quarta-feira, maio 13

Uma prova de fé: a entrega de Isaque Lição 7 CPAD - 17 de maio de 2026

Uma prova de fé: a entrega de Isaque

Lição 7 CPAD - 17 de maio de 2026

Texto

E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.” (Gn 22.2).

Prática

Abraão confiava no Senhor a ponto de dizer ao seu filho: “Deus proverá para si o cordeiro”.

Leitura Bíblica

Gênesis 22.1-11.

1 — E aconteceu, depois destas coisas, que tentou Deus a Abraão e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.

2 — E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.

3 — Então, se levantou Abraão pela manhã, de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque, seu filho; e fendeu lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera.

4 — Ao terceiro dia, levantou Abraão os seus olhos e viu o lugar de longe.

5 — E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e, havendo adorado, tornaremos a vós.

6 — E tomou Abraão a lenha do holocausto e pô-la sobre Isaque, seu filho; e ele tomou o fogo e o cutelo na sua mão. E foram ambos juntos.

7 — Então, falou Isaque a Abraão, seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?

8 — E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim, caminharam ambos juntos.

9 — E vieram ao lugar que Deus lhes dissera, e edificou Abraão ali um altar, e pôs em ordem a lenha, e amarrou a Isaque, seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha.

10 — E estendeu Abraão a sua mão e tomou o cutelo para imolar o seu filho.

11 — Mas o Anjo do SENHOR lhe bradou desde os céus e disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.

Objetivos da Lição: 

I) Mostrar que Abraão teve a sua fé provada mesmo sendo fiel a Deus;

II) Refletir a respeito da promessa que foi confirmada na vida de Abraão;

III) Expor que Abraão não titubeou em oferecer a Deus seu único filho.

Texto Apoio

“E chamou Abraão o nome daquele lugar: o Senhor proverá; donde se diz até ao dia de hoje: No monte do Senhor se proverá.” Gênesis 22:14

Discurso:

“Sacrificar o que é dos outros é fácil, o segredo é sacrificar o que é nosso, ou o nosso melhor!” Osvarela

“O Ato do Monte do sacrifício – Moriá - sugere que há uma diferença entre sacrificar algo de si mesmo e sacrificar algo dos outros.”

Na Bíblia, o pedido de Deus a Abraão para que oferecesse seu filho em um altar surge do nada. 

Histórico - A literatura judaica cita este ato como:

A Akedá - A Amarração de Isaac (va-ya'akod) - Episódio mais conhecido como “o sacrifício de Isaac” que, na prática, não ocorreu; apenas se limitou à colocação e à amarração de Isaac sobre o altar. Se refere à ação central da história, quando Abraão amarra seu filho Isaque no altar para sacrificá-lo.

Akedah (ou Akedá, ʿAqedah, עֲקֵדָה) é uma palavra hebraica que significa "ligação" ou "amarração", referindo-se especificamente ao sacrifício de Isaque por Abraão, descrito em Gênesis 22:1–19. Representa a obediência extrema de Abraão, que amarra seu filho no altar no monte Moriá, simbolizando o teste supremo de fé e o martírio no judaísmo.

A história do pedido de Jeová ao seu fiel servo Abraão, para sacrificar o seu filho do ventre do casal, considerado seu legitimo filho na relação familiar, é uma das mais impressionantes e discutidas histórias de como um Deus poderia fazer este pedido a um homem como uma prova de Fé e confiança no seu Deus.  

Esta história apresenta:

A suprema obediência a Deus, a fé inabalável de Abraão e a confiança de Isaac.

“Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta.” Tiago 1:13

Na realidade, aos que estudam e conhecem e creem em um Deus como o nosso Deus, sabemos que este Deus é possuidor de um caráter único moral e justo corroborado pelas suas características divinas, como Onisciência, Onipotência que garantem, juntas, que jamais Ele exigiria algo que não fosse possível ao seu servo Abraão deixar de obedecer a um estranho e difícil pedido por parte D’Ele.

“Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.” 1 Coríntios 10:13

A primeira visão dos que leem esta história é ligar a prova a uma tentação divina, algo que contradiz a divindade única existente no Universo, porque Ele é justo, não tenta ninguém, mas prova aos que o amam, comum único objetivo: fazer crescer em nós a fé e confiança N’Ele, que nos capacita para experiencias novas e únicas e confirmação das promessas que nos faz.

Gênesis 22.1 — E aconteceu, depois destas coisas, que tentou Deus a Abraão e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.

A palavra tentação é uma corruptela filológica da palavra prova, no sentido positivo desta como um teste possível de ser aprovado.

Tentações (peirasmoi) é uma palavra que tem um sentido duplo de provações exteriores e tentações interiores. Neste contexto, a melhor tradução é “provações” (ARA). É o caso do uso da palavra no texto de Gênesis “- , depois destas coisas, que tentou Deus a Abraão -)

A palavra tentação (Tg.1.12) tem dois significados gerais. Um desses significados refere-se a aflições, perseguições ou provações diante de circunstâncias providenciais. É nesse sentido que Tiago usa a palavra mais no início desse capítulo e no versículo.

Há uma estrutura nesta passagem bíblica que podemos demonstrar -

         1) a ordem divina (Gn.22.2)

2) o ato de obediência (Gn.22.3-10)

3) a bênção resultante (Gn.22.11-19).

É sob esta estrutura textual que podemos suportar este subsídio.

A ordem é clara

A obediência é clara

A benção é definitiva - para o velho patriarca, como que, coroando uma relação entre Deus e o homem Abraão para iniciar uma épica construção de uma Nação sobre o elemento vital desta relação - a Fé!

Todos os envolvidos no ato da ordem, no ato e na conclusão interagem, seja Deus, seja o Abrão, o pai desafiado, e filho Isaque que obedientemente acompanha o pai, em quem confiava plenamente e tinha aprendido sobre adorar e oferecer sacrifícios a Deus, na forma que Abraão usava e que ele demonstra ao analisar os elementos do sacrifício requerido e notar a falta do fundamental (porque o sacrifício era previamente escolhido):

 Então, falou Isaque a Abraão, seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?”

Foco principal de um altar de sacrifício o cordeiro não estava sendo levado na carga dos elementos para a adoração. Mas, Isaque não sabia e demonstra que não conhecia o que Deus exigira a seu pai; ele mesmo como sacrifício!

A posição de Isaque - A idade de Isaque:

Gn.22.7 — Então, falou Isaque a Abraão, seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho!

A idade de Isaque é um dos axiomas deste texto. Mas, há duas correntes sobre a idade do mesmo, citamos aqui, uma delas:

Qual era exatamente a idade de Isaac? Alguns comentaristas acreditam que ele tinha 37 anos. Outros acreditam que Isaac tinha 26 anos. (é evidente que Isaac era um homem adulto na época de seu aprisionamento. Ele compreendia perfeitamente o que lhe estava acontecendo e, sem dúvida, poderia ter facilmente subjugado seu pai idoso e fugido. Contudo, ele não fez tal coisa. Pacientemente, permitiu que seu pai o preparasse para o sacrifício – até o momento final em que o anjo interrompeu a provação. Conhecendo a retidão de seu pai, ele confiava que Abraão só faria tal ato se Deus o ordenasse.)

A base para essa crença é que o sacrifício parece ter ocorrido imediatamente antes da morte de Sara (o próximo episódio, Gênesis 23). Como Sara tinha 90 anos quando Isaac nasceu (ver Gênesis 17:17 e 21:5) e morreu aos 127 (23:1), Isaac tinha 37 anos naquela época. (Fonte: Seder Olam (Cap. 1), ver Rashi em Gênesis 25:20.)

