Mostrando postagens com marcador Corinto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Corinto. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, março 19

Visões e Revelações do Senhor - Lição 12 – 4.º Trimestre 2010 – CPAD

Visões e Revelações do Senhor

Lição 12 – 4.º Trimestre 2010 – CPAD Autor: Osvarela

Texto Áureo: II Co. 12.1

Leitura Bíblica em Classe: II Co. 12.1-4,7-10,12.

Pequeno Glossário:

-Paraíso: "lugar aprazível" – hb. Pardes; gr. Paradeisos; lt: paradisu; foto:imagem onírica

-Inefáves – Anekdiegetos

-Inefabilidade - A característica da inefabilidade está associada a qualquer tipo de objeto, entidade ou fenômeno sobre o qual nada pode ser dito em linguagem humana.

Em geral, o termo "inefável" pode ser utilizado para caracterizar sensações, sentimentos, conceitos, aspectos da realidade ou entidades que, pela sua natureza ou grandeza, não podem, ou não devem, ser transmitidos ou descritos pela linguagem humana, embora possam ser conhecidos de forma interior pelos indivíduos.

-Um fenótipo - é qualquer característica detectável de um organismo (i.e. fisiológica e comportamental) determinada pela interação entre o seu genótipo e o meio.

-Fenômeno Extático:

O fenômeno extático e o profetismo extático não estão restritos a determinadas regiões e nem vinculados a povos ou raças específicas... É impossível dizer quando esse fenômeno surgiu em Israel.8. Israel não conheceu o profetismo “nabi” somente em terra cultivável. Os nômades orientais, de onde veio o Patriarca Abraão, também receberam o título de “nabi” (Gn 20.7 . Abraão, o primeiro a ser chamado de profeta na Bíblia).

I - INTRODUÇÃO:

Esta lição trata de um assunto latente entre a Igreja dos tempos modernos.

Qual é a posição atual da igreja sobre visão e revelação?

Se em Corinto a visão era causa de problemas internos, qual será na atualidade a nossa posição sobre as “visões” que tem sido propaladas, como de Deus?

A existência de homens, que em nome de Deus teem propalado uma noção antagônica sobre este assunto, se dizendo portadores de uma nova visão, ou tendo visões sobre novas formas de sabedoria divina.

Embora, possa parecer distante do tema, na realidade esta posição de alguns infere que há homens que usam este domínio do espiritual de maneira diversa das Escrituras, mormente as paulinas, para conduzir em domínio multidões, para avalizar, seus “apostolados”, seus ministérios.

É a visão com endereço certo e privado do líder, quase um gnosticismo evangélico.

Sob uma visão cristológica, que acentua a sua relação com Jesus Cristo, exaltado e ascendido aos céus, Paulo demonstra, que Cristo lhe permitiu adentrar no mundo sobrenatural de tal forma que ficava evidente o seu relacionamento com aquele, que lhe chamou para ser Apóstolo dos gentios.

Paulo revela algo, que os superministros que o acusavam, não esperavam, muito menos os coríntios.

1-Paulo Supera a Estes Ministros Pelo Relacionamento com Deus:

Ele tinha recebido do Senhor, visões e revelações, tais que o levaram a estar no terceiro céu.

Inicialmente Paulo não dá nome ao conhecido que tivera este relacionamento com os céus, para só no vs. 7 citar que ele próprio fora este homem.

Pode parecer estranho, aos que militam, há pouco tempo, no estudo bíblico, mas ao lermos alguns livros da Bíblia, inclusive do NT, veremos o uso deste tipo de linguagem e forma de redação.

O ator - personagem da cena, ou do fato é citado na terceira pessoa, por ele mesmo ou é apresentado como alguém sem nome, o qual ele coloca em seu lugar.

II Co. 12.1.EM verdade que não convém gloriar-me; mas passarei às visões e revelações do Senhor.

Esta também era a posição de Paulo, que nos seis versículos deste capítulo 12, ainda está reverberando os discursos de defesa apostólica própria e talvez por esta crise sem tréguas em seu ministério, junto aos corintíos, ele abre para a Igreja de Corinto, algumas de suas experiência pessoais com o poder de Deus.

II Co. 12.5-7. De alguém assim me gloriarei eu, mas de mim mesmo não me gloriarei, senão nas minhas fraquezas. Porque, se quiser gloriar-me, não serei néscio, porque direi a verdade; mas deixo isto, para que ninguém cuide de mim mais do que em mim vê ou de mim ouve. E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne...

1-a-Com ênfase no sobrenatural da fé, cuja narrativa inicia sem a citação de seu próprio nome o que ele só o fará no versículo 7.

Mas, já há um tom solene de despedida do Apóstolo dos gentios, com saudações finais.

Paulo agora se detém para explicar sobre seu intenso relacionamento com Deus, durante seu apostolado, nas questões superiores da vida com Deus.

Demonstra certa necessidade de transmitir esta novidade de cunho relacional homem – Deus, com arrebatamento até as regiões celestiais, uma Revelação com o menor grau de impacto para os coríntios, sabedor de que havia, ainda, pontos a esclarecer sobre a sua relação como Apóstolo de Jesus Cristo.

2-Podemos notar que diferentemente da I Epístola, quando fala sobre os dons espirituais, onde ele diz: “6. E agora, irmãos, se eu for ter convosco falando em línguas, que vos aproveitaria, se não vos falasse ou por meio da revelação, ou da ciência, ou da profecia, ou da doutrina”?18. Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos.

II Co. 12.2. Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu.

Paulo apresenta após superar e afastar a gestão dos missionários, inclusive com acusação grave de agentes satânicos (2 Co.10.11) [onde cita os “tais’ – eram vários-) entre eles o “Tal” [2 Co. 12.3), pode apresentar algo superior em sua vida, o que consagra seu relacionamento absoluto com Deus.

Parece-me que ao descrever esta experiência de um homem “conhecido” [Conheço um homem em Cristo que há catorze anos], ele vai atingir aos antagônicos ministros, naquilo que eles eram desprovidos, das visões e revelações de Jesus, como Paulo chama o Senhor em alguns trechos de suas epístolas.

Dizem os estudiosos destes chamados falsos pastores, viviam, como alguns ditos itinerantes, se apoiando nas benesses das igrejas por onde passavam, o que me parece, uma situação parecida com a de nossos dias “vivem da Obra”, mas por breves períodos, por falta de expressão da sua espiritualidade transformada em não atuação do Espírito.

3-Quem Eram os Superministros?

Possuíam uma retórica acima da média, tinham imponência, tinham formação retórica acima da média, sabem ou sabiam projetar-se, gabavam-se de sua proximidade com o mundo celeste, exigem respeito através da palavra junto a comunidade, que os abrigava, e aceitavam com naturalidade o sustento e pagamento de sua presença entre as comunidades.

Mas, devido a não evidencia continuada de suas “habilidades” místicas:

a-Milagres;

b-Vaticínios;

c-Interpretação de sonhos;

d-Fenômenos extáticos. Extática (êxtase, espiritualmente enlevado)

E por estar vivendo em meio a uma Igreja neófita e próxima dos eventos do Senhor, a qual necessitava e esperava ver os milagres acontecerem, ávidas pos estes sinais, utilizavam os pendores retóricos para atrair a Igreja, isto os esvaziava rapidamente, como obreiros, diante desta comunidade cristã e eles tomavam outro rumo.

O que aconteceu em Corinto era isto, mas eles não esperavam encontrar um Paulo, entre eles e a comunidade cristã de Corinto.

É por isto, que Paulo pode destacar esta ação de Deus em sua vida, era algo sobrenatural, de que os “ministros” não poderiam apresentar contundente acusação contrária.

Col 3:16 - A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.

Rm.12.1. ROGO-VOS, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

Aprendemos com esta posição que a Igreja precisa de visão, revelação, mas também de ter um culto racional.

Paulo se relacionava, pelos 18 meses vividos avidamente entre os coríntios, com toda a Igreja e conhecia as fraquezas e qualidades de todos ou quase todas as famílias.

