sábado, junho 6

Jesus e O Dinheiro Lição 10 - CPAD - 2º Trimestre 2015

Jesus e O Dinheiro
Lição 10 - CPAD - 2º Trimestre 2015
Autor do Estudo: Pr Osvarela
Texto Áureo
E, vendo Jesus que ele ficara muito triste, disse: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!
Lucas 18:24
Leitura Bíblica
E perguntou-lhe um certo príncipe, dizendo: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?
Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus.
Sabes os mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe.
E disse ele: Todas essas coisas tenho observado desde a minha mocidade.
E quando Jesus ouviu isto, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; vem, e segue-me.
Mas, ouvindo ele isto, ficou muito triste, porque era muito rico.
E, vendo Jesus que ele ficara muito triste, disse: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!
Lucas 18:18-24
Introdução:
Se havia algo necessário ao Ministério terreno de Jesus, era dinheiro.
Tanto que Ele instituiu no Conselho apostolar, a figura de um tesoureiro, Judas -O Iscariotes – “Porque, como Judas tinha a bolsa, pensavam alguns que Jesus lhe tinha dito: Compra o que nos é necessário para a festa; ou que desse alguma coisa aos pobres.” João 13:29
As Neoescrituras citam, com detalhes a existência entre o corpo discipular, de mulheres e homens ricos, algumas destas mulheres são citadas como investidoras do Ministério de três anos.
E, vinda já a tarde, chegou um homem rico, de Arimatéia, por nome José, que também era discípulo de Jesus.”
Mateus 27:57
“E eis que um homem por nome José, senador, homem de bem e justo” Lucas 23:50
Chegou José de Arimatéia, senador honrado, que também esperava o reino de Deus, e ousadamente foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus.” Marcos 15:43
Elas aplicaram suas fortunas neste serviço terreno de proclamação do Reino de Deus, inclusive até no momento de preparação do corpo de Jesus, após a crucificação.
E as mulheres, que tinham vindo com ele da Galiléia, seguiram também e viram o sepulcro, e como foi posto o seu corpo. E, voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos; e no sábado repousaram, conforme o mandamento”.
Lucas 23:55,56
Assim, como fizeram Nicodemos e José de Arimatéia, ao disponibilizar um sepulcro novo escavado na rocha.
Nota: Nos tempos bíblicos a Mirra era comumente usada para embalsamar os mortos. Por ser muito cara, era costume da família economizar o equivalente a um ano de trabalho para comprar a especiaria e guardá-la para ser usada por ocasião da morte de um de seus membros.
As caravanas, concorriam a Gileade. Ricos comerciantes e enviados de reis e rainhas. Pessoas comuns, em busca do milagroso bálsamo, de poderes medicinais. A mercadoria, não era barata, com sacrifício, podiam adquiri-la. As mulheres, principalmente do Egito, cobiçavam o precioso líquido que perfumava a pele e os cabelos. O bálsamo, de Gileade, era especiaria de luxo, presente valioso.
Em Êxodo 30, O Senhor instrui sobre o óleo da unção do templo e dos sacerdotes. Esta composição é sagrada e tinha um propósito específico para aquela época: a quantidade de azeite era de 1 him, que equivale a 6 litros, já as essências foram adquiridas através de valores monetários, por exemplo: Mirra 500 Siclos, canela 250 Siclos, Cálamo 250 Siclos e Cássia ou Acácia 500 Siclos. O Siclo era uma unidade monetária dos Hebreus, e 1 Siclo era igual a Geras. 50 siclos era igual a 1 mina e 60 minas igual a 1 Talento.
As Neoescrituras descrevem o valor de ofertas oferecidas ao Ministério de Jesus, algo que importava no giro de dinheiro de valor. Mas, ao mesmo tempo citam a ação perversa de algum membro do Ministério de Jesus quanto ao uso destes valores, em algum momento derramados aos pés de Jesus.
Então Maria, tomando um arrátel de unguento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento. Então, um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, o que havia de traí-lo, disse: Por que não se vendeu este unguento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres? Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava. Disse, pois, Jesus: Deixai-a; para o dia da minha sepultura guardou isto;João 12:3-7
ALOÉS: Esta especiaria foi usado no sepultamento de Jesus, em que tomaram parte José de Arimatéia e Nicodemos. (João 19.39), se o composto de 50 quilos que Nicodemos usou tinha considerável proporção de aloés, foi preciosíssimo. É da madeira de uma árvore preciosa e odorífera.
Citamos estes itens para que saibamos o valor do dinheiro. Mas, não apenas o valor, mas a desnecessidade de sermos dominados por ele.
1º Parte
Nesta vida não há como vivermos sem o dinheiro. É algo, normal entre as relações humanas, porem esta relação não pode ser aviltada a uma relação de usura ou que impeça a relação com Deus, em função do apego a esta natural forma de contato comercial entre os homens.
Quando estudamos a relação do homem e o dinheiro é algo que parece ser impeditivo na relação com Deus. O próprio contexto do texto bíblico supra, parece nos indicar que Jesus impõe ao seu interlocutor uma necessidade de total afastamento do dinheiro para que possa se aproximar de Deus.
Desprendimento [F.: desprender + -imento.] - sm. Ação ou resultado de desprender(-se). Qualidade ou atitude de abnegado, de quem não se apega a bens materiais; ABNEGAÇÃO; ALTRUÍSMO; DESAPEGO: Agia com justiça e desprendimento. Dicionário Aulete
– sm - Ato de desprender-se. Desapego; generosidade. Independência.
Desprender – vt.  Soltar, desligar, desatar, despendurar. verbo pronominal. Renunciar. Separar-se; soltar-se; libertar-se. "desprendimento", in Dicionário Priberam da Língua.
Algumas pessoas têm dificuldades em se relacionar com dinheiro, acham que se ficarem sem dinheiro não sobreviverão, muito embora, ele seja quase que vital no mundo, não deve, contudo, ser visto ou entendido como algo impeditivo nas relações humanas e principalmente nas relações com o Divino.
Mamom - Para John Milton, em sua obra Paraíso Perdido, Mamom é um demônio que constrói para Satã um palácio com veios de ouro ardente. Goethe, na primeira parte de Fausto, utiliza a palavra em ambos os sentidos de "ouro" e de "entidade demoníaca".
John Milton (Cheapside, Londres, 9 de dezembro de 1608 — Bunhill, Londres, 8 de novembro de 1674) foi um poeta, polemista, intelectual inglês da Comunidade da Inglaterra sob Oliver Cromwell, servindo como ministro de línguas estrangeiras. Ele escreveu em um momento de fluxo religioso e agitação política, e é mais conhecido por seu poema épico Paraíso Perdido (1667), escrito em verso branco.

