sexta-feira, fevereiro 7

A PEREGRINAÇÃO DE ISRAEL NO DESERTO ATÉ O SINAI - Lição 06 – CPAD – Fev/2014 1ª Parte – Em Edição

A PEREGRINAÇÃO DE ISRAEL NO DESERTO ATÉ O SINAI
Lição 06 – CPAD – Fev/2014
1ª Parte – em edição
Edição e Estudo: Osvarela
I Co 10.11 Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos.
Êxodo 19.1-6 AO terceiro mês da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no mesmo dia chegaram ao deserto de Sinai, Porque partiram de Refidim e entraram no deserto de Sinai, onde se acamparam. Israel, pois, ali se acampou em frente ao monte. E subiu Moisés a Deus, e o Senhor o chamou do monte, dizendo: Assim falarás à casa de Jacó, e anunciarás aos filhos de Israel: Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim; Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel.
Nm 11.1-3 E ACONTECEU que, queixou-se o povo falando o que era mal aos ouvidos do Senhor; e ouvindo o Senhor a sua ira se acendeu; e o fogo do Senhor ardeu entre eles e consumiu os que estavam na última parte do arraial. Então o povo clamou a Moisés, e Moisés orou ao Senhor, e o fogo se apagou. Pelo que chamou aquele lugar Taberá, porquanto o fogo do Senhor se acendera entre eles.
EXÓRDIO
A Simbologia bíblica é uma das maiores fontes de aprendizado para a Igreja contemporânea. Nela se espelham de forma tipológica situações que nos informam como o Tipo bíblico, em situações passadas deixaram respostas e nos mostram como o  Povo de Deus, em todas as épocas passou por situações idênticas com a ajuda do Eterno.
Na lição deste domingo podemos estudar a caminhada do povo de Deus – Os Hebreus – pelo Deserto, uma caminhada longa em dias, ocorrências, fatos humanos e atuação divina durante e ao longo, de forma continuada, independente de como o povo se portou a Presença de Deus.Tal símile nos é assegurada pelos traços de seu caráter e personalidade intrínseca a Sua Total Divindade, Poder e Autoridade, que mostram o seu domínio sobre:
Homens, Natureza, Potestades, reinos humanos, reinos espirituais.
O Novo Testamento nos dá a dimensão desta caminhada realizada, como Tipo, pelo Povo Hebreu – Israel - quando Jesus fala aos seus discípulos, nas últimas instruções no Evangelho de João. A Escritura Neotestamentária continuou usando o exemplo de Jesus Cristo, através dos seus escritores.
João 17.14-16. Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou.
Compare os versículos do Velho Testamento com os versículos do Novo Testamento e veja a corelação entre as situações. Por Israel a posição física no Mundo físico e pela Igreja (neotestamentária) a posição no mundo espiritual/físico, pois o antítipo é situado nos dois planos.
Lv 25:23 - Também a terra não se venderá em perpetuidade, porque a terra é minha; pois vós sois estrangeiros e peregrinos comigo.
1Cr 29:15 - Porque somos estrangeiros diante de ti, e peregrinos como todos os nossos pais; como a sombra são os nossos dias sobre a terra, e sem ti não há esperança.
Hb 11:13 - Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra.
1Pe 2:11 - Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma;
Percalços na Travessia
Temos nesta lição a oportunidade de perceber e estudar percalços de várias origens.
- Humanos ou antropológicos
- Do caráter da natureza
- Divinos ou de divindades
Embora fosse uma proteção as Colunas que D’us enviou para estarem com os israelitas, na realidade elas tiveram caráter duplicado de atividade, em relação aos percalços da Travessia.
DESERTOS DA TRAVESSIA.
O deserto apresenta características própria e única àqueles que se atrevem atravessa-lo. A característica do deserto é única: areia, pedra, um céu azul sem nuvem e o sol reluzente no firmamento fustigando o corpo humano que se desidrata rapidamente e um reflexo solar nas areias do deserto que prejudica irreversivelmente a visão.
O clima apresenta variação extremada.
Dt 32.10 ...terra deserta, e num ermo solitário cheio de uivos;
A alimária do deserto é variada, desde serpentes a insetos.
Dt 8.15 Que te guiou por aquele grande e terrível deserto de serpentes ardentes, e de escorpiões, e de terra seca, em que não havia água; e tirou água para ti da rocha pederneira;
Doenças mentais podem acometer os peregrinos. Até pela monotonia da paisagem que causa perda e falta de noção da direção a seguir.
E não disseram Onde está o Senhor, que nos fez subir da terra do Egito? Que nos guiou pelo deserto, por uma terra de charnecas, e de covas, por uma terra de sequidão e sombra de morte, por uma terra pela qual ninguém passava, e homem nenhum morava n’ella? Jr 2: 6
