Lição 07: O Ministério da Igreja | 1° Trimestre de 2024 | EBD – ADULTOS
Subsídio pastor e professor Osvarela
NOTA: os dados de estudo são para auxílio do professor ou interessado na lições CPAD. Contém direcionamento para estudo das lições conforme revistas da EBD e não necessariamente seguem a ordem da lição da semana
Texto Áureo
“E ele mesmo deu uns para apóstolos, e
outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores
e doutores.” (Ef 4.11)
Prática
Os dons ministeriais foram dados com o objetivo
de edificar a Igreja e promover a maturidade de seus membros.
Efésios 4.11-16
11 – E ele mesmo deu uns para apóstolos, e
outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e
doutores,
12 – querendo o aperfeiçoamento dos santos,
para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo,
13 – até que todos cheguemos à unidade da fé e
ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura
completa de Cristo,
14 – para que não sejamos mais meninos
inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos
homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente.
15 – Antes, seguindo a verdade em amor,
cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,
16 – do qual todo o corpo, bem-ajustado e
ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo ajusta operação de cada parte,
faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.
A) Objetivos da Lição:
I) Apresentar a doutrina bíblica do ministério
sacerdotal observada na Antiga Aliança e praticada pelos crentes na Nova
Aliança;
II) Elencar os cargos ministeriais instituídos
na Igreja Primitiva;
III) Explicar as qualificações de natureza
moral e social exigidas para o exercício ministerial.
Introdução:
Ao derramar seu sangue no Calvário, Jesus
realizou um processo de resgate e com o valor do sangue derramado ele pode
adquirir para si um novo grupo sacerdotal, e ou, em seu sangue nos fez reis e
sacerdotes (embora, sabendo e compreendendo que todos os comprados por Seu sangue sejam sacerdotes, alguns são reis/reino (governos) - não me aprofundo no comentário deste trecho - podemos admitir que neste novo agrupamento sacerdotal haja uma hierarquia, da mesma forma, que o texto menciona dois grupos: reis e sacerdotes):
“Àquele que nos
amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, E nos fez reis e
sacerdotes para Deus e seu Pai;” Apocalipse 1:5,6
"Digno és de
pegar o livro e de quebrar os selos, porque
foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que
procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os
constituíste reino e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra." Apocalipse
5:9,10
Estes textos demonstram que na Nova Aliança
Deus dá espaço para início de uma nova era de sacerdotes, uma nova turma
sacerdotal, agora universalizada.
O início da ordem ministerial no Novo Testamento
se dá no capítulo 6 de Atos dos Apóstolos.
Com o evento do crescimento da Igreja primitiva, tornou-se maior o grupo dos que tinham tudo em comum, daí o atendimento diário do partir do pão - alimentar a todos - , tornou mais difícil, a ação social, das necessidades do grupo de crentes.
Por razões culturais e mesmo de origens étnicas as mulheres dos gregos ficaram como que em segundo plano (gregos, no
sentido dos judeus que falavam a língua grega e tinham provavelmente nascido
fora do sítio de Israel), o que levou a instituição do primeiro quadro de
obreiros, além do principal e implantado por Jesus dentre seus discípulos, os
Apóstolos:
“Escolhei, pois,
irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de
sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.
Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra.” Atos
6:3,4
Necessário ressaltar que Jesus , ainda no
ministério terreno, já determinara dentre seus discípulo s70 homens para realizar
a obra, sobre os quais soprou o Espírito Santo. Mas, a Igreja inicialmente
tinha apenas em sua liderança os apóstolos previamente escolhidos por Jesus.
Assim temos o Ministério inicial:
Apóstolos – ministração da palavra e autoridade
sobre os trabalhos
Diáconos – os que cuidavam do atendimento diários das
necessidades dos membros da Igreja. Aos quais a iniciação da atividade lhes
foram impostas as mãos dos apóstolos.
“E este parecer
contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do
Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Parmenas e Nicolau,
prosélito de Antioquia; E os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando,
lhes impuseram as mãos.” Atos 6:5,6
Com o crescimento da Igreja a mesma soba a
orientação do Espírito Santo passou a ter necessidade de obreiros para suprir
as lideranças necessárias em cada local onde a igreja se instalava.
