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sábado, junho 5

O VALOR DA TEMPERANÇA LIÇÃO 10 - CPAD – 2.º Trimestre – 2010

O VALOR DA TEMPERANÇA

LIÇÃO 10 - CPAD – 2.º Trimestre – 2010 - Autor: Osvarela

TEXTO ÁUREO:

Ef.5.18.E não vos embriagueis com vinho, em que não há contenda, mas enchei-vos do Espírito.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:

Jr. 35.1-5,8,18,19.

1 A PALAVRA que do Senhor veio a Jeremias, nos dias de Jeoiaquim, filho de Josias, rei de Judá, dizendo:

2 Vai à casa dos recabitas, e fala com eles, e leva-os à casa do Senhor, a uma das câmaras e dá-lhes vinho a beber.

3 Então tomei a Jazanias, filho de Jeremias, filho de Habazinias, e a seus irmãos, e a todos os seus filhos, e a toda a casa dos recabitas;

4 E os levei à casa do Senhor, à câmara dos filhos de Hanã, filho de Jigdalias, homem de Deus, que estava junto à câmara dos príncipes, que ficava sobre a câmara de Maaséias, filho de Salum, guarda do vestíbulo;

5 E pus diante dos filhos da casa dos recabitas taças cheias de vinho, e copos, e disse-lhes: Bebei vinho.

8 Obedecemos, pois, à voz de Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, em tudo quanto nos ordenou; de maneira que não bebemos vinho em todos os nossos dias, nem nós, nem nossas mulheres, nem nossos filhos, nem nossas filhas;

18 E à casa dos recabitas disse Jeremias: Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Pois que obedecestes ao mandamento de Jonadabe, vosso pai, e guardastes todos os seus mandamentos, e fizestes conforme tudo quanto vos ordenou,

19 Portanto assim diz o Senhor dos Exércitos, Deus de Israel: Nunca faltará homem a Jonadabe, filho de Recabe, que esteja na minha presença todos os dias.

“Refletir, publicar, escrever sobre a temperança é hoje um desafio. A palavra desapareceu do vocabulário do homem médio, assim como do vocabulário da “elite” intelectual, laica ou religiosa”.

Marcel de Corte

É necessário, como diz um filósofo e humanista, que a temperança seja professada, em nossos dias e no seio da Igreja, e sociedade, como foi desprezada no seio de Israel, como virtude e mesmo como virtude cardeal que, apesar do lugar que ocupa, depois da justiça, da prudência e da força

Que ela não deixe de intervir, se exercida, em quase todas as finalidades da vida cotidiana do homem.

Israel estava distante desta realidade.

Ora, a temperança é uma virtude, i. é, no sentido desprezado da palavra, uma disposição natural que inclina ao que é segundo a razão, a moral e a justiça:

O nome mesmo de “temperança” o indica, pois significa uma certa moderação, um “temperamento”, ou, em termos precisos, uma certa “medida no julgamento e na conduta”; enfim, uma “solução adequada” aos problemas que envolvem os prazeres que o homem não deixa de experimentar no curso de sua vida.

Esta medida que a razão impõe às ações e às paixões humanas é o sentido geral da palavra “temperança”.

Temperança - vem da raiz que demonstra equilíbrio como uma sinfonia, na qual todos estão afinados entre si, assim a temperança nos fala de alguém que tem seus sentidos equilibrados, como uma sinfonia humana, antropologicamente equilibrada e confortável.

É algo indesprezável no temperamento dos homens, é o que nos dá o equilíbrio no agir.

“A temperança apenas modere as concupiscências e prazeres individuais”.

A Temperança (em grego: σωφροσύνη, sophrosyne, em latim: temperantia) é uma das virtudes ditas universais, uma dais quais propostas pelo cristianismo.

Uma interação entre alma e corpo e espírito:

A Temperança é a liga aos anseios do homem antropológico total.

1Te 5:23 - E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

O homem temperante é aquele cujo espírito saudável equilibra ― como o faz a saúde dos órgãos do corpo ― as paixões do coração e, mais especificamente, as paixões do concupiscível, da parte da alma pela qual desejamos necessariamente as coisas do mundo indispensáveis à nossa vida e à da espécie. Requer-se uma harmonia entre a inteligência prática, mãe da ação, e as paixões do concupiscível que fazem parte de nossa natureza. Esta harmonia não é, em última instância, repressão, punição, sufocamento.

Santo Tomás de Aquino sabia que a alma e o corpo são complementares, e sua fé cristã na ressurreição confirma-o em sua filosofia realista. Para ele, não se trata de suprimir as paixões, mas de impregná-las da vida do espírito, que necessariamente as faz integrar-se à sua vida temporal e à sobrenatural. A Temperança a virtude desaparecida[com compilação do autor deste texto].

Temperança significa equilibrar, colocar sob limites, "moderar a atração dos prazeres, assegura o domínio da vontade sobre os instintos e proporcionar o equilíbrio no uso dos bens criados" (CCIC, n. 383). Essa virtude serve para controlar o pecado da gula. É também uma das 4 virtudes cardinais [lembre dos pontos que cardeais – Norte;Sul;Leste e Oeste].

Esta ligada, no caso em exemplo – Os recabitas – a não se deixar pelos instintos naturais, veja este texto de uma escritora:

O que é temperança ?

Temperança é a moderação em todos os prazeres do sentido. É subordinar o prazer à razão. Paulo disse que tudo lhe era permitido, mas nem tudo lhe era conveniente.

Ter temperança é conhecer a si mesmo e através deste auto-conhecimento saber o que é conveniente e o que não é.

À minha esposa não é conveniente comer alho, ao meu irmão comer à noite, uns precisam beber muita água, outros preferem chá, outros uma sopa.

Eu venho meditando sobre isso há anos. Quando criança eu “não comia nada”, nenhum legume, nenhuma verdura.

Agora, principalmente este mês em que estou de dieta, estou aprendendo que minhas papilas gustativas não podem decidir o que eu como ou deixo de comer por mim.

Temperança é estar no controle, ter poder sobre sí mesmo em relação aos prazeres do comer, beber, sexuais, e todos os outros tantos que Deus fez com que nossos sentidos nos proporcionassem. Não estou falando sobre moralidade, nem sobre pecado, estou falando sobre virtude.

A jornalista Sonia Hircsh diz o seguinte sobre isso: “Comer [beber-adição ao texto original] demais é uma das maiores burrices da vida, além de ser também um desperdício: sobrecarrega a digestão, entorpece a mente, engorda, prende o intestino, vira doença. Às vezes é vício ...”

A busca exagerada por prazer enjoa, nos faz escravos e traz uma série de malefícios à saúde física, mental, espiritual e social. Mas o prazer com temperança é liberdade, é o melhor jeito de viver [adição do autor deste texto]. Gilberto Alves Junior, membro da Igreja Batista da Água Branca-SP.

Pv. 31:4 - Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes o desejar bebida forte;

Sóbrio – sophronos de sozo [salvar] e phren [a mente] de sinfonia. Equilíbrio de todos os sentidos humanos em evidente consciência de vida.

- Temperança:

s.f. Virtude que modera os desejos, as paixões. Sobriedade no consumo de alimentos e bebidas.

Temperança fala de Agir e como agir;

Ter sempre uma posição independente de qualquer ação que esteja ocorrendo a nossa volta ou no seio da Sociedade na qual vivemos.

É mensagem direta para a Igreja de Cristo.

Não podemos ser envolvidos, como massa de manobra por líderes que se deixam levar por orgulhos ‘santos’ ou por modismos de ‘Doutrinas’.

Não seremos igual a Judá, que se deixou levar pelos ‘santos homens’, e deixou o equilíbrio pela insegurança da religiosidade e esperança, contra a segurança da Profecia equilibrada, embora dura e foi levado cativo ao cativeiro e exilado ao Egito.

Eis uma Lição fundamental para a Igreja de HOJE!

“O Profeta denuncia a rede de:

-Falta de moral;

-Avareza;

-Corrupção;

-Espoliação dos pobres;

-Exploração de crianças;

-Falsas promessas políticas;

-A moralidade desvirtuada atinge desde o moço até ao ancião, que não se dá mais ao respeito.

Até os sacerdotes se envolveram com tudo isto, em meio ao marasmo em Judá.”

Capítulo 30 a 35.

30.3. vêm os dias, diz o Senhor, em que farei voltar do cativeiro o meu povo Israel e Judá, diz o Senhor; e tornarei a trazê-los à terra que dei a seus pais, e a possuirão.

Deus usa os recabitas para criar emulação no meio do seu povo.

35.5,6. pus diante dos...recabitas taças cheias de vinho, e copos, e disse-lhes: Bebei vinho....porém, disseram: Não beberemos vinho, porque Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, nos ordenou, dizendo: Nunca jamais bebereis vinho, nem vós nem vossos filhos;13,14.. homens de Judá e ...Jerusalém: Acaso não aceitareis instrução, para ouvirdes as minhas palavras?...As palavras de Jonadabe...guardadas; pois não o têm bebido até o dia de hoje, porque obedecem o mandamento de seu pai; a mim, porém, que vos tenho falado a vós, com insistência, vós não me ouvistes.

