sexta-feira, dezembro 12

A COMPLETUDE DA BÍBLIA - LIÇÃO 11 – CPAD – 14/12/2008.

A COMPLETUDE DA BÍBLIA

LIÇÃO 11 – CPAD – 14/12/2008. Autor: Osvarela

Base de Reflexão;

Presença de Cristo é a Completude da Palavra.

Devocional:

Salmos 119.86: Todos os teus mandamentos são verdade.

Bíblia Sagrada:

Nesta semana é comemorado, mais precisamente, neste domingo, o DIA DA BÍBLIA.

Para nós, que a temos como única Regra de Ensino, Fé e Revelação de Deus, aos homens é um dia especial.

Que cada cristão, neste domingo, possa agradecer à Deus pela sua Palavra.

É ela que nos limpa de toda a mancha do pecado através da aceitação de Jesus Cristo, como nosso Único e Suficiente Salvador, Ele mesmo o Logos encarnado.

“A autoridade da Escritura Sagrada, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o seu Autor; tem, portanto, de ser recebida, porque é a Palavra de Deus”. Confissão de Fé de Westminster.

Introdutório:

Completude:

Palavra difícil de entender, mas fundamental para entendimento e dissipação de dúvidas, quanto à questão de a Bíblia Sagrada ser uma Revelação Completa e irretorquível de Deus aos homens, e em todas as suas palavras há inequívoca coerência, desde a primeira palavra, do Gênesis, até a última palavra do Apocalipse.Completude fala de algo verdadeiro exatamente por ser completo, no sentido mais amplo, não falta e nem há espaço à ser preenchido.

I - A completude e a ciência:

Há um teorema matemático que foi demonstrado por Kurt Gödel em 1929.

Este teorema baseia-se na veracidade de algo discutível, apresentando a sua verdade.

Dizendo que: A derivação é uma lista finita de passos em que cada passo é obtido através de um axioma, ou de regras de inferência básicas aplicadas a passos anteriores.

Utilizei-me [com certa ousadia, mas sem ferir a teologia] um conceito matemático, o qual podemos aplicar para demonstrar a veracidade conclusiva da Bíblia sagrada, com base numa das regras áureas da Hermenêutica:

A Bíblia interpreta a própria Bíblia.

a- Se há algo relativo à vida do homem no sentido espiritual, e que tem sido discutido ao longo dos séculos, é a questão da salvação, uns crêem outros descrêem, outros desprezam, mas Deus quer que todos venham ao pleno conhecimento da verdade, através de qual meio:

A questão 1:
Axioma proposto: Como posso me aproximar de Deus?
Se eu creio em Deus: Ele se aproxima de mim.
Mas, é necessário que eu primeiro creia!
O resultado à completude é a correção., ou seja o encontro de algo solucionador da questão, no caso a aproximação do homem com Deus, através de Jesus Cristo.
Joa 5:38
- E a sua palavra não permanece em vós, porque naquele que ele enviou não credes vós.
A Sua Palavra. A qual possui todos os elementos que podem levar o homem a ele.
Joa 3:36
- Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.
Salmo 119: 93 Nunca me esquecerei dos teus preceitos; pois por eles me tens vivificado.
A questão 2:
Rm 6.23:
Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.
Rm. 6.20.ss.: Porque, quando éreis servos do pecado, estáveis livres da justiça. E que fruto tínheis então das coisas de que agora vos envergonhais? Porque o fim delas é a morte.
Um axioma bíblico:

‘O salário do pecado é a morte”
Solução verdadeira:
‘O dom gratuito de Deus é a vida eterna’; Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.
Lista de passos:

Rm.6.11.ss:
a-
Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado,
b- Mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor.
c- Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências;
d- Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade;
e- Mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça.Achei interessante usar este fato, pois ele se firma em um parâmetro pelo qual afirma:

‘Uma formula é dita logicamente válida se for verdadeira em todos os modelos da linguagem subjacente’.

Rm.10.17: Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo.