Atos 6:7 – E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém
se multiplicava muito o número dos discípulos.
Assim é que se instituiu novos quadros de
obreiros, tudo sob a égide do Espírito Santo:
É necessário entender que o quadro de anciãos aparecia
no seio da igreja primitiva, pois a mesma nasceu judia e os anciãos eram
aconselhadores e homens que eram consultados sobre as decisões entre o povo,
sendo estes um costume agregado a Igreja, mas tendo como visão a direção de
igreja e grupos locais da Igreja, onde esta se ampliava.
“E, tendo anunciado
o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, e
Icônio e Antioquia, Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a
permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino
de Deus. E, havendo-lhes, por comum consentimento, eleito anciãos em
cada igreja, orando com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam
crido.” Atos 14:21-23
At.15.6-12. Congregaram-se,
pois, os apóstolos e os anciãos para considerar este assunto.
O Ancião, ou Presbítero.
Gr. Presbuteros, ancião.
Os anciãos era uma
forma de líderes do próprio judaísmo, nas Sinagogas [nesta época], eles
trabalhavam na condução e liderança dos serviços litúrgicos.
Na Igreja de Pedro, Tiago e João eles e os
demais apóstolos eram anciãos, assim como os sete diáconos.
Todos os Apóstolos eram anciãos, mas nem todos
os anciãos eram apóstolos.
Gr. Chierotoneo – escolhido.
Os anciãos eram eleitos pelas Igrejas locais.
Lucas informa sobre
este personagem, no capítulo anterior ao de estudo desta semana – capítulo 14.
23. E, havendo-lhes, por comum consentimento, eleito anciãos
em cada igreja, orando com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam
crido.
Veja Atos 20. 17. E de Mileto
mandou a Éfeso, a chamar os anciãos da igreja.
Presbíteros.
πρεσβυτερος - presbuteros - de presbus (de
idade avançada); adj. ancião, de idade; líder de dois povos; avançado na
vida, sênior; designativo de posto ou ofício.
A - entre os judeus: - membros do grande
concílio ou sinédrio (porque no tempos antigos os líderes do povo, juízes,
etc., eram selecionados dentre os anciãos)
- daqueles que em diferentes cidades
gerenciavam os negócios públicos e administravam a justiça.
B - entre os cristãos: - aqueles que
presidiam as assembleias (ou igrejas). O NT usa o termo bispo, ancião e
presbítero de modo permutável;
C - No tempo escatológico: - os vinte e quatro
membros do Sinédrio ou corte celestial assentados em tronos ao redor do trono
de Deus.
Ainda πρεσβυτης - presbutes; n. m.
homem velho, idoso. No Sentido Restrito: além da pessoa ser
madura e experiente, o presbítero no sentido restrito recebe o
comissionamento do Espírito Santo para a tarefa de supervisão da igreja e
apascentamento do rebanho de Deus. Pedro assim se refere aos presbíteros.
No Novo Testamento, essa espécie de anciãos também aparece: Mateus 16.21, Mateus 21.23, Mateus
27.1, Mateus 27.20, Atos 4.5, Atos 24.1.
Interessante o fato que, vivendo na mesma
época, podemos ver os anciãos da igreja em Jerusalém, estes, porém, constituídos pelo
Espírito Santo: Atos 15.2,4,6,22,23.
Não como o velho sábio, mas como uma forma de
designar aqueles que se reuniam e participavam das decisões entre as famílias
ajudando a julgar e a orientar ao povo quanto a sua cultura religiosa, ponto
fundamental da vida cultural, vida material, vida diária dos judeus.
De Ancião do povo para Ancião da Igreja (uma
ordem não de dom, mas de costumes, mas no grego como lideranças, posteriormente
consagradas como lideranças ministeriais/espirituais na Igreja):
A antiga turma sacerdotal a turma Araônica,
desde a implantação do sacerdócio levítico por Arão e sua descendência, que
atuou até a plenitude dos tempos, agora dará espaço a este novo grupo
sacerdotal eterno em Jesus o Sumo sacerdote.
