quinta-feira, dezembro 26

Tema a Deus em todo Tempo - Lição 13 – CPAD - Primeira Parte

Lição 13 – CPAD
Primeira parte
Editor e autor - Osvarela
Nesta última lição do ano de 2013 agradecemos a Deus pelas lições que estudamos sobre sermos vitoriosos, sob a dimensão da Sabedoria.
Por isto, devemos temer a Deus em todo tempo, este é um dos sustentáculos da Vida Vitoriosa!
Tema a Deus em todo Tempo
Eclesiastes 12.13 De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem.
Eclesiastes 12.1-8 LEMBRA-TE também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento; Antes que se escureçam o sol, e a luz, e a lua, e as estrelas, e tornem a vir as nuvens depois da chuva; No dia em que tremerem os guardas da casa, e se encurvarem os homens fortes, e cessarem os moedores, por já serem poucos, e se escurecerem os que olham pelas janelas; E as portas da rua se fecharem por causa do baixo ruído da moedura, e se levantar à voz das aves, e todas as filhas da música se abaterem. Como também quando temerem o que é alto, e houver espantos no caminho, e florescer a amendoeira, e o gafanhoto for um peso, e perecer o apetite; porque o homem se vai à sua casa eterna, e os pranteadores andarão rodeando pela praça; Antes que se rompa o cordão de prata, e se quebre o copo de ouro, e se despedace o cântaro junto à fonte, e se quebre a roda junto ao poço, E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu. Vaidade de vaidades, diz o pregador, tudo é vaidade.
Etimologia
Figura de Palavra - A figura de palavra consiste na substituição de uma palavra por outra, isto é, no emprego figurado, simbólico, seja por uma relação muito próxima (contiguidade), seja por uma associação, uma comparação, uma similaridade. Esses dois conceitos básicos - contiguidade e similaridade - permitem-nos reconhecer dois tipos de figuras de palavras: a metáfora e a metonímia.
Símile - s.m. Analogia, semelhança entre coisas diferentes. Retórica; Comparação ou confronto que se estabelece entre dois seres ou fatos em que o espírito percebe alguma relação de similaridade; comparação.
Metáfora - A metáfora consiste em utilizar uma palavra ou uma expressão em lugar de outra, sem que haja uma relação real, mas em virtude da circunstância de que o nosso espírito as associa e depreende entre elas certas semelhanças. É importante notar que a metáfora tem um caráter subjetivo e momentâneo; se a metáfora se cristalizar, deixará de ser metáfora e passará a ser catacrese (é o que ocorre, por exemplo, com "pé de alface", "perna da mesa", "braço da cadeira").
latim, "meta" significa “algo” e “phora” significa "sem sentido". Esta palavra foi trazida do grego onde metaphorá significa "mudança" e "transposição".
Metáfora é a comparação de palavras em que um termo substitui outro. É uma comparação abreviada em que o verbo não está expresso, mas subentendido.
Obs.: toda metáfora é uma espécie de comparação implícita, em que o elemento comparativo não aparece; sem o conectivo comparativo. Comparação: com o conectivo (como, tal como, assim como);
Metonímia - existe a comparação, só que ela é mais objetiva.
Prosopopeia ou Personificação - Consiste em atribuir ações ou qualidades de seres animados a seres inanimados, ou características humanas a seres não humanos.
Paralelismo - característica marcante da poesia hebraica; a rima de ideias.
Exórdio
“Como também quando temerem o que é alto, e houver espantos no caminho, e florescer a amendoeira, e o gafanhoto for um peso, e perecer o apetite;”
Este texto foi escrito sob a forma de figuras, com estilística da poesia hebraica, tal qual uma “tertium comparationis”, destacando de forma simbólica e figurativa a situação do período, da chamada, hoje, Terceira Idade, ou seja, o período de vida que antecedem os dias do homem na Terra, na sua velhice, (para os que, a ela chegam), entre elas podemos destacar:
Uso de elementos da Criação
Visão perdida
– “Antes que se escureçam o sol, e a luz, e a lua, e as estrelas,
Olhos – perda de visão
- “e se escurecerem os que olham pelas janelas;”
Depressão - perda de memória
– “e tornem a vir as nuvens depois da chuva...
Cuidados com si mesmo ou proteção, perda das forças - Mãos – Corpo
– “No dia em que tremerem os guardas da casa, e se encurvarem os homens fortes”,
Dentes – na velhice as pessoas comem menos, a dentição é afetada, perda da dentição, em geral isto acompanha a velhice
– “e cessarem os moedores, por já serem poucos,” – veja ao versículo 5. Parece que era uma preocupação do escritor!
Isolamento na solidão do seu cantinho, pela dificuldade da locomoção acentuada pelas forças que se foram.
