sábado, julho 23

Tragédia - Noruega, e autoridades acreditam que crimes estejam ligados.

Mais de 90 pessoas morreram nos dois ataques na Noruega, e autoridades acreditam que crimes estejam ligados.

Noruegueses fazem homenagens aos mais de 91 mortos em Oslo. Foto: Reuters - O Globo (internacio@oglobo.com.br)


OSLO - Pelo menos 92 pessoas morreram nos dois ataques que abalaram a Noruega na sexta-feira. De acordo com autoridades do país, subiu para pelo menos 85 o número de mortos depois que um homem vestido como policial abriu fogo durante um encontro de jovens do partido governista numa ilha, nos arredores da capital Oslo. 
Outras 7 pessoas morreram e 15 ficaram feridas na explosão que atingiu prédios públicos na capital. As autoridades da Noruega informaram também que o número de vítimas não é definitivo e pode aumentar, pois há feridos em estado grave e pessoas desaparecidas.


- Não podemos assegurar que (a cifra) não vai aumentar - completou ele, acrescentando que alguns sobreviventes estão em estado grave - disse o chefe de polícia Oysten Maeland.
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Dezenas de pessoas fogem a nado da ilha Utoya.

Para governo, os dois casos estão relacionados e são classificados como os ataques mais violentos da história do país desde a Segunda Guerra. 
O primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, disse neste sábado que as autoridades norueguesas estão trabalhando com agências de inteligência estrangeiras para determinar se houve algum envolvimento internacional nos ataques.
Os sobreviventes do ataque na Ilha de Utoeya contaram como foram os momentos de terror vividos antes de o assassino abrir fogo contra os jovens do partido governista. Segundo relatos publicados no jornal espanhol “El País”, o homem gritava “vocês devem morrem, todos devem morrer”.
Fuga de Muitos do Terror na Ilha Norueguesa Foi Nadando.
Vídeo:
Oslo – Momentos Antes da Explosão.


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O assassino dizia: 'cheguem perto, não há o que temer', relata testemunha

A jovem Elise, de 15 anos, contou quais foram as palavras do assassino antes de disparar contra os jovens:
- Cheguem perto. Tenho uma informação importante. Fiquem perto, não há o que temer – disse a jovem à agência NTB.
As pessoas corriam como loucas por todas as partes. Ele disparava e disparava
Elise se escondeu atrás de um pedra, viu o assassino se aproximar e, em seguida passar por ela:
- As pessoas corriam como loucas por todas as partes. Ele disparava e disparava.
À CNN, o jovem Adrian Pracon, de 21 anos, contou como ele e alguns amigos conseguiram sobreviver:
- Eu e outros colegas ficamos deitados de barriga para baixo e sobrevivemos com os corpos que pudemos colocar em cima de nós, para fingir que estávamos mortos. Eu podia sentir a respiração do assassino, ouvir suas botas.
Sobrevivemos com os corpos que pudemos colocar em cima de nós, para fingir que estávamos mortos.
Emocionado, o primeiro-ministro da Noruega lembrou dos verões que passou na ilha quando era jovem:
- Um lugar que foi um paraíso da juventude, agora transformado num inferno. O que mais dói é que este lugar em que estive em cada verão desde 1979, em que senti alegria e segurança, foi golpeado por uma violência brutal.
Família real visita sobreviventes do ataque em acampamento.
O rei Harald e a rainha Sônia visitaram, neste sábado, os sobreviventes do ataque no acampamento de jovens do Partido Trabalista. O rei considerou o ocorrido como uma "tragédia imensurável". Em entrevista à Rádio CBN, na manhã deste sábado, o embaixador do Brasil na Noruega afirmou que não há informações de brasileiros mortos entre as vítimas.

