sexta-feira, maio 22

LIÇÃO 08 - CPAD COISAS SACRIFICADAS AOS ÍDOLOS

COISAS SACRIFICADAS AOS ÍDOLOS
LIÇÃO 08 – CPAD Autor: Osvarela
TEXTO ÁUREO:
As coisas que os gentios sacrificam aos demônios e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. I Co. 10.20.
Leitura Bíblica em Classe:
14 Portanto, meus amados, fugi da idolatria.
15 Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo.
16 Porventura o cálice de bênção, que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é porventura
a comunhão do corpo de Cristo?
17 Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão.
18 Vede a Israel segundo a carne; os que comem os sacrifícios não são porventura participantes do altar?
19 Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa?
20 Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios.
21 Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.
22 Ou irritaremos o Senhor? Somos nós mais fortes do que ele?
Texto devocional complementar:
I Co 10.1.16.ss. Pois não quero, irmãos, que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar; e, na nuvem e no mar, todos foram batizados em Moisés, e todos comeram do mesmo alimento espiritual; e beberam todos da mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os acompanhava; e a pedra era Cristo. Mas Deus não se agradou da maior parte deles; pelo que foram prostrados no deserto. Ora, estas coisas nos foram feitas para exemplo, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram. Não vos torneis, pois, idólatras...: O povo assentou-se a comer e a beber, e levantou-se para folgar. E não tentemos o Senhor, como alguns deles o tentaram, e pereceram pelas serpentes. Ora, tudo isto lhes acontecia como exemplo, e foi escrito para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos. Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar. Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo.Porventura o cálice de bênção que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos, não é porventura a comunhão do corpo de Cristo?
Sacrifício é a prática de oferecer como alimento a vida de animais, humanos ou não, aos deuses, como ato de propiciação ou culto.
Texto referência:
Ex.23.24,25. Não te inclinarás diante dos seus deuses, nem os servirás, nem farás conforme as suas obras; Antes os derrubarás totalmente, e quebrarás de todo as suas colunas. Servireis, pois, ao Senhor vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de vós as enfermidades.
I - Introdução:
Esta lição é tão atual e necessária porque nos lembra as antigas origens pentecostais e cristãs, seja do século passado ou da Igreja Primitiva, conforme a deliberação, do Concílio de Jerusalém através do seu presidente o Apóstolo Tiago:
Atos dos Apóstolos 15.13.ss. Depois que se calaram, Tiago, tomando a palavra, disse: Irmãos, ouvi-me: Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios...para que o resto dos homens busque ao Senhor, sim, todos os gentios, sobre os quais é invocado o meu nome, diz o Senhor...Por isso, julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus, mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue. Porque Moisés, desde tempos antigos, tem em cada cidade homens que o preguem, e cada sábado é lido nas sinagogas.
Interessante o final da declaração final obtida do consenso dos Apóstolos:
a- demonstrando o conhecimento dos antepassados:
“Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo.”: Demonstra que as Escrituras deixavam, bem claro, o que o judeu convertido ou o prosélito ou o judaizante [aqui como aquele que queria se portar na Igreja como um judeu], conheciam que a adoração só e sempre deveria pertencer ao Único Deus, o Deus de Israel, tomando-se como base as Escrituras, ou seja, a Tanach.
II - Os judeus tinham longo histórico de prostituição com outros deuses, conforme quadro abaixo:
No Velho Testamento conhecemos os nomes de Divindades que eram cultuadas pelos povos em geral e muitas vezes pelo povo de Israel.
Na jornada do povo de Israel, percebemos que eles ouviam a palavra de Deus e obedecia por certo tempo até que, se esfriavam na fé e abandonavam ao Senhor servindo a outros deuses. Pelas conseqüências do pecado o povo se arrependia e voltava novamente para Deus. Assim aconteceu muitas vezes.
-deuses estranhos, mas cultuados em algum momento em Israel e conhecidos na Acaia.
Adrameleque - O deus Adar é rei.
Divindade trazida de Sefarvaim a quem os colonizadores de Samaria queimavam os seus filhos; 2 Rs 17:31. O deus Adar é o mesmo sol, adorado sob um atributo particular.
Anã-Meleque - O deus é Anu é rei.
