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quarta-feira, junho 29

Religiosidade Mundial – Oriente Médio.

Religiosidade Mundial – Oriente Médio.
 Centenas, ou milhares de judeus ultra ortodoxos acompanham o funeral do rabino Michel Yehuda Lefkowitz, morto aos 97 anos, no centro de Bnei Brak, em Israel. Lefkowitz foi líder do Ponovezh Yeshiva, principal instituição acadêmica da cidade israelense Jack Guez/ AFP
Peregrinos xiitas seguem para mesquita em Bagdá, no Iraque, para lembrar a figura santa do imã Moussa al-Kadhim, morto há oito séculos. A peregrinação bloqueou o trânsito na capital iraquiana e obrigou as autoridades a reforçar a segurança Hadi Mizban/ AP
Milhares de peregrinos xiitas iraquianos rezam do lado de fora do santuário dedicado ao ímã Mussa al-Khadim, um dos mais importantes da religião Ahmad Al-Rubaye/AFP

sexta-feira, dezembro 31

Denuncia...Iraque - matança de cristãos- Êxodo religioso em pleno Sec. XXI

Alerta.
Alguns jornais, sites e outras mídias dão um espaço pequeno a esta notícia.
Pesquisando pude ver a extensão do problema no Iraque.
Precisamos denunciar e alertar as comunidades que servimos, para este tipo de problema.
É hora de orar e agir [vigiar].
Não estamos preocupados com o cristianismo no Mundo, apenas por que no Brasil temos liberdade de fé?
Devemos agir como corpo e denunciar estes casos.
A mídia os notifica como coisa comum e corriqueira, mas os espirituais devem ler com outro entendimento o que parece ser uma notícia comum.
Orem pelos cristãos, nos países com restrições a fé diferente daquela que a Nação tem como maioria.
O deslocamento dos cristãos continua apesar das proteções legais que a Constituição do Iraque oferece a minorias religiosas e étnicas, embora o islã seja a religião oficial do Estado e nenhuma lei que contradiz seus preceitos básicos possa ser aprovada.

Uma história diferente e original-
Conheça em fotos -
Os seguidores de São João Baptista no Iraque.
Noivas prontas para ritual sabean mandeans, em Bagdá -

Foto: The New York Times



A Comissão Internacional sobre Liberdade Religiosa dos Estados Unidos, indicada pelo presidente e pelo Congresso, disse que as leis de proteção às minorias religiosas no Iraque 
- incluindo os cristãos, yazidis e sabean mandeans, seguidores de São João Batista
Fizeram pouco para deter a violência ou a discriminação oficial no emprego, habitação e outros assuntos.
"A violência, o deslocamentos forçado, a marginalização, a discriminação e o descaso sofrido por membros desses grupos ameaçam a existência dessas comunidades antigas no Iraque", disse a comissão em seu último relatório anual, publicado em maio.

Seis atentados contra cristãos em Bagdá deixam dois mortos e 12 feridos.

30/12/2010 - 19h58
DA FRANCE PRESSE, EM BAGDÁ

Ações foram cometidas em seis bairros da capital Bagdá contra comunidade religiosa, alvo de atentados recentes