Isaac (Yitzchak, em hebraico) é o segundo dos patriarcas do povo judeu. Filho de Abraão e Sara, marido de Rebeca e pai de Esaú e Jacó, ele é mais conhecido por seu papel central no Sacrifício de Isaac, quando quase foi oferecido em sacrifício a Deus.

Alguns estudiosos destacam a posição de obediência e fé do filho de Abraão, Isaque, em se submeter, já em idade por volta dos 30 anos, a um pedido de seu pai e ao observar, a falta de elemento central do sacrifício, o cordeiro.

Escrevi há alguns anos: “A Lição de Isaque indo ao Moriá - Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim caminharam ambos juntos. Obediência é subir ao Monte e lá encontrar a provisão, pelo novo e vivo Caminho!”

Isaque é obediente até ao fim do ato – falaremos adiante sobre isto.

Destaques:

Personagens –

Jeová – o que aprova o homem

Abraão – o servo fiel, que obedece ao Senhor

A Prova - εκπειραζω - ekpeirazo; v. provar, testar (inteiramente)

Isaque – o sacrifício requisitado, mas a prova da Fé

O Local – o Monte da providencia – Jeová Jireh

O Sacrifício – O cordeiro - o sacrifício real foi provido por Deus.

O Altar – erguido por Abraão para a maior prova da sua Fé

O cutelo – a arma da execução foi contida por uma ação divina

O Anjo – a intervenção divina

Tipos Envolvidos Neste Texto:

“1. Abraão é o Pai que sacrificou Seu Filho como expiação pelo mundo inteiro (João 3.16).

2. O Anjo do Senhor. Até este ponto no livro de Gênesis já pudemos apreciar várias cenas de ministério angelical. Ver 16.7,9-11; 19.1,15; 21.17. Ver também chamado Anjo. Não há que duvidar da existência de seres não-materiais, invisíveis e poderosos, os quais podem entrar em contato com homens no cumprimento de várias missões.

Até esta altura da narrativa, Elohim é o agente ativo do drama.

3. Isaque é tipo de Cristo, obediente até a morte (Fil. 2.5-8).

4. O carneiro é tipo da substituição, especificamente de Cristo, que foi oferecido como oferenda em nosso lugar (Heb. 10.5-10).

5. A ressurreição foi tipificada na fé de Abraão de que Deus traria Isaque de volta à vida, se o sacrifício fosse levado a efeito (Heb. 11.17-19).

6. A fé que opera através de suas obras, e é ilustrada por elas. Tiago utiliza-se deste trecho nessa demonstração, em Tia. 2.21-23.

Isaque era o único filho que Abraão tinha em sua companhia. Ismael já estava vivendo no deserto da Arábia.” Citações do autor no texto: http://estudandopalavra.blogspot.com/2016/10/a-provisao-de-deus-no-monte-do.html

As emoções de um pai:

Deus então colocou a sinceridade e a obediência de Abraão à maior prova possível. Aparecendo repentinamente a Abraão, após um período no qual nada muito aparentemente, importante estava acontecendo, Deus lhe disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto.

Sob a pressão da tribulação, Abraão provou ser inabalável em sua fé em Deus. Seria sua fé tão forte em meio à felicidade que vivia ao lado da sua esposa Sara com o filho de sua velhice Ismael?

Abraão não perguntou como essa ordem poderia ser conciliada com a promessa de que Isaque se tornaria o pai de uma grande nação que levaria o nome de Deus. Deus ordenou, simplesmente Abraão se apressou em obedecer. 

Gn. 22.3;6 — Então, se levantou Abraão pela manhã, de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque, seu filho; e fendeu lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera. E tomou Abraão a lenha do holocausto e pô-la sobre Isaque, seu filho; e ele tomou o fogo e o cutelo na sua mão. E foram ambos juntos.

Imaginem um pai temporão, aos 100 anos de idade tendo um filho desejado e agora colocado aprova, mais dura! Assim, caminhava o velho Abraão com Isaque ao lugar do sacrifício!

O segredo no coração de Abraão era um misto de obediência, fé e emoções, mas ele seguiu adiante em atende o pedido de seu Deus.

O pensamento de Abraão, sabedor do rito do sacrifício imaginava, como ele faria:

A garganta de Isaque seria cortada (o golpe mortal); seu corpo seria despedaçado; os pedaços do corpo seriam arrumados por sobre a lenha; e então tudo seria consumido no fogo, até tomar-se cinzas. Assim se consumaria o sacrifício de Isaque.

Lógico que tal impressão do pensamento acabou não se realizando pela intervenção do Anjo.

A dificuldade inteira, quanto ao pedido de Deus é aliviada pelo fato de que Deus estava apenas testando Abraão, pois não haveria de permitir que ele realizasse o ato.

Também sob a ótica da posição de Jeová (Deus não muda) quanto a sacrifícios humanos é destacada, mesmo dizendo: - Oferece-o. Ou seja, Isaque. Aqui Deus aparece a ordenar um sacrifício humano. Devemos lembrar que isso foi proibido terminantemente na legislação mosaica, por ser tido como a pior das abominações pagãs. Lev. 18.21; 20.2,3.

Imagine um filho obediente, ascendendo a montanha atrás de seu pai com uma pesada carga de lenha nas costas (mesmo a Midrash diz: “como alguém que carrega sua estaca no ombro), não tem a menor ideia do que o espera lá no topo. Ele amava seu pai e sabia que seu pai o amava. Ele nunca poderia imaginar que seu pai lhe fizesse algo que fosse inconsistente com sua percepção do amor paternal do qual ele era o objeto. 

Os montes sempre foram lugar de encontro com a divindade, os chamados altos.

Foi no alto do Sinai que Deus legou a Lei a seu Povo e de lá chamou Moisés para propor uma Aliança inquebrantável.

Para tal Moises passou 40 dias no Monte buscando ouvir e receber a provisão moral, legal e espiritual para o Povo.

Indo ao Encontro de Deus no Monte:

E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.

A tipologia da Cristologia: Teu filho, teu único filho. Naturalmente, isso nos faz lembrar o Filho unigénito de Deus, tipificado por Isaque.

Que Monte seria este?

Monte Moriá

Moriá é sinônimo de sacrifício e abnegação. Nesse monte, o patriarca Abraão passou a maior prova de sua carreira espiritual.

Obs.: “Akeida - a história do sacrifício de Isaac.”

Localizado a leste de Sião, e Monte Moriá tem uma altitude média de 800 metros ao nível do Mediterrâneo. De forma alongada, sua parte mais baixa era conhecida como Ofel. Mil anos após a era patriarcal, Salomão construiu o Templo nessa elevação. Um local isolado e adequado para a realização do sacrifício. Salém, o povoado que mais tarde deu origem à capital do Reino de Israel, Jerusalém, deveria situar-se a alguma distância daquele local.

Em Moriá estão as montanhas de Israel:

Moriá; Sião; Oliveiras; Calvário

Local: Moriyah – Moriá

מוריה  - Mowriyah ou מריה - Moriyah; n. pr. loc. Moriá = “escolhido por Javé”

'Por que este monte se chama Moriá?' –

Vem da palavra 'Mora', que, em hebraico, significa temor. Desta montanha o temor de Deus percorreu a terra toda. Outra versão diz que vem de 'ora', que quer dizer luz, pois quando o Todo-poderoso ordenou: 'Haja luz', foi do Moriá que pela primeira vez brilhou a luz sobre a humanidade." Zev Vilnay, apud pastor e escritor e professor de Geografia Bíblica Enéas Tognini.

