Carro-bomba mata 21 que participavam de missa de Ano Novo no Egito!
Protestos contra atentado a igreja no Egito prosseguem...
Protestos contra atentado a igreja no Egito prosseguem...
A Al-Qaeda havia divulgado uma advertência depois que, em 31 de outubro, um grupo terrorista atacou uma igreja em Bagdá e deixou 58 mortos.03 de janeiro de 2011
Policiais fazem guarda em frente à igreja ortodoxa que foi alvo do ataque na noite de Ano-Novo, em Alexandria
Foto: Reuters
Imagens tiradas de um vídeo mostram o momento da explosão que matou 21 pessoas na Igreja Copta do Egito em Alexandria no dia 1º de janeiro.A imagem acima à esquerda mostra os fiéis um pouco antes do momento da explosão e a imagem acima à direita mostra o momento exato em que a bomba explodiu. As imagens abaixo mostram o momento após a explosão.
Sete pessoas foram presas para serem interrogadas, informou a polícia neste domingo.
Imagem mostra o antes, durante e depois da explosão de bomba em igreja no Egito
Foto: Reuters
Foto: Reuters
Protestos, nesta segunda-feira, em diferentes pontos do Egito por conta do atentado contra uma igreja em Alexandria ocorrido na noite do último dia 31 e que deixou 21 mortos, enquanto ativistas cristãos criticaram a falta de ação do governo.
Fontes da Polícia disseram à agência EFE que milhares de estudantes, cristãos e muçulmanos se concentraram nas Universidades de Alexandria e Tanta, no norte do Egito, e nas de Ain Shams e Heluan, ambas no Cairo.
As manifestações ocorreram sem incidentes, ao contrário dos protestos do último domingo à noite na sede do patriarcado copta (cristão egípcio) na Catedral de Abbasiya do Cairo, nos quais 40 pessoas ficaram feridas, entre elas cinco policiais, em confrontos entre os manifestantes e as forças de segurança, indicaram as fontes.
Os protestos foram organizados para condenar o atentado ocorrido pouco após a meia-noite contra a Igreja dos Santos, no bairro de Sidi Bish, em Alexandria, na qual estavam presentes mil pessoas que participavam da celebração do Ano Novo e que deixou ainda 79 feridos.
Até agora nenhum grupo reivindicou a autoria do atentado, que tudo indica estar relacionado à Al-Qaeda, e também ainda não foi confirmada a causa da explosão, visto que o governo egípcio descartou o uso de um carro-bomba, o que era defendido por alguns analistas.
Em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira antes da realização de um protesto no bairro de maioria cristã de Shubra, no Cairo, vários ativistas coptas acusaram o Executivo de não ter levado a sério as ameaças da Al Qaeda no Iraque no dia 1º de novembro.
Assim, o chefe da Organização da União Egípcia para os Direitos Humanos, o cristão Najib Gibrael, criticou o Ministério do Interior por não ter garantido a segurança dos fiéis na noite do dia 31.
A Al-Qaeda havia divulgado uma advertência depois que, em 31 de outubro, um grupo terrorista atacou uma igreja em Bagdá e deixou 58 mortos.


