Esperança inabalável perante os poderosos
Lição CPAD – 6/09/2026
Subsídio pastor
e professor Osvarela
Texto: “E,
por isso, procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus
como para com os homens.” (At 24.16).
Prática: A
fidelidade ao Evangelho se expressa em uma consciência irrepreensível diante de
Deus e dos homens.
1 — Cinco dias depois, o sumo sacerdote,
Ananias, desceu com os anciãos e um certo Tértulo, orador, os
quais compareceram perante o governador contra Paulo. — E,
sendo chamado, Tértulo começou a acusá-lo, dizendo: — Visto
como, por ti, temos tanta paz, e, por tua prudência, se fazem a este povo
muitos e louváveis serviços, sempre e em todo lugar, ó potentíssimo Félix, com
todo o agradecimento o queremos reconhecer. — Mas, para que
te não detenha muito, rogo-te que, conforme a tua equidade, nos ouças por pouco
tempo. — Temos achado que este homem é uma peste e promotor
de sedições entre todos os judeus, por todo o mundo, e o principal defensor da
seita dos nazarenos; — o qual intentou também profanar o
templo; e, por isso, o prendemos e, conforme a nossa lei, o quisemos julgar.
Atos 24. 10-16. — Paulo,
porém, fazendo-lhe o governador sinal que falasse, respondeu: Porque sei que já
vai para muitos anos que desta nação és juiz, com tanto melhor ânimo respondo
por mim. — Pois bem podes saber que não há mais de doze dias
que subi a Jerusalém a adorar; — e não me acharam no templo
falando com alguém, nem amotinando o povo nas sinagogas, nem na cidade;
— nem tampouco podem provar as coisas de que agora me acusam.
— Mas confesso-te que, conforme aquele Caminho, a que chamam seita,
assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na Lei e
nos Profetas. — Tendo esperança em Deus, como estes mesmos
também esperam, de que há de haver ressurreição de mortos, tanto dos justos
como dos injustos. 16 — E, por isso, procuro sempre ter uma
consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens. [16
— Γι’ αυτό, προσπαθώ πάντα να έχω συνείδηση απαλλαγμένη από σκάνδαλα, τόσο απέναντι στον Θεό όσο και απέναντι στους ανθρώπους.]
Introdução:
1-Definindo Consciência:
"Consciência"
é uma das palavras prediletas de Paulo, e ele a emprega duas vezes no Livro de
Atos (23:1; 24:16) e 21 vezes em suas epístolas. O termo significa
"conhecer com, ou saber em conjunto com". A consciência é o
"juiz" ou a "testemunha" interior que aprova quando fazemos
o que é certo e reprova quando fazemos o que é errado (Rm 2:15). A
consciência não determina os padrões, apenas os aplica. Se um ladrão
denunciasse os companheiros de crime, sua consciência o condenaria tanto quanto
a consciência de um cristão o perturbaria, se ele mentisse sobre seus amigos.
Sejam bons ou maus, certos ou errados, a consciência apenas aplica os padrões
às pessoas.
A consciência pode ser
comparada a uma janela que deixa penetrar a luz. A Lei de Deus é a luz; quanto
mais limpa a janela, mais luz deixará entrar. À medida que a janela fica suja,
a luz é ofuscada e, por fim, se transforma em trevas. Uma "boa
consciência" ou uma "consciência limpa" (1 Tm 3:9) é aquela que
deixa a luz de Deus entrar, de modo que sejamos convencidos da culpa, se
fizermos algo errado, e encorajados, se fizermos o que é certo. A consciência
"contaminada" (1 Co 8:7) é aquela contra a qual se pecou com tanta frequência
a ponto de não ser mais confiável. Se o indivíduo persiste em pecar contra a
consciência, pode desenvolver a chamada "má consciência" (Hb 10:22)
ou "consciência cauterizada" (1 Tm 4:2). Nesse caso, sente-se culpado
ao fazer a coisa certa, não o que é errado!
2-Etimologia:
Εσω - eso; adv. em,
para dentro de; dentro - alma, interior da pessoa; alma, consciência
καυστηριαζω – kauteriazo; v.
marcar a fogo, marcar com ferro em brasa, marcados pelas suas próprias
consciências - cujas almas estão insensibilizadas com as marcas do pecado - que
carrega consigo a perpétua consciência de pecado.
