O Deus Filho
Subsídio Pastor
e professor Osvarela
Lição 5 CPAD
- 1 de fevereiro de 2026
Texto: “Este
é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o.” (Mt 17.5b).
Prática: Jesus
Cristo, o Deus Filho, é a revelação plena do Pai, centro da revelação divina e
único mediador entre Deus e os homens.
Leitura Bíblica: Lucas
1.31,32,34,35; Mateus 17.1-8.
Lucas 1.31 — E
eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome
de Jesus.
32 — Este
será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono
de Davi, seu pai.
34 — E
disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão?
35 — E,
respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude
do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há
de nascer, será chamado Filho de Deus.
Mateus 17.1 — Seis
dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os
conduziu em particular a um alto monte.
2 — E
transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas
vestes se tornaram brancas como a luz.
3 — E
eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.
4 — E
Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se
queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés e um para
Elias.
5 — E,
estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem
saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo;
escutai-o.
6 — E
os discípulos, ouvindo isso, caíram sobre seu rosto e tiveram grande medo.
7 — E,
aproximando-se Jesus, tocou-lhes e disse: Levantai-vos e não tenhais medo.
8 — E,
erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus.
A) Objetivos da Lição:
I) Explicar a concepção virginal
e a deidade absoluta de Jesus;
II) Mostrar a centralidade de
Cristo como cumprimento da Lei e dos Profetas;
III) Enfatizar a exclusividade de
Cristo como único mediador e salvador.
Introdução:
Além da questão da Divindade de
Jesus Cristo, a sua posição como Filho de Deus, é uma questão que tem sido
discutida por séculos, dentro e fora da Igreja.
A posição de Jesus sobre si
mesmo, como Filho de Deus, a qual Ele próprio, sempre deixou clara para os seus
Discípulos e seus seguidores, e até mesmo para os principais de Israel, tendo
inclusive, esta declaração usada como fundamento para sua condenação, no
Sinédrio, como em Marcos14. 61.64:Ele, porém...nada
respondeu. Tornou o sumo sacerdote a interrogá-lo... És tu o Cristo, o Filho
do Deus bendito? Respondeu Jesus: Eu o sou; ...o sumo sacerdote, rasgando
as suas vestes, disse: Para que precisamos ainda de testemunhas? Acabais de
ouvir a blasfêmia; que vos parece? E todos o condenaram como réu de
morte.
Entendendo Jesus como Deus: É
fundamental o entendimento que Jesus faz parte da Trindade (acho relevante o
professor, procurar entender, sobre esta doutrina, para melhor aproveitamento
destas Lições, creio que isto não seja dificuldade em nosso arraial
Assembleiano).
De certo, é que precisamos ter
este entendimento, desta forma veja a questão deslindada, abaixo;
Lendo as
passagens em Tito 2:13-14: “aguardando a bem-aventurada esperança e o
aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, que
se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para
si um povo todo seu, zeloso de boas obras.”
E a de 2 Pedro 1:1-3: “Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo,
aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e
Salvador Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas no pleno
conhecimento de Deus e de Jesus nosso Senhor; visto como o seu divino poder nos
tem dado tudo.”.
Vemos
duas passagens que podem ser consideradas juntas por causa de sua frase
idêntica: “Deus e Salvador” (theou kai soteros).
Em ambas as passagens, “Jesus Cristo” é o objeto da
frase. Alguns argumentam que “Salvador” se aplica a Jesus, mas “Deus” é uma
referência ao Pai: “Deus (o Pai) e Salvador Jesus Cristo.” Contudo, isto não é
apoiado pela construção grega. Esta frase é aplicada a uma pessoa:
Jesus Cristo.
Primeiro: esta
é a leitura mais natural do texto.
Segundo: os
dois nomes ficam sob um artigo, que precede “Deus.” Isto indica que eles têm
que ser construídos juntos, não separadamente. E mais, esta frase foi uma
fórmula comum e sempre denotou uma divindade, não duas pessoas separadas.
Quando ambos Paulo e Pedro usaram a frase, então, “seus leitores sempre a
entenderiam como uma referência a uma só pessoa, Jesus Cristo.
Simplesmente
não ocorreria a eles que ‘Deus’ pudesse significar o Pai, com Jesus Cristo como
o ‘Salvador” .
O que isto tudo significa: é que Pedro e Paulo entenderam que Jesus era
ambos, “Deus e Salvador”.