Eis aí, o foco, pelo qual o Pastor Claudionor os inclui neste estudo sobre Temperança.

Eis um exemplo:

Companheiros:

Recabitas

Ebede-meleque

Baruque

Jamais se associou durante todo o seu ministério profético com aqueles que eram contra seus ditos. Jr. 15.17.

Por meio destes amigos, foi ajudado e livrado da morte, e mais de uma vez se manifestou o poder de Deus em protegê-lo. — Je 26:7-24; 35:1-19; 36:19-26; 38:7-13; 39:11-14; 40:1-5.

No Capítulo do Estudo sobre Jeremias, escrito antes do início do 2.º Trimestre, destacamos:

Falsidade de Princípios:

Como em nossos dias, a sociedade de Judá não tinha princípios morais fortes.

Mostra-se como uma Sociedade eivada da violência, até contra as crianças.

Soltas pelas ruas ao léu.

Mostra uma juventude que se bastava com reuniões [seriam as “baladas” de hoje?].

Tudo isto mostra:

-Pais sem controle sobre as famílias;

-Autoridades fracas;

-Sensualidade e concupiscência exarcebada;

-A avareza e a falsidades andavam de mãos dadas.

Como em nossos dias corrompiam desde o menino ao ancião.

Não havia respeito e afeto natural em Judá.

6.11-14. Por isso estou cheio do furor do Senhor; estou cansado de o conter; derramá-lo-ei sobre os meninos pelas ruas e na reunião de todos os jovens; porque até o marido com a mulher serão presos, e o velho com o que está cheio de dias.

Esta era a situação em que Judá estava e na qual faltava o equilíbrio.

Faltava temperança.

Desde os meninos até aos anciãos todos perderam o equilíbrio, que pode ser medido pela falta ou quebra de princípios ou regras moralizadoras, naturais, não são regras apenas escritas, mas aquelas as quais Paulo fala que estão no coração.

O texto em tela, capítulo 35 é um Apêndice histórico [34.1-35.19], que inclui:

Advertência a Zedequias 34.1-7

Revogada a libertação de escravos 34.8-22

Recabitas e Israel.

Na História de Jeremias, os Recabitas foram os poucos que estiveram como amigo do profeta Jeremias em seu Ministério Profético.

Em nosso estudo sobre Jeremias incluímos os Recabitas como tais, suas origens, sua forma de agir, porque eles se comportaram assim por décadas, e mais, porque foram incluídos no seio de Israel.

Dentro do compêndio de profecias do profeta Jeremias no Estudo acima citado, colocamos como Tema, os capítulos 30-35, como O Livro da Esperança.

É neste trecho profético-histórico, aonde encontramos estes amigos e leal ao Senhor, um grupo dentro de Israel aos quais Deus usa numa tentativa para criar emulação a seu povo – Judá.

Recabitas:

O exemplo dos recabitas 35.1-19

Temperança não se perde com o Tempo.

Temperança se solidifica com o Tempo.

Quem eram os recabitas:

-Eram uma ordem religiosa fundada no século IX aC;

-Eram nômades

Em 2 Rs 10.15,23, vemos como se iniciou a prática de não provarem ou comerem ou beberem nada proveniente da vide [videira,parreira] nenhum alimento advindo de uva.

Se formos estudar a origem deste povo, chegaremos a Jetro, sogro de Moisés. Jz 1:16

Queneu – ferreiro.1Sm15.6.

Permaneceram por 250 anos no mesmo propósito do seu fundador Jonadabe, e agora, nos tempos de Jeremias, Deus os usa para criar um contraste moral com o seu Povo, usando Jeremias, mais uma vez, com uma profecia simbólica, no caso um simbolismo exemplar, de que era possível continuadamente seguir ao senhor com equilíbrio sem se deixar levar pelo entorno social decaído.

O Fato:

Jeremias chama todos os recabitas a uma das salas do templo, em Jerusalém, colocar diante deles jarras de vinho e convida-los a beberam aquele vinho. A resposta dos descendentes de Jonadabe foi surpreendente e é relatada em Jr 35:6-11.

Mais de duzentos anos depois, aquela família era fiel às instruções de seu líder.

6 Porém eles disseram: Não beberemos vinho, porque Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, nos ordenou, dizendo: Nunca jamais bebereis vinho, nem vós nem vossos filhos; Não edificareis casa, nem semeareis semente, nem plantareis vinha, nem a possuireis; mas habitareis em tendas todos os vossos dias, para que vivais muitos dias sobre a face da terra, em que vós andais peregrinando. Obedecemos, pois, à voz de Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, em tudo quanto nos ordenou; de maneira que não bebemos vinho em todos os nossos dias, nem nós, nem nossas mulheres, nem nossos filhos, nem nossas filhas; Nem edificamos casas para nossa habitação; nem temos vinha, nem campo, nem semente. Mas habitamos em tendas, e assim obedecemos e fazemos conforme tudo quanto nos ordenou Jonadabe, nosso pai.11 Sucedeu, porém, que, subindo Nabucodonosor, rei de Babilônia, a esta terra, dissemos: Vinde, e vamo-nos a Jerusalém, por causa do exército dos caldeus, e por causa do exército dos sírios; e assim ficamos em Jerusalém.

Mesmo com o Profeta Jeremias, sendo usado por Deus colocando-os a prova eles se mantiveram em sua virtude-temperança.

Esta qualidade dos recabitas vem desde o início de sua história.

Ou seja, eram gente equilibrada e de confiança.

Na Definição, acima, encontramos o uso correto para esta Lição 10:

s.f. Virtude que modera os desejos, as paixões. Sobriedade no consumo de alimentos e bebidas.

Ou:

"Moderar a atração dos prazeres, assegura o domínio da vontade sobre os instintos”.

A História destes recabitas é um exemplo advindo desde os tempos heróicos de suas ações.

“A temperança é um dos maiores prazeres”.- Goethe

Podemos dizer que os recabitas tinham prazer em viver em temperança, moderados, equilibrados.

Eles nos deixaram um legado, em meio a uma situação de descontrole nacional, litúrgico ou ministerial, vividos intensamente em Judá nos mostram como superar pessoalmente estes desmandos.

Os Apóstolos Pedro e Paulo usaram este tema para ensinar aos cristãos terem uma vida equilibrada e santa.

Em 2 Pedro 1.5-7. E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, E à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, E à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade.

Pedro liga Promessa a ser alcançada a estes valores morais e pessoais.

Assim, pois, devemos ter Temperança para alcançar a promessa.

Foi o que Israel estava perdendo ao deixar o exemplo do Recabitas.

Muito embora, estes se mantivessem firmes Israel preferiu seguir seus ‘loucos’ ensinadores, o que lhes levaria, ao miserável cativeiro por 70 anos, na Babilônia.

Não atrase a Benção de Deus por falta de Temperança!

Paulo nos fala sobre a temperança como fruto do Espírito.

1Co 6:12 - Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.

Paulo disse que tudo lhe era permitido, mas nem tudo lhe era conveniente.

Mas, ele tinha controle sobre tudo e principalmente sobre sua vida pessoal.

Temos este Controle?

Se tivermos, somos temperantes, se não seremos como Judá, impulsivos, insubordinados e finalmente desequilibrados.

Conveniência e Equilíbrio:

Conveniência anda junto com equilíbrio que anda junto, com Temperança – Moderação.

Col 4:6 - A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um.

Rom 12:3 - Porque pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um.

Paulo nos fala em Gálatas 5:22 - Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.

Atos 24.24,25. E alguns dias depois, vindo Félix com sua mulher Drusila, que era judia, mandou chamar a Paulo, e ouviu-o acerca da fé em Cristo. E, tratando ele da justiça, e da temperança, e do juízo vindouro O Presidente -‘O potentíssimo’- Félix, espavorido, respondeu: Por agora vai-te, e em tendo oportunidade te chamarei.

Este texto de atos dos Apóstolos deixa-nos uma Lição, idêntica a do Profeta Jeremias:

-Justiça

-Juízo vindouro

Estão ligados a manutenção e vida em Temperança!

Quando Paulo é levado a Félix - Elê fala de temperança, parece que Félix era impulsivo, e se apavorou ao ouvir desta atitude que deve estar presente, principalmente na personalidade e atitudes dos homens de liderança, se não ficarão apavorados com ficou o Governador ou Presidente Félix.

-É um dos gomos deste fruto, será que você ainda não provou dele.

-Ou se provou esqueceu o sabor?

Será que nós podemos viver, nestes nossos dias de maneira equilibrada seja moralmente ou espiritualmente?

Esta é uma Conclusão das mais simples, desta Lição, pois há muito mais que Deus quer nos falar sobre a Temperança, em nossas vidas.

Lição para vida social:

Não precisamos nos embriagar para dizer, que somos felizes e estamos alegres, o nosso prazer é estar sempre sóbrios.

Fonte:

Dicionário ‘on-line’ de Português.

