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sexta-feira, março 19

Visões e Revelações do Senhor - Lição 12 – 4.º Trimestre 2010 – CPAD

Visões e Revelações do Senhor

Lição 12 – 4.º Trimestre 2010 – CPAD Autor: Osvarela

Texto Áureo: II Co. 12.1

Leitura Bíblica em Classe: II Co. 12.1-4,7-10,12.

Pequeno Glossário:

-Paraíso: "lugar aprazível" – hb. Pardes; gr. Paradeisos; lt: paradisu; foto:imagem onírica

-Inefáves – Anekdiegetos

-Inefabilidade - A característica da inefabilidade está associada a qualquer tipo de objeto, entidade ou fenômeno sobre o qual nada pode ser dito em linguagem humana.

Em geral, o termo "inefável" pode ser utilizado para caracterizar sensações, sentimentos, conceitos, aspectos da realidade ou entidades que, pela sua natureza ou grandeza, não podem, ou não devem, ser transmitidos ou descritos pela linguagem humana, embora possam ser conhecidos de forma interior pelos indivíduos.

-Um fenótipo - é qualquer característica detectável de um organismo (i.e. fisiológica e comportamental) determinada pela interação entre o seu genótipo e o meio.

-Fenômeno Extático:

O fenômeno extático e o profetismo extático não estão restritos a determinadas regiões e nem vinculados a povos ou raças específicas... É impossível dizer quando esse fenômeno surgiu em Israel.8. Israel não conheceu o profetismo “nabi” somente em terra cultivável. Os nômades orientais, de onde veio o Patriarca Abraão, também receberam o título de “nabi” (Gn 20.7 . Abraão, o primeiro a ser chamado de profeta na Bíblia).

I - INTRODUÇÃO:

Esta lição trata de um assunto latente entre a Igreja dos tempos modernos.

Qual é a posição atual da igreja sobre visão e revelação?

Se em Corinto a visão era causa de problemas internos, qual será na atualidade a nossa posição sobre as “visões” que tem sido propaladas, como de Deus?

A existência de homens, que em nome de Deus teem propalado uma noção antagônica sobre este assunto, se dizendo portadores de uma nova visão, ou tendo visões sobre novas formas de sabedoria divina.

Embora, possa parecer distante do tema, na realidade esta posição de alguns infere que há homens que usam este domínio do espiritual de maneira diversa das Escrituras, mormente as paulinas, para conduzir em domínio multidões, para avalizar, seus “apostolados”, seus ministérios.

É a visão com endereço certo e privado do líder, quase um gnosticismo evangélico.

Sob uma visão cristológica, que acentua a sua relação com Jesus Cristo, exaltado e ascendido aos céus, Paulo demonstra, que Cristo lhe permitiu adentrar no mundo sobrenatural de tal forma que ficava evidente o seu relacionamento com aquele, que lhe chamou para ser Apóstolo dos gentios.

Paulo revela algo, que os superministros que o acusavam, não esperavam, muito menos os coríntios.

1-Paulo Supera a Estes Ministros Pelo Relacionamento com Deus:

Ele tinha recebido do Senhor, visões e revelações, tais que o levaram a estar no terceiro céu.

Inicialmente Paulo não dá nome ao conhecido que tivera este relacionamento com os céus, para só no vs. 7 citar que ele próprio fora este homem.

Pode parecer estranho, aos que militam, há pouco tempo, no estudo bíblico, mas ao lermos alguns livros da Bíblia, inclusive do NT, veremos o uso deste tipo de linguagem e forma de redação.

O ator - personagem da cena, ou do fato é citado na terceira pessoa, por ele mesmo ou é apresentado como alguém sem nome, o qual ele coloca em seu lugar.

II Co. 12.1.EM verdade que não convém gloriar-me; mas passarei às visões e revelações do Senhor.

Esta também era a posição de Paulo, que nos seis versículos deste capítulo 12, ainda está reverberando os discursos de defesa apostólica própria e talvez por esta crise sem tréguas em seu ministério, junto aos corintíos, ele abre para a Igreja de Corinto, algumas de suas experiência pessoais com o poder de Deus.

II Co. 12.5-7. De alguém assim me gloriarei eu, mas de mim mesmo não me gloriarei, senão nas minhas fraquezas. Porque, se quiser gloriar-me, não serei néscio, porque direi a verdade; mas deixo isto, para que ninguém cuide de mim mais do que em mim vê ou de mim ouve. E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne...

1-a-Com ênfase no sobrenatural da fé, cuja narrativa inicia sem a citação de seu próprio nome o que ele só o fará no versículo 7.

Mas, já há um tom solene de despedida do Apóstolo dos gentios, com saudações finais.

Paulo agora se detém para explicar sobre seu intenso relacionamento com Deus, durante seu apostolado, nas questões superiores da vida com Deus.

Demonstra certa necessidade de transmitir esta novidade de cunho relacional homem – Deus, com arrebatamento até as regiões celestiais, uma Revelação com o menor grau de impacto para os coríntios, sabedor de que havia, ainda, pontos a esclarecer sobre a sua relação como Apóstolo de Jesus Cristo.

2-Podemos notar que diferentemente da I Epístola, quando fala sobre os dons espirituais, onde ele diz: “6. E agora, irmãos, se eu for ter convosco falando em línguas, que vos aproveitaria, se não vos falasse ou por meio da revelação, ou da ciência, ou da profecia, ou da doutrina”?18. Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos.

II Co. 12.2. Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu.

Paulo apresenta após superar e afastar a gestão dos missionários, inclusive com acusação grave de agentes satânicos (2 Co.10.11) [onde cita os “tais’ – eram vários-) entre eles o “Tal” [2 Co. 12.3), pode apresentar algo superior em sua vida, o que consagra seu relacionamento absoluto com Deus.