Uma das divindades adorada pelo povo em Sefarvaim, cidade de Babilônia, 2 Rs 17:31. Anu era deus do firmamento. Quando os sufarvaitas vieram colonizar Samaria, queimavam seus filhos no fogo em honra de Anu do mesmo modo que adoravam a Moloque.
Astarote –União – Plural de Astarote. Em conexão com o plural de Baal, este termo designa, em geral, todos os deuses falsos das nações vizinhas, bem como dos seus ídolos; ou, ainda melhor, a julgar pelos textos de Gn 14:5; e I Samuel 31:10. Astarote é o plural de Astorete usados pelos cananitas, em sinal de reverência à sua deusa. Asterote, deusa dos fenícios, nome este inspirado pela beleza do planeta Vênus, e simbolizando também, a suave radiação da luz (comp. Asterote – Cornaim).
a-Vemos aqui uma ligação entre os judeus e a comunidade helênica através da adoração aos deuses do panteão grego.
Os judeus prestavam-lhe culto nos tempos dos juizes, Jz 2:13;10:6; do mesmo modo o faziam os filisteus, 1 Sm 31:10.
O grande Rei Salomão conferiu-lhe o prestígio de seu glorioso nome, 1 Rs 11:5; 2 Rs 23:13.
Artemis – Nome grega de uma deusa que presidia aos divertimentos da casa, e que os romanos chamavam Diana, At 19:24. deusa conhecida pelos de Corinto, e suas festas pagãs.
Baal – Senhor, possuidor. Hadade, deus dos amorreus, que passou a ser chamado de Baal em Canaã. Por Canaã ser totalmente dependente da chuva para suas plantações, foi muito conveniente tomar para si o deus da chuva do povo amorreu. Sim, Baal era deus da chuva, do trovão e da fertilidade do solo. Nada mais conveniente para um povo que vivia da agricultura. Quando o rei Acabe casou com Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios culto de Baal quase suplantou o de Jeová. A luta de vida e morte entre as duas religiões culminou no alto do Carmelo, quando o profeta Elias enfrentou os profetas de Baal, 1 Rs 16:31,32; 18:17-40, que nessa ocasião foram todos mortos, mas em breve ressurgiram de novo, até que Jeú fez nova matança neles, 2 Rs 10:18-28.
Por este tempo de adoração a Baal recebeu novo impulso no reino de Judá pela influência de Atalia, filha de Jezabel, mulher de Jorão, 2 Cr 17:3; 21:6; 22:2.
Acaz mandou fundir estátuas de Baal, 2 Cr 28:2.
Este culto idólatra era acompanhado de rito lascivos, comp. 1 Rs 14:24. Os pais sacrificavam os seus filhos passando-os pelo fogo, Jr 19:5, e osculavam as imagens de Baal, 1 Rs 19:18; Os 13:2.
Este deus estava associado a Astarote, Jz 2:13, e nas proximidades de seu altar, havia freqüentemente uma imagem da deusa Aserá, Jz 6:30; 1 Rs 16:32,33.
A esposa de Baal, Astarote, era simbolizada por qualquer tipo de pedaço de árvore ou planta. Convém lembrar que Jezabel, a terrível perseguidora de profetas e esposa do também terrível rei Acabe, era adoradora de Astarote.
Com a idéia da fertilização de Baal sobre a terra em forma de chuva, os cultos a Baal centravam-se na atividade sexual. A religião cananéia era grosseiramente sexual e perversa porque requeria no culto o serviço de homens e mulheres prostitutos disponíveis como sacerdotes; a pessoa para adorar a Baal tinha que coabitar com um ou vários desses sacerdotes. Isso é visto no livro de Oséias. A sua esposa não era simplesmente uma prostitua, era uma sacerdotisa de Baal.
Baalberete – Senhor de um pacto, i.é. O deus que entrou em um pacto com os seus adoradores. Designação que se dava a Baal no tempo dos juizes e pela qual era adorado em Siquém onde tinha, um templo, Jz 8:33; 9:4. Algumas vezes também era conhecida pelo nome de El-Berite (o deus que faz aliança), JZ 9:46.
Camós – Dominador - Nome do deus dos moabitas, Nm 21:29; Jr 48:46. Pedra moabita.
