segunda-feira, novembro 12

Limbo e agora?

E AS FAMÍLIAS QUE CRERAM NO LIMBO?
A ICAR - Igreja Católica Apostólica Romana, falha quando quer exercitar a infabilidade de homens esquecendo-se, que Infalível só há um: DEUS.
Desta vez extrapolou na questão da salvação dos recém-nascidos, que não eram batizados e que viam à morrer antes deste ato realizado pela ICAR.
Ora, o batismo é para arrependimento de pecados, mas pelo entendimento da ICAR e seus teólogos eles mantinham sua comunidade sob rédea curta sobre esta questão, que implicava em causar temor aos seus fiéis que não batizavam seus filhos recém-nascidos, sob o tacão do Limbo, lugar para onde iriam estes pequeninos inocentes.
Para exemplificar:
As crianças consideradas “pagãs” , que por séculos eram considerados sem posição definida em relação a sua vida eterna e que a ICAR manteve literalmente no “Limbo”, local que foi considerado agora inexistente pela ICAR, em 2007, após amedrontarem famílias inteiras para que seus filhos fossem batizados, pois se morressem neste estado seriam “pagãs” com destino incerto, com base nisto quantas crianças foram batizadas mesmo na dúvida de seus pais, escravizados pela venda dogmática sem amparo bíblico que agora foi tirada e lançada fora da Tradição.
Esta doutrina está tão enraizada que mesmo após o pronunciamento da Comissão escolhida por Dom Bento XVI, há resistências fortíssimas no seio da ICAR sobre o assunto.
Leia mais: (transcrição parcial):
O batismo dos nenezinhos começou no ano 416 da era cristã. A Igreja Católica através de seus sacerdotes dizia:
O Limbo é um lugar deserto, sem nada, que não é o inferno, mas também não é o céu. Um lugar onde a alma fica perdida.
Quando ainda era o cardeal Ratzinger, Bento XVI declarara: “Pessoalmente, eu aboliria o limbo, visto que ele foi sempre uma simples hipótese teológica”. A nova posição doutrinária,revista e corrigida, que acaba com o LIMBO, foi oficializada por documento publicado pela Comissão Teológica Internacional, vinculada à Congregação para a Doutrina da Fé (antigo Santo Ofício).
A comissão estudava a questão desde 2004.
A publicação do documento - aguardado com muita expectativa - foi autorizada pelo papa Bento XVI.
“Fiel a seu ensinamento que a recepção do Batismo é a porta de entrada para a filiação divina e a salvação e a pertença à Igreja, o magistério católico criara essa categoria de “limbo” para significar a misericórdia de Deus para com todos.
Deus sabe que seres inocentes como as crianças não têm culpa porque morreram quando ainda não tinham uso da razão. Da mesma maneira outras pessoas que nunca ouviram falar de Cristo, mas vivem uma vida reta e ética, coerente com sua própria escala de valores e com a Verdade suprema que é o amor. É compreensível que Bento XVI ache que não tem mais razão de ser apresentar o limbo como solução para este problema.
O Concílio Vaticano II, com sua concepção de Deus como desejo salvífico universal estendido a todos os homens e mulheres sobre a terra desatrelou a salvação da recepção do Batismo.”(conf. publicação da Revista Piauí)
Alguns setores da ICAR querem descaracterizar o documento dizendo que a Comissão não tem autoridade papal ou que o assunto não é dogmático e sim um o Limbo é um teologúmeno (uma tese ou noção teológica que tomou ares de verdade; eu pergunto só agora?) e não um dogma.
Curiosidade:
VOCÊ SABIA?
O termo "Chora menino", que inclusive é nome de lugar no NE, é derivado da crença de que a alma desta crianças no limbo vinham chorar por não terem sido batizadas por seus pais?
Autor:
O texto é de autoria do editor do blog - Osiel Varela –
Professor de Teologia; pós - graduando em Bíblia.
Ministro das Assembléias de Deus - Min. Vila Curuçá - Santo André - São Paulo - Br;
Na vida secular é Engenheiro Civil - pós-graduado.
Fontes:
Revista Piauí-Qual o problema do Limbo para a fé da Igreja? de* Maria Clara Lucchetti Bingemer, teóloga, professora e decana do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio;
Pr. Juanribe Pagliarini - Pregadores dos Telhados.
Escrito por Osiel Varela em Terça-feira, 18 Setembro 2007

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