quinta-feira, fevereiro 12

DA DERROTA À VITÓRIA - Lição 07-CPAD 15/02/09


DA DERROTA À VITÓRIA

Autor: Osvarela

Texto Áureo: O cavalo prepara-se para o dia da batalha, mas do senhor vem a Vitória. Pv.21.31

Leitura bíblica em Classe: Josué 8.1-7.

Um alerta:

Devido a questão liberal e métodos críticos da questão deuteronômica ou deuteronomista, incluindo-se aí o livro de Josué, queremos alertar aos professores, alunos e pesquisadores, da necessidade de colocar para os seus alunos ou ouvintes, a existência de renomados escritores, que querem por em dúvida em seus escritos as questões:

-Sobre a existência destas cidades no período citado pela Bíblia;

-Sobre a questão do período em que foi escrito o livro de Josué;

-O período em que foi escrito o livro de Deuteronômio e outras questões destes eventos.

Deve-se fazer uma leitura canônica, no sentido literal, do livro de Josué.

Este livro trata diretamente de um dos seus principais temas, que é a conquista e posse da Terra Prometida por Deus, ao Seu povo.

Por isto nos distanciamos das críticas liberais:

-Das fontes

-Literária moderna

-Método histórico-crítico

-Escola da História das Religiões [Religionsgeschichtliche Schule].

Que, pretendem isolar as fontes originais e analisa-las no período em que foram redigidas, trazendo em seu bojo, a partir daí, a questão das datas e dúvidas sobre a sua redação e pertinente canonicidade querendo reconstruir a religiosidade de Israel, sob uma ótica não divina, mas em muitos sentidos mitológica.

A importância da conquista de Ai.

O livro de Josué pode ser dividido em quatro partes.

A primeira parte nós já estudamos nas primeiras lições:

A narrativa do preparo para conquista.

Comissionamento de Josué

Espionagem de Jericó

Raabe

Passagem do Jordão

Memorial de doze pedras

Circuncisão dos hebreus do deserto

Celebração da Páscoa.

O encontro de Josué com Deus para preparo da próxima parte. Js. 5.13-15.

Agora estamos na segunda parte:

A narrativa da conquista da Terra Prometida. Js. 6-12

Já estudamos:

-Cerco de Jericó

-O pecado de acã

Nesta lição estamos em mais um trecho desta parte do livro:

-Vitória após a derrota.

-A renovação da Aliança no Monte Ebal.

O livro de Josué, nesta narrativa da conquista de Ai é uma demonstração, da renovação da Aliança de Deus com seu povo, com um cerimonial, no monte, como foi o narrado em Êxodo 19, e Dt. 28, com a vindicação das bênçãos.

Js.8. 30: Então Josué edificou um altar ao Senhor Deus de Israel, no monte Ebal... 34. Depois leu em alta voz todas as palavras da lei, a bênção e a maldição, conforme tudo o que está escrito no livro da lei.

Este fato deve ser notoriamente destacado pelos professores, como motivo:

Primeiro da vitória pela presença de Deus, na estratégia;

Renovação da Aliança, em função da obediência e remoção do pecado do meio do povo;

Confirmação de que a Conquista era fundamental, para posse e expulsão dos moradores da Terra Prometida e exaltação do nome do Senhor.

Quando Josué escreve o livro, ele quer ressaltar estes pontos em suas linhas.

Como a Derrota nos impulsiona para Vitória:

Josué nos ensina que a Terra era uma dádiva de Deus.

Que aquilo que é dádiva de Deus é garantido para nós, pelo próprio Deus.

Que mesmo sendo uma vez derrotados podemos conquistar vitórias, desde que extirpemos aquilo, que nos impediu alcançar o ponto abjetivado desde o início da nossa jornada, a posse da promessa.

Que a conquista, mesmo com lutas, guerras e outras dificuldades, é uma conquista permitida e preparada por Deus para nós.

Fp.2. 12: De sorte que, meus amados, do modo como sempre obedecestes, não como na minha presença somente, mas muito mais agora na minha ausência, efetuai [executai] a vossa salvação com temor e tremor;

II Tm. 4. 7: Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.

Nos ensina, que Deus permitiu, que: os cananeus, heveus, jebuseus, tomassem posse temporária da Terra Prometida, mas que agora eles iriam voltar a possuí-la, só dependia de ouvirem a voz do senhor. Dt. 27.1.ss

Dt.11. 24: Todo lugar que pisar a planta do vosso pé será vosso; o vosso termo se estenderá do deserto ao Líbano, e do rio, o rio Eufrates, até o mar ocidental.

