segunda-feira, agosto 16

RAMADÃ, JEJUM E OBRIGAÇÕES... UM ENFOQUE RÁPIDO E GERAL...

Tempo de Ramadã
Observe as bandeiras e identifique a bandeira da Alemanha.

Muçulmanos esperam hora de interromper jejum sagrado do Ramadã, em mesquita de Jacarta, na Indonésia
Is.58.5. Seria este o jejum que eu escolheria, que o homem um dia aflija a sua alma, que incline a sua cabeça como o junco, e estenda debaixo de si saco e cinza? Chamarias tu a isto jejum e dia aprazível ao SENHOR?
RESPEITAR SUA cultura e religiosidade é mérito de cada povo.
Mas, qual o jejum a ser feito e aceito por Deus?

Os muçulmanos estão neste período respeitando o Ramadã, um período de abstinência e jejum, que dura todo o dia do nascer até ao pôr do sol.
Assim como outras religiões o jejum é uma observação religiosa do islã.
Outras culturas também cumprem este período com ardor.
Entre os crentes cristãos o jejum é uma prática não obrigatória.
Nós os evangélicos observamos sob a orientação da Bíblia períodos de jejum total ou parcial, como o de Daniel, muito embora, alguns achem este tipo de jejum discutível.
A obrigatoriedade do jejum, não é um preceito bíblico.
Mesmo assim o jejum deve ser algo a ser utilizado pelo crente como forma de ajuda especial indicada por Jesus Cristo com finalidades múltiplas.
Mt.17.21. Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum.
O jejum bíblico é relatado desde as primeiras páginas bíblicas, como um meio de:
- demonstrar arrependimento do mal; Jn.3.5,7. E os homens de Nínive creram em Deus; e proclamaram um jejum, e vestiram-se de saco, desde o maior até ao menor. Nem homens, nem animais, nem bois, nem ovelhas provem coisa alguma, nem se lhes dê alimentos, nem bebam água; jejum completo e nacional.
- agradar a Deus e obter seu favor;
- nacionalmente. Neemias 9.3.1- E, no dia vinte e quatro deste mês, ajuntaram-se os filhos de Israel com jejum e com sacos, e traziam terra sobre si.E a descendência de Israel se apartou de todos os estrangeiros, e puseram-se em pé, e fizeram confissão pelos seus pecados e pelas iniqüidades de seus pais. E, levantando-se no seu lugar, leram no livro da lei do SENHOR seu Deus uma quarta parte do dia; e na outra quarta parte fizeram confissão, e adoraram ao SENHOR seu Deus.

 

JEJUM EM VÁRIOS PAÍSES, INCLUSIVE NA UNIÃO EUROPÉIA.

- abatimento da alma; - prática farisaica comum; Lc.18.12. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
- fortalecimento espiritual;
- enfrentamento de legiões ou castas de demônios;
Jejuns programados.
Assim como o Ramadã, o jejum datado para épocas especiais era um mandamento entre o povo de Deus.
Zc.8.19. Assim diz o SENHOR dos Exércitos: O jejum do quarto mês, e o do quinto, e o do sétimo, e o do décimo serão para a casa de Judá regozijo, alegria e festividades solenes; amai, pois, a verdade e a paz.
Tanto no Antigo Testamento, quanto no Novo Testamento ele é citado como uma prática necessária.
Dos Patriarcas aos Apóstolos todos tiveram seus momentos de jejuar e de busca à Deus pelo jejum.
Davi; 
Neemias; 
toda a cidade de Nínive;
até o rei Acabe jejuou [1 Rs.21.27.];
Jesus [por quarenta dias. Mt.4.2. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;] 
Estiveram em jejuns, uns prolongados e outros sem especificação de período;Apóstolos. 2 Co.6.5. Nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns... 
Um período de busca da vontade de Deus.
Joel concita aos sacerdotes e ministros de Deus ao jejum. 
Joel. 1.13. Cingi-vos e lamentai-vos, sacerdotes; gemei, ministros do altar; entrai e passai a noite vestidos de saco, ministros do meu Deus;
Quando há necessidade de enfrentamento com espíritos malignos.
Para maior aproximação com o Senhor. 
A maior diferença entre no ato é a questão de jejum nacional.
Israel já teve jejuns nacionais.
As Assembléias de Deus em seu conteúdo programático do Centenário [1911-2011] convocou-nos para um jejum nacional, não atendido por todos.
A questão da aparência e apresentação durante o jejum é um dos fundamentos cristãos, com base nas palavras de Jesus. Mt. 6.17.Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto...
Restrições do jejum judeu.