Situado na atual região da Cidade Velha, em Jerusalém, Israel, onde nele o patriarca Abraão subiu para sacrificar seu filho Isaque, segundo mandamento de Deus.

Também foi nele que Davi viu o anjo que destruiria Jerusalém, ainda segundo ordem de Deus, insatisfeito com seu povo - 2 Samuel 24.

Ali era a “eira de Araúna”, o jebuseu, os antigos moradores da região, onde se viu o anjo do senhor, incumbido da peste entre o povo. E só ali após a peste parar, o lugar deu vazão a sua chamada divina, Monte de Sacrifício e de mitigação e de prova com seu povo.

A Caminhada:

A comitiva da caminhada ao sacrifício:

Abraão pela manhã, de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque, seu filho;

Abraão estava de coração pesado. Mas, fez todas as provisões necessárias, em obediência à ordem divina. Quanto a outras menções à madrugada em Gênesis, quando homens começavam a cuidar de seus afazeres, ver 19.27; 20.8; 24.25; 28.18; 31.55; 40.6.

Todo preparativo para o sacrifício foi minuciosamente cuidado, como que para mostrar a calma com que Abraão se dispôs a obedecer. Chegou a levar a lenha já rachada, não porque em Moriá não houvesse lenha (vs. 13), mas a fim de que, ao chegarem ao destino, nada pudesse distrair seus pensamentos, e o sacrifício pudesse ser oferecido prontamente” (Ellicott, in loc.).

Gn.22. 4 — Ao terceiro dia, levantou Abraão os seus olhos e viu o lugar de longe.

5 — E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e, havendo adorado, tornaremos a vós.

6 — E tomou Abraão a lenha do holocausto e pô-la sobre Isaque, seu filho; e ele tomou o fogo e o cutelo na sua mão. E foram ambos juntos.

Imagine o coração de Abraão na caminhada até o local determinado por Deus, ele em nenhum momento sequer quis questionar ao Senhor sobre o ato e o local, mas sabia que o local seria uma marca na sua vida, seja com o sacrifício do moço, ou por qualquer outro acontecimento, como realmente aconteceu.

Nesta caminhada é ressaltada aqui a fé de Abraão. “Uma jornada.  ... silenciosa e difícil” (Allen P. Ross, in loc.).

A Confiança no Deus que servia, é relatada no texto de Gênesis, e confirmada em Hebreus 11.

Iremos até lá. Abraão e Isaque seguiram sozinhos, a partir dali, deixando para trás os dois servos (um deles Eliezer?). Estes não podiam ser testemunhas do que estava prestes a acontecer.

Havendo adorado. Um rito sacrificial que ultrapassava a imaginação estava prestes a ter lugar.

A Fé provada e Aprovada:

Confiança!

Gn.22.10 — E estendeu Abraão a sua mão e tomou o cutelo para imolar o seu filho.

Abraão não titubeou em oferecer a Deus seu único filho.

A Fé demonstrada no Moriá, não pode ser considerada levianamente por quem quer que seja. Ali estava em ação, um novo avanço na espiritualidade estava sendo preparado em Abraão.

Hebreus 11:17-19 “Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado; sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito. Sendo-lhe dito: Em Isaque será chamada a tua descendência, considerou que Deus era poderoso para até dentre os mortos o ressuscitar; E daí também em figura ele o recobrou.”

Gn.22.9,11 — E vieram ao lugar que Deus lhes dissera, e edificou Abraão ali um altar, e pôs em ordem a lenha, e amarrou a Isaque, seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha. E estendeu Abraão a sua mão e tomou o cutelo para imolar o seu filho. Mas o Anjo do SENHOR lhe bradou desde os céus e disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.

A destacar no ato de livramento e finalização da prova de Abraão que o anjo bradou duas vezes, a primeira para impedir a morte do jovem, a segunda para declarar a aprovação de Abraão e ratificar para sempre as bençãos desde a primeira visita de Deus a Abraão, em Genesis 12.

Primeiro brado:  “Mas o Anjo do SENHOR lhe bradou desde os céus e disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui. Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho.”

Segundo brado: — “o anjo do Senhor bradou a Abraão pela segunda vez desde os céus, E disse: Por mim mesmo jurei, diz o Senhor: Porquanto fizeste esta ação, e não me negaste o teu filho, o teu único filho, Que deveras te abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos; E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz.”

Tipologia do ato:

A cristologia é notória neste ato. Se Abraão levou seu filho ao altar para sacrificá-lo de forma atípica, Deus O Senhor deu o Seu Único Filho – Jesus Cristo e levou o ato ao extremo com a morte d’’Ele na cruz do calvário, jamais poderemos deixar de estudar esta história sem um olhar cristológico do ato e das ações e dos elementos dentro da história abraâmica.

Conclusão:

A fé venceu o medo, mas a fé abriu uma nova visão do que a fé é possível de realizar e a fé legítima é u usada por Deus para providenciar resgate, pois Ele mesmo ofereceu um sacrifício mais nobre através de seu filho Jesus Cristo pelo qual pela fé temo acesso a todas as promessas de vida eterna e salvação.

No sacrifício real, salvífico e vicário, o Cordeiro de Deus, não foi poupado, como Isaque o foi, porquanto havia a imposição de uma necessidade divina. Em Sua agonia, Jesus procurou obedeceu ao Pai, deixando a vontade do Pai se sobressair no momento de angustia no Getsêmani (Mat. 26.39).

“Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, ...” Romanos 8:32

A Graça é manifesta neste ato como a Provisão da Graça, manifesta no cordeiro atado pelos chifres, animal que representa Cristo preso ao seu propósito de servir para expiação dos homens.

ANEXO:

ETIMOLOGIA

נסה - nacah; v. testar, tentar, provar, seduzir, analisar, pôr à prova ou testar

מוריה - Mowriyah ou מריה - Moriyah; n. pr. loc. Moriá = “escolhido por Javé”

דבח- d ^ebach (aramaico); n. m. sacrifício

זבח-zabach; v. abater, matar, sacrificar, imolar para sacrifício; (Qal) - imolar para sacrifício; abater em julgamento divino; (Piel) sacrificar, oferecer sacrifício.

זבח-zebach; n. m. sacrifício; sacrifícios de justiça; sacrifícios de contenda; sacrifícios para coisas mortas; o sacrifício da aliança; a páscoa; o sacrifício anual; oferta de gratidão.

מנחה-minchah; n. f. presente, tributo, oferta, dádiva, oblação, sacrifício, oferta de carne; presente, dádiva; tributo; oferta (para Deus); oferta de cereais.

איל-  ’ayil; n. m.carneiro (como sacrifício)

Moriá YAWEH JIRÉ. O lugar para sacrifício de seu filho, foi um Monte de sacrifício para o serviço sacrificial, que lhe fora solicitado.

