terça-feira, fevereiro 7

França - France - Conversão sob o Manto do Erro!

Será um despertar católico, ou mais uma tentativa de busca de membresia e adeptos?
São jovens católicos que se lançam às ruas, com certa ‘histeria’ produzida de uma revisitação ao passado, em que a I. Católica produziu, gente com sintomas de radicalismos, com histeria e uma ‘vida’ monástica, que não é bem, sob meu ponto de vista, lendo as Escrituras, o que Deus quer que sejamos, como agentes do Ide!

Forma de agir:
Ataques;
Palavras de Ordem;
Um pouco de xenofobia e direita francesa racista e um pouco de medievalismo em pleno século XXI, sob o manto de defesa da fé católica, o que vai dar no mesmo caminho do catolicismo punitivo, do qual o próprio Dom Ratzinger [O Papa] é o líder, do atuante e medieval, Tribunal do Santo Ofício [Inquisição], que matou e puniu muita gente.
Há alguns poucos anos atrás, o brasileiro, Frei Betto foi defenestrado de suas insígnias e direitos sacerdotais, por causa de sua defesa da Teoria da Libertação, socialismo demais para a megamilionária Igreja Católica Romana, defendida por este grupo de jovens, reclusos, para fazer parte desta sociedade exclusivista.
Dano contra dano.
Erro contra erro – Incluindo bandeiras da França, cânticos religiosos, invocação de Joana d'Arc...
Protestos, mas não são protestantes;
Em alguns eles têm razão[ataques gratuitos aos cristão], mas se esquecem, que são sinais dos últimos dias;
“Na França, a laicidade tornou-se a religião do Estado e a cristianofobia é uma das suas faces mais visíveis".
Ou seja, a irreligiosidade, se tornou uma religião, assim como, eu chamo o ateísmo [os que dizem não crer em Deus] em uma religião, como estampa da fé, uma fé no negativo de uma foto, muito embora, este não seja, o melhor comparativo.
Laico – se diz de um Estado soberano [um país] em que a Constituição não estabelece uma religião oficial.
Este é o caso da França, diferente da Grécia, onde o Estado estabelece como Culto Oficial a Igreja Ortodoxa, ou a nossa vizinha Argentina, em que a Religião Oficial é o Catolicismo Romano, embora haja liberdade religiosa, sem perseguições aparentes, aos protestantes, evangélicos e outras religiões!
Na realidade é um braço, que teve como seu maior expoente o ex-arcebispo Marcel Lefebvre, sempre condenado, quando em vida, quase cismático em seus embates com o Líder da Igreja Católica e seus príncipes, pelo Clero Católico Romano.
O Civitas, no entanto, tem forte elo com a Fraternidade Sacerdotal São Pio 10, movimento católico integrista criado pelo falecido e ex-arcebispo Marcel Lefebvre, como se constata no site do grupo.
O bem em mal:
"Não tenho vergonha de dizer que cobramos o apoio dos deputados. Vamos, em breve, encaminhar para os parlamentares um projeto de lei para retirar todas as subvenções publicas de organizações culturais que programem eventos ofensivos à religião".
Política de direita:
O Civitas planeja lançar candidatos às eleições municipais de 2014.
Alain Escada, secretário-geral do Civitas diz que incentiva candidaturas sem "vínculos políticos tradicionais", mas, antes de assumir a secretaria geral do Civitas há dois anos, era ligado a um partido belga de extrema-direita.
França se torna palco de protestos católicos por respeito da fé
31/01/2012 - 07h50 - CÍNTIA CARDOSO - COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE PARIS
Cruzes, velas, fiéis ajoelhados, bandeiras da França, cânticos religiosos, invocação de Joana d'Arc e palavras de ordem contra a "cristianofobia".
Esses são os ingredientes das manifestações organizadas recentemente por católicos integristas diante de salas de teatro que apresentam peças consideradas "heréticas".
Antes limitado a protestos esporádicos, nos últimos dois meses, o instituto Civitas, uma organização que se define como um "lobby político pela recristianização da França", ganhou espaço na mídia com manifestações ostensivas em eventos culturais importantes suscitando o debate entre o direito de liberdade artística e o respeito da fé. Foram cerca de 60 protestos desde o começo do ano passado em toda a França.
No fim de outubro, durante as apresentações da peça "Sur le concept du visage du fils de Dieu" ("Sobre o conceito do rosto do filho de Deus", em tradução livre), do italiano Romeo Castellucci, alguns manifestantes invadiram o palco do Théâtre de la Ville, em Paris, e tentaram agredir os atores.
O motivo do protesto era a associação da figura de Cristo a cenas de escatologia durante o espetáculo.
Durante as semanas em que a peça esteve em cartaz, os manifestantes permaneceram na entrada do teatro rezando e vaiando quem comprava ingressos. A polícia teve que intervir em diversas ocasiões para impedir populares mais exaltados que ameaçavam atirar pedras no público.
Na última grande manifestação do grupo, no dia 11 de dezembro, uma centena de manifestantes marchou até a entrada do teatro du Rond-Point, perto da avenida dos Champs Elysées na capital francesa, para realizar uma vigília contra a peça "Golgota Picnic", uma das principais atrações do Festival de Outono. Nota do colunista:Estas ações levam o grupo a se impor, no meio de uma irreligiosidade e ascetismo agnóstico do atual cunho cultural francês, que despreza Deus e desafia a sua força!
O espetáculo do argentino Rodrigo Garcia faz releitura de passagens dos Evangelhos. Numa das cenas mais criticadas pelos integristas católicos, um pianista nu interpreta uma adaptação de "As Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz" do compositor Joseph Haydn (1732-1809).
Alain Escada, secretário-geral do Civitas [ao lado], defende que toda expressão artística deveria ser submetida a valores cristãos.
"Essas peças são uma mistura de perversões, de blasfêmias e de ataques gratuitos aos cristãos. Temos que nos defender.
Na França, a laicidade tornou-se a religião do Estado e a cristianofobia é uma das suas faces mais visíveis", disse à Folha.
O Civitas, segundo Escada, conta com cerca de 100 mil simpatizantes e utiliza redes sociais e a mobilização de jovens pela internet para organizar os protestos que reúnem as alas mais conservadoras do catolicismo francês.
Escada rejeita, porém, a denominação integrista.
"Esse rótulo limita a nossa atuação. Defendemos valores tradicionais do catolicismo. Somos apenas indignados católicos."
O Civitas, no entanto, tem forte elo com a Fraternidade Sacerdotal São Pio 10, movimento católico integrista criado pelo ex-arcebispo Marcel Lefebvre[in memoriam], como pode ser constatado no site da organização.