συνειδησις - suneidesis;
n. f. consciência de algo; alma como diferenciadora entre o que é
moralmente bom e mal, impulsando para fazer o primeiro e evitar o último,
glorificando um, condenando o outro; consciência.
συνειδω - suneido;
v. ver (ter visto) na própria mente, consigo mesmo - entender, perceber,
compreender; conhecer com; conhecer pela própria mente ou por si mesmo, ter
consciência de;
σωρευω - soreuo; v.
metáf. oprimir alguém com a consciência de muitos pecados
ελπις – elpis; de
elpo (antecipar, usualmente com prazer); n.f. expectativa do mal, medo;
expectativa do bem, esperança - no sentido cristão - regozijo e expectativa
confiante da eterna salvação; sob a esperança, em esperança, tendo esperança - o
autor da esperança, ou aquele que é o seu fundamento; o que se espera.
περικεφαλαια - perikephalaia;
n. f. capacete; metáf. proteção da alma que consiste na (esperança de) salvação.
3-Personagens deste texto:
Tértulo - Τερτυλλος - Tertullos “três vezes endurecido” -
(um certo Tértulo, orador) – Tércio do latim; um “... orador ...”
profissional ou advogado, sem dúvida alguma um romano (ou possível que
Tertulo fosse romano de raça, convertido
ao judaísmo, mas alguns o tem como judeu pois ele fala: “por isso, o
prendemos e, conforme a nossa lei, o quisemos julgar.“) que
estava familiarizado com toda a maneira de proceder dos tribunais romanos. Esse
era um costume que prevalecia nas províncias romanas, conforme também Cicero (Pro
Cael., 30) nos informa.
Ανανιας – Ananias do hebraico
- חנניה ; n. pr. m. Ananias = “graciosamente dado
pelo SENHOR”
Atos 24.1 — Cinco
dias depois, o sumo sacerdote, Ananias, desceu com os anciãos
O sumo
sacerdote Ananias – (interessante notar que Deus usara outro Ananias para
visitar Paulo após o encontro no Caminho de Damasco.)
Ananias este sumo sacerdote (nome
muito comum nas Escrituras) foi o sumo sacerdote desde o ano de 48 D.C. foi
nomeado por Herodes Agripa II. Continuou ocupando esse ofício até cerca de 58
D.C., quando foi deposto. Era filho de Nebedeu; e sucedeu a José, filho de
Camidos, tendo sido substituído por Ismael, filho de Fabi. Em 52 D.C., Ananias
foi enviado a Roma, pelo prefeito Umidio Quadrato, a fim de responder as acusações
de opressão (era notório por sua ganância e violência, tendo sido acusado de
utilizar-se de mãos assassinas para livrar-se de seus adversários políticos). Não
obstante, sobreviveu ao julgamento, e ainda ocupou o cargo de sumo sacerdote
por cerca de mais seis (6) anos. Foi deposto pouco antes de Felix deixar o ofício
de governador romano. Foi morto pelos zelotes em 66
D.C., por demonstrar simpatia para com os romanos invasores.
Félix o governador ou presidente - Antonius
Félix começou sua vida como um escravo. Seu irmão Palas era um amigo do
imperador Cláudio; através dessa influência, ele ascendeu em status – primeiro
como uma criança ganhando a liberdade, e em seguida por meio de intriga ele se
tornou o primeiro ex-escravo a se tornar governador de uma província romana.
Observemos que ainda que os
judeus o tivessem condenado, a consciência de Paulo não o acusava de coisa
alguma.
Precisamos entender que a igreja
ainda era considerada por muitos como uma seita judaica.
4-Os judeus montam seu caso
contra Paulo.
Atos 24.5 — Temos
achado que este homem é uma peste e promotor de sedições entre todos os judeus,
por todo o mundo, e o principal defensor da seita dos nazarenos;
6 — o
qual intentou também profanar o templo; e, por isso, o prendemos e, conforme a
nossa lei, o quisemos julgar.
4-1-As acusações contra Paulo.