I Ts.10.8: Porque, partindo de vós fez-se ouvir a palavra do Senhor..., mas também em todos os lugares a vossa fé para com Deus se divulgou, de tal maneira que não temos necessidade de falar coisa alguma;

Logicamente que a Bíblia não tem um formato de uma fórmula matemática, muito embora, ela nos dê a fórmula revelada pela qual o homem, é religado com Deus e pode perfeitamente ouvir Deus, pela sua Palavra:
Ela é a Verdade de Deus expressa [linguagem] em todas as suas linhas e contextos, seja entre o Antigo Testamento ou o Novo Testamento.
I - Presença de Cristo é a Completude da Palavra.
A linha dourada ou o cordão de sangue que liga e dá completude à Bíblia Sagrada chama-se Jesus
O Cristo de Deus.
Este personagem Maravilhoso, como disse Isaías é o principal fator deste formato único, em um livro escrito por boieiro, médico, escravo vendido pelos irmãos, agricultores, reis, sacerdotes, indoutos, filho da filha de faraó, diplomatas, governadores, administradores, copeiros de reis,,,

João 1
.1.ss: NO princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.Ele estava no princípio com Deus.Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.
O livro dos Salmos contém um texto exemplar sobre a Completude da Palavra de Deus, por estabelecimento, ou seja, por localização no espaço divino:
A - Suas matrizes estão guardadas no céu:
Não estou criando uma nova forma ou lugar de localização da Palavra de Deus,mas estou identificando a Grafia que temos em mãos como uma Obra que veio e permanece nos céus através de Jesus Cristo, O Logos! Vide texto supra.
Salmo 119:89: “Para sempre, ó SENHOR, está firmada a tua palavra no céu”.
II – A Uniformidade e Autoridade do Texto:
O principal testemunho da Completude é a Ação do Espírito Santo e o testemunho do Espírito Santo!
Esta deve ser a regra da canonicidade [não muito elaborada neste texto - consulte os textos dos demais comentaristas – ebdweb.com.br e ensino dominical.com.br], por parte da Igreja como Corpo de Cristo.
A -Dúvidas sobre a formação do conjunto de livros da Bíblia:

Os profetas, tanto no Antigo como do Novo Testamento, (e os autores bíblicos foram profetas, no verdadeiro sentido da palavra) tinham consciência de ter recebido revelação do Senhor e de estarem sob a sua influência e direção, tanto quando proclamavam, como quando escreviam a mensagem dessa revelação.
B - A questão do Novo Testamento:
F.F. Bruce
afirma que: “os primeiros passos no sentido da formação de um cânon de livros cristãos havidos como dotados de autoridade, dignos de figurar ao lado do cânon do Velho Testamento, a Bíblia do Senhor Jesus e seus apóstolos, parecem haver sido tomados por volta do começo do segundo século, época em que há evidência da circulação de duas coleções de escritos cristãos na Igreja[1][1]
C - O Colégio Apostólico foi sem dúvida um fator decisivo para que houvesse a garantia da afirmação da completude bíblica.

A autoridade dos livros do NT repousa sobre a autoridade de Jesus, atribuída aos apóstolos.

