sábado, janeiro 4

O Livro de Êxodo e o Cativeiro de Israel no Egito Lição 01 – CPAD - Janeiro de 2014-Atualização 00:06 hs (05/01)

Editor e Autor deste Estudo-Subsídio: Pastor Osvarela
Texto Áureo
“E José fez jurar os filhos de Israel, dizendo: Certamente, vos visitará DEUS, e fareis transportar os meus ossos daqui” (Gn 50.25). 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Êxodo 1.1-14
ESTES, pois são os nomes dos filhos de Israel, que entraram no Egito com Jacó; cada um entrou com sua casa:
Rúben, Simeão, Levi, e Judá;
Issacar, Zebulom, e Benjamim;
Dã e Naftali, Gade e Aser.
Todas as almas, pois, que procederam dos lombos de Jacó, foram setenta almas; José, porém, estava no Egito.
Faleceu José, e todos os seus irmãos, e toda aquela geração.
E os filhos de Israel frutificaram, aumentaram muito, e multiplicaram-se, e foram fortalecidos grandemente; de maneira que a terra se encheu deles.
E levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José;
O qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é muito, e mais poderoso do que nós.
Eia, usemos de sabedoria para com eles, para que não se multipliquem, e aconteça que, vindo guerra, eles também se ajuntem com os nossos inimigos, e pelejem contra nós, e subam da terra.
E puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas. Porque edificaram a Faraó cidades-armazéns, Pitom e Ramessés.
Mas quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam, e tanto mais cresciam; de maneira que se enfadavam por causa dos filhos de Israel.
E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com dureza;
Assim que lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo; com todo o seu serviço, em que os obrigavam com dureza.
Etimologia
Noumenal - De ou relativo ao númeno ou Reino das coisas como elas são em si mesmos.
Relativo ao númeno; real; - oposição ao fenomenal. Não se pode penetrar além do véu do mundo “noumenal” (nômeno, númeno) das "coisas elas mesmas".
- númeno (Gr. nooúmena) é o real tal como existe em si mesmo, de forma independente da perspectiva necessariamente parcial em que se dá todo o conhecimento humano; coisa-em-si, nômeno, noúmeno (embora possa ser meramente pensado, por definição é um objeto incognoscível. Do alemão) Kant
O termo é geralmente usado em contraste ou em relação com fenômeno, que em filosofia se refere que aparece aos sentidos, isto é, é um objeto dos sentidos.
Obs.: por "perspectiva necessariamente parcial" devemos entender por aquilo que ocorre no tempo, portanto númeno é um real que não depende do tempo para existir, e por isso o conceito de númeno se opõe ao conceito de fenômeno ('no kantismo'). Equivale ao real absoluto.
- do grego, usada por Platão ao falar da ideia, propriamente 'aquilo que é pensado, pensamento', neutro plural substantivado de nooúmenos, particípio presente passivo de noéó - 'pensar'.
Obs.: o uso de Kant (filósofo alemão) não é afirmação da sua Filosofia, mas como uma informação para dar entendimento a esta exposição.
Exórdio
ENTENDENDO A LIBERTAÇÃO DO POVO HEBREU
A escolha de um povo para ser o portador da Mensagem da Revelação de Deus é uma das mais belas narrativas bíblicas e com importância que supera a própria questão da escruturística bíblica e da questão da cultura semítica.
Este é o tema que estudaremos neste 1º Trimestre deste novo ano de 2014.
A saga do povo hebreu a sua libertação do Cativeiro no Egito.
A providência tipologicamente messiânica, de um Libertador, na figura de um Príncipe egípcio, desterrado por crime de assassinato – Moisés.
A história do povo hebreu, povo semítico, tem sua origem no Fértil Crescente.
Gn 7. 13 E no mesmo dia entraram na arca Noé, seus filhos Sem, Cão e Jafé, sua mulher e as mulheres de seus filhos.
Esta área do Oriente é foco de estudos arqueológicos pela sua intensa carga de informações sobre a Humanidade.
Seja pelas três potencias,que ali habitaram e cresceram até dominar ao Mundo: Assíria, a Babilônia e a Pérsia.