Pelo menos dois cristãos morreram e 12 pessoas ficaram feridas na noite desta quinta-feira, em seis atentados praticados em menos de duas horas contra casas pertencentes a cristãos em Bagdá, anunciou um funcionário do Ministério do Interior do Iraque, que preferiu não ter o nome divulgado.
Os ataques foram cometidos a partir das 19h30, hora local, (14h30 de Brasília) em seis bairros da capital iraquiana, contra uma comunidade alvo de vários atentados nos dois últimos meses.
A ação mais mortífera foi registrada no bairro de Al Ghadir, centro de Bagdá, com a explosão de uma bomba artesanal que matou dois cristãos e causou três feridos.
Outras explosões foram registradas, mas sem causar vítimas.
Histórico.
Em novembro, o líder cristão iraquiano Athanasios Dawood recomendou a todos os fiéis que abandonem o país, após o mais recente ataque contra uma igreja cristã em Bagdá.
Dawood, que vive na Grã-Bretanha, pediu ao governo britânico que reconheça a condição de refugiados dos cristãos iraquianos que solicitarem asilo por conta da tensão religiosa.
"O cristão é um iraquiano", disse ele após visitar os feridos durante o cerco da Igreja Nossa Senhora da Salvação, o pior ato de violência contra os cristãos desde 2003. 
"Ele é o filho do Iraque e das profundezas de uma civilização da qual nos orgulhamos".
Para aqueles que fugiram, no entanto, essas declarações foram recebidas com descrença. 
As ameaças diárias, a incerteza e o terror palpável que muitos enfrentam sobrepujaram até mesmo os apelos de líderes cristãos para que não abandonem o seu lugar histórico em um Iraque diverso.
"Sua fé em Deus é forte", disse o reverendo Gabriele Tooma.
Metade da população
Mais da metade da comunidade cristã do Iraque, estimada em torno de 800 mil a 1,4 milhões antes da invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003, já deixou o país.
O Estado Islâmico do Iraque, uma representação do grupo insurgente Al-Qaeda no país, reivindicou a responsabilidade pelo cerco e disse que seus combatentes irão matar cristãos "onde quer que possam alcançá-los".
Igreja
Uma nova onda de cristãos iraquianos fugiu para o norte do Iraque ou para o exterior em meio a uma campanha de violência contra eles eo crescente medo de que as forças de segurança do país sejam incapazes ou - pior ainda - estejam indispostas a protegê-los.
A fuga - que envolve milhares de moradores de Bagdá e Mosul, principalmente - aconteceu após um cerco a uma igreja da capital no dia 31 de outubro, que matou 51 fiéis e dois padres e uma subsequente série de atentados e assassinatos de cristãos. 
Este novo êxodo, que não é o primeiro, ressalta o contínuo deslocamento de iraquianos apesar da melhoria geral na segurança e da quase resolução do impasse político que assola o país desde as eleições de março. 
É uma ameaça de reduzir ainda mais o que o arquidiácono Emanuel Youkhana da Igreja Assíria do Oriente chamou de "uma comunidade cujas raízes estavam no Iraque antes mesmo de Cristo".
Cerca de 100 pessoas assistiam à missa na Igreja da Nossa Senhora da Salvação, a maior igreja cristã da capital iraquiana, quando um grupo de homens armados invadiu o local e fez dezenas de pessoas reféns.
Os militantes diziam ser do Estado Islâmico do Iraque, grupo sunita supostamente ligado à Al-Qaeda. Eles exigiam a libertação de militantes da Al-Qaeda presos no Iraque e no Egito, de acordo com a imprensa iraquiana.
No fim de outubro, ao menos 52 pessoas morreram durante uma operação para libertar reféns detidos em uma igreja em Bagdá.
Aqueles que fugiram da última onda de violência - muitos deles em pânico, apenas com os bens que conseguiram colocar em seus carros - alertaram que a nova violência pressagia o fim da fé no Iraque. Vários evocaram a saída em massa dos judeus do Iraque após a fundação do Estado de Israel em 1948.
"É exatamente o que aconteceu com os judeus", disse Nassir Sharhoom, 47 anos, que fugiu no mês passado de Dora, antes um bairro misto de Bagdá, para a capital curda de Erbil com sua família. "Eles querem nos ver partir".
Êxodos
Êxodos anteriores, especialmente de Mosul.
Em outubro de 2008, mais de 12 mil cristãos fugiram após uma onda de assassinatos que matou 14 cristãos. 
Em fevereiro deste ano, mais de 4 mil fugiram para a região controlada pelos curdos em Nínive ou para a Síria depois que 10 cristãos foram mortos.
Quando a violência diminuiu após cada êxodo, muitos voltaram para suas casas e empregos, embora não todos, deixando cada vez menos cristãos no país. 
Por uma estimativa, apenas 5.000 dos 100.000 cristãos que viviam em Mosul permanecem na região.


Várias fontes
iG
*Com AFP
Foto: The New York Times
Cristãos desalojados arranjam abrigo temporário em monastério, na região curda do Iraque
Foto: The New York Times
Noivas prontas para ritual sabean mandeans, em Bagdá
The New York Times

quarta-feira, abril 7

IRAQUE...MUITO ALÉM DO QUE A GUERRA...

IRAQUE...MUITO ALÉM DO QUE A GUERRA...


