sábado, janeiro 17

O Pai enviou o Filho Lição 3 CPAD- tema Trindade - 18 de janeiro de 2026

O Pai enviou o Filho

Lição 3 CPAD- tema Trindade - 18 de janeiro de 2026

Subsidio Pastor e professor Osvarela

SUGIRO LER O ANEXO no final do texto:

Texto

Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.” (1Jo 4.9).

Prática

O envio do Filho revela o amor do Pai e a perfeita unidade da Trindade no plano da salvação, garantindo a redenção e a adoção dos crentes.

Leitura Bíblica

João 3.16,17; 1 João 4.9,10; Gálatas 4.4-6.

João 3.16 — Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

17 — Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.

1 João 4.9 — Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.

10 — Nisto está o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.

Gálatas 4.4 — mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,

5 — para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.

6 — E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.

A) Objetivos da Lição: 

I) Compreender que o envio do Filho é a maior prova do amor de Deus Pai;

II) Reconhecer que a vinda de Cristo ocorreu na plenitude dos tempos, segundo o plano eterno de Deus;

III) Identificar a atuação da Trindade na execução e aplicação da salvação.

Ensino Doutrinário:

A visão da Declaração das AD’s – CGADB sobre Deus O Filho:

Capítulo III. Sobre A Trindade

O Deus Filho. O Senhor Jesus Cristo é, desde a eternidade, o único Filho de Deus e possui a mesma natureza do Pai, como afirmam os credos: “consubstancial com o Pai”, em grego, homooúsion to patrí, que significa “da mesma substância com o Pai”, qualifica a unidade de essência do Pai e do Filho. Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30). Ele é a segunda pessoa da Trindade e que foi enviado pelo Pai ao mundo. Ensinamos que o Filho se fez carne, possuindo agora duas naturezas, a divina e a humana, sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Acreditamos em sua concepção sem pecado no ventre da virgem Maria. Negamos que tenha sido criado ou passado a existir somente depois que foi gerado por obra do Espírito Santo. Confessamos que o Filho é autoexistente:

Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (Jo 5.26); “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou” (Jo 8.58) e eterno, que voluntariamente se sujeita ao Pai. Que, em obediência ao plano do Pai, morreu e ressuscitou para que o mundo fosse salvo. Que, vitorioso, ascendeu ao céu, assentando-se à direita de Deus Pai. Que o Filho é o único mediador entre Deus e os seres humanos, o propiciador, o único salvador, o nosso sumo sacerdote e intercessor.

Introdução:

A origem do Filho é uma discussão teológica para muitos que tentam descaracterizar a doutrina Trinitária e mesmo sobre a característica de Divindade que tenha ousia como O Pai!

João 1:1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 

João revela a origem eterna do Filho, O enviado do Pai. O uso de João do termo vida tem algo a dizer acerca da Encarnação.

A vida do Filho, o Cristo, que Ele compartilhava com o Pai e que o tornou Filho de Deus, entremeou-se com a humanidade sem perder sua qualidade eterna. O uso de João do termo vida tem algo a dizer acerca da Encarnação.

1 João 5:12 Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida.

Neste estudo sobre o envio do Filho entendemos que a vinda ou envio do Filho era parte do Plano eternal da salvação da Humanidade.

João 5:26 Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo.

O envio do Filho se dá em época determinada nos oráculos do aeon e do kairós obedecendo as ordens do Pai, que ao longo da história humana vai estabelecendo fatos, personagens e atos divinos que vão determinar o momento exato do envio do Filho.

Dentro da História da Salvação (ou Heilsgeschichte, em alemão) este processo se dá sob a principal e mais relevante ação da Trindade, que inclui o envio do Filho.

Como diz a teologia alemã: “Há uma História da questão salvífica preparada por Deus, que é soberano e sabe de tudo antes que aconteça.”

Destaque:

A Palavra Salvação só tem seu sentido total se compreendida sob a ótica do Plano Divino da redenção do ser humano por Jesus Cristo, este encarnado, ressuscitado, assunto aos Céus e a quem foi dado todo poder nos céus e na Terra. Salvação é regeneração do homem e sua segurança de uma Eterna Vida com Deus, após esta vida terrena”. Osvarela

A Salvação é uma realidade produzida pela Trindade com a atuação de todos os membros dela, com a atuação personalizada de cada um dos três membros. Embora, proposta na sua solução Redentiva pelo próprio Pai.

3. 16,17 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.

A salvação é um fenômeno que assume sua temporalidade na encarnação do Filho. Por isso, nosso interesse deve ser simultaneamente no Filho e na sua obra salvadora, tal como expressou Melanchthon quando disse: "Hoc est cognoscere Chistum, beneficia eius cognoscere” - Conhecer Cristo, isso significa conhecer seus benefícios M (Melanchthon, apud, 1993, pp.22).

Interessante verificarmos que o envio do Filho é uma relação da característica pelo qual o Pai é reconhecido como característica Deus é Amor.

1 João 4.9 — Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.

Tempo e Envio:

Eu entendo, que o envio do Filho, dentro do plano eternal da Salvação, foi revelado (porque eternalmente já existia na mente de Deus) desde o princípio da existência dos homens (e existente desde o antigo passado, na mente do Pai), após a queda no Éden, como está escrito:

Gênesis 3:15 Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. 

A referência sobre o calcanhar ferido pela serpente, alude ao sofrimento (cravos na cruz) causado pelos pecados e a morte para salvar os homens.

O Envio sob a ótica de resgate com sangue e ferida no enviado aconteceu, como dizemos acima, no tempo correto.

Gênesis 4:1 Coabitou o homem com Eva, sua mulher. Esta concebeu e deu à luz a Caim; então, disse: Adquiri um varão com o auxílio do Senhor. 

