sexta-feira, janeiro 9

O Padrão da Lei Moral - 2ª PARTE EM EDIÇÃO Lição 02 – CPAD – 1º Trimestre 2015

O Padrão da Lei Moral - 2ª PARTE EM EDIÇÃO
Lição 02 – CPAD – 1º Trimestre 2015
Tudo da vida é ético, e tudo da vida é permeado com preocupações éticas”. Greg L. Bahnsen
Edição e Estudo Pr Osvarela
Então vos anunciou ele a sua aliança que vos ordenou cumprir, os dez mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra”. Deuteronômio 4:13
Deuteronômio 9:9-11
Subindo eu ao monte a receber as tábuas de pedra, as tábuas da aliança que o Senhor fizera convosco, então fiquei no monte quarenta dias e quarenta noites; pão não comi, e água não bebi;
E o Senhor me deu as duas tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus; e nelas estava escrito conforme a todas aquelas palavras que o Senhor tinha falado convosco no monte, do meio do fogo, no dia da assembléia.
Sucedeu, pois, que ao fim dos quarenta dias e quarenta noites, o Senhor me deu as duas tábuas de pedra, as tábuas da aliança.
Deuteronômio 10:1-5
Naquele mesmo tempo me disse o SENHOR: Alisa duas tábuas de pedra, como as primeiras, e sobe a mim ao monte, e faze-te uma arca de madeira;
E naquelas tábuas escreverei as palavras que estavam nas primeiras tábuas, que quebraste, e as porás na arca.
Assim, fiz uma arca de madeira de acácia, e alisei duas tábuas de pedra, como as primeiras; e subi ao monte com as duas tábuas na minha mão.
A Atuação divina para a ação ativa do padrão Moral.
“A soma da tua palavra é a verdade, e cada uma das tuas justas ordenanças dura para sempre”. Salmos 119:160 ARIB
O próprio Deus instrui os pecadores no caminho e ama as obras justas. Sl. 11:7; 25:8.
Uma verdade a ser estudada é a afirmação de Tiago 2:10-12: “Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu pois não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei. Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade.”
A lei é antes de tudo padronizadora do comportamento humano, ela na verdade é a lei da liberdade, ou seja, do livre arbítrio, sabendo que haverá consequências para não obedecê-la.
Romanos 7:14Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado”.
Deus nos concedeu estes padrões, como já dissemos acima, para o bem viver e para a religação. No entanto, sabemos que a natureza adâmica contaminada luta contra eles.
Assim, há como em todo viver do homem que obedece aos mandamentos divinos uma ação divina que o ajudará no entendimento, guarda e cumprimento destes mandamentos.
Devemos entender, sendo um tanto quanto calvinistas, que:
Não estamos sob a lei, porque o “sangue de Jesus Cristo”, nos resgatou, neste sentido estamos livres da ação da lei.
No entanto, estamos sob a lei, no sentido de que ela representa a moralidade que devemos atender nossas obrigações com Deus e com os nossos semelhantes. E ainda, sob a ótica de que a Lei (Decálogo) representa um caminho que Deus traçou para nossa santificação e demonstração do nosso amor para com Deus e Seu Filho – João 14:15Se me amais, guardai os meus mandamentos”.
A Lei na realidade servindo de aio nos mostra a superabundância da Graça: “Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça”; Romanos 3:20; 5:20.
Cristo ab-roga a lei, mas não retira dela a sua ação de magisterialidade. Portanto, a lei continua a exercer o seu papel de ensinar-nos, a vontade de Deus e a busca de uma vida relacional em ambos, os sentidos, para com Deus e para com toda a Criação.
Elencamos alguns parâmetros divinos que nos auxiliam.
Graça
Atributos divinos – como a Imutabilidade
Hesed (Chesed) – Misericórdia
Justiça
- A Graça De Deus.
A palavra “graça” é uma tradução do termo hebraico ‘chanan’ e do grego ‘charis’. Esta atividade divina conduz sem custo ao homem a sua iniciativa de executar os beneplácitos divinos, dando condições de que todo coração atingido por ela, tenha o bem estar e prazer em cumprir Seus Mandamentos.
Por ela é possível ao homem atingir os padrões de moralidade na vertente horizontal, ou seja, no relacionamento homem-homem ou homem-criação, pois segundo as Escrituras, é manifestada não só por Deus, mas também pelos homens, ainda que em nível imperfeito, nos casos em que demonstra, o favor de um homem a outro, Gn 33.8, 10, 18; 39.4; 47.25; Rt 2.2; 1 Sm 1.18; 16.22.
Sendo assim, ao exercermos a moralidade estamos exercendo “graça” para os que nos são próximos, na relação horizontal homem-homem.
Quanto A Imutabilidade:
As leis morais de Deus são aquelas leis que são baseadas na natureza de Deus. O próprio Deus é o padrão absoluto de justiça. Visto que as leis morais refletem sua natureza e caráter, elas são “imutáveis e irrevogáveis, mesmo pelo próprio Deus”.
Isaías 41:4 “Quem operou e fez isto, chamando as gerações desde o princípio? Eu o Senhor, o primeiro, e com os últimos eu mesmo”.
Pelo princípio da Imutabilidade, podemos enteder, pelas Escrituras, que a natureza moral de Deus não muda e não pode mudar, então devemos considerar, que as Suas leis que são baseadas nessa natureza são absolutas. Deus não muda, Ex. 3:14; Is. 41:4; Hb. 1:11, 12; E “a lei do SENHOR é perfeita” Sl. 19:7.
