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sábado, julho 18

Jesus, A Luz do Crente. LIÇÃO 3 – CPAD - 3º TRIMESTRE

Jesus, A Luz do Crente.
LIÇÃO 3 – 3º TRIMESTRE Autor: Osvarela

Texto Áureo:João 8.12:
Então Jesus tornou a falar-lhes, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida.
Leitura Bíblica em Classe:

I João 1.5-7;

João 1.4-12;

Informações Complementares:

Etimologia do nome do autor:
Do hebraico: Iehohanan, Iohanan: “Javé (ieho) é cheio de graça (hanan)”.
Ou “Javé é misericordioso”.

Outros: “Javé deu, presenteou”.
Grego Ioánnes; latim Jo(h)annes;
Línguas modernas ou resistentes ao tempo: italiano Giovanni; espanhol Juan; francês Jean; inglês John; alemão Johann; húngaro János; russo Iwan, checo Jan.

O mais novo querido e mais amado dos apóstolos, João ocupa lugar de destaque entre eles; É o homem da elevação espiritual, mais inclinado à contemplação que à ação. Está entre os mais íntimos de Jesus.

Texto devocional:

O próprio Nosso Senhor Jesus Cristo declarou-se como a Luz do Mundo.

Como toda a ação de Deus tem um objetivo, a vinda em carne de Jesus – O Cristo teve um objetivo principal:

Alumiar a todos quantos os que crerem N’Ele!

Se alguém não crer no Cristo de Deus, o Seu Filho Eterno estará, em contínuo, em trevas.

Portanto ser crente é crer na Luz – jesus Cristo, a nossa Luz eterna, que nunca jamais esmaecerá.

João 12:46
- Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.
Exórdio:
A Mensagem que João encerra no texto bíblico desta semana, em sua Epístola Primeira, é mais uma confirmação da proximidade de João, que inclui no verbo, a presença, por inferência, dos demais discípulos e Apóstolos de Jesus.

É uma verdadeira doutrina para todos aqueles que N’ele crêem, ou seja, OS CRENTES NA LUZ.

Esta é a Mensagem que D’Ele ouvimos:

Primeiro:

Esta é uma mensagem verdadeira, digna de toda a aceitação;

Segundo:

Esta é a verdadeira Mensagem a ser anunciada por todos os salvos até a volta de Cristo.

Terceiro:

Esta é a mensagem que regenera o homem do pecado

Quarto:

O que Jesus anunciou foi a revelação que ilumina até hoje o Mundo: Deus é Luz. Luz significa vida. Luz de Deus significa, muito mais, significa: Vida eterna!

Quinto:

Não nos enganemos. Os nossos atos, nossos caminhos, nosso proceder indicam se estamos em trevas ou na Luz!

Sexto:

Se andarmos na Luz, estaremos ao lado D’Ele, pois ele está na Luz e teremos comunhão uns com os outros. É o andar sob o resplandecer da luz que produz esta comunhão. Vide abaixo.

Sétimo:

Uma vez andando na Luz temos a garantia, conforme o Espírito Santo revela à João:

I Pe.2.24.
..;levando ele mesmo os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro, para que mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça;
O sangue nos purifica
, mas não qualquer sangue[I Pe.1.19,20. mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo, o qual, na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo - Hb.6. 12;10.4. e não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção...porque é impossível que o sangue de touros e de bodes tire pecados.], é um sangue especialmente vertido num momento de trevas, na cruz do calvário que permitiu que a Luz atingisse a região da sombra da morte.
Esta região, onde faltava Luz e brilho, naquele momento doconsumatum estfoi atingida pelo clarão da Luz, a qual era esperada desde a fundação do mundo. É esta Luz sob o foco da cruz, ao derramar do sangue de Cristo, que permite que sejamos purificados pelo Seu sangue.

Em Gálatas 3.13, onde está escrito: "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar, porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro". Por isso, em Seu caminho de sofrimentos, Jesus foi identificado tão claramente com Sua cruz”.Wim Malgo

I – JESUS, A LUZ DO CRENTE.

QUANDO AFIRMO
que sou crente e ando em trevas, não há luz alguma em meu testemunho e Deus não está em mim, bem como, eu ainda não conheci à Deus.
Ter Luz significa e implica ter comunhão com Deus.

Mas, toda a posição doutrinária utilizada e inspirada por João é formulada sob alguns advérbios:

Sendo o mais destacado o SE.

Destaque para:

O SE que negativa a ação:

Se dissermos que
temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade.
O SE que torna a ação e a vida do crente uma vida de “koinonia”, de purificação pelo sangue de Jesus Cristo, que assim pode agir na vida do crente:

Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.

II – LUZ PARA AS NAÇÕES:

A REGIÃO DA SOMBRA.

Quando João escreve, ele tem a nítida visão da guerra travada nas regiões celestiais, e nos aponta a ocorrência dos fatos acontecidos nestas regiões.

Há uma ação relatada por João: “
porque vão passando as trevas, e já a verdadeira luz ilumina.”
A Luz afasta as trevas na ação de Jesus Cristo, seja na Criação, atingindo o Cosmo, seja na Terra ao nascer encarnado Filho do homem, mas inteiramente Deus.

De um lado:

Uma Grande luz.

Região:
João 1.1-11.
NO princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus.Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.
Como lemos:

João 1.5.
E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. “Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo”.
Esta Luz está ao alcance de todo homem ou mulher, nascido nesta Terra.

Região divino-celestial onde habita a Glória e o séqüito de Deus o adora. Is. 6.

De outro lado:

A sombra da Morte.

Mt.4.16.
O Povo Que Estava Sentado Em Trevas Viu Uma Grande Luz; sim, aos que estavam sentados na região da sombra da morte, a estes a Luz Raiou.
Se não temos esta comunhão aperfeiçoada estamos em sombras ou nas trevas, João afirma categoricamente que: “em nós não há luz alguma”!

O grande perigo é que fora da Luz de Cristo e de sua sombra, estamos numa região que é chamada de: “região da sombra da morte”.

Sl.91.1.À sombra do Onipotente descansará!

III – Qual era a Luz que brilhou no princípio da criação?

Gn.1.3,18.
E disse Deus: Haja luz; e houve luz. E para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas; e viu Deus que era bom.
João 1.1-11.
NO princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus.Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele. Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz. Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo.Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu.Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
DE QUEM ERA ESTA Luz?

Primeiro:

Não era de nenhum elemento criado.

Segundo:

Ela brilhava sem a influencia da criação.

Terceiro:

Ela não permitia a ação da s trevas.

Quarto:

Ela era contínua de tal forma que não havia período de luz e de trevas, não havendo em sua presença contagem cronológica.

Quinto:

Ela agiu pelo Verbo de Deus, a Palavra.

Sexto:

Ela agiu em obediência a ordem do criador.

Sétimo:

Ela era boa.

