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sábado, março 21

O ARGUMENTO DA CIÊNCIA SOBRE A NECESSIDA DA CRENÇA EM DEUS.

A fé que faz bem à saúde
20/03/2009
A ciência sempre está atrás de explicações comportamentais, da mente humana.
Agora ela procura explicar a necessidade que o homem tem de Deus.
Nesta busca, esta reportagem da revista Época, tenta explicar, sob a ótica darwinista que, o homem sofreu um processo evolutivo cerebral, que o capacitou a entender os eventos da natureza e ligou isto a um ser superior.
Os cientistas com pensamento darwiniano, se esquecem que, o homem é tricotômico e assim ele tem uma partícula divina em seu ser.
“Deus viu que o homem ser tricotômico como Ele, tinha um elemento transtornador, a carne, e que este fator levava o homem utiliza-lo para cometer torpezas, este fator lhe era negativo, pois a carne era mortal...” Osvarela.
I Ts.5.23:
e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis...
Sl. 84. 2: A minha alma suspira! Sim, desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo.
Esta é a real necessidade do homem, em se voltar para Deus, ou buscar resposta em sua vida sobre a existência de um Ser que comanda o Mundo e todos que nele habitam.
Assim sendo, a alma necessita de resposta e anela por Deus, muito embora, o homem natural, não compreenda, porque está sempre em busca desta resposta.
Uma vez encontrando Jesus como Salvador, o vazio da mente, provocado, por esta busca conflituosa, é preenchido e o homem passa a ter comunhão com Deus, libertando a alma desta busca perturbadora.
A medicina não compreende ainda como se da o processo de crer em Deus, mas já consegue, através de métodos científicos, como a ressonância magnética funcional – que mede a oxigenação do cérebro – medir a ativação das ondas do cérebro humano, quando os pacientes, se deparam com algo relacionado à fé em Deus, seja através de leitura de um texto ou de outros meios como a oração, há um comportamento singular cerebral, quando as pessoas são confrontadas com estes.
Os médicos colocam como algo biológico que, segundo eles:
“Somos predispostos biologicamente a ter crenças, entre elas a religiosa”.
Ou ainda que o cérebro humano foi “programado”, para crer em Deus, eles estão dando uma razão darwiniana, para uma atividade natural advinda da criação do homem, como corpo alma e espírito.
A Bíblia tem a explicação, baseada na própria criação do homem.
Gn.2. 7: E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente.
O cérebro dos ateus:

Na pesquisa os médicos dizem ter encontrado sinais diferentes nos cérebros daqueles que crêem em Deus e no daqueles que não crêem em Deus.
A Bíblia tem resposta diferente da medicina.
Rm.1.19.ss:
Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu... E assim como eles rejeitaram o conhecimento de Deus... ignorando que a benignidade de Deus te conduz ao arrependimento?...Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus...que retribuirá a cada um segundo as suas obras...
Veja como isto ocorreu:
O próprio coração humano se endureceu, em não querer crer em Deus!
Mt.13.15:
Porque o coração deste povo se endureceu, e com os ouvidos ouviram tardiamente, e fecharam os olhos, para que não vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, nem entendam com o coração, nem se convertam, e eu os cure.
I Tm.4. 2: pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm a sua própria consciência cauterizada...
O livre-arbítrio:
O livre-arbítrio: este é diferencial do ser humano e anjos, em relação aos animais.Rm.2. 15: pois mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os...
Todos os seres criados por Deus, com inteligência, sejam anjos ou o homem, tem uma coisa singular e comum:

II Pe.2.4: Porque se Deus não poupou a anjos quando pecaram...e os entregou aos abismos da escuridão, reservando-os para o juízo;
II Pe.2. 12: Mas estes, como criaturas irracionais, por natureza feitas para serem presas e mortas, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção.
Eis aí a demonstração cabal da atitude do ser criado que chamamos de livre-arbítrio.