A origem do Filho é uma discussão
teológica para muitos que tentam descaracterizar a doutrina Trinitária e mesmo
sobre a característica de Divindade que tenha ousia como O Pai!
João 1:1 No
princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo
era Deus.
João revela a origem eterna do
Filho, O enviado do Pai. O uso de João do termo vida tem
algo a dizer acerca da Encarnação.
A vida do
Filho, o Cristo, que Ele compartilhava com o Pai e que o
tornou Filho de Deus, entremeou-se com a humanidade sem perder sua
qualidade eterna. O uso de João do termo vida tem
algo a dizer acerca da Encarnação.
1 João 5:12 Aquele que
tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida.
Neste estudo sobre o envio do
Filho entendemos que a vinda ou envio do Filho era parte do Plano eternal da
salvação da Humanidade.
O Filho na Declaração de Fé das
AD’s – CGADB:
O Deus Filho. O Senhor
Jesus Cristo é, desde a eternidade, o único Filho de Deus e possui a mesma
natureza do Pai, como afirmam os credos: “consubstancial com o Pai”, em grego,
homooúsion to patrí, que significa “da mesma substância com o Pai”, qualifica a
unidade de essência do Pai e do Filho. Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo
10.30). Ele é a segunda pessoa da Trindade e que foi enviado pelo Pai ao mundo.
Ensinamos que o Filho se fez carne, possuindo agora duas naturezas, a divina e
a humana, sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Acreditamos em sua
concepção sem pecado no ventre da virgem Maria. Negamos que tenha sido criado
ou passado a existir somente depois que foi gerado por obra do Espírito Santo.
Confessamos que o Filho é autoexistente:
“Porque,
como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si
mesmo”
(Jo 5.26); “Disse-lhes Jesus: Em
verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou” (Jo 8.58)
e eterno, que voluntariamente se sujeita ao Pai. Que, em obediência ao plano do
Pai, morreu e ressuscitou para que o mundo fosse salvo. Que, vitorioso,
ascendeu ao céu, assentando-se à direita de Deus Pai. Que o Filho é o único
mediador entre Deus e os seres humanos, o propiciador, o único salvador, o
nosso sumo sacerdote e intercessor. Declaração de Fé das AD’s –
CGADB
É importante examinar - “Eu e
o Pai somos um” (Jo 10.30). –
Nela Jesus revela:
A unidade da Trindade
Este versículo diz da "unidade
ou união de propósito", não apenas "um em ser".
João 10:30, onde Jesus diz: “Eu
e o Pai somos um” (ἐγώ καὶ ὁ πατὴρ ἕν ἐσμεν), a
palavra grega ἕν (hen) é neutra.
No Grego, ἕν (hen) é
o singular neutro da palavra que significa "um".
Singular
masculino: εἷς (heis)
Singular
feminino: μία (mia)
Singular
neutro: ἕν (hen)
Então, em João 10:30, o neutro ἕν é
usado: “ἐγώ καὶ ὁ πατὴρ ἕν ἐσμεν”
literalmente “Eu e o Pai somos um (neutro).”
Características do Filho:
Segunda Pessoa da Trindade
Incriado
Eterno - gerado do Pai antes dos
séculos segundo a divindade: mostra a preexistência de Cristo, isto é, a sua
geração eterna.
Auto existente
Homoousios com O Pai – mesma
ousia
Tem duas naturezas: Inteiramente
Deus
Inteiramente homem –
pós-encarnado (se fez carne) – gerado pelo Espírito Santo no ventre de Maria
Sem pecado
Morreu na cruz
Ressuscitou ao terceiro dia
Suas atividades junto a Trindade:
“..., Cristo Jesus, pois ele,
subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;
antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em
semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se
humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus
o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para
que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da
terra, toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.”
Filipenses 2:5-11
Mediador - único entre Deus e os
seres humanos
Único Salvador
Intercessor diante do Pai
Está à direita do Pai
É Senhor nesta etapa do kairós e
cronos
Discurso:
Jesus Deus revelado ao Mundo:
A apresentação ao Mundo pelo
próprio Pai:
Esta declaração por si só seria
bastante para que nós nem discutíssemos a divindade do Filho como Deus, já que
o próprio pai o apresenta como “Seu Filho” e em sendo filho é em si mesmo da
mesma ousia da origem eterna do Pai!
