sexta-feira, março 13

LIÇÃO 11- CPAD - AS CIDADES DE REFÚGIO

AS CIDADES DE REFÚGIO

LIÇÃO 11 -CPAD AUTOR:Osvarela

TEXTO ÁUREO: SALMOS 46.1: Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.

JOSUÉ 20.1 Falou mais o Senhor a Josué:

2 Dize aos filhos de Israel: Designai para vós as cidades de refúgio, de que vos falei por intermédio de Moisés,

3 a fim de que fuja para ali o homicida, que tiver matado alguma pessoa involuntariamente, e não com intento; e elas vos servirão de refúgio contra o vingador do sangue.

4 Fugindo ele para uma dessas cidades, apresentar-se-á à porta da mesma, e exporá a sua causa aos anciãos da tal cidade; então eles o acolherão ali e lhe darão lugar, para que habite com eles.

5 Se, pois, o vingador do sangue o perseguir, não lhe entregarão o homicida, porquanto feriu a seu próximo sem intenção e sem odiá-lo dantes.

6 E habitará nessa cidade até que compareça em juizo perante a congregação, até que morra o sumo sacerdote que houver naqueles dias; então o homicida voltará, e virá à sua cidade e à sua casa, à cidade donde tiver fugido.

Vingador de sangue:

Figura aparentemente lúgubre, era aquele parente mais próximo, ao qual caberia a responsabilidade de aplicar o item da Lei de reciprocidade do crime cometido, podendo realizar este ato, a qualquer hora em qualquer lugar, menos nas cidades refúgio.

Localidades:

Estes foram os locais escolhidos como cidades refúgio no território hebreu.

Três delas foram escolhidas por Moisés.

Dt.4.41-46.

Quedes na Galiléia, na montanha de Naftali –

Siquém, na montanha de Efraim –

Quiriate-Arba –vide lições anteriores - (Hebrom), na montanha de Judá. A moderna El-Kalil a aproximadamente 36 km de Jerusalém. União, camaradagem, companhia, no sentido de amigo.

Além do Jordão, na direção de Jericó para o oriente:

Bezer, no deserto, na campina da tribo de Rúben – Fortaleza.

Ramote, em Gileade da tribo de Gade – uma das cidades mais fortificadas do território de Gade – exaltado ou altura, símbolo de Cristo, alto refúgio.

Golã, em Basã da tribo de Manasses – gozo ou exílio.

Js. 20.9: Estas são as cidades que foram designadas para todos os filhos de Israel, e para o estrangeiro que habitasse entre eles, para que se acolhesse a elas todo aquele que por engano, matasse alguma pessoa, para que não morresse às mãos do vingador do sangue, até se apresentar diante da congregação.

I – Introdução:

O mandato social humano foi exercitado junto ao povo hebreu, através da Aliança Sinaítica.

Jeová-YHWH, ao escolher o povo geração de Abraão, Isaque e Yacov [Jacó], incutiu através da Lei Mosaica, aquilo que determinara a Adão:

Vida social com justiça.

Lembre-se do primeiro assassinato, em detalhes que envolveram o fato:

Orientação

Consumação

Julgamento

Juízo.

Deus sempre prov~e uma chance para aquele que erra.

Por este motivo, Israel deveria ser paradigma para todas as nações, no sentido:

Social

Jurídico

Constitucional

Religioso

Espiritual

Jeová através do povo hebreu, como estudamos, até aqui, usou de uma maneira disciplinadora, que nos é demonstrada, nos seguintes pontos da Formação do povo:

Aumentados no Egito

Aprovados e escolhidos no deserto, sob a sombra da nuvem e ao calor da coluna de fogo.

Participando dos milagres:

Abrindo o Mar Vermelho

Pão no deserto

Atravessando o Rio Jordão

Derrubando as Muralhas de Jericó

Testados no combate da conquista da Terra Prometida

Experimentados em Ai

Derrotando gigantes através da família de Calebe

Assim, Israel experimentou ao longo desta longa jornada, qual era a sua vontade.

Segundo o relato bíblico, Jeová deu, através de Moisés, as tábuas da Lei com os Dez mandamentos e, posteriormente, uma Legislação complementar, para o seu povo.

