Naamã É Curado Da Lepra
Lição 8 CPAD Data: 22 de Agosto de 2021
Estudo do Pastor e Professor Universitário Osvarela
Texto Áureo
“Então, desceu e mergulhou no Jordão sete vezes, conforme a palavra
do homem de Deus; e a sua carne tornou, como a carne de um menino, e ficou
purificado.” (2Rs 5.14).
Deus não opera milagres necessariamente segundo nossas
expectativas. Ele faz da forma e no momento que lhe apraz.
Leitura Bíblica
2 Reis 5.1-10,14,25-27.
1 — E Naamã, chefe do exército do rei da Síria, era um grande homem
diante do seu senhor e de muito respeito; porque por ele o SENHOR dera
livramento aos siros; e era este varão homem valoroso, porém leproso.
2 — E saíram tropas da Síria e da terra de Israel levaram presa uma
menina, que ficou ao serviço da mulher de Naamã.
3 — E disse esta à sua senhora: Tomara que o meu senhor estivesse
diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra.
4 — Então, entrou Naamã e o notificou a seu senhor, dizendo: Assim
e assim falou a menina que é da terra de Israel.
5 — Então, disse o rei da Síria: Vai, anda, e enviarei uma carta ao
rei de Israel. E foi e tomou na sua mão dez talentos de prata, e seis mil
siclos de ouro, e dez mudas de vestes.
6 — E levou a carta ao rei de Israel, dizendo: Logo, em chegando a
ti esta carta, saibas que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o restaures
da sua lepra.
7 — E sucedeu que, lendo o rei de Israel a carta, rasgou as suas
vestes e disse: Sou eu Deus, para matar e para vivificar, para que este envie a
mim, para eu restaurar a um homem da sua lepra? Pelo que deveras notai,
peço-vos, e vede que busca ocasião contra mim.
8 — Sucedeu, porém, que, ouvindo Eliseu, homem de Deus, que o rei
de Israel rasgara as suas vestes, mandou dizer ao rei: Por que rasgaste as tuas
vestes? Deixa-o vir a mim, e saberá que há profeta em Israel.
9 — Veio, pois, Naamã com os seus cavalos e com o seu carro e parou
à porta da casa de Eliseu.
10 — Então, Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, e
lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne te tornará, e ficarás purificado.
14 — Então, desceu e mergulhou no Jordão sete vezes, conforme a
palavra do homem de Deus; e a sua carne tornou, como a carne de um menino, e
ficou purificado.
25 — Então, ele entrou e pôs-se diante de seu senhor. E disse-lhe
Eliseu: De onde vens, Geazi? E disse: Teu servo não foi nem a uma nem a outra
parte.
26 — Porém ele lhe disse: Porventura, não foi contigo o meu
coração, quando aquele homem voltou de sobre o seu carro, a encontrar-te? Era
isso ocasião para tomares prata e para tomares vestes, e olivais, e vinhas, e
ovelhas, e bois, e servos, e servas?
27 — Portanto, a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua semente para
sempre. Então, saiu de diante dele leproso, branco como a neve.
Hinos Sugeridos
156, 192 e 453 da Harpa Cristã.
Objetivo Geral
Revelar que Deus deseja curar e salvar a todos.
Objetivos Específicos
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve
atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os
seus respectivos subtópicos.
I. Relatar a busca de Naamã por sua cura;
II. Salientar o orgulho e a falta de fé de Naamã;
III. Identificar a ambição de Geazi.
Etimologia:
נעמי - Na ‘ amiy, patronímico;
adj. Naamanitas = veja Naamã “formosura”
נעמן
- Na ‘ aman no grego - Ναιμαν; n. pr. m. Naamã = “amabilidade”; comandante
encarregado do exército da Síria; quando atingido pela lepra ele procurou o
profeta Eliseu, seguiu as suas instruções e foi curado.
Ναιμαν – Neeman do hebraico 5283 נעמן; n. pr. m. Naamã, o
sírio = “deleite”
A Escola de Profetas – Multiplicadora da Visão dada a Israel –
Revelação continuada.