Restrições durante o jejum:
Não comer, não beber, não trabalhar, não lavar-se nem massagear a pele (perfumes, cremes etc.), não calçar couro, não ter relações conjugais
O jejum diz respeito tanto aos homens como às mulheres, mesmo se estas estiverem grávidas ou amamentando. 
Só em caso de doença – ou onde há algum perigo, o jejum pode ser suspenso (o judeu é orientado a consultar o seu rabino)
Crianças.
As crianças de 9 a 10 anos podem jejuar somente algumas horas. 
A partir dos 11 anos conforme avaliação dos pais, pode jejuar o dia todo. 
O jejum torna-se obrigatório aos 12 anos, para meninas, e aos 13, para meninos.
Ao acordar, lavam-se as mãos até a segunda falange, com água fria e sem sabão. Passam-se os dedos ainda úmidos nas pálpebras.
O uso de sapato, sandálias ou tênis de couro é proibido tanto para homens como para mulheres. As crianças também devem ser orientadas neste sentido.
Jejum Islâmico.
No Ramadã, os fiéis muçulmanos continuam suas atividades de maneira normal, trabalhando e se dedicando as orações nos horários regidos pela liturgia costumeira diária do Islã.
Assim, eles encontram certas dificuldades quanto a praticarem o jejum estabelecido, incluindo, nestes dias de calor em alguns países, exceções permitidas pelos Conselhos dos Clérigos.
O que se destaca neste jejum que ele é meritório apenas no sentido de cumprimento de dever, pois alguns pronunciamentos de islamitas indicam que há um forte apelo as tentações continuadas da vida carnal com relação a vida espiritual: "Eu vejo as pessoas comendo e bebendo, eu passo pelos bares e sinto, claro, aquele cheiro delicioso. Isso estimula o apetite e a fome fica mais perceptível. Resistir ao charme feminino, principalmente no verão, é algo muito, muito difícil."
Tevêt é o décimo dos doze meses do calendário judaico.
Tevet (do hebraico טֵבֵת) é o nome do quarto mês do calendário civil judaico e décimo do calendário religioso.
Tevêt começa com o "período" (tekufá) do inverno (cujos três meses – Tevêt, Shevat e Adar – correspondem às três tribos do acampamento de Dan – Dan, Asher e Naftali – situadas no lado norte do acampamento).
Tevêt começa com os últimos dias de Chanucá (que tem seu ponto culminante no oitavo dia – Zot Chanucá).
Seu décimo dia – o décimo dia do décimo mês ("o décimo será sagrado para D’us") – é um dia de jejum, em comemoração ao cerco de Jerusalém, o início da destruição do Templo.
Os quatro dias de jejum que comemoram a destruição do Templo são (por ordem de ano): 17 de Tamuz (o 4º mês), 9 de Av (o 5º mês), 3 de Tishrei (o 7º mês), e 10 de Tevêt (o 10º mês). Destes quatro dias (em seus respectivos meses) diz o profeta: "O jejum do quarto [mês] e o jejum do quinto, e o jejum do sétimo, e o jejum do décimo [no futuro] serão para a Casa de Yehuda júbilo, felicidade e dias festivos.” fonte. chabad
Zacarias aponta para estes meses indicando:
10º mês, o princípio das calamidades contra Jerusalém, compreendendo o sítio [cerco] e tomada da cidade santa. É um dia de jejum, em comemoração ao cerco de Jerusalém, o início da destruição do Templo.
Morte de Gedalias e o massacre dos judeus no sétimo mês;
Ref’s.: [587 A/C] - ano de 3336 (425 AEC).
O cativeiro e destruição do Templo no quinto mês;
Décimo mês. Sítio, Cerco. 2 Rs.25.1;
Quinto mês. Cativeiro. 2 Rs.25.3.
Sétimo mês. 2 Rs.25.25.
Quarto mês. Fome e arrombamento das portas da cidade de Jerusalém. 2 Rs.25.3;
Dez de Tevet marcou o início do cerco de Jerusalém pelos exércitos do imperador Nabucodonosor, da Babilônia, que levou à destruição do Templo Sagrado e à expulsão do povo de Israel de sua terra. "Devido ao ódio infundado entre os judeus" –  conclui o Talmud – Jerusalém foi destruída.
Trinta e um meses depois, no dia 9 de Av do ano 3338, destruíram o Primeiro Templo Sagrado.
O jejum de 10 de Tevêt começa um pouco antes do nascer do sol e termina após o anoitecer.
Leia as matérias compiladas de diversas fontes...
Muçulmanos do mundo árabe iniciam hoje o mês sagrado do Ramada.