Luz é vida

Ou Luz é vida

Resposta:

II Co 4.6.
Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo
João 1.14.
E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.
A Eternidade da Luz:

Ap. 22.5
. E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os ilumina; e reinarão para todo o sempre.
IV – Dois Homens E Dois Destinos:

A Bíblia nos notifica sobre os Apóstolos e discípulos de Jesus.

Estudando esta lição, e os Evangelhos, vemos que houve uma distinção sobre os destinos de cada Apóstolo, sendo que dois deles podem dar uma amostra sobre, mesmo andando com Jesus podemos nos deixar influenciar pelo Mundo e termos os nossos corações ou no peito de Jesus ou na Bolsa dos Discípulos.

Qual é o nosso lado?

A mesma Luz
que brilhou para João, e iluminou o seu caminhar, esteve junto com Judas, mas este negou a Luz, que João citou como a Luz que era a vida dos homens, Judas preferiu o lado das trevas e foi envolvido por elas.
O Dualismo dicotômico, da Luz e Trevas
é cabalmente demonstrado, na vida destes dois Discípulos e Apóstolos:
A ação da Luz na vida de João:

Foi manifesta nos livros da Bíblia a admiração de João por Jesus. Jesus chamou-lhe o Filho do Trovão e posteriormente ele foi considerado o “Discípulo Amado”.

João foi o apóstolo que seguiu com Jesus, na noite em que foi preso e foi corajoso ao ponto de acompanhar o seu Mestre até à morte na cruz.

Antes:

Lc. 9.54
. E os seus discípulos, Tiago e João, vendo isto, disseram: Senhor! Queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez?
Mt.20.20,21.
Então se aproximou dele a mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, adorando-o, e fazendo-lhe um pedido. E ele diz-lhe: Que queres? Ela respondeu: Dize que estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu reino.
Depois:

João de Patmos, por Alonso Cano, 1640

A História conta que João esteve presente, e ao alcance de Jesus, até a última hora , e foi-lhe entregue a missão de tomar conta de Maria, a mãe de Jesus.

João19.27.
Depois disse ao discípulo: Eis tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.
I João 1.3;8.
MEUS filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; Outra vez vos escrevo um mandamento novo, que é verdadeiro nele e em vós; porque vão passando as trevas, e já a verdadeira luz ilumina.
I João.3.2.
Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser.
A – A ação da Luz livrou João da morte física, antes do tempo de Deus:

A permanência de João em Éfeso, onde escreve o Evangelho (segundo Irineu afirma), é interrompida, como as fontes antigas nos dizem, pela perseguição sofrida sob Domiciano (imperador de 81 a 96), provavelmente por volta do ano de 95. É nesse ponto, d
iz a tradição que João foi condenado á morte por várias vezes [Sob o imperador Domiciano foi colocado dentro de uma caldeira de óleo fervendo, mas saiu ileso.], mas só veio a morrer de morte natural, sendo o Apóstolo mais longevo, dentre todos.
A fonte mais antiga a falar do martírio é Tertuliano, por volta do ano 200: “Se fores à Itália, encontrarás Roma, de onde podemos beber nós também a autoridade dos apóstolos. Como é feliz essa Igreja, à qual os apóstolos ofereceram a doutrina por completo, acrescentando-lhe seu sangue, onde Pedro se identifica com o Senhor na paixão, onde Paulo é coroado com a mesma morte de João Batista, onde o apóstolo João, mergulhado sem se ferir em óleo fervente, é condenado ao exílio numa ilha” (
A prescrição contra os hereges, 36).
Outro testemunho é o de Jerônimo, que escreve no final do século IV: “João terminou sua vida com uma morte natural. Mas, se lermos as histórias eclesiásticas, aprenderemos que ele também foi posto, em razão de seu testemunho, numa caldeira de óleo fervente, da qual saiu como atleta, para receber a coroa de Cristo, e que logo depois foi relegado à ilha de Patmos. Lá, nessa ilha das Espórades a cerca de setenta quilômetros de Éfeso, João escreve o Apocalipse….”

B – A ação das trevas na vida de Judas, que rejeitou a Luz:

Com dito acima, Judas saiu da sombra da Luz e caiu na região fatal para todos os homens e que nela habitavam sem esperança, a “região da sombra da morte”.

Tenhamos cuidado para não sairmos da Luz ou da sombra de Cristo.

João 13.27-30. “E, após o bocado, entrou nele Satanás…E, tendo Judas tomado o bocado, saiu logo. E era já noite”.

Mc.14.43,44
. E logo, falando ele ainda, veio Judas, que era um dos doze, da parte dos principais dos sacerdotes, e dos escribas e dos anciãos, e com ele uma grande multidão com espadas e varapaus.
Ora, o que o traía, tinha-lhes dado um sinal, dizendo: Aquele que eu beijar, esse é; prendei-o, e levai-o com segurança.

C – A Ação das trevas levou Judas, à morte:

Envolvido pelas densas trevas do maligno que se apossara de sua vida, mente e coração, Judas não conseguiu forças, a não ser para providenciar sua própria morte.

A morte de Judas foi uma ação da falta da presença da luz e total envolvimento a que um homem pode deixar seu coração ser tomado por densas trevas.

Ele ainda sentiu arrependimento, mas as trevas revelaram a ele a maligndade do seu ato.

Mt.27. 3-6.
Então Judas, aquele que o traíra, vendo que Jesus fora condenado, devolveu, compungido, as trinta moedas de prata aos anciãos, dizendo: Pequei, traindo o sangue inocente. Responderam eles: Que nos importa? Seja isto lá contigo. E tendo ele atirado para dentro do santuário as moedas de prata, retirou-se, e foi enforcar-se. Os principais sacerdotes, pois, tomaram as moedas de prata, e disseram: Não é lícito metê-las no cofre das ofertas, porque é preço de sangue.
Mt.27.3,5.
Então Judas, o que o traíra, vendo que fora condenado, trouxe, arrependido, as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, E ele, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar.
João 13.23-30.
Ora, um de seus discípulos, aquele a quem Jesus amava, estava reclinado no seio de Jesus.Então Simão Pedro fez sinal a este, para que perguntasse quem era aquele de quem ele falava. E, inclinando-se ele sobre o peito de Jesus, disse-lhe: Senhor, quem é?Jesus respondeu: É aquele a quem eu der o bocado molhado. E, molhando o bocado, o deu a Judas Iscariotes, filho de Simão. E, após o bocado, entrou nele Satanás. Disse, pois, Jesus: O que fazes, faze-o depressa. E nenhum dos que estavam assentados à mesa compreendeu a que propósito lhe dissera isto.Porque, como Judas tinha a bolsa, pensavam alguns que Jesus lhe tinha dito: Compra o que nos é necessário para a festa; ou que desse alguma coisa aos pobres.E, tendo Judas tomado o bocado, saiu logo. E era já noite.
Esta visão, obtida em conversas com a Ir. Maria Alice, minha esposa, mostra-nos, que a Luz está disponível à todos quanto querem se aproximar dela, a todos quanto a aceitarem com propósitos salvíticos.