Notamos este fenômeno em certos movimentos de novas igrejas, que surgem aqui e acolá, em que há uma atuação extática contínua, que tenta suprir a carência do povo com correntes, unções novas, determinados ditos e fraseologia, para arrebanhar o povo.

4-Cuidados atuais:

Precisamos ter cuidado para que esta forma, não adentre como já tenta, em nossas reuniões, devido o interrelacionamento entre as igrejas, seja por freqüentar, ou por programas, ou por líderes carismáticos, que comovem o povo.

Àquela época havia um visível interesse em milagres e manifestações espirituais, coisa que está havendo em nossos dias, pela presença de novos ministérios pessoais, com habilidades na retórica e na comoção extática das multidões.

Aliás, Paulo sabia como isto era inerente no helenismo.

Ele mesmo estivera no Areópago, como está estampado nas colinas de Atenas, num monumento sobre sua estada, [Atos 17. 17 De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos, e todos os dias na praça com os que se apresentavam.19 E tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas?22 E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos;] entre os que disputavam com retórica nas praças sobre tudo e sobre temas, como gnosticismo, sabedoria, cosmogonia, etc...

Era uma característica que chamava a atenção entre os Corintíos, pela sua consciência cultural helênica.

Mas, Paulo não queria utilizar de recursos naturais aos sofistas, mas com convicção no Cristo revelado através da revelação no caminho de Damasco, como agora ele demonstra, em uma Revelação, que ele jamais relatara, mas que lhe deu motivos internos, de mantê-la em secreto.

Agora esta Revelação ou Arrebatamento é utilizada, por Paulo, como algo demonstrativo da profundidade de seu conhecimento sobre as coisas divinas.

12 Os sinais do meu apostolado foram, de fato, operados entre vós com toda a paciência, por sinais, prodígios e milagres.

Era agora uma demonstração da substância Apostólica de seu Ministério, que o levara a ver coisas inefáveis que ninguém ainda ouvira falar, na atuação da Igreja.

Paulo quer destacar que o seu relacionamento com os Céus é para enriquecimento da Palavra de Cristo, o qual era o único assunto de seu Apostolado, entre judeus e gentios.

2 Co.1.12,13. Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria carnal, mas na graça de Deus, temos vivido no mundo, e de modo particular convosco. Porque nenhumas outras coisas vos escrevemos, senão as que já sabeis ou também reconheceis; e espero que também até ao fim as reconhecereis.

4-a-- A Destacar:

-Nossa consciência

-Simplicidade e sinceridade de Deus

-Graça de Deus

-Paciência – 2 Co 12.12.

4-B-O contrário está descrito no próprio texto:

4-c-Sabedoria carnal

A conduta de humildade de Paulo neste texto nos mostra que o melhor de Deus, às vezes, fica guardado, e serve para apologia do Cristo e Seu Evangelho, e não nossa.

A confirmação vem de Deus, não de atos, eloqüência, ou atos ou movimentos extáticos.

2 Co. 1.22- 24. Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus, O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações. Não que tenhamos domínio sobre a vossa fé, mas porque somos cooperadores de vosso gozo; porque pela fé estais em pé.

Paulo e sua demonstração de relacionamento com a Divindade Celeste:

Paulo quer apenas apresentar o Evangelho como Poder de Deus através do Cristo da Cruz.

Paulo parece quer usar, Jesus Cristo como seu exemplo, primeiro por sua própria chamada e o cumprimento das dores para o Messias realizar seu Ministério pela Cruz do Calvário.

Gl.3.1. ...quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi evidenciado, crucificado, entre vós?

Gl.3.13. Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;

Por isto, Paulo necessita demonstrar, com sua posição, que ele tinha também estas dotações místicas [2 Co.12.12. Os sinais do meu apostolado foram manifestados entre vós com toda a paciência, por sinais, prodígios e maravilhas.], e o dom em si, além da glossolalia, indo até mesmo além com a afirmação em II Co. 12.2. Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu. E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações...

Inclusive demonstrando pela narrativa anônima, que era algo particular, na sua vida espiritual, peculiar, excelente, mas não necessário para afirmá-lo como fundador e Apóstolo entre os coríntios.

5- Precisamos nos deter, em muitas ocasiões, como o fez Paulo, para verificar, explicitar, comunicar, a Igreja, qual a nossa realidade espiritual com Deus no plano místico pessoal:

-Visões

-Revelações

-Sinais

-Maravilhas

Ou seja, há uma atuação de Deus, pelo Espírito Santo em nossa vida espiritual [Rm.15.19. Pelo poder dos sinais e prodígios, na virtude do Espírito de Deus; de maneira que desde Jerusalém, e arredores, até ao Ilírico, tenho pregado o evangelho de Jesus Cristo.], que resvala em muitas ou diria em conseqüente atuação na vida presente entre os homens, entre a Igreja, sem contudo ser o único objetivo espiritual daquele que Deus concede estas qualidades.

Por isto, precisamos demonstrar que há também necessidade de ensino, doutrina, orientação, estudo da Palavra de Deus, como algo rotineiro, pois é a palavra de deus, quem nos limpa, regenera e orienta.

Efe 5:19 - Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração;

Col 3:16 - A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.

6- REVELAÇÃO NÃO INTERAGE COM EXALTAÇÃO:

Aprenda com Paulo:

Nem toda a revelação que recebemos de Deus, ou visão, é para ser contada:

-A qualquer um;

-Em qualquer ambiente;

-Em qualquer tempo;

-Ou mesmo, revelada pela profundidade do que deus te pode revelar, pode ser algo inefável, apropriado para tua edificação e entendimento apropriado, e exaltação das qualidades do Eterno.

Paulo mais uma vez ensina que os dons são gratuitos e para uso da corporação de Cristo.

Não são dados para exaltação pessoal, como alguns andam exercendo-os.

O próprio Apóstolo procurou entender porque era alvo de um “um mensageiro de Satanás”, para que não se exaltasse, mas que a graça fosse bastante.

Paulo diz indiretamente que não há nenhuma virtude em exaltar-nos por sermos mais retóricos, mais eloqüentes, mais abundantes em relação ao convívio do povo, talvez até lembrando de Apolo, que foi ensinado pontualmente sobre as Escrituras.

Ele envia uma mensagem de seu exemplo pessoal aos missionários itinerantes, ávidos nas comparações, para “tomar” o povo das mãos de Paulo.

Há “Absalões” vorazes, nesta última hora da Igreja.

Quando o pastor não é um pregador eloqüente, mas um ensinador potente, eles aparecem, como querendo empanar o brilho do Líder local.

Mandam no povo, dizem-se movidos por Deus e não na obediência ao homem, um sofisma para desautorizar o Líder.

Este nosso parecer, não deseja e não tem o condão de enquadrar todos os pastores e evangelistas itinerantes, temos uma maioria de ótimos pregadores, que abrilhantam os nossos congressos, eventos, festas, com a sua retórica ungida e deixam entre nós um sabor especial pela sua palavra, aos quais eu parabenizo.

Depois, como os tais de Corinto, se vão e deixam o Líder local, com a obrigação de tirar os carrapichos das tantas ovelhinhas, que se sentiram atraídas pela eloqüência e as demonstrações de muito falar em línguas ou outros dons.

II Co. 12.7-10. E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim. E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.

II Co. 12.1-4. EM verdade que não convém gloriar-me; mas passarei às visões e revelações do Senhor. Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu. E sei que o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) Foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar.

7- DESTAQUE:

7-a- A Revelação Ou Arrebatamento de Paulo:

II Co. 12. .7. E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar.

8 Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim.

9 E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.

Nós, professores da EBD, devemos chamar para o fato de que Paulo só vai narrar a sua experiência extra corpórea, ou no próprio corpo, ele não consegue distinguir, após quatorze anos.

Ou seja, próximo do ano 42 dC, quando ele recebeu esta visão.

Creio que dentre as revelações do próprio Jesus Cristo ao ensinar-lhe no discipulado do seu Ministério, para ser um Apóstolo.

Não me deterei aqui sobre datas, mas se você puder pode realizar comparativos cronológicos.