Portanto, os que querem descrer estão liberados para descrer, daí que há um endurecimento da mente em relação às coisas de Deus, o que cria um bloqueio espiritual, pois, estes não aceitam as coisas espirituais.
II Co.1. 12: Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que em santidade e sinceridade de Deus, não em sabedoria carnal, mas na graça de Deus, temos vivido no mundo, e mormente em relação a vós.
Os médicos desconhecem como se dá este processo que modifica o cérebro dos que não crêem.
Porém o Apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos, no capítulo 1, explica de maneira definitiva a causa desta modificação.
Quando os médicos, vide abaixo, dizem que o cérebro humano dos primeiros homens, não compreendia os eventos que ocorrem na superfície terrestre e nos céus, eles estão reafirmando o que a Bíblia nos disse, e demonstra como isto ocorre.
Seja pelo endurecimento da mente, ou consciência, ou seja, pela cauterização da mesma, que despreza as coisas espirituais, se apegando ou a concupiscência da carne, ou a busca de explicações para eventos místicos, pelo conhecimento, e sem fé é impossível, e a ocorrência desta busca resultará em mais cauterização da mente humana.
A medicina desconhece um fator preponderante para tal ocorrência:
O pecado que atingiu a todos os homens, os obrigando a busca e retorno para Deus, através de Jesus Cristo, que nos religou a Deus.
Rm.3. 23: Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;
Destituir, neste versículo significa ficar sem a presença de Deus, estar privado desta presença.
Mas, se o homem atentar para a Bíblia encontrará explicação para se aproximar de Deus.
Deste versículo, tiramos uma importante explicação, não científica, no sentido médico, mas totalmente real no mundo espiritual, o homem para crer, necessita de retirar as barreiras que, promovem sua repulsa ao sentimento de crer em Deus.
Hb.11.6: Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.
A entrevista demonstra que há uma alteração no cérebro daqueles que crêem em Deus:
A palavra de Deus nos ensina que somos nova criatura, também, nos ensina que somos regenerados, que alma corpo e espírito adorem a Deus, o que a ciência descobre a Bíblia já informou a séculos, sem tirar o mérito científico do trabalho, longe disto, é mais uma comprovação que há mudança naquele que crê em Deus.
II Co.5. 17: Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.
Tiago diz que somos recriado um novo ser.
Tg.1.18: Segundo a sua própria vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas.
João 3. 3:
Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo.
Rm. 8.1ss: Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus...Porquanto o que era impossível...Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança da carne do pecado...não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito...os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne...que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito... mas, a inclinação do Espírito é vida e paz...e os que estão na carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós...se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.
LEIA A REPORTAGEM, COMPILADA.
Com declarações de dois experimentados cientistas na área da neurociência.
Osvarela.
A totalidade e detalhes desta reportagem podem ser lida, no link, clique aqui.
Novos estudos mostram que o cérebro é “programado” para acreditar em Deus – e que isso nos ajuda a viver mais e melhor.
Letícia Sorg.
Colaborou Marcela Buscato
Confira a seguir um trecho dessa reportagem que pode ser lida na íntegra na edição da revista Época de 21/março/2009.
A capacidade inata de procurar a explicação de um fenômeno é uma das diferenças entre o ser humano e outros animais. O homem primitivo não tinha como entender eventos mais complexos, como a erupção de um vulcão, um eclipse ou um raio. A busca de explicações sobrenaturais pode ser considerada natural.
Mas por que ela desembocou na fé e no surgimento das religiões? Cientistas de diferentes áreas se debruçaram sobre a questão nos últimos anos e chegaram a conclusões surpreendentes.
Não só a fé parece estar programada em nosso cérebro, como teria benefícios para a saúde.
Com sua intuição genial, Charles Darwin, criador da teoria da evolução há 150 anos, já havia registrado idéia semelhante no livro A descendência do homem, em 1871: “Uma crença em agentes espirituais onipresentes parece ser universal”. “Somos predispostos biologicamente a ter crenças, entre elas a religiosa”, diz Jordan Grafman, chefe do departamento de neurociência cognitiva do Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Derrame (leia a entrevista). Grafman é o autor de uma das pesquisas mais recentes sobre o tema, publicada neste mês na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.
