sábado, fevereiro 8

2ª Parte - A PEREGRINAÇÃO DE ISRAEL NO DESERTO ATÉ O SINAI Lição 06 – CPAD – Fev/2014 – em Edição

A PEREGRINAÇÃO DE ISRAEL NO DESERTO ATÉ O SINAI
Lição 06 – CPAD – Fev/2014
2ª Parte – em edição
Edição e Estudo: Osvarela
I Co 10.11 Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos.
Apanhando o Maná
Êxodo 19.1-6 AO terceiro mês da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no mesmo dia chegaram ao deserto de Sinai, Porque partiram de Refidim e entraram no deserto de Sinai, onde se acamparam. Israel, pois, ali se acampou em frente ao monte. E subiu Moisés a Deus, e o Senhor o chamou do monte, dizendo: Assim falarás à casa de Jacó, e anunciarás aos filhos de Israel: Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim; Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel.
Nm 11.1-3 E ACONTECEU que, queixou-se o povo falando o que era mal aos ouvidos do Senhor; e ouvindo o Senhor a sua ira se acendeu; e o fogo do Senhor ardeu entre eles e consumiu os que estavam na última parte do arraial. Então o povo clamou a Moisés, e Moisés orou ao Senhor, e o fogo se apagou. Pelo que chamou aquele lugar Taberá, porquanto o fogo do Senhor se acendera entre eles.
Continuação
Discurso
Temos nesta lição a oportunidade de perceber e estudar percalços de várias origens.
Ao estudar esta lição pareceu-me interessante analisar as condições da Peregrinação, com um olhar sobre os interessantes aspectos que envolveram, homens, Deus, Criação. Além dos aspectos comportamentais dos envolvidos nesta saga hebraico/divina.
Destacamos alguns aspectos como já citados na 1ª Parte (Percalços na Travessia).
Estes chamados percalços na Caminhada na realidade foram pontos importantes na forja de um Povo, vamos encontrá-los em situações de rebeldia, vamos encontrá-los em situação de desconforto frente a estas dificuldades, mas em todas Deus prepara e o mais maravilhoso releva, ou mitiga a posição do povo nestes momentos e ainda promove maravilhas e milagres, afinal Ele era o condutor do povo e sabia que lhes era necessário passar por estes pontos.
A outra vertente pela qual Deus utilizou estes elementos sobre os quais tem total soberania foi uma forma de proteger e dar algum conforto e direção ao povo através destes elementos, sejam físicos na aparência, mas divinos pela preparação ou mesmo pelo uso,como as Colunas de Fogo e Nuvem.
- Humanos ou Antropológicos
A presença de povo estranho no meio da Congregação do Deserto trouxe uma dificuldade para sua caminha ao longo do deserto: A Murmuração!
Ao sair do Egito muitos que não eram hebreus de sangue, mas conviviam com eles na Terra de Goshén subiram entre o povo. Sua presença permitida pelo texto bíblico inclusive nos atos litúrgicos sacrificiais, incluindo a Celebração Pascal se mostrou ao l9ngo da caminhada um veneno mortal em alguns momentos.
- Do caráter da Natureza - da Criação
Destarte a inospitabilidade da região, local da peregrinação ser conhecida, esta foi sem duvida um dos destaques da volta para casa, dos Hebreus.
A Atmosfera da região da caminhada foi descrita por este editor na 1ª primeira parte deste Estudo. Região desértica pouca água, temperaturas dispares durante um dia.
Poucos lugares de refugio.
Este difícil perfil geográfico deu oportunidade dos Hebreus vivenciarem a pratica de Fé.
Muito embora, como soí acontecer com nós os homens intercalando momentos de jubilo, de desespero, com momentos de desistência e murmuração.
Logo na 3ª (terceira) parada ou acampamento eles se desesperam. Até que se nós olharmos para o fato, em si, se o desespero bate a nossa porta quando estamos saindo de uma situação de dificuldade ou de servidão, nos libertando de amarras, qualquer problema parece ser uma demonstração, que não é bem assim, que a situação não foi resolvida, que a solução não era bem esta.
Mas, pela fé há homens que nos orientam segundo a direção de Deus.
