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sábado, março 28

A DESPEDIDA DE UM LÍDER - LIÇÃO 13 - CPAD -

A DESPEDIDA DE UM LÍDER
Lição 13-CPAD Autor:Osvarela

Texto Áureo:
Js.24.15: Eu e a minha casa serviremos ao Senhor
Leitura Bíblica em Classe:
Josué 24.14-18:
TEXTO DEVOCIONAL E BASAL:
Js.24.14: Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade; deitai fora os deuses a que serviram vossos pais d’além do Rio, e no Egito, e servi ao Senhor. Mas, se vos parece mal o servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem haveis de servir; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor. Então respondeu o povo, e disse: Longe esteja de nós o abandonarmos ao Senhor para servirmos a outros deuses: porque o Senhor é o nosso Deus; ele é quem nos fez subir, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da servidão, e quem fez estes grandes sinais aos nossos olhos, e nos preservou por todo o caminho em que andamos, e entre todos os povos pelo meio dos quais passamos. E o Senhor expulsou de diante de nós a todos esses povos, mesmo os amorreus, que moravam na terra. Nós também serviremos ao Senhor, porquanto ele é nosso Deus.
Ponto forte da Liderança de Josué:
Josué 24.31: Serviu, pois, Israel ao Senhor todos os dias de Josué, e todos os dias dos anciãos que sobreviveram a Josué e que sabiam toda a obra que o Senhor tinha feito a favor de Israel.

HISTORIANDO:
Israel ao perder o seu líder Josué, não teve nenhuma nova indicação, advinda de Deus para um novo líder.
O povo hebreu nascido do ventre de Sara e Abraão formou-se ao longe de quase 500 anos, primeiramente através de longas caminhadas, desde Canaã, vindo de Harã, até ao Egito, e após certo período retornaram ao Egito, no processo de ajuste e providencia de Deus.
Era necessário criar uma grande Nação e preparar uma rede de subsistência daquele povo, que viria, após 4 séculos, ser um contingente humano para ser uma grande nação, o Povo de Deus.
Para isto, a própria Bíblia mostra que, Deus usou dos povos que ocuparam o território de Canaã foi por Ele utilizado em preparar estas coisas.
Durante a vida do povo hebreu, no Egito, este tornou-se de hóspedes importantes, parceiros comerciais, que ajudaram ao Egito ser o Celeiro do Mundo de então, através da benção de Eu Sou na vida de Zafnate-Paneiã e produtivos, em escravos, após a morte de José e a mudança do Faraó que conhecera José.
Após 400 anos tornaram-se escravos, sob o chicote do exator egípicio, com medo que a multidão dos hebreus se voltasse, contra o Faraó e se ajuntasse com os reis que fustigavam constantemente ao Egito para subjuga-lo.
O povo constituído sob a benção de Deus à Abraão, era um povo desbravador e próspero e aumentava em número com facilidade, além de habitar no melhor da terra, em Gósem.
Deus constituíra toda esta multidão sob uma Aliança com Abraão, instituindo os governos sob a forma de um Sistema Patriarcal, no qual o patriarca tinha a liberdade de governar e dirigir o povo e bem como, de abençoa-lo.
Esta era a forma de liderança através das Alianças Patriarcais, desde Abraão, Isaque e Jacó.
Após o Egito e a morte de Jacó, foram constituídas 12 cabeças, que formariam no futuro, as tribos, e a Confederação da Nação hebraica, com base nas 12 Tribos.
O primeiro líder, após a queda de Faraó, foi Moisés, contando com a ajuda militar do general Josué, escolhido por Deus no “exílio”, no Monte Sinai, foi chamado com uma finalidade principal:
Tirar o povo do Egito e leva-lo até Canaã.
Desdobrando a Missão de Moisés:
Tirar o povo do Egito
I
mbuir uma ordem teocrática no coração do povo
Organizar as tribos
Preparar um outro Líder.

Quando Moisés morre, este processo estava em fase de execução, pois devido a murmuração do povo, Moisés feriu a Rocha (tipo de Cristo-Nm.20.11), e só pode ver a Terra Prometida, nesta vida, de longe, do Monte.
Deus ordenou a Moisés que impusesse as mãos sobre Josué e este passou a ser a nova liderança, após sua morte, foi ele que adentrou na Terra Prometida.
Josué aparece em Êxodo 17.9: Pelo que disse Moisés a Josué: Escolhe-nos homens, e sai, peleja contra Amaleque; e amanhã eu estarei sobre o cume do outeiro, tendo na mão a vara de Deus.
E “desaparece” em Josué 24. 28.ss: Então Josué despediu o povo, cada um para a sua herança. Depois destas coisas Josué, filho de Num, servo do Senhor, morreu, tendo cento e dez anos de idade; e o sepultaram no território da sua herança, em Timnate-Sera, que está na região montanhosa de Efraim, para o norte do monte Gaás.
Após liderar ao povo hebreu, chega a hora da Morte de Josué, aos 110 anos.
Após dirigir o povo num período que durou seis anos de guerras e conquistas de seis nações, aprisionar trinta e um reis, e acabado este período, iniciou a tarefa de realizar a divisão da Terra Prometida, com o auxílio de Eleazar, despediu os combatentes para suas possessões.
E qual é o quadro de liderança, para o futuro, que a Bíblia nos mostra:
Nenhum líder único;
Nenhuma propositura;
Nenhuma indicação de Deus-Jeová;

O povo se consolidando na Terra, em suas possessões [Js.24.13: E eu vos dei uma terra em que não trabalhastes, e cidades que não edificastes, e habitais nelas; e comeis de vinhas e de olivais que não plantastes.];
Um povo agora distanciado, e preocupado com seus afazeres gerais e lutas territoriais;
Levitas espalhados por seus termos e cidades-refúgio;
A Confederação está formada, mas ainda não era um país, no termo total, nem sequer o povo havia pensado nesta situação, isto é em ser uma Nação.
Procurei entender estas causas e porque Jeová não indica, neste momento um novo líder.
Pontos para adensar o pensamento:
Não havia um líder em formação?
Não havia interesse de Deus em ter um novo eleito, seu, na condução do povo?

Não há na história do Êxodo-Terra Prometida, nenhum indicativo, (exceção quando Deus não queria ir com povo e Moisés clamou para riscar o seu nome do Livro da Vida), de Deus querer se afastar de Seu Povo e deixa-lo só.
Então, fica a pergunta:
Por que Deus não indicou um novo líder, para reger o povo?
Estudando a Palavra de Deus, podemos entender, que Jeová tinha alguns objetivos, quando preparou e tirou o povo do Egito e o colocou, na Terra Prometida:
Primeiro:
Forjar uma nação forte
Forjar uma nação teocrática
Fazer de Israel uma Nação com um Reino Teocrático-paradgima.

Para cumprir todo este processo aliançado, através das diversas e sucessivas alianças de Deus com os Patriarcas, Moisés e Josué foram artífices desta parte do Plano Divino para com Israel.
Segundo:
Deus estabelecera, com base na Aliança Sinaítica, uma Constituição Legal, para que o povo caminha-se por ela, através das suas lideranças tribais.
Terceiro:
Deus havia preparado e posto o povo na Terra de Sua Promessa.
Por esta vitória, ele tem agora o povo certo na Terra certa.
Quarto:
O povo teria um único líder, e o único que não falharia, para ser seu governo central, juntamente com o Conselho tribais, ou seja, dos anciãos, os principais das tribos.
Cuidando e julgando as causas diárias do povo, com base no conjunto de leis estabelecidas por Jeová.
Veja abaixo, como Josué foi fundamental neste processo e leia o versículo 31.
Desta forma a Governabilidade, pode ser descrita por suas etapas:
Social
Penais
Saúde
Liberdades
Fundiárias
Guerras e Defesa
Mananciais e Fontes aquáticas

Quem seria o único que poderia determinar e prover todos estes itens?
Todos eles só poderiam ser finalizados e realizados pelas mãos de Um Único Ser:
Deus!

Como Deus é um Deus que compartilha com os seus através dos Príncipes das Tribos, por Eles indicados, segundo as Promessas do patriarca Jacó [Gn. 49], haveria um comando terreno e um Líder Divino, governando a Nação hebraica como Aliançado no Livro do Êxodo, Capítulo 19.
Alguém poderia argumentar, ou alegar:
Deus estava experimentando o povo sozinho!
Correto, mas sob a sua direção.

Deus já houvera dito por Moisés que, “quando eles quisessem ter um rei, segundo o costume dos povos vizinhos...”, este deveria governar, de acordo e com a Lei, tendo a sua mão o Livro da Lei.
Dt. 17. 14-18: Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, e a possuíres e, nela habitando, disseres: Porei sobre mim um rei, como o fazem todas as nações que estão em redor de mim; Será também que, quando se assentar sobre o trono do seu reino, escreverá para si, num livro, uma cópia desta lei, do exemplar que está diante dos levitas sacerdotes.
Ambas possibilidades não estão excluídas do pensamento principal:
Deus escolhera dirige o povo de maneira direta, dando-lhe experiência, para cada tribo executar seu assentamento e formação; Deus lhes deu forças e sabedoria [como a Calebe], para tal, mas quem estava no comando?
Jeová!
A visão de Deus é função dos seus atributos inigualáveis, em termos de tempo:
Deus transita no passado, presente e futuro, enquanto nós vivemos o presente, que já pode ser o nosso futuro imediato, vivemos o passado e poderemos viver o nosso futuro, ainda que seja breve, pela banalidade humana.
Então, Deus não deixou o seu povo sem um Líder, mas sabia e profetizara que na hora certa eles teriam um líder humano.
SOBRE A LIDERANÇA DE JOSUÉ:
"O grande líder é aquele que está disposto a desenvolver as pessoas até o ponto em que elas eventualmente o ultrapassem em seu conhecimento e habilidade." Fred A. Manske Jr.
Quando iniciamos este estudo-comentário, entendemos que seria necessário, um pequeno prelúdio de tudo que ocorrera, ao povo hebreu, desde o Egito.
Quando lemos o contexto próximo da Lição verificamos que Josué exercita o pensamento do povo com as lembranças de tudo quanto ocorrera, até aquele dia.
Veja que Josué lembra, em memória, até o início da caminhada desde a Mesopotâmia, eu iniciei após esta etapa.
Foi um belo discurso de quem iniciara e findava uma missão épica, quase impossível de ser absorvida por aqueles que vissem o povo no Egito, como Josué contemplara.
Parece-me que Josué está dizendo:
Agora só o Senhor vos governará, atentai nisto.
Js.24.14: Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade; deitai fora os deuses a que serviram vossos pais d’além do Rio, e no Egito, e servi ao Senhor.
Ele fala de maneira direta ao grande povo.
Ele desperta o povo quanto aos resíduos e entrada de deuses estranhos entre o povo hebreu, inclusive, após tanto exemplos citados, já apossados na Terra da Promessa.
O SUCESSO DA LIDERANÇA DE JOSUÉ:
A liderança é o exemplo, em obedecer e andar segundo os Mandamentos da lei e preserva-la:
Israel foi sempre admoestado, seja por Moisés ou por Josué a preservar e caminhar sob a Lei de Deus.
Dt. 6. 4.ss: Ouve, ó Israel...E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te. Também as atarás por sinal na tua mão e te serão por frontais entre os teus olhos; e as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas. Quando, pois, o Senhor teu Deus te introduzir na terra que com juramento prometeu a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó, que te daria...não te esqueças do Senhor, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão.Temerás ao Senhor teu Deus e o servirás, e pelo seu nome jurarás...porque o Senhor teu Deus é um Deus zeloso no meio de ti; para que a ira do Senhor teu Deus não se acenda contra ti, e ele te destrua de sobre a face da terra...Diligentemente guardarás os mandamentos do Senhor teu Deus, como também os seus testemunhos, e seus estatutos, que te ordenou.
Era uma preocupação absoluta de Moisés a preservação dos mandamentos divino que preservaria o povo, se o povo zelasse pela preservação dos Mandamentos.
Esta foi a base rudimentar para que Israel se estabelecesse na Terra Prometida.
Podemos medir o sucesso da liderança de Josué pelo versículo 31 do capítulo do texto bíblico base.
Josué 24.31: Serviu, pois, Israel ao Senhor todos os dias de Josué, e todos os dias dos anciãos que sobreviveram a Josué e que sabiam toda a obra que o Senhor tinha feito a favor de Israel.
A sua liderança impactou, todo o povo de Israel que, após muitos anos, o povo se manteve fiel e não se afastou de Deus, mesmo após a sua morte, e consubstanciando o pensamento irradiador da primeira parte deste comentário: sob a liderança dos anciãos que viveram sob a sua liderança.
Josué é um exemplo do líder que Deus precisa:
Formador de líderes.

