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sexta-feira, julho 30

A AUTENTICIDADE DA PROFECIA - LIÇÃO 05-CPAD – 3º TRIM.

A AUTENTICIDADE DA PROFECIA

LIÇÃO 05-CPAD – 3º TRIM. Autor:Osvarela

Texto Áureo.

Mq. 5.2. E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas origens [saídas] são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.

Leitura Bíblica em Classe

Is.53.2-9. Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos. [...]Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; [...]Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. [...] Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido. E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca [fez] cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca. Bíblia on-line. Versão ACRFiel - Bíblia.com.br

Glossário.

Trilema - O mais antigo uso registrado do termo vem do pregador britânico Philip Henry em 1672, seguido, aparentemente de forma independente, pelo pregador Isaac Watts em 1725

O termo 'Pragmatismo' foi introduzido por Charles S. Pierce em um famoso artigo intitulado "How to make our ideas clear", publicado em 1878. Em Pierce há o Pragmatismo metodológico, que é fundamentalmente uma teoria do significado e também um pragmatismo metafísico que é uma teoria da verdade e da realidade. Segundo o autor, a idéia de um objeto é correspondente à idéia de seus efeitos sensíveis, assim, a concepção de um objeto é a concepção dos efeitos práticos que atribuímos a esse objeto da nossa compreensão. O pragmatismo de Pierce é uma teoria da significação, um método de determinação de significados que atribui o significado ao conjunto de disposições para agir que o objeto causa ao entrar em relação com um sujeito humano.

1. Velar
José Carlos Delfino (SC)

[Do lat. vigilare.]V. int.

1. Passar a noite, ou boa parte dela, acordado:

2. Conservar-se aceso (vela, candeeiro, etc.).

3. Estar alerta; vigiar. V. t. d.

4. Passar (a noite) acordado:

5. Estar de vigia, de guarda ou de sentinela a: 2

6. Passar a noite junto à cabeceira de (um doente), para tratar ou cuidar dele, ou ao pé de (um morto):

7. Proteger, patrocinar: 2 V. t. i.

8. Interessar-se grandemente, com zelo vigilante:

9. Interessar-se, preocupar-se, zelar: 2 V. p.

10. Acautelar-se, vigiar-se.

Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa de José Pedro Machado, amálgama vem «do francês amalgame, este do latim medieval – amalgama.

Dicionário Aurélio, «Mistura de elementos que, embora diversos, contribuem para formar um todo»

Feminino Singular: acurácia| Feminino Plural: acurácias proparoxítona aparente » acurácia

1. Grandeza que indica o quão algo é ou está acurado

Adjetivo. ms=acurado|mPlural: acurados

| Feminino Singular: acurada

| Feminino Plural: acuradas feito com cuidado e perfeição

Plenitude (grego pleroma)

Conceitos.

Acurácia - sm. (acurar + ácia)

1. Mat. Exatidão de uma tabela ou de uma operação.

2 Fís. Propriedade de uma grandeza física que foi obtida por processos ou por instrumentos isentos de erros.

O termo acurácia, é definido como: “o mais próximo que de um elemento observado ou analisado estiver de um valor definido ou verdadeiro” e esclarece que a acurácia é usualmente expressa em termos de erros ou incerteza. Assim, acurácia é a habilidade de se fazer alguma coisa de maneira exata, sem cometer erro.

No caso de base de dados, diz-se que ela tem acurácia, se os seus dados estiverem transcritos, sem erros de quaisquer espécies e a informação transcrita, tal como o original. "

A Inerrância Bíblica e a acurácia profética.

Portanto o que estamos estudando nesta Lição é a apuração e constatação da Autenticidade em relação a Profecia.

A profecia bíblica é submetida, a cada dia, a provas de sua acurácia tendo até aos nossos dias, passado de forma, jamais vista, a todas as ações humanas pelo testes de sua veracidade.

Jr.1.9. E estendeu o SENHOR a sua mão, e tocou-me na boca; e disse-me o SENHOR: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca;

A Profecia é uma habilidade vocacionada, como Dom, na vida dos Profetas do A.T. com tal veracidade e sem conter erros.

A autenticidade da profecia é inerente a sua qualidade canônica determinada pelos santos lábios, de Deus, que transmitiram, ao ouvido humano, e a pena do que a escreveu.

A base desta afirmação está na forma da crença e fé nas Escrituras.

A questão da palavra, a própria definição da palavra de Deus confere a exatidão da mesma como;

Inerrante.

Por conta, da participação do homem nas Profecias, alguns segmentos teológicos esbarram nesta inerrância por conta de certos trechos bíblicos, mas o estudo acurado das escrituras, principalmente, na questão estudada nos garante a Inerrância da palavra de Deus, pela sua exatidão nos acontecimentos proféticos.

Is.55.1.Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.

e.t.não vamos nos alongar nesta questão de trechos em discussão na área crítica teológica

[javismo; deuteromismo, Fontes...].

EXÓRDIO.

A Autenticidade das Profecias é um Trilema Universal.

1-Quem as exarou?

2-Quem as pronunciou?

3-Quais se cumpriram?

O questionamento humano esbarra nas evidencias da exatidão e autenticidade das ocorrências de fatos profetizados ao longo das eras humanas na Terra.

2 Tm.3.16. Toda a Escritura é divinamente inspirada,

A Bíblia declara acerca de si mesma que é a revelação especial de Deus; temos, portanto de reconhecer que reivindica ser o verdadeiro tipo de fonte de onde se deriva todo conhecimento da verdade religiosa digno de confiança. A Bíblia e suas origens.

I- CRENÇA E DESCRENÇA.

A Autenticidade das profecias para os que acreditam e para os que não acreditam nas Escrituras, aliada ao descrédito de um Deus é o trilema a ser discutido.

Baseia-se esta discussão no fato, de que a fé não necessita de evidencias, mas a razão as coloca no Plano da discussão.

Ao longo dos Séculos a canonicidade das Escrituras foi fruto de discussão humana, até mesmo no seio de onde a fé utilizava as profecias como base de toda religiosidade, no mais puro sentido do religare.