Entendo sob minha ótica, que não há cosmologia nesta passagem, mas sim teogonia [podemos até usar um neologismo – teocosmologia] (O pensamento antigo grego considerava a teogonia, que engloba a cosmogonia e a cosmologia, temas inferentes e gêmeos...) destas regiões celestes, ou seja como se vê o mundo espiritual, na visão do Eterno Deus Criador.

Talvez Paulo estivesse dando aos Coríntios uma inferência do pensamento helênico, para as regiões celestiais, onde está o “Deus desconhecido”.

Atos 17. 22.26. Então Paulo, estando de pé no meio do Areópago, disse: Varões atenienses, em tudo vejo que sois excepcionalmente religiosos; porque, passando eu e observando os objetos do vosso culto, encontrei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais sem o conhecer, é o que vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens;[...] e de um só fez todas as raças dos homens, para habitarem sobre toda a face da terra, determinando-lhes os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação ss...

Assim Paulo destaca o local onde, pelo segredo do que viu e ouviu, ou seja, lhe foi explicado o que era, o que ele estava vendo, como um local das regiões celestiais, onde estão os que morrem e aguardam a chamada da trombeta celeste.

Aqui podemos começar a entender o que Paulo fala ao escrever em I Co.15.37-57; ou I Ts.4.13-18.

II Co. 12. 4. Foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar.

Ele, Paulo, tão somente narra agora o fato, sem detalhes, pois Deus não lhe permitiu, pois “não é lícito ao homem falar”.

Primeiro por que ele não era néscio, louco ou despreparado para ter este arrebatamento e sair contando a todos, sem permissão de Deus e pela profundidade do que experimentara.

Não seria conveniente, para nós, avançarmos sobre estaspalavras inefáveis”.

O termo que Paulo usa é anekdiegetos, e podemos também utilizarmos como indescritível, inexprimível, como a ação do espírito Santo em transformar pensamentos, gemidos da lama diante de Deus em palavras inteligíveis, só para Deus como Trindade, pois há a ação tríplice em intercessão e ação do Pai.

7-b- Há um silêncio dos Céus para Paulo e para nós.

O que podemos dizer é que palavras inefáveis são, pois o próprio termo já diz, são palavras que não podem ser expressas verbalmente, pois são palavras que expressam, algo transcendente e divino.

Possuem características que transcende qualquer comparação terrena, ou atributos, que conhecemos de beleza ou de perfeição, aqui está a base para o uso da palavra, como o humano pode descrever o divino da majestade Eterna?

8- O ESPINHO NA CARNE:

Paulo é rápido em citar o “espinho na carne”... II Co. 12.7. E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim. E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.

Um mensageiro para o mal, mas que permitido por Deus, torna o mal em bem.

8-a - O espinho na carne, que esbofeteou Paulo, serviu para que ele entendesse, que dar todo o crédito a Deus, em seu Ministério, era a forma que o impediria de agir, como os outros homens em vanglória.[Veja Ez.28.24. E a casa de Israel nunca mais terá espinho que a fira, nem espinho que lhe cause dor, entre os que se acham ao redor deles e que os desprezam; e saberão que eu sou o Senhor Deus.]

Assim, cada vez que ele se sentia fraco por este opróbrio espiritual, ele entendia que havia um aperfeiçoamento na sua fraqueza, com um avanço do Poder de Deus em sua vida e ministrado por ele aos demais que evangelizava.

Ele era frágil, com a fraqueza – “astheno”, incapaz por si mesmo de realizar a Obra que Deus lhe confiara, mas como vaso de barro deixava-se ser usado por Deus.

9- PARAÍSO: "lugar aprazível" – hb. Pardes; gr. paradeisos

Paraíso - Jardim murado – Paulo ao não escrever sobre o que viu, infere uma proteção ao lugar ao qual foi arrebatado, que só permite ver o que está lá, e tem autorização de entrar com este preceito.

Jesus Cristo, o Deus encarnado, cita este lugar, como Paulo explica em 1 Co 15.

Lc.23.39-43. Então um dos malfeitores que estavam pendurados, blasfemava dele, dizendo: ... salva-te a ti mesmo e a nós, ...porém, o outro, repreendia-o...este nenhum mal fez...disse: Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.

No conteúdo do Apocalipse, que é uma Revelação, diz o texto: Ap.1.1 Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer;

Ap.2.7. Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus.uma inferência memorial ao Jardim primevo – Jardim do Éden.

Tenho por certo, que Paulo indiretamente ataca o s mitos gregos no inconsciente dos coríntios.

Combate com sabedoria a Mitologia e cultos helênicos.

9-a - Paulo identifica a localização do Paraíso como o terceiro céu, como o local a que foi arrebatado.

-Paciência – 2 Co 12.12.

É necessário ter paciência, quando nos deparamos com estes tipo de “ministros”.

Rm. 9.22. E que direis, se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição;

A paciência, que Deus teve com este tipo de gente, é o que faz a diferença no Ministério de Paulo, é o que traz o agir de Deus, com: “a paciência, por sinais, prodígios e maravilhas”.

Que Deus nos dê estes predicados do Apóstolo Paulo, quando enfrentarmos situações tão difíceis.

Fonte:

Wikipédia

Bíblia Plenitude

Bíblia ARC

Bíblia Explicada

O Apóstolo – John Pollock

Apóstolo Paulo – Vida, Obra e Teologia – J. Becker – Academia Cristã.

Comentário Histórico-Cultural do NT – Lawrence O. Richards

quinta-feira, maio 14

CONSIDERAÇÕES ACERCA DO CASAMENTO - LIÇÃO 07 - CPAD - com correção item II

CONSIDERAÇÕES ACERCA DO CASAMENTO
Lição 07 – CPAD Autor: Osvarela

Texto Áureo: Venerado seja entre todos o matrimonio e o leito sem mácula, porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará. Hb. 13.4.
Leitura Bíblica em Classe:
I Co. 7.1-5,7,10,11
1 ORA, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher;
2 Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.
3 O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido.
4 A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher.
5 Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.
6 Digo, porém, isto como que por permissão e não por mandamento.
7 Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira e outro de outra.
8 Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu.
9 Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se.
10 Todavia, aos casados mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido.
11 Se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher.
12 Mas aos outros digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe.
13 E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe.
14 Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos.
18 E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.
Fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.
23 E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada.
24 Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.
25 E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam.
INTRODUÇÃO:
Eis uma lição importante extraída da I Epístola do Apóstolo São Paulo aos Corintíos.
Trata-se de um assunto ou discurso intenso e com colocações que causam estremecimento entre os que o lêem sob uma ótica única, sem consultar o Ensino Geral da Palavra de Deus e suas demais Revelações desde o Gênesis sobre o casamento, ou sobre a relação conjugal.
I – a Re-engenharia do casamento nos tempos modernos:
a- Desmistificando o casamento:

O Casamento tem sido questionado nas últimas décadas do século XX e neste princípio do século XXI, como uma formalidade ultrapassada, perdendo a dignidade de coisa sagrada e pilar da sociedade, através de campanhas feministas, mas não femininas; de campanhas de face liberal, mas libertina, levando a dúvida aos corações dos que buscam uma relação duradoura com outra pessoa sob a benção divina, do casamento feliz e abrigador da família.
Novas formas de Casamento:
Casamento descartável;
Casamento com contrato financeiro;
Casamento misto;
Casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Casamento de fachada;
Casamento por problemas diplomáticos: quando um cônjuge precisa casar, com alguém nascido em um país, no qual esta de maneira irregular, através do casamento ele consegue a cidadania.