Parece-me que ao descrever esta experiência de um homem “conhecido” [Conheço um homem em Cristo que há catorze anos], ele vai atingir aos antagônicos ministros, naquilo que eles eram desprovidos, das visões e revelações de Jesus, como Paulo chama o Senhor em alguns trechos de suas epístolas.

Dizem os estudiosos destes chamados falsos pastores, viviam, como alguns ditos itinerantes, se apoiando nas benesses das igrejas por onde passavam, o que me parece, uma situação parecida com a de nossos dias “vivem da Obra”, mas por breves períodos, por falta de expressão da sua espiritualidade transformada em não atuação do Espírito.

3-Quem Eram os Superministros?

Possuíam uma retórica acima da média, tinham imponência, tinham formação retórica acima da média, sabem ou sabiam projetar-se, gabavam-se de sua proximidade com o mundo celeste, exigem respeito através da palavra junto a comunidade, que os abrigava, e aceitavam com naturalidade o sustento e pagamento de sua presença entre as comunidades.

Mas, devido a não evidencia continuada de suas “habilidades” místicas:

a-Milagres;

b-Vaticínios;

c-Interpretação de sonhos;

d-Fenômenos extáticos. Extática (êxtase, espiritualmente enlevado)

E por estar vivendo em meio a uma Igreja neófita e próxima dos eventos do Senhor, a qual necessitava e esperava ver os milagres acontecerem, ávidas pos estes sinais, utilizavam os pendores retóricos para atrair a Igreja, isto os esvaziava rapidamente, como obreiros, diante desta comunidade cristã e eles tomavam outro rumo.

O que aconteceu em Corinto era isto, mas eles não esperavam encontrar um Paulo, entre eles e a comunidade cristã de Corinto.

É por isto, que Paulo pode destacar esta ação de Deus em sua vida, era algo sobrenatural, de que os “ministros” não poderiam apresentar contundente acusação contrária.

Col 3:16 - A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.

Rm.12.1. ROGO-VOS, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

Aprendemos com esta posição que a Igreja precisa de visão, revelação, mas também de ter um culto racional.

Paulo se relacionava, pelos 18 meses vividos avidamente entre os coríntios, com toda a Igreja e conhecia as fraquezas e qualidades de todos ou quase todas as famílias.

Notamos este fenômeno em certos movimentos de novas igrejas, que surgem aqui e acolá, em que há uma atuação extática contínua, que tenta suprir a carência do povo com correntes, unções novas, determinados ditos e fraseologia, para arrebanhar o povo.

4-Cuidados atuais:

Precisamos ter cuidado para que esta forma, não adentre como já tenta, em nossas reuniões, devido o interrelacionamento entre as igrejas, seja por freqüentar, ou por programas, ou por líderes carismáticos, que comovem o povo.

Àquela época havia um visível interesse em milagres e manifestações espirituais, coisa que está havendo em nossos dias, pela presença de novos ministérios pessoais, com habilidades na retórica e na comoção extática das multidões.

Aliás, Paulo sabia como isto era inerente no helenismo.

Ele mesmo estivera no Areópago, como está estampado nas colinas de Atenas, num monumento sobre sua estada, [Atos 17. 17 De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos, e todos os dias na praça com os que se apresentavam.19 E tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas?22 E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos;] entre os que disputavam com retórica nas praças sobre tudo e sobre temas, como gnosticismo, sabedoria, cosmogonia, etc...

Era uma característica que chamava a atenção entre os Corintíos, pela sua consciência cultural helênica.

Mas, Paulo não queria utilizar de recursos naturais aos sofistas, mas com convicção no Cristo revelado através da revelação no caminho de Damasco, como agora ele demonstra, em uma Revelação, que ele jamais relatara, mas que lhe deu motivos internos, de mantê-la em secreto.

Agora esta Revelação ou Arrebatamento é utilizada, por Paulo, como algo demonstrativo da profundidade de seu conhecimento sobre as coisas divinas.

12 Os sinais do meu apostolado foram, de fato, operados entre vós com toda a paciência, por sinais, prodígios e milagres.

Era agora uma demonstração da substância Apostólica de seu Ministério, que o levara a ver coisas inefáveis que ninguém ainda ouvira falar, na atuação da Igreja.

Paulo quer destacar que o seu relacionamento com os Céus é para enriquecimento da Palavra de Cristo, o qual era o único assunto de seu Apostolado, entre judeus e gentios.

2 Co.1.12,13. Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria carnal, mas na graça de Deus, temos vivido no mundo, e de modo particular convosco. Porque nenhumas outras coisas vos escrevemos, senão as que já sabeis ou também reconheceis; e espero que também até ao fim as reconhecereis.

4-a-- A Destacar:

-Nossa consciência

-Simplicidade e sinceridade de Deus

-Graça de Deus

-Paciência – 2 Co 12.12.

4-B-O contrário está descrito no próprio texto:

4-c-Sabedoria carnal

A conduta de humildade de Paulo neste texto nos mostra que o melhor de Deus, às vezes, fica guardado, e serve para apologia do Cristo e Seu Evangelho, e não nossa.

A confirmação vem de Deus, não de atos, eloqüência, ou atos ou movimentos extáticos.

2 Co. 1.22- 24. Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus, O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações. Não que tenhamos domínio sobre a vossa fé, mas porque somos cooperadores de vosso gozo; porque pela fé estais em pé.

Paulo e sua demonstração de relacionamento com a Divindade Celeste:

Paulo quer apenas apresentar o Evangelho como Poder de Deus através do Cristo da Cruz.

Paulo parece quer usar, Jesus Cristo como seu exemplo, primeiro por sua própria chamada e o cumprimento das dores para o Messias realizar seu Ministério pela Cruz do Calvário.

Gl.3.1. ...quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi evidenciado, crucificado, entre vós?