A Primeira Escola De Profetas.
“... Falei aos profetas, e multipliquei a visão”;
Nm. 11:20-29. ...Então o SENHOR desceu na nuvem, e lhe falou; e,
tirando do espírito, que estava sobre ele, o pôs sobre aqueles setenta anciãos;
e aconteceu que, quando o espírito repousou sobre eles, profetizaram; mas
depois nunca mais. Porém, Moisés lhe disse: Tens tu ciúmes por mim? Quem dera
que todo o povo do SENHOR fosse profeta, e que o SENHOR pusesse o seu espírito
sobre ele!
Podemos dizer que aí nasceu a Escola de Profetas em Israel, no
deserto, o lugar ideal para ensinar a viver numa vida de total dependência de
Deus!
Sua Importância.
I Rs 19: 10;18. E ele disse...SENHOR Deus dos Exércitos,
porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares,
e mataram os teus profetas à espada... Também deixei ficar em Israel sete mil.
A- O vidente, aquele que vê coisas escondidas, como Samuel, por
exemplo. Ele sabia onde estava a jumenta extraviada de Saul (1Sm 9.9).
μαντευομαι - manteuomai. Significando um profeta, de quem se
espera que fale por inspiração; agir como um vidente - Dn.6 - pronunciar um
oráculo, profecia divina;
B- O profeta individual, clássico;
C- E o que estamos estudando nesta Lição.
Os profetas de corporações, produto das chamadas escolas de
profetas. Os profetas oriundos ou agrupados e vivenciando o mundo profético
divino celestial, em sua plenitude sob a direção de um Profeta, digamos de
Nível Nacional, ou regional.
Geralmente tinham um chefe ao redor do qual se agrupavam.
Viviam em um נוית Naviyth - n pr loc.
Naiote = “habitações”
1) um lugar de habitação dos profetas na época de Samuel;
Elias foi chefe de uma escola (2Rs2.3);
Eliseu, que tinha também discípulos, como Geazi, e uma escola (2Rs
4.1).
Para melhor entendermos esta questão da Escola de Profetas
necessitamos entender o profetismo em Israel.
Perpassa certo ar de não entendimento, quando falamos Escola de
Profeta, aliás, há igrejas que mantém este termo, em algum departamento ligado
a formação de obreiros.
A LXX traduz três termos vendo-os numa direção, para a
atividade profética, em relação ao que tem o Dom!
-navi;
-ro’eh, - veja que há palavra que substitui esta: ראה
- ro’eh - n. m. vidente, profeta; visão (profética)
ראה
- Ro’eh - Palavra que pode ser usada no lugar de ro’eh - n. pr. m. - Haroé
= “visão”
-hozeh por prophetês,
O sentido é “falar por alguém”.
É o termo que o Novo Testamento utiliza quase cento e cinqüenta
vezes.
Também são usados, comumente, mas menos vezes mais três termos
hebraicos:
-sophi’im;
-atalaia (Jr 6.17; Ez 3.17; 33.2,6,7);
-shomer, significando atalaia, sentinela, guarda (Isaías 21.11,12; 62.2);
–raah, significando pastor (Jr 23.4; Ez 34.2-10; Zc 11.5,16).
Não têm, no entanto, a repetição e a singularidade dos termos
anteriores.
O termo deve ser entendido, ou pode ser entendido, conforme citado
nas Escrituras.
Navi ou Nabi:
Aparece 300 vezes no AT, sendo que quase um terço das ocorrências
está em Jeremias.
O sentido do termo é disputado, mas parece vir do verbo nivva, que
teria vindo do acadiano navvu, que significa chamar, nomear.
O verbo nivva significaria, então, o ato de designar alguém
como arauto.
Neste sentido, o primeiro significado bíblico para profeta, no
Antigo Testamento, seria o de proclamar, o de anunciar, fazendo assim o papel
de um arauto. Seu uso acontece um pouco mais que trezentas vezes, sendo que
quase um terço das ocorrências está em Jeremias.