Importante destacar a
importância, não só religiosa, mas política que o Sinédrio através de Ananias
deu à situação de Paulo, talvez como uma forma de cercear, com força da
acusação, a caminhada da Igreja através de um importante líder, mas que por
suas posições de evangelizar gentios deu voz aos judaizantes, força importante
no corpo da Igreja e também junto ao Sinédrio, abriram a brecha para levar o
caso aos tribunais.
Cinco dias depois, o sumo
sacerdote Ananias desceu a Cesaréia - Cesaréia era a capital romana da
Judéia, sendo uma base militar romana. - com alguns dos líderes dos judeus
e um advogado chamado Tértulo, os quais apresentaram ao governador (Félix - sei
que já vai para muitos anos que desta nação és juiz) suas acusações contra
Paulo.
4-2-O arcabouço jurídico:
Tempo decorrido de forma
cronológica:
Atos 24.1. — Cinco
dias depois, o sumo sacerdote, Ananias, desceu com os anciãos e um certo
Tértulo, orador, os quais compareceram perante o governador contra Paulo.
Cinco dias depois:
Primeiro dia -
Paulo chega a Jerusalém (21:17).
Segundo dia -
Encontra-se com Tiago e com os presbíteros (21:18).
Terceiro dia -
Vai ao templo com os nazireus (21:26).
Quarto dia - No
templo.
Quinto dia - No
templo.
Sexto dia - É
preso no templo (21:27).
Sétimo dia -
Encontra-se com o conselho judeu (23:1-10).
Oitavo dia -
Sofre ameaças; é levado para Cesaréia (23:12, 23).
Nono dia -
Chega a Cesaréia (23:33).
Décimo dia -
Fica à espera dos líderes de Jerusalém convocados por Félix.
Décimo primeiro dia -
Continua à espera dos líderes.
Décimo segundo dia -
Espera; líderes chegam; é marcada a audiência.
Décimo terceiro dia -
Audiência com Félix.
Obs.: “...cinco
dias...”, podem ou devem ser contados a partir da data de sua apreensão.
A liderança judaica (o sumo
sacerdote Ananias e os líderes judeus) trouxeram um homem
chamado Tértulo – um habilidoso advogado – para apresentar seu caso na corte de
Félix nos lembra o quão sério a liderança judaica monta o processo afim de obter
uma condenação contra Paulo.
‘O sumo sacerdote empreendeu a
viagem de 96 km a fim de supervisionar ele mesmo o processo.’ Bíblia de
Estudo NVI Vida.
A acusação de Tertulo (sabedor da
situação de vida do governador – ou presidente -) se inicia com a fala que
busca elogiar o tribuno Felix, um ex-escravo.
“Tertulo um advogado, orador
profissional. Na introdução a seu discurso emprega um captatio
benevolentiae, lisonja para criar uma atitude favorável ao seu lado no
caso. Paulo por sua parte utiliza apenas a advocacia do Espírito Santo.” Bíblia
Shedd.
4-3-Acusações:
O discurso de Tertulo quase
certamente foi proferido em latim, e talvez houvesse um intérprete para
benefício dos acusadores judeus, embora Paulo não tivesse necessidade desse
recurso. O uso do grego na defesa junto aos tribunais romanos, era permitido
ser usado na defesa (como língua comum da época), e todos os presentes
que ouviram a manifestação acusatória de Tertulo contra Paulo, teriam
compreendido esse idioma.
Tértulo apresentou três acusações
contra Paulo que envolviam o acusado, a pessoal (descaracterizar moralmente e mostrar
quem era o acusado, inclusive pelo ‘histórico’ de Paulo sob o ponto de vista
dos judaizantes da Ásia - e promotor de sedições entre todos os judeus, por
todo o mundo -) política (fundamental aos romanos) e a religiosa (necessária
para mantença da paz e equilíbrio social, sob o ponto de vista romano):
- pessoal ("este homem é uma
peste"),
- política ("promove
sedições" e é líder de uma religião ilegal) e
- religiosa ("tentou
profanar o templo").
Acusações sérias, mas sem provas,
foram levadas a audiência com o governador.