Em seu estudo, Grafman analisou o cérebro de 40 pessoas – religiosas e não religiosas – enquanto liam frases que confirmavam ou confrontavam a crença em Deus.
Usando imagens de ressonância magnética funcional – que mede a oxigenação do cérebro –, o neurocientista descobriu que as partes ativadas durante a leitura de frases relacionadas à fé eram quase as mesmas usadas para entender as emoções e as intenções de outras pessoas.
Isso quer dizer, segundo Grafman, que a capacidade de crer em um ser ou ordem superior possivelmente surgiu ao mesmo tempo que a habilidade de prever o comportamento de outra pessoa – fundamental para a sobrevivência da espécie e a formação da sociedade. E para estabelecer relações de causa e efeito. A interferência de um ser muito poderoso seria uma explicação eficiente para aplacar a necessidade de entender o que não se consegue explicar com o conhecimento comum.
Mas o que levaria o ser humano, dotado de razão, a acreditar que um velhinho de barba branca, em cima de uma nuvem, atira raios sobre a Terra?
Ou que 72 virgens aguardam os fiéis no Paraíso? [nota do editor: relacionado ao paraíso que, no qual acreditam, os muçulmanos]
“Andrew Newberg - “O cérebro dos ateus é diferente”.
Tendemos a atribuir características humanas às coisas, inclusive ao ser divino”, diz Andrew Newberg, neurocientista da Universidade da Pensilvânia (leia a entrevista), autor de outro importante estudo sobre o poder da meditação e da oração. “A crença religiosa surgiu como um efeito colateral da maneira como nossa mente é organizada, da maneira como ela funciona naturalmente”, diz Justin Barrett, antropólogo e professor da Universidade de Oxford.
O neurocientista fala sobre seu livro Como Deus muda seu cérebro
ÉPOCA – Como Deus pode mudar a estrutura cerebral das pessoas?
Andrew Newberg – Os nossos estudos usando imagens do cérebro mostram que, no longo prazo, há alterações no lobo frontal (relacionado à memória e à regulação das emoções) e no sistema límbico (ligado às emoções).
As pessoas tendem a conseguir controlar mais suas emoções e expressá-las. A meditação e a oração ajudam a melhorar a relação consigo mesmo e com os outros.
Também especulamos que essas práticas alteram, inclusive, a química cerebral, como os níveis de serotonina e dopamina, que regulam nosso humor, nossa memória e o funcionamento geral de nosso corpo, mas ainda não temos provas disso.
ÉPOCA – Em seu livro, o senhor fala bastante da meditação, uma prática tradicionalmente ligada às religiões orientais. Existe alguma diferença entre, por exemplo, o catolicismo e o budismo? Newberg – Não olhamos exatamente para as diferenças entre as religiões, mas para as diferentes práticas. A forma como você pratica a religião é mais importante que as ideias religiosas em si.
ÉPOCA – Há um consenso entre os cientistas de que a fé pode ajudar na manutenção da saúde? Newberg – Muitos cientistas acreditam que a espiritualidade tem um papel na saúde. A pergunta é quem vai administrar isso e como os profissionais de saúde vão lidar com a espiritualidade de uma maneira apropriada e benéfica. Essas questões ainda não foram respondidas.
ÉPOCA – Há alguma diferença neurológica entre aqueles que creem e os que não creem em Deus? Newberg – Encontramos algumas diferenças, sim, e também notamos diferenças dependendo do tipo de prática religiosa. O problema é que nunca sabemos se aquelas mudanças estão lá porque a pessoa é religiosa há muito tempo ou se ela nasceu daquela maneira e, por causa disso, procurou um tipo de religião ou meditação.
Jordan Grafman - “A crença é necessária”.
O neurocientista diz que o pensamento religioso nasceu junto com o cérebro humano
ÉPOCA – O senhor diria que a religião é um produto acidental de nosso processo evolutivo?