Êxodo 14.11-14 E disseram a Moisés: Não havia sepulcros no Egito, para nos tirar de lá, para que morramos neste deserto? Por que nos fizeste isto, fazendo-nos sair do Egito? Não é esta a palavra que te falamos no Egito, dizendo: Deixa-nos, que sirvamos aos egípcios? Pois que melhor nos fora servir aos egípcios, do que morrermos no deserto. Moisés, porém, disse ao povo: Não temais; estai quietos, e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais os tornareis a ver. O Senhor pelejará por vós, e vós vos calareis.
A região proporcionou a primeira visão de liberdade, com água e boa visão.
Êxodo 15.27 Então vieram a Elim, e havia ali doze fontes de água e setenta palmeiras; e ali se acamparam junto das águas.
Um enfrentamento da mesma qualidade:
מרה Marah -n pr f Mara = “amargo” ; a fonte com água amarga que ficava a 3 dias de viagem a partir do lugar da travessia do mar Vermelho na península do Sinai.
O Senhor tem seus Exércitos em todo o Universo, seja no Mundo místico divinal, seja nas forças da Sua Criação.
Em dado momento Israel pede carne saudoso das panelas do Egito.
Deus então coloca a dispor do povo murmurador seu exército alado e lhes manda uma revoada de codornizes.
Este é um dos vários exemplos da localização e roteiro traçado por Deus, e sob seu controle, mas seguindo a liberdade dos israelitas em se posicionarem.
Este comportamento, em tratamento, só determinou o aumento da Jornada de Fé até chegar aos 40 anos finais.
Murmuração é desastre e causa indignação.
Ex. 16.8 Disse mais Moisés: Isso será quando o Senhor à tarde vos der carne para comer, e pela manhã pão a fartar, porquanto o Senhor ouviu as vossas murmurações, com que murmurais contra ele. E quem somos nós?
Pan e Pitta
O povo reclamou da sua porção disponível no Egito.
Êxodo 16. 2,3 E toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão no deserto. E os filhos de Israel disseram-lhes: Quem dera tivéssemos morrido por mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão até fartar! Porque nos tendes trazido a este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão.
Quando estamos no deserto até a panela suja da escravidão arece apetitos e nós reclamamos, mas Deus que é misericordioso nos dá coisa melhor, pois o que ele providencia vem dói Alto.
Deus teve paciência com o povo e quis ensiná-lo a depender d’Ele. E o que Deus falou pela boca de Moises, aconteceu:
- No final da tarde – Ex 16.13 - codornizes (pequeno pássaro parecido com uma galinha) apareceram e o povo pode capturá-las.
- Ao amanhecer - Ex 16.13.14 - uma camada de orvalho apareceu, e depois de seca, flocos finos semelhantes a geada estavam sobre a superfície do deserto.
O Maná
A Providência vem de forma sobrenatural sob a ordenação divina.
Man hu, Mennu – “o que é isto?”
מן man - grego 3131 μαννα; n m. maná; o pão do céu que alimentou os israelitas durante os 40 anos de peregrinação no deserto; significa ‘O que é isso?’
13,14 E aconteceu que à tarde subiram codornizes, e cobriram o arraial; e pela manhã jazia o orvalho ao redor do arraial. E quando o orvalho se levantou, eis que sobre a face do deserto estava uma coisa miúda, redonda, miúda como a geada sobre a terra.
Deus ensina o seu povo a acordar cedo para se prover de comida.
A medida de deus é a porção diária. Não vai faltar e nem vai sobrar. Quando eles guardaram sem a direção de Deus viram o que colheram apodrecer. É esta a lição para quem acha que Deus não providenciará o pão cotidiano para seu Povo.
Deus os ensina didaticamente com método da prática pedagógica divina, exercício que fica é o exercício praticado:
Êxodo 16. 18-30 ... não sobejava ao que colhera muito, nem faltava ao que colhera pouco; cada um colheu tanto quanto podia comer. E disse-lhes Moisés: Ninguém deixe dele para amanhã. ... alguns deles deixaram dele para o dia seguinte; e criou bichos [...] E aconteceu que ao sexto dia colheram pão em dobro, dois ômeres para cada um; [...]
“Sob a obediência ao líder a nossa Despensa é duradoura e não vai faltar no dia que não tiver colheita”.
