quinta-feira, setembro 20

As Orações dos Santos no Altar de Ouro Lição 13 – CPAD


As Orações dos Santos no Altar de Ouro
Lição 13 – CPAD

Estudo subsídio Pastor Prof Osvarela
TEXTO ÁUREO
“Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, afim de sermos ajudados em tempo oportuno.” Hb 4.16
Leitura Bíblica Em Classe
Levítico 16.12,13; Apocalipse 5.6-10
Lv 16.12 – Tomará também o incensário cheio de brasas de fogo do altar, de diante do SENHOR, e os seus punhos cheios de incenso aromático moído e o meterá dentro do véu.
13 – E porá o incenso sobre o fogo, perante o SENHOR, e a nuvem do incenso cobrirá o propiciatório, que está sobre o Testemunho, para que não morra.
Ap 5.6 – E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete pontas e sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados a toda a terra.
7 – E veio e tomou o livro da destra do que estava assentado no trono.
8 – E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas, e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.
9 – E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir os seus selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo, e nação;
10 – e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.
Conceito exegético:
Em Ap 8.3, a intercessão de Cristo nos é representada pelo anjo com o incensário de ouro, a quem foi dado muito incenso para oferecer com as orações dos santos sobre o altar de ouro diante do trono. Esses são atos verdadeiramente sacerdotais, não reais. Porque em outra parte fica provado que tal só pode se referir a Cristo, sendo refutadas as objeções de nossos oponentes.
"O Cordeiro é visto estando no céu, como sido morto (hos esphagmenos, Ap 5.6) porque seu sangue é sempre novo e vivo (i.e., de virtude e eficácia eternas). (2) Nossa defesa e proteção contra os relâmpagos da lei e as acusações de Satanás, pleiteando nossa causa no tribunal de Deus.
Sua fiança por nós, pela qual, assim como ele pede a graça do Pai e os dons do Espírito imprescindíveis à nossa perseverança, também, em nosso nome, promete a Deus obediência e fidelidade.
A oferta de nossas pessoas e a santificação de nossas orações e de nosso culto todo, em vista do fato de ele apresentar todas as nossas orações a Deus como sacrifícios espirituais, perfumadas com o mais fragrante odor do sacrifício dele, de modo que nele e mediante ele sejam agradáveis e aceitáveis a Deus (1 Pd 2.5).

