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sábado, outubro 16

A Conversão De Saulo De Tarso Lição 3 CPAD - Data: 17 de Outubro de 2021

 A Conversão De Saulo De Tarso

Lição 3 CPAD - Data: 17 de Outubro de 2021

Estudo Pastor e Professor Universitário Osvarela

Texto Áureo

“E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At 9.3,4).

Prática

A verdadeira conversão a Cristo leva em conta o arrependimento, a fé em Jesus e uma completa transformação no pensamento, vontade e ação do homem”.

Leitura Bíblica

Atos 9.1-9.

1 — E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo-sacerdote,

2 — e pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, a fim de que, se encontrasse alguns daquela seita, quer homens, quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém.

3 — E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu.

4 — E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?

5 — E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões.

6 — E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que faça? E disse-lhe o Senhor: Levanta-te e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer.

7 — E os varões, que iam com ele, pararam espantados, ouvindo a voz, mas não vendo ninguém.

8 — E Saulo levantou-se da terra e, abrindo os olhos, não via a ninguém. E guiando-o pela mão, o conduziram a Damasco.

9 — E esteve três dias sem ver, e não comeu, nem bebeu.

Hinos: 15, 18 e 19 da Harpa Cristã.

Objetivo Geral

Asseverar que a salvação é por meio da graça, acompanhada de arrependimento e fé do pecador como resposta à salvação.

Objetivos Específicos

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Apresentar a conversão de Saulo como ato da graça de Deus;

II. Relacionar a conversão de Saulo com a doutrina bíblica da conversão;

III. Elencar três faculdades interiores que são transformadas na conversão.

 

Introdução:

Paulo é um dos personagens do Novo Testamento que narra a própria chamada ou conversão. Diferente dos demais apóstolos, Paulo tem a sua conversão na pena Lucana em Atos dos Apóstolos e na sua própria versão quando introduz o discurso aos Gálatas, onde descreve seu autotestemunho.

Gálatas 1:12-17 “..., pela revelação de Jesus Cristo. Porque já ouvistes qual foi antigamente a minha conduta no judaísmo, como sobremaneira perseguia a igreja de Deus e a assolava. E na minha nação excedia em judaísmo a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais. Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, Revelar seu Filho em mim, para que o pregasse entre os gentios, não consultei a carne nem o sangue,

Nem tornei a Jerusalém, a ter com os que já antes de mim eram apóstolos, mas parti para a Arábia, e voltei outra vez a Damasco”.

Paulo é único na questão autobiográfica no Cristianismo Neotestamentário.

Pelas suas palavras, ele se posiciona, como nenhum outro.

Com o seu  testemunho pessoal.

O que levou Paulo a esta posição?

A priori, sua própria Conversão, a qual é objeto dos estudos nesta semana.

Esta Conversão inicialmente assustadora, para todos os cristãos perseguidos pela sua inominável fúria farisaica.

Gl.1.12. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo.

Devido a esta Conversão e também a evocação de seu Apostolado, Paulo se tornou um defensor de sua conversão e escolha pelo próprio Jesus Cristo.

Isto o torna o mais incomum de todos os apóstolos.

1Co.15. Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus.

Sem resvalar para a densidade e conteúdo de seus Escritos [maiúsculo pela canonicidade – vide 2 Pe 3.16] temos em Paulo um referencial para todo o crente, como um tipo a quem, como ele mesmo nos convoca, devemos ser imitadores;

-Na regeneração

-Na mudança de seu caráter pessoal

-Nas perseguições por ser de Cristo

-Na confirmação de que somos de Cristo e por isto somos perseguidos, nós, entre quais muitos o fizeram, antes de nossas conversões, éramos pequenos ‘Paulos’ em ira contra a Igreja de Cristo.

         2 Pedro 3:15,16 ..., como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.

- na Escrita e Doutrinas nas quais ele demonstra que obteve revelação para ensinar e colocar a disposição de toda a Igreja em todos os idos e eras eclesiástica.

Em Atos dos Apóstolos:

O relato apresentado por Lucas, da Conversão de Saulo de Tarso, inserida desde o Capítulo 7-8 e no Capítulo 9, do Livro de Atos dos Apóstolos.

Paulo de Tarso, se torna  a figura mais representativa, do Livro dos Atos do Apóstolos, com destaque, inclusive sobre as vidas e presença dos Apóstolos que viveram e andaram e foram chamados pessoalmente por Jesus, é o que nós apontamos: Saulo, depois da sua Conversão, quando se passa a utilizar o seu nome na grafia, Paulo, domina a cena e o maior espaço do Livro de Lucas – Atos dos Apóstolos.