Também são usados, comumente, mas menos vezes mais três termos
hebraicos: sophi’im, significando atalaia (Jr 6.17; Ez 3.17; 33.2,6,7); shomer,
significando atalaia, sentinela, guarda (Is 21.11,12; 62.2) e raah,
significando pastor (Jr 23.4; Ez 34.2-10; Zc 11.5,16). Não têm, no entanto, a
repetição e a singularidade dos termos anteriores.
I-b-O Profeta de Deus.
Elias e Eliseu!
Ish Elohim – איש האלוהים –homem de Deus – daí a
expressão da mulher, nos estudos anteriores, que fala a respeito de Eliseu: “vejo
que este que passa por aqui é um ish Elohim”;
O segundo termo hebraico para “profeta” é ish Elohim, homem de
Deus.
Não é um título auto-apregoado a si mesmo de forma triunfal.
O termo aparece 76 vezes no Antigo Testamento e quase na metade das
vezes é aplicado a Eliseu.
Não é que ele seja o padrão, mas na história de Eliseu o termo é
empregado com muita frequência. Parece mais questão de jeito do autor bíblico
se expressar.
Era um reconhecimento que os outros faziam do profeta.
O
que representa os 7 Mergulhos de Naamã?
Primeiramente, ele convida ao mergulho da humildade. Em seguida o
mergulho da obediência e depois o mergulho da contribuição. O quarto mergulho é
o da perseverança e posteriormente o mergulho da fé. O sexto mergulho é o do
entusiasmo e o sétimo e último mergulho é o da vitória.
Naamã também é mencionado em Lucas 4:27 do NT como a vontade
de Deus para salvar as pessoas que são consideradas pelos homens como menos
piedosas e indignas da salvação.
Na
época, os leprosos eram vistos como incapazes, dignos de pena e deveriam ser
mantidos longe da população, isolados em locais com outras pessoas doentes,
longe da família e de toda sociedade.
Mas
como excluir do convívio, um guerreiro fascinante que defendia a sua nação com
garra e coragem? Como forma de garantir o seu posto de líder, Naamã nos tempos
de paz entre Síria e Israel, ele cativa uma jovem israelita na prática de um
“esporte” no deserto, no qual tinha por objetivo saquear e fugir sem danos. A
atividade era comum entre os nômades.
Uma
Jovem Apologista do Deus Yahweh
A jovem israelita se torna escrava da esposa de Naamã, porém é ela
a responsável por levar a palavra do Senhor em sua casa. E assim como uma
semente é lançada ao vento, a escrava responsável pelos afazeres da casa, faz
uma revelação, que encheu o coração de Naamã de esperanças.
Depois de percorrer cerca de 138 km de Damasco a Dotã, Naamã já
esperava algum tipo de ritual ou alguma oração que lhe concedesse a cura.
Os 7
mergulhos de Naamã
Naamã também é mencionado em Lucas 4:27 do Novo Testamento como um
exemplo da vontade de Deus para salvar as pessoas que são consideradas pelos
homens como menos piedosas e indignas da salvação.
A LXX, o Antigo Testamento, usa a palavra “baptizein” para
a imersão que cura o pagão Naamã, o que também ocorre no Rio Jordão onde Jesus
Cristo foi batizado muitos séculos depois, os cristãos muitas vezes interpretam
a história Naamã como uma possível prefiguração do batismo cristão das nações
pagãs.
Naamã (em hebraico: נַעֲמָן,
"agradabilidade") era um comandante dos exércitos de Benadade
II, no tempo de Jorão, rei de Israel. Ele é mencionado em 2 Reis 5 do
Tanaque.
Benadade II guerreou contra Acabe, cercando a capital
recém-erigida de Samaria. Benadade foi duro nos termos de rendição e Acabe não
cedeu. Diz-se que, pela intervenção divina, o israelita venceu os sitiadores
decisivamente na Batalha de Apeque. Benadade foi poupado e voltou ao seu reino.