Assim, João obteve pela Luz o que a Luz proporciona:

Mudança comportamental;

-A Luz esquadrinha todos os cantos sombrios do coração humano;

-A Luz desfaz as trevas, na vida de todo homem;

João 1.5.
E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. “Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo”.
-A Luz desfaz as sombras do mal:

João 3.19.
E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
João 8.12
. Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.
João
11:9 - Jesus respondeu: Não há doze horas no dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo;
-A Luz nos livra de tropeçar:

João 11:10
- Mas, se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz.
João 12:35 -
Disse-lhes, pois, Jesus: A luz ainda está convosco por um pouco de tempo. Andai enquanto tendes luz, para que as trevas não vos apanhem; pois quem anda nas trevas não sabe para onde vai…
-A Luz dá vida:

“…Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens…

-A Luz e o Verbo:

NO princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz.Ali estava a luz verdadeira

-A Luz é a palavra da Vida:

“…Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens….nossas mãos tocaram da Palavra da vida”.

-A Luz pode ser tocada:

E já a verdadeira luz ilumina… e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida (Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos...)

-A Luz nos da armas;

Rom 13:12
- A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas, e vistamo-nos das armas da luz.
-A Luz abre nossos olhos espirituais: o crente sem visão é como um cego sem guia, mas a Luz de Cristo ilumina os nossos passos pelo Verbo, isto é a Palavra:

Sl 119.105. “Lâmpada para os meus pés é a tua Palavra e Luz para os meus Caminhos.”

Atos 26:18.
- Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim.
-A própria Luz anuncia-se:

Atos 26:23.
- Isto é, que o Cristo devia padecer, e sendo o primeiro da ressurreição dentre os mortos, devia anunciar a luz a este povo e aos gentios.
-A Luz da salvação proclamada por Simeão ao receber Jesus no Templo:

Quando Simeão recebe Jesus ele não viu apenas mais um menino, mas pelo Espírito Santo, pode ver o brilho que emanava e encheu o Templo e seu coração: A Luz para as nações.

Simeão é feliz, pois iluminado pela Luz, pode lembrar que a “salvação vem dos judeus”, mas não apenas para os judeus, ela é extensiva a nós os gentios.

Lc. 2.31,32
. a qual tu preparaste ante a face de todos os povos; luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo Israel.
Ele como Ana e alguns milhares puderam compreender que a Luz habitava, caminhava e estava em IsraeL:
João 1.11. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
-A Luz nos faz filhos:

I Ts.5.5.
Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas.
-A Luz ao ser tocada faz resplandecer o que a toca;

-A Luz traz Comunhão e Purificação:

João 1.7.
Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.
-A Luz ao ser tocada produz saúde:

Todos os que criam no poder curador da Luz que caminhava entre os homens foram curados.

Mt.14.36.
E rogaram-lhe que apenas os deixasse tocar a orla do seu manto; e todos os que a tocaram ficaram curados.
Lc. 6. 19.
E toda a multidão procurava tocar-lhe; porque saía dele poder que curava a todos.
Poder é energia, é fonte de luz
, assim também, o Filho do homem podia curar só ao toque de alguém em suas vestes, pois ele era a luz que João vira, tocara e caminhava pelas ruas de Israel e arredores.
Ainda podemos tocar para ser iluminados, ainda podemos olhar e sermos atingidos pelo brilho de Jesus.

Conclusão:

A Doutrina de João sobre a Luz é cristológicamente divina e conduz o crente
até ao entendimento da Luz e sua ação na nossa vida, como crentes em Jesus.
Ela nos conduz ao entendimento de que Jesus é a Luz que:

Salva;

Cura;

Batiza;

E nos arrebatará.

Afinal para nós os crentes, o que ainda representa Jesus Cristo?

Segurança nos negócios, prosperidade, boa casa, ministério pessoal conhecido...

Parece-me, que destas coisas, João atentou para saúde e para: “que te vá bem”.

Para nós os Crentes – Jesus é a Nossa Luz e nos faz entender, qual é o verdadeiro processo, e ação em nossas vidas:

-Ir bem é estar á Luz

-Ir bem é estar iluminado pela vida.

-Ir bem é poder tocar na vida eterna e ser por ela conduzido.

-Ir bem é ser purificado pela ação da Luz

-Ir bem é ter comunhão uns com os outros sob a Luz

-Ir bem é seguir a luz e não andar em trevas.

Jesus é a verdadeira Luz.

Textos auxiliares:

João
12:35 - Disse-lhes, pois, Jesus: A luz ainda está convosco por um pouco de tempo. Andai enquanto tendes luz, para que as trevas não vos apanhem; pois quem anda nas trevas não sabe para onde vai.
João 12:36
- Enquanto tendes luz, crede na luz, para que sejais filhos da luz. Estas coisas, disse Jesus e, retirando-se, escondeu-se deles.

Fonte:

O túmulo dos apóstolos
São João; O Cordeiro, que parece frágil, é Ele o vencedor; de Lorenzo Bianchi.
30 dias
- Na Igreja e no mundo revista internacional dirigida por Giulio Andreotti.
Wim Malgo.

Revista Chamada da Meia-Noite.

Bíblia digital cortesia Tio Sam.

Bíblia do Ministro – Vida.

Lição CPAD – 3º trim 2009.

Bíblia Chamada – on-line.

Dicionário Aurélio.

Apontamentos do autor.

Wikipédia.

Anexo:

História e tradição pelos ditos de importantes figuras.

Continuação da narrativa sobre João, na visão da tradição, por Jerônimo e outros crentes antigos:

Veremos ainda que não lhe faltou a coragem do martírio e que ele bebeu o cálice do testemunho, idêntico ao que beberam os três jovens na fornalha de fogo, embora o perseguidor não tenha derramado seu sangue” (Comentário ao Evangelho segundo Mateus, 20, 22).

Às antigas fontes cristãs sobre o martírio de João em Roma, podemos hoje acrescentar com boa dose de credibilidade (graças a um estudo de Ilaria Ramelli) a alusão do pagão Juvenal (inícios do século II), que, na Sátira IV, critica Domiciano contando o episódio da convocação do Senado para decidir o que fazer com um enorme peixe, vindo de longe e trazido ao imperador, que é destinado a ser cozido numa panela muito funda. Em Roma, no lugar que a tradição aponta como do martírio, perto da Porta Latina, no interior do cinturão dos Muros Aurelianos, encontra-se o templo octogonal de São João em Óleo, cujas estruturas atuais remontam a 1509, mas que seguramente deve ter estado ali presente (não sabemos se na forma atual, nem se originariamente dedicado ao culto pagão de Diana) desde época anterior à construção da vizinha igreja de São João em Porta Latina, que vem da época do papa Gelásio I (492-496).


