quarta-feira, março 26

BBC exibe imagem de Jesus crucificado de forma contrária descrita na Bíblia.

A rede de televisão britânica BBC irritou setores mais tradicionais da Igreja Católica ao exibir uma nova imagem da crucificação de Jesus Cristo, segundo o jornal espanhol El País. Nela, Cristo aparece com os braços para cima, crucificados em lugar das mãos, e as pernas flexionadas.
O produtor do desenho, Simon Elliott, tomou como referência o descobrimento de um esqueleto crucificado próximo de Jerusalém em 1968, o único resgate arqueológico deste tipo e que está na mesma posição da imagem reproduzida pela BBC.
Diversos teólogos se manifestaram contra a imagem por "reinventar" a narração bíblica e "enganar deliberadamente" o público, mas seus responsáveis asseguram que se apoiaram em um intenso trabalho de investigação para construir a versão da crucificação de Cristo.
Mark Goodcare, professor de religião da Universidade de Duke, afirmou que "os romanos crucificavam as pessoas de diversas formas, e este método era um dos mais usados e eficazes". Emtretanto, entidades religiosas alegam que a imagem distorce os fatos e deprecia o significado que cerca a imagem tradicional de Jesus crucificado.
Um achado arqueológico sustenta a tese
A representação tradicional de Cristo crucificado é a de um homem pregado na cruz, de braços estendidos e pernas esticadas, a acompanhar o formato da própria cruz. Mas a descoberta de um esqueleto, em Jerusalém, em 1968, de um homem crucificado na mesma época de Jesus pode contar uma história diferente.
Essa é, pelo menos, a tese dos autores do novo docudrama da BBC
The Passion, que a televisão pública britânica está nesta altura a exibir. Não sem o protesto veemente de alguns grupos de cristãos mais tradicionalistas, que não aceitam alternativas à versão oficial da crucificação.
A nova versão da crucificação avançada na série da BBC sugere que a posição a que Jesus foi sujeito na crucificação era algo diferente da que foi perpetuada pelos artistas do renascimento e do barroco.
De joelhos flectidos
Os estudos do esqueleto descoberto em Jerusalém apontam para que os cravos tenham sido cravados nos antebraços, e não nas mãos, e sugerem também que a pequena trave à qual foram pregados os pés se situasse mais acima do que tem sido representado.
Nesta posição, em que os joelhos estavam flectidos, os pés não serviam de apoio e o peso do corpo recaía todo nos músculos peitorais e abdominais, dificultando e entrecortando a respiração, e acabando por causar a morte por asfixia à vítima.
Este foi até hoje o único esqueleto encontrado de uma pessoa crucificada naquela época que sustenta esta tese. Mas a série decidiu adoptá-la e foi Simon Elliot, produtor da série, que definiu esta como sendo a tese da crucificação de Cristo a apresentar.
Mark Goodacre, professor de religião na universidade britânica de Duke e assessor científico da série, concordou, no entanto, com a ideia e, a este propósito, adiantou, em declarações citadas pelo El País, que "os romanos crucificavam as pessoas de várias formas diferentes e este método [retratado na série] era um dos mais utilizados", porque era também "um dos mais eficazes".
A tese, porém, acendeu um rastilho de protestos por parte de várias organizações cristãs no Reino Unido, como a muito conservadora Christian Voice.
Protestos dos conservadores
Esta organização chegou a mover inclusivamente um processo contra a estação pública, em 2005, quando esta exibiu o musical Jerry Springer- The Opera, que aquela organização cristã considerou blasfema. A decisão do tribunal, conhecida recentemente, não deu no entanto razão à Christian Voice. Em relação à tese da crucificação defendida na série agora exibida, esta e outras associações no género acusam a estação pública britânica de "distorcer os factos e de depreciar o significado que encerra a imagem tradicional de Cristo crucificado", de acordo com declarações citadas pelo diário El País.
Com um elenco de actores muito populares no Reino Unido, a série de quatro episódios relata os factos conhecidos e discute os acontecimentos com base nos materiais escritos disponíveis, nos achados arqueológicos e na sua interpretação por parte de teólogos e historiadores britânicos de referência.
Mais uma vez o homem, tenta desacreditar a Palavra de Deus, porém o importante nesta história, é que Jesus morreu e nos Salvou!
Cumpriu o Plano de Deus e subiu ao Patíbulo da Cruz, por todos aqueles que o aceitam como seu Salvador, inclusive Mr. Simon Elliott e todos da BBC, o que me deixa trite é que na Inglaterra, um dos berços do Protestantismo, uma Televisão Estatal se preste à esta prática, esquecendo-se de suas origens, sendo necessário que a ICAR se pronuncie, contra esta produção.
God save England!
http://dn.sapo.pt/2008/03/18/ciencia/cristo_crucificado_numa_posicao_dife.html
Mais informações:
A BBC enfrenta acusações de tentar reescrever a história da Páscoa e de enganar a opinião pública ao ignorar as provas bíblicas e a tradicional imagem do Nazareno na cruz. Religiosos afirmam que a emissora britânica ofende gratuitamente a fé cristã.
Os autores do filme "A Paixão" (The Passion) preferiram exibir Jesus crucificado com os braços acima da cabeça, com pregos cravados neles, e os joelhos dobrados, uma decisão de Roma possivelmente para expô-lo ao ridículo.
Fiéis já dispararam a fúria contra o filme, afirmando que a BBC havia absolvido Judas e Pôncio Pilatos - que teriam sido tratados de maneira "muito simpática" - e sugerido que Maria não sabia o que estava acontecendo com ela.
O produtor do filme Simon Elliott disse que a BBC está sendo o mais fiel possível à realidade histórica. Segundo ele, a Bíblia carece de informações precisas sobre a crucificação.
"Ele provavelmente foi posto em um mastro usado para forca e deixado em posição fetal", disse Elliott ao jornal "Daily Mail". A forma como os cristãos conhecem a crucificação de Jesus, diz o produtor, é apenas uma das muitas adotadas pelos romanos àquela época.

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