Gl.3.13. Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;

Por isto, Paulo necessita demonstrar, com sua posição, que ele tinha também estas dotações místicas [2 Co.12.12. Os sinais do meu apostolado foram manifestados entre vós com toda a paciência, por sinais, prodígios e maravilhas.], e o dom em si, além da glossolalia, indo até mesmo além com a afirmação em II Co. 12.2. Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu. E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações...

Inclusive demonstrando pela narrativa anônima, que era algo particular, na sua vida espiritual, peculiar, excelente, mas não necessário para afirmá-lo como fundador e Apóstolo entre os coríntios.

5- Precisamos nos deter, em muitas ocasiões, como o fez Paulo, para verificar, explicitar, comunicar, a Igreja, qual a nossa realidade espiritual com Deus no plano místico pessoal:

-Visões

-Revelações

-Sinais

-Maravilhas

Ou seja, há uma atuação de Deus, pelo Espírito Santo em nossa vida espiritual [Rm.15.19. Pelo poder dos sinais e prodígios, na virtude do Espírito de Deus; de maneira que desde Jerusalém, e arredores, até ao Ilírico, tenho pregado o evangelho de Jesus Cristo.], que resvala em muitas ou diria em conseqüente atuação na vida presente entre os homens, entre a Igreja, sem contudo ser o único objetivo espiritual daquele que Deus concede estas qualidades.

Por isto, precisamos demonstrar que há também necessidade de ensino, doutrina, orientação, estudo da Palavra de Deus, como algo rotineiro, pois é a palavra de deus, quem nos limpa, regenera e orienta.

Efe 5:19 - Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração;

Col 3:16 - A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.

6- REVELAÇÃO NÃO INTERAGE COM EXALTAÇÃO:

Aprenda com Paulo:

Nem toda a revelação que recebemos de Deus, ou visão, é para ser contada:

-A qualquer um;

-Em qualquer ambiente;

-Em qualquer tempo;

-Ou mesmo, revelada pela profundidade do que deus te pode revelar, pode ser algo inefável, apropriado para tua edificação e entendimento apropriado, e exaltação das qualidades do Eterno.

Paulo mais uma vez ensina que os dons são gratuitos e para uso da corporação de Cristo.

Não são dados para exaltação pessoal, como alguns andam exercendo-os.

O próprio Apóstolo procurou entender porque era alvo de um “um mensageiro de Satanás”, para que não se exaltasse, mas que a graça fosse bastante.

Paulo diz indiretamente que não há nenhuma virtude em exaltar-nos por sermos mais retóricos, mais eloqüentes, mais abundantes em relação ao convívio do povo, talvez até lembrando de Apolo, que foi ensinado pontualmente sobre as Escrituras.

Ele envia uma mensagem de seu exemplo pessoal aos missionários itinerantes, ávidos nas comparações, para “tomar” o povo das mãos de Paulo.

Há “Absalões” vorazes, nesta última hora da Igreja.

Quando o pastor não é um pregador eloqüente, mas um ensinador potente, eles aparecem, como querendo empanar o brilho do Líder local.

Mandam no povo, dizem-se movidos por Deus e não na obediência ao homem, um sofisma para desautorizar o Líder.

Este nosso parecer, não deseja e não tem o condão de enquadrar todos os pastores e evangelistas itinerantes, temos uma maioria de ótimos pregadores, que abrilhantam os nossos congressos, eventos, festas, com a sua retórica ungida e deixam entre nós um sabor especial pela sua palavra, aos quais eu parabenizo.

Depois, como os tais de Corinto, se vão e deixam o Líder local, com a obrigação de tirar os carrapichos das tantas ovelhinhas, que se sentiram atraídas pela eloqüência e as demonstrações de muito falar em línguas ou outros dons.

II Co. 12.7-10. E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim. E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.

II Co. 12.1-4. EM verdade que não convém gloriar-me; mas passarei às visões e revelações do Senhor. Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu. E sei que o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) Foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar.

7- DESTAQUE:

7-a- A Revelação Ou Arrebatamento de Paulo:

II Co. 12. .7. E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar.

8 Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim.

9 E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.

Nós, professores da EBD, devemos chamar para o fato de que Paulo só vai narrar a sua experiência extra corpórea, ou no próprio corpo, ele não consegue distinguir, após quatorze anos.

Ou seja, próximo do ano 42 dC, quando ele recebeu esta visão.

Creio que dentre as revelações do próprio Jesus Cristo ao ensinar-lhe no discipulado do seu Ministério, para ser um Apóstolo.

Não me deterei aqui sobre datas, mas se você puder pode realizar comparativos cronológicos.

Entendo sob minha ótica, que não há cosmologia nesta passagem, mas sim teogonia [podemos até usar um neologismo – teocosmologia] (O pensamento antigo grego considerava a teogonia, que engloba a cosmogonia e a cosmologia, temas inferentes e gêmeos...) destas regiões celestes, ou seja como se vê o mundo espiritual, na visão do Eterno Deus Criador.

Talvez Paulo estivesse dando aos Coríntios uma inferência do pensamento helênico, para as regiões celestiais, onde está o “Deus desconhecido”.

Atos 17. 22.26. Então Paulo, estando de pé no meio do Areópago, disse: Varões atenienses, em tudo vejo que sois excepcionalmente religiosos; porque, passando eu e observando os objetos do vosso culto, encontrei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais sem o conhecer, é o que vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens;[...] e de um só fez todas as raças dos homens, para habitarem sobre toda a face da terra, determinando-lhes os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação ss...

Assim Paulo destaca o local onde, pelo segredo do que viu e ouviu, ou seja, lhe foi explicado o que era, o que ele estava vendo, como um local das regiões celestiais, onde estão os que morrem e aguardam a chamada da trombeta celeste.

