quinta-feira, maio 14

CONSIDERAÇÕES ACERCA DO CASAMENTO - LIÇÃO 07 - CPAD - com correção item II

CONSIDERAÇÕES ACERCA DO CASAMENTO
Lição 07 – CPAD Autor: Osvarela

Texto Áureo: Venerado seja entre todos o matrimonio e o leito sem mácula, porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará. Hb. 13.4.
Leitura Bíblica em Classe:
I Co. 7.1-5,7,10,11
1 ORA, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher;
2 Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.
3 O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido.
4 A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher.
5 Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.
6 Digo, porém, isto como que por permissão e não por mandamento.
7 Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira e outro de outra.
8 Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu.
9 Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se.
10 Todavia, aos casados mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido.
11 Se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher.
12 Mas aos outros digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe.
13 E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe.
14 Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos.
18 E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.
Fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.
23 E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada.
24 Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.
25 E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam.
INTRODUÇÃO:
Eis uma lição importante extraída da I Epístola do Apóstolo São Paulo aos Corintíos.
Trata-se de um assunto ou discurso intenso e com colocações que causam estremecimento entre os que o lêem sob uma ótica única, sem consultar o Ensino Geral da Palavra de Deus e suas demais Revelações desde o Gênesis sobre o casamento, ou sobre a relação conjugal.
I – a Re-engenharia do casamento nos tempos modernos:
a- Desmistificando o casamento:

O Casamento tem sido questionado nas últimas décadas do século XX e neste princípio do século XXI, como uma formalidade ultrapassada, perdendo a dignidade de coisa sagrada e pilar da sociedade, através de campanhas feministas, mas não femininas; de campanhas de face liberal, mas libertina, levando a dúvida aos corações dos que buscam uma relação duradoura com outra pessoa sob a benção divina, do casamento feliz e abrigador da família.
Novas formas de Casamento:
Casamento descartável;
Casamento com contrato financeiro;
Casamento misto;
Casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Casamento de fachada;
Casamento por problemas diplomáticos: quando um cônjuge precisa casar, com alguém nascido em um país, no qual esta de maneira irregular, através do casamento ele consegue a cidadania.

Qual a fórmula desta re-engenharia de constituir uma família em tempos modernos?
A- Buscando facilitar o relacionamento sem que este seja obrigação, mas seja visto como uma relação aberta, onde os dois lados podem descartar o relacionamento a qualquer momento, sem maiores formalidades ou motivos.
B- Criou-se fórmulas da produção independente de filhos: 1ª- sem que a mulher ou o homem tenham um relacionamento formal, mas apenas como “reprodutores”, conhecidos ou desconhecidos, através do ato entre os interessados; – quando se busca em bancos de óvulos ou do elemento masculino [espermatozóide], como algo que se compra em super-mercado, sem que o que vai usar o “produto” saiba quem é o doador [gravidez in-vitro ou inseminação artificial]. Não iremos discutir neste ponto, a questão dos casais com problema de fertilidade, pois vemos duas vertentes, uma física ou da área da saúde pública e programas de controle de natalidade, e outra de cunho espiritual a ser discutida. A engenharia genética tem conseguido notáveis avanços na área da reprodução humana.
C- As leis foram modificadas permitindo que a situação de casais agregados após três anos seja considerada uma união estável. Os documentos do governo já reconhecem estes casos, vide a Receita Federal e INSS. Quantos de nós encontramos em nossas igrejas casais que aceitam a Cristo nesta situação e nós os orientamos a regularizar a situação da família, pelos mais variados motivos, seja por que muitos filhos são registrados sem os nomes dos progenitores e não tem estabilidade de um lar consolidado, seja porque em muitos casos, as mulheres, mormente são ameaçadas, a qualquer rusga de serem largadas sem nenhum apoio, pode-se dizer que a lei da direitos a elas, mas na maioria dos casos, as mesmas são pessoas sem conhecimento, ou orientação jurídica para buscar seus direitos e ficam, por vezes, com os filhos sob sua guarda e encargo de toda ordem, estudo, alimentação e carinho.
D- Temos notado e escrito em nossos comentários, sobre a questão da educação sexual para adolescentes, e está comprovado que há um índice elevado de relacionamentos entre jovens adolescentes, que resultam em filhos, mas não na formação de uma família, o que vai pouco a pouco criando uma geração de filhos sem pais, e sem lar desconhecendo o sagrado lado do casamento, pois são poucos os casais que continuam com o relacionamento, transformando-o em um casamento.
II - O ordenamento bíblico do Casamento:
A Bíblia Sagrada ordena segundo as suas Palavras que o Casamento seja indissolúvel, e considera-o entre duas pessoas do sexo oposto.
Pelo Pai:
Gn. 2. 24. Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