“Este é o meu Filho amado, em
quem me comprazo; escutai-o.” (Mt 17.5b).
A confissão de Pedro
“Então, Jesus e os seus
discípulos partiram para as aldeias de Cesareia de Filipe; e, no caminho,
perguntou-lhes: Quem dizem os homens que sou eu? E responderam: João Batista;
outros: Elias; mas outros: Algum dos profetas. Então, lhes perguntou: Mas vós, quem
dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo.” Marcos
8:27-29
Jesus Cristo desde que nasceu na
sua pátria terrena, Israel, teve discutida a sua posição. Mesmo entre seus
familiares.
A família de Jesus
“Dirigiram-se, pois, a ele os
seus irmãos e lhe disseram: Deixa este lugar e vai para a Judeia, para que
também os teus discípulos vejam as obras que fazes. Porque ninguém há que
procure ser conhecido em público e, contudo, realize os seus feitos em oculto. Se
fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo. Pois nem mesmo os seus
irmãos criam nele.” João 7:3-5
Jesus perante o Sinédrio
“..., o conduziram ao Sinédrio,
onde lhe disseram: Se tu és o Cristo, dize-nos. Então, Jesus lhes
respondeu: Se vo-lo disser, não o acreditareis; [...] Desde agora, estará
sentado o Filho do Homem à direita do Todo-Poderoso Deus. Então, disseram
todos: Logo, tu és o Filho de Deus? E ele lhes respondeu: Vós dizeis que eu
sou.” Lucas 22:66-70
Entre a sociedade religiosa
israelita de sua época foi sempre contestado pelos líderes da religião hebreia
(fariseus, saduceus, escribas) e os sacerdotes do Templo.
Mesmo no meio do povo havia
discussão sobre as suas obras e seus ensinos.
“E havia grande murmuração a
seu respeito entre as multidões. Uns diziam: Ele é bom. E outros: Não,
antes, engana o povo.” João 7:12
João, dá oito títulos altamente
descritivos e diferentes atribuídos ao Deus encarnado.
Ele é o Logos, o “Verbo” vivo
(1,14); “O Cordeiro de Deus”, o Sacrifício perfeito (29); “O Filho de Deus”,
o próprio Deus (34,49); “Rabi”, o Mestre por excelência (38); “O Messias”, “O
Cristo”, O Ungido (41); “Jesus de Nazaré”, o Deus-homem na história (45); “O
Rei de Israel”, aquele que é coroado Rei por aqueles que nele colocam a sua fé
(49); e “O Filho do Homem”, completamente humano (51).
O Filho nos textos
Veterotestamentários
“Eu, porém, constituí o meu Rei
sobre o meu santo monte Sião. Proclamarei o decreto do Senhor:
Ele me disse: Tu és meu Filho,
eu, hoje, te gerei.” Salmos 2:6,7
“Eu
estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu
um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram
chegar até ele. Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos,
nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio
eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído.” Daniel
7:13,14
A expressão o que desceu do
céu é peculiar a João e se refere claramente à Encarnação (6.33,38, 41-42,
50-51,58). O uso do título Filho do Homem simplesmente reforça esta
afirmação.
O texto encontra ressonância em
Filipenses:
“Trabalhai, não pela comida que
perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos
dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo.” João 6:27
Os textos do AT são concordados
com os eventos do Novo Testamento.
Isaías o messiânico é revelado
sobre “o filho” a ser concebido como sinal de sua divindade:
“Portanto,
o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um
filho e lhe chamará Emanuel.” Isaías 7:14
Como concordante com: Lucas 1.31
— E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e
pôr-lhe-ás o nome de Jesus.
32 — Este
será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará
o trono de Davi, seu pai.
A presença de Jesus é entendida
em passagens nas quais Ele aparece como anjo do Senhor.
Entendemos que as diversas
teofanias que o AT descreve algumas delas são descritas e estudadas como
Cristofanias.
Na época da Igreja:
A posição de Jesus Cristo sempre
foi discutida no seio das Igrejas.
Concílios durante as épocas
discutiram a sua posição e poder como um deus.