Qual a fórmula desta re-engenharia de constituir uma família em tempos modernos?
A- Buscando facilitar o relacionamento sem que este seja obrigação, mas seja visto como uma relação aberta, onde os dois lados podem descartar o relacionamento a qualquer momento, sem maiores formalidades ou motivos.
B- Criou-se fórmulas da produção independente de filhos: 1ª- sem que a mulher ou o homem tenham um relacionamento formal, mas apenas como “reprodutores”, conhecidos ou desconhecidos, através do ato entre os interessados; – quando se busca em bancos de óvulos ou do elemento masculino [espermatozóide], como algo que se compra em super-mercado, sem que o que vai usar o “produto” saiba quem é o doador [gravidez in-vitro ou inseminação artificial]. Não iremos discutir neste ponto, a questão dos casais com problema de fertilidade, pois vemos duas vertentes, uma física ou da área da saúde pública e programas de controle de natalidade, e outra de cunho espiritual a ser discutida. A engenharia genética tem conseguido notáveis avanços na área da reprodução humana.
C- As leis foram modificadas permitindo que a situação de casais agregados após três anos seja considerada uma união estável. Os documentos do governo já reconhecem estes casos, vide a Receita Federal e INSS. Quantos de nós encontramos em nossas igrejas casais que aceitam a Cristo nesta situação e nós os orientamos a regularizar a situação da família, pelos mais variados motivos, seja por que muitos filhos são registrados sem os nomes dos progenitores e não tem estabilidade de um lar consolidado, seja porque em muitos casos, as mulheres, mormente são ameaçadas, a qualquer rusga de serem largadas sem nenhum apoio, pode-se dizer que a lei da direitos a elas, mas na maioria dos casos, as mesmas são pessoas sem conhecimento, ou orientação jurídica para buscar seus direitos e ficam, por vezes, com os filhos sob sua guarda e encargo de toda ordem, estudo, alimentação e carinho.
D- Temos notado e escrito em nossos comentários, sobre a questão da educação sexual para adolescentes, e está comprovado que há um índice elevado de relacionamentos entre jovens adolescentes, que resultam em filhos, mas não na formação de uma família, o que vai pouco a pouco criando uma geração de filhos sem pais, e sem lar desconhecendo o sagrado lado do casamento, pois são poucos os casais que continuam com o relacionamento, transformando-o em um casamento.
II - O ordenamento bíblico do Casamento:
A Bíblia Sagrada ordena segundo as suas Palavras que o Casamento seja indissolúvel, e considera-o entre duas pessoas do sexo oposto.
Pelo Pai:
Gn. 2. 24. Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

I Pe.3.7. Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações.
Há neste versículo uma revelação espiritual que transcende a questão deste mundo físico remetendo-a ao
*mundo espiritual. Leia mais abaixo.
Pelo Filho:
Mt. 19.4. Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez,
5 E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne?
6 Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.
Pelo escritor, Apóstolo Paulo:
I Co. 7.10. Todavia, aos casados mando, *não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido.
1Co 7:39 -
A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor.
Esta indissolubilidade deve ser mantida mesmo quando o casal é formado por partes não pertencentes a mesma fé cristã, uma vez, que uma das partes aceite o Evangelho como viver cristão crendo na Obra da Salvação.
III – Discutindo a tese de Paulo:
I Co. 7.2. Mas...cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.
I Co. 7.12. Mas aos outros digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe.
13 E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe.
14 Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos.
A - Estudando a posição paulina na questão sobre o casamento:
I Co.9.5.Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?

Este versículo utilizado por Paulo na defesa de seu apostolado em I Co.9, permite-nos fazer a seguinte pergunta:
Seria o Apóstolo Paulo casado?
Esta é uma pergunta que tem consumido muitas horas de estudos e muitos cérebros de teólogos de boa capacidade, principalmente sob a luz do texto: “bom seria que o homem não tocasse em mulher”; “Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo”.
Esta é uma questão que pode ser utilizada para entender o posicionamento de Paulo acerca do casamento.
Mas, não acho que seja esta a questão básica que Paulo se utilizou para disciplinar o assunto – Casamento – e o ordenamento aos Corintíos pelo Apóstolo em sua Primeira Epístola.
A grande lógica de Paulo aos escrever aos corintíos sobre o casamento era a questão, do desordenamento espiritual que levava de roldão, a doutrina ensinada por Paulo à Igreja localizada na Acaia, de tal forma, que excessos se pronunciavam entre aqueles crentes:
-A prostituição era usual, advinda da prostituição cultual. Vide comentário da lição anterior.
-A desobrigação e a desvalorização da mulher pelos homens, devido as suas práticas da prostituição. O Evangelho valorizou a posição da mulher, contrariamente ao que se dz.
-Mulheres que se tornavam crentes em Cristo queriam desfazer seus matrimônios;
As mesmas queriam deixar as suas obrigações maritais, pela visão que tinham sobre a prostituição e pela ignorância da espiritualização do casamento legal, que só é demonstrada nos Evangelhos;
As mulheres queriam saber de Paulo como se manter santas, se seus maridos eram impuros, perante Deus e elas viviam em novidade de vida, certamente isto estava trazendo problemas nos lares mistos, mulher cristã e marido pagão.
Deixar o lar: observe que Paulo fala em “consente em habitar com ela”, o que denota compartilhar a mesma moradia ou casa, sendo diferente da palavra que a Bíblia utiliza para a conjunção carnal entre marido e mulher, que é em geral utilizada na Bíblia: co-habitar, ou coabitar.
I Pe.3.7. Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento...
Dt. 22.13.
Quando um homem tomar mulher e, depois de coabitar com ela...
Pedro corrobora a posição de Paulo:
I Pe.3.1.
SEMELHANTEMENTE, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra;
IV- A questão da Prostituição:
I Co. 7. 1 ORA
, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher; 2 Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.
A explicação destes dois versículos é outra demanda teológica de grande impacto.
Paulo estaria contra a ordem de Deus, para que o homem tivesse uma mulher: “E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só...”, ora, seria uma contradição e a Bíblia não é contraditória.
A expressão de Paulo apenas retrata um instante fotográfico momentâneo da situação de Corinto e da própria condição do Apóstolo que havia [vide abaixo] assumido seu Apostolado, sobre todas as coisas, o seu único assunto era pregar o Evangelho, como uma loucura para gregos e judeus, de tal forma que ele é sofredor, por ter esta visão, sendo não aceito por alguns, injuriado por outros, quase como um escândalo.
“Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo.”
Se Paulo fosse contrário ao casamento e desconhecesse as virtudes do mesmo, ele não teria podido ensinar a Timóteo a Tito, à respeito da necessidade do Bispo ser marido de uma só mulher, e no mesmo texto desta lição doutrinar a Igreja de Corinto [O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher.Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.] e mais: reconhecer que nem todos podem ter o que ele chama deste “dom” [ mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira e outro de outra.], aqui como algo interno e particular, como aqueles que possui habilidades diferentes, uns dos outros em certas áreas da vida. Diz certo arcebispo: “a castidade é um dom, um presente”.
Paulo defendendo seu apostolado [I Co.9. 1 NÃO sou eu apóstolo? Não sou livre? Não vi eu a Jesus Cristo Senhor nosso? Não sois vós a minha obra no Senhor?2 Se eu não sou apóstolo para os outros, ao menos o sou para vós; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor.3 Esta é minha defesa para com os que me condenam...Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo.] explica a forma de defesa que ele se utilizava para cumprir alguns mandamentos impostos à ele e aos quais ele doutrinava, assim Paulo demonstra as armas que utilizava para abster-se de algumas situações próprias aos homens em relação as questões normais existentes no ser humano como um homem que é um ser completo, com desejos e sentimentos que tentam aflorar na carne.
Logicamente não estamos inserindo neste contexto da vida de Paulo, a questão da prostituição, que a mesma viesse a atacar ao Apóstolo, mas sobre a questão da ação das vontades do corpo humano, no caso de um homem.
A - Paulo deixa claro, em seguida, nos versículos abaixo, que ele:
a-Mantinha uma abstinência;
b-Um celibato;

c-A possibilidade de se tornar um eunuco, não emasculado, mas um homem completo em todos os seus órgãos, porém celibatário na questão da vida em comum com uma mulher.
d-Regrava seu corpo dos desejos, sob uma intensa luta interna, talvez sob o poder da oração, mas sobre tudo sob o poder da graça.
I Co.7.7. Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo;
II CO.12.7.
E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar.8 Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim.9 E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.10 Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.
e-O Evangelho era a sua mola mestra:
I Co.9. 23.
E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele.24 Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis.25 E todo aquele que luta de tudo se abstém; 27 Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.
B - No entanto Paulo reconhecia que a maioria não conseguiria viver como ele e então se tornava necessário:
Primeiro:

Casar em vez de abrasar-se;
Segundo:
Ser marido e mulher de um só;
Ter uma vida sem prostituição, seja ela adultério ou fornicação;
Terceiro:
Dar a devida paga ao parceiro, tanto a esposa como o esposo.
V- A manutenção do estado do casamento:
A vida moderna impingiu várias situações aos homens e mulheres casados.
Várias e novas situações têm trazido aos lares, a dificuldade, que é o rarear do coabitar, ou seja, a privação da vida conjugal íntima, entre o casal, isto tem transtornado relacionamentos antes amáveis e que ao longo dos anos se tornam turbulentos, principalmente quando os pares não entendem a situação uns dos outros, e se atacam mutuamente ou deixam de ter o prazer da companhia um do outro.
Em Corinto e a própria introdução no mundo dos gentios trouxe situações que eram totalmente novas para a Igreja primitiva, e que se perpetuam na Igreja contemporânea, como a mulher cristã e o marido descrente ou vice-versa.
Hoje temos novas situações que aparecem, pois há ocasiões inesperadas, como, quando algum do par se aventura em atividades extra-casamento, trazendo a conscurpação ao leito conjugal, isto quando não trazem em seus corpos atingidos pela concupiscência, as doenças do presente séculos as chamadas DST’s.
Esta é uma realidade de dentro e fora da Igreja moderna como o era na Igreja do Corinto.
Conheçam algumas destas justificativas ou fatos que colaboram para certas situações:
Stress – mal da modernidade;
Trabalho:
Marido e mulher trabalham;
Afastamento por atividades dentro do próprio lar:
Televisão
Internet – um novo e bom instrumento de mídia, de ensino e cultural, mas que também pode separar lares e levar para dentro do lar o adultério ou prostituição virtual.
Serviços do lar: passar, cozinhar, arrumar, filhos, cuidados familiares; alguns de nós, maridos esquecemos que nossas esposas não são nossas empregadas domésticas e desprezamos seus serviços, ou os utilizamos como algo sem valor algum, os considerando “obrigação” da esposa.
Interferências externas:
Parentes;
Visitas;
Sogros
Irmãos;
Despesas
Finanças;
Dívidas.
Fatores ligados à saúde:
Falta de libido;
Fatores hormonais;
Falta de higiene de um dos cônjuges;
Idade diferenciada entre o casal.

Fatores religiosos:
Espiritualidade exarcebada [Jejuns demorados e sem regras; orações sem limites...];
Entendimento errado das Doutrinas sobre a vida conjugal;
Detrimento do casamento em razão da vida espiritual;
Detrimento em razão de muita atividade na Igreja.
Irmãs e irmãos que se dedicam de tal forma as atividades em departamentos da Igreja, que esquecem que devem atender as carências conjugais, seja, do esposo ou da esposa;
Obreiros que viajam muito ou que se dispõem inteiramente ao ministério;
Fatores pessoais:
Muitos usam o casamento como ponto de fuga da autoridade [muitas vezes, tacão dos pais] para sentirem-se livres;
Outros se apaixonam por uma característica particular do futuro cônjuge e quando esta se esvai, leva junto a felicidade conjugal;
Outros vêm no dinheiro do cônjuge ou da família uma condição de uma vida futura, melhor; o que pode ser um engano, como já vi, em muitos casos, e quando descobre a realidade ou se surge uma dificuldade tudo acaba.
Muitos obreiros e membros já me perguntaram qual era o tempo que podiam se aproximar de suas esposas após um período de consagração.
VI - Síndrome das mulheres de Atenas:
Como cantou o poeta popular:
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos, orgulho e raça de Atenas

A façanha das mulheres de Atenas que, para acabar com um conflito [Guerra do Peloponeso] entre Esparta e Atenas, que poderia exterminar seus maridos, os quais estavam insensíveis aos seus pedidos. Estas mulheres levaram a termo uma greve conjugal.
A peça de Aristófanes foi uma tentativa real de acabar com uma guerra de verdade.
Na verdade trazida, esta situação para dentro do casamento tem efeito oposto, ela trás a guerra, para dentro do casamento, ao invés da paz.
Na época em que foi representada a peça (411 a.C.), Atenas atravessava um período dificílimo da sua história, ainda não refeita do desastre da expedição malograda à Sicília (413 a.C.). Abandonados pelos seus aliados, os atenienses tinham a 24 quilômetros das suas cidades as tropas espartanas. Essa luta fratricida enfraquecia a Grécia toda, pondo-a à mercê dos bárbaros.
Inspirado por um profundo sentimento de patriotismo e humanidade, Aristófanes fez-se porta-voz de todas as esposas e mães gregas e, por intermédio de Lisístrata.
Cansadas duma guerra que já durava 20 anos, as mulheres de Atenas, de Esparta, de Beócia e de Corinto chefiadas pela ateniense Lisístrata, decidiram pôr fim às hostilidades usando de uma táctica pouco ortodoxa: uma greve de sexo. Para melhor conseguir seu objetivo ocuparam a cidade de Atenas – a Acrópole, e tomaram conta do Tesouro. Os maridos não resistirão à greve...
a-A orientação apostólica é clara e cristalina sobre o assunto:
Muitos casais, principalmente noviços, vêm nesta forma de ação, uma arma para poder conquistar, algo que quer do conjuge, e isto acaba sendo uma forma cruel de ultrapassar os limites dados pela Palavra de Deus. I Co. 7.4. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. 5 Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.
1Co 11: 11 - Todavia, nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor.
A incontinência deve ser vista como uma ação que, não sendo como a Bíblia ensina ou pelos motivos superiores, como algo danoso que, vai pouco a pouco, minando as colunas e alicerces do casamento, figurativamente é como uma construção sendo deteriorada de fora para dentro, até atingir os rudimentos da relação conjugal, não deixe isto acontecer, é o que Paulo está alertando!
b-Meu conselho depois de décadas de casado:
Assuntos rixosos ou brigas, ou mesmo o que se quer, ou se pode obter do cônjuge, não se resolvem só com base, no leito conjugal, mas na conversa franca e na oração em comum: “não deixe o sol se por sobre a sua ira”.
CONCLUSÃO:
Se nós quisermos manter entre nós, um leito venerado e sem mácula, um casamento feliz e duradouro, ou se alguém desejar ser como Paulo deverá buscar em Deus e pela sua Palavra, sobre todas as condições que deverá cumprir.
Porém, saiba que o casamento é algo instituído por Deus e que nos cremos no casamento como uma instituição legal divina, que só vem para abençoar a vida daqueles que dele se apodera, como benção.
Que não se espere encontrar no casamento nenhum tipo de rusga, ou situação conflituosa, pois o casamento é o encontro, no nível pessoal e espiritual, de vidas com mentes, educação e genes diferentes, e que a conciliação destes fatores será dolorosa ou menos dolorosa ou menos traumática ou sem traumas, dependendo da busca permanente de Deus no seio do casamento.
Ec. 4.9. Melhor é serem dois do que um....Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante...Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará? E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.
Fonte:

Lição CPAD – 2º trimestre
Cardeal Juan Luis Cipriani Thorne
A página – ARTIGO 1669
Apontamentos do autor
Bíblia Chamada
Bíblia Plenitude

quinta-feira, abril 16

PARTIDARISMO NA IGREJA - LIÇÃO 03 - CPAD - 2º TRIMESTRE 2009

LIÇÃO 03-CPAD Autor: Osvarela

Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. Sl. 133.1

Leitura Bíblica em Classe:

I Co. 1.10-13; 3.1-6.

10 Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que sejais concordes no falar, e que não haja dissensões entre vós; antes sejais unidos no mesmo pensamento e no mesmo parecer.

11 Pois a respeito de vós, irmãos meus, fui informado pelos da família de Cloé que há contendas entre vós.

12 Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo; ou, Eu de Apolo; ou Eu sou de Cefas; ou, Eu de Cristo.

13 será que Cristo está dividido? foi Paulo crucificado por amor de vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo?

1 E eu, irmãos não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a criancinhas em Cristo.

2 Leite vos dei por alimento, e não comida sólida, porque não a podíeis suportar; nem ainda agora podeis;

3 porquanto ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja e contendas, não sois porventura carnais, e não estais andando segundo os homens?