Jordan Grafman – Eu não diria acidental. Existe uma tendência para nós pensarmos de certa maneira, e essa maneira, de alguma forma, envolve a necessidade de ter um sistema de crenças.
E esse sistema guia nosso comportamento social. Acredito que estamos constantemente criando novos tipos de sistema de crença e é muito provável que os primeiros tenham sido baseados em autoridades religiosas.
ÉPOCA – Somos biologicamente predispostos à religião?
Grafman – Eu diria que somos predispostos biologicamente a ter crenças, e a religiosa é uma delas, mas não a única. Classificaria a religião como uma forma primitiva de crença porque se baseia muito no que é desconhecido. Algumas das regras éticas vieram por meio da religião, mas só se estabeleceram porque ajudaram a ordenar a sociedade. Então, muitas regras tiveram sentido. A religião nasceu claramente de nossa necessidade de entender o que estávamos vendo.
A crença religiosa surgiu no cérebro antes de outras crenças, segundo pesquisas.
ÉPOCA – Seu estudo comparou as áreas do cérebro envolvidas nas crenças religiosas e nas crenças políticas. Do ponto de vista neurológico, quais as diferenças entre o pensamento religioso e o político?
Grafman – Ainda não temos uma resposta definitiva a essa pergunta, mas há fortes indicações de que as crenças políticas estão sempre ligadas ao “aqui e agora”, a nossa vida, enquanto as crenças religiosas não necessariamente. Há diferenças em comportamento e também nas áreas do cérebro ativadas. No caso das crenças políticas, usamos as estruturas do cérebro que surgiram por último na evolução humana, enquanto no caso das crenças religiosas usamos áreas anteriores no desenvolvimento da espécie. Nossa hipótese é que a crença religiosa seja a primeira forma de sistema de crenças, que surgiu antes das outras. Nossos estudos mostram que as duas usam partes parecidas do cérebro, mas também que a religião veio antes da política.
Fonte:
Dicionário Aurélio
Época
Artigo acadêmico do autor

sexta-feira, setembro 5

O CASO DOS BEBÊS ANENCÉFALOS - PODE A LEI CRIAR UMA RAÇA SEM DEFEITOS?

O CASO DOS BEBÊS ANENCÉFALOS.
Um exemplo de escolha
O caso dos bebês anencéfalos em Julgamento no STF é de uma importância aguda na sociedade brasileira.
Pode significar a morte prematura de vidas indefesas e sem voz.
As reportagens abaixo, mostram os disparates ditos sobre o assunto, mas fala mito mais alto o pronunciamento de médicos que respeitam a vida e demonstram cabalmente que a vida em geração como diz o Salmo 139, é uma vida única e totalmente desvinculada da mãe em relação ao seu direito de nascer e viver por quanto tempo for possível, nem que sejam horas.
Entre as infelizes palavras ditas nas audiências havidas, de alguns encontramos coisas [para mim, não passa disto] como:
“A mãe não pode ser um caixão ambulante”.
"O direito de escolha é um ato de proteção e solidariedade à dor e ao sofrimento das mulheres que vivenciam uma gravidez de feto anencéfalo, anomalia incompatível com a vida em 100% dos casos".
A socióloga e cientista política Jacqueline Pitanguy.
Ora, como a anomalia pode ser incompatível com a vida se o bebê está vivo?
Mas felizmente encontramos gente, com expressões felizes, como:
“A medicina tem hoje condições de levar essa gravidez ao fim. A medicina fetal deve tratar o paciente intra-uterino como o paciente que o é. A violência contra um ser humano indefeso não é compatível com a consciência ética do médico nem com a missão e a nobreza da medicina”. “A anencefalia não limita seus direitos ou sua dignidade humana”. “Anencéfalo deve ser tratado como paciente”.
Ginecologista e obstetra Dr. Dernival da Silva Brandão. Presidente da Comissão de Ética e Cidadania da Academia Fluminense de Medicina.
