

Deus nos permite sofrer as aflições, com um propósito de crescimento

De experiência

De fortalecimento

De nos infundir confiança n’Ele

De entendimento que tribulação vem sim na vida do cristão, por Cristo - pathema.

Mas, também nos da a resposta de que o Consolo de Deus sempre estará presente em nós, em meio, na e depois da aflição ou tribulação.

Cria que Deus tem uma Consolação em Cristo para nós!

Fonte:

Bíblia Plenitude

Bíblia Dake

Bíblia digital -cortesia Tio Sam

David Wilkerson –

Tsc – pulpit series

Revista Morasha

Maná

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