Muito embora, Eva tenha entendido o anuncio do Protoevangelho, que a mulher daria, no caso ela, daria à luz a um filho que seria o resgatador da Humanidade.

A partir deste momento, a História terá uma continuidade, com anúncios confirmatórios do Enviado nascer, aparecer no momento certo.

Isaías (nascimento de Emanuel, Príncipe da Paz em Belém, sofrimento do Servo Sofredor), Miqueias (nascimento em Belém, de família antiga), Jeremias (descendente justo de Davi), Malaquias (preparação do caminho por um anjo, purificação) e Zacarias (vinda para salvar Seu povo)

No Antigo Testamento os profetas anunciam a vinda do Filho, em alguns textos de forma figurativa ou com inferências.

As chamadas revelações messiânicas mostram a presença do Filho, em forma metáforas ou figuras de texto ou como realidade da segunda pessoas da Trindade, ainda sob a visão veterotestamentária.

Como podemos ler, vários profetas textuais falaram sobre o Filho, mas em fases diferentes, contudo alguns declararam o advento com nascimento.

Destes Isaías se destaca com profecia de forma mais clara.

- Isaías 7:14 Portanto, o Senhor mesmo lhes dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel.

Sob a ótica da encarnação Isaías revela como seria o Filho, chamado por si mesmo de Filho do Homem:

Isaías 53:1,2,3 Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.

Isaías apresentando o Filho, como um nascido de mulher, confirma o protoevangelho, sob a visão do seu nascimento encarnado, mas Filho de Deus (logico que veremos a visão da apresentação do Filho sob a ótica Neotestamentária).

Isaías 9:6-7 - Pois um menino nos nasceu, um filho nos foi dado. O governo estará sobre seus ombros, e ele será chamado de Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno e Príncipe da Paz. Seu governo e sua paz jamais terão fim. Reinará com imparcialidade e justiça no trono de Davi, para todo o sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará que isso aconteça!

O menino que nasceu, o filho dado, nomeado como Maravilhoso Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade e Príncipe da Paz, governará eternamente com justiça.

A revelação do Envio do Filho, na forma humana, se dá de maneira profética, sob o manto de um ser humano simples, diferente de um ser humano com a aparência de realeza, embora sendo o próprio Rei.

O livro dos Salmos declara sobre a figura do Filho - Aquele a quem Deus declarou ser seu Filho -, a textualidade do texto sobre O Filho deixa claro que O Pai dá orientações sobre o Poder do Filho (iremos encontrar a concordância nos textos neotestamentários da Kenosis):

2:12 Beijai o Filho para que se não irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em pouco se lhe inflamará a ira.   Bem-aventurados todos os que nele se refugiam.

O versículo final oferece tanto um ultimato às autoridades terrenas quanto uma bênção a todos os que o seguem, mas é sobretudo uma apresentação do Poder e autoridade do Filho e é direcionado ao Filho divino recém—apresentado como herdeiro das nações da Terra.

“..., devem expressar sua fidelidade ao Filho de Deus, ou reconhecê-lo como o Rei divinamente estabelecido, com expressões apropriadas de submissão e fidelidade; que eles deveriam recebê-lo como Rei, e se submeter ao seu reinado.” [Barnes, 1870]

Na época de Davi, quando este salmo foi escrito, isso representava qualquer autoridade governante. Por aplicação, esta admoestação poderia ser aplicada a qualquer pessoa com qualquer tipo de autoridade posicional e é claro a todos que deveriam reconhecer o Filho como a quem Dus deu Poder e autoridade.

"Beijai o filho" pode ser adaptado literalmente para "preste homenagem" ("nāshaq bar"). No antigo Oriente Próximo, os vassalos expressavam fidelidade beijando as mãos ou os pés do soberano; a recusa era um sinal de rebelião.

Mas, Beijar o Filho é, em última análise, confiar N’Ele — confessar o Seu senhorio.

Deus ungiu Seu Filho para governar a Terra. Deus exorta os reis da terra a se arrependerem e a adorarem o Filho, o Rei ungido sobre todos os reis.

Plenitude - Pleroma:

πληρωμα - pleroma; n. n. aquilo que é (tem sido) preenchido; aquilo que enche ou com o qual algo é preenchido; consumação ou plenitude do tempo

πληρης - pleres; adj. cheio, i.e., preenchido, completo (em oposição a vazio) - de recipientes ocos ou feitos para serem preenchidos; de uma superfície, completamente coberta; da alma, totalmente permeada com. Inteiro, i.e., completo - que não tem falta de nada, perfeito.

πληροω - pleroo; v. tornar cheio, completar, i.e., preencher até o máximo - fazer abundar, fornecer ou suprir liberalmente - Tenho em abundância, estou plenamente abastecido. Tornar pleno, i.e., completar - preencher até o topo: assim que nada faltará para completar a medida, preencher até borda.

Ζωη - zoe; n. f. vida - da absoluta plenitude da vida, tanto em essência como eticamente, que pertence a Deus e, por meio dele,

Gálatas 4.4-6 — mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.

Estes textos escritos ao longo dos séculos antes do advento do Filho mostram que Deus O Pai havia concebido um plano para a apresentação ao Mundo do Envio do Filho, tempo que chamamos de Plenitude.

Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.” (1Jo 4.9).

O envio do Filho se deu na plenitude do tempo conforme a presciência do Pai.

Tanto o tempo cronos, quanto o tempo kairós estão sob o comando divino. Assim, o Pai determinou os eventos ao longo das Eras, tanto as eternais, quanto as cronológicas que regem os dias terrenos, o momento no qual Ele enviaria o Filho para cumprir a revelação universal, acessível a todos os homens e até mesmo à Terra.

Romanos 8:22,23;29 Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos. também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. 