Fica claro, por quem conhece profundamente o assunto, que o bebê é um paciente a ser tratado até o limite de sua capacidade de viver.
Ninguém pode, nem mesmo sua mãe, ter direito sobre a sua vida.
Afinal, no Brasil não existe lei que permita a Eutanásia, o que neste caso, não tem sido discutido.
Eutanásia:
Definição do Dicionário da Língua portuguesa – Aurélio Buarque de Holanda Ferreira.
-Prática, sem amparo legal, pela qual se busca abreviar sem dor ou sofrimento a vida de um enfermo incurável e terminal.
Ora, se nós desconsiderássemos a ilegalidade patente da eutanásia, todos sabem que o aborto provoca reações de defesa no feto, que procura, de todos os modos defender-se dos aparelhos que tentam sugá-lo ou destruí-lo, como já demonstrado em vídeos sobre aborto.
Mesmo, que venham dizer que o aborto “terapêutico” possa ser diferente, todo o ser humano, em formação, à partir, da multiplicação celular, possui as sensações e reações de qualquer ser humano, quando sabe que vai ser assassinado.Além, de ser um ato covarde, contra quem não possui nenhuma defesa, para as armas usadas para matá-lo. O seu único crime foi ter sido gerado, sem direito de perguntar se queria nascer.
É duro para um mãe ou pai saber que um filho gerado possui deficiências, mais duro, porém, é tomar a decisão de aborta-lo, ou como eles dizem antecipar a gravidez, a sofisma é clara nesta dita “antecipação”, se o bebê está sendo gerado e está com todos os sintomas de vida:
Alimentando-se, chupando o dedinho, com sinais clínicos, como batimentos cardíacos normais, respiração e audição, movimentando-se, chutando a barriga da mãe, tudo igual a um bebê sem anomalia, é ou não uma sofisma o termo “antecipar o parto”.
Minha esposa teve uma filha nascida, antes dos nove meses de gravidez, com 1250 gramas de peso e hoje é uma moça linda, minha esposa ficou 90 dias acamada, sem poder se movimentar, mas o instinto de mãe e a sua crença a fizeram agüentar todo este período, praticamente sem reclamar, tanto que observo, até hoje, que ela ao relatar esta gravidez, jamais falou ou reclamou, ou citou este período como uma agonia, principalmente por ser o primeiro filho e ela estar longe de sua família em uma cidade que não conhecia ninguém além do médico.
Quando a criança nasceu, ainda não tinha todos os órgãos externos formados, mas colocada na UTI ou CTI, por 17 longos dias, tornou-se um lindo bebê, pois lhe foi dada a oportunidade de vida, embora fosse um bebê sem nenhuma má-formação, mas corria risco de morrer.
O exemplo, de minha filha é para trazer, à luz, que a criança tem o direito de nascer e sobreviver até o seu limite biológico de vida, seja uma hora ou dois anos como o caso da Michelle, o qual agora estão querendo descaracterizar, o que, para mim é uma prova de que, muitas crianças, ditas, anencéfalas, já foram abortadas por erro médico de identificação da anomalia.
Veja que, em meu texto, não citei longos pensamentos religiosos, mas somente o direito da vida, que todos tivemos e os que vão nascer, malformados ou não, também têm.
Corremos o risco, de darmos, por este processo no STF, a abertura para uma legislação, que por similaridade jurídica, poderá dar o direito aos pais, de escolher o aborto, de um bebê com síndrome de down, com lábios leporinos, com falta de membros, crianças que o Genoma possa futuramente indicar risco de morrer, com pouca idade serão descartadas ou será utilizado o "parto antecipado"?
À partir, desta decisão, será teóricamente possível termos uma abertura para a criação de uma “raça pura”, à escolha dos pais.