– “E as portas da rua se fecharem por causa do baixo ruído da moedura, e se levantar à voz das aves, e todas as filhas da música se abaterem.”  
A dificuldade de subir – vejo neste trecho a Sabedoria de Deus, em acentuar a responsabilidade social, da necessidade de convivência dos idosos, muitas vezes impedidos de acesso aos lugares que frequentavam, pois estão com dificuldades de subir, lugares altos, de insegurança em caminhar em rampas e escadas.
“Como também quando temerem o que é alto, e houver espantos no caminho, e florescer a amendoeira, e o gafanhoto for um peso, e perecer o apetite;”
Perda da audição – eu quando era jovem tinha certo prazer em ouvir muito bem, o “click” do semáforo, ou sinaleiro, do transito, me fazia sentir especial, pois invariavelmente podia ouvi-lo e dar partida no carro que dirigia.
Este sentido, a função auditiva vai se perdendo aos poucos, como a visão, são poucos que podem chegar à Terceira Idade com audição, visão e dentição intactas.
Aqui o escritor estabelece a figura da perda de audição, quando se pode perceber o ruído da tramela da porta, ou o cântico dos pássaros:
O escritor, um exímio estudioso da Biologia, da Zootecnia parece sentir a falta de forças, para suas pesquisas em campo. Para isto, ele necessitaria de ter pernas fortes, boa visão, boa audição e força para experimentar os frutos e frutas silvestres, forças para alcançar as árvores mais altas, debruçar no chão para ouvir o farfalhar da cobra no chão, ou o ruído do pisar da besta  fera do campo, e isto agora já não lhe seria possível.
“e se levantar à voz das aves, e todas as filhas da música se abaterem.”
Lev 19:32 - Diante das cãs te levantarás, e honrarás a face do ancião; e temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor.Cãs brancas – o envelhecimento se apresenta em homens e mulheres, na formação das cãs embranquecidas, e o escritor poetisa sobre isto:
1Re 2:6 - Faze, pois, segundo a tua sabedoria, e não permitas que suas cãs desçam à sepultura...
Ele usa a amendoeira, que tem as suas flores brancas quando floresce, assim se faz o cabelo dos idosos.
- “e florescer a amendoeira”,
Nm 17:8 - Sucedeu, pois, que no dia seguinte Moisés entrou na tenda do testemunho, e eis que a vara de Arão, pela casa de Levi, florescia; porque produzira flores e brotara renovos e dera amêndoas.
O contraste parece ser a ideia do escritor bíblico:
Pv 16:31 - Coroa de honra são as cãs, quando elas estão no caminho da justiça.
Pv 20:29 - A glória do jovem é a sua força; e a beleza dos velhos são as cãs.
Fim da vida.
Falta de forças - As forças se vão e o idoso se sente débil, sem forças,um peso pequenino para ser movido por ele é uma dificuldade, antes nem notada.
Pense num idoso atravessando uma rua, nos dias de hoje, ou nos dias do escritor, quando as bigas, as carroças, ou os cavalos trotavam com rapidez seu caminho.
- “e o gafanhoto for um peso, e perecer o apetite”;
A figura do Caminho final, do homem, é apresentada com a perda de uso, ou função.
A figura da morte, ou final da vida é figurada, na quebra de uma cadeia, de um cordão, que se parte, o quebrar do copo, ou do cântaro, que quebrado derrama o seu conteúdo, a alma do homem, não serve mais para conter o que tem em seu interior, o corpo falível é agora um recipiente vazio e inútil, mesmo junto a fonte sinal da vida.
A quebra simboliza a separação do espírito (de vida – fôlego de vida) e encontramos paralelo, desta citação bíblica em outras passagens bíblicas.
 – 8.8 Nenhum homem há que tenha domínio sobre o espírito, para o reter; nem tampouco tem ele poder sobre o dia da morte; como também não há licença nesta peleja; nem tampouco a impiedade livrará aos ímpios.
- 3.21 Quem sabe que o fôlego do homem vai para cima, e que o fôlego dos animais vai para baixo da terra?
Job 34.14 Se ele pusesse o seu coração contra o homem, e recolhesse para si o seu espírito e o seu fôlego...
Sl 109. 29 Escondes o teu rosto, e ficam perturbados; se lhes tiras o fôlego, morrem, e voltam para o seu pó.
Job 41:32 - Após si deixa uma vereda luminosa; parece o abismo tornado em brancura de cãs.
Esta figura mostra como as Escrituras são sábias e não há discordância e erros em suas afirmações.
- “porque o homem se vai à sua casa eterna, e os pranteadores andarão rodeando pela praça; Antes que se rompa o cordão de prata, e se quebre o copo de ouro, e se despedace o cântaro junto à fonte, e se quebre a roda junto ao poço,
Continua...

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Martin Niemöller, 1933

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