Este deus era adorado do mesmo modo que Moloque, com o sacrifício de crianças, 2 Rs 3:27. É o mesmo Moloque, como se vê em Jz 11:24, onde o deus dos amonitas, que era Moloque, 1 Rs 11:7 e chamado de Camós. Salomão edificou um templo a Camós no monte que está fronteiro a Jerusalém, 1 Rs 11:7, que Josias contaminou, 2 Rs 23:13.
Gade – boa fartura - Divindade pagã, da qual Isaías se refere a mesa de fortuna, em hebraico Gade, com a qual os israelitas entretinham prática de idolatria, derramando libações sobre ela, Is 65:11.
Mercúrio ou Hermes - Divindade adorada pelos romanos e pelos gregos sob o nome de Hermes. Era o arauto dos deuses e especial assistente de Júpiter. Bom orador e muito lépido, atribuíam-lhe a invenção das letras e da música e de outras artes. O povo da cidade de Listra pensava que Paulo e Barnabé eram deuses que haviam baixado à terra quando era o que tinha a palavra, julgaram que fosse Mercúrio, e que Barnabé seu companheiro fosse o deus Júpiter, At 14.12.
Moloque – o que reina, o rei. Nome de uma divindade adorada pelos filhos de Amom, 1 Rs 11:7. Em outros lugares da Escritura é designado pelo nome de Milcon, 1 Rs 11:5, 33 e Malcã Jr 49:1,3; Sf 1:5; 1 Cr 20:2, nome próprio, formado com as terminações Om e ã. Salomão, no fim de sua vida, ergueu altares a Moloque, seduzido pelas mulheres amonitas.
Nos séculos seguintes, os israelitas ofereciam seus filhos a Moloque, queimando-os no vale dos filhos de Hinom e nos altos de Tofete, Sl 106:38, Jr 7.31; 19.4,5; Ez 16.21; 23.37,39; Cap Is 30 e 33.
O rei Acaz fez passar seus filhos pelo fogo, segundo o costume das nações, 2 Cr 28.3, e o mesmo fez Manassés, que ao menos um dos seus filhos ele fez passar pelo fogo, 2 Rs 21.6.
Os israelitas do norte também participaram deste crime os altares que Salomão havia levantado no monte da corrupção e contaminou o lugar de Tofete, 2 Rs 23.10;13.
Terafim - Imagens de vários deuses, usadas em famílias e por indivíduos em particular.
Estes ídolos eram tão pequenos que podiam ser levados escondidos nas arreias do camelo, Gn 31.19, 30, 34, até ao tamanho de um homem, 1 Sm 19.13.
Eram tidos como portadores de felicidade. Consultavam-no respeitosamente sobre resoluções a tomar, Ez 21:20, 21; Zc 10:2.
Labão tinha-os em sua casa em Harã. Sua filha Raquel lhos furou, quando saiu de casa, sem que Jacó o soubesse, e os levou para Canaã, Gn 31.19, 34. Chegando que foi a Siquém, ordenou que lançasse fora os deuses estranhos que os membros de sua casa haviam trazido de Harã, 35:2,4. O profeta Samuel classificou estas idolatrias em conjunto com a adivinhação e com o pecado de rebeldia contra o Senhor, 1 Sm 15.23, e apesar disso, Davi
tinha um em sua casa, pertencente a sua mulher Mical, 19.13. Com outros objetos de idolatria os terafins tinham larga cotação no reino de Israel do Norte, Os 3.4.
Castor e Polluz - Duas divindades gregas e romanas; nasceram de mãe comum, chamada Leda, porém depois diferentes.
O pai de Castor era Píndaro, rei de Esparta, enquanto que Zeus, o deus supremo da Grécia, foi pai de Pollux, seguindo outra lenda Castor também é filho de Zeus. Os Marinheiros os tinham como seu advogado nas crises marítimas. O navio de Alexandria em que São Paulo navegou de Melita para Putedi, tinha na proa os Diosloura, ou os irmãos Castor e Pollux, At 28:11.
Veja quantas figuras que os homens criaram pela sua farta imaginação para substituir ao Deus Único e Verdadeiro “sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só, Pois, ainda que haja também alguns que se chamem deuses”.
III - O ídolo é alguma coisa?