Agências.
- fatwa (decreto religioso)
Milhões de muçulmanos do mundo árabe iniciaram nesta quarta-feira o jejum do mês sagrado do Ramadã, que este ano será realizado em pleno verão no hemisfério Norte e com altas temperaturas que desafiarão os fiéis em seu jejum de águia e comida do nascer até o pôr do sol.
O Ramadã começou em Jordânia, Egito, Síria, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Iêmen, Kuait e Sudão, depois que as autoridades religiosas avistaram na terça-feira o quarto crescente da lua ou hilal --que marca o início do Ramadã e o final do mês muçulmano de Shaban.
Nas últimas semanas, não só as temperaturas subiram, mas também os preços dos alimentos na maioria dos países árabes, o que provocou manifestações de protesto no Egito.
Jejum encarece preço dos alimentos no Ramadã.
"Até as verduras estão mais caras agora que antes", disse à Agência Efe Abdala el Sayed, um motorista egípcio. "O que podemos comer então para romper o jejum do Ramadã?", se perguntou.
El Sayed se queixou de que este ano terá que alimentar sua família com menos carne, porque não pode fazer frente a seu elevado preço, calculado em US$ 10 o quilo.
Na Jordânia, a alta dos preços dos produtos básicos antes do Ramadã também preocupou os cidadãos. 
O primeiro-ministro do país, Samir Rifai, alertou os comerciantes na terça-feira sobre suas tentativas de subir os preços dos alimentos sem motivo algum.
"Qualquer aumento de preços significa a ampliação da margem de lucro dos comerciantes, mas o governo dispõe de todos os meios para fazer frente a esta exploração", declarou à imprensa.
Segundo números oficiais, na Jordânia o consumo de alimentos aumenta em 35% durante o Ramadã, quando, apesar do jejum diurno, são frequentes os excessos culinários nas reuniões familiares.
No Líbano, embora as autoridades tenham solicitado um congelamento dos preços dos alimentos, desde o início da semana foi registrada uma alta no valor dos produtos, sobretudo das verduras e das frutas.
CADA PAÍS E CADA RAMO TÊM SUAS PRESCRIÇÕES PARA A ÉPOCA.
IRAQUE
Com a chegada do Ramadã no Iraque, o Ministério de Comércio lançou uma campanha para assegurar a repartição dos alimentos em todas as regiões do país.
"Os preços são altos e também o calor, sobretudo pelo contínuo corte de eletricidade", disse à Efe Samar Abdala, uma professora iraquiana, enquanto fazia compras no centro de Bagdá e terminava os preparativos para a festividade.
O começo do mês sagrado muçulmano não fez os iraquianos esquecerem a crítica situação política e econômica vivida no país, que ainda não tem um novo governo.
Devido a estas circunstâncias, um grupo de ulemás e intelectuais iraquianos expressou em comunicado seu desejo de que os políticos aproveitem o mês do Ramadã para acelerar a formação de um novo gabinete e melhorar a situação da segurança.
XIITAS
Nos países de maioria xiita, os muçulmanos observam somente na noite desta quarta-feira o hilal, por isso só começarão amanhã o período de jejum.
Na Arábia Saudita, berço do Islã, as autoridades permitiram mais uma vez a observação do hilal com o uso de telescópios, um tema que sempre foi polêmico no país.
A discussão gira em torno da tradição, que seria de analisar o céu sem a ajuda de instrumento algum.
Além disso, o mufti da Arábia Saudita, o xeque Abdul Aziz al-Asheik, a máxima autoridade religiosa do país, permitiu este ano que os doentes de diabetes não jejuem --já que 24% dos 21 milhões de sauditas sofrem deste mal.
Nono mês do calendário islâmico, o Ramadã é considerado sagrado porque, segundo a tradição, foi quando o profeta Maomé recebeu a revelação do Corão.
Quase 1,5 bilhão de muçulmanos no mundo devem iniciar o mês de jejum e as orações rituais do Ramadã.
O jejum é um dos cinco pilares do Islã, junto às cinco orações diárias, à profissão de fé, à esmola e à peregrinação a Meca. Ele deve ser cumprido por todo muçulmano, exceto mulheres grávidas, doentes, crianças e viajantes.
Durante o período, os fiéis devem abster-se de comer, beber, fumar e manter relações sexuais, do amanhecer até o pôr do sol. O jejum é concebido como um esforço espiritual e uma luta contra a sedução dos prazeres terrenos.
MAIOR NAÇÃO MUÇULMANA.
INDONÉSIA.
Para quem pensa que nos países da região árabe estão os maiores contingentes de muçulmanos do mundo,engana-se.
