segunda-feira, outubro 24

Líbia – uma ‘Libertação’?


Uma fatwa (senteça religiosa) sobre o destino do corpo e sepultamento de Gadafi e seus filhos, acaba de ser divulgada em Trípole [capital líbia].
Para Sheykh al Sadeq al-Gharyan, novo mufti (chefe religioso) da Líbia, não se pode conferir a Muammar Kadafi, um funeral islâmico porque ele não era um crente!
 

>CNT diz que lei islâmica será a base de novo governo da Líbia

"Qualquer lei que contradiga a sharia islâmica é nula e vazia, legalmente falando", diz líder do Conselho Nacional de Transição - BBC Brasil | 23/10/2011 17:44



"Um exemplo é a lei de casamento e divórcio, que restringe a possibilidade de ter múltiplas esposas. Essa lei vai contra a sharia islâmica e será rejeitada."
O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, comemorou a declaração de liberdade e pediu "uma nova Líbia inclusiva, baseada na reconciliação e no total respeito pelos direitos humanos e pela lei".
A implantação da sharia como ‘Constituição’ da Líbia pós-Gadafi representa uma consolidação, em Bloco, do Islã nas regiões do Oriente e África próxima.
Em tese significa para o ocidente, mais uma barreira impedindo a ação dos países ocidentais na região e maus força contra o Estado de Israel.
O que era apoiado pelas potencias ocidentais e pela ONU [inclusive com apoio bélico, que resultou na captura do ditador e queda do seu Regime] – a queda do ditador Gadafi pode se transformar em mais uma vitória de Pirro.
A sharia fortalece a mesma base de dominação e apoio do ditador morto: os lideres tribais e os clérigos que determinam, por este tipo de lei religiosa, penas extremamente cruéis ao que infringem simples normas comportamentais.
Por exemplo: uma mulher andar sem a companhia de um homem, nem que seja um menino.
Pode ser agredida, pelos guardas da lei, qualquer cidadão, do sexo masculino.
Pode receber chibatadas, tapas no rosto, até pelos próprios irmãos, em nome da honra da família.
O líder do Conselho Nacional de Transição (CNT) da Líbia, Mustafa Abdel Jalil, disse neste domingo que a sharia (lei islâmica) deve ser a base para o novo governo da Líbia. "Qualquer lei que contradiga a sharia islâmica é nula e vazia, legalmente falando", disse Jalil, durante a cerimônia em que o governo interino declarou oficialmente a libertação do país.
A cerimônia aconteceu em Benghazi, berço da revolta contra o regime ex-líder Muamar Kadafi, diante de milhares de pessoas. Kadafi foi morto na última quinta-feira, depois de ser capturado pelas forças do CNT, apoiadas pela Otan, em sua cidade natal, Sirte. No entanto, o governo interino sofre pressão para dar início a uma investigação sobre o momento da morte do ex-líder líbio.
Nesta sexta-feira, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, reforçou o pedido de inquérito sobre as circunstâncias em que Khadafi foi morto. Hillary disse que, apesar de entender o alívio do povo líbio, ninguém quer ver um ser humano nestas condições, referindo-se às imagens que mostram Khadafi com forte sangramento e pedindo por sua vida.
'Irmãos unidos'
Durante a cerimônia, o vice-diretor do CNT, Abdel Hafiz Ghoga anunciou que a Líbia havia sido libertada, dizendo: "Declaração de liberação. Levante sua cabeça. Você é um líbio livre".
Em seguida, milhares de vozes repetiram a frase "Você é um líbio livre" em uníssono.
Um líbio livre de Gadafi e o seu futuro, qual a garantia de liberdade?
Religiosa, de direitos humanos, das mulheres, dos cristãos?
Sem dúvida haverá um acirramento da situação na Líbia.
Seja por conta da situação atual, da divisão das etnias tribais, das facções islamitas, que disputarão cada naco do poder, de forma ferrenha.
Que pode resultar em danos materiais, de vida e tragédias para os que perderem poder nesta disputa e escolherem o lado errado, no primeiro momento.
Sem destacar as parcelas que seguiram com o ditador morto, até ao último minuta, principalmente os cidadãos de sua aldeia – Sirte e seus chefes tribais regionais.
Para  Sheykh al Sadeq al-Gharyan, novo mufti (chefe religioso) da Líbia, não se pode conferir a Muammar Kadafi, morto quatro dias atrás em Sirte, um funeral islâmico porque ele não era um crente: - “Ele não era um crente islâmico

Negava as tradições e as suas palavras indicavam que havia abandonado a comunidade muçulmana”. 
A fatwa (senteça religiosa) acaba de ser divulgada em Trípole [capital líbia].
Gharyan advertiu que apenas os parentes poderão orar por Kadafi, que, na ditadura e para se promover, anulou manifestações tradicionais que celebravam a vida do profeta Maomé.
Para o mufti, o coronel Kadafi  poderá ser enterrado em cemitério islâmico, mas num lugar desconhecido.
Para o novo mufti, a campa em lugar desconhecido evitará que “exploda uma guerra civil entre os líbios e impedirá que o lugar da campa se transforme em lugar de peregrinação”.
O novo mufti substitui a Khaled Tantusch, preso em 12 de outubro pelas forças rebeldes e com aprovação do Conselho Nacional de Transição.
Pano Rápido. Com a entrada do novo mufti em cena, muda-se a orientação do governo provisório  de que o corpo seria entregue ao chefe da tribo e familiares de Kadafi.
A fim de  compensar, o governo provisório anuncia a abertura de uma investigação sobre a execução do antigo raís (palavra árabe que significa chefe). –Wálter Fanganiello Maierovitch–
Para você emtender o que ocorre com o Estado Líbio, após esta declaração de que a lei vigente é a sharia leia este artigo do iminente jurista e professor Dr. Walter F. Maierovitch, em seu blog, no Terra Magazine.
Uma fatwa já foi lançada sobre as condições de sepultamento e destino do morto – Gadafi e seus filhos:
Foram desconsiderados como ‘não crentes’.
Isto significa uma posição que serve como explicação para exposição pública do corpo de Gadafi e s de seu filho, além do ex—Chefe do Estado Maior do antigo governo.
É uma forma de dar razão ao não cumprimento da lei islâmica, ou seja, todo muçulmano morto, deve passar por um ritual, que inclui uma ablução – lavagem – de todo o corpo e sepultado após 24 horas.
Após esta declaração de uma fatwa contra Gadafi é uma forma de assegurar que a Líbia continuará sendo governada com mão de ferro, não mais de Gadafi, mas dos Clérigos, e dos tribunais religiosos.

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