Paulo não é um dos apóstolos chamados de colunas, por ele mesmo – Tiago, Pedro e João.

“E conhecendo Tiago, Cefas e João, que eram considerados como as colunas,...” Gálatas 2:9

A pena Lucana vai descrever em excelência a ação da Igreja primitiva.

Lucas escreve duas vezes a narrativa da Conversão de Saulo.

No capítulo 9 e no capítulo 26, como assistindo Paulo julgado em um inquérito romano para ser sentenciado.

Atos 26:13-16 Ao meio-dia, ó rei, vi no caminho uma luz do céu, que excedia o esplendor do sol, cuja claridade me envolveu a mim e aos que iam comigo. E, caindo nós todos por terra, ouvi uma voz que me falava, e em língua hebraica dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa te é recalcitrar contra os aguilhões. E disse eu: Quem és, Senhor? E ele respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues; Mas levanta-te e põe-te sobre teus pés, porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda;

Paulo é um convertido único, na escrita Lucana, com uma missão imediata e com um ministério alongado por tempo determinado pelo Nosso Senhor Jesus Cristo, ser ministro, ser testemunha as próprias revelações que receberia ao longo de seu ministério.

Ao ter um encontro com Cristo, ele já recebe seu cargo e função:

“..., porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda;”

Lucas e sua escrita sobre a Igreja

O Início, do Cristianismo narrado por Lucas, é não literário e exatamente Paulo é a exceção com a 1 Epístola aos Coríntios -1 Co.7.1 ou 2 Co.3.1, a proclamação do Evangelho é oral, a mensagem da salvação e a chamada ao arrependimento é algo notável, desde Jesus Cristo em seu ministério terreno.

Os Escritos didascálicos (aqui como, conjunto de anotações, ou comentário) são notabilizados exatamente, a partir da Conversão de Paulo, s.m.j.

Outra evidencia de sua posição ímpar, foi a extensão literária, derivada em muitos casos desta necessidade informativa, cuja causa fora a sua Conversão em uma Visão Vocatica – chamar; convocar – direta do próprio Cristo.

Nenhum outro Apóstolo teve chamamento tão diferenciado, no sentido de ter se Convertido pela Pregação, chamemos assim, do próprio Cristo ressurreto. O mais próximo disto se dá com Natanael, na questão do sobrenatural místico divino e crístico.

QUADRO criado por este escritor  COM BASE EM Apóstolo Paulo Vida, Obra e Teologia J. Becker, em fls 126

Mas, Saulo sofreu um processo único de conversão no Caminho de Damasco.

Paulo em fases:

Pré-Conversão:

O Saulo:

Não dá para falar da conversão de Saulo, sem continuar falando de sua vida anterior.

Assim, o estado espiritual de Saulo era o estado mental dominante no Sinédrio e entre os Principais da religião judaica na época.

At.9.1. Saulo, porém, respirando ainda ameaças e mortes...

Antes de sua Conversão, Lucas o descreve como alguém, que respirava ódio contra os da Igreja, os quais professavam a sua fé em Jesus Cristo.

Acho relevante este destaque, para demonstrar, porque Jesus ao se apresentar a Saulo vai lhe apontar esta sua fúria contra o próprio Jesus.

Lucas mencionou três vezes, sempre como feroz adversário de Cristo e sua igreja.

Ele nos conta que, no martírio de Estevão,

1-    “as testemunhas deixaram suas vestes ao pés de um jovem chamado Saulo” (7:58), que

2-    “Saulo consentia na sua morte” (8:1), e que, em seguida,

3-    “Saulo assolava a igreja” (8:3), procurando cristãos casa por casa, arrastando homens e mulheres para a prisão. Paulo vai depois confirmar isto de sua própria bica.

Agora, Lucas resume a história dizendo que ele estava respirando ainda ameaças de morte contra os discípulos do Senhor At-9:1.

Ele não tinha mudado desde a morte de Estevão; ele ainda estava na mesma condição mental de ódio e hostilidade.

Saulo era:

-Assassino confesso de cristãos da Igreja primitiva. - vide abaixo.

-Feroz;

-Sanguinário;

Destruidor – pelo verbo utilizado em At.8.3 [lymainomai-, lumai,nomai; to harm; destroy -  prejudicar, destruir - referindo-se a destruição que Saulo causou à Igreja de Jerusalém, mostra a condição moral do mesmo, a condição de quem seria hoje, considerado um verdadeiro terrorista.