Tertulo quis levar o governador
uma posição na qual o povo tinha razão e Paulo era, de fato, culpado e que os
judeus estavam no seu direito ao prender um cidadão romano, mas judeu e que o
capitão (Lísias) havia se enganado e saído da linha pela qual deveria seguir no
caso; Mas, Félix prudentemente se levou pela carta que recebera do comandante e
se resguardou com base na confiança ao seu oficial.
A carta de Cláudio a Félix
“Cláudio
Lísias ao excelentíssimo governador Félix, saúde. Este homem foi preso pelos
judeus e estava prestes a ser morto por eles, quando eu, sobrevindo com a
guarda, o livrei, por saber que ele era romano. Querendo certificar-me do
motivo por que o acusavam, fi-lo descer ao Sinédrio deles; verifiquei ser ele
acusado de coisas referentes à lei que os rege, nada, porém, que justificasse
morte ou mesmo prisão. Sendo eu informado de que ia haver uma cilada contra o
homem, tratei de enviá-lo a ti, sem demora, intimando também os acusadores a
irem dizer, na tua presença, o que há contra ele. [Saúde.]”
λοιμος - loimos; n. m. pestilência;
indivíduo pestilento, peste, praga;
ταραχη - tarache; n.
f. perturbação, comoção; metáf. tumulto, sedição
ταραχος - tarachos;
n. m. comoção, conflito (de mente); tumulto
“uma peste
e promotor de sedições entre todos os judeus, por todo o mundo, e o
principal defensor da seita dos nazarenos; o qual intentou também
profanar o templo.
A falta
de evidências levou Tertulo a aliviar ou diminuir a acusação de profanação do
Templo, colocando como “intentou profanar o Templo”.
O próprio Paulo ao pedir o direito
de fala, desmonta facilmente as acusações e mostra que os acusadores nem sequer
estavam na audiência.”
Seita dos nazarenos – usar o
termo nazarenos foi uma tentativa de ligar Paulo a Jesus de Nazaré, uma
província pobre e desprezada da Galiléia. Por isto, digo que levar Paulo a
justiça era uma forma de identificar a Igreja (aquele Caminho que chamam
seita) como algo a ser desmontado e proibida.
Queriam ter
agredido, ou até mesmo matar Paulo, mas ainda acusaram Lísias de ter impedido a
violência contra o apóstolo, tal era a ira contra ele.
Atos
24:7-9 – ACF “Mas, sobrevindo o tribuno Lísias, no-lo tirou de
entre as mãos com grande violência, Mandando aos seus acusadores que viessem a
ti; e dele tu mesmo, examinando-o, poderás entender tudo o de que o acusamos. E
também os judeus consentiam, dizendo serem estas coisas assim.”
O trecho 6b-8a [e, por isso,
o prendemos e, conforme a nossa lei, o quisemos julgar. …o comandante
Lísias, o arrebatou das nossas mãos, com grande violência…] … não consta dos
melhores manuscritos . Bíblia Shedd.
A ação de Claudio Lísias foi
necessária se olharmos para a quantidade de soldados que foi necessário para
garantir a segurança de Paulo até Cesaréia - foram necessários quase 500
soldados para proteger um só homem em trânsito entre Jerusalém e Cesaréia.
- 'Chamando dois centuriões,
ordenou: Tende de prontidão, desde a hora terceira da noite, duzentos
soldados, setenta de cavalaria e duzentos lanceiros para irem até
Cesareia; ' Atos 23:23
João 1:46 ARC “Disse-lhe
Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?”
Tértulo procura distinguir os
cristãos dos judeus. Desta forma atingia o cristianismo que perderia a proteção
da lei que o judaísmo gozava.
Destaque: Os
acusadores de Paulo não produziram testemunhas para provar que
ele estava de fato discutindo…no templo ou incitando
uma multidão. Simplesmente não havia prova para suas acusações.
4-4-Paulo expõe a fraqueza do
caso contra ele.
“O
segredo do governo romano era o princípio do controle indireto". Isso
significava que a verdadeira responsabilidade administrativa recaía sobre os
ombros das autoridades locais. A Roma imperial só se envolvia quando havia
algum perigo externo ou quando havia conflito entre as unidades
administrativas.” Arnold Toynbee
Paulo certamente deve ter
lembrado das acusações que o Sinédrio fizera ao próprio Cristo, agora ele manem
sua posição na esperança da salvação e da chamada confirmada pela sua fé.