זקן- zaqen; adj. velho - velho (referindo-se aos seres humanos) - ancião
(referindo-se aos que têm autoridade).
שיב - siyb (aramaico); v. ser grisalho, ter cãs, ter cabeça encanecida - anciãos
(substantivo)
πρεσβεια - presbeia; n. f.) idade, dignidade,
direito do primogênito; serviço normalmente confiado aos anciãos, espec. o
ofício de embaixador, embaixada
O Novo Testamento usa o termo bispo,
ancião e presbítero de modo permutável.
Na Igreja de Pedro, Tiago e João eles e os
demais apóstolos eram anciãos, assim como os sete diáconos.
Todos os Apóstolos eram anciãos, mas nem todos os
anciãos eram apóstolos.
Gr. Chierotoneo – escolhido.
Os anciãos eram eleitos pelas Igrejas locais.
πρεσβυτης - presbutes do mesmo que 4245; TDNT -
6:683,931; n m 1) homem velho, idoso 2) embaixador
Instituição sacerdotal Veterotestamentária:
“Depois tu farás
chegar a ti teu irmão Arão, e seus filhos com ele, do meio dos filhos de
Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal; a saber: Arão,
Nadabe, e Abiú, Eleazar e Itamar, os filhos de Arão. E farás vestes
sagradas a Arão teu irmão, para glória e ornamento. Falarás também a todos os
que são sábios de coração, a quem eu tenho enchido do espírito da sabedoria,
que façam vestes a Arão para santificá-lo; para que me administre o
ofício sacerdotal.” Êxodo 28:1-3
A ordem Araônica foi instituída para cuidar do
serviço a Deus, atendendo o povo em sua necessidade espiritual e para serviço ofertório
a Deus.
O ministério sacerdotal no AT para a
congregação de Israel foi instituído contemplando apenas uma família, colocando
sobre esta família.
Mesmo assim, uma leitura na primeira camada do
texto a implantação do sacerdócio apontava para um serviço, e a ministração
sobre o povo, o que poderemos ler ainda neste texto em outros pontos do
assunto.
“...me administrarem o ofício sacerdotal”
Entendemos que não havia a universalidade
sacerdotal, quando sobre a congregação israelita foi instituído o sacerdócio,
ele era apenas o antítipo do futuro sacerdote universal que viria após a
instituição da Igreja com a unificação dos povos através do sacrifício vicário de
Jesus.
“Porque todo o sumo
sacerdote, tomado dentre os homens, é constituído a favor dos homens nas coisas
concernentes a Deus, para que ofereça dons e sacrifícios pelos pecados; E
ninguém toma para si esta honra, senão o que é chamado por Deus, como Arão.” Hebreus
5:1-4
Cristo é revelado como o grande Sumo Sacerdote,
misericordioso, que padeceu sob os nossos pecados e nos dá a salvação
eterna.
Quando o Senhor Jesus assume o sacerdócio de Melquisedeque
(o primeiro sacerdócio da Graça – “Porque este Melquisedeque, que era rei de
Salém, sacerdote do Deus Altíssimo” Hebreus 7:1)
como Sumo Sacerdote eterno inicia-se outra ordem terrena, o novo sacerdócio, instituído
pela Sua Morte, e para si, e por seu sangue, Ele constitui um novo grupo de
sacerdotes:
A Bíblia ensina que todos os cristãos são
sacerdotes em Cristo (Apocalipse 1.6).
Neste Estudo encontramos:
Ministros da Palavra
A era apostólica nos apresenta uma nova forma
de governo sacerdotal, agora sob a denominação de – Ministério – revendo primariamente
como se apresenta o Ministério da Igreja nos primeiros dias da Igreja.