No tocante a poder ou suficiência de executar a vontade do seu adorador o ídolo não tem poder nenhum, haja vista, os exemplos citados acima, que mesmo sem qualquer poder e depois da demonstração desta falta de poder ou vida em si mesmo os ídolos continuavam a exercer um fascínio maligno sobre Israel e até mesmo junto aos crentes de Corinto.
Por que isto acontecia:
O mundo místico sobrenatural é tomado de poderes que se alimentam das falsas crenças que o homem que usar através da sua pretensa sabedoria.
Na falta de fé em Deus ou uma recorrente ação do erro em sua vida até o que conhece ao Deus verdadeiro adota outros “deuses” para substituir a sua necessidade de adorar a alguma coisa ou mesmo usando-os juntamente com a adoração ao Deus verdadeiro, o que a Bíblia não permite - vide Dez Mandamentos – e Paulo procura demonstrar através dos pontos seguintes em seu texto.
Exemplos de “deuses” sem poder e vida que, mesmo assim foram adorados, em algum momento, pelo povo de Deus ou eram do conhecimento dos Coríntios:
Terafins - Gn 31.19, 30, 34
Baal - 1 Rs 16:31,32; 18:17-40
Astarote - Jz 2:13
Gade - Is 65:11
Moloque - Milcon, 1 Rs 11:5, 33 e Malcã Jr 49:1,3; Sf 1:5; 1 Cr 20:2
Castor e Polluz. At 28:11.
Mercúrio ou Hermes - At 14.12.
IV - A diferença entre participar de um banquete com os gentios ou em suas casas e participar de banquete cúltico.
Paulo em seu pensamento teológico revelado, ensina aos cristãos de Corinto sobre a liberdade pesooal e individual, concernente ao culto, do crente.
I Co. 6.12. Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.
I Co. 8.9. Mas vede que essa liberdade não seja de alguma maneira escândalo para os fracos”.
A liberdade de outrora era individual, agora ela é uma liberdade participativa, federativa, de comunhão de união sob a cabeça Cristo, princípio básico federativo é ter um cabeça e a Igreja o tem em Cristo Jesus.
I Co. 10.16,17. Porventura o cálice de bênção, que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é porventura a comunhão do corpo de Cristo? Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão.
Desta forma, essa liberdade cristã tem um novo contexto e encontrará problemas concretos ao ter contato com o paganismo pela lógica do politeísmo no plano histórico-cultural.
Rm.7.6. Mas agora temos sido libertados da lei, tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra.
A liberdade cristã já não é mais um contexto pessoal que possa ser exercida a margem da comunidade ou de maneira que possa ser exercida com ofensa ao pensamento até do irmão mais fraco.
A semelhança ensinada por Paulo é à semelhança do Espírito Santo com suas manifestações carismáticas através dos Dons para crescimento e edificação do Único Corpo de Cristo.
Isto era necessário pela visão implícita dos corintíos como advindos do helenismo, com visão da alma individual, que com o batismo a “morada terrestre é destruída” e irá se decompor, em assim sendo não teria parte na salvação, além disto, a visão antropológica coríntia é que o corpo não possui nada do bem e não tem importância constitutiva para a salvação escatológica, ou seja, na Iminência.
Esta antropologia coríntia permitiria então a participação dos mesmos, em cerimônias, cultos banquetes com serviços aos ídolos sem que isto inferisse no comportamento e participação do Corpo de Cristo.
Paulo procura com suas Epístolas corrigir essa concepção:
O corpo não é uma parte da pessoa, mas sim a própria pessoa é corpo. Desta forma, diante de Deus e da mesa do Senhor, o homem é uma unidade, ou seja, um Todo diante de Deus.
I Ts.5.23.E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
Portanto o corpo do cristão pertence ao Senhor.
I Co.6.13. Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo.
a-Poderíamos discorrer mais sobre esta antropologia mística paulina, mas, por fim, o fulcro é:
A crente como pessoa em sua existência corpórea, pertence ao Senhor.
É Templo do Espírito Santo.
O estado definitivo do homem, pós-iminência não afeta um ego mai desvinculado do corpo, o corpo passará por transformação mística, mas apenas para ter uma nova essência espiritualmente superior, mas continua corpo.