Os primeiros receptores da Profecia divina sofreram por recebê-la.

Já os que não criam sofreram por não aceitá-las.

A presente Lição vem em boa hora nos alertar que ainda se discute como em todas as Era [AEON], a Autenticidade das Escrituras.

II- A IGREJA E A AUTENTICIDADE DAS PROFECIAS NO PRESENTE SÉCULO.

Dois Lados.

1- Temos um lado positivo.

a- Pela nossa existência no presente século.

Nascer neste século e no passado, traz-nos uma questão positiva, que muitos estudiosos não puderam assistir.

As Ciências que estudam a Autenticidade das Escrituras avançaram com qualidade tecnológica notável.

Discussão que se baseia em dois pontos ou processos a serem analisados [que estudamos, mas não nos dispomos a inseri-los neste presente subsídio].

I -Transmissão das Escrituras

II -Tradução das Escrituras

Arqueologia

Descoberta de evidencias nunca anteriormente encontrada.

2- A mais importante.

Achado dos escritos de Qunram [Qumrãn].

Acharam-se Escritos mais antigos – mil anos – do que todos os disponíveis entre os Museus e estudiosos.

Escritos de outras culturas, confirmando acontecimentos do Período Profético.

Porém, em 1947, a maior descoberta foram os manuscritos do Mar Morto, quando uma cópia completa de Isaías, fragmentos de Gênesis, Levítico, Deuteronômio e Juízes foram encontrados. Estes manuscritos datam do século 1° ou 2° no máximo.

3- Evidências.

Podemos falar de Evidências externas ao texto, mas devemos dar atenção as Evidências do próprio texto.

Temos evidência indireta que vem da versão grega do Velho Testamento, a Septuaginta, do 3° século AC, e o Pentateuco Samaritano, do 4° século, possivelmente. Há diferenças entre este texto e o texto hebraico, mas, são de pouca importância. A Bíblia e suas origens.

4- Descobertas de novos métodos, de datação documental, que garantem a comprovação de achados Arqueológicos

Decifrados os hieróglifos.

Jean François Champolion - Os hieróglifos foram usados durante um período de 3500 anos para escrever a antiga língua do povo egípcio.

Hieróglifo é um termo originário duas palavras gregas: ερός (hierós) "sagrado", e γλύφειν (glýphein) "escrita". Apenas os sacerdotes, membros da realeza, altos cargos, e escribas conheciam a arte de ler e escrever esses sinais "sagrados".Existem inscrições desde antes de 3000 a.C. até 24 de Agosto de 394, data aparente da última inscrição hieroglífica, numa parede no templo de Ilha de Filas.

Constituíam uma escrita monumental e religiosa, pois eram usados nas paredes dos templos, túmulos, etc. Existem poucas evidências de outras utilizações.

Durante os mais de três milênios em que foram usados, os egípcios inventaram cerca de 6900 sinais. Um texto escrito nas épocas dinásticas não continha mais do que 700 sinais, mas no final desta civilização já eram usados milhares de hieróglifos, o que complicava muito a leitura, sendo isso mais um dos fatores que tornavam impraticável o seu uso e levaram ao seu desaparecimento.

5- Geografia Bíblica.

A posse de novos equipamentos - via satélite

Satélites utilizados em pesquisas.

Equipamentos digitais

Mapeamento digital.

A-O Lado negativo.

A Alta crítica

A Discussão Deuteronomista

A Discussão Javista

O desrespeito dos céticos para com a palavra, subsidiado na Filosofia e Teoria opositora da Evolução, e do próprio ceticismo.

III- - PARÂMETROS PARA AUTENTICIDADE DA PROFECIA.

Quanto à Autenticidade da Profecia devem-se usar parâmetros pelos quais, a mesma, deve ser interpretada, usando alguns preceitos.

Sem usar maior consideração de ordem teológica geral.

-Literalidade

- Tipologia

-Simbologias

-Verificando-se:

-Para quem foi dita;

-Momento em foi exarada;

-O ouvinte do Profeta;

-A sociedade da época;1 Rs.22.10-12. E o rei de Israel e Jeosafá, rei de Judá, estavam assentados cada um no seu trono, vestidos de trajes reais, na praça, à entrada da porta de Samaria; e todos os profetas profetizavam na sua presença. E Zedequias, filho de Quenaaná, fez para si uns chifres de ferro, e disse: Assim diz o SENHOR: Com estes ferirás aos sírios, até de todo os consumir. E todos os profetas profetizaram assim, dizendo: Sobe a Ramote de Gileade, e triunfarás, porque o SENHOR a entregará na mão do rei.

1- -O Conceito Pessoal do Profeta na Comunidade;

1 Rs. 17.24. Então a mulher disse a Elias: Nisto conheço agora que tu és homem de Deus, e que a palavra do SENHOR na tua boca é verdade.

1 Rs.22.8-23. Então o rei de Israel reuniu os profetas até quase quatrocentos homens, e disse-lhes: Irei à peleja contra Ramote de Gileade, ou deixarei de ir? E eles disseram: Sobe, porque o Senhor a entregará na mão do rei. Disse, porém, Jeosafá: Não há aqui ainda algum profeta do SENHOR, ao qual possamos consultar? Então disse o rei de Israel a Jeosafá: Ainda há um homem por quem podemos consultar ao SENHOR; porém eu o odeio, porque nunca profetiza de mim o que é bom, mas só o mal; este é Micaías, filho de Inlá. E disse Jeosafá: Não fale o rei assim. [...] E o mensageiro que foi chamar a Micaías falou-lhe, dizendo: Vês aqui que as palavras dos profetas a uma voz predizem coisas boas para o rei; seja, pois, a tua palavra como a palavra de um deles, e fala bem. Então o rei de Israel disse a Jeosafá: Não te disse eu, que nunca profetizará de mim o que é bom, senão só o que é mal?E disse ele: Eu sairei, e serei um espírito de mentira na boca de todos os seus profetas. E ele disse: Tu o induzirás, e ainda prevalecerás; sai e faze assim. Agora, pois, eis que o SENHOR pôs o espírito de mentira na boca de todos estes teus profetas, e o SENHOR falou o mal contra ti.