E guardaram-no até o dia seguinte, como Moisés tinha ordenado; e não cheirou mal nem nele houve algum bicho. Então disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto hoje é o sábado do Senhor;
“Não perca tempo indo buscar aquilo que Deus já colocou na tua mão, se ele falou que vai providenciar aguarde e não gaste energia sem necessidade. As tuas forças no deserto precisam ser guardadas para a caminhada”.
... E aconteceu ao sétimo dia, que alguns do povo saíram para colher, mas não o acharam. Então disse o Senhor a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis? Vede, porquanto o Senhor vos deu o sábado, portanto ele no sexto dia vos dá pão para dois dias; cada um fique no seu lugar, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia. Assim repousou o povo no sétimo dia.
- Divinos ou de divindades
Embora fosse uma proteção as Colunas que D’us enviou para estarem com os israelitas, na realidade elas tiveram caráter duplicado de atividade, em relação aos percalços da Travessia.
- A Coluna de Nuvem -
- A Coluna de Fogo –
A Aliança Eterna- Pacto Sinaítico
A Aliança Mosaica
E subiu Moisés a Deus, e o Senhor o chamou do monte, dizendo: Assim falarás à casa de Jacó, e anunciarás aos filhos de Israel: Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim; Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel.
O ápice desta caminhada está no capítulo 19 do livro do Êxodo, quando o Povo de Israel conhece o Deus da Misericórdia, um Deus humildade que se apresenta diante de um porta-voz do povo e o inquire sob uma proposta pactual eterna, que seria o ápice de toda a Jornada de Fé – A Travessia de Israel até o Sinai – A Montanha de Deus. 
Eis uma proposta irrecusável. Deus a tem continuado em Jesus Cristo pelo qual todos recebem a proposta de tê-lo como Rei e Senhor de suas vidas e entrarem na terra celestial, a Nova Canaã!
Esta Aliança na realidade é a expansão da Revelação de Deus para a Humanidade através de Israel.
Deus inicia e prepara o povo para o cerimonial da Aliança Mosaica. É a continuidade da Promessa Abraâmica sob o batismo na nuvem.
1Co 10:2 - E todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar,
É mais uma etapa do processo divino da expansão da Revelação divina.
A Revelação se dá em fases ou Períodos:
- Deus Criador e Sustentador – Criação e Noé (nunca cessou);
- Terra e Descendência – um povo dos lombos de Abraão – Gn 12;
- Terra e Descendência – o início de uma Nação com Moises.
A última etapa para consolidação da Revelação, estudaremos em outra etapa.
Deus é claro no objetivo deste momento cerimonial: Um povo peculiar, sua propriedade, escolhidos dentre todos os povos da terra, que é D’Ele!
Por isto, esta Lição é importante pois ela contem todos os aspectos simbólicos e metafóricos, ou símiles.
Alem dos aspectos cerimoniais e arquétipos que apontavam para Cristo. Exo 12
Ainda que estes símbolos tenham cessado, em efeito redentivo ou de remissão, após Cristo, eles devem ser estudados como apontamos na 1ª Parte deste Estudo.
O Cerimonial cumpre-se em Cristo: o cordeiro, o sacerdote, a presença do reino, o rei, o profeta, a luz, o pão do céu (Maná eterno,nunca cessou)e os demais que possivelmente o aluno poderá observar ao longo desta Lição.
Pois, continuam com validade em valores morais divinos e seus extensos valores civis, que alcançaram todas as nações do Mundo. São princípios que Deus estabeleceu, que contem validade para todas as Gerações, dos que habitam à Terra.
Continuação
Fonte
AS JORNADAS DOS ISRAELITAS PELO DESERTO, Manu Marcus Hubner (USP); Estação Literária; Londrina, Volume 10B, p. 276-287, jan. 2013; ISSN 1983-1048 http://www.uel.br/pos/letras/EL
Andrade, Claudionor. Geografia Bíblica. CPAD, 2008. Apud OS DESAFIOS DO SINAI - historiador Amarildo Salvador
TBAT – Andrew Jumper – IPMackenzie – SP – Bibliologia
Apontamentos do Autor e Editor Pr Osvarela

1ª Parte de A PEREGRINAÇÃO DE ISRAEL NO DESERTO ATÉ O SINAI. Varela, Os – Pastor Assembleia de Deus – Ministério do Belém - SP

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