יהוה ירה - Y ^ehovah yireh

πιστις - pistis; n. f. convicção da verdade de algo, fé; no NT, de uma convicção ou crença que diz respeito ao relacionamento do homem com Deus e com as coisas divinas, geralmente com a ideia inclusa de confiança e fervor santo nascido da fé e unido com ela. - fé com a ideia predominante de confiança (ou confidência) seja em Deus ou em Cristo, surgindo da fé no mesmo; fidelidade, lealdade - o caráter de alguém em quem se pode confiar

πιστος - pistos; adj. verdadeiro, fiel; alguém que manteve a fé com a qual se comprometeu, digno de confiança; que crê, que confia

אמנה  -’amanah; n. f. fé, apoio, segurança, certeza

πειραζω - peirazo; v. tentar para ver se algo pode ser feito; tentar, fazer uma experiência com, teste: com o propósito de apurar sua quantidade, ou o que ele pensa, ou como ele se comportará - tentar ou testar a fé de alguém, virtude, caráter, pela incitação ao pecado

πειρασμος - peirasmos; n. m. experimento, tentativa, teste, prova - tentação, prova - tentação da fidelidade do homem, integridade, virtude, constância; adversidade, aflição, aborrecimento: enviado por Deus e servindo para testar ou provar o caráter, a fé, ou a santidade de alguém

πιστευω - pisteuo; v. pensar que é verdade, estar persuadido de, acreditar, depositar confiança em - acreditar, ter confiança - numa relação moral ou religiosa.

Fonte:

A idade de Isaac no momento da ligação (Akeidah); Rabino Dovid Rosenfeld

AQEDAH: O SACRIFÍCIO DE ISAQUE; Julia Blum

Dicionário Strong

Comentário Beacon Genesis

Lição CPAD – EBD

Apontamentos do autor

Citações no corpo do texto

Bíblia ARA – Bíblia online

domingo, maio 10

O Nascimento de Isaque - 1ª Parte - Lição 6 EBD – CPAD - 10/05/2026

O Nascimento de Isaque - 1ª Parte

Subsídio Pastor e professor Osvarela

Lição 6 EBD – CPAD - 10 de maio de 2026

Parabéns para todas as Mães - Feliz Dia das Mães


Obs.: Devido problemas de saúde deixamos de publicar este subsídio na semana. Orem por nós.

Texto

Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR? Ao tempo determinado, tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho.” (Gn. 18.14).

Prática

Deus é Onipotente e não há nada que Ele não possa realizar segundo a Sua vontade.


Leitura Bíblica

Gênesis 21.1-7.

1 — E o SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; e fez o Senhor a Sara como tinha falado.

2 — E concebeu Sara e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, que Deus lhe tinha dito.

3 — E chamou Abraão o nome de seu filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque.

4 — E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como Deus lhe tinha ordenado.

5 — E era Abraão da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho.

6 — E disse Sara: Deus me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo.

7 — Disse mais: Quem diria a Abraão que Sara daria de mamar a filhos, porque lhe dei um filho na sua velhice?

Objetivos da Lição: 

I) Mostrar que Sara teve de lidar com as consequências de sua impaciência;

II) Refletir a respeito da atitude tomada por Abraão em relação a Agar e Ismael;

III) Expor a condição em que Agar e Ismael deixaram a casa de Abraão.

Discurso:

Romanos 4:19,20 “E não enfraquecendo na fé, não atentou para o seu próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara. E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade...,”

O nascimento e eventos do nascimento traz no seu contexto maravilhas das promessas de Deus, mostrando sua fidelidade.

Entre outros aspectos, nos mostra que o Criador tem total controle na geração de uma vida, independente das condições biológicas ou mesmo aparentemente impossíveis de serem ultrapassadas, no caso em tela, a idade biológica avançada é vencida pelo poder do Criador, mesmo com tudo murcho como dá entender o pensamento de Sara.

Hebreus 11:11,12 Pela fé também a mesma Sara recebeu o poder de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que o tinha prometido. Por isso também de um, e esse já amortecido, descenderam tantos, em multidão, ...”

Vemos, também, que erros do passado trazem em tempo posterior, o resultado, que no caso, foi a zombaria do menino Ismael e sua despedida para tormento de seu pai Abraão, que só despediu seu filho, após Deus lhe falar o que seria o futuro do menino.  Aqui, podemos entender um pouco porque Abraão despediu seu filho e a sua concubina com aparentes, poucos recursos (e tomou pão e um odre de água e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a;Gn. 21:140), tenho por certo, que Deus avisara a seu amigo Abraão que sustentaria o menino e sua mãe no deserto, mesmo com esta posição, certo foi, que Abraão sentiu e muito despedir seu primeiro filho, sabendo, contudo, que aquele filho fora fruto de sua falta de fé e sua tentativa de ajudar o cumprimento da promessa.   

Um Milagre anunciado:

Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR? Ao tempo determinado, tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho.” (Gn. 18.14).

Não há impossível para Deus!

Confirmações:

Gênesis 15

Gênesis 17.1-9

Fruto de um verdadeiro milagre biológico, o nascimento de Isaque aconteceu como Deus prometera e por duas vezes anunciara, em especial na visita antes do evento trágico e punitivo com Sodoma e Gomorra, quando Sara e Abraão se riram - Isaque – Gênesis 17:19 - Isaque = “ele ri” - da possibilidade de gerarem um filho após a velhice e 13 anos depois do nascimento de Ismael, quando Abrão já tinha, à época, 86 anos.

Isaque vem a vida do casal quase centenário para mostrar que Deus não falha em suas promessas e como autor da vida, não tem limites para gerar vida em membros amortecidos contrariando a expectativa de qualquer um, mesmo que seja um Abraão.

Gênesis 15:4 “E eis que veio a palavra do Senhor a ele dizendo: Este não será o teu herdeiro; mas aquele que de tuas entranhas sair, este será o teu herdeiro.”

Gn. 17.1.2 — ...; anda em minha presença e sê perfeito. E porei o meu concerto entre mim e ti e te multiplicarei grandissimamente.

O nascimento de Isaque tem várias confirmações:

Gênesis 21.6 — E disse Sara: Deus me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo.

7 — Disse mais: Quem diria a Abraão que Sara daria de mamar a filhos, porque lhe dei um filho na sua velhice?

A maneira de andar diante do Senhor - anda em minha presença e sê perfeito - foi aprovada pelo Senhor.

Abraão foi multiplicado através d sua esposa a legitima geradora da sua semente dentro da família - te multiplicarei grandissimamente.

         Das suas entranhas saiu o legitimo herdeiro - mas aquele que de tuas      sair, este será o teu herdeiro.

Tempo determinado - Ao tempo determinado, tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho.” (Gn. 18.14).

O tempo determinado por Deus é o tempo de geração de um avida, nove meses para gerar e ter um filho.

Vitória sobre o impossível - Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR?

O Nome do menino:

יצחק  - Yitschaq, no grego - Ισαακ; n. pr. m. Isaque = “ele ri

O nome do menino foi resultado de um instante de dúvida quanto a possibilidade de dois anciãos gerarem um filho, levando-os até rirem do que Deus falava.

Gênesis 17:17 “Então caiu Abraão sobre o seu rosto, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? E dará à luz Sara da idade de noventa anos?”

  • Isaque – Gênesis 17:19 - Isaque = “ele ri”

Gênesis 18:13 E disse o Senhor a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: Na verdade darei eu à luz ainda, havendo já envelhecido?”

A própria Sara louva a Deus e canta um hino de louvor pelo menino ter nascido e se tornar motivo para ela e Abraão expressarem em seu rosto um sorriso verdadeiro pela confirmação da promessa.

Gênesis 21:6 “E disse Sara: Deus me tem feito riso; todo aquele que o ouvir se rirá comigo.”

Ambiente familiar no nascimento de Isaque:

Isaque nasce após seu irmão por parte de pai, Ismael. Após o nascimento de Ismael, o ambiente da casa de Abraão sofrera momentos de conflito entre Sara, a mãe idosa e Agar, a mãe do menino Ismael agora com 13 anos.

Gênesis 16:8 “Venho fugida da face de Sarai minha senhora.”