E nunca a Igreja de Deus esteve tão precisada de líderes desta estirpe, gente sem o ego inflado pela pequenez da visão.
Tt.1. 5.ss: Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem o que ainda não o está, e que em cada cidade estabelecesses anciãos, como já te mandei...tendo filhos crentes que não sejam acusados de dissolução, nem sejam desobedientes. Pois é necessário que o bispo seja irrepreensível, como despenseiro de Deus, não soberbo, nem irascível, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância; mas hospitaleiro, amigo do bem, sóbrio, justo, piedoso, temperante; retendo firme a palavra fiel, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para exortar na sã doutrina como para convencer os contradizentes. Porque há muitos insubordinados, faladores vãos...
Josué é o exemplo do líder que consegue expandir sua liderança, para além da sua presença física, o homem passa mas, o exemplo continua falando. Osvarela
Existem líderes, que de longe a sua presença é esmaecida, porque não conseguem ou não permitem que, outros sejam espelhos de suas ações.
a- A solução para que o sucesso do povo continuasse sem a sua liderança:
Josué sabia que o Senhor cobraria, como continua cobrando sinceridade em nossas ações , pois pela sua Justiça Eterna é assim que Ele age.
Antes de partir, Josué faz uma renovação da Aliança do povo com Deus, ou se quisermos ser mais fieis e darmos mais valor as qualidades de Josué como homem de Deus, realiza a Aliança de Siquém.
Primeiro, ele manda o povo fazer a escolha:
15 Mas, se vos parece mal o servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem haveis de servir; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.
A escolha do líder, em servir ao Senhor, é um momento de novo ânimo a todo povo hebreu:
Josué demonstra governo, desde a sua casa. Entenda que ele era um príncipe e pense não como uma família comum, de pai, mãe e quatro ou cinco filhos, pense em um grupo como uma tribo era muita gente.
Josué é neste momento de despedida o exemplo do líder que conservou a sua essência, à despeito de tudo que ocorreu no meio do povo, seja em Cades-Barnéia [prostituição, efeito de Balaão] e que acompanhou o povo até as vitória e assentamento nas suas possessões, Ele via tudo, mas, esperou a hora certa de colocar tudo em seu devido lugar.
Líder realmente, o é, aquele que se mantém sabiamente, nas decisões de Deus, sofra quais forem as condições de severidade que o atingir, não só a ele, mas também a sua família.
Por isto, Paulo fala, em sua Epístola a Timóteo:
I Tm. 3.ss: Fiel é esta palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, mas moderado, inimigo de contendas, não ganancioso; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a sua própria casa, como cuidará da igreja de Deus?);
b-O povo aparentemente faz a escolha:
16 Então respondeu o povo, e disse: Longe esteja de nós o abandonarmos ao Senhor para servirmos a outros deuses:
17 porque o Senhor é o nosso Deus; ele é quem nos fez subir, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da servidão, e quem fez estes grandes sinais aos nossos olhos, e nos preservou por todo o caminho em que andamos, e entre todos os povos pelo meio dos quais passamos.
18 E o Senhor expulsou de diante de nós a todos esses povos, mesmo os amorreus, que moravam na terra. Nós também serviremos ao Senhor, porquanto ele é nosso Deus.
Mas, o líder que tem a visão de Deus, e conhece o seu povo, refuta, de maneira simples e direta, sobre a conduta do povo para com Deus.
O povo deveria ter um único Deus e aparentemente isto já fora esquecido.
Para que Deus continuasse envolvido com o povo, Josué toca no ponto a ser consertado [aqui, como, consertar o que está errado] para realização do Novo Concerto.
c-Impedimento:
A resposta era boa, mas havia impedimento.
19 Então Josué disse ao povo: Não podereis servir ao Senhor, porque é Deus santo, é Deus zeloso, que não perdoará a vossa transgressão nem os vossos pecados.
d-Condição:
Sem esta condição o Senhor não poderia estar entre o povo, governando seus destinos, antes Ele estaria, por direito Eterno, consumindo o povo.
20 Se abandonardes ao Senhor e servirdes a deuses estranhos, então ele se tornará, e vos fará o mal, e vos consumirá, depois de vos ter feito o bem.
Muitas das vezes, queremos realizar uma aliança com Deus e não queremos abrir mãos daquilo que não nos permitirá realizar o nosso voto, aliança ou devoção de serviço a Deus, assim estava o povo hebraico naquele dia.
e-A Resposta Certa:
Foi dada ao povo uma oportunidade, para realmente raciocinar e pensar naquilo que Deus lhes dissera pelos seus Santos Mandamentos, e eles ao se lembrarem de tudo que o Senhor dissera, puderam, agora sim, dar a resposta com segurança e foram abençoados.
21 Disse então o povo a Josué: Não! Antes serviremos ao Senhor.
22 Josué, pois, disse ao povo: Sois testemunhas contra vós mesmos e que escolhestes ao Senhor para o servir. Responderam eles: Somos testemunhas.
Conclusão:
Josué foi, em seu pouco tempo de liderança direta, junto ao povo, um líder que ficou marcado pelo seu exemplo, que conseguiu levar o povo a continuar a servir à Deus, mesmo após sua morte.
Os seus feitos e exemplo, e unção, demonstraram que ele fora um ungido escolhido por Deus.
Nm.27.18.ss: Então disse o Senhor a Moisés: Toma a Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e impõe-lhe a mão; e apresenta-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação, e dá-lhe a comissão à vista deles; e sobre ele porás da tua glória, para que lhe obedeça toda a congregação dos filhos de Israel. Ele, pois, se apresentará perante Eleazar, o sacerdote, o qual por ele inquirirá segundo o juízo do Urim, perante o Senhor; segundo a ordem de Eleazar sairão, e segundo a ordem de Eleazar entrarão, ele e todos os filhos de Israel, isto é, toda a congregação. Então Moisés fez como o Senhor lhe ordenara: tomou a Josué, apresentou-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação, impôs-lhe as mãos, e lhe deu a comissão; como o Senhor falara por intermédio de Moisés.
A sua busca por Deus nos montes demonstrou toda a sua integridade desinteressada, piedade e coragem.
De Josué podemos dizer:
“O líder que Deus chama, é aquele que acima de tudo ama e pratica a Palavra de Deus. É aquele que se dispõe do seu eu, e deixa o EU SOU lhe dominar. É aquele que não aceita que outro, se não o Senhor, lhe dirija os passos. É aquele que ama as ovelhas e da a vida por elas”.
Apêndice:


SOBRE LIDERANÇA:
A Teoria das Relações Humanas constatou a influência da liderança sobre o comportamento humano. Segundo Chiavenato.
Liderança autocrática:
O líder é focado apenas nas tarefas. Este tipo de liderança também é chamado de liderança autoritária ou diretiva. O líder toma decisões individuais, desconsiderando a opinião dos liderados.
Liderança democrática:
Chamada ainda de liderança participativa ou consultiva, este tipo de liderança é voltado para as pessoas e há participação dos liderados no processo decisório.
Liderança liberal ou Laissez faire [laissez faire, laissez aller, laissez passer, que significa literalmente "deixai fazer, deixai ir, deixai passar".]:
Neste tipo de liderança o grupo atingiu a maturidade e não mais precisa de supervisão extrema de seu líder, os liderados ficam livres para por seus projetos em prática sendo delegado pelo líder liberal.
Liderança Paternalista: é uma liderança que visa o fim dos conflitos em grupos, que visa um relacionamento amável, onde o líder tem uma postura de representante paternal do grupo.
Liderança Teocrática: O líder é indicado por Deus, orientado por Deus e comanda o povo segundo as ordens de Deus, no tempo de Deus.
Estilos de liderança.
Esta teoria aponta três estilos de liderança: autocrática, liberal, democrática e para nós os crentes em Deus a liderança mais importante no meio de seu povo: a Liderança Teocrática, exercida com habilidade por Josué.
Quando se pergunta a alguém o que é ser um líder, freqüentemente a resposta tem mais correlação com as características de chefia como "estar no controle", "mandar", "comandar", "ser o número 1”, do que propriamente liderança.
Isso ocorre, pois erroneamente a liderança é confundida por fatores como ascendências genéticas ou situacionais, distinguindo o líder de seus seguidores através de seu carisma e, desta forma, ressuscitando o “mito do líder” como guerreiro solitário levando muitas vezes a formas egocêntricas de liderança.
Infelizmente na História e até hoje ainda prevalecem alguns destes modelos autocráticos, paternalistas, totalitários, manipuladores e "sabe-tudo" de liderança enfraquecendo os grupos que alegam servir. Tais formas de liderança têm como principal característica em comum a concentração do poder de decisão nas mãos de uns poucos em detrimento da maioria.
Para líderes Evangélicos:
O que o mundo precisa hoje é exatamente o contrario dessa concepção, um novo modelo de liderança que se baseie em valores e princípios morais e devota sinceramente suas capacidades ao serviço do bem comum.
Eu costumo dizer em minhas palestras que quem sustenta você em seu cargo não são as pessoas que estão acima, mas justamente aquelas que estão abaixo de você, e a sua função é de auxilia-las a serem as melhores pessoas possíveis, se conseguir fazer isso você terá grandes chances de vir a ser um líder e esta filosofia deve ser difundida por toda a organização com isso todos crescem, e a organização cresce.
Parece simples, mas não é fácil, pois algumas pessoas vislumbrando apenas o poder, acabam colocando o sistema em cheque por esquecerem que as suas decisões influenciam as decisões de outras pessoas, que por sua vez influenciam de outras mais e essa reação em cadeia acaba por desestabilizar qualquer processo de liderança compartilhada já que este que se baseia principalmente em confiança.
Cuidado com o Ego:
Cuidado com a liderança egoísta, onde as pessoas existem apenas para servir aos seus propósitos, isso tem outro nome na historia, reinado.
Roberto Recinella - M.B.A pela Fundação Getulio Vargas em “Gestão de pessoas em ambiente de mudanças.
Fonte:
Dicionário Buckland
Bíblia digital cortesia tio Sam
Wikipédia
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração: edição compacta. 2.ed. Rio de Janeiro: Campus, 2000.
Céu aberto
Cris-silvano
LACOMBE, F.J.M.; Heilborn, G.L.J. Administração: princípios e tendências. 1.ed. São Paulo: Saraiva, 2003

sexta-feira, março 13

LIÇÃO 11- CPAD - AS CIDADES DE REFÚGIO

AS CIDADES DE REFÚGIO

LIÇÃO 11 -CPAD AUTOR:Osvarela

TEXTO ÁUREO: SALMOS 46.1: Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.

JOSUÉ 20.1 Falou mais o Senhor a Josué:

2 Dize aos filhos de Israel: Designai para vós as cidades de refúgio, de que vos falei por intermédio de Moisés,

3 a fim de que fuja para ali o homicida, que tiver matado alguma pessoa involuntariamente, e não com intento; e elas vos servirão de refúgio contra o vingador do sangue.

4 Fugindo ele para uma dessas cidades, apresentar-se-á à porta da mesma, e exporá a sua causa aos anciãos da tal cidade; então eles o acolherão ali e lhe darão lugar, para que habite com eles.

5 Se, pois, o vingador do sangue o perseguir, não lhe entregarão o homicida, porquanto feriu a seu próximo sem intenção e sem odiá-lo dantes.

6 E habitará nessa cidade até que compareça em juizo perante a congregação, até que morra o sumo sacerdote que houver naqueles dias; então o homicida voltará, e virá à sua cidade e à sua casa, à cidade donde tiver fugido.

Vingador de sangue:

Figura aparentemente lúgubre, era aquele parente mais próximo, ao qual caberia a responsabilidade de aplicar o item da Lei de reciprocidade do crime cometido, podendo realizar este ato, a qualquer hora em qualquer lugar, menos nas cidades refúgio.

Localidades:

Estes foram os locais escolhidos como cidades refúgio no território hebreu.

Três delas foram escolhidas por Moisés.

Dt.4.41-46.

Quedes na Galiléia, na montanha de Naftali –

Siquém, na montanha de Efraim –

Quiriate-Arba –vide lições anteriores - (Hebrom), na montanha de Judá. A moderna El-Kalil a aproximadamente 36 km de Jerusalém. União, camaradagem, companhia, no sentido de amigo.

Além do Jordão, na direção de Jericó para o oriente:

Bezer, no deserto, na campina da tribo de Rúben – Fortaleza.

Ramote, em Gileade da tribo de Gade – uma das cidades mais fortificadas do território de Gade – exaltado ou altura, símbolo de Cristo, alto refúgio.

Golã, em Basã da tribo de Manasses – gozo ou exílio.

Js. 20.9: Estas são as cidades que foram designadas para todos os filhos de Israel, e para o estrangeiro que habitasse entre eles, para que se acolhesse a elas todo aquele que por engano, matasse alguma pessoa, para que não morresse às mãos do vingador do sangue, até se apresentar diante da congregação.

I – Introdução:

O mandato social humano foi exercitado junto ao povo hebreu, através da Aliança Sinaítica.