Espiritualidade Prática.

Gilberto Jr. Gilberto Alves Junior, membro da Igreja Batista da Água Branca-SP.

Apontamentos do autor

Bíblia Plenitude

Bíblia digital – cortesia Tio Sam

Itineraires no. 250, Fev/81

Permanência

domingo, abril 18

UM NOVO REFORMADOR NA IGREJA CATÓLICA?

TEÓLOGO CATÓLICO RECONHECIDO ATACA A AUTORIDADE DE DOM RATIZINGER – BENTO XVI.

UM NOVO REFORMADOR NA IGREJA CATÓLICA?

VENTO CONTRA.

‘A Igreja está na pior crise de credibilidade desde a Reforma’, afirma Hans Küng ao justificar sua mensagem ao episcopado mundial.

Veja os seis pontos defendidos por Hans Küng:

1. Não se calem:

2. Comecem a reforma:

3. Ajam de maneira colegiada:

4. A obediência incondicional só é devida a Deus:

5. Trabalhem por soluções regionais:

6. Peçam um Concílio

At. 15. 1 Então alguns que tinham descido da Judéia...não podeis ser salvos.2 Tendo Paulo e Barnabé contenda..., os irmãos resolveram que Paulo e Barnabé e mais alguns dentre eles subissem a Jerusalém, aos apóstolos e aos anciãos, por causa desta questão....4 E, quando chegaram a Jerusalém, foram recebidos pela igreja e pelos apóstolos e anciãos[....]6 Congregaram-se pois os apóstolos e os anciãos para considerar este assunto.7 E, havendo grande discussão, levantou-se Pedro e disse-lhes: Irmãos, bem sabeis que já há muito tempo Deus me elegeu dentre vós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho e cressem.[...] 10 Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?11 Mas cremos que somos salvos pela graça do Senhor Jesus...12 Então toda a multidão se calou e escutava a Barnabé e a Paulo, havia feito por meio deles entre os gentios.13 Depois que se calaram, Tiago, tomando a palavra, disse: Irmãos, ouvi-me:[...]19 Por isso, julgo que não se deve perturbar ...20 mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue.

Sob o Título de: A EPÍSTOLA DA DESOBEDIÊNCIA.

Hans Küng, Decano da ICAR, participante com Dom Ratzinger, de maneira excepcional no Concílio de 1962, realizado pela Igreja, [eram os goldens boys da Teologia, da forte vertente alemã, pelo seu Conhecimento, apesar de Jovens, foram admitidos no Evento...] publicou nesta semana passada uma Carta Aberta, na qual ele expõe feridas abertas e que sangram o cerne da Igreja Católica Apostólica Romana.

Embora seja conhecida a sua posição esta Carta Aberta reabre as feridas da ICAR, após reunião anos atrás entre o Emitente da Carta e Dom Ratzinger – Bento XVI. Apesar do juízo demolidor, H. Küng nunca abandonou a Igreja e se manteve fiel ao sacerdócio.

Nota: os dois trabalharam como peritos auxiliando os bispos alemães. Logo no início do pontificado de João Paulo II, Küng teve sua licença de teólogo cassada pelo Vaticano. Ele pôde continuar lecionando em Tubinga [Tübingen], mas não como teólogo católico.

Nesta Carta ele admite os vários problemas da ICAR.

1-Maior Crise da Igreja desde 1517 aC

2-Isolamento de Dom Ratzinger

3-Falta de comunicação de Dom Ratzinger .[Ele foi um teólogo avançado na época do Concílio. Depois, teve outra postura à frente da Congregação para a Doutrina da Fé (Tribunal da Santa inquisição), sob as ordens de Wojtyla.]

Impedimento do Vaticano em realizar Concílios a cada 5 anos

4-Necessidade de Reforma

5-Falta de Renovação da ICAR – “a política de restauração de Bento fracassou...

6-Dificuldade de Dom Ratzinger em abrir a Liturgia para o povo ouvir e entender as Missas

7-Igrejas vazias

8-Ignorancia dos seguidores da ICAR: “quando o público é mantido na ignorância...

9-Esvaziamento e perda de seus seguidores – “Mesmo os encontros papais com a juventude, frequentados sobretudo por grupos carismáticos conservadores, não conseguiram conter a drenagem dos que saem da Igreja...

10-Opinião de Hans é contrária a de Dom Ratzinger no controle de natalidade, no caso específico da África devido a disseminação da SIDA [AIDS];uso de preservativos

11-A questão do Celibato – Consagrado e referendado pó papa Paulo VI, em Encíclica Papal.

12-A Censura a toda voz que se levanta é reprimida pela Cúria que obedece cegamente a Dom Ratzinger. [leia-se ela foi agente para eleição politizada de Dom Ratzinger]

13-Critica a Pompa e riqueza e o uso da Mídia por Dom Ratzinger

14-Questiona a Infalibilidade PAPAL

15-Ataca a questão da Pedofilia – a segunda maior crise da ICAR na Era Moderna

Leia Trechos:

1-“COM A VOLTA À POMPA E AO ESPETÁCULO absorvendo a atenção da mídia, as forças reacionárias em Roma TENTARAM NOS APRESENTAR COMO UMA IGREJA FORTE CHEFIADA POR UM "VIGÁRIO DE CRISTO" ABSOLUTO que combina os poderes legislativo, executivo e judiciário da Igreja em suas mãos apenas.”

2-“ ELE O FEZ NO SENTIDO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS, EM QUE PEDRO NÃO AGIA SOZINHO SEM O COLÉGIO DOS APÓSTOLOS...”

Incita aos Clérigos da ICAR a Iniciar a Reforma, de baixo para cima!

Incita claramente a desobediência, ao indicar o Caminho de tomar decisões colegiadas, decisões regionais, em cada local, iniciar um Movimento para Convocação de um Concílio! Ele cita Pedro e Atos dos Apóstolos, para estas afirmações quanto ao Concílio -

EPÍSTOLA DA DESOBEDIÊNCIA

Em carta aberta aos bispos, teólogo questiona a fidelidade incondicional ao papa e diz que ele deixou de renovar a Igreja.

17 de abril de 2010 | 16h 00

Veneráveis bispos:

Joseph Ratzinger, atual papa Bento XVI, e eu éramos os mais jovens teólogos no Concílio Vaticano II (1962-1965).

Agora somos os mais velhos e os únicos ainda em plena atividade.

Sempre entendi meu trabalho teológico como um serviço prestado à Igreja Católica Romana. Por essa razão, por ocasião do quinto aniversário da eleição do papa Bento XVI, faço este apelo a vocês numa carta aberta. Ao fazê-lo, sou motivado por meu profundo respeito por minha Igreja, que agora se encontra envolvida na pior crise de credibilidade desde a Reforma. Queiram me desculpar pela forma de carta aberta. Infelizmente, não tenho outro meio para alcançá-los.

Minhas esperanças e as de tantos católicos de que o papa pudesse encontrar seu caminho para promover uma renovação em curso da Igreja e uma reaproximação ecumênica no espírito do Concílio Vaticano II infelizmente não se confirmaram.

Seu pontificado mais perdeu que aproveitou oportunidades. Perdeu-se a oportunidade de reaproximação com as igrejas protestantes; de uma reconciliação duradoura com os judeus - em vez disso, recolocou bispos notoriamente antissemitas e cismáticos em comunhão com a Igreja; de um diálogo com muçulmanos numa atmosfera de confiança mútua; de reconciliação com os povos indígenas colonizados da América Latina; de ajudar os povos da África permitindo o uso do controle da natalidade para combater a superpopulação e preservativos para combater a disseminação do HIV. Perdeu-se a oportunidade de fazer do espírito do Concílio Vaticano II a bússola de toda a Igreja Católica.

Este último ponto, respeitáveis bispos, é o mais sério de todos. Por diversas vezes, este papa acrescentou qualificativos aos textos conciliares e os interpretou contra o espírito dos padres do Concílio:

- Trouxe os bispos da tradicionalista Sociedade Pio X de volta à Igreja sem nenhuma precondição;

- Promove a Missa Tridentina medieval por todos os meios possíveis;

- Recusa-se a pôr em vigor a reaproximação com a Igreja Anglicana, exposta em documentos oficiais pela Comissão Internacional Anglicana-Católica Romana;

- Reforçou ativamente as forças anticonciliares na Igreja nomeando funcionários reacionários para postos-chave na Cúria, enquanto nomeava bispos reacionários por todo o mundo.

O papa Bento XVI parece cada vez mais afastado da vasta maioria dos membros da Igreja que presta cada vez menos atenção a Roma e, na melhor hipótese, se identifica somente com seu pároco ou bispo local.

Sei que muitos de vocês estão aflitos com essa situação. Em sua política anticonciliar, o papa recebe pleno apoio da Cúria Romana. A Cúria é competente para reprimir críticas no episcopado e na Igreja como um todo e para desacreditar críticos por todos os meios a sua disposição.