Neste processo, Jeová vai paulatinamente formando ou moldando, um modelo de povo, com diferencial sócio-jurídico, uma sociedade com os atributos comunicáveis de Deus, ao quais estudamos em Teontologia.

Os pontos principais desta teocracia foram estruturados sobre o Decálogo - os Dez Mandamentos, que lemos à baixo:


ÊXODO 20.

1 Então falou Deus todas estas palavras, dizendo:

3 Não terás outros deuses diante de mim.

4 Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.

7 Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão;

8 Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.

12 Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.

13 Não matarás.

14 Não adulterarás.

15 Não furtarás.

16 Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

17 Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

Dentre estes mandamentos sagrados destaca-se o sexto:

II - Não matarás.

Talvez o mais controvertido mandamento de todos.

Se perguntado para citar os dez mandamentos, muitas pessoas começariam com "Não matarás", porque ele classifica a maldade mais óbvia que Deus proibiu.

Embora esteja claro que a proibição do mandamento seja para todas as culturas – bíblicas e não bíblicas – as pessoas hoje em dias não estão todas em concordância com seu escopo e intenção.

O sexto mandamento é uma proibição específica sobre o homicídio, a intenção em tirar a vida humana.

Os defensores dos Direitos Animais vão muito longe em aplicar esse mandamento a morte de vacas, galinhas e porcos.

Assim como nem todo sexo é adultério, nem todo assassinato é homicídio.

A história do Velho Testamento nos permite entender, que os antigos hebreus não aplicavam esse mandamento para guerras fora da lei ou punição capital, mas para vingança pessoal de sangue.

Assunto que pauta a Lição que hora estudamos.

Vemos, pois, que há destaque nas questões cruciais da vida em sociedade, principalmente sobre a questão da vida, problema de alta gravidade na sociedade dos homens, seja desde os tempos edênicos, passando pela neófita sociedade hebraica, em estudo, até aos nossos contemporâneos dias, tudo isto, apresentado ao longo das Escrituras, incluindo o Novo Testamento, quando encontramos o Apóstolo João, localizando o problema até mesmo dentro da Igreja Universal, como um problema gravíssimo entre os crentes da Igreja primitiva:

I João 3. 15: Todo o que odeia a seu irmão é homicida;

Ap.22. 15: Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os [homicida]s, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira.

II – A Aliança Incondicional, de Jeová, com Israel:

Uma coisa é certa:

A Aliança incondicional Abraâmica, que promoveu Abraão a Pai de multidões – hebreus – e consolidada no Pacto Sinaítico, quando o Senhor Jeová, se posiciona como um Deus, mesmo após tudo que houvera realizado por amor ao povo hebreu em nome da incondicionalidade da aliança, mostra que não obriga ninguém, seja homem ou nação, à escolhe-lo como seu Deus.

Pelo contrário, Jeová chama Moisés para uma conversa de amigos, uma conversa particular e propõe as condições para formar um governo teocrático sobre Israel, sendo desta maneira, recebido pelos hebreus, como seu Único Deus!

À partir deste momento Deus promulga aquilo que sem dúvida é a primeira Constituição dos hebreus, a constituição hebraico-divina.

Assim Deus estabelece os hebreus como povo.

Archer escreve que “estes seriam os alicerces morais e religiosos nos quais a sua nação haveria de cumprir o seu destino”.

Quando Deus deu a Moisés a Lei, Ele forneceu o princípio regulador que nortearia toda uma nação.

a-Moisés:

Moisés como fundador da comunidade de Israel, também exerceu o papel de legislador, educador, juiz, mediador, profeta, libertador, sacerdote, pastor, historiador, entre outros.

Possuía vários motivos, segundo as funções que exerceu, para prover ao seu povo alicerces morais concretos e religiosos, e era preciso registrar e distribuir a Lei entre o povo, de modo que ela fosse acessível a todos.

Como escritor teve tempo mais que suficiente.

A carência da distribuição da Lei entre o nosso povo, de modo que seja acessível à todos, é uma falha na Legislação da justiça humana.


