domingo, fevereiro 9

3ª Parte - A PEREGRINAÇÃO DE ISRAEL NO DESERTO ATÉ O SINAI Lição 06 – CPAD – Fev/2014

A PEREGRINAÇÃO DE ISRAEL NO DESERTO ATÉ O SINAI
Lição 06 – CPAD – Fev/2014
3ª Parte
Edição e Estudo: Osvarela
A Aliança Eterna- Pacto Sinaítico
E subiu Moisés a Deus, e o Senhor o chamou do monte, dizendo: Assim falarás à casa de Jacó, e anunciarás aos filhos de Israel: Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim; Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel.
Continuação

Leitura Bíblica
Nm 11.1-3 E ACONTECEU que, queixou-se o povo falando o que era mal aos ouvidos do Senhor; e ouvindo o Senhor a sua ira se acendeu; e o fogo do Senhor ardeu entre eles e consumiu os que estavam na última parte do arraial. Então o povo clamou a Moisés, e Moisés orou ao Senhor, e o fogo se apagou. Pelo que chamou aquele lugar Taberá, porquanto o fogo do Senhor se acendera entre eles.
תבערה Tab ̀erah - n. pr. l. Taberá = “labareda”.
Um Convite para o Reino
A inferência desta passagem é notoriamente evangelística. Deus apresenta uma proposta ou lança um convite para todos tê-lo como seu Rei e Senhor. Um convite que jamais seria recusado por alguém que necessita de segurança e de proteção.
Deus é um evangelista ou O Evangelista. Gn 3.15
O aluno desta semana precisa entender que:
Andar no deserto significa andar em grupo e há um agrupamento divino e uma nação sendo forjada ainda no século presente: a Igreja.
Não havia coluna de fogo e coluna de nuvem individual, mas a Nuvem e o Fogo eram proteção para todos, quem estivesse fora deles estaria sem proteção, portanto não pense que eu ou você somos igrejas individuais, nos somos um Povo que forma uma Igreja de Deus!
Não saia da nuvem e nem queira voltar ao Egito. Quem sai de debaixo da nuvem ou se afasta da coluna de fogo, vai sofrer o calor do sol do deserto, vais morrer de frio à noite, estamos caminhando num deserto e só somos fortes e um povo, juntos!
Um povo especial: I Pe 2. 9-11 Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia. Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma;
Como a lição é uma lição tipológica esta comparação é antítipo natural entre o Povo Hebreu e O Povo Igreja, conforme o texto acima.
Conteúdo do texto contêm os mesmos indicadores de Deus em sua proposta no Deserto, no texto da Leitura Bíblica da Lição.
“a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo.
É tempo deste convite ser multiplicado.
Israel foi escolhido para ser o povo proclamador do poder do Deus a que servia e aceitou como seu Rei, ou seja, o Reino de Deus estava entre o Povo hebreu, hoje ele está entre todos os homens através do Cordeiro de Deus que tira o pecado do Mundo.
A Liberdade da escolha dada por Deus, não pode ser confundida com a escolha particular de Deus por nós.
Jos 24:22-14 - E Josué disse ao povo: Sois testemunhas contra vós mesmos de que escolhestes ao Senhor, para o servir. E disseram: Somos testemunhas. Deitai, pois, agora, fora aos deuses estranhos que há no meio de vós, e inclinai o vosso coração ao Senhor Deus de Israel. E disse o povo a Josué: Serviremos ao Senhor nosso Deus, e obedeceremos à sua voz.
A escolha foi submetida ao livre arbítrio do Povo escolhido por Deus, ainda que sob Promessa abraãmica.
Assim como, Deus nos escolheu para sermos seus em Jesus Cristo, “a todos quanto o receberam...”; da mesma forma a Nova Aliança permitiu sermos escolhidos por Deus em Jesus Cristo, nosso Salvador.
Jo 15:16 - Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.
- Efeitos Divinos
Ex 13. 21 E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite. Nunca tirou de diante do povo a coluna de nuvem, de dia, nem a coluna de fogo, de noite.
Embora fosse uma proteção as Colunas que D’us enviou para estarem com os israelitas, na realidade elas tiveram caráter duplicado de atividade, em relação aos percalços da Travessia.
νεφελη nephele - n f. nuvem; usado da nuvem que conduziu os Israelitas no deserto;
επισκιαζω episkiazo – v. lançar sombra sobre; envolver em uma sombra; imagem de uma nuvem de vapor que lança uma sombra, o significado é transferido para a imagem de uma nuvem resplandecente que circunda e envolve pessoas com o seu brilho. Uso da palavra - ideia familiar ao Antigo Testamento: nuvem como símbolo da presença imediata e poder de Deus.
νεφος nephos - n n. nuvem, grande e densa multidão; usado para denotar uma grande e informe porção de vapor obscurecendo os céus, oposta a massas definidas e singulares de vapor com alguma forma ou figura; uma nuvem no céu;
ערפל ̀araphel - n. m. nuvem, nuvem pesada ou escura, trevas, grandes trevas, trevas densas; Ex 14.20 E ia entre o campo dos egípcios e o campo de Israel; e a nuvem era trevas para aqueles, e para estes clareava a noite; de maneira que em toda a noite não se aproximou um do outro.