A Indonésia é o maior país muçulmano do Mundo, conta atualmante com 200 milhões de pessoas praticantes da religião do Islã.
PREVENÇÃO PARA O RAMADÃ.
A Indonésia, nação de maior população muçulmana do mundo, bloqueará antes do início do Ramadã todas as páginas pornográficas na internet, tanto locais como internacionais, para respeitar o mês sagrado do jejum para o Islã.
O governo fechará ainda mais de 400 estabelecimentos noturnos durante o Ramadã, nono mês do calendário lunar islâmico, que começará em 11 de agosto e terminará em 9 de setembro.
A medida, anunciada nesta quinta-feira pelo ministro da Informação e Comunicação, Tifatul Sembiring, vem após a forte controvérsia suscitada por uma série de vídeos pornográficos de famosos indonésios divulgados na rede.
"Com a ajuda de Alá, terminaremos nosso trabalho antes do Ramadã, para não afetar as obrigações religiosas", assinalou Sembiring, do islamita Partido da Justiça e Prosperidade.
A censura se baseia na polêmica Lei Antipornografia, aprovada em 2008 apesar das críticas de minorias religiosas, coletivos feministas e grupos culturais.
O ministro acrescentou que a implementação já está acontecendo e alertou que as denúncias pela infração da normativa são "instantâneas" e as penas por distribuição de material pornográfico chegam a 12 anos de prisão.
Com mais de 200 milhões de fiéis, cerca de 90% de sua população, a Indonésia é o país de maior população muçulmana do mundo, que se caracteriza por um Islã moderado. Folha on line.
NOS PAÍSES EUROPEUS.
ALEMANHA.
MUÇULMANOS RELATAM DIFICULDADES EM CUMPRIR O RAMADÃ.
Durante o mês sagrado para os muçulmanos, o jejum é observado ao longo de quatro semanas, do nascer ao pôr-do-sol. 
Para alguns fiéis muçulmanos que vivem na Alemanha, essa obrigação religiosa é um grande desafio.
O mês do Ramadã é esperado com ansiedade pelos quase quatro milhões de muçulmanos que vivem na Alemanha. No mês sagrado, ao longo de quatro semanas, os fiéis não podem comer ou ingerir líquidos entre o amanhecer e o pôr-do-sol.
Os países islâmicos ajustam-se completamente ao período sagrado: cidades e vilas são decoradas com luzes, uma grande oferta de frutas, legumes e outras especiarias deixam os mercados nas ruas ainda mais animados. Em regiões mais quentes, as horas de trabalho se estendem pela noite, bares e restaurantes abrem somente após o anoitecer.
Mais difícil fora de casa
Em países ocidentais, os muçulmanos cumpre o mês de jejum como minoria. Em geral, a observância do Ramadã é um grande desafio, que nem todos os muçulmanos querem ou podem cumprir.
Azima Moustafa e Haidar Omar vivem há 13 anos na Alemanha. Quando morava na Síria, o casal curdo sempre cumpriu o Ramadã, mas, no novo país, é cada vez mais difícil ficar sem comer e beber no mês sagrado. "Na Síria, eu jejuei todos os anos. Também na Alemanha eu fiz o mesmo até há pouco tempo. Mas no ano passado, eu consegui manter o jejum só por poucos dias", admite Azima Moustafa. À medida que o Ramadã coincide com o verão, cada vez mais longo é o período do dia que os muçulmanos precisam aguardar para fazer uma refeição.
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  O casal Haidar Omar e Azima Moustafa
No caso de Moustafa, o calor e o incômodo causado pela asma contribuíram para que ela não conseguisse seguir com o jejum. Haidar Omar já não jejua há muitos anos. "Na Síria, eu cumpria naturalmente, mas desde que passei a viver aqui eu não consigo mais. Eu trabalho na construção civil, isso exige bastante força física e estou sempre com sede. Para cumprir o tempo de jejum, preciso ficar o mês inteiro em casa, mas isso não é tão fácil."
Omar, de 38 anos, sabe que seu empregador não pode ficar sem força de trabalho durante a temporada. 
E para Azima, de 31 anos, a situação também é complicada: com dois filhos e uma butique própria em Colônia, ela trabalha o dia todo e não tem condições de contratar funcionários.
Mesquita como fonte
Além disso, Azima diz sentir falta de um sentimento de coletividade, que dá força aos fiéis em países muçulmanos. Se estivesse em sua comunidade, na Síria, ela tem certeza que cumpriria o Ramadã. Quem precisa lutar contra esse sentimento de fraqueza e dificuldade de concentração busca apoio e sentimento de grupo nas mesquitas.