Jeová-YHWH, ao escolher o povo geração de Abraão, Isaque e Yacov [Jacó], incutiu através da Lei Mosaica, aquilo que determinara a Adão:

Vida social com justiça.

Lembre-se do primeiro assassinato, em detalhes que envolveram o fato:

Orientação

Consumação

Julgamento

Juízo.

Deus sempre prov~e uma chance para aquele que erra.

Por este motivo, Israel deveria ser paradigma para todas as nações, no sentido:

Social

Jurídico

Constitucional

Religioso

Espiritual

Jeová através do povo hebreu, como estudamos, até aqui, usou de uma maneira disciplinadora, que nos é demonstrada, nos seguintes pontos da Formação do povo:

Aumentados no Egito

Aprovados e escolhidos no deserto, sob a sombra da nuvem e ao calor da coluna de fogo.

Participando dos milagres:

Abrindo o Mar Vermelho

Pão no deserto

Atravessando o Rio Jordão

Derrubando as Muralhas de Jericó

Testados no combate da conquista da Terra Prometida

Experimentados em Ai

Derrotando gigantes através da família de Calebe

Assim, Israel experimentou ao longo desta longa jornada, qual era a sua vontade.

Segundo o relato bíblico, Jeová deu, através de Moisés, as tábuas da Lei com os Dez mandamentos e, posteriormente, uma Legislação complementar, para o seu povo.

Neste processo, Jeová vai paulatinamente formando ou moldando, um modelo de povo, com diferencial sócio-jurídico, uma sociedade com os atributos comunicáveis de Deus, ao quais estudamos em Teontologia.

Os pontos principais desta teocracia foram estruturados sobre o Decálogo - os Dez Mandamentos, que lemos à baixo:


ÊXODO 20.

1 Então falou Deus todas estas palavras, dizendo:

3 Não terás outros deuses diante de mim.

4 Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.

7 Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão;

8 Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.

12 Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.

13 Não matarás.

14 Não adulterarás.

15 Não furtarás.

16 Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

17 Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

Dentre estes mandamentos sagrados destaca-se o sexto:

II - Não matarás.

Talvez o mais controvertido mandamento de todos.

Se perguntado para citar os dez mandamentos, muitas pessoas começariam com "Não matarás", porque ele classifica a maldade mais óbvia que Deus proibiu.

Embora esteja claro que a proibição do mandamento seja para todas as culturas – bíblicas e não bíblicas – as pessoas hoje em dias não estão todas em concordância com seu escopo e intenção.

O sexto mandamento é uma proibição específica sobre o homicídio, a intenção em tirar a vida humana.

Os defensores dos Direitos Animais vão muito longe em aplicar esse mandamento a morte de vacas, galinhas e porcos.

Assim como nem todo sexo é adultério, nem todo assassinato é homicídio.

A história do Velho Testamento nos permite entender, que os antigos hebreus não aplicavam esse mandamento para guerras fora da lei ou punição capital, mas para vingança pessoal de sangue.

Assunto que pauta a Lição que hora estudamos.

Vemos, pois, que há destaque nas questões cruciais da vida em sociedade, principalmente sobre a questão da vida, problema de alta gravidade na sociedade dos homens, seja desde os tempos edênicos, passando pela neófita sociedade hebraica, em estudo, até aos nossos contemporâneos dias, tudo isto, apresentado ao longo das Escrituras, incluindo o Novo Testamento, quando encontramos o Apóstolo João, localizando o problema até mesmo dentro da Igreja Universal, como um problema gravíssimo entre os crentes da Igreja primitiva:

I João 3. 15: Todo o que odeia a seu irmão é homicida;

Ap.22. 15: Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os [homicida]s, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira.

II – A Aliança Incondicional, de Jeová, com Israel:

Uma coisa é certa:

A Aliança incondicional Abraâmica, que promoveu Abraão a Pai de multidões – hebreus – e consolidada no Pacto Sinaítico, quando o Senhor Jeová, se posiciona como um Deus, mesmo após tudo que houvera realizado por amor ao povo hebreu em nome da incondicionalidade da aliança, mostra que não obriga ninguém, seja homem ou nação, à escolhe-lo como seu Deus.

Pelo contrário, Jeová chama Moisés para uma conversa de amigos, uma conversa particular e propõe as condições para formar um governo teocrático sobre Israel, sendo desta maneira, recebido pelos hebreus, como seu Único Deus!

À partir deste momento Deus promulga aquilo que sem dúvida é a primeira Constituição dos hebreus, a constituição hebraico-divina.

Assim Deus estabelece os hebreus como povo.

Archer escreve que “estes seriam os alicerces morais e religiosos nos quais a sua nação haveria de cumprir o seu destino”.

Quando Deus deu a Moisés a Lei, Ele forneceu o princípio regulador que nortearia toda uma nação.

a-Moisés:

Moisés como fundador da comunidade de Israel, também exerceu o papel de legislador, educador, juiz, mediador, profeta, libertador, sacerdote, pastor, historiador, entre outros.

Possuía vários motivos, segundo as funções que exerceu, para prover ao seu povo alicerces morais concretos e religiosos, e era preciso registrar e distribuir a Lei entre o povo, de modo que ela fosse acessível a todos.

Como escritor teve tempo mais que suficiente.

A carência da distribuição da Lei entre o nosso povo, de modo que seja acessível à todos, é uma falha na Legislação da justiça humana.


ÊXODO 19.1.ss: No terceiro mês depois que os filhos de Israel haviam saído da terra do Egito, no mesmo dia chegaram ao deserto de Sinai...entraram no deserto de Sinai, onde se acamparam...subiu Moisés a Deus, e do monte o Senhor o chamou...Vós tendes visto o que fiz: aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim. Agora, pois, se atentamente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu pacto, então sereis a minha possessão peculiar dentre todos os povos, porque minha é toda a terra; e vós sereis para mim reino sacerdotal e nação santa.

Veja que coisa maravilhosa, Deus ficou esperando o livre arbítrio do povo para iniciar o processo pactual.

Ex. 19.7,8 Veio, pois, Moisés e, tendo convocado os anciãos do povo, expôs diante deles todas estas palavras, que o Senhor lhe tinha ordenado. Ao que todo o povo respondeu a uma voz: Tudo o que o Senhor tem falado, faremos. E relatou Moisés ao Senhor as palavras do povo.

III-A ótica da Lei – a ótica de Deus:

Dentro desta ótica é que se estabeleceram as condições para as relações de cidadania entre o povo hebreu.

O estabelecimento desta legislação é encantador, pois, a partir, da regra geral, estabelecida, Deus vai, “par-a-passo”, montando um código civil e um código penal, o qual é fundamento desta lição, Deus vai promulgando decretos que irão conduzirão, as relações sociais e a conduta moral, da nação de Israel e posteriormente influenciar a legislação de outras nações da Terra.

Deus alcança como sempre os seus objetivos, ao fazer do seu povo, o paradigma de todos os povos e nações, que era o seu querer para Israel.

a-A Lei e as leis:

O estabelecimento de um sistema como este, era, por fundamento moral e divino, diferente das leis conhecidas na antiguidade, seja a lei do talião - lex talionis, da qual, se encontram, indícios, no famoso Código jurídico escrito por Hamurabi, rei da Babilônia Código de Hamurabi - 1730 a.C. - [neste código, o princípio da reciprocidade é exatamente muito claramente usado].

Lex Talionis: lex: lei e talis: tal, parelho

Ou

“talis” (igual, semelhante, tal) ou “talio, onis” (pena igual à ofensa)

A lei do Talião é uma espécie de “castigo-espelho”, mas aplica-se à mais ampla classe de sistemas jurídicos que formulam penas específicas para crimes específicos, que são pensados para serem aplicados de acordo com a sua gravidade.

Descoberto na Pérsia em 1901 por uma missão arqueológica francesa.

Encontra-se hoje no Museu do Louvre. Gravado em pedra negra (doirita), e a escrita utilizada foi a cuneiforme. É composto por 282 artigos, dispostos em cerca de 3.600 linhas de texto, tem 2,25m de altura e 1,90m de base.

Por exemplo, se uma pessoa causou a morte do filho de outra pessoa, aquela pessoa que matou o filho (a parte culpada) seria colocada à morte por matar a criança, muito embora, salvo melhor juízo, diversas práticas mesopotâmicas de justiça, culturalmente fossem reafirmadas, entre o povo hebreu, até mesmo, por origem sanguínea-cultural abraâmica [vide alguns pactos realizados entre os hebreus].

Ex. 21. 24: olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé,25 queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe.

IV- A Análise da moralidade da Lei:

Analisadas sob a perspectiva contemporânea, as penas com o conceito de talião podem parecer, cruel e desumana.

Entrementes, historicamente representa o primeiro grande e decisivo passo para a almejada justiça, haja vista que estabeleceu limites, à medida que a reação não poderia ultrapassar a ação.

Muito embora, alguns possam alegar a proximidade da indicação da ação penal, em muito a Legislação hebraico-divina diverge das demais apontadas, pela questão geral nela contida e por ser um preceito divino no seu caráter principal, o próprio Deus a entregou para Moisés, após tê-la escrito.

Sob a ótica de sua Justiça inigualável, de tal forma, que nos permite estudar esta Lição, com base nesta visão única da Lei mosaica, promulgada por Josué, um avanço jurídico que visava em primeiro lugar dar direito de defesa ao eventual infrator de do Sexto Mandamento. Veja explicações acima sobre o uso do sexto mandamento.

O Deus do Antigo Testamento, O Deus dos hebreus não tratou só de punir, como vimos ao longo deste texto.

Ele propôs as cidades-refúgio, pois sabia da natureza tricotômica e errática, seja mesmo pelo sentido do erro sem dolo, para proporcionar oportunidades ao que errara.

Isto é uma das características do Deus a que servimos, seja no lado físico-natural do homem, ou seja, no lado espiritual do homem.

Deus sempre quer preservar a sua criação, lhe dando oportunidades. Este é o pensamento de Deus, o bem do homem, por isso, Ele sempre prepara uma forma de preservação para raça humana.

a-Diz a jurista Diná da Rocha Loures Ferraz:

Podemos concluir que o processo de formação e a evolução das normas jurídicas desenvolveram-se de forma gradativa e conflituosa, privilegiando...o caráter divino...”

Sob a ótica desta jurista o Decálogo é perfeito:

“Direito plenamente legítimo é Direito legal, moral, ético e justo.”

Ou seja, a previsão de preservar a vida do homicida eventual foi um avanço que as demais leis não previram, pois já fora declarado por Moisés durante o período que citamos, acima, quando Deus vai montando o mosaico jurídico de Israel.

V - Posição neotestamentária sobre “olho por olho”:

A posição do Salvador – Nosso Senhor Jesus Cristo:

Pode parecer que, Jesus estava contra a Lei mosaica, no entanto, ele estava dando amplitude, aquele artigo da Lei, pois Ele cumpriu toda a Lei, da mesma forma, que Ele condensa a questão do amor ao próximo e a amplia. No entanto, isto não significa dizer, que a Antiga Lei contivesse erros.

Mt.5.38.ss: Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil. Dá a quem te pedir, e não voltes as costas ao que quiser que lhe emprestes.

a-Paulo nos diz que a Lei nos serviu de aio para nos levar à Cristo.

Gl. 3. 24: De modo que a lei se tornou nosso aio, para nos conduzir a Cristo, a fim de que pela fé fôssemos justificados.

Assim, também a lei do Evangelho aperfeiçoou a lei antiga e a aprofundou.

Por isso, Jesus disse que, nem um só jota seria tirado da lei, e que Ele não veio abolir a lei, mas cumpri-la.

A lei de talião-- olho por olho, dente por dente -- significa que deve haver uma igualdade entre crime e castigo.

No Antigo Testamento, essa igualdade era puramente material (olho por olho, dente por dente).

No Novo Testamento essa igualdade é moralmente qualitativa e ampliada por Jesus para a ação de perdão e amor, até pelos que nos odeiam, muda a proporção e aumenta a ação para a Graça que desfrutamos em Cristo.

Mas, mantém o princípio que deve haver igualdade entre crime e castigo.

VI- A posição das Cidades Refúgio e o sacerdócio:

Tipo e Antítipo.

Josué 20.2: Dize aos filhos de Israel: Designai para vós as cidades de refúgio, de que vos falei por intermédio de Moisés,

As cidades de refúgio simbolizavam o refúgio da morte eterna provida por Deus. Para nós a morte era o destino inexorável. Oaxioma proposto pelo pecado no Éden só tinha um aparente resultado.

Rm. 6. 23: Porque o salário do pecado é a morte.

Ap. 1. 5: Àquele que nos ama, e pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados...

As cidades refúgio representavam para o homicida, nos termos dos nossos dias, um habeas-corpus, à favor do homicida não culpado, ou cujo crime não estava devidamente caracterizado, ou apurado.

Sua igreja é Seu corpo, por isso ela provê o benefício do refúgio por Seu sangue.