Relendo Atos 6 (neste livro podemos
acompanhar o início da igreja) podemos verificar neste texto dois tipos de
obreiros que formavam o Ministério da Igreja, como também podemos ver que na sequência
dos relatos a mantença de um cargo ou pelo menos, nominalmente no conjunto de
governança da Igreja:
“Não é razoável que
nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos,
dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de
sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio. Mas
nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra. E este
parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do
Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Parmenas e Nicolau,
prosélito de Antioquia; E os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando,
lhes impuseram as mãos.” Atos 6: 2-6
O texto nos explica como no início da Igreja,
os apóstolos lideravam e organizavam tudo. Os crentes davam ofertas à igreja,
que eram distribuídas pelos apóstolos aos membros mais pobres e vulneráveis.
Mas a Igreja cresceu muito e os apóstolos já não conseguiam pregar e
administrar bem.
Étimo:
διακονια – diakonia (διακονος – diáconos); n. f. serviço,
ministério, esp. daqueles que executam os pedidos de outros (saída breve para fazer
ou buscar alguma coisa); daqueles que pelo pedido de Deus proclamam e promovem
religião entre os homens - do ofício de Moisés; ofício do diácono na igreja do
ofício dos apóstolos e sua administração; do ofício dos profetas, evangelistas,
anciãos, etc.
Serviço daqueles que brindam aos outros os
ofícios da afeição cristã esp. aqueles que ajudam a atender necessidades, seja
pelo recolhimento ou pela distribuição de caridades
- serviço daqueles que preparam e ofertam
alimento
- encontrado cerca de 30 vezes no Novo
Testamento, e quer dizer “ministro”, “ajudante”; Podemos entender esta
definição pelo serviço, para atender a necessidade social da Igreja (prestação
de servir), os quais foram escolhidos pela Igreja, e consagrados pelos apóstolos.
A palavra diácono surgiu a partir do grego diakonos, que significa
"atendente" ou "servente".
- uma pessoa que serve e ajuda a
igreja. Na Bíblia, os diáconos tratavam de assuntos administrativos e
prestavam ajuda aos fiéis, enquanto os pastores se dedicavam à pregação e ao
ensino.
- 'ministro sagrado da segunda ordem',
do grego diákonos, ou 'servidor, diácono'.
A forma de instituição e ordenação dos obreiros
– “orando, lhes impuseram as mãos.”
No texto verificamos, os dois primeiros graus
do ministério da Igreja, sendo formados e a maneira de consagração dos primeiros
membros da Igreja, após a Ascenção de Jesus. Forma que os demais apóstolos e líderes
da Igreja consagraram, como o Apóstolo Paulo ensina, a Timóteo:
“..., dom de Deus
que existe em ti pela imposição das minhas mãos.”2 Timóteo 1:6
Podemos ver na citação paulina que os apóstolos,
usavam desde a consagração dos diáconos a imposição de mãos sobre os consagrandos.
Ainda sobre a formação do Ministério da Igreja
podemos ver que seguindo a tradição judaica a igreja tinha um corpo ministerial
com apoio dos anciãos, diferente do zaqen na atividade, mas com o
mesmo conceito baseado na experiencia de homens de cãs brancas.
“E, havendo-lhes,
por comum consentimento, eleito anciãos em cada igreja, orando
com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido.” Atos 14:23
“E os discípulos
determinaram mandar, cada um conforme o que pudesse, socorro aos irmãos que
habitavam na Judéia. O que eles com efeito fizeram, enviando-o aos
anciãos por mão de Barnabé e de Saulo.” Atos 11:29,30
Podemos entender que apesar do corpo ministerial
e a Igreja ter no seio dela anciãos, estes seguiram sendo conceituados, mas
eleitos e consagrados para iniciar, sob a própria etimologia, o chamado presbitério,
ou seja formaram o terceiro grau do ministério na Igreja.