Se para uma pequena caravana, pois a travessia solitária não é indicada, é difícil, imagine a Travessia com uma multidão constituída de: mulheres, idosos, crianças, todos carregados com seus sentimentos, ansiosos, enfrentando o desconhecido caminho. Sobrecarregados com tamanha carga emocional e física, além de morar agora, em tendas, após deixarem suas casas (os peregrinos da Travessia eram a quarta geração dos hebreus no Egito e jamais tiveram outra casa que não as terras egípcias).
Embora seja um extenso trecho desértico, no qual tivemos a oportunidade de passar, o deserto segundo alguns estudiosos, pode ser dividido por suas condições e características, sempre desgastantes e desconfortáveis à vida, mas única a cada extensão palmilhada pelos Israelitas.
Segundo os Estudiosos pesquisados podemos verificar as condições inóspitas do Deserto da Travessia.
Palmer (1872: 234) refere-se ao deserto como muito árido e quase sem água;
O relevo do Monte Sinai é desértico com temperaturas que variam de 47º C durante ao dia à -9º C durante a noite, a característica da região é desfavorável a ocupação humana, no entanto algumas famílias de beduínos habitam-na, as famílias vivem hoje do comércio do turismo dos peregrinos à Montanha de Deus. Chuvas são raras e irregulares, a média anual está abaixo de 0,6 milímetros
O Sinai central é chamado, em árabe, Badyat el-Tih, “O Deserto dos Viajantes”, uma área plana de calcário e areia, imprópria para qualquer tipo de plantação.
Prentice (1913: 239) descreve o planalto central da Península do Sinai, que acredita ser por onde passaram os israelitas:
- um lugar sombrio, de impossível travessia com rebanhos.
Beit-Arieh (1988: 35) se importou em mostrar um inimigo continuo para aquele que se decide atravessar o Deserto, como Deus encaminhou o Povo de Israel e o impeliu por esta Travessia.
Beit-Arieh coloca a questão da variação das temperaturas, conforme a hora do dia no trecho na região centro-sul da península do Sinai. 
Veja a variação das temperaturas, um desafio para o viajante: a Mínima e Máxima: -5º C e 40,5º C, ou seja, uma variação de quase 50º C!
O Deserto da Travessia
O período de jornadas dos israelitas pelo deserto foi decisivo para a transformação de um amontoado de escravos em um povo com um propósito. E o cenário escolhido para esta transformação foi o deserto.
Definição da palavra deserto nas Escrituras.
 Mazar (1982: vol. 4, 673-676) identifica vários nomes para o deserto nas Escrituras:
מדבר (midbar, nome mais comum, 102 ocorrências no Pentateuco)
שממה (šmamah, Is 64: 9; Jr 12:10)
ישימון (yešimon, Dt 32: 10; Sl 78:40)
ציה (yah, Isaías 41: 18; Os 2: 5)
ציון (ayon, Is 25: 5, 32: 2).
O nome midbar (מדבר), segundo Mazar, significa um lugar que não é próprio para ser habitado, como também território de pasto. Para Hirsch (2002), yešimon e šmamah são sinônimos de desolação, enquanto yah implica falta de água. Uma definição mais fiel do que “deserto” seria “lugar abandonado”, uma extensão de terras não cultivadas, eventualmente próprias para pasto e ocupadas por nômades. MAZAR, Biniamin. Enciclopedia Mikrait (Hebraico). Jerusalém: Bialik Institute, 1982.
Continuaremos escrevendo, sob a égide do Espírito Santo sobre a importância desta Travessia não só para Israel e para Igreja, mas para a todos os homens.
Israel ao atravessar o deserto caminhou sob a direção de Deus numa imensa demonstração de fé de todo um Povo, em cumprimento a Promessa de Deus a Abraão, mas sobre tudo em cumprimento a Promessa salvífica para toda a Humanidade.
Nos dias de hoje se fazem corridas da paz, de direitos dos homens, coisa louvável, mas os homens querendo ou não, estão envolvidos na Travessia e Peregrinação de Israel pelo Deserto do Sinai.
Ao realizar esta notável saga de um povo, em sua transformação de Povo e Nação em busca de uma Promessa eles foram agraciados na mesma Travessia com o recebimento dos Oráculos divinos que alcançou a todos os homens. E por esta Travessia, realizaram a travessia espiritual proto bridge para retorno do homem ao convívio com a Divindade, Deus o Eterno, que nos alcançou em Jesus Cristo.
Se a Promessa antes era a Terra de Canaã, agora ela se transforma durante as caminhadas de Jacó e na Travessia através dos seus filhos multiplicados, os filhos de Abraão, em Travessia em caminhada ao Messias!
                             Continuação -2ª Parte
Fonte
AS JORNADAS DOS ISRAELITAS PELO DESERTO, Manu Marcus Hubner (USP); Estação Literária; Londrina, Volume 10B, p. 276-287, jan. 2013; ISSN 1983-1048 http://www.uel.br/pos/letras/EL; acessado em 07/02/201

Andrade, Claudionor. Geografia Bíblica. CPAD, 2008. Apud OS DESAFIOS DO SINAI - historiador Amarildo Salvador
Apontamentos do Autor;
Apostila Faesp-Diadema - Arqueologia Bíblica -Osvarela
Fotos Internet
E outras fontes na continuação

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