As cidades refúgio eram bem fortificadas e muradas, possuindo portas em suas extremidades, que podiam ser fechadas, para impedir a entrada do vingador de sangue.

a-Um resultado natural ao fazermos uso do refúgio da morte eterna, em Jesus e sua Igreja é:

As cidades refúgio eram os locais indicados, para aqueles que, eram acusados, se não as procurassem, eles estavam à mercê do vingador, portanto era um local á ser procurado pelo acusado, mas dependia dele alcançá-la e procurar abrigo neste lugar.

Rm. 8. 1 Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que era impossível à lei, visto que se achava fraca pela carne, Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança da carne do pecado, e por causa do pecado, na carne condenou o pecado. para que a justa exigência da lei se cumprisse em nós.

Isto nos fala do livre-arbítrio em procurar refúgio – salvação – em Jesus.

b-Passos para alcançar o refúgio:

Primeiro aceitar, louvar e adorar Aquele que é o Salvador.

Então, o próprio Cristo estabeleceu um lugar de refúgio - a Igreja - que irá viver em louvor e adoração, até que ele nos leve para estar para sempre onde Ele está.

Como a cidade refúgio a Igreja é um abrigo provisório terreno, porém será eternizada, na volta de Cristo na Cidade Eterna e permanente, onde não haverá dano algum, aos que nela forem habitar.

João 14.1-6

c-Escondidos em Jesus Cristo:

A posição do Sumo sacerdote.

Cl. 3. 3:... e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.

Hb 3.1: Pelo que, santos irmãos, participantes da vocação celestial, considerai o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus,

Literalmente os culpados ou eventuais homicidas citados no texto bíblico – leitura bíblica em classe – podem ser usados tipologicamente, pois acabavam sendo protegidos ou escondidos, sob as orlas dos sacerdotes, em especial pela questão específica, ligada a vida ou morte do Sumo Sacerdote, a quem deveriam se apresentar juntamente com os anciãos.

Js.20.5: Se, pois, o vingador do sangue o perseguir, não lhe entregarão o homicida, porquanto feriu a seu próximo sem intenção e sem odiá-lo dantes.

À maneira que, nós os cristãos salvos em Cristo – Sumo Sacerdote – estamos, hoje, como os hebreus, que cometiam ou eram acusados, de crimes sem premeditação, fato confirmado através do julgamento dos anciãos da congregação, da cidade-refúgio próxima ou alcançável, estavam sob a Aliança de Jeová, [e por isto, podiam receber este privilégio], eram protegidos, dentro dos limites preventivos daquela região de refúgio.

VII-A Epístola aos Hebreus e o sacerdócio:

A Epístola aos Hebreus, tipológica e reveladora do anti-tipo Jesus Cristo compara-o aos Sumo sacerdotes da lei e revela-o como o Sumo Sacerdote eterno, e de maior qualidade e autoridade, que morreu como a lei previa, para dar liberdade aos refugiados, condenados à morte, o efeito da morte de Jesus na cruz do Calvário e sua vitória sobre a morte, nos libertou desta pena.

Ou seja, o Sumo Sacerdote Eterno morreu, agora somos livres.

Hb.5.6.ss: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. O qual nos dias da sua carne, tendo oferecido, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que podia livrar da morte, e tendo sido ouvido por causa da sua reverência, ainda que era Filho, aprendeu a obediência por meio daquilo que sofreu; e, tendo sido aperfeiçoado, veio a ser autor de eterna salvação para todos os que lhe obedecem, sendo por Deus chamado sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.

VIII- Período de validade do refúgio:

A figura principal determinadora do período de refúgio era o Sumo sacerdote da sua época.

Sendo assim, em figura, afim de não morrerem nas mãos do vingador de sangue, da mesma forma que os hebreus acusados, nós que estávamos por nascimento e antropológicamente, condenados, à servidão de todos os crimes sob nossa cédula-promissória, presa nas mãos do maligno.

Cl 2:14 - Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.

Agora, já pelo sangue de Cristo Jesus, fomos tirados para fora [Eclésia], para o santo refugio no arraial deste Sumo Sacerdote eterno, que não teve terra permanente aqui, enquanto tabernaculou, assim como nós [Fp.2], mais ultrapassou os limites dos Sumo sacerdotes da Antiga Aliança, os quais eram, terrenos e mortais, tendo sacerdócio Eterno, pode prover abrigo eterno para todos nós.

Por isto, estamos abrigados da ação do vingador de sangue, que nos procurava para nos tirar a vida.

Hb 11:13 - Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra.

João. 15.18,19: Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia.

HEBREUS 4.1.ss: Portanto, tendo-nos sido deixada a promessa de entrarmos no seu descanso, temamos não haja algum de vós que pareça ter falhado...Porque nós, os que temos crido, é que entramos no descanso, tal como disse: Assim jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso... Porque, se Josué lhes houvesse dado descanso, não teria falado depois disso de outro dia. Tendo, portanto, um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou os céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemo-nos, pois, confiadamente ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno.

O trecho final pode ser transliterado como:

“Antes que sejamos mortos”.

Este texto da Epístola aos Hebreus é enfático e podemos utiliza-lo com o texto da Lição 11.

Dentro do contexto deste tópico ele é uma luz que nos inspira ao entendimento de que nós temos.

IX--A Igreja e o derramamento de sangue:

Tal qual, na ação da Antiga Aliança, quando havia uma ação de derramamento de sangue, o acusado, se afastava da comunidade para a cidade-refúgio e uma vez a alcançando estava sob a proteção levítica sacerdotal, nós realizamos a mesma caminhada ao nos abrigarmos em Cristo, através da Igreja, daí o uso do termo Eclésia em nosso estudo.

HEBREUS 5.1.ss: Porque todo sumo sacerdote tomado dentre os homens é constituído a favor dos homens nas coisas concernentes a Deus, para que ofereça dons e sacrifícios pelos pecados, podendo ele compadecer-se devidamente dos ignorantes e errados, porquanto também ele mesmo está rodeado de fraqueza [inclusive da fraqueza de todo o homem, morrer e aguardar a chamada final de Deus, coisa que Jesus nosso Sumo Sacerdote conseguiu vencer]. E por esta razão deve ele, tanto pelo povo como também por si mesmo, oferecer sacrifício pelos pecados.

X - O uso das cidades refúgio:

Js. 20.9: Estas são as cidades que foram designadas para todos os filhos de Israel, e para o estrangeiro que habitasse entre eles, para que se acolhesse a elas todo aquele que por engano, matasse alguma pessoa, para que não morresse às mãos do vingador do sangue, até se apresentar diante da congregação.

Era o local para onde corriam os homicidas e deveriam permanecer nos seus limites.

Somente após o julgamento de sua ação, sob a ótica da Lei, pelos anciãos, a qual verificava:

Intento – voluntário; intencional; premeditação; involuntariedade.

Culpa

Dolo

Tudo isto, através do julgamento dos anciãos, é que o acusado podia usufruir deste artigo da Lei.

Uma vez abrigado na cidade-refúgio, ele haveria de aguardar a morte do Sumo sacerdote de seus dias, para enfim, voltar à habitar com os seus em segurança.

A questão do sangue sem vingança sobre o solo da Terra Prometida:

Conclusão:

Este importante assunto nos leva a valorizar o refúgio que temos em Cristo e sua Igreja, o que nos garante refúgio e liberdade.

As cidades refúgio serviam para abrigar os hebreus e também estrangeiros, assim como nós não sendo da raiz de Abraão, por Cristo fomos aceitos no Santo Lugar.

Ef. 2:19 - Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus;

Ao mesmo tempo, em que estamos no forte refúgio, temos, também, a liberdade de andar sem medo do nosso acusador, que não nos pode matar espiritualmente, pois estamos livres de nossa pena, pois o Sumo Sacerdote – Jesus Cristo - já morreu!

O pecado não mais terá domínio sobre nós.

Rom 6:9,14:Sabendo que, tendo sido Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte não mais tem domínio sobre ele. - Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça

Temos liberdade:

Gl. 5. 1: Para a liberdade Cristo nos libertou;

Sendo assim, como Jesus já morreu por nós, já podemos desfrutar da segurança e convívio com os nossos irmãos e com Deus estamos livres e em segurança. Aleluia!

Fonte:

Revista Jurídica – n.º2-2006.

DINÁ DA ROCHA LOURES FERRAZ
• Especialista em Direito
• Mestranda em História pela UFPI
• Professora da NOVAFAPI

Orlando Fedelli

Christians org –tradução – Mariângela Amorim.

G.L. Archer, Merece Confiança o Antigo Testamento? (São Paulo, Ed. Vida Nova, 1991), p.508