PORÉM na atual dispensação sacerdotal, a dação
de sacerdotes, ministros da Igreja se dá por inspiração do Espírito Santo,
através de Dons de Deus.
o apóstolo Paulo o doutrinador e atuante definidor das Escrituras e como
plantador de Igrejas recebeu a inspiração para definir quais os dons de ministérios
ou atuação de governos na Igreja, além de definir que há diversidade de ministérios
(“Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há
diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.”1 Coríntios 12:4,5)
e escreve em outra epístola:
Efésios 4.11 – E ele mesmo deu
uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e
outros para pastores e doutores,
Aqui temos nesta lista a configuração deste
quadro na Igreja:
Diáconos
Presbíteros
Supervisores (presbíteros anciãos)
Evangelistas
Bispos
Pastores
Esta lista nem sempre é, institucionalmente,
utilizada na Instituição Igreja.
A visão da escrita paulina nos faz observar que
ela cumpre papel importante na temática que observamos nesta série de estudos
sobre: A Igreja.
“Mas um só e o mesmo
Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um
como quer. Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros,
e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também.”1
Coríntios 12:11,12
“Olhai, pois por
vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos,
para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue”. At
20.17
OBS.: Alerto para não
confundir a hierarquia de Efésios com a de I Coríntios, pois nesta a dação e
lista é de operações dos dons e nesta de Efésios é de hierarquia na Igreja!
Particularização, especial:
Poderíamos fazer o mesmo com cada cargo.
Dom e atividade - um dom
especial de pregar e testemunhar, de forma a trazer o descrente à experiência
da salvação;
Função e ação - o dom de evangelista opera o
estabelecimento de novos trabalhos, enquanto pastores e professores o sucedem
para organizar e sustentar o novo trabalho estabelecido;
Essência e trabalho - o dom de
evangelista opera para estabelecer convertidos e reuni-los, espiritual e
literalmente.
Em alguns casos, pode-se
confundir/identificar-se a atividade do/o Evangelista pode se confundir, com o
Missionário, e em outros casos com o Apóstolo.
A diferença é a amplitude, planejamento e
expansão do ministério.
Mas, podemos dizer que sempre o Apóstolo pode
tem o dom do Evangelista em sua atividade.
Todas as literaturas bíblicas mostram que a
Igreja aceitou e considerou e consagrou os ofícios, sob a inspiração do
Espírito Santo desde o início no período primitivo, da mesma.
Podemos ver:
Diáconos
Presbíteros
Supervisores (presbíteros anciãos)
Evangelistas -φιλιπποι Philippoi - n pr loc. Filipos =
“amante de cavalos”; um evangelista e um dos sete diáconos da igreja de
Jerusalém.
Dom e Ministério de Evangelista é um Dom dado
por Cristo.
Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a
medida do dom de Cristo. Por isso diz: Subindo ao alto, levou
cativo o cativeiro, e deu dons aos homens. ... Aquele que
desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as
coisas. E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para
profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, Efésios
4:7-11
Descrição da atividade de um Evangelista:
Dom e atividade - um dom
especial de pregar e testemunhar, de forma a trazer o descrente à experiência
da salvação;
Função e ação - o dom de evangelista opera o
estabelecimento de novos trabalhos, enquanto pastores e professores o sucedem
para organizar e sustentar o novo trabalho estabelecido;
Essência e trabalho - o dom de
evangelista opera para estabelecer convertidos e reuni-los, espiritual e
literalmente.
Em alguns casos, pode-se
confundir/identificar-se a atividade do/o Evangelista pode se confundir, com o
Missionário, e em outros casos com o Apóstolo.
A diferença é a amplitude, planejamento e
expansão do ministério.
Mas, podemos dizer que sempre o Apóstolo pode
tem o dom do Evangelista em sua atividade.
Felipe – O Primeiro discípulo Evangelista
“Mas os que andavam dispersos iam por toda a
parte, anunciando a palavra. E, descendo Filipe à cidade de
Samaria lhes pregava a Cristo. E as multidões unanimemente prestavam
atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia;
Pois que os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham, clamando
em alta voz; e muitos paralíticos e coxos eram curados”. Atos 8:4-7
O ministério de evangelista nasceu na
perseguição.
Felipe e os demais, exceto os apóstolos tiveram
que sair de Jerusalém; e esta foi a forma de descobrir um dom em sua vida, o de
Evangelista.
O evangelista tem esta natureza criar condições
em meio das dificuldades para o crescimento da igreja.
