quarta-feira, março 16

Japão - Líbia - Milagre no Drama...

Japão...Japão e a Líbia?
Radiação na usina é ameaça letal a socorristas no Japão, dizem EUA.
Níveis elevados impedem que eles cheguem perto dos reatores.
Operadora de Fukushima Daiichi tenta evitar acidente de maior proporção.
Da Reuters 
A principal agência reguladora nuclear dos Estados Unidos informou ao Congresso nesta quarta-feira (16) que os níveis de radiação ao redor da usina nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão, podem ameaçar de forma letal os agentes de emergência que tentam evitar um acidente nuclear de grandes proporções no local.
"Acreditamos que nos arredores do reator há altos níveis de radiação”, afirmou o diretor da Comissão Reguladora Nuclear, Gregory Jaczko, durante audiência do Subcomitê de Comércio e Energia da Câmara dos Deputados.
"Seria muito difícil para os agentes de emergência chegar perto dos reatores. As doses a que eles poderiam ser submetidos seriam potencialmente letais num curto período de tempo", disse.
Jaczko disse que a agência reguladora tinha informações muito limitadas sobre o que estava acontecendo na usina de Fukushima, no Japão, e que não queria especular muito sobre o assunto.
Ele afirmou ainda que os Estados Unidos não serão afetados pela radiação nociva da usina japonesa e que a área de isolamento ao redor da instalação nuclear era menor do que a sugerida pela agência.
Foto de satélite feita nesta quarta-feira (16) pela DigitalGlobe mostra a usina de Fukushima Daiichi.
Vapor pode ser visto saindo dos reatores 2 e 3. Também podem ser vistos danos nos reatores 1 e 4 e em outros prédios. (Foto: AP)
"Além dos três reatores que estavam funcionando no momento do incidente, um quarto reator representa também agora um motivo de preocupação. Esse reator não estava funcionando no momento do terremoto", declarou o presidente da NRC, Gregory Jaczko, durante uma audiência no Congresso.
"Depois de Chernobyl, toda a força da indústria nuclear foi direcionada para esconder o acontecimento, para não manchar a sua reputação." Iouli Andreev - especialista em segurança nuclear e um dos homens que participaram nas limpezas de Chernobyl depois do desastre de 1986 - disse à Reuters.
Gráfico - Groso modo: Como funciona a 'alma' do reator atômico - as barras de material  - urânio enriquecido - acondicionadas em uma 'célula' de Energia - onde ocorre a fissão.
Naoto Kan, primeiro-ministro do país, admitiu, que "o risco de mais fugas radioativas está aumentando".
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Takeaki Matsumoto, acrescentou em conferência de imprensa.:
"A radioatividade [do reator 4] pode ser prejudicial à saúde das pessoas", revelou.
Abaixo quadro de datas - localização - Comparação níveis de radiação [EUA comparando ao desastre e nos locais] e  desde o evento e a mensuração, ou seja, Nível de radiação - Dosagem anual normal a que o ser humano está exposto anualmente - Nível da radiação da explosão dos reatores 1, 2 - 3, e do Reator 4.Veja as dosagens em nosso post anterior.

"Achamos que houve uma explosão de hidrogênio no nível desse reator", explicou.
"Acreditamos que o cilindro de confinamento secundário foi destruído, que não há mais água na piscina onde ficam as varetas de combustível reciclado e que os níveis de radiação estão extremamente elevados, o que poderá comprometer as operações de segurança" realizadas no local para evitar uma catástrofe, acrescentou.
Preocupação:
para tentar conter o aquecimento na Usina em Fukushima.
por Mariana de Araújo Barbosa
Governo japonês decidiu retirar 800 engenheiros da central e leva a cabo a evacuação dos 20 quilômetros circundantes.
O acidente na central nuclear japonesa de Fukushima é o segundo mais grave registado até hoje, classificado com grau de 5 ou 6 numa escala de gravidade que vai até 7. Um nível que foi atingido em Chernobyl, atual Ucrânia, em 1986.
Porém, as duas situações são distintas. Enquanto a central ucraniana estava operarando em pleno quando aconteceu o acidente, onde houve erro humano, a central japonesa está tentando ser pararada, desde sexta-feira, quando  se desligou automaticamente depois do sismo que atingiu o país. "Chernobyl era um Ferrari com o acelerador no fundo, Fukushima é um Ferrari após uma travada de freio a fundo."
Explicando:
Enquanto Chernobyl estava em operação e produziu o desastre, Fukushima é como você dar uma freiada abrupta, o que em si, causa o mesmo efeito que a aceleração continuada em uma batida de carros.
A imagem é de um especialista italiano em energia nuclear. Gianfranco Sorasio, ex-professor do Técnico que trabalha na empresa portuguesa WS Energy, explica que uma central nuclear quando é desligada não pára de produzir neutrons automaticamente. É um processo lento, que demora até uma semana e é muito delicado do ponto de vista técnico.
Durante esta fase, o reactor continua a produzir calor, pelo que necessita do sistema de refrigeração com água fria.
Os EUA estão preocupados com a exposição dos 50 engenheiros que ficaram, dentre os 800 anteriores,
Além disto, com o raio de evacuação determinado pelas autoridades do Japão!Veja Mapa -NYT
Serão heróis condenados, ou as autoridades japonesas sabem o que estã fazendo?
Gregory Jaczko relatou aos parlamentares americanos os últimos acontecimentos da crise japonesa depois de ter se reunido mais cedo com o presidente Barack Obama.
Ele disse que, ante uma situação semelhante, os Estados Unidos teriam estabelecido uma zona de evacuação maior do que as autoridades japonesas, que conduziram uma evacuação em um raio de 20 km, depois ampliado para 30 km.
Essa é a razão pela qual os Estados Unidos pediram a saída dos americanos que vivem a menos de 80 km da central nuclear de Fukushima.
De acordo com vários especialistas, o esvaziamento da piscina de combustível reciclado do reator 4 na central de Fukushima, já quase vazia, é um cenário catastrófico porque poderá expelir com a evaporação uma quantidade de dejeto radioativo similar à da catástrofe de Chernobyl.
Na França, o Instituto de Radioproteção e de Segurança Nuclear (IRSN), estimou que as próximas 48 horas serão cruciais para o restabelecimento do nível de água na piscina de armazenamento de combustível reciclado do reator 4 de Fukushima, com o perigo de um vazamento "muito grande" de dejetos radioativos.
Drama e Milagre, em meio a Tragédia.
 Mãe abraça seus filhos gêmeos de um ano, encontrados na Ilha de Oshima, cinco dias após o terremoto seguido de tsunami que devastou as cidades da costa nordeste do Japão.
No Brasil nós assistimos aliviados a chegada de brasileiros, mormente jogadores de futebol, destaque na mídia, sem nenhum tipo de acompanhamento dass autoridades sanitárias e identificação do destino final e registro do estado de saúde.
Descaso?
Falta de atenção?
Ou achamos que somos imunes a radiação e outros eventos?
Onde está o CNEN?