Programa momentos com Jesus

sexta-feira, fevereiro 20

....O PERIGO DO ARDIL GIBEONITA LIÇÃO 08 - 02/2009

O PERIGO DO ARDIL GIBEONITA
Tanque de Gibeão
Deixar de atentar a ordem de Deus, se torna uma arma na mão do inimigo.
Osvarela.
Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos e sejamos sóbrios. I Ts. .6
Josué 9.1-6,15-16
Josué 9.14 Então os homens de Israel tomaram da provisão deles, e não pediram conselho ao Senhor.
Algumas das maiores derrotas do povo de Deus Israel são focos de ensino para nós, como Igreja:
Depois da lição da semana passada sob o tema, Da derrota à vitória, temos uma nova lição, só que esta, mais uma vez nos ensina lições de como:
O crente precisa estar sempre atento, porque mesmo após a vitória, alguns procurarão se aproveitar da situação de graça e vitória para testar a nossa relação com Deus.
Seja por medo, ou seja, por se aproveitar daquilo que Deus te deu.
Logicamente que não somos contra o compartilhar as bênçãos de Deus, afinal, elas são dadas d pó Graça inefável do Todo-Poderoso, mas devemos estar atentos, pois o aproveitador pode ser nosso vizinho, aqui como proximidade e nós não o reconhecermos.
O que ocorreu nesta fase da história da conquista do povo hebreu, da Terra Prometida, foi fruto de um encontro, no qual os hebreus não vigiaram, mas se sentiram como piedosos, ou superiores, depende do ponto de vista, e auto-discernidores da Lei.
Quem eram os gibeonitas:
GIBEOM - que pertence a um monte.
Quando os israelitas chegaram à região na terra dos heveus, nela havia uma cidade chamada Gibeão, onde habitavam os gibeonitas (a capital, Gibeão, e as cidades de Cefira, Beerote e Quiriate-Jearim) cujos líderes decidiram adotar uma estratégia diferente de todos os povos que se assustaram com as notícias sobre as conquistas dos hebreus e seu poderio bélico. Esta região ficou, durante o repartir das terras, com a tribo de Benjamim.
Afinal, lutar contra os israelitas não parecia uma idéia muito boa. Sendo assim eles adotaram uma estratégia de não enfrentamento com os hebreus, e se dispuseram a engana-los.
Mandaram uma embaixada dos rotos e famintos, até ao acampamento dos hebreus, estes ainda em festa, pela vitória sobre Ai e da repartição dos despojos.
Uma delegação ou embaixada do engodo, engano e mentira:
Josué 9.4: usaram de astúcia: foram e se fingiram embaixadores, tomando sacos velhos sobre os seus jumentos, e odres de vinho velhos, rotos e recosidos,
O povo hebreu tomou para si a decisão de aliançar-se com um povo desconhecido, apenas baseado no aspecto físico e das roupas e do pão embolorado. Dando a aparência de que vinham de muito longe. Quando na verdade, Gibeom ficava a menos de um dia de distância.
Sequer atentaram para o fato, de que para viajarem de tão longe, aqueles homens deveriam trazer porção diferente do que o pão, pois eles mesmos haviam passado por esta situação e nunca comeram pão embolorado, no mínimo não deveria ter sobrado pão, pois deveriam tê-lo comido, todo, durante a “extensa” viagem.
Quando nós tomamos, decisões sozinhos, sem consultar ao Deus dos céus, ficamos cegos.
Presunção determina o erro:
Talvez, aí residisse o problema, fizeram uma leitura da situação daqueles homens e julgaram que Iavé Deus dos hebreus, lhes havia sido gracioso, pois eles eram D’Ele: O risco da presunção!
Somos os melhores...
O que determina e nos leva a ser enganado pelo adversário ou enganador:
O encontro heveus gibeonitas com os israelitas demonstrou:
Falta de vigilância
Desconhecer o inimigo
Falta de discernimento
Falta de visão
Auto-suficiencia
Abertos ao afago fácil dos bajuladores
Estes dois últimos itens têm levado muitos, à derrota: obreiros e Igrejas!
Quantas Igrejas, que recebem grupos vindos como sofridos e necessitados, em conjunto com um “líder perseguido”, que após assentarem sob a nossa mesa, nos obrigam a servi-los e ajuda-los, com aquilo que temos de melhor e às vezes, ainda levam nossas coisas ou saem nos desacreditando no meio do povo de Deus.
No verso 9, temos: “teus servos vieram duma terra mui distante, por causa do nome do Senhor teu Deus, porquanto ouvimos a sua fama, e tudo o que fez no Egito...”. [vide acima]
Outrossim, demonstra a questão de querermos ser mais misericordiosos do que o próprio Deus.
Ser imune aos bajuladores é algo difícil aos homens, pregadores, líderes, crentes vitoriosos, têm caído nesta cilada.
Pv 27:21: “O homem é provado pelos louvores que recebe”.
Seja provado e aprovado por Deus e não pelos homens tão somente, não seja, como aquele que não se deixa levar pelos elogios e pretensa força que outros “vêem” em você.
Rm.2. 29: Mas é judeu aquele...no espírito, e não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus.
Faltou discernimento:
I Co. 4.5: Portanto nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não só trará à luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o seu louvor.
Eles desconheciam os desígnios do coração dos gibeonitas e foram aguçados no seu desejo, talvez, no sentido de abreviar uma etapa da luta com mais um povo, aquele já estava se entregando de forma gratuita:
Pensamento ou ilação do pensamento dos hebreus: É menos um povo, a que nós faremos guerra, e eles moram longe, já estamos queimando uma etapa.
É aí, que muitos perdem as batalhas, como Abraão pensou em abreviar o tempo de ter um filho, concebeu um filho de Agar a escrava.
Facilidades que geram dificuldades futuras. Gl.6. 7: Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer; pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará.
Ora! Isto era contra a ordem de Deus.
Jr.48.10: Maldito aquele que fizer a [obra do Senhor] negligentemente [relaxadamente]...
É interessante notar que este espírito de relaxamento e facilidades é uma das coisas que querem nos corromper nos dias atuais, nós dizemos: ”deixe-os estar entre nós”, somos partidários do jargão usado na política, ao realizar uma aliança com grupos adversários:
“É melhor o inimigo perto, onde podemos controla-lo, do que longe e sem aliança”.
Foi um dos erros de Josué e dos homens de Israel [seus conselheiros anciãos].
A Palavra de Deus se consultada lhes daria o necessário discernimento:
Hb.4.12: Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.
Fl.1. 9: E isto peço em oração: que...aumente mais e mais no pleno conhecimento e em todo o discernimento...
Hb. 5. 14 mas o alimento sólido é para os adultos, os quais têm, pela prática, as faculdades exercitadas para discernir tanto o bem como o mal.
A sagacidade do inimigo é conhecida por nós e também era conhecida pelos hebreus pela Lei mosaica, com base no Pentateuco: A imprudência dos filhos de Deus.
Não atentar ao que Deus falou:
Lucas 16:8: “...os filhos deste mundo são mais sagazes para com a sua geração do que os filhos da luz”.
Não consultar ao Senhor, antes de tomar uma decisão.
Isto ocorreu rotineiramente na vida do povo hebreu, e também ocorre na vida da Igreja.
Sabemos quais são as ordens de Deus e continuamos a desobedece-las e tomamos atitudes de nossa própria mente, sem consultar ao Senhor.
A questão da hospitalidade do povo hebreu e a Lei:
Ex.22.21: Ao estrangeiro não maltratarás, nem o oprimirás; pois vós fostes estrangeiros na terra do Egito.
Ex.23.9: Outrossim, não oprimirás o estrangeiro; pois vós conheceis o coração do estrangeiro, porque fostes estrangeiros na terra do Egito.
Talvez Josué tenha interpretado a Lei, e com base nesta interpretação, liberado um pacto com os gibeonitas.
Aqui aprendemos uma lição de Teologia prática:
A necessidade de saber interpretar a Palavra de Deus dentro de um contexto geral, a Bíblia explica a própria Bíblia, ou o Ensino Geral Bíblico deve ser aplicado quando temos dúvida num ponto bíblico.
II Pe.1.20: sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.
Mas, ele não poderia faze-lo sem consultar ao Senhor.
Lv.19. 33,34: Quando um estrangeiro peregrinar convosco na vossa terra, não o maltratareis. Como um natural entre vós será o estrangeiro que peregrinar convosco; amá-lo-eis como a vós mesmos; pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o Senhor vosso Deus.
Como terá sido a interpretação destas ordens, com base na Lei mosaica?
Qual seria a verdadeira e literal orientação quanto aos estrangeiros?
Aí está o ponto determinante da questão do ardil dos gibeonitas:
Primeiro eles conheciam aquilo que o povo de Deus – os hebreus – deveriam realizar naquelas terras;
Conheciam a questão da hospitalidade em relação aos estrangeiros, que caminhassem com os hebreus suas jornadas.
Nm. 15. 14: Também se peregrinar convosco algum estrangeiro...
Não nos esqueçamos que os hebreus estavam naquela região por um bom período, isto permitiu, que os viajantes e forasteiros com quem cruzassem e convivessem por períodos curtos ou longos, propagasse o que o Senhor havia falado aos hebreus, acerca dos povos que habitavam aquelas terras, pois desde a saída do Egito, outros povos e mistura de gentes já conviviam entre os hebreus, o chamado “vulgo”.
Nm. 11. 4: Ora, o vulgo que estava no meio deles...veio a ter grande desejo....
Olhando apenas o exterior:
Normalmente, há um hábito entre nós, mormente os brasileiros e crentes, de analisar pessoas pela aparência, seja o bem vestido ou o mal-vestido.
Quero destacar, aqui a questão do aparente humilde.
Um erro crasso e recorrente no meio do povo de Deus, até nos nossos dias, se alguém se apresenta com roupas, sapatos,e objetos humildes, logo, se aceita tal pessoa como uma pessoa simples, com “características” de santo. Mas, pisa no “calinho” dele, para você ver, o “santo”.
Quantos têm sido enganados pela aparência.
Foi o que aconteceu com os hebreus em relação aos gibeonitas.
I Sm.16. 7: Mas o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque eu o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem olha para o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.
Como reconhecer o engano:
Quando estamos em vitória e dentro do plano de Deus, os nossos inimigos procuram uma forma de nos enganar, nem que para isto mudem a sua aparência:
II Co.11. 14: E não é de admirar, porquanto o próprio Satanás se disfarça em anjo de luz.
Ele procura até mesmo, como aconteceu com o Apóstolo Paulo, parecer apoiar nosso trabalho, no entanto, está usando de ardil, para desacreditar o ovo de Deus.
At.16.16.ss: Ora, aconteceu que quando íamos ao lugar de oração, nos veio ao encontro uma jovem que tinha um espírito adivinhador, e que, adivinhando, dava grande lucro a seus senhores. Ela, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: São servos do Deus Altíssimo estes homens que vos anunciam um caminho de salvação. E fazia isto por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Eu te ordeno em nome de Jesus Cristo que saias dela. E na mesma hora saiu.
Ensinados pelos próprios inimigos de Deus.
Os gibeonitas, muito embora, não fossem hebreus sabiam ou tinham conhecimento, do que Deus determinara para Israel realizar:
Destruir todo o povo que habitavam em suas terras, no entanto, os hebreus não atentaram á isto e tiveram que ouvir da boca dos gentios uma lição de obediência.
Josué 9.24 Respondendo a Josué, disseram: Porquanto foi anunciado aos teus servos que o Senhor teu Deus ordenou a Moisés, seu servo, que vos desse toda esta terra, e destruísse todos os seus moradores diante de vós, temíamos muito pelas nossas vidas por causa de vós, e fizemos isso.
O Erro humano reparado por Deus:
A Bíblia está cheia destas situações, Deus reparando o erro humano e transformando maldição em Benção.
Deus é um Deus de compaixão e nos faz sair de situações que criamos á nós mesmos, pela sua infinita misericórdia.
Não quero porém que isto possa ser um incentivo à qualquer um de nós. Lembre-se de Esaú ou Sansão.
JOSUÉ 10.1,2: Quando Adoni-Zedeque, rei de Jerusalém, ouviu que Josué tomara a Ai, e a destruíra totalmente (pois este fizera a Ai e ao seu rei como tinha feito a Jericó e ao seu rei), e que os moradores de Gibeom tinham feito paz com os israelitas, e estavam no meio deles, temeu muito, pois Gibeom era uma cidade grande como uma das cidades reais, e era ainda maior do que Ai, e todos os seus homens eram valorosos.
Ainda que errando a manifestação de apoio e subserviência dos gibeonitas trouxe ainda mais receio, ou mesmo pavor, ao povo que habitava a Terra Prometida.
Muito embora, a ação dos gibeonitas tenha se iniciado de forma ardilosa, como em outras oportunidades, Deus permitiu e transformou o erro do seu povo em fator de vitória, o que acabou apressando a ação da conquista da Terra, com a destruição dos demais reinos da região:
JOSUÉ 10.3.ss: Pelo que Adoni-Zedeque, rei de Jerusalém, enviou mensageiros a Hoão, rei de Hebrom, a Pirã, rei de Jarmute, a Jafia, rei de Laquis, e a Debir, rei de Eglom, para lhes dizer: Subi a mim, e ajudai-me; firamos a Gibeom, porquanto fez paz com Josué e com os filhos de Israel. Então se ajuntaram, e subiram cinco reis dos amorreus, o rei de Jerusalém, o rei de Hebrom, o rei de Jarmute, o rei de Laquis, o rei de Eglom, eles e todos os seus exércitos, e sitiaram a Gibeom e pelejaram contra ela. Enviaram, pois, os homens de Gibeom a Josué, ao arraial em Gilgal, a dizer-lhe: Não retires de teus servos a tua mão; sobe apressadamente a nós, e livra-nos, e ajuda-nos, porquanto se ajuntaram contra nós todos os reis dos amorreus, que habitam na região montanhosa.
Fim destes povos e as obrigações da Aliança:
O uso destes povos, como mão-de-obra, pelo ardil, acabou sendo uma prática que até o governo do Rei Salomão os fez trabalhadores forçados:
Israel jamais conseguiu, por sua própria falha, extirpar de seu meio, ou seja, da Terra Prometida, estes povos.
Apenas Salomão tomou atitude com eles.
Salomão, filho de Davi, transformou os jebuseus em servos: "Quanto a todo o povo que restou dos amorreus, heteus, ferezeus, heveus e jebuseus, e que não eram dos filhos de Israel, a seus filhos, que restaram depois deles na terra, os quais os filhos de Israel não puderam destruir totalmente, a esses fez Salomão trabalhadores forçados, até hoje" (1Rs 9:20).
Uma vez aliançados com os gibeonitas eles tiveram que recorrer as suas reservas de forças bélicas para defende-los, o que não implica em nossa atualidade contemporânea a mesma situação.
Precisamos buscar nesta situação um entendimento diferenciado, pois muitos professores, ensinarão aos seus alunos, sobre esta ótica: a aliança com o Inimigo e a questão do custo desta Aliança.
Nm.32.23: Mas se não fizerdes assim, estareis pecando contra o Senhor; e estai certos de que o vosso pecado vos há de atingir [ou correndo vos alcançar].
Na verdade, Gibeom ficava a menos de um dia de distância. Sem a menor dúvida, os gibeonitas eram culpados; haviam enganado Israel, induzindo o povo de Deus a uma aliança mediante artifícios enganosos. Em condições normais, portanto, os hebreus não seriam obrigados a manter aquele acordo.
Qualquer tribunal tê-los-ia absolvido, e livrado das promessas, à vista do engano proposital praticado pelos cananeus, pois um acordo fora firmado com base numa palavra de falsidade.
Josué 9. 15: Assim Josué fez paz com eles; também fez um pacto com eles, prometendo poupar-lhes a vida; e os príncipes da congregação lhes prestaram juramento.
Sob a visão da Lei, o fato era emblemático, como:
Ajudar aos estrangeiros;
Dada a palavra eram obrigados a cumpri-la
No nosso caso, como Igreja devemos, repudiar qualquer aliança com o Inimigo de Deus e seu povo: Satanás.
Sendo assim, aquele que se aliançar com ele, estará dando parte do que Deus lhe deu como benção, para o uso do enganador;
Será objeto de opressão do mesmo.
Ele virá contra nós com seus reinos e potestades para nos derrotar.
Ef. 6. 12: pois ... que temos que lutar, ...contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes.
Quantos já não foram enganados, e só, momentos depois vão reconhecer o engodo em que caíram, aí já é tarde demais, serão obrigados a apagar o preço do erro.
Esta é uma lição, especialmente redigida para nós, tendo em vista a situação dispare em relação ao juramento de Josué e os homens de Israel, leia-se anciãos, ou como diz a palavra – príncipes - realizaram com os gibeonitas.
Aquilo que tinham de forças teve que ser usado à favor do mentiroso.
Aquilo que temos de força espiritual nos será diminuída até descobrirmos o engano.
Rm.6.16: Não sabeis que daquele a quem vos apresentais como servos para lhe obedecer, sois servos desse mesmo a quem obedeceis, seja do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?
Por outro lado é inquestionável a questão da palavra dada:
Desde o momento em que nos aliançamos, com algo, descartada a aliança com satanás; somos obrigados a fazer cumprir a nossa palavra dada.
Tg.5. 12 Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis, nem pelo céu, nem pela terra, nem façais qualquer outro juramento; seja, porém, o vosso sim, sim, e o vosso não, não, para não cairdes em condenação.
II Co.1 17 Ora, deliberando isto, usei porventura de leviandade? ou o que delibero, faço-o segundo a carne, para que haja comigo o sim, sim e o não?
Veja o que ocorreu com Israel ao quebrar uma aliança realizada, mesmo sem o fundamento do conselho de Deus, Ele respeita a nossa palavra como homens de Deus, e a cobrará à todo e qualquer tempo:
Ressaltar: “a colheita da quebra de uma aliança pode produzir efeitos futuros, e o povo acabará colhendo fruto de seus líderes”.
Quando Israel mais tarde deixou de acatar essa aliança, feita com juramento, tal fato constituiu grave ofensa contra o Senhor. Ele castigou o povo com severidade depois que Saul sentenciou alguns gibeonitas à morte (2Sm 21.1-14).
Saul e os gibeonitas - Um rei ou uma liderança ruim, fora do propósito e direção de Deus, mesmo quando quer fazer o certo, faz errado cuidando zelar das coisas de Deus, acaba quebrando uma aliança respeitada por Deus.
Foi o caso de Saul, que procurou extirpar os gibeonitas do meio de Israel matando-os, mas trouxe a praga da fome sobre os termos de Israel, com fome por três anos entre Israel, já nos tempos posteriores à sua morte.
Uma lição de que o erro no meio do povo, por sermos um corpo, poderá nos atingir à todos à qualquer tempo, se falharmos na nossa aliança com Deus.
Temos, pois, que buscar a presença de Deus para verificar onde está o erro.
II Sm.21.1ss: Nos dias de Davi houve uma fome de três anos consecutivos; pelo que Davi consultou ao Senhor; e o Senhor lhe disse: E por causa de Saul e da sua casa sanguinária, porque matou os gibeonitas. Então o rei chamou os gibeonitas e falou com eles (ora, os gibeonitas não eram dos filhos de Israel, mas do restante dos amorreus; e os filhos de Israel tinham feito pacto com eles; porém Saul, no seu zelo pelos filhos de Israel e de Judá, procurou feri-los); perguntou, pois, Davi aos gibeonitas: Que quereis que eu vos faça e como hei de fazer expiação, para que abençoeis a herança do Senhor?
Israel ficou sob a pendência da benção nas mãos dos gibeonitas, pois na realidade eles acabaram aceitando ser servos do que morrer, da mesma forma que Israel aceitou-os em seu meio pela aliança feita por Josué e seus homens.
Situação difícil: ficar com a sua benção ou a vida, nas mãos do que deveriam ser seus servos.
A morte provinda da aliança malfeita:
II Sm. 21.4 Então os gibeonitas lhe disseram: Não é por prata nem ouro que temos questão com Saul e com a sua casa; nem tampouco cabe a nós matar pessoa alguma em Israel. Disse-lhes Davi: Que quereis que vos faça? Responderam ao rei: Quanto ao homem que nos consumia, e procurava destruir-nos, de modo que não pudéssemos subsistir em termo algum de Israel, de seus filhos se nos dêem sete homens, para que os enforquemos ao Senhor em Gibeá de Saul, o eleito do Senhor. E o rei disse: Eu os darei.
Conclusão:
Devemos sempre consultar à Deus, antes de tomarmos qualquer decisão em nossas vidas, para que o futuro seja de bênçãos e não tenhamos que colher o fruto de uma aliança sem a direção de Deus.
Pesquisa do editor:
Origem dos povos que habitavam a terra à época da conquista pelos hebreus.
Js. 3. 10 E acrescentou: Nisto conhecereis que o Deus vivo está no meio de vós, e que certamente expulsará de diante de vós os cananeus, os heteus, os heveus, os perizeus, os girgaseus, os amorreus e os jebuseus.
Nm.13. 29: Os amalequitas habitam na terra do Negebe; os heteus, os jebuseus e os amorreus habitam nas montanhas; e os cananeus habitam junto do mar, e ao longo do rio Jordão.
AMORREUOrigem:HEBRAICOSignificado:AMORI, "MONTANHÊS", OU "AMARGO, REBELDE"
AmorreusNo tempo da conquista os amorreus habitavam as regiões sul e leste de Jerusalém e a Transjordânia (Números 13.30). Foi o povo que ofereceu mais resistência ao avanço dos israelitas na Terra Prometida, conforme o relato sobre a batalha de Gibeom, quando Josué pediu a Deus que o Sol e a Lua se detivessem (Josué 10.4,5).
HETEUDefinição / Significado
heteu adjetivo (lat hethaeu) Que se refere aos heteus, nome que se dá tradicionalmente aos hititas. Feminino: hetéia.
Gn.10.6: Os filhos de Cão: Cuche, Mizraim, Pute e Canaã.
Filisteus – saíram da descendência de Cão e seu filho Cuche.
Gn.10.14 Patrusim, Casluim (donde saíram os filisteus) e Caftorim.
Gn.10.15: Canaã gerou a Sidom, seu primogênito, e Hete,16 e ao jebuseu, o amorreu, o girgaseu,17 o heveu, o arqueu, o sineu,18 o arvadeu, o zemareu e o hamateu. Depois se espalharam as famílias dos cananeus.
Região dos cananeus:
Gn.10.19: Foi o termo dos cananeus desde Sidom, em direção a Gerar, até Gaza; e daí em direção a Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim, até Lasa.
20 São esses os filhos de Cão segundo as suas famílias, segundo as suas línguas, em suas terras, em suas nações.
Gn.10.6-7:
Os filhos de Cão: Cuche, Mizraim, Pute e Canaã.
Os filhos de Cuche: Seba, Havilá, Sabtá, Raamá e Sabtecá; e os filhos de Raamá são Sebá e Dedã.
PerizeusSeu nome não é apresentado na lista dos filhos de Cão (Gênesis 10. 15-20), portanto parece não ter origem camita. No tempo de Abraão eles estavam entre os cananeus na região de Betel (Gênesis 13.7). Nos dias de Jacó havia uma colônia deste povo nas proximidades de Siquém (Gênesis 34.30) e logo após a morte de Josué, travaram batalha com as tribos de Judá e de Simeão (Juizes 1.1-5).
HeveusEste povo de origem camita (Gênesis 10. 15-17), aparece no tempo de Jacó, próximo a Siquém, onde um heveu violentou Diná, filha de Jacó (Gênesis 34). Aparece também uma comunidade em Gibeom, que escapou de ser exterminada por Josué através de um tratado de paz, que os tornou rachadores de lenha e tiradores de água para os israelitas (Josué 9). Ocupavam uma área a oeste do monte Hermom (Josué 11.3 e Juizes 3.3).
JebuseusEste povo habitava em Jerusalém. Resistiram aos ataques de Josué e de seus exércitos (Josué 10.23,24). Somente mais tarde, em 993 a.C., quando Jerusalém foi proclamada capital do reino de Israel (2 Samuel 5.6-9) é que os jebuseus foram expulsos de seu lugar.
No entanto, não foram exterminados pois a área em que Salomão mais tarde edificou o templo, foi comprada por Davi de um jebuseu chamado Araúna (2 Samuel 24.18-25).
GirgaseusSegundo Gênesis 10.16, os girgaseus eram camitas. Foram citados várias vezes na Bíblia mas, não se sabe em que parte da Palestina habitaram. Alguns autores acreditam que este povo tenha ocupado alguma área na margem ocidental do Jordão, ou a oeste de Jericó.
Muitos povos foram destruídos na conquista da Terra Prometida, como os enaquins (Josué 11.21-23), os Refains (Gênesis 13.5), provavelmente, muito altos como Ogue, rei de Basã cuja cama de ferro media aproximadamente, 4 metros de comprimento por dois de largura (Deuteronômio 3.11).
Camitas – descendentes de Cam.
Fonte:
Paulo Rogério Petrizi
Enciclopédia de temas bíblicos
Marco Aurélio Gois dos Santos
Atklas Bíblico – André Daniel Reinke.
Apontamentos do autor.
Lição CPAD
Bíblia digital – cortesia Tio Sam