Exterminador – John Stott diz: “os cristãos de Damasco o descreveram como aquele que tinha causado um “extermínio” em Jerusalém (v. 21), onde o verbo empregado éportheo (como em Gálatas 1:13.23), que C.S.C. Williams, traduz ‘espancar’”.

O estado espiritual de Saulo era o estado mental dominante no Sinédrio e entre os Principais da religião judaica na época.

Ele não tinha mudado desde a morte de Estevão; ele ainda estava na mesma condição mental de ódio e hostilidade.

Saulo necessitava de uma metanóia –

μετανοια - metanoia; n. f. como acontece a alguém que se arrepende, mudança de mente (de um propósito que se tinha ou de algo que se fez)

Pós-converso:

Primeira fase - repeliu praticamente todo o período judaico de sua vida.

Atos 26:19-22  “..., ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial. Antes anunciei primeiramente aos que estão em Damasco e em Jerusalém, e por toda a terra da Judéia, e aos gentios, que se emendassem e se convertessem a Deus, fazendo obras dignas de arrependimento. Por causa disto os judeus lançaram mão de mim no templo, e procuraram matar-me. Mas, alcançando socorro de Deus, ainda até ao dia de hoje permaneço dando testemunho tanto a pequenos como a grandes, não dizendo nada mais do que o que os profetas e Moisés disseram que devia acontecer,..”

A conversão de Paulo reorientou profundamente as motivações e a identidade, posta várias vezes, entre o judaísmo e a vida em cristo, sem circuncisão, sem regras da ‘nomia’.

2 Co.11.22.

São hebreus? Também eu.

São israelitas? Também eu.

São descendência de Abraão? Também eu.

Esta é uma crise permanente na mente de Paulo, esquecer quase que totalmente, a vida antes da Conversão, fazendo-a desprezível e ancorar-se na vida posterior à Vocação.

Segunda Fase:

Agora, Paulo poucas vezes evoca a sua identidade judaica.

Gl.1.10 Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.

11 Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens.

12 Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo.

13 Porque já ouvistes qual foi antigamente a minha conduta no judaísmo, como sobremaneira perseguia a igreja de Deus e a assolava.

Neste trecho ele coloca o judaísmo como um passado distante de sua vida.

Até ao apelar das cadeias, evoca sua identidade romana. 

Gl.1.13,14,15;18. Porque já ouvistes qual foi antigamente a minha conduta no judaísmo, como sobremaneira perseguia a igreja de Deus e a assolava. Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça. Depois, passados três anos, fui a Jerusalém para ver a Pedro, e fiquei com ele quinze dias.

A Conversão:

Podemos colocar a conversão de Paulo no começo da quarta década do primeiro século, quase vinte anos de vida cristã ou apostólica, época de reflexão teológica, de trabalhos e de contatos com a comunidade primitiva que preparavam  pensamento eclesiástico, que começa irá manifestar-se nas Epístolas paulinas.

O Encontro

A ida de Saulo a Damasco tinha objetivos:

Causa da Ida de Saulo a Damasco.

O Edito de Extradição religiosa:

Saulo teria ido a Damasco pelo motivo, de que alguns dos seguidores do Caminho haverem conseguido fugir da rede de delatores montada por ele em Jerusalém. J.STott

O Caminho.

Saulo, depois Paulo, ele mesmo, aponta esta perseguição em At.22. 4,5. E persegui este Caminho até a morte, algemando e metendo em prisões tanto a homens como a mulheres, do que também o sumo sacerdote me é testemunha, e assim todo o conselho dos anciãos; e, tendo recebido destes cartas para os irmãos, seguia para Damasco, com o fim de trazer algemados a Jerusalém aqueles que ali estivessem, para que fossem castigados.

·Atos 9.2. e pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, a fim de que, caso encontrasse alguns do Caminho, quer homens quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém.

Lucas vai descrever esta caminhada:

1 — E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo-sacerdote,

2 — e pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, a fim de que, se encontrasse alguns daquela seita, quer homens, quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém.

3 — E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu.

4 — E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?

5 — E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues.

Lucas narra um, Paulo respirando com ódio o ar, que Deus lhe concedia para viver, saindo em forma de ódio contra os da Igreja, não sabia ele - Paulo - que o seu ódio era contra o Cristo ressureto.

Atos 19·23. Por esse tempo houve um não pequeno alvoroço acerca do Caminho.

Ao saber que a Sinagoga de Damasco abrigava muitos dos seguidores de Jesus

At. 8:3- Paulo pediu as Cartas, na realidade um Edito, que lhe dava direito de extraditar para Jerusalém, os que houveram fugido procurando abrigo naquela cidade síria, local de grande colônia judaica.