Com a volta à pompa e ao espetáculo absorvendo a atenção da mídia, as forças reacionárias em Roma tentaram nos apresentar como uma Igreja forte chefiada por um "Vigário de Cristo" absoluto que combina os poderes legislativo, executivo e judiciário da Igreja em suas mãos apenas. Mas a política de restauração de Bento fracassou. Todos os seus aparecimentos espetaculares, viagens demonstrativas e declarações públicas não conseguiram influenciar as opiniões da maioria dos católicos em questões controversas. Isso é particularmente verdadeiro com respeito a questões de moralidade sexual. Mesmo os encontros papais com a juventude, frequentados sobretudo por grupos carismáticos conservadores, não conseguiram conter a drenagem dos que saem da Igreja nem atrair mais vocações para o sacerdócio.

Vocês em particular, como bispos, têm razões para um profundo pesar: dezenas de milhares de padres renunciaram ao ministério desde o Concílio Vaticano II, a maioria em razão da regra do celibato. Vocações para o sacerdócio, mas também para ordens religiosas, irmandades e irmandades laicas estão em queda - não só quantitativamente como qualitativamente. A resignação e a frustração estão se espalhando rapidamente tanto pelo clero como pelos leigos atuantes. Muitos sentem que foram abandonados com suas necessidades pessoais e muitos estão profundamente deprimidos com a situação da Igreja. Em muitas de suas dioceses é a mesma história: igrejas cada vez mais vazias, seminários vazios e paróquias vazias. Em muitos países, em razão da falta de padres, cada vez mais paróquias estão sendo fundidas, com frequência contra a vontade de seus membros, em "unidades pastorais" maiores em que os poucos pastores sobreviventes ficam absolutamente sobrecarregados. Isso é antes uma falsa reforma da Igreja que uma reforma de fato!

E agora, por cima dessas crises, surge um escândalo que clama ao céu - a revelação do abuso clerical de milhares de crianças e adolescentes, primeiro nos Estados Unidos, depois na Irlanda, e agora na Alemanha e outros países. E para piorar as coisas, o tratamento dado a esses casos deu lugar a uma crise de liderança sem precedente e um colapso da confiança na liderança da Igreja.

As consequências de todos esses escândalos para a reputação da Igreja Católica são desastrosas. Líderes importantes da Igreja já admitiram isso. Numerosos pastores e educadores inocentes e comprometidos estão sofrendo com o estigma da suspeita que agora se estende sobre a Igreja.

Vocês, reverendos bispos, precisam enfrentar a questão: que acontecerá com nossa Igreja e suas dioceses no futuro? Não é minha intenção esboçar um novo programa de Reforma da Igreja. Isso eu já fiz muitas vezes tanto antes como depois do Concílio. Desejo apenas lhes apresentar seis propostas que estou convencido de que são apoiadas por milhões de católicos que não têm voz na atual situação.

1. Não se calem: mantendo o silêncio ante tantas ofensas graves vocês também se mancham com a culpa. Quando sentirem que certas leis, diretrizes e medidas são contraproducentes, vocês devem dizê-lo em público. Enviem a Roma não profissões de sua devoção, mas apelos em favor da reforma!

2. Comecem a reforma: muitos na Igreja e no episcopado se queixam de Roma, mas eles próprios não fazem nada. Quando pessoas não frequentam mais a igreja numa diocese, quando o público é mantido na ignorância sobre as necessidades do mundo, quando a cooperação ecumênica é reduzida ao mínimo, então a culpa não pode ser simplesmente atribuída a Roma. Quer sejam bispos, padres, leigos ou leigas - todos podem fazer algo pela renovação da Igreja dentro da própria esfera de influência, seja ela grande ou pequena. Muitas das grandes realizações que ocorreram nas paróquias individuais e na Igreja em geral devem sua origem à iniciativa de um indivíduo ou de um pequeno grupo. Como bispos, vocês deveriam apoiar essas iniciativas e, especialmente considerando a situação presente, deveriam responder às justas queixas dos fiéis.

3. Ajam de maneira colegiada: após debates acalorados e contra a persistente oposição da Cúria, o Concílio Vaticano II decretou a colegialidade do papa e dos bispos. Ele o fez no sentido dos Atos dos Apóstolos, em que Pedro não agia sozinho sem o colégio dos apóstolos. Na era pós-conciliar, porém, o papa e a Cúria ignoraram esse decreto. Dois anos apenas após o Concílio, o papa Paulo VI emitiu sua encíclica defendendo a controversa lei do celibato sem nenhuma consulta aos bispos. Desde então, a política papal e o magistério papal continuaram agindo da velha maneira não colegial. Mesmo em matérias litúrgicas, o papa governa como um autocrata sobre e contra os bispos. Ele fica feliz de se cercar deles desde que não sejam mais que figurantes no palco, sem nenhuma voz nem direito de voto. É por isso que, veneráveis bispos, vocês não deveriam agir sozinhos, mas na comunidade dos outros bispos, dos padres e dos homens e mulheres que constituem a Igreja.

4. A obediência incondicional só é devida a Deus: embora em sua consagração episcopal vocês tenham tido de fazer um juramento de obediência ao papa, sabem que a obediência incondicional não deve jamais ser prestada a nenhuma autoridade humana; ela só é devida a Deus. Por essa razão, vocês não deveriam se sentir impedidos por seu juramento de falar a verdade sobre a crise atual que enfrentam a Igreja, sua dioceses e seu país. Seu modelo deveria ser o apóstolo Paulo, que ousava discordar de Pedro como em "resisti-lhe francamente, porque era censurável"! (Gálatas 2:11). Pressionar as autoridades romanas no espírito da fraternidade cristã pode ser permissível e até necessário quando elas não se colocam à altura do espírito do Evangelho e de sua missão. O uso do vernáculo na liturgia, as mudanças dos regulamentos que governam casamentos mistos, a afirmação de tolerância, democracia e direitos humanos, a abertura para uma atitude ecumênica, e muitas outras reformas do Vaticano II só foram alcançados pela pressão tenaz de baixo para cima.

5. Trabalhem por soluções regionais: o Vaticano com frequência tem feito ouvidos surdos a demandas bem fundamentadas do episcopado, dos padres e da laicidade. Isso é mais razão ainda para se buscar soluções regionais sábias. Como todos vocês sabem, a regra do celibato, que foi herdade da Idade Média, representa um problema particularmente delicado. No contexto atual do escândalo dos abusos sexuais, a prática tem sido cada vez mais posta em questão. Contra a vontade expressa de Roma, uma mudança pareceria pouco possível; mas não há razão para uma resignação passiva. Quando um padre, após considerações maduras, deseja se casar, não há razão porque ele deva renunciar automaticamente a seu ministério quando seu bispo e sua paróquia ficarem do seu lado. Conferências episcopais individuais poderiam tomar a frente com soluções regionais. Seria melhor, porém, buscar uma solução para toda a Igreja, portanto.

6. Peçam um Concílio: assim como a conquista da reforma litúrgica, liberdade religiosa, ecumenismo e diálogo entre religiões requereu um concílio ecumênico, agora é necessário um concílio para resolver a escalada de problemas que pede uma reforma. No século anterior à Reforma, o Concílio de Constança decretou que concílios deveriam ser realizados a cada cinco anos. Mas a Cúria Romana conseguiu contornar essa decisão. Está fora de dúvida que a Cúria, temendo uma limitação de seu poder, faria qualquer coisa a seu alcance para impedir a realização de um concílio na presente situação. Assim, cabe a vocês promoverem o apelo por um concílio ou ao menos por uma assembleia representativa de bispos.

Com a Igreja em crise profunda, este é meu apelo a vocês, veneráveis bispos: ponham em ação a autoridade episcopal que foi reafirmada pelo Concílio Vaticano II. Nesta situação urgente, os olhos do mundo estão voltados para vocês. Incontáveis pessoas perderam sua confiança na Igreja Católica. Somente admitindo aberta e honestamente esses problemas e realizando resolutamente as reformas necessárias a confiança poderá ser recuperada. Com o devido respeito, eu lhes rogo que façam a sua parte - com seus colegas bispos até onde for possível, mas também sozinhos se preciso for - no "destemor" apostólico (Atos 4:29, 31). Deem a seus fiéis sinais de esperança e encorajamento e deem a nossa Igreja uma perspectiva para o futuro.

Com calorosas saudações na comunidade da fé cristã,

Do seu, Hans Küng

* Hans Küng, teólogo suíço, é escritor e professor emérito de teologia ecumênica na universidade tübingen, alemanha, escreveu este artigo para o New York Times

_Tradução de Celso M. Paciornik

Estadão – 18/04/2010.

Quem é Hans Küng:

Hans Küng (Suíça, 19 de março de 1928) é um teólogo suíço, filósofo, professor de teologia, escritor e sacerdote católico romano.

Küng estudou teologia e filosofia na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roi. Foi ordenado sacerdote em 1954. Continuou a sua educação em várias cidades européias, incluindo Sorbonne em Paris. Sua tese doutoral foi "Justificação: A doutrina de Karl Barth e uma reflexão católica".