Deus garantiu a Josué que a Terra seria deles:

Mas, Deus não cogitou nesta passagem as dificuldades, mas somente o anima, com a garantia que ninguém poderia o resistir, assim é conosco as guerras são para serem lutadas, como parte da Promessa de Deus. Será que na hora que os habitantes da pequena Ai derrotaram os hebreus, Josué não duvidou da palavra dita? [abaixo].

Js.7.7.ss: E disse Josué: Ah, Senhor Deus! Por que fizeste a este povo atravessar o Jordão, para nos entregares nas mãos dos amorreus, para nos fazeres perecer? Oxalá nos tivéssemos contentado em morarmos além do Jordão. Ah, Senhor! que direi, depois que Israel virou as costas diante dos seus inimigos? Pois os cananeus e todos os moradores da terra o ouvirão e, cercando-nos, exterminarão da terra o nosso nome; e então, que farás pelo teu grande nome?

Poderá ser, que conosco ocorra, o mesmo, mas lembre-se: fiel é o que prometeu.

Hb.10. 23: retenhamos inabalável a confissão da nossa esperança, porque fiel é aquele que fez a promessa;

Js.1.1.ss: Depois da morte de Moisés...falou o Senhor a Josué...dizendo: Moisés, meu servo, é morto; levanta-te pois agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, para a terra que eu dou aos filhos de Israel. Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo dei...Desde o deserto e este Líbano...até o grande mar para o poente do sol...Ninguém te poderá resistir todos os dias da tua vida...Esforça-te, e tem bom ânimo, porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria. Josué entendeu, por inferência, que nada o deteria, mas tem uma coisa que pode deter a nossa caminhada e a da Igreja: o pecado.

Tiramos daí uma lição:

Ai representa os pequenos percalços que nos fazem para de caminhar.

Muitas das vezes, o que nos lança para uma grande vitória é o fato de sermos derrotados espiritualmente, por pequenas coisas na nossa caminhada.

Uma palavra

Uma cunha

Uma capa

Um hino que deixamos de cantar no culto

Um perdão por um simples erro do irmão

Porque não nos cumprimentaram ao sair ou entrar do culto

Por estes pequenos casos impedimos a caminhada da Igreja, porque somos corpo!

I Co.12. 26: De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele;

-O Coral canta sem unção;

-No Círculo de Oração, começam as lutas e dissensões;

Deixamos isto enterrado e fica na nossa tenda [casa: IPe.2. 5: vós também, quais pedras vivas, sois edificados como casa espiritual para serdes...aceitáveis a Deus por Jesus Cristo.] espiritual impedindo a nossa conquista maior, que é Toda a Terra Prometida.

A Guerra e a Conquista:

Ef.6.12. ss: pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes.

A conquista da Terra Prometida com guerras e lutas é um tipo das nossas lutas espirituais aqui, para conquista do além do Jordão, este também tipológicamente, sinal da travessia para ao lado espiritual, muito embora, alguns não entendam assim, mas o tipo é sempre imperfeito [no caso entrada em guerra...], e material, mas, o antítipo é perfeito é entrada no gozo da Terra Prometida espiritual, não mais em guerras.

Pontos relevantes:

1-Hora de todos estarem coesos, numa só ação:

...toma contigo toda a gente de guerra.

2-Retomando a posição:

....levanta-te, e sobe a Ai.

3-Provisão tomada do inimigo, por ordem de Deus:

...salvo que para vós tomareis os seus despojos, e o seu gado.

4-Ouvindo a estratégia de Deus:

Sim! Deus tem estratégia que confunde os homens, quando eles pensam que Deus abandonou o seu povo, Ele que sempre é fiel, mostra a sua presença nos dando novas forças, Deus é um Deus de Aliança Eterna, através do sangue Salvífico ou salvítico, de Jesus Cristo o Filho de Seu Amor!

Cl.1.11.ss: corroborados com toda a fortaleza, segundo o poder da sua glória, para toda a perseverança e longanimidade com gozo; dando graças ao Pai que vos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz, e que nos tirou do poder das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu Amor; em quem temos a redenção, a saber, a remissão dos pecados

a-Põe emboscadas à cidade, por detrás dela.

Ação noturna:

....e escolheu Josué trinta mil homens valorosos, e enviou-os de noite.