Em 893 a.C., Benadade II declarou guerra contra Jorão,
(r. 852–841 a.C.), filho de Acabe, do Reino de Israel, porém seus planos
foram frustrados pelo profeta Eliseu. Poucos anos depois, ele renovou
suas hostilidades, cercou a Samaria e a reduziu a quase nada, conforme o
profeta havia lhe dito, e o cerco foi inexplicavelmente levantado.
No ano seguinte, Benadade ordenou ao seu oficial Hazael que
entregasse os presentes a Eliseu, a fim de perguntar sobre as enfermidades que
o rei sírio estava sofrendo.
Eliseu, porém, disse que a enfermidade não era mortal, mas que seu
período de vida era curto.
Em 843 a.C., foi assassinado por Hazael, que usurpou o trono.
Muito se tem falado, pregado e escrito sobre ao ato simbólico determinado
ao general.
“E
saíram tropas da Síria, da terra de Israel, e levaram presa uma menina que
ficou ao serviço da mulher de Naamã.” 2 Reis 5:2
Mas, o primeiro movimento em direção aos 7 mergulhos, foi acionado,
através de uma jovem serva hebreia e da sua patroa a esposa de Naamã.
A serva anuncia o que ocorria em sua terra, e mostra que conhecia o
movimento profético em ação na sua terra.
Ela conheceu provavelmente a Elias e em seguida ouviu a fama de
Eliseu.
Mostra que mesmo serva em terra distante tinha contatos e tinha seu
coração depositada na esperança em ser alcançada pelos milagres do homem de
Deus.
Em algum momento e nos tempos do profeta Eliseu a Síria entrara nos
termos de Israel e em algum destes confrontos a menina fora feita, refém dos
sírios, talvez em um dos muitos confrontos belicosos, sem ser propriamente uma
ação de guerra, isto ocorria mesmo nos tempos de paz entre Síria e Israel, foi
quando ele cativa uma jovem israelita na prática de um “esporte” no deserto, no
qual tinha por objetivo saquear e fugir sem danos. A atividade era comum entre
os povos daquela região que viviam como nômades. Precisamos entender que estes
povos da Palestina, até mesmo, desde os idos de Abraão viviam desta maneira,
embora tivessem seu território de domínio.
A Lepra:
Muitas vezes traduzido como lepra, esta doença ou aflição não era a
lepra de hoje. Hanseníase como conhecida hoje não veio para o antigo Israel,
até que Alexandre voltou de uma viagem à Índia em meados dos anos 300 a.C.
A lepra, uma doença de pele altamente infecciosa, naquela época
levava a morte. Os leprosos eram, portanto, afastados da sociedade, mas Naamã
era uma peça fundamental socialmente porque comandava o exército.
O Processo da Cura:
Apesar de os sírios serem inimigos dos israelenses, Naamã foi
enviado com a sua comitiva pelo rei da Síria a Israel para encontrar o profeta
Eliseu.
3 — E disse esta à sua senhora:
Tomara que o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o
restauraria da sua lepra.
4 — Então, entrou Naamã e o
notificou a seu senhor, dizendo: Assim e assim falou a menina que é da terra de
Israel.
5 — Então, disse o rei da Síria:
Vai, anda, e enviarei uma carta ao rei de Israel. E foi e tomou na sua mão dez
talentos de prata, e seis mil siclos de ouro, e dez mudas de vestes.
O ministério de Elizeu apresenta a vertente apologética, através de
uma menina, sem que as Escrituras citem seu nome.
A menina, deveria ser alguém de procedência nobre, em Israel para
poder ser aceita dentro da casa de um dos mais poderosos homens do Rei da
Assíria.
Assim era o destino dos escravizados. Diferente da noção de
escravidão que nós os ocidentais temos, a servidão ou escravatura se dava com o
aproveitamento das melhores pessoas da nação dominada, vide o caso de Daniel e
seus amigos.
6 — E levou a carta ao rei de
Israel, dizendo: Logo, em chegando a ti esta carta, saibas que eu te enviei
Naamã, meu servo, para que o restaures da sua lepra.