Jesus compara o dinheiro a um “deus” e sugere que ele tem a capacidade de ocupar o lugar único em nossas vidas. Mamom é o dinheiro personificado em “deus”
Deus quer que nós entendamos, que Ele é o dono de todos os bens disponíveis no Mundo, assim como, Ele é o Salvador da alma, o maior bem do homem.
Na Escritura Neotestamentária encontramos, além do texto inicial, textos que mostram o difícil entendimento do ser humano, na sua relação com o dinheiro e com Deus, ao ser colocado diante da necessidade de colocar Deus e sua salvação em primeiro lugar.
Lucas, o autor do Evangelho de Jesus Cristo, narra no capitulo12 algumas passagens que inferem esta problemática no âmbito do relacionamento do homem, com Deus E o Dinheiro:
Será a riqueza um impedimento para a Salvação do Homem?
Embora, a riqueza seja mostrada nas narrativas bíblicas, acompanhando os homens de Deus, com destaque para algumas colunas bíblicas, como os patriarcas e outros homens, como reis, a exemplo de Abraão, Jacó, Davi e Salomão, como aprovação de Deus e bênçãos, o Novo Testamento nos apresenta a ótica do Reino de Deus, através da Graça e do futuro eterno dos homens.
E nos aponta a ênfase complementar sobre a possessão e uso de riqueza, configurada na posse do dinheiro.
Tudo isto, aliado a conexão com a salvação ‘pós mortem’, a qual atinge todos os ‘anthropos’, para mística ação salvifíca não basta a posse do dinheiro, com todas as possibilidades que ele traz, a vida material, pois a questão final da existência humana, não se basta na riqueza material, mas em valores eternos, que o dinheiro não pode comprar.
Ao justo a riqueza trazida pela abundancia do dinheiro não basta. A figura bíblica traz Mamom, como aquela divindade que está associada estritamente ao dinheiro e impede a salvação do homem, que se apega a ela, como recurso final de sua vida, sem antever, pois só se constrói a salvação no aqui e agora, a posteridade eterna.
Por isto, Jesus iguala o amor ao dinheiro a idolatria, na figura de Mamom.
A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância; E arrazoava ele entre si, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! Esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus.
Lucas 12:16-21
A mente humana imagina, antes de conhecer o valor da Salvação, que os bens materiais são tudo que a alma humana, o bem estar humano será atingido pela riqueza.
Ter dinheiro, não é pecado, mas a sedução de utilizá-lo sem sabedoria, e com voluptuoso desejo, que seduz o coração do home, o impedindo de vir a obter a Salvação é um erro crasso que tem levado muito s homens, a morrerem presos aos seus bens e desprezarem a Salvação, incorrendo no erro do jovem citado no texto inicial que não conseguiu vislumbrar como a Salvação o faria rico da presença de Deus, e não impediria de voltar a conseguir os seus bens.
Era um teste no qual ele não foi aprovado. O que podemos aprender com isto?
“Vendei o que tendes, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam; tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói. Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração”.
Lucas 12:33,34
Jesus daria a resposta aos seus discípulos:
Logo quem pode salvar-se?
Mas ele respondeu: As coisas que são impossíveis aos homens são possíveis a Deus. E disse Pedro: Eis que nós deixamos tudo e te seguimos. E ele lhes disse: Na verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou pais, ou irmãos, ou mulher, ou filhos, pelo reino de Deus, Que não haja de receber muito mais neste mundo, e na idade vindoura a vida eterna”.
Lucas 18:26-30
A resposta de Jesus é clara, sob a ótica que descrevemos nos parágrafos anteriores:
Não há como distinguir uma vida plena do homem, sem a questão da Vida Eterna.
CONTINUA

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