O ser é integral diante de Deus, como criador e seu juiz e também, nas questões da Igreja e do próximo.
É com base neste pensamento eu Paulo discorre sobre:
V -Ídolos e demônios e o homem:
A relação dos crentes de Corinto já havia sido referenciada e orientada por Paulo em I Co capítulo 5.
Agora Paulo está ensinando sobre a relação da comunidade Igreja de Corinto, com os cultos pagãos e idólatras, ele Paulo que participara do Concílio de Jerusalém. Vide acima.
Paulo é claro e define perfeitamente as situações:
A questão social e a participação do crente:
I Co 5.9-10. Já por carta vos tenho escrito que, não vos associeis com os que se prostituem; Isto não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo.
I Cor 8.7.ss. Mas nem em todos há conhecimento; porque alguns até agora comem, no seu costume para com o ídolo, coisas sacrificadas ao ídolo; e a sua consciência, sendo fraca, fica contaminada. Ora a comida não nos faz agradáveis a Deus, porque, se comemos nada temos de mais e, se não comemos, nada nos falta. Mas vede que essa liberdade não seja de alguma maneira escândalo para os fracos. Porque, se alguém te vir a ti, que tens ciência, sentado à mesa no templo dos ídolos, não será a consciência do que é fraco induzida a comer das coisas sacrificadas aos ídolos?
Podemos comer num banquete com os não crentes, desde que seja apenas uma festa corporativa ou mesmo familiar, uma celebração de um aniversário, uma reunião social, mesmo que seja num espaço pertencente ao templo, como nós mesmos realizamos nossas festas de casamento, aniversários e convidamos nossos parentes não crentes.
Muito embora, em nossos dias, muitas festa cristãs, já se encontre bebidas alcoólicas e outros ingredientes, como músicas não evangélicas, tudo em nome da convivência familiar.
Há exceções quando, como veremos abaixo, há nestas festas oferecimentos a ídolos.
Voltando a questão:
Paulo demonstra e ensina que as relações de amizades, familiares e econômicas devem ser preservadas, conforme versículo acima.
VI - A questão espiritual e a participação do crente em eventos cúlticos pagãos:
I Co. 8.1.ss. ORA, no tocante às coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que todos temos ciência. E, se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber. Assim que, quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só
. Mas nem em todos há conhecimento; porque alguns até agora comem, no seu costume para com o ídolo, coisas sacrificadas ao ídolo; e a sua consciência, sendo fraca, fica contaminada.
8 Ora a comida não nos faz agradáveis a Deus, porque, se comemos, nada temos de mais e, se não comemos, nada nos falta.9 Mas vede que essa liberdade não seja de alguma maneira escândalo para os fracos.
10 Porque, se alguém te vir a ti, que tens ciência, sentado à mesa no templo dos ídolos, não será a consciência do que é fraco induzida a comer das coisas sacrificadas aos ídolos?11 E pela tua ciência perecerá o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu.12 Ora, pecando assim contra os irmãos, e ferindo a sua fraca consciência, pecais contra Cristo.
VII - Volta a tela a questão da Unidade do Corpo místico da Igreja.
Os judeus ou os judaizantes, sob a ótica que nós demos entendimento, neste comentário, usavam depreciativamente o recinto do “templo” [entre aspas, demonstrando a visão de templo pagão dos judeus] pagão.
Como tem sido ensinado ao longo deste trimestre o culto pagão importava em sacrifícios a ídolos, então a participação, recorde-se que o sacrifício inferia a oferta aos ídolos, de um animal, então o consumir da carne do sacrifício relacionava o crente com o sacrifício idólatra, que transpassava o natural e entrava na esfera mística, a qual Paulo chama de mesa de demônios:
I Co.10. 3,20,21. E todos comeram de uma mesma comida espiritual; Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.
a- Nos dias de minha infância éramos tentados, por algumas festas de ídolos.
Nasci no Rio de Janeiro e conheci, de perto duas festas que atacavam exatamente esta questão do comer coisas sacrificadas:
1- O dia dos gêmeos Cosme e Damião;
Mesas fartas, gente oferecendo balas, doces todo o tipo de guloseimas, parentes levando, até nossa casa os pratos ou saquinhos, e nossa mãe cristã verdadeira, jogando tudo na lata do lixo.