Urdindo um Plano de destruição, Saulo consegue, por suas cidadanias e pela sua influência e também pela sua formação rabínica autorização, chamada de Cartas, após persuadir ao Sumo Sacerdote -9:1b-2- a lhe conceder uma ordem de extradição.

Êxtase de Paulo na Estrada de Damasco.

O místico encontro com o Cristo ressureto.

Tema muito abrangente, pelas narrações de Lucas e a de Paulo...

Como todos os grandes homens chamados por Deus, Saulo é subitamente cercado pelo resplendor da Glória de Cristo.

-Assim como, Moisés viu a sarça ardendo e não se consumiu;

-Assim como João - Evangelista em Patmos...;

-Assim como Jacó Viu a Escada em Betel, ou Luz...

-Ezequiel

-Isaías - Isaías 6.1.ss

Você já foi iluminado na tua chamada.

O Forte e feroz se tornou fraco e impotente, diante do Todo-Poderoso

Interessante, que ele pergunta sabedor que era alguém mais forte do que ele próprio:

Quase no fim de sua viagem ele foi detido pelo transcendente poder de Jesus Cristo Glorificado.

At 9.3 Mas, seguindo ele viagem e aproximando-se de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu;4 e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?5 Ele perguntou: Quem és tu, Senhor?

Fique tranquilo, quando o teu inimigo vier sobre ti, Deus vai detê-lo antes de chegar aonde você está. Afinal ele está por perto "ao derredor".

Atos 26:17,18 Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim.

Interessante que Jesus mostra a Paulo que a luz precisa iluminar todos os homens.

Tenho por certo que a Luz do Caminho de Damasco não foi só uma manifestação da presença gloriosa de Jesus, mas uma forma de apresentação de Jesus a Saulo para que ele conhecesse o que a Luz pode fazer com os homens.

Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.

E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. João 1:4,5

Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. João 8:12

O encontro de Saulo com Jesus marca a iluminação do seu interior e ele foi único em receber esta presença que o iluminou por fora e por dentro, se ficou cego foi pela visão da Luz – Cristo – mas, as escamas que se criaram mudaram a sua visão humana para a espiritual.

Além de ter confirmada a sua missão e ministério e sofrimento pelo amor a Cristo, por Deus, e o alcance de sua chamada, pós conversão, ao próprio Ananias.

Atos 9:8-19 “E Saulo levantou-se da terra, e, abrindo os olhos, não via a ninguém. E, guiando-o pela mão, o conduziram a Damasco. E esteve três dias sem ver, e não comeu nem bebeu.

E havia em Damasco um certo discípulo chamado Ananias; e disse-lhe o Senhor em visão: Ananias! E ele respondeu: Eis-me aqui, Senhor.[...] [...] Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel.

E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome.

E Ananias foi, e entrou na casa e, impondo-lhe as mãos, [...] E logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista; ... E esteve Saulo alguns dias com os discípulos que estavam em Damasco.

Quando Saulo é convertido o seu destino não foi mudado, mas agora a missão era estar ao lado dos que perseguia, levado pelas mãos dos próprios perseguidos. Você pode ter um destino com um objetivo, mas Deus se for a Sua vontade, pode fazer ir ao mesmo destino e chegar lá com o propósito mudado, a favor da Obra de Deus. Osvarela

A teofania Saulo percebe o impacto, de tal modo, que ele cai ao chão. Mesmo fariseu Saulo podia reconhecer este fato sobrenatural. O culto da Lei e das tradições não excluía, no tempo de Paulo, a fé nas visões e na ação do Espírito Santo, incluindo visões ou manifestações. Inclusive certamente Saulo soubera das manifestações ocorridas com João O Baptista, e com Simeão, pai daquele, pelos quais Deus voltar a se manifestar em Israel após 400 anos de voz inaudível. Citação adaptada de Cf. E. Stauffer, Die Theologie des Neuen Testaments, Gütersloh, 1948, p. 20.

O que o próprio Paulo achava de sua conversão:

Ele relata  - vide abaixo – por Lucas ou em Gálatas.

O que nos importa é o modo como ele encarava o acontecimento decisivo de sua vida.

Deus tinha "revelado" seu Filho nele, para que ele o anunciasse aos gentios (G1 1.15-16). Um raio iluminou-lhe a inteligência, forçando-o a admitir que Jesus estava na glória de Deus. Ele mesmo classifica o acontecimento de Damasco entre as aparições de Cristo

ressuscitado (1 Co 15.8), em pé de igualdade com as aparições com as quais foram gratificados os apóstolos e que autenticam a mensagem deles. Viu Jesus em sua glória; portanto, ressuscitado.