"O
segredo do governo romano era o princípio do controle indireto"
É importante entender como funcionava
o sistema mantido pelo Império Romano sobre as nações sob seu domínio, primeiro
mantinham a cultura, a língua, e religião das colônias, como no caso de Israel,
concediam parte da justiça sob as autoridades nativas, aqui sob a ação do
Sinédrio, mantendo agrupamentos militares das legiões romanas nas localidades e
indicando ou comissionando reis locais, governadores, também chamados de
presidentes de confiança. A intervenção em causas locais se dava quando as
desavenças ou demandas locais inferissem em desautorizar o Império ou contra a
governança romana na região.
Atos
24:10-14 – ACF Paulo, porém,
fazendo-lhe o presidente sinal que falasse, respondeu: Porque sei que já vai para muitos anos que desta nação és juiz,
com tanto melhor ânimo
respondo por mim. Pois bem podes saber que não há mais de doze dias que subi a
Jerusalém a adorar; E não me acharam no templo falando com alguém, nem
amotinando o povo nas sinagogas, nem na cidade. Nem tampouco podem
provar as coisas de que agora me acusam. Mas confesso-te isto que, conforme aquele
Caminho que chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo
tudo quanto está escrito na lei e nos profetas.
Paulo mostra a sua desenvoltura e
respeito as autoridades e sendo mestre sabia como se portar diante das
autoridades - sei que já vai para
muitos anos que desta nação és juiz, com
tanto melhor ânimo
respondo por mim –
Atos 24.15
— Tendo
esperança em Deus, como estes mesmos também esperam, de que há de haver
ressurreição de mortos, tanto dos justos como dos injustos.
Paulo
destaca, na sua defesa, sua fidelidade ao judaísmo, contrariamente ao a acusação
de infidelidade, Paulo assegurava a Félix que, como judeu, ele seguia uma
religião protegida por Roma. Como seguidor do “Caminho” (já defendendo a
Igreja – a seita -, como uma entidade que respeitava as Escritura –
Moisés e os profetas -), Paulo mostra que continuava a servir “ao Deus
de nossos pais” e cria na ressurreição dos mortos (Dn 12.1-2; 1Ts 4.13-18;
2Ts 1.8). Bíblia de Genebra. Mostra
que continuava a seguir o caminho da justiça e verdade era o alvo do melhor
judeu. Foi isto que Paulo fazia seguindo o verdadeiro ensino da lei e dos
profetas, agora cumprido em Cristo. Não abandonara o judaísmo: pelo contrário,
negar o cristianismo seria rejeitar sua própria tradição. Bíblias Shedd e Genebra, editada e compilada.
Coloca diante do governador a
falta de provas ou de testemunhas - convinha que estivessem presentes
perante ti, e me acusassem -, que Tertulo e a equipa do Sumo sacerdote,
bisonhamente, ou por entender que Paulo seria facilmente derrotado, não
levaram.
"Na
lei romana, a primeira pessoa era o cidadão". Em outras palavras, era
responsabilidade do tribunal proteger o cidadão do Estado; A lei foi a
expressão mais característica e duradoura do espírito romano" Will Durant –
historiador em Caesar and Christ [César e Cristo].”
Paulo relembrou a Félix que não
havia testemunho de testemunhas oculares para provar as
acusações de seus acusadores.
- “Este foi um ponto forte de sua
defesa: as pessoas que haviam levantado o clamor na primeira instância,
reivindicando ser testemunhas oculares de seu suposto sacrilégio, não se deram
ao trabalho de estarem presentes”. Bruce
4-5-Falta de evidências - Paulo estava
correto, consistentemente chama o caso de volta para a evidência,
exatamente aquilo que seus acusadores evitavam.
- Cristãos nunca deveriam ser
tímidos sobre ou envergonhados da verdade ou de evidência. Se estamos
verdadeiramente seguindo a Deus, a verdade e a evidência são nossas aliadas,
não nossas acusadoras.