Ruínas da Basílica de São João, Éfeso

Eusébio nos diz que, por Domiciano, João “foi condenado ao confinamento na ilha de Patmos em razão do testemunho que deu do Verbo divino” (História eclesiástica, III, 18, 1),

De todos os doze apóstolos, João Zebedeu finalmente tornou-se o mais destacado teólogo. Ele morreu de morte natural, em Éfeso, no ano 103 d.C., quando tinha 94 anos.

Segundo bispo Polícrates de Éfeso em 190 (atestada por Eusébio de Cesareia na sua História Eclesiástica, 5, 24), o Apóstolo "dormiu" (faleceu) em Éfeso.

Depois da morte de Domiciano, em 96, o apóstolo volta a Éfeso, como o mesmo Eusébio testemunha: “Naquela época, João, o predileto de Jesus, ao mesmo tempo apóstolo e evangelista, ainda vivia na Ásia, onde, tendo voltado do exílio na ilha pela morte de Domiciano, dirigia as Igrejas daquela região” (História eclesiástica, III, 23, 1). João morre em Éfeso, talvez em 104, e lá é sepultado. Por volta de 190, Polícrates, bispo de Éfeso, numa carta endereçada ao papa Vítor, diz: “Também João, aquele que se abandonou no peito do Senhor, que foi sacerdote e trouxe a insígnia de mártir [aqui, talvez, no sentido de testemunha] e mestre, jaz em Éfeso” (o trecho é citado em Eusébio, História eclesiástica, V, 24, 2). Seu túmulo, visível até hoje, encontra-se numa câmara funerária subterrânea na colina de Ayasuluk, a um quilômetro e meio da antiga Éfeso. No princípio do século IV, foi ali construído um martyrion quadrangular de cerca de 20 x 19 metros, citado no Itinerário de Egéria; em torno dele foi construída, cerca de um século depois, uma igreja cruciforme, demolida no século VI pelo imperador Justiniano, que mandou erigir em seu lugar uma grandiosa basílica para os numerosos peregrinos, intitulada ao apóstolo, com três naves, 110 metros de comprimento e mais ou menos a metade dessa medida de largura. O túmulo de João fica na cripta sob o altar. Toda a colina foi cercada por um muro para proteger o santuário e as dependências. Destruída a basílica, por um terremoto e vários saques, suas ruínas imponentes, objeto de diversas pesquisas arqueológicas e restaurações, foram parcialmente reerguidas recentemente.

quinta-feira, julho 2

LIÇÃO 01 - CPAD - 3º TRIMESTRE - A PRIMEIRA CARTA DE JOÃO

A PRIMEIRA CARTA DE JOÃO.
A PRIMEIRA EPÍSTOLA UNIVERSAL DO APÓSTOLO SÃO JOÃO.
LIÇÃO 01 – CPAD – 3.º TRIMESTRE – Autor: Osvarela
Comentarista CPAD do 3º Trimestre:
Pr. Eliezer de Lira e Silva.
Texto Áureo:II Tm. 3.16.Toda a escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, pararedarguir, para corrigir, para instruir em Justiça”.
Leitura bíblica em Classe: I João 1.1-4.
Destaque visual:
Capa deste trimestre.
NOSSO COMENTÁRIO:
Exórdio:
Podemos utilizar o nome Primeira Epístola Universal do Apóstolo São João, em razão da característica Universal da Epístola.
A utilização do termo Carta, não trás nenhum problema à aplicação e uso deste texto canonico, em virtude da exceção no modo de escrita da mesma, sem cabeçalho ou saudação e sem a afirmação do autor apostólico no final da mesma, como costume das cartas apostólicas, as chamadas epístolas, creio que se deva, ao conhecimento do Autor, pelos destinatários, à época, ilação minha, derivado da durabilidade do mesmo, em relação aos demais Apóstolos [A data provável que esta epístola tenha sido escrita seria entre os anos 85 e 90 dC.- há defecções - Em éfeso].
Autoria: A Primeira Epístola de João, o quarto dos católicos ou Epístolas "gerais".
Foi evidentemente escrita por João evangelista, e provavelmente também em Éfeso, e quando o escritor estava em idade avançada, com cêrca de 94 anos de idade.
São João
João era irmão de Tiago o Maior.
Foi bispo da igreja de Éfeso.
Esteve exilado na ilha de Patmos entre os anos de 93 a 98, onde escreveu o Apocalipse. Depois de libertado regressou a Éfeso.
Morreu quase centenário e foi o único discípulo a ter morte natural.
Recebeu diversas agressões durante a vida, segundo a tradição, inclusive um cálice envenenado, do qual escapou milagrosamente.
A Igreja de Éfeso -
Essa foi a igreja em que Paulo trabalhou por três anos. Também dirigiram essa igreja, Áquila e Priscila, Timóteo e João. ...
Expressões sobre os destinatários:
-Meus filhinhos;
-Filhinhos;
-Irmãos;
-Amados.

