sexta-feira, janeiro 30

O Deus Filho - Lição 5 CPAD - 1 de fevereiro de 2026

O Deus Filho

Subsídio Pastor e professor Osvarela

Lição 5 CPAD - 1 de fevereiro de 2026

Texto: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o.” (Mt 17.5b).

Prática: Jesus Cristo, o Deus Filho, é a revelação plena do Pai, centro da revelação divina e único mediador entre Deus e os homens.

Leitura Bíblica: Lucas 1.31,32,34,35; Mateus 17.1-8.

Lucas 1.31 — E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.

32 — Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai.

34 — E disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão?

35 — E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.

Mateus 17.1 — Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte.

2 — E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.

3 — E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.

4 — E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés e um para Elias.

5 — E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o.

6 — E os discípulos, ouvindo isso, caíram sobre seu rosto e tiveram grande medo.

7 — E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes e disse: Levantai-vos e não tenhais medo.

8 — E, erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus.

A) Objetivos da Lição: 

I) Explicar a concepção virginal e a deidade absoluta de Jesus;

II) Mostrar a centralidade de Cristo como cumprimento da Lei e dos Profetas;

III) Enfatizar a exclusividade de Cristo como único mediador e salvador.

Introdução:

Além da questão da Divindade de Jesus Cristo, a sua posição como Filho de Deus, é uma questão que tem sido discutida por séculos, dentro e fora da Igreja.

A posição de Jesus sobre si mesmo, como Filho de Deus, a qual Ele próprio, sempre deixou clara para os seus Discípulos e seus seguidores, e até mesmo para os principais de Israel, tendo inclusive, esta declaração usada como fundamento para sua condenação, no Sinédrio, como em Marcos14. 61.64:Ele, porém...nada respondeu. Tornou o sumo sacerdote a interrogá-lo... És tu o Cristo, o Filho do Deus bendito? Respondeu Jesus: Eu o sou; ...o sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: Para que precisamos ainda de testemunhas? Acabais de ouvir a blasfêmia; que vos parece? E todos o condenaram como réu de morte.

Entendendo Jesus como Deus: É fundamental o entendimento que Jesus faz parte da Trindade (acho relevante o professor, procurar entender, sobre esta doutrina, para melhor aproveitamento destas Lições, creio que isto não seja dificuldade em nosso arraial Assembleiano).

De certo, é que precisamos ter este entendimento, desta forma veja a questão deslindada, abaixo;

Lendo as passagens em Tito 2:13-14: “aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, que se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo todo seu, zeloso de boas obras.”
E a de 2 Pedro 1:1-3: “Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas no pleno conhecimento de Deus e de Jesus nosso Senhor; visto como o seu divino poder nos tem dado tudo.”.

Vemos duas passagens que podem ser consideradas juntas por causa de sua frase idêntica: “Deus e Salvador” (theou kai soteros).
Em ambas as passagens, “Jesus Cristo” é o objeto da frase. Alguns argumentam que “Salvador” se aplica a Jesus, mas “Deus” é uma referência ao Pai: “Deus (o Pai) e Salvador Jesus Cristo.” Contudo, isto não é apoiado pela construção grega. Esta frase é aplicada a uma pessoa: Jesus Cristo.

Primeiro: esta é a leitura mais natural do texto.

Segundo: os dois nomes ficam sob um artigo, que precede “Deus.” Isto indica que eles têm que ser construídos juntos, não separadamente. E mais, esta frase foi uma fórmula comum e sempre denotou uma divindade, não duas pessoas separadas. Quando ambos Paulo e Pedro usaram a frase, então, “seus leitores sempre a entenderiam como uma referência a uma só pessoa, Jesus Cristo.

Simplesmente não ocorreria a eles que ‘Deus’ pudesse significar o Pai, com Jesus Cristo como o ‘Salvador” .
O que isto tudo significa: é que Pedro e Paulo entenderam que Jesus era ambos, “Deus e Salvador”.

A origem do Filho é uma discussão teológica para muitos que tentam descaracterizar a doutrina Trinitária e mesmo sobre a característica de Divindade que tenha ousia como O Pai!

