A líder pró-democracia Aung San Suu Kyi pediu neste domingo (14) a milhares de seguidores em comício em Mianmar que seus seguidores "mostrem o caminho" que ela deve seguir.
Foi o primeiro grande comício da Nobel da Paz desde sua libertação, ocorrida na véspera. Ela deu a entender que vai continuar agindo politicamente contra a junta militar que controla o país.
"Quero trabalhar com todas as forças democráticas", disse, conclamando as forças políticas pró-democracia a se unificarem no país.
"Estou muito feliz e encorajada de ver todos vocês", disse. "Eu sei o que as pessoas querem. Eu também sei o que vocês querem."
Ela pediu às pessoas que contem a ela o que estão pensando e expliquem as mudanças que ocorreram nos últimos seis anos no país.
Suu Kyi também afirmou que não estava com raiva da junta militar e disse que foi bem tratada durante sua prisão domiciliar.
"Eu ouvia rádio 5 ou 6 horas por dia, apesar de isso ser chato. Mas para o bem do povo eu tinha de ouvir rádio."
Ela falou na sede do seu partido, a Liga Nacional pela Democracia (LND).
A condenação de 18 meses de prisão domiciliar, que a vencedora do Nobel da Paz em 1991 cumpria atualmente, foi a última de uma longa série de punições.