Seja pelos escritos e sabedoria advindos desta região:
os escritos da profecia de Mari, os textos de presságio, as profecias Acadianas. Com seu devido conteúdo moral, político e/ou da divindade, não discorridos ou analisados aqui, neste texto.
Neste trecho da Terra se desenvolveu inúmeros povos e línguas, entre as quais a língua semítica, a língua do povo descendente de Sem.
Entendendo que o povo israelita foi a primeira nação a dar atenção ao registo da história, pois esta foi o meio básico da Revelação de Deus.
Rm 3. 1,2 QUAL é logo a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão?     Muita, em toda a maneira, porque, primeiramente, as palavras de Deus lhe foram confiadas.
A História Geral ressalta esta região, assim como a História Bíblica se passa neste cenário territorial.
Gn 9. 18-26   E os filhos de Noé, que da arca saíram, foram Sem, Cão e Jafé; e Cão é o pai de Canaã. Estes três foram os filhos de Noé; e destes se povoou toda a terra... E disse: Bendito seja o Senhor Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo.
Heródoto (sec. 5 a.C.) é conhecido como “o pai da história”, porém centenas de anos antes a Bíblia já continha em seus escritos as características do que conhecemos hoje como Historia.
- narração contínua;
- datação, com informações de períodos dos personagens;
- associação de cauãs e efeitos;
- informações detalhadas, dos personagens, como local de nascimento, feitos, inferências dos mesmos nos eventos, etc.
Embora, os livros bíblicos históricos narrem a história sob a ótica religiosa, e haja obvia distinção por ser uma narrativa sob a visão da direção divina, podemos conceituá-los com este viés. E seja como muitos eruditos considerem: Heilsgeschichte (história da Salvação), esta é a distinção da História Bíblica da História Geral. E sob esta ótica nela encontramos questões dogmáticas [da Fé], as quais avançam além da razão, e fazem diferença real entre ambas as Histórias.
Temos aí a questão do “noumenal” e do “fenomenal”.
Ou seja, o registo das escrituras pode ser visto, (como Deus não se prende apenas em informações históricas), como um elemento sobrenatural, místico-divino, como o chamo, revelado no tempo e espaço, com o fim de promover a fé aos que a leem, contudo, sem com deixar de conter dados históricos, que informam, mas não buscam revelar a intenção divina de confirmação humana.
A Fé bíblica assume a historicidade dos eventos, com a confiabilidade garantida na aceitação e interpretação destes eventos. Desta forma, eventos históricos são utilizados por escritores bíblicos para validar algum argumento teológico, apresentado nas Escrituras. Como inerrante, a Escritura torna confiável a evidencia histórica.
A verdade é que; os livros históricos possuem, além da historicidade, relevância teológica, para sua época e para nós cristãos do presente século.
Uma das características dos livros históricos é o aspecto extremamente humanista, ênfase da retribuição de Deus, como parâmetro – Justiça/Lealdade.
Tudo ocorre sob o aspecto da Aliança de Deus com seu Povo!
Cuidado, sustento, proteção e todos os aspectos da Providencia para com o eleito. De forma humanista pode-se falar de recuperação, resgate.
Origem
A continuação da história deve ser revisitada através da Genealogia, que as Escrituras apresentam:
O mesmo Deus que se apresentou a Moises, se apresentou primevamente ao Patriarca hebreu, um “oriundi” de Ur dos Caldeus, Abraão como: Eu Sou.
Gn 11.10-32 Estas são as gerações de Sem: Sem era da idade de cem anos e gerou a Arfaxade, dois anos depois do dilúvio.
E viveu Sem, depois que gerou a Arfaxade, quinhentos anos, e gerou filhos e filhas...
E viveu Serugue trinta anos, e gerou a Naor. E viveu Serugue, depois que gerou a Naor, duzentos anos, e gerou filhos e filhas.
E viveu Naor vinte e nove anos, e gerou a Terá.
E viveu Naor, depois que gerou a Terá, cento e dezenove anos, e gerou filhos e filhas. E viveu Terá setenta anos, e gerou a Abrão, a Naor, e a Harã.