Aqui podemos começar a entender o que Paulo fala ao escrever em I Co.15.37-57; ou I Ts.4.13-18.

II Co. 12. 4. Foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar.

Ele, Paulo, tão somente narra agora o fato, sem detalhes, pois Deus não lhe permitiu, pois “não é lícito ao homem falar”.

Primeiro por que ele não era néscio, louco ou despreparado para ter este arrebatamento e sair contando a todos, sem permissão de Deus e pela profundidade do que experimentara.

Não seria conveniente, para nós, avançarmos sobre estaspalavras inefáveis”.

O termo que Paulo usa é anekdiegetos, e podemos também utilizarmos como indescritível, inexprimível, como a ação do espírito Santo em transformar pensamentos, gemidos da lama diante de Deus em palavras inteligíveis, só para Deus como Trindade, pois há a ação tríplice em intercessão e ação do Pai.

7-b- Há um silêncio dos Céus para Paulo e para nós.

O que podemos dizer é que palavras inefáveis são, pois o próprio termo já diz, são palavras que não podem ser expressas verbalmente, pois são palavras que expressam, algo transcendente e divino.

Possuem características que transcende qualquer comparação terrena, ou atributos, que conhecemos de beleza ou de perfeição, aqui está a base para o uso da palavra, como o humano pode descrever o divino da majestade Eterna?

8- O ESPINHO NA CARNE:

Paulo é rápido em citar o “espinho na carne”... II Co. 12.7. E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim. E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.

Um mensageiro para o mal, mas que permitido por Deus, torna o mal em bem.

8-a - O espinho na carne, que esbofeteou Paulo, serviu para que ele entendesse, que dar todo o crédito a Deus, em seu Ministério, era a forma que o impediria de agir, como os outros homens em vanglória.[Veja Ez.28.24. E a casa de Israel nunca mais terá espinho que a fira, nem espinho que lhe cause dor, entre os que se acham ao redor deles e que os desprezam; e saberão que eu sou o Senhor Deus.]

Assim, cada vez que ele se sentia fraco por este opróbrio espiritual, ele entendia que havia um aperfeiçoamento na sua fraqueza, com um avanço do Poder de Deus em sua vida e ministrado por ele aos demais que evangelizava.

Ele era frágil, com a fraqueza – “astheno”, incapaz por si mesmo de realizar a Obra que Deus lhe confiara, mas como vaso de barro deixava-se ser usado por Deus.

9- PARAÍSO: "lugar aprazível" – hb. Pardes; gr. paradeisos

Paraíso - Jardim murado – Paulo ao não escrever sobre o que viu, infere uma proteção ao lugar ao qual foi arrebatado, que só permite ver o que está lá, e tem autorização de entrar com este preceito.

Jesus Cristo, o Deus encarnado, cita este lugar, como Paulo explica em 1 Co 15.

Lc.23.39-43. Então um dos malfeitores que estavam pendurados, blasfemava dele, dizendo: ... salva-te a ti mesmo e a nós, ...porém, o outro, repreendia-o...este nenhum mal fez...disse: Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.

No conteúdo do Apocalipse, que é uma Revelação, diz o texto: Ap.1.1 Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer;

Ap.2.7. Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus.uma inferência memorial ao Jardim primevo – Jardim do Éden.

Tenho por certo, que Paulo indiretamente ataca o s mitos gregos no inconsciente dos coríntios.

Combate com sabedoria a Mitologia e cultos helênicos.

9-a - Paulo identifica a localização do Paraíso como o terceiro céu, como o local a que foi arrebatado.

-Paciência – 2 Co 12.12.

É necessário ter paciência, quando nos deparamos com estes tipo de “ministros”.

Rm. 9.22. E que direis, se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição;

A paciência, que Deus teve com este tipo de gente, é o que faz a diferença no Ministério de Paulo, é o que traz o agir de Deus, com: “a paciência, por sinais, prodígios e maravilhas”.

Que Deus nos dê estes predicados do Apóstolo Paulo, quando enfrentarmos situações tão difíceis.

Fonte:

Wikipédia

Bíblia Plenitude

Bíblia ARC

Bíblia Explicada

O Apóstolo – John Pollock

Apóstolo Paulo – Vida, Obra e Teologia – J. Becker – Academia Cristã.

Comentário Histórico-Cultural do NT – Lawrence O. Richards

quinta-feira, agosto 20

A NOSSA ETERNA SALVAÇÃO - LIÇÃO 8 - CPAD

A NOSSA ETERNA SALVAÇÃO

LIÇÃO 08-CPAD Autor: Osvarela

http://estudandopalavra.blogspot.com

TEXTO ÁUREO: João 3.16: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Leitura Bíblica em Classe:

I João 3. 1-5; 1 VEDE quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele.

2 Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.

3 E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.

4 Qualquer que comete pecado, também comete iniqüidade; porque o pecado é iniqüidade.

5 E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado.

Rm. 8. 14-17;14 Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus.

15 Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.

16 O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.

17 E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.

Pensando Na Salvação:

Conforme a Bíblia, ela é Grande além de Eterna:

Grande pelo texto de João 3.16.

Grande pela grandeza da humilhação do Filho.

Grande pela grandeza do espírito em regenerar e cuidar da Obra da salvação.

Grande porqure se extende por todo o Mundo, do passado até ao futuro.

Referência Bíblica: Hebreus 2:3: Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram.

Definição: Salvação (soteria, Grego; Yshuwah, Hebraico), “libertação, proteção, preservação, prosperidade, segurança, retidão, bem-estar e saúde”.