IV- SALVAÇÃO E AUTENTICIDADE PROFÉTICA DAS ESCRITURAS.

O Estudo das Profecias do AT, sem dúvida, alguma passa pela questão da Salvação, de tal forma que merece contraditório, sob esta perspectiva única.

Se nós imaginarmos uma questão soberana nas Profecias Bíblicas, não podemos escapar desta, Salvação!

A questão da Autenticidade da profecia esbarra na questão da ação pneumática da Profecia.

Ou seja, a ação do ‘sopro ou palavras que passaram pelo hálito de Deus’ tornam a profecia legitimamente canônica, pois o próprio Deus diz:

Nm.23.19. Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?

O fato a ser abordado nesta Lição já vem com o selo premissal, de que estamos estudando Profecias, como Palavra de Deus.

Assim, estes textos das Escrituras balizam nosso pensamento neste estudo.

A Palavra de Deus é uma Graça abundante, que transpassa as eras, Veterotestamentaria, e Neotestamentária, sem escalas, muito embora, Deus tenha ficado por séculos em falar com seu povo, Ele estava trabalhando [João 5.17. E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também] para que a Plenitude do Verbo fosse chegada a todos os homens, assim a Graça abundante no nosso entendimento e conforme alguns estudos sobre a atuação desta Graça, ela é o elemento que dá o amálgama a todas as Profecias, pois tem um Objetivo final Messiânico.

Deus continua dizendo em outra passagem em mais um livro dos profetas.

Jr.1.12. E disse-me o SENHOR: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la.

Velar é tomar conta para que nada se perca, estar acordado [Sl.121.4. Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel.], Deus por definição etimológica da palavra usada, está de vigia, de guarda ou de sentinela;

Deus é o grande interessado, sem necessidade de aprovação de nenhum ser, em que continue velando pela sua Palavra, no sentido: “Interessar-se grandemente, com zelo vigilante”, demonstrando que Ele cuida, não da sua própria honra, pois é Deus, mas da honra dos Profetas vocacionados, que como homem podem vir a serem questionados [Deus mesmo, sabedor deste processo, dá as características da autenticidade de um Profeta].

Mas, a credulidade humana, o mau uso das profecias, o egocentrismo de posse das Profecias, levam-nos a ter cuidado, senão quanto à fidedignidade, mas quanto à informação posterior e uso das Profecias.

Para tanto esta Lição nos leva a buscar um Universo próprio das profecias a questão e entendimento da Autenticidade.

V- As profecias do AT não têm uma sistematização, de caráter cronológico, mas um Pragmatismo

1- Pragmatismo.

Teoria da significação - um método de determinação de significados que atribui o significado ao conjunto de disposições para agir, que o objeto causa ao entrar em relação com um sujeito humano.

O pragmatismo divino pode ser minimamente definido pela ilustração:

Um pedaço de madeira, por exemplo, pode ter, para um artesão, o valor de matéria prima.Quando o encontra, o artesão vê no pedaço de madeira o que futuramente será uma escultura. Para alguém que procura lenha, esse pedaço de madeira significa “lenha a ser queimada” e nada mais.”

Quando Deus viu o homem caído, já sabia que havia uma possibilidade de Regeneração pela Palavra.

Importa Renascer.

João 3.4-7. Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.

1 Pe.1.3. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,

João 15.3.Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado.

A afirmação da Autenticidade da profecia no AT, como verdadeira é um fator de valorização da atividade profética, como Plano de Deus em Israel, em um processo Messiânico Redentivo, de Anunciação, planejamento divino, vinda, tempo e aproximação de Israel aos ditames para recepção do Messias.

A veracidade da Profecia é um dos termos teológicos que nos dão garantia do Cânon no sentido profético.

VI- A AÇÃO PROFÉTICA É O PENHOR DE FATOS QUE A AUTENTICAM PELO SEU CUMPRIMENTO.

Assim, a ótica da Lição desta semana é uma visão global da ação profética ao longo dos tempos, ação que fielmente ocorre através de eventos profetizados e que se realizam na História Geral do Mundo, independente da vontade humana.

A Bíblia Sagrada estruturada em 66 livros [para nós crentes reformados] foi escrita por um longo período de cerca 2000 anos por cerca de 40 autores, de diversas épocas, profissões e que não se conheceram, em sua maioria. Todos realizaram seus trabalhos de forma individual, sem pensamento voltado para formação de uma História coerente e cronologicamente única, só Profetas o podem fazê-lo com base na Vocação divina.

É o maior ‘blockbuster’ ou best-seller de todas as eras e continua sendo.

Primeiro livro impresso, no Mundo, por Gutenberg.

Ao longo dos séculos tem sido fonte para pesquisas em todas as áreas da ciência.

E algumas profecias são partes das civilizações, como a que é apontada pelo Pastor Ezequias Soares, sobre a estátua do sonho de Nabucodonozor, cujo teor [Dn.2.31-45] e conteúdo foi revelado por Deus a Daniel.

VII- Autenticidade e Predição.

1- A questão da transmissão da Revelação de Deus é uma discussão secular.

A- A transmissão da mesma se pode dar por duas vertentes.

Quais foram os caminhos que as Escrituras que temos por Sagradas percorreram até chegarem às nossas mãos?

Quais foram os meios e formas utilizadas por Deus para transmitir, preservar e guardar as Escrituras? É uma história emocionante e rica em detalhes, cujo fim nós conhecemos: vem abençoando, salvando, curando, transformando milhões de vidas pelos séculos a fio! Conheçamos um pouco desta fascinante história!

Independente da aceitação, pelos homens, mesmo os que receberam os Oráculos divinos, antes de nós, ou da crença no Deus Todo-Poderoso, [os Hebreus - Rm.3.1]do que as Profecias divinas predisseram e ainda virá ocorrer.

2- A Igreja é a atual Notificadora das Profecias e sua Autenticidade.

2 Pe.19-21. E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações. Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.

At.13.46. Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e vos não julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios.