A plenitude marca o início da ação universal da Graça, que nunca deixou de ser aplicada pela Trindade, mas na plenitude ela se universaliza e amplia a sua ação salvífica, pois a atuação mantenedora é exercida a todos os homens, que creem ou não em Deus.

A concordância sobre O Filho e os filhos por adoção:

                   Gálatas 4.5-6 — para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.

Neste aspecto temos que remeter à literatura Neotestamentária, assim, temos nos evangelhos a revelação/apresentação do Filho, onde o Filho é declarado enviado pelo Pai, como em:

Mateus nos capítulos 2 e 3, reúne os depoimentos de cinco testemunhas quanto à pessoa de Jesus Cristo, afirmando que ele é o Filho de Deus e o Rei.

Lucas, que escreveu principalmente para os gregos e apresentou Cristo como o "perfeito Filho do homem".

Em João há o interesse universal que traz a revelação acerca da relação Pai e Filho, com a presença do Espírito Santo nas linhas do texto e no conteúdo, e sua mensagem é: "Este é o Filho de Deus", [O evangelho não sinótico de João traz a revelação “que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus” e que aqueles que cressem teriam “vida em seu nome” (Jo 20.31). João como apóstolo, havia “visto” Cristo como homem, mas também tinha recebido revelação de quem Ele era, no mundo espiritual, e isto foi o diferencial em relação aos demais Evangelhos!]

Nas Escrituras podemos encontrar a nominação ou declaração dos nomes ou títulos do Filho enviado:

         “devemos considerar três nomes dados ao Filho de Deus:

O nome Jesus significa "Salvador" e vem do hebraico Josué ("Jeová é salvação").

Havia muitos meninos judeus chamados Josué (ou, no grego, Jesus), mas o filho de Maria chamava-se "Jesus o Cristo".

O termo Cristo quer dizer "ungido" e é o equivalente grego da designação Messias.

Ele é "Jesus o Messias". Jesus é o seu nome humano; Cristo (Messias) é o seu título oficial;

Emanuel descreve quem ele é - "Deus conosco". Jesus Cristo é Deus! Encontramos a designação "Emanuel" em Isaías 7:14 e 8:8.

Assim, o Rei era um homem judeu e também o Filho de Deus.

Uma vez revelado na Plenitude, Jesus foi apresentado pelo seu predecessor:

João O Batista testemunhou que Jesus Cristo é o Filho de Deus e, também, o Cordeiro de Deus (Jo 1:29), e seu testemunho levou muitos pecadores a crer em Jesus Cristo (Jo 10:39-42).

No evento do batismo de Jesus se dá a manifestação da Trindade confirmando a João Batista o que ele recebera sobre o Cordeiro de Deus, o Salvador que tira o pecado do Mundo!

Na Plenitude, na ação salvífica, há a ação da Trindade nos eventos da obtenção da Salvação pelo Filho.

Por meio da obra do Filho de Deus encarnado, foi provido o remédio para o problema do pecado. Jesus Cristo é o Agente de Deus para a salvação do homem. A salvação somente pode ser encontrada em Cristo. Isso coincide com o pensamento prévio de João: O sangue de Jesus Cristo, o Filho de Deus, “nos purifica de todo pecado” (1.7).

Obs.: O termo cognato hilasterion refere-se ao assento de misericórdia, o lugar da reconciliação entre Deus e o homem.

O Plano é do Pai Executado pelo Filho:

Subtema- O Filho na visão dos apóstolos e Evangelistas

A visão dos textos dos apóstolos e evangelistas é fundamental para que a doutrina da Trindade e em especial sobre o envio do Filho, pois foi tema das Escrituras destes apóstolos e discípulos do Filho – Jesus Cristo –

Entendemos pelas declarações apostólicas ou do concilio dos discípulos de Jesus que o Espírito Santo age de forma notória no entendimento da ação do Filho.

Assim, queremos inferir a ação do Espírito Santo, na vida dos apóstolos como agente revelador, sem destacar a ação posterior ao derramamento do Cenáculo.

1 João 4.9 — Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.

10 — Nisto está o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.

“Na avaliação de algumas mentes profundamente espirituais, a primeira epístola de João ocupa o lugar mais elevado nos escritos inspirados que constituem a Bíblia”.

John Wesley a chamou de “a parte mais profunda das Escrituras Sagradas”.

Robert Law percebeu nessa epístola três testes de vida: o teste teológico, ou seja, se acreditamos que Jesus é o Filho de Deus; o teste moral, se vivemos vida justa; e o teste social, se amamos uns aos outros.”

Temos que cotejar estes textos com João 3.16, como já apontamos neste subsídio.

A visão dos apóstolos: “para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus!”

Os apóstolos ainda no ministério apostólico com o Filho encarnado vivendo a vida humana em sua totalidade e sendo plenamente Deus, reconheceram Jesus O Filho do Homem, O homem de Nazaré, como Filho de Deus:

"Quem e este que até os ventos e o mar lhe obedecem?" Mas aqui seu testemunho foi: "Verdadeiramente és Filho de Deus!”

Esta declaração é importante para entendermos a Plenitude no envio, em sua posição como homem, o Filho é reconhecido como Deus, pelos que conviviam com Ele.

A confissão petrina é destaque no convencimento e da revelação do Pai a Pedro sobre a condição daquele homem que andava com seus discípulos na Galiléia e Judéia, note que a pergunta de Jesus ele ressalta o termo ‘Filho do Homem’, mas a resposta revelada o declara como, ‘o Filho do Deus’:

                   Mateus 16:13-17 Indo Jesus para os lados de Cesareia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do Homem? E eles responderam: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas. Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou? Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.