João 1:1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus

João revela a origem eterna do Filho, O enviado do Pai. O uso de João do termo vida tem algo a dizer acerca da Encarnação.

vida do Filho, o Cristo, que Ele compartilhava com o Pai e que o tornou Filho de Deus, entremeou-se com a humanidade sem perder sua qualidade eterna. O uso de João do termo vida tem algo a dizer acerca da Encarnação.

1 João 5:12 Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida.

Neste estudo sobre o envio do Filho entendemos que a vinda ou envio do Filho era parte do Plano eternal da salvação da Humanidade.

O Filho na Declaração de Fé das AD’s – CGADB:

O Deus Filho. O Senhor Jesus Cristo é, desde a eternidade, o único Filho de Deus e possui a mesma natureza do Pai, como afirmam os credos: “consubstancial com o Pai”, em grego, homooúsion to patrí, que significa “da mesma substância com o Pai”, qualifica a unidade de essência do Pai e do Filho. Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30). Ele é a segunda pessoa da Trindade e que foi enviado pelo Pai ao mundo. Ensinamos que o Filho se fez carne, possuindo agora duas naturezas, a divina e a humana, sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Acreditamos em sua concepção sem pecado no ventre da virgem Maria. Negamos que tenha sido criado ou passado a existir somente depois que foi gerado por obra do Espírito Santo. Confessamos que o Filho é autoexistente:

“Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo”

(Jo 5.26); “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou” (Jo 8.58) e eterno, que voluntariamente se sujeita ao Pai. Que, em obediência ao plano do Pai, morreu e ressuscitou para que o mundo fosse salvo. Que, vitorioso, ascendeu ao céu, assentando-se à direita de Deus Pai. Que o Filho é o único mediador entre Deus e os seres humanos, o propiciador, o único salvador, o nosso sumo sacerdote e intercessor. Declaração de Fé das AD’s – CGADB

É importante examinar - “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30). –

Nela Jesus revela:

A unidade da Trindade

Este versículo diz da "unidade ou união de propósito", não apenas "um em ser".

João 10:30, onde Jesus diz: “Eu e o Pai somos um” (γώ κα πατρ ν σμεν), a palavra grega ν (hen) é neutra.

No Grego, ν (hen) é o singular neutro da palavra que significa "um".

Singular masculino: ες (heis)

Singular feminino: μία (mia)

Singular neutro: ν (hen)

Então, em João 10:30, o neutro ν é usado: “γώ κα πατρ ν σμεν” literalmente “Eu e o Pai somos um (neutro).”

Características do Filho:

Segunda Pessoa da Trindade

Incriado

Eterno - gerado do Pai antes dos séculos segundo a divindade: mostra a preexistência de Cristo, isto é, a sua geração eterna.

Auto existente

Homoousios com O Pai – mesma ousia

Tem duas naturezas: Inteiramente Deus

Inteiramente homem – pós-encarnado (se fez carne) – gerado pelo Espírito Santo no ventre de Maria

Sem pecado

Morreu na cruz

Ressuscitou ao terceiro dia

Suas atividades junto a Trindade:

“..., Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” Filipenses 2:5-11

Mediador - único entre Deus e os seres humanos

Único Salvador

Intercessor diante do Pai

Está à direita do Pai

É Senhor nesta etapa do kairós e cronos

Discurso:

Jesus Deus revelado ao Mundo:

A apresentação ao Mundo pelo próprio Pai:

Esta declaração por si só seria bastante para que nós nem discutíssemos a divindade do Filho como Deus, já que o próprio pai o apresenta como “Seu Filho” e em sendo filho é em si mesmo da mesma ousia da origem eterna do Pai!

Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o.” (Mt 17.5b).

A confissão de Pedro

“Então, Jesus e os seus discípulos partiram para as aldeias de Cesareia de Filipe; e, no caminho, perguntou-lhes: Quem dizem os homens que sou eu? E responderam: João Batista; outros: Elias; mas outros: Algum dos profetas. Então, lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo.” Marcos 8:27-29

Jesus Cristo desde que nasceu na sua pátria terrena, Israel, teve discutida a sua posição. Mesmo entre seus familiares.