Abdelwahab Alioui é um imame da mesquita Al-Qods, na cidade alemã de Krefeld. Alioui sabe que, neste ano, vai encontrar muitos muçulmanos que não vê com frequência. "Durante o Ramadã, a mesquita recebe muito mais pessoas do que o normal. Tanto homens quanto mulheres, idosos e jovens fiéis, assim como pais e seus filhos. Para nós, líderes religiosos, também é uma oportunidade de lembrar aos fiéis suas obrigações religiosas. Isso significa não insultar o próximo, não mentir ou roubar, independente de sua filiação religiosa", diz Abdelwahab Alioui.
Enquanto para Haidar e sua esposa Azima, os limites físico são um obstáculo para o Ramadã, Mohammed Al-Ibrahim se prepara com algumas semanas de antecedência para cumprir o jejum. O médico de 42 anos vive há 20 anos em Colônia, e respeita o Ramadã todos os anos.
Kwait.
Para o kwaitiano, é um desafio manter o jejum na Alemanha – não apenas pelos bares e restaurantes disponíveis: "Eu vejo as pessoas comendo e bebendo, eu passo pelos bares e sinto, claro, aquele cheiro delicioso. Isso estimula o apetite e a fome fica mais perceptível. Resistir ao charme feminino, principalmente no verão, é algo muito, muito difícil." O período de jejum não se refere apenas à comida e bebida: o fumo e o sexo são também tabus até antes do anoitecer. 
Cumprir o mandamento
Durante quatro semanas, os muçulmanos exercitam o autocontrole. 
Por um lado, essa prática tem um aspecto ligado à saúde. A fome e a sede lembram, por outro lado, a situação dos pobres, e também os ricos devem conhecer a sensação de fome. Faz parte dos deveres dos muçulmanos no Ramadã fazer doações aos necessitados.
Segundo uma pesquisa de 2005 feita pelo Centro de Estudos sobre a Turquia de Essen, 73% dos turcos muçulmanos que vivem na Alemanha cumprem com o jejum. Quem não observa esse mandamento sente uma pressão grande dentro da comunidade muçulmana. "Quem não jejua no Ramadã não é bem-visto pelos muçulmanos. Eles o censuram e não respeitam sua decisão. É uma questão entre mim e Deus", diz Azima Moustafa. Ela conta que também já foi insultada.
No Islã, entretanto, existem exceções: é dever religioso jejuar somente a partir da puberdade. Pessoas doentes e idosas, assim como aquelas em viagem, ficam dispensadas do jejum e podem compensar os dias falhos mais tarde.  
A abstinência dos fiéis deve, principalmente, servir à saúde do corpo, da mente e da alma.
Autora: Ulrike Hummel (np)
Revisão: Carlos Albuquerque
EXCEÇÃO
CALOR EXCESSIVO PERMITE QUEBRA DO RAMADÃ NOS EMIRADOS.
Nos Emirados Árabes Unidos, uma recente fatwa autorizou os trabalhadores expostos ao clima da região a romper o jejum se não aguentarem a onda de calor, com o objetivo de evitar a desidratação.
A fatwa foi proclamada após o pedido de um funcionário de uma plataforma de petróleo, que teme pela saúde em condições climáticas extremas.
No Egito, as autoridades decidiram mudar a hora do país durante o mês de jejum e, assim, o sol se ocultará uma hora mais cedo e a hora do iftar --a esperada refeição que encerra o jejum-- chegará mais cedo.
O fato do Ramadã coincidir este ano com as férias de verão inquieta a indústria turística da região, preocupada com a possibilidade dos ricos visitantes árabes procedentes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuait e Líbia optarem por ficar em casa para passar o período tradicional em família.
Por este motivo, o ministério egípcio do Turismo iniciou uma campanha para convencer os ricos turistas árabes, que viajam ao Cairo no verão, que uma vez passado o momento austero do jejum poderão desfrutar de animados jantares com fogos de artifício, espetáculos, concertos e danças folclóricas às margens do Nilo.       
Terça-feira, 10 de Tevêt: foi dia de jejum
Na terça-feira, dia 10 de Tevêt, foi um dia de jejum e luto para o povo judeu. 
Nesta data, no ano de 3336 (425 AEC), os exércitos do imperador Nabucodonosor da Babilônia cercaram Jerusalém e, trinta e um meses depois, no dia 9 de Av do ano 3338, destruíram o Primeiro Templo Sagrado. O jejum de 10 de Tevêt começa um pouco antes do nascer do sol e termina após o anoitecer.

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