Nestes anos Agar fugira por não suportar a pressão advinda dos ciúmes de sua senhora, arrependida por ter oferecido Agar a seu marido Abraão,

E agora, nascido Isaque, o ambiente de alegria dos pais se torna um ambiente de disputa e ciúmes, pois havia nascido o filho considerado legitimo no ambiente do casal. E o agora pré-adolescente Ismael já entendia sua situação, talvez até já entendendo sob orientação de sua mãe que seria o herdeiro de tudo que seu pai tinha. Gn. 21.10bo filho desta serva não herdará com Isaque, meu filho.”

- Provocações no meio da alegria. Expectativas criam crises num ambiente de alegria.

O menino provoca Sara, como uma única frase no texto de Gênesis 21:9: “E viu Sara que o filho de Agar, a egípcia, o qual tinha dado a Abraão, zombava.”

Gênesis 21:10 Ponha fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará com Isaque, meu filho.”

Gênesis 21:11,12,13 “E pareceu esta palavra muito má aos olhos de Abraão, por causa de seu filho. Porém Deus disse a Abraão: Não te pareça mal aos teus olhos acerca do moço e acerca da tua serva; também do filho desta serva farei uma nação, porquanto é tua descendência.

O que provoca a necessidade de uma decisão difícil para Abraão, o despedimento de seu primeiro filho.

Como lançar fora um filho, o primeiro, mesmo com tristeza Abraão tomaria a decisão, mas como Deus sempre falava com ele, Deus entra em ação e revela a Abraão que não abandona um menino e sua mãe que não fora culpado por decisão do próprio Abraão.

Nós não vamos entender a decisão de Abraão, mas Deus que prometera e na sua Onisciência e Onipotência, já tinha determinado tudo e jamais abandonaria o menino Ismael, inocente das decisões equivocadas de seu pai. Talvez nunca entendamos a situação e o coração do jovem Ismael ao ser lançado fora pelo seu pai, a quem aprendera a amar após 13 anos de convivência, e como primogênito, mas Deus provera seu futuro. Deus pode cura corações!

Assim, Deus dá promessas o menino e a sua mãe Agar em meio ao deserto e abriu fonte e deu comida ao menino e criou maneiras dele e sua mãe sobreviverem no deserto e se tornar um povo.

Aqui, podemos entender: uma decisão tomada na precipitação, em não aguardar a promessa de Deus no seu tempo, posteriormente nos virá cobrar por não termos confiado inteiramente na promessa de Deus. E atinge que é inocente e quem amamos.

Continua

Fonte:

Dicionário Strong

Apontamentos do autor no site estudandopalavra.blogspot

Comentário Beacon – Genesis

Comentário Champlin V1

Bíblia online – ARA e Texto ALEP

Lições EBD – CPAD 2º trimestre 2026

E outros


quarta-feira, maio 6

O juízo contra Sodoma e Gomorra Lição 5 CPAD 2º Trimestre 2026 - 3 de maio

O juízo contra Sodoma e Gomorra

Lição 5 CPAD 2º Trimestre 2026 - 3 de maio

Texto Bíblico

Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei, por amor dos dez.” (Gn 18.32).

Prática

Deus é misericordioso e dá tempo para o arrependimento, mas, quando o homem não quer, seu juízo é sem misericórdia.

Leitura Bíblica

Gênesis 18.23-32.

23 — E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio?

24 — Se, porventura, houver cinquenta justos na cidade, destrui-los-ás também e não pouparás o lugar por causa dos cinquenta justos que estão dentro dela?

25 — Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti seja. Não faria justiça o Juiz de toda a terra?

26 — Então, disse o Senhor: Se eu em Sodoma achar cinquenta justos dentro da cidade, pouparei todo o lugar por amor deles.

27 — E respondeu Abraão, dizendo: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza.

28 — Se, porventura, faltarem de cinquenta justos cinco, destruirás por aqueles cinco toda a cidade? E disse: Não a destruirei, se eu achar ali quarenta e cinco.

29 — E continuou ainda a falar-lhe e disse: Se, porventura, acharem ali quarenta? E disse: Não o farei, por amor dos quarenta.

30 — Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, se eu ainda falar: se, porventura, se acharem ali trinta? E disse: Não o farei se achar ali trinta.

31 — E disse: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor: se, porventura, se acharem ali vinte? E disse: Não a destruirei, por amor dos vinte.

32 — Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei, por amor dos dez.

A) Objetivos da Lição: 

I) Mostrar que Deus enviou seus anjos para visitarem a tenda de Abraão;

II) Explicar que Deus anunciou a Abraão o que iria acontecer com Sodoma e Gomorra;

III) Refletir a respeito do juízo de Deus contra Sodoma e Gomorra.

Destaques de palavras no texto (Veja anexo de etimologia, ao final do texto):

Sodoma - σοδομα – Sodoma; origem hebraica - סדום; n.pr.loc. Sodoma = “incêndio”; cidade destruída pelo Senhor com chuva de fogo e enxofre;

Gomorra - עמרה - ‘Amorah; grego - γομορρα; n. pr. loc. Gomorra = “submersão”; γομορρα – Gomorrha; hebraico - עמרה ; n. pr. loc. Gomorra = “submersão”; cidade na parte leste de Judá, destruída quando o Senhor fez chover fogo e enxofre sobre ela; agora, coberta pelo Mar Morto.

Justiça – tsedakah - n. f. justiça, retidão n. f. justiça, retidão -  justiça (como atributo de Deus); justiça (num caso ou causa); justiça (aquilo que é eticamente correto); justiça (vindicada), justificação, salvação.

Juízo - Jó 19:29 “porque o furor traz os castigos da espada, para saberdes que há um juízo.”

משפט  - mishpat; n. m. julgamento, justiça, ordenação - ato de decidir um caso; justiça, direito, retidão (atributos de Deus ou do homem).

Ira - קצף  - qetseph; n. m. ira, cólera; de Deus - do ser humano - פרץ  - perets; n. m. brecha, fenda, rompimento, irrupção; irrupção (fig., para a ira de Deus)

Ímpio - רשע  - rasha; v. ser ímpio, agir impiamente; ser ímpio, agir impiamente; culpado, ser condenado

Justo - צדק  - tsadaq; v. ser justo, ser correto

Longanimidade de Deus

Salmos 103:8 “Misericordioso e piedoso é o Senhor; longânimo e grande em benignidade.”

- “longânimo significa ser bondoso, ter generosidade. Ser longânimo   é ser resistente as provocações evitando a ira.”

Gálatas 5:22 “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.”

Anjo

מלאך - mal’ak; significando despachar como um representante; n. m; mensageiro, representante; – anjo - o anjo teofânico

             Anjos visitam Abrão

Os capítulos 18 e19 remetem o leitor de volta ao conteúdo dos capítulos 13 e 14. As fortunas e infortúnios de Ló são comuns a ambos os conjuntos de capítulos. O capítulo 20 também se refere a um acontecimento

Como nos capítulos anteriores, o caráter de Abraão se destaca apontando porque ele foi considerado justo, contrasta com o de Ló, também citado como justo, não neste momento do texto bíblico, mas aqui como alguém de quem Abrão tem obrigação de cuidar e para quem Deus tem mensagem de libertação, mesmo após a escolha de Sodoma como local de sua habitação.

Na Bíblia, Deus apareceu algumas vezes, revelando sua glória visivelmente e falando diretamente aos homens. Essas revelações normalmente eram temporárias e vinham com uma mensagem importante de Deus. À estas aparições chamamos de Teofania, conforme a aparência do ser divino na sua revelação em contato com os homens.