Dessa maneira, ele é apresentado como um anjo com um incensário aceso (Ap 8.3) a quem é dado muito incenso, para que o ofereça com as orações dos santos. Em outro lugar ele é chamado um altar sobre o qual todos os nossos sacrifícios devem ser postos e somente sobre o qual o culto racional prestado a Deus pode ser-lhe agradável." A Intercessão de Cristo; François Turretin
Exórdio: “O altar será santíssimo, e tudo o que nele tocar será santo” Êx.29.37
'O Altar de Incenso' (Ex 30:1-10)
Diferença de altares: “O altar do sacrifício foi feito de bronze. O altar do incenso foi feito com ouro puro.”
O Altar de Incenso estava para frente, antes do véu, a terceira peça de mobília no Santo Lugar no qual o santo incenso foi queimado. Foi feito de madeira de acácia revestida com puro ouro e estava mais alto do que qualquer outro artigo no lugar santo, 2 côvados (90 cm) de altura. Tinha um côvado quadrado e tinha ao redor, no topo, uma coroa de ouro. Tinha quatro chifres dourados da mesma maneira que o altar de bronze no pátio.
Abaixo, em cada lado tinha anéis dourados para inserir as varas para o transporte.
O incenso era uma mistura de três especiarias ricas e raras, que não foram identificadas até hoje. Estas eram misturadas com o puro incenso, moídas e misturadas com sal. Esta fórmula foi totalmente proibida para ser cheirada por qualquer indivíduo. Só podia ser usada na adoração a Deus no Santo Lugar.
O altar do incenso, que ficava no santuário, trazia, sobretudo, o propósito da oração intercessória. Ap.5.8
O altar e o sacrifício nos falam sobre a invocação do nome do Senhor. É uma cena que nos ensina sobre oração, louvor, adoração e gratidão.
A oferta tem como objetivo primário agradar o coração de Deus.
Um dos mais gloriosos princípios envolvidos no sacrifício sobre o altar é o da substituição. Trata-se da concessão divina, segundo a qual é permitido que o pecador seja substituído na execução da pena de morte que sobre ele seria imposta.
“Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.” Hebreus 9:11,12
Hoje não há mais incenso a ser oferecido, pois o melhor perfume foi o próprio Cordeiro de deus e seu “bom Cheiro”.
“E veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono. E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus. E o anjo tomou o incensário, e o encheu do fogo do altar” Apocalipse 8:3-5
Tenho dito e ensinado, que oração não se apaga, jamais ela passa. Após ser recebida nos céus ela entra em estado Eterno e fazer efeito para aquilo que foi exarada e dita.
Champlin:
“Acredita-se que a oração é mais poderosa do que a profecia, pois eventos preditos em profecias podem ser alterados por meio da oração. Cf. este versículo com Êx 33.20.”
O caminho de uma oração é insuspeito, porque ela é conduzida:
Primeiro em nome de Jesus – neste período da Graça.
A Escrita bíblica nos garante, este pensamento, da eternidade da oração, quando lemos no texto sagrado, a oração de Jesus, a Oração sacerdotal, pelos seus discípulos e por todos que haveriam de crer N’Ele.
Quando ainda não havia subido ao patíbulo da Cruz.
“E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela tua palavra hão de crer em mim” João 17:20
Notemos que o texto do estudo nos dá esta dimensão tipológica:
“o incenso sobre o fogo, perante o SENHOR, e a nuvem do incenso cobrirá o propiciatório”
O incensar das orações é ligada a presença do Senhor. É na nuvem do incenso, quando recebido e aceito por Deus.
Os anjos são os portadores das nossas orações; as orações dos crentes.
Segundo, porque os anjos, ministradores, as conduzem e as lançam em um lugar especialmente, adrede preparado, para as recebe-las.
Terceiro, elas vão às narinas de Deus.
“..., subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus, ...”
Ou seja, elas são recebidas pelo Eterno para dali terem o encaminhamento que elas devem obedecer, daquele instante em diante.
Embora, possa parecer estabelecimento de uma longa sequência, ou trajeto, o ato se dá desde o momento em que elas saem dos nossos lábios, mente ou coração.
Mas, também é necessário que toda oração passe por um filtro eterno, a Justiça, e querer de Deus, para cada um que, ora!
Para que ela possa ser usada para atender o desejo, conforme o coração de Deus e, seu Eterno propósito para cada um dos orantes.
“Então me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras. Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia. Agora vim, para fazer-te entender o que há de acontecer ao teu povo nos derradeiros dias; porque a visão é ainda para muitos dias.” Daniel 10:12-14
O culto do altar, clerical por excelência, tinha formas rígidas em seu ritual ordenado e organizado por Deus. O culto laico, exercido nas festas sagradas, efetivava-se com mais liberdade de ação e expressão, onde a religiosidade confundia-se com o civismo, especialmente na hinologia salterial. O leigo não tinha acesso ao lugar santo, mas isso não lhe impedia de ser um adorador de Javé, à parte do ritualismo sacrificial em que se fazia representar pelo sacerdote.
Os simbolismos do culto sacerdotal realizaram-se e se concretizaram em Cristo Jesus e são rememorados na mesa da eucaristia, no púlpito do profeta, na congregação confessante, na comunidade que recebe o perdão do Salvador, no coral dos novos levitas, os cantores da Igreja sacerdotal. A essencialidade do culto de Israel preserva-se na Igreja: A adoração; a confissão; o sacrifício de Cristo tipificado na Ceia; o sacrifício do crente efetivado por sua dedicação a Deus (Rm 12.1,2); a confissão de pecados, individual e comunitária; o perdão recebido mediante o sacrifício do Cordeiro; a gratidão em expressões gratulatórias e em oferendas; e no louvor. Rev. Onezio Figueiredo; Expressões Cúlticas de Israel