E estas são as gerações de Terá: Terá gerou a Abrão, a Naor, e a Harã; e Harã gerou a Ló. E morreu Harã estando seu pai Terá ainda vivo, na terra do seu nascimento, em Ur dos caldeus.
E tomaram Abrão e Naor mulheres para si: o nome da mulher de Abrão era Sarai, e o nome da mulher de Naor era Milca, filha de Harã, pai de Milca e pai de Iscá.
E Sarai foi estéril, não tinha filhos.
E tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã, e habitaram ali.
Atualização
Embora estejamos estudando sobre o Êxodo, é necessário passar pelo livro do Genesis, já que entendemos ser uma continuidade deste, para melhor compreensão desta caminhada até a Saída.
Etimologia
Êxodo (do latim tardio exŏdus do grego ξοδος, composto de ξ "fora" e δός "via, caminho", significando partida) é o segundo livro do Antigo Testamento e do Pentateuco-Torá, vem depois do livro de Gênesis e antes do livro de Levítico.1 2 . Na tradição hebraica, chama-se Sh'moth (em hebraico: שמות, literalmente "nomes", hebreu moderno: Shmot).
(latim exodus, -i, do grego éksodos, -ou, saída)
sm - Saída de um povo ou de multidão de um país ou de uma região (ex.: êxodo rural). Emigração. Religião -  Livro da Bíblia onde se relata a saída dos hebreus do Egito (Com inicial maiúscula.)
DISCURSO
A saga do povo hebreu foi iniciada sob a questão da Promessa:
Gênesis 12. 1,2 ORA, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção.
Desta promessa se origina a construção continuada do povo Hebreu.
Assim, temos:
Deixando os ídolos na Terra de Ur da Caldéia para a Promessa;
A Rota da benção passa por Canaã;
Pelo Egito;
Pelo desastre de Sodoma e Gomorra;
Ajudando ao Senhor;
Desastre permitido; a causa separação de pai e filho;
Divisão e dissensão na família (repetição de evento);
Milagre do Primogênito;
Família Patriarcal;
Ramos separados;
A Benção contínua;
A escolha de ventre (repetição de evento);
A Regeneração do caráter; nova Personalidade, para continuação da Promessa;
A formação das Tribos, por filhos gerados;
A divisão iniciada no conflito familiar (repetição de evento);
A elevação de um filho – José;
A descida ao Egito (evento repetido);
A descida para a Terra de Gosen;
Matando a fome da Terra; a família dos pastores;
A Crise política alcança a Terra dos abençoados;
Preparação para cumprir a Promessa; Sofrimento;
A Exaltação do filho da hebréia; No meio da perseguição, nasce um Libertador;
Um príncipe hebreu, neto de Faraó;
Assassinato e fuga;
Aprendendo cuidar de um povo, no meio de ovelhas;
LIVRO DO ÊXODO
O livro pode ser dividido em divisões principais:
A – a opressão, após a morte de José; - 1.1-13.6; as Dez pragas; A Páscoa;O Início dos dias e tempos do Povo Hebreu – Abibe (Nisã)
B - A saída e Jornada, guiados pela Nuvem, e pela Coluna de Fogo; 13.17-18.27;
C – A pousada e acampamento junto ao Sinai – revelações; Aliança (19); 19.1-40.38.
Conhecendo o inimigo dos Hebreus.
A narrativa bíblica é histórica, quando informa:

Como informamos anteriormente, a Bíblia é também histórica, e traz na narrativa destes fatos a identidade do Faraó da época dos eventos e importantes informações geopolíticas: Geografia, Exércitos e Administração, como construções estratégicas, daquele império.
E puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas.
“Porque edificaram a Faraó cidades-armazéns, Pitom e Ramessés”.
Mostrando e confirmando a ação de uma administração competente e estruturada para grandes safras, com previsão de armazenamento.
Embora a Bíblia não nomeie o Faraó desta época, mas cite o Nome Ramessés. Esta citação leva a muitos e variados entendimentos sobre a localização no “cronos” dos fatos e na cronologia das dinastias dos Faraós.