Γαλάτες 1:16 Για να αποκαλύψω τον Υιό του μέσα μου, για να τον κηρύξω ανάμεσα στους Εθνικούς, δεν συμβουλεύτηκα σάρκα ή αίμα,

O verbo αποκαλύψαι em G1.16 combina sem dúvida a aparição exterior e a certeza interior que a transmite à inteligência, todo o complemento verbal no grego sugere que Paulo trará em si a imagem de Cristo a Imago Dei.

Paulo traduz exatamente seu entendimento (imposto por Deus, em oposição a um processo intelectual normal) ao dizer que Deus lhe revela "seu Filho".

Nosso encontro e Conversão também é um encontro com a Luz.

Mas, se Deus te achar em desacordo com a sua vontade, pode te achar no meio do caminho e te criar escamas nos olhos, para você ter uma nova visão do Seu querer na tua vida!

Lucas descreve com sua pena o discurso de Paulo junto ao rei Agripa, no qual ele reconhece o quanto ele mudara, desde o encontro no caminho a Damasco.

Atos 26:9,10 Bem tinha eu imaginado que contra o nome de Jesus Nazareno devia eu praticar muitos atos; O que também fiz em Jerusalém. E, havendo recebido autorização dos principais dos sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e quando os matavam eu dava o meu voto contra eles.

Quando temos um encontro real com Cristo tudo muda.

Jesus não chamou nenhum Apóstolo sem saber o que cada um faria, ao longo do ministério de cada um.

Com sua conversão o Apóstolo imediatamente após ela, em Damasco, Lucas escreve: "E logo nas sinagogas pregava a Cristo, que este é o Filho de Deus. E todos os que o ouviam estavam atônitos, e diziam: Não é este o que em Jerusalém perseguia os que invocavam este nome, e para isso veio aqui, para os levar presos aos principais dos sacerdotes? Saulo, porém, se esforçava muito mais, e confundia os judeus que habitavam em Damasco, provando que aquele era o Cristo.” (Atos 9:20-22). Era uma elocução saída da boca de um perseguidor recente, era como um eco do que, então, impressionava os cristãos. Paulo insistia em anunciar a Cristo, por própria iniciativa pela sua mente  - “ alguns teólogos, apelam para o psicológico, embora com muitas restrições teológicas (pelo fato em si divino da salvação e conversão de Saulo) consideram, “a questão da dimensão no psicológico de Saulo/Paulo atingido pelas lembranças das atrocidades cometidas, em nome da Lei”, mas, vide acima, Paulo se retrata em sua epístolas - iluminada pela Luz do caminho, pelo qual chegara a Damasco. Tornava-se imperioso e  uma  necessidade, com efeito, de grande audácia para adotar esta fórmula, por cuja causa os judeus haviam condenado a Cristo, e neste pós conversão até mesmo os apóstolos, que conheciam Ananias, tinham-na posto de lado.

Fonte:

Cristo na Teologia Paulina – L. Cerfaux

Apontamentos do autor

Dicionário Strong

Citações no corpo do texto

Estudantes da Bíblia

Lição CPAD – 4º trimestre 2021

http://estudandopalavra.blogspot.com/2011/02/conversao-de-paulo-licao-09-cpad-1.html#more de 02/2011 deste escritor