7 — E sucedeu que, lendo o rei de
Israel a carta, rasgou as suas vestes e disse: Sou eu Deus, para matar e para
vivificar, para que este envie a mim, para eu restaurar a um homem da sua
lepra? Pelo que deveras notai, peço-vos, e vede que busca ocasião contra mim.
8 —
Sucedeu, porém, que, ouvindo Eliseu, homem de Deus, que o rei de Israel rasgara
as suas vestes, mandou dizer ao rei: Por que rasgaste as tuas vestes? Deixa-o
vir a mim, e saberá que há profeta em Israel.
רחץ
- rachats; v. lavar, tirar ao lavar, banhar - (Qal) lavar, tirar ao lavar - lavar,
banhar(-se); (Pual) ser lavado; (Hitpael) lavar-se
רחץ
– r^echats (aramaico), provavelmente com a idéia
complementar de ministrar como um servo no banho; v. confiar - (Hitpeil)
colocar a confiança em;
רחץ
- rachats; n. m. lavagem.
2
Reis 5:9-14 Veio, pois, Naamã com os seus cavalos, e com o seu carro, e parou à
porta da casa de Eliseu. Então Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai,
e lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será curada e ficarás purificado.
Porém, Naamã muito se indignou, e se foi, dizendo: Eis que eu dizia comigo:
Certamente ele sairá, pôr-se-á em pé, invocará o nome do Senhor seu Deus, e
passará a sua mão sobre o lugar, e restaurará o leproso. Não
são porventura Abana e Farpar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas
de Israel? Não me poderia eu lavar neles, e ficar purificado? E voltou-se, e se
foi com indignação. Então chegaram-se a ele os seus servos, e lhe falaram,
e disseram: Meu pai, se o profeta te dissesse alguma grande coisa, porventura
não a farias? Quanto mais, dizendo-te ele: Lava-te, e ficarás purificado. Então
desceu, e mergulhou no Jordão sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus;
e a sua carne tornou-se como a carne de um menino, e ficou purificado.
Pontos da recusa de Naamã:
Depois de
percorrer cerca de 138 km de Damasco a Dotã, Naamã já esperava algum
tipo de ritual ou alguma oração que lhe concedesse a cura. E Eliseu nem se
preocupou em atendê-lo mesmo sob o desespero do rei de Israel e das cartas
timbradas do rei da Síria, o que poderia desencadear uma situação de guerra,
mais uma vez com um exército poderoso.
Quando Naamã se apressa para conseguir uma carta de recomendação do
seu rei, ao Rei de Israel criava uma situação crítica entre as duas nações.
Apesar do pedido ser comum no antigo oriente, o pedido de Naamã foi visto como
suspeito pelo rei de Israel, já que poderia ser mais um ataque, mas o profeta
Eliseu, graças a sua sabedoria e guiado pelas palavras divinas, pede ao rei que
aceite a carta.
A recusa de Naamã pode ser explicada pela etimologia e costumes de
autoridades, reis e pessoas nobres em relação ao próprio ato de banhar-se, ou
lavar-se.
Ainda mais em um rio Jordão que tem águas barrentas no período de
cheias. Naamã desprezou a terra onde seria curada, mantendo a sua visão de
desprezo para com o rei e os israelitas, até os rios ele achava de baixa qualidade.
Muitas vezes, alguns de nós vemos com desprezo, alguém usado por
Deus em um lugar menos pomposo, do que onde estamos acostumados, seja um templo
ou a nossa cidade ou nossa própria casa, aos quais consideramos superior àquele
local onde Deus está realizando milagres.
Isto aconteceu com a Rua Azuza, onde um pastor negro (em pleno auge
do racismo cruel) e cego, num barracão iniciou o grande Movimento pentecostal que
desembocou no Brasil através de dois missionários atingidos, direta ou
indiretamente por aquele Avivamento.
Não
são porventura Abana e Farpar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas
de Israel? Não me poderia eu lavar neles, e ficar purificado? E voltou-se, e se
foi com indignação.
