sexta-feira, outubro 23

COMENTÁRIO SUCINTO DE DEUTERONÔMIO - TEMA 4 TRIMESTRE 2026 TERCEIRA PARTE.

COMENTÁRIO SUCINTO DO TEMA 4 TRIMESTRE 2026

TERCEIRA PARTE.

O Deus da Aliança — Advertências, promessas e bênçãos no livro de Deuteronômio

Comentarista: Osiel Gomes

Sequência: Moral – informações sobre crimes, código civil, convivência social, casamento, virgindade e estupro. Bençãos e Maldição.

Continuação – parte 3

Como no primeiro Comentário Suscinto do Livro de Deuteronômio, continuamos nosso subsídio, para ajudar aos nossos visitantes e seguidores, que tem estado conosco, numa média de 1000 visitas diárias.

Desta feita seguimos a partir do tema, abordando a Moralidade e o grand tema Benção se Maldições, que Moisés escreve aos seus liderados ali na planície do Berseba.

Introdução:

Nasceu o desejo de estudar o livro bíblico citado na temática do – 4º trimestre 2026 – assim, estaremos (conforme nossas forças) dando subsídios para os que vão estudar as Lições deste próximo trimestre.

Deus nos abençoe nesta jornada, sendo que o estudo deve ser lido como uma apresentação básica, não final, sobre Deuteronômio, pois o livro é profundo e contém várias camadas, que remetem a Doutrinas bíblicas, como por exemplo a Doutrina da Salvação [A Heilsgeschichte  (História da Salvação ou História Sagrada) inspira-se em Deuteronômio 26:5-11, que é considerado um credo histórico da salvação].

Exórdio

Podemos ver a partir do capítulo 22 diversas e interessantes regras de moralidade e convivência, determinadas a serem seguidas para um grupo dividido por lideranças tribais.

Obs.: Israel era uma teocracia, e suas leis eram as leis de Deus. Infringir a lei significava pecar contra o Senhor e profanar a terra, e o povo precisava entender a seriedade de tais atos.

Assim encontramos regras sobre:

         Moralidade incluindo:

“Justiça: "É a esperança de todos os

que sofrem, terror dos que fazem o mal".

John Greenleaf Whittier

                              Direito e Justiça:

Pesos e medidas justos: Dt.25.13,15 Na tua bolsa não terás diversos pesos, um grande e um pequeno. Na tua casa não terás duas sortes de efa, um grande e um pequeno. Peso inteiro e justo terás, efa inteiro e justo terás, para que se prolonguem os teus dias

- testemunha: Dt.19.15 Uma só testemunha contra ninguém se levantará por qualquer iniquidade ou por qualquer pecado, seja qual for o pecado que pecasse; pela boca de duas ou três testemunhas, se estabelecerá o negócio.

- Se alguma testemunha falsa fosse descoberta pelas investigações, então tal indivíduo sofreria exatamente o castigo que tinha esperado infligir sobre seu vizinho ou conhecido inocente.

Crimes de morte: Dt.19.4;11 E este é o caso tocante ao homicida que se acolher ali, para que viva: aquele que, por erro, ferir o seu próximo, a quem não aborrecia dantes.[...] Mas, havendo alguém que aborrece a seu próximo, e lhe arma ciladas, e se levanta contra ele, e o fere na vida, de modo que morra.

- O homicídio era um dos vários crimes capitais em Israel (punidos com a morte). Os outros eram idolatria e feitiçaria (Lv. 20:1-6), blasfêmia (Lv. 24:10- 16), violação do sábado (Nm. 15:32-36), desobediência deliberada e repetida aos pais (Dt 21:18-21; Ex. 21:15, 17), rapto (Êx.21:16), bestialidade (Êx. 22:19), homossexualidade (Lv. 20:13), adultério e estupro de uma virgem comprometida (Dt. 22:22-27).

Levando em consideração duas formas de crime de morte, contra pessoas:

O homicida involuntário (vv. 4-6).

O homicida doloso (w. 11-13).

19.2 Cidades refúgio. Era mister distinguir o homicídio voluntário do homicídio involuntário. Mas, mesmo que um homem tivesse tirado a vida de outro por puro acidente, sem nenhuma malicia, deveria ir para o exílio, em uma das chamadas “cidades de refúgio”.Total de 9 cidades (3 na Transjordânia - Deu. 4.41-43).)

Crimes contra propriedades: Dt.22.1 Vendo extraviado o boi ou a ovelha de teu irmão, não te furtarás a eles; restituí-los-ás, sem falta, a teu irmão.

Aqui podemos encontrar uma forma de exercitar o amor ao próximo, através das suas perdas restituindo-o.

Amar ao próximo (Dt 22:1-4, 6-8; 23:24, 25). Essas prescrições são aplicações específicas de Levítico 19:18: "Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor". O próximo é um irmão, o que serve de motivação ainda maior para ajudá-lo, e Deus é Senhor dos dois, sendo essa a maior motivação de todas.

Os animais desgarrados, outrossim, mesmo que não fizessem parte dos bens do homem que estivesse cuidando deles, tinham de ser “protegidos”, e deveriam ser devolvidos ao legítimo proprietário.