2-1- A ação da Igreja não é mais de ser guardiã da Palavra de Deus, mas cumpridora e anunciadora das mesmas.

At.6.4. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra.

A Plenitude me Jesus é confirmada pelo escritor da Epístola aos Hebreus 1.1. “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho...”

Mt.28.20. Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.

Sl.119.112. Inclinei o meu coração a guardar os teus estatutos, para sempre, até ao fim.

Deus tem dado a Plenitude da Revelação, sem que isto signifique o encerramento da Revelação Progressiva das Escrituras.

Isaías 8:20.Å lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles [não verão a alva].

2-2- E é através de Jesus Cristo que esta autenticidade tem se cumprido e a Igreja se acercado da mesma.

É evidente que há grupos que se divergem, até mesmo dentro da Igreja, em especial na questão da crítica Teológica, aos documentos revelados pelas Escrituras.

Gálatas 4:4. Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,

Efésios 1:10. De tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra;

VIII- E O MAIOR DELES É A PLENITUDE EM JESUS.

1- A morte de Jesus – O Homem.

"Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia, não se dê o caso que os seus discípulos vão de noite, e o furtem, e digam ao povo: Ressuscitou dentre os mortos; e assim o último erro será pior do que o primeiro. E disse-lhes Pilatos: Tendes a guarda; ide, guardai-o como entenderdes. E, indo eles, seguraram o sepulcro com a guarda, selando a pedra" (Mateus 27:64-66).

Sinal irrefutável, que os judeus e romanos tentaram impedir a sua ressurreição.

"Digamos que simplesmente sabemos muito mais sobre os detalhes das horas que antecederam a morte de Jesus Cristo, dentro e próximo a Jerusalém, do que sobre a morte de qualquer outro homem em todo o mundo antigo" (Página 360).

A ressurreição de Cristo possui uma rica abundância de evidências que incluem:

2- O Testemunho da História:

Um historiador judeu de nome Josefo escreveu no final do primeiro século D.C., em sua obra Tempos Antigos Dos Judeus: "Havia, então, um homem nesse tempo chamado Jesus, um homem sábio, se é que é lícito chamá-Lo de um homem; pois ele fazia maravilhas, um mestre de homens que receberam a verdade com imenso prazer. Ele atraía para si muitos judeus e também muitos dos gregos. Tal homem era o Cristo e quando Pilatos o condenou à cruz, pela acusação dos homens principais entre nós, aqueles que o amaram desde o princípio não o abandonaram; ele lhes apareceu vivo no terceiro dia. Os santos profetas haviam falado estas coisas e milhares de outras maravilhas a respeito dele. E mesmo agora, a raça de Cristãos, os que tomaram seu nome, não desvaneceram."

Flávio Josefo [que viveu de 37 d.C. até o ano 100, de acordo com os textos que chegaram até nós teria citado Jesus em seu livro Antiguidades Judaicas, livro 18, capítulo 3, item 3, escrito em 93 em grego:"Havia neste tempo Jesus, um homem sábio, se é lícito chama-lo de homem, porque ele foi o autor de coisas admiráveis, um professor tal que fazia os homens receberem a verdade com prazer. Ele fez seguidores tanto entre os judeus como entre os gentios. Ele era o Cristo.(Ananus supôs que tinha agora uma boa oportunidade: ...ele reuniu o sinédrio dos juízes, e trouxe diante dele o irmão de Jesus, o que era chamado Cristo, cujo nome era Tiago e alguns outros...)] era um judeu tentando agradar aos romanos e certamente ele não teria relatado esta história se não fosse verdade, já que não era agradável aos romanos retratar Pilatos como aquele que havia condenado o "Cristo". Texto sob contestação de alguns estudiosos.

3- Evidência Poderosa Sobre a Divindade de Cristo.

O cumprimento do Plano da Salvação, com a chegada da Plenitude em Cristo, ou com a Plenitude de Cristo torna a questão das profecias e sua Autenticidade um só núcleo para corporificar a identidade profética das Sagradas Escrituras como determinante a toda ação divina e eternal.

Existem centenas de profecias interligadas com outras demonstrando que uma mão sobrenatural e invisível inspirou os autores da Bíblia, dando-lhes provas da divindade de Jesus Cristo, evidências históricas de Sua morte na cruz e Sua ressurreição.

Na Bíblia existem cerca de [300] trezentas referências proféticas sobre o Messias de Deus que se cumpriram em Jesus Cristo. A realidade e a história da ressurreição de Jesus Cristo são os pilares mais importantes da fé Cristã.

A- Podemos enunciar algumas delas.

3-1- Seu nascimento.Lc.1.34,35.

a- O fato. Gn.3.15;

b- A época.Gn.49.10;Dn.9.24

c- Seu precursor. Is.40.3;Ml.3;4

d- A natividade e os primeiros atos. Mt.1.22. Mt.4.13;Lc.2;

e- O fato. Is.7;Jr.31

f- O lugar. Nm.24;Mq.5

g- Descida ao Egito. Os.11

3-2- Sua Missão e Função. Lc.4.18

a-Missão.Gn.12.;Sl.21;Profeta.Dt.18;Is.61

b-Sacerdote.Sl.110

c-Relação com os gentios. Is.11;

d - Purificando o Templo.Sl.69.9

3-3- Sua Paixão. Mt.26;26.50;Mt.27

a - Perseguição.Sl.22;Sl.109

b-Traição.Sl.49.

c-Trinta moedas. Zc.11[Mt.27.9]

d - Ossos não quebrados. Sl.34.[

e - Traspassado.Sl.22;Zc.12;13

f-Sofrimento vicário.Is.53;Dn.9

g-Campo de sangue comprado pelos sacerdotes, com o dinheiro da traição. Zc.11[Mt.27.8]

3-4- Sua ressurreição. Sl.16;30;41;Os.6.[Lc.24]

3-5- Sua Ascensão. Sl.16;24;68;110;118;[Atos 1].

3-6- Sua Segunda Vinda.Sl.50;Is.9;Dn.7.13;Zc.12;14.[At.1]

a - Domínio sempiterno. 1cr.17.11;Sl.72;Is.9.7;Sl.2;8;110;45.6,7.