João é o evangelista-apóstolo que nos deu a maior revelação do Filho, além das atividades ministeriais de Jesus, disse após ter dúvidas, como outros de que Jesus era o Filho de Deus, aliás, como outros membros da família terrena de Jesus duvidavam, mas o Espírito Santo aponta sobre o rapaz que foi batizado por ele e revela a identidade divina do batizando:

João 1:32-34 E João testemunhou, dizendo: Vi o Espírito descer do céu como pomba e pousar sobre ele. Eu não o conhecia; aquele, porém, que me enviou a batizar com água me disse: Aquele sobre quem vires descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo. Pois eu, de fato, vi e tenho testificado que ele é o Filho de Deus.

O título, Filho de Deus, é atribuído a Jesus por Natanael (João 1.49 Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel) e Marta (11.27), e é usado pelos Sinóticos (Mt 14.33; 26.63; 27.40;

No primeiro capítulo do Evangelho de João, há oito títulos altamente descritivos e diferentes atribuídos ao Deus encarnado.

“O Filho de Deus”, o próprio Deus (vs.34,49);

Ele é o Logos, o “Verbo” vivo (1,14);

“O Cordeiro de Deus”, o Sacrifício perfeito (29);

“Rabi”, o Mestre por excelência (38);

“O Messias”, “O Cristo”, O Ungido (41);

“Jesus de Nazaré”, o Deus-homem na história (45);

“O Rei de Israel”, aquele que é coroado Rei por aqueles que nele colocam a sua fé (49);

e “O Filho do Homem”, completamente humano (51).

João ressalta a questão do ENVIO, ao escrever:

João 3:17 Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.

         Deu o seu Filho unigênito. Embora este ato seja muito mais freqüentemente descrito pelo verbo “enviar” (e.g., 3.17,34; 6.29,38-40), aqui a idéia enfatizada é a do presente de Deus para o homem (cf. 4.10). Outra vez, o tempo do verbo dar se refere a um ato absoluto e completo (cf. Hb 10.14). Ele deu o seu Filho unigênito, ou seja, a Dádiva que era mais preciosa, e “o título ‘unigênito’ é acrescentado para destacar este conceito”.” Comentário Bíblico Beacon - João E Atos

No encerramento do seu escrito evangelístico João revela:

João 20:31 “Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.”

A ação do Espírito Santo:

João 16:7-13 o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não creem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais; do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado. Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora; quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir.

Finalmente podemos entender:

“O envio do Filho revela o amor do Pai e a perfeita unidade da Trindade no plano da salvação, garantindo a redenção e a adoção dos crentes.”

Amor – Deus O Pai Autor do Plano salvífico

Trindade – una no mesmo objetivo

Plano da Salvação proveu o envio do Filho:

         Redenção

         Adoção de filhos universalizando a Salvação

Fonte:

SALMO 2 – Comentários Selecionados by Jeferson Quimelli

Salmos 2 – KJV - Leitura bíblica diária

Salmo 2:10-12 explicação - Site: Thebiblesays

Salmo 2 – site apologeta - Luan Lessa

15 profecias sobre Jesus (no Antigo Testamento) que se cumpriram; Revisão por Samuel Gonçalves - Pastor batista

declaracao-de-fe-das-assembleias-de-deus.pdf - Assembleia de Deus Online

https://assembleia.org.br › uploads › 2017/07 › 

Site do autor: https://estudandopalavra.blogspot.com/

Citações no corpo do texto

Dicionário Strong

Bíblia online Almeida Revista e Atualizada

Comentário Bíblico Beacon; A Primeira Epístola de JOÃO; Harvey J. S. Blaney Comentário Bíblico Expositivo - Warren W. Werbe 

Noel Vitor Gonzaga - A tríade: Corpo, Alma e Espírito em 1Ts 5,23 e na Antropologia de Lima Vaz

ANEXO:

Subsídio Pastor e professor Osvarela

Observação:

         Preocupado com certas declarações de ensinadores das Assembleias de Deus, ao explicarem o tema Trindade.


Não estamos estudando ‘Deus como pai’, ou ‘O Deus como Filho’, como se Deus se apresente, por vez, como Pai, ou Filho ou Espírito Santo(???). Ao se expressarem desta forma, estão apresentando Deus segundo a doutrina herética triteísta. No Triteísmo - O Pai, o Filho e o Espírito Santo são três deuses, o que não é aceito na nossa crença e Declaração de fé das AD’s – CGADB. Cremos na unidade na Trindade. Não estamos estudando a manifestação de três deuses, como infere o Triteísmo. Cuidado!

Cuidado com doutrinas que aparentemente falam de ‘deus’ usando o termo Triúno! Triteísmo - Os triteístas acreditam em mais de um Deus.

“Trindade é central à fé cristã: um só Deus em três Pessoas que coexistem e atuam harmoniosamente na Obra da Redenção.”

Republico:

Capítulo III. Sobre A Trindade

CREMOS, professamos e ensinamos o monoteísmo bíblico, que Deus é uno em essência ou substância, indivisível em natureza e que subsiste eternamente em três pessoas — o Pai, o Filho e o Espírito Santo, iguais em poder, glória e majestade e distintas em função, manifestação e aspecto:

“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19).

“Trindade é central à fé cristã: um só Deus em três Pessoas que coexistem e atuam harmoniosamente na Obra da Redenção.”

As Escrituras Sagradas claramente revelam que a Trindade é real e verdadeira. Leia mais no link da Declaração publicada.

Publiquei subsídio com detalhes, abaixo:

“1) Há um e somente um Deus, eterno e imutável.

2) Há três Pessoas eternas descritas na Escritura – o Pai, o Filho e o Espírito.

Essas Pessoas nunca são identificadas uma com a outra – isto é, elas são cuidadosamente diferenciadas como Pessoas.

