A Polêmica com a Revista do Professor na Lição 12 EBD para Professores.
1º Trimestre -
Título: A Santíssima Trindade — O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas
Comentarista: Douglas
Baptista
Uma Discussão sobre Doutrina ou sobre erro gráfico?
A CPAD – Casa Publicadora
das Assembleias de Deus – CGAB, sofreu alguns baques na sua área de consultores
teológicos, com a perda dos nossos pastores e mestres como Pr Antônio Gilberto
(in memoriam) e Pr Claudionor de Andrade (in memoriam) e a saída do nosso amigo
pastor e escritor César Moisés Carvalho (chefiou Setor de Educação Cristã ),
que mudou-se do Rio de Janeiro, sede da CPAD.
Muito embora ainda conte com
consultores teológicos e editores das revistas para cada faixa etária.
Mas, na Lição 12 do 1º Trimestre
2026 que foi objeto da assinatura do nobre pastor Douglas Baptista, no subsídio
para os professores ou apoio teológico, (um subsídio na página 87 traz
influência de teologia liberal ao questionar a divindade de Jesus antes do
batismo, gerando alertas sobre o conteúdo) um dos itens deste apoio foi
publicado com corte gráfico, deixando parcialmente a referência/citação do Livro
de Stanley Horton – Teologia Sistemática, que trata da Doutrina sobre o que
pensam os adocionistas no caso James Dunn, em algumas publicações em páginas
332, 333. Na que tenho é em outras páginas no capítulo - JESUS E O ESPÍRITO SANTO (vou postar o
print) fls. 159,160, o qual transcrevo.
Ali no caso, deixaram de colocar
a posição e refutação que trata do assunto, a qual transcrevemos, abaixo.
Confesso que o assunto se tornou
tema de debates e ataques a Casa, como chamo a CPAD.
Alguns colocando o assunto como
erro doutrinário.
Publicações em Redes Sociais e
imprensa:
https://www.instagram.com/reel/DWURE03kbfv/
Ainda que na própria Lição 1
(pág. 6), a ideia de que Jesus não era Filho antes do batismo é rejeitada.
Outros em debates sobre a falta
de revisão, outros para aproveitar o assunto e obter likes nas redes sociais.
Confesso que não li a lição do
professor porque não uso esta publicação. Mas falar que houve erro doutrinário
e colocar em dúvida a posição dos editores daquela revista é no mínimo
desconhecimento, (ou partir de premissa errada) de como as revistas passam por
uma triagem até a sua publicação.
Aliás, não é primeira vez que alguma
revista EBD-CPAD ou publicação, é publicada com falhas ou erros. Mas, não se
trata de desídia ou falta de preparo dos editores da Casa, a maioria é mesmo
problema ‘técnico’ de edição ou corte de algum tópico.
Dou crédito aos editores da CPAD,
e apoio aos mesmos.
Eu conheço a Casa desde a sua
primeira localização em Benfica no Rio de Janeiro, ali na Rua Luiz Gonzaga, ali
conheci de Paulo Leivas Macalão, a Emílio Conde, passando pelos missionários
americanos e por Apolônio (um dos primeiros colunistas da CPAD, irmão de Antônio
Gilberto).
Só uma constatação que deveria
ser observada pela direção e Consultores Teológicos:
Os temas
tem sido repetidos quase no mesmo ano ou em períodos pouco espaçados, como o
caso do Tema do Primeiro (1º) Trimestre 2026. Embora conheça o sistema do uso
do currículo das matéria/temas com rodízio. Exemplo: 1º Trimestre 2025 - Título: Em
defesa da Fé Cristã — Combatendo as antigas heresias que se apresentam com nova
aparência; Comentarista: Esequias Soares
Teve quase
a mesma temática deste findo, 1º trimestre 2026.
Explicando a doutrina herética
e sua origem:
A doutrina herética: “O adocionismo,
ou adocianismo, (O adocionismo também tem o nome de monarquianismo
dinâmico;) é uma heresia Cristológica primitiva que ensinava que Jesus
nasceu humano e foi adotado como Filho de Deus, tornando-se divino apenas no
seu batismo ou ressurreição. Esta doutrina, também chamada de monarquianismo
dinâmico, nega a divindade pré-existente de Cristo e foi considerada herética
pela Igreja. Origem: um dos maiores propagadores
da heresia foi Teodoto de Bizâncio, que foi um dos seus principais
disseminadores em Roma por volta de 190 d.C. Foi condenada como heresia
no Concílio de Nicéia em 325 a.C
Obs.:
“Diversas versões do adocionismo foram propostas, mas todas aderiam à ideia
comum de que Jesus nasceu humano e se tornou divino pela intercessão de Deus.
Um dos primeiros grupos a aceitar essa ideia foi uma seita judaico-cristã
conhecida como ebionitas. Os ebionitas viam Jesus como o Messias, mas também
acreditavam que ele era plenamente humano e o consideravam um "homem
comum". Negavam sua origem divina e rejeitavam a ideia de que ele havia
nascido de uma virgindade milagrosa. Os ebionitas acreditavam que Jesus, por
fim, conquistou o favor de Deus e foi elevado à condição divina no momento de
seu batismo. [...] Apesar da condenação da Igreja, o adocionismo foi
revivido no século VIII por cristãos que viviam na Espanha sob domínio
muçulmano. Acredita-se que esse renascimento tenha sido iniciado por Elipandus,
arcebispo de Toledo, na região central da Espanha. Essa forma de adocionismo
diferia das versões anteriores por nunca questionar a origem divina de Jesus.