Demos apenas algumas de uma extensa lista possível.

Procure fazer com que seu aluno lembre-se de mais algumas e pesquise para comprovar mais ainda a autenticidade profética salvítica.

ABAIXO QUADRO CRONOLÓGICO-PROFÉTICO.

A Chegada do Messias

Daniel 9.24-27

A VINDA DO MESSIAS

PROFECIA E CRONOLOGIA

Gráfico Cronológico.

5 de março de 444 a.C.

Ne.2.1-8

30 de março de 33 A.D.

Zc. 9.9

Lc.19.28-40

Daniel 9.27

1 semana

[70ª semana]

69 semanas

7 semanas + 62 semanas

3 de Abril

33 A.D.

70 A.D.

_______

3 ½ 3 ½

_________________________

7 anos

69 semanas

Anos:69 x 70.483

Dias: 483 x 3.600 =

173.880dias

Destruição de Jerusalém

Crucificação

Decreto de Artaxexes

Entrada triunfal em Jerusalém

Porque a acurácia [apurar, periciar com dados] das Escrituras é independente, da ordem em que a lemos, não mudaram e não mudarão, ao longo de todo o Plano Divino, e firmam os crentes e a Igreja pelo:

-Cumprimento

-Verdade

-Cronologia

-Acontecimentos maravilhosos

-Pela ação

-Pela transformação na geração dos homens

-Pela ação no Universo

-Pela ação na Terra

-Pela ação geológica. Lc.21.11. E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu.

IX- A ESTÁTUA E A PROFECIA CRONOS.

FALAREMOS POUCO SOBRE ESTE ASSUNTO.

Dn.2.29.34.Estando tu, ó rei, na tua cama, subiram os teus pensamentos ao que há de ser depois disto. Aquele pois que revela os segredos te fez saber o que há de ser.E a mim me foi revelado este segredo, não porque haja em mim mais sabedoria do que em todos os viventes, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei, e para que entendesses os pensamentos do teu coração.Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua: esta estátua, que era grande e cujo esplendor era excelente, estava em pé diante de ti; e a sua vista era terrível.A cabeça daquela estátua era de ouro fino; o seu peito e os seus braços de prata; o seu ventre e as suas coxas de cobre;As pernas de ferro; os seus pés em parte de ferro e em parte de barro.Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou.

-Pela queda e transformação de Grandes Reinos que passaram e passarão [Egito, Assíria, Nabucodonosor, Medo-Persa, Alexandrino, Grego e Romano].

Dn.7. 1.3.ss. NO primeiro ano de Belsazar, rei de Babilônia, teve Daniel, na sua cama, um sonho e visões da sua cabeça: escreveu logo o sonho, e relatou a suma das cousas.Falou Daniel, e disse: Eu estava olhando, na minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu combatiam no mar grande.E quatro animais grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar.

-A queda e reconstrução de cidade, como Jericó, Nínive, Sodoma e Gomorra, demonstram que aquilo que Deus falou por seus navi [navihim] se cumpre.

Jericó.

Profecia - Js.6.26. E naquele tempo Josué os esconjurou, dizendo: Maldito diante do Senhor seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó: perdendo o seu primogênito a fundará, e sobre o seu filho mais novo lhe porá as portas.

Cumprimento - 1Rs.16.34. Em seus dias Hiel, o betelita, edificou a Jericó: morrendo Abirão, seu primogênito, a fundou, e morrendo Segube, seu último, pôs as suas portas: conforme à palavra do Senhor, que falara pelo ministério de Josué, filho de Num.

Em cerca de 538 AC (Daniel 9:24-27. Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo.Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações.E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.

Daniel, o profeta, predisse que Jesus viria como o Salvador e Príncipe prometido para Israel exatamente 483 anos depois que o imperador persa desse aos judeus permissão para reconstruir a cidade de Jerusalém que estava em ruínas nesta época. Essa profecia foi clara e definitivamente cumprida no tempo exato.

A Bíblia também contém uma grande quantidade de profecias tratando de nações e cidades específicas ao longo da história, todas as quais foram literalmente cumpridas.

Suas sabedorias e intelectualidade, aliás, bem vindas, mas muitas destruídas e esquecidas [egípcios, acadianos, alexandrinos, babilônicos],

Por Reis e Líderes, incapazes de deter ou mudar as Profecias.

Pela própria mantença das Escrituras no seio da Sociedade, após anos de Obscurantismo.

Pelos regimes políticos que vão e vem.

Nada conseguiu chegar perto de abalar a Autenticidade da Profecia Bíblica.

Conclusão:

A acurácia arqueológica, científica, histórica ou teológica não conseguiu vencer os ditos proféticos mencionados por Deus através de seus Profetas, pelo contrário, embora fosse desnecessária, só validou e autenticou humanamente falando o Conteúdo Profético.

Temos infinitas provas da autenticidade das Profecias, mas estas não nos preocupam, pois estamos firmados na Inerrância da Palavra de Deus, como autenticamente soprada pelo próprio Deus, que Vela por sua Palavra.

Para nós a Autenticidade da Profecia se resume a um único fato e Nome.

Jesus Cristo.

Seu nascimento, vida, ministério, morte, ressurreição e ascensão, que agora na iminência nos garante toda a Autenticidade Profética.

Fonte.

ELAINE CRISTINA – Digressões.

A Bíblia e suas origens - A Bíblia em Bytes online.

dicionário Informal -

Elza Maria Ferras Barboza

Valtencir Alves

O que é o Talmud

Apontamentos do autor

Bíblia digital – cortesia Tio Sam.

quinta-feira, julho 9

Lição 02 – 3º Trimestre - JESUS, O FILHO ETERNO DE DEUS. Autor: Osvarela

JESUS, O FILHO ETERNO DE DEUS.

Lição 02 – 3º Trimestre – Autor: Osvarela

Site: http://estudandopalavra.blogspot.com

Texto Áureo:

João 1.1. No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus.