A Bíblia Plenitude cita:
“...se o Êxodo aconteceu por volta de 1446 a.C. o faraó deveria ser: Tutmés III”.
Se o fato ocorreu mais tarde poderíamos identificar o faraó como sendo: Seti I.
Podemos desta situação, inferir: opiniões eventuais e diversificadas partem do nome Ramessés como identificador do Faraó. O que não está escrito no texto bíblico, o texto apenas cita a cidade Ramessés, a qual era a cidade real dos reis egípcios, localizada a Noroeste do Delta Fértil do Rio Nilo.
O Egito se mostrou ao longo de sua História, uma nação de grandes enfretamentos, belicosa.
A História bíblica nos mostra que a porção da Terra da Promessa era um verdadeiro canal de transição entre o Egito (Norte da áfrica) e o Oriente.
O caminho natural, pelo qual o Patriarca Abraão, e todas as caravanas de comércio transitavam.
Além, de acesso para os Exércitos em suas campanhas.
Arqueologia e Geografia - História - Um pouco do que se estuda sobre o fato:
O Egito conquistou as terras ao norte do Eufrates depois da expulsão dos Hicsos (povo do Crescente Fértil).
Houve mudança de sua capital, em direção ao estado-tampão de Canaã, a capital foi mudada de Tebas para a região oriental do delta do Nilo.
Provavelmente isto aconteceu durante o tempo em que Ramssés II, “este bem amado de Amom”, ocupava o trono.
Grande construtor cuidou de forma zelosa da segurança de seu país.
Isto tem importância ao longo deste estudo, o que pode ser visto na narrativa da saída do Povo Hebreu do Egito.
Ramssés II reconstruiu e ampliou as cidades de Píton e Ramssés transformando-as em cidades-armazéns.
- governou de 1292-1225 a.C. (???), durante a 19ª dinastia (ou a dinastia Ramsseída), e construiu uma cidade chamada Pi-Ramese ou "casa de Ramsés".
"Para isso contou com a excepcional quantidade de Mão-de-obra dos hebreus, os quais haviam se multiplicado nas Terras de Gosen, com o uso de trabalho escravo, recrutando os homens hebreus".
A questão das cidades, aqui inserida em uma de suas explicações, poderá ser contradita, pois há correntes diversas que estudam o assunto.
Umas correntes buscam achar brechas no texto bíblico; outras no sentido de buscar respostas arqueológicas da região.
Contudo é interessante para o aluno, como conteúdo arqueológico e da Geografia bíblica, ter conhecimento do assunto.
Localização das Cidades-Armazém.
Pitom (Píton)
Pitom – parece ser, segundo a Arqueologia o cômoro Tell er Retâba, no Wadi Tumilât
Era conhecida nos tempos antigos como Pi-Tum, ou “casa do deus Tum (Atom)”.
Ramssés (Tanis) -
Mencionada nesta Lição (Livro do Êxodo) é aceita pelos estudiosos, como Tanis, a residência dos faraós da Dinastia ramesseída no delta.
Antes pensou-se que fosse Tell el Maskhûta, a treze quilômetros ao Leste de Píton.
Hoje Pi-Ramese é a moderna Tell el-Dab'a, ou seja, o mesmo sítio arqueológico que abriga as possíveis ruínas do palácio de José. Ela se localiza a trinta quilômetros de Tânis, e a menos de Três da moderna Khatana-Qantir.
É aceita pela Arqueologia como Cidade bíblica de Sucote, local do primeiro acampamento hebreu, do Êxodo (Ex 12,37).
As escavações arqueológicas realizadas nestes sítios confirma a determinação da construção destas cidades citadas no texto bíblico, no período do reinado de Ramssés II, o faraó do Êxodo.
Fonte:
TBAT – Antigo Testamento – Universidade Presbiteriana Mackenzie;
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa - 2008-2013; consulta em 04/01/2014;
Bíblia Plenitude.
Arqueologia Bíblica – consulta em 04/01/2014. Wesley Alfredo Gawlinski de Arruda; apud "Escavando a verdade", de Rodrigo P. Silva;

Descorbetas arqueológicas – acessado em 04/01/2014;
Continua...

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