Continuando:
Paulo mostra como mesmo pregando
o Evangelho não deixou de aceitar as Escrituras e a confissão baseada na lei e
nos profetas:
“sirvo ao
Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas”
Paulo descreve qual foi o motivo
de vir a Jerusalém e como respeitava o Templo e o pensamento religioso dos
judeus - na Lei e nos Profetas - e como os que o acusaram viam a sua
visão sobre a doutrina que pregava, que incluía a Ressurreição de Jesus Cristo
incomodara os seus acusadores e como entendia que a lei e os profetas, como se
diz das Escrituras Veterotestamentárias como dadas a nação de Israel continuava
como base de sua religiosidade e crença em Deus, um Único Deus..
Atos
24:17b-21 – ACF …vim trazer à minha nação esmolas e ofertas. Nisto
me acharam já santificado no templo, não em ajuntamentos, nem com
alvoroços, uns certos judeus da Ásia, Os quais convinha que estivessem
presentes perante ti, e me acusassem, se alguma coisa contra mim tivessem. Ou
digam estes mesmos, se acharam em mim alguma iniquidade, quando compareci
perante o conselho, A não ser estas palavras que, estando entre eles,
clamei: Hoje sou julgado por vós acerca da ressurreição dos mortos.
5-Pontos importantes destacados
pro Paulo:
vim
trazer à minha nação esmolas e ofertas - coleta que Paulo
fez pelos cristãos da Judeia entre as igrejas dos gentios do oeste (Gálatas
2:10, Romanos 15:26 e 2 Coríntios
8-9, At 20.4n).
me
acharam já santificado no templo,
não em
ajuntamentos, nem com alvoroços,
acusadores
- uns certos judeus da Ásia
cadê as
testemunhas? - convinha que estivessem presentes perante ti, e me acusassem
convinha que estivessem presentes perante ti, e me acusassem
Tertulo e
a comitiva do Sumo sacerdote - estes mesmos, se acharam em mim alguma
iniquidade, quando compareci perante o conselho
se
apoiam na minha crença - Caminho, a que chamam seita, assim
sirvo ao Deus de nossos pais
Continuo
sendo um judeu - crendo tudo quanto está escrito na Lei e nos
Profetas. ..., como estes mesmos também esperam, de que há de haver
ressurreição de mortos; esta fala de Paulo sobre a ressurreição mostra a Natureza
Da Defesa De Paulo que inseria Cristo na discussão e a sua origem coloca em
tela saduceus contra fariseus, sendo fariseus destacados no Sinédrio quanto a aceitarem
a ressurreição, ao contrário dos saduceus, quanto a esta doutrina:
1.
Qualquer defesa quanto à doutrina da ressurreição também era defesa da
ressurreição de Cristo, pois sobre isso é que todos estavam pensando, porquanto
por toda a parte havia cristãos proclamando as boas novas.
2. Portanto,
Paulo não faz simplesmente os fariseus se lançarem em antagonismo contra os
saduceus, apesar de que também desejasse fazer isso que acreditavam ser a vida
após a morte era um absurdo teológico.
Quanto a
ressureição, o fulcro da prisão de Paulo - Atos 23.6,9. “E
Paulo, sabendo que uma parte era de saduceus e outra de fariseus, clamou
no conselho: Homens irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseu; no tocante
à esperança e ressurreição dos mortos sou julgado. E, havendo dito isto,
houve dissensão entre os fariseus e saduceus; e a multidão se dividiu. Porque
os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito; mas os
fariseus reconhecem uma e outra coisa. E originou-se um grande clamor; e,
levantando-se os escribas da parte dos fariseus, contendiam, dizendo: Nenhum
mal achamos neste homem, e, se algum espírito ou anjo lhe falou, não
lutemos contra Deus.”
6-A Esperança garantia a posição
de Paulo:
Atos 24.15,16 — Tendo
esperança em Deus, como estes mesmos também esperam, de que há de
haver ressurreição de mortos, tanto dos justos como dos injustos. — E,
por isso, procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com
Deus como para com os homens. [— Γι’ αυτό, προσπαθώ πάντα να
έχω συνείδηση απαλλαγμένη από σκάνδαλα, τόσο απέναντι στον Θεό όσο και απέναντι στους ανθρώπους.]