Leitura Bíblica em Classe:

I João 1.1-4. O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, a respeito do Verbo da vida (pois a vida foi manifestada, e nós a temos visto, e dela testificamos, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e a nós foi manifestada); sim, o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que vós também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. Estas coisas vos escrevemos, para que o nosso gozo seja completo.

João 1.1-4. No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens;

Cl. 1.16,17. Porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas;

Texto Para Meditação:

Cl.1.12-15. Dando graças ao Pai que vos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz, e que nos tirou do poder das trevas, e nos transportou para o reino do seu Filho amado; em quem temos a redenção, a saber, a remissão dos pecados; o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;

PALAVRA-CHAVE:

PRINCÍPIO.

Arché - É aquilo, donde de algum modo, uma coisa procede quanto ao ser, ao acontecer ou ao conhecer.

Esta palavra denota a eternidade.

Primeiros princípios são os que, em sua ordem, não procedem de outro princípio.

A importância metafísica dos princípios do ser provém de que só Deus é absolutamente simples, ao passo que todo finito se compõe de princípios parciais.

Desta primeira definição destacamos então:

Deus como o princípio de tudo;

Ele é o Alfa e o Omega, como Jesus Cristo, afirmou:

Ap. 1.8,17. Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso...eu sou o primeiro e o último.

Deus com o Filho, como nos revela o Apóstolo São João pré-existiam no Deus Uno e indivisível, as Triuno, desde o Eterno Passado.

Os Filósofos tiveram que se render a este significado do Princípio:

Desde os pré-socráticos, o Termo Princípio significou “princípio de todas as coisas” ou ”aquilo de que derivam todas as outras coisas”.

A este sentido deve acrescentar-se outro que também teve larga tradição; em vez de mostrar uma realidade e dizer dela que é o princípio de todas as coisas, pode propor-se uma razão pela qual todas as coisas são o que são.

Então o princípio não é o nome de nenhuma realidade, mas descreve o caráter de determinada proposição que “dá razão de”.

Trata-se do princípio eterno, como uma demonstração de Deus para a Humanidade sobre sua existência sem fim, talvez possa parecer contraditório, com a palavra, Eterno, mas é uma forma de dar entendimento ao pensamento finito do homem, sobre o quanto somos incapazes de entender, o que é a Eternidade, de tal forma, que precisamos, sempre, buscar no nosso pensamento a infinitude, que só Deus, e a pessoa do Seu Filho possuem [obviamente estamos falando do Deus Triuno, incluindo a figura sacro-santa do Espírito Santo, que não é alvo desta Lição].

A Eternidade:

O que é?

DEFINIÇÕES:

O que é?

Definir a Eternidade é um desafio humanamente difícil devido a nossa própria constituição.

Existem pareceres sobre a humanidade, mas todos esbarram nesta limitação antropológica.

Veja o que diz a Bíblia sobre esta intenção do homem, só Deus pode nos fazer conhecer e dar a nossa mente o conceito da Eternidade, incluindo a questão do Princípio:

Ec. 3. 11. Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs na mente do homem a idéia da eternidade, se bem que este não possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até o fim.

O SALMISTA:

Sl.93.2. O teu trono está firme desde a Antiguidade; desde a eternidade tu existes.

Pv. 8. 23 Desde a eternidade fui constituída, desde o princípio, antes de existir a terra.

O profeta:

Is. 57.15. Porque assim diz o Alto e o Excelso, que habita na eternidade e cujo nome é santo...

A Eternidade do Filho:

Mq. 5. 2. Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, Desde Os Dias Da Eternidade.

1-A eternidade diferencia-se da imortalidade, que designa a permanência indefinida além da morte (imortalidade da alma, de uma obra).

I Ts. 4. 16,17. Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.

Nós os salvos teremos a imortalidade, mas fomos criados sem a eternidade. Ou seja, todo o ser criado por Deus, anjos, arcanjos, querubins, serafins e o homem, são ineternos.

Entende-se por eternidade a duração de um ser que exclui todo começo e todo fim, bem como toda mudança ou sucessão. Boécio define a eternidade como "posse total, simultânea e perfeita de uma vida interminável". Convém unicamente a Deus.

II – Discurso:

João é como dissemos na primeira lição deste trimestre o autor da maior Revelação escrita sobre o mistério do Cristo encarnado.

Nesta lição temos a oportunidade de discorrer sobre tema tão amplo e discutido no seio da Igreja ao longo dos séculos:

Jesus como O Filho Eterno de Deus!

Desta doutrina originaram-se discursos contrários e discursos amparados na Bíblia Sagrada sobre a eternidade de Jesus.

Um dos Discursos mais difícil de entender pelos teólogos de todos os tempos é sem dúvida, o termo Primogênito.

Por esta palavra muitos discorreram sobre o assunto, como Jesus Cristo, tivesse sido gerado em algum momento o que lhe tiraria o atributo divino da Eternidade.

Quando aqui segundo nossa ótica se está dando força a questão da filiação dos filhos de Deus, que através de Jesus constituem a multidão destes Filhos e da família de Deus.

Lucas 20. 36. ...porque já não podem mais morrer; pois são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição. Este versículo é um suporte do que já relatamos na Lição 1, ou seja, somos filhos de Deus ao recebermos Jesus através da Sua Obra Redentora que nos qualificou, como tal, pela sua Ressurreiçã [Ele é a Primícia dos que dormem].

I João. 3. 1,2 Vede que grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus; e nós o somos. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é, o veremos.

Ef.2. 13-19 Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um só corpo, tendo por ela matado a inimizade; e, vindo, ele evangelizou paz a vós que estáveis longe, e paz aos que estavam perto; porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. Assim, pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus...3. 15 do qual toda família nos céus e na terra toma o nome...

João 1. 12. Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus;

Gl.3. 26. Pois todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.

Nesta Lição João destaca uma importante e única visão do se apostolado:

I João 1.1,2. O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, a respeito do Verbo da vida (pois a vida foi manifestada, e nós a temos visto, e dela testificamos, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e a nós foi manifestada);

Vimos – “vimos com os nossos olhos” - João teve a rica experiência de poder ver com seus olhos a face do Cristo encarnado, base de sua pregação cristológica. Ele viu o homem Jesus, caminhou com Ele e foi seu mais amado discípulo.