Veja antes e depois de locais atingidos por explosão na Noruega

De acordo com a polícia de Oslo, no entanto, os incidentes não estão relacionados ao terrorismo internacional ou a grupos islamistas, mas sim a "movimentos locais antisistema", provavelmente de extrema-direita. O suposto autor do atentado e do tiroteio na ilha seria um norueguês de 32 anos identificado como Anders Behring Breivik. Ele foi preso em Utoeya com um fuzil automático. Segundo a rede de televisão norueguesa TV2, o criminoso tem vínculos com grupos de extrema-direita. Há relatos de que o suspeito foi visto em Oslo antes de seguir para Utoeya, onde foram encontrados explosivos não detonados parecidos com os usados na capital.
- A informação é de que ele é norueguês. Não sei muito sobre ele - disse o ministro da Justiça, Knut Storberget.
De acordo com um vendedor, ele teria adquirido seis toneladas de fertilizantes antes dos massacres. A polícia investiga relatos de que haveria um segundo atacante.
Neste sábado, a polícia norueguesa deteve um homem do lado de fora do hotel onde o primeiro-ministro estava visitando jovens do Partido Trabalhista, que escaparam do ataque na ilha. Algemado, o homem disse a jornalistas que foi detido por carregar uma faca em seu bolso.
O secretário de Estado norueguês, Kristian Amundsen, classificou a situação como a pior vivida pelo país na história recente. Ele explicou que os danos só não foram maiores por que era feriado para os funcionários públicos.
- A situação no país é séria. Na ilha de Utoya, a situação é crítica - disse o primeiro-ministro, por telefone, a uma TV local. - Mesmo quando se está bem preparado, é sempre dramático quando uma coisa assim acontece.
A bomba no centro de Oslo explodiu por volta das 15h30m (10h30m, em Brasília), em local exato ainda desconhecido, e rapidamente gerou pânico em Oslo. O prédio de 17 andares onde fica o escritório do premier Jens Stoltenberg, teve a maioria das janelas quebradas. Ele afirmou que assim como os outros membros do seu Gabinete, não ficou ferido. Segundo a imprensa local, as instalações do Ministério do Petróleo foram as mais atingidas.
Já o tiroteio aconteceu cerca de duas horas depois, na reunião anual da juventude do Partido Trabalhista do primeiro-ministro - que era esperado neste sábado no encontro. Entre 500 e 700 estavam na ilha de Utoya, nos arredores da capital, quando o tiroteio começou e muitos chegaram a fugir a nado.
A sobrevivente Elise, de 15 anos, disse que ouviu os tiros, mas quando viu o suposto policial achou que estava segura:
- Foi quando ele começou a atirar nas pessoas bem diante de mim. Vi muitas mortas. Primeiro ele atirou nas que estavam na ilha. Depois, nas que estavam na água.
A adolescente se escondeu atrás na mesma pedra em que estava o criminoso.
- Eu podia ouvir a respiração dele no alto da pedra.
O especialista sueco Magnus Pesquisas Torp diz que o padrão do ataque no centro de Oslo, ainda que não se sabia o tipo de bomba usada, não segue a linha das ações da al-Qaeda. Já o analista Tore Bjorgo, citado pela televisão norueguese, assegura que os ataques lembram os de Oklahoma (EUA), em 1995. Na sexta-feira, um grupo terrorista chamado Ansar al-Jihad al-Alami (Auxiliares do Jihad Global) chegou a divulgar um comunicado assumindo a autoria do atentado a bomba, o que foi desmentido depois pela própria organização.
Ameaças
Os ataques acontecem depois de a Noruega ter lidado com uma série de possíveis ameaças terroristas ligadas à al-Qaeda. Acontece também seis anos depois de um jornal norueguês ter sido um dos primeiros a publicar a polêmica charge de Maomé, amplamente criticada pela comunidade muçulmana e que inicialmente saiu em um jornal da vizinha Dinamarca.
A Noruega enfrentou recentemente também ameaças por conta de seu envolvimento nos conflitos em Líbia e Afeganistão. No início do mês, o ditador Muamar Kadafi disse que usaria mártires contra os países europeus caso os bombardeios da Otan contra Trípoli não parassem.
EUA, Otan e UE condenam
Estados Unidos, Otan e União Europeia condenaram fortemente a explosão na sede do governo em Oslo.
Em comunicado oficial, Washington chamou o ataque de "atos deploráveis de violência", já o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, disse estar chocado dias de tamanha "covardia".
O secretário-geral da Otan, general Anders Fogh Rasmussen, chamou as explosões de hediondas. Cerca de 400 soldados norueguesas participam da missão da aliança no Afeganistão.
O presidente da UE, José Manuel Barroso, também expressou choque diante do episódio e lembrou da importância da Noruega na perseguição da paz.
Fuga de Muitos do Terror na Ilha Norueguesa Foi Nadando.

Dezenas de pessoas fogem a nado da ilha Utoya.


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