I Pe.3.7. Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações.
Há neste versículo uma revelação espiritual que transcende a questão deste mundo físico remetendo-a ao
*mundo espiritual. Leia mais abaixo.
Pelo Filho:
Mt. 19.4. Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez,
5 E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne?
6 Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.
Pelo escritor, Apóstolo Paulo:
I Co. 7.10. Todavia, aos casados mando, *não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido.
1Co 7:39 -
A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor.
Esta indissolubilidade deve ser mantida mesmo quando o casal é formado por partes não pertencentes a mesma fé cristã, uma vez, que uma das partes aceite o Evangelho como viver cristão crendo na Obra da Salvação.
III – Discutindo a tese de Paulo:
I Co. 7.2. Mas...cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.
I Co. 7.12. Mas aos outros digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe.
13 E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe.
14 Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos.
A - Estudando a posição paulina na questão sobre o casamento:
I Co.9.5.Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?

Este versículo utilizado por Paulo na defesa de seu apostolado em I Co.9, permite-nos fazer a seguinte pergunta:
Seria o Apóstolo Paulo casado?
Esta é uma pergunta que tem consumido muitas horas de estudos e muitos cérebros de teólogos de boa capacidade, principalmente sob a luz do texto: “bom seria que o homem não tocasse em mulher”; “Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo”.
Esta é uma questão que pode ser utilizada para entender o posicionamento de Paulo acerca do casamento.
Mas, não acho que seja esta a questão básica que Paulo se utilizou para disciplinar o assunto – Casamento – e o ordenamento aos Corintíos pelo Apóstolo em sua Primeira Epístola.
A grande lógica de Paulo aos escrever aos corintíos sobre o casamento era a questão, do desordenamento espiritual que levava de roldão, a doutrina ensinada por Paulo à Igreja localizada na Acaia, de tal forma, que excessos se pronunciavam entre aqueles crentes:
-A prostituição era usual, advinda da prostituição cultual. Vide comentário da lição anterior.
-A desobrigação e a desvalorização da mulher pelos homens, devido as suas práticas da prostituição. O Evangelho valorizou a posição da mulher, contrariamente ao que se dz.
-Mulheres que se tornavam crentes em Cristo queriam desfazer seus matrimônios;
As mesmas queriam deixar as suas obrigações maritais, pela visão que tinham sobre a prostituição e pela ignorância da espiritualização do casamento legal, que só é demonstrada nos Evangelhos;
As mulheres queriam saber de Paulo como se manter santas, se seus maridos eram impuros, perante Deus e elas viviam em novidade de vida, certamente isto estava trazendo problemas nos lares mistos, mulher cristã e marido pagão.
Deixar o lar: observe que Paulo fala em “consente em habitar com ela”, o que denota compartilhar a mesma moradia ou casa, sendo diferente da palavra que a Bíblia utiliza para a conjunção carnal entre marido e mulher, que é em geral utilizada na Bíblia: co-habitar, ou coabitar.
I Pe.3.7. Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento...
Dt. 22.13.
Quando um homem tomar mulher e, depois de coabitar com ela...
Pedro corrobora a posição de Paulo:
I Pe.3.1.
SEMELHANTEMENTE, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra;
IV- A questão da Prostituição:
I Co. 7. 1 ORA
, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher; 2 Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.
A explicação destes dois versículos é outra demanda teológica de grande impacto.
Paulo estaria contra a ordem de Deus, para que o homem tivesse uma mulher: “E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só...”, ora, seria uma contradição e a Bíblia não é contraditória.
A expressão de Paulo apenas retrata um instante fotográfico momentâneo da situação de Corinto e da própria condição do Apóstolo que havia [vide abaixo] assumido seu Apostolado, sobre todas as coisas, o seu único assunto era pregar o Evangelho, como uma loucura para gregos e judeus, de tal forma que ele é sofredor, por ter esta visão, sendo não aceito por alguns, injuriado por outros, quase como um escândalo.
“Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo.”
Se Paulo fosse contrário ao casamento e desconhecesse as virtudes do mesmo, ele não teria podido ensinar a Timóteo a Tito, à respeito da necessidade do Bispo ser marido de uma só mulher, e no mesmo texto desta lição doutrinar a Igreja de Corinto [O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher.Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.] e mais: reconhecer que nem todos podem ter o que ele chama deste “dom” [ mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira e outro de outra.], aqui como algo interno e particular, como aqueles que possui habilidades diferentes, uns dos outros em certas áreas da vida. Diz certo arcebispo: “a castidade é um dom, um presente”.
Paulo defendendo seu apostolado [I Co.9. 1 NÃO sou eu apóstolo? Não sou livre? Não vi eu a Jesus Cristo Senhor nosso? Não sois vós a minha obra no Senhor?2 Se eu não sou apóstolo para os outros, ao menos o sou para vós; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor.3 Esta é minha defesa para com os que me condenam...Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo.] explica a forma de defesa que ele se utilizava para cumprir alguns mandamentos impostos à ele e aos quais ele doutrinava, assim Paulo demonstra as armas que utilizava para abster-se de algumas situações próprias aos homens em relação as questões normais existentes no ser humano como um homem que é um ser completo, com desejos e sentimentos que tentam aflorar na carne.
Logicamente não estamos inserindo neste contexto da vida de Paulo, a questão da prostituição, que a mesma viesse a atacar ao Apóstolo, mas sobre a questão da ação das vontades do corpo humano, no caso de um homem.
A - Paulo deixa claro, em seguida, nos versículos abaixo, que ele:
a-Mantinha uma abstinência;
b-Um celibato;

c-A possibilidade de se tornar um eunuco, não emasculado, mas um homem completo em todos os seus órgãos, porém celibatário na questão da vida em comum com uma mulher.
d-Regrava seu corpo dos desejos, sob uma intensa luta interna, talvez sob o poder da oração, mas sobre tudo sob o poder da graça.
I Co.7.7. Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo;
II CO.12.7.
E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar.8 Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim.9 E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.10 Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.
e-O Evangelho era a sua mola mestra:
I Co.9. 23.
E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele.24 Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis.25 E todo aquele que luta de tudo se abstém; 27 Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.
B - No entanto Paulo reconhecia que a maioria não conseguiria viver como ele e então se tornava necessário:
Primeiro:

Casar em vez de abrasar-se;
Segundo:
Ser marido e mulher de um só;
Ter uma vida sem prostituição, seja ela adultério ou fornicação;
Terceiro:
Dar a devida paga ao parceiro, tanto a esposa como o esposo.
V- A manutenção do estado do casamento:
A vida moderna impingiu várias situações aos homens e mulheres casados.
Várias e novas situações têm trazido aos lares, a dificuldade, que é o rarear do coabitar, ou seja, a privação da vida conjugal íntima, entre o casal, isto tem transtornado relacionamentos antes amáveis e que ao longo dos anos se tornam turbulentos, principalmente quando os pares não entendem a situação uns dos outros, e se atacam mutuamente ou deixam de ter o prazer da companhia um do outro.
Em Corinto e a própria introdução no mundo dos gentios trouxe situações que eram totalmente novas para a Igreja primitiva, e que se perpetuam na Igreja contemporânea, como a mulher cristã e o marido descrente ou vice-versa.
Hoje temos novas situações que aparecem, pois há ocasiões inesperadas, como, quando algum do par se aventura em atividades extra-casamento, trazendo a conscurpação ao leito conjugal, isto quando não trazem em seus corpos atingidos pela concupiscência, as doenças do presente séculos as chamadas DST’s.
Esta é uma realidade de dentro e fora da Igreja moderna como o era na Igreja do Corinto.
Conheçam algumas destas justificativas ou fatos que colaboram para certas situações:
Stress – mal da modernidade;
Trabalho:
Marido e mulher trabalham;
Afastamento por atividades dentro do próprio lar:
Televisão
Internet – um novo e bom instrumento de mídia, de ensino e cultural, mas que também pode separar lares e levar para dentro do lar o adultério ou prostituição virtual.
Serviços do lar: passar, cozinhar, arrumar, filhos, cuidados familiares; alguns de nós, maridos esquecemos que nossas esposas não são nossas empregadas domésticas e desprezamos seus serviços, ou os utilizamos como algo sem valor algum, os considerando “obrigação” da esposa.
Interferências externas:
Parentes;
Visitas;
Sogros
Irmãos;
Despesas
Finanças;
Dívidas.
Fatores ligados à saúde:
Falta de libido;
Fatores hormonais;
Falta de higiene de um dos cônjuges;
Idade diferenciada entre o casal.

Fatores religiosos:
Espiritualidade exarcebada [Jejuns demorados e sem regras; orações sem limites...];
Entendimento errado das Doutrinas sobre a vida conjugal;
Detrimento do casamento em razão da vida espiritual;
Detrimento em razão de muita atividade na Igreja.
Irmãs e irmãos que se dedicam de tal forma as atividades em departamentos da Igreja, que esquecem que devem atender as carências conjugais, seja, do esposo ou da esposa;
Obreiros que viajam muito ou que se dispõem inteiramente ao ministério;
Fatores pessoais:
Muitos usam o casamento como ponto de fuga da autoridade [muitas vezes, tacão dos pais] para sentirem-se livres;
Outros se apaixonam por uma característica particular do futuro cônjuge e quando esta se esvai, leva junto a felicidade conjugal;
Outros vêm no dinheiro do cônjuge ou da família uma condição de uma vida futura, melhor; o que pode ser um engano, como já vi, em muitos casos, e quando descobre a realidade ou se surge uma dificuldade tudo acaba.
Muitos obreiros e membros já me perguntaram qual era o tempo que podiam se aproximar de suas esposas após um período de consagração.
VI - Síndrome das mulheres de Atenas:
Como cantou o poeta popular:
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos, orgulho e raça de Atenas