A família de Jesus

“Dirigiram-se, pois, a ele os seus irmãos e lhe disseram: Deixa este lugar e vai para a Judeia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes. Porque ninguém há que procure ser conhecido em público e, contudo, realize os seus feitos em oculto. Se fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo. Pois nem mesmo os seus irmãos criam nele.”  João 7:3-5

Jesus perante o Sinédrio

“..., o conduziram ao Sinédrio, onde lhe disseram: Se tu és o Cristo, dize-nos. Então, Jesus lhes respondeu: Se vo-lo disser, não o acreditareis; [...] Desde agora, estará sentado o Filho do Homem à direita do Todo-Poderoso Deus. Então, disseram todos: Logo, tu és o Filho de Deus? E ele lhes respondeu: Vós dizeis que eu sou.” Lucas 22:66-70

Entre a sociedade religiosa israelita de sua época foi sempre contestado pelos líderes da religião hebreia (fariseus, saduceus, escribas) e os sacerdotes do Templo.

Mesmo no meio do povo havia discussão sobre as suas obras e seus ensinos.

“E havia grande murmuração a seu respeito entre as multidões. Uns diziam: Ele é bom. E outros: Não, antes, engana o povo.”  João 7:12

João, dá oito títulos altamente descritivos e diferentes atribuídos ao Deus encarnado.

Ele é o Logos, o “Verbo” vivo (1,14); “O Cordeiro de Deus”, o Sacrifício perfeito (29); “O Filho de Deus”, o próprio Deus (34,49); “Rabi”, o Mestre por excelência (38); “O Messias”, “O Cristo”, O Ungido (41); “Jesus de Nazaré”, o Deus-homem na história (45); “O Rei de Israel”, aquele que é coroado Rei por aqueles que nele colocam a sua fé (49); e “O Filho do Homem”, completamente humano (51).

O Filho nos textos Veterotestamentários

“Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião. Proclamarei o decreto do Senhor:

  Ele me disse: Tu és meu Filho,

  eu, hoje, te gerei.” Salmos 2:6,7

“Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído.” Daniel 7:13,14

A expressão o que desceu do céu é peculiar a João e se refere claramente à Encarnação (6.33,38, 41-42, 50-51,58). O uso do título Filho do Homem simplesmente reforça esta afirmação.

O texto encontra ressonância em Filipenses:

“Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo.” João 6:27

Os textos do AT são concordados com os eventos do Novo Testamento.

Isaías o messiânico é revelado sobre “o filho” a ser concebido como sinal de sua divindade:

“Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel.” Isaías 7:14

Como concordante com: Lucas 1.31 — E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.

32 — Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai.

A presença de Jesus é entendida em passagens nas quais Ele aparece como anjo do Senhor.

Entendemos que as diversas teofanias que o AT descreve algumas delas são descritas e estudadas como Cristofanias.

Na época da Igreja:

A posição de Jesus Cristo sempre foi discutida no seio das Igrejas.

Concílios durante as épocas discutiram a sua posição e poder como um deus.

 Definição de Fé (Credo de Calcedônia):

Estabeleceu as duas naturezas de Cristo (divina e humana) em uma só pessoa, o Tomus ad Flavianum (carta do Papa Leão I) e 27/28 cânones disciplinares. O concílio rejeitou o monofisismo de Êutiques e reafirmou a união hipostática

A sua forma real, suas duas naturezas – Em Éfeso 431 d.C.: Ao ser proclamada em Éfeso a união das duas naturezas na única pessoa de Cristo.

Lucas 1.31 — E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.

“Porque aquele que é verdadeiro Deus é, o mesmo, homem verdadeiro. Nesta unidade não há mentira, tão logo a humildade do homem e a elevação da divindade se envolvem uma na outra. Porque assim como Deus não é mudado pela misericórdia, o homem não é absorvido pela dignidade. Porque ambas as formas cumprem sua tarefa própria na comunhão com a outra. O Verbo operando o que é do Verbo, a carne efetuando o que é da carne. Um dos dois resplandece nos milagres, a outra sucumbe aos ultrajes” Leão Magno

A encarnação de Jesus num ventre humano sempre foi discutida, mas a Igreja ao longo dos séculos consagrou o que as Escrituras revelam.