Thomas R. Schreiner

Oscar Cullmann

sábado, março 19

AS VIAGENS MISSIONÁRIAS DE PAULO.Paulo Plantador de Igrejas

AS VIAGENS MISSIONÁRIAS DE PAULO.
Paulo, Plantador de Igrejas.Pr.Augustus Nicodemus
TEXTO ÁUREO:
E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. At. 13.2.
Leitura Bíblica em Classe.
Atos 13.1-5;46-49.
Introdução:
Não sei se esta é uma Lição que a contribuitividade de minha parte, permitirá alcançar a tão grande meta imposta por Pr. Claudionor de Andrade, do alto de seu conhecimento da História da Igreja e da Geografia bíblica, mas creio que o Espírito Santo nos ajudará a incentivar aos participantes da EBD de domingo no estudo e conhecimento do assunto.
A História Imperial Romana, e o período das viagens de Paulo:
Ao lermos o Livro de Daniel podemos entender o Império Romano como uma providencial implantação de um cenário, para a plenitude do Evangelho, por conta da sabedoria de seus governantes, em manter línguas, costumes, e religiões dos povos submissos, ou vassalos.
Assim, ao tempo de Paulo, a aristocracia e os sacerdotes judeus aceitavam a dominação romana, pois os primeiros obtinham vantagens comerciais e os segundos mantinham o monopólio da religião e com isto o domínio de certa parcela de poder, haja vista, a posição do Sinédrio, mesmo sob domínio romano.
Para melhor entendermos as viagens de Paulo, faz-se necessário conhecer quais povos contribuíram para a expansão do Evangelho.
Assim como, quais povos ele atingiu e dos quais obteve ajuda substancial, para suas empreitadas, em plantar Igrejas, daí o uso do termo, colhido de matéria do Pr. Dr. Augustus Nicodemos emérito Chanceler do IPM – Mackenzie.
O domínio do Império da Águia foi marcado pela pacificação e domínio do mar e controle das estradas, bem como, a evolução desta arte de engenharia, que promoveu o acesso a quase todos os lugares do Império.
Por dever de ofício, percebi em Roma, que o princípio das estradas romanas em matéria de construção: piso, saída das águas do leito da via, é o mesmo secularmente, apenas mudando a forma de aplicação de tecnologias na execução.
O que isto tem a ver com Paulo na narrativa de Lucas?
Espalhar o evangelho mundo afora, como Paulo o fizera, seria quase impossível no tempo,  no qual, ele - Paulo - realizou suas Missões, sem essa liberdade e facilidade de trânsito.
As Estradas Romanas, fruto de uma profecia de Daniel sobre a existência deste império, existiram pelo modo de governo do império romano e vieram a ser um meio de propagação do Evangelho.
As esplêndidas estradas romanas davam acesso a todas as partes do império.
Essas estradas notáveis realizaram naquela civilização o mesmo papel das nossas estradas de rodagem e estradas de ferro da atualidade. E elas eram tão bem vigiadas que os ladrões desistiam de seus assaltos. De modo que as viagens e o intercâmbio comercial tiveram um amplo desenvolvimento.
A Via Ápia era o cartão postal das estradas de comunicação com Roma.
O dito era evidente e chegou aos nossos dias:
Todos os caminhos levam a Roma”.
Havia estradas de acesso a Grande Roma de Rômulo e Remo, o s gêmeos alimentados [mito da criação de Roma] pela loba, símbolo da resistência dos romanos.
Isto contribuiu pra que Paulo pudesse viajar por terra e mar com relativa segurança e meios próprios da época, alcançando Continentes além da Palestina.
O modelo de governo imperial romano foi uma demonstração de inteligência:
Domínio, com governos dos próprios povos sob a bandeira do Império.
Roma tinha seus títeres, que podiam ser nativos de famílias influentes, heróis pátrios, compradores de cidadania romana.
A própria cidadania de Saulo de Tarso, o Apóstolo Paulo é relevante nestas missões, ir e vir era uma facilidade dos romanos, em todo o Império.
O nascimento de Paulo em Tarso configura-se, outra vez mais, como um dom de Deus ao Evangelho.
Tarso era uma liberas civitas’, ou ‘libertas civitas’.
Cidades fora das divisas de Roma que permitia aos seus naturais se tornar romanos, ao nascer nestas cidades, assim decretadas pelo César ou no caso de Tarso pelo General romano Marco Antonio em 42 aC.
Tarso dispunha de um sistema democrático aos das cidades-estado gregas., ao tempo de Paulo.
