segunda-feira, junho 29

Como a “teocracia estatal” pode corromper os ideais de uma nação.
Irã da Pérsia de Ciro ao estado religioso do Aiatolá Ruhollah Khomeini e do Líder Supremo Khamenei.
Foto-caricatura do líder do movimento contra a eleição de Ahmadinejad.

Is. 44. 28 que digo de Ciro: Ele é meu pastor
, e cumprira tudo o que me apraz; de modo que ele também diga de Jerusalém: Ela será edificada, e o fundamento do templo será lançado.II Cr.36.22,23. Ora, no primeiro ano de Ciro, rei da pérsia, para que se cumprisse a palavra do Senhor proferida pela boca de Jeremias, despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, de modo que ele fez proclamar por todo o seu reino, de viva voz e também por escrito, este decreto: Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor Deus do céu me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que é em Judá. Quem há entre vós de todo o seu povo suba, e o Senhor seu Deus seja com ele.Uso estes textos bíblicos para que nós possamos imaginar como uma nação pode ser transformada através das suas autoridades, que são constituídas, embora muitos não saibam, por Deus.
E que o distanciamento da Sua vontade pode fazer com um povo, muito embora, as suas origens continuem válidas no Plano Geral.
Desde que, Khomeini vindo de Paris, atingiu ao Império Persa, à época, dirigido pelo Xá Reza Pahlevi, derrubando-o e implantando um governo islâmico, o mundo passou a sofrer com as atitudes do Governo “teocrático”, ou anti-democrático dos Líderes supremos do Irã, muito embora, à época a situação do povo era também, muito difícil devido a distância da riqueza imperial e a pobreza do povo.
Na realidade, a ditadura destes líderes supremos iranianos, suportada, pela fé da multidão de iranianos no Islã, o qual não pode ser condenado, como religião, pois, os seus propósitos são dogmáticos e não podemos impedi-los de terem a sua crença.
Porém, a utilização destes dogmas para impedir as liberdades de um povo, não pode ser aceita.

Como cristão entendemos que “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, ou seja, a crença suportada pela verdade, é fundamental na manutenção das liberdades de todo e qualquer povo.
Impedir em nome da religião que, o povo tenha, acesso as informações culturais do Mundo, acesso a jornais ocidentais, bloquear o acesso da indústria da Comunicação, seja pela Internet, pela Televisão em nome desta religião, não é no meu entender erro da religião, mas erro daqueles que usam a religião para imporem um regime totalitário e impeditivo.
O texto de João Pereira Coutinho é esclarecedor, quando nos relata como se processam a eleições para o governo político iraniano.
Logicamente que, se o Estado é religioso por Constituição, sempre haverá a interferência dos líderes religiosos, mas qual deve ser a interferência?
Parece-me que, não está relacionada só quanto às questões dogmáticas que, devem orientar o seu povo, mas está sendo utilizada nas questões eletivas, e é esta a questão que interpõe a presença absolutista do desejo do Líder Supremo:
Primeiro: está ligada a quem pode ou não pode ser candidato, mesmo que seja religiosamente apto para participar das eleições, desde que seja indicado pelo Líder Religioso.
Segundo: O candidato, ou candidatos, mesmo que seja apto religiosamente ou indicado pelo Líder, deve manter-se sob a orientação “política” do Líder Supremo, o que quer dizer: ser conivente com o “status quo” desejado pelo Líder, independente da vontade do povo. Nisto é que falham as eleições iranianas, o povo vota não naqueles que, seriam a sua opção de forma de governo, no sentido político [liberdade de expressão, costumes e hábitos – muito embora baseadas no religioso, mas impeditiva de quaisquer mudanças significativas, até mesmo as menores no dia-a-dia do iraniano, ou das mulheres iranianas], mas vota na indicação de um único homem, independente de ele ter propostas dos desejos, do povo iraniano, seja o eleito presidente Ahmadinejad ou o “opositor” Mir-Hossein Mousavi [sempre há esperança de mudança para melhor, e as vezes, começa por quem não se espera], pelo qual a população desejosa de mudança, vai às ruas e o aceita ter como seu novo Presidente, independente de seu passado, mas como uma forma de protestar, contra o Líder Supremo religioso, algo jamais visto, no Irã, desde Khomeini.
Porque no final, seja Ahmadinejad, ou seja, Mousavi, no Estado teocrático-religioso do Irã quem vai mandar mesmo, por muito tempo, será o Líder Supremo, o clérigo Khamenei e sua cúpula religiosa, com seu entendimento contrário e belicoso, quanto ao Ocidente satanizado em suas falas, e às vezes, até com razão, pois, os líderes ocidentais parecem-me, que perderam o rumo da civilização, educadamente, sem regras.
Sim! Nós ocidentais e religiosos, também, temos culpa no processo iraniano.
Leia a visão de um ótimo colunista, sobre o assunto, a coluna do jornalista João Pereira Coutinho, direto de Portugal para Folha-SP.
E.T.É preciso lembrar que Ciro, O Grande chamado de meu pastor por Deus, e libertou os judeus, fundou o Império Persa que é a origem do Irã.