Em vez disso, seus aspectos divino e humano eram vistos como separados. Nessa
visão, Jesus renunciou à sua natureza divina para se tornar humano; somente mais
tarde recuperou sua divindade por meio da adoção por Deus. Os ensinamentos de
Elipandus foram declarados heresia, e a doutrina adocionista foi condenada pelo
Papa Leão III em um concílio da Igreja em 794.” Adocionismo - EBSCO
Momento da Adoção:
O batismo de Jesus é o ponto
principal em que os adocionistas acreditam que ele recebeu o Espírito Santo e
se tornou divino.”
Buscando entender a posição de James
Dunn na realidade, embora tenha escrito sobre esta doutrina herética, alguns
entendem que na realidade Dunn escreveu sob uma ótica acadêmica e não como sendo
um adocionistas.
No Batismo:
JESUS
E O ESPÍRITO SANTO
“Jesus
está em profundo relacionamento com a terceira Pessoa da Trindade. Já de
início, o Espírito Santo leva a efeito a concepção de Jesus no ventre de Maria
(Lc 1.34,35).
O
Espírito Santo veio sobre Jesus no seu batismo (Lc 3.21,22).
Nessa ocasião, o relacionamento entre ambos assume um novo aspecto, que somente
pela encarnação seria possível. Lucas 4.1 deixa claro que esse
revestimento do Espírito Santo preparou Jesus para enfrentar Satanás no deserto
e para a inauguração de seu ministério terrestre.
O batismo
de Jesus tem desempenhado um papel crucial na cristologia, e devemos
examiná-lo em profundidade. James Dunn argumenta que Jesus foi
adotado como o Filho de Deus no seu batismo. Por isso, para Dunn, o
significado do batismo é a iniciação de Jesus na filiação divina.
Mas será
que Lucas 3.21,22 - onde uma voz do céu declara: "Tu és meu
Filho amado" – ensina assim?
A
apresentação, ao Mundo, do Filho, é a maior resposta sobre a ação do Espírito
Santo sobre sua vida.
Há um
reconhecimento geral de que Salmos 2.7 é citado nesse texto. A questão é
saber por que a segunda parte da declaração - "Eu hoje te gerei"
- encontrada naquele salmo, foi omitida. Se o propósito da Voz do céu e de
Lucas era ensinar que Jesus passava a ser o Filho de Deus a partir daquele
momento, não faria sentido excluírem a segunda parte declaração, pois esta
seria a comprovação desse ensino. A declarada filiação de Jesus, portanto, é
mais provavelmente um reconhecimento de um fato. E especialmente importante
observar que Lucas 1.35 declara: "O Santo, que de ti há de nascer,
será chamado Filho de Deus". Howard Ervin resume bem essa questão: "Jesus
é o Filho de Deus pela sua própria natureza. Ele nunca foi, não é e jamais será
outra coisa senão o Filho de Deus... Não há nenhum sentido em Jesus 'somente
ter-se tornado' Messias e Filho no Jordão". 82
Finalmente,
Jesus é a figura chave no derramamento do Espírito Santo. Depois de levar a
efeito a redenção mediante a cruz e a ressurreição, Jesus subiu ao Céu. De lá,
juntamente com o Pai, Ele derramou e continua derramando o Espírito Santo em
cumprimento à promessa profética de Joel 2.28,29 (cf. At 2.23).
Essa é uma das maneiras mais importantes de hoje conhecermos Jesus: na sua
qualidade de Doador do Espírito.
A força
cumulativa do Novo Testamento é bastante relevante. A cristologia não é
apenas uma doutrina para o passado. E a obra sumo-sacerdotal de Jesus não é
único aspecto da sua realidade presente. O ministério de Jesus, e, de ninguém
mais, é propagado pelo Espírito Santo no tempo presente. A chave para o avanço
do Evangelho no tempo presente é o reconhecimento de que Jesus pode ser
conhecido, à medida que o Espírito Santo capacita os crentes a revelá-lo.”
VEJA OS
CONCEITOS DESDE A IGREJA PRIMITIVA SOBRE O LOGOS:
Ebionitas (Jesus
foi escolhido por causa de sua piedade legal e por ocasião do batismo recebeu a
filiação – adocionismo),
Adocionismo
de Hermas (Jesus homem, por sua dignidade, foi escolhido
pelo Logos e, na ressurreição constituído Filho); monarquianos dinâmicos
(defendiam que Jesus foi um homem deificado pelo Logos).
Negação
de sua divindade (de Jesus) – não aceitam que Jesus é Deus; alguns
grupos sugerem que Jesus era apenas um homem tão bom que foi adotado como
“Filho de Deus”; outros sugerem que ele foi a primeira criação de Deus (Adocionismo,
Arianismo, Ebionitas)
http://estudandopalavra.blogspot.com/2008/01/jesus-o-verbo-de-deus-lio-01-cpad.html
Como João O Batista, mesmo disse
“sobre o qual vires descer o Espírito Santo ...”
Lucas 3:22 “E
aconteceu que, ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus; e, estando ele
a orar, o céu se abriu, e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea
como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em ti me
comprazo.”
Fonte:
Got questions - O que é o
adocionismo?
CACP - REVISTA “DEFESA DA FÉ” ANO
5 – N°40
Cristanismo.org - Heresias Anti
Trinitárias na Igreja Ocidental no fim do Século Segundo. A posição da Igreja
de Roma.
Adocionismo – cristandade - Editores
da Britannica – História - Britannica AI
Apontamentos do autor em seu site
http://estudandopalavra.blogspot.com/



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