Esta cidade que tinha às suas portas as chamadas Portas Clicianas era importante enclave de luta militar, pois ligava o Leste ao Oeste, e dominava o acesso através de um desfiladeiro assim conhecido e importante estrada para comercialização de madeira tarsense.
Isto deu paz ao Império e deixou os cidadãos dos países vassalos, praticamente viverem uma vida de normalidade.
Lógico, que a Águia era poderosa e via do alto qualquer movimento contrário e os eliminava.
Uma das grandes contribuições de Roma nos tempos bíblicos foi a ‘Pax Romana.
 As guerras entre as nações tornaram-se quase impossíveis sob a égide daquele poderoso império.
Esta paz entre as nações favoreceu extraordinariamente a proclamação do evangelho entre os povos. Além disso, a administração romana tornou fácil e segura as viagens e comunicação entre as diferentes partes do mundo. Os piratas foram varridos dos mares.
Mundo no tempo de Paulo
No tempo de Paulo três povos contribuíram significativamente para a expansão do mundo de então, e em especial para a propagação do evangelho, a saber: os romanos, os gregos e os judeus.
É provável que durante os primeiros tempos do Cristianismo o povo se locomovia de uma cidade para outra ou de um país para outro, muito mais do que em qualquer outra época, exceto depois da Idade Média. Os que sabem como as atuais facilidades de transporte têm auxiliado o trabalho missionário, podem compreender o que significava esse estado de coisas para a implantação do Cristianismo (História da Igreja Cristã, 1985, p. 7).
A Geografia das Viagens.
Os acompanhantes nas Viagens.
1ª- Barnabé e Marcos
2ª- Silvano; Lucas se lhes junta em Troade.
3ª- Tito e Timóteo e talvez também com os macedônios Gaio e Aristarco (At. 19,29).
Na narrativa de Lucas há uma clara demonstração do autor, informando pelo modo verbal que o mesmo esteve em algumas destas viagens, como copartícipe da ação.
Mostra-nos a ação do Espírito Santo nas decisões tomadas desde o primeiro envio e as posteriores viagens, as quais tinham seu curso mudado pelo Espírito Divino.
AS TRÊS LONGAS VIAGENS.
As etapas da grande aventura missionária de Paulo são conhecidas graças aos testemunhos dos Atos dos Apóstolos, e das Cartas que o Apóstolo escreveu às comunidades por ele fundadas, nas suas três longas viagens, para acompanharem e completarem a sua pregação oral.
As três viagens começam e terminam em Antioquia.
1 E NA igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo.
2  E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.
3 Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram.
Antioquia, depois de Roma e Alexandria é a terceira maior cidade do Império romano no tempo da narrativa de Lucas em Atos dos Apóstolos.
O prosélito Nicolau da turma dos 7 diáconos, separada para o serviço das mesas pelos Apóstolos At.6.5 – era antioqueno;esta é a primeira aparição de Antioquia, capital Orontes, no NT.viviam lá cerca de 50.000 judeus. – veja Flávio Josefo – Bellum 7,46 -
Antioquia foi uma base missioneira.
Paulo a usou como sua base principal.
A escola de formação missionária antioquena tinha uma particularidade:
Era uma escola com intimidade do Espírito Santo.
Paulo era um destes, sendo o mais conhecido nome dentre estes homens de Deus.
At.13.1. Ora, na igreja em Antioquia havia profetas e mestres...
Ágabo vindo da Jerusalém encontra-se com os seus companheiros da Revelação;
Como Paulo Se Estabeleceu Nesta Igreja, Neste Patamar.
At.11.19-26. Aqueles, pois, que foram dispersos ... passaram até a Fenícia, Chipre e Antioquia, ...entre eles alguns cíprios e cirenenses, os quais, entrando em Antioquia, falaram também aos gregos, anunciando o Senhor Jesus. E a mão do Senhor era com eles...se converteu ao Senhor. Chegou ... a igreja em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia;[...] E muita gente se uniu ao Senhor. Partiu, pois, Barnabé para Tarso, em busca de Saulo e tendo-o achado, o levou para Antioquia. E durante um ano inteiro reuniram-se naquela igreja e instruíram muita gente; e em Antioquia os discípulos pela primeira vez foram chamados cristãos.
Eis a Igreja identificada com Cristo de tal forma, que a levou a seguir os passos de Jesus em ser um agente de Deus entre os povos.
Primeira viagem (do ano 45 ao 49) (Atos 13,1-15-35).