Historicamente as pessoas importantes tinham servos que os
banhavam, esta é uma das suposições para a recusa de Naamã tomar o banho ou
lavar-se, como disse o profeta Eliseu:
“Então
Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, e lava-te sete vezes no
Jordão, e a tua carne será curada e ficarás purificado. Porém, Naamã muito
se indignou..,”
Naamã certamente se servia do serviço רחץ – r^echats
(aramaico), que dá idéia de ministrar como um servo no banho.
Então
chegaram-se a ele os seus servos, e lhe falaram, e disseram: Meu pai, se o
profeta te dissesse alguma grande coisa, porventura não a farias? Quanto mais,
dizendo-te ele: Lava-te, e ficarás purificado. Então desceu, e mergulhou no
Jordão sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus; e a sua carne tornou-se
como a carne de um menino, e ficou purificado.
Se olharmos o texto seguinte, veremos que seus servos (ou homens de
confiança) pode falar e instar com Naamã. Parece-me que este servo, suposição
deste escritor, tinha a tarefa de banhar o General ou tinha a intimidade de
como servo, o que era usual para servos, como apropria menina pode se dirigir a
sua senhora (devemos, olhar a posição de servo – doulos – naqueles tempos
e na região orienta, como pessoas de qualidade, que eram escolhidas por sua
beleza, sabedoria e capacidade, diferente da visão escravagista dos idos da
idade média realizada pelos portugueses).certamente também Naamã evitava a
exposição de seu corpo atingido pela lepra, o que seria observado pelos seu
soldados.
Por isto, acho que aqueles seus servos se enquadram no circulo
intimo de servos que atendiam em tudo ao seu senhor Naamã.
Eles sabia o quanto era duro para Naamã ter que tirar seus trajes
para mergulhar no rio, não no sentido de se despir, mas no sentido de tirar
capacete, alguma armadra e vestes que usavam.
Só assim ele pode exclamar e ver o que acontecera com sua pele:
3 —
E disse esta à sua senhora: Tomara que o meu senhor estivesse diante do profeta
que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra.
4 —
Então, entrou Naamã e o notificou a seu senhor, dizendo: Assim e assim falou a
menina que é da terra de Israel.
Podemos colocar alguns pontos nesta saga da cura de Naamã.
A fé
de uma serva menina
A crença
da senhora da menina
A
falta de fé do rei de Israel
A
crença inicial de Naamã ao ouvir o que fora anunciado pela serva de sua esposa
A
maneira interessante forma de anúncio de uma possível cura ao rei da Síria, que
convenceu ao rei da Síria a atender ao pedido de seu maior general
A maneira
forma de pedido de cura de Naamã dirigida ao rei de Israel pelo rei da Síria
A necessidade
de cartas para Naamã entrar em território de Israel
A falta
de fé do rei de Israel, no seu Deus (ou ele entendeu que o rei da Síria – que crera
mais no Deus de Israel do que ele, achava que ele seria capaz de curar.) e no profeta
Eliseu. O rei de Israel Não entendeu nada: O rei da Síria se curvara ao
Deus de Israel e acreditava que Naamã seria curado.
A forma simples (idêntica a Elias, que mostra a confiança de Eliseu
no Seu Deus e poder dado, a sua palavra, em sua boca)
2
Reis 5:9 ss Veio, pois, Naamã com os seus cavalos, e com o seu carro, e parou à
porta da casa de Eliseu. Então Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai,
e lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será curada e ficarás purificado.
Porém, Naamã muito se indignou, e se foi, dizendo: Eis que eu dizia comigo:
Certamente ele sairá, pôr-se-á em pé, invocará o nome do Senhor seu Deus, e
passará a sua mão sobre o lugar, e restaurará o leproso.
A palavra dos servos que convenceram a Naamã foi fundamental
Muitas vezes Deus requer algo mínimo de nós e nós achamos muito
pouco para um milagre, mas Deus tem meios simples de fazer milagres porque é
Deus!
Após ter adquirido algumas virtudes: como a obediência aos
mandamentos de Deus, a quebra de orgulho, Naamã foi limpo e restaurado, após
reconhecer que não outro Deus, como o Deus de Israel.