Em 1960, Küng foi nomeado professor de teologia na Universidade Eberhard Karls em Tübingen, Alemanha. Juntamente com o seu colega Joseph Ratzinger (futuro Papa Bento XVI), foi apontado como perito pelo Papa João XXIII como consultor teológico para o Concílio Vaticano II.

No final da década de 1960, Küng iniciou uma reflexão rejeitando o dogma da Infalibilidade Papal, publicada no livro Infallible? An Inquiry ("Infalibilidade? Um inquérito") em 18 de janeiro de 1970.

Em conseqüência disso, em 18 de dezembro de 1979, foi revogada a sua licença pela Igreja Católica Apostólica Romana de oficialmente ensinar teologia em nome dela, mas permaneceu como sacerdote e professor em Tübingen até a sua aposentadoria em 1996.

Em 26 de setembro de 2005, ele e o Papa Bento XVI surpreenderam ao encontrar-se para jantar e discutir teologia.

Küng defende o fim da obrigatoriedade do celibato clerical, maior participação laica e feminina na Igreja Católica, retorno da teologia baseada na mensagem da Bíblia.

A UNIVERSIDADE DE TUBINGA;

A Universidade de Tubinga (nome original: Eberhard Karls Universität Tübingen, também conhecida como "Eberhardina") é uma universidade pública localizada na cidade de Tübingen (Baden - Württemberg, Alemanha).

É uma das universidades mais antigas da Alemanha, com reconhecimento internacional nos campos da Medicina, as Ciências Naturais e as Humanidades. Tübingen é uma das cinco clássicas cidades universitárias na Alemanha.

A Universidade está constituída por 14 faculdades, algumas das quais estão subdivididas em departamentos.

  • Teología Protestante.
  • Teología Católica.
  • E outros...

Alguns de seus Principais Professores de Teologia ao longo dos anos:

  • Karl Barth, teólogo cristão suíço
  • Dietrich Bonhoeffer, teólogo luterano, pastor e opositor ao regime Nazista
  • Paul S. Fiddes, Professor de Teología Sistémica e Director do Regent's Park College, Universidade de Oxford
  • Walter Kasper, cardeal da Igreja Católica Romana
  • Hans Küng, teólogo católico romano, crítico com a doutrina católica (actualmente vetado no ensino de Teología Católica Romana)
  • Benedicto XVI Papa, dantes conhecido como Cardeal Joseph Ratzinger
  • Charles-Frédéric Reinhard, político
  • Philip Schaff, historiador da Igreja
  • Miroslav Volf, teólogo cristão na Universidade de Yale
  • Jan Paulsen, presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia

Fonte:

Wikipédia

Wikilingue

Estadão

EFE

Várias fontes

quinta-feira, dezembro 31

A Defesa do Apostolado de Paulo. Lição 1 – CPAD – 1º Trimestre - 2010

Desejo a todo[a]s um Feliz ano Novo, com todas as Bênçãos celestiais em Jesus Cristo.

ISAÍAS 6.1. No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do seu manto enchiam o templo.

A Defesa do Apostolado de Paulo.

Lição 1 – CPAD – 1º Trimestre - 2010 – Autor: Osvarela

Texto Áureo:

II Co.1.5. Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também a consolação sobeja por meio de Cristo.

Leitura Bíblica em Classe:

II Co.1.12-14; 10.4,5.

Pequeno glossário:

A referência à autoridade é descrita através da palavra arché, que expressa um poder antigo, enraizado e carismático.

Mestres da palavra -os didáscalos.

Apto para ensinar - Mestre - Ensinador - Pastor é um ensinador. - Efésios 4:11.

Exousia- é uma palavra usada com muita freqüência no Novo Testamento. A rigor é traduzida como "autoridade". Contudo, geralmente era empregada num contexto político (cf. Rm 13.1-3).

O Assunto da Lição 1 e o assunto da Lição 10:

É necessário lembrar e separar esta lição da lição de número 10 – A Defesa da Autoridade Apostólica de Paulo.

Esta nos fala sobre a imposição no seio da igreja do apostolado de Paulo, aquela nos falará, que uma vez estabelecida a regra do apostolado de Paulo, segue a luta na Defesa da autoridade espiritual pessoal sobre a Igreja, e Autoridade de seus Escritos, além da sua autoridade como Apóstolo em se posicionar, como veremos posteriormente.

EXÓRDIO:

Início de uma nova jornada para nós, que amamos a EBD.

Início com um novo tema paulino.

Sob a pena destra do Pastor Elienai Cabral, a Casa nos traz, mais um trimestre de ensinos da Verdade.

O Tema do Trimestre:

II Co.12.15. “Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas”.

É o que eu preciso e a Igreja precisa, se deixar gastar como Paulo, O Apóstolo dos gentios.

Após estudarmos no ano de 2009, sobre a Primeira Epístola do Apóstolo Paulo aos Corintíos, estudaremos, agora, a Segunda Epístola do Apóstolo Paulo aos moradores de Corinto.

Indico aos meus leitores os textos publicados com base na I Epístola aos Corintíos, em nossa página.

Lá você encontrará dados geográficos, e dados sócio-econômicos da sociedade de Corinto, à época na qual, o Apóstolo Paulo escreveu aos irmãos daquele importante sítio da Acaia.

Texto reflexivo:

Gl.1.1,10-12. Paulo, apóstolo (não da parte dos homens, nem por intermédio de homem algum, mas sim por Jesus Cristo, e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos)[...] Pois busco eu agora o favor dos homens, ou o favor de Deus? ou procuro agradar aos homens? se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo[...] o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens; porque não o recebi de homem algum, nem me foi ensinado; mas o recebi por revelação de Jesus Cristo.

- A Relação de Paulo com a Igreja em Corinto:

Eis aí um tema borbulhante na Igreja Primitiva Apostólica, as relações de Paulo com a Igreja dos Coríntios, foi uma verdadeira relação dura e de amor de Paulo com os de Corinto, no entanto suas Epístolas mostram, uma relação muito próxima de todos, podendo descrever detalhes e nomes de membros daquela Igreja.

Nesta Epístola Paulo abre, como em nenhuma outra Epístola, os seus sentimentos pessoais, os quais ficam aflorados e destacados nesta Epístola.

Sejam:

-Sentimentos do homem.

-Sentimentos do pastor.

-Sentimentos do Apóstolo

-Sentimentos do cristão.

Eles haviam usado o partidarismo para atacá-lo ele os acusavam, a despeito de suas qualidade, de :

-Leviandade – II Co. 1.17.

-Carnal – II Co. 1.17;10.2

-Entristecedor de algumas almas – II Co.2.2

-Fala aos que o querem comparar aos falsificadores da Palavra – II Co.2.17

-Covarde quando estava em Corinto – II Co.1. 32; 10.10.b

-Um trovão quando escrevia – II Co.10.10 a

-Desprezível – II Co. 10.10.b

-Fraco – II Co.13.9

-Reprovado – II Co.13.6

-Jactancioso -10.8,15

-Enganador -12.16

-Desonesto - e insinuavam que gastava em proveito próprio o dinheiro que lhe era confiado (8.20-23).

Muito embora, ao escrevê-la tivesse consciência que a maioria dos de Corinto, haviam entendido suas cartas anteriores.

E estivesse escrevendo com esta certeza, ele procura alinhar as coisas numa posição pastoral e Apostólica.

Nela ela, é destaque, a questão-chave é o comissionamento de Paulo como Apóstolo.

Esta Epístola passa a ser uma Epístola judicial, como considera George A. Kennedy, classificando-a de “Retórica judicial”.

Kennedy sugere que 2 Co 2.14-17 seja a proposição básica feita por Paulo nesta carta. Esta proposição, por sua vez, estaria dividida em três afirmações: 1) agimos com sinceridade; 2) somos comissionados por Deus; 3) em Cristo falamos na presença de Deus. Estes três pontos, segundo Kennedy, encontram sua “prova” no texto que segue - de 3.4 a 6.13.”

É em II Coríntios que Paulo desfia, ousadamente, detalhes de seu ministério dado por Jesus Cristo, em Revelação e muitas vezes, não é ouvido e precisa ser duro, imodesto, exaltado, insubmisso, mas amoroso, para o bem da Igreja.

É nela que Paulo fala aos seus adversários e murmuradores, com autenticidade do caráter cristão.

É preciso uma releitura de II Co. 5.16. Aqui o Apóstolo se mostra por inteiro consciente da sua própria posição Apostólica, com consciência espiritual plena, de que de fato, o é.

Ele revela o conhecimento de Cristo em carne e no nível glorificado que se apresentara aos outros Apóstolos e discípulos.

-Nesta II Epístola aos de Corinto, Paulo abre o seu coração e faz saber a todos os de Corinto, por quais sofrimentos ele passou, os quais lhe dão um robustecimento, sem tese, mas empírico, do Seu Apostolado, chegando a afirmar:

”vs.16 Outra vez digo: ninguém me julgue insensato; mas se assim pensais, recebei-me como insensato mesmo, para que eu também me glorie um pouco.”