EXÓRDIO:

Compreendendo a Questão da salvação:

A Palavra Salvação só tem seu sentido total se compreendida sob a ótica do Plano Divino da redenção do ser humano por Jesus Cristo, este encarnado, ressuscitado, assunto aos Céus e a quem foi dado todo poder nos céus e na Terra. Salvação é regeneração do homem e sua segurança de uma Eterna Vida com Deus, após esta vida terrena. Osvarela

Antes de qualquer discurso sobre etimologia da palavra salvação, é necessário entender o que foi proposto por Deus como Salvação para a humanidade, homens e mulheres.

Quero destacar aqui, neste trecho, homens e mulheres, pela própria questão bíblica da história da perdição e do pecado que atingiu a todos os seres humanos, é fundamental destacar homens e mulheres, pois a ação do pecado foi fruto de uma curiosidade de um homem e uma mulher, para conhecerem o que ocorreria se eles descumprissem as ordens de Deus.

Gn.2.16,17. E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente. Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

Da cobiça, pelo Conhecimento do outro lado, além do Bem que eles conheciam aliada ao livre-arbítrio dado por Deus aos desejos de toda a ordem inerente aos seres criados com inteligência.

Gn.3.1-7. ORA, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos,Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais. Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela. Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.8 E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia;

Este distanciamento ou procura de distanciamento de Deus demonstra cabalmente o que ocorreu no Éden, quem conhece a Deus e anda com Ele se torna consciente de seus erros e procura evitar contato com Deus.

É assim conosco quando falhamos, como diz o próprio João “se alguém diz que não peca...” e temos até medo de estar na presença de Deus ou em algum culto ou reunião, medo de Deus? Não! Medo dos nossos próprios erros, pois Deus não é um Deus de causar medo, mas de produzir Amor.

A História da Salvação:

A história sagrada é eminentemente uma presen­ça salvífica de Deus no comportamento humano. Como presença divi­na, comporta uma carga de novidade. Ê uma história reveladora, o fato salvífico que descobre a Deus.” texto compilado sem nome do autor.

Há uma História da questão salvítica preparada por Deus, que é soberano e sabe de tudo antes que aconteça.

Nesta história divina, estão como agentes, Cinco Seres, com suas devidas características e atributos:

Três Divinos:

Deus – o Pai

O Filho

O Espírito Santo

Um ser criado celestial e decaído:

Satanás

E o elemento humano criado em perfeição e que também caiu:

E a Humanidade – homens e mulheres, haja vista o princípio destacado acima.

Como a visão da I Epístola do Apóstolo São João é balizada pelo Amor maior, o Amor Verdadeiro, o Amor de Deus, pode inferir que com base neste atributo de Deus, comunicável aos homens a Trindade, em seu eterno Concílio aceitou a proposta do Pai, para uma solução de Amor para com a Humanidade perdida e sem solução para seu erro.

É esta a condição e expressão do Texto Áureo desta Lição.

Nesta proposta todos se envolveram com sua Condição Divina, para a execução do Plano da salvação exarado em João 3.16.

O Pai, por Amor, Doou o Seu Filho.

O Filho se esvaziou de sua Glória de maneira voluntária, e tomou a forma humana de maneira total e plena.

O Espírito Santo se incumbiu de, após a ação Salvítica do Filho, regenerar o homem e mulher [regeneração vem do vocábulo grego paliggenesia e significa novo nascimento ou nascer de novo. Refere-se a uma nova criação. Regeneração é uma mudança sobrenatural e instantânea operada pelo Espírito Santo], e ainda manter, caminhando conosco num coração humano nesta Terra[nós somos o Templo], os que por Ele se decidiram: pelo Filho e Sua obra na Cruz do Calvário. Importando em Consolá-los até o dia da entrada, como Igreja pura e imaculada, nas Mansões celestes para a realização das Bodas do Cordeiro, em Corpo transformado.

A História Bíblica é inerente a este Amor de Deus, e toda ela voltada para uma necessidade do homem antropológico, através da visão de Deus, ao vê-lo caído e destronado da presença vivificante em eternidade e constante de Deus. Já na sua lida diária, no Éden, quando ao final do dia, Deus confortava ao homem e sua mulher das lides diárias. Sim! Pois o homem, não foi feito para ser um ser inerte e sem trabalho, basta ver o texto bíblico.

Gn.2.15 E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar.

Quando à tarde do dia ou a viração do dia [Gn.3.8. E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia...], Deus se aproximava do homem e podia falar-lhe sobre a Criação e quem sabe, inferência minha, das maravilhas que esperavam a geração dos homens, do futuro da humanidade, lhe informar sobre a sua Criação do Universo e das coisas de Sua Glória Eterna.

A questão da Promessa e do Proto-Evangelho:

À queda do homem Deus propôs uma singular solução. Transformar maldição em Benção.

Primeiro: O Plano Divino como divinamente inspirado, marca um processo de vergonha do projetista da queda do homem, Satanás, aquele que Jesus disse: João 8.44.Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.

A História Bíblica demonstra qual foi a solução, para a Salvação do homem e o que Deus propôs estabelecer, na vitória sobre seu adversário, se utilizando como ferramenta principal para a realização da Obra Salvífica a inclusão da semente da mulher, o que só seria possível através da ação de um homem, e este era a questão posta: Quem seria este homem?

Gn.3.11-16. E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses?Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi.E disse o Senhor Deus à mulher: Por que fizeste isto? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida.E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.

A proclamação de Deus foi tão explícita e clara como só Ele o pode fazer, que a própria Eva louvou a Deus ao ver que dera a luz à um filho do sexo masculino: Caim. Gn.4.1.

A partir desta promessa exarada por Deus, como a Primeira Proclamação do Evangelho da Salvação – O Proto-Evangelho [vide anexo – estudo do autor – Osvarela] - iniciou todo o processo que ainda hoje desfrutamos da parte de Deus, e tem vertentes importantes para que se alcance a esta Eterna salvação:

1- Graça:

Graça foi o favor de Deus em Amor a todos nós.