A Kenosis (do grego κένωσις, "esvaziamento"):

κενοω - kenoo; v. esvaziar, tornar vazio - de Cristo, que abriu mão da igualdade com Deus ou da forma de Deus; anular - privar de força, tornar vão, inútil, sem efeito - anular, esvaziar; fazer com que algo seja visto como vazio, oco, falso

ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” Filipenses 2:6-11

“..., a afirmação da preservação sem confusão das duas naturezas após a união das mesmas em Cristo. As propriedades de cada natureza, ou de cada “forma”, permanecem intactas em sua totalidade. Não há confusão alguma entre as duas e nem perda ou diminuição em nenhuma delas. A humanidade em nada é suprimida ou absorvida pela divindade. É através da unidade concreta em uma só e mesma pessoa, Jesus Cristo, que se dá a comunhão destas naturezas.”

O Filho – Deus conosco

Jesus revelado na Anunciação:

αναδειξις - anadeixis; n. f. chamar a atenção para; apontar para; apresentação pública; proclamação, anunciação,

A Palavra dita sobre, Jesus pelos Anjos: 

Anjo Gabriel para Maria, na Anunciação:

Lc 1:31,32,35: "Eis que conceberás e darás à luz um filho a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo...por isso o ente santo que há de nascer, será chamado Filho de Deus."

A Anunciação revela que o que haveria de nascer era Filho de Deus, na sua geração no ventre de Maria houve prova de sua deidade n encontro entre Ele no ventre e João O Batista no ventre de Isabel, o que me faz destacar é a manifestação do Espírito Santo em Isabel, ainda antes do derramamento universal.

“Ouvindo esta a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então, Isabel ficou possuída do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre! E de onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor? Pois, logo que me chegou aos ouvidos a voz da tua saudação, a criança estremeceu de alegria dentro de mim.” Lucas 1:41-44

Lucas 1.34,35 — E disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão? E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.

A visão das Escrituras Neotestamentárias.

O Deus revelado por personagens distintos e em momentos distintos:

O que me faz mais crente em Jesus é que, mesmo pessoas que tiveram poucos momentos com Ele, são tomados pela Verdade de que aquele homem era o Filho!

A palavra de quem estava presente ao ato de suplício, condenação, da Crucificação, e na Morte de Jesus:

Marcos 15. 39: Ora, o centurião, que estava defronte dele, vendo-o assim expirar, disse: Verdadeiramente este homem era filho de Deus.

Os que foram curados por Ele:

Desde que há mundo, jamais se ouviu que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. Se este homem não fosse de Deus, nada poderia ter feito.  João 9:32,33

“Crês tu no Filho do Homem? Ele respondeu e disse: Quem é, Senhor, para que eu nele creia? E Jesus lhe disse: Já o tens visto, e é o que fala contigo. Então, afirmou ele: Creio, Senhor; e o adorou.”  João 9:35-38

Até os que eram incrédulos foram convencidos pela presença D’Ele.

Tomé:

“Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu!” João 20:28

O próprio Jesus - Na Hora da sua Morte:

Lucas 23. 46: Jesus, clamando com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.

A Palavra de quem viu Jesus após a morte e ressurreição:

João 20.28: Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu, e Deus meu!

Durante todo o Novo Testamento, a expressão "filho de Deus" é aplicada repetidamente, no singular, apenas para Jesus, com a possível exceção de Lucas 3:38 (no final da genealogia de Jesus cuja ascendência volta até Adão), onde podia argumentar-se que Adão está implicitamente sendo chamado de filho de Deus, com o que nós não concordamos, pois cairíamos na mesma situação sobre os casamentos na época de Noé. "Filhos de Deus" é aplicado aos outros apenas no plural.