Compara-os aos de outros Apóstolos, hebreus como ele, deixa a modéstia e se diz insensato, pelo falar, mas sem modéstia, deixada, neste momento de lado, mostra que se os Apóstolos do Colegiado, sofreram danos pessoais e físicos em Jerusalém, estiveram presos, em fuga...ele também tivera duros embates com as autoridades, por causa do Evangelho e ainda coloca o testemunho de Deus como prova de suas palavras.

II Co. 11. 21.-31. Falo com vergonha, como se nós fôssemos fracos; mas naquilo em que alguém se faz ousado, com insensatez falo, também eu sou ousado. São hebreus? também eu; são israelitas? também eu; são descendência de Abraão? também eu; são ministros de Cristo? falo como fora de mim, eu ainda mais; em trabalhos muito mais; em prisões muito mais; em açoites sem medida; em perigo de morte muitas vezes;dos judeus cinco vezes recebi quarenta açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio[...], em perigos dos da minha raça, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejuns muitas vezes, em frio e nudez.Além dessas coisas exteriores, há o que diariamente pesa sobre mim, o cuidado de todas as igrejas. [...]Se é preciso gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza. O Deus e Pai do Senhor Jesus, que é eternamente bendito, sabe que não minto.

II Co. 5.16,17,18. Nós, portanto, doravante não mais conhecemos a ninguém segundo a carne; e, se todavia temos conhecido a Cristo segundo a carne, contudo, agora já não o conhecemos assim desse modo. Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. Mas todas as coisas provêm de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Cristo, e nos confiou o ministério da reconciliação;

Ele aponta apara isto e o faz, como a dizer: “vamos por um ponto final nesta história, Jesus Cristo, quanto a Cristo, já está glorificado e não mais em carne e mesmo que o tivéssemos conhecido em carne [lembrando que Paulo e Pedro eram parelhos em idade] já neste tempo ele se apresenta em corpo glorioso a quem quer, e da cada um ministério”.

INTRODUÇÃO:

Faremos um breve discurso sobre a questão apostolar, passando desde o entendimento, do que significa, por textos de Paulo, pela Formação inicial e Crística do Apostolado, pela Inclusão ou Substituição de apóstolo no Colégio Apostólico, e a preocupação e dificuldade da aceitação de Paulo como Apóstolo.

Os apóstolos, na derivação do verbo grego apostelôo (enviar) são aqueles que foram “enviados” em missão; alguém designado para cumprir algum mandato especial.

A palavra Apóstolo envolve no seu bojo etimológico e na sua literalidade, uma definição de enviado.

Após estudar a Palavra de Deus, encontro um momento especial no Ministério de Jesus, no qual ele, após um período de Oração desce do monte, com a decisão de formar o seu Apostolado, era chegado o momento de hierarquizar seus discípulos, nomeando lideranças.

Naquele encontro, após a sua oração ao Pai, Jesus desce tendo em seu coração, uma definição, que seria fundamental, à implantação da Igreja.

Seria o grupo, que pela sua escolha formaria, a base de comando e regência espiritual da Igreja, após a sua ascensão aos céus.

Entenda que discípulo, até aquele momento era uma multidão de seguidores, incluindo as santas mulheres que o seguiam.

Jesus desce com seu Ministério Apostólico definido, não que ele não soubesse a quem escolheria, mas na obediência ao Pai, consulta-o, pelo mesmo princípio eternal, que determinou no coração de Deus o projeto da instituição da Igreja e sua vinda com o propósito de implantar um novo tempo, de plenitude da salvação dos homens.

É assim, que encontramos o início do Apostolado entre os homens: ele foi iniciado por Jesus dentre os seus discípulos.

Jesus é depositário de toda a autoridade espiritual do Pai, e está apto a delegá-la à sua Igreja. Ele aparece, durante sua vida pública, como depositário de uma exousia, uma autoridade singular, ao pregar (cf. Mt 7,29), ao perdoar pecados (cf. Mt 9,6), ao revelar-se “o Senhor do sábado” (cf. Mc 2,38), ordenar calma ao mar e ao vento, ou seja, poder sobre as forças do Universo,etc. Trata-se de poder inteiramente espiritual ...do Filho de Deus, enviado..., diante do qual os judeus levantam uma questão essencial: “De onde lhe vem a autoridade para fazer tais coisas...” (cf. Mt 21,23)”.Neste parágrafo, parte do Texto é compilado de Recanto das Letras – Uol - Dr A.M.Galvão- biblista –

A Escolha:

Lc.6.13. E, quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos:

Mt.10.2-5. ...os nomes dos doze apóstolos são: O primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Felipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu;Simão Cananeu, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu. A estes doze enviou Jesus

Jesus Cristo Instruindo ao seu Apostolado;

At.1.2. Até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera;

Mc.6.30. E os apóstolos ajuntaram-se a Jesus, e contaram-lhe tudo, tanto o que tinham feito como o que tinham ensinado.

Ser Apóstolo significa estar preparado para todo tipo de ataque:

Lc.11.49. Por isso diz também a sabedoria de Deus: Profetas e apóstolos lhes mandarei; e eles matarão uns, e perseguirão outros;

Mulheres que acompanharam os Apóstolos:

Lc. 24.10. E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago, e as outras que com elas estavam, as que diziam estas coisas aos apóstolos.

I - Apostolado:

Textos bíblicos – suporte.

Início, inclusão e Paulo:

Paulo já houvera escrito sobre a sua posição apostolar, ao pedir à Igreja, meios e direitos idênticos aos demais Apóstolos.

Veja estes textos bíblicos da Sua primeira Carta Epistolar aos de Corinto, sobre Paulo e seu Apostolado:

I Co.4. 9. Porque tenho para mim, que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, tanto a anjos como a homens.

I Co. 9. 1,2,5. Não sou eu livre? Não sou apóstolo? Não vi eu a Jesus nosso Senhor? Não sois vós obra minha no Senhor? Se eu não sou apóstolo para os outros, ao menos para vós o sou; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor. Não temos nós direito de levar conosco esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?

I Co. 15. 7,9. depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos; e por derradeiro de todos apareceu também a mim, como a um abortivo.Pois eu sou o menor dos apóstolos, que nem sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a igreja de Deus. Defendendo ter estado com Jesus, da mesma maneira que os outros Apóstolos e discípulos,viram ao Cristo Glorificado após a sua morte, eles também apareceu a Paulo, diz ele.

II - Relação dos Apóstolos-Discípulos:

Chamarei de Apóstolos-discípulos aqueles que foram chamados dentre os discípulos de Jesus ao pé do Monte, onde orou para escolhê-los.

A relação abaixo, refere-se aos que estavam juntos após a morte de Jesus e do seu traidor Judas Iscariotes.

At. 1.13. E, entrando, subiram ao cenáculo, onde habitavam Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, irmão de Tiago.

A Substituição no Colégio Apostólico:

Junte-se o texto abaixo e nós veremos a dificuldade da aceitação de Paulo:

At. 1:2 - Até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera;

Os Apóstolos tinham Autoridade diante da Igreja por esta proximidade e Escola discipular de Jesus, eram procurados para dar respostas à Igreja sobre os assuntos do Ministério e Ensino de Jesus Cristo:

Afinal, tinham tido uma Escola de três anos, com Jesus:

At. 2:37. - E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, homens irmãos?

At. 2:42. - E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.

At. 2:43. - E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.

At. 4:33. - E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.

Quando Jesus foi traído por Judas Iscariotes, o Colégio Apostólico ficou diminuído em seu número original, relacionado, por inferência, às promessas de Deus, e ao número original das Tribos de Israel, o que Jesus respeitou, pelo simbolismo, de que ele viera para o povo judeu, em primeiro lugar, como parte da Promessa e Aliança Davídica, a qual Deus jamais se furtará.

O Colégio Apostólico, reúne-se para estudar, pos-mortem de Jesus, agora o Cristo de Deus glorificado, nesta sua nova instalação, pós-ressurreição, como deveria se dar a substituição do Apóstolo traidor.

1- Uma Reunião da Igreja:

At. 1.15-20,22. E naqueles dias, levantando-se Pedro no meio dos discípulos (ora a multidão junta era de quase cento e vinte pessoas) disse:Homens irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo predisse pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam a Jesus;Porque foi contado conosco e alcançou sorte neste ministério.Porque no livro dos Salmos está escrito: Fique deserta a sua habitação, E não haja quem nela habite, Tome outro o seu bispado [Sl.109.8]. É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo[...] Começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição.

Escolhendo sob a direção do Paracleto [se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo predisse pela boca de Davi], os discípulos iniciaram uma reunião administrativa, a primeira reunião do Ministério da Igreja de Jesus Cristo, sem a sua liderança, na qual se discutiu a recomposição do Apostolado.

Notamos que foram colocadas algumas necessidades do novo membro, a ser escolhido:

Está explicitado no próprio texto das Escrituras, na fala de Cefas.