2- Revelação:

Rm. 8.5. E bem sabeis que ele se MANIFESTOU para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado.

A Vontade do Pai foi se revelar ao homem, após a queda, pelo Filho. O próprio even­to da história salvífica é uma revelação, no sentido expresso por Simeão : “Pois já os meus olhos viram a tua salvação”.

A Ação da Revelação é do Espírito Santo.

Rm. 8. 14; Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus.

O propósito da Salvação tem um viés que atinge a toda a humanidade, mas tem uma característica própria:

Ela atende a cada ser como o propósito do Senhor, cada ser tem a sua individualidade garantida e é responsável para operar individualmente sua Salvação.

3- Fé:

A fé salvífica nos é dada por Deus.

Luc 22:32 - Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos.

É ela que nos garante a conversão, o fortalecimento a busca a Eterna Salvação e santificação em Jesus.

Na Doutrina do Novo Testamento, há duas expressões para a palavra fé: pistis – uma crença ou convicção intelectual; uma completa confiança em Deus, ou mais particularmente, em Cristo, com vista à redenção do pecado; pisteuein – confiança plena em Deus.

Há dois tipos de fé:

A fé salvadora

E a fé como um dom. Ato 3:16. sim, a fé que vem por ele...

Ef. 2.8. Porque pela graça sois salvos, por meio da ; e isto não vem de vós, é dom de Deus.

Conversão

1 Pe 1.9. “Alcançando o fim da vossa fé, a Salvação da alma”.

Gal 3:9,11. - justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada. E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé.

Ato 3:16 - E pela fé no seu nome fez o seu nome fortalecer a este que vedes e conheceis; sim, a fé que vem por ele, deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde.

Ato 26:18 - Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim.

O Preço Pago Pela Eterna Salvação:

Jesus pagou por nós um preço que temos conhecimento para que pudéssemos ser livres da cédula da morte, contrária de alguma maneira a todos os homens, nascidos, no passado, presente e que nascerão no futuro, à exceção do Próprio Jesus Cristo, “porque Ele salvará o Seu Povo de seus pecados...”

A expressão grega tételestai, em João 19.30, nos santos lábios de Jesus no final de seu sofrimento na cruz ao exclamar : “está consumado, significa muito mais do que a plena realização do Plano da Salvação. Ela quer transmitir uma mensagem de Jesus “tudo está pago” representando que quanto a Salvação Ele a estava realizando de forma definitiva ou Eterna!

E, além disto, quer dizer: “está feito, permanece feito, e sempre estará feito”, o que dá a expressão, uma qualidade para atingir o passado, o presente e a eternidade futura, foi feito para atender as necessidades existentes desde que o Adam pecou, para atender as nosas necessidades de salvação no momento presente e atende as nossas necessidades futuras de salvação para continuarmos nossa caminhada além túmulo ou após o arrebatamento como igreja, alcançando a Eterna Salvação em Jesus Cristo.

No latim, estas mesmas palavras tem um sentido cooperativo com a expressão grega:

Em 2 palavras: CONSUMATUM EST – está anulado - Jesus estava dizendo que a quilo que impedia o homem de se aproximar definitivamente de Deus na eternidade estava anulado.

Na língua portuguesa, 2 palavras – ESTA CONSUMADO – está realizado.

Historiando a etmologia da expressão:

Pago na totalidade - No primeiro caso, de acordo com o Vocabulário do Testamento Grego, a palavra tetelestai era usada como a primeira palavra num recibo. Contem, portanto o sentido de pago na totalidade.

Sentença cumprida - Durante o primeiro século, era prática comum pregar o documento de acusação de um preso na porta da sua cela. Os crimes de que era acusado e o castigo que lhe tinha sido imposto, estavam descritos nesse documento. Depois de o preso ter cumprido a sentença, o documento era retirado da porta, e cancelado pela aposição da palavra tetelestai – (cumprida na totalidade). O referido documento era-lhe então entregue, e ninguém podia jamais acusá-lo dos mesmos crimes. Por ter cumprido toda a sentença, tinha pagado na totalidade o preço das suas ofensas.

A vitória está ganha - Naquele tempo, a palavra tetelestai era também utilizada com relação a campanhas militares bem-sucedidas contra o inimigo. Quando um general regressava do campo de batalha e fazia marchar os seus prisioneiros de guerra pelas ruas de Roma, costumava proclamar a sua vitória gritando: tetelestai... tetelestai... Com este grito de vitória, fazia afirmação clara que o inimigo havia sido vencido e que o seu poderio havia sido quebrado: Missão terminada! Pr. Marco Aurélio Cruz-

Recibos de impostos em papiro foram encontrados com a palavra grega "Tetelestai" escrita neles, o que significa "liquidado". Dicionário Bíblico.

Nossa ação em relação a Eterna Salvação:

É claro que toda a ação de alvação está consumada, consolidada em Cristo.s

Mas, devemos estar atentos para não podermos esquecer de fazer a nossa parte neste contexto de salvação, como diz Paulo: “Fp.2. 12. De sorte que, meus amados, do modo como sempre obedecestes, não como na minha presença somente, mas muito mais agora na minha ausência, efetuai a vossa salvação com temor e tremor;” Temos que procurar o progresso na nossa vida aqui para alcançarmos o Gozo dali.

Há algo a fazer para determos a nossa coroa, antes que alguém a venha roubar de nós.

A raiz desta palavra – tételestai é telios que pode significar fraqueza, a fraqueza que Satanás acreditava encontrar na semente da mulher.

Utilizada pelo apóstolo Paulo e que dá raiz à palavra grega usada por Paulo, “Telios”, quando afirmou que o “poder se ‘aperfeiçoa’—telios—na fraqueza”.