4 Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; não sois apenas homens?

5 Pois, que é Apolo, e que é Paulo, senão ministros pelos quais crestes, e isso conforme o que o Senhor concedeu a cada um?

6 Eu plantei; Apolo regou; mas Deus deu o crescimento.

Glossário:

Dissenção do latim dissensione - Divergência de opiniões ou de interesses.

Divisão, do latim divisio (= divisão, em dois); (do latim septum = cerca, divisão)

Partidário

adj partidário, partidária

1 relativo a partido

lutas partidárias

2 ser de opinião

ser partidário de mudanças

subst m partidário pessoa que segue uma idéia ou um grupo

Kernerman Portuguese Learners Dictionary

Texto auxiliar indicado pelo editor:

I Co. 4. 9-15: Porque tenho para mim, que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, tanto a anjos como a homens. Nós somos loucos por amor de Cristo, e vós sábios em Cristo; nós fracos, e vós fortes; vós ilustres, e nós desprezíveis. Até a presente hora padecemos fome, e sede; estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa, e nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos; somos injuriados, e bendizemos; somos perseguidos, e o suportamos; somos difamados, e exortamos; até o presente somos considerados como o refugo do mundo, e como a escória de tudo. Não escrevo estas coisas para vos envergonhar, mas para vos admoestar, como a filhos meus amados. Porque ainda que tenhais dez mil aios em Cristo, não tendes contudo muitos pais; pois eu pelo evangelho vos gerei em Cristo Jesus.

INTRODUÇÃO E DISCURSO:

O partidarismo na Igreja primitiva e suas causas:

O comentarista da lição o novel Pastor Prof. Antonio Gilberto utilizou-se da grafia da língua na qual foram escritas as Escrituras vetero-testamentária.

Permito-me a utilizar termo em latim, com base na mais conhecida versão da Bíblia Sagrada, ter também utilizado esta língua.

Sendo assim divisão advém de septo, que significa divisão, mas no sentido de compartimentos separados por cerca ou algo que divide ambientes, ou mesmo como o septo nasal que separa os compartimentos de ventilação e sucção do homem através de suas narinas.

Desta forma podemos entender que, havia uma barreira ou um septo no seio da Igreja de Corinto, impedindo a atuação perfeita da Igreja como um compartimento único, muito embora como nas nossas narinas, o ar ou “pneuma” , fosse inalado a todo o corpo, porém se um dos compartimentos for fechado ou ambos é até possível o Corpo ir à falência por falta do ar, ou sofre danos no seu todo por falta da ventilação.

Sendo assim, espiritualizando o exemplo, a Igreja recebia todo o ar mais cada grupo queria só para si a ação do “pneuma”, aqui como Espírito Santo.

Não pode haver compartimentação da Igreja com partes lacradas ao acesso de todos.

O partidarismo tem sido uma constante na Igreja, desde a Igreja Primitiva até aos nossos dias.

O livro de Atos dos Apóstolos, de autoria de Lucas, demonstra esta face da Igreja.

O partidarismo inicial entre os judaizantes e os que criam que os gentios também poderiam ser alcançados pela Graça.

Fato destacado na relação inicial de Pedro com Cornélio, um homem temente a Deus, conforme a própria voz do Senhor.

Mesmo tendo recebido um arrebatamento de sentidos, e tendo uma visão divina Pedro hesitava em manter uma relação ou pregação da Fé em Cristo, mantendo uma exclusividade.

Atos 10.9.ss: E no dia seguinte..., subiu Pedro ao terraço para orar, quase à hora sexta. E tendo fome, quis comer; e, enquanto lho preparavam, sobreveio-lhe um arrebatamento de sentidos, E viu o céu aberto...e vindo para a terra.No qual havia de todos os animais quadrúpedes e répteis da terra, e aves do céu.E foi-lhe dirigida uma voz: Levanta-te, Pedro, mata e come.Mas Pedro disse: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda...Pedro duvidando entre si acerca do que seria aquela visão que tinha visto, eis que os homens que foram enviados por Cornélio pararam à porta...perguntaram se Simão, que tinha por sobrenome Pedro, morava ali.E, pensando Pedro naquela visão, disse-lhe o Espírito: Eis que três homens te buscam.Levanta-te pois, desce, e vai com eles, não duvidando; porque eu os enviei...E Cornélio os estava esperando, tendo já convidado os seus parentes e amigos mais íntimos...E, falando com ele, entrou, e achou muitos que ali se haviam ajuntado.E disse-lhes: Vós bem sabeis que não é lícito a um homem judeu ajuntar-se ou chegar-se a estrangeiros; mas Deus mostrou-me que a nenhum homem chame comum ou imundo.Por isso, sendo chamado, vim sem contradizer....E nos mandou pregar ao povo, e testificar que ele é o que por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos.A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele crêem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome.E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios.Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus.Respondeu, então, Pedro: Pode alguém porventura recusar a água, para que não sejam batizados estes, que também receberam como nós o Espírito Santo?

A divisão judaizante fundamentalista, que encontramos em Corinto, iniciou outra cruzada divisória:

Passado este primeiro momento, da Igreja Primitiva e da propagação do Evangelho, iniciou-se outra divisão ou separação entre os cristãos ou como inicialmente eram chamados os que professavam a fé em Cristo, os do Caminho.

Atos 15.1: Então alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim os irmãos: Se não vos circuncidardes conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos.2 Tendo tido Paulo e Barnabé não pequena discussão e contenda contra eles, resolveu-se que Paulo e Barnabé, e alguns dentre eles, subissem a Jerusalém, aos apóstolos e aos anciãos, sobre aquela questão.3 E eles, sendo acompanhados pela igreja, passavam pela Fenícia e por Samaria, contando a conversão dos gentios;Alguns, porém, da seita dos fariseus, que tinham crido, se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés.6 Congregaram-se, pois, os apóstolos e os anciãos para considerar este assunto.7 E, havendo grande contenda, levantou-se Pedro e disse-lhes: Homens irmãos, bem sabeis que já há muito tempo Deus me elegeu dentre nós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho, e cressem.8 E Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho, dando-lhes o Espírito Santo, assim como também a nós;9 E não fez diferença alguma entre eles e nós, purificando os seus corações pela fé.10 Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?

A tentativa de obrigar os cristãos não judeus a serem circuncidados, o próprio Apóstolo Paulo, indo a Jerusalém anos depois, narra sobre a questão em Gálatas, capítulo 2.

Gl.2.7.ss: Antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me estava confiado, como a Pedro o da circuncisão (Porque aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão, esse operou também em mim com eficácia para com os gentios),E conhecendo Tiago, Cefas e João, que eram considerados como as colunas, a graça que me havia sido dada, deram-nos as destras, em comunhão comigo e com Barnabé, para que nós fôssemos aos gentios, e eles à circuncisão; E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível.Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão.E os outros judeus também dissimulavam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação.Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?

Demonstramos assim uma divisão dichostasia inter eklesial que, permaneceu ou permeou a vida da Igreja, inclusive atingindo a sua liderança.

Contudo ao longo da existência da Igreja estas posições não atingiram o nível de Corinto, na questão da unidade cristã, nem permitiu Deus que, estas questões evoluíssem para a descaracterização do culto e das liturgias e até mesmo da entrada [até certo ponto] de heresia no seio da Igreja, como aconteceu em Corinto.

A questão partidária em Corinto na realidade

A ação partidária se aplica na Igreja?

O homem é um ser político; é a definição de homem de Aristóteles.

É impossível ter posição sem ser parcial.

É impossível neutralidade política, pois é inerente ao homem enquanto pensador e atuante na sociedade.

Na sociedade, desde a pequena comunidade, mesmo a família, a diversidade representa posição política...por isto é que as diversidades podem se opor e amadurecer decisões.

As definições acima podem ser utilizadas no âmbito da Igreja?

Entendemos que não. Contrariamente ao texto filosófico a Igreja é interpretada como a sociedade dos tirados para fora para uma assembléia – definição de Eclésia – sendo assim, fomos tirados para fora por termos um único e absoluto assunto Jesus Cristo, Fundamento da Igreja.