ÊXODO 19.1.ss: No terceiro mês depois que os filhos de Israel haviam saído da terra do Egito, no mesmo dia chegaram ao deserto de Sinai...entraram no deserto de Sinai, onde se acamparam...subiu Moisés a Deus, e do monte o Senhor o chamou...Vós tendes visto o que fiz: aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim. Agora, pois, se atentamente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu pacto, então sereis a minha possessão peculiar dentre todos os povos, porque minha é toda a terra; e vós sereis para mim reino sacerdotal e nação santa.

Veja que coisa maravilhosa, Deus ficou esperando o livre arbítrio do povo para iniciar o processo pactual.

Ex. 19.7,8 Veio, pois, Moisés e, tendo convocado os anciãos do povo, expôs diante deles todas estas palavras, que o Senhor lhe tinha ordenado. Ao que todo o povo respondeu a uma voz: Tudo o que o Senhor tem falado, faremos. E relatou Moisés ao Senhor as palavras do povo.

III-A ótica da Lei – a ótica de Deus:

Dentro desta ótica é que se estabeleceram as condições para as relações de cidadania entre o povo hebreu.

O estabelecimento desta legislação é encantador, pois, a partir, da regra geral, estabelecida, Deus vai, “par-a-passo”, montando um código civil e um código penal, o qual é fundamento desta lição, Deus vai promulgando decretos que irão conduzirão, as relações sociais e a conduta moral, da nação de Israel e posteriormente influenciar a legislação de outras nações da Terra.

Deus alcança como sempre os seus objetivos, ao fazer do seu povo, o paradigma de todos os povos e nações, que era o seu querer para Israel.

a-A Lei e as leis:

O estabelecimento de um sistema como este, era, por fundamento moral e divino, diferente das leis conhecidas na antiguidade, seja a lei do talião - lex talionis, da qual, se encontram, indícios, no famoso Código jurídico escrito por Hamurabi, rei da Babilônia Código de Hamurabi - 1730 a.C. - [neste código, o princípio da reciprocidade é exatamente muito claramente usado].

Lex Talionis: lex: lei e talis: tal, parelho

Ou

“talis” (igual, semelhante, tal) ou “talio, onis” (pena igual à ofensa)

A lei do Talião é uma espécie de “castigo-espelho”, mas aplica-se à mais ampla classe de sistemas jurídicos que formulam penas específicas para crimes específicos, que são pensados para serem aplicados de acordo com a sua gravidade.

Descoberto na Pérsia em 1901 por uma missão arqueológica francesa.

Encontra-se hoje no Museu do Louvre. Gravado em pedra negra (doirita), e a escrita utilizada foi a cuneiforme. É composto por 282 artigos, dispostos em cerca de 3.600 linhas de texto, tem 2,25m de altura e 1,90m de base.

Por exemplo, se uma pessoa causou a morte do filho de outra pessoa, aquela pessoa que matou o filho (a parte culpada) seria colocada à morte por matar a criança, muito embora, salvo melhor juízo, diversas práticas mesopotâmicas de justiça, culturalmente fossem reafirmadas, entre o povo hebreu, até mesmo, por origem sanguínea-cultural abraâmica [vide alguns pactos realizados entre os hebreus].

Ex. 21. 24: olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé,25 queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe.

IV- A Análise da moralidade da Lei:

Analisadas sob a perspectiva contemporânea, as penas com o conceito de talião podem parecer, cruel e desumana.

Entrementes, historicamente representa o primeiro grande e decisivo passo para a almejada justiça, haja vista que estabeleceu limites, à medida que a reação não poderia ultrapassar a ação.

Muito embora, alguns possam alegar a proximidade da indicação da ação penal, em muito a Legislação hebraico-divina diverge das demais apontadas, pela questão geral nela contida e por ser um preceito divino no seu caráter principal, o próprio Deus a entregou para Moisés, após tê-la escrito.

Sob a ótica de sua Justiça inigualável, de tal forma, que nos permite estudar esta Lição, com base nesta visão única da Lei mosaica, promulgada por Josué, um avanço jurídico que visava em primeiro lugar dar direito de defesa ao eventual infrator de do Sexto Mandamento. Veja explicações acima sobre o uso do sexto mandamento.