I - GEOGRAFIA SITUANTE DO CONTEXTO DA EPÍSTOLA:
Anatólia : A Anatólia está situada ao leste do Bósforo, entre o Mar Negro e o Mar Mediterrâneo.
Anatólia (ou península anatoliana) é uma região do extremo oeste da Ásia que corresponde hoje à porção asiática da Turquia.
É também freqüentemente chamada pelo nome latino de Ásia Menor, que deriva do grego Mikra Asia.
O nome deriva do grego Aνατολή (Anatolē) ou Aνατολία (Anatolía), que significa "brilho do sol" ou "leste". A forma turca Anadolu deriva da versão grega original e é freqüentemente associada com ana ("mãe") por etimologia popular.
Helenística: Sem bases políticas seguras, a região foi desmembrada em vários reinos helenísticos, como por exemplo o dos Gálatas, o de Pérgamo, o da Cária, o da Lícia, o da Psídia, o da Bitínia, e o do Ponto, embora os gregos se tornassem o componente étnico e cultural dominante em todos esses reinos, e com dezenas de cidades prósperas na região central da península. A unidade política viria com o Império Romano.
Roma: O domínio Romano na Anatólia teve seu início quando o reino de Pérgamo passou ao controle de Roma em 133 a.C. Desde então, os demais reinos da Anatólia foram sendo conquistados por Roma, que passou a usar a península como base para as contínuas (e freqüentemente inconclusivas) campanhas contra o Império Parto, estado sucessor da Pérsia.
ÉFESO’’: significa “desejável’’.
Era a principal província romana da Ásia.
É a igreja que começou bem, mas havia perdido o que lhe deu o conceito de desejável - o amor. Uma igreja sem amor é uma igreja em decadência total (ICo 13).
A igreja de Éfeso foi muito bem estabelecida na doutrina apostólica. Paulo ensinou a Palavra de Deus ali, durante três anos (At 20.31).
Todos os ensinos básicos lhe foram ministrados. “PORQUE JAMAIS DEIXEI DE VOS ANUNCIAR TODO O DESÍGNIO DE DEUS” (At 20.27).
Pelo teor e conteúdo da Epístola de Paulo aos Efésios, observa-se que aquela igreja era espiritual.
Ela foi à igreja que João pastoreava quando foi desterrado para a solitária Ilha de Patmos, nos primeiros séculos.
II - Etimologia:
Redargüir – responder a uma pergunta oral [argüir]; definição do autor do texto.
Unção – chrisma. do grego "chrismon", que significa ungüento
Nos purifica – katharise – purificar, ou limpar.
Harmatian echein – ter pecado.
Confessar – homologeo – reconhecer, admitir.
Pseutes estin – é um mentiroso.ver pseudo.
Mundo – kosmos – sistema ou ordem. – conjunto da sociedade humana com suas concupiscencias, pecados e emoções incontroláveis; sistema de trevas – Ef.6.12.; operando sob princípios malignos.Este siatema tem um príncipe – satanás.sistema dualista do mal contra o Poder de Deus. Definição Adaptada do autor.
Católicos – Universais ou Gerais.
III- AMBIENTE OBJETIVO:
A interferencia Gnóstica nas Igrejas da Ásia Menor.
Ao enviar esta Epístola o Apóstolo João estava revivendo nos corações e mentes dos cristãos, sobre a verdadeira doutrina e os orientando sobre os falsos pastores, sobre a atuação do anti-cristo.
Anti-cristo na Epístola de João tem um significado mais amplo do que a figura do filho da perdição segundo Paulo ensinou.
Aqui nesta Epístola João leva o termo às conseqüências da atuação de homens que se colocam contra os atributos da divindade, tais como, encarnação de Jesus, com a amplitude de ser este mesmo Jesus homem, o Deus encarnado, homem e ao mesmo tempo Deus[Evangelho de João 1.14.ss. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai. Pois todos nós recebemos da sua plenitude, e graça sobre graça. Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer. – I João 1.1 O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, a respeito do Verbo da vida; o sangue de Jesus seu Filho...].
Ele nos orienta sobre como identificar aqueles, que tem outro espírito, que o Espírito de Deus.
A-Localização do autor:
Éfeso, onde foi Bispo até sua morte.
B-Caracteristicas especiais do autor da Epístola:
1) A familiaridade do autor com a pessoa de Cristo. João 19. 25-27. Estavam em pé, junto à cruz de Jesus, sua mãe, e a irmã de sua mãe, e Maria, mulher de Clôpas, e Maria Madalena. Ora, Jesus, vendo ali sua mãe, e ao lado dela o discípulo a quem ele amava, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Então disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.
2) Policarpo - Foi discípulo do apóstolo João, amigo e mestre de Irineu, tendo ainda conhecido Inácio, sendo consagrado bispo da igreja de Esmirna. Segundo Tertuliano, Policarpo teria sido ordenado bispo pelas mãos do próprio apóstolo João.
3) Um dos filhos do trovão. Mc. 3. 17 Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, que significa: Filhos do trovão.
4) Pescador, irmão de Tiago e filho de Zebedeu. Mateus 4:21. E, passando mais adiante, viu outros dois irmãos Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, no barco com seu pai Zebedeu, consertando as redes; e os chamou.
5) Exilado na ilha de Patmos.Ap.1. 9. Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.
6) Era conhecido dos Sumo-Sacerdotes: Anás e Caifás, responsáveis pelo julgamento de Jesus de Nazaré. Tinha tanto conhecimento que livrou Pedro de continuar dando vexame sobre o seu relacionamento com Jesus Nazareno.
João 18. 15,16. Simão Pedro e outro discípulo seguiam a Jesus. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote, e entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote, enquanto Pedro ficava da parte de fora, à porta. Saiu, então, o outro discípulo que era conhecido do sumo sacerdote, falou à porteira, e levou Pedro para dentro.
7).Foi o único, segundo a tradição, Apóstolo de Jesus, que morreu de morte natural, muito embora, tenha sido afligido, com diversas torturas, e preso na Ilha de Patmos: uma ilha com víboras peçonhentas em quantidade.
IV - A Composição da Epístola em Volume:
A brevidade da carta:
105 versos divididos em Cinco Capítulos.
Texto de Devocional da Epístola:
I João 4.18. No Amor não há medo.Antes o perfeito Amor lança fora o medo, porque o medo produz tormento.Aquele que teme não é aperfeicoado em Amor.
V -Texto de Dourado da Epístola:
I João 4.16. E nós conhecemos, e cremos no Amor que Deus tem por nós. Deus É AMOR. Quem está em Amor está em Deus, e Deus nele.
VI -Uma palavra em destaque:
Sabemos!

I João 2.3. E nisto sabemos que o conhecemos; se guardamos os seus mandamentos.
I João 2.5. mas qualquer que guarda a sua palavra, nele realmente se tem aperfeiçoado o amor de Deus. E nisto sabemos que estamos nele;
I João 3.2. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é, o veremos.
I João 3.14. Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama permanece na morte.
I João 5.15. e, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que já alcançamos as coisas que lhe temos pedido.
João ressalta sempre:
Nós SABEMOS ou nós temos conhecimento ou temos conhecido, para que os leitores de sua carta estejam cientes do que lhes fora notificado pelo velho Apóstolo, durante seu Apostolado, presbitério em suas lides ministeriais apostólicas.
5.20. E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro;
Era como um alerta para que se lembrassem do que haviam aprendido sobre Cristo, sobre o Amor, sobre o pecado, sobre os Mandamentos, sobre a Vida eterna, sobre o poder da Palavra, sobre pedir e receber, pois eram ouvidos por Deus e por fim sobre o aperfeiçoamento na Parousia.
1-Por que Sabemos?
Porque temos a Unção.
Unção que nos é dada pelo Espírito de Deus, conforme Isaías 11.2, esta presença do Espírito concede a sabedoria, o conhecimento, através dos Os sete dons do Espírito Santo são: Sabedoria, Inteligência, Conselho, Fortaleza, Conhecimento, Temor de Deus.
Sabedoria. Não é a sabedoria que se aprende nos livros, escolas e cursos (embora a inteligência seja um dom de Deus). A verdadeira Sabedoria é o Conhecimento de Deus. Sábio segundo o Espírito é aquele que conhece o Amor de Deus e experimenta a sua bondade, praticando a justiça. O verdadeiro sábio é justo.
2-Pensamento de João:
Muito embora, o AMOR
, seja a maior expressão destacada no Canone joanino, há outros temas candentes nos seus escritos.
Luz
Falsos cristos
Anti-cristos
Poder do Sangue de Jesus Cristo
Confissão
Koinonia –
Com Deus;
E com os demais da Fé.
Eclesiologia do Amor
A Advocacia de Cristo.
Apologética anti-gnóstica.
Doutrina sobre a atividade dos espíritos:
De Deus
E os não de Deus.
VII - A DIVINDADE DE CRISTO:
O pensamento da divindade, particular de João é uma das qualidades místicas do autor.
Creio que , isto tenha sido desenvolvido, por alguns fatores:
A intimidade pessoal com o Cristo;
A particular percepção da divindade mística do Filho do homem;
A diferença do seu Apostolado
, o que podemos ver por inferencia, através dos escritos de seus discípulos e contemporaneos, criando uma escola doutrinária com umpensamento místico mais abragente do que os fatos ou milagres, ou a convivencia com Jesus, mas indo além, atingindo com certa clareza pensamentos cristológicos mais profundos, seja, no Evangelho, tanto quanto, nas Epístolas.
Quando pensamos teológicamente, em termos hermenuticos, entendemos pelas evidencias externas a preciosidade deste pensamento.
Pode-se ter esta visão de Escola Joanina, quando lemos o texto extraído de estudo e informações sobre o velho João:
O peso de evidências externas pode favorecer a autoria joanina, pois existem possíveis alusões a I João nos escritos de Clemente de Roma [Alguns pais, como Orígenes, Eusébio de Cesaréia, Jerônimo, Irineu de Lião, entre outros, aceitaram como verdadeira a identificação de Clemente de Roma como colaborador do apóstolo Paulo.], e Inácio”.
Além de Papias e outros de seus discípulos Pais da Igreja, ou seja, a segunda leva de Ministros seguidores dos Apóstolos.
1-Pode-se ler nos escritos de:
Policarpo;
Barnabé;
Clemente;