quinta-feira, fevereiro 5

A Maldição do Pecado - Lição 06 - CPAD

A MALDIÇÃO DO PECADO.
Lição 06- CPAD Autor:Osvarela
Texto Áureo:
Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor. Rm. 6.23.
Leitura em Classe:
Josué 7.1,5-7;11,12.
Leituras para Meditação:
Rm 7. 7.ss:
Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Contudo, eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás. Mas o pecado, tomando ocasião, pelo mandamento operou em mim toda espécie de concupiscência; porquanto onde não há lei está morto o pecado. E outrora eu vivia sem a lei; mas assim que veio o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri; Logo o bom tornou-se morte para mim? De modo nenhum; mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte por meio do bem; a fim de que pelo mandamento o pecado se manifestasse excessivamente maligno.
Gn. 4. 5.ss: mas para Caim e para a sua oferta não atentou. Pelo que irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante. Então o Senhor perguntou a Caim: Por que te iraste? e por que está descaído o teu semblante? Porventura se procederes bem, não se há de levantar o teu semblante? e se não procederes bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo; mas sobre ele tu deves dominar.
“... e se não procederes bem, o pecado jaz à porta” – este trecho do aviso de Deus, significa literalmente: Um demônio agachado junto à entrada, prestes a saltar sobre o que vai praticar o pecado.
A Maldição primária edênica:
Maldição a serpente:

Gn.3. 14-15: Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isso, maldita serás tu dentre todos os animais domésticos, e dentre todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida.Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.
Maldição a mulher:
Gn.3.16: E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a dor da tua conceição; em dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.
Maldição ao Homem:
Gn.3.17: E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida.18 Ela te produzirá espinhos e abrolhos; e comerás das ervas do campo.19 Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás.
Maldição do Terra por causa do Homem:
Gn.3.17: ...maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida.18 Ela te produzirá espinhos e abrolhos
O oportunismo do pecado e o pecado do oportunismo:
A LENIENCIA DE ACÃ QUANTO A ORDEM DE DEUS FRUTIFICOU EM PECADO QUE TROUXE MALDIÇÃO AO POVO HEBREU.
JOSUÉ 7.1: Mas os filhos de Israel cometeram uma transgressão no tocante ao anátema, pois Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zerá, da tribo de Judá, tomou do anátema;
Anátema:
O fulcro desta lição é a maldição proveniente do pecado de Acã.