Portanto, quando Paulo declara em Romanos que “a lei é santa” (Rm. 7:12), ele está declarando que pela sua natureza, ao ser ditada e escrita por Deus ela tem esta propriedade divina.
Se a lei é “lei espiritual” - Rm. 7:14, ela, sendo procedente do Espírito de Deus - Jo. 4:24, evidencia em si mesma, as marcas do caráter divino.
Ela está cheia e completa das diversas qualidades divinais: “Porque o Senhor é justo” - Sl. 116:5, 129:5; 145:17; Lm. 1:18.
Como então devemos entender as alegações de que algumas caíram em desuso?
A mutabilidade humana é a causa do desuso de leis promulgadas pelo próprio Deus. Sendo assim, Israel que as recebeu ao longo de sua caminhada e formação de nação, Estado e Pátria se afastou dos ensinos e formas cultuais determinadas por Deus, fazendo que alguns pontos destas leis não pudessem ser exercitados, mormente a questão das leis cerimoniais.
No entanto, na questão das leis morais, o descostume ou costume descontinuado, não infere em nulidade destas Leis. Pois, a Justiça de Deus impede que ele lhes dê (A justiça se manifesta especialmente em dar a cada homem o que lhe é devido, em trata-lo de acordo com a sua capacidade humana/merecimentos.) leis injustas e inalcançáveis.
Uma vez, que independente de costumes, culturas e hábitos humanos, conhecidos do próprio Deus não podem impedir que Seu Padrão divino seja modificado pelo antropos, a Humanidade não pode impor seu padrão a Divindade Criadora. Deus não muda.
A Misericórdia de Deus.
A ação da Lei Moral tem como padrão a ação de Deus para que o homem seja objeto das Misericórdias, para que sob o cumprimento destes mandamentos e padrão possa ser alvo do objetivo final, que é a Salvação.
As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;” Lamentações 3:22
A palavra hebraica mais geralmente empregada para esta perfeição é chesed.
Há outra palavra, porém, que expressa uma terna e profunda compaixão, a saber, a palavra racham, às vezes traduzida de forma poética como “terna misericórdia”.
A Septuaginta e o Novo Testamento empregam a palavra grega eleos para designar a misericórdia de Deus.
Repetidamente se nos diz que essa perfeição divina é demonstrada para com os que temem a Deus, Ex 20.2; Dt 7.9; Sl 86.5; Lc 1.50.
Não significa, porém, que se limita a eles, conquanto a desfrutem em medida especial. As ternas misericórdias de Deus estão sobre todas as Suas obras, Sl 145.9, e até os que não O temem compartilham delas, Ez 18.23, 32; 33.11; Lc 6.35, 36. Não se pode apresentar a misericórdia de Deus como oposta à Sua justiça. Ela é exercida somente em harmonia com a mais estrita justiça de Deus, em vista dos méritos de Jesus Cristo.
Sendo assim, o atendimento as leis Morais levam o homem a ser alguém carente da misericórdia de Deus para o/e no exercício destas Leis.
A JUSTIÇA DE DEUS.
Este atributo relaciona-se estreitamente com o da santidade de Deus.
Shedd fala da justiça de Deus como “um modo de Sua santidade”, e Strong lhe chama simplesmente “santidade transitiva”.
Contudo, estes termos só se aplicam à geralmente denominada justiça relativa de Deus, em distinção de Sua justiça absoluta.
Geralmente se faz distinção entre a justiça absoluta de Deus e a relativa.
Aquela é a retidão da natureza divina, em virtude da qual Deus é infinitamente reto em Si mesmo, enquanto que esta é a perfeição de Deus pela qual Ele se mantém contra toda violação da Sua santidade e mostra, em tudo e por tudo, que Ele é Santo.
É a esta retidão que o termo “justiça” se aplica mais particularmente.
Há que se fazer certas distinções à aplicação da justiça de Deus.
Isto porque podemos ver que em primeiro lugar há uma justiça rectoral de Deus. Ou seja, é a própria retidão de Deus manifesta no exercício do seu domínio tanto sobre o bem como sobre o mal. 1 João 3:22 “E qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos”; 1 João 5:2Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos”.
É por este atributo, aqui em distinção seccionada, que Deus instituiu um governo moral no mundo, pôs à disposição do homem uma lei justa, porém, mesmo sem merecimento, com promessas ao obediente, e por sua própria definição também punitiva o transgressor (justiça retributiva).
Podemos inferir que:
O propósito primordial da punição do pecado é a manutenção do direito e da justiça. Deus pune o pecador para reformá-lo, ou para dissuadir outros de pecar;
Aceitemos a coreeção do Senhor para que cumpramos todo o designio de seus mandamentos, que nos levam a santificação e nos aproxima de sseus atributos que podem nos ser compartilhados, por Ele.
Porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho.Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos. Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos?” Hebreus 12:6-9
Bibliologia:
Fonte: Louis Berkhof, Teologia Sistemática, Editora Cultura Cristã.
Lei E Graça – Uma Visão Reformada – Mauro Meister – UPM
Toda A Bíblia É Padrão para Hoje – Greg L. Bahnsen
Bíblia Plenitude
Bíblia online
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