Definição de Fé (Credo
de Calcedônia):
Estabeleceu
as duas naturezas de Cristo (divina e humana) em uma só pessoa, o Tomus
ad Flavianum (carta do Papa Leão I) e 27/28 cânones disciplinares. O
concílio rejeitou o monofisismo de Êutiques e reafirmou a união hipostática
A sua forma real, suas duas
naturezas – Em Éfeso 431 d.C.: Ao ser proclamada em Éfeso a união das duas
naturezas na única pessoa de Cristo.
Lucas 1.31 — E
eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome
de Jesus.
“Porque
aquele que é verdadeiro Deus é, o mesmo, homem verdadeiro. Nesta unidade
não há mentira, tão logo a humildade do homem e a elevação da divindade se
envolvem uma na outra. Porque assim como Deus não é mudado pela misericórdia, o
homem não é absorvido pela dignidade. Porque ambas as formas cumprem sua tarefa
própria na comunhão com a outra. O Verbo operando o que é do Verbo, a carne
efetuando o que é da carne. Um dos dois resplandece nos milagres, a outra
sucumbe aos ultrajes” Leão Magno
A encarnação de Jesus num ventre
humano sempre foi discutida, mas a Igreja ao longo dos séculos consagrou o que
as Escrituras revelam.
A Kenosis (do grego κένωσις,
"esvaziamento"):
κενοω - kenoo; v.
esvaziar, tornar vazio - de Cristo, que abriu mão da igualdade com Deus ou da
forma de Deus; anular - privar de força, tornar vão, inútil, sem efeito - anular,
esvaziar; fazer com que algo seja visto como vazio, oco, falso
“ele,
subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;
antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se
em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se
humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também
Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para
que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da
terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de
Deus Pai.” Filipenses 2:6-11
“..., a afirmação da preservação
sem confusão das duas naturezas após a união das mesmas em Cristo. As
propriedades de cada natureza, ou de cada “forma”, permanecem intactas em sua
totalidade. Não há confusão alguma entre as duas e nem perda ou diminuição em
nenhuma delas. A humanidade em nada é suprimida ou absorvida pela divindade. É
através da unidade concreta em uma só e mesma pessoa, Jesus Cristo, que se dá a
comunhão destas naturezas.”
O Filho – Deus conosco
Jesus revelado na Anunciação:
αναδειξις - anadeixis; n.
f. chamar a atenção para; apontar para; apresentação pública; proclamação,
anunciação,
A Palavra dita sobre, Jesus pelos
Anjos:
Anjo Gabriel para Maria, na
Anunciação:
Lc 1:31,32,35: "Eis que
conceberás e darás à luz um filho a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será
grande e será chamado Filho do Altíssimo...por isso o ente santo que
há de nascer, será chamado Filho de Deus."
A Anunciação revela que o que
haveria de nascer era Filho de Deus, na sua geração no ventre de Maria houve
prova de sua deidade n encontro entre Ele no ventre e João O Batista no ventre
de Isabel, o que me faz destacar é a manifestação do Espírito Santo em Isabel,
ainda antes do derramamento universal.
“Ouvindo
esta a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então, Isabel
ficou possuída do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre
as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre! E de onde me provém que me venha
visitar a mãe do meu Senhor? Pois, logo que me chegou aos ouvidos a voz
da tua saudação, a criança estremeceu de alegria dentro de mim.” Lucas
1:41-44
Lucas 1.34,35 — E
disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão? — E,
respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a
virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que
de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.
A visão das Escrituras
Neotestamentárias.
O Deus revelado por personagens
distintos e em momentos distintos:
O que me faz mais crente em Jesus
é que, mesmo pessoas que tiveram poucos momentos com Ele, são tomados pela
Verdade de que aquele homem era o Filho!
A palavra de quem estava presente
ao ato de suplício, condenação, da Crucificação, e na Morte de Jesus:
Marcos 15. 39: Ora, o
centurião, que estava defronte dele, vendo-o assim expirar, disse: Verdadeiramente
este homem era filho de Deus.
Os que foram curados por
Ele:
“Desde que
há mundo, jamais se ouviu que alguém tenha aberto os olhos a um cego de
nascença. Se este homem não fosse de Deus, nada poderia ter feito.” João 9:32,33
“Crês tu no Filho do Homem? Ele
respondeu e disse: Quem é, Senhor, para que eu nele creia? E Jesus lhe
disse: Já o tens visto, e é o que fala contigo. Então, afirmou ele: Creio,
Senhor; e o adorou.” João 9:35-38
Até os que eram incrédulos foram
convencidos pela presença D’Ele.
