Papa: só Igreja pode interpretar Escrituras!
- sexta-feira,
12 de abril de 2013 - 14h29
Francisco
rejeitou a "interpretação subjetividade" em seu primeiro discurso
ante o Comitê da Bíblia do Vaticano
Para
o papa, "há uma unidade indissolúvel entre Escritura e
Tradição"Gabriel Bouys/AFP/Arquivo - Da
AFP noticias@band.com.br
O papa Francisco expressou nesta sexta-feira
seu compromisso com o pleno respeito à tradição da Igreja, a única habilitada a
interpretar corretamente as Escrituras, e rejeitou "a interpretação
subjetiva", em seu primeiro discurso ante o Comitê da Bíblia do Vaticano.
Nesta intervenção a "especialistas"
- e não apenas para fiéis, como a maioria de seus discursos do último mês - o
papa jesuíta fez uma longa referência a um texto do Concílio Vaticano 2º (
1962-1965), a Constituição "Dei Verbum" ("A Palavra de
Deus"), sobre o papel da Igreja.
Até o momento, ao contrário de Bento 16, o
novo papa pouco tinha mencionado o Concílio, ao qual ele é o primeiro pontífice
das últimas décadas a não ter participado. Uma omissão surpreendente.
"O Concílio lembrou com grande clareza: tudo
o que está relacionado com a maneira de interpretar as Escrituras está, em
última análise, sujeito ao julgamento da Igreja, que realiza o seu mandato
divino e o ministério de preservar e interpretar a palavra de Deus".
Para o papa, "há uma unidade indissolúvel entre
Escritura e Tradição", que são "conjuntas e se comunicam entre
elas", "formando, de certa maneira, uma única coisa",
declarou.
"A Sagrada Tradição transmite a Palavra de Deus plenamente (....) Desta forma, a Igreja tira a sua certeza a respeito de todas as
coisas reveladas não só nas Sagradas Escrituras. Uma como a outra devem ser aceitas e veneradas com sentimentos
semelhantes de piedade e respeito",
disse em um discurso que revela um papa muito respeitoso da autoridade da
Igreja.
Como resultado, "a interpretação das Escrituras
não pode ser apenas um esforço intelectual individual, mas deve ser sempre
confrontado, inserido e autenticado pela tradição viva da Igreja",
argumentou.
Esta declaração, na linha de Bento 16, não
deve agradar os protestantes ou católicos contestatórios, como o suíço Hans
Küng, que reivindicam o direito de interpretar livremente as
Escrituras.
Para ser claro, o papa denunciou "a insuficiência
de qualquer interpretação sugestiva, ou simplesmente limitada a uma análise
incapaz de acolher o significado global que tem sido construído há séculos pela
tradição de todo o povo de Deus."
Nossa Posição:
Se entre os seus próprios príncipes na sua Igreja, Franciscum encontra divergência, imagina querer estender, a todos os cristãos verdadeiros!
Sobre
as palavras petrinas:
“Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de
particular interpretação.”
A equivocada afirmação da reportagem, afirmando que
a declaração de Franciscum – o papa – desagradaria a nós protestantes é
descabida, já que nós não nos submetemos a regras papais, e a palavra do papa
católico-romano, não traz qualquer influencia, a não ser negativa, a nossos
Credo e Interpretação da Sagradas Escrituras.
Primeiro, porque os Cânones são diferentes;
Segundo, nós nãoprestamos obediência a Roma!
Terceiro a própria Bíblia é auto-interpretativa,
sob a Regra áurea: “A Bíblia interpreta a própria Bíblia”,
aliás a Reforma Protestante, que já é alvo de programação do seu
sesquicentenário, se deu exatamente neste pnto, a Interpretação das Escrituras
pelo Reformador Marinho Lutero!
Romanos 1:16-22.25 Porque não me envergonho
do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que
crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque nele se
descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o
justo viverá da fé. Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda
a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. Porquanto
o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou.
Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno
poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas
coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; Porquanto, tendo
conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em
seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se
sábios, tornaram-se loucos. Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e
honraram e serviram mais a criatura do que o Criador,
que é bendito eternamente. Amém.
Cremos, nós os protestantes e evangélicos, que a
Interpretação das Escrituras se dá no âmbito da Revelação Eterna, que nos é
dada pelo Espírito Santo, que concede Deus a cada um, para Pastores, Evangelistas,
Doutores, Dom de Ciência e por isto, a Igreja, o Corpo Místico de Cristo, sem
nomenclatura é a livre para interpretação, dada a cada um, não fazendo
distinção, nem nomeando a Igreja Católico Romana, como única guardiã, das
mesmas Escrituras.
O Apóstolo Pedro, que a Igreja Católica, de quem o
atual papa emérito – Dom Ratzinger – declarou que a ICAR era a única a possuir
a autoridade representativa apostólica, declara com todas as letras, que
ninguém pode se posicionar como detentor desta revelação Interpretativa:
II Pedro 1:19-2. E temos, mui firme, a
palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que
alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em
vossos corações. Sabendo primeiramente isto: que nenhuma
profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque
a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos
de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.
II Pedro 3:2 Para
que vos lembreis das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos
profetas, e do nosso mandamento, como apóstolos do Senhor e Salvador.
O próprio Senhor Jesus Cristo aponta o erro de
alguém se arvorar conhecedor e dono da Interpretação:
Mateus 22:29 Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem
o poder de Deus.
Além disto, é obrigação do Ministro e da Igreja
conhecer as Escrituras e não ser alvo do risco de uma interpretação dominadora.
Não queremos e nem podemos voltar a Idade das
Trevas espirituais, quando um só homem e uma só Igreja se ache, única detentora
da Interpretação e do Conhecimento.