Deus nos fez entender, que, o Fato correu por:
Oportunismo – aliado e arma fatal do pecado em seu alto grau de malignidade.
Desobediência – Acã olvidou e foi leniente em obedecer ao Senhor, através da ordem dada por Josué o seu profeta e líder.
Concupiscência – uso do olhar engodado e embaçado pelos valores materiais deste mundo, um olhar mudado ao ver tesouros que não são seus. Js. 7.21: quando vi entre os despojos uma boa capa babilônica, e duzentos siclos de prata, e uma cunha de ouro do peso de cinqüenta siclos...
Egoísmo – Acã foi extremamente egoísta, ao pegar para si e sua família, o anátema, pensando que este lhe poderia ajudar em seu sustento, desprezando o sustento de Deus, do qual ele era uma testemunha ocular, das providências de seu povo e de sua família.
Js. 6.18:Mas quanto a vós, guardai-vos do anátema, para que, depois de o terdes feito tal, não tomeis dele coisa alguma, e não façais anátema o arraial de Israel, e o perturbeis.
Cobiça - é desejar possuir o que não nos pertence.
Js. 7.19-21: Então disse Josué a Acã: Filho meu, dá, peço-te, glória ao Senhor Deus de Israel, e faze confissão perante ele. Declara-me agora o que fizeste; não mo ocultes. Respondeu Acã a Josué: Verdadeiramente pequei contra o Senhor Deus de Israel, e eis o que fiz: quando vi entre os despojos uma boa capa babilônica, e duzentos siclos de prata, e uma cunha de ouro do peso de cinqüenta siclos, cobicei-os e tomei-os.
Prevaricação - Prevaricar é: Agir secretamente, às escondidas de maneira desleal.
Js.7. 11: Israel pecou e transgrediu. Vs.21: eis que estão escondidos na terra, no meio da minha tenda, e a prata debaixo da capa.
Mudança do objetivo do saque:
Deus determinara, e era praxe o saque das cidades conquistadas, além de que Deus queria mostrar que tudo era dele, e era o dominador de todos os povos, para isto o povo hebreu foi levantado, como proclamador e testemunha deste poder.
Preste atenção, nesta afirmação: Acã não subtraiu algo maldito, mas algo que Deus reservara para si.
Entenda esta afirmação, lendo as definições pesquisadas, sobre a palavra anátema, que estão no corpo deste texto.
Como ele outros personagens bíblicos agiram, da mesma maneira:
I Sm.15.9: “mas Saul e o povo pouparam Agag e tudo o que havia de melhor do gado miúdo e graúdo, os animais gordos e as ovelhas, enfim, tudo o que havia de bom não quiseram incluí-lo no anátema”.
O pecado se manifesta na oportunidade de tirar proveito daquilo que é de Deus, e sempre pela concupiscência dos olhos engodados pelo desejo de possuir.
Js.6.17.ss: A cidade, porém, com tudo quanto nela houver, será anátema ao Senhor; somente a prostituta Raabe viverá, ela e todos os que com ela estiverem em casa, porquanto escondeu os mensageiros que enviamos. Mas quanto a vós, guardai-vos do anátema, para que, depois de o terdes feito tal, não tomeis dele coisa alguma, e não façais anátema o arraial de Israel, e o perturbeis. Contudo, toda a prata, e o ouro, e os vasos de bronze e de ferro, são consagrados ao Senhor; irão para o tesouro do Senhor.
*Anátema :
**A palavra na sua origem grega é formada da preposição aná – em cima, sobre e de uma forma do verbo tithemi – pôr, colocar.
Em grego este termo indicava uma oferta votiva para o sacrifício, ou que era colocada em cima do altar.
O seu significado atual:
Excomunhão, condenação, maldição, reprovação enérgica, repreensão solene, é fruto da transformação semântica.
Júlio Nogueira diz que a palavra anátema depois passou a significar o que o espírito do mal põe de lado, isto é, coisa maldita.
Temos em grego duas palavras para anátema, isto é, anavqema e anavqhma, uma com épsilon e a outra com eta.
Crêem alguns, serem ambas a mesma palavra com grafia diferente; como as variantes portuguesas coisa e cousa; flecha e frecha.
No grego bíblico as duas formas apresentam diferença de significação, pois anavqema significa dedicado em um mau sentido e anavqhma, num sentido positivo.
Um confronto entre as passagens de Atos 23:14; Rom. 9:3; I Cor. 12:3; Gál. 1:8 com Luc. 21:5 nos convencerão desta realidade.
Nas quatro primeiras encontramos anátema com e breve e na última com e longo.
Na Septuaginta (tradução do hebraico para o grego do Velho Testamento) encontramos a palavra anátema traduzindo a hebraica hérem, com a idéia de:
Coisa dedicada, devotada, mas também amaldiçoada.
Confirme nas passagens de Lev. 27:28; Núm. 21: 3 e Deut. 7:26.
O Dicionário de Arndt and Gingrich apresenta o mesmo significado para estas duas formas.
Mais definição:
O termo hebraico para anátema é “herem”, que significa excomunhão, destruição, extermínio, abominação, injustiça. No grego denota algo que se põe de lado ou que é suspenso.
No Novo Testamento expressa uma maldição: “Se alguém não ama ao Senhor Jesus Cristo, seja anátema” (1 Co. 16:22).
Esse vocábulo é usado em 3 modos diferentes:
No contexto profético significa o ato de extermínio.
No contexto sacerdotal se trata do sacrifício que é dado a YHWH quando se paga uma promessa.
Na história deuteronomística, da qual 1Samuel faz parte, é o objeto que tem que ser eliminado, como diz Deuteronômio: 7,1 e 13,18.
YHWH promete que quando o povo entrar na Terra Prometida, todos os inimigos serão vencidos e deverão ser exterminados completamente, sem piedade.
Anátema - Ou “extermínio”(em hebraico herem ), significa uma pessoa, animal ou coisa que alguém subtrai do uso profano, consagrando-a a Deus (Dt 12,12-14; Js 11,11.14).
Tal “anátema” não podia ser resgatado, e muitas vezes devia ser destruído (cf. Js 6,17 e 1Sm 15,3; Jz 11,30-31 e nota).
Com o tempo, “anátema” indicava apenas objetos oferecidos a Deus (Lv 27,28; Ez 44,27; Mc 7,11; Lc 21,5). Neste sentido Paulo diz que desejava ser “anátema” de Cristo em favor dos judeus (cf. Rm 9,2-5:... 2 que tenho grande tristeza e incessante dor no meu coração... Porque eu mesmo desejaria ser separado de Cristo).
Mas, no NT “anátema” podia significar também exclusão temporária ou definitiva de uma pessoa do culto e da comunidade (1Cor 16,22: Se alguém não ama ao Senhor, seja anátema!; Gl 1,8-9:... Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.; No AT cf. Esd 10,8: e que todo aquele que dentro de três dias não viesse, segundo o conselho dos oficiais e dos anciãos, toda a sua fazenda se pusesse em interdito, e fosse ele excluído ou separado da congregação dos que voltaram do cativeiro.).
Considere a definição, abaixo, como uma sucinta definição:
Esta palavra (Herem) tem dois significados:
a) Coisas dedicadas a Deus.
a-1) Que coisas seriam dedicadas a Deus? (Jericó).
Js.6. 17 e 19 - Prata, Ouro, Bronze, Ferro, Raab e sua Família.
b) Coisas dedicadas para destruição.
b-1) Que coisas seriam dedicadas para destruição? (Jericó).
Js.6. 17,21,24 - Homens, Mulheres, Jovens, Crianças, Velhos, Bois, Ovelhas, Jumentos e toda cidade.
Agora você pode entender o alto nível e a gravidade do pecado de Acã, um paralelo com Ananias e Safira [At.5] é possível.
O impedimento provocado pelo uso irregular do Anátema:
Perda para todo o povo:
Cria desânimo na liderança:
– Js.7.10.ss: Respondeu o Senhor a Josué: Levanta-te! por que estás assim prostrado com o rosto em terra? Israel pecou; eles transgrediram o meu pacto que lhes tinha ordenado; tomaram do anátema, furtaram-no e, dissimulando, esconderam-no entre a sua bagagem. Por isso os filhos de Israel não puderam subsistir perante os seus inimigos, viraram as costas diante deles, porquanto se fizeram anátema. Não serei mais convosco, se não destruirdes o anátema do meio de vós.
Nesta passagem você poderá verificar e entender, o uso da palavra anátema como:
Algo separado para Deus – ‘eles transgrediram o meu pacto que lhes tinha ordenado; tomaram do anátema, furtaram-no...
E como algo amaldiçoado – ‘porquanto se fizeram anátema’.
Morte;
Impedidos de dar Glória à Deus;
Js.7.19: Então disse Josué a Acã: Filho meu, dá, peço-te, glória ao Senhor Deus de Israel, e faze confissão perante ele. Declara-me agora o que fizeste; não mo ocultes.
Mesmo confessando é levado a Morte.
Encontramos aqui, um diferencial paralelo ao caso, já citado neste texto de Ananias e Safira, deus não mitigou a maldição sobre a família de Acã, mas executou a sentença.
Hb.12. 16-17: e ninguém seja devasso, ou profano como Esaú, que por uma simples refeição vendeu o seu direito de primogenitura. Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado; porque não achou lugar de arrependimento, ainda que o buscou diligentemente com lágrimas.
O pecado contamina todo o corpo da Congregação.
Ag. 2. 11.ss:
Assim diz o Senhor dos exércitos: Pergunta agora aos sacerdotes, acerca da lei, dizendo: Se alguém levar na aba de suas vestes carne santa, e com a sua aba tocar no pão, ou no guisado, ou no vinho, ou no azeite, ou em qualquer outro mantimento, ficará este santificado? E os sacerdotes responderam: Não. Então perguntou Ageu: Se alguém, que for contaminado pelo contato com o corpo morto, tocar nalguma destas coisas, ficará ela imunda? E os sacerdotes responderam: Ficará imunda. Ao que respondeu Ageu, dizendo: Assim é este povo, e assim é esta nação diante de mim, diz o Senhor; assim é toda a obra das suas mãos; e tudo o que ali oferecem imundo é.Ficou assim a situação de Israel depois do pecado de Acã.
I Co.5. 9.ss:
Já por carta vos escrevi que não vos comunicásseis com os que se prostituem; com isso não me referia à comunicação em geral com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas agora vos escrevo que não vos comuniqueis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal nem sequer comais. Pois, que me importa julgar os que estão de fora? Não julgais vós os que estão de dentro? Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai esse iníquo do meio de vós.
Só tem uma solução:
Para Deus operar o milagre da travessia do Rio Jordão, ele mandou Josué dizer ao povo:
Santificai-vos!

Agora para que o pecado fosse extirpado e Deus pudesse continuar a operar no meio de Seu povo a ordem é renovada, para o povo continuar alcançando o seu objetivo: a continuidade da operação de Deus ao seu lado na conquista da Terra Prometida.
Santificação:
Js.7. 13: Levanta-te santifica o povo, e dize-lhe: Santificai-vos para amanhã, pois assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Anátema há no meio de ti, Israel; não poderás suster-te diante dos teus inimigos, enquanto não tirares do meio de ti o anátema.
Deus ainda dá tempo para o povo se arrepender, mas Acã manteve-se quieto e não procurou confessar, à tempo, a Josué o seu erro.Infere-se que para enterrar seu anátema Acã precisou de ajuda de alguém mais de sua família.
Desenterrar o anátema e enterrar o pecado:
Js.7.22. ss:
Então Josué enviou mensageiros, que foram correndo à tenda; e eis que tudo estava escondido na sua tenda, estando a prata debaixo da capa. E disse Josué: Por que nos perturbaste? Hoje o Senhor te perturbará a ti: E todo o Israel o apedrejou; queimaram-nos no fogo, e os apedrejaram: E levantaram sobre ele um grande montão de pedras, que permanece até o dia de hoje. E o Senhor se apartou do ardor da sua ira. Por isso se chama aquele lugar até hoje o vale de Acor.
Um montão clamando por lembrança de que devemos obedecer integralmente, as ordens de Deus, para que não retenhamos o que é anátema de Deus.
Graças a Deus que posteriormente Deus transforma o Vale de Acor em Vale de esperança ou Porta de Esperança.
Os. 2.15: E lhe darei as suas vinhas dali, e o vale de Acor por porta de esperança;
Is. 65. 10: E Sarom servirá de pasto de rebanhos, e o vale de Acor de repouso de gado, para o meu povo, que me buscou.
Isto se buscarmos à Deus de todo o coração!Aleluia.
Entendendo a questão da maldição:
Para podermos melhor explicar esta Lição se faz necessário, uma explicação ou um olhar com mais acuidade sobre a questão da Maldição.
Que tipos há de Maldição?
A maldição aparece na Bíblia quando da proclamação do protoevangelho em Gn.3.15: “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”.
No contexto próximo, isto no texto anterior e posterior desta Proclamação [kerigma] vai encontrar a maldição sendo declarada por Deus, sobre aqueles que desobedeceram aos princípios eternos de sua Palavra.
Devemos entender que quando o protoevangelho foi proclamado, uma parte integral desse evangelho:
- boas-novas

Foi a maldição de Deus que colocava toda a criação sob sua ira.
Quando Deus pronunciou uma maldição, ele reteve aqueles que estavam sob sua ira e os removeu da esfera de bênção ou removeu as bênçãos deles.
Deus pronunciou quatro maldições quando abordou Adão, Eva e Caim.
Para serpente:

O termo 'arûr é usado quando ele se dirige à serpente (Gn 3.14);
Deus pronunciou uma maldição contra a serpente: 'arûr 'attah miccal-habbehemâ (maldita és entre todos os animais domésticos, RA).
Para Satanás:
A maldição dirigida à serpente, no entanto, também foi dirigida diretamente a Satanás.
Esta maldição foi absoluta.
Satanás teria sua cabeça esmagada; ele seria completamente dominado, derrotado e feito impotente.
A sua vida e o envolvimento no reino cósmico de Deus chegariam a um fim.
Esta maldição foi dirigida a Satanás e sua semente, seus seguidores demoníacos e aqueles da raça humana que permanecessem sob seu controle e a seu serviço.
O pronunciamento desta maldição sobre Satanás incluiu uma promessa de vitória para a mulher e sua semente porque do esmagamento de Satanás viria a vitória e a continuidade de vida para aqueles da raça humana que viessem a ser incluídos na semente da mulher.
Para o homem –ADAM - Adão e seu filho Caim:
Adão - Primeiro, foi declarada a razão para a maldição de Deus com relação a Adão: “kî sama ta leqôl 'iseteka” (porque “atendeste a voz de tua mulher”).
Uma repreensão é inferida, a qual é particularmente óbvia porque Deus acrescentou, "eu te ordenara que não comesses” dela (Gn 3.17).
Adão não ouviu nem obedeceu a seu Senhor: ele havia seguido sua esposa desviada.
Mas Adão recebeu mais do que uma repreensão.
A ele, a quem havia sido dado o domínio sobre o cosmos [Gn.1.28: Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai...], um mandato [autoridade] para mantê-lo e cultivá-lo e dele receber o alimento para o sustento da vida física, foi dito que a maldição de Deus estava sobre “há ádamâh” (o solo, ou a terra) por causa do que ele, Adão, havia feito.
Rm.8. 19.ss: Porque a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus. Porquanto a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que também a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto até agora; e não só ela, mas até nós, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, aguardando a nossa adoração, a saber, a redenção do nosso corpo.
O local de trabalho do gerente de Deus, mandatário co-trabalhador real de Deus, se tornaria, doravante, um lugar de trabalho difícil, de atividade desagradável e de resistência a seus esforços. Seu trabalho não seria uma maldição; sofrimento e frustração no seu trabalho, sim.
Vários termos têm sido usados para descrever o que Deus disse: labuta dolorosa, suor, espinhos e cardos[planta composta de folhas espinhosas,tida como praga na lavoura], em lugar da planta da vida apropriada para alimento.
Sua existência física temporária continuada deveria depender de uma terra hostil e refratária. Mas, essa maldição sobre o solo deve ser considerada como mitigada, pois Adão não seria separado completa e imediatamente do seu lugar de trabalho e fonte de sustento.
Ambos, ele e o solo continuariam juntos, mas nessa proximidade existiria muito desapontamento, frustração, dor e destruição.
Pode-se inferir uma série de outras dificuldades, a partir desta maldição:
Velhice
Doenças
Falta de alimento
Secas
Áreas desérticas
Fome no Mundo
Abrolhos
Solos inférteis
E um final:
Retorno ao pó, i.e., a morte física e a deterioração do corpo.
Quando ele se dirige a Adão e referiu-se a ha 'adamâI (o solo) (Gn 3.17); o mesmo quando ele se dirigiu a Caim (Gn 4.11). O conceito expresso pelo termo aparece freqüentemente nas Escrituras.
Deus abordou Caim inicialmente quando este estava muito aborrecido (Gn 4.6). vide inicial.
Mas Caim manifestou o crescimento do pecado; em ira e ciúme, ele assassinou seu irmão.
Então, Deus veio a Caim novamente e pronunciou uma maldição sobre ele: we attâh arûr min ha adamâh (e agora amaldiçoado seja você sobre a terra).
Gn 4.11.ss: Agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para da tua mão receber o sangue de teu irmão. Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e vagabundo serás na terra. Então disse Caim ao Senhor: É maior a minha punição do que a que eu possa suportar. Eis que hoje me lanças da face da terra; também da tua presença ficarei escondido; serei fugitivo e vagabundo na terra.
O solo encharcado com sangue não seria seu lar nem seu lugar seguro de trabalho, ele passou a se errante sobre a terra.
Para a mulher – Eva:
Deus Yahweh se dirigiu a Eva diretamente; o termo "maldição" não é usado. Mas, indiretamente ela atingida no pronunciamento da maldição para Satanás; não porque ela seria poupada das conseqüências do seu pecado, mas porque ela, sendo a portadora da semente, sofreria eseb (dor) enquanto cumprisse seu privilégio e responsabilidade de ser mãe.
A maldição pronunciada sobre Satanás e sua semente, com a declaração correlata de vitória e vida para a semente da mulher, também incluiu um pronunciamento da maldição sobre a semente da mulher.
A ira de Deus Yahweh seria sentida no "esmagamento no calcanhar".
Esta é uma declaração eufemística que, no processo do tempo e da história, foi demonstrada como sendo uma referência ao sofrimento, condenação, morte e sepultamento de Jesus Cristo que sofreu a ira de Deus e teve a maldição da humanidade colocada sobre si (Rm 5.9; 1 Ts 1.10; Gl 3.10-13).
Outros termos para maldição na língua do Antigo testamento:
“Visto que em Israel, Deus é o guarda de toda a ordem e o supremo legislador [Ex.19] o AT atribui a um maldição imposta por Deus, ou em seu nome, a eficácia de causar a calamidade ou prejuízo ou juízo prenunciada”. Dic. Fredericus A Stein. Nota:com inserções do editor.
Ainda que outros termos hebraicos sejam traduzidos por "maldição":
Qalal / Qelalah - O sentido básico de sua raiz quer dizer “diminuir”, “lidar desdenhosamente”, “ridicularizar”, “zombar”. Fazer desprezível ; opróbrio, vergonha; to curse a maldição; sempre aparece associado à idéia tradicional de “lançar uma praga”, “proferir uma maldição”. Seus efeitos podem ser trágicos e duradouros, do ponto de vista espiritual. Deuteronômio 27 e 28. “E estes para amaldiçoar [qalal], estarão sobre o monte Ebal” (v. 13).
Acã julgou como coisa vã, e invalidou e desprezou a ordem de Deus, tornando-a desprezível.
ALAH – Quando uma maldição trouxe efeitos desastrosos, sobre uma pessoa, sobre nação, sobre um povo, sobre um país, esta pessoa se tornou “uma maldição”.
Foi o que ocorreu com Acã.
Sempre descreve uma maldição com origem na quebra da aliança com Deus.
Deuteronômio 27 e 28, quando Deus realizou um pacto com o seu povo, ele adverte: “ninguém que, ouvindo as palavras desta maldição [ALAH], se abençoe no íntimo, dizendo: Terei paz, ainda que ande na perversidade do meu coração”; e, ainda diz mais: “O SENHOR o separará de todas as tribos de Israel para calamidade, segundo todas as maldições [ALAH] da aliança escrita neste livro da lei.”
Acã ficou sem paz, de tal forma, que não pode dar Glória a Deus.
Js.7. 19: Então disse Josué a Acã: Filho meu, dá, peço-te, glória ao Senhor Deus de Israel, e faze confissão perante ele. Declara-me agora o que fizeste; não mo ocultes.
‘ARAR - palavra usada pelas Escrituras para descrever uma pessoa debaixo da maldição. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, “Com base no acadiano ARÃRU, ‘capturar, prender’, e no substantivo IRRITU, ‘armadilha, funda’ Arar significa ‘prender’ (espiritualmente), cercar com obstáculos, deixar sem forças para resistir”.
É exatamente assim que a maldição atua sobre quem a possuiu: prende-a em uma área de sua vida.
Não foi isto exatamente que aconteceu, pelo processo federativo, com o povo hebreu através de Acã?
qabab –ou profanado/profanação-
naqab,
za'am – significa propriamente ameaçar, mas uma ameaça, sobretudo quando proferida por Deus, pode ser igual a “ maldição”.
A forma passiva do verbo 'arar expressa com a maior força a intenção do que Yahweh disse.
Em hebraico, a idéia de "reter" é proeminente.

Por essa razão, aqueles que são amaldiçoados, são retidos, banidos [Acã e sua família], e separados de uma circunstância ou situação original ou preferida.
O que aconteceu com Israel, após o anátema ser escondido, as bênçãos foram retidas e a desgraça da derrota acampou literalmente no arraial dos hebreus.
Em grego, aparecem quatro:
ANATHEMA,
KATARAOMAI,
KAKOLOGEO
RHAKA
Mitigando a maldição:
Mas a maldição não era absoluta em todos os casos; na verdade, era uma maldição mitigada na maioria dos casos.
Mas a maldição de Satanás foi em termos absolutos e sem escape ele está condenado.
Assim, como ocorreu com Acã, pela desobediência e por tomar o anátema divino.
A proposta federativa hebréia estabelecida pelo próprio Deus, levou todos, a uma só condição:
A Maldição do pecado de um – Acã - atingiu à todos.
Entenda pelo que a própria Bíblia diz:

JOSUÉ 7.1: Mas os filhos de Israel cometeram uma transgressão no tocante ao anátema, pois Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zerá, da tribo de Judá, tomou do anátema;
O texto bíblico generaliza para toda a congregação sob a bandeira de Jeová o pecado pessoal de Acã.
O termo federativo, em uma de suas definições, quer dizer, numa versão livre, de minha lavra:
Uma reunião de pessoas em grupos que formam um só povo, assim como na Igreja, tendo um por cabeça, assim como na questão do pecado “todos pecaram”, ou seja, como o cabeça da federação dos homens pecou, todos os homens pecaram.
Rm.3. 23: Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus
Rm.5. 16 Também não é assim o dom como a ofensa, que veio por um só que pecou;
I Co.10. 8: Nem nos prostituamos, como alguns deles fizeram; e caíram num só dia vinte e três mil.
I Co.12.12: Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, formam um só corpo, assim também é Cristo.
Voltando ao tema principal da Lição:
O pecado de Acã.

A forma como Deus se pronuncia enquanto o pecado de Acã, não é confessado é que Ele não pode agir e andar com o seu povo.
Js.7.12: Não serei mais convosco, se não destruirdes o anátema do meio de vós.
A cabeça das tribos estava contaminada:
Js.7.16.ss: Então Josué se levantou de madrugada, e fez chegar Israel segundo as suas tribos, e foi tomada por sorte a tribo de Judá; fez chegar a tribo de Judá, e foi tomada a família dos zeraítas; fez chegar a família dos zeraítas, homem por homem, e foi tomado Zabdi; fez chegar a casa de Zabdi, homem por homem, e foi tomado Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zerá, da tribo de Judá.
Deus poupou todas as tribos revelando diretamente por sorte [talvez Urim ou Tumim], que a primeira tribo a ser inquirida fosse a tribo de Judá.
É relevante que na tribo de onde o cetro não se apartaria, estivesse escondido o anátema.
Deus não quer que nós como líderes sejamos encontrados com anátema em nossas tendas, como cabeça do lar, em nosso lar, como líder de um departamento, como reis e sacerdotes.[Ap.1]
Da mesma forma, satanás procura atingir os líderes, que por Deus são colocados como cabeça sobre o rebanho, sobre um coral, sobre o Círculo de Oração, mas, ele já teve a sua cabeça pisada na Cruz do Calvário, Monte da Redenção.Aleluia!
Conclusão:
A lição nos mostra que em algumas vezes, vemos os nossos trabalhos, definhando ou perdendo pelejas e não entendemos o que está acontecendo.
Como Eliseu com a mulher que perdeu o filho[II Rs.4.27: porém, o homem de Deus lhe disse: Deixa-a, porque a sua alma está em amargura, e o Senhor mo encobriu, e não mo manifestou.], algumas vezes, Deus não nos mostra, o que está ocorrendo, mas a sensibilidade do homem ou mulher de Deus, lhe leva ao discernimento que é preciso passar o povo sob revista, como um pastor passa as ovelhas para verificar doenças, carrapichos, algo sob a lã, que não pode ser visto e aí ao berro da ovelha, tocada naquele lugar é descoberto o erro.
Que Deus nos de sabedoria e discernimento de Josué para procedermos assim e extirpar o anátema de nosso meio.
Js.7. 6: Então Josué rasgou as suas vestes, e se prostrou com o rosto em terra perante a arca do Senhor até a tarde, ele e os anciãos de Israel; e deitaram pó sobre as suas cabeças.
Procuremos a resposta na Oração e clamor ao Deus dos céus para podermos obter a visão necessária do que está ocorrendo no meio do povo.
Js.7. 10.ss: Respondeu o Senhor a Josué: Levanta-te! Por que estás assim prostrado com o rosto em terra? Israel pecou; eles transgrediram o meu pacto que lhes tinha ordenado; tomaram do anátema, furtaram-no e, dissimulando, esconderam-no entre a sua bagagem.
É importante insistir, em um ponto, que está nestes versículos:
Deus trouxe a peste a derrota ao povo, pois o povo havia furtado o que Deus determinara como anátema, ou seja algo separado para seu tesouro.
Então, procuramos, mais uma vez, ressaltar, aqui anátema, não leva a adjetivação usual de coisa maldita, mas de coisa separada.
Já no versículo abaixo a palavra é usada pelo próprio Deus como coisa vil e amaldiçoada.
Porque Acã furtara o que devia ser separado, trazendo maldição sobre o bem a ser despojado e separado para Deus.
Js.7. 12: Por isso os filhos de Israel não puderam subsistir perante os seus inimigos, viraram as costas diante deles, porquanto se fizeram anátema. Não serei mais convosco, se não destruirdes o anátema do meio de vós.
Que Deus nos guarde de reter pecado no nosso meio.
É necessário santificação, extirpar o pecado do nosso meio, madrugar na presença de Deus, para obtermos vitória sobre os nossos inimigos.
Js.7. 13: Levanta-te santifica o povo, e dize-lhe: Santificai-vos para amanhã, pois assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Anátema há no meio de ti, Israel; não poderás suster-te diante dos teus inimigos, enquanto não tirares do meio de ti o anátema.
Fonte:
Lição bíblica CPAD – 2009
Dicionário Aurélio
Dicionário bíblico-teológico Fredericus A Stein
Pastor Luís Gonçalves.
UPM - Teologia da Aliança - - Adaptação de Criação e Consumação
* Da apostila Explicação de Textos de Difícil Interpretação - Pastor Pedro Apolinário –‘In memorian’
** compilado pelo editor.
Jaime Nunes Mendes
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Pr. Arnaldo Henríquez.
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