Tomé:
“Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e
Deus meu!” João 20:28
O próprio Jesus - Na Hora da sua
Morte:
Lucas 23. 46: Jesus,
clamando com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu
espírito.
A Palavra de quem viu Jesus após
a morte e ressurreição:
João 20.28: Respondeu-lhe
Tomé: Senhor meu, e Deus meu!
Durante todo o Novo
Testamento, a expressão "filho de Deus" é
aplicada repetidamente, no singular, apenas para Jesus, com a possível exceção
de Lucas 3:38 (no final da genealogia de Jesus cuja ascendência volta até
Adão), onde podia argumentar-se que Adão está implicitamente sendo chamado de
filho de Deus, com o que nós não concordamos, pois cairíamos na mesma situação
sobre os casamentos na época de Noé. "Filhos de Deus" é
aplicado aos outros apenas no plural.
O Novo Testamento chama Jesus
de "filho único de Deus" João 1:8, I João 4:9,
"Seu próprio filho" Romanos 8:3. Também refere-se a Jesus
simplesmente como "o filho", especialmente quando "o Pai" é
usado para se referir a Deus, como na frase "a Pai e do Filho”, II João
1:9, Mateus 28:19).
Características do Evangelho de
João
Jesus apresentado como Deus
Eterno
Este é o mitte deste Evangelho;
É o Evangelho do Filho de Deus [que
se fez carne].
Crer na sua vinda ao mundo em
forma encarnada como homem e nascido de mulher é ponto central do
Evangelho e da confissão em Jesus Cristo, como inteiramente home e
inteiramente Deus.
O apóstolo escrevendo em sua II
Epístola Universal também aconselha para que tenham cuidado com os falsos
mestres e suas doutrinas erradas que afirmavam que Cristo não era Deus, negando
sua pré-existência ao dizer que ele não havia “vindo em carne”. “Porque já
muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo
veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo. (2 João 1:7)
João ressalta a importância
salvífica de crermos em Jesus como Deus O Filho:
“Todo
aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o
que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho. Se alguém vem ter
convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as
boas-vindas.” 2 João 1:9,10
Cada um dos quatro Evangelhos tem uma
ênfase particular sobre Jesus O Deus Filho.
O Livro de Mateus é chamado de o
"Evangelho do Rei" e foi escrito principalmente para leitores judeus.
O Livro de Marcos, o
"Evangelho do Servo", foi escrito para instruir os leitores romanos.
Lucas escreveu principalmente
para os gregos e apresentou Cristo como o "perfeito Filho do
homem".
João é de
interesse universal, e sua mensagem é "Este é o Filho de Deus".
É deste ângulo que João nos leva
a entender O Deus Filho!
No evangelho de João, encontramos
o termo grego monogenēs, que a Versão King James traduz como Filho
“unigênito” (Jo 1.14, 18; 3.16, 18; ver 1Jo 4. 9). Nunca houve um tempo em
que o Pai não fosse o Pai do Filho ou o Filho não fosse o Filho do Pai (Jo 1.
1-2; ver Mt 11.25-27; Lc 10.21-22).
O Filho E O Pai são um.
“Eu e o Pai somos um.” João 10:30
Ao responde a seu discípulo e
apostolo Felipe Jesus revela:
A unidade da Trindade
A sua ousia (mesma essência)
igual ao Pai
“Replicou-lhe
Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. [...] Quem me vê a mim vê o
Pai; [...] Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? [...] Crede-me
que estou no Pai, e o Pai, em mim” João 14:8-11
“Tudo me
foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém
conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.”
Mateus 11:27
João Batista é uma das seis
pessoas mencionadas no Evangelho de João que testemunharam que Jesus é Deus.
As outras são Natanael (Jo 1:49),
Pedro (Jo 6:69), o homem cego que foi curado (Jo 9:35-38), Marta (Jo 11:27) e Tomé
(Jo 20:28).
Se acrescentarmos a isso a
palavra do próprio Cristo (Jo 5:25; 10:36), teremos sete testemunhos evidentes.
O conhecimento que o Pai tem de
Seu Filho inclui a natureza divina, os pensamentos, as emoções e a vontade do
Filho. Isso se reflete em João 10:30, onde Jesus declara: "Eu e o Pai
somos um".