- Ele deve ter iniciativa
- Ele tem desejo de que outros conheçam a
Cristo
- Ele deve ser destemido
- Ele deve ir aonde há necessidade
- Ele deve ir mesmo que seja em meio a gente
contrária a sua própria gente
- Ele deve ter poder
- Ele deve ser batizado com o Espírito Santo
- Ele deve ser acompanhado dos sinais.
Deus O Evangelista
Gn 3.15 - protoevangelho
Bispos
Pastores poiemen - Jo 10:11 ἐγώ εἰμι ὁ ποιμὴν ὁ καλός• ὁ ποιμὴν ὁ καλὸς τὴν ψυχὴν αὐτοῦ τίθησιν ὑπὲρ τῶν προβάτων.
Como na cultura hebraica uns cuidam de um rebanho
regional, outros cuidam de rebanho de uma vila, outros cuidam de rebanho local.
A igreja é o מקדה -
Maqqedah - “lugar dos pastores” é o local
onde se deve juntar o rebanho de Deus. Significa morar junto ao rebanho - נאה - na’ah
ou (plural) gr. נאות; n.f. Ναιν - pasto, habitação, habitação de pastor,
morada, prado.
Porta e porteiro –
“Aquele, porém, que entra pela porta é o pastor das ovelhas”. João 10:2.
Segundo a tradição de pastoreio em Israel o pastor
dorme na entrada do curral das ovelhas. Assim, ele é a barreira entre o rebanho
e qualquer perigo noturno. E sabe também se alguma ovelha chega atrasada ao
rebanho e ele tem que ir buscá-la. Por isto, o termo grego que pode ser
utilizado para morada de pastor e prado das ovelhas tem a mesma informação
literal do lugar da ovelha, tanto quanto o lugar do pastor estar.
Cuidador –
todo cuidador tem intimidade dos que por ele são cuidados. Todos conhecem a sua
voz, a sua maneira de cuidar. Conforme destaco na etimologia no hebraico, raah,
dá a ideia de "cuidar dos rebanhos", "dar pasto" ao
rebanho (meton)
Provedor de alimento – poimenas, "provedores de
pasto";
Mas, todos devem ser absolutamente
capacitados de forma mística pelo Espírito Santo.
"Os dons ministeriais foram dados com o objetivo de edificar a Igreja e promover a maturidade de seus membros."Lição 7 CPAD
Não há nenhum tipo de impedimento ou
incongruência entre cargos e hierarquia eclesiástica, dons, ofícios e dom
espiritual, e mostra que a Igreja, naquele momento apostólico, não teve por
preocupação, nem impedimento que os que recebiam dons do Espírito pudessem
exercer seu ofício eclesiástico, desde que houvesse certeza da capacitação pelo
Espírito Santo.
“A Obra do ministério é a iniciativa de cada
membro do corpo de Cristo, e não a imputação exclusiva de líderes
selecionados.” Bíblia Plenitude
Assim, todos que têm ministério devem exercê-lo
como ofício, desde que tenham o dom.
Por que Deus dá estes Dons?
Efésios 4.12 – querendo o aperfeiçoamento dos santos,
para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo,
14 – para que não sejamos mais meninos
inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos
homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente.
Na vida da Igreja, como organizada na mente de
Deus, toda a atividade, (assim como tudo no mundo espiritual, em geral) tem um
querer e um resultado.
A-
A dação de dons de governos tem como fundamento
primário o aperfeiçoamento dos santos da Igreja, onde alguns recebem estes dons
para edificação do Corpo de Cristo.
Com a finalidade de manutenção dos ensinos de Jesus
Cristo.