At. 1.21. É necessário, pois, que:

-dos homens que se puserem à escolha:

-conviveram conosco

-todo o tempo

-em que o Senhor Jesus entrou

-e saiu dentre nós,

2 - Outras qualificações dadas pelo Colégio Apostólico, agora convencionado em Concílio Apostólico:

Em Atos 15.26,27. Homens que já expuseram as suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Enviamos, portanto, Judas... e Silas, os quais por palavra vos anunciarão também as mesmas coisas.

At. 1.23. E apresentaram dois: José, chamado Barsabás, que tinha por sobrenome o Justo, e Matias.

24 E, orando, disseram: Tu, Senhor, conhecedor dos corações de todos, mostra qual destes dois tens escolhido,

25 Para que tome parte neste ministério e apostolado, de que Judas se desviou, para ir para o seu próprio lugar.

26 E, lançando-lhes sortes, caiu a sorte sobre Matias. E por voto comum foi contado com os onze apóstolos.

Ministros.At.6.4

Este é um breve perfil do que a Igreja do tempo de Paulo pensava sobre o que era ser um Apóstolo.

Havia um número determinado por Jesus.

3-Havia uma questão fundamental:

Ter acompanhado o Ministério de Jesus em todo o seu período, por isto que Matias e José – O Justo [Barsabás] foi selecionado e escolhido, ele estava dentro do perfil e qualificação necessária, para ser participante da escolha.

Aqui começa a difícil caminhada de Paulo em sua posição apostolar.

Dificultando ao mesmo defendê-la em toda a sua longa jornada ministerial.

Havia um impasse difícil de ser ultrapassado.

O Colégio Apostólico.

-A posição do Apóstolo Pedro.

-A posição dos judaizantes. At.17.13. Mas, logo que os judeus de Tessalônica souberam que a palavra de Deus também era anunciada por Paulo em Beréia, foram lá, e excitaram as multidões.

At.15.1-3. ENTÃO alguns...da Judéia ensinavam assim os irmãos: Se não vos circuncidardes conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos. Tendo tido Paulo e Barnabé não pequena discussão e contenda contra eles, resolveu-se que Paulo e Barnabé, e alguns dentre eles, subissem a Jerusalém, aos apóstolos e aos anciãos, sobre aquela questão. E eles, sendo acompanhados pela igreja, passavam pela Fenícia e por Samaria, contando a conversão dos gentios;

Já neste caso, a posição de Paulo é de insubordinação ou no mínimo, vista como alguém, ainda sob suspeição para defender teses próprias da Igreja ou dos Apóstolos.

III -A Posição da Igreja de Jerusalém.

Atos 15.23,27. ...Os apóstolos e os anciãos, irmãos, aos irmãos dentre os gentios em Antioquia, na Síria e na Cicília, saúde...ouvimos que alguns dentre nós, aos quais nada mandamos, vos têm perturbado com palavras, [...]tendo chegado a um acordo, escolher alguns homens e enviá-los com os nossos amados Barnabé e Paulo,Homens que já expuseram as suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Enviamos, portanto, Judas e Silas [22. homens influentes entre os irmãos], os quais por palavra vos anunciarão também as mesmas coisas. Tendo eles então se despedido, partiram para Antioquia e, ajuntando a multidão, entregaram a carta.

Note que para referendar a decisão de Jerusalém, junto à Igreja de Antioquia, foi-lhe mandado o Ancião Judas, como Representante e enviado especial do Apostolado, assim reforçava-se a figura da autoridade apostólica era o Apostolado quem enviava e quem orientava toda a ação da Igreja.

Paulo, sob as bênçãos do próprio Concílio de Jerusalém, continuou a implantação e expansão da Igreja gentílica, com uma visão antioquena Atos 15. 30, 35. E Paulo e Barnabé ficaram em Antioquia, ensinando e pregando, com muitos outros, a palavra do Senhor.

A Igreja de Antioquia era uma igreja, onde sentavam a mesa dos Ministros, homens de alto padrão espiritual e de conhecimento das Escrituras. At.13.1. E NA igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo.

Era uma Igreja que despontou nos primórdios da Igreja de Jerusalém, com a separação de um diácono daquela cidade;

At.6.5. E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia;

III.a- A desconfiança sobre a sua Chamada:

1-O não reconhecimento da manifestação de Jesus Cristo, a Paulo quando se dirigia à Damasco, como uma prova de sua condição Apostólica foi um dos maiores dissabores, que acompanharam o Apóstolo Paulo.

-Preocupações de Paulo e Seu Apostolado:

Quando estudamos a Epístola aos Corintíos verificamos e entendemos, que uma das preocupações de Paulo é explicitar, logo na saudação inicial da Epístola a sua posição apostolar, segundo a Vontade de Deus:

II Co.1.1. PAULO, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à igreja de Deus, que está em Corinto, com todos os santos que estão em toda a Acaia.

Demonstra uma valoração, ao reconhecimento dos Coríntios pela sua autoridade, muito embora, vá depois, ao longo da Epístola, praticamente se desculpar de ter contristado á alguns da Igreja local.

-Evoca a sua própria consciência:

II Co.1.12,15.Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria carnal, mas na graça de Deus, temos vivido no mundo, e de modo particular convosco. Porque nenhumas outras coisas vos escrevemos, senão as que já sabeis ou também reconheceis; e espero que também até ao fim as reconhecereis.Como também já em parte reconhecestes em nós, que somos a vossa glória, como também vós sereis a nossa no dia do Senhor Jesus.E com esta confiança quis primeiro ir ter convosco, para que tivésseis uma segunda graça; Leia do 16 até ao 24.

II Co.12. 12. Os sinais do meu apostolado foram, de fato, operados entre vós ..., por sinais, prodígios e milagres.

- Um polemizador pela Verdade:

Uma das características, que admiro no Apóstolo Paulo é a capacidade de polemizar sobre qualquer assunto, no interesse da verdade em Cristo.

-Assim ele se houve bem no Areópago – Atenas.

-Assim ele se houve bem contra os que lhe puniram com tortura desprezando a sua cidadania romana,“libertas civita”.

E em outros muitos casos ele é sempre defensor de uma tese que para muitos é contraditória, mas ele sempre as defende muito bem, em favor da teologia antioquena recebida em Revelação.

É esta revelação que o leva a defender o seu Apostolado, a despeito de qualquer um outro o desconsiderar, ele estava firmado na Revelação de Jesus Cristo Glorificado, que lhe assitira espiritualmente em revelação, por anos na longínqua área desértica Arábia.Gl.1.17.

A Iniciação do Apostolado e sua confirmação na visão Neo-Testamentária:

Atos 15.36,37;41. E alguns dias depois, disse Paulo a Barnabé: Tornemos a visitar nossos irmãos por todas as cidades em que já anunciamos a palavra do Senhor, para ver como estão.E Barnabé aconselhava que tomassem consigo a João, chamado Marcos.[...]Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre.40 E Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu, encomendado pelos irmãos à graça de Deus. E passou pela Síria e Cilícia, confirmando as igrejas.

a-Aprendemos com o texto:

2-Paulo exerce nesta sua viagem a Síria e Cilícia, uma função totalmente Apostólica, a semelhança dos Apóstolos-discípulos.

At. 8:14 - Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João.

3-Paulo foi comissionado por uma Igreja especial, a de Antioquia, reconhecida pelos Apóstolos originais, através do Concílio de Jerusalém e referendada a se portar dentro de sua doutrina, que foi atestada como digna do evangelho de Cristo.

4- Por que Paulo foi à Jerusalém?

Porque ele já era reconhecido no seio antioqueno, primeiro como um doutor da Palavra e por sua liderança e destaque evangelizador, na formação das Igrejas na Ásia.

Paulo não é um simples obreiro de Antioquia, ele é comissionado, com a autoridade apostólica, ao confirmar as Igrejas por onde passou.

5- Esta é uma das constatações da premissa apostolar:

a-Confirmar Igrejas.

At.8.14-16. Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, tendo ouvido que os da Samaria haviam recebido a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João; os quais, tendo descido, oraram por eles, para que recebessem o Espírito Santo. Porque sobre nenhum deles havia ele descido ainda; mas somente tinham sido batizados em nome do Senhor Jesus.

At. 11.18. E, ouvindo estas coisas, apaziguaram-se, e glorificaram a Deus, dizendo: Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida.

Leia do 19 até ao 30.

IV -Paulo e Cefas:

A Missão Antioquena:

Como já vimos anteriormente, Antioquia era uma das colunas do Evangelho, tinha modos próprios acentuados pela presença de homens distintos e conhecedores das Escrituras, como Paulo e Barnabé.

Dado cronológico:Após uma peregrinação pelo espaço de dois a três anos Paulo chegou a Corinto – desde a saída de Antioquia até a Epístola aos Tessalonicenses escrita de Corinto [1 Ts 3.1-6; 1.7s e At. 18.1,5] – para as comunidades na Galácia, Filipos, Tessalônica e Corinto.

1 -Local de perturbação da amizade da relação dos PP’s:

-Pedro e Paulo.