Era uma tentação aos olhos de crianças pequeninas, mas já ensinadas pelos pais, sobre o que significavam aqueles doces e guloseimas: ofertas ou manjares aos demônios, todos consagrados como parte de rituais pagãos.
2 - E as festas pagãs juninas.
Crianças fantasiadas como matutos; casamento na roça, milho, pamonha, bolos e outras tentadoras “delícias” aos olhos.
Muitos em nossos dias têm permitido a participação de seus filhos em festas juninas, sob a alegação de que a escola os obriga, mas a nossa Constituição nos garante não participar obrigatoriamente destas festas, pois estamos num Estado laico e a laicidade é pulverizada a todas as situações.
Esta lição vem nos dar orientação sobre o que se passa sob a fachada de todas estas festas.
Lição que nos descortina, uma doutrina poderosa sobre os ídolos e o Corpo de Cristo, sob a égide da Bíblia Sagrada, numa hora de intenso movimento de Igrejas e igrejas, para abrir os olhos do Povo de Deus.
A – Fortalecendo e não enfraquecendo o Corpo:
Muitos de nós pensamos individualmente, quanto ao que podemos fazer, sem pensar no efeito de nossa posição no contexto de Igreja – vide acima -;
b- Esta semana, aprendi com um amigo ministro do evangelho, um segredo, enquanto conversávamos sobre algumas coisas que afetam a Igreja – Corpo de Cristo.
Contou-me ele:
Estava havendo uma série de eventos de queda espiritual na Igreja na qual ele congrega.
Muitos jovens caindo em fornicação;
Alguns obreiros envolvendo-se em adultérios ou fatos semelhantes;
Casais se separando e outros fatos nestas áreas.
Orando a Deus, o Senhor lhe deu o entendimento do que se passava.
Havia uma cunha de Acã encoberta, no meio da Igreja.
Deus lhe deu a atender, que pelo processo federativo de Corpo, este erro, antes de vir à tona, atuava como uma permissão que enfraquecia e atingia, os mais fracos e suscetíveis ao erro.
Sem nos esquecer de I Co. 10. 12. Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia.
Mas, havia uma brecha para atuação de forças do mal sobre aquela Igreja naquele momento. Rm.7.8. Mas o pecado, tomando ocasião....operou em mim toda a concupiscência; O pecado e seu mentor satanás não perde tempo ele é oportunista.
1Pe 5:8 - Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;
Você pode me dizer, mas só isto, só a questão espiritual, porém, já havia conhecimento ou pelo menos já se comentava nos corredores os fatos, sem que ninguém, por motivos desnecessários de relatá-los aqui, tivesse como agir.
Aí entrava a atuação maligna nos corações dos fracos, como Paulo nos revela e ensina aos Corintíos.
É neste ponto que Paulo entra com a sua revelação cristalina sobre o cuidado nosso com o Corpo de Cristo e tendo pena e misericórdia da Igreja e dos fracos, nos imputando responsabilidade pela vida espiritual da Unidade.
I Co.12. 20,22,25. Assim, pois, há muitos membros, mas um corpo. Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários; Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros.
Nós os crentes em Cristo devemos, ter consciência que, não devemos orientar nosso comportamento, como cristãos, unicamente pela nossa consciência, fé, e conhecimento, mas devemos olhar para o lado e vermos o que as nossas ações podem causar aos meninos de nosso meio, os mais fracos, pelos quais Cristo Morreu, tanto quanto, padeceu por nós padeceu por eles.
I Co.8.7.ss. Mas nem em todos há conhecimento; porque alguns até agora comem, no seu costume para com o ídolo, coisas sacrificadas ao ídolo; e a sua consciência, sendo fraca, fica contaminada...Mas vede que essa liberdade não seja de alguma maneira escândalo para os fracos.Porque, se alguém te vir a ti, que tens ciência, sentado à mesa no templo dos ídolos, não será a consciência do que é fraco induzida a comer das coisas sacrificadas aos ídolos?E pela tua ciência perecerá o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu. Ora, pecando assim contra os irmãos, e ferindo a sua fraca consciência, pecais contra Cristo.
CONCLUSÃO:
Paulo deixa claro e coloca em ordem sistemática o assunto particular:
A proibição da participação dos cristãos nos banquetes cultuais pagãos – I Co. 10.14-22.