Em várias batalhas bíblicas, esta foi uma marca da hora do povo de Deus agir, nos remetendo a ação quando a noite cai, a madrugada, aos momentos de oração á noite, etc.

Gideão:

Batalha de Gedeão

Jz.7.1: Então Jerubaal, que é Gideão, e todo o povo que estava com ele, levantando-se de madrugada acamparam junto à fonte de Harode... 9 Naquela mesma noite disse o Senhor a Gideão: Levanta-te, e desce contra o arraial, porque eu o entreguei na tua mão. 19 Gideão, pois, e os cem homens que estavam com ele chegaram à extremidade do arraial, ao princípio da vigília do meio, havendo sido de pouco colocadas as guardas; então tocaram as trombetas e despedaçaram os cântaros que tinham nas mãos. Assim tocaram as três companhias as trombetas, despedaçaram os cântaros, segurando com as mãos esquerdas as tochas e com as direitas as trombetas para as tocarem, e clamaram: A espada do Senhor e de Gideão!

Batalha de Abraão contra os reis:

Gn.14. 14.ss: Ouvindo, pois, Abrão que seu irmão estava preso, levou os seus homens treinados, nascidos em sua casa, em número de trezentos e dezoito, e perseguiu os reis até Dã. Dividiu-se contra eles de noite, ele e os seus servos, e os feriu, perseguindo-os até Hobá, que fica à esquerda de Damasco.

Davi:

I Sm.17. 20: Davi então se levantou de madrugada e, deixando as ovelhas com um guarda, carregou-se e partiu, como Jessé lhe ordenara; e chegou ao arraial quando o exército estava saindo em ordem de batalha e dava gritos de guerra.

5-Atentos ao inimigo, mas apercebidos para não virar presa fácil do mesmo.

...não vos distancieis muito da cidade, mas estai todos vós apercebidos.

6-A nossa marcha deve ser à noite, com a luz de Deus nos ilumina [lâmpadas para os meus pés é atua Palavra] e que não pode ser vista pelo inimigo:

Marchou Josué aquela noite até o meio do vale.

7-A ação da Lança estendida, na mão de Josué nos remete a batalha de Israel contra os amalequitas:

Precisamos de Josué no nosso meio, homens que tenham a lança apontada para o inimigo e conquistem a terra para o povo de Deus, sob suas ordens.

O inimigo não quer que tenhamos nossas armas afiadas para guerra, não quer homens que saibam manejar as armas.Com a lança podemos lutar a certa distante do inimigo, quando necessário, mas sabemos que Deus nos deu a Espada do Espírito que é a Palavra de Deus!

I Sm.13.19: Ora, em toda a terra de Israel não se achava um só ferreiro; porque os filisteus tinham dito: Não façam os hebreus para si nem espada nem lança.

Hb.13.7: Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos falaram a palavra de Deus, e, atentando para o êxito da sua carreira, imitai-lhes a fé.

E nos ensina a imitar os nossos antecessores, não mudando a forma de ação, á não ser por ordem do próprio Deus. I Co.1.11;Hb.6.12;I Ts.1.6;Fl.3.17;

Ex.17.9.ss: Pelo que disse Moisés a Josué: Escolhe-nos homens, e sai, peleja contra Amaleque; e amanhã eu estarei sobre o cume do outeiro, tendo na mão a vara de Deus. Fez, pois, Josué como Moisés lhe dissera, e pelejou contra Amaleque; e Moisés, Arão, e Hur subiram ao cume do outeiro. E acontecia que quando Moisés levantava a mão, prevalecia Israel; mas quando ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque. As mãos de Moisés, porém, ficaram cansadas; por isso tomaram uma pedra, e a puseram debaixo dele, e ele sentou-se nela; Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos, um de um lado e o outro do outro; assim ficaram as suas mãos firmes até o pôr do sol.

Js.8.18..ss:Então o Senhor disse a Josué: Estende para Ai a lança que tens na mão; porque eu te entregarei. E Josué estendeu para a cidade a lança que estava na sua mão. E, tendo ele estendido a mão, os que estavam de emboscada se levantaram apressadamente do seu lugar e, correndo, entraram na cidade, e a tomaram; e, apressando-se, puseram fogo à cidade. Mas ao rei de Ai tomaram vivo, e o trouxeram a Josué. Quando os israelitas acabaram de matar todos os moradores de Ai no campo, no deserto para onde os tinham seguido, e havendo todos caído ao fio da espada até serem consumidos, então todo o Israel voltou para Ai e a feriu a fio de espada. Ora, todos os que caíram naquele dia, assim homens como mulheres, foram doze mil, isto é, todos os de Ai. Pois Josué não retirou a mão, que estendera com a lança, até destruir totalmente a todos os moradores de Ai.