Como estamos estudando o Livro do Profeta Jeremias e há extensa citação da Babilônia, veja como estão as ruínas, do lugar do Exílio dos contemporâneos de Jeremias, Ezequiel, Daniel e outros homens de Deus.

Conheça o que a Arqueologia diz das escavações neste lugar, onde estava o Jardim do Éden..

Diz-se que o extinto Governante do Iraque, Saddam Hussein desejava implementar um projeto de restauro destas ruínas, daquela que foi considerada pelos seus Jardins – Uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo.

Ele até iniciou o projeto nos anos 1970 e 1980, Saddam Hussein, lançando-se como herdeiro da grandeza da Nabucodonosor, construiu seu próprio palácio imponente na Babilônia, no local do antigo palácio de seu antecessor real.

Ele até adotou a prática do rei de cunhar seu próprio nome nos tijolos da reconstrução.

Aliás uma prática secular, que ajudou a muitas descobertas.

Jr.28.3. Dentro de dois anos, eu tornarei a trazer a este lugar todos os utensílios da casa do Senhor, que deste lugar tomou Nabucodonosor, rei de Babilônia, levando-os para Babilônia.

Torre de Babel:

Na Região também se encontra a Torre de Babel.

Gn.11.1 Ora, toda a terra tinha uma só língua e um só idioma. E deslocando-se os homens para o oriente, acharam um vale na terra de Sinar; e ali habitaram. Disseram uns aos outros: Eia pois, façamos tijolos, e queimemo-los bem. Os tijolos lhes serviram de pedras e o betume de argamassa...edifiquemos... uma torre cujo cume toque no céu...desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam;...confundamos...para que não entenda um a língua do outro...o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade...se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a linguagem de toda a terra, e dali o Senhor os espalhou sobre a face de toda a terra.

Leia o texto na íntegra:

PROJETO É ESPERANÇA PARA SALVAR RUÍNAS DA BABILÔNIA DA ÁGUA.

05/04/2010 - 18h23

Por John Noble Wildford

The New York Times

· Imagem de 20.06.2009 mostra danos estruturais que ameaçam ruínas da Babilônia, no Iraque.

A ameaça mais imediata à preservação das ruínas da Babilônia, o local de uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, é a água que inunda o chão e destrói o que restou de uma grande cidade da época do Rei Nabucodonosor II, onde hoje é o Iraque.

Essa também é uma das ameaças mais antigas.

O próprio rei enfrentou problemas de água há 2.600 anos.

A negligência, reconstruções sem cuidado e pilhagem em tempos de guerra também causaram problemas em épocas mais recentes, mas arqueólogos e especialistas em preservação de relíquias culturais dizem que nada substancial deve ser feito para corrigir isso até que o problema da água esteja sob controle.

Um estudo atual, conhecido como Projeto Futuro da Babilônia, documenta os danos causados pela água, especialmente associados ao rio Eufrates e ao sistema de irrigação ali perto.

O solo está saturado logo abaixo da superfície em locais do Portão de Ishtar e os Jardins Suspensos, há muito extintos, uma das sete maravilhas.

Tijolos estão se esfarelando, templos estão em colapso.

A Torre De Babel, Reduzida A Pedregulhos, Está Cercada De Água Estancada.

Os líderes do projeto internacional, ao descrever suas descobertas em entrevistas e numa reunião realizada em março em Nova York, disseram que qualquer plano para reivindicar a Babilônia como atração turística e local de pesquisa arqueológica deve incluir o controle da água como “a prioridade número 1.

O estudo, que visa desenvolver um planejamento para a cidade antiga, foi iniciado no ano passado pelo World Monuments Fund, em colaboração com o Conselho Estatal de Antiguidades e Patrimônio do Iraque.

Uma verba de US$ 700 mil do Departamento de Estado Americano está financiando o estudo inicial de dois anos e um plano preliminar de gerenciamento. Um representante do fundo afirmou que todo o esforço poderia durar cinco ou seis anos.

Este é, sem dúvida, o programa mais complexo que já tivemos de organizar”, disse Bonnie Burnham, presidente do fundo.

Alguns arqueólogos expressaram preocupação sobre o que eles disseram ser o lento início do programa.