3) O Pai, o Filho e o Espírito são identificados como sendo plenamente Deus – isto é, a Bíblia ensina a divindade de Cristo e a divindade do Espírito Santo.”


sexta-feira, janeiro 9

O Deus Pai Lição 2 - CPAD - 11 de janeiro de 2026

O Deus Pai

Lição 2 - CPAD - 11 de janeiro de 2026

Subsídio pastor e Professor Osvarela

Texto

Ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.” (Mt 11.27c).

Prática

Conhecemos a identidade, os atributos e a glória do Deus Pai por meio da revelação de Cristo e da ação do Espírito Santo.

Leitura Bíblica

Mateus 11.25-27; João 14.6-11.

Mateus 11.25 — Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos.

26 — Sim, ó Pai, porque assim te aprouve.

27 — Todas as coisas me foram entregues por meu Pai; e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.

João 14.6 — Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.

7 — Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis e o tendes visto.

8 — Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta.

9 — Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?

10 — Não crês tu que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras.

11 — Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras.

Objetivos da Lição: 

I) Reconhecer, biblicamente, a identidade de Deus Pai;

II) Entender que o Pai se revela plenamente em Cristo;

III) Identificar atributos e nomes que expressam a natureza de Deus Pai.

Etimologia:

’ab; n. m. pai de um indivíduo; referindo-se a Deus como pai de seu povo.

No Novo Testamento a palavra Aba-pai aparece quatro vezes, nos Evangelhos de Marcos e Mateus e nas cartas aos Romanos e aos Gálatas, sempre como Aba-pai provinda da tradução grega. Citação de: Meus Dicionários

אב  -’ab (aramaico);grego - Αββα e - βαραββας; n. m. Pai;

PAI - título costumeiro usado para Deus em oração. Sempre que ocorre no Novo Testamento, a palavra é acompanhada pela tradução grega unida a ela. Isto aparentemente se explica pelo fato de que o “ABBA” caldeu, através do uso frequente na oração, gradualmente adquiriu a natureza de um nome próprio altamente sagrado, ao qual os judeus de fala grega acrescentaram o nome em sua própria língua.

אב  ’ab; n m; pai de um indivíduo; referindo-se a Deus como pai de seu povo

אבי  ’Abiy; n. pr. f. Abi (Abia) = “meu pai”

κτιστης - ktistes; n. m. fundador; criador

πατηρ - pater; n. m. gerador; Deus é chamado o Pai - das estrelas, luminares celeste, porque ele é seu criador, que as mantém e governa - de todos os seres inteligentes e racionais, sejam anjos ou homens, porque ele é seu criador, guardião e protetor - de seres espirituais de todos os homens -de cristãos, como aqueles que através de Cristo tem sido exaltados a uma relação íntima e especialmente familiar com Deus, e que não mais o temem como a um juiz severo de pecadores, mas o respeitam como seu reconciliado e amado Pai - o Pai de Jesus Cristo, aquele a quem Deus uniu a si mesmo com os laços mais estreitos de amor e intimidade, fez conhecer seus propósitos, designou para explicar e propagar entre os homens o plano da salvação, e com quem também compartilhou sua própria natureza divina - por Jesus Cristo mesmo - pelos apóstolos

“..., todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele” (1 Co 8.6);

No Novo Testamento, a paternidade de Deus é por meio de Jesus Cristo. Jesus se refere a Deus como ‘Abba’.

Ao estudarmos estes Seres Divinos estamos estudando “Relações de Origem Eterna”, para distinguir as três pessoas divinas e identificar suas propriedades pessoais - não gerado, filiação ou geração, espiração ou emanação -.

Cremos e sabemos que na Trindade existem três pessoas, a primeira pessoa é o Pai, porque Ele é o pai do Filho.

Discurso:

As Escrituras apresentam diversos nomes da Divindade Deus, no conceito trínico, há que se destacar em estudo, as características de cada membro divino, entre todos, o termo “Pai” se destaca. Neste subsídio estudaremos a figura do Pai. Cada termo bíblico relacionado ao Pai, revela algo sobre Seu caráter, atributos e relação com a Humanidade.

É importante ressaltar que o Termo Deus, é usado genericamente nas Escrituras, assim como figuras teofânicas descritas nas páginas bíblicas, o que traz dificuldades de entendimento, em algum momento, para saber identificar cada membro da Trindade, portanto este estudo servirá para apontar algumas destas características, no caso do Deus O Pai, ainda que não esgote tão importante assunto.

Deus O Pai:

A figura paterna na Bíblia é, por isso, uma figura forte. A paternidade não é algo derivado da família humana, mas é aprendido do relacionamento dentro da Trindade.

É sobre isto que este subsidio tentará dar alguns fundamentos sobre esta sacrossanta figura – Deus O Pai!

As Escrituras usaram certos nomes para revelar as três pessoas da Trindade, para nós: Pai, Filho e Espírito.

A primeira pessoa, aqui estudada, é o Pai, porque Ele é o pai do Filho, assim sob esta ótica é que estudaremos a figura do Pai.

João 5:26 Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo;

João 1:14 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

Mas, diferentemente de nossa concepção humana de paternidade, Deus Pai é pai de seu Filho eternamente (foi declarado Filho de Deus segundo o espírito de santidade).

Além disso, diferentemente dos pais humanos, ele, Deus Pai não tem pai, nunca foi filho. Sua paternidade é eterna e sem origem, Ele é eternamente não gerado. O Pai não é gerado de nada ou ninguém. Destacamos isto porque alguns questionam a origem de Deus.

Definições bíblica:

Deus: o Pai – “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3);

Declaração de Fé das AD’s.

O Deus Pai. O Pai já é identificado como Deus com abundante frequência nas Escrituras:

porque a este o Pai, Deus, o selou” (Jo 6.27); “e por Deus Pai [...] da parte de Deus Pai” (Gl 1.1,3).

O Pai possui a mesma essência divina das demais pessoas da Trindade. Isso está mais do que evidente na fórmula batismal: “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19).