Avesso à modernização litúrgica promovida pela Igreja Católica nos anos 60, Lefebvre foi suspenso de todas as suas atividades religiosas e excomungado. Continuou, porém, a realizar ritos não reconhecidos pelo Vaticano até a sua morte em 1991. Seus seguidores, ainda hoje, continuam a ministrar missas em latim na França.
AMBIÇÕES POLÍTICAS
Para além dos protestos e da mobilização pela internet, o Civitas, apontado como ultraminoritário por teólogos, espera ganhar peso no meio político.
Jacques Rémiller, deputado do UMP, partido do presidente Nicolas Sarkozy, encaminhou um texto que condena a perseguição aos cristãos no Oriente Médio e ressalta a ameaça de atos contra os católicos na França.
O texto conseguiu angariar assinaturas favoráveis de 55 deputados, o que representa cerca de 10% da Assembléia. "Não tenho vergonha de dizer que cobramos o apoio dos deputados. Vamos, em breve, encaminhar para os parlamentares um projeto de lei para retirar todas as subvenções publicas de organizações culturais que programem eventos ofensivos à religião", afirmou Escada.
    Fred Dufour - 11.dez.11/France Presse   
    Homem carrega uma cruz de madeira durante manifestação de católicos integristas contra "cristianofobia"   
Para Nicolas Senèze, jornalista do jornal católico "La Croix" e especialista do integrismo na França, ao associar a cristianofobia em países como o Iraque à situação na França, o Civitas conseguiu passar a mensagem de que a religião católica estava ameaçada conseguindo, com isso, atrair até alguns cristãos moderados para a sua causa.
"Foi um golpe de mestre", resumiu.
O instituto Civitas também planeja lançar candidatos às eleições municipais de 2014. Escada diz que incentiva candidaturas sem "vínculos políticos tradicionais", mas, antes de assumir a secretaria geral do Civitas há dois anos, era ligado a um partido belga de extrema-direita.
SOCIEDADE PURA
Nota do colunista: o Monsenhor quer fazer média, ou desconhece as Escrituras e a ação contra a verdadeira Fé.Rn.12 para o monsenhor![com letra minúscula]
E ainda acha, no meio de suas declarações espaço para esquecer do Ide legítimo.Mal, Monsenhor Pascal.Se o senhor pregar a verdade estes jovens podem verdadeiramente mudar a França, com a Pregação legítima do Evangelho..
Em uma carta aberta, o monsenhor Pascal Wintzer, do Observatorio da Fé e da Cultura da Conferência dos Bispos da França, relativizou o conteúdo das peças teatrais atacadas pelos integristas.
"Nas obras contemporâneas, seja nas artes plásticas seja na expressão teatral, os temas representados não são mais 'religiosos', não são mais cenas bíblicas. Elas expressam inquietudes diante de um mundo em desencanto", escreveu.
Para o bispo, a obsessão por uma sociedade cristã "pura" e "naturalmente cristã" defendida pelos integristas é um "sonho do qual é preciso acordar".
As críticas ao movimento integrista também vêm do governo.

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"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei . No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."
Martin Niemöller, 1933

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