Primeiro ele reforça os seus escritos sobre tudo se comparados entre si:
Evangelho Segundo ele São João escreveu.
As Epístolas católicas que escreveu.
Muito embora as epístolas tenham um curto conteúdo, no entanto, o são extremamente definidoras de Doutrinas Eternas, tais como:
Poder do Cristo.
Poder da Comunhão.
Poder da Luz
Poder do Amor de Deus.
Poder do Amor
.
VIII – ESTRUTURA DA EPÍSTOLA:
Segundo nossa visão apresentamos a estrutura da I Epístola do Apóstolo São João:
CAPÍTULO 1.

No capítulo 1 encontramos o assunto recorrente do Apóstolo do Amor.
1 João 1. 1.
O QUE era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida
A Revelação do mesmo sobre a divindade de Jesus Cristo como o VERBO da Vida, correlacionado com a entrada da Luz no Mundo, remetendo a Eternidade com Deus do Filho.
I João 1.5. Deus é Luz N’Ele não há treva nenhuma!
A ação do Verbo trouxe e traz Luz ao Mundo.
A ação do Verbo na produção da Luz do entendimento de Deus.
A ação do Verbo na Comunhão:
I João 1.7. Mas, se andarmos na luz como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus Cristo, Seu Filho, nos purifica de todo o pecado.
- PECADO E CONFISSÃO.
9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.
- A QUESTÃO DO PECADO É DESTAQUE NESTA EPÍSTOLA.
8,10. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.
ANTES DE TUDO, João é único em determinar a Doutrina sobre a natureza geral do pecado adâmico, com todas as suas implicações.
Pode parecer estranho, tendo em vista que as paulinas falam sobre esta questão doutrinaria da hamartia com grande extensão de linhas.
Porém João esclarece que, o homem, mesmo o salvo nunca pode dizer: “não tenho pecado, ou não peco”.
É uma doutrina “hamartista” de grande profundidade sem, contudo, deixar de expressar a solução deste axioma espiritual, conforme a citação, acima, do versículo 9, de Confissão.
Esta doutrina serve-nos como uma forma de combater os chamados “super-crentes”, aqueles, que se consideram superiores aos demais crentes em sua forma de ser, além de nos levar a ter uma visão de “basta a cada dia o seu mal”, vencendo cada dia os males do pecado e ainda se formos tentados, podermos confessar e deixar os nossos erros.
CAPÍTULO 2:
- A Advocacia Cristológica.
2. 1.
MEUS filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.
A ação intercessória na vida do cristão é dupla, uma pela ação do Espírito Santo e a outra pela ação do próprio Cristo, que advogou a nossa salvação, a qual nos imputou, aqui um termo legal ou jurídico, justiça, nos tornando justos e nos absolvendo de toda culpa.
- Amor e Comunhão:
a-Um mandamento:

O Amor, sua existência e contemporaneidade, seja nos tempos joaninos, como nos dias atuais.
Muitos desprezam este mandamento, mas ele continua vigindo no seio da Igreja.
João explica, conforme o que aprendeu com o Mestre, que o mandamento atuante, no qual se resume toda a nomia, é o Amor.
2.7. Irmãos, não vos escrevo mandamento novo, mas o mandamento antigo, que desde o princípio tivestes. Este mandamento antigo é a palavra que desde o princípio ouvistes.
2.8. Outra vez vos escrevo um mandamento novo, que é verdadeiro nele e em vós; porque vão passando as trevas, e já a verdadeira luz ilumina.
2.9.
Aquele que diz que está na luz, e odeia a seu irmão, até agora está em trevas.
Tal qual, o Senhor Jesus, João nomeia o Amor como a excelência que estava descrita desde o passado na lei, mas, que sob Jesus tem uma nova interpretação, sem desfazer o que a lei escreveu, mas confirmando-a, pois a rigidez dos nomistas o fez estar entrenebrecido, mas a luz iluminou e o mostrou como a excelência da comunhão entre nós.
2.10. Aquele que ama a seu irmão permanece na Luz...
b-Anomia – Iniquidade:
Capítulo 3.4. Todo aquele que comete pecado, a lei, pois o pecado é a transgressão da lei.
- Nomia Cristológica.
2. 1. ....Se, porém, alguém pecar, temos um Advogado, para com o PAI, Jesus Cristo, o justo.
Lei - Nomia.
- A Nomia Cristológica não aceita:
O Ódio, é um sentimento contrário a natureza do cristão que ama:
Ódio traz trevas;
Ódio produz cegueira.
c-A afirmação daVitória:
- Família Vencedora.
- Tres instancias da Vitória na Família:
2. 12-14. Filhinhos, escrevo-vos, porque pelo seu nome vos são perdoados os pecados.Pais, escrevo-vos, porque conhecestes aquele que é desde o princípio. Jovens, escrevo-vos, porque vencestes o maligno. Eu vos escrevi, filhos, porque conhecestes o Pai.Eu vos escrevi, pais, porque já conhecestes aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno.
- Analisando a Epístola temos convicção que, João ao escrever tinha em mente duas famílias:
A Família dos filhos de Deus, e a família terrena que tem Deus por sua base estrututal rudimentar.
- Por isto lemos:
- Primeira Família:
- Formada por:
Filhinhos;