O ato, segundo Champlin:
“O sumo sacerdote, no Dia da Expiação, entrava por quatro vezes no Santo dos Santos. Na primeira vez com o incensário cheio de brasas extraídas do altar. Sobre essas brasas ele queimava o incenso, preparado segundo uma fórmula especial, divinamente determinada Êx 30.34-36. Essa mistura criava uma fumaça que impedia que o sacerdote olhasse para a glória ‘shekinah’ do Santo dos Santos. Desse modo, era evitado que ele tivesse morte repentina.”
“Depois do abate do novilho, mas antes da aspersão com seu sangue, o sumo sacerdote tomava o incensário, que nessa ocasião era feito de ouro, e o enchia com brasas vivas tiradas do altar, onde o fogo crepitava sem cessar, voltado para o lado ocidental, na direção do Santo dos Santos, onde o Senhor habitava. Esse é o sentido que a lei canônica dava à expressão que aqui lemos, ‘diante do Senhor’” (Ellicott, in Ioc.).”
“Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.” Hebreus 9:11,12
Hoje a Glória do Eterno ainda não pode ser vista e este método eterno de nossas orações humanas entrarem na presença de Deus, nos é facilitado e continuado, só que agora, pelo Nome de Jesus, como a nossa confiança, que nossas orações entram na presença do Eterno.
“Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne, E tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus” Hebreus 10:19-21
A Intercessão
A oração no sacrifício remeta a Jesus intercedendo por nós. Jesus submeteu-se a condição do sacrifício perfeito e eterno, para expiação do pecado de toda a Humanidade. Por isto, pode interceder por todos. Nesta oração Jesus inclui a noção plena da extensão sacrificial para o Religare Eterno, por Ele se dá a religação do Homem com Deus, sendo ele o sacrifício cúltico do culto eterno à Deus.
O Ofício sacerdotal de Cristo consiste também, em intercessão.
Concernente a essas três coisas, podem-se notar:
(1) sua necessidade;
(2) sua unidade;
(3) seu modo e natureza.
De sua unidade, tratamos quando discorremos sobre a unidade do Mediador
Cristo obteve a primeira por sua satisfação, mas a última ele conseguiu por sua intercessão.
Pela primeira, ele obteve salvação; pela última, ele a preserva. O que a Lei e as ofertas do culto, mesmo no altar de ouro jamais conseguiria.
O verdadeiro “altar de ouro” foi o madeiro do Gólgota, O Monte Caveira.
Os animais oferecidos no Velho Testamento eram tipos do Cordeiro de Deus, que se manifestaria na plenitude dos tempos (João 1.29). O Gólgota tornou-se, portanto, o palco para o sacrifício supremo.
Aqueles elementos revelados a Moisés, demonstravam a conexão futura, entre os altares antigos e a Cruz.
Mas, há também pontos de contraste, pois o sacrifício de Cristo, embora se assemelhe aos holocaustos judaicos, vai muito além daqueles no seu significado e eficácia (Heb.7.26-27; 9.12-14,26).
Jesus, ali naquele lugar, adquiriu o direito à vida e nos reconciliou a Deus;
“De tanto melhor aliança Jesus foi feito fiador. [...] porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo [...] Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus; [... ]; porque isto fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo.” Hebreus 7:22-27
Ali, Ele efetivamente nos admite a uma participação de vida e nos guarda continuamente uma vez firmados na graça de Deus.
Os dois papéis de Cristo, revelados nos prefixos inter (intersatisfação — estar no sacerdócio — e intercessão — somente a cessão é aperfeiçoada).
No Antigo Testamento, o sumo sacerdote era obrigado a fazer duas coisas em virtude de seu ofício — primeiro, oferecer uma vítima sobre o altar de oferendas queimada por inteiro; segundo, levar o sangue da vítima oferecida para dentro do lugar santo e queimar incenso sobre o altar de incenso.
Quando despejado nas brasas, o incenso produzia um delicioso aroma no Santo Lugar. Era a oferta da pessoa cujos pecados tinham sido perdoados através do sangue, e então, foi em expressar esta fragrância de amor, e adorar, em gratidão a Deus. 
O Altar Dourado nos fala da adoração de Jesus Cristo e do Seu povo para Deus. Ele é nosso Sumo Sacerdote e mediador. Somente com base do um sacrifício de Jesus no altar da cruz que a adoração é possível. As brasas que acendiam o incenso vieram do altar de sacrifício para o altar de incenso.
O doce incenso era queimado continuamente, ali.
- Estava antes do véu, do trono de Deus (Jesus por nós). Fonte:O Altar Dourado – Jesusnet; 1998 O Acelerador de Conhecimento Bíblico
“Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.” Hebreus 12:2
Havendo terminado seu sacrifício na terra, sobre a cruz, é necessário que Cristo interceda no céu, onde está á destra de Deus-pai.
“E por eles me santifico a mim mesmo (satisfação pessoal), para que também eles sejam santificados na verdade. E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela tua palavra hão de crer em mim; Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” João 17:19-21
1ªParte - Continua

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Martin Niemöller, 1933

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