Paulo, acompanhado de Barnabé e Marcos, parte para Chipre, cidades de Salamina e Pafos, depois Perga da Panfília (onde Marcos os deixa), Antioquia da Pisídia, Icónio, Listra e Derbe (na atual Turquia). Voltam a Antioquia e depois vão a Jerusalém.
Entre o período antioqueno de Paulo, sua vocação as portas de Damasco a subseqüente Primeira Missão na Síria [do norte] e na Cilícia, e o tempo da Missão de independência apostólica, aos gentios, na direção do Espírito Santo durou cerca de 9 [nove] anos.
Esta primeira viagem missionária teve o ‘charis’ da visão e unção antioquena.
Êxito suficiente da missão e sua marca:
Segundo J.Becker – a comunidade cristã antioquena se torna paradigma do evento  missionário pelo êxito de Barnabé e Saulo, a os enviar para a missão junto aos gentios – 14.27.
Primeiro, porque, em sendo uma comunidade forte de traços judeus manda seus missionários aos gentios, aos a margen da Lei – 13.36.ss – e o êxito se consolida com uma missão que funda uma comunidade gentio-cristã. 13.44-52;14.21-23-25.s.... No dia seguinte partiu com Barnabé para Derbe. E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, Icônio e Antioquia, confirmando as almas dos discípulos, exortando-os a perseverarem na fé, dizendo que por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus. E, havendo-lhes feito eleger anciãos em cada igreja e orado com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido. Atravessando então a Pisídia, chegaram à Panfília. E, tendo anunciado a palavra em Perge, desceram a Atália.
A Liderança Inicial, Nesta Etapa Era de Barnabé.
At.14.8-14. Em Listra estava sentado um homem aleijado dos pés, coxo de nascença e que nunca tinha andado. Este ouvia falar Paulo, que, fitando nele os olhos e vendo que tinha fé para ser curado, disse em alta voz: Levanta-te direito sobre os teus pés. E ele saltou, e andava. As multidões, vendo o que Paulo fizera, levantaram a voz, dizendo em língua licaônica: Fizeram-se os deuses semelhantes aos homens e desceram até nós. A Barnabé chamavam Júpiter e a Paulo, Mercúrio, porque era ele o que dirigia a palavra.
O sacerdote de Júpiter, ... juntamente com as multidões, queria oferecer-lhes sacrifícios. Quando, porém, os apóstolos Barnabé e Paulo ouviram isto, rasgaram as suas vestes e saltaram para o meio da multidão, clamando e dizendo: Senhores, por que fazeis estas coisas? Nós também somos homens, de natureza semelhante à vossa, e vos anunciamos o evangelho para que destas práticas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar, e tudo quanto há neles;
Mas, os fatos alçaram Paulo à líder espiritual pelos dons exercitados por ele na viagem.
Paulo, Era o caçado, o procurado, o alvo da fúria e da busca das bênçãos.
Missão sempre vai mostrar a capacitação real e a vocação de cada um em cada área, uns serão notados pela vocação em pregar com eloqüência, ousadia, e outros no uso de dons e outros na salvação de almas e outros e outros e outros...
Mas, o importante é saber que Deus está na Missão com você!
Segunda viagem (do ano 49 ao 52) (Atos 15,36-18, 22).
Paulo, acompanhado por Silvano, passa por Derbe, Listra (onde se lhes junta o jovem Timóteo), Icónio e Antioquia. Chegam à Galácia, Tróade (onde se lhes junta Lucas), Neapolis, Filipos, Tessalónica, Bereia, Atenas e Corinto, onde permaneceram dois anos e conheceram o proconsul Galião, no ano 52 d. C. tendo depois voltado a Antioquia.  
Dirigido pelo Espírito Santo.
Viagem missionária não se realiza sem a ação ou a voz de Deus.
Paulo tem a característica de suas missões norteadas, primeiro pela Igreja.
Ensino eficaz a quem vai para o campo, ter uma mensagem, uma direção da Igreja através de seus ministros.
At.15. 25-36. ...pareceu-nos bem, tendo chegado a um acordo, escolher alguns homens e enviá-los com os nossos amados Barnabé e Paulo, homens que têm exposto as suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. [confirmação de uma chamada – ver At.9 – caminho de Damasco]. Enviamos portanto Judas e Silas, os quais também por palavra vos anunciarão as mesmas coisas. Porque pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas necessárias:[...]. Depois Judas e Silas, que também eram profetas, exortaram os irmãos com muitas palavras e os fortaleceram. ...pelos irmãos despedidos em paz, de volta aos que os haviam mandado. Mas Paulo e Barnabé demoraram-se em Antioquia, ensinando e pregando com muitos outros a palavra do Senhor.
Terceira viagem (do ano 53 ao 58).

Paulo partiu de Antioquia com Tito e Timóteo e talvez também com os macedônios Gaio e Aristarco (At. 19,29).
Seguiram para Éfeso onde Paulo permaneceu durante três anos (At. 18,23; 21,16), pregando na escola do reitor Tirano em Éfeso. De Éfeso seguem para Laodiceia, Colossos, Gerápoles, Tróade, Macedónia, Antioquia e depois para Jerusalém. (At 20,3; 21,16)
No fim desta 3.ª viagem, logo que Paulo entra em Jerusalém os seus adversários voltam ao ataque: Paulo é preso (At 21,27s), comparece diante do Sinédrio e para escapar a uma agressão dos judeus é transferido para Cesárea pelas autoridades romanas.
Compareceu diante do procurador Félix. Passados dois anos Paulo apelou para o imperador César (At 25,11).
No Outono do ano 60, Paulo, acompanhado por Lucas, parte para Roma, preso e guardado por um centurião. Depois de terem naufragado em Malta, onde passaram o Inverno, chegaram a Roma na Primavera do ano 61.
ESTAS TRÊS MISSÕES.

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"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei . No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."
Martin Niemöller, 1933

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