O Deus do Antigo Testamento, O Deus dos hebreus não tratou só de punir, como vimos ao longo deste texto.

Ele propôs as cidades-refúgio, pois sabia da natureza tricotômica e errática, seja mesmo pelo sentido do erro sem dolo, para proporcionar oportunidades ao que errara.

Isto é uma das características do Deus a que servimos, seja no lado físico-natural do homem, ou seja, no lado espiritual do homem.

Deus sempre quer preservar a sua criação, lhe dando oportunidades. Este é o pensamento de Deus, o bem do homem, por isso, Ele sempre prepara uma forma de preservação para raça humana.

a-Diz a jurista Diná da Rocha Loures Ferraz:

Podemos concluir que o processo de formação e a evolução das normas jurídicas desenvolveram-se de forma gradativa e conflituosa, privilegiando...o caráter divino...”

Sob a ótica desta jurista o Decálogo é perfeito:

“Direito plenamente legítimo é Direito legal, moral, ético e justo.”

Ou seja, a previsão de preservar a vida do homicida eventual foi um avanço que as demais leis não previram, pois já fora declarado por Moisés durante o período que citamos, acima, quando Deus vai montando o mosaico jurídico de Israel.

V - Posição neotestamentária sobre “olho por olho”:

A posição do Salvador – Nosso Senhor Jesus Cristo:

Pode parecer que, Jesus estava contra a Lei mosaica, no entanto, ele estava dando amplitude, aquele artigo da Lei, pois Ele cumpriu toda a Lei, da mesma forma, que Ele condensa a questão do amor ao próximo e a amplia. No entanto, isto não significa dizer, que a Antiga Lei contivesse erros.

Mt.5.38.ss: Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil. Dá a quem te pedir, e não voltes as costas ao que quiser que lhe emprestes.

a-Paulo nos diz que a Lei nos serviu de aio para nos levar à Cristo.

Gl. 3. 24: De modo que a lei se tornou nosso aio, para nos conduzir a Cristo, a fim de que pela fé fôssemos justificados.

Assim, também a lei do Evangelho aperfeiçoou a lei antiga e a aprofundou.

Por isso, Jesus disse que, nem um só jota seria tirado da lei, e que Ele não veio abolir a lei, mas cumpri-la.

A lei de talião-- olho por olho, dente por dente -- significa que deve haver uma igualdade entre crime e castigo.

No Antigo Testamento, essa igualdade era puramente material (olho por olho, dente por dente).

No Novo Testamento essa igualdade é moralmente qualitativa e ampliada por Jesus para a ação de perdão e amor, até pelos que nos odeiam, muda a proporção e aumenta a ação para a Graça que desfrutamos em Cristo.

Mas, mantém o princípio que deve haver igualdade entre crime e castigo.

VI- A posição das Cidades Refúgio e o sacerdócio:

Tipo e Antítipo.

Josué 20.2: Dize aos filhos de Israel: Designai para vós as cidades de refúgio, de que vos falei por intermédio de Moisés,

As cidades de refúgio simbolizavam o refúgio da morte eterna provida por Deus. Para nós a morte era o destino inexorável. Oaxioma proposto pelo pecado no Éden só tinha um aparente resultado.

Rm. 6. 23: Porque o salário do pecado é a morte.

Ap. 1. 5: Àquele que nos ama, e pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados...

As cidades refúgio representavam para o homicida, nos termos dos nossos dias, um habeas-corpus, à favor do homicida não culpado, ou cujo crime não estava devidamente caracterizado, ou apurado.

Sua igreja é Seu corpo, por isso ela provê o benefício do refúgio por Seu sangue.

As cidades refúgio eram bem fortificadas e muradas, possuindo portas em suas extremidades, que podiam ser fechadas, para impedir a entrada do vingador de sangue.

a-Um resultado natural ao fazermos uso do refúgio da morte eterna, em Jesus e sua Igreja é:

As cidades refúgio eram os locais indicados, para aqueles que, eram acusados, se não as procurassem, eles estavam à mercê do vingador, portanto era um local á ser procurado pelo acusado, mas dependia dele alcançá-la e procurar abrigo neste lugar.