As Mãos do Anjo da Igreja, sob a unção de Deus, estendidas sobre o povo e sob a ordem de Deus, garante a vitória sobre o inimigo, até a derrota final da ação contra o povo.

O povo de Ai, como muitos dos nossos inimigos, nos desprezam, quando somos derrotados durante a nossa vida espiritual, física ou mesmo material, pois desconhecem uma virtude em nós: a renovação,eles não sabiam que o povo de Deus tem esta peculiaridade.

II Co.12. 10: Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco, então é que sou forte.

Este foi o início e o ponto fundamental para a derrota e extermínio de toda a Ai.

Js.8.25: Ora, todos os que caíram naquele dia, assim homens como mulheres, foram doze mil, isto é, todos os de Ai.

Após a vitória consagradora e afirmação da posse da Terra e que Deus continuava a agir, com Josué assim como com Moisés, haja vista a posição de Josué com a lança estendida, muito significativa, eles realizam um ritual ordenado por Moisés:

Dt.27.1.ss: Moisés, com os anciãos de Israel, deu ordem ao povo, dizendo: Guardai todos estes mandamentos que eu hoje vos ordeno. E no dia em que passares o Jordão para a terra que o Senhor teu Deus te dá, levantarás umas pedras grandes e as caiarás. E escreverás nelas todas as palavras desta lei, quando tiveres passado para entrar na terra que o Senhor teu Deus te dá, terra que mana leite e mel, como o Senhor, o Deus de teus pais, te prometeu. Quando, pois, houverdes passado o Jordão, levantareis no monte Ebal estas pedras, como eu hoje vos ordeno, e as caiareis. Também ali edificarás um altar ao Senhor teu Deus, um altar de pedras; não alçarás ferramenta sobre elas. De pedras brutas edificarás o altar do Senhor teu Deus, e sobre ele oferecerás holocaustos ao Senhor teu Deus. Também sacrificarás ofertas pacíficas, e ali comerás, e te alegrarás perante o Senhor teu Deus. Naquelas pedras escreverás todas as palavras desta lei, gravando-as bem nitidamente.

Ex.8.30.ss: Então Josué edificou um altar ao Senhor Deus de Israel, no monte Ebal, como Moisés, servo do Senhor, ordenara aos filhos de Israel, conforme o que está escrito no livro da lei de Moisés, a saber: um altar de pedras brutas, sobre as quais não se levantara ferramenta...estava de um e de outro lado da arca, perante os levitas sacerdotes que levavam a arca do pacto do Senhor; metade deles em frente do monte Gerizim, e a outra metade em frente do monte Ebal, como Moisés, servo do Senhor, dantes ordenara, para que abençoassem o povo de Israel. ... Palavra nenhuma houve, de tudo o que Moisés ordenara, que Josué não lesse perante toda a congregação de Israel, e as mulheres, e os pequeninos, e os estrangeiros que andavam no meio deles.

A manutenção daquilo que nos foi ensinado nos capacita para continuar em vitória.

Compreendendo a importância do Registro Bíblico e a Fé:

As palavras finais de Moisés em Deuteronômio 27-30 constituem uma introdução excelente aquilo que deveria ser seguido pelo povo hebreu. Ou, digamos, os livros demonstram exatamente o que Moisés queria ensinar e dizer naqueles capítulos sobre o que seria feito pelo Senhor no caso de serem ou não obedientes.

As bênçãos prometidas como resultado da obediência se evidenciam na conquista vitoriosa de Josué.

Para nós obreiros, realizar aquilo que aprendemos, sem inovações, é uma lição de humildade contínua e acentuada, em nosso padrão espiritual.

As duas batalhas dos hebreus, sendo derrotados em uma, por causa do pecado de um só homem, e na outra com vitória, ao estender da lança de Josué, demonstram, que a comunidade da fé, o povo de Deus contemporâneo, nos firmam e afirmam, como crentes verdadeiros, ao estudarmos os eventos, através do registro bíblico e crermos e os utilizar, como exemplo.

A fé bíblica assume a historicidade dos eventos, que revelam a história da salvação.

A Bíblia registra a verdade dos eventos históricos nos quais a revelação está baseada.

