sábado, novembro 7

A Aliança e as bênçãos da obediência Parte 1 - Lição 6 CPAD 4º trimestre 2026

 A Aliança e as bênçãos da obediência

Parte 1 (devido condições médicas, publico esta 1ª parte)

Lição 6 CPAD 4º trimestre 2026

Subsídio Pastor e professor Osvarela

Texto áureo: Deuteronômio 7.6. 

"Porque povo santo és ao SENHOR teu Deus; o SENHOR teu Deus te escolheu, para que lhe fosses o seu povo especial, de todos os povos que há sobre a face da terra."


Leitura bíblica: Deuteronômio 7.6–13,21–23. 

Sugiro a leitura destes textos auxiliares e concordantes

— Deuteronômio 7.1-26, com os paralelos de Gênesis 15.16, Êxodo 19.5,6 e 23.27-30, Levítico 18.21-28, Deuteronômio 9.4-6, 10.15,22, 12.31 e 13.12-17, Josué 7, 9 e 23.13, Juízes 3.1,2, Salmo 106.34-38, Oseias 2.8,15, Mateus 15.21-28, 1 Coríntios 1.26-29, Tito 2.14 e 1 Pedro 2.9,10.

Deuteronômio 7:6-13;21-23 - ACF

6 Porque povo santo és ao Senhor teu Deus; o Senhor teu Deus te escolheu, para que lhe fosses o seu povo especial, de todos os povos que há sobre a face da terra.

7 O Senhor não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos;

8 Mas, porque o Senhor vos amava, e para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o Senhor vos tirou com mão forte e vos resgatou da casa da servidão, da mão de Faraó, rei do Egito.

9 Saberás, pois, que o Senhor teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos.

10 E retribui no rosto qualquer dos que o odeiam, fazendo-o perecer; não será tardio ao que o odeia; em seu rosto lho pagará.

11 Guarda, pois, os mandamentos e os estatutos e os juízos que hoje te mando cumprir. Lv 26.3-13; Dt 28.1-14

12 Será, pois, que, se ouvindo estes juízos, os guardardes e cumprirdes, o Senhor teu Deus te guardará a aliança e a misericórdia que jurou a teus pais;

13 E amar-te-á, e abençoar-te-á, e te fará multiplicar; abençoará o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, o teu grão, e o teu mosto, e o teu azeite, e a criação das tuas vacas, e o rebanho do teu gado miúdo, na terra que jurou a teus pais dar-te.

21 Não te espantes diante deles; porque o Senhor teu Deus está no meio de ti, Deus grande e temível.

22 E o Senhor teu Deus lançará fora estas nações pouco a pouco de diante de ti; não poderás destruí-las todas de pronto, para que as feras do campo não se multipliquem contra ti.

23 E o Senhor teu Deus as entregará a ti, e lhes infligirá uma grande confusão até que sejam consumidas.

Palavra-chave: consagração. 

Objetivos:

- geral: compreender por que Deus escolheu Israel, o sentido das bênçãos da aliança e como o chamado à santidade é interpretado à luz de Jesus Cristo. 

- Evidenciar a relação entre santidade, eleição e propósito na aliança divina.

- Demonstrar como o amor e fidelidade e a obediência, sustentam a aliança.

- A importância da santidade e da separação do mal.

Nota de texto: a revista imprime a Almeida Revista e Corrigida: "o seu povo próprio, de todos os povos que sobre a terra há". A Almeida Corrigida Fiel (edição de 2011), citada neste dossiê, traz "o seu povo especial, de todos os povos que há sobre a face da terra". Por baixo de "especial" está a palavra hebraica סְגֻלָּה (sᵉgullâ), que designava o tesouro particular de um rei; Aparece na Septuaginta (Antigo Testamento) e no Novo Testamento (como em Tito 2:14) para descrever o "περιούσιος λαός" (povo escolhido ou povo de sua particular propriedade).

סגלה  - c^egullah; n. f. part pass; possessão, propriedade - propriedade de valor, tesouro peculiar - tesouro

A frase "כִּי יְבִיאֲךָ יְהוָה אֱלֹהֶיךָ אֶל־הָאָרֶץ" ("Pois o Senhor, teu Deus, te fará entrar na terra") é o início de versículos importantes no Livro de Deuteronômio (Torá), que introduzem promessas e orientações sobre a entrada do povo de Israel na Terra Prometida.

Deuteronômio 7 começa com as mesmas palavras de Deuteronômio 6.10. No hebraico, as duas frases são idênticas: כִּי יְבִיאֲךָ יְהוָה אֱלֹהֶיךָ אֶל־הָאָרֶץ, "quando o SENHOR teu Deus te introduzir na terra".

Outras ocorrências são:

Deuteronômio 6:10: "E há de ser que, quando o Senhor, teu Deus, te introduzir na terra que jurou a teus pais... [onde haverá] cidades grandes e boas que não edificaste", seguido da advertência para não se esquecer de Deus em meio à fartura.