Rm. 8. 1 Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que era impossível à lei, visto que se achava fraca pela carne, Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança da carne do pecado, e por causa do pecado, na carne condenou o pecado. para que a justa exigência da lei se cumprisse em nós.

Isto nos fala do livre-arbítrio em procurar refúgio – salvação – em Jesus.

b-Passos para alcançar o refúgio:

Primeiro aceitar, louvar e adorar Aquele que é o Salvador.

Então, o próprio Cristo estabeleceu um lugar de refúgio - a Igreja - que irá viver em louvor e adoração, até que ele nos leve para estar para sempre onde Ele está.

Como a cidade refúgio a Igreja é um abrigo provisório terreno, porém será eternizada, na volta de Cristo na Cidade Eterna e permanente, onde não haverá dano algum, aos que nela forem habitar.

João 14.1-6

c-Escondidos em Jesus Cristo:

A posição do Sumo sacerdote.

Cl. 3. 3:... e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.

Hb 3.1: Pelo que, santos irmãos, participantes da vocação celestial, considerai o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus,

Literalmente os culpados ou eventuais homicidas citados no texto bíblico – leitura bíblica em classe – podem ser usados tipologicamente, pois acabavam sendo protegidos ou escondidos, sob as orlas dos sacerdotes, em especial pela questão específica, ligada a vida ou morte do Sumo Sacerdote, a quem deveriam se apresentar juntamente com os anciãos.

Js.20.5: Se, pois, o vingador do sangue o perseguir, não lhe entregarão o homicida, porquanto feriu a seu próximo sem intenção e sem odiá-lo dantes.

À maneira que, nós os cristãos salvos em Cristo – Sumo Sacerdote – estamos, hoje, como os hebreus, que cometiam ou eram acusados, de crimes sem premeditação, fato confirmado através do julgamento dos anciãos da congregação, da cidade-refúgio próxima ou alcançável, estavam sob a Aliança de Jeová, [e por isto, podiam receber este privilégio], eram protegidos, dentro dos limites preventivos daquela região de refúgio.

VII-A Epístola aos Hebreus e o sacerdócio:

A Epístola aos Hebreus, tipológica e reveladora do anti-tipo Jesus Cristo compara-o aos Sumo sacerdotes da lei e revela-o como o Sumo Sacerdote eterno, e de maior qualidade e autoridade, que morreu como a lei previa, para dar liberdade aos refugiados, condenados à morte, o efeito da morte de Jesus na cruz do Calvário e sua vitória sobre a morte, nos libertou desta pena.

Ou seja, o Sumo Sacerdote Eterno morreu, agora somos livres.

Hb.5.6.ss: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. O qual nos dias da sua carne, tendo oferecido, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que podia livrar da morte, e tendo sido ouvido por causa da sua reverência, ainda que era Filho, aprendeu a obediência por meio daquilo que sofreu; e, tendo sido aperfeiçoado, veio a ser autor de eterna salvação para todos os que lhe obedecem, sendo por Deus chamado sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.

VIII- Período de validade do refúgio:

A figura principal determinadora do período de refúgio era o Sumo sacerdote da sua época.

Sendo assim, em figura, afim de não morrerem nas mãos do vingador de sangue, da mesma forma que os hebreus acusados, nós que estávamos por nascimento e antropológicamente, condenados, à servidão de todos os crimes sob nossa cédula-promissória, presa nas mãos do maligno.

Cl 2:14 - Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.

Agora, já pelo sangue de Cristo Jesus, fomos tirados para fora [Eclésia], para o santo refugio no arraial deste Sumo Sacerdote eterno, que não teve terra permanente aqui, enquanto tabernaculou, assim como nós [Fp.2], mais ultrapassou os limites dos Sumo sacerdotes da Antiga Aliança, os quais eram, terrenos e mortais, tendo sacerdócio Eterno, pode prover abrigo eterno para todos nós.

Por isto, estamos abrigados da ação do vingador de sangue, que nos procurava para nos tirar a vida.

Hb 11:13 - Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra.

João. 15.18,19: Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia.