Isto é fundamental para a obtenção em tempos posteriores, a alguma derrota que tivermos, pois sempre após esta, Deus nos guiará em vitória, com uma lição tirada da própria derrota.

Ele nos dará estratégia de luta, emboscaremos os nossos adversários, que acharam que estamos á sua mercê, circundaremos a sua cidadela e ao levantarmos a lança ou Espada do Espírito Deus nos dará a Vitória total e aniquiladora sobre nossos inimigos. Aleluia!!!

Ela, a Fé bíblica, também nos assevera a confiabilidade da interpretação daqueles eventos apresentados de forma escrita.

Assim é que a forma escrita se reveste de suma importância — é uma peça de evidência histórica e formadora do caráter de nossa fé.

Hb. 11.1.ss: Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem. Porque por ela os antigos... 30 Pela fé caíram os muros de Jericó, depois de rodeados por sete dias. Os quais por meio da fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam a boca dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram forças, tornaram-se poderosos na guerra, puseram em fuga exércitos estrangeiros. Visto que Deus provera alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados.

Um dos segredos da derrota é que ela nos ensina lições e nos torna crentes melhores, se atentarmos para a execração do erro cometido, com confissão e extirpação do nosso meio, e é através dela que Deus nos fará novamente: Vitoriosos.

Deus é um Deus que nos ensina ao longo de Sua Palavra Eterna, que:

Daquilo que, aparentemente derrotou o homem, e como aprendemos na lição passada, se tornou maldição, Ele, Deus faz mudar, esta maldição em Benção ignorando o inimigo e o deixando aturdido, e como Deus Todo-Poderoso, providencia da derrota vitória e benção, para o seu povo.

Assim foi desde o proto-evangelho [Gn.3.15] até o patíbulo da Cruz, no qual muitos que ali estavam, inclusive os discípulos só viram o corpo morto de Cristo, e não podiam ver o Cristo ressurreto!

Nós como Igreja chegamos a plenitude da Fé, através da qual, somos conquistadores de vitórias, mesmo na situação descrita pelo Apóstolo Paulo:

II Co.4.8: Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossos corpos; pois nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. De modo que em nós opera a morte, mas em vós a vida. Ora, temos o mesmo espírito de fé, conforme está escrito: Cri, por isso falei; também nós cremos, por isso também falamos, sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus, nos ressuscitará a nós com Jesus, e nos apresentará convosco. Pois tudo é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, faça abundar a ação de graças para glória de Deus. Por isso não desfalecemos; mas ainda que o nosso homem exterior se esteja consumindo, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória; não atentando nós nas coisas que se vêem, mas sim nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, enquanto as que se não vêem são eternas.

Não desfaleça pela derrota de hoje, pois amanhã Deus te dará Vitória grandiosa.

Ec.7. 10 Não digas: Por que razão foram os dias passados melhores do que estes; porque não provém da sabedoria esta pergunta.

Se você estiver hoje com o sabor amargo de alguma derrota que te afligiu, creia que Deus tem dias de Vitória para você, como teve para com o povo, Seu povo, e nós somos o Seu povo.

Por que devemos acreditar que Deus tem uma Vitória após uma derrota?

Isto é um argumento teológico fundamental da Fé cristã, os exemplos, os eventos e experiências, além do testemunho da Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, na qual somos alicerçados como nossa única e imutável regra de fé nos conduzem ao entendimento disto, e nos remete a:

1-Fatos históricos bíblicos:

A Bíblia não tenta provar a existência de Deus ou a realização de suas milagrosas intervenções, é inferência natural, para nós, que elas são verdadeiras, pois é a sua Palavra. Para o crente, servem como meio de confirmação e fortalecimento da fé.

Os autores bíblicos por diversas vezes apelaram para a citação ou Relatos – tôledoth -, dos eventos históricos para validar seu argumento teológico.

Eles, assim, assumem a precisão histórica-bíblica dos eventos, que descrevem.

A historicidade, como acontecimento, não prova que a teologia seja verdadeira; entretanto, a confiabilidade histórica bíblica é necessária a fim de que as afirmações teológicas sejam verdadeiras, pois estão baseadas em fatos biblicamente históricos.

Por exemplo, pode-se asseverar que Deus fez uma Aliança com seu povo. Ex.19 ou Gn.12

Essa é uma afirmação teológica.

Se a história bíblica não fosse verdadeira, então a Teologia baseada naquela história é apenas uma especulação.

A fé que a Bíblia expressa é claramente uma fé historicamente bíblica.