Me parece importante a posição do Apóstolo Paulo
em voltar depois de 14 anos a Jerusalém, por si mesmo, aos apóstolos em evidência
– as lideranças apostólicas (Tiago, Cefas e João), da Igreja par verificar
se estava atendendo a este princípio:
“Depois, passados
catorze anos, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também comigo
Tito. E subi por uma revelação, e lhes expus o evangelho, que prego entre os
gentios, e particularmente aos que estavam em estima; viram que o evangelho da
incircuncisão me estava confiado, como a Pedro o da circuncisão [...] (Porque
aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão, esse
operou também em mim com eficácia para com os gentios), E conhecendo Tiago,
Cefas e João, que eram considerados como as colunas, a graça que me
havia sido dada, deram-nos as destras, em comunhão comigo e com Barnabé, para
que nós fôssemos aos gentios, e eles à circuncisão; Recomendando-nos somente
que nos lembrássemos dos pobres, o que também procurei fazer com diligência. Gálatas
2: 1,2;7-10
B-
Formadores do caráter dos membros do
Corpo:
Efésios 6.15 – Antes, seguindo a
verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,16 – do qual
todo o corpo, bem-ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo
ajusta operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em
amor.
Em amor
Crescimento
Ajuste
Ligação e movimento das juntas, pontos de conexão
entre os membros e que permitem a Igreja se movimentar, caminhando, de joelhos,
olhando para Jesus e avançar para o alvo.
Edificação em amor – o amor é que constrange
aos obreiros e membros a serem operadores do crescimento do corpo. Cada membro
auxilia o outro nesta operação de construção de uma edificação, mesmo sendo
cada de nós um templo em particular.
“Porque ninguém pode pôr outro fundamento
além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este
fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira,
feno, palha,[...] Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse
receberá galardão.[...] Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o
Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus,
Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo.”1
Coríntios 3:11-17
A qualificação moral é uma das bases para exercício
dos Dons.
Desta maneira, cada um deve se dedicar a viver
uma vida de ética e retidão moral dentro do que as Escrituras impõem para que
exercem os Dons.
Pode parecer incongruente, tendo em vista que
Deus nos dá à Igreja, contudo, como homens falíveis devemos nos apropriar do
que dizem as Escrituras para que a Igreja não sofre por nós, porque quando qualquer
um falha, Deus sempre tem algum joelho que não se dobrou ao ídolo deste mundo.
Doutor e atalaia, uma das funções
primordiais do Pastor é zelar por suas ovelhas de forma que todo "vento
de doutrina" seja refutada -Ef 4:14 “Para que não
sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de
doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente”;
e todo crente seja admoestado a "lutar pela fé que uma vez por todas
foi entregue aos santos". cf. Jd 3
Obs.: o pastor também
pode ser mestre, asim pode suprir a igreja com o ensino da Palavra.
Mas nem todo pastor tem esse dom. Assim como nem todo mestre tem
o dom de pastor.
Ensinador - No ensino - No
grego o termo indica que eles são: poimenas, "provedores
de pasto" kai "e "didaskalous, "ensinadores".
a atividade pastoral indica a obrigação de lidar com pessoas e entre as
obrigações está a de dar ensino segundo cada uma delas, como ovelhas com sabores
diferentes e necessidades diferentes.
Doutor e mestre:
Saiba que Jeová é mestre.
בעליה - B^e`alyah – n. pr. m. Bealias = “Javé é mestre”
αποστολος - apóstolos; n. m. um delegado,
mensageiro, alguém enviado com ordens; especificamente aplicado aos doze
apóstolos de Cristo; num sentido mais amplo aplicado a outros mestres
cristãos eminentes: Barnabé, Timóteo e Silvano
βοσκω - bosko; v. alimentar -
retrata o dever de um mestre cristão de promover por todos os meios o bem-estar
espiritual dos membros da igreja.
διδασκαλος - didaskalos;n. m. professor; no NT,
alguém que ensina a respeito das coisas de Deus, e dos deveres do homem; alguém
que é qualificado para ensinar, ou que pensa desta maneira.
καθηγητης - kathegetes; n. m. guia; mestre,
professor
Então:
“Porque Esdras tinha preparado o seu
coração para buscar a lei do Senhor e para cumpri-la e para
ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos.” Esdras 7:10
Sempre ensino com base em Esdras, o que se
preparou para ensinar e ser mestre e dar entendimento aos que o ouviam a cerca
das Escrituras e da Lei de Deus.