“A
consciência é o "juiz" ou a "testemunha" interior que
aprova quando fazemos o que é certo e reprova quando fazemos o que é errado (Rm
2:15).”
É necessário entender que Paulo
foi ameaçado de morte deste Atos capítulo 14, recebeu juramento de morte por 40
homens conjurados em voto de morte contra ele. Sugiro a leitura dos
capítulos 13 ao 24 de Atos dos Apóstolos.
Romanos
2:15b,16 -ACF “…testificando juntamente a sua consciência, e
os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os; No dia em que Deus
há de julgar os segredos dos homens, por Jesus
Cristo, segundo o meu evangelho.”
Paulo foi atacado e violentamente
agredido e deixado quase morto em uma de suas viagens.
Sofreu vários julgamentos tudo
por causa da sua vida com cristo.
Isto nos mostra que ele tinha uma
consciência total sobre o servir a Cristo e conduzir homens e mulheres judeus
ou gentios a salvação pela pregação do Evangelho.
A sua consciência de vida plena
em Cristo motivava-o e dava-lhe coragem para enfrentar tribunais, sejam os do Sinédrio,
ou os tribunos romanos, ali destacados para dirimir dúvidas sobre as acusações
que que os do Sinédrio usando os judaizantes como ‘massa de manobra’.
1 Timóteo 3:9 – ACF “Guardando
o mistério da fé numa consciência pura.”
1 Coríntios 8:7b – ACF “…e a sua
consciência, sendo fraca, fica contaminada.”
Paulo manteve sua consciência
pura e incontaminada, quanto a chamada no caminho de Damasco, não
deixou que as lutas e adversidades atingissem sua consciência de que Cristo lhe
visitara e lhe chamar, e confirmara sua missão de evangelizar. Como podemos ver
a confirmação durante sua ida a Jerusalém, dentro do Templo, Jesus lhe visita e
conforta e o encoraja a seguir em frente. Atos 22. 18;21. Paulo nos ensina
que quando alguém faz o que é certo, fica tranquilo e não hesita em falar o
que se passou e porque agiu seja diante do Sinédrio, ou diante do Juiz romano.
Ao lermos Romanos capítulo 1
entendemos que na Bíblia, a
consciência é aquilo que nos ajuda a distinguir entre o certo e o errado, e
mostra que mesmo quem não conhece a Deus pode conhecer as leis naturais de Deus.
Como Paulo nos mostra, fica claro, que todas as pessoas têm uma consciência,
mas essa consciência pode ser distorcida pelo pecado.
Atos 14:22 – ACF “Confirmando
os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por
muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus.”
Paulo nos ensina que a nossa
consciência deve se manter pura e sem contaminação quanto a nossa chamada e
serviço no Evangelho, quanto a salvação de judeus, gregos, citas. É a grande
revelação que move nossa esperança de vencer obstáculo com Cristo, para Cristo
e em Cristo.
- ter
uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para homens!
Paulo sabia
que sua fala era verdadeira e sincera, pois de outra maneira estaria sendo
condenado pelo próprio D’us a quem servia, isto é, Deus não pode ser enganado,
nem se deixa enganar, ainda que alguns, como seus acusadores enganem os homens!
A fé de Paulo era colocada a
prova cada dia de seu ministério e neste caso apontava para seu futuro como
Deus já lhe havia dita, já preso na fortaleza em Jerusalém após o episódio no
Templo:
O
Senhor apareceu a Paulo e lhe disse: “Na noite seguinte, o Senhor, pondo-se ao
lado dele, disse: Coragem! Pois do modo por que deste testemunho a meu
respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma.”
Manter a esperança e a fidelidade
mesmo preso é a lição de Paulo aos chamados!
Fonte:
Dicionário Strong
Lição CPAD – 3º trimestre 2026
Apontamentos do autor
Citações no corpo do texto
Champlin NV 3
Wiersbe NT (até Gálatas)
Bíblia online ARC
Bíblia online ARA
Site - Estudantes da Bíblia
Respostas Bíblicas – Consciência




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