HEBREUS 4.1.ss: Portanto, tendo-nos sido deixada a promessa de entrarmos no seu descanso, temamos não haja algum de vós que pareça ter falhado...Porque nós, os que temos crido, é que entramos no descanso, tal como disse: Assim jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso... Porque, se Josué lhes houvesse dado descanso, não teria falado depois disso de outro dia. Tendo, portanto, um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou os céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemo-nos, pois, confiadamente ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno.

O trecho final pode ser transliterado como:

“Antes que sejamos mortos”.

Este texto da Epístola aos Hebreus é enfático e podemos utiliza-lo com o texto da Lição 11.

Dentro do contexto deste tópico ele é uma luz que nos inspira ao entendimento de que nós temos.

IX--A Igreja e o derramamento de sangue:

Tal qual, na ação da Antiga Aliança, quando havia uma ação de derramamento de sangue, o acusado, se afastava da comunidade para a cidade-refúgio e uma vez a alcançando estava sob a proteção levítica sacerdotal, nós realizamos a mesma caminhada ao nos abrigarmos em Cristo, através da Igreja, daí o uso do termo Eclésia em nosso estudo.

HEBREUS 5.1.ss: Porque todo sumo sacerdote tomado dentre os homens é constituído a favor dos homens nas coisas concernentes a Deus, para que ofereça dons e sacrifícios pelos pecados, podendo ele compadecer-se devidamente dos ignorantes e errados, porquanto também ele mesmo está rodeado de fraqueza [inclusive da fraqueza de todo o homem, morrer e aguardar a chamada final de Deus, coisa que Jesus nosso Sumo Sacerdote conseguiu vencer]. E por esta razão deve ele, tanto pelo povo como também por si mesmo, oferecer sacrifício pelos pecados.

X - O uso das cidades refúgio:

Js. 20.9: Estas são as cidades que foram designadas para todos os filhos de Israel, e para o estrangeiro que habitasse entre eles, para que se acolhesse a elas todo aquele que por engano, matasse alguma pessoa, para que não morresse às mãos do vingador do sangue, até se apresentar diante da congregação.

Era o local para onde corriam os homicidas e deveriam permanecer nos seus limites.

Somente após o julgamento de sua ação, sob a ótica da Lei, pelos anciãos, a qual verificava:

Intento – voluntário; intencional; premeditação; involuntariedade.

Culpa

Dolo

Tudo isto, através do julgamento dos anciãos, é que o acusado podia usufruir deste artigo da Lei.

Uma vez abrigado na cidade-refúgio, ele haveria de aguardar a morte do Sumo sacerdote de seus dias, para enfim, voltar à habitar com os seus em segurança.

A questão do sangue sem vingança sobre o solo da Terra Prometida:

Conclusão:

Este importante assunto nos leva a valorizar o refúgio que temos em Cristo e sua Igreja, o que nos garante refúgio e liberdade.

As cidades refúgio serviam para abrigar os hebreus e também estrangeiros, assim como nós não sendo da raiz de Abraão, por Cristo fomos aceitos no Santo Lugar.

Ef. 2:19 - Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus;

Ao mesmo tempo, em que estamos no forte refúgio, temos, também, a liberdade de andar sem medo do nosso acusador, que não nos pode matar espiritualmente, pois estamos livres de nossa pena, pois o Sumo Sacerdote – Jesus Cristo - já morreu!

O pecado não mais terá domínio sobre nós.

Rom 6:9,14:Sabendo que, tendo sido Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte não mais tem domínio sobre ele. - Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça

Temos liberdade:

Gl. 5. 1: Para a liberdade Cristo nos libertou;

Sendo assim, como Jesus já morreu por nós, já podemos desfrutar da segurança e convívio com os nossos irmãos e com Deus estamos livres e em segurança. Aleluia!

Fonte:

Revista Jurídica – n.º2-2006.

DINÁ DA ROCHA LOURES FERRAZ
• Especialista em Direito
• Mestranda em História pela UFPI
• Professora da NOVAFAPI

Orlando Fedelli

Christians org –tradução – Mariângela Amorim.

G.L. Archer, Merece Confiança o Antigo Testamento? (São Paulo, Ed. Vida Nova, 1991), p.508

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