O Novo Testamento chama Jesus de "filho único de Deus" João 1:8, I João 4:9, "Seu próprio filho" Romanos 8:3. Também refere-se a Jesus simplesmente como "o filho", especialmente quando "o Pai" é usado para se referir a Deus, como na frase "a Pai e do Filho”, II João 1:9, Mateus 28:19).

Características do Evangelho de João

Jesus apresentado como Deus Eterno

Este é o mitte deste Evangelho;

É o Evangelho do Filho de Deus [que se fez carne].

Crer na sua vinda ao mundo em forma encarnada como homem e nascido de mulher é ponto central do Evangelho e da confissão em Jesus Cristo, como inteiramente home e inteiramente Deus.

O apóstolo escrevendo em sua II Epístola Universal também aconselha para que tenham cuidado com os falsos mestres e suas doutrinas erradas que afirmavam que Cristo não era Deus, negando sua pré-existência ao dizer que ele não havia “vindo em carne”. “Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo. (2 João 1:7)

João ressalta a importância salvífica de crermos em Jesus como Deus O Filho:

         “Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho. Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas.” 2 João 1:9,10

Cada um dos quatro Evangelhos tem uma ênfase particular sobre Jesus O Deus Filho.

O Livro de Mateus é chamado de o "Evangelho do Rei" e foi escrito principalmente para leitores judeus.

O Livro de Marcos, o "Evangelho do Servo", foi escrito para instruir os leitores romanos.

Lucas escreveu principalmente para os gregos e apresentou Cristo como o "perfeito Filho do homem".

João é de interesse universal, e sua mensagem é "Este é o Filho de Deus".

É deste ângulo que João nos leva a entender O Deus Filho!

No evangelho de João, encontramos o termo grego monogenēs, que a Versão King James traduz como Filho “unigênito” (Jo 1.14, 18; 3.16, 18; ver 1Jo 4. 9). Nunca houve um tempo em que o Pai não fosse o Pai do Filho ou o Filho não fosse o Filho do Pai (Jo 1. 1-2; ver Mt 11.25-27; Lc 10.21-22). 

O Filho E O Pai são um.

“Eu e o Pai somos um.” João 10:30

Ao responde a seu discípulo e apostolo Felipe Jesus revela:

A unidade da Trindade

A sua ousia (mesma essência) igual ao Pai

Replicou-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. [...] Quem me vê a mim vê o Pai; [...] Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? [...] Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim” João 14:8-11

“Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.” Mateus 11:27

João Batista é uma das seis pessoas mencionadas no Evangelho de João que testemunharam que Jesus é Deus.

As outras são Natanael (Jo 1:49), Pedro (Jo 6:69), o homem cego que foi curado (Jo 9:35-38), Marta (Jo 11:27) e Tomé (Jo 20:28).

Se acrescentarmos a isso a palavra do próprio Cristo (Jo 5:25; 10:36), teremos sete testemunhos evidentes.

O conhecimento que o Pai tem de Seu Filho inclui a natureza divina, os pensamentos, as emoções e a vontade do Filho. Isso se reflete em João 10:30, onde Jesus declara: "Eu e o Pai somos um". 

Deus revelado no Monte:

A Transfiguração:

Mateus 17.5,8 — E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o. E os discípulos, ouvindo isso, caíram sobre seu rosto e tiveram grande medo. E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes e disse: Levantai-vos e não tenhais medo. E, erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus.

Esse acontecimento serviria para fortalecer a fé dos discípulos, especialmente de Pedro, o qual havia confessado pouco tempo antes que Jesus era o Filho de Deus.

Sua confissão de fé não teria sido tão significativa se ele a tivesse feito depois da transfiguração. Pedro creu, confessou sua fé e recebeu confirmação (ver Jo 11:40; Hb 11:6).

A transfiguração revela que uma das três ocasiões registradas nos Evangelhos em que o Pai fala do céu.

A primeira no batismo joanino no Jordão.

A segunda foi na transfiguração de Jesus (Lc 9:28-36), e

A terceira, na última semana antes da cruz (Jo 12:28).