Deus revelado no Monte:
A Transfiguração:
Mateus 17.5,8
— E,
estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem
saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo;
escutai-o. — E os discípulos, ouvindo isso, caíram sobre seu
rosto e tiveram grande medo. — E, aproximando-se Jesus,
tocou-lhes e disse: Levantai-vos e não tenhais medo. — E,
erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus.
Esse acontecimento serviria para
fortalecer a fé dos discípulos, especialmente de Pedro, o qual havia confessado
pouco tempo antes que Jesus era o Filho de Deus.
Sua confissão de fé não teria
sido tão significativa se ele a tivesse feito depois da transfiguração.
Pedro creu, confessou sua fé e recebeu confirmação (ver Jo 11:40; Hb 11:6).
A transfiguração revela que uma
das três ocasiões registradas nos Evangelhos em que o Pai fala do céu.
A
primeira no batismo joanino no Jordão.
A segunda
foi na transfiguração de Jesus (Lc 9:28-36), e
A terceira,
na última semana antes da cruz (Jo 12:28).
Mateus 17.1,2 — Seis
dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os
conduziu em particular a um alto monte. — E transfigurou-se
diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se
tornaram brancas como a luz.
A transfiguração, ou seja, a
apresentação de Jesus como divino diante de seus apóstolos mais íntimos era
necessária para que a doutrina da deidade de Jesus fosse confirmada diante dos
homens, mesmo diante daqueles que declararam, como Pedro a sua divindade.
A transfiguração revelou quatro
aspectos da glória de Jesus Cristo o Rei.
A gloria de sua Pessoa.
A gloria de seu reino.
A gloria de sua submissão.
A gloria de sua cruz.
Tanto quanto sabemos pelos
relatos bíblicos, essa foi a única vez que Jesus revelou sua glória de tal
forma durante seu ministério aqui na Terra. A palavra traduzida por transfiguração
dá origem a nosso termo "metamorfose", que significa uma mudança
exterior provinda de uma transformação interior
Como Deus ele se mostra pela
primeira vez majestoso e glorioso.
μεγαλειοτης - megaleiotes;
n. f. dignidade, magnificência - da majestade de Deus; do esplendor
visível da majestade divina como ocorrido na transfiguração de Cristo
μεταμορφοω - metamorphoo;
v. mudar de forma, transformar, transfigurar - a aparência de Cristo foi
mudada e resplandecia com brilho divino sobre o monte da transfiguração.
Estudando o Evangelho em João
10:30.
João 10:30 é Neutro
A visão trinitariana tenta usar esse
versículo para subsidiar a fé dos trinitarianos:
“Viu? Jesus disse que eles são
um, o que significa que Ele é Deus.”
Na realidade este versículo diz
"unidade ou união de propósito", não apenas "um em ser".
Em, João 10:30, onde Jesus diz: “Eu
e o Pai somos um” (ἐγώ καὶ ὁ πατὴρ ἕν ἐσμεν), a
palavra grega ἕν (hen) é neutra, não masculina.
O neutro geralmente aponta pra
unidade, ou acordo de propósito, em vez de uma "unidade" numérica ou
pessoal absoluta.
Resumindo:
No Grego, ἕν (hen) é
o singular neutro da palavra que significa "um".
Singular
masculino: εἷς (heis)
Singular
feminino: μία (mia)
Singular
neutro: ἕν (hen)
Então, em João 10:30, o neutro ἕν é
usado: “ἐγώ καὶ ὁ πατὴρ ἕν ἐσμεν”
literalmente “Eu e o Pai somos um (neutro).”
Fonte:
Got questions - O que significa o fato de que ninguém conhece
o Filho senão o Pai (Mateus 11:27)?
O CONCÍLIO DE CALCEDÔNIA – Trabalho acadêmico – PUC-RJ
r/Biblical Unitarian• LucianMagnesiensis
Brandon D. Crowe - Dr.
Brandon D. Crowe é professor associado de Novo Testamento no Westminster
Theological Seminary, na Filadélfia.
Como interpretar o adjetivo neutro “um” em João 10:30? - Hermenêutica
Bíblica
Dicionário Strong
Lição CPAD – 1º trimestre 2026
Site Estudantes da Bíblia
Site do autor: http://estudandopalavra.blogspot.com/2025/04/o-verbo-que-se-tornou-em-carne-licao-1.html
Citações no corpo do texto
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