Deuteronômio 7:1: "Quando o Senhor, teu Deus, te introduzir na terra a que vais para a possuir, e lançar fora muitas nações de diante de ti..."

Deuteronômio 11:29: "E há de ser que, quando o Senhor, teu Deus, te introduzir na terra a que andas para a possuir, então, poderás a bênção sobre o Monte Gerizim e a maldição sobre o Monte Ebal".

As coisas de Deus são especiais e por isso são consideradas sagradas e consagradas. É o que Moisés ensina ao povo, sobre a possessão de terra especialmente separada por Deus para seu povo, a Terra prometida a um povo especial para Deus, Seu Povo escolhido.

O termo aparece na Septuaginta (Antigo Testamento) e no Novo Testamento (como em Tito 2:14) para descrever o "περιούσιος λαός" (povo escolhido ou povo de sua particular propriedade).

Deuteronômio 7:6,8 – ACF - 6 Porque povo santo és ao Senhor teu Deus; o Senhor teu Deus te escolheu, para que lhe fosses o seu povo especial, de todos os povos que há sobre a face da terra.7 O Senhor não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos; 8 Mas, porque o Senhor vos amava, ... ss

1-O "περιούσιος λαός"

A escolha do povo é um processo de amor e escolha discricionária do próprio Deus, em sua Onisciência e Onipotência.

Deus teve na escolha de Israel, através do pacto abraãmico, o propósito de ter um povo para ser proclamador do Seu reino e de Sua Palavra, como Paulo descreve em Romanos 3.1,2 Qual é, pois, a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, sob todos os aspectos. Principalmente porque aos judeus foram confiados os oráculos de Deus.

Tanto que lhes confiou seus oráculos sagrados, a Sua Palavra.

O povo hebreu foi santificado, como povo de Deus através de um processo dinâmico de alianças patriarcais, sob a visão de testes e provas que os patriarcas demonstraram sua fidelidade com o Eterno.

Assim, através de Abraão, Isaque e Jacó que ao longo de suas vidas e anos de comunhão com Deus foram testados e aprovados, num plano humano possível em demonstrações de fidelidade a Deus.

“- o Senhor teu Deus te escolheu, para que lhe fosses o seu povo especial, de todos os povos que há sobre a face da terra - “não há como alguém questionar a escolha de Deus pelo Seu povo, é uma escolha condicionada a própria característica divina.

Na realidade a Graça se manifestou antes da lei no processo de amor divino na sua escolha.

A escolha de Israel pressupôs uma universalização divina para alcançar a Humanidade, através da salvação universal.

Romanos 9. 6,8 E não pensemos que a palavra de Deus haja falhado, porque nem todos os de Israel são, de fato, israelitas; nem por serem descendentes de Abraão são todos seus filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência. Isto é, estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa.

A graça da eleição manifestou-se na escolha do povo de Israel, segundo aprendemos no capítulo 9 de Romanos.

Escolha é: A vontade soberana de Deus presente, visando a propósitos especiais.

O Escolhido: Israel haveria de tornar-se um instrumento da vontade divina, tendo em mira o bem de todos os povos. Isso se daria especialmente no caso de Jesus, Filho de Davi, filho de Abraão.

O Alvo final: Todas as nações e povos participariam, desse modo, desse propósito espiritual. E assim, em um sentido muito importante, todas as nações foram escolhidas em Israel, pois “Deus amou o mundo de tal maneira” (João 3.16). Em conseqüência, a escolha de Deus foi, ao mesmo tempo, sábia e benévola, e isso em um sentido universal. Deus escolheu as coisas fracas (ver I Cor. 1.26-31).

Afinal, a obediência, tema persecutório em Deuteronômio é a base do ensino de Moisés, usando como exemplo seus patriarcas.

Deus “amou o mundo de tal maneira”, mas para isto, antes de tudo e de todos em especial, amou a Israel, para que Israel se tornasse o instrumento de Sua graça.

Assim, Israel é o primogênito do amor de Deus e este amor expressa-se em sua atitude de doação, e não se altera quanto a amar aos homens, independente de raça, tribo, livres e escravos.

Os propósitos de Deus, em Seu amor, não sofrem variação, pois mesmo no caso de adultério espiritual no deserto (boi de ouro), o Seu propósito quanto a Israel não falhou.

O Resultado Prático do Amor e do Juramento Divino foi que Israel, antes escravizado no Egito, foi sua libertação do jugo dos Faraós, tema sempre repisado vinte vezes no Deuteronômio e destacado por Moisés no primeiro sermão do livro.

A benção da obediência é mantida com a outorga da Terra Prometida a eles. E, finalmente, o fato de que se tornaram uma nação privilegiada acima de todos os demais povos da terra.

1ª Parte

Fonte:

Champlin V1

Apontamentos do autor

Citações no corpo do texto

Lição CPAD

Dicionário Strong

E outros



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