Onipotência: o Pai – “E qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder” (Ef 1.19);

Onisciência: o Pai – “SENHOR, tu me sondaste e me conheces. Tu conheces o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Cercas o meu andar e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos. Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó SENHOR, tudo conheces” (Sl 139.1-4);

Onipresença: o Pai – “E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar” (Hb 4.13);

Soberania: o Pai - “Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá?” (Is 43.13);

Eternidade: o Pai – “O teu trono está firme desde então; tu és desde a eternidade” (Sl 93.2);

Deus: o Pai – “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3);

“E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse” (Jo 17.5).

Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam multiplicadas” (1 Pe 1.2).

Qual seria a Identidade exclusiva do Pai?

Embora as três Pessoas da Trindade possuam a mesma divindade, cada uma tem a Sua própria personalidade.

Com a visão da Trindade há certa dificuldade histórica sobre atributos e características exclusivas dos membros Divinos da Trindade divina.

É ou numa dificuldade natural e estudada e centro de polemicas ao longo da História da Igreja, discutidos em vários Concílios desde os idos dos Pais da Igreja.

Ao estudarmos essas relações de origem eternas verificamos que elas são únicas para cada pessoa da Trindade.

Eles são incomunicáveis, o que significa que não são intercambiáveis. Considere o Pai, por exemplo. Somente ele não é gerado ou espirado.

João 5:26 Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo.

Somente o Pai não é gerado; essa é sua propriedade pessoal única. Por esse motivo, os pais da igreja gostavam de chamar o Pai de “princípio” (ou “fonte” ou, ainda, “origem”) na Divindade. De fato, ele é o princípio sem princípio, pois somente ele não procede de ninguém e não é gerado por ninguém. É isso que paternidade significa na Trindade, e explica por que Deus revela sua identidade trina da maneira como que ele o faz.” Matthew Barrett - professor associado de Teologia Cristã.

Deus Pai Criou o homem, mas sabendo de sua característica com o livre arbítrio e Onisciente quanto a possibilidade do pecado planejou a Salvação do homem e foi o primeiro evangelista em Genesis 3.15 ao anunciar o protoevangelho, com um proposito divino [(Propósito é o mesmo que intento, intenção, plano ou projeto.) (preordenação divina abrangente, eterna, imutável, incondicional e eficaz de eventos que ocorrem no mundo”)]. Professor Zacarias de Aguiar Severa (1999, p. 115)

Sua Providência - é a ação da Misericórdia concretizada pelo de Deus-Pai, ao longo da história humana, e por ela toda criação depende da providência divina.

Deus nunca é pego de surpresa!Osvarela

Deus dirige Sua criação em direção a um objetivo supremo, que é a salvação em Seu Filho Jesus Cristo

Deus fez todas as coisas segundo Ele próprio: “Nele fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade.” Efésios 1:11.

O profeta Isaias define particularidades do Deus Pai –

Quem definiu limites para o Espírito do Senhor, ou o instruiu como seu conselheiro? A quem o Senhor consultou que pudesse esclarecê-lo, e que lhe ensinasse a julgar com justiça? Quem lhe ensinou o conhecimento ou lhe apontou o caminho da sabedoria?”” Isaías 40:13-14.

Desenvolvendo este subsidio verificamos que há uma alta sabedoria para que possamos buscar, sob a égide do Espírito Santo, este enviado pelo Deus Pai, a pedido do Filho, para entendermos a revelação que os apóstolos em suas Escrituras e pronunciamentos aos evangelistas buscaram deixar claro como entendiam e aprenderam com Jesus e sob Revelação, como O Apóstolo Paulo.

Bem como os Credos iniciais da Igreja, ainda sob direção apostólica.

Por isso, que necessitamos estudar estas relações da Divindade, neste caso O Pai!

Deus é Pai como Criador e fonte de toda vida

Sugiro a leitura do Salmos 104

Uma das características mais simples e primarias que encontramos nas Escrituras que indicam como é o Pai refere-se a atividade inicial do Pai como Criador e planejador de toda Criação é Ele que dá a palavra inicial para o projeto criador no momento da criação do Homem “E disse Deus: Façamos Gênesis 1:26”. Neste simples texto encontramos a autoridade criadora do Pai, (sem demérito aos demais membros da Trindade, presentes no vocábulo ‘Elohim’), como aquele que planeja e executa com a ajuda dos demais membros da Trindade toda a questão do Universo, sejam poderes cósmicos, e demais eventos que criaram o Universo.  Assim, entendemos que a característica primaria de Deus O Pai:

Deus é o Pai de toda a criação!

Deus é Pai por ser o Criador soberano, e toda a humanidade carrega a marca da Sua origem.

Deus é reconhecido como o autor da existência, aquele que forma e sustenta todas as coisas. Nesse sentido, Ele é o Pai da criação, o iniciador da vida e da ordem no universo.

“Desde o princípio da criação, temos indícios de que a obra do Espírito consiste em completar e sustentar o que Deus Pai planejou e o que Deus Filho começou

João nos ajuda a entender a existência de Deus desde o antigo e preterido Princípio – João 1:2 “Ele estava no princípio com Deus.”

Deus é Amor:

João 3:16Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

1 João 3:1 “Vejam como é grande o amor que o Pai nos concedeu: que fôssemos chamados filhos de Deus, o que de fato somos! Por isso o mundo não nos conhece, porque não o conheceu”.

Amor tão grande que causa espanto, aos homens pois atua onde a mente humana desconsidera que em algumas causas o amor não possa agir.

A ação do Amor de Deus é descrita e retratada por João como uma ação e medida deste Amor: “o Pai "derramou" o Seu amor em nós”.