Crimes contra estrangeiros – xenofobia:Dt.23. 7; 24.17 Não aborrecerás o edomita, pois é teu irmão; nem aborrecerás o egípcio, pois estrangeiro foste na sua terra. [...] Não perverterás o direito do estrangeiro.

Defesa da agricultura e meio-ambiente: Dt.22.6,7, 9,10 Se de caminho encontrares algum ninho de ave, nalguma árvore ou no chão, com passarinhos, ou ovos, e a mãe sobre os passarinhos ou sobre os ovos, não tomarás a mãe com os filhotes; deixarás ir, livremente, a mãe e os filhotes tomarás para ti, para que te vá bem, e prolongues os teus dias. [...] Não semearás a tua vinha com duas espécies de semente, para que não degenere o fruto da semente que semeaste e a messe da vinha. Não lavrarás com junta de boi e jumento

Dt.20.19 Quando sitiares uma cidade por muitos dias, pelejando contra ela para a tomar, não destruirás o seu arvoredo, metendo nele o machado, porque dele comerás; pelo que o não cortarás (pois o arvoredo do campo é o mantimento do homem)

Lei Sanitária: Dt.23. 12,13 Também terás um lugar fora do arraial; e ali sairás fora. E entre as tuas armas terás uma pá; e será que, quando estiveres assentado fora, então, com ela cavarás e, virando-te, cobrirás aquilo que saiu de ti.

Casamento - Matrimoniais: Dt 22.13 Se um homem casar com uma mulher, e, depois de coabitar com ela, a aborrecer, 14e lhe atribuir atos vergonhosos, e contra ela divulgar má fama, dizendo: Casei com esta mulher e me cheguei a ela, porém não a achei virgem,

Divórcio: O divórcio era permitido, mas tinham de ser seguidas certas regras. A expressão traduzida por "mandá-la embora", em Deuteronômio 22:19 e 29, tem o sentido de "divórcio". Uma vez que o casamento havia sido consumado, os dois eram marido e mulher, e o casamento só podia ser legalmente anulado pelo divórcio (Dt 24:1-4). prática de divórcio e novo casamento era comum no antigo Oriente Próximo e Médio, incluindo Israel. Jesus, porém, afirmou que essa lei era uma concessão, por causa da dureza dos corações, que tinham perdido de vista o propósito original e a santidade do casamento. Quanto a isso ver Mat. 19.8 ss... Jesus limitou as causas do divórcio ao adultério. O "termo de divórcio" era um documento oficial que protegia a mulher da calúnia, difamação e abuso e também lhe concedia o direito de um segundo casamento.

Sobre prostituição ou sodomia: Dt.23.17 Não haverá rameira dentre as filhas de Israel; nem haverá sodomita dentre os filhos de Israel.

Acerca de empréstimos – Agiotagem: Dt.23.10,11 Quando emprestares alguma coisa ao teu próximo, não entrarás em sua casa para lhe tirar o penhor. Fora estarás, e o homem, a quem emprestaste, te trará fora o penhor.

Estrupo: Dt.22.25 E, se algum homem, no campo, achar uma moça desposada, e o homem a forçar, e se deitar com ela, então, morrerá só o homem

Acerca de ajuda ao pobre e viúvas e estrangeiros: Dt.24.19,21Quando no teu campo segares a tua sega e esqueceres uma gavela no campo, não tornarás a tomá-la; para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva será; Quando sacudires a tua oliveira, não tornarás atrás de ti a sacudir os ramos; para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva será. Quando vindimares a tua vinha, não tornarás atrás de ti a rebuscá-la; para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva será o restante.

Acerca de Dízimos: Dt.26. 12 Quando acabares de dizimar todos os dízimos da tua novidade, no ano terceiro, que é o ano dos dízimos, então, a darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva


Continuação:

Na introdução da seção da benção se maldições encontramos anteriormente as Exortações Finais (26.16-19), o autor sagrado completa a sua apresentação das muitas leis iniciadas no capítulo 12 do Deuteronômio. Estes quatro versículos, entretanto, servem de conclusão apropriada da exposição inteira, que aparece em Dt. 4.44; 26.19 e apresenta o segundo discurso de Moisés.

Moisés concluiu sua explicação da lei em Dt. 26:15 e, então, começou o encerramento de sua longa mensagem de despedida.

A partir do capítulo 27 e segue no 28 encontramos os sermões a respeito das Bençãos e Maldições condicionais.

Na verdade, trata-se de uma liberdade de escolha, com conhecimento dos efeitos da escolha de cada um e da nação.

Tudo que o homem semear, isto também colherá!

Dt.27. 11,13 E Moisés deu ordem, ...: Quando houverdes passado o Jordão, estes estarão sobre o monte Gerizim, para abençoarem o povo:, estarão, para amaldiçoar, sobre o monte Ebal:

Após dar explicações Moisés os lembra que o Senhor havia prometido abençoá-los se lhe obedecessem de todo o coração (Dt 7:6-16). Nas campinas de Moabe, os israelitas aceitaram esse compromisso solene pela segunda vez e iriam confirmá-lo pela terceira vez quando entrassem na Terra Prometida (Js 8:30-35).