Muito embora, nenhuma outra cidade fosse tão importante para o cristianismo, como foi a cidade de Jerusalém, nos primeiros vinte anos da fé cristã, a cidade de Antioquia foi o grande centro secundário para propagação da fé cristã, pela sua independência apostólica e da Lei, pois se desagregou rapidamente da Sinagoga.

Paulo designado para a Antioquia, ali atuou por 12 anos, tornando-se o maior teólogo da primeira geração cristã, à despeito de ter subido a Jerusalém 13 anos depois.

Paulo buscou, dentro da sua visão e liberdade apostólica, outros campos para desenvolver seus trabalhos, além destas fronteiras do campo antioqueno, procurando outros centros, das províncias romanas, capitais e centros, como Corinto para divulgação do nome de Jesus Cristo.

Para falarmos desta dupla histórica e santa, devemos entender que a situação na Igreja Primeva era tensa, pela disputa daqueles que foram discípulos de Jesus e daqueles que se integravam sucessivamente [os que se haviam de salvar], deixando certo “deslumbramento”, nos que foram discípulos do Mestre e uma forma, digamos “blasé”, entre si de apontar, uns aos outros como discípulos: “nós discípulos...irmão Matias discípulo de Jesus”.

Por esta causa, creio, que Cefas tinha uma posição consolidada em seu viver apostólico, pois além de ser discípulo, fora chamado para o Círculo Apostólico, em escolho do próprio Jesus.

Isto lhe dava em Corinto, no meio da Igreja certa superioridade sobre Paulo, esta polemica trazia ao Apóstolo Paulo, certo desconforto, de tal maneira que ele nesta II Epístola [ou terceira?] se vê obrigado a traduzir na escrita a sua posição.

At.6. 2-4. E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarreguemos deste serviço. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra.

II Co.6.3,4. não dando nós nenhum motivo de escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado. Antes em tudo recomendando-nos como ministros de Deus; em muita perseverança, em aflições, em necessidades, em angústias,

Quando Paulo cita a palavra – Ministério – está usando um termo, que só os Apóstolos utilizavam, como indicador da qualidade do Colégio Apostólico, e o consubstancia com o texto de II Co.3.3-6. sendo manifestos como carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo[Jesus Cristo vive], não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne do coração. E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; não que sejamos capazes [como vocês também não o foram, vocês também foram capacitados pelo mesmo Cristo vivo], por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, o qual também nos capacitou para sermos ministros dum novo pacto, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.

Paulo faz um discurso contra a posição dos que, ainda, clamavam pela circuncisão [judeus-cristãos], e manutenção de padrões da Lei, como comer...E ainda apelavam para os privilégios do judaísmo e com isto buscavam em Corinto a relação mais próxima dos ministros de Jerusalém a Igreja mãe.

Ele contrapõe uma posição aos que lhe objetam que não teve relacionamento pessoal com o Ministério de Jesus, sendo portanto diminuído diante de todo o Colégio reconhecidamente formado por Jesus.

Ter conhecido a Jesus Cristo, quando ele estava em carne, não se faz conexo com a verdade da Igreja vivendo sob a égide espiritual, na orientação do Espírito Santo, que valia tem agora este conhecer, é valido, mas não mais determinante que a vida do ministério do espírito, o qual ele bem reconheceu, após o próprio Jesus Glorificado, O Cristo, se revelar pessoalmente e o chamar para ser um vaso escolhido e sofrer pelo seu Evangelho e continuar a ministra-lo como o fez com os demais Apóstolos.

I Tm.1 1. Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, segundo a promessa da vida que está em Cristo Jesus...

Gl.2. 20. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.

Paulo articula uma maior afirmação e polêmica ao continuar citando sobre a Lei e a Graça.

II Co.3.7-9,12. Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fixar os olhos no rosto de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual se estava desvanecendo, como não será de maior glória o ministério do espírito? Porque, se o ministério da condenação tinha glória, muito mais excede em glória o ministério da justiça. Tendo, pois, tal esperança, usamos de muita ousadia no falar.

Paulo consubstanciará a sua posição no capítulo 11, no texto mais biográfico de suas epístolas, muito embora, Gálatas, tenha pequenos e preciosos pontos de sua vida ministerial, só nela encontrados.

-Um Apostolado de Amor pela Igreja:

Uma das mais céleres expressões de humildade de Paulo quanto ao seu ministério apostolar, foi sem dúvida, a sua ida a Jerusalém afim de, com humildade, confirmar o Evangelho que pregava, após longos anos ausente da Igreja mãe.

Muitos de nós precisamos nos referenciar, com a comunhão de outros irmãos da mesma fé em encontros, seminários, para ver se não estamos pregando em nossos púlpitos, ou ensinando em nossas Igrejas, em nossas EBD’s, Estudos e ensinos, um Evangelho puro ou um outro Evangelho, eivado de termos jamais encontrados na Bíblia com costumes inventados por nós ou por apreensão dos mesmos ao longo de nossa jornada.

Gálatas 2. 1.2,7-9. Depois, passados catorze anos, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também comigo a Tito. E subi devido a uma revelação, e lhes expus o evangelho que prego entre os gentios, mas em particular aos que eram de destaque, para que de algum modo não estivesse correndo ou não tivesse corrido em vão.

7. antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me fora confiado, como a Pedro o da circuncisão (porque aquele que operou a favor de Pedro para o apostolado da circuncisão, operou também a meu favor para com os gentios), e quando conheceram a graça que me fora dada, Tiago, Cefas e João, que pareciam ser as colunas, deram a mim e a Barnabé as destras de comunhão, para que nós fôssemos aos gentios, e eles à circuncisão;

Como Paulo, tenhamos humildade de nos reciclar.

Como Paulo foi novamente referendado por Jerusalém, nos da um exemplo de firmeza e segurança continuada na Verdade da Palavra de Deus, ao longo do Ministério, sem desvios doutrinários e sem modismos.

Sempre temos muito a aprender.

Nesta ida Paulo descobre ou é ensinado [talvez, lembrado] sobre as ofertas aos pobres.

Gl.2.10-13. Recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres; o que também procurei fazer com diligência.

A autoridade espiritual é tão valiosa, para Paulo, quanto à vivência pessoal com Jesus, mas, quando se está errado, nos tornamos passível da correção:

11. Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe na cara, porque era repreensível. Pois antes de chegarem alguns da parte de Tiago, ele comia com os gentios; mas quando eles chegaram, se foi retirando e se apartava deles, temendo os que eram da circuncisão. E os outros judeus também dissimularam com ele, de modo que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação.

Paulo demonstra o seu reconhecimento, do Apostolado dos primeiros discípulos [Tiago, Cefas e João], sem no entanto deixar que isto o impeça de ser Ministro da Nova aliança e com a autoridade igual repreende-los.

Paulo tem certeza que ele foi feito ministro da Nova Aliança e assim pode exercer com autoridade seu apostolado, sem dúvidas ou medo:

II Co.2. 4,6. E é por Cristo que temos tal confiança em Deus;[...];mas a nossa capacidade vem de Deus...o qual...nos capacitou para sermos ministros dum novo pacto. II Co.4.1. tendo este ministério, segundo a misericórdia, não desfalecemos;

Além disto ele se impregna do amor, em aprender, para ser mais útil à Igreja.

Os doutores e mestres da palavra (os didáscalos) estão incumbidos, cada um a seu modo, de ensinar a doutrina, de manifestar as verdades reveladas e tirar as dúvidas da comunidade.

Em São Paulo vemos o carinho do apóstolo com aqueles que, recebendo o mandato de Deus para ensinar a Palavra e anunciar a Boa Notícia, não se cansam de testemunhar a efusão do Espírito em seus corações missionários.

O seu assunto é um Cristo vivo e não mais um Cristo em carne, muito embora, se ele não se fizesse carne [Fp. 4.], nada teria validade em relação a sua ação salvifíca e evangelizadora aos homens.

Paulo reconhece isto em suas palavras, mais o que ele quer é declarar aos Coríntios a necessidade de Jesus Cristo, ser o único motivo de sua pregação e Apostolado, sem ele nada valeria a pena.

II Co.4. 5-7. Pois não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor; e a nós mesmos como vossos servos por amor de Jesus.Porque Deus, que disse: Das trevas brilhará a luz, é quem brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo.Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não da nossa parte.

É este o Apóstolo que defende o seu Apostolado contra judaizantes, gente de sua própria raça, como ele mesmo afirma, contra romanos, gregos, bárbaros, os quais ele não os vê com coloração, mas como almas carentes do pleroma da Graça em Cristo e Seu Gospel.

Até 2011 querendo Deus!

Fonte:

Bíblia Plenitude

Bíblia cortesia Tio Sam

Cristo na Teologia Paulina – L. Cerfaux

Lição CPAD

Recanto das Letras – Uol - Dr. A.M.Galvão- biblista –

Apóstolo Paulo – J. Becker – Ed. Academia Cristã.

As relações de Paulo com a congregação de Corinto:

2 Corintíos 6.1-10 - Gerson Luis Linden

George A. Kennedy

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Martin Niemöller, 1933

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