Veja esta frase de uma especialista:
‘Um estudo nos Estados Unidos com o objetivo de avaliar a possibilidade de doação de órgãos de bebês anencéfalos e para a confirmação de morte encefálica dos fetos. Segundo ela, 12 bebês foram observados, e "eles emitiam sinais clínicos como resposta auditiva e respiração espontânea em 100% dos casos. E sequer foram colocados em UTI” ‘. Pediatra e coordenadora do Serviço de Neonatologia e da UTI Neonatal do Hospital São Francisco- Dra. Cinthia Macedo Specian
Como a médica que vem dizendo, que Michelle foi erroneamente identificada como anencéfala, porém verificou-se posteriormente que se tratava de um caso de um bebê portador de um proto-cérebro ou anencefalia dotada de tronco ou meroencefalia, capaz de leva-la a sentimentos de fome, choro, movimentação, quantos casos será que foram caracterizados errados por este Brasil afora?
Diga-me, se uma mãe antes de saber que um filho seu é anencéfalo, já não está amando o seu bebê?
Mudaria o seu sentimento ao saber disto?
Quinta-feira, 4 de setembro de 2008, 17:19
Da Agência Brasil

O presidente da Comissão de Ética e Cidadania da Academia Fluminense de Medicina, médico especialista em ginecologia e obstetrícia Dernival da Silva Brandão, revelou ao participar nesta quinta-feira da terceira audiência pública no STF (Supremo Tribunal Federal), que atendeu inúmeras gestantes que, carregavam fetos anencéfalos e que nenhuma dela optou pela antecipação do parto.
"O aborto terapêutico é questionado por autoridades médicas. A medicina tem hoje condições de levar essa gravidez ao fim. A medicina fetal deve tratar o paciente intra-uterino como o paciente que o é. A violência contra um ser humano indefeso não é compatível com a consciência ética do médico nem com a missão e a nobreza da medicina", afirmou no depoimento na audiência que discute a interrupção da gravidez de anencéfalos.
Ele destacou que a ciência deve se colocar sempre em favor da vida e do bem-estar do ser humano, e que a reduzida expectativa de vida do bebê diagnosticado com anencefalia não limita seus direitos ou sua dignidade humana.
"Cabe ao médico o cuidado com a gestante de um filho doente, dando-lhe apoio afetivo e psicológico. Na anencefalia, não existe perigo atual, real e iminente. O aborto terapêutico só pode ser feito nesses casos", defendeu.
A pediatra e coordenadora do Serviço de Neonatologia e da UTI Neonatal do Hospital São Francisco, Cinthia Macedo Specian, lembrou em seu depoimento que na década de 80 foi realizado um estudo nos Estados Unidos com o objetivo de avaliar a possibilidade de doação de órgãos de bebês anencéfalos e para a confirmação de morte encefálica dos fetos. Segundo ela, 12 bebês foram observados, e "eles emitiam sinais clínicos como resposta auditiva e respiração espontânea em 100% dos casos. E sequer foram colocados em UTI".
"O indivíduo com morte cerebral não apresenta atividade elétrica cerebral. Não se usa a terminologia de morte encefálica em feto com anencefalia", afirmou a pediatra.
Ela explicou que apenas após a 24ª semana de gestação pode-se observar o grau de desenvolvimento, ainda que rústico, do encéfalo do feto, "ainda assim, sem precisão".
Por essa razão, Cinthia acredita que não houve erro de diagnóstico no caso Marcelo de Jesus - bebê brasileira diagnosticada com anencefalia que sobreviveu por um ano e oito meses. "O diagnóstico foi correto. Os ossos do crânio não estavam formados. Só após o nascimento dela, pôde-se observar que era uma meroencefalia. O desenvolvimento do encéfalo prossegue até o término da gestação", explicou.
Ieda Therezinha do Nascimento, médica endocrinologista e membro da Adef (Associação de Desenvolvimento da Família), pediu que o STF "não volte à barbárie" e que repense o risco de se avaliar um ser humano de acordo com a sua eficiência.
Leia democráticamente outras opiniões:
Casal relata ao STF aborto de feto anencéfalo
-Da AE
O primeiro a falar no terceiro dia de audiência pública no STF (Supremo Tribunal Federal), sobre o polêmico assunto de antecipação do parto de fetos anencéfalos - sem parte do cérebro -, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão parecia ser o destaque do dia, mas foi ofuscado pelo depoimento do casal Michele e Ailton de Almeida.