עמוד ̀ammuwd ou עמד ̀ammud - n m. coluna, vertical;  coluna (de fumaça).
στυλος stulos - de stuo (reforçar); n m. pilar; coluna; pilares de fogo, i.e., chamas erguendo-se como pilares
- A Coluna de Nuvem –
Estes elementos usados por Deus mostram alguns aspectos os quais devem ser observados:
Proteção - Ex 14.19 E o anjo de Deus, que ia diante do exército de Israel, se retirou, e ia atrás deles; também a coluna de nuvem se retirou de diante deles, e se pôs atrás deles.
-Direção
-Cuidado
O texto bíblico é literal e direto quanto a ação destes elementos divinos.
Eles foram utilizados em períodos da caminhada, de Dia e de Noite;
Tinham um objetivo direto: O povo caminhada de noite e de dia.
A Igreja não pode para porque tem proteção e direção de noite e de dia.
- A Coluna de Fogo –
A Murmuração
Ex 12. 38 E subiu também com eles muita mistura de gente, e ovelhas, e bois, uma grande quantidade de gado.
Colocar a murmuração apenas na conta do vulgo seria evidente desprezo as condições do povo que estava na caminhada para a Terra da Promessa. Mas, seria um descontentamento difícil de entender se não houvessem tido provas do Poder do Eu Sou. Mas, certamente o texto bíblico usado de forma metafórica nos assegura que a Murmuração, como no contexto plenário das Escrituras, não é algo a ser exercido sema devida paga,quando acontece no meio do Povo de Deus.
Nm 11.1-3 E ACONTECEU que, queixou-se o povo falando o que era mal aos ouvidos do Senhor; e ouvindo o Senhor a sua ira se acendeu; e o fogo do Senhor ardeu entre eles e consumiu os que estavam na última parte do arraial.
Parece que a turma do fundo já dava problemas naquele tempo.
O afastamento da liderança pode ser uma causa da murmuração de muitos, por não quere ou não estar próximo a liderança, alguns falam e murmuram sem conhecer e sem entender o que foi dito pelo líder e acham ao seu lado os do mesmo grupo que se junta a eles para murmurar contra o Home de Deus.
Há o entendimento de muitos crentes na caminhada sobre murmurar:
“Estou falando a verdade e isto aconteceu, mas eu não estou murmurando contra ninguém!”
Porem no contexto do Povo de Deus, hoje e sempre isto não se coaduna com aqueles que se dirigem a Canaã, tanto assim, que o escritor bíblico diz:
Ex 16. 1-8 E PARTINDO de Elim, toda a congregação dos filhos de Israel veio ao deserto de Sim, [...] murmurou contra Moisés e contra Arão no deserto. [...] disseram Moisés e Arão ...: À tarde sabereis que o Senhor vos tirou da terra do Egito... porquanto ouviu as vossas murmurações contra o Senhor. E quem somos nós, para que murmureis contra nós? ... porquanto o Senhor ouviu as vossas murmurações, com que murmurais contra ele... As vossas murmurações não são contra nós, mas sim contra o Senhor.
Portanto, aquele que murmura contra a liderança da Congregação está, sim, murmurando contra o Senhor, como que dizendo: “O Senhor não fez boa escolha ao nos dar este líder!”.
Conclusão
1Jo 1:5 - E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas.
Muitas outras palavras e dados poderiam fazer parte deste subsidio, mas temos uma certeza: o uso desta lição nos deixa algumas observações importantes para a Igreja atual que nesta quadra de sua vida como Igreja de Cristo passa por turbulências, ainda que continue Igreja em sua Plenitude.
- Não há espaço para murmuradores no meio do Povo de Deus em sua Jornada de Fé em direção a Canaã;
- Não podemos ser Igreja sem sermos proclamadores do Evangelho, pois fomos eleitos e escolhidos para isto;
- Estamos indo em direção a Canaã nas asas da Águia;
- A obediência a Liderança é fato inconteste que Deus se agrada; da mesma forma ele se desagrada da insubordinação, ainda que indireta;
- A Igreja não pode dar ser influenciada pelo Egito nesta caminhada, ela já saiu de lá e está sob outro poder, o Poder do Rei Eterno;
- A nova diretriz é dada Por Deus e por ela a Igreja caminha sem lembranças do passado;
- não há espaço para novos ídolos entre nós
- não podemos ser “iguais” a todos os “povos” ao nosso redor. Andamos no mesmo espaço, mas não seremos “alcançados” pelo Mundo: Ex 14.20 E ia entre o campo dos egípcios e o campo de Israel; e a nuvem era trevas para aqueles, e para estes clareava a noite; de maneira que em toda a noite não se aproximou um do outro.
2Co 6:14 Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?
Fonte
AS JORNADAS DOS ISRAELITAS PELO DESERTO, Tese de Manu Marcus Hubner (USP); Estação Literária; Londrina, Volume 10B, p. 276-287, jan. 2013; ISSN 1983-1048 http://www.uel.br/pos/letras/EL
Andrade, Claudionor. Geografia Bíblica. CPAD, 2008. Apud OS DESAFIOS DO SINAI - historiador Amarildo Salvador
TBAT – Andrew Jumper – IPMackenzie – SP – Bibliologia
Apontamentos do Autor e Editor Pr Osvarela
Bíblia Plenitude – SBB

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