Ela está embasada na historicidade bíblica de eventos do passado.

A historicidade bíblica é um ingrediente necessário à fé bíblica (1 Co 15.12-19-20).

Aqui Paulo argumenta, com um fato real, a teologia verdadeira da ressurreição.

1 Co 15.12: Ora, se prega que Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, como dizem alguns entre vós que não há ressurreição de mortos? Mas se não há ressurreição de mortos, também Cristo não foi ressuscitado. E, se Cristo não foi ressuscitado, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não são ressuscitados. Porque, se os mortos não são ressuscitados, também Cristo não foi ressuscitado. E, se Cristo não foi ressuscitado, é vã a vossa fé, e ainda estais nos vossos pecados. Logo, também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se é só para esta vida que esperamos em Cristo, somos de todos os homens os mais dignos de lástima. Mas na realidade Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.

A historicidade bíblica note bem, tem que ser Bíblica. [escrita por inspiração pelos homens que Deus escolheu para esta missão]

Ela nos conduz a fé em Cristo, sem, contudo, quer dizer que precisamos ter conhecimento da história natural, ou fatos palpáveis, para crer, pois assim aconteceu com Abraão o Pai de todos que teem fé.

Importante destacarmos que, Deus ao dar a vitória aos hebreus, sobre a cidade de Ai reafirma sua Aliança ou Pacto com o povo hebreu, garantindo a continuidade da posse da terra Prometida, mostrando, pela sua ação através de: seja da lança estendida de Josué ou da estratégia dada para enganar os adversários, que Ele ainda estava ali bem presente para conduzir o Seu Povo.

Mesmo após uma derrota, da qual eles foram os únicos responsáveis, e pagaram o seu preço com vidas preciosas, contudo o Deus de Abraão e Moisés continuava trabalhando, a favor de seu povo e o conduzindo, do limbo da derrota, para uma Vitória avassaladora e que mostraria aos outros ocupantes da Terra, que Deus –YAHWEH [Yahweh- Tsabaoth - Senhor dos Exércitos – Tsabaoth - exércitos de anjos ou exércitos de Israel (O Guerreiro Celestial – Js.5.13: 13 Ora, estando Josué perto de Jericó, levantou os olhos, e olhou; e eis que estava em pé diante dele um homem que tinha na mão uma espada nua.)]ainda estava atuando entre os hebreus.Leia Josué capítulo 9.

CONCLUSÃO:

Sair da derrota para a Vitória significa vencer o pecado, o erro, confissão de culpas, ser sarado, extirpar o mal do nosso meio, dominar o mal que nos derrotou.

Demonstra que Deus nos regenerou e nos deu novas forças, com o mesmo povo, para os hebreus, e pessoalmente, com a mesma matéria da derrota, o que é uma vitória de Deus e uma derrota para Satanás, pois o que era opróbio e vergonha, se tornou em benção, posse e vitória para o povo de Deus.

Aprendamos que:

Após a derrota, Deus nos concede a Vitória e faz os nossos inimigos tremerem ao ser anunciado o Seu nome, como Nosso Comandante!

Contudo, após a vitória não deixe de credita-la à Deus e ler a Sua Palavra, para que todo o povo saiba que foi Deus quem fez isto.

Renove a tua aliança com Ele, para que não te ocorra como Elias, após a vitória sobre os profetas no Monte Carmelo, mas aí, já é um outro assunto.

Fonte:

UPM

Prof. Dr. Pastor Augustus Nicodemos

Lição – EBD – CPAD

Apontamentos do autor

Nenhum comentário:

Seguidores

Ocorreu um erro neste gadget

Geografia Bíblica-Texto-Local!

Para quem estuda a Arqueologia - Mapas do Antigo Testamento e do Novo Testamento.
Viaje à Terra Santa pelo seu PC, ou qualquer lugar citado na Bíblia! Com ela você pode através do texto que está lendo ter acesso ao local onde ocorreu o fato bíblico! Forma gratuita, é só clicar e acessar:

Ser Solidário

Seja solidário
"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei . No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."
Martin Niemöller, 1933

Doutrina


O Credo da Assembléia de Deus
A declaração de fé da Igreja Evangélica Assembléia de Deus não se fundamenta na teologia liberal, mas no conservadorismo protestante que afirma entre outras verdades principais, a crença em:
1)Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29).
Pacto de Lausanne – Suíça
Teses de Martinho Lutero
95 Teses de Lutero
Clique e acesse todo texto.

Ensino Dominical