Este primeiro grupo são os, que João conhecia como seus discípulos santificados pelo sangue e iluminados pela Luz – Jesus Cristo.
Os quais ele mesmo ensinou, discipulou, converteu, ministrou, como Bispo e Apóstolo.
- Segunda Família:
Este segundo grupo, são os que, João apascentava como família queridas e integrantes das Igrejas, mormente Éfeso, tal qual, Paulo cita em I Coríntios e outras cartas, precisamos entender o contexto da koinonia da Igreja primitiva, baseada nas famílias que se reunião em casas que abrigavam a Igreja dos cristãos do Caminho.
- Formada por:
Pais;
Maduros.
Filhos;
Jovens.
Por conhecer ao Pai:
É pelo Filho que conhecemos ao Pai, isto nos torna vitoriosos poque cremos no Unigenito d’Ele.
- VITÓRIA SOBRE:
a-O Pecado;
2.12. Filhinhos...pelo seu nome vos são perdoados os pecados.
2.13. Pais...porque conhecestes aquele que é desde o princípio.

b-O Maligno:
13.b. ....Jovens, escrevo-vos, porque vencestes o maligno.
13.c. ....Eu vos escrevi, filhos, porque conhecestes o Pai.

14. ...Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno.
c-Anticristos: saíram de nós, tal qual em nossos dias, a ação de certos cristãos pode ser comparada com a ação de pseudo-cristãos que cheios de toda a doutrina gnóstica se infiltraram no seio das Igrejas, ou saíram do meio das mesmas para proclamarem uma nova doutrina cheia de erros e com a mistura da falsa sabedoria que regurgitava do seio helenista.
d-Como descobrir a a Ação destes:
Rejeitam e negam o Pai;
Rejeitam e negam o Filho;
Não tem a Unção do Santo.

Assim como João ensinava em sua Epístola, devemos estar aptos a ensinar aos nossos alunos sobre esta questão.
A visão e uso da palavra anticristos não é o uso comum, utilizado para a figura futura do ser Anticristo, que aparecerá no tempo final.
Aqui a palavra é utilizada como Paulo a utiliza, aqueles que se fazem anticristos, pela ação deste espírito que é contrário a Deus e já está no Mundo.
Porque João declara, que “é já a última hora”. Após a morte, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo a última hora já se iniciou, como um tempo do fim escatológico.
A ação dos anticristos, era negar a divindade de Cristo, com base no conhecimento gnóstico, de que na carne nenhum bem poderia existir, ela é a sede de todo mal, assim Cristo não poderia ter encarnado.
24. Portanto, o que desde o princípio ouvistes permaneça em vós.
2. 18.26: Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora.Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós.E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo.Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade.Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho.Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; mas aquele que confessa o Filho, tem também o Pai.Portanto, o que desde o princípio ouvistes permaneça em vós. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis no Filho e no Pai.E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna.Estas coisas vos escrevi acerca dos que vos enganam.
- A Atividade do Espírito Santo na Epístola:
a-Derramar do Espírito.
2.27.E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis.
3.24. E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem deu.
A palavra unção tem significado, como lemos acima, advindo de “chrisma”, que simboliza a impregnação da Igreja pelo Espírito Santo.
b-Recebimento da Unção.
Comparar com:
Evangelho segundo São João 16.8.13.E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.Do pecado, porque não crêem em mim;Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais;E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado. Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.
CAPÍTULO 3.
- AMOR.

a-Amor de Deus;
b-Amor fraternal;
c-Amor para com Deus.
d-O Amor do Pai:

Cap. 3.1,3.VEDE quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.
Tema recorrente e fundamental do autor, o Amor do Pai é destaque importante nesta epístola, servindo como linha mestre para os seus leitores e para nós Igreja de Cristo.
Para João o amor do Pai refletido na ação do Filho, impetrado na Igreja pela presença da Unção do Santo, é o que nos garante o Verdadeiro conhecimento da presença de Deus entre nós e nos assegurou a filiação divina ao lado de Jesus Cristo.
- Tamanho do Amor:
Grande;
Alcance:
A todos, incluindo-nos.
- Efeito:
Fazer-nos filhos D’Ele
.
Restaurar a nossa imagem e semelhança, perdidas pela ação do pecado. Seremos semelhantes a Ele.
- Amor ao Próximo:
I João 3.11-23. Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que nos amemos uns aos outros...E o seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o seu mandamento.
No capítulo três, João destaca a necessidade do Amor ao próximo como uma necessidade compulsória, sem o qual nós podemos nos tornar em assassinos [fratricidas espirituais].
- O Altruísmo na ação do Amor do Pai:
Através do Filho que deu a sua vida. 3.16. Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós...
- O Amor nos leva a sermos doadores de vida, a exemplo de Cristo:
3.16. b. e nós devemos dar a vida pelos irmãos.
- Falta de amor:
Cria assassinos espirituais;
3.15. Qualquer que odeia a seu irmão é homicida.
- A falta de Amor destrói a esperança e impede alcançarmos a vida eterna:
15 Qualquer que odeia a seu irmão é homicida.
A forma certa do amor aos irmãos:
Amamos de palavra ou por ações?
Esta é a imperiosidade do ato de Amar. Requer além de palavras de amor, algo mais: ações que tornem isto em ato e fato.
Amar é muito mais factual, do que verbal.
3.18
Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.
Ainda que haja dúvidas em nosso coração, contudo o Amor de Deus supre esta carência em não podermos realizar mais do que seria necessário e inalcançável ao homem ainda nesta vida, no ato de amar ao irmãos
CAPÍTULO 4.
- Discernindo os espíritos.
João – O Apóstolo discorre sobre esta necessidade, em discernir se os espíritos são de Deus.
Uma mensagem, e ensino atualíssimo, quando vemos tantos movimentos em nome de Deus agindo e atuando sobre a carência do povo e sobre a fé sem direção que se direciona para o que lhes é mais tangível.
João vai de maneira direta a forma de discernir os espíritos. Ele demonstra, com base na mensagem da cruz e na mensagem dos santos profetas, que escreveram as Escrituras, que a realização das mesmas em Jesus de Nazaré, demonstrou a plenitude do evento Proclamado pelo próprio Deus no Éden.
A Encarnação de Deus como semente da mulher, como forma de tornar factível a realização na carne do mal contra a carne.
- A Humanidade de Cristo é esta confirmação.
a-Testando os espíritos.
Cap. 4.1-3.
AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;
E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo.
João estava se referindo aos Gnósticos, como já descrevemos neste texto.
b-Falsos profetas:
Para que a Igreja pudesse, discernir a introdução destes homens, saídos da própria Igreja, é denunciada pelo Apóstolo João.
4.4-6. Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo.Do mundo são, por isso falam do mundo, e o mundo os ouve. Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito do erro.
Na seqüência desta forma de discernir estes falsos profetas, João ensina-nos de maneira inteiramente inerente a sua visão sobre a Ação espiritual no seio da Igreja, que tudo isto só pode ser conseguido pela ação do seu tema principal: O Amor!
Para discernir os falsos profetas e espíritos que não são de Deus, basta termos o Amor de Deus, isto é, conhecermos de fato e de coração à Deus, assim jamais seremos enganados.
4.7. Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.
c-Plenitude do Amor:
4.7-19... Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele. Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro.
d-Mentira de Amor.
Somos mentirosos?
Será possível isto?
4.20. Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?
Aí está. Muitos de nós podemos dizer que amamos, mas nossas atitudes são desconexas deste versículo, segundo a visão do Apóstolo do Amor.
Tomé só ama o que vê.
Quando só cremos no que vemos há impedimento para vermos o que é revelado e místico.
e-Axioma do amor:
Se eu amo a Deus posso não amar o meu irmão?
Solução do axioma:
Há um mandamento do Amor, a ser aprendido e ele nos da a resposta.
21. E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão.
CAPÍTULO 5.