Ora, parece que estamos descaracterizando o Plano Eternal da Salvação, mas é o próprio Jesus quem coloca condicionantes, pelas quais é necessário preservarmos a nossa Eterna Salvação:

Lc. 13. 24. Porfiai por entrar pela porta estreita.

Mc.9.40-47. Pois quem não é contra nós, é por nós. Porquanto qualquer que vos der a beber um copo de água em meu nome, porque sois de Cristo, em verdade vos digo que de modo algum perderá a sua recompensa. Mas qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e que fosse lançado no mar. E se a tua mão te fizer tropeçar, corta-a; melhor é entrares na vida aleijado, do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga. Onde o seu verme não morre, e o fogo não se apaga. Ou, se o teu pé te fizer tropeçar, corta-o; melhor é entrares coxo na vida, do que, tendo dois pés, seres lançado no inferno. Onde o seu verme não morre, e o fogo não se apaga. Ou, se o teu olho te fizer tropeçar, lança-o fora; melhor é entrares no reino de Deus com um só olho, do que, tendo dois olhos, seres lançado no inferno.

Na verdade é deus quem opera em nós, mas diz Paulo:

Fp.2.13-16. Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade. Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas; para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus imaculados no meio de uma geração corrupta e perversa, entre a qual resplandeceis como luminares no mundo, retendo a palavra da vida...terna Salvaçmos a nossa no e

Fazendo a nossa parte:

João diz:

I João 3.3. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.

Temos fraquezas? Sim, as temos mais elas são inerentes ao estado que estamos, mas um dia : “I João 3.2. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemosquando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos”. que,

Este é o lema de uma vida verdadeiramente cheia de esperança na eterna Salvação e vivenciando-a neste tempo presente.

As fraquezas são a “cruz” que Lc.9. 23. Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me.

Sem a nossa vida irrepreensível jamais seremos filhos verdadeiros de Deus, portanto está em nós, também o querer realizar esta operação de santificação, buscando as coisas do alto, para que a Obra da redenção eterna se mantenha viva em nós e sejamos alcançados pelo Espírito santo para a Vida eterna.

Há que se ter comunhão com Deus: “Sede santo, como eu, o Senhor sou Santo”.

Vida e Morte:

II Co.1. 10. O qual nos livrou de tão horrível morte, e livrará; em quem esperamos que também ainda nos livrará,

Temos também: João 3:17 “Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele”.

Mateus 18:11. “Porque o Filho do Homem veio salvar o que se tinha perdido”.

A sombra da morte foi o mais cruel castigo que impingido ao homem o colocou longe de deus e nas mãos de satanás, que veio para matar, roubar e destruir.

Quando Deus declara seu Plano de resgate do homem ele está declarando que o homem, por seu desejo deveria ter uma vida de qualidade eterna.

Como esta inicial proposta foi quebrada unilateralmente e a palavra e desejo de Deus tem que se cumprir, Deus declara guerra a esta condição pela qual o homem estava condenado á Morte eterna.

Portanto, a questão da Salvação é inerente a:

Salvar ou Preservar da morte eterna, do julgamento, do pecado.

Por que?

Porque o resultado do ato pecaminoso de nossos pais no éden teve um resultado imediato de condenação eterna, que Paulo declara:

Rm.6.23. Porque o salário do pecado é a morte..., mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.

Morte no sentido da eternidade com Deus.

JESUS COMO AUTOR DA ETERNA SALVAÇÃO:

Voltando ao ponto histórico-redentivo, sabemos que a Esperança da Salvação foi uma busca constante entre os heróis da fé, entre os que sem ser de Israel buscavam ser gratos e confirmados por Deus, como Cornélio, e de toda a humanidade, e ela veio de Israel para o Mundo pela vida encarnada no ventre de Maria: Jesus.

Ele foi a semente da Mulher que Deus o Pai preparou e nos revelou na Plenitude dos Tempos:

Gl.4. 4-7. mas, vindo A PLENITUDE DOS TEMPOS, Deus enviou seu Filho, NASCIDO DE MULHER, nascido debaixo de lei...para resgatar os que estavam debaixo de lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai. Portanto já não és mais servo, mas filho; e se és filho, és também herdeiro por Deus.

Para se tornar o Autor de nossa Eterna salvação Jesus despiu-se de sua Glória voluntariamente e “ o qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de nosso Deus e Pai..” Gl.1.4.

Foi:

Obediente

Voluntarioso

Não ambicionou ser maior do que o Pai, por isto o Pai lhe deu um Nome que é sobre todos os nomes, ao qual todo o joelho, no céu, na terra, e debaixo da terra hão de se dobrar.

Quem não crer nisto está perdendo o seu tempo e está sob condenação e enquanto viver se vier a o arrependimento será Salvo.

Mc. 16. 16. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.

CONCLUSÃO:

Dentro da Teologia Sistemática, um ramo lhe é dedicado; a Soteriologia, ou Estudo da Salvação.

Temos que:

Jesus é o Autor da Salvação.

Deus no-lo concedeu por Seu Amor

Somos salvos pela Gratuidade de Deus, isto é Sua Graça.

Somos salvos para Uma Salvação Eterna.

A Eterna Salvação é eficaz para todas as eras:

Passado – anunciada pelo próprio Jesus aos espíritos nas partes mais baixas da terra.

Presente – nos alcançou no momento presente.

Futuro – alcançará os que nascerem até a sua vinda; e mais nos garante uma Eterna Salvação após esta vida, na nossa futura vida eterna após a morte ou Arrebatamento dos Santos – A Sua Igreja.

Fonte:

Caio Fábio

Pr. João Batista de Oliveira- Ponta Grossa, PR

Blog guardiã da verdade.

Site uol - doaldofb

Ministério FVC

IE Deus é fiel.