Apalparam – “as nossas mãos apalparam” - João pode recostar a cabeça no peito do mestre, pois ele tinha um lugar ao Seu lado nas refeições.

João 13.21-25. Tendo Jesus dito isto, turbou-se em espírito, e declarou: Em verdade, em verdade vos digo que um de vós me há de trair. Os discípulos se entreolhavam, perplexos, sem saber de quem ele falava. Ora, achava-se reclinado sobre o peito de Jesus um de seus discípulos, aquele a quem Jesus amava. A esse, pois, fez Simão Pedro sinal, e lhe pediu: Pergunta-lhe de quem é que fala. Aquele discípulo, recostando-se assim ao peito de Jesus, perguntou-lhe: Senhor, quem é?

Contemplamos – esta palavra denota: Olhar atentamente ou embevecido; ou extasiado; admirado. Em relação às coisas divinas.

Neste aspecto João teve momentos memoráveis para que Ele cresse que Jesus de Nazaré era de fato o Filho encarnado de Deus, o Emanuel – O Deus conosco.

Primeiro:

No Monte da Transfiguração:

Mc.9. 2. Seis dias depois tomou Jesus consigo a Pedro, a Tiago, e a João, e os levou à parte sós, a um alto monte; e foi transfigurado diante deles;

Mt.17.2. e foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz.

Ali João pode contemplar a Glória do Unigênito do Pai.

Na Ressurreição:

Jo. 20.1-5;19,20. No primeiro dia da semana Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra fora removida do sepulcro. Correu, pois, e foi ter com Simão Pedro, e o outro discípulo [nota:João], a quem Jesus amava, e disse-lhes: Tiraram do sepulcro o Senhor, e não sabemos onde o puseram. Saíram então Pedro e o outro discípulo e foram ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo correu mais ligeiro do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro; e, abaixando-se viu os panos de linho ali deixados, todavia não entrou. Chegada, pois, a tarde, naquele dia, o primeiro da semana, e estando os discípulos reunidos com as portas cerradas por medo dos judeus, chegou Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco. Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Alegraram-se, pois, os discípulos ao verem o Senhor.

João 21.1,2;7.Depois disto manifestou-se Jesus outra vez aos discípulos junto do mar de Tiberíades; e: Estavam juntos Simão Pedro, Tomé...Natanael..., os filhos de Zebedeu... Então aquele discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: É o Senhor!

Na Ascensão:

At. 1. 9-11. Tendo ele dito estas coisas, foi levado para cima, enquanto eles olhavam, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que ficais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.

João teve alguns diferenciais sobre os demais apóstolos.

João 21.20-24. Pedro, virando-se, viu que o seguia aquele discípulo a quem Jesus amava, o mesmo que na ceia se recostara sobre o peito de Jesus e perguntara: Senhor, quem é o que te trai? Ora, vendo Pedro a este, perguntou a Jesus: Senhor, e deste que será? Respondeu-lhe Jesus: Se eu quiser que ele fique até que eu venha, que tens tu com isso? Segue-me tu. Divulgou-se, pois, entre os irmãos este dito, que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não disse que não morreria, mas: se eu quiser que ele fique até que eu venha, que tens tu com isso? Este é o discípulo que dá testemunho destas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.

Um deles foi a longevidade, muito embora, com uma vida de sofrimentos agudos, resistiu pela Promessa de Jesus, e chegou ao ápice deste texto, ao ver e contemplar o Cristo Glorificado em sua plenitude:

Ap.1.9-18. Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos...fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas...voltei-me para ver quem falava comigo...ao voltar-me, vi sete candeeiros de ouro, e no meio dos candeeiros um semelhante a filho de homem, vestido de uma roupa talar, e cingido à altura do peito com um cinto de ouro; e a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; e os seus olhos como chama de fogo; e os seus pés, semelhantes a latão reluzente que fora refinado numa fornalha; e a sua voz como a voz de muitas águas...na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada...; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força...o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra..:Não temas; eu sou o primeiro e o último. Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre!

Esta experiência única é um legado de autoridade á João para expressar e discorrer sobre o Tema:

III - Filho Eterno de Deus:

Cl. 1.16,17.Porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas;

A aparente dificuldade em entender a questão da filiação da divindade – O Filho – é consoante a nossa visão humana sobre geração e nascimento.

Na questão da divindade segundo os helênicos, para aqueles, a quem João escreve sua Primeira Epístola e se encontram envoltos, por este tipo de realidade cosmogônica, é natural que uma divindade gere outra divindade.

Mas, João revela que na questão de Jesus Cristo este parecer não se enquadra.

Por que não se enquadra?

Porque Jesus, segundo o texto em tela, acima, é:

Primeiro:

Desde o eterno princípio – Deus.

Segundo:

Porque em Jesus, ou através Dele, o autor da criação – Deus, fez com que todas as coisas fossem criadas;

Terceiro:

Fp.2.10,11. ...para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.

As coisas criadas subsistem N’Ele:

Nos céus;

Na Terra;

As visíveis: – estrelas, planetas, montanhas, mares, seres...

As invisíveis: - potestades celestiais, seres celestiais, exércitos celestiais;

Tudo Foi Criado Por Ele e Para Ele.

Jesus é exaltado pelo Pai pelo Seu Eterno Poder, numa demonstração de que o Filho tem Poder Criador, seja pela vontade do Pai, e sua Soberania, para apresentá-lo como a Divindade eterna, ou seja, Deus em sua Plenitude, tal qual o Pai – criador.

E o mais importante:

A questão de sua Eternidade é revelada nos versículos do Apóstolo Paulo aos Colossenses:

Ele é antes de todas as coisas...

João 1.18. ...O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer.

Este versículo ilumina o entendimento sobre unigenicidade de Jesus e a sua eternidade.

Ele esteve sempre com o Pai, dentro da conceituação divina de que Deus é Uno, tendo-se uno por coisa indivisível, impossível de jamais perder a sua qualidade, nunca e em qualquer instante, podendo se fazer homem, sem, contudo, deixar de ser Deus. Atributos únicos da Divindade celeste.