Para o povo de Deus, não basta desfrutar as bênçãos e privilégios da aliança, também é preciso aceitar as responsabilidades incluídas nesse Pacto. Assim também devemos lembra dos deveres como cristãos, na nossa Aliança do Novo Pacto pelo Sangue de Jesus.

Interessante destacar que a seção e a anunciação de Moisés com as Maldições (no monte Ebal, ao norte), como vemos em Dt.27.15 Maldito o homem que fizer imagem de escultura ou de fundição, abominação ao Senhor e segue até Dt.27. 26 Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo! E todo o povo dirá: Amém! 

O início das condicionantes das Bençãos se dá no capítulo 28.1,3 (a partir do Monte Gerizim, ao sul) “E será que, se ouvires a voz do Senhor, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu te ordeno hoje, o Senhor, teu Deus, te exaltará sobre todas as nações da terra. E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do Senhor, teu Deus: Bendito serás tu na cidade e bendito serás no campo.”

E prosseguem até a Dt.28.13 e seguida pelos castigos pela desobediência as condições das Bençãos.

Dt.28.15 Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do Senhor, teu Deus, para não cuidares em fazer todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que hoje te ordeno, então, sobre ti virão todas estas maldições e te alcançarão:

Os castigos, diz Moisés, coletivos, ou seja, a Nação futura deve obedecer e manter a Aliança com o Senhor YHWH, pois, se não obedecerem, o castigo que os atingirá, ao final da desobediência nacional a um desterro e volta ao Egito num regime de escravidão sem possibilidade de retorno, ou de um libertador a Terra da Promessa que ali estão prestes a entrar:

Dt.28. 68 E o Senhor te fará voltar ao Egito em navios, pelo caminho de que te tenho dito: Nunca jamais o verás; e ali sereis vendidos por servos e por servas aos vossos inimigos; mas não haverá quem vos compre.

Moisés determinou que se prepara-se um local de onde seriam proclamadas as bençãos.Dt.27.1,10

“Será, pois, que, quando houveres passado o Jordão, levantareis estas pedras, que hoje vos ordeno, no monte Ebal, e as caiarás.”

Josué preparou um local, caindo pedras no Monte Ebal e escreveu nas pedras (Dt 27:8) as leis dadas por Deus ao povo. Ele ainda preparou um altar na base do monte.

                   Das tribos que participaram e do local: O vale entre os dois montes formava um anfiteatro natural onde os sacerdotes e levitas poderiam se reunir e proclamar a Palavra de Deus. As seis tribos que se reuniram no monte Gerizim, o monte da bênção, foram Simeão, Levi, Judá, Issacar, José (Efraim e Manassés) e Benjamim, todos filhos de Jacó com suas duas esposas - Raquel e Lia.

Reunidas no monte Ebal, o monte da maldição, as tribos de Rúben e Zebulom (ambos filhos de Lia) e os filhos das servas, Gade, Aser, Dã e Naftali.

Quadro de Bençãos e Castigos:

As Bênçãos E Pragas De Yahweh

Bênçãos:

• Prosperidade no comércio (Deu. 28.3)

• Alimento diário (Deu. 28.4)

• Ausência de fome na terra (Deu. 28.5)

• Vitórias militares supernaturais (Deu. 38.7)

• Colheitas de grande riqueza (Deu. 28.8)

• Sucesso em todas as atividades (Deu. 28.8)

• Israel estabelecido como povo sagrado de Yahweh (Deu. 28.9)

• Israel, maravilha perante as nações (Deu. 28.10)

• Prosperidade na agricultura e domesticação de animais (Deu. 28.11)

• Chuva abundante em uma terra sedenta (Deu. 28.12)

• Nunca há necessidade de tomar emprestado (Deu. 28.12)

• Poder de dar ou emprestar a outros (Deu. 28.12)

• Lider das nações (Deu. 28.13)

Pragas:

• Destruição de todo tipo (Deu. 28.20)

• Doenças (Deu. 28.21-22)

• Secas (Deu. 28.23-24)

• Derrotas em batalhas (Deu. 28.26)

• Doenças físicas e mentais (Deu. 28.27-29)

• Opressão e roubo (Deu. 28.30-35)

• Exílio (Deu. 28.36-37)

• Perda das colheitas e fome (Deu. 28.38-42)

• Aquelas causadas pela desobediência (Deu. 28.45-48)

• Cidades dominadas, destruídas (Deu. 28.49-52)

• Destruição de toda a nação (Deu. 28.58-68)

Continua

Fonte:

Apontamentos do autor

Antigo Testamento - Volume I — Pentateuco - Warren W . Wiersbe; Iª Edição - 2010

O Antigo Testamento Interpretado - Versículo Por Versículo - Russell Norman Champlin, Ph. D.

Citações no corpo do texto

Dicionário Strong

APP da Bíblia online – ARA – ARC

Site: Estudandopalavra

- enduringword.com

- estiloadoracao.com

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