Eis o pensamento norte da Igreja.

Portanto a idéia de Igreja é formatada no seguinte pensamento divino:

Corpo de Cristo.

Unidade

União

Cabeça

Comunhão

Fraternidade

Ser de Cristo

Mente de Cristo

Um só Senhor

Uma só fé

I Co.10.2:E todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar,3 E todos comeram de uma mesma comida espiritual,4 E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo..11 Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos.16 Porventura o cálice de bênção, que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é porventura a comunhão do corpo de Cristo?17 Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão.

11 Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.12 Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também.13 Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.14 Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. 25 Para que não haja divisão no corpo...27 Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular.28 E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.29 Porventura são todos apóstolos? são todos profetas? são todos doutores? são todos operadores de milagres?30 Têm todos o dom de curar? falam todos diversas línguas? interpretam todos?31 Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho mais excelente.

Esta passagem revela certas particularidades da Igreja como Corpo de Cristo:

Formamos um corpo através de Cristo.

Bebemos da mesma pedra espiritual.

Todos temos uma comunhão pelo sangue de Cristo - o cálice de bênção.

Todos nós fomos batizados em um Espírito

Formamos um corpo

Finalidade:

Para que não haja divisão no corpo

As habilidades individuais não são para criar dissensão ou partidarismo no seio da Igreja:

Pôs Deus na igreja:

Primeiramente apóstolos,

Em segundo lugar profetas,

Em terceiro doutores,

Depois milagres,

Depois dons de curar,

Socorros,

Governos,

Variedades de línguas.

Mas nem todos têm, todos os dons, tendo em vista esta idéia, o Apóstolo Paulo explica-nos, o que acontece com o uso destes dons:

Edificação da Igreja, como Corpo e não para disputa de quem fala mais línguas, interpreta mais, etc.

Diversidade não é propriedade:

Porventura são todos apóstolos?

São todos profetas?

São todos doutores?

São todos operadores de milagres?

Têm todos o dom de curar?

Falam todos diversas línguas?

Interpretam todos?

Demonstrando que a diversidade é exatamente para que não haja disputa ou partidarismo, pois os dons são complementares no exercício da fé existente no seio da Igreja, para mantê-la sempre atuante.

I Co. 1.13: será que Cristo está dividido?

União não rima com partidarismo: “e que não haja dissensões entre vós; antes sejais unidos no mesmo pensamento e no mesmo parecer”.

O absalonato ou Síndrome de Absalão:

Muitos obreiros têm sofrido desta síndrome, querem dividir o povo e o povo é atacado por esta doença, separa-se, sede de congregações, sob a alegação que na sede o culto é frio ou formal, nas congregações [caso das Igrejas pentecostais, como as Assembléias de Deus], os cultos são fogo puro; na sede o pastor não olha a forma da membresia se vestir ou se pentear, nas congregações, se mantém a verdadeira “doutrina”, são formas de dividir uma Igreja local, sem o ter no coração o sentimento de que isto esta acontecendo, como aconteceu em Corinto.

Adulam o povo que não é seu, é de Deus, mas está sob a direção do pastor-presidente ou do dirigente da Igreja.

Oferecem uma aparente melhor e futura situação da Igreja, dizem eles “se estivesse sob a minha direção seria diferente”.

Infelizmente muitos dirigentes de congregações, digo no formato assembleiano, quando sua congregação vai bem, ele passa a ter um comportamento junto aos seus membros, posicionando-se como melhor do que o pastor -presidente.

Mas, muitos têm pasta de presidente, terno de presidente, pose de presidente, mas não tem a chamada de presidente. Os objetos indicados aqui são uma metáfora para entendimento da moral da frase, pois não é a roupa, ou objetos, que faz o líder.

Uso aqui a frase que cunhei num dos textos publicados meses atrás:

A paciência é verdadeira forja de um bom líder.

Tem aqueles que dizem:

“Eu não obedeço a homem, só a Deus”.

“AH! Quem vai falar é fulano, deste eu não gosto”.

“Fulano é melhor pregador do que o pastor”.

“Fui numa Igreja este domingo, aquilo sim é que é Igreja, o pastor veio me cumprimentar”.

Lógico o pastor é educado e você é visita, ele tem a obrigação de te cumprimentar.

Mas, basta o pastor da Igreja que o tal freqüenta passar rápido, para resolver um problema e não cumprimenta-lo que ele vai dizer: “não te falei, este pastor agora nem cumprimenta mais ninguém”; aí vem o pastor dirigente de congregação que, não vai resolver nenhum assunto na sede, abraça cumprimenta, afaga, já com a síndrome de Absalão, e ele diz: “este é que devia ser o pastor”.

II Sm. 15.1.ss; Aconteceu depois disso que Absalão adquiriu para si um carro e cavalos, e cinqüenta homens que corressem adiante dele. E levantando-se Absalão cedo, parava ao lado do caminho da porta; e quando algum homem tinha uma demanda para, vir ao rei a juízo, Absalão o chamava a si e lhe dizia: De que cidade és tu? E, dizendo ele: De tal tribo de Israel é teu servo; Absalão lhe dizia: Olha, a tua causa é boa e reta, porém não há da parte do rei quem te ouça. Dizia mais Absalão: Ah, quem me dera ser constituído juiz na terra! Para que viesse ter comigo todo homem que tivesse demanda ou questão, e eu lhe faria justiça. Sucedia também que, quando alguém se chegava a ele para lhe fazer reverência, ele estendia a mão e, pegando nele o beijava... desse modo Absalão furtava o coração dos homens de Israel.

Cuidado com os beija-mãos, que querem dividir o povo de Deus prometem tudo, sem ter nada, pois tudo, a Obra inteira é de Deus. I Co.1.29:...para que nenhum mortal se glorie na presença de Deus.

I Co.4.1.ss: Que os homens nos considerem, pois, como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. Ora, além disso, o que se requer nos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel. Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós, ou por qualquer tribunal humano; nem eu tampouco a mim mesmo me julgo. Porque, embora em nada me sinta culpado, nem por isso sou justificado; pois quem me julga é o Senhor. Portanto nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não só trará à luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o seu louvor.Ora, irmãos, estas coisas eu as apliquei figuradamente a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, de modo que nenhum de vós se ensoberbeça a favor de um contra outro.

Estes comportamentos aparentemente, não ocorreram em Corinto, pela iniciativa dos Obreiros que por ali passaram, mas surgiu dentro do povo, talvez incentivado por um líder ou segmentos locais, ou seja, o próprio povo elegeu para si o lado, que lhes parecia melhor estar.

-Uns gostavam da eloqüência de Apolo;

-Outros gostavam da forma adaptável de Pedro, principalmente por estar ao lado daquele que foi do círculo íntimo da Jesus Cristo e judeu como alguns;

-Outros gostavam de se denominar de Jesus Cristo, afinal estavam ao lado do Senhor, mas se esqueciam do fundamento da união e da acepção de pessoas e que Jesus Cristo morreu para arrebentar a parede da separação, entre os povos; Esta posição parece ainda continuar existindo entre membros das nossas Igrejas.

Outros achavam melhor estar ao lado do próprio Paulo, afinal fora ele o “fundador do trabalho”, esquecendo de quem morreu por todos foi Jesus Cristo.

Uma lição de fidelidade para nós:

I Co.1.11: Pois a respeito de vós, irmãos meus, fui informado pelos da família de Cloé que há contendas entre vós. Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo; ou, Eu de Apolo; ou Eu sou de Cefas; ou, Eu de Cristo. será que Cristo está dividido? foi Paulo crucificado por amor de vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo?

I Co. 4.1.2: Que os homens nos considerem, pois, como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. Ora, além disso, o que se requer nos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel.

Meninos mudam de amigos e líderes conforme a semana ou o dia, mas nós os crentes e os de Corinto, são ensinados por Paulo que a vida cristã é uma vida de fidelidade a Deus.