Apontamentos do autor

Bíblia digital – cortesia Tio Sam

Bíblia Plenitude

IPRB Org

NOTA; devido a questões pessoais não pudemos encerrar no texto alguns aspectos da lição, leia e estude com os textos de nossos companheiros de site que certamente deus os tem alimentado para nos ensinar.

ANEXO DO AUTOR:

ENSAIO PROTO-EVANGELHO E PACTO DA GRAÇAOSVARELA-

“O primeiro Pacto feito com o homem era um pacto de obras; neste pacto foi a vida prometida a Adão e nele à sua posteridade, sob a condição de perfeita obediência pessoal; O homem, tendo-se tornado pela sua queda incapaz de vida por esse pacto, o Senhor dignou-se fazer um segundo pacto, geralmente chamado Pacto da graça; nesse pacto ele livremente oferece aos pecadores a vida e a salvação por Jesus Cristo, exigindo deles a fé nele para que sejam salvos; e prometendo dar a todos os que estão ordenados para a vida o seu Santo Espírito para dispô-los e habilitá-los a crer.” – Confissão de Fé de Westminster (1649) – Capítulo VII – I-II- Do Pacto de Deus com o Homem.

Iniciamos este ensaio com o texto da CFW, pois toda a formulação da mesma quanto ao seu sistema teológico é fundamentada sobre o entendimento pactual. [i]

Gênesis – Capítulo 3.15: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”.

O contexto em que encontramos o pronunciamento do Proto-Evangelho é um contexto de queda, aonde o homem e a mulher – Adão e Eva – são personagens influentes na ação divina da criação. Colocados como vice-gerentes da criação com mandatos especialmente criados para eles, tendo em vista as suas características de semelhança à divindade de Deus, o homem e a mulher exerciam toda atividade que lhes foi concedida por Deus, na esfera da criação.

A ação da serpente/Satanás representante do Reino Parasita, junto as criaturas que eram representantes autorizados da divindade de Deus; sabedores da vontade de Deus, pois haviam recebido instruções para sua vida e serviço através do Triplo Mandato: cultural, social e o espiritual, desobedeceram a lei de Deus Yahweh[ii], isto transformou a relação existente entre Deus e o homem, pois através da Queda houve o rompimento desta relação, com conseqüências desastrosas para o Homem e por efeito federativo para toda a humanidade e Criação.

A excelência da Soberania divina é ressaltada nesta histórica passagem, quando em aparente contradição pelo pronunciamento das maldições (‘arur) sobre o Homem, a mulher, a serpente/Satanás, e ao solo.

Deus pronuncia as maldições, cumpre a sua Justiça, qualidade inerente à sua personalidade e caráter, com atos de banir e separar, o homem e a mulher do Éden, removendo-os da esfera da benção e da ação desta na sua vida diária e eterna.

Mas Deus dentro dos limites do seu amor, mitigou as maldições do homem, da mulher e do solo, preservando ou dando condições para preservação de sua obra e concedendo-lhes a oportunidade de resgate e retorno ao seu convívio, muito embora, mesmo após a queda, Deus tenha dado continuidade de sua visitação ao homem, não privando-o de sua presença.

O pronunciamento da sentença de maldição contra a serpente/Satanás, contudo, trouxe no seu bojo a alvissareira boa-nova para o homem e a mulher que mesmo caídos puderam ter a revelação de Deus em seu propósito salvítico para com toda a sua Criação e especialmente para com os seus vice-gerentes.

O Kerigma da Graça:

· “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente;

A inimizade estabelecida por Deus entre o seu Reino e o reino parasitário do mal composto por Satanás e seus seguidores, representado pelas suas sementes;

Quero destacar em separado, a questão da semente da mulher, ou seja, Deus estabelece que da própria criatura ferida, ofendida, conspurcada, banida de sua habitação natural - Éden, ele pode estabelecer algo tão poderoso, que através desta geração germinal, a semente da mulher caída, será utilizada como obra de regeneração, mostra a maldição mitigada, pois é ainda alvo da utilização como agente do reino divino contra o mal, vejamos, à seguir;

· “esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”

A ação da maldição sobre a serpente e aqui, também diretamente a Satanás, será definitiva com o esmagamento de sua cabeça e imposição de uma derrota final e aniquilamento de suas forças, representativas e agentes do reino parasita.

Muito embora, aparentemente haja uma ação danosa de Satanás sobre a semente da mulher – “esta te ferirá a cabeça”, contudo a vitória da semente da mulher é garantida com o aniquilamento de Satanás, isto aconteceu com o sofrimento de Maria, mãe de Jesus Cristo, quando de sua morte na Cruz, onde ali, a serpente lhe fere o calcanhar e causa o sofrimento da mulher.

Contudo devemos ainda esclarecer alguns pontos:

A morte anunciada por Deus pela desobediência – “tu és pó e ao pó voltarás” (Gn.3.19), acontece conforme Deus anuncia, mas o “kerigma” de Gn.3.15, permite a Adão e a mulher vislumbrarem uma saída pela própria declaração do “gospel” edênico, como podemos constatar em Gn.3.20 “porque ela é a mãe de Kal Hay (toda a vida ou viventes)”, houve esperança para o homem caído, vejamos também a declaração de Eva: Gn.4.1.

A proclamação do Proto-Evangelho torna-se assim a proclamação de um Pacto, o Pacto da Graça, que Deus dispensou a obra de suas mãos, o homem e a mulher caídos, mas ainda alvo de seu amor (a “hesed” divina), embora condenados, agora podem esperar a solução através da revelada e proclamada, Graça de Deus, que através de um Pacto incondicional mostra-se, como é, revelando ao homem a sua “hen”, a então desconhecida Graça, demonstrada neste novo Pacto.


[i] Texto de Aula 3 – Prof. Mauro Meister – desenvolvimento: É possível um centro unificador?

[ii] Texto de Aula 10 – Prof. Mauro Meister – Protoevangelho

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