A façanha das mulheres de Atenas que, para acabar com um conflito [Guerra do Peloponeso] entre Esparta e Atenas, que poderia exterminar seus maridos, os quais estavam insensíveis aos seus pedidos. Estas mulheres levaram a termo uma greve conjugal.
A peça de Aristófanes foi uma tentativa real de acabar com uma guerra de verdade.
Na verdade trazida, esta situação para dentro do casamento tem efeito oposto, ela trás a guerra, para dentro do casamento, ao invés da paz.
Na época em que foi representada a peça (411 a.C.), Atenas atravessava um período dificílimo da sua história, ainda não refeita do desastre da expedição malograda à Sicília (413 a.C.). Abandonados pelos seus aliados, os atenienses tinham a 24 quilômetros das suas cidades as tropas espartanas. Essa luta fratricida enfraquecia a Grécia toda, pondo-a à mercê dos bárbaros.
Inspirado por um profundo sentimento de patriotismo e humanidade, Aristófanes fez-se porta-voz de todas as esposas e mães gregas e, por intermédio de Lisístrata.
Cansadas duma guerra que já durava 20 anos, as mulheres de Atenas, de Esparta, de Beócia e de Corinto chefiadas pela ateniense Lisístrata, decidiram pôr fim às hostilidades usando de uma táctica pouco ortodoxa: uma greve de sexo. Para melhor conseguir seu objetivo ocuparam a cidade de Atenas – a Acrópole, e tomaram conta do Tesouro. Os maridos não resistirão à greve...
a-A orientação apostólica é clara e cristalina sobre o assunto:
Muitos casais, principalmente noviços, vêm nesta forma de ação, uma arma para poder conquistar, algo que quer do conjuge, e isto acaba sendo uma forma cruel de ultrapassar os limites dados pela Palavra de Deus. I Co. 7.4. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. 5 Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.
1Co 11: 11 - Todavia, nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor.
A incontinência deve ser vista como uma ação que, não sendo como a Bíblia ensina ou pelos motivos superiores, como algo danoso que, vai pouco a pouco, minando as colunas e alicerces do casamento, figurativamente é como uma construção sendo deteriorada de fora para dentro, até atingir os rudimentos da relação conjugal, não deixe isto acontecer, é o que Paulo está alertando!
b-Meu conselho depois de décadas de casado:
Assuntos rixosos ou brigas, ou mesmo o que se quer, ou se pode obter do cônjuge, não se resolvem só com base, no leito conjugal, mas na conversa franca e na oração em comum: “não deixe o sol se por sobre a sua ira”.
CONCLUSÃO:
Se nós quisermos manter entre nós, um leito venerado e sem mácula, um casamento feliz e duradouro, ou se alguém desejar ser como Paulo deverá buscar em Deus e pela sua Palavra, sobre todas as condições que deverá cumprir.
Porém, saiba que o casamento é algo instituído por Deus e que nos cremos no casamento como uma instituição legal divina, que só vem para abençoar a vida daqueles que dele se apodera, como benção.
Que não se espere encontrar no casamento nenhum tipo de rusga, ou situação conflituosa, pois o casamento é o encontro, no nível pessoal e espiritual, de vidas com mentes, educação e genes diferentes, e que a conciliação destes fatores será dolorosa ou menos dolorosa ou menos traumática ou sem traumas, dependendo da busca permanente de Deus no seio do casamento.
Ec. 4.9. Melhor é serem dois do que um....Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante...Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará? E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.
Fonte:

Lição CPAD – 2º trimestre
Cardeal Juan Luis Cipriani Thorne
A página – ARTIGO 1669
Apontamentos do autor
Bíblia Chamada
Bíblia Plenitude

3 comentários:

Osiel Varela disse...

CORREÇÃO DO AUTOR:
PEÇO QUE NO TÓPICO II, SEJA LIDO:
II - O ordenamento bíblico do Casamento:
A Bíblia Sagrada ordena segundo as suas Palavras que o Casamento seja indissolúvel, e considera-o entre duas pessoas do sexo oposto.
POR FALTA DE TEMPO E FALHA DE REVISÃO SAIU COM ERRO, MUITO EMBORA AS REFERENCIAS BÍBLICAS UTILIZADAS, DEIXEM, BEM CLARO, O PENSAMENTO DO AUTOR.
GRATO
Osvarela

Osiel Varela disse...

ATENTAR PARA CORREÇÃO DO TÓPICO II.
GRATO
Osvarela

osiel varela disse...

O nosso rascunho dizia:
" não considera-o entre...
Erramos ao digitar.
Veja como uma palavra ou a falata de uma palavra mofica um pensamento.
Osvarela
SBC-SP-Br
No site ebdweb alguns leitores já entederam o erro e verificaram pelos textos de referencia qual era o sentido da frase.
Que Ele cresça e diminua eu...

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