Enquanto os apóstolos viveram, foram o próprio “cânon vivo”, por serem testemunhas oculares do ministério e da ressurreição de Jesus. A Igreja podia recorrer a eles para estabelecer a verdade sobre o ensino de Cristo. Lendas e crendices que já circulavam a respeito de Cristo e dos apóstolos podiam ser desmascaradas pelo testemunho apostólico (João 21.23,24; 1Jo 4.1-3).
Quanto aos Evangelhos, estes deveriam manter o padrão apostólico de doutrinas particularmente com referência à encarnação e ser na realidade um evangelho e não porções de evangelhos, como tantos que circulavam naquele tempo.
Os Apóstolos reivindicavam a mesma autoridade divina, tanto para a sua palavra falada, quanto para a escrita.
Paulo considerava que não só o que falou, mas também o que escreveu tinha a autoridade de Deus (1Co 14.37: Se alguém se considera profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor: 2 Ts 2. 15: Assim, pois, irmãos, estai firmes e conservai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa; Cl. 3. 16: A palavra de Cristo habite em vós ricamente, em toda a sabedoria; ensinai-vos e admoestai-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão em vossos corações..).
Por esta razão, ordenava que seus escritos fossem lidos nas igrejas (1Ts 5.27) e circulassem entre elas (Cl 4.16).
De igual modo, Apocalipse foi escrito e enviado às igrejas da Ásia Menor (Ap 1.11).
D - O Novo testamento e Jesus Cristo:
Lc. 24. 25:
Então ele lhes disse: ...para crerdes tudo o que os profetas disseram! Porventura...o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicou-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.
A autoridade dos livros do NT repousa sobre a autoridade de Jesus, atribuída aos apóstolos.
João 8..31: Dizia, pois, Jesus aos judeus que nele creram: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos;
Foi importante e necessário, para a Igreja estabelecer quais livros deveriam servir como sua regra de fé e conduta, no mesmo nível das Escrituras do AT, com base no reconhecimento de sua autoridade (dos livros). Só assim ela teria unidade e uniformidade na sua doutrina e pregação. Um cânon definido e fechado é garantia de imutabilidade na crença e na pregação.
Autoridade diferenciadora, bem cedo, antes mesmo que os Evangelhos fossem mencionados juntos, já os cristãos distinguiam livros que eram citados e lidos como tendo autoridade divina e outros que continuavam fora do Novo Testamento. Foram os apóstolos que transmitiram à segunda geração a confiabilidade de seu testemunho (Hb 2.3,4).
E - Completando o argumento supra, podemos entender, porque há Completude da Bíblia, por mais que os liberais ou teólogos de esquerda, como diz:
A negação da inerrância da Bíblia é típica da esquerda teológica protestante e católica (*), afetada por uma cosmovisão oriunda das filosofias e ideologias que emergiram do Iluminismo, trazidas ao Brasil por cursos de teologia oferecidos em instituições de ensino públicas ou de denominações não mais comprometidas com os itens da fé cristã histórica. Junto com a negação da inerrância geralmente vem uma postura liberal quanto a casamento, divórcio, aborto, eutanásia, sexo antes do casamento, homossexualismo, etc. Há exceções e quero deixar isso claro, para não fazer generalizações injustas”. O Tempora, O Mores! Quarta-feira, Fevereiro 01, 2006 - by Augustus Nicodemus.
III - Velho Testamento:
Por inferência nas leituras descobrimos que os Profetas escritores do Velho Testamento tinha a certeza que estavam escrevendo algo muito superior aos livros históricos de suas épocas.
A - Tinham convicção de que escreviam algo:
Primeiro:
de conteúdo divino
Segundo: de conteúdo complementar futuro ou ao passado, com mesma qualificação divina.
Terceiro: de conteúdo, por si só completo na extensão da revelação aos seus ouvintes-leitores contemporâneos e apontando aos leitores futuros algo imutável, com concisão, sem necessidade de complementação. O conteúdo individual de cada Livro era uma unidade de um Todo, mas tinha autoridade própria.
B - Os profetas do Antigo Testamento tinham:
Consciência de ter recebido revelação do Senhor e de estarem sob a sua influência e direção tanto quando proclamavam como quando escreviam a mensagem dessa revelação.
Reivindicavam a mesma autoridade divina tanto para a sua palavra falada quanto para a escrita.
Leia abaixo sobre a Base bíblica – inferencial e direta.
Eles sabiam que os Oráculos de Deus estavam em suas bocas, corações e mente e que havia plenitude no que falavam com ousadia, mesmo diante de ameaças, prisões ou morte.
Jr.37.1.ss: E ZEDEQUIAS, filho de Josias, a quem Nabucodonosor, rei de Babilônia, constituiu rei na terra de Judá...nem ele, nem os seus servos, nem o povo da terra deram ouvidos às palavras do Senhor que falou pelo ministério de Jeremias, o profeta. Então veio a Jeremias, o profeta, a palavra do Senhor, dizendo: Assim diz o Senhor, Deus de Israel:..direis ao rei de Judá, que vos enviou a mim para me consultar: Eis que...Faraó, que saiu em vosso socorro, voltará ...a sua terra no Egito...voltarão os caldeus, e pelejarão contra esta cidade, e a tomarão, e a queimarão a fogo. Saiu Jeremias de Jerusalém, a fim de ir à terra de Benjamim, para dali se separar no meio do povo. Mas, estando ele à porta de Benjamim, achava-se ali um capitão da guarda, cujo nome era Jerias...o qual prendeu a Jeremias, o profeta, dizendo: Tu foges para os caldeus. E Jeremias disse: Isso é falso, não fujo para os caldeus. Mas ele não lhe deu ouvidos; e assim Jerias prendeu a Jeremias, e o levou aos príncipes. os príncipes se iraram muito contra Jeremias, e o feriram; e puseram-no na prisão, na casa de Jônatas, o escrivão; porque a tinham transformado em cárcere.Entrando, pois, Jeremias nas celas do calabouço, ali ficou muitos dias.
Podemos usar o termo inferência, pois quando estudamos sobre a Palavra de Deus aprendemos, que há bases para nossas convicções, inclusive sobre a Completude da Bíblia:
IV - Base Bíblica:
Base Bíblica, propriamente dita:
A base bíblica da doutrina cristã reformada sobre a autoridade da Palavra de Deus – Bíblia Sagrada – é tanto inferencial, como direta.