Membros do projeto afirmaram ter tido sérios problemas em persuadir especialistas estrangeiros a ir até o Iraque e então liberar a entrada deles e de seus instrumentos de trabalho no país.

Além do desgaste do tempo a que estão sujeitas todas as ruínas antigas, a Babilônia também sofreu depredações na história recente. Arqueólogos alemães que realizaram o primeiro estudo minucioso do local, antes da Primeira Guerra Mundial, reconheceram as incursões de águas de irrigação trazidas de um afluente do rio Eufrates, a 80km da atual Bagdá.

McGuire Gibson, especialista em arqueologia Mesopotâmica da Universidade de Chicago, que não está envolvido no projeto, concordou que a água seja o “principal problema” da Babilônia. Segundo ele, o problema piorou nos últimos anos, quando um lago e um canal foram escavados como parte de esforços para atrair turistas.

O próprio Nabucodonosor, como Gibson observou, lidava com a invasão das águas erguendo novas construções em níveis ainda mais elevados, em cima de montes de ruínas antigas.

Os primeiros pesquisadores alemães, liderados por Robert Koldewey, relataram ter encontrado danos extensivos causados pela água a estruturas de tijolo de barro e a intrusão de campos de agricultura e vilas dentro das fronteiras da cidade original. As pessoas já tinham carregado tijolos e pedras, deixando quase nada do Zigurate, conhecido pelo historiador Heródoto e pela Bíblia como a Torre de Babel.

Os próprios alemães rebocaram o Portão de Ishtar para um museu em Berlim.

Então, nas décadas de 1970 e 1980, Saddam Hussein, lançando-se como herdeiro da grandeza da Nabucodonosor, construiu seu próprio palácio imponente na Babilônia, no local do antigo palácio de seu antecessor real. Ele até adotou a prática do rei de cunhar seu próprio nome nos tijolos da reconstrução. Arqueólogos ficaram horrorizados. O novo palácio e algumas outras restaurações, dizem eles, não são autênticas, mas mesmo assim dominam o local.

O que fazer com o palácio de Saddam é outro problema, disse o codiretor do projeto, Jeff Allen.

Como equilibrar a integridade do local com seu uso como atração turística é um problema”, explicou ele, observando que o Iraque conta com a Babilônia como futura fonte de receita turística.

Allen, consultor americano em preservação cultural e radicado no Cairo, disse que custaria milhões de dólares demolir o palácio ou convertê-lo num centro de visitação para turistas. “Isso ainda tem que ser estudado por outros especialistas”, disse ele. Ele brincou ao sugerir que o palácio ficaria perfeito como cassino.

Eu deixaria o lugar em paz, disse Gibson, apontando que a construção foi baseada em rascunhos deixados pelos arqueólogos alemães.

“Assim, você pode caminhar ao redor de algo parecido com a antiga arquitetura”, continuou. “De outra forma, você vai caminhar e não ver nada, a não ser um monte de ruínas”.

Elizabeth C. Stone, arqueóloga da Stony Brook University, em Nova York, e que tem familiaridade com a Babilônia, afirmou apoiar esforços para reabrir o local para turistas, especialmente os próprios iraquianos.

Está perto de Bagdá e é um dos locais onde víamos os iraquianos irem para saber um pouco mais sobre seu passado”.

Mais danos foram causados durante a guerra do Iraque, iniciada em 2003. A pilhagem dominou ali e em outros sítios arqueológicos.

O exército americano ocupou a Babilônia por vários anos, protegendo-a de saques, mas deixando outras cicatrizes. Cerca de 1km2 de solo de superfície, alguns com artefatos, “foi removido de uma forma ou de outra”, disse Stone.

Os militares certamente não fizeram bem algum ao lugar”, disse Lisa Ackerman, vice-presidente executiva do fundo de monumentos. “Eles moveram muita terra, mas o dano é reparável”.

O local foi devolvido ao controle iraquiano há mais de um ano.

Ackerman e Allen disseram que o projeto já tinha feito um levantamento sobre os remanescentes, construção por construção, e iniciado a restauração de dois museus.

Embora o Iraque tenha o maior corpo de arqueólogos treinados, dizem eles, uma necessidade imediata é instruir outras pessoas na conservação de ruínas e trazer engenheiros e hidrólogos para lidar com o problema da água.

© 2010 New York Times News Service

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