domingo, julho 1

RIO GRANDE DO SUL...UM LUGAR DE EXTREMOS DA RELIGIOSIDADE...QUAL A INFLUÊNCIA


RS lidera várias estatísticas das análises religiosas do Censo do IBGE de 2010.

Pequenos municípios do Rio Grande do Sul têm maiores porcentuais de católicos e evangélicos do País;
Com pouco mais de 3% do território brasileiro, o Rio Grande do Sul abriga 6% da população.

UMA DESCOBERTA INTERESSANTE:

RIO GRANDE DO SUL detém dois índices contraditórios:

Quanto ao número de Evangélicos!
Dos dez Municípios, que têm maiores porcentuais de evangélicos, sete são gaúchos.
Quanto ao número de Católicos:
Dez Municípios brasileiros com maior índice de católicos em suas populações residentes, nove estão no Rio Grande do Sul.
Estado também concentra praticantes de umbanda e candomblé.

29 de junho de 2012 | 23h 30 - Elder Ogliari, correspondente de O Estado de S.Paulo
PORTO ALEGRE - Os pequenos municípios do Rio Grande do Sul lideram diversas estatísticas das análises religiosas do Censo do IBGE de 2010. Com 1,5 mil habitantes, União da Serra, localizado no nordeste do Estado, tem um porcentual de 99,2% de católicos, o maior do País.

Destaque Positivo:
Arroio do Padre, no sul, tem 2,7 mil habitantes e está nos extremos de dois levantamentos. 
Tem 85,8% de moradores evangélicos, maior índice do País, e 7,8% de católicos, menor índice do País. 
Mas não é só. 
Dos dez municípios brasileiros com maior índice de católicos em suas populações residentes, nove estão no Rio Grande do Sul. 
Dos dez que têm maiores porcentuais de evangélicos, sete são gaúchos.
O Estado também concentra praticantes de umbanda e candomblé. Todos os dez municípios com maiores índices de seguidores dessas correntes estão em território gaúcho. O líder é Cidreira, no litoral, com 5,9% de seus 12,6 mil habitantes adeptos dos cultos de origem africana. Outro dado curioso do Estado foi detectado no Chuí, na fronteira com o Uruguai, onde 54,2% dos moradores se declaram sem religião. 
A explicação de estudiosos para o protagonismo religioso relativo dos municípios gaúchos aponta sempre para a colonização do Estado. 
"Há regiões de predomínio luterano com moradores de origem germânica e há regiões de predomínio católico com moradores de origem italiana", afirma o sociólogo Ricardo Mariano, professor do programa de pós-graduação em Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS).
O pastor Romeu Martini, assessor teológico do presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) Nestor Paulo Friedrich, concorda. "Entre os contingentes de alemães que começaram a chegar em 1824 havia luteranos", destaca, apontando aquele momento como o de nascimento da IECLB.
Depois de colonizarem o Vale do Sinos e a Serra do Nordeste, os imigrantes e seus descendentes foram para outras regiões do Estado e fundaram outras cidades, mantendo a tradição religiosa.
Embora os portugueses já estivessem em território gaúcho, o fenômeno é mais forte nas colônias italiana e alemã. "Os principais celeiros de vocações religiosas estão nessas comunidades", observa Mariano.
A simples observação dos nomes dos municípios que têm os maiores porcentuais do País de seguidores de religiões africanas indica a origem do culto no Rio Grande do Sul. Todos estão localizados na metade sul e no litoral, regiões de charqueadas onde houve maior exploração da escravidão e onde estão diversos quilombos em processo de reconhecimento.
Para Mariano, é possível que as faixas de auto-identificação de praticantes de umbanda e candomblé sejam maiores no Rio Grande do Sul do que em outros Estados.
"Aqui o sincretismo hierárquico, dominado pelo catolicismo, também existiu, mas não foi tão duradouro como na Bahia", destaca.
O empresário, engenheiro e advogado Everton de Xangô, presidente da Federação Afro-Umbandista e Espiritualista do Rio Grande do Sul (Fauers), diz que a origem do culto está no período da escravidão, mas observa que houve muitas adesões de descendentes de europeus nas últimas décadas.
"Eles têm na bagagem cultural o sentimento religioso e procuram novas opções em busca de respostas para seu lado espiritual", analisa.
O alto índice de pessoas que se declaram sem religião no Chuí não tem explicações tão claras como para as demais constatações do Censo.
Sem se identificar, uma funcionária da prefeitura considerou e questão "irrelevante" e desconfiou do porcentual porque entende que quase todos os moradores do município, que tem uma grande colônia árabe, praticam algum culto religioso.
"Como está na linha de fronteira, a cidade pode ter sido influenciada pelo Uruguai, um dos países mais laicos do planeta", supõe Mariano, com a ressalva de que "não dá para afirmar isso categoricamente".

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