Quanto a ação e atividade inerente a Deus O Pai nos mostra, que João escolheu a palavra "Pai" de propósito revelado. Essa palavra implica a relação pai-filho. No conceito da característica de Deus O Pai, agindo como pai, podemos entender pela Sua Onisciência e Poder que Deus não se tornou pai ao adotar-nos como filhos.

João 1:12,13 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. 

υιοθεσια - huiothesia; n. f. adoção, adoção como filho s- aquele relacionamento que Deus desejava estabelecer entre si mesmo e os israelitas em preferência a todas nações; natureza e condição dos verdadeiros discípulos de Cristo, que ao receber o Espírito de Deus em suas almas, tornam-se filhos de Deus 1c) estado abençoado esperado na vida futura após a volta visível de Cristo do céu.

O Pai cria o mundo através da sua Palavra (o Filho) pelo seu Espírito. Da mesma forma, o Pai redime o que N’Ele crê, através de seu Filho, por seu Espírito.

A paternidade de Deus é eterna. Ele é eternamente o Pai de Jesus Cristo, e através de Jesus é o nosso Pai. Através de Jesus recebemos o amor do Pai e somos chamados de "filhos de Deus", aos que creem neste Nome do Filho, a que delegou todo poder nos Céus, na Terra e debaixo da Terra.

 e isso, por sua vez, retrata uma ação e a medida do amor de Deus. Também é interessante No entanto,

Deus Pai na visão dos Profetas:

No Antigo Testamento, Deus é descrito como o Pai de Israel, guiando seu povo escolhido através de provações e tribulações. Ele é o Pai que disciplina, mas também conforta, um refúgio seguro em tempos de angústia.

Há limitação quanto a Trindade, ainda que esta esteja implícita nos próprios textos veterotestamentários.

Isaías 64. 8Mas agora, Senhor, tu és o nosso Pai. Nós somos o barro, e tu és o nosso oleiro; e todos nós somos obra das tuas mãos.

É importante destacar que a visão nos anos proféticos era de um Deus Uno. Assim, o profeta se refere, sim, a Deus Pai.

“Se existe uma crença que é central na identidade de Israel no Antigo Testamento, é a seguinte: Deus é único (Dt 6.4). Em contraste com as nações que cercavam Israel, nações que adoravam muitos deuses, Israel foi designado como um povo que adorava apenas um Deus. Eles deveriam ser monoteístas.” Matthew Barrett - Deus Pai

Deus Pai na visão revelada dos Apóstolos e Evangelistas:

Apóstolo Paulo:

1Coríntios 8.5a Porque, ainda que existam alguns que são chamados de

deuses, quer no céu ou sobre a terra — como há muitos “deuses” e muitos

“senhores” —, para nós, porém, há um só Deus, o Pai, de quem são todas

as coisas e para quem existimos.

E continua para não deixar dúvidas sobre a pessoas na Trindade

1Coríntios 8.6 e um só Senhor, Jesus Cristo, por meio de quem todas as coisas existem e por meio de quem também nós existimos.”

Jesus é chamado de Senhor, pela visão revelada que Ele obteve após a Kenosis.

É o kurios do Novo Testamento. Paulo em outros textos bíblicos coloca em evidencia a posição relacional do Deus Pai e de Jesus O Filho.

κυριος - kurios; n. m. aquele a quem uma pessoa ou coisas pertence, sobre oqual ele tem o poder de decisão; mestre, senhor; é um título de honra, que expressa respeito e reverência e com o qual servos tratavam seus senhores

“...ele antes havia prometido pelos seus profetas nas santas Escrituras, acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne, e que com poder foi declarado Filho de Deus segundo o espírito de santidade, pela ressurreição dentre os mortos-Jesus Cristo Nosso Senhor.” Romanos 1:2-4

Na Trindade há uma característica destacada na Trindade quanto à sua indivisibilidade, como Deus Trino. É tanto singular como indivisível em Sua essência. A doutrina da Trindade Divina ensina que a Divindade, embora Una em Sua essência, subsiste nas Pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Até mesmo na revelação da Trindade divina, a unidade de Deus é afirmada, como apóstolo Paulo cita:

Efésios 4.5,6 Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.

Acróstico com seis letras de afirmações sobre a Trindade Divina:

Três são reconhecidos como Deus;

Reputados por pessoas distintas;

Imanentes e ternas, não meramente econômicas ou temporais;

Unidas na essência;

Nada além de igualdade;

Outras doutrinas, descerra, mas permanece inescrutável.

Augustus H. Strong (2003, p. 194)

A Revelação pelo Filho:

João 5:37 E o Pai, que me enviou

Jesus se refere a Deus como “meu Pai” mais de 100 vezes

João 5:19-24 Mas Jesus respondeu, e disse-lhes: Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer o Pai; porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente. Porque o Pai ama o Filho, e mostra-lhe tudo o que faz; e ele lhe mostrará maiores obras do que estas, para que vos maravilheis. Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos, e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer. E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo; Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou. Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.

Jesus Cristo, a segunda Pessoa da Trindade, é a revelação máxima do Pai.

No Novo Testamento, a paternidade de Deus é revelada de maneira ainda mais profunda por meio de Jesus Cristo. Jesus se refere a Deus como ‘Abba’.

A maior prova da indiscutível pessoa com características únicas dentro da Trindade é dada pelo próprio Filho - Deus é apresentado como Pai por Jesus Cristo e apresenta uma das características principais do Pai, a Eternidade

“E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse” (João 17.5).

Deus é chamado de Pai não apenas porque nos criou, mas porque deseja relacionamento, intimidade e comunhão e isto pelo Filho.