A palavra teofania vem do grego theopháneia, que, mediante a união de dois vocábulos, theos (Deus) e phaínein (aparecer), se define como "manifestação de Deus".

Uma teofania [(manifestação visível de Deus) ou, uma cristofania (aparição pré-encarnada de Jesus Cristo)], na Bíblia é uma visitação ou presença de anjos aos homens.

                   “O Novo Testamento também relata teofanias.”

Há entendimento que ao se referir ao Anjo do Senhor o personagem é o próprio Jesus Cristo ou o Senhor Jeová.

Também há manifestações de anjos do exército celestial, anjos sem nominação pessoal, que podemos dizer que são mensageiros (todos o são), que servem ao Senhor Deus para executar seus desígnios em relação aos homens ou na própria natureza. E entre estes anjos com nomes revelados em função de suas atividades, estes anjos têm funções específicas, como Miguel, ou Gabriel.

Nas teofanias anjos aparecem em momentos chave. Ao longo da história do Antigo Testamento, Deus se revelou a certas pessoas e falou pessoalmente com elas. Essas teofanias eram acontecimentos raros e especiais e normalmente estavam associadas a uma mensagem importante de Deus.

Ex.: Agar (Gênesis 16): O anjo fala em nome de Deus e é reconhecido como o próprio Deus.

Abraão (Gênesis 22): Impede o sacrifício de Isaque e jura por si mesmo.

Na vida do patriarca Abraão ele teve proximidade de Deus em varias visitações seja com anjos mensageiros, quanto com o próprio Deus e o Anjo do Senhor (Jesus pré-encarnado).

A que estudamos hoje:

Junto dos carvalhos de Manre a Abraão

Quando Abraão estava com 99 anos, vivendo em Canaã, Deus lhe apareceu outra vez e lhe anunciou que no ano seguinte ele e sua esposa Sara iriam ter um filho. Três homens(anjos) passaram perto da tenda de Abraão e ele os convidou para almoçar com ele. Enquanto almoçavam, Deus anunciou a Abraão que ele teria um filho.

Depois que comeram, os três homens se levantaram para ir embora e Abraão os acompanhou por parte do caminho. A Bíblia diz que dois dos homens seguiram para Sodoma mas o Senhor ficou mais algum tempo com Abraão e lhe contou que iria destruir as cidades de Sodoma de Gomorra (Gênesis 18:20-22). Os outros dois homens são identificados como anjos, mas parece que o terceiro era Deus aparecendo em forma de homem. Depois que falou com Abraão, Deus destruiu Sodoma e Gomorra, mas poupou Ló, sobrinho de Abraão.

Neste encontro Abrão, Abraão foi, pouco a pouco, compreendendo que um dos visitantes era diferente dos outros. Seria este o Anjo do Senhor, para quem ele se dobou em reverencia e chamou de Senhor. Pois a um deles ele chama de Senhor - Gênesis 18:1-3-16,17 Depois apareceu-lhe o Senhor nos carvalhais de Manre, estando ele assentado à porta da tenda, no calor do dia. E levantou os seus olhos, e olhou, e eis três homens em pé junto a ele. E vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro e inclinou-se à terra, E disse: Meu Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo... E levantaram-se aqueles homens dali, e olharam para o lado de Sodoma; e Abraão ia com eles, acompanhando-os. E disse o Senhor: Ocultarei eu a Abraão o que faço.”

Destaque no encontro:

Uma vista que combinou Juízo e misericórdia.

25 — Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti seja. Não faria justiça o Juiz de toda a terra?

Deus anunciou a Abraão o que iria acontecer com Sodoma e Gomorra;

Deus informa aos seus profetas o que vai realizar. Existem homens pelos quis Deus anuncia os seus feitos, foi assim com Moises, com Davi, com Josué e com Elias.

Deus mostra porque considerava Abraão como seu amigo, não poderia agir sem avisar ao amigo?

Por ser onisciente e conhecedor do que ocorreria posteriormente com a semente de Ló, Deus revela o plano de nações ao Pai de Nações. E antes de chegar a Sodoma e Gomorra Deus pesou que deveria avisar a Abrão o que ocorreria por lá.

Com Abraão ocorreu o mesmo, ainda que na incipiência da formação de um povo e de um significativo deslumbrar das obras de Deus para com o Mundo.

Como já expressamos acima, o texto e antropológico, isto mostra que algumas posições de Deus (anjos) como: descereiverei - Se eu em Sodoma achar cinquenta justos então ao estudar este texto lembre da visão usada na escrita de forma quase humana. Neste colóquio vemos que a suposição, do numero de justos, Deus aceita a dúvida do não onisciente homem Abraão,  e coloca ao nível do seu interlocutor, assim esta forma de falar com o humano é salvífica e nos remete a Jesus encarnado como homem e já acontecida na relação Abrão/Deus no sacrifício do altar de Gênesis 15.

Gênesis 18:17-23 “E disse o Senhor: Ocultarei eu a Abraão o que faço, visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra? Descerei agora, e verei se com efeito têm praticado segundo o seu clamor, que é vindo até mim; e se não, sabê-lo-ei. Então viraram aqueles homens os rostos dali, e foram-se para Sodoma; E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio?

Destaques no versículo 25

- A extensão da misericórdia de Deus em responder a oração.

- Juízo divino em combate a iniquidade.

Ezequiel 33:18,19 “Desviando-se o justo da sua justiça, e praticando iniquidade, morrerá nela. E, convertendo-se o ímpio da sua impiedade, e praticando juízo e justiça, ele viverá por eles.”

Deus pode preservar ímpios por amor aos justos, até porque há calamidades ou eventos catastróficos que ímpios e justos passam junto.

- A justiça de Deus é perfeita Ele não se equivoca.

O pecado dominando:

Gênesis 13:12,13;18:20,21 “Ló habitou nas cidades da campina, e armou as suas tendas até Sodoma. Ora, eram maus os homens de Sodoma, e grandes pecadores contra o Senhor...Disse mais o Senhor: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito, Descerei agora, e verei se com efeito têm praticado segundo o seu clamor, que é vindo até mim; e se não, sabê-lo-ei.”

A própria natureza clamava sobre o pecado que os cidadãos de Sodoma e Gomorra praticavam. Além disto, certamente Ló como justo, e conhecedor de Javé, se sentia acuado pela maneira e forma de vida, que os cidadãos de Sodoma e Gomorra viviam.

Gênesis 19:4,5 “E antes que se deitassem, cercaram a casa, os homens daquela cidade, os homens de Sodoma, desde o moço até ao velho; todo o povo de todos os bairros. E chamaram a Ló, e disseram-lhe: Onde estão os homens que a ti vieram nesta noite? Traze-os fora a nós, para que os conheçamos.”

O pecado era tal que a Escritura vai revelar a insidiosa forma de receber visitantes, no caso a comitiva angelical.

O seu pecado se tem agravado muito. Ver Gên. 13.13 quanto a isso, onde praticamente a mesma coisa é dita. O capítulo décimo nono dá-nos detalhes da profunda maldade de Sodoma e Gomorra, que se tornara proverbial, até hoje lembrada. Seus habitantes eram culpados dos crimes mais notórios: eram tendentes a toda espécie de vicio; eram praticantes da injustiça; e se tinham escravizado a concupiscências desnaturais, que exibiam publicamente, sem nenhum pejo. O Targum de Jonathan refere-se à desonestidade, às fraudes, aos pecados sexuais estranhos, incesto, derramamento de sangue inocente, adoração a ídolos, perseguição a órfãos e viúvas, rebeldia contra Deus e a decênciaChamplin VT 1

O Apóstolo Paulo vai doutrinar a respeito destes pecados em sua epístola aos Romanos no capítulo 1 do versículo 26 em diante. Rm 1.23,29.