Após a cura o destino de um servo.
Falamos muito dos servos, neste estudo
Desde a menina-serva, aos servos de Naamã e agora o servo do
profeta, de quem se esperava uma conduta nobre, se mostra alguém cobiçoso, para
receber o que o profeta recusara e arma uma “emboscada” e com mentira, sem
cuidado com si mesmo, e as consequências de seu ato, pega o valor que Naamã
trouxera para dar como oferta (entendo que a formalidade, desde seu rei,
impedia ver que uma cura não se paga, mas se dá oferta a Deus).
Naamã pôde ser desculpado, mas o servo do rei nunca. Naamã estava
alegre com a benção recebida, que daria a qualquer um de Israel aqueles bens.
Ele era um homem agradecido e convertido ao Deus de Israel:
2
Reis 5:15 . ss “Então voltou ao homem de Deus, ele e toda a sua comitiva, e
chegando, pôs-se diante dele, e disse: Eis que agora sei que em toda a terra
não há Deus senão em Israel; agora, pois, peço-te que aceites uma bênção do teu
servo.
Porém
ele disse: Vive o Senhor, em cuja presença estou, que não a aceitarei. E instou
com ele para que a aceitasse, mas ele recusou.
E
disse Naamã: Se não queres, dê-se a este teu servo uma carga de terra que baste
para carregar duas mulas; porque nunca mais oferecerá este teu servo holocausto
nem sacrifício a outros deuses, senão ao Senhor.
Nisto
perdoe o SENHOR a teu servo; quando meu senhor entrar na casa de Rimom para ali
adorar, e ele se encostar na minha mão, e eu também tenha de me encurvar na
casa de Rimom; quando assim me encurvar na casa de Rimom, nisto perdoe o SENHOR
a teu servo.
E
ele lhe disse: Vai em paz. E foi dele a uma pequena distância.
Eliseu já dera um exemplo:
Não há valor que pague um milagre!
Então Geazi, servo de Eliseu, homem de Deus, disse: Eis que meu
senhor poupou a este sírio Naamã, não recebendo da sua mão alguma coisa do que
trazia; porém, vive o SENHOR que hei de correr atrás dele, e receber dele
alguma coisa.
E foi Geazi a alcançar Naamã; e Naamã, vendo que corria atrás dele,
desceu do carro a encontrá-lo, e disse-lhe: Vai tudo bem?
E ele disse: Tudo vai bem; meu senhor me mandou dizer: Eis que
agora mesmo vieram a mim dois jovens dos filhos dos profetas da montanha de
Efraim; dá-lhes, pois, um talento de prata e duas mudas de roupas.
E disse Naamã: Sê servido tomar dois talentos. E instou com ele, e
amarrou dois talentos de prata em dois sacos, com duas mudas de roupas; e
pô-los sobre dois dos seus servos, os quais os levaram diante dele.
E, chegando ele a certa altura, tomou-os das suas mãos, e os
depositou na casa; e despediu aqueles homens, e foram-se.
Não podemos esconder nada de Deus e de seus profetas:
Geazi esqueceu que Deus mostrava tudo a Eliseu, até tropas de
guerra.
Então ele entrou, e pôs-se diante de seu senhor. E disse-lhe
Eliseu: Donde vens, Geazi? E disse: Teu servo não foi nem a uma nem a outra
parte.
Porém ele lhe disse: Porventura não foi contigo o meu coração,
quando aquele homem voltou do seu carro a encontrar-te? Era a ocasião para
receberes prata, e para tomares roupas, olivais e vinhas, ovelhas e bois,
servos e servas?
Portanto a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua descendência para
sempre. Então saiu de diante dele leproso, branco como a neve. 2 Reis
5:15-27
Cuidado com a cobiça!
Fontes:
Apontamentos do autor (incluindo do ano 2013)
Citações no corpo do texto
Lição CPAD – 3º trimestre 2021
Estudantes da Bíblia
https://projetogospel.com/historia-de-naama-quem-foi-naama/
https://www.ebiografia.com/naama/
Sites acessados em 24/08/2021
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