sexta-feira, janeiro 22

Poder Governamental E Misticismo.

Um Poder Governamental misturado com Misticismo.

A posse do Presidente boliviano Evo Morales, representa uma nova história no seio da população boliviana e se traduzirá, devido a maneira impositiva dos atuais governantes eleitos recentemente na América Latina, em uma mudança comportamental, social, cultural e cosmogonica na Bolívia.

Por quê?

Porque, nesta segunda eleição, destarte já ter acontecido com outros presidentes latinos, Evo assumiu sob as “graças” dos poderes das potestades que habitam as regiões superiores e inferiores, como Líder Espiritual dos povos indígenas, em uma “cerimônia mística” em um templo religioso Tiwanaku.

Neste ato o Presidente Evo Morales passou de Governante a uma autoridade religiosa sacerdotal sobre os bolivianos, fundiu Estado e Religião, desfez a laicidade do Estado boliviano.

Investido, em primeiro lugar, pelos povos indígenas, por meio de uma cerimônia similar a que protagonizou em 2006 na milenar cidadela de Tiahuanaco, a 70 quilômetros de La Paz.

Lá, uma sacerdotisa aymara de mais de 100 anos de idade deve acompanhar Morales, que vestirá um traje especial feito de fibra de lhama, o que no mundo andino simboliza a comunicação.

O presidente também usará um "lluku", gorro quadrado de quatro pontas que simbolizam os quatro pontos cardeais e, acompanhado por "amautas" (sacerdotes aimaras), deverá realizar um ritual de purificação com água e fogo.

Uma das novidades do ritual em relação ao realizado há quatro anos será que Morales percorrerá os quatro pontos cardeais da pirâmide de Akapana, onde deverá refletir sobre os pontos bons e ruins de sua primeira gestão na Presidência e fará pedidos para a segunda.

Após essa cerimônia, Morales dirigirá uma mensagem aos povos indígenas nas escadas do templo de Kalasasaya.

O Governo Místico e o Estado e conseqüências:

Com este tipo de governo, ele está buscando a autoridade plenipotenciária dos governantes, sobre todos os níveis do Estado boliviano.

Portanto, é de se esperar, embora devamos dar um tempo para tal, que ele poderá exigir obrigações e lealdade de todos os bolivianos, como nacionalista, para questão das origens do povo boliviano, a qual passa pelos cultos indígenas, que respeitamos como cultura local, mas cremos que se deva dar direito de crença a qualquer outro culto.

Vejo, porém, com receio esta posição quase ditatorial, a qual poderá levar boa parte da dita Região Bolivariana [cunhada e iniciada por Hugo Chavez], a uma recondução e obrigação, aos cultos antigos, em detrimento aos cultos de outras religiões, principalmente as Ocidentais [as quais de ocidentais, nada teêm, pois quase todas são nascidas no Oriente e absorvidas no Ocidente], e a Fé diferenciada nestes países.

Haja vista, o conceito de Estado que Evo Morales tem pretendido - e pretende implantar - pois recebeu um poder quase totalitário, com a Nova Constituição.

Parece-me que Evo busca isto, para determinar que a sua cultura seja predominante em todas as esferas da Sociedade Boliviana, em detrimento da pluralidade.

Já se pode notar isto, nos próprios símbolos nacionais, com a inclusão, pela primeira vez, no escudo nacional boliviano, de uma bandeira "whipala".

Realmente um símbolo muito importante, para marcar a origem do bom e amigo povo boliviano, mas que já por este ato foi elevado a categoria na qual, deve ser homenageado por todos os bolivianos, como símbolo nacional. Muito embora, as outras vertentes da sociedade boliviana.

Isto sem dúvida será uma marca a ser buscada pelo Aymará Evo como, ele diz: “na refundação da Bolívia”.

Aguarde ...

O Lado positivo, quanto as ações da erradicação da pobreza.

Nos últimos quatro anos, a Bolívia cresceu economicamente, em média, cerca de 4,5% ao ano. Para garantir a manutenção desse percentual com chances de elevação, o presidente Evo Morales investiu no aumento dos preços das commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado internacional) das empresas mineradoras, fortaleceu a estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) que lida com gás e derivados - e fechou vários acordos de cooperação internacionais. Também aplicou em programas sociais.

Na área social, o presidente implementou o Programa de Erradicação de Extrema Pobreza (Peep), que reúne três grandes ações baseadas no pagamento de bônus para segmentos específicos.

O Peep desenvolve ações que visam à melhoria da qualidade de vida dos aposentados, das mães que amamentam os filhos e das famílias que mantêm crianças e adolescentes nas escolas. Os pagamentos dos bônus são mensais, semestrais e anuais, dependendo de cada caso.

As ações beneficiam diretamente os indígenas e seus descendentes, que pertencem, em geral, às camadas mais pobres da população.

Dados oficiais indicam que dos cerca de 9 milhões de bolivianos, pelo menos 3,6 milhões pertencem a 37 grupos étnicos indígenas.

Segundo as entidades de apoio a indígenas, mais de 70% vivem na pobreza.

Morales toma posse para segundo mandato presidencial na Bolívia.

France Presse, em La Paz

O presidente da Bolívia, Evo Morales, tomou posse nesta sexta-feira para um segundo mandato até 2015, em cerimônia realizada na sede da Assembléia Legislativa, agora também denominada Plurinacional.

Morales prestou o juramento --com o punho esquerdo levantado e o braço direito no coração --"pela pátria e pelo povo", depois de ter sido eleito em dezembro passado com 64% dos votos.

Morales recebeu das mãos do presidente da Assembléia Legislativa, Alvaro García, também vice-presidente da Bolívia, os símbolos pátrios: um medalhão e a faixa presidencial que, pela primeira vez, desde 1825, apresenta junto ao escudo nacional uma bandeira "whipala", símbolo dos povos indígenas.

Participaram da cerimônia os presidentes Hugo Chávez (Venezuela), Rafael Correa (Equador) e Fernando Lugo (Paraguai), além de Michele Bachellet (Chile) e o representante saraui Mohamed Abdelaziz.

Antes disso, Morales tinha sido ungido nesta quinta-feira como líder espiritual dos povos indígenas em cerimônia mística em um templo da cultura Tiwanaku.

O governante de origem aymará receberá um poder quase ilimitado para criar um novo Estado socialista, em substituição a "um Estado colonial que vai" embora.

O presidente --que no primeiro governo nacionalizou as riquezas minerais do país e as telecomunicações-- anunciou, também, que avançará para a "refundação da Bolívia".

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