A obamanização do mundo
15/06/09
LISBOA - Estou cansado da obamanização do mundo.
Inventei agora a palavra. Vocês sabem o que ela significa: a obamanização consiste em substituir a realidade pela fantasia, esperando que nos quatro cantos do globo surja sempre um candidato capaz de imitar a retórica bondosa e evangelista do original Barack.
Aconteceu agora no Irã. Li os jornais disponíveis. Acompanhei as reportagens televisivas.
O tom era semelhante: pela primeira vez desde 1979, altura em que Khomeini deixou o seu exílio dourado em Paris para regressar a Teerã, os iranianos iriam escolher novo presidente.
Pior: iriam escolher um "moderado" (Mousavi) por oposição a essa grotesca criatura chamada Ahmadinejad.
A fantasia esquecia dois pormenores básicos, quase dolorosos.
Primeiro:
O Irã não é uma democracia. O Irã é uma teocracia, o que significa que as decisões (iniciais e finais) pertencem ao Líder Supremo, Khamenei.
É o Líder Supremo quem escolhe os candidatos presidenciais.
Em todas as eleições, aparecem centenas ao cargo.
Esse ano foram 485 candidaturas.
Quatro foram selecionadas, depois de verificação apertada, ou seja, depois de se verificarem os créditos revolucionários dos quatro candidatos, rigorosamente do sexo masculino e rigorosamente muçulmanos xiitas. Mas a influência do Líder Supremo não termina aqui.
O Líder Supremo, independentemente do resultado da votação, escolhe o presidente do Irã. Os iranianos que foram às urnas são apenas figurantes de um teatrinho sórdido.
Mas há mais.
Nos últimos dias, surgiu igualmente a fantasia de que Ahmadinejad poderia ser derrotado por um "moderado".
E quem é o moderado?
Precisamente: Mir-Hossein Mousavi, um antigo primeiro-ministro de Khomeini, responsável pela execução maciça de opositores políticos na década de 80 (20 mil? 30 mil?).
Alguns jornalistas, sem um pingo de vergonha na cara, chegaram mesmo a acrescentar que Mousavi iria inaugurar um novo período de relações amigáveis com o Ocidente e, pasmem, Israel.
Para os relapsos, relembro que Mousavi esteve envolvido no atentado terrorista ao centro cultural judaico de Buenos Aires. Morreram 85 pessoas.
E agora?
Agora, coisa nenhuma. A vitória de Ahmadinejad, seguramente forjada, cumpriu na perfeição o roteiro pré-definido pela teocracia iraniana. O que significa que, depois dos Guardas Revolucionários fazerem o seu trabalho, prendendo ou espancando os manifestantes, o Irã continuará o seu glorioso caminho rumo à pobreza, à opressão das suas minorias e, claro, à bomba nuclear, para uso cirúrgico contra Israel. A obamanização do mundo é uma idéia simpática.
As idéias simpáticas, pelos vistos, não chegam a Teerã.
João Pereira Coutinho, 32, é colunista da Folha. Reuniu seus artigos para o Brasil no livro "Avenida Paulista" (Record). Escreve quinzenalmente, à segundas-feiras para a Folha on-line.

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"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei . No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."
Martin Niemöller, 1933

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