Como Esdras o Rei quer e vai colocar em nossas
mãos o que precisamos para restaurar a casa de Deus.
A atividade primordial do mestre, doutor ou
ensinador é cuidar do ensino fundamental das Sagradas Escrituras. Os mestres
são aqueles que têm de Deus um dom especial para esclarecer, expor e proclamar
a Palavra de Deus, a fim de edificar o corpo de Cristo (Ef 4.11,12).
É Dom tão importante, que a Bíblia requer
que haja dedicação ao exercício desse dom: “…se é ministério, seja em
ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7).
Talvez seja uma das grandes falhas em muitos
ministérios nas igrejas, a falta de dedicação ao ensino. Há pessoas que querem
ensinar sem o mínimo preparo para essa atividade.
Nos tempos pós-modernos, mais do que nunca,
existe a necessidade de bons ensinadores. Há questionamentos e problemas que
não havia há alguns anos.
Não é um dom muito reconhecido em geral, nas
comunidades cristãs, por falta de entendimento acerca do seu valor, ou até por
preconceito contra esses termos. Mas não é comum um obreiro, que tem o dom
de mestre ser chamado de “Mestre” ou “Doutor”.
Isso se deve à visão que se tem do que é ser dotado de capacidade para o
exercício desse dom ministerial, tão importante quanto os demais dons de Deus.
As pessoas não têm qualquer receio de tratar um
obreiro como pastor, evangelista, bispo ou até apóstolo, nos dias presentes,
mas dificilmente concedem este reconhecimento a doutores ou mestres na Igreja,
há os que, até coloquem a Igreja “contra” quem tem este Dom, com
incitação como: “estes teólogos, estes doutores, frios (com ironia)!”
Vi e ouvi e ouvi, isto, neste mês de
janeiro de 2024!
O julgamento do Mestre ou doutor:
Paulo nos diz, que como ele, os mestres terão
maior juízo de Deus.
“Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres,
sabendo que receberemos mais duro juízo” (Tg 3.1).
Queremos ser mestres? Nos dediquemos e nos
preparemos para a responsabilidade que o Espírito Santo os dará. Se aquele
eufemismo: “capacita ....blá blá blá”
Ética é claro nos textos de Paulo na pastorais
a Timóteo e Tito.
Concito aos leitores a ler e meditar neles,
além do que cito aqui abaixo:
“Convém, pois, que o bispo seja
irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto,
hospitaleiro, apto para ensinar; Não dado ao vinho, não espancador, não
cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento; ...
(Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja
de Deus? ); Não neófito, ...[...] Da mesma sorte os diáconos sejam
honestos, não de língua dobre, não dados a muito vinho, não cobiçosos de
torpe ganância; Guardando o mistério da fé numa consciência pura.” 1 Timóteo
3:2-9
“Em tudo te dá por exemplo de boas
obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, Linguagem sã e
irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que
dizer de nós. ¹⁰ antes mostrando toda a boa lealdade, para que em tudo
sejam ornamento da doutrina de Deus, nosso Salvador.” Tito 2:5-9;10
Conclusão:
Dons
são atuais e são dados conforme a necessidade da Igreja
Os
que os recebem devem zelar pela ética bíblica nestes ministérios
Fonte:
https://www.respostas.com.br/diacono-significado/
Encontros+Teológicos.pdf - Encontros Teológicos
nº 54 Ano 24 / número 3 / 2009; Fl. 8
Estudandoapalavra – site do autor
Anotações do escritor
Citações no corpo do texto
Bíblia online
Lição CPAD 1º trimestre 2024
Doutor e Mestre: Dom Ministerial na Bíblia; Equipe
Redação BP 14 de abril de 2021
Dicionário Strong
Site EBD - https://escolabiblicadominical.org/licao-07-o-ministerio-da-igreja/
Outras fontes
https://estudandopalavra.blogspot.com/search?q=evangelistas+e+pastores&updated-max=2010-05-12T20:45:00-03:00&max-results=20&start=2&by-date=false
https://estudandopalavra.blogspot.com/2014/06/o-presbitero-bispo-ou-anciao-licao-11.html
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