O casal, de Recife, recebeu em 2004 o diagnóstico de que o primeiro filho que esperavam tinha anencefalia.
A mãe interrompeu a gestação em um hospital do SUS (Sistema Único de Saúde) quando estava grávida de quatro meses.
Acompanhados das filhas Nicole, de 3 anos, e Vitória, de 2 meses, o casal veio a Brasília para assistir à audiência e para dar um depoimento pessoal sobre o processo pelo qual passa uma família quando recebe o diagnóstico de que o feto esperado tem anencefalia. Ela não teve de pedir autorização da Justiça para ser submetida ao aborto.
Na época, vigorava uma liminar concedida pelo ministro do STF Marco Aurélio Mello que liberou a interrupção de gestações de fetos com anencefalia. Posteriormente, A liminar foi cassada pelo plenário do STF.
"Se eu não estivesse amparada pela lei e pelos médicos, eu acho que talvez eu não tivesse construído uma nova família", afirmou Michele. Ela disse que teve uma sensação de "paz e alívio" após ter antecipado o parto de seu filho anencéfalo. Ailton contou que o casal queria muito o filho, que chegou a ser concebido após um tratamento para engravidar. "Eu trabalho como vigilante. Tenho de lidar com meliantes", contou. "Eu quase desabei, não sabia o que fazer (quando recebeu o diagnóstico)", disse.
Michele é personagem de um filme sobre anencefalia apresentado na audiência pela representante da Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, Lia Zanotta Machado. No filme, também é contada a história da jovem Érica Souza do Nascimento, de São Paulo, cujo primeiro filho também tinha anencefalia. Da mesma forma, ela interrompeu a gestação graças à liminar de Marco Aurélio.

Érica disse que na época uma pessoa religiosa chegou a aconselhá-la a manter a gestação porque Deus providenciaria um cérebro para o bebê. Hoje, a jovem tem uma filha saudável e disse que, após o nascimento dela, conseguiu esquecer o drama vivido na primeira gestação. "Foi como se apagasse da minha memória depois que ela nasceu", afirmou
Temporão -
Para o ministro da Saúde não há sentido em manter gestações de fetos anencéfalos quando a mãe não quer se submeter a uma gravidez que em 100% dos casos resultará em morte. "Há certeza absoluta de morte (dos fetos com anencefalia)", afirmou.
A socióloga e cientista política Jacqueline Pitanguy defendeu que as mulheres tenham o direito de decidir se querem ou não manter a gravidez de feto anencéfalo. "O direito de escolha é um ato de proteção e solidariedade à dor e ao sofrimento das mulheres que vivenciam uma gravidez de feto anencéfalo, anomalia incompatível com a vida em 100% dos casos", disse.
Já o medico Dernival da Silva Brandão
, que trabalha há 50 anos como obstetra, afirmou que as mulheres que abortam ficam com remorso. Segundo ele, manter uma gravidez de feto com a anomalia aumenta a dignidade da mãe. "A mãe não pode ser chamada de caixão ambulante, como dizem por aí. Pelo contrário, ela tem sua dignidade aumentada por respeitar a vida do seu filho", afirmou.
Data -
O ministro do STF Marco Aurélio Mello, relator da ação que definirá se será ou não liberada a antecipação dos partos de anencéfalos, convocou uma nova audiência pública, para o dia 16.

A expectativa da Corte é de que a ação seja julgada pelo plenário do tribunal até o final deste ano.
Opinião final:
Ouça-se a Medicina em primeiro lugar como voz da ciência.
E sobre tudo que os Ministros leiam o que está escrito sobre a vida nas Bíblias que têm em suas mesas ou no Supremo.
Oremos pelos Ministros do Supremo.
Fontes:
Diversas agências e Jornais;
AE;
DGABC.

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Martin Niemöller, 1933

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