É este o contexto que o Senhor diz: “Descerei e verei...” a recepção aos anjos enviados, foi já uma demonstração da realidade da sociedade de Sodoma e Gomorra.

                            Os nomes Sodoma e Gomorra aparecem 41 vezes ao longo do Antigo Testamento. Além de Gênesis, eles figuram com destaque nos escritos proféticos de Isaías 1:10-17 e, particularmente, em Ezequiel 16:46-58 . Há breves referências às cidades em Deuteronômio, Jeremias, Lamentações, Amós e Sofonias, e duas alusões indiretas (Salmos e Oséias). Usando os nomes Sodoma e Gomorra metaforicamente, os profetas hebreus denunciam repetidamente uma série de fenômenos repreensíveis que assolavam a vida social de sua época, incluindo idolatria, arrogância, abuso de poder, injustiça, opressão, violência e assassinato.”

Habitou Abrão na terra de Canaã e Ló habitou nas cidades da campina, e armou as suas tendas até Sodoma. Ora, eram maus os homens de Sodoma, e grandes pecadores contra o Senhor. E tomaram todos os bens de Sodoma, e de Gomorra, e todo o seu mantimento e foram-se. Também tomaram a Ló, que habitava em Sodoma, filho do irmão de Abrão, e os seus bens, e foram-se. E vieram os dois anjos a Sodoma à tarde, e estava Ló assentado à porta de Sodoma; e vendo-os Ló, levantou-se ao seu encontro e inclinou-se com o rosto à terra” Gênesis 14:11,12;3:12,13; Gênesis 19:1 (http://estudandopalavra.blogspot.com/2016/10/as-consequencias-das-escolhas.html)

Deus conhecedor de tudo já tinha o cálice de juízo cheio e determinara a destruição daquelas cidades, mas ainda tinha um grupo para resgatar ali – Ló e sua família, duas filhas e dois genros e sua esposa, um grupo menor que os dez pedidos por Abraão, o que determinou o cumprimento da decisão de destruição total daquelas cidades. - 32 — Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei, por amor dos dez.

Decisão tomada, e executada com enxofre e fogo.

O conhecimento do caráter de Abraão, como intercessor.

Gn.18.26 — Então, disse o Senhor: Se eu em Sodoma, achar cinquenta justos dentro da cidade, pouparei todo o lugar por amor deles.

27 — E respondeu Abraão, dizendo: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza.

O breve monólogo (17-19) revela a confiança que o Senhor tinha neste homem, baseado em avaliação cuidadosa do seu caráter.

A misericórdia, a compaixão e o amor ao próximo são virtudes que Abraão nos ensina.

Intercessão:

Interceder tanto por ímpios como por justo (?).

Tiago 5:16 “A oração do justo pode muito em seus efeitos.”

Abraão intercede com uma palavra de mitigação da realização da justiça; “Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti seja” uma mistura de justiça com misericórdia. Uma justiça temperada com juízo e amor, pois as palavras seguintes de Abraão na sua oração intercessória com Deus ao fazer uma oração colando um mínimo de justos –mínimo de 50 – se existissem em Sodoma.

Neste encontro após ter reafirmado a promessa de Deus de um filho por meio de Sara, e tendo demonstrado a habilidade divina de conhecer os pensamentos secretos de uma mulher, o Senhor não teve dificuldade em convencer Abraão da gravidade do próximo item das notícias.

Um homem que já demonstrara ser fiel e cuidadoso por seus parentes, no caso Ló e sua família vivendo no meio a corrupta Sodoma.

A forma de viver de Abrão se deu sobre a justiça (fidelidade a padrões próprios, quer morais ou judiciais. A conservação do juízo - mishpat), juízo e intercessão, pois ele sempre estabeleceu altares de adoração e gratidão a cada momento que recebeu a visita de Deus.

O texto com uma visão antropomórfica para dar entendimento como a preocupação divina com um justo, nos leva ao entendimento que somos observados por Deus mesmo quando estamos fora da posição que Ele quer, e que Ele usa outros justos e revela a situação com os que sabem reconhecer a voz de Deus.

Abraão revela um senso de justiça e cuidado com a família.

Juízo em ação sobre Sodoma e Gomorra:

Na realidade a localização de Ló se deu numa região do modelo pentápole, como hoje vemos algumas regiões metropolitanas (ex.: Grande São Paulo) formada por 5 cidades ou urbes.

A Pentápole Bíblica, - das planícies (Sodoma e Gomorra) - onde Ló vivia era situada ao sul da atual Palestina, e era formada pelas cidades de Sodoma, Gomorra, Zoar (Segor), Adama (Admá), Seboim. Foi onde se estabeleceu Ló, sobrinho de Abraão, filho do seu irmão Aarão o causador da visita dos anjos e o juízo de Deus acontece ao ele estar ali.

Gênesis 18:28,32 — Se, porventura, faltarem de cinquenta justos cinco, destruirás por aqueles cinco toda a cidade? E disse: Não a destruirei, se eu achar ali quarenta e cinco.  E continuou ainda a falar-lhe e disse: Se, porventura, acharem ali quarenta? E disse: Não o farei, por amor dos quarenta. Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, se eu ainda falar: se, porventura, se acharem ali trinta? E disse: Não o farei se achar ali trinta. E disse: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor: se, porventura, se acharem ali vinte? E disse: Não a destruirei, por amor dos vinte. Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei, por amor dos dez.

A conta inicial de redução de Abraão era de 5 pessoas, para Deus decidir, depois passou para 10 pessoas, por cada número necessário à não destruição. E a negociação parou em 10, porque este é o número (minyan) na tradição judaica é considerado o mínimo para formar uma comunidade, ou o número mínimo de judeus adultos necessário para formar uma comunidade, e nos dias posteriores era o número para realizar orações comunitárias formais e ler a Torá, é 10, um quórum conhecido como Minyan. Citação - Brian Sanders (em seu livro Microchurches, páginas 22-23)

Os que poderiam ser salvos a destruição: - A família de Ló (os anjos colocaram na libertação da família a retirada de todos da casa de Ló, incluindo servos (Tens alguém mais aqui?...todos quantos tens nesta cidade, tira-os fora deste lugar).

παρηγορια - paregoria; n.f. discurso, ato de chamar atenção; exortação; conforto, consolo, alívio, mitigação, consolação

A mitigação persistiu no diálogo e chegaram a um ponto de consenso, não que se houvesse apenas o número consensual Deus agiria de forma diferente.

Gênesis 18:33 “E retirou-se o Senhor, quando acabou de falar a Abraão; e Abraão tornou-se ao seu lugar.”

Gênesis 19:1-3 “E vieram os dois anjos a Sodoma à tarde, e estava Ló assentado à porta de Sodoma; e vendo-os Ló, levantou-se ao seu encontro e inclinou-se com o rosto à terra; Eis agora, meus senhores, entrai, peço-vos, em casa de vosso servo, e passai nela a noite, e lavai os vossos pés; e de madrugada vos levantareis e ireis vosso caminho. E eles disseram: Não, antes na rua passaremos a noite. E porfiou com eles muito, e vieram com ele, e entraram em sua casa;

O cenário desde a chegada dos anjos a Sodoma e Gomorra, a decisão, a ação do julgamento na prática, a libertação de Ló, desta narrativa está nos versículos 1 a 3.