Cada líder teve a sua importância:

Paulo plantou a semente do godspel no coração dos corintos

Ensinou-os por 1 ano e seis meses, pelo caráter de sua missão, ser plantador de Igrejas. Atos 18. 23: E, tendo demorado ali algum tempo, partiu, passando sucessivamente pela região da Galácia e da Frígia, fortalecendo a todos os discípulos.

Apolo com sua eloqüência e conhecimento apurado e poder de convencimento dados por Deus regou a Igreja.

Atos 18. 24.ss: Ora, chegou a Éfeso certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloqüente e poderoso nas Escrituras. Era ele instruído no caminho do Senhor e, sendo fervoroso de espírito, falava e ensinava com precisão as coisas concernentes a Jesus...Ele começou a falar ousadamente na sinagoga: mas quando Priscila e Áqüila o ouviram, levaram-no consigo e lhe expuseram com mais precisão o caminho de Deus. Querendo ele passar à Acáia, os irmãos o animaram e escreveram aos discípulos que o recebessem; e tendo ele chegado, auxiliou muito aos que pela graça haviam crido. Pois com grande poder refutava publicamente os judeus, demonstrando pelas escrituras que Jesus era o Cristo.

Os Partidos de Corinto e seus escolhidos:

1-O Partido da eloqüência:

Apolo

2-O Partido dos adaptáveis e defensores de uma ligação, com os reconhecidos, por eles, verdadeiros Apóstolos de Jerusalém;

Cefas

3-O Partido dos próximos de Cristo:

Jesus Cristo

4-O Partido dos que reconheciam o ministério apostólico de Paulo:

Apóstolo Paulo - O comissionamento de Paulo como Apóstolo é uma questão chave nesta epístola, no entanto Paulo a minimizou.Preste atenção no texto e veja como isto influenciou a questão do partidarismo em Corinto.O grupo de oposição a Paulo bateu firme na tecla da sua autoridade Apostólica.

I CORINTIOS 15.1.ss: Ora, eu vos lembro, irmãos, o evangelho que já vos anunciei; o qual também recebestes, e no qual perseverais, pelo qual também sois salvos, se é que o conservais tal como vo-lo anunciei; se não é que crestes em vão. Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras; que apareceu a Cefas, e depois aos doze; depois apareceu a mais de quinhentos irmãos duma vez, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormiram; depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos; e por derradeiro de todos apareceu também a mim, como a um abortivo. Pois eu sou o menor dos apóstolos, que nem sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a igreja de Deus.

I Co. 3.21: Portanto ninguém se glorie nos homens;

Não coloque lideres em pedestais, mas olhemos para o alvo que é Jesus Cristo, um dos erros de Corinto.

Hb.12.2: fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe está proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à direita do trono de Deus.

Quando o Apóstolo Paulo cita o texto: I Co. 3.7: De modo que, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, uma só coisa é o que planta e o que rega; e cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho. Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus. Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei eu como sábio construtor, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.

Ele expõe claramente aos coríntios a situação que eles se encontravam, ou seja, criaram partidos no seio da Igreja, sem discernir o corpo do Senhor, desconheciam como meninos mimados a grandeza do sacrifício da cruz e daquele que dá o crescimento á Sua Igreja, Jesus Cristo.

Pela graça;

O fundamento já está posto, Jesus Cristo;

A ação dos outros líderes não foi em vão, mas se não fossem Apolo ou Cefas seriam outros que Deus usaria para dar crescimento ao trabalho, através da sua ação pelo Espírito Santo na vida de quem ele queira ou quisesse usar.

De quem era ou a quem pertence a Igreja:

Seja Corinto, seja no Amazonas, seja no sul ou no norte a Igreja é de Jesus Cristo.

I Co. 1. 30,31: Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção; para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.

Lição para nossos dias:

Portanto, não há mérito algum humano, apenas mérito divino na ação de estabelecer a Igreja.

Se os de Corinto entendessem isto não estariam em tão grave situação espiritual, com guerras e porfias internas e até mesmo pecados.

Paulo sabia que o trabalho humano era apenas uma maneira de Deus usar homens espirituais, para semear a sua Graça entre homens carnais. O árduo trabalho de semear Igrejas e apascentá-las era reconhecido apenas por Deus.

I Co. 4. 9: Porque tenho para mim, que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, tanto a anjos como a homens. Até a presente hora padecemos fome, e sede; estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa, e nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos; somos injuriados, e bendizemos; somos perseguidos, e o suportamos; somos difamados, e exortamos [nota: podemos ler: animamos]; até o presente somos considerados como o refugo do mundo, e como a escória de tudo.

Quem era o alvo de Deus encaminhar homens com determinadas características era a própria Igreja, no caso a de Corinto.

O desafio era ajudar as pessoas a compreender o pluralismo dos ministérios, sem fazer opções a grupos pessoas, sem fazer julgamento, mantendo o diálogo entre os envolvidos.

Um outro fator que, preocupava Paul, eram as colisões doutrinárias desenvolvidas ao lado das diferentes correntes filosóficas, “verdades” apresentadas no cotidiano, umas radicais outras “liberais” favorecendo contradições de idéias e deflagrando a dissensão entre os corintos.

Mesmo quando Paulo cita direta e por vezes, indiretamente a Apolo, nos versículos 5 ao 11 do capítulo 3, ele não o faz de forma desrespeitosa, mas apenas apresenta como que, um desafio para os líderes das igrejas a terem uma pregação e um ensino sadios.

Soberba cria divisão e partidarismo: “Ora, irmãos, estas coisas eu as apliquei figuradamente a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, de modo que nenhum de vós se ensoberbeça a favor de um contra outro”.

Conclusão:

Fica para nós a lição, em boa hora, vide Convenção Geral, que o espírito do partidarismo é algo a ser extirpado de nosso meio, pois quem morreu pela Igreja está à dextra de Deus aguardando a Noiva, Jesus Cristo!

Aquele que partidarizar a Igreja corre sério risco de ser considerado pelos seus pares de menino ou para ser menos incisivo de menos espiritual.

O valor da obra de cada um se manifestará no Dia da volta do Senhor.

Cada líder se colocará responsavelmente perante o Senhor – Arquiteto e Sábio Construtor da Igreja.

Mt.16.18:... e sobre esta pedra edificarei a minha igreja

I Co. 3. 12.ss: E, se alguém sobre este fundamento levanta um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; pois aquele dia a demonstrará, porque será revelada no fogo, e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se permanecer a obra que alguém sobre ele edificou, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele prejuízo; mas o tal será salvo, todavia como que pelo fogo.

II Co. 5. 10: Porque é necessário que todos nós sejamos manifestos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba o que fez por meio do corpo, segundo o que praticou, o bem ou o mal.

Fonte:

POLÍTICO X PARTIDÁRIO - Selito Durigon Rubin –

Publicado em Letras Santiaguenses- Ano XI – nº64 – Santiago /RS -julho/agosto- 2006, p.07

TheFreeDictionary

Alcides Alves - Estudante de Filosofia e Ciências da Religião.

Bíblia de Estudo - Aplicação Pessoal -CPAD

Bíblia Explicada – Cpad

Apóstolo Paulo – J.Becker

Lição – CPAD

Bíblia Plenitude – SBB

Bíblia digital - cortesia Tio Sam.

Seguidores

Geografia Bíblica-Texto-Local!

Para quem estuda a Arqueologia - Mapas do Antigo Testamento e do Novo Testamento.
Viaje à Terra Santa pelo seu PC, ou qualquer lugar citado na Bíblia! Com ela você pode através do texto que está lendo ter acesso ao local onde ocorreu o fato bíblico! Forma gratuita, é só clicar e acessar:

Ser Solidário

Seja solidário
"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei . No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."
Martin Niemöller, 1933

Doutrina


O Credo da Assembléia de Deus
A declaração de fé da Igreja Evangélica Assembléia de Deus não se fundamenta na teologia liberal, mas no conservadorismo protestante que afirma entre outras verdades principais, a crença em:
1)Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29).
Pacto de Lausanne – Suíça
Teses de Martinho Lutero
95 Teses de Lutero
Clique e acesse todo texto.

Ensino Dominical

União de Blogueiros Evangélicos
Powered By Blogger