Mateus 17.1,2 — Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte. E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.

A transfiguração, ou seja, a apresentação de Jesus como divino diante de seus apóstolos mais íntimos era necessária para que a doutrina da deidade de Jesus fosse confirmada diante dos homens, mesmo diante daqueles que declararam, como Pedro a sua divindade.

A transfiguração revelou quatro aspectos da glória de Jesus Cristo o Rei.

A gloria de sua Pessoa.

A gloria de seu reino.

A gloria de sua submissão.

A gloria de sua cruz.

Tanto quanto sabemos pelos relatos bíblicos, essa foi a única vez que Jesus revelou sua glória de tal forma durante seu ministério aqui na Terra. A palavra traduzida por transfiguração dá origem a nosso termo "metamorfose", que significa uma mudança exterior provinda de uma transformação interior

Como Deus ele se mostra pela primeira vez majestoso e glorioso.

μεγαλειοτης - megaleiotes; n. f. dignidade, magnificência - da majestade de Deus; do esplendor visível da majestade divina como ocorrido na transfiguração de Cristo

μεταμορφοω - metamorphoo; v. mudar de forma, transformar, transfigurar - a aparência de Cristo foi mudada e resplandecia com brilho divino sobre o monte da transfiguração.

Estudando o Evangelho em João 10:30.

João 10:30 é Neutro

A visão trinitariana tenta usar esse versículo para subsidiar a fé dos  trinitarianos:

“Viu? Jesus disse que eles são um, o que significa que Ele é Deus.”

Na realidade este versículo diz "unidade ou união de propósito", não apenas "um em ser".

Em, João 10:30, onde Jesus diz: “Eu e o Pai somos um” (γώ κα πατρ ν σμεν), a palavra grega ν (hen) é neutra, não masculina.

O neutro geralmente aponta pra unidade, ou acordo de propósito, em vez de uma "unidade" numérica ou pessoal absoluta.

Resumindo:

No Grego, ν (hen) é o singular neutro da palavra que significa "um".

Singular masculino: ες (heis)

Singular feminino: μία (mia)

Singular neutro: ν (hen)

Então, em João 10:30, o neutro ν é usado: “γώ κα πατρ ν σμεν” literalmente “Eu e o Pai somos um (neutro).”

Fonte:

Got questions - O que significa o fato de que ninguém conhece o Filho senão o Pai (Mateus 11:27)?

O CONCÍLIO DE CALCEDÔNIA – Trabalho acadêmico – PUC-RJ

r/Biblical Unitarian• LucianMagnesiensis

Brandon D. Crowe - Dr. Brandon D. Crowe é professor associado de Novo Testamento no Westminster Theological Seminary, na Filadélfia.

Como interpretar o adjetivo neutro “um” em João 10:30? - Hermenêutica Bíblica

Dicionário Strong

Lição CPAD – 1º trimestre 2026

Site Estudantes da Bíblia

Site do autor: http://estudandopalavra.blogspot.com/2025/04/o-verbo-que-se-tornou-em-carne-licao-1.html

Citações no corpo do texto

 

Nenhum comentário:

Seguidores

Geografia Bíblica-Texto-Local!

Para quem estuda a Arqueologia - Mapas do Antigo Testamento e do Novo Testamento.
Viaje à Terra Santa pelo seu PC, ou qualquer lugar citado na Bíblia! Com ela você pode através do texto que está lendo ter acesso ao local onde ocorreu o fato bíblico! Forma gratuita, é só clicar e acessar:

Ser Solidário

Seja solidário
"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei . No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."
Martin Niemöller, 1933

Doutrina


O Credo da Assembléia de Deus
A declaração de fé da Igreja Evangélica Assembléia de Deus não se fundamenta na teologia liberal, mas no conservadorismo protestante que afirma entre outras verdades principais, a crença em:
1)Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29).
Pacto de Lausanne – Suíça
Teses de Martinho Lutero
95 Teses de Lutero
Clique e acesse todo texto.

Ensino Dominical

União de Blogueiros Evangélicos
Powered By Blogger