Em correlação com o capítulo 4[1-6].
a-Palavras-chaves:
Crer
Amar
Testificar
b-As três testemunhas místicas e metafóricas.
5.6-12: Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só por água, mas por água e por sangue. E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade.Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um.E três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num. Leia Evangelho Segundo São João 5.32-36: Há outro que testifica a meu respeito, e eu sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro...Leia ainda no mesmo, livro citado, João 1.29-32.
Nota:
Sobre este trecho da Epístola você poderá encontrar quem o descarte ou o coloque sob dúvidas. Veja este assunto em Comentários do Novo testamento ou em outras matérias como Introdução ao Novo Testamento.
Certamente que teremos oportunidade de estudar melhor o assunto [Lição 12], pois é necessário espaço, do qual não dispomos nesta oportunidade.
Mas, nós temos crença no texto de toda a Bíblia Sagrada, o fato de alguns manuscritos não conterem, alguns trechos,não diminuem em nada a veracidade da Palavra, tendo por foco o Ensino Geral nela Contido.
c-Novo nascimento:

5.1.TODO aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido.
João como bom discípulo do Mestre Jesus Cristo ensina que , o Amor regenera ao pecador e o faz nascer de novo, desculpem a redundância.
Assim o amor é agente de uma ação regeneradora do velho homem nascido em Cristo pelo poder do Amor.
Esta ocorrência em nossas vidas nos garante, vitória sobre o pecado, sobre tudo nos torna livre da ação do Maligno. [vide capítulo 1.7-9]
18. Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.
Porque temos proteção de Deus.
d-Pecados:
Uma discussão interessante se passa neste capítulo.
Muitas vezes usamos o jargão: “não há pecadinho e pecadão”, mas à luz de João há distinção sobre tipos de pecado.
João discorre sobre tipos de pecados que inferem em perdão e em morte.
Embora o “salário do pecado é a morte”, João discursa sobre o assunto com muita propriedade, em toda a sua I Epístola, nos trazendo revelações, que detalham a questão dos pecados, aliás, tema que é recorrente em toda a Epístola, sempre em função da ação do verdadeiro Amor.
Assim João ensina-nos:
Todo pecado é iniqüidade,mas....
Há pecados não para a morte:
Pelos quais podemos orar para sermos livres deles.
Há pecados para a morte:
E pecados que não precisamos mais orar, pois são para morte.
e-Certeza da vida Eterna:
Vs.14.
f-Poder da Oração:
Garante nos ouvir e responder.
Determinantes do pedido:
Ter o Filho.
Ter a vida.

Sermos ouvidos, isto é, obtermos resposta, significa: Confirmação de vida eterna.
Segundo a Vontade D’Ele!
Sob estes parâmetros conforme a seqüência do registro canônico, ele nos ouve todas as petições, ou seja, há registro de tudo que lhe pedirmos e estarão sujeitas as condições imposta pelo texto.
Assim é necessário, que este ensino seja a razão de nossas prédicas e proclamação do Evangelho, para que, combatamos os falsários da Palavra, que a utilizam para: determinar, encostar a divindade na parede[divindade-proposital o uso do termo], troca de favores com o sobrenatural, pontos de toque[copos d’água, rosas, sal grosso...].
5.12-15. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus.E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos.
g-Poder da fé:
Este foi para mim um dos mais difíceis versículos de entender. Que significa a Fé como vitória sobre o mundo, é um agente ou um instrumento?
4. ...esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé.
A forma gramatical dificulta o entendimento?
Ou, nós somos ignotos na questão da fé?

Na realidade o que nos leva a vencer ao Mundo é: nascer de Deus. Para que isto aconteça, é necessária a ação da Fé, que nos leva a aceitar a ação da regeneração do novo nascimento, transformando-se este em uma vitória sobre o Mundo. 4. Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé.
ANEXO:
Particularidades de escrita entre o Evangelho segundo São João e a I Epístola Universal de São João:
As grandes semelhanças entre e o Evangelho de João e a I Epístola de João.




O testemunho de Westcott a respeito das passagens paralelas, é conclusivo, ele argumenta que existem conceitos fundamentais semelhantes, porém, são apresentadas na epístola e no evangelho, com algumas diferenças. “O evangelho nos deu a revelação histórica, a epístola nos mostrou como a revelação foi recebida e vivida pela igreja e pelo crente”. A forte correlação entre ambas favorece a autoria comum.
Capítulos:
1 João1:2-3*João 3:11;
1 João 1:4*João 16:24;
1 João 2:11* João 12:35;
1 João 2:14*João 5:38;
1 João 2:17*João 8:35;
1 João 3:5*João 8:46;
1 João 3:8*João 8:44;
1 João 3:13*João 15:18;
1 João 3:14*João 5:24;
1 João 3:16* João 10:15;
1 João 3:22*João 8:29;
1 João 3:23*João 13:34;
1 João 4:6*João 8:47;
1 João 4:15*João 6:56;
1 João 4:16* João 6:69;
1 João 4:16*João 15:10;
1 João 5:4*João 16:33;
1 João 5:9* João 5:32;
1 João 5:20*João 17:3
Fonte:
http://www.mb-soft.com/believe/tts/johnepis.htm
Bíblia do Ministro – Editora Vida – Edição Contemporânea de Almeida.
http://www.ielb.org.br/old/recursos/rec_liturgia/escudos.htm
Wikipédia.
Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento – CPAD. Lawrence O Richards.
Escorcio Sousa.
As sete igrejas do apocalipse
Anotações do autor.
Bíblia Chamada.
Bíblia Plenitude.
Bíblia digital; cortesia Tio Sam.
FATEC – I Epístola de São João.
Epístolas Gerais:: Ev. José Ferraz
Estudo bíblico comentário por James M. Gray
Outros.

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"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei . No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."
Martin Niemöller, 1933

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