Ou seja, ele vem antes da Criação, estava no Princípio para poder criá-las e continuará mesmo se elas fossem destruídas e passarem Ele permanecerá em Seu modo divino de vida, ou seja, Eternidade, pois Ele é eterno!

Ele é responsável pela Manutenção do equilíbrio de tudo:

...e nele subsistem todas as coisas...

Segundo a Revelação de João:

Porque Ele é Palavra da Vida, ou seja, ele é portador de algo que somente Deus detém o poder de realizar; “Ele é a vida manifestada:

Dar Vida a quem Ele quiser, não apenas no sentido da vida humana, mas no sentido de reger:

A concepção,

A manutenção,

A realização,

A multiplicação,

A instauração,

A regeneração,

A ressuscitação,

A criação de todas as Coisas: JÓ 40.1,2. Disse mais o Senhor a Jó: Contenderá contra o Todo-Poderoso o censurador? Quem assim argüi a Deus, responda a estas coisas.

Embasamento: JÓ 38.1-11. Depois disso o Senhor respondeu...dizendo: Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento? Agora..., como homem; porque te perguntarei, e tu me responderás. Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Faze-mo saber, se tens entendimento. Quem lhe fixou as medidas, se é que o sabes? Ou quem a mediu com o cordel? Sobre que foram firmadas as suas bases, ou quem lhe assentou a pedra de esquina, quando juntas cantavam as estrelas da manhã, e todos os filhos de Deus bradavam de júbilo? Ou quem encerrou com portas o mar, quando este rompeu e saiu da madre; quando eu lhe pus nuvens por vestidura, e escuridão por faixas, e lhe tracei limites, pondo-lhe portas e ferrolhos, e lhe disse: Até aqui virás...

JÓ 39.1-6. Sabes tu o tempo do parto das cabras montesas, ou podes observar quando é que parem as corças? Podes contar os meses que cumprem, ou sabes o tempo do seu parto? Encurvam-se, dão à luz as suas crias, lançam de si a sua prole. Seus filhos enrijam, crescem no campo livre; saem, e não tornam para elas: Quem despediu livre o jumento montês, e quem soltou as prisões ao asno veloz, ao qual dei o ermo por casa, e a terra salgada por morada?

IV - A Revelação confirmada pelo Evangelho de João:

João 1.1-4. No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

João mantém sempre a linha de sua Revelação sobre o Filho, como Eterno, como Palavra Criadora, como estando no Princípio, como Deus.

V- Este é o mais significativo no Tema em questão:

João 1.18. ...O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer.

Que, Jesus sempre esteve no, e com o Pai é fato inequívoco, para que haja compreensão da Revelação da Criação, por Ele: de Todas as coisas. Sem Ele seria impossível a Criação como demonstrada pelas Escrituras Sagradas e que nos é confirmada pela Revelação do Apóstolo João não seu Evangelho e na sua I Epístola Universal.

Podemos agora entender, que Jesus sempre esteve em Deus mesmo antes de se manifestar pela primeira vez. Ele sempre esteve no Pai e, portanto, é Eterno como o Pai é Eterno.

Jesus é apresentado, sim, como o Filho Unigênito de Deus, mas ele sempre esteve "no Pai", "em Deus" desde toda a Eternidade.

A sua unigenicidade pode ser entendida pelo seu nascimento e geração através do ventre de Maria, nas palavras do Arcanjo Gabriel em Lucas 1. 26-35. Ora, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus...a Nazaré, a uma virgem desposada com...José,...o nome da virgem era Maria. E, entrando o anjo...disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo...turbou-se...a pensar que saudação seria essa. Disse-lhe então o anjo: Não temas, Maria;...Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Este será grande e será chamado filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi...e o seu reino não terá fim...Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, uma vez que não conheço varão? Respondeu-lhe o anjo: Virá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso o que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus.

Filho Eterno de Deus.

VI - A Palavra em Ação:

GÊNESIS 1.1 No princípio criou Deus os céus e a terra.

“Bereshit bara Elohim et hashamayim ve'et ha'arets.." ou, Gênesis 1:1.No princípio criou Deus os céus e a terra".

Como podemos notar o verbo bara´ (criou) está no singular, mas o substantivo (Elohim) ...

A palavra "Shamayim" em hebraico significa "céus", essa palavra em hebraico tem o plural na terminação “im”. Leia o texto da leitura em Classe do Evangelho segundo São João 1.1-4.

Bará – trazer do nada a existência, não existente nas línguas ocidentais. O verbo bará, estando no singular, testifica sobre a unicidade de Deus [Trino e indivisível];

Elohim – é um plural majestático [Deus], não dando conotação de dois ou três, mas de Uno; diferente de “bealim” – dono.

Quem tem este poder criador é Deus, em consonância ao que escrevemos, acima, temos, por conseguinte, que Jesus é Eterno e Deus.

Ora, esta definição não é apenas dogmática, mas traduzível em realidade de conhecimento, pela descrição da Revelação, que encontramos nos escritos Joaninos, como uma única peça destinada no Cânone, para que possamos entender este Poder do Filho de Deus.

VII - A Questão da Eternidade:

João 3. 16,17,19. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo. A luz veio ao mundo.

O pensamento cristológico joanino enfatiza em todos os seus volumes a questão da eternidade do Verbo – Jesus.

Esta Revelação, [entendo, que este deva ser o uso verbal, não se utilizando como conceito.] é que nos permite inferir sobre a presença de um fator fundamental, nestes escritos:

A presença da Luz, entre os homens.

Luz é sinal e necessidade para a existência da Vida e Jesus é esta Luz que nos garante Vida.

Uma vida especial: Vida Eterna.

Fonte:

Speculum

Judaísmo ibérico; Com notas do rabino J. de Oliveira. União Sefardita Hispano-Portuguesa

Bíblia - Versão Hebraica do Mekhon_Mamre –

Tradução: - João Ferreira de Almeida- (Versão Revista e Atualizada)

Yaohushua - O caminho, a Verdade e a Vida

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