Depois:

- a situação da crise (4-11) – Traze-os fora a nós, para que os conheçamos

- a hora da decisão (12-16) - nós vamos destruir este lugar

- o ato de libertação (17-22) - Escapa-te por tua vida ... para que não pereças.

- a ação de julgamento (23-29). - fez chover enxofre e fogo, do Senhor ..., sobre Sodoma e Gomorra;... E Abraão levantou-se aquela mesma manhã ... E olhou para Sodoma e Gomorra e ... e viu, e eis que a fumaça da terra subi

O que restou de Sodoma e Gomorra na visão de Abraão - Tudo o que Abraão vê é a fumaça do julgamento e após isto o que a narrativa bíblica vai descrever é algo mais trágico na vida de Ló e os remanescentes de sua família destruída – perda da esposa e perda dos esposos das filhas (Gênesis 19:14 “Foi tido porém por zombador aos olhos de seus genros.”)

Gênesis 19:5 “Onde estão os homens que a ti vieram nesta noite? Traze-os fora a nós, para que os conheçamos.”

Gênesis 19:12 “..., disseram aqueles homens a Ló: Tens alguém mais aqui? Teu genro, e teus filhos, e tuas filhas, e todos quantos tens nesta cidade, tira-os fora deste lugar;”

Gênesis 19:13-15 “Porque nós vamos destruir este lugar, porque o seu clamor tem aumentado diante da face do Senhor, e o Senhor nos enviou a destruí-lo.”

Gênesis 19:17 “Escapa-te por tua vida; não olhes para trás de ti, e não pares em toda esta campina; escapa lá para o monte, para que não pereças.”

Gênesis 19:23-28 “Saiu o sol sobre a terra, quando Ló entrou em Zoar... fez chover enxofre e fogo, do Senhor ..., sobre Sodoma e Gomorra; E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal. E Abraão levantou-se aquela mesma manhã, de madrugada, e foi para aquele lugar onde estivera diante da face do Senhor; E olhou para Sodoma e Gomorra e ... e viu, e eis que a fumaça da terra subia, como a fumaça de uma fornalha.

O Resultado da intercessão de Abraão:

É interessante notar que a conversa intercessória de Abraão com o Senhor se deu numa caminhada com os enviados, nisto aprendemos que quem caminha com Deus tem resposta.

    Antes, Abraão sabia do que haveria de ocorrer em Sodoma e Gomorra e logo cedo ele foi verificar como estavam as cidades, e no lugar - Abraão levantou-se aquela mesma manhã, de madrugada, e foi para aquele lugar onde estivera diante da face do Senhor; - o que inferimos que O senhor o avisara qual era o plano e como os anjos fariam para livrar Ló do desastre e destruição que ocorreria.

Abraão insistiu até obter a resposta sobre um número que chegou a ao menos 10 (dez) que também não havia em Sodoma e Gomorra.

Dois dos homens, ou seja, os anjos, chegaram a Sodoma logo depois de deixar Abraão em Hebrom, embora a distância entre os dois lugares fosse de dois dias habituais de viagem

..., E vieram os dois anjos a Sodoma à tarde, e estava Ló assentado à porta de Sodoma; e vendo-os Ló, levantou-se ao seu encontro e inclinou-se com o rosto à terra” Gênesis 14:11,12;3:12,13; Gênesis 19:1

Citação em: (http://estudandopalavra.blogspot.com/2016/10/as-consequencias-das-escolhas.html)

“Deus é misericordioso e dá tempo para o arrependimento, mas, quando o homem não quer, seu juízo é sem misericórdia.”

Aqui se desenrola a ação que se conclui com a saída do justo do lugar de pecado e a destruição das cidades.

A corrupção do pecado estava em todas as ruas de Sodoma e Gomorra diz o texto bíblico, inimaginável era a posição de Ló assentado na porta como era o costume dos que julgavam as causas das cidades. Em meio ao pecado, contudo ela conseguira colocar a sua família afastada dos erros da sociedade local. Por isto, Ló é citado como justo, na 2ª Epístola de Pedro:

2 Pedro 2:7,8 “E livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis. (Porque este justo, habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, vendo e ouvindo sobre as suas obras injustas);

O legado neste caso se dá pela inferência que um justo pode pedir e obter graça a outro mesmo que este outro tenha em algum momento tido uma visão de destino/lugar sem consultar a Deus.

O livramento concedido nas letras da Escritura:

A história de Sodoma e Gomorra traspassa os textos bíblicos veterotestamentários e neotestamentários como exemplo do ápice da iniquidade que dominou um povo e os levou a destruição. Além do símbolo geral e duradouro de Sodoma em oposição ao que agrada a Deus, estão as realidades do conflito político na história da nação.

O contraste entre Ló e Sodoma e Abraão é destacado pelos paralelos na hospitalidade estendida aos mensageiros divinos. Mas a história de Gênesis 19 rapidamente degenera em uma espiral de pecado. A tentativa de abuso aos anjos por toda a população masculina, a oferta das filhas de Ló em lugar dos mensageiros, o escárnio de seus futuros genros, a hesitação de Ló em deixar Sodoma e seu apelo para não ter que fugir, e o olhar fatídico de sua esposa para trás preenchem esse retrato de rejeição dos caminhos de Deus.” Editado e compilado do original – Dannylecv - Sodoma e Gomorra vide fonte ao final do estudo.

                            Os vagos perigos das montanhas lhe metiam mais medo, por isso rogou pelo privilégio de se esconder em uma aldeia vizinha chamada Zoar, que quer dizer pequena ou insignificante (20). Um dos anjos lhe concedeu o pedido, mas o exortou que chegasse à aldeia o mais rápido possível. Ló chegou a Zoar (22) no momento exato, pois a hora da destruição foi ao amanhecer.

O destino de Sodoma e Gomorra (24) foi apavorante. O texto não menciona um terremoto, mas poderia ter acontecido, liberando da terra gases explosivos que, misturado com os depósitos de enxofre da região, criaram uma cena espantosa. Nem todos da família fugitiva conseguiram escapar. A mulher de Ló olhou para trás (26), desobedecendo à ordem do anjo, e morreu, tornando-se uma estátua de sal.

Deus concede livramento até você estar em segurança:

O Sol brilhou após uma noite de caminhada, e insegurança vendo até sua esposa ficar para trás!

Gênesis 19:23 Saiu o sol sobre a terra, quando entrou em Zoar.”

O legado que Ló obteve da convivência com Abraão o fez pedir e ser atendido e ainda livrou a população de Zoar, uma cidade da pentápole, de ser destruída.

Zoar = “insignificância”; uma cidade no extremo sudeste do mar Morto associada a Sodoma e Gomorra compondo uma das 5 cidades arroladas para a destruição divina; poupada a pedido de Ló para que fosse seu lugar de refúgio

Fonte:

O que é uma teofania na Bíblia – respostas.com

Quem é o Anjo do Senhor na Bíblia? Daniel Conegero

Teofanias no Antigo Testamento - Paulo Ribeiro, Teólogo e articulista do blogSF – ICP - Defesa da Fé, Edição 99

Dicionário Strong

O Antigo Testamento Interpretado – Volume I – Russel Norman Champlin

Citações no corpo do Texto

Lições EBD – CPAD – 2º trimestre 2026

Site: estudantes da bíblia

Sodoma e Gomorra - Dannylecv - 8 de abril de 2024 - Através das Escrituras - Aprofundando o estudo das Sagradas Escrituras

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