A - Base Inferencial:
Decorre do ensino bíblico geral a respeito das Escrituras.
Como cremos que as escrituras são inspiradas, cremos que há uma ação mística [aqui como sobrenatural ou divina, acima de todo entendimento humano] do Espírito Santo, que podemos utilizar para questão da Completude, já que, Deus pelo seu Espírito Santo realiza obra perfeita e nunca a deixaria inacabada.
Exemplo:
Inferimos que são autoritativas, conforme II Tm. 3.16 ou II Pe. 1.21.
Assim, pela origem, as Escrituras reinvidicam, sem necessidade de verificação, ou autorização humana os seus próprios atributos:
Perfeitas - Sl.19.7
Fiéis - Sl.19.7b
Retas - Sl.19.8

Puras -
Sl.19.8
Eternas - Sl.119.89
Verdadeiras Sl.119.86
Justas - Sl.19.9;
Santas - II Tm.3.15
V - O TESTEMUNHO DE FLÁVIO JOSEFO SOBRE O CANON PROTESTANTE HEBRAICO:
Josefo – historiador judeu [37-95 a.C.
Em “Contra Apionem” escreve:
Não temos dezenas de milhares de livros, em desarmonia e conflitos, mas só vinte e dois, contendo o registro de toda a história, os quais, conforme se crê, com justiça, são divinos”.
Para logo em seguida referir-se aos cinco livros de Moisés – Pentateuco -, aos treze livros dos profetas, e aos demais escritos (os quais diz: “incluem hinos a Deus e conselhos pelos quais os homens podem pautar as suas vidas”), ele continua:
Desde Artaxerxes até os nossos dias, tudo tem sido registrado, mas não tem sido considerado digno de tanto crédito quanto aquilo que precedeu a esta época, visto que a sucessão dos profetas cessou.Mas a fé que depositamos em nossos próprios escritos é percebida através de nossa conduta; pois, apesar de ter-se passado tanto tempo, ninguém jamais ousou acrescentar coisa alguma a eles, nem tirar deles coisa alguma, nem alterar neles qualquer coisa que seja”.
Neste discurso de Josefo encontramos a Completude do AT e ainda aprendemos com um mestre sobre a adição ou subtração dos Escritos bíblicos.
Ele ainda afirmou: “O nosso cânon é formado de Moisés a Malaquias”.
Convém esclarecer, que estamos falando na formação seqüencial clássica de nossos dias, e não da escrituração nominal-cronológica.
Obs:
quanto ao número de livros descritos por Josefo, nos é necessário explicar ao leitor, que o número dos livros e também, a qualificação como proféticos ou poéticos ou ainda históricos é diferente, em distribuição e classificação, mas contêm os mesmos 39 livros de nossa atual Bíblia, dispostos nos 22 ou 24 livros no cânon judaico.
Exemplo de classificação Daniel não é um livro profético no cânon hebraico, mas sim um livro histórico.
Atenção: quanto aos 22 livros, você pode encontrar o cânon hebraico, citado como contendo 24 livros, mas por questão de agrupamento, como por exemplo: o livro de Rute agrupado a Juízes e Lamentações com Jeremias tem-se a redução para 22 livros, este agrupamento se estende a outros livros o que reduz numericamente a quantidade, mas o Texto Total e final do AT é o mesmo que o encontrado nos 39 livros do AT, de sua e da minha Bíblia.
VI - A UNIDADE PROFÉTICA COMO PROVA DA COMPLETUDE:
Desde o primeiro escritor escolhido por Deus, Moisés, até Jesus O Cristo – O Profeta, citado em Dt. 18.15-22, houve uma sucessão de homens, iniciando por Josué, os quais reconheceram Moisés como o primeiro elo da corrente profética.
Não haja dúvida sobre chegarmos diretamente na relação dos profetas, a Cristo, pode parecer que, aí se encerrou cadeia profética, mas foi por Ele, ou através do seu poder doado, através da Unção do Espírito Santo [e em casos como o do Apóstolo Paulo, em revelação pessoal direta], aos Apóstolos e seguidores, que estes homens escreveram as páginas do NT, como diz o escritor aos Hebreus:
Hb.1.1: “Havendo Deus antigamente falado...a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho”.
VII - A ETERNIDADE DA PALAVRA É UMA GARANTIA DA SUA COMPLETUDE:

Encanta-me, reconhecer passagens bíblicas agindo nos nossos dias, com a mesma intensidade quando foram escritas para os seus primeiros destinatários.
Envolvem-me porções proféticas que se realizam com a mesma intensidade, inerente para cumprimento daquilo, para a qual foram escritas.
Aqui entram em ação alguns predicados da Palavra de Deus:
Revelação progressiva
Verdade Eterna

Você já notou que o mar continua como Deus o recomendou que se comportasse?

Sal 98:7 - Brame o mar e a sua plenitude; o mundo, e os que nele habitam.
Séculos se passam, mas ele está contido nos limites ordenados na Palavra de Deus, brame, agita-se, escuma, mas não pode ultrapassar sem ordem divina seus limites, quando isto ocorre, logo ele voltará a sua posição determinada pela palavra.
A Palavra de Deus continua limpando o coração de homens e mulheres que ao lerem suas linhas são tocadas pelo Espírito Santo, e convencidas do pecado, da justiça e do juízo.
1Pe 1:23
- Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.
CONCLUSÃO:
Completude é antes de tudo o que Pedro registrou na sua primeira carta:

1Pe 1:25 - Mas a palavra do Senhor permanece para sempre.
Neste conjunto que apresenta um padrão, percebe-se:
Escritos do Novo Testamento e do Velho Testamento, o repúdio à falsa doutrina e aquilo que em Rm 6. 17: Mas graças a Deus que, embora tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues, Paulo chama de "padrão de doutrina", ou o que o mesmo Apóstolo escreve em II Tm 1.3: Como te roguei, quando partia para a Macedônia, que ficasse em Éfeso, para advertires a alguns que não ensinassem doutrina diversa.
É denominado "padrão das sãs palavras", ou ainda o "depósito” de I Tm 6. 20: Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado; este conjunto possui por Deus Autoridade diferenciadora.
De tal maneira, que judeus e depois, antes mesmo que os Evangelhos fossem mencionados juntos, já os cristãos distinguiam estes livros que eram citados e lidos como tendo autoridade divina. Já se vão quase quatro séculos que o cânon está submetido a padrões rigorosos de sua completude, e isto nos dá tranqüilidade ao lermos a nossa Bíblia, após séculos de discussões e heresias e contradições no seio da Igreja.
Porque ela é inteira sem reparos sem erros sem falta ou excesso, Ela é A Bíblia Sagrada, A Palavra de Deus!

Fonte:

Paulo Santa Rita
A voz de Deus
Prof. Doutor Pastor Augustus Nicodemus

Kurt Gödel
O Tempora, O Mores
Bíblia Chamada.
A Bíblia e suas origens – A Bíblia em bites
João Alves dos Santos - A Formação do Cânon do Novo Testamento


Notas Bibliográficas:

[1][1] Merece Confiança o Novo Testamento?, Vida Nova, 1965, p. 31.

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