Kadhafi e a Líbia...
Situação.
No meio de todo este Desastre Japonês, não nos esqueçamos do Oriente Médio.
Quatro jornalistas do 'NY Times' desaparecem na Líbia, diz o New York Times.
Governo líbio afirmou que está tentando localizar os desaparecidos.
País é palco de violentos confrontos entre forças pró-governo e rebeldes.
Gadafi está ampliando as suas posições militares, avançando e bombardeando as frentes de resistência da Oposição.
O caso japonês está ajudando, e lhe deu tempo e tirou-o do espaço e foco na mídia, de tal forma, que o fortaleceu, seja para avançar e retomar todas a área da Líbia, seja para ter trunfo em uma eventual e cada vez menos provável, negociação, para uma saída em condições dignas, ou seja, exílio diplomático e com alguns milhões de dólares, para manter-se no exterior, as e a toda sua família, que como todos os líderes da região é grande.
New York Times" informou que quatro jornalistas seus, incluindo um vencedor do prêmio Pulitzer, estão desaparecidos na Líbia.
Tyler Hicks, Lynsey Addario, Stephen Farrell e Anthony Shadid. 
O "
Editores do jornal afirmaram que estão desde a manhã de terça-feira, horário de Nova York, sem contato com eles.
Bill Keller, editor-executivo, disse que as autoridades líbias afirmaram que estão tentando localizar os jornalistas.
O governo líbio garantiu que, se os jornalistas foram realmente capturados, eles serão libertados ilesos, segundo o 
Jornalistas desaparecidos – AFP
Kadhafi fecha cerco a Benghazi, reduto da oposição.
Benghazi é a maior cidade depois de Trípoli.
Mais uma cidade rebelde foi bombardeada nesta quarta-feira (16).
Decisão sobre zona de exclusão permanece num impasse.
Desconfiança e nervosismo
O clima em Benghazi mescla desconfiança e nervosismo, com alguns cidadãos prevendo um banho de sangue, e outros confiantes de que os rebeldes ainda podem derrubar o líder Muammar Kadhafi, há 41 anos no poder.
O Exército líbio ordenou aos habitantes de Benghazi que deponham as suas armas, e um dos filhos de Kadhafi, Saif al Islam, disse à Euronews TV que o governo irá retomar o controle da segunda maior cidade da Líbia, com ou sem zona de exclusão aérea. 'Tudo vai acabar em 48 horas', disse ele.
A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras disse que precisou retirar seu pessoal de Benghazi, e começou a transferir as equipes para Alexandria, no Egito.
As tropas de Muammar Gadafi reconquistaram a cidade petrolífera de Brega neste domingo. Depois de bombardearem o local dominado por rebeldes que lutam contra o ditador, homens do governo conseguiram vencer e forçaram os rebeldes a deixarem o local.
Mapa da seqüência dos levantes contra as Ditaduras.

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"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei . No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."
Martin Niemöller, 1933

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A declaração de fé da Igreja Evangélica Assembléia de Deus não se fundamenta na teologia liberal, mas no conservadorismo protestante que afirma entre outras verdades principais, a crença em:
1)Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29).
Pacto de Lausanne – Suíça
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