João 1:14 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

A apresentação do Filho é fundamento para aproximação dos homens a figura Eterna do Pai ensinando a enxergar Deus não apenas como Criador ou Juiz, mas como Pai próximo, sem tirar a áurea santa da Divindade Eterna do Pai, mas nos permitindo aproximar Dele:

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus...” Mateus 6:9

As características de Deus Pai

Além de criador de todas as coisas, a Bíblia ensina que Deus Pai é:

Todo-Poderoso

O Pai tem todo poder sobre tudo que existe. Seus planos não podem ser impedidos e Sua vontade é soberana. Toda autoridade e todo poder vêm do Pai. A palavra final sempre pertence a Deus (Jeremias 32:27).

Perfeito

Não há falha nenhuma no Pai. Ele é totalmente puro e não se contamina com o pecado (Deuteronômio 32:4). Todos os Seus caminhos são puros e toda a sabedoria vem dele. Deus é sempre justo e é a fonte de tudo que é bom. Ele é o Pai perfeito.

Amor

O amor é a característica essencial de Deus (1 João 4:8). Ele não é frio nem cruel. Deus é um Pai carinhoso, que fica triste em ver seus filhos se desviarem para o mal. Ele não castiga por gosto, mas pela necessidade de manter a justiça. Por causa de Seu amor, o Pai é misericordioso e nos oferece uma segunda oportunidade quando pecamos. Ele nos ama tanto que deu Seu Filho Jesus para nos salvar!

Conclusão:

O objetivo destes estudos sob a Trindade, e aqui no caso, sobre O Deus Pai, nos remete a necessidade, do cristão aprender de Deus e conhecer aa Teontologia, estudo de Deus, sob a égide do verdadeiro conhecimento bíblico, pois nos últimos tempos ou mesmo na história das religiões muitos deuses tem sido apresentado como um deus. Mas, na verdade só há um Deus ao qual devemos reconhecer com O Deus Pai (dentro da visão trínica) pelo qual nos temos a salvação em Jesus Cristo e a Vida Eterna como Jesus ensinou –

João 17:3 E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro

Étimo - Teontologia é a matéria da teologia sistemática que aborda questões relacionadas ao ser de Deus e suas obras. A palavra Teontologia vem do grego e é formada por três vocábulos: theos, “Deus”, ontos, “ser”, e logos, “palavra” ou “lógica”. Daí o significado de Teontologia diz respeito ao “estudo do ser de Deus”. Portanto, a Teontologia é a teologia propriamente dita, ou seja, é a doutrina de Deus.

Não se trata de um descobrimento de Deus por parte do homem, mas do estudo do conhecimento que o próprio Deus graciosamente resolveu prover ao homem acerca de Si. Nesse sentido, embora jamais possamos obter todo o conhecimento sobre Deus, a porção que Ele decidiu nos revelar é perfeita e suficiente para nos instruir acerca de tudo o que é importante para termos um relacionamento com Ele.” Qual o Significado de Teontologia?  Daniel Conegero

ANEXO:

O Credo Dos Apóstolos

Creio em Deus Pai Todo-poderoso, Criador do céu e da terra.

Credo Niceno-Constantinopolitano

Cremos em um só DEUS, O PAI Todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas, visíveis e invisíveis.

O Credo De Atanásio Ou Atanasiano

1 Todo aquele que quer ser salvo, antes de tudo, deve professar a fé universal. 2 A qual é preciso que cada um guarde perfeita e inviolada ou terá com certeza de perecer para sempre. 3 A fé universal é esta: que adoremos um Deus em trindade, e trindade em unidade; 4 Não confundimos as Pessoas, nem separamos a substância. 5 Pois existe uma única Pessoa do Pai, outra do Filho, e outra do Espírito Santo. 6 Mas a deidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo é toda uma só: glória é igual e a majestade é coeterna. 7 Tal como é o Pai, tal é o Filho e tal é o Espírito Santo. 8 O Pai é incriado, o Filho é incriado, e o Espírito Santo é incriado. 9 O Pai é imensurável, o Filho é imensurável, e o Espírito Santo é imensurável. 10 O Pai é eterno, o Filho é eterno, e o Espírito Santo é eterno. 11 E, no entanto, não são três eternos, mas há apenas um eterno. 12 Da mesma forma, não há três incriados, nem três imensuráveis, mas um só incriado e um imensurável. 13 Assim também o Pai é onipotente, o Filho é onipotente e o Espírito Santo é onipotente. 14 No entanto, não há três onipotentes, mas, sim, um onipotente. 15 Assim, o Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus. 16 No entanto, não há três Deuses, mas um Deus. 17 Assim o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, e o Espírito Santo é Senhor. 18 Todavia, não há três Senhores, mas um Senhor. 19 Assim como a veracidade cristã nos obriga a confessar cada Pessoa individualmente como sendo Deus e Senhor; 20 Assim também ficamos privados de dizer que haja três Deuses ou Senhores. 21 O Pai não foi feito de coisa alguma, nem criado, nem gerado;

Fonte:

Site respostas.com.br - Quem é Deus Pai?

Deus Pai - Pr. Luís Fernando Nacif Rocha – oitava Igreja Presbiteriana

Por que Deus é chamado de Pai? https://www.bibliaonline.com.br/a/deus-e-pai-significado

Matthew Barrett - professor associado de Teologia Cristã no Midwestern Baptist Theological Seminary em Kansas City, Missouri

https://www.bibliaonline.com.br/a/deus-e-pai-significado

Como devo entender o conceito de Deus Pai? Gotquestions

Citações no corpo do texto

Apontamentos do autor

Site: https://estudandopalavra.blogspot.com/2017/12/adotados-por-deus-licao-11-cpad-4.html

Dicionário Strong

Declaração de Fé das AD’s CGADB - Novembro/2016 CAPÍTULO II. SOBRE DEUS - CAPÍTULO III. SOBRE A TRINDADE

Teologia Sistemática I: Deus, Soteriologia, Pneumatologia Prof. Josadak Lima

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