Comprar alimentos em qualquer mercado da cidade. I Co. 10.24-26. “Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência”.
Aceitar convite de casa dos gentios, onde, via de regra, dentro de certos limites, pode-se comer de tudo que for posto à mesa. I Co. 10.27-30.
Todos os casos do gênero foram tratados por Paulo entre os capítulos 8 a 10 de I Corintíos, em relação aos quais os crentes de Corinto e os dos nossos dias se confrontam com o seu passado e ambiente em que viviam e em relação a sua própria família.
A participação do culto pagão é evidentemente, proibida. “Livro Apóstolo Paulo – com compilação e inserção, do autor do texto”.
Paulo realiza um “brain storm” com sua posição, junto a Igreja de Corinto, identificando:
Forte -
Fracos -
Livres -
Rom 15:1 - Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos.
1Co 1:27 - Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;
1Co 4:10 - Nós somos loucos por amor de Cristo, e vós sábios em Cristo; nós fracos, e vós fortes; vós ilustres, e nós vis.
1Co 10:22 - Ou irritaremos o Senhor? Somos nós mais fortes do que ele?
2Co 10:10 - Porque as suas cartas, dizem, são graves e fortes, mas a presença do corpo é fraca, e a palavra desprezível.
2Co 13:9 - Porque nos regozijamos de estar fracos, quando vós estais fortes; e o que desejamos é a vossa perfeição.
Negação da liberdade em função do Corpo - vide I Co.8.7.ss. Mas nem em todos há conhecimento...
A liberdade nos faz entender os que não estão livres e nos faz fracos para que os outros se tornem fortes!
I Co. 9. 12.19.ss. Se outros participam deste poder sobre vós, por que não, e mais justamente, nós? Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo. Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais. E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão.
COMPLEMENTO:
Achei um texto muito significativo que nos ajudará a pensar o momento de Corinto, em relação a cultura dos deuses.
Os gregos antigos cultuavam deuses. Adaptado e compilado com inserção de títuloe outros.
A mitologia grega era assunto principal nas aprendizagens das crianças da Grécia Antiga, como meio de orientá-las no entendimento de fenômenos naturais e em outros acontecimentos que ocorriam sem o intermédio dos humanos.
Os gregos antigos não contavam com meios modernos de calcular o tempo, de modo que seus poetas usavam a imaginação para atribuir a causa dos fenômenos a seu redor, e foi justamente quando inventaram o calendário e começaram a entender estados térmicos e o sol e a chuva que os mitos declinaram.
Os poetas atribuíam esses estados térmicos, como também as relações e as características humanas, aos deuses e a outras histórias lendárias, e elas serviram durante um bom tempo como cultos ritualísticos na sociedade da Grécia antiga. Além das crianças serem educadas através dos mitos, as famílias aristocráticas da Grécia, assim como os reis, e outras categorias profissionais, como os médicos, possuíam a tradição de se ligarem genealogicamente a antepassados míticos, geralmente divinos, ou até mesmo heróicos.
Os comerciantes, também, cultuavam deuses, como Hermes, numa tentativa de deixá-lo satisfeito, e assim conseguir bons resultados em suas vendas. Além de serem habituados aos sacrifícios de animais e às orações, os gregos antigos adotavam um deus particular ou um grupo deles para sua cidade, e os cidadãos construíam templos e o(s) venerava(m).
Essas cidades não possuíam qualquer organização religiosa oficial, mas honravam os deuses em lugares determinados, como Apolo exclusivamente em Delfos.
Para o povo grego, a sabedoria plena e completa pertencia aos deuses, mas os homens poderiam desejá-la e amá-la, tornando-se filósofos (philo= amizade, amor fraterno, respeito; sophia= sabedoria).
Profecias escatológicas – deuses na Bíblia.
Fonte:
Apóstolo Paulo – J. Becker –
Lição CPAD
Profecias escatológicas – deuses na Bíblia.
Textos diversos da internet
Textos de apontamentos do autor de diversos cursos.
UPM – Andrew Jumper
Bíblia Chamada
Comentários Novo Testamento – CPAD
Bíblia Plenitude – notas de rodapé.
Wikipédia.

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