Porque isto não é a vontade de Deus, mas que
“...todos venham ao pleno conhecimento da Verdade!”
João 5:39 Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter
nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;
Na verdade neste texto Jesus recrimina aos mestres,
porque examinavam as Escrituras, reconhecendo o Poder das mesmas, mas não
reconhecendo a vontade do Cristo!
Será isto que Franciscum – o papa – está querendo?
Deter, reter o conhecimento e manter a sua massa de
fiéis reféns deste direito bíblico, em conhecer as Escrituras?
Parece-me uma volta a manter presos os seus fiéis.
Medo?
Atos 17:1-17 E PASSANDO por Anfípolis e Apolônia, chegaram
a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus. E Paulo, como tinha por
costume, foi ter com eles; e por três sábados disputou com eles sobre as
Escrituras, Expondo e demonstrando que convinha que Cristo padecesse e
ressuscitasse dentre os mortos. E este Jesus, que vos anuncio, dizia ele, é o
Cristo. Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada
dia nas Escrituras se estas coisas eram assim. De sorte que disputava
na sinagoga com os judeus e religiosos, e todos os dias na praça
com os que se apresentavam.
Qual o motivo de deter o conhecimento?
Qual o objetivo?
Se o Apóstolo Paulo ensina em - Romanos 15:4
Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso
ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras
tenhamos esperança.
A Inspiração das Escrituras é boa para que haja,
sob a boa exegese ou sabedoria, com reverencia e temperança, o conhecimento que
elas nos transmitem para salvação.
A sua característica é de que os que a leem tenham,
em primeiro lugar conhecimento da vontade salvifica de Deus para todos os
homens.
E isto se aprende desde a meninice, diz Paulo
– O Apóstolo.
II Timóteo 3:17-15 Para que o homem de Deus
seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa
para ensinar, para redargüir, para
corrigir, para instruir em justiça; Tu, porém, permanece naquilo que
aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido,
Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo
enganados. E que desde a tua meninice sabes as
sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação,
pela fé que há em Cristo Jesus.
O profeta Oséias insta com o povo sobre a
necessidade de conhecimento das Sagradas Letras:
Oséias 4:6-8 O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento;
porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não
sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus,
também eu me esquecerei de teus filhos. Como eles se multiplicaram, assim
pecaram contra mim; eu mudarei a sua honra em vergonha. Comem da oferta pelo
pecado do meu povo, e pela transgressão dele têm desejo ardente.
Ensinar a Palavra é uma Obrigação.
Mateus 28:19-20 Portanto ide, fazei discípulos de todas as
nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho
mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a
consumação dos séculos. Amém.
Outro ponto a se destacar na fala e retórica de Dom
Franciscum é a mantença, pela Igreja Católico Romana, da “igualdade” e poder da
Tradição.
Parece-me, uma forma de assegurar erros de
Interpretação das Escrituras que procuraram ao longo dos séculos agregar e
manter na Igreja cultos e liturgias que a Bíblia não acata.
Ora! A Tradição não é canônica, não é pneumática no
sentido do “Pneuma Divino”, como Sopro do Hálito de Deus ao transmitir as
Santas Letras aos homens escolhidos para escrevê-las.
Assim, se procura manter a linha iniciada no Século
IV, com tantos erros:
-Adoração
a santos homens da Igreja, usando-os como “intercessores” entre homens e Deus;
-Oração
por almas no Purgatório – uma das bases das teses de Lutero;
Isaías 2:8 Também a sua terra está cheia de ídolos; inclinam-se perante a obra das suas mãos, diante
daquilo que fabricaram os seus dedos.
Êxodo 20:4-5 Não farás para ti imagem de
escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na
terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas
nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a
iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me
odeiam.
Habacuque 2:18-19 Que aproveita a imagem de escultura,
depois que a esculpiu o seu artífice? Ela é máscara e ensina mentira, para que quem a formou
confie na sua obra, fazendo ídolos mudos? Ai daquele que diz ao pau: Acorda! e
à pedra muda: Desperta! Pode isso ensinar? Eis que está coberta de ouro e de
prata, mas dentro dela não há espírito algum.
Adoração
a ídolos;
Atos 21:25 Todavia, quanto aos que crêem dos gentios, já
nós havemos escrito, e achado por bem, que nada disto observem; mas que só se guardem do que se sacrifica aos ídolos, e
do sangue, e do sufocado e da prostituição.
Poderia listar todos os desvios das Escrituras, que
a Tradição introduziu na Igreja.
A novíssima “tradição” sobre Maria iniciada na
década de 50 [imaculada];
Esta “igualdade literal ou canônica” inexiste:
ou seja, não há condição divina e teológica para igualar
Tradição às Escrituras Divinamente Inspiradas!
Se entre os seus próprios príncipes na sua Igreja,
Franciscum encontra divergência, imagina querer estender, a todos os cristãos
verdadeiros!
Nós jamais nos apresentaremos como servo de homens,
somos livres para sermos servos de Cristo – O Cabeça e Senhor da Igreja! Romanos 6:16 Não sabeis vós
que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele
a quem obedeceis...?
Até porque, a pertinência é nenhuma sobre a Palavra,
pois a um só povo, foi conferida primeiramente as Palavras de Deus, ainda
que tenham perdido esta primazia, mas a dação divina valora ainda sobre este
povo, basta apenas aceitarem ao Messias – Jesus de Nazaré – O Cristo
Glorificado!
Romanos 3:1-2 QUAL é, pois, a vantagem do judeu? Ou qual a
utilidade da circuncisão? Muita, em toda a maneira, porque, primeiramente, as
palavras de Deus lhe foram confiadas.
Sobre isto, voltaremos a escrever.
Sobre isto, voltaremos a escrever.
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